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Victor Velloso – FASAI 23.2 1 ➜ Vascularização cardíaca ⇀ A artéria coronária esquerda irá participar da vascularização do átrio esquerdo e ventrículo esquerdo, do fascículo atrioventricular ramos direito e esquerdo e parte do septo interventricular. ⇀ A artéria coronária direita irriga o nó sinoatrial e nó atrioventricular, a maior parte do átrio e do ventrículo direito e parte do septo interventricular. ⇀ 70% dos indivíduos possuem dominância cardíaca direita, ou seja, a artéria interventricular posterior é ramo da artéria coronária direita. 20% apresentam dominância esquerda e cerca de 10% apresentam dominância balanceada/mútua. ⇀ Os três locais mais comuns de oclusão da artéria coronária e a percentagem de oclusão de cada artéria são • Ramo interventricular anterior • Artéria Coronária Direita • Ramo circunflexo da ACE Victor Velloso – FASAI 23.2 2 ⇀ A Veia cardíaca magna drena as regiões vascularizadas pela artéria coronária esquerda. As veias cardíacas mínimas não drenam para o seio coronário, mas diretamente para as câmaras cardíacas (átrios). Victor Velloso – FASAI 23.2 3 ⇀ O colesterol é produzido no fígado e no intestino delgado. Há 3 moléculas que transportarão o colesterol: a HDL, a LDL e a VLDL. A LDL é o principal transportador de colesterol do fígado e rins para os tecidos. O fígado é o maior receptor desse LDL e colesterol, onde ele é processado e secretado na bile (a maior parte do colesterol é reabsorvido no intestino). Parte desse LDL se liga a receptores celulares de tecidos, para que esses utilizem o colesterol na composição celular e parte é metabolizada por monócitos e macrófagos, os quais possuem receptores scavangers capazes de se ligar e fagocitar o LDL. (A absorção de LDL pelos macrófagos na parede arterial pode levar ao desenvolvimento de aterosclerose). ⇀ Com frequência, a HDL é denominada colesterol bom, por facilitar o transporte reverso do colesterol (desloca o colesterol dos tecidos periféricos de volta ao fígado, onde pode ser secretado na bile e eliminado do corpo pelo intestino nas fezes). Hipercolesterolemia familiar ⇀ A aterosclerose é o enrijecimento das paredes arterial por deposição patológica de material fibroadiposo, lesando as camadas do vaso. A aterosclerose pode aparecer de 3 formas: • Estrias gordurosas: Deposição não patológica de tecido adiposo na íntima dos vasos. Há células espumosas. Estão presentes em crianças de 1 ano de idade e podem progredir até os 20 anos sem necessariamente causar prejuízo. Após essa idade, costumam estagnar ou regredir. • A progressão das estrias gordurosas pode levar a uma lesão vascular, desencadeando um processo mais intenso de formação da placa de ateroma: a placa ateromatosa. Essa placa é formada por monócitos circulantes e lipídeos que começam a aderir no local e libearar fatores pro inflamatórios. • Com mais monócitos realizando rolagem, diapedese e se transformando em macrófagos, as estrias progridem até alcançar a túnica média. Os macrófagos liberam radicais livres que oxidam a LDL. A LDL oxidada é tóxica para o endotélio. (sd. Metabólica + hipertens + oxidação ldl) A lesão endotelial causa adesão plaquetária, agregação de plaquetas e deposição de fibrina. As lesões complicadas podem apresentar hemorragias, ulcerações e podem ter vascularização colateral advinda do vasa vasorum. ⇀ Um dos responsáveis pela adesão das células do sangue nas células endoteliais é a molécula de adesão celular vascular (VCAM-1), a qual pode se ligar a monócitos, plaquetas e linfócitos. Em ratos geneticamente modificados para expressarem menos VCAM há menor formação de placas ateromatosas. Sabe-se também que as células endoteliais possuem cílios que monitoram o fluxo sanguíneo. Quando o fluxo é turbulento, há maior propensão à formação de placas ateromatosas, mas quando o fluxo é laminar as células endoteliais liberam superóxido dismutase (um antioxidante) e óxido nítrico (um vasodilatador). ⇀ Infecções podem piorar a progressão da placa de ateroma, uma vez que na infecção diversos fatores pró-inflamatórios são liberados na corrente sanguínea como TNF e Interleucina, o que irá agravar a formação da placa. Migração e proliferação de células musculares lisa + sua diferenciação em miofibroblasto e produção de MEC. ⇀ Em locais com obstrução expressiva da luz, há maior turbulência do fluxo e impacto sobre a parede. Os fatores químicos correspondem à ação de enzimas, especialmente metaloproteases, que degradam o colágeno da capa fibrosa, facilitando a ruptura da placa. Células inflamatórias são a principal fonte dessas enzimas hidrolíticas. Por isso, existe relação entre intensidade da inflamação em lesões ateroscleróticas e sua propensão a romper-se. Victor Velloso – FASAI 23.2 4 placas complicadas: calcificação, hemorragia, ulceração, trombose ➜ Doença arterial coronariana ⇀ Ateromas, trombos e vasoespasmo. Os vasoespamos são difíceis de diferenciar dos trombos, uma vez que ambos diminuem o lúmen do vaso e o vasoespasmo leva à formação de trombo assim como o trombo leva aos vasoespasmos. Acredita-se que a placa de ateroma aumente a distância entre as células endoteliais (que liberam óxido nítrico) e as células musculares lisa. Quadro clínico: • Angina estável: dor precordial quando ocorre aumento súbito do trabalho cardíaco, como ao subir uma escada. O nível da dor vai depender do nível de obstrução da artéria. • Angina instável: É o tipo de angina que precede o infarto, pequenos esforços ou mesmo o repouso podem desencadear essa angina. • Dispneia: Geralmente ocorre quando há aumento da pressão atrial esquerda, onde cai o sangue oxigenado dos pulmões. Nesse caso, há extravasamento de líquido para o interstício pulmonar, causando dificuldades nas trocas gasosas (por alterar a relação V/Q) e enrigencimento do pulmão, o que irá exigir mais esforço para ventilação. • Palpitações: podem ser indicativo de má perfusão do miocárdio (o que leva a uma taquicardia) ou a uma desregulação do sistema de condução cardíaco devido ao infarto. • Edema: Ocorre em função da alteração das forças de Starling, com aumento da filtração arterial, além de fatores neuroendócrinos que podem estimular a retenção de sódio e água. • Cianose: É resultado da hemoglobina reduzida em função da hipoperfusão. • Fadiga: Em função da diminuição do débito cardíaco. • Síncope: Ocorre caso a pressão para o encéfalo passe mais de 10 segundos abaixo de 60 mmHg. Victor Velloso – FASAI 23.2 5 Os testes de estresse têm como função avaliar a reserva cardíaca. O teste ergométrico ou teste de estresse físico geralmente é feito em uma bicicleta ou esteira. O indivíduo, caso possua contra-indicações para a realização do teste físico, deve realizar estresse farmacológico. Vasodilatadores para aumentar a perfusão cardíaca, agentes inotrópicos e cronotrópicos Cintilografia é a injeção de radiotraçadores que, ao sofrerem decaimento radioativo vão ser detectados pela câmara. Alguns desses radiotraçadores têm afinidade pela Na+/K+/Atpase, indicando quais células estão necrosadas. PET-Scan/TC (Tomografia + Cintilografia) é um exame muito avançado e semelhante à cintilografia. Consiste em fornecer ao indivíduo uma glicose radioativa e colocar em uma máquina que capte o caimento radioativo dessa glicose, junto a uma máquina de tomografia que pode melhorar a qualidade. É muito útil para verificar a presença de tumores, metástases e áreas de inflamação. TC – radiação do aparelho p/ paciente Cintilo – radiação do paciente p/ aparelhoNa medula espinal, os impulsos supostamente convergem com impulsos de outras estruturas. Esta convergência pode ser o mecanismo da dor na parede torácica, nas costas e no braço que algumas vezes acompanha a angina de peito. A importa ̂ncia dessas fibras pode ser de- monstrada em pacientes que passaram por um transplante de coração. Quando esses pacientes desenvolvem aterosclerose, eles permanecem completamente assintomáticos, sem desen- volvimento de angina. Náusea e vômito Náusea e vômito podem surgir por ativação do nervo vago na situação de infarto da parede inferior do miocárdio. Bradicardia Victor Velloso – FASAI 23.2 6