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AULA 6 COOLHUNTING Profª Deborah Iuri Tazima 2 TEMA 1 – ESTRUTURA DE UM RELATÓRIO DE TENDÊNCIAS Depois de o coolhunter passar meses monitorando fontes de informação, coletando e analisando sinais de futuro para construir tendências, chegou a hora de desenvolver o produto final: o relatório de tendências, o famoso trend report! O relatório de pesquisa é “uma apresentação escrita e/ou oral do processo de pesquisa, dos resultados, das recomendações e/ou conclusões para um público específico” (Malhotra, 2012, p. 578). Essa é a etapa na pesquisa de mercado em que todas as pontas são amarradas e se tangibiliza o valor do trabalho do coolhunter, por isso é fundamental caprichar nela. O relatório de tendências normalmente tem uma parte escrita que não precisa ter um texto cheio de academicismo e nas normas da ABNT, mas precisa seguir uma estrutura lógica para apresentar os resultados da melhor forma possível. Aqui será feita uma sugestão de estrutura, mas que poderá ser modificada para atender melhor o propósito da sua pesquisa. Portanto, a estrutura sugerida é: • Capa: pensar em um título interessante que sintetize o propósito desse trend report. Pode ser algo bem simples como “Guia de tendências 2020-2025” ou nomes mais chamativos, como “Relações Beta: experimentações do desejo”1. Aqui também é importante ter informações sobre o coolhunter e o ano de publicação caso alguém queira referenciar. • Sumário: é uma página que vai demonstrar todos os tópicos abordados no trend report com sua respectiva página, para facilitar a consulta e leitura do relatório. • Resumo executivo: é um resumo do relatório completo em poucas linhas. Muitas vezes é a única parte que os gestores leem. Para escrever um sumário executivo, faça o seguinte exercício: se você precisasse contar sobre o processo de coolhunting realizado e explicar as tendências construídas em uma conversa de três minutos, como seria? Grave essa sua explicação, transcreva e faça os ajustes necessários. O resumo executivo deve mostrar os destaques do processo. 1 Disponível em: <https://consumoteca.com.br/consumotecalab/relacoesbeta/>. Acesso em: 6 abr. 2021. https://consumoteca.com.br/consumotecalab/relacoesbeta/ 3 • Metodologia: descrever o processo de coolhunting, indicando como os sinais foram coletados e mostrando os métodos que foram empregados durante o processo. • Análise de macroambiente (drivers): mostrar aqui o cenário atual e o que está acontecendo no macroambiente (ambiente político, econômico, sociocultural, tecnológico, ambiental e legal) que impulsiona a mudança. Aqui é importante demonstrar dados secundários que foram utilizados no quadro “O que impulsiona a mudança” do trend canvas para tornar a análise mais robusta. • Mapa de tendências: aqui é um sumário visual que vai mostrar todas as tendências e facilitar a navegação entre elas. • Tendências: aqui está o ouro do seu relatório. De novo, cada consultoria de tendência adota um formato diferente, mas em essência sempre tem o nome de cada tendência, uma descrição delas, como elas se relacionam com drivers apontados na análise de macroambiente e exemplos que você separou como evidências para a mesma. Muitos relatórios misturam aqui também trechos de entrevistas em profundidade ou grupos focais que ajudaram na construção dessa tendência. • Conclusões: essa seção faz o fechamento do relatório, recapitulando os pontos principais e indicando caminhos futuros a partir dessas tendências. • Referências: é a única parte em que se espera uma apresentação mais formal e acadêmica, pois aqui serão apresentadas todas as fontes que foram consultadas para a construção do relatório. Lembre-se: a estrutura que apresentamos foi uma sugestão. No seu relatório de tendências, você pode adaptar a sua estrutura desde que faça sentido para seu propósito. A definição dessa estrutura é importante para que você possa “rechear” cada uma das seções no processo e organizar a redação do relatório. No próximo tema veremos algumas aplicações reais com algumas dicas. TEMA 2 – COMO APRESENTAR O RELATÓRIO DE TENDÊNCIAS Depois de a parte escrita estar pronta, é preciso dar vida à apresentação. Lembre-se o relatório de um coolhunter precisa ser cool, por isso precisamos abusar dos recursos visuais. A forma deve dar vida ao conteúdo que foi 4 trabalhado. Normalmente a entrega não é feita em um formato word como em pesquisas de mercado tradicionais, mas sim como um arquivo de powerpoint. No tema anterior vimos a estrutura sugerida de um trend report, mas agora veremos como podemos diagramar e apresentar esses resultados visualmente por meio de exemplos reais. O sumário não tem muito segredo, todo mundo que foi estudante já entregou trabalhos que continham sumários. A seguir, um exemplo: Figura 1 – Exemplo de sumário Fonte: Fiep (2020). Em uma pesquisa acadêmica, o tópico de metodologia é descrito apenas com parágrafos escritos, mas em um trend report é importante quebrar essa lógica e fazer uma apresentação mais orientada a mercado, com imagens e uma diagramação mais criativa, como um trecho desse tópico de um relatório de tendências publicado pela box1824: 5 Figura 2 – Exemplo de apresentação de metodologia no relatório 6 Fonte: Box 1824. Como você pôde notar na Figura 2, o trecho referente à metodologia no relatório de tendências manteve o rigor detalhando o processo, mas apresentou as etapas do estudo de forma mais leve e visual, diferentemente de um estudo acadêmico, que tem um texto denso e rebuscado. 7 Outro tópico que pode brincar nas apresentações é a análise de ambiente. Na Figura 3, temos um exemplo do relatório de tendências da Mintel, no qual pode-se notar como é feita a apresentação dessas forças maiores e que podem influenciar as tendências, como ciência, natureza e tecnologia. Figura 3 – Exemplo de análise de ambiente (drivers) Fonte: Mintel [s. d.]. 8 O mapa de tendências é um sumário visual das tendências que devem ser apresentadas, no qual podemos ter um ícone que represente as tendências, seus nomes e uma síntese em uma linha, como o mapa de tendências desenvolvido para um trend report da Trendwatching (Figura 4). Figura 4 – Mapa de tendências Fonte: Trendwatching (2017). Já a apresentação detalhada das tendências varia bastante de acordo com cada coolhunter e instituto de pesquisa. Alguns gostam de deixar as informações mais organizadas em tópicos e outras preferem deixar um texto mais denso. De novo: não tem uma regra e cada consultoria adota um estilo diferente. Algumas utilizam mais textos escritos, como é o caso do Guia de Tendência do Sebrae, ilustrado na Figura 5. 9 Figura 5 – Exemplo de apresentação de tendências – Relatório Sebrae Fonte: Sebrae (2020). Na Figura 5, pode-se notar que a estrutura adotada pelo Sebrae é o nome da tendência no topo com um ícone que indica o status da tendência (exemplos: emergentes recebem um triângulo); além de uma descrição da tendência do lado esquerdo e alguns cases reais com links do lado direito. Essa apresentação de cases reais que foram utilizados para construir as tendências são fundamentais e a forma de apresentação pode variar de uma instituição para outra. Por exemplo, diferentemente do exemplo apresentado anteriormente, o Relatório de Tendências 2020 dos observatórios do sistema FIEP escolhe apresentar três exemplos ao final de cada tendência, como pode ser visto na Figura 6. 10 Figura 6 – Exemplo de apresentação de tendências – FIEP Fonte: Fiep (2020). Além de exemplos, alguns trend reports também colocam trechos das entrevistas em profundidade, que foram feitas para ilustrar a força ou o significado dessa tendência, como éo caso da caixa azul que contém uma citação que dá suporte à tendência “Não era amor, nem cilada” da Consumoteca, como pode ser visto na Figura 7. Figura 7 – Exemplo de uso de citação de entrevista – Consumoteca Fonte: Consumoteca, [s. d.]. 11 TEMA 3 – CONSUMER INSIGHTS: COMO APLICAR A TENDÊNCIA NO MERCADO NA PRÁTICA Com o relatório pronto, é possível fazer uma avaliação de cada tendência individualmente para gerar alguns insights concretos para quem for utilizar o trend report. Como esta aula tem uma proposta de ser mais prática do que teórica, veremos algumas práticas do mercado para gerar consumer insights nesses últimos temas. Há diversas ferramentas que são desenvolvidas para entender como pode ser feita a aplicação da tendência para cada setor especificamente. Pode ser feito um checklist simples que responda questões como “quais problemas podem ser resolvidos com essa tendência?” e “como essa tendência impacta meu negócio?”, até ferramentas mais estruturadas, como as que são fornecidas pelo Sebrae. O Sebrae propõe que, depois da leitura do seu relatório de tendências, seja feita uma avaliação do nível de aplicabilidade da tendência no negócio, já que as tendências têm impactos diferentes para cada setor. É algo bem simples, sendo necessário avaliar em uma escala de cinco pontos se a tendência tem pouca ou muita aplicabilidade, como demonstrado na Figura 8. Figura 8 – Ferramenta de aplicabilidade da tendência no negócio do Sebrae 12 Fonte: Sebrae (2020). Depois da avaliação do nível de impacto dessa tendência no negócio do respondente, é preciso escolher até cinco tendências que tiveram alto nível de aplicabilidade ao negócio, de acordo com as escalas, para fazer uma avaliação mais minuciosa delas. Cada uma das tendências deve preencher os itens ilustrados no modelo na Figura 9. Figura 9 – Validação de aplicabilidade da tendência Fonte: Sebrae (2020). 13 Essa validação é importante de ser feita, pois mesmo se a tendência for bastante relevante para o negócio, nem sempre ele tem recursos como dinheiro, tempo e conhecimento para aplicar imediatamente a tendência. Essa etapa da ferramenta do Sebrae faz com que se coloque “o pé no chão”. Por fim, deve se selecionar até três tendências pela metodologia do Sebrae e preencher o instrumento apresentado na figura 10. Figura 10 – Ferramenta de planejamento de implementação das tendências Sebrae Fonte: Sebrae (2020). 14 Com base nessas três etapas propostas pelo Sebrae, as empresas terão capacidade de avaliar quais tendências do relatório têm mais aplicabilidade ao seu negócio, identificar se há capacidade de implantação e por fim gerar insights de consumo mais concretos, indicando ações necessárias para sua implementação. TEMA 4 – CRIAR COM BASE NAS TENDÊNCIAS Com o relatório de tendências, recomenda-se fazer um workshop com o cliente para que ele consiga cocriar sobre como cada uma dessas tendências pode ser incorporada ao negócio dele. Essa etapa é fundamental de ser feita junto com o cliente, pois, apesar de você ter domínio das tendências, ninguém vai entender mais do mercado do que o seu próprio cliente. No trend canvas, trabalhamos com o lado que ajuda a compreender a tendência, mas precisamos explorar o preenchimento do lado de como aplicar a tendência. Durante o workshop, é preciso preencher o lado direito com os itens “Potencial de Inovação” e “Quem” (Figura 11), que vão ajudar o seu cliente a identificar como essa tendência pode gerar oportunidades ao seu negócio. Figura 11 – Lado direito trend canvas – Aplicação Fonte: Trendwatching (2013). 15 A parte de Potencial de Inovação do trend canvas precisa mostrar como e onde a tendência em questão pode ser aplicada no negócio do seu cliente. Como já reforçamos várias vezes, a tendência é transversal e por isso pode ser aplicada em diversos setores. De acordo com algumas sugestões da Trendwatching (2013, p. 16), é interessante levar em consideração as seguintes áreas, que podem sofrer impacto: • Visão: como as transformações mais profundas que pertencem a essa tendência vão formatar a visão de longo prazo da sua empresa? • Modelo de negócios: é possível aplicar essa tendência para lançar uma empreitada comercial ou marca totalmente nova? • Produto/Serviço/Experiência: quais novos produtos e serviços é possível criar à luz dessa tendência? Como você vai adaptar os seus produtos e serviços atuais? • Campanha: como você pode incorporar essa tendência às suas campanhas e mostrar aos consumidores que você “saca” a língua deles? O seu cliente deve refletir sobre cada uma dessas questões e, com sua bagagem de know-how, avaliar como a tendência apontada pelo processo de coolhunting pode modificar sua estratégia, gestão e produtos, preenchendo o canvas com post-its, como mostrado na Figura 12. Figura 12 – Exemplo de preenchimento da área Potencial de Inovação Fonte: Trendwatching (2013). 16 Depois de completar algumas oportunidades que a tendência pode trazer, é hora de preencher o “Quem” do canvas, no qual precisa-se apontar quais grupos de consumo podem ser um potencial público-alvo para essa tendência. O foco aqui é mais identificar características comportamentais e psicográficas do público-alvo, e não demográficas. Ou seja, para essa etapa interessa mais descrever o comportamento de uso e estilo de vida dos consumidores que provavelmente vão adorar essa tendência do que necessariamente idade, gênero e renda. O preenchimento deve ser feito também com post-its, como o exemplo apresentado na Figura 13. Figura 12 – Exemplo de preenchimento da área “Quem” Fonte: Trendwatching (2013). Ao finalizar o preenchimento do lado direito do canvas, a aplicação da tendência no mercado deve ficar bem mais clara para todas as partes envolvidas no processo. Assim, o cliente já pode preencher a parte “Sua Inovação” do canvas, na qual ele pode indicar algumas aplicações concretas dentro de sua empresa. É importante lembrar que nem todas as tendências se aplicam homogeneamente a todos os setores ou regiões; algumas tendências podem ser mais relevantes para alguns estados, países e setores diferentes. Por isso, o nível de dificuldade para completar o canvas pode ser diferente para cada tendência. 17 TEMA 5 – REPENSANDO A CULTURA ORGANIZACIONAL POR MEIO DE TENDÊNCIAS Já vimos que, de acordo com o trend report, o coolhunter pode fazer diversos formatos de workshops que estimulem a criatividade de diversas organizações, já que as tendências apontadas estimulam novos olhares. Aqui veremos uma metodologia de como aplicar tendências fora do marketing, a do consultor Bhargava (2015), que propõe um workshop para repensar a cultura corporativa a partir das tendências. Esse workshop deve ser utilizado especificamente para repensar a cultura corporativa e inspirar a equipe a ser mais produtiva, mas pode ser especialmente útil se uma empresa estiver nas seguintes situações: • Prestes a contratar uma quantidade considerável de novos talentos para integrar a equipe. • Um grande número de colaboradores deixou a empresa em um curto espaço de tempo. • Se a empresa estiver em um momento de transição de liderança. Não necessariamente a empresa precisa estar passando por isso, já que repensar uma cultura corporativa também pode ser uma maneira maravilhosa de inspirar a equipe, já que seus integrantes se sentirão mais unidos depois de um processo de cocriação no workshop. O que é preciso fazer na etapa de preparação antes do workshop? A primeira coisa é sempre fazer um levantamento de como a cultura corporativa é percebida atualmente, podendo ser feita por meio de um questionário com respostas anônimas ou um grupo focal, por exemplo. Independentemente do método, Bhargava (2015, p. 354) sugereque as seguintes questões sejam sempre abordadas: • Você sabe o que a empresa representa e acredita nessa missão? • Você acha que tem as ferramentas e habilidades necessárias para fazer seu trabalho todos os dias? • Você acha que é confiável para fazer seu trabalho de forma independente? • Você recomendaria nosso negócio como um lugar para seus amigos trabalharem? • Você geralmente gosta de seus colegas de trabalho? 18 Essas questões orientadoras ajudarão na compreensão da cultura organizacional, fazendo uma fotografia de como a cultura organizacional está hoje. Sobre os participantes, quem deveria se envolver nesse tipo de workshop? Bom, o foco desse workshop é fortalecer a cultura corporativa, por isso precisa ter uma combinação de funcionários influentes e outros que são implementadores. É preciso identificar os funcionários que têm o perfil de evangelização das ideias a serem desenvolvidas. De acordo com Bhargava (2015, p. 356), sugere-se adotar a seguinte composição: 1. Facilitador (1) - O facilitador é o líder da conversa e é responsável principalmente por manter a sessão nos trilhos, colocar grandes questões, sondar mais quando necessário, garantir que nenhum participante individual domine e resumir a sessão e algumas das grandes discussões aprendizado. 2. Secretário (1) - O objetivo de ter a tarefa de gravar anotações separada do facilitador é para que o facilitador fique livre para se concentrar na conversa. O escriba, entretanto, deve fazer mais do que simplesmente registrar o que é dito. Ele ou ela precisa ser capaz de aplicar insights suficientes para capturar a essência das ideias e conectá-las em tempo real. 3. Diretor de Cultura Corporativa (1) - Para que qualquer cultura corporativa seja evangelizada e focada, alguém precisa assumir a responsabilidade de possuí-la. Para algumas organizações, pode ser o líder de toda a empresa e, para outras, pode haver uma função formal ou informal para alguém assumir o desafio de ser um diretor de cultura. É vital nomear essa “pessoa antes do workshop e garantir que ela esteja participando dele. 4. Funcionários (2–4) - Para manter um ponto de vista realista e avaliar as ideias em relação à situação da vida real de sua empresa, é importante ter alguns funcionários imparciais participantes neste workshop. Os funcionários ideais são confiantes o suficiente para expressar suas opiniões diretamente e também são influentes o suficiente para inspirar o respeito de seus colegas de trabalho ao compartilharem as ideias da oficina. Com base nessa composição, deve ser avaliada a cultura organizacional da empresa (analisando os resultados feitos na etapa de preparação) e uma apresentação das tendências identificadas pelo coolhunter. A partir daí é preciso fazer uma discussão orientada para avaliar o quanto a cultura organizacional está alinhada com as tendências e fazer sugestões concretas de como essas tendências impactam a cultura organizacional. Depois dessa etapa, necessariamente a equipe do workshop precisa indicar formas concretas de alinhar a cultura a tendências que elas julguem importantes e propor ações concretas para isso. 19 REFERÊNCIAS BHARGAVA, R. Non obvious: how to think different, curate ideas & predict the future. IdeaPress, 2015. CONSUMOTECA. Relações beta. [s. d.]. Disponível em: <https://consumoteca.com.br/consumotecalab/relacoesbeta/>. Acesso em: 6 abr. 2021. FIEP. Sistema Fiep lança publicação Tendências 2020. 2020. Disponível em: <https://observatoriosistemafiep.org.br/blog/tendencias-sistema-fiep-2020>. Acesso em: 6 abr. 2021. MALHOTRA, N. K. Pesquisa de marketing: uma orientação aplicada. Bookman, 2012. MINTEL. Tendências globais de beleza e cuidados pessoais 2030. [s. d.]. Disponível em: <https://downloads.mintel.com/private/eodhv/files/812159/>. Acesso em: 6 abr. 2021. SEBRAE. Guia de tendências 2020-2021. 2020. Disponível em: <https://api.pr.sebrae.com.br/storage/caderno_tendencias/home/2021/conteudo. pdf?token=06e2bdc3-d674-4191-8a90-df9c56e091fe>. Acesso em: 6 abr. 2021. TRENDWATCHING. Painel de tendências de consumo. 2013. Disponível em: <https://trendwatching.com/trends/pdf/2013- 10%20CONSUMER%20TREND%20CANVAS%20(PT).pdf>. Acesso em: 6 abr. 2021. _____. The bigger picture. 2017. Disponível em: <https://trendwatching.com/quarterly/2017-03/the-bigger-picture/>. Acesso em: 6 abr. 2021.