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Unidade 1 – Civilizações e cidadania Para avaliação As rubricas a seguir são um instrumento de avaliação formativa que permite mensurar o desempenho dos estudantes e identifi- car quais conteúdos cada um deles precisa aprimorar antes de prosseguir nos estudos. O. P. Critérios de avaliação Desempenho Justificativa A t iv id a d e 1 6 O estudante entendeu a função do patrimônio histórico e a relação entre o presente e o passado? Desenvolvido O estudante entendeu a importância da preservação do patrimônio histórico do Egito e apontou a permanência dessa política no presente. Desenvolvido parcialmente O estudante entendeu parcialmente a importância da preservação do patrimônio histórico do Egito, mas não entendeu a permanência dessa preocupação no presente. Em desenvolvimento O estudante não entendeu a importância da preservação do patrimônio histórico do Egito e nem a permanência dessa política no presente. A t iv id a d e 2 3 O estudante percebeu o papel da religião na formação dos antigos povos do Egito e da Mesopotâmia e foi capaz de associar corretamente termos relacionados às religiões mesopotâmica e egípcias às definições que lhes correspondem? Desenvolvido O estudante percebeu plenamente o papel da religião para os povos antigos e reconhece o significado de termos relacionados às religiões mesopotâmicas e egípcias. Desenvolvido parcialmente O estudante percebeu parcialmente o papel da religião para os povos antigos ou não domina totalmente o significado dos termos relacionados às religiões mesopotâmica e egípcias. Em desenvolvimento O estudante não percebeu o papel da religião para os povos antigos e não reconhece o significado de termos relacionados às religiões mesopotâmicas e egípcias. A t iv id a d e 3 7 O estudante sabe qual é a forma de comunicação escrita mais antiga e a mais atual e reconhece as permanências e mudanças nos sistemas de escrita e nos suportes utilizados para registros ao longo do tempo? Desenvolvido O estudante sabe qual é a forma de escrita mais antiga e a mais recente e entende quais são as permanências e mudanças nos sistemas de escrita e nos suportes utilizados para registro. Desenvolvido parcialmente O estudante sabe, parcialmente, qual é a forma de escrita mais antiga e a mais recente e entende parcialmente ou não compreende quais são as permanências e mudanças nos sistemas de escrita e nos suportes utilizados para registro. Em desenvolvimento O estudante não sabe qual é a forma de escrita mais antiga e a mais recente e não compreende quais são as permanências e mudanças nos sistemas de escrita e nos suportes utilizados para registro. A t iv id a d e 4 5 O estudante compreende a definição de cidadania e como ela é exercida, atualmente, pelos cidadãos? Desenvolvido O estudante é capaz de ler e identificar ações que correspondem ao conceito de cidadania, aplicando corretamente o termo. Desenvolvido parcialmente O estudante é parcialmente capaz de ler e identificar ações que correspondem ao conceito de cidadania, aplicando corretamente o termo. Em desenvolvimento O estudante não é capaz de ler e interpretar ações que correspondem ao conceito de cidadania e não utiliza corretamente o termo. A t iv id a d e 5 4 O estudante compreende a importância da liberdade de expressão e do debate para o fortalecimento da democracia? Desenvolvido O estudante compreende a importância da liberdade de expressão e da defesa de ideias por meio de debate e do diálogo como um exercício de fortalecimento da democracia. Desenvolvido parcialmente O estudante reconhece a importância da liberdade de expressão e da defesa de ideias, mas não as associa ao fortalecimento da democracia. Em desenvolvimento O estudante não reconhece a importância da liberdade de expressão e da defesa de ideias e não as associa ao fortalecimento da democracia. 76 5_Vem_Voar_Historia_g23At_036a077_U01_MP.indd 765_Vem_Voar_Historia_g23At_036a077_U01_MP.indd 76 8/17/21 10:04 AM8/17/21 10:04 AM 77 Conclusão Para avaliar e consolidar conhecimentos Nesta unidade, os estudantes puderam conhecer alguns conceitos e temas importantes: civilização, Estado, democracia e cidadania, abordados a partir do contexto da Grécia e da Roma antigas. Esses conceitos são impor- tantes para o desenvolvimento das competências específicas de Ciências Humanas e de História para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. É essencial ter uma boa compreensão deles porque reaparecerão em outros contextos no decorrer deste volume. O estudo desses temas propiciou, ainda, a compreensão do significado de patrimônio cultural e o reconheci- mento de sua importância para a cultura material e a história dos povos, possibilitando desenvolver o objetivo pedagógico 6. Para remediar o trabalho com o conceito de patrimônio histórico, retome os conteúdos relacio- nados ao assunto abordados na unidade. Ao apresentar e explorar modos de vida dos povos nômades e sedentários no capítulo 1, foi favorecido o desenvolvimento do objetivo pedagógico 1 ao propor reflexões e comparações a respeito das razões que levaram alguns povos a se tornarem sedentários e outros a permanecerem nômades. Esse objetivo foi avaliado na página 17 do Livro do Estudante. Para remediar possíveis defasagens em relação ao tema, podem-se usar os recursos propostos no link disponível em: https://ijp.short.gy/RmRwMs. Acesso em: 9 ago. 2021. O estudo da unidade também permitiu reconhecer a importância da religião nas primeiras civilizações (obje- tivo pedagógico 3). Caso os estudantes ainda demonstrem dificuldade, reforce o conceito de politeísmo, deixan- do visível no ambiente escolar essa definição para ser relembrada sempre que possível. Ao longo da unidade também foi possível conhecer os papeis que o Estado assumia nas primeiras civilizações, em comparação com as funções do Estado em nossos dias (objetivo pedagógico 2). Para remediar defasagens associadas a esse tema, pode-se propor que os estudantes façam uma pesquisa e ampliem a lista de frases com características da democracia em cada período. Entender o surgimento do Estado é importante para compreender o conceito de cidadania e sua impor- tância no passado e no presente (objetivos pedagógicos 4 e 5). Para remediar defasagens relativas ao objetivo 4, é possível propor outras atividades de debates. O conteúdo do link a seguir pode auxiliar a organizar um de- bate (Aprender a debater, disponível em: https://tedit.net/daLz74. Acesso em: 2 jul. 2021). Caso haja necessidade de remediar defasagem do objetivo pedagógico 5, aproveitando para reforçar a compreensão de textos, sugerimos a releitura e o reconto do e-book Brasileiras inspiradoras antes de nova tentativa de realizar a atividade do Rever ideias. Caso seja necessário remediar a aprendizagem com relação ao objetivo pedagógico 7, sugerimos o trabalho como o Museu da Língua Portuguesa. Aproveite para reforçar que a língua portuguesa também faz parte do patrimônio imaterial dos brasileiros. Disponível em: https://tedit.net/G8MSBu. Acesso em: 23 jul. de 2021. É dese- jável preparar essa questão dando exemplos de como a alfabetização abre as portas para o conhecimento e para a cidadania, sendo indispensável para entender e atuar no mundo atual, cada vez mais complexo. Possíveis dificuldades de leitura e compreensão podem ser sanadas mediante atividades extras, com foco em compreensão leitora, e acompanhamento individualizado, caso a caso. Essas dificuldades podem ser detectadas pela confecção de rubricas de acordo com as necessidades do professor. Avaliação do desempenho individual e coletivo Recomenda-se que, ao final dos trabalhos da unidade, seja retomado o quadro de expectativas de apren- dizado para cada um dos objetivos pedagógicos, presente na Introdução desta unidade. Recomenda-se também que os quadros de acompanhamento do aprendizado, presentes no item de Avaliação do Manual do Professor – Seção Introdutóriadeste volume, sejam utilizados para monitorar o aprendizado individual e coletivo dos estudantes. 5_Vem_Voar_Historia_g23At_036a077_U01_MP.indd 775_Vem_Voar_Historia_g23At_036a077_U01_MP.indd 77 8/17/21 10:04 AM8/17/21 10:04 AM https://tedit.net/daLz74 https://tedit.net/G8MSBu Unidade 2 – Formando o Brasil Introdução O objetivo básico da unidade é discutir o processo de forma- ção do Estado brasileiro partindo do período colonial, ou seja, quando o Brasil era colônia e, portanto, parte do império portu- guês, até o fim do regime imperial. O fio condutor é o processo de conquista da cidadania e a luta pela consolidação de direitos civis, políticos e sociais, estabelecendo relações entre o presente e o passado, mudanças e permanências. Nesta unidade, os estudantes serão introduzidos a conceitos e temas importantes ao desenvolvimento das competências específicas de ciências humanas e de história para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Temas como a formação do Estado, mudanças e permanências na consolidação da sociedade nacio- nal, os marcos de memória do Brasil nação e o trabalho com fontes diversas são essenciais para desenvolver o raciocínio his- tórico. O processo de independência do Brasil e a construção do regime monárquico são mobilizados para contextualizar a his- toricidade dos acontecimentos no tempo e no espaço, assim como para entender processos de transformação da sociedade e de construção de identidades de distintos grupos sociais. Nes- ta unidade, os estudantes ainda terão oportunidade para analisar e interpretar documentos iconográficos e textuais, relacionar processos históricos a seus espaços e expressar seu ponto de vista por escrito e oralmente. Veja a seguir o quadro completo que relaciona todos os ob- jetivos da Unidade com as habilidades da BNCC. Pré-requisitos para atingir os objetivos pedagógicos e para trabalhar os principais conteúdos Na unidade 2, para que os estudantes compreendam os con- ceitos trabalhados, é importante checar o que eles já conhecem sobre o assunto. Esses conhecimentos prévios são fundamentais para que o professor avalie o que os estudantes já sabem para que possa servir como guia para orientar o planejamento e as atividades na prática. Um bom caminho para identificar tais co- nhecimentos é propor situações-problema, desafios que obri- guem os estudantes a mobilizar o que sabem a fim de resolver determinada tarefa. Esse caminho permite que o estudante pos- sa mobilizar e modificar esses conhecimentos no processo cons- tante de rever e de seguir aprendendo. Conceitos como Estado, monarquia e cidadania já foram es- tudados num contexto distinto na unidade 1. Além disso, muitos dos marcos de memória que serão estudados já fazem parte do cotidiano dos estudantes, na forma de monumentos públicos, nomes de ruas, avenidas e escolas. Para sensibilizá-los para o tema, é possível organizar uma saída de campo caso sua região conte com alguma instituição cultural relacionada ao passado monárquico brasileiro. Caso isso não seja possível, sugerimos visitas virtuais a instituições que serão indicadas neste Manual. É possível que os estudantes estranhem, num primeiro momen- to, alguns dos conceitos e categorias trabalhados, principalmen- te aqueles que se referem a instituições políticas. Mas é importante que eles percebam que muitos desses termos já fazem parte de sua experiência. Para que isso ocorra, é válido partir de exemplos mais concretos do cotidiano, que contribuam para tornar o conhecimento histórico mais palpável, atraiam o interesse e motivem. Relação dos objetivos pedagógicos com os conteúdos e atividades trabalhados na unidade A unidade 2 mobiliza as habilidades por meio do estudo do processo de formação da sociedade e do Estado brasileiros, desde o período colonial até o Segundo Império. No Capítulo 3, o estu- dante compreende as primeiras atividades econômicas (como a exploração do pau-brasil e a cana-de-açúcar) e as diferentes formas 78 Objetivos pedagógicos desta unidade Habilidades da BNCC relacionadas 1. Reconhecer as distintas formas de organização do Estado no Brasil (da colônia ao Império). EF05HI02 2. Compreender a Constituição como uma lei importante para definir a cidadania, os direitos sociais e a organização do poder em um Estado. EF05HI05 3. Conhecer os diferentes grupos sociais, suas trajetórias ao longo da história do Brasil e seus direitos sociais (ou a negação deles). EF05HI05 4. Compreender e reconhecer marcos de memória da história do Brasil. EF05HI07, EF05HI10 5. Reconhecer fontes históricas distintas, como fotografias, pinturas e monumentos, e refletir sobre seus significados políticos e históricos. EF05HI07, EF05HI09, EF05HI10 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 78P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 78 8/17/21 4:40 PM8/17/21 4:40 PM de organização política impostas por Portugal à sua colônia ame- ricana. Neste capítulo, o estudante também compreende a cons- tituição da sociedade colonial, a discriminação dos povos originários e dos africanos escravizados, conhece uma diversidade de fontes (documentos de época, gravuras, mapas, canções, nar- rativas etc.) e conecta o passado colonial com os problemas do presente. No Capítulo 4, o estudante é convidado a compreender o processo de independência do Brasil e a construção do Estado nacional, desde a chegada da família real portuguesa, em 1808, até o reinado de dom Pedro I. Neste capítulo, o destaque se situa na organização política do novo Estado, em nossa primeira Cons- tituição e nos marcos de memória da nação, que revelam suas hierarquias entre diferentes grupos sociais, presentes ou ausentes da memória nacional. No Capítulo 5, o estudante conhece as trans- formações da sociedade brasileira no Segundo Império, com a expansão da cultura do café, as primeiras ferrovias, a luta contra o regime de trabalho escravo e a abolição. Neste capítulo, destaca- -se a luta do escravizados contra a opressão e a presença da cul- tura africana no Brasil. Os conteúdos e atividades desta unidade permitem aos estudantes o aprofundamento dos conceitos de Estado e de cidadania, trabalhando no contexto da história do Brasil o que já havia sido introduzido na unidade 1 para o contex- to das civilizações clássicas da Antiguidade. Objetivos pedagógicos e expectativas de aprendizado As rubricas a seguir são um instrumento de avaliação forma- tiva que permite mensurar o desempenho dos estudantes e identificar quais conteúdos cada um deles precisa aprimorar antes de prosseguir nos estudos. O. P.* Critérios de desempenho Expectativas de aprendizado 1 Desenvolvido Entendeu a diferença entre colônia e metrópole. Identificou a diferença entre as capitanias hereditárias e o governo-geral. Associou a independência do Brasil à ideia de soberania da nação. Desenvolvido parcialmente Atendeu parcialmente esses objetivos entre 50% ou mais. Em desenvolvimento Não compreendeu o significado de colônia e metrópole. Não reconheceu o que são capitanias hereditárias e o governo-geral. Não entendeu a ideia de soberania nem de nação independente. 2 Desenvolvido Entendeu o significado da Constituição como lei maior do país que garante direitos e deveres aos cidadãos e citou alguns exemplos. Desenvolvido parcialmente Entendeu parcialmente o significado da Constituição. Em desenvolvimento Não entendeu o significado da Constituição nem identificou exemplos concretos de direitos e deveres. 3 Desenvolvido Identificou diferentes grupos sociais como indígenas, africanos escravizados e homens brancos livres e identificou alguns direitos e deveres. Desenvolvido parcialmente Identificou parcialmente os grupos sociais que faziam parte da sociedade brasileira no passado colonial e imperial. Em desenvolvimento Não reconheceu os grupos sociais que faziam parte da sociedade brasileira no período colonial nem no período imperial. 4 Desenvolvido Entendeu a funçãodos monumentos históricos como marcos da memória e soube citar exemplos no Brasil e em sua comunidade. Desenvolvido parcialmente Entendeu parcialmente esse objetivo. Em desenvolvimento Não compreendeu a função dos monumentos históricos e não soube citar exemplos. 5 Desenvolvido Foi capaz de ler e entender diferentes fontes históricas como obras de arte, fotografias, mapas e textos. Desenvolvido parcialmente Identificou parcialmente algumas fontes históricas. Em desenvolvimento Não conseguiu ler nem entender fontes históricas. *Nota: ao longo desta unidade, os objetivos pedagógicos nos títulos de quadros serão abreviados como O.P. 79 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 79P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 79 8/17/21 4:40 PM8/17/21 4:40 PM R e p ro d u ç ã o /C o le ç ã o p a rt ic u la r C ré d it o FORMANDO O BRASIL2 UNIDADE R e p ro d u ç ã o /M u s e u I m p e ri a l, P e tr ó p o lis , R J . C ré d it o R e p ro d u ç ã o /M u s e u I m p e ri a l, P e tr ó p o lis , R J . Coroação de dom Pedro, imperador do Brasil, de Jean-Baptiste Debret, 1828 (litografia colorida à mão, de 49 cm × 34 cm). A cerimônia contou com a presença da elite do Império. Retrato do imperador dom Pedro II aos 12 anos, de Félix Émile Taunay, 1837 (óleo sobre tela, de 90 cm × 66 cm). Filho mais novo do imperador dom Pedro I e da imperatriz dona Maria Leopoldina, aos 15 anos Pedro teve sua maioridade decretada para ser coroado imperador, em 18 de julho de 1841. 44 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. Competências da BNCC Competências gerais da Educação Básica: CG2, CG10 Competências específicas de Ciências Humanas: CECH1, CECH2, CECH3 Competências específicas de História: CEH1, CEH3, CEH4 Componentes essenciais para a alfabetização • Compreensão de textos: localizar e retirar informação explícita • Compreensão de textos: fazer inferências diretas • Compreensão de textos: inter- pretar e relacionar ideias e infor- mações • Compreensão de textos: analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais • Produção de escrita • Desenvolvimento de vocabulário Antes de realizar as questões da na abertura, lance questões motivadoras: Você sabia que o Brasil já teve reis e ra- inhas? Qual o tema central das imagens reproduzidas? O que é uma cerimônia de coroação? Espera-se que os estudan- tes entendam que se trata de um ritual, no qual uma pessoa assume a posição de monarca, rei ou imperador. Compare as duas reproduções que retratam o imperador D. Pedro II, a pri- meira aos 15 anos, a segunda, bem mais velho. Ao comparar essas imagens os es- tudantes devem perceber que D. Pedro II permaneceu um longo período de tem- po no poder. Estimule-os a calcular esse espaço de tempo a partir da leitura das legendas. Chame atenção para alguns símbolos da monarquia como a coroa do imperador D. Pedro II. Questione a per- manência desses símbolos da monarquia como patrimônio histórico do Brasil. O regime não existe mais, porém, símbo- los desse poder permanecem guardados em instituições,, como o Museu Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Discute-se aqui a organização do poder político para compreensão da ideia de Estado e também a noção de cidadania e sua relação com os di- reitos humanos, além do conceito de cidadania digital, questão relevante no contexto atual. 80 B N C C Unidades temáticas Objetos de conhecimento Habilidades Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo social As formas de organização social e política: a noção de Estado EF05HI02 Cidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas EF05HI05 Orientações didáticas P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 80P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 80 8/17/21 4:40 PM8/17/21 4:40 PM Dom Pedro II na Abertura da Assembleia Geral, do pintor paraibano Pedro Américo, 1872 (óleo sobre tela). Coroa de dom Pedro II em ouro cinzelado, com 639 brilhantes e 77 pérolas, de Carlos Marin. Observe e compare as imagens. Depois, leia atentamente as legendas para responder às questões. 1. Qual fato é representado na cerimônia da pintura histórica de Jean- -Baptiste Debret? 2. Observe e compare as duas imagens de dom Pedro II. Quais ele- mentos mais chamaram a sua atenção? 3. Observando as joias e as vestimentas do imperador, que regime de governo estava presente nesse momento histórico: República ou Monarquia? Troque ideias com os colegas e responda oralmente. R o m u lo F ia ld in i/ Te m p o C o m p o s to /M u s e u I m p e ri a l, R io d e J a n e ir o , R J . Coroa de dom Pedro II R e p ro d u ç ã o /M u s e u I m p e ri a l d e P e tr ó p o lis , P e tr ó p o lis , R J . 2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam a juventude do monarca no contexto da co- roação (15 anos de idade) e o longo tempo que ele permaneceu no comando do país, de 1841 até 1889 (48 anos, quando termina o período imperial e tem início a República). 1. O fato retratado é a coroação de dom Pedro I como imperador do Brasil, em 12 outubro de 1822, logo após ter sido procla- mada a Independência do Brasil, em 7 de setembro do mesmo ano. Monarquia. Leia orientações para a atividade neste Manual do Professor. 45 Orientações didáticas Sugerimos ao professor uma dinâ- mica para introduzir a questão das for- mas de governo e para avaliar os conhecimentos prévios. O e-book Mo- narquia × República compara essas duas formas de governo a partir da icono- grafia e apresenta as principais diferen- ças por meio de imagens e símbolos. O material é destinado aos estudantes do Ensino Fundamental. Disponível em: https://kwx.short.gy/oviUis. Acesso em: 14 jul. 2021. Para aprofundar e desenvolver o gosto pela leitura, sugerimos traba- lhar, ao longo de toda a unidade, a leitura de Histórias de reis e rainhas (Vários autores, Cia. das Letras, 2010). Baseado em histórias reais e fictícias, esse livro traz uma série de histórias em que os reis são os protagonistas. Atividade 1 Oriente os estudantes a observa- rem atentamente as imagens e a lerem as legendas para identificar o evento representado na obra de Jean-Baptiste Debret. Atividade 2 Antes de responder à questão, os estudantes devem procurar as seme- lhanças e as diferenças entre as duas imagens. Eles devem perceber, a par- tir das legendas, que ambas represen- tam dom Pedro II, mas em dois momentos distintos de sua vida. Atividade 3 Deixe que os estudantes manifes- tem livremente suas hipóteses sobre o regime vigente na época. Se neces- sário, esclareça para a turma o signi- ficado da palavra “regime”, que pode causar estranhamento, porém, a tur- ma não deve ter dificuldade para as- sociar a existência de um rei ao regime monárquico. Para remediar eventuais defasagens, é possível re- lembrar brevemente a diferença entre República e Império, estudada para o caso de Roma na unidade 1. B N C C Unidades temáticas Objetos de conhecimento Habilidades Registros da história: linguagens e culturas Compreender e reconhecer marcos de memória da história do Brasil Reconhecer fontes históricas distintas, como fotografias, pinturas e monumentos, e refletir sobre seus significados políticos e históricos EF05HI07 Comparar pontos de vista sobre temas que impactam a vida cotidiana no tempo presente, por meio do acesso a diferentes fontes, incluindo orais. EF05HI09 Os patrimônios materiais e imateriais da humanidade EF05HI10 81 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 81P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 81 8/17/21 4:40 PM8/17/21 4:40 PM Orientações didáticas Neste capítulo, o objetivo central é proporcionar aos estudantes a com- preensão do processo que levou à for- mação da sociedade colonial no Brasil. Para isso, abordam-se as primeiras ati- vidadeseconômicas da colônia e as hierarquias sociais que se desenvolve- ram em função dessas atividades. Espera-se que os estudantes pos- sam: 1. Conhecer e diferenciar estraté- gias de organização do poder e da sociedade nos primeiros anos de ocupação, como as capita- nias hereditárias e o governo- -geral. 2. Reconhecer a existência de tra- balho escravo de indígenas e africanos. 3. Identificar a escravidão como uma violação dos direitos humanos. 4. Reconhecer o papel de grupos sociais que faziam parte da co- lônia - como as mulheres, os africanos escravizados, os povos indígenas, os homens brancos proprietários de terras e admi- nistradores da colônia. 5. Reconhecer a resistência dos po- vos indígenas no período colo- nial e compará-la com a luta atual de indígenas por suas terras e tradições. A EF05HI02 é mobilizada ao expli- car as relações entre colônia e metró- pole e os sistemas de organização política e administrativa no início da colonização. A EF05HI05 é mobiliza- da ao apresentar ao estudante o pa- pel da mulher na sociedade colonial e também na seção Ler o mundo: história viva, ao propor a discussão dos indígenas na atualidade. A EF05HI05 é trabalhada em textos e atividades, ao discutir a preservação de saberes relacionados à conquista de direitos pelos povos indígenas. O capítulo também permite a interlo- cução com a CECH1 e a CECH4, pois ao abordar os grupos sociais do pe- ríodo e propor um trabalho com os direitos indígenas, enfatiza o respeito à diferença e a valorização da diversi- dade. Nesse sentido, CEH1 e CEH3 também são mobilizadas a partir de textos e atividades que relacionam aconteci- mentos históricos a relações de poder. O capí- tulo possibilita igualmente o trabalho com o tema contemporâneo transversal Cidadania e civismo, ao propiciar o aprofundamento da Educação em direitos humanos. Império marítimo português Como você imagina que ocorreu a exploração e o povoamento quando os portugueses chegaram ao território americano? Resposta pessoal. Os Estados modernos começaram a surgir no sécu- lo XV, com a centralização e a unificação do poder nas mãos das monarquias. Portugal foi um dos primeiros Estados europeus a se unificar, o que lhe permitiu sair à frente na concorrência por territórios e riquezas. No fim do século XV e início do XVI, o Estado português havia se tornado um império marítimo e comercial, estabelecendo colônias e feitorias na Ásia, na África e na América. Esse domínio favoreceu relações comerciais e trocas culturais entre diferentes sociedades. Observe o mapa. Fonte: DUBY, Georges. Atlas historique mondial. Paris: Larousse, 2006. p. 40. B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra QUANDO O BRASIL ERA DE PORTUGAL CAPÍTULO 3 Mundo: Império colonial português – fim do século XV e início do século XVI EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO TRÓPICO DE CÂNCER CÍRCULO POLAR ÁRTICO M E R ID IA N O D E G R E E N W IC H OCEANO PACÍFICO OCEANO PACÍFICOOCEANO ATLÂNTICO OCEANO ÍNDICO OCEANO GLACIAL ÁRTICO OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO 0° 0° PORTUGAL AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA DO SUL AMÉRICA CENTRAL ÁFRICA OCEANIA ÁSIA ANTÁRTIDA EUROPA Cabo da Boa Esperança Socotra Cochim Colombo Mombasa Ormuz Diu Goa Macau Málaca Açores Madeira Malindi Moçambique SofalaCidade do Cabo Molucas Calicute Damão Cabo Verde São Tomé Recife Salvador Rio de Janeiro Príncipe Ceuta Cabo Bojador Arguim São Jorge da Mina Luanda Santa Helena L in h a d o T ra ta d o d e T o rd e s il h a s ESCALA Quilômetros 0 2250 4500 Áreas controladas pelos portugueses no século XVI Cidades e vilas criadas no domínio português Principais rotas comerciais portuguesas LEGENDA monarquia: forma de governo em que o poder é exercido por um rei ou monarca. feitoria: local estratégico, escolhido pelos portugueses, para troca de mercadorias entre nativos e mercadores portugueses. 46 82 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 82P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 82 8/17/21 4:40 PM8/17/21 4:40 PM Orientações didáticas Analise o mapa da página anterior, solicitando aos estudantes que identi- fiquem as áreas controladas pelos por- tugueses no período e comente que parte do território que hoje forma o Brasil fazia parte desse Império. Em seguida, discuta a questão proposta no início do capítulo. Os estudantes devem compreen- der que o Brasil já era habitado pelos indígenas antes da chegada dos eu- ropeus. Como tinham interesse na exploração de riquezas do território, os portugueses utilizaram conheci- mentos dos indígenas no acesso e na extração de matérias-primas, como o pau-brasil. O povoamento ocorreu aos poucos. Realize, então, a leitura compartilhada do texto. Falando sobre... Nesta seção, estimule os estudan- tes a valorizar a sabedoria indígena sobre a natureza e demonstre que uma das formas mais eficientes de garantir a sobrevivência da biodiver- sidade amazônica é permitir que es- sas populações indígenas façam uso dela, como vêm fazendo há milhares de anos. Oriente a turma na seleção de fon- tes para a pesquisa solicitada. É im- portante que eles recorram sempre a fontes confiáveis e que mencionem todos os materiais consultados. Arti- gos acadêmicos sobre biopirataria disponíveis na internet podem ser consultados pelos estudantes com a sua orientação ou com o acompanha- mento de um responsável. Para aprofundar: https://ijp.short.gy/Qvh0vd. Acesso em: 7 ago. 2021. A atividade da seção contempla es- te objetivo de literacia e alfabetização: • Pesquisar, localizar e retirar infor- mação de texto por meio digital. Trabalho de pesquisa em grupo favorece a troca de informações e a habilidade de análise e de esta- belecer relações. A atividade con- tribui para a consolidação dos conhecimentos de literacia e alfa- betização, incentivando a produ- ção escrita, a expressão oral e a competência em tecnologia. Como buscar fontes confiáveis: Refine as palavras-chave: quanto mais refinados forem os termos de busca, mais fácil será encontrar resultados específicos. Analise o conteúdo: busque dife- renciar opiniões de resultados e informa- ções referenciadas e confiáveis. Avalie as fontes: fontes confiáveis citam outras fontes. Ao selecionar as fon- tes verifique se há referências às fontes, data e nome do autor responsável. Consulte fontes com reputação: utilize instituições de estudos reconheci- das, centros de pesquisa e universidades ou grandes especialistas na área. Educamídia materiais para o professor. Disponível em: https://kwx.short.gy/NX73BM. Acesso em: 5 abr. 2021. Biopirataria Tradicionalmente, os povos que vivem na Floresta Amazônica têm um modo de vida que não agride o meio ambiente. Eles conhecem a floresta e seus recursos e dominam técnicas de uso sustentável da pesca e da agricultura, como o uso de fertilizantes naturais. Contudo, o crescimento das cidades, a construção de usinas e estradas e a exploração da floresta por grandes empresas têm ameaçado a existência e o modo de vida dessas populações. Há grupos econômicos que recorrem à biopirataria sem trazer nenhum benefício para essas comunidades tradicionais. A valorização dos povos da floresta e a preservação de suas tradições e de seu modo de vida são uma questão de cidadania e um dever de todos os brasileiros. • A seguir são apresentados alguns produtos da Floresta Amazônica. Organi- zem-se em grupos. Cada grupo pesquisará um desses produtos. Depois, discu- tam o resultado da pesquisa, elaborem um cartaz e façam uma exposição oral das descobertas. ✓ Açaí ✓ Andiroba ✓ Copaíba ✓ Espinheira-santa ✓ Jaborandi Resposta pessoal. Leia orientações para conduzir a pesquisa neste Manual do Professor. FALANDO SOBRE... O território que hoje forma o Brasil era a parte americana desse império. Quan-do os portugueses chegaram a ele, em 1500, buscavam riquezas e recursos natu- rais que pudessem ser explorados para aumentar a renda da Coroa portuguesa e gerar lucro para os mercadores. Na época, as riquezas mais cobiçadas eram metais preciosos, como o ouro e a prata. Para explorar as riquezas de sua colônia, os por- tugueses negociaram com os indígenas a utilização de seus conhecimentos sobre a mata nativa. Indígenas da etnia Enawenê-Nawê pescando de arco e flecha em área com aguapés do rio Iquê, em Juína (MT). Foto de 2020. M a rc o s A m e n d /P u ls a r Im a g e n s biopirataria: neste contexto, apropriação ilegal dos conhecimentos tradicionais dos povos da floresta por grupos privados (como indústrias farmacêuticas e de cosméticos) que visam obter lucro com esses saberes. Não escreva no livro. 47 83 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 83P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 83 8/17/21 4:40 PM8/17/21 4:40 PM Orientações didáticas Aqui é importante que os estudan- tes percebam as condições em que a atividade de exploração do pau-bra- sil era desenvolvida e o tipo de rela- ção que se estabeleceu entre os colonizadores e os indígenas. Chame a atenção deles para o documento (um mapa da época) reproduzido na página e comente que os indígenas faziam o trabalho de extração e trans- porte do pau-brasil. Em troca, rece- biam objetos como espelhos, tecidos, miçangas, machados de ferro, tesou- ras e anzóis. Relembre a turma que essa árvore fornecia um corante vermelho, utili- zado pelos europeus principalmente para o tingimento de tecidos. Os in- dígenas usavam esse corante para tingir penas e a madeira com a qual faziam arcos. Para administrar a extra- ção e o comércio de pau-brasil, os portugueses construíram feitorias, guardadas por soldados e destinadas a armazenar o produto. Em 1978, entrou em vigor a lei n. 6 607, que declara o pau-brasil árvore nacional. Acesse com os estudantes o texto dessa lei no site: https://kwx.short.gy/X4aSPl. Acesso em: 28 jul. 2021.Trabalhe com a turma a estrutura do gênero textual lei, que apresenta artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens para expor uma mensagem. Instigue os estudantes a calcular há quanto tempo existe essa lei e pergunte: Na opinião de vocês, a comemoração do dia do pau-brasil incentiva a preservação ambiental? Por quê? Espera-se que eles reconheçam que tais iniciativas favorecem a discussão e a criação de ações em favor da conservação do meio ambiente. Atividade complementar A exploração do pau-brasil O pau-brasil era a principal riqueza extraída da colônia nos primeiros trinta anos da ocupação portuguesa. A árvore, também conhecida como pau-de-tinta ou ibirapitanga, como a denominavam os indígenas que habitavam o território, era muito valorizada na Europa. O pau-brasil era uma árvore nativa da Mata Atlântica e crescia no litoral sul- -americano, desde a região do atual estado do Rio Grande do Norte até onde hoje fica o estado do Rio de Janeiro. Sua exploração era feita pelos indígenas, que realizavam a parte mais pesada do trabalho, como cortar, empilhar e transportar as toras para os navios em troca de objetos como facas, machados e anzóis. Esse tipo de troca era conhecido como escambo. A madeira era armazenada nas feitorias portuguesas, de onde era embarcada para a Europa. Brasil, de Giovanni Battista Ramusio, 1556. Esse mapa representa a viagem do navegador francês Jean Parmentier pelo litoral do território que hoje forma o Brasil. Nele podemos observar os indígenas extraindo e carregando toras de pau-brasil. R e p ro d u ç ã o /I n s ti tu to C u lt u ra l B a n c o S a n to s , S ã o P a u lo , S P. 48 84 Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 84P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 84 8/17/21 4:40 PM8/17/21 4:40 PM Orientações didáticas Explique aos estudantes que, ao longo da colonização, a incursão pe- lo interior do território permitiu aos colonizadores conhecer plantas, fru- tas e raízes que compunham a vege- tação local. O contato com as populações indígenas e com seu conhecimento sobre a natureza foi fundamental para que os colonizado- res conhecessem as potencialidades curativas e culinárias das chamadas drogas do sertão, que não existiam na Europa. Retome com os estudantes quem eram os jesuítas e os bandeirantes. Comente que, interessadas na extra- ção de drogas do sertão, as missões de jesuítas exploravam o conheci- mento e o trabalho dos indígenas. A disputa por esses recursos e pela mão de obra indígena causava, muitas ve- zes, conflitos entre os jesuítas e os bandeirantes. Entre as drogas encontradas na Amazônia, a mais importante foi o cacau, que chegou a ser utilizado co- mo moeda. Comente com os estu- dantes que o cacau é a matéria-prima do chocolate e ainda hoje é muito importante para a economia brasilei- ra, sendo produzido principalmente na Bahia, com 90% de sua produção voltada para a exportação. Atividade 1 Para responder às questões pro- postas nesta atividade, os estudantes deverão retomar as informações do texto e do mapa da página 46. O item a mobiliza, ainda, conhecimentos so- bre o intervalo de tempo que com- preende um século, reforçando a numeracia. Caso seja necessário re- mediar defasagens na compreensão da contagem dos séculos, oriente os estudantes a refazerem as atividades sobre séculos da unidade 1. Atividades 2 e 3 As atividades estão relacionadas entre si. Reforce o uso do conheci- mento dos indígenas pelos coloniza- dores na exploração das riquezas encontradas.Trabalhe com a turma a lenda indígena do guaraná, uma das chamadas drogas do sertão. Uma versão dessa lenda está disponível no link do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, coordenado pelo Museu do Índio. Disponível em: https://kwx.short.gy/RG5sDY. Acesso em: 26 jun. 2021. Proponha, então, uma conversa orientada pe- las questões a seguir: • Como a lenda do guaraná explica o apareci- mento dessa planta? • De que forma essa lenda ajuda a preservar a cultura indígena? É importante que os estudantes compreendam que a lenda busca explicar um acontecimento mis- terioso. Comente que, entre os indígenas, as lendas são histórias tradicionais muito importantes para a preservação da cultura de diversos povos. Atividade complementar As drogas do sertão Outra riqueza também explorada pelos portugueses no período da coloniza- ção foram as drogas do sertão, nome dado aos produtos que não existiam na Europa, como cacau, canela, cravo, baunilha e guaraná. Esses produtos tinham bons preços na Europa e eram utilizados principalmen- te no preparo de remédios e como tempero de alimentos. Eram encontrados na região amazônica e extraídos pelas missões jesuíticas, que utilizavam a mão de obra indígena para esse trabalho. Os bandeirantes também adentravam no sertão em busca desses produtos, entrando, muitas vezes, em conflito com jesuítas e indígenas das missões. 1. Responda no caderno às questões a seguir, sobre o Império colonial português. a) O Império colonial português começou a se formar no século XV. Que anos compreendem esse século? b) De acordo com o mapa da página 46, que áreas pertenciam ao Império colonial português entre os séculos XV e XVI? 2. Leia, ouça e cante esta canção, que conta a história da chegada dos portugue- ses ao Brasil. Cinco séculos Há muito tempo atrás De Lisboa partiram as caravelas de Cabral Rumo às Índias, mas aportaram Num novo continente tropical Era o descobrimento o fim da era [Indígena, Tupi Guarani, Tupinambá, Parintintins, Não mais vão voltar Levaram nosso ouro, mataram nossa [gente, Mancharam nosso solo de sangue [inocente O lá eira, o lá rá Mas agora tudo já mudou, Esse é o Garanchoso que é paz e amor E juntos vamos conclamar o amor E outros quinhentos virão, na alvorada [da esperança Hojeo Brasil é criança brincando de [Boi-Bumbá. E OUTROS quinhentos virão. Intérprete: Boi-Bumbá Grupo Garanchoso. Compositor: Francisco Carlos de Alcântara. In: CANÇÕES do Brasil: o Brasil cantado por suas crianças. Intérprete: Palavra Cantada. [s. l.]: Palavra Cantada, 2001. 1 CD, faixa 17. a) Que visão a canção transmite sobre o acontecimento da chegada dos portu- gueses ao Brasil? Copie trechos da letra no caderno. b) A canção fala do passado e do presente. O que podemos perceber de diferente no presente? Escreva no caderno. 3. Agora o artista é você: escolha uma melodia de sua preferência e escreva em uma folha avulsa uma letra de música narrando o primeiro encontro entre portu- gueses e indígenas. Use a criatividade! De 1401 a 1500. O Estado português dominava áreas na África, na Ásia, na América e em ilhas do oceano Atlântico. 2. a) A canção narra a chegada dos portugueses ao continente americano, ressaltando perdas e danos aos povos indígenas; “o fim da era in dígena [...] / Levaram nosso ouro, mataram nossa gente, / Mancharam nosso solo de sangue inocente”. 2. b) A letra da música é organizada em estrofes. Na segunda estrofe o tema é o presente, no qual se enfatiza a mudança desse cenário, agora positivo, trazendo esperança, paz e amor. Resposta pessoal. Não escreva no livro. Para ouvir a música, acesse: https://ijp.short.gy/ififum. Acesso em: 5 jul. 2021. 49 85 P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 85P4_5_Vem_Voar_Historia_g23At_078a131_U02_MP.indd 85 8/17/21 4:41 PM8/17/21 4:41 PM