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URINÁLISE URINA • A urina é um produto da filtração do sangue, portanto, a urinálise auxilia tanto no diagnóstico de doenças renais e do trato urinário, quanto em outros distúrbios sistêmicos, tais como: • Insuficiência hepática • -Anemia hemolítica imunomediada • -Rabdomiólise • -Doenças infecciosas (ex: leishmaniose, leptospirose) • Mieloma Múltiplo URINA • Ainda, a urinálise é importante exame de triagem para detecção precoce e monitoramento de doenças do sistema urinário, sendo indispensável para o paciente geriátrico. Amostra • Algumas informações sobre a amostra de urina são de extrema relevância, pois influenciarão diretamente a fase analítica e a interpretação final do exame. ETAPAS DA URINÁLISE • 1 – avaliação física Avaliação da cor, volume, aspecto e densidade urinária INTERPRETAÇÃO Normalmente a coloração da urina de cães e gatos é amarela, seu aspecto é límpido. O volume ideal para análise é de no mínimo 10 mL. A densidade urinária reflete a concentração da amostra e deve ser interpretada juntamente com o estado de hidratação do paciente e outros exames laboratoriais. Análise química • Etapa realizada com tira química própria para avaliação de urina. Irá detectar a presença de sangue oculto, bilirrubina, nitrito, glicose, proteína, corpos cetônicos e determinação do pH da amostra. Interpretação • pH: Em carnívoros varia entre 5,5 a 7,5. Alterações no pH podem ser reflexo de alterações metabólicas, renais, uso de furosemida e infecções bacterianas no trato urinário, por exemplo. Sangue oculto • Sangue oculto: Não se espera a presença de sangue em quantidades detectáveis na urina de mamíferos sadios. A detecção de sangue oculto pode ser devido à hemoglobinúria, mioglobinúria, hematúria ou meta- hemoglobinúria. Proteína • Proteinúria transitória pode estar associada a febre, estresse e exercício. Sempre correlacionar o aumento de proteína com a densidade urinária e sedimentoscopia. Quando observada proteinúria, devemos classificá-la como pré-renal, renal ou pós- renal. Glicose • Em pacientes normoglicêmicos não deve ser detectada. Glicemia transitória pode levar a glicosúria transitória, é o caso de gato estressado, excitação, liberações agudas de epinefrina e corticosteróides Bilirrubina • Sua presença pode indicar distúrbios hepatobiliares ou hemolíticos. A bilirrubinúria é detectada antes da bilirrubinemia e antes da icterícia clínica. Nitrito • Algumas bactérias são capazes de transformar nitrato em nitrito. Portanto, a presença de nitrito na urina pode indicar infecção bacteriana Corpos cetônicos • Não deve ser detectável em animais saudáveis. Dentre as causas de cetonúria estão excesso de catabolismo de gordura, mal nutrição, caquexia, inanição, anorexia, hipertireoidismo e diabetes mellitus. Sedimentoscopia • Eritrócitos e leucócitos: Amostras de urina podem apresentar uma pequena quantidade de eritrócitos e leucócitos. O aumento no número destas células pode ser em decorrência de processos inflamatórios, distúrbios de coagulação ou urólitos, por exemplo. • Células epiteliais: As células epiteliais são altamente esfoliativas, assim, é normal encontrar ocasionais células no exame de urina, mas este número pode aumentar em caso de cistite, neoplasia ou em outras causas inflamatórias. Microrganismos • Amostras coletadas por micção espontânea podem apresentar pequena quantidade de bactérias devido à contaminação no trato urinário inferior. A ausência de bactérias detectáveis no sedimento urinário não exclui a possibilidade de infecção, sendo a urocultura o método ideal para confirmação de infecção. Cristais • A precipitação de minerais pode resultar na formação de cristais. A cristalúria pode ser favorecida pelo pH urinário, sendo comum o oxalato de cálcio ser encontrado em urina ácida e fosfato amoníaco magnesiano (estruvita) em urina alcalina em cães e gatos. • A razão primária para a identificação dos cristais urinários é para detectar a presença de alguns tipos de cristais anormais que podem corresponder a doenças como hepatopatias, erros inatos do metabolismo ou um dano renal causado por cristalização de componentes iatrogênicos dentro dos túbulos. • Cristais são relatados no exame de urina de forma semi-quantificada (+, ++, +++) ou por termos descritivos (raros, poucos, moderados, numerosos). Cristais normais em urina ácida • Cristais de oxalato de cálcio são frequentemente vistos em urinas ácidas, mas podem ser encontrados em urinas neutras, e até raramente em urinas alcalinas. • Os cristais mais comuns vistos nesse tipo de urina são uratos: • Uratos amorfos; • Ácido úrico; • Uratos ácidos; Cristais normais em urina alcalina • Fosfatos representam a maioria dos cristais vistos em urina alcalina e incluem: • Fosfatos amorfos; • Fosfatos triplos; • Fosfatos de cálcio; Outros cristais associados à urina alcalina são carbonato de cálcio e o biurato de amônia. Cristais urinários anormais • São encontrados em urina ácida ou raramente em urina neutra. A maioria tem formas características. Porém, sua identidade deve ser confirmada por testes químicos ou pelas informações do pacientes (medicamentos). Razão proteína: creatinina urinária (PU:CrU) • É um índice que mensura o grau de proteinúria e pode ser utilizado na avaliação precoce de pacientes com doença renal. Para realização do teste é recomendado colheita por cistocentese e amostra sem sedimentos ativos, sempre correlacionando com achados da urinálise Razão GGT: creatinina urinária (GGT-U:CrU) • A determinação da razão é útil para detectar precocemente lesão tubular renal aguda causada por vários fatores, como por exemplo nefrotoxicidade induzida por gentamicina. Slide 1 Slide 2: URINA Slide 3: URINA Slide 4 Slide 5: Amostra Slide 6: ETAPAS DA URINÁLISE Slide 7: Análise química Slide 8: Interpretação Slide 9: Sangue oculto Slide 10: Proteína Slide 11 Slide 12: Glicose Slide 13 Slide 14: Bilirrubina Slide 15: Nitrito Slide 16: Corpos cetônicos Slide 17: Sedimentoscopia Slide 18: Microrganismos Slide 19: Cristais Slide 20: Cristais normais em urina ácida Slide 21 Slide 22: Cristais normais em urina alcalina Slide 23 Slide 24 Slide 25: Cristais urinários anormais Slide 26 Slide 27: Razão proteína: creatinina urinária (PU:CrU) Slide 28: Razão GGT: creatinina urinária (GGT-U:CrU)