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1 Isabella G Cariello
Plano de Tratamento Clínica
OBJETIVOS:
- Guiar o tratamento odontológico a ser
executado;
- Controlar as patologias existentes;
- Descrever as necessidades preventivo-
terapêuticas;
- Considerar o perfil de saúde-doença
bucal
1º passo exame clínico:: descrever a
situação do paciente;
- como ele chegou?
- Anamnese;•
- fez teste de palpação
- extra-oral: avaliar a presença de qualquer
alteração de cor ou textura na pele, presença de
linfonodos palpáveis, avaliação estética
- intra-oral: avaliar mucosa, língua, palato, lábios
e dentes.
* Exames complementares•
- Radiografou? Panorâmica? Periapical?
Interproximal?
2º passo:
- Estado da doença do paciente;
-Perfil sócio-econômico do paciente;
- Longevidade / número de consultas para a
concusão dotratamento;
- Índice de sucesso;
- Possíveis complicações;
- Expectativas do paciente;
- Influência na qualidade de vida
ORDENAÇÃO BÁSICA DE PRIORIDADES
MEDIDAS PREVENTIVAS
- Informação ao paciente da presença da doença
- Se a doença não for tratada, progride até a
destruição total ou perda dentária.
- Orientação quando à higiene oral / profilaxia
2 Isabella G Cariello
Aula 08/08/23 - Rafael
* Anamnese
- Paciente é diabético.?
- toma qual remédio.? Toma á quanto
tempo? Mede a glicemia?
* Anatomia do dente e gengiva
Saúde – Função – Estética
https://www.sanarmed.com/classificacao-da-
asa-no-pre-operatorio-colunistas
• Quais são os quatro métodos
propedêuticos ?
- inspeção, percussão, palpação e ausculta.
https://sistemabu.udesc.br/pergamumweb/vinc
ulos/000088/000088ad.pdf
➢ Características dos Espaços Fasciais
- Limitados pro fáscias
https://www.sanarmed.com/classificacao-da-asa-no-pre-operatorio-colunistas
https://www.sanarmed.com/classificacao-da-asa-no-pre-operatorio-colunistas
https://sistemabu.udesc.br/pergamumweb/vinculos/000088/000088ad.pdf
https://sistemabu.udesc.br/pergamumweb/vinculos/000088/000088ad.pdf
3 Isabella G Cariello
- Virtuais
- Preenchidos por gordura e tecido conj. Frouxo
- Pouco vasculamrizados
- Fácil propagação
- Tratamento mais complexo
➢ Espaços Primários
- O espaço primário envolve a região da maxila e
mandíbula
- Espaços secundários incluem a região mastigatória e
os espaços cervicais
• Espaço canino - Limites
- Músculo Bucinador
- Pele da bochecha
- Arco zigomático
-Basilar da mandíbula
• Espaço Infratemporal -Limites
- Lâmina lateral proc.pterigoíde ( medial)
- Tuberosidade da maxila ( anterior)
- Base do crânio ( superior)
• Espaços Fasciais Primários - mandíbula
- bucal
- submandibular
- submentual
- sublingual
• Espaços Submandibular - Limites
- Músculos Milo Hioideo
- Camada superficial da fáscia cervical profunda
- Espaços fasciais profundos cervicais ( posterios)
- Borda inferior da mandíbula ( supero lateral)
- Ventres anterior e posterior do m.digástricos e osso
hióide (medialmente) osso hióideo
• Espaços submentual - Limites
- ventres anteriores mm. Digástricos D e E
- Músculo milohióideo
- Fáscia suprajacente ao m.milohióideo
- Basilar mandibular mentoniana
• Espaços sublingual - Limites
-Musculos milo-hiódeo
- Assoalho de bucal ( mucosa)
- Limite posterior contínuo com o espaço
submandibular
- Causa elevação lingual e aumento de volume do
assoalho bucal
- Pouca repercussão extra oral
• Amgina de Ludwing
Características
- Celulite grave
- Comprometimentodos EF
- Submandibular
- Submentual
- Obstrução das VAS
- Disseminação cervical e mediastinite
- Risco de morte
• Espaços Fasciais Secundários
• Espaço mastigador
- Temporal superficial
- Temporal profundo
- Massetérico
- Pterigomandibular
• Espaços fasciais Cervicais
- Espaços Faríngeo Lateral
- Entre m.pterigóideo medial e a faringe
- Espaço retrofaíngeo
- Entre fáscia bucofaríngea / pré traqueal e fáscia alar
- Espaço pré vertebral
- Entre a fáscia alar e fáscia pré vertebral
IMAGENS PRA RELEMNRAR
4 Isabella G Cariello
Bisus: interessantes...
- Mal súbito
- bactéria paraco ( patologia)
- hemostasia / anti coagulação
- remédio glifage; metiformina; insulina
- normal de pressão
- DPOC
- filipina
- metaglobulina
- Avast remédio anti-coagulante
- proliferação de vasos sanguíneos
- cialorido calculo mandibular ( pedra no ducto)
Aula 15/08/23 ...... continuação
- Inspeção: face e boca
- Palpação
- Percussão
- Auscultação
➢ Linfonodos
- Ínguas nas região de cabeça e pescoço.
- Podem evoluir pra linfoma.
- Região da cabeça demora muito pra desinchar
após procedimentos cirúrgicos ou estéticos.
- Linfonodos: Pré auriculares
Submentonianos
5 Isabella G Cariello
Submandibulares
Cervicais, Superficiais, Profunda
• Ducto de Wharton
- conhecido como ducto da glândula
submandibular, é o principal canal de transporte
sob a língua. Cada um dos ductos de Wharton sai
das glândulas submandibulares e vai até duas
pequenas aberturas embaixo da língua, pelas
quais a saliva chega até a boca.
• Qual a diferença de celulite e abscesso?
- As celulites como infecções agudas,
enquanto os abscessos são considerados
infecções crônicas
-
➢ Angina de peito
- É a descrição utilizada para caracterizar a dor
torácica causada pela falta de sangue (isquemia)
que acomete o músculo cardíaco. A angina é
quase sempre relacionada a doenças que causam
obstrução nas artérias responsáveis por levar
sangue ao coração, as coronárias.
6 Isabella G Cariello
➢ Infarto
- é caracterizado pela necrose do tecido muscular
cardíaco, em que as células atingidas morrem e
perdem a sua função permanentemente
Angina de Ludwig: é uma das mais perigosas pela
sua localização na região de pescoço, pode
destruir pele, musculatura, vasos e pode causar
desvio detraqueia. Pode descer para regiões
cervicais profundas em direção ao tórax.
Localizada em região submandibular,
submentoniana e sublingual.
Quando a infecção envolve a área sublingual o
paciente não consegue movimentar a língua, e
por isso fica babando, não consegue engolir nem
cuspir.
➢ Diabete
- Tipo 1 ( INSULINA) mellitus é autoimune.
dependente
- Tipo 2 ( HIPOGLICEMIA) melhor para o fígado! -
Vai “adquirindo com o tempo”, muito provável como
resistência a insulina. A insulina auxilia na absorção da
glicose, a glicose é o que promove energia para célula.
Na diabetes ou ocorre a insuficiência de insulina ou
ocorre a resistência do tecido para absorver a insulina.
Em pacientes diabéticos, o processo de
osseointegração não é 100% pois o reparo ósseo
nesse grupo de pacientes é dificultado.
Necrose por diabetes: Alterações vasculares nas
extremidades.
Paciente diabéticos: Se for feito a glicemia capilar,
o paciente não possui dor ativa ou processo
infeccioso e fez jejum de 8h, se o resultado da
glicemia capilar for superior a 126, o paciente é
diabético.
Como ocorre no pâncreas: Quando o indivíduo se
alimenta, ocorre o aumento da glicose no sangue,
as células beta no pâncreas produzem insulina
que geram energia como combustível para a
célula ou armazenam energia e formato de
gordura, mantendo o nível de glicose estável no
sangue.
O pico de insulina é extremamente danoso pois
sobrecarrega as células na produção de insulina.
Quando a glicose no sangue abaixa, as células
beta diminuem a produção de insulina
produzindo glucagon e gerando glicogenólise.
Hiperglicemia: Alteração no processo de
cicatrização, o paciente não passa mal de uma
hora para outra, geralmente já chega passado
mal.
Hipoglicemia: É rápida,o paciente passa mal de
uma hora para outrapodendo desmaiar.
O paciente diabético no nosso consultório pode
ser operado quando a glicemia capilar medida for
de até 180.
• 3P Diabete
- Polifagia :
7 Isabella G Cariello
falta de glicose para o funcionamento do
corpo.
Dessa forma é ativado o mecanismo da fome.
- Poliúria :
a pessoa tem grande quantidade de glicose no
sangue exigindo maior trabalho dos rins para
sua eliminação.
- Polidipsia : é a sensação de sede mais
intensa que o normal.
Complicações agudas da hipoglicemia: O SNC
precisa de energia. Quando um paciente
diabético passa mal no consultório, se administra
algo doce para ele comer e depois mede a
glicose.
Complicações agudas da hiperglicemia: O
paciente já está passando mal a algumas horas ou
dias.
Hipoglicemia: Quando os níveis de glicose estão
abaixo de 54-70mg/dL.
Para a SBD, a medida é de inferior ou igual a
50mg/l. Causa perda de consciência de forma
rápida e esse é o caso mais perigoso pois pode
causar lesões no SNC. Quando o paciente passa
mal por hipoglicemia se utiliza sachê de glicose
instantânea esfregado na mucosa da boca.
Alguns dos sintomas são as falas desconexas.
Hiperglicemia: Níveis de glicose acima de
250mg/dl. Em casos mais graves pode causar
perda de consciência, que é o coma diabético. A
perda de consciência na hiperglicemia é mais
difícil que na hipoglicemia pois na hiper, o
processo não é rápido, o paciente já está
passando mal a horas, talvez até dias.
Kit ideal de medicamentos para se ter no
consultório em casos de urgência:
-Epinefrina 1:1000 IM
-Fenergan 25mg 2ml (ampola) IM
-Decadron 4mg 2,5ml (ampola) IM
-Hidrocortisona [Solu cortef] (ampola dissolver)
-Loratadina 10mg
-Aerolin (salbutamol) tópico
-Glicose em sache (gel tópico)
-Ampola glucagon 1mg IM
-Isordil 5mg sublingual
-Captopril 25mg (VO)
-AAS (VO)
-O2
22/08/23
ANTISSEPSIA
1 Conceitos
Definições
Definições
- Sepse: colapso dos tecidos vivos. Paciente
em estado séptico tem colapsado os tecidos
vivos.
- Assepse: ausência de infecção ou de
material infectado.
- Degermação: é igual descontaminação, mas
em tecidos
vivos. Diminui a quantidade de germes.
- Descontaminação: diminuição da
quantidade de microrganismos de objetos
inanimados.
- Assepsia: é o conjunto de medidas adotadas
para impedir que determinado meio seja
contaminado.
- Anti-sepsia: é a eliminação das formas
vegetativas de bactérias patogênicas de um
tecido vivo.
- Limpeza: é a remoção da sujidade de
qualquer superfície, reduzindo o número de
microrganismos presentes. Esse
procedimento deve obrigatoriamente ser
8 Isabella G Cariello
realizado antes da desinfecção e/ou
esterilização.
- Desinfecção: é um processo que elimina
microrganismos patogênicos de seres
inanimados, sem atingir necessariamente os
esporos. Pode ser de alto nível, intermediário
ou baixo.
- Esterilização: é um processo que elimina
todos os microrganismos: esporos, bactérias,
fungos e protozoários. Os meios de
esterilização podem ser físicos ou químicos.
2 Classificação dos Instrumentos
- Instrumentos críticos: são instrumentos de
corte a ponta penetram nos tecidos sub-
epiteliais. Devem ser obrigatoriamente
esterilizados
- Instrumentos semi-críticos: são
instrumentos que entram em contato com a
mucosa ou pele íntegra (moldeiras, espelhos,
instrumentais para restaurações). Podem ser
desinfetados, mas quando possível e
preferencialmente esterilizados.
- Instrumentos não críticos: entram em
contato apenas com a pele íntegra ou não
entram em contato com o paciente. (pinça
perfuradora de lençol de borracha, arco de
Young, mufla). Devem ser desinfetados.
3 Procedimentos segundo o risco de
contaminação
- Procedimentos críticos: quando há
penetração no sistema vascular (cirurgias e
raspagens sub-gengivais)
- Procedimentos semi-críticos: quando
entram em contato com secreções orgânicas
(saliva) sem invadir o sistema vascular
(inserção de material restaurador, aparelho
ortodôntico).
- Procedimentos não críticos: quando não há
contato com secreções orgânicas nem
penetração no sistema vascular. Na
Odontologia não existe nenhum
procedimento que possa ser classificado
nessa categoria.
~~~~~~~~~
- Bacteremia e suas complicações
- Sífilis 2 tipos ....
- Bactéria do ar condicionado (Legionella
Pneumonia)
- Doenças transmitidas do cirurgião dentista
é por via dos aerossóis e agulha.
- Trabalhadores do sexo tem que tomar o
coquetel para autoproteção
- Além disso o cirurgião dentista deve estar
em dia com sua carteira de vacinação (
hepatite B, C, HIV ) a maior taxa de
contaminação para o cirurgião dentista no
consultório são; Tuberculose, Hepatite, HIV,
Sífilis e Herpes!
- Avanços da anestesia horace wells : “o pai das
gravidas”, listerine, luva!
➢ ASSEPSIA DA MÃO
9 Isabella G Cariello
- 3 a 5 minutos tempo pra assepsia das mãos
- Clorexidina; PVPI
Captopril: Utilizado para emergência hipertensiva
(acima de 20X15). Seutiliza triturado e colocado
embaixo da língua.
Oxímetro de pulso: Mede a oxigenação e o pulso,
mas de forma periférica.
Problemas: Paciente utilizar esmalte de cor escura
ou dias frios que a mãofica gelada. Valor ideal:
acima de 93.
Os pacientes mais perigosos para se utilizar
remédios para sedação (ex.dormonide) são
crianças. As crianças possuem queda de
saturação muitorápido e por isso não se utiliza
essas medicações em crianças.
Quando houver dúvida de qual anestésico usar,
utiliza-se um anestésico semvasoconstrictor, ex.
mepivacaina 3%.
Prováveis elementos do anestésico que podem
causar alergia: Parabenos e Sulfitos. Anestésicos
sem vasoconstritor não possuem sulfitos.
Anestésico sem vaso com um tempo de ação mais
elevado: Mepivacaína 3%.
Sintomas de uma crise alérgica leve: Coceira e
falta de ar
Sintomas de uma crise alérgica severa: Placas
vermelhas pelo corpo e dificuldade para respirar.
Medicamento principal para conter a crise
alérgica severa: Adrenalina 0,5ml na coxa no meio
mais para lateral ou no deltoide (no braço).
Dexametasona: Tira a crise alérgica.
Dexametasona 10 mg em 2,5 ml
Paciente cardíaco severo deve ser atendido a 90°
e a complementação do oxigênio deve ser de
10L/min.
Doenças hepáticas
A cascata de coagulação é deficiente pois diversos
fatores necessários nacoagulação são
metabolizados no fígado.
29/08/23
• Álcool
- Bactericida (desnatura proteína)
- 60% e90%
- Bactérias G+ e G- + bacilo tb + hiv e hbv
• Antisséptico – clorexidina
- Diagnóstico de clorexidina
- Após 15s 4% de concentração
- Ação residual 6 a 8 horas
- G+ e G-, fungos e vírus
- Degermante 2 a 4 % + álcool
- soluções alcoolicas 0,5 a 2% antissepsia
- Aquosa 0,12 a 0,2%
• Iodóforos – “pintura”
- Combinação
- Penetração na parede celular
- efeito residual 2 a 4 horas
- Concentração 10% com 1% iodo livre
- Solução aquosa (tópico) mucossa
- Solução alcoólica (tintura) pele
- Solução degermante (uso geral)
• Anti sepsia entra oral
1) Bochecho – clorex 15 ml
2) Bochecha – clorex 15 ml; 1 min; fricção
das faces V,L,P,O com algodão
3) Bochecha 15 ml de cloreto de cetilpididina
durante 1 min; intercalado com fricção
10 Isabella G Cariello
das faces dos dentes com haste de
algodão embebida em peroxido de
hidrogênio a 3,0%
- CEPACOL / ÁGUA OXIGENADA 3%
- Antisséptico tópico: clorex 0,12%
- Bochecho com 15ml durante 1 min.
“ILHAS” – algodão; áreas que não foi estéril.
Métodos de esterilização na odontologia
a) Calor úmido
b) Calor seco
c) Gases químicos
05/09/2023Tempos Operatórios/ Cirúrgicos
Passos Fundamentais da Cirurgia:
(Passos Cirúrgicos)
• INCISÃO: É o procedimento através do qual o
bisturi comunica o meio externo com o
interno.
• DIVULSÃO: É a cuidadosa separação dos
tecidos. Deve ser feita com instrumento
rombo.
• Diérese – significa dividir, cortar ou separar./
Ex. punção, secção, divulsão, curetagem - é o
rompimento da continuidade dos tecidos.
Pode ser classificada em:
a) Mecânica- utilizando instrumentos
cortantes ou outros instrumentais
específicos empregados para
determinados tipos de tecidos:
b) Punção- drenar coleções de líquidos ou
coletar fragmentos de tecidos por meio de
agulhas e trocaters introduzidas nos
tecidos, separando-os sem seccioná-los.
c) Secção- dividir ou cortar os tecidos com
uso de material cortante (bisturi, tesouras,
lâminas).
d) Divulsão- afastamento dos tecidos por
planos anatômicos sem cortá-los com
auxílio de afastadores, tesouras com
ponta romba e pinças hemostáticas.
e) Curetagem- raspagem da superfície do
órgão.
f) Dilatação- processo para se aumentar o
diâmetro de estruturas anatômicas
utilizando dilatadores específicos.
g) Descolamento- separação dos tecidos de
um espaço anatômico virtual utilizando
descoladores específicos.
Hemostasia - manobras realizadas para prevenir,
controlar ou impedir o sangramento, uma
hemorragia ou impedir a circulação de sangue na
área cirúrgica por um período de tempo. Pode ser
feita por meio do pinçamento dos vasos, ligadura
dos vasos, eletrocoagulação ou compressão. A
hemostasia é classificada em 3 tipos:
a) Hemostasia prévia, preventiva ou pré-
operatória:
b) Medicamentosa- baseada nos exames
laboratoriais (coagulograma).
c) Cirúrgica- interromper a circulação
durante o ato cirúrgico, temporária ou
definitivamente.
d) Hemostasia de urgência: realizada, quase
sempre, em condições não favoráveis e
com material improvisado.
Ex.:compressão manual, garrotes.
e) Hemostasia curativa: realizada durante a
intervenção cirúrgica para deter ou
impedir temporariamente o fluxo de
sangue no local da cirurgia. Pode ser:
f) Medicamentosa: gel hemostáticos,
hipotensão controlada, antifibrinolíticos,
coagulantes e vasoconstritores.
g) Mecânica: uso de pinças, pressão manual.
h) Física: bisturi elétrico, tamponamento e
ligaduras.
11 Isabella G Cariello
i) Biológica: cola biológica, cera de osso,
esponjas de gelatina e colágeno de fibrina.
• Exérese ou Cirurgia propriamente dita –
Tempo cirúrgico onde é realizado o
procedimento cirúrgico proposto, visando o
diagnóstico, o controle ou a resolução da
intercorrência, reconstituindo a área,
procurando deixá-la da forma mais fisiológica
possível.
• Síntese - junção/união das bordas da ferida
cirúrgica, com a finalidade de estabelecer a
contiguidade do processo de cicatrização. O
resultado da síntese será mais fisiológico
quanto mais anatômica for a diérese. Pode ser
classificada em:
Cruenta: Coaptação, aproximação, união dos
tecidos realizada por meio de sutura permanente
ou removível. São utilizados instrumentos
apropriados: agulhas de sutura, fios cirúrgicos.
Incruenta: Aproximação dos tecidos, a união das
bordas, é feita por meio de gesso, adesivo ou
atadura.
Imediata: Coaptação ou união das bordas da
incisão é feita imediatamente após o término da
cirurgia.
Mediata: Aproximação dos tecidos, das bordas é
feita após algum tempo de incisão.
Completa: Coaptação, aproximação, união dos
tecidos é feita em toda a dimensão/extensão da
incisão cirúrgica.
Incompleta: Aproximação dos tecidos não ocorre
em toda a extensão da lesão, mantem-se uma
pequena abertura para a colocação de um dreno.
Observação: o processo mais comum de síntese é
a sutura, podendo ser temporária- quando os fios
precisam ser removidos após o fechamento da
ferida, ou definitiva– quando os fios cirúrgicos não
precisam ser removidos, pois, permanecem
encapsulados no interior dos tecidos.
Avaliação pré-operatório
desenvolvimento de um diagnostico associada a
queixa do paciente
- Quanto mais rápida a cirurgia for melhor para o
paciente por causa do anestésico. 2 horas é um tempo
grande e desconfortável para o paciente que não se
utiliza ansiolíticos.
- Divulsão: Separação de tecido delicadamente para
encontrar vasos e não os cortar.
- Descolamento para retirar dente: Mucoperiostal
- Sindesmotomia: Ação de descolar as fibras ao redor
do dente com o molt ou com lâmina de bisturi.
“ Barcos lefor um lefor dois (dr henry marah )”
- Visibilidade: acesso cirurgia adequado
afastamento retalho abertura de boca
- Iluminação adequada
- Campo livre de sangue e secreções
Assessoramento - auxiliar treinado
Retalhos cirúrgicos
- Melhora do após operatório
INSTRUMENTOS
-Bisturi: (INCISÃO)
Instrumento composto de cabo e lâmina
descartável com a função de realizar as
incisões cirúrgicas.
A empunhadura é em forma de caneta
modificada. O bisturi deve entrar no tecido a
90º, aprofunda-se o quanto se desejar e
depois inclina-se o bisturi a 45º e realiza-se a
incisão; então volte a inclinar o bisturi a 90º e
o retire.
-Tesoura de Matzembaum:
– 14 cm de comprimento
– Ponta Romba
– Reta ou curva
– Tem a função de divulsionar os tecidos
-Pinça Dente de Rato: (TECIDO MOLE)
– Tem a função de promover a fixação dos
tecidos durante a divulsão e/ou sutura
12 Isabella G Cariello
-Pinça Halsted (Mosquito):
– Tem a função de promover a hemostasia
através da compressão dos vasos
– Possui travas para mantê-la fechada
-Pinça Kelly Curva ou Reta: (TECIDO MOLE)
É usada para pinçamento (Hemostasia)
-Pinça Allis:
– É uma pinça de preensão traumática
– Somente pode ser utilizada para tecidos que
serão removidos
-Porta Agulhas: (TECIDO MOLE)
São destinados a preender a agulha para a
realização da síntese dos tecidos.
-Tesoura Cirúrgica:
– 14 cm de comprimento
– Reta ou Curva
– Tem a função de cortar os fios cirúrgicos
-Afastador de Farabeuf: Tem a função de
afastar os tecidos para melhor visão do campo
operatório.
- Descolador de MOLT Nº 9/ 2-4
(ELEVANDO O MUCOPERIÓSTEO)
- Afastador de MINNESOTA (AFASTA TECIDO
MOLE)
- Alveolótomo ou pinça GOIVA (REMOVE
OSSO)
- Cureta de LUCAS (REMOVE TECIDO MOLE
CAVIDADES ÓSSEAS)
- Agulha de sutura – Mucoperiosteal
Monofilamento (Nylon / Catgut)
Polifilamento (Seda / Poliglicólico / Polilático)
3-0 / 4-0 / 5-0 e 6-0
Não Absorvível:
Seda / Nylon (Náilon)
Absorvível:
Catgut (Intestino de ovelha) - 4 a 7 dias
Acido poliglicólico e Acido polilático
(polímeros trançados) - 4 semanas
Agulha cortante (triangular em corte
transversal)
“agulha da plástica”
- Pinça campo
- Elevadores ( alavancas)
RETAS
SELDIN
HEIDBRINK
- FORCÉPS
Superiores 150, 18 e L
Inferiores 151, 17
Necessidades básicas para a cirurgia
-Visibilidade (iluminação adequada, campo
livre de sangue e secreções, afastamento
retalho e abertura de boca adequada).
-Assessoramento (auxiliar treinado)
Ordem da montagem da mesa: Afastador =>
carpule => bisturi montado =>molt e
hollemback para descolamento de tecido =>
broca se precisar => elevadores (todas) =>
fórceps do dente a ser retirado=> cureta
alveolótomo
e lima para osso.
O soro e a seringa são colocados do lado do
auxiliar.
Complicação mais frequente de utilizar alta
rotação na maxila: Enfisema (paciente incha,
pois, se enche de ar muito rápido).
Na maxila se utiliza cinzel ou peça reta.
Localização do seio: Se inicia a partir do 2°
pré-molar em direção ao molar.
13 Isabella G Cariello
Complexo osteomeatal
-Complexo médio é onde drena o seio maxilar.
Algumas infecções no seio maxilar são
drenadaspara o seio nasal.
Infecção no seio maxilar a mucosa fica mais
espessa.
O descongestionante nasal, que geralmente
tem adrenalina, promove constricção que
diminui inchaço melhorando a respiração.
Tratamento da sinusite: Fluidificante,
descongestionante e antibiótico se houver
indicação.
Sobre a comunicação bucosinusal:
Se a comunicação for maior de 3-5 mm deve-
se fechar a comunicação. Se for menor, não é
suficiente para perpetuar a comunicação, o
próprio sangramento vai fechar.
Formação de fistula bucosinusal:
Comunicação entre 2 cavidades que é
epitelizada.
Quando há formação de tecido epitelial de
dentro do seio para fora ocorre a formação de
uma fistula, que é um tecido epitelizado
formado entre o seio e a boca.
Flora microbiológica normal
-Cavidade oral: Aeróbios gram +,
principalmente os Streptococcus spp.
Actinomyces spp e bactérias anaeróbias.
-Cavidade nasal: Aeróbios gram +,
principalmente os Streptococcus spp.
-Pele facial: Staphylococcus spp em sua
maioria.
-Áreas abaixo da clavícula e mãos: Aeróbios
gram – ex. Escherichia coli, Klebisiella spp.
Segundo estudos, o Antibiótico de 1ª escolha
em qualquer infecção maxilofacial ideal são os
derivados de penicilina
Planejamento do retalho
O retalho é feito para seguir o acesso a uma
área ou mover o tecido de um local para o
outro. Devem ser seguidos os princípios para
prevenir as complicações da cirurgia de
retalho como por exemplo : necrose,
deiscência e dilaceração.
Prevenção de Necrose no retalho.
O cirurgião deve seguir quatro princípios
básicos do retalho....
1. O cume ( ponta) do retalho não deve
nunca ser maior que a base, a não ser que
a artéria principal esteja presente na base,
devem ter lados paralelos um ao outro.
2. O comprimento deve ter não mais que
duas vezes a largura da base. A largura
deve ser maior que o comprimento do
retalho e a adesão estrita a este principio
é menos crítica na cavidade oral, mas em
geral, o comprimento do retalho não deve
jamais exceder a largura.
14 Isabella G Cariello
3. Quando possível, um fornecimento de
sangue axial deve ser incluído na base do
retalho. Por exemplo, um retalho no
palato deve ser feito em relação à maior
artéria palatina, quando possível
4. A base dos retalhos não devem ser
excessivamente torcida, esticada ou
apertada com qualquer coisa que possa
danificar os vasos pois, podem
comprometer a alimentação de
suprimentos de sangue e drenar o retalho,
assim como os delicados linfáticos
.
Prevenção de deiscência do retalho
A deiscência (separação) da margem do
retalho é prevenida pela aproximação das
bordas do retalho sobre o osso saudável,
ao manusear as bordas e não colocando
pressão. A deiscência expõe o osso
subjacente e outros tecidos, produzindo
dor, perda óssea e aumento da cicatriz.
Uma incisão longa devidamente reparada
cicatriza tão rápido quanto uma incisão curta,
é preferível criar um retalho no começo da
cirurgia que seja grande o suficiente para o
cirurgião-dentista evitar rompimento forçado
ou interromper a cirurgia para estender a
incisão. Retalhos de envelope são aqueles
criados por incisões que produzem um retalho
de uma face. Um exemplo é uma incisão feita
ao redor do colo de vários dentes para expor o
osso alveolar sem quaisquer incisões de
liberação verticais. No entanto, se um retalho
de envelope não oferecer acesso suficiente,
outra incisão (relaxante) deve ser feita para
prevenir a dilaceração do retalho.
Incisões de liberação verticais (oblíquas)
devem geralmente ser colocadas no espaço de
um dente inteiro anterior à área de qualquer
remoção óssea antecipada. A incisão é
geralmente iniciada no ângulo da linha de um
dente ou na papila interdental adjacente e é
realizada obliquamente apical na gengiva
retirada. A necessidade por mais de uma
incisão de liberação é incomum quando usa
um retalho para ganhar acesso cirúrgico oral
de rotina
Além disso, tecidos não devem ser retraídos
agressivamente para ganhar maior acesso
cirúrgico. Isso inclui não puxar excessivamente
para retrair as bochechas ou a língua durante a
cirurgia. Quando um osso é cortado, uma
quantidade abundante de irrigação deve ser usada
para diminuir a quantidade de dano ósseo devido
ao calor da fricção. O tecido mole também deve
ser protegido do calor da fricção ou trauma direto
do equipamento de perfuração. Não deve permitir
que os tecidos sejam desidratados. Cortes abertos
15 Isabella G Cariello
devem ser umedecidos frequentemente ou
cobertos com uma gaze úmida, caso o cirurgião-
dentista não esteja trabalhando neles por um
tempo.
Deiscência de sutura: Quando há fechamento
por 1ª intenção (borda com borda) e durante
a cicatrização essa borda se abre. Não
necessariamente o
ponto se rompe. Se houver infecção que
não foi tratada, o retalho se torna
fragilizado e acaba rasgando. Ou em casos
de edema muito exagerado que rasga a
sutura. Ou quando o ponto em si solta.
• Hemostasia
• Meios para promover hemostasia do corte
Tem quatro meios:
1. Auxiliar mecanismos hemostáticos
naturais – realizado utilizando uma
esponja de tecido para colocar pressão
nos vãos que estão sangrando. Alguns
vasos pequenos geralmente requerem
pressão por 20 ou 30 segundos somente,
enquanto vasos maiores requerem de 5 a 10
minutos de pressão contínua
2. É o uso de calor para fundir a ponta dos
vasos cortados (coagulação térmica) –
bisturi elétrico – o paciente deve estra
aterrado para que a corrente circule ao
seu corpo.- não pode tocar outro lugar
apenas aonde deve ser cauterizado caso
contrario pode seguir um caminho
indesejado e criar queimaduras
3. Ligadura – caso um vaso for cortado, cada
ponta é segunda com um hemostato. –
devem suturar
4. Hemóstase é colocar no corte substâncias
de vasoconstrição,tais como, epinefrina,
ou aplicar pró-coagulantes, tais como
trombina ou colágeno no corte. A
epinefrina funciona como um
vasoconstritor mais efetivamente quando
colocada no local em que deseja a
vasoconstrição por pelo menos 7 minutos
antes da cirurgia começar.
Manejo do espaço morto
Causado pelo fechamento inadequado da ferida
que ocorre o preenchimento com sangue
(hematoma).
Prevenção para que não haja espaço morto:
Sutura por planos, curativo compressivo, tampão
e dreno.
Descontaminação tecidual
Irrigação com soro sob pressão e remoção de
tecidos contaminados.
O soro é o melhor produto para irrigar uma
ferida, é o que menos interfere no processo
cicatricial.
Controle do edema
Métodos de evitar: Corticosteroides (antes do
tecido ser danificado), gelo, cabeça elevada.
Técnica Terceira ou á retalho
Indicada para possível necessidade de força
excessiva, tentativa inicial sem êxito, osso denso,
raízes dentarias divergentes ou dilaceradas,
retenções.
Pode ter a remoção de osso ou não.
Prevenção de necrose 4 princípios
-A ponta nunca deve ser mais larga que a base da
incisão relaxante, no mínimo ela deve ser
paralela, nunca a base pode ser menor que a
ponta, por causa da nutrição.
-A base do retalho deve ser maior que a altura da
incisão.
-Maximizar o suprimento sanguíneo. Preservar a
nutrição do retalho.
-Base do retalho deve ser bem tratada.
16 Isabella G Cariello
Métodos de prevenção de deiscência
-Separação da margem do retalho que pode ser
prevenida pela aproximação do retalho sobre o
osso saudável.
-Manusear gentilmente as bordas e sem pressão
excessiva.
-Passividade na sutura. A sutura não pode ficar
isquêmica.
Métodos de prevenção de dilaceração do retalho
O acesso deficiente e a inexperiência do cirurgião
ou auxiliar causam a dilaceração do retalho.-Afastamento passivo.
-Força equilibrada.
-Visualização prejudicada.
A incisão pode ser longa ou curta, devem ser
devidamente separadas respeitando os princípios.
A forma de reparo é igual nos 2 tipos de incisão.
A incisão em fundo de sulco não pode ser muito
grande.
Prevenção de deiscência do retalho
-Aproximação das bordas sobre o osso saudável
-Manipulação cuidadosa das bordas do retalho
-Não submeter o retalho a extensão excessiva
Fatores que devem ser observados
-Retalho maior ou menor o reparo é igual
-Retalho amplo o suficiente para a visualização
adequada
-Evitar o esmagamento de tecido e delicadeza
com o sugador.
-Irrigação abundante para evitar temperatura
extensa.
-Não tracionar muito a bochecha, lábio ou língua.
-Evitar o ressecamento dos tecidos (aplicar gaze
sempre úmida).
Odontossecção
Uma opção para entrar com a alavanca.
Nos molares inferiores, separa as 2 raízes.
Nos molares superiores, a odontossecção é em Y.
Passo a passo cirurgia
1- Anamnese (processo investigativo)
2- Exame clínico
3- Exames complementares (avaliação da
radiografia, aferir pressão, laboratoriais [se
necessário], encaminhamento para algum médico
[se necessário])
4- Planejamento (tipo de cirurgia, cuidado pós
op.) (fórceps, alavanca e retalho).
5 princípios da incisão (prova)
• -A lâmina deve ser afiada e do tamanho correto
Lâmina utilizadas na odontologia: 11, 12, 15 e
15C.
• -Incisão de movimento firme e contínua.
Sempre apoiada em osso e puxa a lâmina.
17 Isabella G Cariello
Quando não ocorre a incisão adequada, o
instrumento não consegue descolar o periósteo
de forma fácil e adequada, isso rasga o tecido
piorando o pós-operatório do paciente. A incisão
deve ser sempre reta e em 90°.
• -Anatomia, evitando estruturas importantes.
Incisar fundo o suficiente para o próximo plano,
identificar vasos e nervos, evitar cortes
acidentais.
• -Incisão perpendicular ao tecido. Borda sempre
em 90°.
• -Incisão posicionada adequadamente. Com
preferência através da gengiva inserida e osso
sadio.
A lâmina tem a limitação de realizar no máximo 3
a 4 incisões, após isso ela se torna cega. Então em
uma cirurgia de extração de 4 dentes, utiliza-se
pelo menos 2 lâminas (1 lâmina para cada 2
dentes com o objetivo de gerar menos trauma ao
paciente).
O mesmo ocorre na anestesia, que se utiliza pelo
menos 2 agulhas, pois, ao perfurar o tecido, a
agulha vai perdendo o corte.
Não é adequado realizar incisão relaxante sobre a
raiz do canino pois o osso que está proeminente é
muito fino, pode incisar o osso e a raiz do canino,
que pode causar o início de uma reabsorção
radicular.
Modelos de fórceps para cada dente:
150: Pré-molares e anteriores superiores.
151: Pré-molares e anteriores inferiores.
18R: Molares superior direito.
18L: Molares superior esquerdo.
17: Molares inferiores.
Sutura – Síntese
Síntese e sutura não são a mesma coisa, a sutura
é uma forma de síntese.
Síntese é o ato de unir bordos com o objetivo de
retornar o tecido ao estado inicial.
Suturas monofilamento: Mais limpas e deixa
menos marca no tecido, mas o nó é mais difícil de
ser efetivo e pode se soltar com mais facilidade
(pela sua memória de voltar ao que era). Pode
irritar a língua e as bochechas.
Suturas torcidas ou multifilamento: Limpeza mais
difícil pela quantidade de filamentos, nó mais fácil
pois não possui “memória”, atraem umidade e
bactérias. Nó mais fácil, menos irritante.
A combinação da sutura monofilamentosa com a
torcida seria a ideal.
Absorvível: A parte boa é que ele “cai” sozinho ou
quando precisa retirar o fio, retira só a parte
superficial. A parte ruim é que atrasa o processo
cicatricial pois gera inflamação para que ocorra
essa absorção do fio.
Não absorvível: As suturas não precisam ser
reabsorvidas. Permite maior flexibilidade de
quantidade de dias para retirar os pontos. O ácido
poliglicólico ou poligalactina pode ser de 5-0 ou 6-
0.
O ponto também causa uma reação inflamatória.
Em casos de cirurgia de implante se prefere o
nylon pois precisa de uma higienização e limpeza
mais precisa.
Os fios mais utilizados na odontologia são: nylon
5-0 e 6-0
Categute: Fio produzido a partir do intestino da
ovelha. As suturas são simples e reabsorvem em 5
a 7 dias. Gera muita reação inflamatória. Tem a
característica de ficar mais endurecido depois que
seca.
Ácido Poliglicólico e Poliglactina: É um produto
sintético que é absorvido em aproximadamente 6
semanas.
PDS e poligriconato: Não são muito utilizados na
odontologia pois demoram mais de 120 dias para
reabsorver.
Seda: Nó muito fácil, mas possui difícil
higienização. Precisa ser removido em um
18 Isabella G Cariello
período curto de 5-7 dias, não é reabsorvível. Não
machuca o paciente na língua.
Nylon e Polipropileno: É um fio só, não é
trançado. Menos irritativo, não adere tanta
sujeira, não é reabsorvível. Os 5-0 e o 6-0 são os
melhores pois os outros machucam o paciente.
Algodão: Material natural, não reabsorvível e
multifilamentoso. É mais irritativo que o fio de
seda. O fio de algodão, na prática clínica, trava
muito bem, é multifilamentar. Muito utilizado em
sutura de vasos de grande calibre.
Adere muito mais sujeira.
Agulhas: Normalmente já vem montadas nos fios.
A agulha utilizada na odontologia é cortante
(parte externa do círculo). A parte cortante
precisa ser externa pois se for interna, forma um
caminho que faz com que ao dar o nó e tracionar
o tecido, o fio possa rasgar o tecido.
A agulha de corpo circular não é muito utilizada
na odontologia pois não segue o caminho
necessário, não é cortante.
A agulha é dividia em: Conexão final, corpo e
ponta.
A ponta do porta agulha deve “pegar” a agulha
entre o 2/3 da agulha e da ponta.
Localização do ponto cirúrgico: O ponto deve
ficar sempre de forma lateral á incisão e não em
cima da incisão pois o nó é o maior local de
acúmulo de sujeira.
Indicações de cirurgia
• Cáries em grandes proporções
• Necrose Pulpar
• Doença periodontal sem possibilidade de
tratamento
• Indicação ortodôntica
• Dentes mal posicionados
• Dentes fraturados
• Dentes impactados
• Dentes supranumerários
• Dentes Associados a lesões patológicas
• Radioterapia
• Dentes envolvidos em fraturas dos maxilares
• Questões financeiras
• Indicação pré protética
A radioterapia é uma indicação pois o osso se
torna menos vascular, o que dificulta o reparo
ósseo após a extração.
A melhor idade para extração dentária é de 14 a
16 anos pois a formação da raiz não ocorreu
completamente facilitando a extração.
Quando o ângulo da mandíbula é reforçado, todo
cheio de osso, sem o dente incluso, e o paciente
recebe um soco o local de fratura é o côndilo,
pela distribuição de força.
Já quando há um dente incluso, o local mais fácil
de haver fratura é o ângulo da mandíbula.
Contraindicações para extração dentária
-Sistêmica: Câncer hematológico, doença renal,
diabetes descontrolada, infarto recente, angina
descontrolada, infarto recente.
-Local: Radiação, pericoronarite grave (risco de
disseminação do processo infeccioso), quando o
dente está dentro da área tumoral.
-Relativa: Gestação (primeiro e terceiro
trimestre).
Preparo do paciente e cirurgião dentista na
maxila
Se o dentista estiver de pé, o paciente deve estar
em 60°.
Quando o dentista opera sentado o paciente fica
a 180°, o máximo horizontal possível.
Maxila anterior: Paciente olhando para cima e
para frente
Maxila posterior: Paciente olhando para cima e
com a cabeça inclinada para o lado conforme a
área a ser operada.
Preparo do paciente e cirurgião na mandíbula
19 Isabella G Cariello
Quanto mais sentado o paciente estiver, melhor a
visualização direta.
A mandíbula,por ser um osso móvel, é necessário
que haja uma força contralateral, evitando que o
paciente sinta dor no côndilo.
Segurando o fórceps por cima, apoiando o dedão
ou o indicador no fórceps.
Princípios mecânicos envolvidos na extração
Exérese: Remoção propriamente dita
-Alavanca de 1ª classe: Transforma uma pequena
força na mão em uma grande força na ponta do
instrumento.
A mão precisa ter uma força controlada pois
quando a força é excessiva, o osso pode quebrar,
o dente pode quebrar ou o próprio instrumento.
A alavanca fica posicionada no osso, próximo do
dente.
-Cunha: Usada nas laterais do dente, ao ser
aprofundada, pode expandir, dividir e deslocar a
substância.
Quando o fórceps é apoiado a forma mais
profunda possível, até tocar no osso, ao ser
apertado, faz o 1° movimento de cunha.
-Roda e eixo: Fazendo um eixo na rotação Fórceps
-Objetivos: fazer o movimento de luxação
(expansão do alvéolo ósseo com o uso das pontas
ativas em forma de cunha e dos movimentos do
próprio dente com o fórceps) e fazer a remoção
do dente do alvéolo. Não é o fórceps que luxa as
paredes do alvéolo, é o dente. O movimento de
luxação é sempre gradativo e devagar.
-Movimentos:
• Pressão apical (forte pressão apical para
expandir a crista óssea e para deslocar o dentro
de rotação o mais apicalmente possível). 1°
movimento de intrusão para deslocar o eixo de
rotação. O fórceps deve entrar até tocar o osso
para estar mais próxima do eixo de rotação.
• Força vestibular: A única região que não é feita
mais força na vestibular é apenas na região
posterior da mandíbula, nos molares inferiores.
• Força lingual/palatina
• Pressão rotacional: Não ocorre em todos os
dentes. Pode ser aplicada apenas nos dentes
Incisivos centrais superiores, canino superior e
prémolares inferiores.
• Força de tração: Realizada após todo o
movimento de luxação
Necessidades básicas para uma extração fechada,
sem retalho
-Acesso e visualização adequada
-Caminho sem impedimento
-Força controlada
Técnica cirúrgica Fechada: 5 etapas
Técnica primeira/ Extração com fórceps
Etapa 1: Liberação dos tecidos moles
(sindesmotomia). Permite que o fórceps seja
posicionado mais apicalmente. Permite que a
alavanca seja posicionada diretamente sobre o
osso alveolar.
Etapa 2: Luxação do dente com uma alavanca.
Expansão, dilatação do osso e rompimento do
ligamento periodontal.
Etapa 3: Adaptação do fórceps no dente.
Posiciona primeiro a ponta palatina/lingual. O
fórceps deve ficar bem adaptado, paralelo ao
dente e o mais apical possível.
Etapa 4: Luxação do dente com o fórceps. Maior
força em direção ao osso mais fino, lenta e
gradativa mantendo a pressão de 2 a 3s.
20 Isabella G Cariello
A maior força é realizada na vestibular da maxila e
mandíbula, com exceção dos molares na
mandíbula, que a maior força é para lingual.
Etapa 5: Remoção do dente do alvéolo. Força de
tração mínima para a vestibular. A função do
fórceps é expandir o osso e não remover o dente.
Cuidados com o alvéolo após a extração:
Curetagem alveolar com cuidado e remoção das
espículas ósseas. Irrigação abundante. Sutura.
Compressão com gaze.
A gaze deve estar em formato de rolinho, com
várias dobras, deve estar úmida com soro estéril e
o paciente deve morder por 15 minutos.
Técnica segunda/ Alavancas
Indicada para dentes sem coroa ou dentes com
impossibilidade de apreensão com o fórceps.
Fase cirúrgica: Sindesmotomia -> intrusão ->
luxação -> Extração -> Hemostasia -> sutura.
Etapa 1: Liberação dos tecidos moles
Etapa 2: Luxação do dente com a alavanca (pode
ser aplicada na mesial, distal, palatina.
Etapa 3: Remoção do dente do alvéolo.
Etapa 4: Cuidados com o alvéolo dentário pós
extração. Se houver lesão (visível
radiograficamente) deve-se curetar. Se estiver
próximo ao nervo ou ao seio maxilar não cureta,
o risco de complicação ao curetar é maior.
As fibras do LP aceleram no processo de
regeneração, ou seja, só cureta o alvéolo se
houver lesão radiográfica.
A força maior na vestibular dos molares
superiores facilita a saída da raiz palatina.
A apreensão do fórceps deve ser correta.
O fórceps também tem efeito de cunha pois
traciona o dente em região superior.
A alavanca apical também exerce o efeito de
cunha.
Técnicas Cirúrgicas Fechadas 24.10.23
As técnicas cirurgicas fechadas possuem 5 etapas:
• 1º técnica - extração à fórceps
- Etapa 1: liberação dos tecidos moles
- Assegura ao cirurgião que a anestesia
profunda foi alcançada
- Permite que o forceps seja posicionado
mais apicalmente
- Permite que a alavanca seja posicionada
diretamente sobre o osso alveolar
- Obs: forceps mastiga a gengiva; pode
causar problemas bacterianos –>
periodontia
- Infiltração envolta do dente -> tecido mole
anestesiado – movimento de luxação.
- Crisra “ossea com o molt” contornar
- Imagem detalhada da gengiva (perio)
- Etapa 2: kuxação do dente com uma
alavanca
- Expansão
- Dilatação do osso, rompendo o ligamento
periodontal.
- Goiva intrumentação
- Abre espaço para o forceps
- Crista ossea – margem gengival do dos
molares.
- Etapa 3 : adaptação do forceps ao dente
- Posicionamento inicial a ponta
palatina/lingual
- Bem adaptado
- Paralelo ao longo dente (eixo)
- O mais apicalmente possível
- Forceps 17,18R,18L,150
- Forceps movimento de alicate - região de
lábio ( prestar atenção nas estruturas
adjacentes)
- Forceps de alavanca V e P, luxação único
movimento – movimento mutio pouco até
ver a “ espuma de sangue”
- Manobra de chompre – apertar o osso
alveolar! Já se caiu em desuso por causa
da implanto
- Manobra de valsalva – “entope o ouvido
na serra”
- Ponta ativa em continuidade ao longo eixo
do dente
21 Isabella G Cariello
- Movimentos de extrussão
- Movimentos de luxação
- Adptação do forceps na crista
Tipos de pega do forceps
- SEMPRE EM PÉ - MAXILA
- SENTADO – MANDIBULA
- Cuidado com a posição dos dedos
- Etapa 4: luxação do dente com o forceps
- Força em direção ao osso mais fino
- Força lenta e gradativação
- Manter a pressão por alguns segundos
- Força para palatina e vestibular – oblíquo
externo
- Movimento de pêndulo
- Moviemtno mais intensos para V na
maxila e nos dentes anteriores da
mandibula
- Moviemento mais intensos para lingual
nos dentes posteriores da mandibula.
- ALVEOLOPALSTIA – desgaste da língua
(dor) atrita
- Etapa 5 Remoção do dente do alveolo
- Força de tração miníma direcionadas para
V
- A função do forceps é expandir o osso e
não remover o dente.
• Movimento de luxação - maxila
IC, IL, Canino Vestibulo-palatino+ torção
Pré Molar Vestibulo Palatino
Molares Vestibulo Palatino
• Movimento de luxação - mandibula
IC, IL, Canino Vestibulo-lingual
Pré Molar Vestibulo lingual+ torção
Molares Vestibulo lingual
Extração de raízes residuais com fórceps; com
o tratamento endodôntico acaba com o
dentinho, ele fica friável, proteção das tábuas
ósseas
- Coloca o dedo da mão contra lateral para
você sentir o movimento de luxação V e P
– para ver/sentir se não quebrou a tábua
ossea
- Técnica primeira/ extração á forceps
- Cuidado com o alvéolo dentinario pós
extração
- Curetagem alveolar cuidadosamente
- Remoção de espículas ósseas “dedo”
- Critérios para arrancar a tábua; se ela
estiver solta ao periósteo (área de
nutrição)
- Pressão digital nas corticais ( manobras de
chompret)
- Sutura + compressão com gase (
molhamento p não grudar no coagulo)
- Tirar o coagulo – alveolite
- Tecnica segunda / alavancas
- Fase preliminar – preparo da boca +
anestesia
- Fase cirúrgica :
✓ SINDESMOTOMIA
✓ INTRUSÃO
✓ LUXAÇÃO
✓ EXTRAÇÃO
✓ HEMOSTASIA
✓ SUTURA
- Indicações- Dentes sem coroa
- Dentes com impossibilidade de apreensão
com o forceps
- Cunha ou sobre eixo
- Tecnica cirúrgica aberta
- Tecnica terceira ou á retalho
- Indicações : possível necessidade de força
excessiva; tentativa iniciais sem éxito; osso
denso; raízes dentarias divergentes
dilacerações; retenções.
22 Isabella G Cariello
23 Isabella G Cariello
24 Isabella G Cariello
PROVA
- FARMACOLOGIA DOS ANESTÉSICOS LOCAIS :
- Lidocaína com adrenalina – crianças, grávidas ou
sistêmicos controlados.
- Hipertenso descompensado – Prilocaína com
felipressina ou
mepivacaína 3%.
- Diabético descompensado – Prilocaína com
felipressina.
- DURAÇÃO DOS ANESTÉSICOS LOCAIS:
- CURTA (30 min) – mepivacaína 3%, prilocaína 4%.
- MÉDIA (60 min) – articaína com adrenalina,
lidocaína com adrenalina, mepivacaína com
levonordefrina, prilocaína com ou sem adrenalina.
- LONGA(90 min) – bupivacaína com adrenalina.
POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES DOS ANESTÉSICOS
- LOCAIS: Fratura da agulha, parestesia ou
anestesia prolongada, paralisia do nervo facial,
lesão de tecidos moles, dor à injeção, infecção,
necrose de tecidos, trismo, hematoma, queimação
à injeção, edema e lesões intra-orais pós
anestésicas, alergia e superdosagem.
POR ONDE EMERGEM OS NERVOS V1, V2 E V3?
✓ Forame orbital: v1
✓ Forame redondo: v2 (maxilar)
✓ Forame oval: v3 (mandibular)
TÉCNICAS ANESTÉSICAS MAXILA BLOQUEIO DO
NERVO MAXILAR
– TUBEROSIDADE ALTA
✓ Nervos anestesiados: divisão maxilar do
trigêmeo
✓ Volume : 0,9 a 1,2 ml
✓ Agulha: curta
✓ Local de penetração: altura da prega
mucovestibular acima da face distal do
segundo molar superior.
BLOQUEIO DO NERVO NASOPALATINO
✓ Nervos anestesiados: nervos nasopalatinos
bilateralmente (canino a canino).
✓ Agulha: curta
✓ Volume: 0,45 ml
✓ Local de penetração: mucosa palatina
imediatamente lateral à papila incisiva (linha
média atrás dos incisivos centrais).
BLOQUEIO DO NERVO PALATINO MAIOR
✓ Nervos anestesiados: palatino maior
✓ Agulha: curta
✓ Volume: 0,45 a 0,6 ml
✓ Local: 1 a 2 mm anterior ao forame palatino
maior
BLOQUEIO DO NERVO INFRAORBITÁRIO
✓ Nervos anestesiados: alveolar superior médio
e anterior, nervo infraorbitário (pálpebra
inferior, asa do nariz e lábio superior).
✓ Volume: 0,9 a 1,2 ml
✓ Agulha: longa Local de penetração: prega
mucovestibular sobre o primeiro pré molar, 1
cm abaixo do forame orbital.
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR
POSTERIOR:
✓ Nervos anestesiados: alveolar superior
posteriores e seus ramos.
✓ Agulha: curta
✓ Volume: 0,9 a 1,8 ml
✓ Local de penetração: prega mucovestibular
acima do segundo molar superior, 45 graus do
plano oclusal da maxila. Usar a agulha curta
para evitar atingir o plexo pterigodeo.
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR MÉDIO
✓ Nervos anestesiados: alveolar superior médio
e seus ramos (pré molares superiores e raiz
mesiovestibular do primeiro molar) – 28% da
população, se não houver NASA.
✓ Agulha: curta
✓ Volume: 0,9 a 1,2 ml
25 Isabella G Cariello
✓ Local de penetração: prega mucovestibular
acima do segundo pré molar superior.
MANDÍBULA BLOQUEIO NERVO INCISIVO
✓ Nervos anestesiados: mentual e incisivo
✓ Agulha: curta
✓ Volume: 0,6 a 0,9 ml
✓ Local de penetração: prega mucovestibular
no forame mentual ou imediatamente
anterior ao mesmo (saída do forame
mentual)
BLOQUEIO DO NERVO MENTUAL
✓ Nervos anestesiados: mentual
✓ Agulha: curta
✓ Volume: 0,6 ml
✓ Local de penetração: prega mucobucal no
forame mentual ou imediatamente anterior
ao mesmo.
BLOQUEIO MANDIBULAR DE BOCA
FECHADA(VAZIRANI-AKINOSI)
✓ Nervos anestesiados: alveolar inferior, incisivo
mentual, lingual e milo-hioideo.
✓ Agulha: longa
✓ Área de penetração: tecidos moles
subjacentes à borda medial (lingual) do ramo
mandibular diretamente adjacente à
tuberosidade maxilar, na parte alta da junção
mucogengival circunvizinha ao terceiro molar
maxilar.
BLOQUEIO DO NERVO MANDIBULAR
✓ Nervos: alveolar inferior, mentual, incisivo,
lingual, milo-hioideo, auriculotemporal, bucal.
✓ Agulha: longa
✓ Volume: 1,8 a 3 ml
✓ Local de penetração: membrana mucosa na
parte mesial do ramo da mandíbula, numa
linha da incisura intertrágica até o canto da
boca, imediatamente distal ao segundo molar
maxilar.
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR
✓ Nervos anestesiados: alveolar inferior, incisivo,
mentual e lingual. Agulha: longa
✓ Volume: 1,5 ml
✓ Local de penetração: membrana mucosa do
lado medial (lingual)do ramo da mandíbula,
na inserção de duas linhas.
BLOQUEIO DO NERVO BUCAL
✓ Nervos anestesiados: nervo bucal, gengiva
vestibular dos molares inferiores
✓ . Agulha: curta
✓ Volume: 0,3 ml
✓ Local de penetração: membrana mucosa distal
e vestibular do molar mais distal do arco.
PRINCÍPIOS DE CIRURGIA
1- Avaliação pré-operatória (diagnóstico, plano
de tratamento, exames complementares);
2- Boa visibilidade (acesso adequado,
iluminação boa, campo livre de sangue e
secreção).
3- Assessoramento (auxiliar bem treinado, quem
opera não afasta e perfuro cortantes o
cirurgião que tira)
4- Retalhos cirúrgicos (forma como o objeto é
acessado).
5- Técnica asséptica (amoxicilina atinge a maior
parte das bactérias da boca, não reencapar a
agulha, a lâmina cega depois de 3 ou 4
incisões, sepse é o colapso dos tecidos-
putrefação)
6- Incisões (movimento de punho, firme,
contínuo, perpendicular ao tecido)
7- Reparo não perpendicular acarretará em
necrose. Não tirar os olhos do objeto.
PRINCÍPIOS DE PREVENÇÃO DE NECROSE
Retalho total é aquele que leva o periósteo
junto. Retalho envelope solta só a papila e
sulco gengival (intrasulcular).
1- Base maior ou, no mínimo igual, as pontas
do retalho;
2- A base não deve ser menor que altura do
retalho;
3- Devemos maximizar o suprimento
sanguíneo (pensar de onde está vindo o
suprimento sanguíneo);
4- Base do retalho deve ser bem tratada
- tomar cuidado na hora de afastar, minessota
machuca e por isso sempre deve ser apoiado em osso
- prevenção de deiscência (abrir os pontos)
- exposição de osso subjacente e outros tecidos
provocam dor, perda óssea e aumento de cicatriz
-separação da margem do retalho que pode ser
prevenida pela aproximação do retalho sobre osso
saudável
26 Isabella G Cariello
- manusear gentilmente os tecidos, sem pressão
excessiva - passividade na sutura
- prevenir dilaceração do retalho
- acesso insuficiente
– inexperiência
- Abrir relaxantes até mucosa alveolar
- aproximação das bordas sobre osso saudável.
- manter o tecido sempre úmido, cuidado com o
aquecimentos das brocas
HEMOSTASIA
Gaze pressionada (20 a 30 s em vasos pequenos, 5 a
10 min em vasos médios), (não friccionar) Coagulação
térmica (bisturi elétrico ou instrumental rubro)
Ligadura de vasos Substancias vasoconstritoras.
TÉCNICAS DE EXODONTIA
PRIMÁRIA- Uso de fórceps
SECUNDÁRIA- Uso de alavanca
TERCIÁRIA- Abertura
• A incisão em envelope pode ser realizada em
pacientes desdentados cortando a região onde se
localizava o dente (até a crista óssea);
• Envelope é realizado intrasulcular até bater em
osso, descola-se as papilas;
• Acesso cirúrgico – até ondevamos abrir.
NUMERAÇÃO DOS FÓRCEPS
17- Molares inferiores;
18R- Molares superiores do lado direito;
18L- Molares superiores do lado esquerdo;
150- Incisivos, caninos e pré-molares superiores;
151- Incisivos, caninos e pré- molares inferiores.
TEMPOS CIRÚRGICOS
DIERESE- abrir, separar planos anatômicos (dilatação,
punção, laser) HEMOSTASIA- parar o sangramento
EXERESE- tirar o dente, remover algo, cirurgia
propriamente dita SÍNTESE- fechar, sutura, união.
Saber quais instrumentos são utilizados em cada
tempo.
PREVENÇÃO DE DEISCÊNCIA
Tecido com nutrição, aproximação das bordas sobre
osso saudável, manipulação cuidadosa das bordas,
controle da pressão exercida.
• O retalho deve ser amplo o suficiente
. • Em terceiro molar inferior afasta-se o nervo lingual
junto ao retalho.
• Bissectomia- retirada apenas do ápice da raiz.
MANIPULAÇÃO DO TECIDO
Inexperiência, evitar estiramento e esmagamento
(pinças delicadas); extremos de temperatura
(irrigação); não puxar muito a bochecha, língua e
lábio; aquecimento e acidentes; evitar ressecamento
de tecidos.
MANEJO DO ESPAÇO MORTO
É o espaço que sobra entre um tecido e outro. Espaço
que sobra sem tecido após sutura. Não é desejado
que o espaço morto seja preenchido por sangue, pois
assim corre-se o risco de contaminar a região.
1. Sutura por planos (camadas);
2. Curativo compressivo (12 a 18 horas);
3. Tampão no interior dos tecidos;
4. Dreno.
CONTROLE DO EDEMA
Gelo, cabeça elevada, corticóides.
NUTRIÇÃO DO PACIENTE
Importante para o reparo da ferida e para a resistência
à infecção.
ODONTOSECÇÃO
Secção dental para facilitar sua remoção. Exemplo:
Molar superior seccionado em 3 porções (por
apresentar 3 raízes).
CONTRAINDICAÇÕES – EXODONTIA
Pacientes diabéticos, leucemia, pericoronarite,
discrasias sanguíneas, hipertensão, uso de uma
variedade de medicamentos, angina instável, infarto
recente, gestação e radiografia. COINTRADICAÇÃO
ABSOLUTA: periocoronarite grave.
27 Isabella G Cariello
AVALIAÇÃO CLÍNICA DO DENTE
Acesso do dente, condições da coroa, abertura de
boca/posição do paciente, mobilidade, presença de
grandes restaurações.
AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DO DENTE
Relacionamento com estruturas importantes;
Condições ósseas (densidade, patologias);
Configuração das raízes – fraturas, raízes finas ou
tortas, comunicação com o seio maxilar (bucosinusal –
pede pro paciente assoar o nariz); Uso adequado de
força e destreza manual; Dente fragilizado;
• Em terceiros molares superiores não há tanta
comunicação bucosinusal, pois o tecido retromolar
ajuda na recuperação local.
• Devemos priorizar o fechamento em primeira
intenção nesses casos. Parestesia- aproximação do
forame mentoniano, canal alveolar inferior. Dentes
tratados canal são mais frágeis na exodontia.
• O preço do procedimento deve ser passado após a
analise da previsão de gastos, ou seja, após as
radiografias e exames clínicos e complementares.
SINDESMOTOMIA
É o descolamento das fibras conectadas ao dente,
fibras gengivais (geralmente realizada com o molt). A
ponta mais fina do molt, vai até a tábua óssea.
Realizada na vestibular e palatina. • Na mandíbula:
força maior para a palatina ou vestibular (depende do
dente). • Na maxila: força maior para a vestibular.
• Isso se deve a osso mais flexível, se romper
vestibular é mais fácil de “consertar” que palatina e a
raiz palatina pode estar situada dentro do seio maxilar.
ALGUNS CONCEITOS
SEMPRE após a retirada do dente, devemos verificar
se seu ápice está íntegro.
• A alavanca deve sempre ser apoiada em tábua
óssea mesial/distal;
• Envelope em L: 1 relaxante.
• Envelope em trapézio: 2 relaxantes.
OPERANDO SENTADO
Cotovelo na altura da boca.
Maxila: 180 graus – paciente deitado.
Mandíbula: paciente mais sentado.
TIPOS DE SUTURA
Cruenta: sutura convencional
. Incruenta: gesso, adesivo, atacadura.
Imediata: logo após a lesão.
Mediata: algum tempo depois da lesão (drenagem de
abscesso).
Completa: coaptação, aproximação, união dos tecidos.
É feita em toda a dimensão, extensão da lesão.
Incompleta: aproximação não ocorre em toda a
extensão da lesão, mantem-se uma pequena abertura
para a colocação de um dreno.
ESPAÇOS FACIAIS
Sublingual, submentoniano e submandibular.
PRINCÍPIOS MECÂNICOS
Alavanca, cunha, roda e eixo.
Alavanca: força pequena aplicada transforma em
grande.
Cunha: expandir, dividir e deslocar partes das
substancias (dois corpos não ocupam o mesmo
espaço). Roda e eixo: bandeirinha/heidbrink.
FÓRCEPS
Objetivos: luxar as paredes em volta do dente,
expansão do alvéolo ósseo, comprimir a parede óssea
e por consequência remover o dente. 5 movimentos:
pressão apical (colocar o fórceps o mais baixo possível
e se aproximar do eixo de rotação), força vestibular,
força lingual, força rotacional e tração.
NECESSIDADES BÁSICAS
1. Acesso e visualização adequada;
2. Caminho sem impedimento;
3. Uso de força adequada.
TÉCNICA COM FÓRCEPS
1. Anestesia;
2. Liberação dos tecidos moles, descolamento das
fibras gengivais (sindesmotomia);
3.Adaptação do fórceps ao dente Posicionar,
inicialmente, na lingual ou palatina; Paralelo ao longo
eixo do dente; Colocar mais apicalmente possível.
4. Liberação do dente com o fórceps.
28 Isabella G Cariello
OBS.: Função do fórceps é expandir o osso e não tirar
o dente
FORÇAS PARA A EXTRAÇÃO MANDÍBULA
Incisivos, caninos e pré molares – maior força para
vestibular Molares – maior força para a lingual.
MAXILA: Força maior para a vestibular.
MOVIMENTOS PARA EXODONTIA MAXILA:
• Incisivos centrais, laterais e canino = movimento
vestibular e palatino + torção;
• Pré-molares = movimento vestibular e palatino;
• Molares = movimento vestibular e palatino.
MANDÍBULA: • Incisivos centrais, laterais e canino:
movimento vestibular e lingual;
• Pré-molares: movimento vestibular e lingual +
torção;
• Molares: movimento vestibular e lingual.
CONCEITOS Anquilose: perda do LP e substituição do
mesmo por osso cortical. Osso ligando ao dente
diretamente.
Canino: é o dente mais provável, em sua exodontia, de
propiciar fratura da tábua vestibular. Seio maxilar:
inicia-se, geralmente, a partir do segundo pré-molar.
Hiperpneumatização: aumento do seio maxilar. Pode
ocorrer após exodontia.
Fratura de tuber: propicia uma grande comunicação
bucosinusal. Devemos tomar cuidado em dentes
únicos em hemiarcos, regiões grandes com pouco
osso no tuber, fragilidade após múltiplas exodontias.
Para evitar que ocorra a fratura do tuber, podemos
realizar a osteomomia periférica e odontosecção.
Movimentos do fórceps: intrusão, tração e luxação.
Osso do rebordo: o osso alveolar existe enquanto há
dente, após a exodontia passa-se a chamar de osso do
rebordo.
OBS.: Podemos realizar a retirada de raízes residuais
com fórceps.
• Devemos irrigar, inundar e aspirar = retirada de
fragmentos que ficam no alvéolo.
• Curetagem do alvéolo: realizada apenas quando há
lesão ou é indicado. Não devemos curetar próximo ao
seio maxilar e do nervo alveolar. Após a curetagem,
devemos irrigar abundantemente (até a mão doer). A
irrigação deve ser realizada por último, precedendo
apenas a sutura, pois a região pode ser contaminada
até o último momento.
• Devemos sempre inspecionar o alvéolo após a
exodontia. Com o dedinho, ver se está liso ou se há
algo “pegando” – espículas ósseas.
• Reparo ósseo (tecido ósseo) é diferente de
cicatrização óssea (tecido fibroso).
PLANOS ANATÔMICOS
A – PLANO AXIAL
B - PLANO CORONAL
C – PLANO SAGITAL MAIS CONCEITOS...
Proteção das tábuas ósseas: devemos proteger as
tábuas ósseas de fraturas, a forma mais eficaz é
segurando a tábua óssea com os dedos.
CUIDADOS COM O ALVÉOLO APÓS A EXODONTIA1. Irrigação;
2. Curetagem;
3. Remoção de espículas ósseas;
4. Pressão digital nas corticais (Manobra de
Chompret);
5. Sutura;
6. Compressa com gaze.
TÉCNICA À RETALHO
Indicações:
1. Possível necessidade de força vestibular;
2. Tentativas sem êxito;
3. Osso denso;
4. Raízes divergentes/dilacerações;
5. Retenções (ex.:anquilose).
• Relaxantes antes ou depois da papila;
• O primeiro ponto sempre é realizado no ângulo da
relaxante e depois nas áreas interdentais.
• Osteotomia: realizada com a broca 6 ou 8;
• Odontosecção: broca 702. Cortar até a furca.
Como decidir se começamos pelos inferiores ou
superiores:
29 Isabella G Cariello
• Anestesia;
• Resíduos;
• Facilidade;
• Sangramento.
Como decidir entre anteriores e posteriores:
• Geralmente começa pelos posteriores, depois os
anteriores, deixando o canino por último.
ALVEOLOPLASTIA: realizada com o alveolótomo –
remover as cristas ósseas, regularizar a crista óssea,
cortar as pontinhas ósseas mais proeminentes (pode
ser realizada com o alveolótomo ou com a broca
esférica.
EXOS MULTIPLAS: iniciamos com o retalho em
envelope e geralmente fechamos em primeira
intenção.
• O retalho quadrangular também pode ser
denominado de retalho trapezoidal;
• Envelope é o retalho intrasulcular;
FARMACOLOGIA
30 Isabella G Cariello
Protocolo para profilaxia
Instrumentos bancada
• Óculos paciente
• EPIS todos!
• Babador
• Guardanapo mesa
• Porta algodão
• Descarte de algodão
• Fio dental
• Espelho
• Sonda exploradora
• Pinça para algodão
• algodão
• Colher de dentina
• Curetas
• Sonda milimetrada
• Pote dappen
• Pasta profilática
• Escova de robson
• Sugador
• Baixa rotação
• Tacinha de borracha – vestibular e
anteriores
• Pedra Pomes
• Flúor
• Afastador
Gengiva não pode sangrar – nunca! Consciência
para o paciente – solução – o porquê da doença.
Regularidade vai trazer a solução
31 Isabella G Cariello
~ RESTAURAÇÃO ~
Tipos de classes
- Black
Classe I :
cicatrículas e fissuras
O,L/P de incisivos e caninos, sulcos V/L
Classe II:
superfícies proximais de dentes posteriores
Classe III:
Cavidade formada em superfícies proximais de
dente anteriores SEM envolvimento dos ângulos
incisais.
Classe IV:
Cavidade formada em superfície proximais de
dentes anteriores COM envolvimento dos ângulos
incisais
Classe V:
Cavidade formada em superfície lisas ( cervicais
V/L)
Não cariosas!
RESTAURAÇÕES
✓ - Rasa a Média : material restaurador ( resina)
✓ - Profunda e mt profunda: material de base
(CIV/OSY) forramento {polpa} (cimento de
hidróxido de cálcio/hidróxido de cálcio P.A)
✓ - Istmo maior que o restante do substrato =
material restaurador INDIRETO
✓ - Comprometimento de cúspide = material
rest INDIRETO
- Inlay, Onlay, Overlay, Coroa total
32 Isabella G Cariello
Prótese Fixa
33 Isabella G Cariello
34 Isabella G Cariello
35 Isabella G Cariello
36 Isabella G Cariello
37 Isabella G Cariello
38 Isabella G Cariello
39 Isabella G Cariello
Prótese Fixa
Preparo dental
- Desenho final do preparo realizado sobre o
dente pilar deve ser respeitado o ESPAÇO
MÍNIMO.
- Características mecânicas ou adesivas pra obter
retenção e a estabilidade da reconstrução
protética
- Requisitos biológicos -> término cervical
adequado e bem localizado
➢ Princípios biomecânicos dos preparos
- Preservação da estrutura dental
- estrutura remanescente é importante para:
a. Técnicas adesivas em reconstrução de
coronárias/radiculares
b. Diminuir risco de fratura do dente pilar
c. Longevidade do trabalho restaurador
+ desgaste + fragilidade dos pilares
altura e largura são diminuídas o que pode
comprometer a retenção e a resistência da
restauração.
- desgaste + preservação do dente pilar
compromete a prótese, podendo levar a fraturas
do material de revestimento estético, ou, ainda, á
possibilidade de obter prótese com
comprometimento do perfil anatômico.
➢ Preservação do periodonto e integridade
marginal
- O selamento marginal depende de uma boa
adaptação cervical da prótese
- Desenho, localização e qualidade do termino
cervical devem ser compreendidos = saúde
gengival preservada
o que é o termino cervical?
É a área de transição entre o elemento dental e o
material restaurador. Ele determina a forma e
espessura do material restaurador na margem
do preparo.
✓ Desenho do termino cervical
- definida pela ponta ativa da broca = função do
material restaurador
Tipos de término
✓ Ombro ou degrau
- ângulo de 90º entre parede gengival/axial
- coroas de porcelanato feldspática
- brocas cilíndricas ou troncocônicas (planas)
Vantagens x Desvantagens
Excelente resultado estético
Espaço para contorno da restauração
x
Preparo requer habilidade do operador
Dificulta o escoamento do cimento
✓ Ombro ou degrau biselado
- ângulo de 130º entre a parede gengival
(inclinada) e parede axial
- coroas metalocerâmicas
- brocas cilíndricas ou tromcocônicas com ponta
em ogival
Vantagens x Desvantagens
Chega próximo do sulco gengival sem
sangramento
Boa precisão das margens cervicais da prótese
x
Confecção exige habilidade
40 Isabella G Cariello
Sobrecontorno cervical pois metal e cerâmica
devem estar próximos á linha do término
✓ Chanfrado
- seguimento de círculo entre a parede axial e a
gengival
- coroas metalocerâmicas, metaloplasticas, coroas
cerâmicas e parciais
- restauração MOD em metal (ONLAY)
- brocas cilíndricas ou troncocônicas com ponta
arredondada
Vantagens x Desvantagens
Termino nítido e fácil de ser confeccionado
Espessura adequada para facetas
Melhor escoamento cervical
Melhor desgaste dental
X
Acabamento crítico do termino cervical, pois cria
uma aresta irregular de esmalte no ângulo
cavosuperficial, que prejudica a adaptação clinica
da infraestrutura
✓ Chanferete
- desgasta pouco do dente
- seguimento de círculo entre a parede axial e a
gengival (metade do chanfrado)
- coroas totais metálicas e face palatina ou lingual
de coroas metalocerâmicas
- brocas cilíndricas ou troncocônicas com ponta
arredondada
Vantagens x Desvantagens
Preservação da estrutura dentária
Melhor adaptação cervical
Melhor escoamento do cimento
X
Cinta metálica
Estética parcial prejudicada
Termino não definido em maior profundidades
com a broca
✓ Localização do termino cervical
- influencia na adaptação de provisórios,
moldagem, modelos de trabalho, ajustes das
peças protéticas e procedimentos de fixação
definida.
- supra gengival, nível gengival, intra sulcular
(melhor opção)
+profunda no termino cervical/dentro do sulco
gengival
+ dificuldade de higienização
- gengiva marginal é construída : Espaço
biológico = distância entre o limite coronário do
epitélio funcional e o topo da crista óssea
alveolar
41 Isabella G Cariello
Condutas clinicas seguras
✓ Medir o sulco gengival – auxilio da sonda
✓ Proteger o espaço biológico com o fio retrator
✓ Aprofundamento intrassucular do termino
cervical c a broca- SUPRAGENGIVAL: o termino cervical do preparo
fica posicionado aquém da margem gengival
- GENGIVAL: o termino fica no nível da margem
gengival
- INTRASSULCULAR: o termino cervical fica dentro
do sulco gengival, porém respeitando o espaço
biológico.
+inflamação gengival
+ destruição do epitélio juncional
+ presença de cáries
+ restaurações extensas na região cervical
+ exigências estéticas
✓ Qualidade do término cervical
- acabamento do TC e a linha – nítido e uniforme
ACABAMENTO
-> baixa rotação com a broca para o término
proposto (dobro da espessura do termino)
-> fio de afastamento deve ser inserido antes do
acabamento e instrumentos de proteção gengival
são utilizados simultaneamente com a broca em
atividade.
-> recortadores manuais, desde que sua ponta
ativa tenha a mesma forma do termino cervical
proposto.
SUBCONTORNO
-> pode desenvolver uma área de retração
gengival em decorrência da falta de uma barreira
mecânica para o espape alimentar
SOBRECONTORNO
-> pode provocar uma área de inflamação
gengival, podendo evoluir para uma retração
gengival ou bolsa periodontal
➢ Avaliação dos pilares
- As forças são transmitidas aos dentes pilares
através dos pônticos conctores e retentores
dentes pilares avaliados
✓ proporção coroa/raiz
✓ configuração radicular
✓ área da superfície periodontal
proporção coroa-raiz
✓ proporção 1:2
✓ proporção 2:3
✓ proporção 1:1 -> á medida que osso
alveolar se aproxima da região
apical, o braço de alavanca
aumenta, gerando forças
prejudiciais aos dentes pilares
configuração radicular
- Os dentes são classificados em sete grupos:
I. 1MS
II. 2MS, 1MI, 2MI
III. Canino superiores
IV. 1PS
42 Isabella G Cariello
V. 2PS e Caninos Inferiores
VI. 2PS e Caninos Inferiores
VII. Incisivos centrais superiores e pré molares
inferiores
VIII. Incisivos laterais superiores, incisivos
inferiores e terceiros molares superiores e
inferiores
Área da superfície periodontal
- área edêntula pode ser restaurada
-capacidade dos dentes pilares de resistir á carga
adicional
“ a área da superfície das raízes dos dentes pilares
devem ser igual ou superior á dos dentes que
serão substituídos por pônticos”
- o ligamento periodontal de dois dentes suporta
a carga add do dente ausente.
- os dois dentes pilares suportam a carga add,
mas se aproximam do limite funcional
➢ Função oclusal
- Função mastigatória e forças oclusais
Etapas do Espaço Oclusal
- Posição de MIH -> se existe espaço interoclusal
suficiente entre o preparo e os dentes
antagonistas
- Posição de RC
- Guias de desoclusão anterior e laterais
Etapas do Espaço Oclusal
O que devemos considerar
- localização
- visibilidade do dente
- altura da linha do sorriso :D
- esperssura da margem gengival
- cor do substrato
- área incisal traslúcida são variáveis
Biomecânica dos preparos
Na utilização de agentes cimentares
convencionais, a retenção e a estabilidade do
trabalho protético dependem diretamente do
paralelismo das superfícies e da incorporação de
meios auxiliares como sulcos e caixas
Retenção
Impede o deslocamento da prótese no sentido
contrário á sua via de inserção
43 Isabella G Cariello
SOLIDEZ ESTRUTURAL
- mínimo de desgaste na estrutura dentária
- não pode haver deformação de sua estrutura
- resistência ás forças mastigatórias.
Fatores que influenciam a solidez da
restauração:
1) preparo da face oclusal
2) profundidade do preparo
30/08/23
Preparo para coroas totais
Recapitulando....
- Quais são os tipos de términos?
- O que define a forma do término cervical?
- Qual a profundidade do término cervical?
- Qual a profundidade do término cervical?
- ´Paredes+parelelas com inclinação de 6º
44 Isabella G Cariello
- Como eu faço essa inclinação
- Qual a posição da broca?
- Desgaste oclusal e axial para garantir solidez
estrutural
➢ Os preparos devem ser planejados de acordo
com a restauração indicada para o caso.
Levando em consideração o tipo de
MATERIAL. Importante Estética, volume e
quantidade de remanescente dental.
➢ Os principais tipos de coroas totais para
dentes anteriores são:
✓ METALOPLÁSTICA
✓ METALOCERÂMICAS
✓ CERÂMICA PURA
- Metal : paredes axiais (0,5mm)/ superfície
oclusal (1,0mm)
- Desgaste Oclusal
->Cúspide balanceio: lingual inferior e vestibular
dos superiores. ‘’ 1,0mm ‘’
-:>Cúspide trabalho: lingual superior e vestibular
inferior ‘’1,5mm’’
LIVS = São aquelas que não ocluem com dentes
antagonistas em oclusão cêntrica e auxiliam na
orientação dos movimentos mandibulares
VIPS = São aqueles que ocluem em fossas e cristas
marginais de dentes antagonistas em oclusão
cêntrica
COROA TOTAL METÁLICA
- Indicações:
✓ Destruição extensa por cárie ou trauma
✓ Dentes tratados endodonticamente
✓ Presença de muitas restaurações
✓ Necessidade de maxila retenção e
resistência (estabilidade)
✓ Fornecer contornos para receber um
aparelho parcial removível
✓ Correção do plano oclusal
- Contra indicações:
✓ onde não houver necessidade de retenção
máxima
✓ onde a estética for muito importante
Vantagens x Desvantagens
alta resistência
excelente retenção
facilidade de obtenção dos contornos axiais
corretos
x
grande remoção de tecido dental
restauração antiestética
envolvimento do tecido gengival
COROA METALOPÁSTICA
É uma restauração onde a liga metálica recobre as
faces proximais, oclusal e lingual. Já na face
vestibular há um arranjo com a resina = estética
- Indicada:
✓ mesma situação da coroa total metálica.
✓ regiões de anteriores da cavidade bucal
- Contra indicações:
✓ se a câmara pulpar for muito ampla
✓ face vestibular estiver integra
Vantagens x Desvantagens
Estética satisfatória
Menor custo laboratorial
45 Isabella G Cariello
x
maior retenção de tecido dental do que uma CTM
envolvimento gengival principalmente na face V
para esconder o colar metálico
sofre desgaste com o uso e com a escovação
estética inferior quando comparada a cerâmica
pura
COROA METALOCERÂMICA
- É uma restauração que combina a liga metálica
com a cerâmica
- Pode ser cobertura total ou parcial de cerâmica
- Indicada:
✓ mesma situação da coroa total metálica
porém com restauração estética
✓ regiões de anteriores da cavidade bucal
- Contra indicações:
✓ se a câmara pulpar for muito ampla
✓ face vestibular estiver integra
✓ retentor mais conservador for
tecnicamente viável
Vantagens x Desvantagens
Qualidade estética e também o fato de ser
utilizado na superfície oclusal dos dentes
x
maior retenção de tecido dental do que uma CTM
envolvimento gengival
a cerâmica na superfície oclusal pode provocar
desgaste nos dentes antagonistas em pacientes
com bruxismo
Coroa metalocerâmica sem colar metálico na
vestibular COLLARLESS
- tipo de restauração resistente a forças
mastigatórias
- Indicada:
✓ paciente com linha de sorriso alta
✓ quando houver gengiva marginal fina
- Contra indicações:
✓ quando não for possível obter o término
do preparo em 90º V
Vantagens x Desvantagens
Proporciona saúde dos tecidos circundantes
evita a transparência da cor escura da liga
metálica através do tecido gengival
diminui a alta reflexão de luz na região cervical da
restauraçõa
x
adaptação cervical crítica
fase laboratorial sensível
custo elevado
Coroa Cerâmica Pura
- Restaurações mais agradáveis esteticamente são
totalmente em cerâmica!!
- Ausência da parte metálica interna fazcom que
não haja bloqueio na transmissão da luz –
tornando semelhante a estrutura dental em cor e
translucidez
- Indicação:
✓ exigência estética por parte do paciente
✓ estabelecer guia anterior desde que haja
distribuição favorável da carga oclusal
✓ dentes com destruição extensa por cáries
proximais ou trauma
- Contra indicações:
46 Isabella G Cariello
✓ quando for necessária uma restauração
mais resistente e a cora metlocerâmica for
+ indicada
✓ distribuição desfavorável da carga oclusal
Vantagens x Desvantagens
esteticamente é uma restauração insuperável
promove boa resposta tecidual mesmo para
margens supragengivais
x
restauração com menor resistência, quando
comparada à coroa metalocerâmica
material restaurador de natureza friável
➢ Técnica da silhueta
- metade mesial do dente é preparada e serve de
comparação coma a área não preparada,
possibilitando ao operador a visualização da
quantidade e da profundidade do desgaste
realizado
47 Isabella G Cariello
Tecnica de preparo para coroa metalocermica em
dentes anteriores
Passo para os preparos anteriores
• Definição do sulco de orientação cervical
• Definição dos sulcos de orientação axial 1
e 2 inclinação
• Definição dos sulcos de orientação incisais
• Desgaste proximal
• União dos sulcos de orientação
• Preparo do restante do dente
• Desgaste na concavidade de palatina
• Localização e posicionamento do termino
cervical
• Acabamento e polimento
Tecnica de preparo para coroa metalocerâmica
Dentes anteriores
1) Sulco de orientação cervical na faces V
- Broca esférica 1014
- Profundidade meia broca
- Inclinação 45º em relação ao longo eixo
2) Sulcos de orientação axial na face V no terço
médio cervical – 1º
- Estabelece a quantidade de desgaste nas
superfícies axiais
- Broca 3216 ou 3145
- Profundidade diâmetro da broca
- Inclinação paralela ao terço médio da face
vestibular (define o eixo de inclinação)
- Localização 2 sulcos, um no centro e outro
próximo a face mesial
48 Isabella G Cariello
3) sulcos de orientação axial na face P no terço
médio cervical
- Broca 3216 ou 3145
- Profundidade meia broca
- Inclinação paralela aos sulcos de orientação já
realizados na face vestibular
- Localização centro da face palatina
4) sulcos de orientação axial fafce v no terço
médio incisal – 2 inclinação
- estabelece a quantidade de desgaste na
superfície
- broca 3216 ou 3145
- profundidade diamentro da broca
- inclinação terço médio pra incisal
- localização acompanha os dois sulcos já
realizados
5) sulcos de orientação incisais
- estabelece a quantidade de desgaste na
superfície
- broca 3216 ou 3145 ou 2215
- Profundidade uma broca e meia
Inclianação 45 para a face palatina
Localização acompanha os sulcos vestibulares
6) desgaste proximal
- broca 3200
- inclinação perpendicular ao plano oclusal,
compnhando a margem gengival
Proteção dos dentes vizinhos com matriz de aço
- desgaste até permitir o acesso da broca
responsável pelo preparo passar livremente pela
região
7) União dos sulcos de orientação
- Broca 3216 ou 3145 ou 2215
9) desgaste da cavidade palatina
Broca 3118 / 3168
Profundidade considerar a condição do paciente
Seguindo inclinação da cavidade palatina
10) localização e definição do termino cervical
- termino em chanfro V ou Ombro biselado e
chanferete L
- Broca: 4138 V, 3216 V, 3145 L
- Inclinação: término cervical,com metade da
ponta da broca
- Profundidade: depende do sulco gengival
11) Acabamento e polimento
- Alisamento das paredes axiais,
oclusais, termino cervical e
ângulo internos
- Broca multilaminadas, F e FF
e/ou brocas em baixa rotação
COROA DE CERÂMICA PURA
1º ao 9º passo
- semelhante ao preparo para coroa
metalocerâmica anteriormente descritos – borca
3145
10º passo
- termino em chnfro profundo V broca 4137
49 Isabella G Cariello
- inclinaçõa paralelas às paredes axiais
- Localização: termino cervical com metade da
ponta da broca
- Profundidade: depende do sulco gengival
PREPARO CANINO
- Sequências de brocas 1014 (esférica)
- 3216 (tronco cônica) 3203 (tronco cônica
afilada)
- 3216, 3118 pêra, 4138 V, 3145 P
~ sequencia clinica ~
1) sulco de orientação cervical vestibular
2) desgaste cervical V 1014
3) Sulcos de orientação das paredes A, V, P
4) Desgaste dos sulcos de orientação V e P –
3216 ou 3145 – todo diâmetro – 1 e 2
inclinação
5) Sulcos de orientação incisais – 3216 ou
3145
6) Rompimento ponto de contato – 3200 (
proteger o dente c/ matriz)
7) União dos sulcos de orientação 3216 ou
3145
8) Obs e praparar a outra metade
9) Desgaste concavidade palatina 3118
10) Termino cervical ombro biselado ou
chanfro V e chanferete P (chanferete –
metaloceramica)
11) Fazer acabamento
PREPAROS PARA RESTAURAÇÕES PARCIAIS
Restaurações indiretas
Vantagens x Desvantagens
Resultados anatômicos e estéticos superiores
Boas profundidades mecânicas
Lisura superficial
Radiopacidade similar á estrutura dental
Preserva estrutura dental
x
preparo expulsivo que exige a remoção de
estrutura dentária
necessidade de mais sessões clinicas
confecção de moldes e modelos
necessidade de ajuste após a cimentação
fragilidade inerente á cerâmica antes de ser
cimentada
- remover o material restaurador tec cariado ou
esmalte sem suporte
- amalgama broca 1046 cônica dupla
- resina broca 1014 esférica
~ PREPARO DAS PAREDES AXIAIS E PULPAR ~
- Expulsivas no sentido gengivo oclusal,
permitindo a inserção e a remoção da peça
protética
- broca 3131 (tronco cônica) paralela ao eixo de
inserção.
50 Isabella G Cariello
- ângulos internos arredondados e
cavossuperficial nítido
Parede Pulpar
- deve ficar plana
Caixas Proximais
- devem ser preparadas de acordo com as
mesmas orientações descritas
- conferir a profundidade do preparo
* espessura 1,5 mm pra não fraturar
* medir profundidade do preparo com sonda
periodontal
- definir o término cervical
* ficar em esmalte, no nível ou supragengival
* término nítido
Facetas Estéticas
- são restaurações conservadoras – face vestibular
- alteração de cor
- fraturas
- diastemas
Vantagens x Desvantagens
Preparos conservadores
Resultados anatômicos e estéticos superiores
Correção da cor, forma e posição dentárias
Menor manchamento
x
fragilidade inerente às cerâmicas antes da
cimentação
necessidade de confeccionar moldes e modelos
custo mais alto
Preparos para facetas cerâmicas
1 passo – delimitação periférica da profundidade
- Sulco na face V área cervical e proximais do
dente
- esférica 1012 metade da broca
- região cervical – 1 mm acima da margem
gengival
- dentes apresentam alterações de cor. É possível
empregar brocas mais volumosas 1014
2 Passo sulcos de orientação na face inicial
- nem sempre o desgaste da face incisal é feito
em preparos para facetas
- dois sulcos de orientação são realizados
- 2145 inclinada no sentido palatal
3 passo sulcos de orientação axial na face
vestibular
- dois sulcos de orientação são realizados
acompanhando os sulcos incisais existentes
- 2145
- respeitar as 3 inclinações
Retentores Intrarradiculares
São peças fixas intrarradicular, destinadas a
reconstruir a base de um dente pilar para prótese
fixa. A necessidade de um retentor intrarradicular
está diretamente relacionada à quantidade de
estrutura dental remanescente,bem como às
exigências e funcionais.
51 Isabella GCariello
A resistência do dente que necessita ser
reconstruída não é melhorada pela instalação de
um retentor, porém, na maioria das vezes, é
preciso que haja algum sistema de reconstrução
para que a base seja criada e ofereça retenção
para futura prótese
Características ideais de um retentor
intrarradicular, ele tem que ser:
* biocompatível;
* preservar a dentina radicular;
* possuir boa relação custo benefício;
* ser resistente à corrosão (pinos metálicos);
* evitar tensões demasiadas à raiz;
* promover união química e mecânica com
material restaurador e/ou de preenchimento.
Aspectos determinantes na escolha e confecção
de retentores intrarradiculares, ou seja, condições
de tratamento endodôntico.
- independente do retentor intrarradicular
utilizado, é imprescindível que um tratamento
endodôntico de qualidade tenha sido realizado
previamente. Devemos adequar compactação do
material obturador, preenchimento total dos
canais. Com a endodontia selada sem contato
com o meio externo e ausência de dor são fatores
a ser conferidos antes da confecção de um
retentor.
Apenas a comprovação radiográfica de ausência
de lesão periapical não é um indicativo seguro de
que o remanescente pode receber um retentor.
• Condições da estrutura dentaria
remanescente
- quanto mais estrutura dentária estiver
presente, maior a possibilidade de utilização
de sistemas dependentes da adesão.
- À medida que a estrutura vai sendo perdida,
a adesão torna-se comprometida, levando,
muitas vezes, ao uso de sistemas tradicionais.
DENTES ANTERIORES
- maior exigência estética.
- uso de sistemas estéticos como pinos de
fibra de vidro está amplamente indicado
nessas áreas.
DENTES POSTERIORES
- não existe tanta exigência estética, o maior
envolvimento funcional, em geral, leva a
indicar um sistema tradicional.
Indicações para pinos
Pinos pré fabricados
- dentina coronária com altura e espessura
mínima de 2 mm;
- áreas com envolvimento estético;
- reconstruções unitárias;
- próteses fixas pequenas;
- oclusão favorável
Pinos personalizados
- destruição coronária amplas
- área sem comprometimento estéticos;
- próteses fixas extensas;
- oclusão desfavorável.
PREPARO INTRARRADICULAR
I. analise endodôntica
52 Isabella G Cariello
- tratamento endodôntico adequado
- fazer uma radiografia periapical inicial para
constatar a qualidade do tratamento endodôntico
Avaliar
- repleção completa do canal;
- compactação adequada da guta-percha
- ausência de lesão periapical
- tratamento endodôntico adequado
- fazer uma radiografia periapical inicial para
constatar a qualidade do tratamento endodôntico
‘’ em casos que apresentam leões periapicais, a
confirmação de que a endodontia está adequada
e que a lesão está em regressão e fundamental.
Radiografias de acompanhamento podem ser
necessárias.’’
II. regularização e preparo do
remanescente
- remoção da dentina cariada ou restos de
material restaurador, eliminando se as arestas,
retenções e estruturas de esmalte sem suporte
dentinário;
- regularizar a porção coronária
III. esvaziamento endodôntico
- isolamento absoluto
- RX o comprimento ideal do pino deve ocupar
2/3 do comprimento radicular, desde que o
tratamento endodôntico remanescente 4 a 5mm
de material obturador em sua porção apical.
- remoção do guta com a sonda aquecida até o
comprimento desejado ou próximo a ele.
- apenas aquece o guta percha empurrando
contra as paredes do canal.
- remoção do guta com lima hedstroen
- giradas lentamente para cortar e remover o
material
- esvaziamento realizado
- para confirmar o esvaziamento realizado, deve
ser feita uma radiografia periapical
IV. alargamento
- o diâmetro do pino deve apresentar até o
máximo de 1/3 do diâmetro radicular.
- com brocas largo 1, 2 ou 3 (o tamanho é
selecionado em função do diâmetro do preparo)
- a broca de largo deve ser ativada somente
quando estiver dentro do canal e sua porção ativa
deve tocar levemente as paredes a serem
desgastadas.
V. Regularização interna das paredes – com
limas
VI. Arredondamento dos ângulos vivos –
com broca diamantada esférica.
E e F – após o esvaziamento as paredes internas
são alargadas
G – A regularização é feita com limas Hedstroen
de 2 série
H e I – arredondamento do ângulo vivo é feito
com broca esféricas
Núcleos metálicos fundidos
- são retentores personalizados compostos de
uma porção radicular (pino) que se aloja no
preparo intrarradicular previamente realizado e
de uma porção coronária (base) que servirá de
pilar para a futura prótese
Contraindicações
- área com alta exigência estética;
- raízes com dilacerações violentas;
53 Isabella G Cariello
- raízes finas e curtas que não venham a resistir
aos estorços mastigatórios.
VANTAGENS
- melhor adaptação clinica
- peça única, sem a necessidade de
preenchimento da porção coronária (base)
- radiopacidade
- menor película de cimento
DESVANTAGENS
- necessidade de procedimento e custos
laboratoriais, aumento o número de sessões
clinicas.
- inestético
- possibilidade de corrosão decorrente do uso de
ligas alternativas as nobres.
- pode levar a fratura radicular em função do
efeito de cunha que ocorre dentro do canal
radicular os esforços mastigatórios.
CONFECÇÃO DE NÚCLEOS METÁLICOS FUNDIDOS
- a reprodução dos canais radiculares após o
preparo pode ser realizada por meio de duas
técnicas:
TÉCNICAS DIRETA
Um padrão do futuro núcleo é obtido em resina
acrílica, modelada diretamente sobre o preparo
intrarradicular, e encaminhado ao laboratório
para executar sua fundição em liga metálica.
- o comprimento dos pinos é conferido e a porção
da base é modelada e preparada com auxilio de
brocas diamantadas
- quando os dentes posteriores apresentam raízes
divergentes, é necessário confeccionar núcleos
bipartidos, uma vez em que não há como
modelar o núcleo em uma peça única.
TÉCNICAS INDIRETA
Um modelo de gesso é obtido a partir de um
molde das áreas preparadas. O técnico esculpe o
padrão de resina sobre o modelo de gesso
resultante da moldagem, realiza a fundição da
peça confere seu ajuste no modelo antes de
envia-lo para prova clínica. Indicada quando são
necessários vários núcleos na mesma arcada.
- na técnica indireta os padrões dos núcleos são
encerados pelo técnico.
- após a fundição dos padrões os núcleos
metálicos fundidos são reajustados no modelo
- prova do núcleo
Relembrando ( fosfato de zinco )
15/15/30- 10,10,10
PINOS PRÉ FABRICADOS – METÁLICOS
Cilíndricos / Cônicos
Pinos de fibras de carbono
- tipos
- paralelo com extremidade cônica
- lisos/serrilhados
PINOS DE FIBRA DE VIDRO
Trata-se de compósitos reforçados por fibras
longitudinais, alinhadas paralelamente e envoltas
em uma matriz de bisfenol – A glicidil metacrilato
( BIS – GMA) e partículas inorgânicas, que
54 Isabella G Cariello
apresentam excelente adesividade e são fáceis de
manipular.
Fixados com cimentos adesivos, bons
transmissores de luz, favorecendo o uso dos
agentes cimentantes de dupla polimerização.
Formam uma estrutura única (
pino/cimento/dente) proporcionando um bom
vedamento do canal e dissipado adequadamente
as forças oclusais.
Os critérios para o uso de pinos pré fabricados.
Quantidade de esturtura dental remanescente;
Localização do dente na arcada-por solicitações
estéticas dentes anteriores reconstruídos com
pinos de fibra e resina composta criam um
substrato mais favorável, do ponto de vista
óptico, para um sistema cerâmico.
Tipos de restauração protética: cerâmicas.
Oclusão favorável associado a uma quantidade
suficiente de remanescentedental.
Extensão do trabalho reabilitador – prótese fixas
pequenas.
CIMENTAÇÃO
a. Prova do pino e corte com disco
diamantado
b. Condicionamento do pino com acido
fosfórico 37%
c. Aplicação de agente silano na superfície
do pino ( favorece a união química do
cimento resinoso à resina epóxica da
composição do pino)
d. Condicionamento do preparo com ácido
fosfórico 37%
e. Secagem do preparo com cones de pepel
absorvente após a limpeza do ácido
f. Aplicação de agente adesivo
g. Cimento adesivo sendo inserido no
interior do preparo
h. Pino de fibra cimentado no preparo.
i. Fotopolimerização do cimento adesivo
j. Pino de fibras de vidro cimentado e base
de resina composta
NÚCLEOS ANATÔMICOS
O emprego de pinos de fibra de vidro modelados
com resina composta diretamente sobre o
preparo constitui uma técnica de reconstrução
radicular que pode ser empregada em dentes
com condutos largos e tamanho reduzido de
férula (colar coronário-melhorar a resistência
mecânica do conjunto pino coroa).
Essas técnicas tem sido utilizada especialmente
em dentes anteriores, para os quais a exigência
estética é primordial
Conclusões
Os retentores intraradiculares devolvem ao dente
condições de receber o preparo protético,
permitindo a restauração de sua forma a função.
Os retentores intraradiculares não devolvem a
resistência perdida pelo dente.
PRÓTESES TEMPORÁRIAS
Conhecidas popularmente como provisórias,
confeccionadas em resina acrílica ou bisacrilica,
servem como protótipo para a prótese definitiva
CONDICIONAMENTO GENGIVAL
1. Superfície do pôntico convexa e lisa;
2. Higiene correta da área;
3. Tecido gengival com espessura mínima
4. Área condicionante deve ser livre de
inflamações
5. Abertura das ameias no provisório
- mantêm a saúde gengival
55 Isabella G Cariello
Endodontia
Cirurgia de acesso
Cirurgia de acesso: Preparo de uma cavidade que inclui
a porção da coroa, que deve ser removida para se ter
acesso a cavidade pulpar (representada pela câmara
pulpar e canal radicular).
Istimo: Sinal de achatamento
Na cirurgia deve-se remover todo o teto (sangue e
bactérias se houver contaminação). Se não for
removido, pode atrapalhar no sucesso do tratamento.
Só é possível ter acesso ao canal, a raiz, quando a polpa
da câmara pulpar é toda removida.
cuidados devem-se ter:
Remoção do teto da câmara pulpar e proteção do
assoalho pulpar. Passo a passo:
1. Acesso a câmara pulpar.
Eleger o ponto de eleição, ponto onde vai iniciar o
desgaste, qual a direção da broca (paralela ou
perpendicular), qual a forma de contorno.
2. Refinamento: Forma de conveniência. Ex. Se for
molar com 3 canais, faz se um triângulo.
3. 3. Localização dos orifícios de entrada dos canais
radiculares. Estão localizados nos encontros das
paredes.
4. 4.Preparo cervical: Limpeza da porção cervical do
canal. Materiais utilizados para realizar a cirurgia
de acesso: Ponta diamantada esférica, ponta
inativa ou endo Z e a Cpdrill e a Sonda exploradora
n°5. 4
Acesso a câmara pulpar
-Ponto de eleição é o ponto mais provável de acesso a
câmara pulpar. Ponto na coroa onde se coloca a broca
e existe a maior probabilidade de cair na câmara
pulpar, sensação de queda no vazio. -Direção de
trepanação é a direção em que a broca é colocada no
vazio. Ex. no molar é paralela.
-Forma de contorno é o desenho externo que imita o
desenho da câmara pulpar.
Refinamento Forma de conveniência (contorno) e
limpeza utiliza-se a ponta inativa.
Localização dos orifícios de entrada dos canais
radiculares utiliza-se a sonda reta para achar os canais.
Protocolo de atendimento:
1. Diagnóstico – necropulpectomia ou pulpectomia
- Se for Necropulpectomia – realizar penetração
desinfetante até o CTP.
2. Radiografia inicial (estudar a anatomia)
- Determinar o comprimento aparente do dente (CAD)
e o (CTP)
- Pela radiografia
- Para canais retos: Comprimento de trabalho
provisório = CAD - 3mm
- Para canais curvos: Comprimento de trabalho
provisório = CAD - 2mm
56 Isabella G Cariello
- Esse valor proporciona uma noção do comprimento
do instrumento que será utilizado. O comprimento
aparente do dente (CAD) é a distância do ápice até a
cúspide mais alta.
3. Anestesia (especificar anestésico)
4. Cirurgia de acesso
- forma de contorno ; conveniência ; cervical.
5. Isolamento absoluto (especificar grampo)
6. Finalização da cirurgia de acesso
Localização dos canais com a sonda reta
Preparo cervical CPDRILL
7. Irrigação e aspiração e instrumentação D.C no C.R.T
8. Pulpectomia ou penetração desinfetante (até o
CTP)
9. Radiografia de odontometria
10. Ajustes na odontometria – Determinação do C.R.T
- Determinação do diâmetro anatômico (D.A)
11. Instrumentação – Preparo químico e mecânico -
Determinação do diâmetro cirúrgico (D.C)
- Visual
- Tátil
- Canal úmido
- Radiografia
12.Descontaminação dos cones
- principal e acessório
- Realizar a descontaminação do cone com hipoclorito
de sódio por 1 min.
• Realizar calibragem do cone
• A seleção do cone principal é feita com o canal
umedecido
‘’ Se o cone selecionado não desceu no Comprimento
de Trabalho deve-se selecionar um cone com diâmetro
menor. Se o cone com diâmetro menor não servir,
deve-se retornar à instrumentação. ‘’
13. P.U.I – irrisonic
• Hipoclorito de sódio + irrisonic - 20s
• EDTA – 20s + irrisonic
• Hipoclorito de sódio – 20s + irrisonic
Finalizar com irrigação de HS.
14. Secagem dos canais e dos cones
• Ponta capilarry com sugador endodôntico
• Cone de papel no C.R.T.
• secagem dos cones de guta – com algodão ou gaze
• Cone de papel no C.R.T.
15;. Manipulação do cimento
- Sealer 26
16. Levar cone principal – lambuzar o cone
17. Técnica da condensação lateral – radiografia
18. Corte e condensação vertical
19. Limpeza da cavidade com algodão e água
20. Restauração provisória – COTOSOL
21. Radiografia Final – sem o isolamento
Radiografias durante o tratamento – 5
• Inicial – sem isolamento
• Odontometria
• Prova do cone de guta
• Prova da obturação
• Final – sem isolamento
Plano de Tratamento Clínica