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ACADEMIA NAVAL 
DIRECÇÃO DE ENSINO 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA NAVAL MECÂNICA 
 
 
 
AVALIAÇÃO DE RISCOS AO ESTALEIRO NAVAL DA 
MARINHA DE GUERRA ANGOLANA: PROPOSTA DE UM 
SERVIÇO DE SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO 
TRABALHO 
 
 
 
 
 
101004103 GMAR - ARMINDO MONTEIRO CHAMBASSUKU 
 
 
 
 
 
 
 
LUANDA – 2019 
 
 
 
 
 
 
 
ACADEMIA NAVAL 
DIRECÇÃO DE ENSINO 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA NAVAL MECÂNICA 
 
 
 
AVALIAÇÃO DE RISCOS AO ESTALEIRO NAVAL DA 
MARINHA DE GUERRA ANGOLANA: PROPOSTA DE UM 
SERVIÇO DE SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO 
TRABALHO 
 
Trabalho final para a obtenção do grau académico de licenciado em Ciências 
Militares Navais na especialidade de Engenharia Naval, ramo Mecânica. 
 
 
101004103 GMAR - ARMINDO MONTEIRO CHAMBASSUKU 
 
Orientador: TTN EN-MEC Adilson Hebo Monteiro 
Co-orientador: TTC EN-MEC Delson Raimundo Ganga Gonçalves 
 
 
 
LUANDA – 2019 
 
 
101004103 GMAR - ARMINDO MONTEIRO CHAMBASSUKU 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DE RISCOS AO ESTALEIRO NAVAL DA 
MARINHA DE GUERRA ANGOLANA: PROPOSTA DE UM 
SERVIÇO DE SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO 
TRABALHO 
 
 
Aprovado em Luanda, de de 2019. 
JÚRI DE AVALIAÇÃO: 
Presidente 
___________________________________________________________________________ 
1º Vogal (Arguente) 
Graduação, nome, instituição 
___________________________________________________________________________ 
2º Vogal (Orientador) 
Graduação, nome, instituição 
___________________________________________________________________________ 
Vogal 
___________________________________________________________________________ 
Vogal 
___________________________________________________________________________
 
III 
 
DEDICATÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
À minha amada mãe Adelaide Baca Arão pelo amor, carinho e educação que me 
proporcionou e que sempre acreditou em mim mesmo quando nem eu acreditava. 
 
 
 
 
IV 
 
AGRADECIMENTO 
À Deus Todo Poderoso, pela vida, saúde e força que me dá todos os dias; 
À minha mãe e aos meus familiares no geral, pelo apoio incondicional que sempre me 
deram e por me terem impulsionado bastante para o sucesso da minha formação. 
Agradeço também ao CCV Ávido Ukuessala e à prima Jovita Kelequeta que me 
incentivaram a frequentar este curso e que muito ajudaram para que conseguisse ingressar na 
Academia Naval de Luanda, mesmo estando distante, na altura. 
 Aos docentes da Academia Naval, que com paciência orientaram-me a seguir o rumo 
para o sucesso académico. 
Ao meu orientador TTN Adilson Hebo Monteiro que seguiu todos os passos do 
presente trabalho, dando sempre o seu parecer e corrigindo as falhas que foram surgindo, de 
igual modo ao co-orientador Delson Raimundo Ganga Gonçalves que se disponibilizou a 
ajudar para a concretização do trabalho. 
À todos colegas, amigos, trabalhadores civis da ACN, que directa ou indirectamente 
deram o seu apoio; aos funcionários do Estaleiro Naval da Marinha de Guerra Angolana 
especialmente ao Director Geral Adjunto CMG António Paulo pela simplicidade e 
colaboração, o meu muito obrigado do fundo do coração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
V 
 
EPÍGRAFE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 “O que prevemos raramente ocorre; o que menos esperamos geralmente acontece.” 
Benjamin Disraeli 
 
 
 
 
VI 
 
RESUMO 
O presente trabalho investigativo de fim de curso tem a perspectiva de contribuir para 
o melhoramento das condições de segurança e saúde do trabalho no Estaleiro Naval (EN) da 
Marinha de Guerra Angolana (MGA), mostrando os primeiros passos para uma gestão mais 
sólida dos riscos profissionais. O problema da pesquisa foi o de encontrar formas de 
dimensionar os riscos existentes no EN, de modo a se elaborar medidas de controlo que 
eliminem ou minimizem os riscos para evitar a ocorrência de acidentes de trabalho ou 
doenças profissionais. Para procurar solucionar o problema, aplicou-se a metodologia de 
avaliação de risco simplificado e fez-se uma proposta de implementação de um serviço de 
Segurança Higiene e Saúde no Trabalho (SHST) dentro do Estaleiro Naval (EN). Para a 
avaliação de riscos optou-se pelo método simplificado de avaliação de riscos, utilizando listas 
de verificação para a identificação dos perigos e para o serviço de SHST, tendo como base a 
orientação jurídica do Decreto nº 31/94 de 5 de Agosto e o modelo utilizado pelo Arsenal do 
Alfeite que presta serviços à Marinha Portuguesa . Os resultados mostram que a avaliação de 
riscos dão a indicação imediata do estado actual do EN a nível da magnitude dos riscos 
existente e dos procedimentos necessários para os controlar, solucionando o problema 
temporariamente, enquanto que o serviço de SHST pode, de certa forma, melhorar as 
condições actuais do EN em matéria de SHST e fazer a gestão contínua dos riscos 
profissionais. Portanto, a implementação do serviço permitirá que o cumprimento das missões 
do EN sejam executadas com as práticas de prevenção de riscos para a segurança e saúde do 
pessoal trabalhador e terceiros, contribuindo para melhor produtividade e satisfação de todos e 
servirá de base para uma Marinha cada vez mais preocupada com os trabalhadores e virada 
para uma doutrina de prevenção de acidentes e doenças profissionais, assim como o bem estar 
da comunidade. 
 
Palavras chave: Avaliação; Riscos; Prevenção; Serviço; Segurança. 
 
 
 
VII 
 
ABSTRACT 
This investigation Work of End of the Course has the perspective to contribute to the 
improvement of the conditions of safety and health of work in the Naval Shipyard (NS) of the 
Angolan Navy (AN) showing the first steps towards a more solid management of 
occupational risks. The research problem was to find ways of measuring the existing risks in 
the NS in order to develop control measures that eliminate or minimize the risks to avoid the 
occurrence of occupational accidents or diseases. In order to solve the problem, a 
methodology of risk assessment was applied and a proposal was made for the implementation 
of a Health and Safety at Work (HSW) service within the Naval Shipyard (NS). For risk 
assessment, the simplified risk assessment method was the option, using checklists to identify 
hazards and for the HSW service, was based on the legal orientation of the decree noº 31/94 
of August 5 and the model used by Arsenal of Alfeite that provides services to the Portuguese 
Navy. The results show that the risk assessment gives an immediate indication of the current 
state of the NS in terms of the magnitude of the risks and the necessary procedures to control 
them temporality solving the problem, whereas the HSW service can somehow improve the 
current conditions of the NS in matter of HSW and to make continuous management of 
occupational risks. Therefore, the implementation of the service will allow the 
accomplishment of the missions of the NS to be carried out with the practices of prevention of 
risks for the safety and health of the staff and third parties, contributing for better productivity 
and satisfaction of all and will be the base for a Navy each more concerned with workers and 
towards a doctrine of prevention of accidents and occupational diseases, as well as the welfare 
of the community. 
 
 
 
Key words: Assessment; Risk; Prevention; Service; Safety. 
 
 
 
 
VIII 
 
LISTA DE FIGURAS 
Figura 1. Organização de serviços de SST. .............................................................................. 25 
Figura 2. Avaliação e controlo de riscos. ................................................................................. 28 
Figura 3. Localização geográfica do EN junto a BNL. ............................................................ 40 
Figura 4. Etapas do trabalho de pesquisa. ................................................................................ 42 
Figura5. Espaço de trabalho da secção de Carpintaria e Marcenaria do EN. .......................... 44 
Figura 6. Meios de combate a incêndios existentes na carpintaria do EN. .............................. 45 
Figura 7. Exemplos de zonas de trabalho não delimitadas e armários desarrumados. ............. 46 
Figura 8. Elevador de viaturas da Secção de Mecânica Auto. ................................................. 47 
Figura 9. Armazém do EN. ....................................................................................................... 48 
Figura 10. Local de trabalho com pavimento esburacado. ....................................................... 50 
Figura 11. Estado da instalação eléctrica do espaço de trabalho. ............................................. 50 
Figura 12. Espaço de trabalho sem sinalização e com pavimento irregular. ............................ 51 
Figura 13. Organograma do serviço de SHST. ......................................................................... 65 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IX 
 
LISTA DE TABELAS 
Tabela 1 - Determinação do nível de probabilidade. ................................................................ 35 
Tabela 2 - Cálculo do nível de risco e de intervenção .............................................................. 37 
Tabela 3 - Extracto 2 da aplicação da metodologia. ................................................................ 55 
Tabela 4 - Resultados obtidos na secção de Carpintaria e Marcenaria .................................... 56 
Tabela 5 - Resultados obtidos nas secções de Tornos e Mecânica Auto .................................. 57 
Tabela 6 - Resultados obtidos na secção de Armazém e Ferramentaria .................................. 58 
Tabela 7 - Resultados obtidos nas secções de Bate-chapa, Pintura Auto e Naval. .................. 59 
Tabela 8 - Resultados obtidos nas secções de Serralharia e Soldadura .................................... 60 
Tabela 9 - Resultados obtidos em termos gerais. ..................................................................... 61 
Tabela 10 - Frequência dos tipos de riscos avaliados genericamente. ..................................... 62 
Tabela 11 - Estimativa de custos das medidas de controlo ...................................................... 63 
Tabela 12 - Prioridade das intervenções e prazo de execução. ................................................ 63 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
X 
 
LISTA DE QUADROS 
Quadro 1 - Requisitos para obtenção do CAP. ......................................................................... 27 
Quadro 2 - Determinação do nível de deficiência .................................................................... 34 
Quadro 3 - Determinação do nível de exposição. ..................................................................... 34 
Quadro 4 - Significado dos diferentes níveis de probabilidade. ............................................... 35 
Quadro 5 - Determinação do nível consequências. .................................................................. 36 
Quadro 6 - Significado do nível de intervenção. ..................................................................... 37 
Quadro 7 - Quadro de Avaliação de riscos ............................................................................... 53 
Quadro 8 - Extracto 1 da aplicação da metodologia. ............................................................... 53 
Quadro 9 - Propósta de medidas de controlo do risco. ............................................................ 64 
 
 
 
 
 
XI 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
ACT Autoridades para as Condições do Trabalho 
BNL Base Naval de Luanda 
CAP Certificado de Aptidão Profissional 
CMG Capitão de Mar e Guerra 
DAT Direcção de Armamento e Técnica 
DFA Departamento de Fabrico e Apoio 
DSTI Departamento de Serviços Técnicos Industriais 
EN Estaleiro Naval 
EPC Equipamento de Protecção Colectiva 
EPI Equipamento de Protecção Individual 
ETNA Escola de Tecnologias Navais 
FESETE Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Têxteis 
FMEA Análise de Modo de Falhas e Efeitos 
GLP Gás Liquefeito de Petróleo 
HAVS Hand and Arm Vibration Syndrome (Sindrome de Vibração de Mão e Braço) 
IEC International Electrotechnical Commission (Comissão Electrotécnica 
Internacional) 
IGM Inspecção Geral da Marinha 
ISO International Organization for Standardization (Organização Internacional de 
Normalização) 
MGA Marinha de Guerra Angolana 
MT Médico do Trabalho 
NBR Norma Brazileira Reguladora 
NC Nível de Consequências 
ND Nível de Deficiência 
NE Nível de Exposição 
NP Nível de Probabilidade 
NR Nível de Riscos 
OHSAS Ocupational Health and Safety Assessment Series (Série de Avaliação de 
Segurança e Saúde Ocupacional) 
OIT Organização Internacional do Trabalho 
 
XII 
 
OMS Organização Mundial da Saúde 
PEI Plano de Emergência Interno 
PI Prioridade de Intervenção 
QE Quadro Eléctrico 
SGA Sistema de Gestão Ambiental 
SGSST Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho 
SHST Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho 
SHT Segurança e Higiene no Trabalho 
SNC Sistema Nervoso Central 
SST Segurança e Saúde no Trabalho 
SSTA Segurança e Saúde no Trabalho e Ambiente 
TSHST Técnico de Segurança Higiene e Saúde no Trabalho 
TSST Técnico de Segurança e Saúde no Trabalho 
TST Técnico de Segurança no Trabalho 
UV Ultravioleta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XIII 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
Gráfico 1. Percentagens dos níveis de riscos avaliados (Carpintaria e Marcenaria). ............... 56 
Gráfico 2. Percentagens dos níveis de riscos avaliados (Tornos e Mecânica Auto). ............... 57 
Gráfico 3. Percentagens dos níveis de riscos avaliados (Armazém e Ferramentaria). ............. 58 
Gráfico 4. Percentagens dos níveis de riscos calculados (Bate-chapa, Pintura Auto e Naval). 59 
Gráfico 5. Percentagem dos níveis de riscos avaliados (secções de Serralharia e Soldadura). 60 
Gráfico 6. Percentagens dos níveis de riscos avaliados no EN. ............................................... 61 
Gráfico 7. Percentagem de cada tipo de risco avaliado no EN................................................. 62 
 
 
XIV 
 
LISTA DE SIMBOLOS 
C Consequência 
G Geral 
MU Muito Urgente 
N Normal 
NC Nível de Consequências 
NCu Nível de Custos 
ND Nível de Deficiência 
NE Nível de Exposição 
NP Nível de Probabilidade 
NR Nível de Risco 
P Probabilidade 
R Risco 
R` Rotina 
U Urgente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
XV 
 
ÍNDICE 
DEDICATÓRIA ....................................................................................................................... III 
AGRADECIMENTO ............................................................................................................... IV 
EPÍGRAFE ................................................................................................................................ V 
RESUMO ................................................................................................................................. VI 
ABSTRACT ........................................................................................................................... VII 
LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................... VIII 
LISTA DE TABELAS ............................................................................................................. IX 
LISTA DE QUADROS ............................................................................................................. X 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS .............................................................................. XI 
LISTA DE GRÁFICOS ......................................................................................................... XIIILISTA DE SIMBOLOS ........................................................................................................ XIV 
ÍNDICE ................................................................................................................................... XV 
1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 1 
1.1 Enquadramento do tema .................................................................................................. 1 
1.2 Problemática .................................................................................................................... 1 
1.3 Objectivos ........................................................................................................................ 2 
1.3.1 Objectivo Geral................................................................................................................ 2 
1.3.2 Objectivos específicos ..................................................................................................... 2 
1.4 Justificativa ...................................................................................................................... 2 
1.5 Metodologia ..................................................................................................................... 3 
1.6 Organização do Trabalho de Fim de Curso ..................................................................... 4 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................................... 5 
2.1 Conceito e Âmbito da Aplicação da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. ............. 5 
2.1.1 Conceitos ......................................................................................................................... 6 
2.2 Saúde do Trabalho ........................................................................................................... 7 
2.2.1 Funções e Actividades dos Serviços de Saúde do trabalho ............................................. 7 
2.3 Segurança do Trabalho e Riscos Associados .................................................................. 8 
2.3.1 Condições de Segurança nos Locais de Trabalho ........................................................... 8 
2.3.2 Riscos Relacionados com a Segurança do Trabalho ..................................................... 10 
2.3.2.1 Riscos Mecânicos ......................................................................................................... 10 
2.3.2.2 Riscos associados à electricidade ................................................................................. 10 
2.3.2.3 Riscos de incêndios ...................................................................................................... 11 
 
XVI 
 
2.3.3 Factores de Riscos nos Locais de Trabalho ................................................................... 11 
2.3.3.1 Movimentação Manual de Carga .................................................................................. 11 
2.3.3.2 Movimentação Mecânica de Cargas ............................................................................. 12 
2.3.3.3 Máquinas ...................................................................................................................... 12 
2.3.3.4 Equipamentos de trabalho ............................................................................................ 13 
2.3.3.5 Identificação de factores de risco das Máquinas e dos Equipamentos de Trabalho ..... 14 
2.3.3.6 Ferramentas .................................................................................................................. 14 
2.3.4 Elementos de Prevenção de Acidentes de Trabalho ...................................................... 15 
2.3.4.1 Sinalização de Segurança ............................................................................................. 15 
2.3.4.2 Plano de Emergência .................................................................................................... 16 
2.3.4.3 Equipamentos de Proteção Colectiva e Individual ....................................................... 17 
2.4 Higiene do Trabalho ...................................................................................................... 18 
2.4.1 Agentes Físicos .............................................................................................................. 18 
2.4.1.1 Ruído ............................................................................................................................ 18 
2.4.1.2 Vibrações ...................................................................................................................... 19 
2.4.1.3 Iluminação .................................................................................................................... 19 
2.4.1.4 Ambiente Térmico ........................................................................................................ 20 
2.4.1.5 Ventilação ..................................................................................................................... 21 
2.4.1.6 Radiação ....................................................................................................................... 21 
2.4.2 Agentes Químicos ......................................................................................................... 22 
2.4.3 Agentes Biológicos ........................................................................................................ 23 
2.5 A Gestão da Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho nas Organizações .................... 23 
2.5.1 Serviços de SHST .......................................................................................................... 23 
2.5.1.1 Organização das Atividades de SHST .......................................................................... 24 
2.5.1.2 Modalidades de serviços ............................................................................................... 24 
2.5.1.2.1 Serviços Internos ....................................................................................................... 25 
2.5.1.2.2 Serviços Comuns ....................................................................................................... 26 
2.5.1.2.3 Serviços Externos ...................................................................................................... 26 
2.5.2 Recursos Humanos ........................................................................................................ 26 
2.5.2.1 As Funções dos Técnicos de Segurança do Trabalho .................................................. 27 
2.6 Avaliação de Riscos....................................................................................................... 28 
2.6.1 Etapas da Avaliação de Riscos ...................................................................................... 29 
2.6.1.1 Análise de Riscos ......................................................................................................... 29 
2.6.1.1.1 Identificação do Perigo e Possíveis Consequências .................................................. 29 
 
XVII 
 
2.6.1.1.2 Identificação das Pessoas Expostas ........................................................................... 30 
2.6.1.1.3 Estimativa do Risco ................................................................................................... 30 
2.6.1.2 Valoração do Risco ....................................................................................................... 30 
2.6.2 Métodos de Avaliação de Riscos ................................................................................... 31 
2.6.2.1 Métodos Qualitativos .................................................................................................... 31 
2.6.2.2 Métodos Quantitativos ..................................................................................................31 
2.6.2.3 Métodos Semi-quantitativos ......................................................................................... 32 
2.6.2.4 Método de Avaliação Simplificado .............................................................................. 33 
2.6.2.5 Listas de Verificação .................................................................................................... 37 
3. ANÁLISE E DISCUSÃO DOS RESULTADOS ................................................................ 39 
3.1 Estado Actual do Estaleiro Naval na Garantia das Condições de Segurança, Higiene e 
Saúde do Trabalho ............................................................................................................... 39 
3.1.1 Caracterização do Estaleiro Naval da MGA.................................................................. 39 
3.1.1.1 Localização ................................................................................................................... 40 
3.1.2 Breve historial Sobre a SHST no Estaleiro Naval da MGA .......................................... 41 
3.2 Realização da Avaliação de Riscos ao Estaleiro Naval da MGA .................................. 41 
3.2.1 Selecção da Metodologia ............................................................................................... 42 
3.2.2 Identificação dos Perigos existentes no Estaleiro Naval da MGA e os possíveis Riscos 
associados ............................................................................................................................ 43 
3.2.2.1 Identificação dos perigos existentes na Secção de Carpintaria e Marcenaria e os 
Possíveis Riscos Associados ................................................................................................ 43 
3.2.2.2 Identificação dos perigos existentes nas Secções de Tornos e Mecânica Auto e os 
Possíveis Riscos Associados ................................................................................................ 45 
3.2.2.3 Identificação dos perigos existentes na Secção de Armazém e Ferramentaria e os 
Possíveis Riscos Associados ................................................................................................ 48 
3.2.2.4 Identificação dos perigos existentes nas Secções de Bate-chapa Pintura Auto e Naval e 
os Possíveis Riscos Associados ........................................................................................... 49 
3.2.2.5 Identificação dos perigos existentes nas Secções de Serralharia e Soldadura e os 
Possíveis Riscos Associados ................................................................................................ 51 
3.2.3 Aplicação da Metodologia ............................................................................................. 52 
3.2.4 Análise dos resultados Obtidos ..................................................................................... 55 
3.2.4.1.1 Análise dos Resultados Obtidos na Secção de Carpintaria e Marcenaria ................. 55 
3.2.4.1.2 Análise dos resultados obtidos nas Secções de Tornos e Mecânica Auto ................. 56 
3.2.4.1.3 Análise dos resultados Obtidos ................................................................................. 57 
 
XVIII 
 
3.2.4.1.4 Análise dos Resultados Obtidos na Secção de Bate-Chapa, Pintura Auto e Naval ... 58 
3.2.4.1.5 Análise dos Resultados Obtidos nas Secções de Serralharia e Soldadura ................. 59 
3.2.5 Análise dos Resultados Apurados Genericamente ........................................................ 60 
3.3 Proposta de Medidas de Controlo de Riscos ................................................................. 62 
3.4 Criação de um Serviço de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho no EN ................ 64 
3.4.1 Organização do Serviço de SHST ................................................................................. 65 
3.4.2 Atribuições do Serviço de Segurança Higiene e Saúde do Trabalho ............................ 66 
3.4.2.1 Atribuições do Chefe de Serviço de SHST e dos Adjuntos ......................................... 66 
3.4.3 Formação dos Elementos do Serviço e Processo de implementação ............................ 68 
4. CONCLUSÕES ................................................................................................................... 70 
4.1 Limitações ..................................................................................................................... 71 
4.2 Trabalhos Futuros .......................................................................................................... 71 
4.3 Recomendações ............................................................................................................. 71 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 73 
Apêndice A - Entrevista sobre o Estaleiro Naval da MGA ...................................................... 75 
Apêndice B – Tabelas de avaliação de riscos e medidas de controlo....................................... 76 
Anexo A – Organograma funcional do EN .............................................................................. 84 
Anexo B - Utilização de EPI. ................................................................................................... 85 
Anexo C - Combinação de formas e de cores e seu significado nos sinais. ............................. 87 
Anexo D - Ponto de incidência das medidas preventivas de incêndios.................................... 88 
Anexo E – Listas de Verificação para determinação do nível de deficiência dos espaços de 
trabalho avaliados ................................................................................................................ 89 
Anexo F – Exemplo de procedimentos de operação de uma máquina (torno) ....................... 101 
Anexo G - Etapas para Implementação do Serviço de SHST no EN da MGA ...................... 102 
Anexo H - Enquadramento legal da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho ..................... 105 
 
 
1 
 
1. INTRODUÇÃO 
1.1 Enquadramento do tema 
O presente trabalho versa sobre avaliação de risco ao Estaleiro Naval (EN) da Marinha 
de Guerra Angolana (MGA) e apresenta a proposta de implementação de um serviço de 
Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST) nas mesmas instalações, sendo que o tema 
surge do facto de se ter verificado uma fraca observância às normas de segurança no trabalho 
por parte dos trabalhadores, assim como alguns riscos que as instalações apresentam e que 
carecem de melhor controlo. 
As condições de Segurança e Saúde no Trabalho são uma parte fundamental na 
aferição da qualidade de vida dos indivíduos numa sociedade. Sendo o Estaleiro Naval uma 
unidade de asseguramento da operacionalidade e manutenção dos equipamentos e meios 
navais da Marinha de Guerra Angolana, que por sua vez é garante da soberania do Estado no 
mar, o bem-estar dos seus trabalhadores bem como o estado técnico das suas instalações, 
meios e equipamentos devem ser levados em consideração, pois parte do cumprimento das 
missões atribuídas ao Ramo depende deles. 
1.2 Problemática 
Durante a fase de formação, nas várias visitas feitas ao Estaleiro Naval, constatou-se 
que o Estaleiro Naval da MGA não possui uma organização funcional de SHST nem 
subcontrata serviços externos para o controlo de riscos profissionais, que respondessem pela 
segurança contra incêndios nas instalações, pelo Plano de Segurança Interno, pela protecção 
das diversas máquinas e ferramentas, pelo cumprimento rigoroso das normas de segurança 
estabelecidas nas diversas áreas de trabalho, entre outras situações susceptíveis de identificar 
com maior detalhe de avaliação. 
A falta de serviços de SHST no Estaleiro Naval é um aspecto relevante, tendo em 
conta que se constatou a ausência de medidas de SST estruturantes e organizativas 
fundamentais para a segurança do pessoal, das infraestruturase dos equipamentos do Estaleiro 
(Duarte, 2013). Dada a relevância da situação, equacionou-se a seguinte questão de partida: 
 
2 
 
 Como avaliar os riscos inerentes às instalações e às actividades desenvolvidas no 
Estaleiro Naval da MGA a fim de se criar medidas de prevenção para minimizar os riscos ou 
reduzir as suas consequências? 
A pergunta de partida conduziu às seguintes questões derivadas: 
 Quais os perigos existentes no Estaleiro Naval da MGA e os possíveis acidentes que 
podem advir destes? 
 Quais as medidas preventivas e correctivas para controlar os riscos e diminuir os 
acidentes de trabalho e doenças profissionais no Estaleiro Naval da MGA? 
 Qual a modalidade de serviço de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho adequado 
para o Estaleiro Naval da MGA? 
1.3 Objectivos 
1.3.1 Objectivo Geral 
 Avaliar os riscos inerentes às instalações e actividades do Estaleiro Naval de modo 
a sugerir um serviço de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. 
1.3.2 Objectivos específicos 
 Averiguar o estado actual do EN da MGA na garantia das condições de Segurança, 
Higiene e Saúde no Trabalho; 
 Identificar os perigos existentes nos locais de trabalho e atividades do Estaleiro 
Naval da MGA; 
 Apresentar um conjunto de medidas de controlo de riscos relacionadas aos perigos 
identificados de maneiras a minimizar os seus efeitos; 
 Criar um serviço de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho no Estaleiro Naval da 
MGA. 
1.4 Justificativa 
O Estaleiro Naval é uma unidade de grande importância para a MGA, pois constitui a 
base da garantia da operacionalidade técnica dos meios navais e não só. Garantir que esta 
unidade funcione em óptimas condições deve ser uma das prioridades do Ramo. 
 
3 
 
Como a avaliação de riscos tem o objectivo de quantificar a gravidade que um risco 
pode apresentar na segurança e saúde dos trabalhadores e, assim, permitir que o empregador 
obtenha as informações necessárias para que possa tomar uma decisão adequada no que toca 
ao tipo de medidas preventivas a adoptar, a sua aplicação e, posteriormente, a implementação 
de um serviço de Segurança e Saúde no Trabalho e Ambiente no Estaleiro Naval da MGA 
seria um passo de gigante rumo ao bem-estar dos trabalhadores e à organização satisfatória 
dessa unidade. 
Tendo em conta que a SHST tem o intuito de fomentar a protecção do trabalhador no 
seu local de trabalho, visando a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, e, 
de modo indirecto, fomentar a protecção das instalações e património existentes, a 
implementação de um serviço de SHST permitirá ao Estaleiro Naval da MGA conceder aos 
seus funcionários militares e civis um ambiente mais seguro e saudável e que contribua para a 
melhoria da sua motivação, produtividade e do seu profissionalismo. 
1.5 Metodologia 
Para a realização da presente pesquisa usou-se o método indutivo adaptando do 
método para a avaliação de risco da metodologia aplicada para o presente trabalho que parte 
de dados particulares para se chegar a uma verdade universal. 
A pesquisa faz uma avaliação de riscos usando uma metodologia da matriz 
simplificada proposta por Kinney e posteriormente uma proposta de implementação de um 
serviço de SHST com base na organização usada no Arsenal do Alfeite de Lisboa seguindo 
um processo de implementação de acordo com a norma OHSAS 18001:2007 (implementação 
de sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho) adaptado por Pinto (2009). 
Quanto à abordagem, a análise e interpretação dos dados recolhidos foram feitas com 
base na análise qualitativa e quantitativa, ou seja, uma abordagem mista. Fez-se análise 
qualitativa aos dados relativos ao EN (estado actual e histórico), e todo um conjunto de teorias 
relativas à segurança e saúde no trabalho que serviram de pré-requisitos para posteriores 
análises quantitativas. Por outro lado, fez-se análise quantitativa dos dados estatístico 
referente aos perigos identificados nas actividades dos trabalhadores, a frequência de 
exposição dos trabalhadores aos riscos para se chegar ao grau ou nível de cada risco 
identificado seguindo padrões e teorias já existentes, relacionadas com a avaliação de riscos, 
verificando se os dados são compatíveis com as normas que regulam as actividades do género 
 
4 
 
e por fim sugerir melhorias e correcções para aquilo que estiver fora das normas 
estabelecidas. 
Quanto à natureza a pesquisa é aplicada, porque a avaliação feita no EN é de carácter 
prático dirigido a solução de um facto bastante pertinente que é a falta de um controlo mais 
profundo dos riscos nos processos e instalações do EN para a prevenção de acidentes e 
doenças profissionais contribuindo para uma MGA cada vez melhor. 
Quanto aos objectivos, o tipo de pesquisa utilizada foi a descritiva e explicativa: 
descritiva, pois teve como finalidade observar, registrar e analisar os riscos do estaleiro; 
explicativa, pois teve como finalidade esclarecer as vantagens de se implementar um serviço 
de SHST. 
Quanto aos procedimentos, para elaboração deste trabalho usou-se procedimentos tais 
como pesquisa de bibliografia e documental consultando livros, manuais, revistas, normas e 
leis. De realçar que os diplomas legais citados ao longo do presente trabalho são todos 
angolanos. No desenvolvimento do trabalho fez-se colecta de dados às instalações do EN e 
aos funcionários daquela mesma instituição. Dados estes relacionados com a estrutura das 
instalações, a organização interna (missão, objectivos), bem como históricos e actualidade do 
EN em matéria de SHST. 
1.6 Organização do Trabalho de Fim de Curso 
O presente trabalho está organizado em quatro partes as quais constituem os capítulos 
do mesmo que são: introdução, fundamentação teórica, analise e discussão dos resultados e 
por fim as conclusões. O primeiro capítulo alberga todos os elementos introdutórios desde 
Enquadramento do Tema, Problemática, Justificativa, Hipóteses e Objetivos. A 
Fundamentação Teórica que constitui a base bibliográfica da pesquisa que aborda o Conceito 
e Âmbito de Aplicação da SHST, Segurança do Trabalho e Riscos Associados, Higiene do 
Trabalho, Saúde do Trabalho, a Gestão da Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho nas 
Organizações e Avaliação de Riscos. A Análise e Discussão dos Resultados apresenta a 
Caracterização do EN e o seu Estado Actual em Matéria de SHST, a Realização da Avaliação 
de Riscos nos Espaços de Trabalho, Propostas de Medidas de Controlo e a criação do Serviço 
de SHST no EN. A Conclusão apresenta os resultados alcançados, Trabalhos futuros, a 
resposta a pergunta de partida, os Limites e Recomendações. 
 
 
5 
 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
2.1 Conceito e Âmbito da Aplicação da Segurança, Higiene e Saúde no 
Trabalho 
O trabalho desempenha um papel fundamental nas vidas das pessoas, considerando 
que a maioria dos trabalhadores passa pelo menos oito horas por dia no local de trabalho, em 
plantações, escritórios, fábricas, em estaleiros e outros, os ambientes laborais devem ser 
seguros e saudáveis e em condições para a realização das suas atividades. Porém, a situação 
de muitos trabalhadores é bastante comprometedora, pois todos os dias, milhares deles em 
todo o mundo estão expostos à múltiplos riscos para a saúde, tais como: poeiras, gases, ruído, 
vibrações, temperaturas extremas e tantos outros riscos prejudiciais a saúde (Lopes, 2014). É 
neste contexto que os serviços de segurança higiene e saúde no local de trabalho podem 
ajudar a evitar acidentes e doenças profissionais, através da eliminação ou redução dos riscos 
e das suas consequências. 
Segundo Nascimento (2013), Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho (SHST) são 
fundamentais para uma organização devido a um número elevado de factores: 
 Ajudam a demonstrar que uma organização é socialmente responsável; 
 Dão mais valor à organização; 
 Velam pela maximização da produtividade dos trabalhadores; Contribuem para que os trabalhadores estejam mais empenhados nas suas tarefas; 
 Constroem uma força de trabalho mais competente e saudável; 
 Incentivam os trabalhadores a ficar mais tempo no activo; 
 Velam cumprimento da legislação e regulamentação em matéria de SHST; 
 Garantem melhoria da saúde e do bem-estar dos trabalhadores, por diminuição dos 
riscos para a SST, diminuindo igualmente os custos e prejuízos a eles associados. 
O Ministério da Defesa Português (2016), numa publicação mais específica diz que a 
implementação do serviço de segurança e saúde no trabalho visa assegurar que as missões e 
actividades de unidades como o estaleiro sejam executadas com as melhores práticas de 
prevenção de riscos para a segurança e saúde do pessoal militar e civil e minimizando o 
impacto no ambiente, contribuindo desta forma para um desenvolvimento sustentável e 
equilibrado. 
 
6 
 
2.1.1 Conceitos 
Em torno da SHST existe uma vasta terminologia dos quais se conceituam alguns 
abaixo. 
A Lei nº 7/15 (2015) define local de trabalho, como o centro de trabalho onde o 
trabalhador exerce a sua atividade com regularidade e permanência. 
O Decreto n.º 53/05 de 15 de Agosto conceitua acidente de trabalho e doença 
profissional da seguinte forma: 
Acidente de trabalho - acontecimento súbito que ocorre no exercício da actividade 
laboral ao serviço da organização que provoque ao trabalhador lesão ou danos corporais de 
que resulte incapacidade parcial ou total, temporária ou permanente para o trabalho, ou ainda 
a morte. 
Doença profissional - alteração da saúde patologicamente definida, gerada por razões 
da actividade laboral nos trabalhadores que se expõem habitualmente a factores que produzem 
doenças e que estão presentes no local de trabalho. 
Segundo a Escola de Tecnologias Navais (ETNA, 2018), os termos, incidente, 
prevenção e proteção são definidos da seguinte forma: 
Incidente - Qualquer ocorrência inesperada que se verifique pela execução do 
exercício do trabalho sem que dela resultem danos para as pessoas. 
Prevenção - Conjunto de políticas e programas, disposições e medidas tomadas nas 
fases de licenciamento e de exploração da atividade da empresa, estabelecimento ou serviço 
que visem eliminar, ou diminuir, os riscos profissionais a que estão potencialmente expostos 
os trabalhadores. 
Proteção - Conjunto de medidas destinadas a minimizar as consequências de um 
acidente após o mesmo ocorrer. 
De acordo com o Decreto Lei n.º 31/94, os termos risco e perigo têm os seguintes 
conceitos: 
Perigo é a propriedade intrínseca de uma instalação, actividade, equipamento, um 
agente ou outro componente material do trabalho com potencial para provocar dano; 
 
7 
 
 Risco é a combinação da probabilidade e da gravidade de aquisição de uma lesão ou 
de um dano para a saúde de acordo com a causa e efeito, o momento e a circunstância da sua 
ocorrência. 
2.2 Saúde do Trabalho 
Segundo o Comité Misto Organização Internacional do Trabalho (OIT) /Organização 
Mundial de Saúde (OMS) como citado em Freitas (2016), a Saúde do Trabalho é uma 
atividade que tem entre outros os seguintes objetivos: 
 A promoção e manutenção do mais alto grau de bem-estar físico, mental e social 
dos trabalhadores de todas as ocupações; 
 A prevenção de desvios de saúde causados pelas condições de trabalho; 
 A proteção dos trabalhadores contra os riscos resultantes dos factores nocivos para a 
saúde; 
 A colocação e manutenção do trabalhador em função das suas aptidões físicas e 
psicológicas. 
2.2.1 Funções e Actividades dos Serviços de Saúde do trabalho 
A OIT através da Recomendação nº 112 tal como citado em Freitas (2016), define as 
seguintes funções para os serviços de segurança do trabalho: 
 Vigilância, na organização, de todos os factores que possam afectar a saúde dos 
trabalhadores; 
 Os exames médicos de admissão e periódicos; 
 A Participação, conjuntamente com os representantes dos trabalhadores ou outros 
membros do serviço de SHT, na prevenção das doenças profissionais; 
 O Aconselhamento aos trabalhadores acerca dos desvios de saúde que se 
manifestam ou agravam durante o trabalho; 
 A formação dos trabalhadores encarregados dos primeiros socorros e resposta a 
situações de emergência; 
 A vigilância das condições ambientais, potencialmente desencadeadoras de doenças 
profissionais. 
Segundo Freitas (2016), os profissionais que podem exercer nesta área são: 
 
8 
 
Médicos – para além da licenciatura em medicina, têm de ser titulares de uma 
especialidade de medicina do trabalho. 
Enfermeiros – Possuir uma licenciatura em enfermagem e uma especialização em 
saúde pública. 
De acordo com o mesmo autor, as atividades da saúde do trabalho são as seguintes: 
 Exames médicos; 
 Acompanhamento e promoção da saúde; 
 Visitas aos locais de trabalho; 
 Articulação com o médico do trabalho; 
 Relatórios periódicos. 
2.3 Segurança do Trabalho e Riscos Associados 
A segurança do trabalho pode ser definida como “um conjunto de acções técnicas, 
administrativas, de saúde e, sobretudo, educacionais, cuja finalidade é prevenir acidentes, 
reduzindo as condições e procedimentos inseguros no ambiente de trabalho” (Barsano, 2012 
como citado em Santos, 2016, p. 17). 
A Segurança do Trabalho propõe-se, assim, a combater os acidentes de trabalho, tendo 
como principal objectivo eliminar as condições inseguras associadas aos componentes 
materiais, aos processos e espaços do trabalho, assim como sensibilizar os trabalhadores a 
utilizarem medidas preventivas. A prevenção é certamente o melhor processo para reduzir ou 
eliminar as possibilidades de ocorrerem problemas de segurança com o trabalhador 
(EspiralSoft, 2012 como citado em Nascimento, 2013 p. 8). 
2.3.1 Condições de Segurança nos Locais de Trabalho 
A ocorrência de acidentes de trabalho e doenças profissionais para, indica de certa 
forma que as medidas de prevenção dos riscos nos locais de trabalho são insuficientes ou 
ineficazes. 
Freitas, no seu manual de segurança e saúde do trabalho (2016), faz referência a certos 
aspectos a ter em conta no local de trabalho tais como: 
 
9 
 
Estabilidade e solidez - Os edifícios que integram locais de trabalho devem possuir a 
estrutura e a solidez apropriada ao tipo de utilização comercial ou industrial. 
Espaços de trabalho - Respeitar as seguintes dimensões mínimas nos espaços de 
trabalho: pé direito de três metros; área útil de 1,80 m
2
 por trabalhador; cubagem de ar útil por 
trabalhador de 11,50 m
3 
podendo ser reduzida para 10,50m
3 
se a renovação de ar for boa. 
Condições de detecção e protecção contra incêndios - Os locais de trabalho devem 
estar equipados com dispositivos de detecção e combate a incêndios, de acordo com as 
dimensões e a utilização dos edifícios, os equipamentos, as características físicas e químicas 
das substâncias existentes, assim como o número de pessoas que neles possam encontrar-se. 
Os dispositivos de detecção e alarme devem ser apropriados, e o material de combate deve 
estar acessível, em bom estado e sinalizado. 
Vias normais e de acesso – Devem estar desobstruídas, em condições de utilização, 
com traçado que conduza para áreas adequadas e estar sinalizadas. As que necessitam de 
iluminação artificial devem ter iluminação de segunda alternativa. As portas de emergência 
não devem estar fechadas à chave, devendo abrir para o exterior de forma fácil. 
Ventilação – Nos locais de trabalho fechados é necessário ar puro (com um caudal 
médio de 30 m
3
 a 50 m
3
 por hora e por trabalhador), um volume suficiente de ar, em função 
dos métodos de trabalho e das condições físicas impostas. 
Iluminação – Deve ser dada primazia a iluminação natural, com iluminação artificial 
complementar, evitando que constitua fator de risco. É necessário iluminação de segurança a 
qual deve ser independente. A iluminação não deve afectar a visão,provocando 
encadeamentos ou fadiga visual. 
Pavimentos – Devem ser estáveis e fixos, antiderrapantes, sem inclinações perigosas, 
saliências ou cavidades, de limpeza fácil e construídos por forma a permitir a sua manutenção. 
Portas e portões – A posição, o número, a dimensão e os materiais devem ter em 
conta a natureza e o tipo de utilização dos locais. Devem ser abertos em caso de ocupação das 
instalações ou do interior sem qualquer auxílio. 
Vias de circulação e zonas de perigo – As vias de circulação para pessoas devem ter 
a largura mínima de 1,20 m, iluminação adequada, piso não escorregadio e resguardos 
laterais, se houver perigo de queda em altura. As vias para veículos devem estar afastadas das 
portas, portões, passagens de peões, corredores e escadas e as zonas de perigo devem ter 
 
10 
 
sinalização bem visível, dispositivos que impeçam a passagem de trabalhadores não 
autorizados e protecção para os trabalhadores com acesso autorizado. 
Ordem e limpeza – As primeiras actividades a desenvolver neste sentido são as 
seguintes: eliminar o que é inútil no posto de trabalho e classificar o que é necessário; 
assegurar os meios para guardar e localizar o material facilmente decidindo as localizações 
mais adequadas e identificar as localizações. 
2.3.2 Riscos Relacionados com a Segurança do Trabalho 
O trabalhador no seu local de trabalho está exposto a um conjunto de riscos os quais 
podem desencadear um acidente no desenvolvimento das suas actividades laborais, riscos 
esses que podem ser de vária ordem (Kmed Europa, 2014). 
2.3.2.1 Riscos Mecânicos 
De acordo com a Kmed Europa, (2014) os riscos mecânicos estão relacionados com o 
movimento de máquinas, ferramentas e outros equipamentos de trabalho, que devido à 
energia mecânica que possuem ou podem originar, são suscetíveis de provocar lesões, tais 
riscos podem ser: 
 Quedas (mesmo nível e em níveis diferentes); 
 Quedas de objectos; 
 Choques por/contra objectos; 
 Cortes; 
 Perfurações; 
 Escorregadelas; 
 Projeções; 
 Atropelamento com veículo. 
2.3.2.2 Riscos associados à electricidade 
A regra primordial da segurança em relação aos acidentes eléctricos com pessoas é 
evitar os contactos físicos com qualquer elemento dos circuitos eléctricos quer seja contacto 
directo ou indirecto, porém a electricidade pode causar danos materiais; normalmente 
 
11 
 
resultantes de incêndios e/ou explosões provocados por deficiências na instalação e danos 
pessoais resultantes da passagem de corrente eléctrica pelo corpo humano (Rodrigues , 2006). 
E os riscos mais frequentes associados à electricidade segundo Freitas (2016), são: 
 Electrocussão; 
 Queimaduras, na sequência de arco eléctrico; 
 Acidente secundário (por exemplo, queda numa escada após choque eléctrico); 
 Explosões envolvendo a electricidade; 
 Incêndio causado pela corrente eléctrica. 
2.3.2.3 Riscos de incêndios 
O risco de incêndio está presente em qualquer ambiente laboral independentemente do 
tipo de atividade que é desenvolvida tendo em conta a variedade de causas que dão origem 
aos incêndios, pelo que, se deve ter a sensibilidade de se prevenir situações de incêndios, pois 
o combate acaba por ser mais difícil e quando não controlado ou extinto nos primeiros 
instantes os efeitos podem ser catastróficos. 
Segundo Freitas (2016), as medidas de prevenção de incêndios actuam sobre os 
elementos que constituem o tetraedro de fogo, bem como sobre a estrutura de edifício como 
faz referência de forma detalhada o Quadro do anexo D. 
2.3.3 Factores de Riscos nos Locais de Trabalho 
Os trabalhadores no desenvolvimento das suas actividades laborais ficam diante de um 
conjunto de perigos os quais desencadeiam uma variedade de riscos, perigos estes que devem 
ser conhecido por cada elemento do meio envolvente para poder controlar o risco, evitando a 
ocorrência de acidentes. Alguns factores de riscos frequentemente encontrados em actividades 
e locais de trabalho são descritos nas secções que se seguem. 
2.3.3.1 Movimentação Manual de Carga 
O transporte manual envolve todo o corpo e a sua elevação só pode ser realizada 
através da tensão de muitos músculos, o que pode provocar um grande desgaste físico. 
Mesmo que a carga a movimentar não seja pesada ou volumosa, o transporte manual é quase 
 
12 
 
sempre um trabalho pesado, sobretudo quando há necessidade de elevação para plataformas 
ou de subir escadas, Rodrigues (2006). 
Os riscos inerentes à execução desta actividade que surgem na consequência de 
movimentos incorrectos ou esforços físicos exagerados, de grandes distâncias, de elevação 
bem como de períodos insuficientes de repouso são de acordo Rodrigues (2006), os seguintes: 
 Queda de objectos sobre os pés; 
 Ferimentos causados por marcha sobre objectos penetrantes, choques contra objectos, 
ou pancada por objectos penetrantes; 
 Esforços excessivos ou movimentos incorrectos (de que pode resultar hérnia discal, 
rotura de ligamentos, lesões musculares e das articulações); 
 Queda de objectos; Entalamento. 
2.3.3.2 Movimentação Mecânica de Cargas 
A movimentação de cargas acaba por ser um dos factores onde se fazem maiores 
esforços, no sentido da racionalização do trabalho. Normalmente, por razões ligadas à 
prevenção dos riscos decorrentes da movimentação manual de cargas, aplica-se a 
movimentação mecânica e/ou automática, no sentido de se diminuir os tempos de deslocação, 
o número de pessoas e as consequências físicas da movimentação manual (Verlag Dashöfer, 
(s.d.), como citado em Rodrigues, 2006, p.177). 
A elevação, o transporte de cargas e a descarga de materiais devem, sempre que 
possível, fazer-se de forma mecanizada. Os equipamentos de trabalho para levantar cargas 
devem estar instalados de modo sólido, caso sejam fixos, ou dispor de condições que lhes 
asseguram a sua estabilidade durante as operações, (Freitas, 2016). Alguns riscos inerentes a 
equipamento de transporte mecânico de carga estão indicados no anexo G, bem como 
medidas preventivas. 
2.3.3.3 Máquinas 
Segundo Rodrigues (2014), a utilização de máquinas está presente em muitos 
processos produtivos e de manutenção, no entanto, é essencial à existência de requisitos de 
segurança, e que estes sejam conhecidos por todos executantes de atividades e 
 
13 
 
consequentemente cumpridos. O cumprimento dos requisitos de segurança nas máquinas 
garante a maior segurança aos trabalhadores. 
De acordo com Freitas (2016) o trabalhador ao lidar com máquinas deve ter em conta 
algumas medidas de controlo do risco: 
 As medidas mais relevantes são as de prevenção intrínseca, que eliminam ou 
reduzem os factores de riscos através de opções de concepção e fabrico ou limitam a 
exposição à condições perigosas, designadamente zonas de perigo. 
 Entre as medidas complementares contam-se os dispositivos de paragem de 
emergência, o bloqueio de qualquer fonte de alimentação, no caso de funcionamento não 
controlado, os dispositivos para a manutenção, diagnósticos para a reparação de avarias em 
condições de segurança, entre outros. 
 Os resguardos fixos são mais utilizados nas zonas que requerem acesso frequente e 
implicam a utilização de equipamento específico para a sua remoção. As máquinas ainda 
deverão ter sinais visuais ou auditivos de perigo e placas de instruções relativas à utilização, 
regulação e manutenção dos mesmos. 
 Medidas de formação e informação dos trabalhadores sobre a utilização dos 
equipamentos, maior parte fornecida pelo fabricante através do manual de instruções. 
 Medidas de manutenção preventiva e medidas de proteção individual. 
2.3.3.4 Equipamentos de trabalho 
A responsabilidade de assegurar que os trabalhadores no exercício das suas 
actividades cumpram com as exigências mínimas em matéria de utilização de equipamento de 
trabalho é do empregador. 
 “Entende-se por equipamento de trabalho qualquer máquina,ferramenta, instalação 
ou aparelho utilizado no trabalho” (Freitas, 2016, p.494). 
Para Freitas (2016), os equipamentos de trabalho devem respeitar os seguintes 
requisitos mínimos de segurança: 
 Sistema de comando; 
 Arranque e paragem do equipamento; 
 Estabilidade e proteção contra a rotura; 
 Projecção de objetos ou emanação de gases, vapores ou líquidos; 
 
14 
 
 Riscos de contacto mecânico; 
 Iluminação e temperatura; 
 Dispositivos de alerta; 
 Manutenção; 
 Riscos eléctricos, de incêndio e explosões; 
 Sinalização de segurança. 
2.3.3.5 Identificação de factores de risco das Máquinas e dos Equipamentos de 
Trabalho 
De acordo com Freitas (2016), as máquinas e equipamentos evidenciam um conjunto 
de factores de risco: 
 Contacto com partes móveis de máquinas; 
 Contacto com matérias primas ou produtos em transformação; 
 Defeito mecânico; 
 Contacto com parte eléctrica; 
 Defeito eléctrico; 
 Ruído e vibrações; 
 Iluminação deficiente; 
 Ambiente térmico externo; 
 Liberação de gases, vapores e poeiras; 
 Espaços de trabalho; 
 Deficiente concepção, geradora de inadaptação ao posto de trabalho; 
 Esforços excessivos; 
 Desconformidade de utilização relativamente às especificações. 
2.3.3.6 Ferramentas 
“As ferramentas são utensílios de trabalho utilizados, geralmente, de forma 
individual, que requerem a força motriz humana – Ferramentas manuais, ou mecânicas – 
ferramentas motorizadas” (Freitas, 2016, p.498). 
 
15 
 
São ferramentas manuais, por exemplo, os serrotes, os martelos, as chaves de 
parafusos, os alicates, os machados ou as chaves de porcas. Os maiores perigos destas 
ferramentas resultam da utilização incorreta ou de uma manutenção deficiente. 
“As condições perigosas mais frequentes nas ferramentas manuais são as lesões 
oculares causadas por projecção de partículas, os golpes em diferentes partes do corpo, lesões 
dorsais por esforços excessivos ou gestos violentos, golpes e cortes nas mãos” (Freitas, 2016, 
p.499). 
As ferramentas mecânicas são utilizadas em quase todas as indústrias. Facilitam a 
execução de tarefas que, de outra forma, obrigariam a um trabalho manual extenuante. No 
entanto, se não forem devidamente utilizadas e conservadas, estas ferramentas do dia-a-dia 
podem causar lesões graves nos dedos ou nas mãos, ou mesmo nos olhos. As ferramentas 
elétricas defeituosas podem provocar queimaduras e choques ou mesmo a morte por 
eletrocussão. Algumas ferramentas pneumáticas são muito ruidosas e podem causar perda de 
audição. (E – FACTS, s.d.). 
2.3.4 Elementos de Prevenção de Acidentes de Trabalho 
A prevenção é, pois, encarada como um pré-requisito para que os trabalhadores 
tenham uma vida digna em sociedade e as organizações alcancem sucesso entre os seus 
competidores, num mercado global. Nesta linha de pensamento, os elementos de prevenção 
que são apresentados nas secções seguintes se aplicados em locais de trabalho, constituem em 
larga medida valências que permitem minimização de uma multiplicidade de riscos (Freitas, 
2016). 
2.3.4.1 Sinalização de Segurança 
Rodrigues (2006) define sinalização de segurança como a sinalização relativa a um 
objecto, uma actividade ou uma situação determinada, que fornece uma indicação ou uma 
prescrição relativa à segurança ou à saúde no trabalho, ou às ambas, através de uma placa, 
uma cor, um sinal luminoso ou acústico, uma comunicação verbal ou um sinal gestual. 
No ambiente laboral dos estaleiros existem situações de perigo que devem ser 
sinalizadas com o objectivo de alertar os trabalhadores e, eventualmente terceiros, da 
iminência de uma situação de perigo e da consequente e urgente necessidade de actuar de 
 
16 
 
forma determinada, sempre que não possam ser evitados ou suficientemente limitados os 
riscos através da utilização de meios de protecção colectiva ou medidas, métodos ou 
processos de organização do trabalho (Pinto, 2012 como citado em Nascimento, 2013 p. 48). 
Deverão ser igualmente sinalizadas as vias de circulação, os equipamentos de 
protecção contra incêndios, os meios e equipamentos de salvamento e socorro e as zonas onde 
é obrigatório o uso de EPI’s específicos. O detalhe da combinação de formas e de cores e seu 
significado nos sinais estão indicados nos Quadros do anexo C. 
2.3.4.2 Plano de Emergência 
O Plano de emergência tem por objectivo a preparação e organização dos meios 
existente para garantir a salvaguarda dos trabalhadores, em caso de ocorrência de uma 
situação perigosa e que obrigue uma evacuação rápida. Compete à entidade empregadora, 
tomar as providências que se julgam convenientes para alcançar este objectivo (Rodrigues, 
2006). 
Segundo Freitas (2016), um plano de emergência deve conter os seguintes elementos: 
 Plano de evacuação; 
 Organização para a evacuação; 
 Actuação das equipas de primeira intervenção; 
 Instruções de segurança; 
 Plantas de emergência; 
 Metodologia específica para a comunicação de incêndios e outras emergências; 
 Plano específico de primeiros socorros que defina a localização dos materiais e 
equipamentos de primeiros socorros. 
Rodrigues (2006), fala das razões para elaboração de um plano de emergência que são 
descritas abaixo: 
 Identifica os riscos; 
 Estabelece cenários de acidentes para os riscos identificados; 
 Define princípios, normas e regras de actuação gerais face aos cenários possíveis; 
 Organiza os meios de socorro e prevê missões que competem a cada um dos 
intervenientes; 
 
17 
 
 Permite desencadear acções oportunas, destinadas a minimizar as consequências do 
sinistro; 
 Evita confusões, erros, atropelos e a duplicação de actuações; 
 Prevê e organiza antecipadamente a evacuação e a intervenção; 
 Permite estabelecer procedimentos, os quais poderão ser testados através de 
exercícios de simulação. 
2.3.4.3 Equipamentos de Proteção Colectiva e Individual 
A protecção colectiva, através dos Equipamentos de Protecção Colectiva (EPC), 
devem ter prioridade, uma vez que beneficiam todos os trabalhadores sem distinção. Quando 
não for possível adoptar medidas de segurança de ordem colectiva, para garantir a protecção 
contra os riscos de acidentes e doenças profissionais, devem-se utilizar os equipamentos de 
protecção individual (Angola uniformes, s.d.). 
Vejamos alguns exemplos de aplicação de EPCs: 
 Sistema de exaustão que evacua gases, vapores ou poeiras contaminantes do local 
de trabalho; 
 Enclausuramento de máquina ruidosa para o confinamento acústico e livrar o 
ambiente do ruído excessivo; 
 Contenção por cabos de segurança de equipamentos suspensos sujeitos a esforços, 
caso venham a se desprender. 
“Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são dispositivos ou meios 
utilizados por uma pessoa quando realiza uma atividade ou tarefa, com vista à sua proteção 
contra um ou mais riscos suscetíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde” (Ganço, 2014 
como citado em Rodrigues, 2014 p.26). 
Os EPI´s devem ser utilizados nas circunstâncias em que os riscos existentes não 
podem ser evitados ou completamente limitados, em primeiro lugar, por medidas, métodos ou 
processos de prevenção inerentes à organização do trabalho (medidas administrativas) e, em 
segundo lugar, por meios técnicos de proteção coletiva (Rodrigues, 2014). 
A localização dos EPI´s deve ser bem conhecida e encontrar-se acessível, com 
identificação, nos procedimentos operacionais, do local respectivo. E os trabalhadores devem 
conhecer as potencialidades, as limitações e o método correcto de utilização e manutenção do 
 
18 
 
EPI, (Freitas, 2016). O anexo B do presente trabalho indica o EPI a utilizar em cada situação 
em função dos agentes agressores. 
2.4 Higiene do Trabalho 
 “A Higiene do trabalho abrange o conjunto de metodologias não médicas necessárias à 
prevenção das doenças profissionais, tendo como principal campo de acção o controlo dosagentes físicos, químicos e biológicos presentes nos locais e componentes materiais de 
trabalho” (Livro Verde dos Serviços de Prevenção, 1997 como citado em Freitas, 2016, p. 
557). 
2.4.1 Agentes Físicos 
Segundo Rodrigues (2006), os agentes físicos têm origem em diferentes formas de 
energia que, geradas por fontes concretas, podem afectar a saúde dos trabalhadores que a elas 
estejam submetidos. Devido às suas diferenças, dão lugar a efeitos muito distintos entre si, 
obrigando a métodos de medida e análise específica. Estas energias podem ser: Mecânicas 
(Ruído e Vibrações); Electromagnéticas: (Iluminação, Radiações); Térmicas (Ambiente 
térmico). 
2.4.1.1 Ruído 
Ruído pode ser definido como um conjunto de sons desagradáveis, incomodativos ou 
perigosos capazes de alterar o bem-estar fisiológico ou psicológico das pessoas, sendo um 
obstáculo à comunicação e a concentração e que provoca lesões auditivas que podem levar à 
surdez e de prejudicar a qualidade e a quantidade do trabalho (Rodrigues, 2006). 
Os efeitos do ruído para a saúde podem dividir-se em auditivos e extra-auditivos. 
Nos efeitos extra-auditivos destacam-se os efeitos fisiológicos como a aceleração do 
ritmo cardíaco, hipertensão do ritmo respiratório, diminuição da temperatura e da resistência 
eléctrica da pele, abaixamento do nível de triglicérides, etc.; Efeitos no equilíbrio, tal como a 
vertigem; Efeitos funcionais, distúrbios do humor e manifestação de stress, tal como irritação, 
insatisfação, fadiga, agressividade, dores de cabeça, stress crónico, depressão, etc. (Freitas, 
2016). 
 
19 
 
Quanto aos efeitos auditivos Freitas (2016) diz que o ruído pode desencadear uma 
perda parcial de audição ou efeitos auditivos permanentes. 
Segundo Nascimento (2013), o risco a que os trabalhadores estão sujeitos depende de: 
tempo de exposição (quanto mais longo, maior é o risco), tipo de ruído (contínuo, intermitente 
ou súbito), distância da fonte do ruído (quanto menor, maior é o risco), sensibilidade 
individual (varia com a idade e de indivíduo para indivíduo) e danos na audição (lesões já 
existentes no aparelho do indivíduo). 
2.4.1.2 Vibrações 
“As vibrações definem-se como o movimento oscilatório de um corpo em torno do 
seu ponto de equilíbrio. O número de vezes que este ciclo se repete, por segundo, designa-se 
por frequência e é medido em Hertz (Hz).” (Nascimento, 2013 p.12). 
Pode-se distinguir dois tipos de vibrações, segundo Freitas (2016): 
 As transmitidas a todo corpo (por exemplo, no assento de uma retroescavadora); 
 As transmitidas ao sistema mão/braço, ou seja, as vibrações ou choques de 
ferramentas e máquinas ao nível das mãos. 
Conforme Soeiro (2011, como citado em Beltrami & Stumm, 2013 p.124), um 
indivíduo diariamente exposto à vibração de corpo inteiro poderá sofrer danos físicos 
permanentes ou distúrbios no sistema nervoso tal como danos à coluna vertebral, ao sistema 
circulatório, ao sistema urológico, ao Sistema Nervoso Central (SNC). 
De acordo com o mesmo autor, quanto às consequências da vibração de extremidade 
(mão/braço), esse tipo de exposição pode dar origem a Síndrome de Vibração de Mãos e 
Braços, conhecida por HAVS (Hand and Arm Vibration Syndrome) e a Síndrome do Canal 
Cárpico incluindo, ainda, a Síndrome dos Dedos Brancos. 
2.4.1.3 Iluminação 
A iluminação adequada nos locais de trabalho é uma condição imprescindível para a 
obtenção de um bom ambiente de trabalho e desta forma reduzir o absentismo e aumentar a 
produtividade e também reduzir os acidentes de trabalho. 
 
20 
 
Uma iluminação deficiente, segundo Freitas (2016), pode originar riscos para SST, 
designadamente: 
 Fadiga ocular: irritação, redução da acuidade visual, menor rapidez perceptiva; 
 Fadiga visual: menor velocidade de reação, sensação de mal-estar, cefaleia e 
insónias; 
 Acidentes de trabalho; 
 Posturas incorrectas de trabalho. 
A iluminância ou nível de iluminação reporta-se a quantidade de luz necessária para 
executar convenientemente uma tarefa. Os locais devem ser concebidos por forma a que a luz 
natural seja suficiente. Para a sua medição utiliza-se um luxímetro, equipamento que reflecte a 
quantidade de fluxo luminoso que um determinado elemento ou plano de trabalho recebe. A 
unidade de medida é o lux (Freitas, 2016). 
2.4.1.4 Ambiente Térmico 
A saúde e bem-estar nos locais de trabalho dependem, entre outros factores, do 
ambiente térmico no local de trabalho. O nosso organismo está constantemente a utilizar parte 
dos seus recursos energéticos na manutenção da temperatura corporal (homeotermia). Assim, 
as variações térmicas ambientais, mais frias ou mais quentes, obrigam a que o nosso 
organismo despenda mais energia na manutenção da temperatura corporal, consequentemente, 
um maior cansaço e desgaste por parte do trabalhador na execução da sua actividade 
profissional (Gabinete de Estudos da FESETE, 2010). 
Freitas (2016) fala de duas situações em que se podem encontrar os locais de trabalho: 
as situações de conforto térmico e as situações de stress térmico. As situações de conforto 
térmico reportam-se aos locais de trabalho onde se verifique a exposição a ambientes 
térmicos moderados e de forma a obter condições de conforto aceitáveis para 80% ou mais 
dos ocupantes. O stress térmico pode ser encontrado em locais onde se verifica a exposição a 
ambientes quentes, onde haverá que avaliar o efeito do calor nos indivíduos durante períodos 
representativos da sua atividade. 
Segundo Rodrigues (2006), Stress Térmico ou Conforto Térmico depende de quatro 
factores: temperatura do ar, velocidade do ar, humidade do ar e o calor radiante. 
 
21 
 
2.4.1.5 Ventilação 
“A ventilação é o processo de insuflação e extração de ar através de meios naturais ou 
mecânicos, com o objectivo de proporcionar condições de bem-estar aos trabalhadores e 
demais utilizadores” (Freitas, 2016 p. 583). A ventilação permite a renovação do ar de um 
local, substituindo o ar viciado por ar novo. 
O processo de ventilação tem o objetivo de limpar e controlar as condições do ar, 
permitindo que homens e máquinas “convivam” no mesmo espaço sem desconforto (Oliveira, 
s.d., como citado em Rodrigues, 2014, p. 22). Grande parte das indústrias gera resíduos que, 
caso não recebam tratamento, poluem a atmosfera. O sistema de ventilação vem resolver parte 
desse problema. 
Segundo Freitas (2016), a ventilação pode ser natural ou artificial. É natural, a 
ventilação resultante do movimento natural do ar através das diversas aberturas existentes nas 
paredes e nas coberturas dos edifícios. E é artificial, a ventilação que se obtém através de 
meios mecânicos. 
2.4.1.6 Radiação 
Radiação é uma forma de energia que se propaga pelo espaço por meio de ondas 
eletromagnéticas ou partículas e a partir de uma fonte podendo ser ionizante ou não ionizante 
(Freitas, 2016). 
 Radiações ionizantes – São radiações constituídas por fotões, ou partículas com 
energia suficiente para ionizar os átomos e as moléculas com que interagem, as mesmas têm 
origem em substâncias radioactivas que emitem principalmente as partículas alfa (α), beta (β) 
e raios gama (γ) (ETNA, 2018). 
Os efeitos sobre a saúde, segundo Freitas (2016) são de vária ordem e vão desde 
incidências sobre o sistema reprodutor e cérebro-espinal até à pele e outros tecidos. 
Radiações não ionizantes são as que não possuem energia suficiente para ionizar os 
átomos e as moléculas com as quais interagem. Trata-se, em geral, de radiações 
térmicas em que uma parte é produzida pela fonte natural que é o sol, sendo a maioria 
emitida por fontes artificiais como lâmpadas, fornos, equipamentos com laser, etc. 
Freitas (2016, p.596). 
 
22 
 
Segundo Freitas (2016), as principais radiações não ionizantes são: raios ultravioletas 
(UV); radiação visível; raios infravermelhos; microondas; radiofrequências; campos eléctricos 
e magnéticos de muitobaixas frequências e raios laser. 
Os principais efeitos das radiações não ionizantes, segundo Rodrigues (2006), são as 
seguintes: 
 Efeitos Carcinogênicos na pele, resultantes de exposições prolongadas, 
principalmente à radiação UV, com origem na luz solar e lâmpadas de UV; 
 Queimaduras na pele, no caso de exposição a fontes particularmente intensas 
(lasers); 
 Inflamações da córnea e da conjuntiva, podendo conduzir a glaucoma e cataratas; 
 Queimaduras graves dos tecidos oculares, provocando cegueira, no caso dos lasers. 
2.4.2 Agentes Químicos 
“Agentes químicos são substâncias, compostos ou produtos que podem penetrar no 
organismo pelas vias respiratórias em forma de poeira, fumos, névoas, neblinas, gases ou 
vapores. Ou que, pela natureza da atividade e exposição, podem ter contato ou ser absorvidos 
pelo organismo pela pele ou por absorção.” (Monica & Stumm, 2013 p.135). 
Certas substâncias químicas são lançadas no ambiente de trabalho através de processos 
de pulverização, fragmentação ou emanações gasosas. Essas substâncias podem apresentar-se 
nos estados sólido, líquido e gasoso (Gama, 2012 como citado em Nascimento, 2013 p.15). 
Segundo Freitas (2016), os agentes químicos quanto aos efeitos na saúde podem 
classificar-se em: 
 Irritantes – os quais provocam a irritação dos tecidos onde actuam, como é o caso 
do cloro e do formaldeído; 
 Cancerígenos – que contribuem para o surgimento de cancros, como o benzeno e o 
cádmio; 
 Asfixiantes – que provocam asfixia, como o butano e o monóxido de carbono; 
 Sensibilizantes – que produzem reacções alérgicas como os isocianatos; 
 Corrosivos – que produzem a corrosão do tecido onde actuam, como os ácidos; 
 Anastésicos – que afectam o sistema nervoso, como o xileno, o tolueno e a acetona; 
 
23 
 
 Pneumoconióticos – com efeitos a nível pulmonar como o amianto, o ferro ou o 
alumínio; 
 Sistémico – que afectam um órgão concreto, independentemente da via de 
penetração, como é o caso do mercúrio ou manganésio no sistema nervoso ou o chumbo nos 
rins. 
2.4.3 Agentes Biológicos 
Agentes biológicos são microrganismos susceptíveis de provocar efeitos negativos na 
saúde dos trabalhadores em situação de exposição por parte destes, nomeadamente infecções, 
alergias ou intoxicações (Freitas, 2016). 
Os agentes biológicos que contaminam os ambientes ocupacionais são os vírus, as 
bactérias, os protozoários, os fungos, os parasitas e alguns derivados de animais e vegetais 
que causam alergia (por exemplo: pólen e pós de madeira). 
A contaminação por agentes biológicos no local de trabalho pode ocorrer pelo contato 
do trabalhador com materiais contaminados e pessoas portadoras de doenças contagiosas, por 
transmissão de vetores (roedores, baratas, mosquitos e animais domésticos), por contato com 
roupas e objetos de pessoas doentes, pela permanência em ambientes fechados, por acidentes 
com objetos pontiagudos, etc. (Brevigliero, Possebon, Spinelli, 2012, como citado em Mônica 
& Stumm, 2013 p. 19). 
2.5 A Gestão da Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho nas 
Organizações 
2.5.1 Serviços de SHST 
Os Serviços de Segurança e Higiene no Trabalho nas organizações definem-se como 
instrumentos através dos quais a administração da empresa assume a responsabilidade pela 
prevenção dos acidentes de trabalho e doenças profissionais (Decreto Executivo Angolano nº 
6/96, 1996). 
O Decreto Lei Angolano n.º 31/94 (1994) orienta que todas as organizações que 
empreguem um número igual ou superior a 50 trabalhadores, ou aquelas com um elevado índice 
de risco, deverão criar e organizar o serviço de segurança e higiene no trabalho e dotá-lo de 
 
24 
 
técnicos necessários, com vista a desenvolver acções que garantem a segurança do trabalhador no 
seu local de trabalho. 
2.5.1.1 Organização das Atividades de SHST 
De acordo com o Decreto n.º 31/94 (1994) os serviços de SHST deverão desenvolver 
dentro das organizações as seguintes: 
 Proceder, sistematicamente, à auto-inspecções nos locais de trabalho para 
assegurar-se da aplicação das disposições regulamentares e normas por postos de trabalho 
relativas à segurança, higiene e saúde no trabalho bem como do embelezamento dos mesmos; 
 Assessorar a Comissão de Prevenção de Acidentes de Trabalho da empresa, assim 
como apoiar a organização sindical neste domínio; 
 Colaborar com a Comissão de Prevenção de Acidentes de Trabalho na investigação 
de acidentes de trabalho ocorridos na organização; 
 Propor à entidade empregadora medidas necessárias para reduzir ou eliminar os 
efeitos nocivos detectados nos locais de trabalho; 
 Instruir, periodicamente, os trabalhadores sobre as normas de segurança. 
2.5.1.2 Modalidades de serviços 
Os serviços de segurança e de higiene do trabalho e de vigilância da saúde podem ser 
organizados a nível interno, externo ou inter - empresas, de acordo com os limites 
estabelecidos no Decreto Executivo nº 6/96 de 2 de Fevereiro. 
De acordo com Freitas (2016), para além das modalidades de serviços expostos a 
cima, é possível desenvolver as atividades de segurança, higiene e saúde do trabalho através 
de organização de emergência, trabalhador designado e empregador. 
 
25 
 
A Figura 1 indica as diferentes modalidades de serviços. 
 
Figura 1. Organização de serviços de SST. 
Fonte: Adaptado pelo autor de Freitas (2016). 
2.5.1.2.1 Serviços Internos 
Os serviços internos são criados pela mesma empresa, abrangendo exclusivamente os 
trabalhadores que nela prestam serviço (Decreto Executivo nº 6/96 1996). Trata-se de 
departamento inserido na estrutura da organização, a funcionar sob o seu enquadramento 
hierárquico, com uma ou ambas a valências segurança e/ou saúde do trabalho dotado de meios 
consequentes com as atividades a desenvolver (Freitas, 2016). 
Segundo Freitas (2016), os requisitos a que deve obedecer a constituição dos serviços 
são os seguintes: 
 Instalações devidamente equipadas, com condições adequadas ao exercício da 
atividade; 
 Equipamentos e utensílios de avaliação das condições de segurança, higiene e saúde 
no trabalho nas organizações e equipamentos de proteção individual (a utilizar pelo pessoal 
técnico); 
 Qualidade técnica dos procedimentos; 
 Recurso a subcontratação de serviços apenas em relação a tarefas de elevada 
complexidade e pouco frequentes; 
Organização de 
serviços de SST 
Organização 
de 
emergência 
Serviços 
internos 
Serviços 
comuns 
Serviços 
externos 
Associativos Cooperativos Privados Convencionais 
Serviço nacional de 
saúde ou entidade da 
administração 
Trabalhador 
designado 
Empregador 
 
26 
 
 Existência de recursos humanos suficientes, em função das regras, legalmente 
consignadas a nível de garantia mínima de funcionamento de Médicos do Trabalho (MT) e de 
Técnicos de Segurança do Trabalho (TST). 
2.5.1.2.2 Serviços Comuns 
O serviço comum é instituído por acordo entre várias organizações, a maioria das 
quais com estabelecimentos localizados na proximidade uns dos outros (por exemplo: parques 
industriais), cuja dimensão, não havendo riscos graves, poderia não justificar a constituição de 
estrutura própria (Nascimento, 2013). 
Como prescrito no artigo 9º do Decreto Executivo nº 6/96 (1996), Os serviços comuns, 
são criados por uma pluralidade de organizações ou estabelecimentos com 50 trabalhadores, 
para utilização comum dos trabalhadores que neles prestam serviço. Os serviços a que se 
refere, serão criados e organizados numa dessas organizações ou estabelecimentos que 
tenham condições e instalações para o efeito. 
2.5.1.2.3 Serviços Externos 
Serviços externos são serviços contratados pela organização a uma entidade externa, 
prestadora de serviços de Segurança e Higiene no Trabalho, os quais podem assumir várias 
modalidades (Nascimento, 2013). Devendo conter os requisitos determinados nos Artigos 10º 
e 11º do Decreto Executivo Angolano nº 6/96de 2 de Fevereiro. 
2.5.2 Recursos Humanos 
No que concerne a recursos Humanos, os serviços de SHST devem possuir médicos do 
trabalho, enfermeiros e técnicos de segurança do trabalho. 
De acordo com Freitas (2016), os Técnicos de Segurança e Higiene no Trabalho 
(TSHT), são profissionais que organizam, coordenam, controlam (no caso de técnicos 
superiores) e desenvolvem as actividades de prevenção e protecção contra os riscos. 
O exercício da profissão de TSHT pressupõe o cumprimento de regras deontológicas 
estritas, devendo por isso depender da obtenção de um certificado de aptidão através de 
equiparação, equivalência de título ou formação (para níveis 4 e 6 de TSHT). 
 
27 
 
O Quadro 1 mostra os requisitos de obtenção do Certificado de Aptidão Profissional 
(CAP) segundo Freitas (2016). 
Quadro 1 
Requisitos para obtenção do CAP 
Técnico Superior de ST 
(Nível 6) 
Técnico de ST (Nível 4) 
Licenciatura ou bacharelato e 
frequência com aproveitamento 
do curso de formação de TSST. 
12º ano de escolaridade ou equivalente e frequência com 
aproveitamento de curso de formação de TST, 
homologado e certificado. 
Licenciatura em curso de SHT 
reconhecido pelo Ministério da 
Educação e homologado pela 
entidade certificadora 
9º ano e frequência com aproveitamento de curso de 
TST, homologado pela entidade certificadora e inserido 
num sistema de formação que confira, no final, 
equivalência ao 12º ano de escolaridade. 
Fonte: Adaptação do Autor, de Freitas (2016). 
2.5.2.1 As Funções dos Técnicos de Segurança do Trabalho 
“Os técnicos de segurança do trabalho têm um vasto conjunto de funções, a que 
correspondem atividades essenciais inerentes ao perfil profissional, definido em articulação 
entre a entidade certificadora e o Sistema Nacional de Certificação Profissional” (Freitas 
2016). 
Segundo Santos (2011), competem aos técnicos de segurança no trabalho, entre tantas 
outras as seguintes atividades: 
 Colaborar na definição da política geral da empresa relativa à prevenção de riscos e 
planear e implementar o correspondente sistema de gestão; 
 Desenvolver processos de avaliação de riscos profissionais; 
 Conceber, programar e desenvolver medidas de prevenção e de protecção; 
 Coordenar tecnicamente as actividades de SHST, assegurando o enquadramento e a 
orientação técnica dos profissionais da área da segurança e higiene no trabalho; 
 Promover a informação e a formação dos trabalhadores e demais intervenientes nos 
locais de trabalho; 
 
28 
 
 Desenvolver as relações da organização com os organismos da Rede Nacional de 
Prevenção de Riscos Profissionais. 
2.6 Avaliação de Riscos 
A avaliação de riscos constitui a primeira abordagem de um problema de SST, 
fazendo um levantamento de todos os factores do sistema de trabalho 
Homem/Máquina/Ambiente que podem causar acidentes (Nascimento, 2013). 
O empregador tem a obrigação geral de assegurar a segurança em todos os espaços de 
trabalho e relativamente a todos os aspectos relacionados com o trabalho. Identificar e avaliar 
os riscos coloca o empregador em posição de tomar as medidas para proteger eficazmente os 
trabalhadores (Freitas, 2016). A Figura 2 indica as etapas do processo de avaliação e controlo 
de riscos. 
 
Figura 2. Avaliação e controlo de riscos. 
Fonte: Freitas (2016). 
 
29 
 
Em geral, a avaliação de riscos consiste, pois, na análise estruturada de todos os 
aspectos inerentes ao trabalho, concretizada através da identificação dos perigos, estimação e 
valoração dos riscos e indicação dos trabalhadores ou terceiros a eles expostos, definindo, em 
cada situação, as medidas de prevenção ou protecção adequadas, visando, em princípio, a 
eliminação do risco ou se tal não for possível, a redução das suas consequências (Freitas, 2011 
como citado em Nascimento, 2013, p. 21). 
2.6.1 Etapas da Avaliação de Riscos 
Qualquer avaliador que pretenda utilizar uma metodologia de avaliar os riscos deverá 
seguir duas fases distintas: a análise de risco e a valoração de risco as quais se desenvolvem 
também em diferentes fases. 
2.6.1.1 Análise de Riscos 
Segundo Mendonça (2013), a análise de risco, pretende uma decomposição detalhada 
do objeto selecionado para alvo de avaliação (que pode ser uma simples tarefa, um local, um 
equipamento, uma situação, uma organização ou sistema). A concretização da análise de risco 
deve compreender três etapas distintas: identificação do perigo e possíveis consequências, 
identificação das pessoas expostas e estimativa do risco. 
2.6.1.1.1 Identificação do Perigo e Possíveis Consequências 
Na identificação do perigo, pretende-se verificar que perigos estão presentes numa 
determinada situação de trabalho e as suas possíveis consequências, em termos de danos 
sofridos pelos trabalhadores sujeitos à exposição desses mesmos perigos (Mendonça, 2013). 
Na opinião de Freitas (2016), para se identificar os perigos ou factores de riscos, 
devem-se observar as situações que, no local de trabalho, podem causar danos, estabelecendo 
como prioridade aquelas que possam causar lesões de maior vulto. Deve-se também consultar 
os trabalhadores, os quais podem ter conhecimento de situações de desvio não perceptível de 
imediato. 
Mendonça (2013) fala de passos para concretizar a identificação de riscos: 
 
30 
 
 Consultar e fazer participar os trabalhadores e/ou seus representantes para que 
comuniquem quais os perigos e efeitos adversos por eles detectados; 
 Examinar sistematicamente todos os aspetos do trabalho, isto é: observar o que 
realmente sucede no local de trabalho ou durante a execução dos trabalhos; 
 Identificar os aspetos do trabalho potencialmente causadores de danos (os perigos). 
2.6.1.1.2 Identificação das Pessoas Expostas 
Para o conhecimento objectivo ou subjectivo da gravidade que um determinado dano 
pode assumir bem como da probabilidade de ocorrência do mesmo, deve-se em larga medida 
ao tipo de pessoas expostas, ou seja, consoante o nível de formação, sensibilização, 
experiência, susceptibilidade individual, entre outros. Daí a necessidade de identificação das 
pessoas expostas (Mendonça 2013). 
Freitas (2016) diz que se deve saber quem pode ser objecto de lesões e como, sem 
esquecer os jovens formados, grávidas e puérperas clientes, visitantes, construtores, 
trabalhadores de manutenção e de limpeza, assim como grupos de sujeitos que possam ser 
particularmente vulneráveis. 
2.6.1.1.3 Estimativa do Risco 
Segundo Mendonça (2013), nesta fase, o objetivo consiste na quantificação da 
magnitude do risco, ou seja, da sua criticidade. Segundo diversos autores, a magnitude do 
risco é função da probabilidade de ocorrência de um determinado dano e a gravidade a ele 
associada, sendo representada pela seguinte fórmula: 
Risco (R) = Probabilidade (P) x Gravidade (G) (1) 
2.6.1.2 Valoração do Risco 
A valoração do risco corresponde à fase final da avaliação de risco e visa comparar a 
magnitude do risco com padrões de referência e estabelecer o grau de aceitabilidade do 
mesmo. Trata-se de um processo de comparação entre o valor obtido na fase anterior (análise 
de risco) e um referencial de risco aceitável. Reúnem-se nesta fase informações que permitam 
avaliar as medidas de controlo implementadas; Priorizar as necessidades de implementação de 
 
31 
 
medidas de controlo e definir as ações de prevenção / correção a implementar. (Roxo, 2003 
como citado em Mendonça, 2013, p. 9). 
2.6.2 Métodos de Avaliação de Riscos 
Para a avaliação de riscos em qualquer instalação, o avaliador dispõe de uma 
variedade de métodos para o efeito, cabendo a ele a escolha de um destes em função do tipo 
de actividade, instalação, bem como o âmbito da avaliação. 
Segundo Nascimento (2013), estes métodos podem ser integrados em diferentes 
categorias de acordo com as suas características específicas, os objectivos paraque foram 
desenvolvidos, os meios utilizados e os factores que relacionam. Como exemplo, em função 
da importância relativa de cada uma das suas componentes de “identificação” e de 
“quantificação” do risco, é habitual distingui-los como métodos qualitativos, quantitativos e 
semi-quantitativos. 
2.6.2.1 Métodos Qualitativos 
Segundo Reis (2015), os métodos qualitativos descrevem, sem chegar a uma 
quantificação dos riscos, os pontos perigosos de uma instalação e as medidas de segurança 
existentes, sejam de tipo preventivo ou de proteção. Este tipo de método é adequado para 
estimar situações simples, cujos perigos possam ser facilmente identificados através da 
observação. Os métodos qualitativos podem ser dos seguintes tipos: 
 Estudos de movimentação; 
 Planos de sinalização; 
 Listas de verificação; 
 Fluxogramas. 
2.6.2.2 Métodos Quantitativos 
As avaliações quantitativas envolvem a quantificação objectiva dos diferentes 
elementos do risco, nomeadamente, da probabilidade e da gravidade das consequências. São 
métodos que visam chegar a uma resposta numérica do grau do risco, pelo que, o cálculo da 
probabilidade faz recurso às técnicas sofisticadas de cálculo que integram dados sobre o 
comportamento das variáveis em análise (Nascimento, 2013). 
 
32 
 
Segundo Cabral (2010, como citado em Reis, 2015, p. 7), estes tipos de métodos 
quantificam o que pode acontecer e atribuem um valor à probabilidade e à severidade, com 
recurso às técnicas sofisticadas de cálculo e aos modelos matemáticos. Também aqui se 
podem distinguir diversos tipos de análises, que se baseiam num modelo matemático, em que 
se atribui um valor numérico aos diversos fatores que causam ou agravam o risco, bem como 
aqueles que aumentam a segurança, permitindo estimar um valor numérico para o risco 
efetivo. De entre os métodos ditos quantitativos, podem citar-se: métodos estatísticos, 
métodos matemáticos e métodos pontuais. 
2.6.2.3 Métodos Semi-quantitativos 
Na opinião de Carvalho (2007, como citado em Reis, 2015 p. 7), estes métodos 
atribuem índices às situações de risco identificadas e estabelecem planos de atuação tais como 
o método da matriz e o método de William Fine. Quando a avaliação pelos métodos 
qualitativos é insuficiente, é preferível optar pelos métodos semi-quantitativos, visto que os 
métodos quantitativos são complexos e não justificam os custos que lhes estão associados. 
Freitas (2016), no seu manual de segurança do trabalho, descreve uma variedade de 
métodos quantitativos e semi-quantitativos de avaliação dos quais se descrevem alguns 
abaixo: 
 Método de avaliação simplificado; 
 O Método Fine; 
 Análise de segurança na execução do trabalho (Job Safety Analysis); 
 APR – Análise Preliminar de Riscos; 
 O Método Hazop; 
 Matriz de Falhas; 
 Mapa de riscos; 
 Inspecções de segurança; 
 Análise do modo de falhas e efeitos (FMEA); 
 Árvore de falhas. 
Dos métodos descritos acima têm interesse para a presente pesquisa o método 
semiquantitativo de avalição simplificado e listas de verificação, desenvolvidos nas secções 
2.6.2.4 e 2.6.2.5, pois, fez-se a sua aplicação nas instalações e actividades do EN. 
 
33 
 
2.6.2.4 Método de Avaliação Simplificado 
Este método, concebido originalmente por Kinney, permite quantificar a amplitude 
dos riscos e hierarquizar as prioridades de intervenção. O ponto de partida passa pela detecção 
das não conformidades nos locais de trabalho para, em seguida, se proceder à estimação da 
probabilidade de ocorrer um acidente e, face à magnitude, avaliar o risco associado a cada 
uma das consequências (Freitas, 2016). 
Para facilitar a sua aplicação, o modelo apresenta os níveis de risco, probabilidade e 
consequências, desagregadas numa escala com várias possibilidades. O nível de risco (NR) 
resulta do nível de probabilidade (NP) e do nível de consequências (NC), sendo expresso do 
seguinte modo: 
𝑁𝑅 = 𝑁𝑃 x NC (2) 
Em que: 
NR – Nível de Riscos 
NP – Nível de Probabilidade 
NC – Nível de Consequências 
Segundo Freitas (2016), os procedimentos de actuação a seguir na avaliação são os 
seguintes: 
 Definição do risco a analisar; 
 Elaboração da lista de verificação sobre os factores que possibilitam a sua 
materialização; 
 Atribuição do nível de relevância a cada um dos factores; 
 Preenchimento do questionário no local de trabalho e estimação da exposição e 
consequências esperadas em condições habituais; 
 Determinação do nível de deficiência; 
 Estimação do NP a partir do ND e do NE; 
 Comparação do nível de probabilidade, a partir de dados históricos disponíveis; 
 Estimação do NR a partir do NC e do NP; 
 Estabelecimentos dos níveis de intervenção, considerando os resultados obtidos e a 
sua justificação sócio-económica; 
 Comparação dos resultados obtidos com os estimados, a partir de fontes de 
informação precisas e da experiência. 
 
34 
 
a) Nível de Deficiência 
Segundo Freitas (2016), o ND consiste na amplitude da articulação expectável entre o 
conjunto de fatores de risco considerados e a sua relação causal direta com o possível 
acidente. O Quadro 2 apresenta os diferentes níveis de deficiência. 
Quadro 2 
Determinação do nível de deficiência 
Nível de deficiência ND Significado 
Muito deficiente 
(MD) 
10 
Foram detectados fatores de risco significativos que 
determinam a elevada probabilidade de acidente. 
As medidas são ineficazes. 
Deficiente (D) 6 
Existe um fator de risco significativo, que precisa ser 
eliminado. A eficácia das medidas de prevenção vê-se 
drasticamente reduzida. 
Melhorável (M) 2 
São constáveis fatores de risco de importância reduzida. A 
eficácia das medidas preventivas não é globalmente posta 
em causa. 
Aceitável (B) - 
Não se detectou qualquer anomalia que caiba referir. 
O risco está controlado. 
Fonte: Freitas, 2016. 
b) Nível de Exposição 
O NE é uma medida da frequência com que ocorre a exposição ao risco. Para um risco 
concreto, o nível de exposição pode ser estimado em função dos tempos de permanência em 
áreas de trabalho, operações com máquinas, etc., tal como demonstra o Quadro 3 (Freitas, 
2016). 
Quadro 3 
Determinação do nível de exposição 
Nível de Exposição NE Significado 
Continuada (EC) 4 
Contínua: várias vezes ao longo do período laboral, com 
exposição prolongada. 
Frequente (EF) 3 Uma vez por dia 
Ocasional (EO) 2 Entre uma vez por semana e uma vez por mês 
Esporádica (EE) 1 Entre uma vez por mês e uma vez por ano. 
Fonte: Adaptado pelo autor, de Freitas, 2016. 
 
35 
 
c) Nível de probabilidade 
O nível de probabilidade (NP) é determinado em função do Nível de Deficiência (ND) 
das medidas de prevenção e do Nível de Exposição (NE) ao risco: 
NP = ND x NE. (3) 
A Tabela 1 mostra como determinar o nível de probabilidade e o Quadro 4 indica os 
significados dos vários níveis de probabilidade. 
Tabela 1 
Determinação do nível de probabilidade 
 Nível de Exposição (NE) 
4 3 2 1 
Nível de 
deficiência 
(ND) 
10 MA-40 MA-30 A-20 A-10 
6 MA-24 A-18 A-12 M-6 
2 M-8 M-6 B-4 B-2 
Fonte: Freitas, 2016. 
Quadro 4 
Significado dos diferentes níveis de probabilidade 
Nível de Probabilidade NP Significado 
Muito alta (MA) 
Entre 
40 e 24 
 Situação deficiente, com exposição continuada ou 
mais deficiente, com exposição frequente. 
 A materialização deste risco ocorre com 
frequência. 
Alta (A) 
Entre 
20 e 10 
 Situação deficiente, com exposição frequente ou 
ocasional ou situação muito deficiente, com 
exposição ocasional ou esporádica. 
 A materialização do risco é possível em vários 
momentos do processo operacional. 
Média (M) 
Entre 
8 e 6 
 Situação deficiente, com exposição esporádica ou 
situação melhorável com exposição continuada ou 
frequente. 
 Existe a possibilidade de dano. 
Baixa (B) 
Entre 
4e 2 
 Situação melhorável, com exposição ocasional ou 
esporádica. Não é expectável a ocorrência de risco, 
ainda que seja concebível. 
Fonte: Freitas, 2016. 
 
36 
 
d) Nível de consequências 
Para efectuar a categorização do nível de consequências (NC), são considerados quatro 
níveis, correspondentes a lesões e a danos materiais, como se pode observar no Quadro 5. 
Quadro 5 
Determinação do nível de consequências 
Nível de 
consequências 
NC 
Significado 
Lesões Danos materiais 
Mortal ou Catastrófico 
(M) 
100 1 morto ou mais. Destruição total do sistema. 
Muito Grave (MG) 60 
Lesões graves, que 
podem ser irreparáveis. 
Destruição parcial do sistema 
(com reparação complexa e 
de custos elevados) 
Grave (G) 25 
Lesões com incapacidade 
temporária absoluta ou 
parcial. 
É necessário parar o processo 
operativo para proceder à 
reparação. 
Leve (L) 10 
Pequenas lesões que não 
requerem internamento. 
Pode proceder-se à reparação 
sem parar o processo. 
Fonte: Freitas, 2016. 
e) Nível de risco e nível de intervenção 
O nível de risco é determinado pelo produto do nível de probabilidade e do nível de 
consequências e que originam os níveis de intervenção. A Tabela 2 e o Quadro 6 permitem 
calcular o Nível de Risco (NR) e Nível de Intervenção (NI) e mostram o significado dos nível. 
 
37 
 
Tabela 2 
Cálculo do nível de risco e de intervenção 
Nível de Probabilidade (NP) 
 40-24 20-10 8-6 4-2 
Nível de consequência (NC) 
100 I 
4000-2400 
I 
2000-1200 
I 
800-600 
II 
400-200 
60 
I 
2400-1440 
I 
1200-600 
II 
480-360 
240 II 
 120 III 
 
25 I 
1000-600 
II 
500-250 
II 
200-150 
III 
100-50 
10 
II 
400-240 
200 II 
 100 III 
100 
III 
80-60 
40 III 
 20 IV 
 
Fonte: Freitas, 2016. 
Quadro 6 
Significado do nível de intervenção 
NI NR Significado 
I 4000-600 Crítico Situação crítica. Correção urgente. 
II 500-150 Elevado Corrigir e adotar medidas de controlo. 
III 
120-40 
Moderado 
Melhorar se for possível. Seria conveniente justificar a 
intervenção e a sua rentabilidade. 
IV 20 Aceitável 
Não intervir, exceto se uma análise mais precisa o 
justificar. 
Fonte: Freitas, 2016. 
2.6.2.5 Listas de Verificação 
Listas de verificação é uma técnica de identificação de riscos que consiste em listagens 
definidas de perigos, riscos ou falhas de controle que foram desenvolvidas normalmente a 
partir da experiência, como resultado de um processo de uma avaliação de riscos anterior ou 
como um resultado de falhas passadas (International Organization for Standardization, ISO/ 
International Electrotechnical Commission, IEC, 2009). 
 
38 
 
A lista deve servir para auxiliar os profissionais nas avaliações a efectuar e ser tão 
exaustiva quanto posível, facultando um conhecimento profundo de todas as situações de 
trabalho e a possibilidade de uma eficaz recolha de dados. As listas utilizam em geral, 
questões abertas, que necessitam, com frequência, de abordagem mais detalhada. (Freitas, 
2016). 
De acordo com o mesmo autor, existem múltiplos modelos, com variáveis que 
dependem das especificidades dos locais de trabalho, instalações e equipamentos a analizar e 
que assentam, no cumprimento da legislação aplicável, de normas técnicas ou código de boas 
práticas. 
As vantagens das listas de verificação baseiam-se essencialmente na facilidade de 
serem utilizadas por pessoal não especialista e asseguram que os problemas comuns não 
sejam esquecidos (ISO/IEC, 2009). 
 
39 
 
3. ANÁLISE E DISCUSÃO DOS RESULTADOS 
3.1 Estado Actual do Estaleiro Naval na Garantia das Condições de 
Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho 
A garantia das condições de SHST no EN da MGA está aquém daquilo que são 
recomendações normativas nacionais e internacionais. Segundo CMG A. Paulo (comunicação 
pessoal, 03 de Janeiro de 2019), “actualmente não existe no EN um sistema de gestão de riscos 
que vele pelas medidas de prevenção de acidentes no trabalho e doenças profissionais e que 
congregue os elementos indispensáveis à segurança dos trabalhadores tal como um Plano de 
Emergência Interno (PEI), sistemas de detecção e extinção de incêndios, sinalização de 
segurança e outras medidas necessárias à prevenção de acidentes de trabalho”. 
Ainda de acordo com o autor em referência, o que existe actualmente como medidas 
de SHST é a fixação de alguns meios de combate a incêndios em alguns pontos do Estaleiro 
bem como a distribuição de EPI´s aos trabalhadores civis da unidade. Porém, afirma também 
que está em curso o processo de melhoramento das condições de trabalho dos efectivos do 
EN/MGA, com alguns arranjos paliativos na perspectiva de revitalização e organização 
preconizada pelo mando superior do Ramo em particular e do Estado em geral uma vez que 
está prevista a construção de um estaleiro de raiz na área do Ambriz. 
3.1.1 Caracterização do Estaleiro Naval da MGA 
O Estaleiro Naval é um o complexo oficinal da MGA que constitui uma unidade 
orgânica com subordinação directa do Comandante da MGA e metodológica do chefe da 
Direcção de Armamento e Técnica (DAT) da MGA, com objetivos virados a realização de 
reparações médias e correntes, manutenção e fabrico de meios de reposição para a aplicação 
nas unidades de superfícies do Ramo, entidades singulares e colectivas, públicas ou privadas 
(CMG A. Paulo, comunicação pessoal, 03 de Janeiro de 2019). 
Para o cumprimento dos objetivos, o EN usa um conjunto de elementos tais como 
máquinas, equipamentos, ferramentas, oficinas de reparação, plano inclinado, áreas de fabrico 
e apoio técnico e outros que proporcionam uma gama de risco elevado aos colaboradores do 
estabelecimento estando na categoria de indústrias de classe 2 (risco elevado) de acordo com 
o decreto n.º 44/05 de 6 de Julho (Regulamento de Licenciamento Industrial) que classifica as 
 
40 
 
indústrias de acordo ao grau de riscos para a salvaguarda da saúde pública e dos 
trabalhadores, a segurança de pessoas e bens, a higiene e segurança dos locais de trabalho. 
O EN prevê no seu quadro orgânico um efectivo físico acerca de 250 trabalhadores 
entre civis e militares e as suas instalações estão constituídas por 7 edifícios dos quais 
oficinas, armazéns e espaços administrativos com um modelo organizacional constituído de 
gabinetes, departamentos, repartições, serviços e secções. A organização é dirigida por um 
Director Geral (Oficial Almirante) coadjuvado por um Director Geral Adjunto (Oficial 
Superior) e Director Adjunto para a Educção Patriótica. A Figura do anexo A apresenta o 
organograma do EN. 
3.1.1.1 Localização 
O EN da MGA encontra-se localizado na Base Naval de Luanda, na Avenida Murtala 
Mohammed, na ilha do Cabo, distrito das Ingombotas, município e província de Luanda. 
Encontra-se numa zona habitacional não muito favorável pelo grau de perigo que 
representa à comunidade circunvizinha, dadas as atividades de risco que realiza. Está limitada 
a Norte por residências, a Este pelo mar, a Oeste pela via pública e a Sul por outras unidades 
que se encontram na BNL. A Figura 3 mostra a localização geográfica do EN. 
 
Figura 3. Localização geográfica do EN junto a BNL. 
Fonte: Extraído de: https://www.google.com/maps/place/Base+Naval+de+Luanda/@. 
 
41 
 
3.1.2 Breve historial Sobre a SHST no Estaleiro Naval da MGA 
“O EN é uma estrutura que existe há mais de 60 anos e a princípio denominava-se 
Oficinas Navais Centrais. Até à independência, pelos índices de produção que apresentava em 
reparação de embarcações, era uma referência em Luanda e a nível nacional. Após a 
independência, como resultado da complexidade da situação política e socioeconómica, 
registou-se um declínio no âmbito produtivo devido às insuficiências materiais e humanas” 
(CMG A. Paulo, comunicação pessoal, 03 de Janeiro de 2019). 
O autor supracitado, afirma que em assuntos de SHST, o organograma do EN sempre 
previuum técnico de segurança no trabalho que velasse pela garantia da observância as 
normas de segurança no trabalho dentro do EN e que o mesmo funcionou durante algum 
tempo desempenhando tal função. 
O que está registado em termos de acções realizadas no EN no contexto de SHST são 
inspecções feitas neste mesmo âmbito pelos assessores portugueses no ano de 2013. A 
princípio foi feita uma visita para avaliação técnica das facilidades do Estaleiro Naval no mês 
de Maio que teve resultados muito negativos ligados à SHST e posteriormente realizou-se 
uma inspecção na área de SHST por um elenco constituído pela assessoria portuguesa e 
membros da direção do EN no mês de Julho do mesmo ano. 
Outro aspecto não menos importante foi o passo dado em prol da promoção das regras 
de prevenção de acidentes de trabalho e doenças profissionais com a distribuição de EPI´s aos 
trabalhadores civis do EN no ano de 2018. 
3.2 Realização da Avaliação de Riscos ao Estaleiro Naval da MGA 
A realização da avaliação de riscos da presente pesquisa não abrange os gabinetes 
administrativos, balneários, cozinhas e refeitórios e que apenas fez-se a avaliação dos riscos 
nos locais de trabalho de algumas secções do Departamento de Serviços Técnicos Industriais 
(DSTI) e das secções do Departamento de Fabrico e Apoio (DFA) tendo em conta o grau de 
risco associado às atividades que são desenvolvidas nestas áreas, não havendo também a 
possibilidade de avaliar todas as áreas, pois resultaria num volume de conteúdo muito grande. 
Nesta senda, fez-se a avaliação do risco das seguintes secções: Carpintaria e 
Marcenaria, Tornos, Mecânica Auto, Armazém e Ferramentaria, Pintura Naval, Pintura Auto, 
 
42 
 
Bate-chapa, Serralharia e Soldadura que se constituíram em quatro zonas para a identificação 
dos perigos com as listas de verificação do anexo E. 
Os riscos avaliados no EN são os descritos nas secções 2.3.2 e 2.4 do capítulo anterior, 
riscos estes que proporcionam ou podem causar acidentes de trabalhos (riscos mecânicos, 
eléctricos, incêndios) e doenças profissionais (no caso dos agentes físicos, químicos e 
biológicos). Os níveis de riscos relativos aos agentes físicos não foram avaliados, dada a falta 
de instrumentos de medição. 
De referir também que os riscos psicossociais e ergonómicos não foram abordados 
nem avaliados tendo em conta a exigência de acompanhamento frequente das actividades que 
a avaliação destes tipos de riscos impõe ao avaliador para a aquisição de dados 
pormenorizados, mas que devem ser objecto de avaliação sempre que as condições 
favorecerem. 
A avaliação de riscos está inserida no processo de desenvolvimento do trabalho que 
decorreu em 4 etapas principais. 
A Figura 4 indica as quatro etapas principais do desenvolvimento do trabalho. 
 
Figura 4. Etapas do trabalho de pesquisa. 
Fonte: Autor, 2018. 
3.2.1 Selecção da Metodologia 
Para a avaliação de riscos ao Estaleiro Naval apresentado no presente trabalho 
académico optou-se pelo método simplificado de avaliação de riscos proposto por Kinney 
 
43 
 
tendo em conta a sua facilidade e rapidez de aplicação e listas de verificação, pelo facto de 
terem a vantagem de serem utilizadas por pessoas não especialistas, ou seja, não dependem da 
experiência de quem efectua a avaliação ao contrário de outros métodos que são totalmente 
subjetivos (tal como se percebe na descrição do método na secção 2.6.2.5), e para o 
desenvolvimento do presente trabalho esta componente foi preponderante tendo em conta a 
falta de formação na área por parte do avaliador. 
3.2.2 Identificação dos Perigos existentes no Estaleiro Naval da MGA e 
os possíveis Riscos associados 
Para a identificação dos perigos, utilizaram-se listas de verificação que ditaram o nível 
de deficiências dos elementos alvos de avaliação tal como descritos no anexo E, e fez-se uma 
entrevista a direcção do EN (ver apêndice A) para obtenção de dados referentes ao estado 
actual da unidade em aspectos referentes à SHST. 
Constam das listas de verificação os elementos alvos de avaliação dos quais alguns 
não são aplicáveis em certas secções, tanto pelo facto dessas secções não apresentarem 
deficiências suficientes em tais aspectos como pelo facto de serem elementos não constantes 
na secção. 
Os elementos alvos de avaliação e que constam das listas de verificação são os 
seguintes: 
 Espaços de Trabalho (elementos estruturais, ordem e limpeza, sinalização de 
segurança, instalação eléctrica e prevenção e protecção contra incêndios); 
Máquinas/ferramentas e operações (transporte manual de cargas, transporte mecânico de 
cargas); Agentes químicos e Armazenagem. 
3.2.2.1 Identificação dos perigos existentes na Secção de Carpintaria e 
Marcenaria e os Possíveis Riscos Associados 
A secção de Carpintaria e Marcenaria desenvolve as suas atividades num edifício de 
aproximadamente 930 m
2 
de área com cerca de treze trabalhadores. As actividades principais 
desenvolvidas são: preparo da madeira e fabrico de moveis, a pintura e envernizamento dos 
móveis acabados. Para isso usam máquinas e equipamentos como máquina de tupia, plaina 
 
44 
 
eléctrica, torno eléctrico para madeira, desengraçadoura, garlopa. Usam frequentemente 
substâncias como madeira, vernizes, diluentes óleo lubrificante e gasóleo. 
 Foram identificadas nesta secção as seguintes situações de perigos: 
a) Espaço de trabalho 
Elementos estruturais, ordem e limpeza e sinalização 
 Apresenta um nível de degradação alto devido a sua antiguidade e falta de 
manutenção, as paredes e tecto em condições precárias; 
 Não existe sinalização ou informação sobre o risco e sua prevenção nem marcações 
para delimitar a zona de trabalho e de circulação; 
 Não existem medidas de detecção de incêndios e os meios de combate são 
insuficientes; 
 Nível de desarrumação considerável, matéria prima fora dos locais de 
armazenamento. 
A Figura 5 ilustra o espaço de trabalho da secção de carpintaria e Marcenaria. 
 
Figura 5. Espaço de trabalho da secção de Carpintaria e Marcenaria do EN. 
Fonte: Autor, 2017. 
Instalações eléctricos 
 Quadros eléctricos (QE) abertos, com acesso limitado ou obstruído, sem 
sinalização. 
Prevenção e protecção contra incêndios 
 Não existe sistema de detecção de incêndios e meios de combate insuficiente; 
 Não existe um plano de emergência. 
 
45 
 
A Figura 6 ilustra os meios de combate a incêndios existentes na secção de Carpintaria 
e Marcenaria. 
 
Figura 6. Meios de combate a incêndios existentes na carpintaria do EN. 
Fonte: Autor, 2018. 
b) Máquinas/ferramentas e operações 
 Os equipamentos de trabalho são muito antigos e defeituosos; 
 Não existem informações sobre a utilização dos equipamentos (arranque, paragem 
ou paragem de emergência) e dos EPI´s necessários e obrigatórios para a sua utilização; 
 Máquinas sem protecções (resguardos); 
 A sinalização para alerta dos perigos das máquinas ou equipamentos não existe. 
c) Agentes Químicos 
 Exposição ao risco devido a utilização de vernizes e diluentes sem procedimentos 
adequados; 
 Acúmulo de serradura. 
d) Agentes Físicos 
 Falta de ventilação artificial ou extractores para a renovação constante do ar. 
3.2.2.2 Identificação dos perigos existentes nas Secções de Tornos e Mecânica 
Auto e os Possíveis Riscos Associados 
As secções de Tornos e Mecânica Auto desenvolvem suas actividades numa nave de 
aproximadamente 1904m
2 
de área. As principais actividades estão relacionadas com o fabrico, 
retificação e montagens de peças bem como intervenções em viaturas para a reparação de 
 
46 
 
pequenas avarias e manutenções preventivas periódicas. No total, as duas secções congregam 
cerca de 17 trabalhadores. 
Para o desenvolvimento das actividades usam nestas secções os seguintes meios: 
tornos, prensas hidráulicas, fresadora, limadora e tornos de bancada, no caso da secção de 
Mecânica Auto, desenvolvemsuas actividades usando grua, macaco, elevador de viaturas e 
empilhadora. Durante a visita feita ao local, ficaram identificados e registados os seguintes 
factores de riscos/perigos: 
a) Espaço de trabalho 
Elementos estruturais, ordem e limpeza e sinalização 
 O espaço de trabalho não apresenta sinalização de segurança nem estão delimitadas 
as zonas de trabalho/perigo; 
 Não existem sistemas automáticos de detecção de incêndios e meios de combate 
insuficientes; 
 Iluminação insuficiente, falta de iluminação específica; 
 Não existe ventilação artificial; 
 Verificaram-se pavimentos oleosos, ferramentas desarrumadas e misturadas em 
armários degradados. 
A Figura 7 exemplifica alguns pontos citados anteriormente. 
 
Figura 7. Exemplos de zonas de trabalho não delimitadas e armários desarrumados. 
Fonte: Autor, 2018. 
Instalações eléctricas 
 As instalações eléctricas são bastante antigas e degradadas com condutores externos 
e alguns não isolados; 
 
47 
 
 Lampadas estragadas não removidas. 
Prevenção e protecção contra incêndios 
 A semelhança de todos outros edifícios do EN, não existe um sistema automático de 
detecção de incêndios e os meios de combate e extinção de incêndios são insuficientes. 
b) Máquinas/ferramentas e operações 
 Não existem resguardos de proteção contra partes móveis das máquinas nem contra 
projecções de partículas/material; 
 Não apresentam instruções de operação nem informação de alerta sobre o perigo de 
operação e obrigatoriedade do uso específico de EPI; 
 Ausência de marcações nos pavimentos que delimitem as máquinas, equipamentos 
e espaços de trabalho. 
A Figura 8 ilustra máquina sem instruções de operação nem sinalização dos perigos 
que apresenta. 
 
Figura 8. Elevador de viaturas da Secção de Mecânica Auto. 
Fonte: Autor, 2019. 
c) Agentes Químicos 
 Contacto com substancias como óleos lubrificantes, valvolina e gasóleo sem as 
fichas de dados de segurança dos agentes químicos. 
d) Agentes Físicos 
 Iluminação deficiente; 
 Ambiente térmico quente (ventilação artificial inexistente); 
 
48 
 
 Vibrações de corpo inteiro resultante do uso da empilhadora. 
3.2.2.3 Identificação dos perigos existentes na Secção de Armazém e 
Ferramentaria e os Possíveis Riscos Associados 
O armazém e ferramentaria é uma secção do Departamento de Serviços Técnicos 
Industriais no qual estão inseridos sete trabalhadores e a mesma secção funciona em dois 
edifícios (o do armazém com cerca de 380 m
2
 e da ferramentaria com cerca de 90 m
2
). As 
tarefas desenvolvidas nesta secção estão relacionadas com a armazenagem de materiais, 
recepção e despacho de materiais bem como a disponibilização de ferramentas de trabalho a 
outras secções que solicitem as mesmas. 
Nesta secção foram identificados os seguintes perigos e riscos: 
a) Espaço de Trabalho 
Elementos estruturais, ordem e limpeza e sinalização 
 Falta de sinalização de segurança, zonas de circulação não demarcadas; 
 Ventilação insuficiente; 
 Janelas e tectos em más condições; 
 Arrumação deficiente. 
A Figura 9 ilustra o espaço do armazém do EN. 
 
Figura 9. Armazém do EN. 
Fonte: Autor, 2018. 
Instalações eléctricas 
 Existência de cabos condutores descarnados e caixas de distribuição abertas. 
 
49 
 
Prevenção e protecção contra incêndios 
 Sistemas de detecção inexistentes assim como os meios de combate a incêndios; 
 Armazenamento de garrafas contendo fluido comprimido em espaço não ventilado. 
b) Agentes Químicos 
 Armazenamento de garrafas de gás refrigerante não identificadas nem existe 
separação de garrafas cheias das vazias. 
c) Agentes Físicos 
 Iluminação insuficiente; 
 Ventilação inexistente. 
d) Transporte manual de cargas 
 Limite de carga a transportar por pessoa não definido; 
 Obstáculos nas vias de acesso do armazém. 
3.2.2.4 Identificação dos perigos existentes nas Secções de Bate-chapa Pintura 
Auto e Naval e os Possíveis Riscos Associados 
As secções de Bate-chapa, Pintura Auto e Pintura Naval funcionam num espaço de 
aproximadamente 90m
2 
e 80 m
2
, com um número de trabalhadores igual a 17 em todas as 
secções. As actividades diárias envolvem requalificação de viaturas a nível de chaparia, 
pinturas de chaparias de viaturas intervencionadas bem como pintura de estruturas ou 
anteparas de navios. 
 Para as atividades citadas usam-se materiais como martelos, escopros, variedade de 
chaves, macaco hidráulico, gás de solda (oxigênio e acetileno), para a pintura usam-se as 
pistolas para a aplicação da tinta a ar comprimido, pinces, rolos, escovas e lixas. E durante as 
actividades há contatos com tintas e diluentes. 
Os perigos identificados nas secções em referência são os seguintes: 
a) Espaço de Trabalho 
Elementos estruturais, ordem e limpeza e sinalização 
 Paredes e tecto em mau estado de conservação; 
 Espaços de trabalho não delimitados ou sinalizados; 
 
50 
 
 Espaços desarrumados; 
 Pavimento com buraco tal como mostra a Figura 10. 
 
Figura 10. Local de trabalho com pavimento esburacado. 
Fonte: Autor, 2018. 
Prevenção e protecção contra incêndios 
 Sistema de detecção inexistente e meios de combate insuficientes; 
 Garrafas de acetilenos armazenadas no interior. 
Instalações eléctricas 
 Instalação degradada e antiga; 
 Cabos com passagem de corente eléctrica descarnados, caixas de derivação abertas. 
A Figura 11 ilustra o estado da instalção elétrica do espaço de trabalho da secção de 
Pintura Auto. 
 
Figura 11. Estado da instalação eléctrica do espaço de trabalho. 
Fonte: Autor, 2018. 
b) Agentes Químicos 
 Utilização de agentes químicos (tintas e diluentes) com fichas de dados de 
segurança não disponível. 
 
51 
 
c) Agentes Físicos 
 Exposição a radiação não ionizante e ventilação artificial inexistente. 
3.2.2.5 Identificação dos perigos existentes nas Secções de Serralharia e 
Soldadura e os Possíveis Riscos Associados 
As secções de serralharia e soldadura funcionam num espaço de aproximadamente 784 
m
2 
com 15 funcionários, as actividades diárias destas secções resumem-se na execução de 
reparações e outras tarefas técnicas nas áreas da tecnologia da soldadura, de chapas e 
encanamentos e construção soldada em geral utilizando para o efeito, rebarbadora para cortes 
de chapas, máquinas de soldar para a solda, havendo contacto com eléctrodo, aço, ferro 
fundido e outros metais. Nestas secções foram identificados os seguintes perigos: 
a) Espaço de Trabalho 
Elementos estruturais, ordem e limpeza e sinalização 
 Pavimento irregular, tecto e paredes em más condições de conservação; 
 Zonas de trabalho não demarcadas ou identificadas e Falta de sinalização de 
segurança; 
 Desorganização do espaço de trabalho. 
A Figura 12 ilustra um dos espaços de trabalho das secções. 
 
Figura 12. Espaço de trabalho sem sinalização e com pavimento irregular. 
Fonte: Autor, 2019. 
 
52 
 
Instalações eléctricas 
 Cabos eléctricos não isolados; 
 Máquinas de soldar degradadas e cabos remendados. 
Prevenção e protecção contra incêndios 
 Sistema de detecção de incêndio inexistente; 
 Extintores portáteis para primeira intervenção inexistentes. 
b) Agentes Físicos 
 Exposição ao ruído e vibrações; 
 Exposição a radiação não ionizante. 
3.2.3 Aplicação da Metodologia 
Na avaliação feita para a presente pesquisa utilizou-se seis níveis numa escala de 
quatro possibilidades, tais níveis são os seguintes: Nível de Risco (NR), Nível de 
Probabilidade (NP), Nível de Consequência (NC), Nível de Deficiência (ND), Nível de 
Exposição (NE) e Nível de Intervenção (NI) e elaborou-se um quadro como exemplifica o 
Quadro 7, no qual constam os elementos resultantes dos procedimentos de actuação a seguir 
na avaliação de riscos com o método em referência tal como descritos na secção 2.5.2.5 e com 
a ideia estrutural do quadro usada por Aleixo (2015). 
Os elementos principais constituintesda tabela são os seguintes: 
Actividades/ processos/ local – actividades desenvolvidas e elementos do espaço de 
trabalho avaliados; 
Identificação do perigo – perigos identificados em actividades realizadas e nos 
espaços de trabalho; 
Identificação da consequência/ Risco – riscos resultantes dos perigos identificados; 
Avaliação do risco – avaliação dos riscos tendo em conta os diferentes níveis acima 
citados para se calcular o nível de risco. 
 
53 
 
Quadro 7 
Quadro de Avaliação de riscos 
Identificação de perigos e avaliação do risco 
 Actividades/ 
processos/local 
Carpintaria 
Data 29/03/2018 
Responsável pela avaliação Armindo Chambassuku 
Processos 
Identificação do 
perigo 
Identificação da 
consequência/ Risco 
Avaliação do risco 
NP 
NC NR 
ND NE 
Fonte: Autor, 2019. 
As Tabelas das avaliações efectuadas nas secções em referência encontram-se 
apresentadas no apêndice B do presente trabalho onde estão explanadas as situações de 
perigo, as suas consequências ou riscos relativas às atividades e espaços de trabalho assim 
como a quantificação do risco resultante da multiplicação do nível de probabilidade e o nível 
de consequências. 
Para melhor percepção da aplicação da metodologia de avaliação de riscos aos perigos 
identificados, detalha-se de seguida a construção da tabela de aplicação com dados referentes 
à secção de Carpintaria e Marcenaria. 
 Após a definição dos aspectos a avaliar (actividades e instalações), posteriormente a 
identificação dos perigos ou não conformidades nestes aspectos, elaborou-se o Quadro 8 que 
descreve os riscos adjacentes aos perigos identificados. 
Quadro 8 
Extracto 1 da aplicação da metodologia 
Processos/ espaço de 
trabalho 
Identificação do perigo Consequência/ Risco 
Preparo da madeira, 
fabrico e montagem 
de móveis. 
Partes perfurantes e cortantes de 
equipamentos de trabalho 
(garlopa, tupia, serra, martelos, 
parafusadeiras, etc.). 
Cortes dos membros com serra, 
garlopa; 
Projecção de partículas (tupia) 
Entalão com martelo. 
 
54 
 
Processos/ espaço de 
trabalho 
Identificação do perigo Consequência/ Risco 
Pintura e 
envernizamento dos 
móveis montados 
Agentes químicos irritantes, 
inflamável e corrosivo. 
Queimaduras e irritação da pele, 
doenças dérmicas e 
cancerígenas. 
Elementos Estruturais Tectos e paredes degradadas. 
Desprendimento de 
partículas/objectos (inalação de 
pó queda de objectos sobre a 
cabeça). 
Sinalização de 
segurança 
Sinalização de segurança 
inexistente, zonas de trabalho 
não delimitadas. 
Quedas ao mesmo nível, 
choques contra objectos ou 
estruturas fixas. 
Máquinas e 
equipamentos 
Falta de resguardo de proteção e 
instruções de segurança sobre as 
máquinas. 
Contacto com partes móveis 
resultando cortes de membros, 
encravamento da máquina, etc. 
Segurança contra 
incêndios 
Medidas de detecção de 
incêndios inexistentes e meios 
insuficientes; 
Incêndios 
Instalações eléctricas 
Quadros eléctricos defeituosos e 
não sinalizados 
Choques elécticos/ 
electrocussão. 
Ordem e limpeza 
Acúmulo de serradura; 
Arrumação deficiente. 
Queda de materiais, Colisão de 
pessoas contra os materiais, 
mistura de diferentes tipos de 
materiais e ferramentas. 
Fonte: Autor, 2019. 
Após a identificação dos perigos, seguiu-se a avaliação dos riscos para se chegar a sua 
magnitude baseando-se no método simplificado. Para a obtenção do ND baseou-se nas listas 
de verificação e no Quadro 2 do presente trabalho, o NE a partir do Quadro 3, o NP a partir da 
Fórmula 3 e Quadro 4, o NC a partir do Quadro 5 enquanto que o NR e NI a partir da Fórmula 
 
55 
 
2 e Quadro 6. A Tabela 3 faz a avaliação dos riscos dos perigos identificados na secção de 
Carpintaria e Marcenaria descritos no Quadro 8. 
Tabela 3 
Extracto 2 da aplicação da metodologia 
Avaliação do risco (actividades) 
NP 
NC NR 
ND NE 
6 3 25 450 (Elevado) 
6 
 
2 
 
10 
 
120 (Moderado) 
Avaliação do risco (espaços de trabalho) 
NP 
NC NR 
ND NE 
2 4 10 80 (Moderado) 
10 2 25 500 (Elevado) 
 
6 2 25 300 (Elevado) 
6 4 60 1440 (Crítico) 
10 2 25 500 (Elevado) 
2 4 10 80 (Moderado) 
Fonte: Autor, 2019. 
3.2.4 Análise dos resultados Obtidos 
Feita a identificação dos perigos e a aplicação da metodologia para a avaliação dos 
riscos, segue-se a análise dos resultados obtidos nas secções de Carpintaria e Marcenaria, 
Tornos, Mecânica Auto, Armazém e Ferramentaria, Pintura Naval, Pintura Auto, Bate-chapa, 
Soldadura e Serralharia tendo em conta o nível de risco das tabelas de avaliação de riscos do 
apêndice B do presente trabalho. 
3.2.4.1.1 Análise dos Resultados Obtidos na Secção de Carpintaria e Marcenaria 
Na secção de Carpintaria e Marcenaria foram identificadas oito situações de risco 
sendo um de nível crítico, quatro de nível elevado e três de nível moderado. Elaborou-se a 
 
56 
 
Tabela 3 relativa às frequências dos níveis de riscos obtidos pela aplicação do método da qual 
se traçou o Gráfico 1 em percentagens. 
Tabela 4 
Resultados obtidos na secção de Carpintaria e Marcenaria 
NR Frequência 
Crítico 1 
Elevado 4 
Moderado 3 
Totalidade de riscos 8 
Fonte: Autor, 2019. 
O Gráfico 1 apresenta os resultados obtidos em percentagens. 
 
Gráfico 1. Percentagens dos níveis de riscos avaliados (secção de Carpintaria e Marcenaria). 
Fonte: Autor, 2018. 
3.2.4.1.2 Análise dos resultados obtidos nas Secções de Tornos e Mecânica Auto 
Após a aplicação da metodologia para a identificação dos perigos e análise dos riscos 
dos processos e espaços de trabalho, conclui-se que nas secções de Tornos e de Mecânica 
Auto do Departamento de Fabrico e Apoio e Departamento de Serviços Técnicos Industriais 
existem sete situações de riscos dos quais três de nível crítico, ou seja, situações críticas que 
carecem de correcção imediata, dois de nível elevado, que precisam correcção e adopção de 
medidas de controlo e dois de nível moderado. 
 Dos resultados obtidos, elaborou-se a tabela 5 de frequência dos níveis de riscos e 
consequentemente o Gráfico 2 representando em percentagens. 
12,50% 
50,00% 
37,50% 
Crítico - Situação crítica.
Correção urgente.
Elevado - Corrigir e
adotar medidas de
controlo.
Moderado - Melhorar se
for possível.
 
57 
 
Tabela 5 
Resultados obtidos nas secções de Tornos e Mecânica Auto 
NR Frequência 
Crítico 3 
Elevado 2 
Moderado 2 
Totalidade de riscos 7 
Fonte: Autor, 2019. 
O Gráfico 2 apresenta os resultados obtidos em percentagens. 
 
Gráfico 2. Percentagens dos níveis de riscos avaliados (secções de Tornos e Mecânica Auto). 
Fonte: Autor, 2018. 
3.2.4.1.3 Análise dos resultados Obtidos 
Da avaliação feita aos riscos associados aos perigos identificados na secção de 
Armazém e Ferramentaria, verificou-se que dos 6 riscos avaliados, dois são de nível crítico 
(correção urgente), dois de nível elevado (corrigir e adotar medidas de controlo) e dois de 
nível moderado (melhorar se for possível). Elaborou-se a Tabela 6 em função da frequência 
dos níveis de riscos da qual se traçou o Gráfico 3 que apresenta em percentagens a mesma 
frequência. 
42,9% 
28,6% 28,6% 
Crítico - Situação crítica.
Correção urgente.
Elevado - Corrigir e adotar
medidas de controlo.
Moderado - Melhorar se
for possível.
 
58 
 
Tabela 6 
Resultados obtidos na secção de Armazém e Ferramentaria 
NR Frequência 
Crítico 2 
Elevado 2 
Moderado 2 
Totalidade de riscos 6 
Fonte: Autor, 2019. 
O Gráfico 3 apresenta os resultados obtidos em percentagens. 
 
Gráfico 3. Percentagens dos níveis de riscos avaliados (secção de Armazém e Ferramentaria). 
Fonte: Autor, 2018. 
3.2.4.1.4 Análise dos Resultados Obtidos na Secção de Bate-Chapa, Pintura 
Auto e Naval 
Da avaliação feita nas secções em referência conclui-se que dois são de nível crítico 
que carecem de correcção urgente, um de nível elevado que precisa de correcção e adopção de 
medidas de controloe dois de nível moderado que precisam de melhoramento na medida do 
possível tal como nos indica a Tabela 7. 
33,33% 
33,33% 
33,33% 
Crítico - Situação
crítica. Correção
urgente.
Elevado - Corrigir e
adotar medidas de
controlo.
Moderado - Melhorar se
for possível.
 
59 
 
Tabela 7 
Resultados obtidos nas secções de Bate-chapa, Pintura Auto e Naval 
NR Frequência 
Crítico 2 
Elevado 1 
Moderado 2 
Totalidade de riscos 5 
Fonte: Autor, 2019. 
O Gráfico 4 mostra em percentagens os níveis dos riscos existentes avaliados. 
 
Gráfico 4. Percentagens dos níveis de riscos avaliados (secções de Bate-chapa, Pintura Auto e 
Naval). 
Fonte: Autor, 2019. 
3.2.4.1.5 Análise dos Resultados Obtidos nas Secções de Serralharia e 
Soldadura 
Os resultados da avaliação mostram que nas secções de Serralharia e Soldadura 
existem duas situações de risco crítico que carecem de correcção urgente, uma de risco 
elevado e duas situações de risco moderado em que a intervenção é feita apenas assim que 
possível. A Tabela 8 apresenta os resultados obtidos da qual se traçou o um gráfico 
apresentando os mesmos resultados em percentagens. 
40,00% 
20,00% 
40,00% 
Crítico - Situação
crítica. Correção
urgente.
Elevado - Corrigir e
adotar medidas de
controlo.
Moderado - Melhorar
se for possível.
 
60 
 
Tabela 8 
 Resultados obtidos nas secções de Serralharia e Soldadura 
NR Frequência 
Crítico 2 
Elevado 1 
Moderado 2 
Totalidade de riscos 5 
Fonte: Autor, 2019. 
 O Gráfico 5 mostra em percentagens os níveis de riscos avaliados. 
 
Gráfico 5. Percentagem dos níveis de riscos avaliados (secções de Serralharia e Soldadura). 
Fonte: Autor, 2019. 
3.2.5 Análise dos Resultados Apurados Genericamente 
Após a aplicação da metodologia da avaliação de riscos foi possível hierarquizar os 
riscos em função do seu nível para priorizar a intervenção (medidas de controlo) que permitirá 
de alguma forma, eliminar, minimizar ou controlar os riscos identificados e que para a sua 
melhoria contínua a adopção de um SGSST pelo serviço de SHST que se propõe a sua 
implementação no presente trabalho é totalmente indispensável. 
Pelos resultados da avaliação efectuada aos riscos dos perigos identificados nos 
espaços de trabalho e processos das secções em referência, constatou-se 31 situações de riscos 
40,00% 
20,00% 
40,00% 
Crítico - Situação crítica.
Correção urgente.
Elevado - Corrigir e
adotar medidas de
controlo.
Moderado - Melhorar se
for possível.
 
61 
 
dos quais dez de nível crítico, dez de nível elevado e onze de nível moderado tal como 
apresenta a Tabela 9. 
Tabela 9 
Resultados obtidos em termos gerais 
NR Frequência 
Crítico 10 
Elevado 10 
Moderado 11 
Totalidade de riscos 31 
Fonte: Autor, 2019. 
 O Gráfico 6 apresenta em percentagens os níveis de riscos dos perigos identificados a 
nível geral das áreas avaliadas. 
 
Gráfico 6. Percentagens dos níveis de riscos avaliados no EN. 
Fonte: Autor, 2019. 
Quanto ao tipo de risco, os identificados e avaliados variam de riscos mecânicos, 
riscos de incêndios/explosões, riscos eléctricos e riscos de doenças profissionais nesta ordem 
de frequência dos mesmos, no entanto, se avaliou riscos mecânicos em dezassete ocasiões, os 
riscos de incêndios seis ocasiões, riscos eléctricos cinco ocasiões e riscos de doenças 
profissionais em três ocasiões. De salientar que as situações de perigo identificadas, na 
maioria dos casos desencadeiam mais de um risco, mas para o presente trabalho, considerou-
se um tipo de risco para cada situação de perigo identificada. 
 A Tabela 10 apresenta a frequência dos tipos de riscos avaliados. 
32,3% 
32,3% 
35,5% 
Crítico - Situação
crítica. Correção
urgente.
Elevado - Corrigir e
adotar medidas de
controlo.
Moderado - Melhorar se
for possível.
 
62 
 
Tabela 10 
Frequência dos tipos de riscos avaliados genericamente 
NR Frequência 
Riscos mecânicos 17 
Riscos de incêndios 6 
Riscos eléctricos 5 
Riscos de doenças profissionais 3 
Totalidade de riscos 31 
Fonte: Autor, 2019. 
 O Gráfico 7 mostra em percentagens os tipos de riscos avaliados. 
 
Gráfico 7. Percentagem de cada tipo de risco avaliado no EN. 
Fonte: Autor, 2019. 
3.3 Proposta de Medidas de Controlo de Riscos 
Tendo em conta os resultados da avaliação de risco efectuada, propõe-se de seguida 
um conjunto de medidas de controlo do risco com o objetivo de primeiramente eliminar o 
risco, caso não seja possível, minimizar ou limitar os seus efeitos. 
As medidas são de vária índole, desde medidas organizacionais ou administrativas, 
medidas de engenharia, medidas de formação e informação, medidas de protecção colectiva e 
equipamentos de protecção individual. O anexo F exemplifica uma medida administrativa de 
controlo do risco. 
54,84% 
19,35% 
16,13% 
9,68% Riscos Mecânicos
Riscos de
incêndios/explosões
Riscos eléctricos
Riscos de doença
profissional
 
63 
 
Para cada medida de controlo fez-se uma estimativa dos custos da sua execução em 
dólar americano (US$), não sendo valor exacto, mas apenas de aproximação aos intervalos 
apresentados na Tabela 11, pois não se fez orçamentos das medidas para se obter os valores, 
no entanto a definição dos níveis de custos teve como base a percepção do avaliador para dar 
uma ideia superficial do custo das medidas. Fez-se também a estima do prazo de execução e 
prioridade das recomendações indicadas na Tabela 12, ambas de acordo com a última 
inspecção feita na área de SHST no EM/MGA por Duarte (2013). 
Tabela 11 
Estimativa de custos das medidas de controlo 
Nível de Custos (NCu) Estimativa do Custo 
1 – Nulo Sem custos 
2 – Diminuto Até 500$ 
3 – Muito reduzido Entre 500 US$ e 2.500 US$ 
4 – Reduzido Entre 2.500 US$ e 5.000 US$ 
5 – Moderado Entre 5.000 US$ e 10.000 US$ 
6 – Elevado Entre 10.000US$ e 25.000 US$ 
7 – Muito elevado Entre 25.000 US$ e 100.000 US$ 
Fonte: Duarte, 2013. 
Tabela 12 
Prioridade das intervenções e prazo de execução 
Prioridade das Recomendações (PR) Prazo de edificação 
Muito Urgente (MU) Até 2 dias 
Urgente (U) Até 10 dias 
Normal (N) Até 3 meses 
Rotina (R`) Até 1 ano 
Geral ou Genérica (G) Até 2 anos 
Fonte: Duarte, 2013. 
As medidas de controlo estão associadas às tabelas de avaliação do risco apresentadas 
no anexo F do presente trabalho, sendo para cada risco avaliado, uma recomendação. As 
principais medidas de controlo recomendadas para cada tipo de risco avaliado genericamente, 
estão descriminadas no Quadro 9. 
 
64 
 
Quadro 9 
Propósta de medidas de controlo do risco 
Risco Medidas de controlo PR NC 
Incêndios/ Explosões 
Instalação de circuitos de incêndios, 
aquisição de extintores e inspecção periódica 
dos extintores existentes; 
Formação de equipas ou brigadas de 
combate a incêndios; 
Realização de exercícios periodicamente; 
Instalação de sistema de detecção de 
incêndios. 
MU 5 
Quedas, cortes, 
esmagamentos, encravamento 
da máquina/ danificação, 
choques contra objetos, 
projecção de partículas. 
Fixação das instruções de operação das 
máquinas, instalação de resguardos e 
delimitação das zonas de trabalho. 
N 3 
Choques eléctricos/ 
Electrocussão 
Sinalização dos QE´s, substituição de 
tomadas partidas, reparação/substituição dos 
fios condutores descarnados, substituição da 
instalação. 
U 5 
Irritação/queimaduras na 
pele, doenças pulmonares. 
Formar e informar os trabalhadores 
relativamente aos riscos no manuseamento 
de agentes químicos, uso adequado do EPI. 
N 2 
Fonte: Autor, 2019. 
3.4 Criação de um Serviço de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho 
no EN 
Nesta secção pretende-se apresentar um modelo de funcionamento de um serviço de 
SHST e os passos para a sua implementação adaptando os mesmos passos das etapas e 
procedimentos de implementação de um sistema de gestão de SST exigidos pela norma 
Britânica OHSAS18001. 
Actualmente o EN não possui um serviço funcionalque se dedique aos assuntos 
referentes à gestão da segurança higiene e saúde no trabalho embora esteja previsto a inserção 
de um técnico de segurança no trabalho no Gabinete de Pessoal e Quadro do EN, mas ainda 
assim a componente saúde no trabalho estaria em falta. No entanto, em função do número de 
trabalhadores do EN, em conformidade com o Decreto nº 31/94 de 5 de Agosto o serviço que 
se propõe é do tipo interno. 
 
65 
 
Tendo em conta o exposto no parágrafo acima, propõe-se a criação de um serviço de 
SHST que tenha como responsabilidade a implementação e gestão de sistemas de gestão de 
segurança e saúde do trabalho (segundo a norma OHSAS18001) e do ambiente (segundo a 
norma ISO 14001). 
Não sendo apenas para o cumprimento da lei, mas também como necessidade extrema 
de proteção dos trabalhadores do Estaleiro em primeira instância e posteriormente dos outros 
estabelecimentos da Marinha de Guerra Angolana, o serviço de SHST servirá de base para a 
resolução de aspectos inerentes a riscos nos locais de trabalho, acidentes de trabalho e 
doenças profissionais. 
A proposta do serviço de SHST é sustentada não só pelo resultado da avaliação de 
riscos realizada ao EN, mas também pela recomendação do histórico da inspecção realizada 
no EN na área de SHST em 2013 pelo elenco constituído pela Assessoria Portuguesa e a 
Direcção do Estaleiro Naval devido a numerosas inconformidades verificadas bem como pela 
legislação angolana. Consta do anexo H o enquadramento legal de assuntos referentes à SHST 
em Angola. 
3.4.1 Organização do Serviço de SHST 
Sugere-se que o novo serviço esteja ao nível dos serviços de apoio e demais 
departamentos que actualmente constam do organograma do EN, estando assim na 
dependência directa do Director Geral Adjunto. Sugere-se que o serviço tenha um oficial 
superior a desempenhar as funções de chefe do serviço, sendo coadjuvado por dois adjuntos 
(oficiais subalternos) como funções acumuladas ou não. A Figura 13 apresenta a proposta da 
estrutura orgânica do novo serviço. 
 
Figura 13. Organograma do serviço de SHST. 
Fonte: Autor (2018). 
Chefe do serviço de SHST 
Adjunto para a área de 
segurança no trabalho 
Adjunto para área de saúde no 
trabalho 
 
66 
 
3.4.2 Atribuições do Serviço de Segurança Higiene e Saúde do Trabalho 
Para as atribuições descritas abaixo, usou-se como referência o serviço de Segurança e 
Saúde no Trabalho e Ambiente do Arsenal do Alfeite da Base Naval de Lisboa que presta 
serviços à Marinha Portuguesa que tem as mesmas funções de um estaleiro naval apesar de ter 
dimensões maiores se comparado ao Estaleiro da MGA bem como a recomendação nº 112 da 
OIT para as funções dos serviços de Saúde do Trabalho ou Medicina no Trabalho tal como 
citado em Freitas (2016). 
O serviço de SHST reporta directamente do Director Geral Adjunto do EN e caberá a 
esta unidade orgânica: 
 Estudar, formular e promover medidas nas áreas da prevenção e da protecção em 
matéria de segurança e higiene no trabalho, acidentes em serviço, saúde, combate a sinistros e 
à poluição, em estreita colaboração com o serviço de Apoio Geral; 
 Assegurar o controlo da higiene e a melhoria das condições relativas à conveniente 
adequação dos postos de trabalho às capacidades dos trabalhadores; 
 Organizar os meios destinados à prevenção e protecção e coordenar as medidas a 
adoptar em caso de perigo grave e iminente; 
 Coordenar inspecções internas de segurança, bem como afixar a sinalização de 
segurança nos locais de trabalho, e recolher e organizar os elementos estatísticos relativos à 
segurança e saúde na organização, mantendo actualizados os resultados das avaliações de 
riscos, as listas de acidentes de trabalho, das situações de baixa por doenças profissionais, 
entre outras; 
 Validar tecnicamente as fichas de procedimentos de segurança, o desenvolvimento 
e as alterações do plano de segurança e saúde para execução de obras e verificar o 
cumprimento do mesmo; 
 Verificar a coordenação das atividades das empresas que intervêm ou que solicitem 
e desenvolvam suas atividades dentro do EN tendo em vista a prevenção dos riscos 
profissionais; 
 Informar regularmente a direcção sobre o resultado da avaliação de segurança e 
saúde existente no Estaleiro. 
3.4.2.1 Atribuições do Chefe de Serviço de SHST e dos Adjuntos 
a) Chefe do serviço de SHST 
 
67 
 
Ao chefe de serviço cabem as seguintes funções: 
 Gerir a equipa de segurança; 
 Garantir a elaboração de especificações técnicas de consulta; 
 Recolher elementos estatísticos de segurança e saúde no trabalho; 
 Assegurar a limpeza geral do estaleiro; 
 Assegurar o bom funcionamento do depósito de equipamentos de proteção 
individual; 
 Garantir a selecção de equipamentos de proteção individual; 
 Assegurar a existência e distribuição dos EPI´s adequados e vestiário industrial; 
 Assegurar a revisão e manutenção periódica dos extintores; 
 Assegurar a existência do plano de prevenção de riscos profissionais; 
 Participar na elaboração do plano de emergência interno; 
 Conceber e desenvolver o programa de informação e formação para a promoção de 
segurança e saúde no trabalho; 
 Coordenar e acompanhar auditorias e inspecções internas; 
 Aceder periodicamente à legislação nacional e mundial e analisar a sua 
aplicabilidade. 
b) Adjunto para a área de Segurança do Trabalho 
Ao adjunto para a área de segurança no trabalho compete: 
 Informar e sensibilizar trabalhadores em matéria de SHST; 
 Controlar os perigos e riscos profissionais, propondo e desenvolvendo medidas de 
prevenção; 
 Distribuir EPI e vestuário industrial; 
 Acompanhar, participar e coordenar as obras a serem desenvolvida no estaleiro; 
 Elaborar relatório de estudo de segurança nos navios; 
 Elaborar relatórios de estudo de segurança nas divisões; 
 Acompanhar e participar nas reuniões da direcção; 
 Elaborar e investigar os termos de acidentes; 
 Acompanhar a revisão dos extintores; 
 Cumprir e fazer cumprir a legislação em vigor. 
 
 
 
68 
 
c) Adjunto para a área da Saúde do Trabalho 
Para a área de saúde do trabalho competem as seguintes incumbências: 
 Vigilância, na unidade, de todos os factores que possam afectar a saúde dos 
trabalhadores; 
 Realizar ou garantir os exames médicos de admissão e periódicos; 
 Participar conjuntamente com os representantes dos trabalhadores ou outros 
membros do serviço de SHST, na prevenção das doenças profissionais; 
 Aconselhar aos trabalhadores acerca dos desvios de saúde que se manifestam ou 
agravam durante o trabalho; 
 Garantir a formação dos trabalhadores encarregados dos primeiros socorros e 
resposta a situações de emergência. 
3.4.3 Formação dos Elementos do Serviço e Processo de implementação 
Quanto a formação, todos os elementos que integram o serviço devem possuir como 
requisito, formação profissional adequada a sua função. 
Não existe neste momento, oferta formativa no leque de cursos da MGA adequada e 
que corresponda as necessidades das funções dos elementos do serviço, no entanto será 
possível a aplicação dos cursos a cada elemento do serviço de SHST em instituições de 
formação externas a MGA. 
Sugere-se como formação imperativa para os elementos do serviço os seguintes 
cursos: 
 O chefe do serviço deverá ter a formação Técnica Superior de Segurança e Higiene 
do Trabalho; 
 O adjunto para a área da ST deverá ter formação Técnico Superior de Segurança e 
Higiene do Trabalho, curso de aperfeiçoamento em SHST e curso de auditorias de saúde e 
segurança no trabalho; 
 O adjunto da área da saúde devera ter uma especialização em Medicina no Trabalho 
para além de enfermagem ou Medicina Geral. 
O processo de implementação do serviço de SHST seguirá (como sugestão) os passos 
para a implementação de um sistema de gestão da SST de acordo com a norma Britânica 
OHSAS 18001:2007, tal como adaptado em Pinto (2009). O processodecorrerá em 10 fazes 
distintas descritas no anexo H do presente trabalho. Tais passos são os seguintes: 
 
69 
 
 Levantamento da situação inicial; 
 Sensibilização da direcção; 
 Definição da política de SST; 
 Definição da equipa de projecto; 
 Formação da equipa de projecto em sistemas de gestão de SST; 
 Definição do projecto de implementação; 
 Planeamento; 
 Implementação e funcionamento; 
 Verificações e acções correctivas; 
 Certificação. 
A reformulação da estrutura orgânica ou a inserção do serviço na organização do EN é 
uma mais valia no que diz respeito à implementação e operacionalização do Sistema de 
Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho (SGSST) que será desafio inicial do novo serviço e 
que garantirá a melhoria contínua das boas práticas de SHST. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 
 
4. CONCLUSÕES 
Mediante o estudo realizado, o Estaleiro Naval carece de medidas de segurança e 
saúde do trabalho mais sólidas, e as boas práticas neste âmbito devem ser incutidas nos 
trabalhadores, pois se constatou que existem situações de perigo que desencadeiam, em várias 
circunstâncias, riscos elevados de vária ordem aos trabalhadores. 
Chegou-se a conclusão acima referida ao longo da busca pelo cumprimento dos 
objectivos específicos propostos para o presente trabalho sendo que da averiguação feita, 
verificou-se que actualmente o Estaleiro Naval não em funcionamento um sistema estruturado 
de gestão de riscos que, de alguma forma, prevenisse as doenças profissionais e os acidentes 
de trabalho. E as medidas actualmente existentes que promovem a segurança dos 
trabalhadores baseiam-se na distribuição de equipamentos de protecção individual (EPI), bem 
como a instalação de meios de combate a incêndios em alguns pontos do Estaleiro Naval. 
Para o alcance do segundo objectivo do presente trabalho, usando listas de verificação, 
foram identificados nas secções de Carpintaria e Marcenaria, Tornos, Mecânica Auto, 
Armazém e Ferramentaria, Bate-Chapa, Pintura Naval, Pintura Auto, Serralharia e Soldadura, 
um total de 31 situações de perigo, dentre as quais as mais relevantes incluem a falta de 
sistemas de detecção de incêndios, falta de sinalização de segurança, máquinas sem proteção 
de segurança nem procedimentos de operação fixados, instalações eléctricas degradadas e 
mau estado das paredes, tectos e pavimentos. 
Com a avaliação de riscos dos perigos identificados (usando o método simplificado), 
constatou-se que dez são riscos de nível crítico, dez de nível elevado e onze de nível 
moderado sendo que o nível crítico representa 32,3%, nível elevado 32,3% e nível moderado 
35,4% da totalidade dos riscos avaliados, entre os quais, riscos de incêndios, eléctricos, 
mecânicos e de doenças profissionais. 
Alcançou-se o terceiro objetivo, elaborando um conjunto de medidas de controlo de 
riscos para cada situação de perigo identificada em que os mais substanciais incluem 
instalação de sistemas de detecção de incêndios, substituição das instalações eléctricas, 
colocação da sinalização de segurança nos espaços de trabalho, colocação da protecção nas 
máquinas, assim como fixação dos procedidos de operação das máquinas. 
Por fim, fez-se a criação de um serviço interno de Segurança, Higiene e Saúde no 
Trabalho no Estaleiro Naval, o qual poderá se inserir no organograma do EN. O serviço 
 
71 
 
poderá ser chefiado por um Oficial Superior e integrando mais dois elementos (oficiais 
subalternos), um adjunto para a área de segurança e outro adjunto para área de saúde, sendo 
que todos poderão acumular funções. O mesmo serviço poderá estar na dependência directa 
do Director Geral do EN. 
Portanto, as ilações que a pesquisa oferece e respondendo a pergunta de partida do 
presente trabalho, percebe-se que a aplicação de uma metodologia de avaliação de riscos às 
instalações do EN deu a indicação do estado das mesmas instalações a nível dos riscos 
existentes e a adopção das orientações ou sugestões de medidas de controlo é uma solução 
imediata e temporária do problema encontrado, no entanto, a adopção de estratégias para a 
criação e implementação de um serviço interno de SHST é a solução mais viável, tendo em 
conta a continuidade e desenvolvimento de questões de SHST que o serviço poderá 
proporcionar ao EN em prol da segurança e saúde dos trabalhadores. 
4.1 Limitações 
 A recolha de dados no Estaleiro Naval foi dificultada pela necessidade permanente 
de solicitação de autorização, pois foi um processo demoroso que de certa forma contribuiu 
para o início dardio das investigações. 
 Falta de instrumentos de medida de agentes físicos presentes no ambiente de 
trabalho, o que impediu a avaliação dos riscos que deles resultam. 
4.2 Trabalhos Futuros 
 Implementação de um Sistema integrado de Gestão de Segurança e Saúde no 
Trabalho (SGSST) e Gestão Ambiental (SGA) pelo futuro serviço interno do Estaleiro Naval; 
 Avaliação dos riscos ambientais ao Estaleiro Naval a ser efectuado pelo futuro 
serviço interno; 
 Registos dos acidentes de trabalho diários que ocorrem no Estaleiro Naval. 
4.3 Recomendações 
Tendo em conta os resultados da presente pesquisa, recomenda-se o seguinte: 
 Implementar a cadeira de Segurança e Saúde no Trabalho no programa curricular do 
curso de Engenharia Naval ramo Mecânica da Academia Naval; 
 
72 
 
 Remover os equipamentos inoperacionais que não tenham reparação possível, 
deixando de serem obstáculos nos locais de trabalho; 
 Conceder formação básica aos trabalhadores do Estaleiro Naval em matéria de 
segurança e saúde no trabalho, prevenção e combate a incêndios e socorrismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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Regulamento de Licenciamento Industrial. 
Decreto nº 53/05 de 15 de Agosto. Diário da República - I Série nº 97. Luanda: Decreta 
Regime Jurídico dos Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais. 
Decreto executivo nº 6/96 de 2 de Fevereiro. Diário da República – I Série nº 5. Luanda: 
Aprova o Regulamento Geral dos Serviços de Segurança e Higiene no Trabalho nas 
Empresas. 
Decreto nº 31/94 de 5 de Agosto. Diário da República - I Série nº 31. Luanda: Estabelece os 
princípios que visam a promoção da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. 
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e saúde do trabalho. Lisboa: Autor. 
E-Facts (s.d.). Manutenção segura de ferramentas portáteis na construção [PDF]. Extraído 
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de avaliação de riscos. Lisboa: Autor. Extraído de: 
http://fesete.pt/portal/docs/pdf/manual.pdf. 
Gonçalves, D. R. G. (2018) Proposta de organização e gestão do estaleiro naval para a 
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(Trabalho de licenciatura). Academia Naval. Luanda, Angola. 
ISO/ IEC. (2009). Risk management — Risk assessment techniques. Extraído de: 
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Kmed Europa. (2014). Segurança, higiene e saúde no trabalho [PDF]. Extraído de: 
http://academia-kmedeuropa.careview.pt/ficheiros/formacao/06032015_092633.pdf.Lei nº 7/15 de 15 de Junho. Diário da República - I Série nº 87. Luanda: Aprova a Lei Geral 
do Trabalho – Revoga a lei nº 2/00 de 11 de Fevereiro. 
 
74 
 
Lopes, J. (2014). Percepção dos estudantes e profissionais de arqueologia portugueses sobre 
a importancia da formação em segurança e saúde no trabalho na actividade 
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Extraído de: em 
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Joana%20Lopes.pdf?sequence. 
Mendonça, A. L.P.V. (2013). Métodos de avaliação de riscos: Contributo para a sua 
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Algarve, Algarve, Portugal. Extraído de: https://core.ac.uk/download/pdf/61510949.pdf 
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Ambiente na Marinha. Lisboa: Estado Maior da Armada. 
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(Dissertação de mestrado). Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, Portugal. Extraído 
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https://fenix.tecnico.ulisboa.pt/downloadFile/395146018832/Avaliação%20De%20Risco
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(Dissertação de mestrado). Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Lisboa, Portugal. 
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Rodrigues, A. M. (2014). Higiene e segurança no trabalho[PDF]. Extraído de: 
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Rodrigues, C. (2006). Higiene e segurança do trabalho: Manual técnico do formando. 
Extraído de: 
https://elearning.iefp.pt/pluginfile.php/49027/mod_resource/content/0/p780/Manual_Tec
nico_do_Formador_Higiene_e_Seguranca_do_Trabalho.pdf 
Santo, C. M. (2011). Implementação de técnicas de higiene e segurança no trabalho na 
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Extraído de: https://run.unl.pt/bitstream/10362/7898/1/Santo_2011.pdf 
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http://estudio01.proj.ufsm.br/cadernos/ifpe/tecnico_manutencao_automotiva/arte_seguran
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http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/8782/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Joana%20Lopes.pdf?sequence
http://recil.grupolusofona.pt/bitstream/handle/10437/8782/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Joana%20Lopes.pdf?sequence
 
75 
Apêndice A - Entrevista sobre o Estaleiro Naval da MGA 
1. Quantos funcionários tem o EN? 
2. Qual é o objectivo/missão do Estaleiro Naval? 
3. Quais as principais actividades desenvolvidas no Estaleiro Naval actualmente? 
4. Quantas oficinas de reparação/manutenção tem o EN? 
5. Quais os principais equipamentos/máquinas de trabalho existem no EN? 
6. Quais são as dificuldades actualmente enfrentadas pelo EN em SST? 
7. Existe um serviço que faz a gestão dos riscos profissionais no EN? 
8. Que medidas de prevenção de acidentes e doenças profissionais estão implementadas no 
EN? 
9. Quando se realizou a última avaliação de riscos ao EN? 
10. Que acções foram realizadas no EN no âmbito da segurança e saúde do trabalhador? 
11. Quais as perspectivas da direcção do EN de melhoramento das condições de trabalho? 
12. De que forma são cumpridas as normas de segurança e saúde no trabalho no EN? 
13. Quais os acidentes de trabalho mais frequentes no EN? 
14. Com que regularidade são feitos os exames médicos aos trabalhadores do EN? 
15. De que forma é garantida a segurança dos trabalhadores do Estaleiro e por quem? 
 
 
 
76 
Apêndice B – Tabelas de avaliação de riscos e medidas de controlo 
Identificação de perigos, avaliação do risco e medidas de controlo 
 Actividades/ 
processos/local 
Carpintaria e 
Marcenaria 
Data 29/03/2018 
Responsável pela avaliação Armindo Chambassuku 
Processos Identificação do perigo 
Identificação da 
consequência/ Risco 
Avaliação do risco Medidas de controlo 
NP 
NC NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Preparo da madeira, 
fabrico e montagem de 
móveis. 
Partes perfurantes e 
cortantes de equipamentos 
de trabalho (garlopa, tupia, 
serra, martelos, 
parafusadeiras, etc.). 
Cortes dos membros com 
serra, garlopa; 
Projecção de partículas 
(tupia) 
Entalão com martelo. 
6 3 25 
450 
Elevado 
Formação específica para 
operadores de máquinas utilizadas e 
sobre os riscos da atividade; 
Utilização de EPI; 
2 U 
Pintura e 
envernizamento de 
móveis montados 
Agentes químicos 
irritantes, inflamável e 
corrosivo. 
Queimaduras e irritação da 
pele, doenças dérmicas e 
cancerígenas. 
 
6 
 
2 
 
10 
 
120 
Moderado 
Redução do tempo de exposição; 
Formar e informar os trabalhadores 
relativamente aos riscos no 
manuseamento de agentes 
químicos; Utilização EPI adequado. 
1 N 
Espaço de trabalho Identificação do perigo 
Identificação da 
consequência/ Risco 
Avaliação do risco Medidas de controlo 
NP 
NC NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Elementos Estruturais 
Tectos e paredes 
degradadas. 
 
Desprendimento de 
partículas/objectos (inalação 
de pó queda de objectos 
sobre a cabeça). 
2 4 10 
80 
Moderado 
Reedificar as paredes e tectos. 5 N 
 
77 
Espaço de trabalho Identificação do perigo 
Identificação da 
consequência/ Risco 
Avaliação do risco Medidas de controlo 
NP 
NC NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Sinalização de 
segurança 
Sinalização de segurança 
inexistente, zonas de 
trabalho não delimitadas. 
Quedas ao mesmo nível, 
choques contra objectos ou 
estruturas fixas. 
10 2 25 
500 
Elevado 
 
Instalação da sinalização de 
segurança. 
4 U 
Máquinas e 
equipamentos 
Falta de resguardo de 
proteção e instruções de 
segurança sobre as 
máquinas. 
Contacto com partes móveis 
resultando cortes de 
membros, encravamento da 
máquina, etc. 
6 2 25 
300 
Elevado 
Fixação das instruções de operação 
das máquinas, instalação de 
resquardos e delimitação das zonas 
de trabalho. 
2 U 
Segurança contra 
incêndios 
Medidas de detecção de 
incêndios inexistentes e 
meios insuficientes; 
Incêndios 
 
6 4 60 
1440 
Crítico 
Instalação de sistema de detecção de 
incêndios; Instalação de circuitos de 
incêndios; Aquisição de extintores e 
inspecção periódica dos extintores 
existentes; Formação de equipas ou 
brigadas de combate a incêndios; 
Realização periodica de exercícios. 
5 MU 
Instalações eléctricas 
Quadros eléctricos 
defeituosos e não 
sinalizados 
Choques elécticos/ 
electrocussão. 
 
10 2 25 
500 
Elevado 
Sinalização dos QE´s, substituição 
de tomadas partidas, 
reparação/substituição dos fios 
condutores descarnados. 
4 U 
Ordem e limpeza 
Acúmulo de serradura; 
Arrumação deficiente. 
Queda de materiais, Colisão 
de pessoas contra os 
materiais, mistura de 
diferentes tipos de materiais 
e ferramentas. 
2 4 10 
80 
Moderado 
Arrumação dos locais de trabalho, 
descarte de material desnecessário, 
criar rotinas de limpezas. 1 N 
 
 
78 
Identificação de perigos, avaliação do risco e medidas de controlo 
Actividades/ processos/ 
local 
Tornos e Mecânica 
Auto 
Data 29/03/2018 
Responsável pela 
avaliação 
Armindo Chambassuku 
Processos 
Identificação do 
perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Preparo de matéria prima 
(metais); Fabrico de peças; 
Substituição de calços e 
cintas; 
Desmontagem da caixa para 
substituição de discos; 
Substituição de correias; 
Elevação do motor para 
intervenção fora da viatura. 
Partes cortantes/ 
perfurantes dos 
equipamentos detrabalho (esmerilador, 
serrote 
electromecânico); 
Falta de inspecção 
periódica aos 
equipamentos. 
 
 
Projecção de materiais 
(fragmentos ou partículas); 
Corte (por materiais ou na 
ferramenta); 
Entalamentos/esmagamento
s. 
6 2 25 
300 
Elevado 
Uso de EPI adequado, manutenção 
periódica dos equipamentos. 
1 U 
Contacto com 
substâncias químicas 
sem equipamento 
adequado. 
Queimaduras e irritação da 
pele. 
6 2 10 
120 
Moderado 
Utilização EPI adequado 1 N 
Processos 
Identificação do 
perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Sinalização de segurança 
Sinalização de 
segurança inexistente. 
Choques contra estruturas, 
quedas ao mesmo nível. 
10 4 25 
1000 
Crítico 
Colocação da sinalização de 
segurança, proceder à delimitação e 
marcação das zonas de trabalho. 
4 MU 
Máquinas e equipamentos 
Falta de resguardo de 
proteção e instruções 
de segurança sobre as 
máquinas. 
Contacto com partes móveis 
(elementos de transmissão, 
etc.) resultando cortes de 
membros, encravamento da 
máquina, esmagamento etc. 
6 2 25 
300 
Elevado 
Colocação de proteção às 
máquinas, criação de instruções 
técnicas para procedimentos de 
operação de máquinas. 
2 U 
 
79 
Espaço de trabalho 
Identificação do 
perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Segurança contra incêndios 
Medidas de detecção 
de incêndios 
inexistentes e meios 
insuficientes. 
 
 
Incêndios 
 
6 4 60 
1440 
Crítico 
 
Instalação de sistema de detecção 
de incêndios, instalação de circuitos 
de incêndios, aquisição de 
extintores e inspenção periódica dos 
extintores existentes. 
5 MU 
Instalações eléctricas 
Quadros eléctricos 
defeituosos, 
instalações eléctricas 
degradadas. 
Choques 
eléctricos/electrocussão por 
contactos eléctricos directos 
e indirectos. 
 
10 4 60 
2440 
Crítico 
 
Substituição de tomadas partidas, 
reparação/substituição dos fios 
condutores descarnados, 
substituição da instalação completa 
se possível. 
5 MU 
Ordem e limpeza 
Arrumação deficiente 
em armários de 
ferramentas. 
Queda de materiais sobre os 
pés, tropeços sobre objetos, 
mistura de diferentes tipos 
de materiais e ferramentas. 
2 3 10 
60 
Moderado 
Arrumação dos locais de trabalho, 
descarte de material desnecessário, 
criar rotinas de limpezas, aquisição 
de novos armários. 
1 N 
 
Identificação de perigos, avaliação do risco e medidas de controlo 
Actividades/ processos/ 
local 
Armazem e 
Ferramentaria 
 Data 29/03/2018 
 Avaliador Armindo Chambassuku 
Processos Identificação do perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Entrada e saída de material 
Transporte manual de 
carga. 
Entalões, queda de 
objectos sobre os pés, 
choques contra objectos, 
lesões musculares. 
6 2 10 
120 
Moderado 
Auxílio constante do transporte 
mecânico, uso de EPI, definição 
do peso máximo a transportar por 
pessoa. 
1 N 
 
80 
Espaço de trabalho Identificação do perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Armazenamento de agentes 
químicos 
Armazenamento em local 
não ventilado, garrafas 
vazias não separadas das 
cheias e não 
específicadas. 
Dilatação do fluido/ 
explosões 
6 4 25 
600 
Crítico 
Ventilar o local de 
armazenamento dos cilindros de 
fluido refrigerante, identificar as 
garrafas e fazer a separação de 
garrafas cheias das vazias. 
4 MU 
Sinalização de segurança 
Sinalização de segurança 
inexistente. 
 
Exposição a zonas de 
perigo, choques contra 
estruturas, quedas ao 
mesmo nível. 
 
10 1 25 
250 
Elevado 
Colocação da sinalização de 
segurança, proceder à delimitação 
e marcação das zonas de trabalho 
e vias de circulação. 
4 U 
Segurança contra incêndios 
Medidas de detenção de 
incêndios inexistentes e 
meios insuficientes. 
 
 
Incêndios/explosões 
 
10 4 60 
2400 
Crítico 
Instalação de sistema de detecção 
de incêndios, Sistemas fixos de 
combate a incêndios, aquisição de 
extintores portáteis. 
5 MU 
Instalações eléctricas 
Cabos eléctricos 
descarnados 
Choques 
eléctricos/electrocussão 
10 2 25 
500 
Elevado 
Substituição de tomadas partidas, 
reparação/substituição dos fios 
condutores descarnados, 
substituição da instalação 
completa se possível. 
5 U 
Ordem e limpeza 
Arrumação/armazename
nto deficiente 
Queda de materiais sobre 
os pés, tropeços sobre 
objetos, mistura de 
diferentes tipos de 
materiais. 
2 4 10 
80 
Moderado 
Arrumação dos locais de trabalho, 
descarte de material 
desnecessário, criar rotinas de 
limpezas. 
1 N 
 
81 
 
 
Identificação de perigos, avaliação do risco e medidas de controlo 
Actividades/ processos/ 
local 
Bate-chapa, Pintura 
Auto e Naval 
Data 29/03/2018 
Responsável pela 
avaliação 
Armindo Chambassuku 
Processos Identificação do perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Desamolgue de estruturas, 
soldagem oxacetilénica; 
Preparo das zonas a pintar, 
mistura detintas em baldes e 
aplicação da tinta. 
Contactos com agentes 
químicos, desamolgagem 
das estruturas danificadas 
de viaturas, garrafas de 
oxigênio e acetileno 
próximas do local da 
soldagem. 
Doenças da pele, cortes 
nos membroos inferior, 
entalamento, 
esmagamento, explosões/ 
incêndios. 
6 2 10 
120 
Moderado 
Uso do EPI adequado. 1 N 
Espaço de trabalho Identificação do perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Elementos estruturais e 
sinalização 
Pavimento desnivelado, 
paredes e tecto em mau 
estado, sinalização de 
segurança inexistente. 
Queda em nível diferente, 
inalação de particula 
liberadas no ambiente de 
trabalho. 
 
6 
 
3 
 
25 
 
 
450 
(Elevado) 
Proceder à reparação do 
pavimento, requalificar as 
paredes e tecto e sinalizar o 
espaço de trabalho. 
5 U 
Segurança contra incêndios 
Medidas de detecção de 
incêndios inexistentes e 
meios insuficientes. 
 
 
Incêndios/explosões. 
 
10 4 60 
2400 
(Crítico) 
Instalação de sistema de detecção 
de incêndios, Sistemas de 
combate a incêndios, aquisição 
de extintores portáteis e 
inspeccionar os existentes. 
5 MU 
 
82 
Espaço de trabalho Identificação do perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Instalações eléctricas 
Condutores eléctricos 
soltos e descarnados. 
Choques 
eléctricos/electrocussão 
 
10 4 60 
2400 
Crítico 
Substituição de tomadas partidas, 
reparação/substituição dos fios 
condutores descarnados, 
substituição da instalação 
completa se possível. 
5 MU 
Ordem e limpeza 
Arrumação deficiente, 
desorganização do espaço 
de trabalho. 
Queda de materiais; 
Colisão de pessoas contra 
os materiais. 
2 4 10 
80 
Moderado 
Arrumação dos locais de 
trabalho, descarte de material 
desnecessário, criar rotinas de 
limpezas e aquisição de armários. 
1 N 
 
 
Identificação de perigos, avaliação do risco e medidas de controlo 
Actividades/ processos/ 
local 
Serralharia e Soldadura 
Data 03/01/2019 
Responsável pela 
avaliação 
Armindo Chambassuku 
Processos Identificação do perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Corte de chapas e 
soldagem de estruturas 
Rebarbadeira, Exposição 
ao ruído, vibrações e 
radiações não ionizantes. 
Corte dos membros, 
surdez, doenças da pele, 
electrocução.2 2 25 
100 
Moderado 
Uso do EPI adequado, reparação 
ou substituição das máquinas de 
soldar degradadas. 
5 N 
 
83 
Espaço de trabalho Identificação do perigo 
Identificação do risco/ 
consequência 
Avaliação do risco 
 
Medidas de controlo 
NP NC 
 
 
NR Medidas NCu PI 
ND NE 
Elementos estruturais e 
sinalização 
Pavimento desnivelado, 
paredes e tecto em mau 
estado de conservação. 
Queda ao mesmo nível, 
inalação de particulas 
liberadas no ambiente de 
trabalho. 
6 3 25 
450 
Elevado 
Proceder à reparação do 
pavimento, requalificar as paredes 
e tecto, colocação de sinalização de 
segurança e delimitação da zona de 
trabalho. 
5 U 
Segurança contra 
incêndios 
Medidas de detecção de 
incêndios inexistentes e 
meios de combate 
insuficientes. 
 
 
Incêndios 
 
6 4 60 
1440 
Crítico 
Instalação de sistema de detecção 
de incêndios, sistemas de combate 
a incêndios, aquisição de extintores 
portáteis e inspeccionar os 
existentes. 
5 MU 
Instalações eléctricas 
Condutores eléctricos 
soltos e não isolados. 
Choques 
eléctricos/electrocussão. 
 
10 4 25 
1000 
Crítico 
Substituição de tomadas partidas, 
reparação/substituição dos fios 
condutores descarnados, 
substituição da instalação completa 
se possível. 
5 MU 
Ordem e limpeza 
Arrumação deficiente, 
desorganização do espaço 
de trabalho. 
Queda de materiais, 
choques contra objectos, 
mistura de 
ferramentas/materiais. 
2 4 10 
80 
Moderado 
Arrumação dos locais de trabalho, 
descarte de material desnecessário, 
criar rotinas de limpezas. 
1 N 
 
 
84 
Anexo A – Organização funcional do EN 
 
 
 
Director Geral 
Departamento 
de Serviços 
Técnicos 
Industriais 
Oficina de 
Reparação de 
Armamento 
Oficina de 
Reparação de 
Electromecânica 
e Monotores 
Navais 
Oficina de 
Reparação 
Técnica Auto 
Oficina de 
Reparação de 
Electrónica 
Departamento 
de Fabrico e 
Apoio 
Serviço de 
Docagem 
Serviço de 
Caldeiraria e 
Vulcanização 
Serviço de 
Serralharia e 
Precisão 
Serviços de 
Carpintaria e 
Marcenaria 
Repartição de 
Administração 
e Finanças 
Secção de 
Pessoal e 
Quadro 
Secção de 
Contabilidad
e e Finanças 
Repartição de 
Aprovisioname
nto e Gestão de 
Stocks 
Secção de 
Controlo e 
Projecto 
Secção de 
Aprovisionamen
to e Gestão de 
Stocks 
Serviços de 
Apoio 
Director Geral 
Adjunto 
Director Adjunto 
Para Educação 
Patriótica 
Gabinete de 
Estudos e 
Projectos 
Gabinete de 
Planeamento 
e 
Informática 
Gabinete 
De Controlo 
De 
Qualidade 
 
85 
Anexo B - Utilização de EPI em Função dos Agentes Agressores e Zonas do 
Corpo a Proteger 
Zona do 
corpo a 
proteger 
Agentes agressores EPI 
Exemplos/ sinais 
indicadores 
 
Mãos 
 Mecânicos; 
 Químicos; 
 Eléctricos; 
 Térmicos; 
 Radiações. 
Luvas: 
 Tecido; 
 Couro; 
 Borracha; 
 PVC; 
 Malha de aço. 
 
 
Pés e pernas 
 Quedas de matérias; 
 Esmagamento; 
 Perfuração ou corte; 
 Queimadura; 
 Escorregamento. 
 Botas 
antiderrapantes; 
 Botas de borracha; 
 Joelheira; 
 Calçado com 
biqueira e palmilha 
de aço. 
 
 
 
Cabeça 
Riscos associados a: 
 Queda de matérias; 
 Pancadas. 
 Capacete; 
 Capuz; 
 Boina; 
 Gorro. 
 
Olhos 
 Partículas sólidas; 
 Líquidos corrosivos e 
irritantes; 
 Radiações. 
 Óculos; 
 Viseira. 
 
 
 
Ouvido 
 Ruído  Auriculares; 
 Auscultadores. 
 
Pele Sol  Protectores 
Tronco e 
abdómen 
 Substâncias nocivas; 
 Chamas; 
 Soldadura (projecção 
de metal); 
 Calor/frio; 
 Vidro; 
 Facas. 
 Avental 
 Colete; 
 Fato de trabalho. 
 
 
86 
Zona do 
corpo a 
proteger 
Agentes agressores 
EPI 
Exemplos/ sinais 
indicadores 
Vias 
respiratórias 
 Gases; 
 Vapores; 
 Poeiras; 
 Fumos. 
 Máscaras; 
 Dispositivos 
filtrantes. 
 
 
 
Corpo 
inteiro 
Protecção contra quedas: 
 Trabalhos com risco 
de queda em altura; 
 Indústria; 
 Estaleiros 
temporários ou 
móveis. 
Equipamentos de 
protecção contra 
quedas: 
 Cinto de segurança 
 Equipamentos anti 
quedas; 
 Arnês; 
 Vestuário de 
protecção diverso. 
 
 
 
87 
Anexo C - Combinação de formas e de cores e seu significado nos sinais 
Cor Significado/finalidade Indicações e precisões Formas/exemplos 
Vermelho 
 
Sinal de proibição Atitude perigosa 
 
Perigo de alarme Stop, pausa, dispositivos de corte de emergência. Evacuação 
Material de combate a 
incêndios 
Identificação e localização 
 
Amarelo/laranja Sinal de aviso/ perigo Atenção, precaução. Verificação 
 
Azul 
Sinal de obrigação Comportamento ou acção específica Obrigação de utilizar 
equipamento de proteção individual. 
Informação ou instrução 
Verde 
Sinal de salvamento e 
socorro 
Portas, saídas, vias, material, posto, locais específicos. 
 
Situação de segurança Regresso à normalidade 
 
88 
Anexo D - Ponto de incidência das medidas preventivas de incêndios 
Pontos de incidência Medidas a adoptar 
Combustível 
 
 Manutenção periódica das condutas de líquidos ou 
gases inflamáveis por forma a que não ocorram fugas 
perigosas; 
 Evitar presenças de resíduos inflamáveis; 
 Sinalização dos recipientes; 
 Manter a temperatura do combustível abaixo do 
ponto de inflamação; 
 Ventilação geral que assegure a evacuação, à medida 
que se produzem os gases e/ou vapores inflamáveis. 
Energia de 
activação. 
 
Energia 
térmica 
 
 Evitar foguear ou fumar na zona de perigo; 
 Proibição de transito nas zonas de perigo; 
 Verificação da existência de atmosfera 
inflamável; 
 Protecção dos raios solares. 
 
 
Energia térmica 
 
 Evitar foguear ou fumar na zona de perigo; 
 Proibição de trânsito nas zonas de perigo; 
 Verificação da existência de atmosfera inflamável; 
 Protecção dos raios solares. 
Energia 
mecânica, 
química e 
eléctrica. 
 Evitar falhas mecânicas; 
 Evitar fricções mecânicas; 
 Isolamento e controlo de temperatura; 
 Separação e armazenagem cuidadosas de substâncias 
perigosas; 
 Dimensionamento da instalação eléctrica por forma a 
evitar sobrecargas; 
 Para-raios para descargas eléctricas atmosféricas; 
Comburente e reação em cadeia 
 Manutenção, em certas circunstâncias, de atmosferas 
com baixo conteúdo em oxigénio através de agentes 
inertizantes (nitrogénio, vapor de água, etc.). 
Estrutura de edifício 
 Assegurar a estanqueidade às chamas e gases 
quentes; 
 Isolamento térmico; 
 Resistência adequada dos tectos, janelas e portas; 
 Sistemas automáticos de detecção e combate a 
incêndios instalados. 
 
 
 
 
 
 
 
89 
Anexo E – Listas de Verificação para determinação do nível de deficiência dos espaços de trabalho avaliados 
 
ACADEMIA NAVAL 
DIRECÇÃO DE ENSINO 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA NAVAL MECÂNICA 
 
LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SHST - ESTALEIRO NAVAL 
 
 
1 Organização dos serviços de SHST (Decreto nº 6/96) S N N/A Obs 
1.1 As atividades de SHST estão organizadas por serviços: X 
1.2 Serviços internos X 
1.3 Serviços comuns X 
1.4 Serviços externos X 
1.5 
Existe uma organização interna que assegure as actividades de primeiros socorros, de combate a incêndios e de 
evacuação de trabalhadores em situação de perigo grave? 
 X 
UNIDADE/DEPARTAMENTO/SERVIÇO:___________________________________________________________________________ 
DATA:__/__/__ 
Nº Trabalhadores: Nº Militares Masculinos: Nº Militares Femininos:_______Nº Civis:____ 
Actividades/processos____________________________________________________________________________________________ 
 
90 
 Organinização dos serviços de SHST (cont.) S N N/A Obs 
1.6 Existe uma política de prevenção integrada? X 
1.7 Existe algum programade prevenção de riscos profissionais? X 
1.8 É realizada a análise dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais? X 
1.9 
Os registos clínicos e outros elementos informativos relativos a cada trabalhador estão organizados e 
atualizados, promovendo a vigilância da saúde? 
 X 
1.10 
Os trabalhadores têm informação e formação sobre os riscos para a segurança e saúde, bem como as medidas de 
protecção e prevenção? 
X 
1.11 
A organização é possuidora de um procedimento para recolher reclamações dos trabalhadores relacionados com 
a segurança e saúde? 
 X 
1.12 
O médico do trabalho assegura o número de horas necessário à realização dos atos médicos, de rotina ou de 
emergência, ou outros trabalhos que coordene? 
 
 X 
 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona4 
2 Espaços de Trabalho 
S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.1 Elementos Estruturais (Decreto nº 34/94) 
2.1.1 
A área útil por trabalhador é igual ou superior a 
2m2? (excluindo a do posto trabalho fixo). 
X X X X 
 
2.1.2 
A cubicagem mínima do ar por pessoa é ≥ 
11,50m3? (10,5m3 se há boa renovação ar). 
X X X X 
 
2.1.3 Ventilação natural: Existe? X X X X 
2.1.4 Ventilação artificial X X X X 
2.1.5 Iluminação natural: Existe? X X X X 
2.1.6 Iluminação artificial X X X X 
 Tectos, pavimentos, janelas e portas 
2.1.7 
O tecto é concebido de modo a evitar o 
desprendimento de partículas? 
 X X X X 
 
2.1.8 
O pavimento é antiderrapante, uniforme e sem 
obstáculos? 
X X X X 
 
 
91 
2.1.9 
As janelas existem em número suficiente 
relativamente à área de trabalho? 
X X X X 
 
2 Espaços de Trabalho Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
2.1 Elementos Estruturais (cont.) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.1.10 É de fácil limpeza? X X X X 
2.1.11 Evitam acumulação de sujidade? X X X X 
2.1.12 
As portas têm superfícies lisas e não 
absorventes? 
 X X X X 
 
2.1.13 Encontram-se em bom estado de conservação? X X X X 
 Nível de Deficiência ND=D(2) ND=M(2) ND=MD(2) ND=D(6) 
 
2.2 Ordem e Limpeza S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.2.1 
O espaço de trabalho encontra-se arrumado e 
limpo? 
 X X X X 
2.2.2 
Existem meios para guardar e localizar 
materiais? 
X X X X 
2.2.3 Encontram-se em bom estado de conservação? X X X X 
2.2.4 
Existe material inútil dentro do espaço de 
trabalho? 
X X X X 
2.2.5 
Os diferentes materiais e ferramentas 
encontram-se guardados em locais diferentes e 
identificados? 
 X X X X 
2.2.6 Faz-se limpezas de rotinas? X X X X 
 Nível de Deficiência ND = M(2) ND = M (2) ND = M(2) ND =M (2) 
 
2.3 Sinalização de segurança (Decreto nº 128/04) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.3.1 Sinalização afixada nos locais de trabalho. 
2.3.2 Sinais de saída de emergência X X X X 
2.3.3 
Sinais de localização do material de combate a 
incêndios. 
X X X X 
2.3.4 Sinais de obrigação. X X X X 
2.3.5 Sinais de proibição. X X X X 
 
92 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
2.3 Sinalização de segurança (cont.) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.3.6 Sinais de advertência de perigo. X X X X 
2.3.7 Sinais de outras indicações (informação). X X X X 
2.3.8 Sinalização de obstáculos. X X X X 
2.3.9 Marcação das vias de circulação. X X X X 
2.3.10 
Marcação de perímetros de segurança 
(máquinas, antenas, etc.). 
 X X X X 
 Nível de Deficiência ND=MD(10) ND=MD(10) ND=MD(10) ND=MD(10) 
 
2.4 Instalação eléctrica (NBR 14039) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.4.1 Os Quadros eléctricos estão sinalizados? X X X X 
2.4.2 Os disjuntores encontram-se identificados? X X X X 
2.4.3 
Os condutores eléctricos estão devidamente 
isolados? 
 X X X X 
2.4.4 Existem regras de segurança afixadas? X X X X 
2.4.5 
As tomadas eléctricas encontram-se com 
ligação à terra? X X X X 
2.4.6 
Existe sistema de iluminação de emergência? 
 X X X X 
2.4.7 
As instalações eléctricas e fios expostos com 
partes desfiadas ou deterioradas são reparadas 
prontamente? 
 X X X X 
 Nível de Deficiência ND=MD(10) ND=MD(10) ND=MD(10) ND=MD(10) 
 
2.5 
Prevenção e protenção contra incêncidios 
(Decreto nº 195/11) 
S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.5.1 Compartimentação antifogo X X X X 
2.5.2 
Sistemas de detecção, alarme e extinção de 
incêndios. 
 X X X X 
2.5.3 Material de extinção. X X X X 
2.5.4 Agentes de extinção. X X X X 
 
93 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
2.5 
Prevenção e protenção contra incêncidios 
(cont.) 
S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.5.5 O número de extintores portáteis de fogo é o 
adequado? 
 X X X X 
2.5.6 
Os trabalhadores recebem formação para o uso 
de extintores e procedimentos de protecção 
contra o fogo? 
 X X X X 
2.5.7 Existem Plantas de Emergência? X X X X 
2.5.8 
Em caso de evacuação dos trabalhadores: estão 
definidas e sinalizadas as áreas para 
concentração dos evacuados? (Ponto de 
Encontro). 
 X X X X 
2.5.9 
O tipo de extintor está devidamente classificado 
para o tipo de classe de fogo a que está 
destinado? 
X X X X 
2.4.10 Existe equipamento de Primeiros Socorros? X X X X 
2.5.11 Existe um Plano de Emergência Interno? X X X X 
2.5.12 Existe um sistema de extinção automática? X X X X 
2.5.13 
Localização e acessibilidade do material de 
combate. 
X X X X 
2.5.14 Sinalização do material de combate. X X X X 
2.5.15 
EPI adequado (fatos, capacetes, anti-flash, 
ARAs). 
 X X X X 
2.5.16 Sistema de detecção e alarme fuga de gás X X X X 
2.5.17 Recolha de resíduos inflamáveis. X X X X 
2.5.18 
Armazenagem adequada de produtos 
inflamáveis e/ou explosivos. 
 X X X 
2.5.19 Rotulagem e sinalização dos produtos X X X X 
2.5.20 
Armazenagem separada em local resistente ao 
fogo. X X X X 
2.5.21 Proibição de fumar ou foguear. X X X X 
 
94 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
2.5 
Prevenção e protenção contra incêncidios 
(cont.) 
S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
2.5.22 Reservatórios e garrafas de gás comprimido. X X X X 
2.5.23 Identificação X X X X 
2.5.24 Protegidos do calor e/ou do sol. X X X X 
2.5.25 Exercícios regulares. X X X X 
 Nível de Deficiência ND=D(6) ND = MD(10) ND = MD(10) ND = D(6) 
 
3 Máquinas/Feramentas e Operações (NBR 272) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
3.1 Protesção das máquinas. X X X X 
3.2 Os resguardos de protecção estão colocados? X X X X 
3.3 
Existem dispositivos de paragem de 
emergência (STOP)? 
 X X X X 
3.4 
Existem sistemas de bloqueio que evitem 
arranques acidentais? 
X X X X 
3.5 
Os sistemas de comando encontram-se 
acessíveis? 
X X X X 
3.6 Existem protecções dos elementos móveis? X X X X 
3.7 
Existem protecção dos elementos eléctricos? 
 X X 
 
 
 X X 
3.8 Instruções de segurança sobre as máquinas X X X X 
3.9 
Manutenção periódica, em segurança, de 
máquinas/ferramentas. 
X X X X 
3.10 
Existe um procedimento formal 
tagout/lockout? X X X X 
3.11 
Existe e encontra-se actualizado o registo de 
manutenções? 
 X X X X 
3.12 As ferramentas utilizadas são adequadas? X X X X 
3.13 
O pessoal que operaas máquinas/ferramentas 
recebeu formação? 
X X X X 
3.14 
Protecção contra projecções: Existem e são 
adequadas? 
 X X X X 
 
95 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
3 Máquinas/Feramentas e Operações (cont.) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
3.15 
EPI´s: Existem e estão devidamente protegidos 
e distribuídos? 
X X X X 
3.16 
Estão implementadas medidas de prevenção 
contra incêndios? 
 X X X X 
3.17 
As ferramentas evidenciam a qualidade 
necessária? 
 X X X X 
3.18 
Encontram-se em bom estado de conservação e 
limpeza? 
 X X X X 
3.19 
Existe a quantidade necessária face ao processo 
de trabalho e número de utilizadores? 
X X X X 
3.20 
Existem locais específicos para a sua correcta 
arrumação (painéis, caixas, etc.)? 
X X X X 
 Nível de Deficiência ND= D(6) ---------------------- ND = M (2) ND = M (2) 
 
3.1 Transporte manual de cargas S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
3.1.1 
A carga é demasiado pesada? (superior a 30 Kg 
em operações ocasionais). 
 X X X X 
3.1.2 
A carga é demasiado pesada? (superior a 20 Kg 
em operações frequentes) 
 X X X X 
3.1.3 Limitação da frequência de movimentação de 
cargas pesadas. 
 X X X X 
3.1.4 Existe espaço livre, em particular na vertical, 
para executar a atividade? 
 X X X X 
3.1.5 
O pavimento ou o local de trabalho apresenta 
desníveis que implicam movimentação manual 
de cargas em diversos níveis? 
 X X X X 
 
96 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
3.1 Transporte manual de cargas (cont.) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
3.1.6 Medidas em caso de altura entre a elevação e a 
deposição da carga 
 X X X X 
 Nível de Deficiência --------------------- ND = D(6) ------------------- ---------------------- 
 
3.2 Transporte Mecânico de cargas S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
3.2.1 Aparelho de elevação ou transporte de carga 
(gruas/elevadores/empilhadoras, etc.). 
X X X X 
3.2.2 Carga máxima admissível afixada? X X X X 
3.2.3 Respeitada de facto? X X X X 
3.2.4 Segurança na movimentação de carga X X X X 
3.2.5 Respeito da zona de trajecto (não utilizada por 
outros trabalhos) 
 X X X X 
3.2.6 Manobras objecto de sinalização? X X X X 
3.2.7 Equipamento inspeccionados periodicamente? X X X X 
 Nível de Deficiência ND = MD(10) ND = MD(10) ---------------------- ----------------------- 
 
4 Armazenagem (NBR 15524-2) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
4.1 Existem vias de circulação para pessoas e 
veículos? 
 X X X X 
4.2 As vias de circulação estão desimpedidas e 
devidamente sinalizadas? 
 
X X X X 
 
4.3 O local de armazenagem dispõe de iluminação 
 X X x X 
 
97 
natural ou artificial adequada? 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
4 Armazenagem (cont.) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
4.4 Dispõe de boas condições de ventilação? X X X X 
4.5 
Está dotado de equipamento adequado para 
extinção de incêndios em perfeito estado de 
funcionamento? 
 X X X X 
4.6 
O equipamento para extinção de incêndios está 
situado em local acessível e convenientemente 
assinalado? 
 X X X X 
4.7 
Os líquidos inflamáveis com o ponto de 
inflamação inferior a 21ºC, que não excedam 20 
litros, são depositados em recipientes aprovados 
pela entidade competente? 
 X X X X 
4.8 
Quando em grandes quantidades, os líquidos 
inflamáveis com ponto de inflamação inferior a 
21ºC estão colocadas em edifícios isolados, de 
construção resistente ao fogo, ou em 
reservatórios, de preferência subterrâneos? 
 X X X X 
4.9 A alimentação dos diferentes pontos da fábrica é 
efectuada por meio de condutas? 
 X X X X 
4.10 
As garrafas contendo gases comprimido 
depositadas ao ar livre estão protegidas contra as 
variações excessivas de temperatura, raios 
solares directos ou humidade persistente? 
 X X X X 
4.11 
Quando as garrafas estão depositadas no interior 
dos edifícios, o espaço reservado está isolado 
por divisórias resistentes ao fogo e ao calor? 
 X X X 
 
98 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
4 Armazenagem (cont.) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
4.12 
O acesso ao armazém de produtos químicos é 
limitado às pessoas autorizadas para tal? X X X X 
4.13 
As prateleiras estão relativamente inclinadas 
para evitar a queda dos recipientes? X X X X 
4.14 
A zona destinada ao armazenamento de 
produtos químicos está delimitada? X X X X 
4.15 
Os operadores que manuseiam os produtos 
químicos possuem os equipamentos de proteção 
adequados, nomeadamente óculos, luvas de 
proteção e máscaras? 
 X X X X 
4.16 
A armazenagem é efetuada em locais secos, 
frescos e bem ventilados? 
 X X X X 
 Nível de Deficiência ---------------------- ND = D(6) ---------------------- ----------------------- 
 
5 Agentes Químicos (NBR 14725) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
5.1 Existem agentes químicos na atividade? X X X X 
5.2 Utilização de trabalho que minimizem a emissão 
de gases, vapores e fumos. 
X X X X 
 
5.3 Isolamento dos processos de trabalho poluentes. X X X X 
5.4 Sistema de ventilação localizada por exaustão X X X X 
 
99 
 Áreas oficinais Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 
5 Agentes Químicos (cont.) S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs S N N/A Obs 
5.5 Rotulagem/ etiquetagem de recipientes com 
substâncias nocivas 
 X X X X 
 
5.6 Restrição de acesso a zonas de utilização de 
produtos nocivos 
 X X X X 
 
5.7 Protecção de substâncias explosivas inflamáveis X X X X 
 
5.8 Defesa contra calor X X X X 
5.9 Medidas que previnam o derramamento de 
líquidos corrosivos. 
 X X X X 
5.10 Limpeza de locais e equipamentos. X X X X 
5.11 São utilizados equipamentos adequados para o 
trabalho com os agentes químicos? 
 X X X X 
5.12 Estão reduzidos ao mínimo a duração e o grau 
de exposição aos agentes químicos? 
X X X X 
5.13 
Existem equipamentos de proteção coletiva? 
(exemplo: ventilação adequada, sistemas de 
exaustão,…). 
 X X X X 
5.14 
Existem fontes de ignição que possam provocar 
incêndios e explosões? 
 X X X X 
5.15 São disponibilizadas fichas de dados de 
segurança? 
 X X X X 
 Nível de Deficiência ND = D(6) ND = MD(10) ND = MD(6) ND = D(6) 
 
100 
Observações 
Zona 1- Secções de Carpintaria e Marcenaria, Tornos e Mecânica Auto. 
Zona 2 – Secção de Armazém e Ferramentaria. 
Zona 3 – Secções de Pintura Naval, Pintura Auto e Bate-Chapa. 
Zona 4 – Secções de Serralharia, Soldadura. 
Critério de valoração da deficiência 
Para a definição do nível de deficiência calculou-se a percentagem de questões deficientes utilizando a seguinte fórmula: 
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑠𝑡õ𝑒𝑠 𝑑𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖ê𝑛𝑡𝑒𝑠
𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑞𝑢𝑒𝑠𝑡õ𝑒𝑠
× 100% 
76%-100% Muito deficiente (MD, 10) 
51% a 75% Deficiente (D, 6) 
26% a 50% Melhorável (M, 2) 
0% a 25% Aceitável (B) 
 
 
 
101 
Anexo F – Exemplo de procedimentos de operação de uma máquina (torno) 
Estaleiro Naval 
Departamento de Serviços Técnicos Industriais 
Secção de Tornos 
 
Procedimento de Operação 
Equipamento nº__ Torno Mecânico 
Segurança 
 
 
 
Atenção: Usar Roupa Justa 
Ligar o Torno Mecânico 
 Pressionar o botão “ON” (botão direito do quadro eléctrico). 
 Accionar o selector de velocidades (posição 1 do selector). 
Desligar o Torno Mecânico Colocar o selector de velocidade no modo “0”. 
 Pressionar o botão “OFF” (botão esquerdo do quadro eléctrico). 
 
O chefe de secção de Tornos 
------------------------------------------- 
Botões de accionamento 
OFF ON 
Selector de velocidade 
 1 
 0 
 2 
 
102 
Anexo G - Etapas para Implementação do Serviço de SHST no EN da MGA 
Passos Designação Acções a desenvolver 
1º 
Levantamento 
da situação 
inicial 
Conhecer o estado actual do EN em matérias de SHST, 
analisar o que se faz, como faz e com quê (materiais e 
equipamantos, etc.) identificando todas as actividades. 
Realizar auditoria de diagnóstico em aspectos de SHST 
identificando todos os perigos, verificando também o grau 
de cumprimento dos requisitos legais. 
2º 
Sensibilização 
da gestão 
Apresentar os resultados do diagnóstico inicial para 
sensibilizar a direcção do EN apresentando as vantagens de 
se implementar o serviço de SHST e posteriormente o 
SGSST. 
3º 
Definição da 
política de SST 
O Estaleiro através da sua gestão de top depois de 
concordar com a criação do serviço traça a política para a 
SHST em função do resultado do diagnóstico inicial. É 
nesta fase que se formaliza o compromisso de garantir que a 
segurança e saúde no trabalho seja considerada na definição 
de prioridades em igualdade com todos os outros 
objectivos. 
4º 
Definição da 
equipa de 
projecto 
Nesta fase a direcção selecciona os técnicos de segurança, e 
se possível médico do trabalho, ou seja, os elementos que 
pertencerão ao serviço que garantirão o funcionamento 
efectivo do serviço e dos sistemas. Em função das 
competências de que dispõem, decide-se também acerca da 
necessidade de contratar ajuda externa. 
5º 
Formação da 
equipa de 
projecto em 
sistemas de 
gestão de SST 
Nesta etapa, o EN providencia formação especializada a 
fim de doptar a equipa de projecto de competências 
necessárias para o bom funcionamento do serviço/projecto 
tal como se sugeriu anteriormente. 
 
103 
Passos Designação Acções a desenvolver 
6º 
Definição do 
projecto de 
implementação 
Definem-se nesta etapa os objectivos do serviço/projecto, a 
calendarização, e atribui-se as competências e 
responsabilidades individuais de cada elemento da equipa, a 
forma de monitorização dos progressos, a periodicidade das 
reuniões de acompanhamento com a administração... 
7º Planeamento 
Redigir o procedimento de identificação de perigos e 
avaliação de riscos e aplicá-los de forma a conhecer com 
pormenor os níveis de risco existentes no EN e as medidas 
de prevenção e de protecção necessárias para os eliminar ou 
minimizar. Redigir o procedimento de requisitos legais e 
outros, efectuar o levantamento dos diplomas legais 
aplicáveis ao estaleiro. 
Estabelecer os objectivos que se pretende atingir em 
matéria de SHST e tendo em conta o comprometimento 
contido na política. Planear as acções que permitam atingir 
os objectivos definidos e o cumprimento dos requisitos do 
referencial. 
8º 
Implementação 
e 
funcionamento 
Atribuem-se os recursos, responsabilidades e competências 
de todos os colaboradores cujo desempenho tenha 
relevância em matérias de SHST e comunicam-se aos 
respectivos colaboradores. Elaboram-se e implementam-se 
os procedimentos de formação, sensibilização e 
competência, de consulta e comunicação, de gestão e 
controlo de documentos e dados, de controlo operacional e 
de prevenção e capacidade de resposta a emergências. 
 
104 
Passos Designação Acções a desenvolver 
9º 
Verificações e 
acções 
correctivas 
Elaborar e implementar procedimentos de medição e 
monitorização do desempenho, acidentes, incidentes, não 
conformidades e acções correctivas e preventivas, registos e 
gestão de registos e auditorias. 
Revisão do serviço pela direcção de topo, procedendo à 
análise dos resultados da monitorização de dados e 
indicadores sobre o desempenho da organização. Efectuar 
uma avaliação global da eficácia do serviço para atingir os 
objectivos traçados, revendo os aspectos menos bem 
conseguidos. 
10º Certificação 
Meta final do processo em que uma entidade certificadora 
assegura que o serviço cumpre com todos os requisitos do 
referencial que neste caso é o Centro de Segurança e Saúde 
do Trabalho (CSST). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
105 
Anexo H - Enquadramento legal da Segurança, Higiene e Saúde no 
Trabalho 
Acidentes de Trabalho 
Decreto executivo nº 21/98 de 30 de Abril - Regulamento geral das comissões de 
prevenção de acidentes de trabalho que estabelece as normas que regem as comissões de 
prevenção de Acidentes de Trabalho. 
Decreto nº 53/05 de 15 de Agosto – Regime jurídico dos acidentes do trabalho e 
doenças profissionais. 
Classificação das Actividades Industriais. 
Decreto n.º 44/05 de 6 de Julho - Regulamento de licenciamento industrial que visa à 
salvaguarda da saúde pública e dos trabalhadores, a segurança de pessoas e bens, higiene e 
segurança dos locais de trabalho, o ordenamento industrial e a qualidade de ambiente. 
 Decreto nº 5/04 de 7 de Setembro – Lei das atividades industriais que estabelece os 
princípios e as normas gerais aplicáveis às actividades industriais de qualquer natureza e a 
prevenção dos riscos e inconvenientes resultantes da laboração dos estabelecimentos 
industriais, a salvaguarda da saúde pública e dos trabalhadores, a segurança de pessoas e bens, 
a higiene e segurança dos locais de trabalho, o ambiente e a qualidade dos bens industriais 
nacionais. 
Equipamentos de Protecção Individual 
Decreto nº31/94 de 5 de Agosto – que estabelece os princípios que visem à promoção 
da segurança Higiene e Saúde no Trabalho. 
Lei do Trabalho 
Lei nº7/15 de 15 de Junho – Lei Geral do Trabalho 
Organização dos Serviços de Segurança e Saúde no Trabalho 
Decreto executivo nº 6/96 de 2 de Fevereiro - regulamento geral dos serviços de 
segurança e higiene no trabalho nas empresas estabelece as normas que regerão os Serviços 
de Segurança e Higiene no Trabalho nas empresas. 
 
 
 
 
106 
Sinalização de Segurança 
Decreto executivo nº 128/04 de 23 de Novembro – Regulamento geral da sinalização 
de segurança e saúde no trabalho que estabelece as prescrições mínimas de colocação e 
utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.

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