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1 - Comandos Elétricos 
 Os comandos elétricos são sistemas projetados para controlar o funcionamento de 
equipamentos elétricos, como motores, válvulas, eletrodomésticos, entre outros. Eles são 
essenciais em uma variedade de aplicações industriais, comerciais e residenciais, onde o 
controle preciso e seguro de dispositivos elétricos é necessário. 
 Esses sistemas geralmente consistem em uma combinação de componentes, como 
contatos, relés, temporizadores, botões, chaves, CLPs (Controladores Lógicos Programáveis) e 
outros dispositivos de controle. Eles permitem que os operadores iniciem, parem, controlem a 
direção, a velocidade e outras características de funcionamento dos equipamentos elétricos de 
forma conveniente e eficiente. 
 A compreensão dos princípios básicos dos comandos elétricos é fundamental para 
projetar, instalar, operar e manter sistemas elétricos de forma segura e eficaz. Isso inclui 
conhecer os diferentes tipos de comandos, entender como eles funcionam e saber como 
aplicá-los corretamente em diversas situações. 
 Além disso, os comandos elétricos desempenham um papel importante na automação 
de processos industriais, permitindo a operação remota e o controle automático de 
dispositivos elétricos, o que pode aumentar a eficiência, a produtividade e a segurança no local 
de trabalho. 
 Em resumo, os comandos elétricos são fundamentais para o funcionamento de uma 
ampla gama de equipamentos elétricos e desempenham um papel crucial na operação segura 
e eficiente de sistemas elétricos em diversos contextos industriais, comerciais e residenciais. 
1.1 - Componentes dos Comandos Elétricos 
 Os comandos elétricos são compostos por diversos elementos que desempenham 
funções específicas para garantir o controle eficiente e seguro de equipamentos elétricos. 
Abaixo estão alguns dos componentes essenciais: 
Sensores e Atuadores: Os sensores são dispositivos que monitoram as condições do sistema, 
como temperatura, pressão, nível, entre outros. Eles fornecem informações importantes para 
o sistema de controle. Já os atuadores são responsáveis por converter sinais elétricos em 
ações físicas, como ligar ou desligar um motor, abrir ou fechar uma válvula, entre outros. 
Juntos, sensores e atuadores desempenham um papel crucial no controle e na automação de 
processos. 
Dispositivos de Proteção: Estes dispositivos têm a função de proteger o sistema elétrico 
contra condições adversas, como sobrecarga, curto-circuito, falhas de fase, entre outros. Entre 
os dispositivos de proteção mais comuns estão os relés de proteção, os fusíveis e os 
disjuntores. Eles atuam rapidamente para interromper o fluxo de corrente elétrica em 
situações de emergência, evitando danos ao equipamento e garantindo a segurança do 
sistema como um todo. 
2 
 
Controladores Lógicos: Os controladores lógicos são dispositivos programáveis que 
coordenam o funcionamento do sistema de acordo com uma lógica predefinida. Eles recebem 
informações dos sensores, processam esses dados e acionam os atuadores conforme 
necessário para controlar o sistema de forma eficiente e automática. Os controladores lógicos 
podem variar em complexidade, desde simples relés temporizados até sofisticados CLPs 
(Controladores Lógicos Programáveis), dependendo das necessidades específicas do sistema. 
 Estes são apenas alguns dos componentes dos comandos elétricos, sendo que a 
combinação e a configuração desses elementos variam de acordo com a aplicação e os 
requisitos do sistema em questão. 
1.2 - Tipos de Motores Elétricos 
 Existem vários tipos de motores elétricos, cada um com características e aplicações 
específicas. Abaixo estão os principais tipos: 
Motores de Indução: Os motores de indução são os mais comuns e amplamente utilizados 
devido à sua simplicidade, robustez e confiabilidade. Eles operam com base no princípio da 
indução eletromagnética, onde um campo magnético rotativo é gerado dentro do motor. São 
adequados para uma ampla gama de aplicações industriais e comerciais devido à sua 
capacidade de operar em diferentes condições de carga. 
Motores de Corrente Contínua: Os motores de corrente contínua operam com uma 
fonte de alimentação de corrente contínua e oferecem um controle preciso de velocidade e 
torque. São ideais para aplicações que exigem ajustes precisos de velocidade, como em 
máquinas-ferramenta, elevadores e sistemas de transporte. 
Motores Síncronos: Os motores síncronos operam em sincronia com a frequência da fonte 
de alimentação e são usados em aplicações que requerem velocidade constante, como em 
geradores e em alguns sistemas de acionamento. Eles oferecem uma eficiência superior em 
comparação com os motores de indução em certas aplicações. 
Motores de Passo: Os motores de passo são motores elétricos que movem seu eixo em 
incrementos discretos, chamados de "passos", em resposta a pulsos elétricos aplicados a 
bobinas dentro do motor. Eles oferecem um controle preciso de posicionamento e velocidade 
e são amplamente utilizados em sistemas de automação, impressoras 3D, máquinas CNC e 
robótica. 
 Cada tipo de motor elétrico tem suas próprias vantagens, desvantagens e aplicações 
específicas, e a escolha do motor adequado depende das necessidades do sistema em que será 
utilizado. 
1.3 - Tipos de Partida 
 Existem diferentes métodos de partida que podem ser empregados para iniciar 
motores elétricos, cada um com suas características específicas. Abaixo estão alguns dos 
principais tipos: 
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Partida Direta: A partida direta é o método mais simples e econômico de iniciar um motor 
elétrico. Neste método, o motor é conectado diretamente à fonte de alimentação, 
proporcionando uma partida rápida e direta. No entanto, pode resultar em altos picos de 
corrente durante o início, o que pode causar estresse no sistema elétrico e no motor. 
Partida Estrela-Triângulo: Na partida estrela-triângulo, o motor é inicialmente conectado 
em configuração estrela, reduzindo a corrente de partida e minimizando os picos de corrente. 
Após um tempo especificado, a conexão é alterada para configuração triângulo, permitindo 
que o motor opere em sua plena capacidade. Este método é frequentemente usado em 
motores de média e alta potência para reduzir o estresse durante a partida. 
Partida Suave (Soft Starter): A partida suave utiliza um dispositivo eletrônico conhecido 
como soft starter para controlar gradualmente a corrente fornecida ao motor durante a 
partida. Isso resulta em uma aceleração mais suave e controlada, reduzindo os picos de 
corrente e o estresse no sistema elétrico e no motor. A partida suave é especialmente útil para 
motores de grande porte, onde os picos de corrente podem ser significativos e prejudiciais. 
 Cada tipo de partida tem suas próprias vantagens e desvantagens, e a escolha do 
método adequado depende das características do motor, da aplicação e das condições 
específicas de operação. 
1.4 - Análise de riscos segundo ABNT NBR 1200 
 A norma ABNT NBR ISO 12100:2013 aborda os princípios gerais de projeto 
relacionados à segurança de máquinas, com foco na apreciação e redução de riscos. Essa 
norma fornece diretrizes essenciais para os fabricantes de máquinas, projetistas, engenheiros 
de segurança e outros profissionais envolvidos no projeto e na fabricação de equipamentos 
industriais. Aqui está um resumo das principais diretrizes e aspectos abordados pela norma: 
Escopo e Campo de Aplicação: A norma estabelece os princípios gerais de projeto para a 
segurança de máquinas, com o objetivo de evitar lesões a pessoas que operam, ajustam, 
mantêm ou estejam próximas às máquinas durante sua operação normal, manutenção ou 
intervenção de emergência. Ela se aplica a todas as fases do ciclo de vida de uma máquina, 
desde a concepção até a eliminação. 
Apreciação de Riscos: A norma enfatiza a importância da identificação e avaliação de riscos 
associados ao projeto e à operação de máquinas.Isso inclui a análise de todos os perigos 
potenciais, como partes móveis, pontos de esmagamento, riscos elétricos, riscos ergonômicos, 
entre outros. 
Redução de Riscos: A norma destaca a necessidade de reduzir ou eliminar os riscos 
identificados durante a fase de projeto. Isso pode ser alcançado por meio de medidas de 
segurança intrínsecas, como projetar barreiras físicas para proteger os operadores, bem como 
medidas de segurança complementares, como dispositivos de segurança eletrônicos ou 
procedimentos operacionais seguros. 
Princípios de Projeto Seguro: A norma fornece uma série de princípios de projeto que devem 
ser considerados para garantir a segurança de uma máquina. Isso inclui o princípio da 
4 
 
precaução, que exige que os projetistas antecipem e evitem riscos sempre que possível, e o 
princípio da proteção múltipla, que sugere a implementação de várias camadas de proteção 
para garantir a segurança dos operadores. 
Documentação e Informação: A norma estabelece requisitos para a documentação técnica 
relacionada à segurança de máquinas, incluindo manuais de operação e manutenção, 
instruções de segurança e informações sobre os riscos associados à máquina. Essa 
documentação é essencial para garantir que os operadores sejam adequadamente informados 
sobre os perigos e medidas de segurança relacionadas à máquina. 
 Em resumo, a ABNT NBR ISO 12100:2013 é uma norma fundamental para garantir a 
segurança de máquinas industriais, fornecendo diretrizes abrangentes para a identificação, 
avaliação e redução de riscos ao longo de todo o ciclo de vida de uma máquina. 
1.5 - Relés de Controle e Segurança 
 Os relés desempenham um papel fundamental em sistemas elétricos, tanto no 
controle quanto na segurança. Abaixo estão os principais tipos de relés utilizados para esses 
propósitos: 
Relés de Controle: Os relés de controle são dispositivos eletromecânicos utilizados para 
controlar o funcionamento de equipamentos elétricos. Eles são projetados para abrir ou fechar 
circuitos elétricos em resposta a sinais de entrada, como pressão de um botão, sinal de um 
sensor, ou outro tipo de comando. Esses relés são amplamente utilizados em aplicações 
industriais e comerciais para automatizar processos e controlar o funcionamento de máquinas 
e equipamentos. 
Relés de Segurança: Os relés de segurança são projetados para garantir a segurança de 
operadores e equipamentos elétricos, detectando condições perigosas e interrompendo o 
fornecimento de energia em situações de emergência. Eles são utilizados em sistemas de 
parada de emergência, proteção contra sobrecargas, proteção contra curtos-circuitos, entre 
outras aplicações críticas de segurança. Esses relés são projetados de acordo com normas 
específicas de segurança e geralmente possuem contatos de segurança que garantem uma 
interrupção segura do circuito. 
Relés de Temporização: Os relés de temporização, como o nome sugere, são utilizados 
para temporizar o funcionamento de circuitos elétricos. Eles permitem atrasos ou intervalos 
programados entre o acionamento de um comando e a resposta do circuito. Isso é útil em 
aplicações onde é necessário controlar o tempo de operação de dispositivos elétricos, como 
em sistemas de iluminação, controle de motores, entre outros. 
Relés de Sobrecarga: Os relés de sobrecarga são projetados para proteger motores elétricos 
contra danos causados por correntes excessivas. Eles monitoram a corrente que passa pelo 
motor e interrompem o fornecimento de energia se a corrente ultrapassar um limite pré-
determinado, evitando assim danos ao motor. Esses relés são frequentemente utilizados em 
combinação com dispositivos de partida de motores para garantir uma proteção abrangente 
contra sobrecargas. 
5 
 
 Em resumo, os relés de controle e segurança desempenham papéis essenciais em 
sistemas elétricos, garantindo tanto o controle quanto a segurança de equipamentos e 
operadores. Cada tipo de relé tem suas próprias características e aplicações específicas, e a 
seleção do relé adequado depende das necessidades do sistema em questão. 
1.6 - Dimensionamento de Motores e Componentes 
 O dimensionamento de motores e componentes elétricos é um processo crucial para 
garantir o funcionamento eficiente e seguro de sistemas elétricos. Aqui estão algumas 
considerações importantes a serem levadas em conta durante esse processo: 
Cálculo da Carga do Motor: Antes de dimensionar o motor, é essencial calcular a carga que 
ele irá suportar. Isso inclui considerar fatores como a potência necessária para mover a carga, 
o tipo de carga (constante, variável, intermitente), o torque exigido e a velocidade de 
operação. 
Escolha do Motor Adequado: Com base na carga calculada, selecione um motor que atenda 
aos requisitos específicos do sistema. Isso inclui considerar a potência nominal do motor, o 
tipo de motor (indução, corrente contínua, síncrono), a eficiência, a classe de isolamento, 
entre outros fatores. 
Seleção de Componentes Auxiliares: Além do motor, é importante selecionar os 
componentes auxiliares necessários para o funcionamento adequado do sistema. Isso pode 
incluir dispositivos de proteção, como relés de sobrecarga e disjuntores, dispositivos de 
partida, como contatoras e soft starters, e dispositivos de controle, como botões de comando 
e painéis de controle. 
Verificação da Compatibilidade: Certifique-se de que todos os componentes 
selecionados sejam compatíveis entre si e com as especificações do sistema elétrico. Isso inclui 
verificar a capacidade de corrente, a tensão de operação, a frequência, a classe de proteção, 
entre outros aspectos. 
Considerações de Eficiência e Segurança: Ao dimensionar motores e componentes, leve 
em consideração aspectos de eficiência energética e segurança. Opte por motores e 
dispositivos que atendam aos padrões de eficiência energética e que ofereçam recursos de 
segurança adequados para proteger o sistema e os operadores contra falhas e acidentes. 
Documentação e Manutenção: Documente todos os cálculos e seleções realizados durante o 
processo de dimensionamento e mantenha registros atualizados do sistema elétrico. Realize 
manutenções regulares para garantir o bom funcionamento contínuo do sistema e substitua 
componentes desgastados ou obsoletos conforme necessário. 
 Ao seguir essas diretrizes e considerações durante o processo de dimensionamento de 
motores e componentes elétricos, você pode garantir um funcionamento eficiente, seguro e 
confiável do sistema elétrico em questão. 
 
 
6 
 
1.7 - Diagramas Elétricos: 
 Os diagramas elétricos são representações gráficas de circuitos elétricos, utilizadas 
para visualizar e entender a conexão e o funcionamento dos componentes elétricos em um 
sistema. Existem diferentes tipos de diagramas elétricos, cada um com uma finalidade 
específica. Aqui estão alguns dos mais comuns: 
Diagrama Unifilar: Este é o tipo mais simples de diagrama elétrico, que mostra os 
componentes do circuito dispostos em uma única linha. Ele é frequentemente usado para 
representar circuitos elétricos complexos de forma simplificada, mostrando apenas a conexão 
entre os componentes principais. 
Diagrama Multifilar: Este diagrama representa o circuito elétrico com linhas separadas para 
cada condutor ou fio. Ele fornece mais detalhes do que o diagrama unifilar e é útil para 
entender a disposição física dos condutores em um sistema elétrico. 
Diagrama de Blocos: Este tipo de diagrama divide o circuito em blocos funcionais, cada um 
representando uma função específica do sistema. Ele é útil para identificar as principais etapas 
ou componentes de um sistema elétrico complexo e como eles se relacionam entre si. 
Diagrama de Conexão e Sequência de Fiação: Este diagrama mostra a conexão física dos 
componentes elétricos em um sistema, incluindo a sequência de fiação entre eles. Ele é 
utilizado para orientar a instalação e manutenção de sistemas elétricos,garantindo que os 
componentes sejam conectados corretamente. 
Diagrama Esquemático: Este tipo de diagrama utiliza símbolos padronizados para 
representar os componentes elétricos e suas conexões em um circuito. Ele é amplamente 
utilizado em projetos de engenharia elétrica e permite uma compreensão rápida e clara do 
circuito sem a necessidade de detalhes físicos. 
Diagrama Ladder (Diagrama de Escada): Este diagrama é comumente usado em 
sistemas de automação e controle industrial. Ele representa a lógica de controle do sistema 
usando símbolos de contatores, relés, temporizadores e outros dispositivos de controle, 
organizados em uma estrutura semelhante a uma escada. 
 Cada tipo de diagrama elétrico tem sua própria aplicação e utilidade específica, e a 
escolha do tipo correto depende do propósito do diagrama e do contexto em que será 
utilizado. Em geral, os diagramas elétricos são ferramentas essenciais para projetar, instalar, 
operar e manter sistemas elétricos de forma eficiente e segura. 
1.8 - Comissionamento de Painéis: 
 O comissionamento de painéis elétricos é um processo fundamental para garantir que 
o sistema elétrico funcione conforme o projetado e atenda aos requisitos de desempenho e 
segurança. Aqui estão algumas etapas essenciais envolvidas no comissionamento de painéis: 
Inspeção Inicial: Antes de iniciar o comissionamento, é importante realizar uma 
inspeção detalhada do painel elétrico para garantir que todos os componentes estejam 
instalados corretamente e em conformidade com as especificações do projeto. 
7 
 
Verificação de Conexões: Verifique todas as conexões elétricas dentro do painel para 
garantir que estejam corretas e seguras. Isso inclui a verificação da polaridade correta, o 
aperto adequado dos terminais e a ausência de conexões soltas ou danificadas. 
Teste de Funcionamento: Realize testes funcionais em todos os componentes do painel, 
incluindo relés, disjuntores, contatoras, temporizadores e outros dispositivos de controle. 
Verifique se cada componente opera conforme esperado e se todas as funções de controle 
estão funcionando corretamente. 
Teste de Proteção e Segurança: Teste os dispositivos de proteção, como relés de 
sobrecarga e disjuntores, para garantir que respondam corretamente a condições de 
sobrecarga e curto-circuito. Verifique também a eficácia dos dispositivos de segurança, como 
botões de parada de emergência e sistemas de intertravamento. 
Teste de Energização: Uma vez que todas as verificações e testes tenham sido concluídos 
com sucesso, proceda com o teste de energização do painel. Isso envolve aplicar energia ao 
sistema elétrico e verificar se todos os circuitos são energizados corretamente e se não há 
anomalias, como faíscas, fumaça ou superaquecimento. 
Documentação e Relatórios: Documente todos os procedimentos de comissionamento 
realizados, incluindo os resultados dos testes e quaisquer observações ou problemas 
identificados durante o processo. Prepare relatórios de comissionamento detalhados para 
registro e referência futura. 
Treinamento do Operador: Forneça treinamento adequado ao operador do painel, 
abordando os procedimentos de operação segura, manutenção preventiva e ações a serem 
tomadas em caso de emergência. 
 Ao seguir essas etapas durante o processo de comissionamento de painéis elétricos, 
você pode garantir que o sistema elétrico seja iniciado com segurança e eficiência, atendendo 
às necessidades operacionais e de segurança do seu projeto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
2 - Acionamentos Eletrônicos Industriais 
 Os acionamentos eletrônicos industriais desempenham um papel fundamental na 
automação de processos industriais, permitindo o controle preciso e eficiente de motores e 
equipamentos elétricos. Dentro desse contexto, os sensores industriais desempenham um 
papel crucial ao fornecer informações sobre o ambiente de operação e as condições dos 
equipamentos. Abaixo estão alguns dos tipos comuns de sensores industriais: 
2.1 - Sensores Industriais 
 Os sensores industriais são dispositivos projetados para detectar variáveis físicas e 
converter essas informações em sinais elétricos. Eles são amplamente utilizados em ambientes 
industriais para monitorar e controlar processos, garantindo eficiência e segurança. Abaixo 
estão os principais tipos de sensores industriais: 
2.1.1 - Magnético: 
 Os sensores magnéticos detectam a presença ou a ausência de campos magnéticos. 
Eles são frequentemente usados para detectar a posição de peças metálicas, como portas, 
válvulas, pistões e outras peças móveis. Os sensores magnéticos são robustos e adequados 
para ambientes industriais adversos. 
2.1.2 - Indutivo: 
 Os sensores indutivos detectam a presença de objetos metálicos sem contato físico. 
Eles funcionam detectando mudanças na indutância de uma bobina quando um objeto 
metálico se aproxima. Os sensores indutivos são amplamente utilizados para detecção de 
posição, presença e contagem de peças em linhas de produção e máquinas industriais. 
2.1.3 - Capacitivo: 
 Os sensores capacitivos detectam a presença de objetos com base em alterações na 
capacitância elétrica entre dois eletrodos. Eles são sensíveis a uma variedade de materiais, 
incluindo metais e não metais, e são usados em aplicações como detecção de nível em líquidos 
e sólidos, controle de presença e detecção de materiais. 
2.1.4 - Óptico: 
 Os sensores ópticos utilizam luz para detectar a presença, ausência ou características 
de objetos. Eles podem ser divididos em sensores fotoelétricos, que detectam mudanças na luz 
refletida ou transmitida por um objeto, e sensores de visão, que capturam imagens de objetos 
e realizam análises para identificação e inspeção. Os sensores ópticos são amplamente 
utilizados em aplicações de detecção de presença, posicionamento, medição e inspeção visual 
em ambientes industriais. 
 Cada tipo de sensor industrial possui características específicas que o tornam 
adequado para diferentes aplicações e ambientes de operação. A seleção do sensor correto 
9 
 
depende dos requisitos da aplicação, como o tipo de objeto a ser detectado, a distância de 
detecção, o ambiente operacional e as condições ambientais. 
2.2 - Transdutor de Posicionamento Angular: 
 Um transdutor de posicionamento angular é um dispositivo utilizado para medir o 
ângulo de rotação de um eixo ou objeto em relação a uma referência específica. Este tipo de 
transdutor é fundamental em uma ampla gama de aplicações industriais, automotivas, 
aeroespaciais e de automação, onde o conhecimento preciso do posicionamento angular é 
essencial para o controle e monitoramento de sistemas. Existem diversos tipos de 
transdutores de posicionamento angular, cada um com seus princípios de funcionamento e 
aplicações específicas: 
Potenciômetro Rotativo: Um potenciômetro rotativo é um dispositivo que utiliza a 
variação da resistência elétrica em um elemento resistivo em resposta ao movimento 
rotacional de um eixo. A posição angular do eixo é diretamente proporcional à resistência 
medida, e pode ser convertida em um sinal elétrico correspondente ao ângulo de rotação. 
Encoder Óptico: Um encoder óptico é um dispositivo que converte o movimento 
rotacional em sinais elétricos digitais. Ele utiliza um disco rotativo com padrões de marcações 
ópticas que são detectadas por sensores ópticos. A mudança no padrão de marcações à 
medida que o disco gira é traduzida em pulsos elétricos que representam o ângulo de rotação. 
Encoder Magnético: Um encoder magnético utiliza um sensor magnético para detectar as 
mudanças no campo magnético gerado por um ímã rotativo. Essas mudanças são convertidas 
em sinais elétricos que indicam o ângulo de rotação do ímã. Os encoders magnéticos são 
conhecidos por sua durabilidade e resistência a ambientes adversos. 
Resolver: Um resolver é um dispositivo eletromagnético que utiliza um transformador 
rotativo para medir o ângulo de rotação.Ele consiste em um estator com bobinas de excitação 
e um rotor que gera um sinal de saída proporcional ao ângulo de rotação. Os resolvers são 
frequentemente usados em aplicações onde é necessária alta precisão e robustez. 
 A escolha do tipo de transdutor de posicionamento angular depende dos requisitos 
específicos da aplicação, como precisão, resolução, robustez, faixa de operação e ambiente de 
operação. Cada tipo de transdutor tem suas próprias vantagens e limitações, e é importante 
selecionar o mais adequado para garantir um controle preciso e confiável do sistema. 
2.3 - Encoder: 
 Um encoder é um dispositivo utilizado para converter movimento mecânico em sinais 
elétricos. Ele é comumente usado para medir velocidade, posição angular ou deslocamento de 
um eixo em aplicações industriais, automotivas, aeroespaciais e de automação. Existem 
diferentes tipos de encoders, cada um com suas características específicas: 
Encoders Incrementais: Os encoders incrementais emitem pulsos elétricos à medida 
que o eixo gira. Eles geralmente consistem em um disco rotativo com marcações que são 
detectadas por sensores ópticos ou magnéticos. Cada marcação gera um pulso, e a contagem 
10 
 
desses pulsos permite determinar a posição angular ou a velocidade do eixo. Os encoders 
incrementais não fornecem informação absoluta sobre a posição, mas são amplamente 
utilizados devido à sua simplicidade e baixo custo. 
Encoders Absolutos: Os encoders absolutos fornecem informação absoluta sobre a posição 
do eixo em todos os momentos. Eles utilizam um disco rotativo com múltiplas trilhas 
concêntricas, cada uma codificando um valor binário que representa uma posição única. 
Sensores ópticos ou magnéticos são usados para ler as trilhas e determinar a posição angular 
exata do eixo. Os encoders absolutos são mais complexos e caros que os incrementais, mas 
oferecem maior precisão e confiabilidade. 
Encoders Lineares: Os encoders lineares são utilizados para medir deslocamentos lineares 
ao longo de uma trajetória. Eles consistem em uma fita ou grade codificada e um cabeçote de 
leitura que detecta as marcações na fita. Os encoders lineares podem ser absolutos ou 
incrementais, dependendo se fornecem informação absoluta ou relativa sobre a posição. 
Encoders Ópticos: Os encoders ópticos utilizam luz para detectar as marcações no disco 
rotativo ou na fita codificada. Eles são conhecidos por sua alta resolução e precisão, mas 
podem ser sensíveis a condições ambientais, como sujeira e umidade. 
Encoders Magnéticos: Os encoders magnéticos utilizam sensores magnéticos para detectar as 
mudanças no campo magnético gerado por um ímã rotativo. Eles são resistentes a choques e 
vibrações, e adequados para ambientes adversos. 
 A escolha do tipo de encoder depende dos requisitos específicos da aplicação, como 
resolução, precisão, custo e ambiente de operação. Cada tipo de encoder tem suas próprias 
vantagens e limitações, e é importante selecionar o mais adequado para garantir um 
desempenho ótimo do sistema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
3 - Chave de Partida Soft Starter 
 Uma chave de partida de softstarter é um dispositivo utilizado para controlar o 
acionamento de motores elétricos, proporcionando um arranque suave e controlado. Aqui 
estão os principais aspectos relacionados a esse equipamento: 
3.1 - Parametrização: 
 A parametrização de uma chave de partida de softstarter é um processo essencial que 
envolve a configuração dos diversos parâmetros do dispositivo para garantir seu 
funcionamento adequado de acordo com as características do motor e as necessidades 
específicas da aplicação. Aqui estão alguns dos parâmetros comuns que podem ser ajustados 
durante o processo de parametrização: 
Corrente de Partida: Este parâmetro determina a corrente máxima permitida durante o 
arranque do motor. Ajustá-lo adequadamente é fundamental para garantir que o motor inicie 
de forma suave e sem sobrecarregar o sistema elétrico. 
Tempo de Rampa: Define o tempo necessário para a softstarter aumentar gradualmente 
a tensão aplicada ao motor até atingir o valor nominal. Esse tempo de rampa suave ajuda a 
reduzir o estresse mecânico no motor e nos componentes do sistema elétrico. 
Tensão Inicial: Determina a porcentagem da tensão nominal do motor que será aplicada 
durante o início do arranque. Uma tensão inicial mais baixa pode ajudar a reduzir ainda mais o 
impacto do arranque no motor. 
Corrente Máxima Permitida: Define o limite máximo de corrente que a softstarter permitirá 
durante o funcionamento normal do motor. Isso ajuda a proteger o motor contra sobrecargas 
e picos de corrente prejudiciais. 
Curvas de Aceleração e Desaceleração: Alguns modelos de softstarter permitem ajustar as 
curvas de aceleração e desaceleração do motor, o que pode ser útil para aplicações que 
exigem uma resposta dinâmica específica. 
 Durante o processo de parametrização, é importante seguir as recomendações do 
fabricante da softstarter e as especificações do motor e da aplicação. Uma parametrização 
adequada garantirá um funcionamento seguro, eficiente e confiável do sistema elétrico e do 
motor, além de contribuir para a prolongar a vida útil dos equipamentos envolvidos. 
3.2 - Software para parametrização, comando e monitoração do softstarter: 
 O software dedicado para parametrização, comando e monitoração de softstarters 
oferece uma interface intuitiva e eficiente para configurar, controlar e monitorar as funções da 
softstarter de maneira mais conveniente e precisa. Aqui estão algumas das principais 
funcionalidades e benefícios desse tipo de software: 
12 
 
Parametrização Avançada: O software permite ajustar todos os parâmetros da softstarter 
de forma detalhada e precisa, incluindo corrente de partida, tempo de rampa, tensão inicial e 
outros parâmetros específicos do motor e da aplicação. 
Configuração Remota: Com o software, é possível realizar a parametrização da softstarter de 
forma remota, o que é especialmente útil em aplicações onde o acesso físico ao equipamento 
é limitado ou difícil. 
Comando Centralizado: O software permite controlar várias softstarters a partir de 
uma única interface, simplificando o gerenciamento de múltiplos equipamentos em uma 
instalação. 
Monitoração em Tempo Real: O software fornece informações em tempo real sobre o 
funcionamento da softstarter, incluindo dados de corrente, tensão, temperatura e outras 
variáveis importantes. Isso permite identificar rapidamente qualquer problema ou anomalia 
no sistema. 
Diagnóstico de Falhas: O software pode realizar diagnósticos avançados para detectar falhas 
ou problemas de operação na softstarter, ajudando a realizar manutenção preventiva ou 
corretiva de forma mais eficiente. 
Registro de Dados e Histórico: O software pode registrar e armazenar dados de operação da 
softstarter ao longo do tempo, criando um histórico detalhado de seu desempenho para 
análise e otimização futuras. 
Atualizações de Firmware: Alguns softwares permitem atualizar o firmware da softstarter 
para garantir que ela esteja sempre operando com a versão mais recente do software, com 
melhorias de desempenho e segurança. 
 Em resumo, o uso de software dedicado para parametrização, comando e monitoração 
de softstarters oferece uma série de vantagens significativas, incluindo maior precisão, 
facilidade de uso, controle centralizado e diagnóstico avançado de falhas, contribuindo para 
um funcionamento mais eficiente e confiável dos sistemas elétricos. 
3.3 - Instalação: 
 A instalação de uma softstarter é um processo crucial que requer cuidado e atenção 
para garantir o funcionamento seguro e eficiente do sistema elétrico. Aqui estão os passos 
típicos envolvidos na instalação de uma softstarter: 
Planejamento: Antes de começar a instalação, é importante realizar um planejamento 
detalhado, incluindo a seleção do local adequado para a instalação da softstarter, a 
preparaçãodos cabos e conexões necessárias, e a verificação da compatibilidade com o 
sistema elétrico existente. 
Seleção do Local de Instalação: Escolha um local adequado para instalar a softstarter, levando 
em consideração as condições ambientais, como temperatura, umidade e presença de poeira 
ou substâncias corrosivas. Certifique-se de que haja espaço suficiente ao redor da softstarter 
para ventilação adequada e acesso para manutenção. 
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Montagem da Softstarter: Fixe a softstarter em um suporte ou painel adequado 
utilizando os pontos de fixação fornecidos pelo fabricante. Certifique-se de que a softstarter 
esteja firmemente instalada e nivelada, para evitar vibrações excessivas e danos ao 
equipamento. 
Conexão dos Cabos: Conecte os cabos de alimentação, os cabos do motor e os cabos de 
controle à softstarter de acordo com as especificações do fabricante e as normas elétricas 
aplicáveis. Certifique-se de que todos os cabos estejam corretamente identificados e isolados 
para evitar curto-circuitos ou danos aos componentes. 
Instalação dos Dispositivos de Proteção: Instale os dispositivos de proteção adequados, 
como disjuntores, fusíveis e dispositivos de proteção contra surtos, conforme necessário para 
garantir a segurança do sistema elétrico e dos equipamentos conectados. 
Testes e Comissionamento: Após a instalação, realize testes de funcionamento para 
verificar se a softstarter está operando corretamente. Isso inclui testes de alimentação, testes 
de comutação, testes de carga e testes de proteção. Certifique-se de que todos os parâmetros 
estejam configurados corretamente e que não haja problemas de operação. 
Documentação: Documente todos os procedimentos de instalação, incluindo 
diagramas elétricos, lista de materiais e resultados de testes. Mantenha essa documentação 
em um local seguro para referência futura e para facilitar a manutenção e o diagnóstico de 
problemas. 
 Ao seguir esses passos durante o processo de instalação da softstarter, você pode 
garantir um funcionamento seguro e confiável do sistema elétrico e dos equipamentos 
conectados, minimizando o risco de falhas e danos. Se necessário, consulte um profissional 
qualificado para assistência técnica durante a instalação. 
3.4 - Esquemas Típicos: 
 Os esquemas típicos de uma softstarter mostram a disposição dos componentes 
elétricos e a interligação entre eles. Aqui estão os principais elementos que podem ser 
encontrados em um esquema típico: 
Alimentação Principal: Esta é a fonte de alimentação elétrica que fornece energia à 
softstarter. Geralmente, é conectada diretamente à rede elétrica através de disjuntores ou 
fusíveis de proteção. 
Softstarter: A softstarter é o dispositivo principal do esquema, responsável pelo controle 
do motor elétrico. Ela recebe energia da alimentação principal e regula a tensão e a frequência 
fornecidas ao motor durante o arranque e o funcionamento. 
Motor Elétrico: O motor elétrico é o dispositivo que converte energia elétrica em energia 
mecânica. Ele é conectado à softstarter e recebe a tensão e a frequência controladas pela 
mesma. 
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Dispositivos de Controle: Os dispositivos de controle, como botoeiras, chaves de partida 
e dispositivos de parada de emergência, são usados para iniciar, parar e controlar o 
funcionamento do motor elétrico. 
Dispositivos de Proteção: Os dispositivos de proteção, como disjuntores, fusíveis e relés 
térmicos, são usados para proteger o sistema elétrico contra sobrecorrente, curto-circuito e 
sobrecarga, garantindo assim a segurança do sistema e dos equipamentos. 
Instrumentação: A instrumentação, como medidores de corrente, tensão e 
temperatura, pode ser incluída no esquema para monitorar o funcionamento do sistema e 
fornecer informações importantes sobre o desempenho do motor elétrico. 
Diagrama de Conexões: O diagrama de conexões mostra a interligação entre todos os 
componentes elétricos do sistema, indicando os cabos, os terminais e as conexões necessárias 
para garantir o funcionamento adequado do sistema. 
 Ao seguir um esquema típico de softstarter, é possível garantir uma instalação correta 
e segura do sistema elétrico, proporcionando um funcionamento eficiente e confiável do 
motor elétrico e dos equipamentos conectados. Certifique-se de seguir as recomendações do 
fabricante e as normas elétricas aplicáveis durante a instalação e a operação do sistema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4 - Inversor de Frequência 
 Um inversor de frequência é um dispositivo eletrônico utilizado para controlar a 
velocidade e o torque de motores elétricos através da variação da frequência e da tensão 
fornecida ao motor. Aqui estão os principais aspectos relacionados a esse equipamento: 
4.1 - Topologia e Princípio de Funcionamento: 
 Os inversores de frequência geralmente utilizam a técnica de modulação por largura 
de pulso (PWM) para controlar a saída de tensão e frequência para o motor. Isso é feito por 
meio de transistores de potência que comutam rapidamente entre o estado ligado e desligado, 
produzindo uma forma de onda de tensão com frequência e amplitude controladas. 
4.2 - Métodos de Controle: 
 Existem diferentes métodos de controle utilizados em inversores de frequência, sendo 
os mais comuns o controle escalar e o controle vetorial. 
4.3 - Controle Escalar: 
 No controle escalar, a velocidade do motor é controlada apenas pela variação da 
frequência de saída do inversor, mantendo a relação entre a tensão e a frequência do motor. 
Esse método é simples e amplamente utilizado em aplicações onde não é necessária uma 
resposta dinâmica muito rápida. 
4.4 - Controle Vetorial: 
 O controle vetorial permite um controle mais preciso da velocidade e do torque do 
motor, levando em consideração a corrente e a posição do rotor. Isso permite um 
desempenho mais dinâmico e uma resposta mais rápida às mudanças na carga. 
4.5 Parametrização: 
 A parametrização do inversor de frequência envolve a configuração dos parâmetros 
necessários para o seu correto funcionamento. Isso inclui ajustar a frequência máxima e 
mínima, a corrente máxima, o tempo de rampa, entre outros parâmetros específicos do motor 
e da aplicação. 
4.6 Instalação: 
 A instalação do inversor de frequência deve ser realizada por um profissional 
qualificado, seguindo as instruções do fabricante e as normas elétricas aplicáveis. Isso inclui a 
correta conexão dos cabos de alimentação, dos cabos do motor e dos dispositivos de controle. 
4.7 Esquemas Típicos de Controle: 
 Os esquemas típicos de controle com softstarter variam de acordo com a aplicação e 
os requisitos específicos do sistema. Aqui estão alguns exemplos comuns de esquemas de 
controle: 
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Malha Aberta: Na malha aberta, a softstarter controla o motor elétrico sem receber feedback 
do seu desempenho. Isso significa que a softstarter aplica uma determinada sequência de 
partida e operação pré-programada, independentemente das condições reais de operação do 
motor. Este método é adequado para aplicações simples que não exigem um controle preciso 
da velocidade ou do torque. 
Malha Fechada: Na malha fechada, a softstarter utiliza feedback do desempenho do 
motor para ajustar dinamicamente os parâmetros de partida e operação. Isso pode incluir a 
medição da corrente, velocidade ou posição do motor, que são comparadas com valores de 
referência para ajustar a operação da softstarter em tempo real. Este método é mais preciso e 
eficiente em aplicações que exigem controle preciso da velocidade e do torque. 
Controle com Encoder: O controle com encoder envolve o uso de um encoder conectado ao 
eixo do motor para fornecer feedback preciso sobre a velocidade e a posição do motor. A 
softstarter utiliza essas informações para ajustar dinamicamente os parâmetros de operação e 
garantir um controle preciso da velocidade e do posicionamento do motor. Este método é 
comumente utilizado em aplicações queexigem controle de velocidade e posição altamente 
precisos, como sistemas de posicionamento e controle de servo. 
Controle Sensorless: O controle sensorless é uma técnica que permite controlar o motor 
sem a necessidade de sensores adicionais, como encoders ou sensores de velocidade. Em vez 
disso, a softstarter utiliza algoritmos de estimativa para calcular a velocidade e a posição do 
motor com base nas informações disponíveis, como a corrente e a tensão do motor. Embora 
menos preciso do que o controle com encoder, o controle sensorless é uma opção mais 
econômica e simplificada para aplicações que não exigem um controle tão preciso da 
velocidade e do posicionamento. 
 Cada esquema de controle tem suas próprias vantagens e limitações, e a escolha do 
método mais adequado depende das características específicas da aplicação, como requisitos 
de precisão, custo e complexidade do sistema. Ao selecionar um esquema de controle, é 
importante considerar cuidadosamente as necessidades da aplicação e as capacidades da 
softstarter e do motor elétrico.

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