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Apostila cirurgia e traumatologia

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Desenvo l v ido pa ra f i n s acadêmicos com a p ropos ta do es tudo de
hab i l i dades e s senc ia i s à p rá t i ca e teo r ia da C i r u rg ia Odon to lóg ica ,
p recon i zado pe la Equ ipe de CTBMF da Un i ve r s idade San ta Cec í l i a .
CIRURGIA ECIRURGIA E
TRAUMATOLOGIATRAUMATOLOGIA
BUCO-MAXILO-FACIALBUCO-MAXILO-FACIAL
A P O S T I L A D E R E S U M O S 
NICOLE JÚLIA LEVANDOVSKI
SumárioSumário
Profa. Andressa Prytulak
Prof. Danilo Basso
Prof. Rafael Campos
Prof. Silvio Barbosa
Prof. Rafael Maluza
COVID-19
Cirurgias de Tecidos Moles 
Cirurgias de Tecidos Duros
Cirurgias do Periápice
Acidentes e Complicações
Exames de Imagens
Exames Complementares
6° Semestre
79
86
94
98
106
122
135
Anestesiologia
Técnicas de Bloqueio Maxila 
Técnicas de Bloqueio Mandíbula
Biossegurança
Manobras Cirúrgicas Fundamentais
Ergonomia
Instrumentais
Exodontias Simples
Exodontias Complexas
5° Semestre
01
10
18
26
35
51
54
64
70
150
162
169
172
185
200
219
233
Infecções
Patologias das Glândulas Salivares
Síndrome de Sjogren
Tumores Odontogênicos
Terapêutica Medicamentosa
Sinusopatias
Cistos 
Disfunções da ATM
7° Semestre
Dentes Retidos
Implantodontia
Fraturas Terço Médio I - Zigomático
Fraturas Terço Médio II - Órbita
Fraturas Terço Médio III - Nariz
Fraturas Mandíbula
8° Semestre
249
264
274
287
295
302
Profa. Marilene Bargas
Prof. Daniel Abrahão 
https://portalaluno.unisanta.br/Informativos/FaleComOProfessor?Coligada=1&Turma=1030I7A&Disciplina=426%2F1&PeriodoLetivo=2021%2F1&Professor=ANDRESSA%20PYTRULAK%20&CodProfessor=415126
https://portalaluno.unisanta.br/Informativos/FaleComOProfessor?Coligada=1&Turma=1030I7A&Disciplina=426%2F1&PeriodoLetivo=2021%2F1&Professor=RAFAEL%20ANTONIO%20DE%20CAMPOS&CodProfessor=1187
https://portalaluno.unisanta.br/Informativos/FaleComOProfessor?Coligada=1&Turma=1030I7A&Disciplina=426%2F1&PeriodoLetivo=2021%2F1&Professor=SILVIO%20LUIZ%20BARBOSA&CodProfessor=189655
https://portalaluno.unisanta.br/Informativos/FaleComOProfessor?Coligada=1&Turma=1030I7A&Disciplina=426%2F1&PeriodoLetivo=2021%2F1&Professor=RAFAEL%20MALUZA%20FLOREZ&CodProfessor=69944
Nicole Júlia Levandovski 
ANESTESIOLOGIA 
INTRODUÇÃO 
Conceitos 
Anestesia é o ato de inibição/bloqueio do processo excitação-condução de estímulos nervosos de forma temporária e 
reversível. 
Anestésico local é uma substância capaz de produzir bloqueio reversível, temporário e localizado da condução nervosa. 
Sensação anestésica é a perda da sensibilidade em uma área circunscrita do corpo causada pela depressão da 
excitação das terminações nervosas ou pela inibição do processo de condução. 
Infiltração: A área de tratamento é inundada com anestésico local. Uma incisão é feita na mesma área, ocorrendo a 
dessensibilização das terminações nervosas locais. 
Dor é aquela que o paciente diz que sente, sendo verdadeira ou não. 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS ANESTESIAS LOCAIS: 
1. Terminais 
Anestesia-se as terminações nervosas mais superficiais (ramo dos ramos nervosos) 
 
1.1 Superficiais 
benzocaína x lidocaína (anestésico tópico) 
 
1.2 Infiltrativas 
Utilizada em complemento a uma anestesia de bloqueio. Anestesia pequenas regiões, deixando apenas isquemiado: 
língua, mucosa, palato, fundo de saco/sulco, lábio, pequenas porções da gengiva, etc 
 
 
2. Bloqueio 
A ação do anestésico ocorrerá nos ramos e troncos nervosos 
 
2.1 Campo: (antigo regional) O efeito ocorrerá pela infiltração do agente 
anestésico nos tecidos, ao nível do ramo nervoso 
 
 
2.2 Nervo: (antigo troncular) O efeito ocorrerá pela infiltração do agente 
anestésico nos tecidos, ao nível do tronco nervoso 
 
OBS. a anestesia inibe apenas a sensação de DOR, não inibe a sensação de força, pressão, etc. 
 
Há vários fatores que interferem na anestesia e principalmente na parte mais superficial dessa anestesia, fatores 
próprios do paciente, por isso deve-se fazer um complemento (no caso, a anestesia infiltrativa) 
ex. consumo de álcool recente diminui a sensação anestésica 
ex. estado emocional: nervoso, triste, estressado 
 
A inflamação impede a eficácia de uma anestesia pois a química do anestésico precisa do pH saudável do tecido para 
funcionar corretamente (a química do anestésico precisa do ph do tecido para sofrer uma despolarização e poder 
sensibilizar os nervos, e uma inflamação tem alteração no ph) 
1
Nicole Júlia Levandovski 
COMPONENTES 
Cada tubete de anestésico apresenta 1,8ml de solução 
Composição: Sal anestésico (Vasodilatador) + Vasoconstritor 
 
REFLUXO: Faz o movimento reverso da saída da solução anestésica. É um 
dispositivo que garante que o bisel não vai estar dentro de um vaso quando a 
agulha for introduzida no tecido. Se o anestésico for aplicado dentro de um vaso, 
a solução anestésica não provoca a sensação anestésica pois a mesma “vai 
embora” pela corrente sanguínea e causa um desconforto de ardência e 
queimação, além de poder causar complicações cardíacas. 
Como funciona o Refluxo: 
A ponta de silicone do tubete anestésico da carpule é voltada para o “pino do 
refluxo interno” (imagem apontada pela seta), na primeira punção, o tubete é 
empurrado em direção a esse pino e o silicone é “pressionado”, quando solta, o 
silicone volta à posição inicial, ocorrendo o refluxo, e esse refluxo já é o suficiente 
para acontecer a imagem 2*. Esse movimento de refluxo + a pressão sanguínea do paciente faz com que entre um 
pouquinho de sangue – por isso que o tubete anestésico deve ser transparente (para poder visualizar o sangue caso o 
bisel tenha entrado em um vaso) – portanto, quando isso ocorrer, deve-se parar de injetar e recuar a agulha. 
 
 
CÂNULA ALTAMENTE FLEXÍVEL: Permite maior agilidade do profissional durante o uso, não ocorrendo quebra da 
cânula (agulha) se utilizada corretamente. Angulações acentuadas não devem ser realizadas na cânula. 
AGULHAS* Calibre das agulhas: 
Longa = 32 mm 25 G – VERMELHA (0,28 mm externo e 0,21 interno) 
Curta = 20 mm 27 G – CINZA (0,3mm diam externo e 0,19 interno) 
Extra curta = 10mm 30 G – AMARELO (0,4mm diâmetro externo e 0,12 interno) 
* são feitas de aço inoxidável 
 
 
BISEL TRIFACETADO E CÂNULA SILICONIZADA: Permite penetração suave e conforto ao paciente. 
O bisel da agulha é sempre voltado para o osso!!! Toda a agulha na carpule vem 
com uma demarcação (setinha preta) para saber para aonde que o bisel está 
voltado, o bisel está voltado para o lado da seta, portanto a seta tem que estar 
em sentido contrário ao operador, mirada para o osso. 
 
 
ESTABILIZADOR QUÍMICO 
Garante que a substância química vai ficar reservada e em boa qualidade 
 Sulfito de Sódio – baixo risco de reações alérgicas 
 Metilparabeno – maior potencial de produzir alergias 
Estes são os maiores responsáveis por reações alérgicas e não tem como produzir um anestésico sem esses 
componentes pois se não o anestésico degradaria muito rápido, seu efeito seria prejudicado pelo tempo. 
Exemplo de fator que interfere em um anestésico: temperatura (o anestésico não pode estar nem quente demais e 
nem gelado demais). 
 
obs. muito cuidado ao anestesiar região de palato pois ele é muito fibroso e pouco vascularizado, então a quantidade de anestésico 
que for injetado pode levar a necrose tecidual (não deve deixar muito isquêmico), principalmente em crianças. 
2
Nicole Júlia Levandovski 
 
Problemas nos tubetes anestésicos: 
 Vazamento na tampa alumínio 
 Vazamento no pistão borracha 
 Corrosão da proteção alumínio 
 
 
 
 
 
ANESTÉSICOS 
CARACTERÍSTICAS 
 Transitório e reversível 
 Não irritar os tecidos vivos 
 Toxicidade sistêmica insignificante 
 Eficaz em qualquer local de sua aplicação (em condições normais) 
 Pequenoperíodo de latência 
 Estéril 
 Sofrer biotransformação rápida no organismo 
 Não ser capaz de produzir alergias (não depende só do anestésico mas também do paciente) 
 
CLASSIFICAÇÃO 
GRUPO ÉSTER: (menos utilizados) 
 
GRUPO AMIDA: (mais utilizados, menos alergênicos e mais efetivos) 
- 2% e 3% com adrenalina 1:100.000 (Xylocaína 2%) 
- 2% com adrenalina 1:50.000 (Alphacaína) 
- 2% com noradrenalina 1:30.000 (Xylestesin 2%, Lidostesin 3%) 
- 2% com fenilefrina 1:2.500 (Biocaina e Novocol) 
- Sem vasoconstritor (Xylocaína 2%, Xylestesin 2%, Lidocaína 2%) 
 
- 2% com adrenalina 1:100.000 (Scandicaína e Mepivacaína) 
- Com noradrenalina 1:30.000 (Scandicaína e Mepivacaína) 
- Com levonordefrina 1:20.000 (Mepivacaína) 
- 3% sem vasoconstritor (Scandicaína e Mepivacaína) 
 
- 3% com felipressina ou octapressin (Biopressin, Citanest, Citocaína, Prilocaína e Prilonest) 
 
- 0,5% com adrenalina 1:200.000 (Neocaína) 
- Sem vasoconstritor (Neocaína) 
 
- 4% com adrenalina 1:100.000 ou 1:200.000 (Septanest) 
3
Nicole Júlia Levandovski 
CÁLCULO DA DOSE MÁXIMA DE ANESTÉSICOS LOCAIS 
1° Passo - quantos mg de anestésico possui em cada tubete? 
Exemplo I 
100ml -------- 3g 
100ml -------- 3.000mg 
1ml ----------- 30mg 
 
cada tubete de anestésico apresenta 1,8ml de solução 
 
1ml -------- 30mg 
1,8 ml ----- X 
1 tubete = 54mg 
 
Exemplo II 
100ml -------- 2g 
100ml -------- 2.000mg 
1ml ----------- 30mg 
 
cada tubete de anestésico apresenta 1,8ml de solução 
 
1ml -------- 20mg 
1,8 ml ----- X 
1 tubete = 36mg 
 
2° Passo - qual a dosagem máxima por peso corpóreo? 
 
 
Anestésico Local 
 
Dose Máxima 
N° de tubetes (1,8ml) 
p/ adultos com 60kg 
Máximo Absoluto 
(independente de peso) 
Lidocaína 2% 4,4 mg 7 300 mg 
Mepivacaína 2% 4,4 mg 7 300 mg 
Mepivacaína 3% 4,4 mg 4 e 1/2 300 mg 
Articaína 4% 7 mg 5 e 1/2 500 mg 
Prilocaína 3% 6 mg 6 e 1/2 400 mg 
Bupivacaína 0,5% 1,3 mg 8 e 1/2 90 mg 
 
Exemplo: Mepivacaína 4,4mg/kg -----> 4,4mg X 65kg = 286mg 
 
3° Passo - determinar a dose máxima em tubetes 
Exemplo: 
1 tubete ------ 36mg 
X tubetes --- 286mg 
X = 7,94 tubetes 
 
4
Nicole Júlia Levandovski 
ANESTÉSICOS RECOMENDADOS 
Lidocaína 2% com adrenalina 1:100.000 
 Rotina 
 Crianças 
 Idosos 
 Gestantes (lidocaína sem adrenalina) 
Hipertensos e Gestantes: máximo 2 tubetes 
 
Prilocaína 3% com felipressina 0,03UI 
 Uso de antidepressivos 
 Uso de Neurolépticos 
 Uso de estimulantes adrenérgicos 
 Uso de B-bloqueadores 
 Sensibilidade aos sulfitos 
 Doenças cardiovasculares não controladas 
Hipertensos: máximo 3,5 tubetes 
NÃO USAR: gestantes, idosos e crianças 
 
Mepivacaína e Bupivacaína 
 Procedimentos mais invasivos 
 Protocolo de analgesia 
 Urgências 
NÃO USAR: gestantes (acumula no fígado do feto) e crianças (longa duração) 
 
VASOCONSTRITORES 
OBJETIVOS: 
 Aumentar o tempo do efeito anestésico 
 Diminuir a velocidade de absorção do sal 
 Diminuir o sangramento 
 Diminuir sua concentração plasmática* 
 Reduzir a possibilidade de efeitos colaterais 
 
Se está diminuindo o calibre do vaso (vasoconstrição), o sangue vai passar mais lentamente e em quantidade menor 
*deixa o anestésico mais seguro, pois vai diminuir a velocidade de absorção do mesmo, levando para a corrente 
sanguínea uma quantidade menor. 
 
 aumenta a pressão arterial 
 aumenta a glicemia 
 aumenta a contração uterina 
 aumenta a frequência cardíaca 
 promove broncodilatação 
 excitação ligeira 
 
 aumenta pressão arterial 
 promove vasoconstrição 
 aumenta a frequência cardíaca 
 
5
Nicole Júlia Levandovski 
 aumenta frequência cardíaca 
 aumenta pressão arterial 
 promove broncodilatação 
 
 não altera a pressão 
 não altera glicemia 
 aumenta a contração uterina 
 diminui a circulação uterina 
 vasoconstrição pequena 
 não altera a frequência cardíaca 
 
 aumenta pressão arterial 
 potente vasoconstrição 
 pequena broncodilatação 
 não altera frequência cardíaca 
 
➢ Para todo sal anestésico pode-se encontrar mais de um vasoconstritor disponível, a diferença entre eles é que cada 
um tem uma indicação correta para cada caso. 
➢ Paciente cardíaco, diabético, hipertenso, grávida e outras alterações sistêmicas, deve-se tomar muito cuidado em 
questão do vasoconstritor e a quantidade do mesmo. 
 
POSIÇÃO DO PACIENTE PARA RECEBER ANESTESIA LOCAL 
Maxila: plano oclusal do paciente formando um ângulo de 45° graus com o plano horizontal (chão) 
Mandíbula: plano oclusal do paciente paralelo ao plano horizontal (chão) 
 
FALHAS NAS ANESTESIAS 
 Anomalias anatômicas 
 Falta de conhecimento anatômico 
 Infiltração muito rápida 
 Solução fria, quente ou adulterada 
 Paciente sentado incorretamente 
 Movimentos intempestivos 
 Agulha muito curta ou muito longa 
 Vazamento do tubete 
 Erro de técnica 
 Falta de experiência 
 Empunhadura inadequada 
 Eliminação rápida do anestésico (ex. acertar um vaso sanguíneo) 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS 
 Assepsia rigorosa 
 Conhecer anatomia 
 Solução ser nova 
 Quantidade segura 
 Indicação adequada 
 Técnica correta 
 Bisel da agulha voltado para osso 
 Troca de agulha quando repetidas anestesias 
 
6
Nicole Júlia Levandovski 
COMPLICAÇÕES SISTÊMICAS 
A toxicidade causada pelos anestésicos locais deve-se, na maioria dos casos, a injeção intravascular acidental e a 
administração extravascular excessiva, podendo variar de acordo com o nível de absorção, redistribuição tecidual e 
metabolismo da droga ou a potência intrínseca do anestésico 
As principais complicações advindas da anestesia local são: 
 Lipotimia 
 Sincope 
 Angina pectoris 
 Hipotensão Postural 
 Broncoespasmo 
 Reação Anafilática 
 Infarto do Miocárdio 
O choque anafilático é a manifestação mais grave e que habitualmente provoca a morte do paciente, pela falta de 
preparo por parte do profissional e de socorro adequado. 
 
SINAIS CLÍNICOS DE TOXICIDADE 
Incluem taquicardia, hipertensão, sonolência, confusão, diplopia, palidez, tontura e gosto metálico. Os sinais tardios 
incluem inconsciência, convulsões, disritmias, parada respiratória e circulatória. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Não descrita no Malamed, também conhecida como CA-ZOE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8
Nicole Júlia Levandovski 
CONTINUAÇÃO.... 
 
Em maxila temos algumas estruturas referência que às vezes dificulta ou facilita a introdução do sal anestésico: regiões 
de eminência como arco zigomático e pilar canino, por exemplo. 
 
Maxila: mais esponjoso/trabecular/poroso 
Mandíbula: mais compacto/cortical/denso 
 
Por convenção, tem-se maior facilidade do sal anestésico fazer a difusão em maxila do que em mandíbula, justamente 
pela maxila ser mais esponjosa. Muitas vezes em maxila, por excesso de sal anestésico, consegue-se anestesiar o 
paciente por encharcamento e não por acertar a técnica anestésica. 
 
Portanto, quanto mais o osso for esponjoso, maior a facilidade de difusão do sal anestésico. Por isso que, em 
mandíbula, quase sempre deve-se fazer técnicas mais complexas (anestesia de bloqueio de nervo). 
 
ÁREAS DE DENSIDADES ÓSSEAS 
Nossos ossos foram divididos por Lekholm e Zarb em 4 tipos 
 
 
Tipo I: ++ compacto, -- esponjoso 
Tipo II: + compacto, + esponjoso 
Tipo III: - compacto, + esponjoso 
Tipo IV: -- compacto, ++ esponjoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
9
Nicole Júlia Levandovski 
TÉCNICAS DE BLOQUEIO DE MAXILA 
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPEROANTERIOR (B. DO NERVO INFRAORBITÁRIO) 
Áreas Anestesiadas: Tecidos pulpares e alvéolo do incisivos central, lateral e canino; em 72% dos pacientes: tecido pulpar dos pré-
molares superiores e a raiz mésio vestibular do 1° molar; periodonto e mucosa vestibular (labial); ossoe periósteo destes mesmos 
dentes + asa e aspecto lateral do nariz; pálpebra inferior e lábio superior do lado anestesiado (N. Infraorbitário). 
Indicação: Procedimentos envolvendo mais de dois dentes superiores na mesma hemi arcada e os tecidos vestibulares 
sobrejacentes; inflamação ou infecção (cujo a injeção supraperiostal é contraindicada) → se houver celulite, indica-se o BNM; 
quando as injeções supraperiostais forem ineficazes. 
Contraindicação: Áreas de tratamento discretas; quando deseja-se a hemostasia de áreas localizadas (indica-se infiltração local) 
 
Vantagens: Técnica simples e comparativamente segura: minimiza o volume de solução e o n° de punções. 
Desvantagens: 
Psicológicas → o administrador pode haver um medo inicial de lesar o olho do paciente; a abordagem extraoral do nervo 
Infraorbitário pode ser desconfortável. 
Anatômicas → dificuldade em definir pontos de referência 
 
OBS. Tecnicamente, o N. Infraorbitário promove anestesia dos tecidos moles da porção anterior da face e não dos dentes ou 
tecidos moles e duros intraorais, portanto é inadequado chamar o BNASA de BNIO. 
 
Técnica 
 Agulha Longa de calibre 25 ou 27 
 Região de Punção: Fundo de sulco na distal do incisivo lateral 
O paciente deve estar posicionado em decúbito ou semidecúbito. Preparar os tecidos. Localizar o forame infra-orbital através da 
palpação e pressão (o paciente sentirá um leve desconforto quando o forame for palpado, devido ao nervo ser pressionado contra 
o osso). Deve-se manter o dedo sobre ou marcar a pele neste ponto, afastar o lábio do paciente e introduzir a agulha na altura da 
prega mucovestibular sobre o 1° pré-molar, com o bisel voltado para o osso, orientando em direção ao forame infra-orbital (a 
agulha deve ser mantida paralela ao eixo longitudinal do dente enquanto é avançada) com uma profundidade de 
aproximadamente 16mm (até tocar o osso). Aspirar e depositar de 0,9 a 1,2ml de solução por 30 a 40 segundos -- Neste ponto, o 
BNIO está completo → produzindo anestesesia dos tecidos moles na porção anterior da face e no aspecto lateral do nariz. 
Para transformá-lo no BNASA, deve-se manter pressão firme com o dedo sobre o local de injeção, durante a injeção e por pelo 
menos 1 min depois e também manter a pressão digital direta sobre o local da injeção durante 1-2 min após a retirada da agulha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Incisura infraorbitária 
10
Nicole Júlia Levandovski 
OBS. A agulha pode ser introduzida na altura da prega mucovestibular, acima de qualquer dente, desde o 2° pré-molar 
anteriormente até o incisivo central. O trajeto de penetração resultante é em direção à área alvo, o forame infraorbital. O 1° pré-
molar geralmente proporciona o menor trajeto até esta área alvo. 
OBS. O profissional será capaz de “sentir” a solução anestésica sendo depositada sob seu dedo colocado sobre o forame se a 
extremidade da agulha estiver na posição correta. Ao terminar a injeção, o forame não deve mais ser palpável (devido ao 
volume de anestésico local nesta posição). 
 
 BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR MÉDIO 
Áreas Anestesiadas: Tecidos pulpares e alvéolo dos pré-molares superiores do lado anestesiado, ligamento 
periodontal, periósteo e mucosa gengival na região, raiz MV do primeiro molar superior, membrana sinusal e tecido 
ósseo. 
Nervos Anestesiados: Alveolar Superior Médio e ramos terminais. 
Indicação: Intervenção dos pré-molares, raiz MV do primeiro molar superior, parede anterior do seio maxilar, quando 
o BNASA não produzir anestesia pulpar distal ao canino superior. 
Contraindicação: Infecção ou inflamação na área, quando o nervo ASM está ausente (a inervação é feita por 
intermédio do nervo ASA) → os ramos do ASA que inervam os pré-molares e a raiz MV do 1° molar podem ser 
anestesiados por meio da técnica do nervo ASM. 
Vantagens: Minimiza o n° de injeções e o volume de solução. 
Desvantagens: Nenhuma. 
Técnica 
 Agulha Curta ou Longa de calibre 27 
 Região de Punção: Fundo de sulco entre as raízes dos pré-molares 
 
Preparar os tecidos. Distender o lábio superior do paciente, introduzir a agulha na prega mucovestibular acima do 2° 
pré-molar, com o bisel voltado para o osso. Penetrar a mucosa e avançar a agulha lentamente até a ponta estar acima 
do ápice do 2° pré-molar, aspirar e depositar 0,9 a 1,2ml (de metade a ⅔ do tubete) por aproximadamente 30 a 40 
segundos. 
 
 
 BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR MÉDIO ANTE RIOR 
Áreas Anestesiadas: Tecidos pulpares dos incisivos, caninos e pré-molares superiores do lado anestesiado; gengiva inserida 
vestibular (destes dentes); tecidos palatinos inseridos da linha média até a margem gengival livre dos dentes associados. 
Nervos Anestesiados: Alveolar Superoanterior, Alveolar Superior Médio + Plexo nervoso dentário subneural dos mesmos. 
Indicação: Procedimentos envolvendo os dentes anterossuperiores, tecidos moles, raspagem e alisamento radicular; quando é 
desejada a anestesia de múltiplos dentes anterossuperiores em uma única injeção ou quando a supraperiostal for ineficaz. 
Contraindicação: Pacientes com tecidos palatinos finos; pacientes que não conseguem tolerar um tempo de administração de 3 
a 4 minutos; procedimentos que requerem mais de 90 minutos; uso de anestésico local com adrenalina 1:50.000. 
11
Nicole Júlia Levandovski 
Vantagens: Anestesia de múltiplos dentes superiores com uma única injeção; técnica comparativamente simples e segura: reduz 
o volume anestésico e n° de punções; possibilita a anestesia pulpar e tecidos moles efetiva para raspagem periodontal e 
alisamento radicular; permite que uma avaliação precise da linha do sorriso seja realizada após a anestesia (procedimentos 
odontológicos cosméticos); elimina a inconveniência da dormência pós-operatória do lábio sup e dos músculos da expressão facial. 
Desvantagens: Requer um tempo de administração lento (0,5ml/min); pode causar fadiga do operador devido ao tempo de 
injeção prolongado; pode ser incômoda para o paciente caso administrada incorretamente; pode haver necessidade de uma 
anestesia suplementar para os dentes incisivos central e lateral; pode causar isquemia excessiva caso administrada rapidamente. 
Técnica 
 Agulha Curta de calibre 27 
 Região de Punção: A 1cm na região palatina entre os pré-molares 
Técnica da Pré-perfuração: Colocar o bisel voltado para o tecido palatino. Colocar um cotonete estéril na ponta da agulha e aplicar 
leve pressão sobre o cotonete para criar um “selante” do bisel da agulha contra a superfície externa. Iniciar a injeção do anestésico 
e manter esta posição e pressão por 8 a 10 segundos. 
Técnica da Caminho do Anestésico: Avançar 1 a 2mm a extremidade da agulha para dentro do tecido a cada 4 a 6 segundos 
enquanto administra a solução anestésica. Atentar para não expandir o tecido ou avançar a agulha muito rapidamente. 
Depois de aproximadamente 30 segundos uma isquemia inicial é observada, parar por alguns segundos para permitir o início da 
anestesia superficial. Continuar a técnica de inserção lenta até tocar o osso (agulha deve estar sendo mantida em contato com o 
osso e o bisel voltado para o osso), aspirar e injetar 0,5ml por minuto durante a injeção, com uma dose final de aproximadamente 
1,4 a 1,8ml. 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPEROPOSTERIOR 
Áreas Anestesiadas: Tecidos pulpares e alvéolo dos molares superiores do lado anestesiado com exceção da raiz mésio vestibular 
do 1° molar; ligamento periodontal; periósteo e mucosa gengival na região. 
Nervos Anestesiados: Alveolar Superoposterior e seus ramos 
Indicação: Intervenção dos pré-molares, raiz MV do primeiro molar superior, parede anterior do seio maxilar; tratamento de dois 
ou mais molares superiores; quando a supraperiostal está contraindicada (inflamação aguda, infecção) ou foi ineficaz. 
Contraindicação: Quando o risco de hemorragia é muito grande (ex. hemofílico) → recomenda-se supraperiostal ou LPD. 
Vantagens: Atraumático quando feito corretamente,alta taxa de sucesso (>95%), minimiza o volume total de solução anestésica 
local administrada, n° mínimo de injeções é necessário 
Desvantagens: Risco de hematoma, desconfortável para o paciente, necessita de uma segunda injeção para o tratamento da raiz 
mesiovestibular do 1° molar 
Técnica 
 Agulha Curta de calibre 27 
 Região de Punção: Fundo de sulco na raiz disto vestibular do 2° molar superior 
Preparar os tecidos. Orientar o bisel voltado para o osso, retrair a bochecha e introduzir a agulha. Avançar para cima (superior em 
um ângulo de 45° com o plano oclusal), para dentro (medialmente em relação a linha média em um ângulo de 45° com o plano 
oclusal) e para trás (posterior em um ângulo de 45° com o eixo longitudinal do 2° molar) em um só movimento, numa profundidade 
de aproximadamente de 16mm em adulto de tamanho normal e em um crânio pequeno de 10 a 14mm. Aspirar e injetar 0,9 a 
1,8ml de solução por um tempo de 30 a 60 segundos. 
 
 
BLOQUEIO DO NERVO PALATINO MAIOR 
Áreas Anestesiadas: Porção posterior do palato duro e tecidos moles adjacentes, da mesial do primeiro pré-molar até distal do 3° 
molar e medialmente até a linha média. 
Nervos Anestesiados: Palatino Maior. 
Indicação: Intervenção de primeiro pré-molar a terceiro molar por palatino nas exodontias (complemento); casos que a anestesia 
dos tecidos moles do palato é necessária para o tratamento restaurador em mais de dois dentes (ex. restaurações subgengivais e 
inserção de matriz subgengival); para controle da dor durante procedimentos periodontais ou cirúrgicos envolvendo os tecidos 
palatinos moles e duros. 
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Nicole Júlia Levandovski 
Contraindicação: Inflamação ou infecção no local da injeção; pequenas áreas de tratamento. 
Vantagens: Minimiza o n° de injeções, volume de solução e o desconforto para o paciente. 
Desvantagens: Não há hemostasia (exceto na área próxima da injeção); potencialmente traumático. 
Técnica 
 Agulha Curta de calibre 27 
 Região de Punção: Distal do segundo molar na região do palato (sobre o forame palatino maior) 
 O paciente deve estar posicionado em decúbito ou semidecúbito. Para identificar o forame palatino maior: colocar um cotonete 
na junção do processo alveolar maxilar e do palato duro, na região do segundo molar e palpar comprimindo posteriormente os 
tecidos até chegar em uma depressão criada pelo forame palatino maior. Preparar os tecidos. Depois deve-se comprimir 
novamente o tecido com o cotonete e observar a isquemia no local da injeção. Com o bisel voltado para os tecidos moles, 
introduzir a agulha e injetar um pequeno volume do anestésico local até formar uma gotícula na membrana mucosa. Retificar a 
agulha e perfurar a mucosa, injetando pequenos volumes até a isquemia se propagar pelos tecidos adjacentes (continuar 
comprimindo com cotonete durante esta etapa). Avançar a agulha até tocar o osso (penetração de aproximadamente 5mm), deve-
se continuar injetando pequenos volumes de anestésico à medida que o tecido é perfurado. Aspirar e injetar não mais que ¼ a ⅓ 
do tubete (0,45 a 0,6ml) por no mínimo 30 segundos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
BLOQUEIO DO NERVO NASOPALATINO 
Áreas Anestesiadas: Porção anterior do palato duro (tecidos moles e duros), bilateralmente: da mesial do 1° pré-molar direito à 
mesial do 1° pré-molar esquerdo. 
Nervos Anestesiados: Nasopalatino (bilateralmente) 
Indicação: Quando for necessária anestesia dos tecidos moles palatinos para tratamento restaurador em mais de dois dentes; 
controle da dor durante procedimentos periodontais ou cirúrgicos orais envolvendo os tecidos moles e duros do palato. 
Contraindicação: Inflamação ou infecção no local da injeção; pequenas áreas de tratamento. 
Vantagens: Minimiza o n° de injeções, volume de solução e o desconforto para o paciente. 
Desvantagens: Não há hemostasia (exceto na área próxima da injeção); potencialmente a injeção intraoral mais traumática. 
Técnica 1: Injeção Única no Palato 
 Agulha Curta de calibre 27 
 Região de Punção: Mucosa palatina lateralmente à papila incisiva (localizada na linha média atrás dos incisivos centrais) 
 Preparar os tecidos. Comprimir a papila com cotonete e observar a isquemia no local. Com o bisel contra os tecidos moles 
isquêmicos, introduzir e depositar um pequeno volume do anestésico. Retificar a agulha, perfurar a mucosa e injetar pequenos 
volumes de anestésico durante todo o procedimento. Observar a isquemia propagando-se para os tecidos adjacentes. (continuar 
a aplicar pressão com cotonete enquanto injeta o anestésico). Avançar a agulha lentamente em direção ao forame incisivo até 
que toque o osso (aproximadamente 5mm) -injetar anestésico enquanto avança agulha-, recuar 1mm, aspirar e injetar não mais 
que ¼ a ⅓ de um tubete (0,45ml) durante 15 a 30 segundos. 
Técnica 2: Múltiplas Perfurações da Agulha 
 Agulha Curta de calibre 27 
 Região de Punção: Freio labial, papila interdental e tecidos moles palatinos laterais à papila incisiva 
1ª injeção: freio labial 
Preparar os tecidos. Retrair o lábio superior, introduzir a agulha no freio e depositar 0,3ml em aproximadamente 15 segundos. 
2ª injeção: papila interdental 
Retrair o lábio superior, segurar a agulha em ângulo reto em relação à papila interdental e introduzir na papila logo acima do nível 
do osso da crista, aspirar e injetar não mais de 0,3ml de solução anestésica por aproximadamente 15 segundos. (o uso de um 
dedo da outra mão para estabilizar a agulha é recomendado). 
3ª injeção: Secar o tecido lateral à papila incisiva e colocar a agulha nos tecidos moles adjacentes, dirigida à parte mais distal da 
papila. Avançar a agulha até tocar o osso e recuar 1mm, aspirar e depositar lentamente 0,3 ml em aproximadamente 15 segundos. 
 OBS. o uso da anestesia tópica e por pressão é desnecessário na 2ª e 3ª injeções, pois os tecidos sendo penetrados pela agulha 
já estão anestesiados pela 1ª e 2ª injeções, respectivamente. 
 
 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BLOQUEIO DO NERVO MAXILAR (V2) 
Áreas Anestesiadas: Tecidos pulpares de todos os dentes do lado do bloqueio; periodonto vestibular e osso sobrejacente a estes 
dentes; tecidos moles; palato duro e mole até limite da linha média; pele da pálpebra inferior, lateral do nariz, bochecha e lábio 
superior. 
Nervos Anestesiados: Maxilar e seus ramos 
Indicação: Procedimentos cirúrgico múltiplos e extensos, periodontais ou restauradores que requeiram anestesia de toda a divisão 
maxilar; casos de infecções e inflamações que impeçam outros bloqueios, diagnósticos ou terapêuticos envolvendo a divisão V2. 
Contraindicação: Profissional inexperiente; pacientes pediátricos ou não cooperativos; inflamação ou infecção dos tecidos 
sobrejacentes ao local da injeção; casos em que há risco de hemorragia; incapacidade de conseguir acesso ao canal palatino maior 
(ex. obstrução óssea). 
Vantagens: Injeção atraumática pela abordagem da tuberosidade alta; alta taxa de sucesso (>95%); aspiração positiva em menos 
de 1% dos casos; minimiza o n° de perfurações da agulha, volume total da solução de anestésico local injetada para 1,8 versus 
2,7ml. 
Desvantagens: Risco de hematoma; possível que haja introdução excessiva da agulha devido à ausência de pontos de referência; 
ausência de hemostasia; potencialmente (embora não usualmente) traumática pela abordagem do canal palatino maior. 
Técnica 1: Abordagem da Tuberosidade Alta 
 Agulha Longa de calibre 25 (calibre 27 aceitável) 
 Região de Punção: Prega mucovestibular na distal do 2° molar superior em direção ao túber / fissura esfenopalatina. 
 O paciente deve estar posicionado em decúbito ou semidecúbito. Preparar os tecidos. Deve-se retrair a bochecha para aumentar 
a visibilidade e então fazer a punção com o bisel voltado para o osso. Avançar a agulha lentamente para cima, para dentro e para 
trás numa profundidade de 30mm (não sedeve encontrar resistência a penetração). Aspirar e depositar lentamente (mais de 1 
minuto) 1,8ml. 
 
Técnica 2: Abordagem do Canal Palatino Maior 
 Agulha Longa de calibre 25 (calibre 27 aceitável) 
 Região de Punção: Distal do segundo molar na região do palato (sobre o forame palatino maior) 
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Nicole Júlia Levandovski 
O paciente deve estar posicionado em decúbito ou semidecúbito. Para identificar o forame palatino maior: colocar um cotonete 
na junção do processo alveolar maxilar e do palato duro, na região do segundo molar e palpar comprimindo posteriormente os 
tecidos até chegar em uma depressão criada pelo forame palatino maior. Preparar os tecidos. Depois deve-se comprimir 
novamente o tecido com o cotonete e observar a isquemia no local da injeção. Com o bisel voltado para os tecidos moles, 
introduzir a agulha e injetar um pequeno volume do anestésico local até formar uma gotícula na membrana mucosa. Retificar a 
agulha e perfurar a mucosa, injetando pequenos volumes até a isquemia se propagar pelos tecidos adjacentes (Continuar 
comprimindo com cotonete durante esta etapa) - o bloqueio no N. palatino maior está agora completo - Sondar delicadamente o 
forame palatino maior e avançar a agulha mantida em 45° em uma profundidade de 30mm (não forçar em caso de resistência → 
retirar ligeiramente a agulha e introduzir em outra angulação. Aspirar e injetar lentamente 1,8 ml de solução anestésica por 1 
minuto. 
 
 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
TÉCNICAS DE BLOQUEIO DA MANDÍBULA 
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR (TÉCNICA PTERIGOMANDIBULAR) 
Áreas Anestesiadas: Tecidos pulpares dos dentes inferiores de incisivo central ao terceiro molar do lado anestesiado; 
lábio inferior; gengivas e mucosas vestibular (entre 2° pré-molar e incisivo central); osso alveolar; assoalho bucal; ⅔ 
anteriores da língua; mucosas e gengiva lingual do mesmo lado. 
Nervos Anestesiados: Alveolar Inferior, Lingual, Bucal, Mentual e Incisivo. 
Indicação: Intervenções em todos os dentes inferiores, tecido ósseo, periósteo, mucosa, assoalho bucal, 2/3 anteriores 
da língua da hemimandíbula anestesiada. 
Contraindicação: Fazer esta técnica de maneira bilateral; cenário de inflamações ou infecções agudas na região; 
cenário em que o dente a sofrer intervenção seja exclusivamente um dente incisivo da mandíbula (nesse caso, basta 
uma supraperiosteal); pacientes que poderão se automutilar caso estejam anestesiados (crianças, pacientes 
especiais). 
Vantagens: Apenas uma injeção anestesia uma ampla área 
Desvantagens: 15 a 20% de índice de fracasso, mesmo quando realizada adequadamente; pode ser necessário uma 
injeção supraperiostal extra nos incisivos inferiores; limites intrabucais não-seguros. 
Essa técnica pode ser Indireta ou Direta 
 
TÉCNICA INDIRETA: BRAUN 
 Agulha Longa de calibre 25 (calibre 27 aceitável) 
 Região de punção: Rafe Pterigomandibular (arredores do trígono retromolar) 
Primeiramente, deve-se localizar, por meio de palpação com o dedo indicador, a borda anterior do ramo ascendente 
e a linha oblíqua externa. Percorrendo essa superfície de cima para baixo, localiza-se o ponto de maior depressão. O 
dedo indicador deve ficar posicionado de tal forma que sua unha fique voltada para o plano sagital mediano do 
paciente 
A metade da altura da unha corresponde a, aproximadamente, 0,5 a 1cm da superfície oclusal dos molares inferiores, 
correspondendo ao trígono retromolar. Este é o ponto de eleição para a punção. Preparar os tecidos. 
Feita a punção, a agulha longa deve penetrar paralelamente ao plano oclusal dos molares inferiores com o bisel 
voltado para o osso de 5 a 6mm e injetar devagar a solução anestésica para anestesiar o nervo bucal, logo após 
introduz-se a agulha mais 5mm para anestesiar o nervo lingual, injetando ¼ do anestésico. 
Após isso, sem remover totalmente agulha do tecido, deslocamos o conjunto seringa agulha até os pré-molares do 
lado oposto, e então, introduz- se a agulha até tocar o osso, recua-se 3mm e injetamos ¾ restantes di anestésicos no 
nervo alveolar inferior. 
Variações anatômicas: à medida que o ângulo mandibular vai se tornando mais obtuso, mais inferiormente estará 
situado o forame mandibular, o que ocorre com paciente edêntulo e crianças; dessa forma, o ponto de penetração da 
agulha deverá ser mais baixo que o normal. 
Quando o tendão do músculo o temporal encontra-se hipertrofiado, no caso de pacientes com musculatura 
mastigatória desenvolvida, a técnica exige mais do operador pois os pontos de reparo são pouco perceptíveis e 
palpáveis. 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
Resumo: 
Técnica – 1ª posição: anestesia do nervo bucal 
 Identificar as linhas formadas pelo ramo ascendente da mandíbula e pela rafe pterigomandibular; 
 Traçar a bissetriz do ângulo dessas linhas; 
 Punção na bissetriz, 1cm acima do plano oclusal, com o bisel da agulha voltado para o osso; 
 Manter a seringa paralela ao plano oclusal, alinhada com a superfície oclusal dos molares inferiores; 
 Induzir a agulha +/- 5mm; 
 Aspirar; 
 Injetar um pouco de anestésico 
 
Técnica – 2ª posição: anestesia do nervo lingual 
 Após a anestesia bucal, introduzir a agulha por mais 5mm, mantendo a seringa na mesma orientação da primeira 
posição; 
 Aspirar; 
 Injetar anestésico até atingir ¼ do tubete; 
 Mantendo a carpule paralela ao plano oclusal, retirar quase toda a agulha (manter pouco mais que a ponta da 
agulha dentro da mucosa); 
 Esta etapa é a preparação para a 3ª posição. 
 
Técnica – 3ª posição: anestesia da alveolar inferior 
 A agulha deve estar quase toda fora da mucosa; 
 Deslocar a seringa para o lado oposto, de modo que o canhão da carpule fique acima dos pré-molares do lado 
oposto ao lado anestesiado; 
 Reintroduzir a agulha até que ela toque o osso (pode-se injetar um pouco de anestésico durante a introdução); 
 Recuar a agulha 1mm; 
 Aspirar; 
 Injetar o restante do anestésico (¾ do tubete) 
 
 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
 TÉCNICA DIRETA: 
 Agulha Longa de calibre 25 (calibre 27 aceitável) 
 Região de punção: Rafe Pterigomandibular 
A seringa Carpule com agulha longa é colocada na região de pré-molares do lado oposto a ser anestesiado, então deve-
se preparar os tecidos e realizar a punção na região pterigomandibular do ramo ascendente da mandíbula. Nessa 
posição, aprofunda-se a agulha depositando anestésico, que causará insensibilização do nervo lingual. Aprofundando-
se a agulha, esta tocará o osso, recua-se 1 mm e deposita-se lentamente o anestésico que atingirá o nervo alveolar 
inferior. Para anestesia do nervo bucal, tracionam-se os tecidos moles lateralmente, introduz-se a agulha no fundo de 
sulco vestibular na direção do 1º ao 3º molar inferior, e deposita-se o anestésico lentamente, em uma quantidade 
aproximada de 0, 6ml (⅓ do tubete anestésico). 
 
Resumo: 
 Técnica- anestesia dos nervos lingual e alveolar inferior: 
 Identificar as linhas formadas pelo ramo ascendente e pela rafe pterigomandibular; 
 Traçar a bissetriz do ângulo dessas linhas; 
 Posicionar o canhão da carpule entre os pré-molares inferiores do lado oposto; 
 Punção da bissetriz, 1cm acima do plano oclusal com o bisel da agulha voltado para o osso; 
 Introduzir a agulha até que ela toque o osso, injetando um pouco de anestésico no trajeto; 
 Recuar 1mm; 
 Aspirar; 
 Injetar o restante do tubete anestésico 
Observações 
• O nervo lingual é anestesiado durante a punção (introduzir e injetar ao mesmo tempo); 
• Esta técnica não bloqueia o nervo bucal; 
• Não provoca anestesia na mucosa vestibular dos molares inferiores; 
• O nervo mentual é bloqueado; 
• Ocorre anestesia da mucosa vestibular dos pré-molares inferiores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
BLOQUEIO DO NERVO BUCAL 
Áreas Anestesiadas: Tecidos moles e periósteo bucal dos dentes molares inferiores 
Nervos Anestesiados: Bucal. 
Indicação: Complementar o bloqueio doNervo Alveolar Inferior. 
Contraindicação: Presença de inflamação ou infecção na área a ser anestesiada. 
Vantagens: Elevada a taxa de sucesso, devido ao fácil acesso e tecnicamente de fácil execução. 
Desvantagens: Pode ser desconfortável se a agulha tocar o periósteo. 
 
Técnica 
 Agulha Longa de calibre 25 ou 27 (a agulha longa é recomendada devido ao local de depósito posterior e não à 
profundidade de inserção tecidual (que é mínima)) 
 Região de punção: fundo de sulco próximo ao 1º molar inferior, adentrando em direção ao 3º molar inferior 
Primeiramente, deve-se afastar a mucosa jugal, com o dedo indicador, do lado a ser realizada a técnica. A seguir, 
preparar os tecidos e introduzir a agulha no fundo do sulco vestibular na altura do 1º molar inferior, do lado a ser 
anestesiado, em direção ao 3º molar inferior depositando, aproximadamente, ⅓ do tubete anestésico. 
 
BLOQUEIO DO NERVO MENTUAL 
Áreas Anestesiadas: Mucosa bucal anterior ao forame mentual; lábio inferior e mento até a linha média. 
Nervos Anestesiados: Mentual. 
Indicação: Biópsias, curetagem na gengiva de incisivos, caninos e pré-molares inferiores e suturas dos tecidos moles 
Contraindicação: Inflamação ou infecção na área. 
Vantagens: Alta taxa de sucesso devido ao fácil acesso; fácil de executar; atraumático. 
Desvantagens: Possível desenvolvimento de hematoma; não anestesia a mucosa lingual da região. 
 
Técnica 
 Agulha Curta de calibre 25 ou 27 
 Região de punção: entre os pré-molares 
Faz- se uma palpação com o dedo indicador e polegar entre os pré-molares inferiores, a fim de localizar um ponto de 
maior depressão ou sensibilidade, o qual indica a saída do nervo. Tendo localizado este ponto, prepara-se os tecidos 
e a introdução da agulha curta deve ser formando um ângulo de 45° entre a agulha e a face vestibular da mandíbula. 
 obs. o forame mentual pode estar localizado sobre o próprio rebordo alveolar em pacientes edêntulos. 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
 BLOQUEIO DO NERVO INCISIVO 
Áreas Anestesiadas: Mucosa bucal anterior ao forame mentual; lábio inferior e pele do mento; mento até a linha 
média e tecidos pulpares dos pré-molares, canino e incisivos. 
Nervos Anestesiados: Incisivo e Mentual. 
Indicação: Quando o procedimento envolve tanto o lado direito como o esquerdo; procedimentos dentários 
envolvendo a anestesia pulpar em dentes anteriores ao forame mentual; casos em que o bloqueio do nervo alveolar 
inferior não está indicado (ex. de canino a canino ou de pré a pré → bilateral) 
Contraindicação: Inflamação ou infecção na área. 
Vantagens: Alta taxa de sucesso e fácil de executar. 
Desvantagens: Não anestesia a língua e mucosa lingual da região; pode ser necessária a infiltração local no aspecto 
bucal e lingual dos incisivos centrais para obter anestesia pulpar completa. 
Técnica 
 Agulha Curta de calibre 27 
 Região de Punção: prega mucobucal no forame mentual ou anterior a ele 
Localiza-se o forame mentual e com o dedo indicador esquerdo, puxar lentamente o lábio inferior e os tecidos moles 
bucais. Preparar os tecidos. Penetra-se a agulha na membrana mucosa no canino ou no 1° pré-molar de profundidade 
de 5 a 6mm, dirigindo-a ao forame mentual e bisel voltado para o osso. Faz-se a aspiração e então deposita 
aproximadamente 1/3 do tubete anestésico 
 
 
BLOQUEIO DO NERVO LINGUAL 
Áreas Anestesiadas: 2/3 anteriores da língua; assoalho bucal; mucosa e periósteo da face lingual da mandíbula. 
Nervos Anestesiados: Lingual. 
Indicação: Casos em que for necessário a manipulação dos tecidos anestesiados. 
Contraindicação: Inflamação ou infecção na área. 
Vantagens: Boa frequência de sucesso. 
Desvantagens: Desagradável para muitos pacientes e possivelmente perigosa em alguns indivíduos (trauma 
autoinfligido aos tecidos moles). 
Técnica 
 Agulha Longa de calibre 25 ou 27 
 Região de Punção: borda lingual da mandíbula 
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Nicole Júlia Levandovski 
Retrair a língua com um cabo de espelho ou abaixador de língua para proporcionar acesso e visibilidade à borda lingual 
da mandíbula. Preparar os tecidos. Coloca-se a seringa no canto da boca do lado oposto e dirigir a ponta da agulha à 
região apical do dente imediatamente posterior ao dente em questão (ex. se o problema estiver no 1° molar, a ponta 
da agulha é no ápice do 2° molar). Penetra-se a agulha até tocar o osso, aspirar e injetar ⅓ do anestésico. 
 
 
 
BLOQUEIO DO NERVO MANDIBULAR (TÉCNICA GOW - GATES) 
Áreas Anestesiadas: Dentes mandibulares até a linha média, mucosa e periósteo em toda região V no lado 
anestesiado, 2/3 da língua e soalho da cavidade oral, tecido lingual e periósteo, corpo da mandíbula e porção inferior 
do ramo, pele sobre o zigoma, porção posterior da região jugal e temporal. 
Nervos Anestesiados: Alveolar Inferior, Mentual, Incisivo, Lingual, Milo-hióideo, Auriculotemporal e Bucal (em 75% 
dos pacientes). 
Indicação: Múltiplos procedimentos nos dentes mandibulares; casos em que é necessária a anestesia dos tecidos 
moles bucais, do 3° molar até a linha média; casos em que é necessária a anestesia dos tecidos moles linguais; casos 
em que um bloqueio do N. Alveolar Inferior convencional não é bem-sucedido.; quando, por alguma variação 
anatômica, não é possível anestesiar o nervo alveolar inferior. 
Contraindicação: Inflamação ou infecção na área; pacientes que não consigam abrir bem a boca; pacientes que 
possam morder o lábio ou língua (crianças, pac. especiais) 
Vantagens: Requer apenas uma injeção; elevada frequência em êxito para mãos experientes (>95%) ; poucas 
complicações pós-injeção; anestesia é em grande área. 
Desvantagens: Difícil realização por mãos inexperientes, alto risco de erros; tempo de início da anestesia mais longo 
(+/-5min) do que uma BNAI (+/-3min) 
Técnica 
 Agulha Longa de calibre 25 ou 27 
 Região de Punção: ponto inter-tragus da orelha e comissura labial, na distal do 2° molar superior na altura da ponta 
da cúspide mesiopalatina 
Paciente deve ficar em decúbito ou semidecúbito (deitado) com a boca aberta ao máximo, pois assim o côndilo 
assumirá uma posição mais anterior, ficando em contato com o tronco nervoso do nervo Alveolar Inferior. É traçado 
agora um plano imaginário passando pelos pontos extrabucais. Preparar os tecidos. 
Posiciona-se a seringa o nível do canino e pré-molares inferiores do lado oposto ao que se quer anestesiar 
puncionando na face lateral da depressão pterigo temporal, medialmente ao tendão do músculo o temporal, paralelo 
ao plano extrabucal traçado anteriormente, para que a agulha chegue ao colo do côndilo, onde se encontra o tronco 
do nervo mandibular. 
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Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
 BLOQUEIO DO NERVO MANDIBULAR (TÉCNICA VAZIRANI -AKINOSI / BOCA FECHADA) 
Áreas Anestesiadas: Dentes mandibulares até a linha média, corpo da mandíbula e porção inferior do ramo, mucosa e periósteo 
V ant. ao forame mentual, ⅔ anteriores da língua e assoalho bucal, tecidos moles, mucosa e periósteo L 
Nervos Anestesiados: Alveolar Inferior, Incisivo, Mentual, Lingual e Milo-hióideo. 
Indicação: Abertura mandibular limitada (trismo); múltiplos procedimentos em dentes mandibulares; incapacidade de se 
visualizar marcos para bloqueio do N. Alveolar Inferior (ex. língua grande). 
Contraindicação: Infecção ou inflamação aguda na área de injeção; pacientes que possam morder o lábio ou língua (crianças, pac. 
especiais); incapacidade de visualizar ou de ter acesso ao aspecto lingual do ramo mandibular. 
Vantagens: Relativamente atraumático; pacientes não precisam ser capazes de abrir a boca; menos complicações pós-operatórias; 
frequência de aspiração menor que no BNAI; eficaz na presença de um nervo alveolar e canal mandibular bífidos. 
Desvantagens: Difícil visualizar-se a trajetória da agulha e a profundidade de inserção; nenhum contato ósseo (profundidade de 
penetração até certo ponto arbitrária); potencialmente traumático se a agulha estiver demasiadopróxima do periósteo. 
Técnica 
 Agulha Longa de calibre 25 (calibre 27 utilizada em pacientes cujo ramo mandibular se afunile lateralmente mais que o habitual) 
 Região de Punção: tecidos moles na borda medial do ramo mandibular na altura da cervical/raiz dos dentes 
superiores (abaixo do BNMGG e acima do BNAI) 
O paciente deve estar posicionado em decúbito ou semidecúbito (deitado). Afastar os tecidos moles medialmente ao 
ramo da mandíbula e visualizar a junção mucogengival do 3° ou 2° molar superior e a tuberosidade da maxila, preparar 
os tecidos e pedir ao paciente para fechar a boca e ocluir os dentes. Corpo da seringa é mantido paralelo ao plano 
oclusal maxilar e deve-se avançar a agulha 25mm numa tangente ao processo alveolar maxilar posterior e paralelo ao 
plano oclusal maxilar. Bisel em direção oposta ao ramo mandibular (voltado para a linha média), aspirar e depositar 
1,5 a 1,8ml da solução anestésica por aproximadamente 30 seg. 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
BIOSSEGURANÇA 
INTRODUÇÃO 
BIO = vida / SEGURANÇA = qualidade de ser ou estar seguro, protegido, livre de risco ou de perigo. 
 
IMPORTÂNCIA: 
• Abordar medidas de controle de infecção para proteção da equipe de saúde. 
• Preservação do meio ambiente na manipulação e descarte de resíduos químicos, tóxicos e infectantes. 
• Redução geral de Risco à saúde e acidentes ocupacionais. 
Gestão de Risco 
Todo o atendimento há um risco de evento adverso, portanto deve-se ter: Estrutura → Processo → Resultado 
 
Modelos de Acreditação (ONA, JCI, QMENTUM) 
→ A empresa vai no seu consultório para ver se está dentro de todas as normas preconizadas de atendimentos para 
receber um selo de acreditação. 
 
METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE (OMS/JCI) 
1. Identificar corretamente o paciente 
2. Melhorar a comunicação entre profissionais da saúde 
3. Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos 
4. Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos 
5. Higienizar as mãos para evitar infecções 
6. Reduzir o risco de quedas e úlceras por pressão 
 
NORMAS REGULAMENTADORAS (NR) 
→ A OMS lança algumas regras e os países aderem a isso se adequando dentro do que for possível. Agência nacional 
de saúde (ANS), anvisa, ministério da saúde: grupos de profissionais que se reúnem e formam as regras dos 
atendimentos específicos. 
 
TIPOS DE RISCO DE BIOSSEGURANÇA 
Durante o exercício da odontologia existem algumas condições que oferecem riscos ocupacionais à equipe 
odontológica, por exemplo: 
• Risco Físico: Iluminação, ruído, radiação ionizante ou não, vibrações, materiais pérfuro-cortantes, ultrassom, etc. 
• Risco Químico: Ácidos, resinas, mercúrio, poeira. 
• Risco Biológico: Secreções com bactérias, vírus, fungos. 
• Risco Ergonômico e Emocional: Má postura, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, depressão, estresse, etc. 
• Risco de Acidente: Equipamento sem proteção, armazenamento inadequado, falta de adoção das medidas de 
precaução padrão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
EVENTOS ADVERSOS 
Ferramentas para Gestão de Risco: 
1- APR (Análise Preliminar de Risco) 2- Protocolo de Londres 
Analisar o que pode acontecer Quando ocorre um evento adverso são feitas perguntas e um 
. questionário que deve ser preenchido 
 
Reason fez a “Teoria do queijo suíço”, se tiver falha, 
“buraco” no processo do atendimento, terá falha no 
atendimento final do paciente. Essas falhas podem levar a 
um evento adverso, cujo deve ser evitado. 
 
 
 
 
COMISSÃO INTERNA DE BIOSSEGURANÇA 
 Reduzir o número de microorganismos no ambiente de trabalho e 
 Reduzir o risco de contaminação cruzada 
 Proteger a saúde dos pacientes e equipe 
 Aderência da equipe - importância do controle das infecções 
 Conceito de precauções universais – fluidos do corpo 
 Atender as exigências dos regulamentos governamentais 
 
USO OBRIGATÓRIO 
• Proteção individual direta (EPIs) – durante atendimento e processamento dos instrumentais; ter certificado de 
aprovação ANVISA/Ministério da Saúde (NR6) + Proteção individual indireta (vacinas) 
• Kits estéreis descartáveis 
• Estofados de fácil higienização- álcool 70% ou ácido peracético a 1% (PAA) 
• Plano de manutenção de ar-condicionado (PMOC) 
• Manutenção preventiva de equipamentos 
• Uso de bomba a vácuo 
• Uma ou duas pias com acionamento 
uma pia para lavagem de mãos e outra pia para lavagem de instrumentais, com acionamento elétrico por sensor de 
presença ou pedal (pelo menos na pia de lavagem de mãos) 
• Dispenser sensor (acionamento elétrico) de sabão anti-séptico, papel, álcool 70% em gel 
• Equipe com ASB, TSB, Pessoal Auxiliar, Atendentes, Cirurgião 
• Aderência de toda a equipe 
• Rotina de limpeza- desinfecção e esterilização 
• Tratar e encaminhar pacientes infectados 
• Conhecer e evitar infecção cruzada 
• Anamnese completa 
• Descarte de material perfuro cortante 
• Conhecer rotina de descarte final (Amálgama/Revelador/Fixador) logística reversa: lei 12.305/2010 
• Uso de sobre luva 
• Máscara com tripla proteção + N95 → Tuberculose: específica N95 
• Regulamentados no CRO, CFO, ANVISA, OMS, Ministério da saúde, Vigilância Sanitária e Prefeitura 
 
MANILÚVIO → Lavagem das mãos (reduz 80% infecção cruzada) 
 Antes do tratamento 
 Entre pacientes 
 Após remoção de luvas 
 Durante o tratamento se tocar em superfícies contaminadas 
 Antes de deixar o trabalho 
 Livre de adornos (pulseira, relógio, anel, etc) 
 
Manilúvio não cirúrgico → água/sabão 
Manilúvio cirúrgico → água/sabão antisséptico/escova macia 
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Nicole Júlia Levandovski 
ANTISSEPSIA CIRÚRGICA DAS MÃOS 
• Eliminar a microbiota transitória 
• Controlar a microbiota residente 
• Manter efeito residual por 2 a 6hrs 
 
ORDEM DE ESCOVAÇÃO → Unhas, dedos, palma e dorso das mãos e antebraço até cotovelo (mínimo 5 min) 
Secar com compressa estéril 
Luva estéril 
Livre de adorno 
Não roer unhas 
Uso de creme hidratante 
Uso de escova macia e degermante (Clorexidina ou PVPI) 
 
ORDEM DE COLOCAÇÃO DE EPIS 
Propé → manilúvio → gorro → máscara tripla ou N95 → óculos → protetor facial → manilúvio minucioso → avental 
estéril→ luvas estéreis 
ORDEM DE RETIRADA DE EPIS 
Avental e luvas → manilúvio → protetor facial → óculos → gorro → máscara tripla ou N95 (sem tocar na parte anterior) 
→ propé → manilúvio final 
 
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
LUVAS 
 Luvas estéreis para procedimentos invasivos 
 Luvas de plástico ou Sobreluvas 
 Luvas de poli nitrila para lavar instrumental e limpeza geral 
AVENTAL 
 Avental de tecido para atendimento clínico (lavagem especial), fechado, mangas compridas, abaixo dos joelhos 
 Avental cirúrgico na gramatura correta (40) estéril e descartável 
 Pijama 
MÁSCARA 
 Máscara para proteção de toda equipe 
 Tempo de uso máximo 2 horas 
 Indicado a troca em caso de “sujidade” (sangue ou umidade) 
 N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3 (peça facial filtrante - geração de aerossóis ideias) 
os números indicam a % de filtragem 
(N95 ou PFF2 pode ser reutilizada desde que tenha sido usada com protetor facial → NÃO LAVAR) 
GORRO 
 Cobrir orelhas e cabelos 
ÓCULOS DE PROTEÇÃO 
 Óculos de proteção (insubstituível) todos devem usar, inclusive na lavagem de instrumental. 
Lavagem e desinfecção com álcool 70% após uso 
CALÇADO 
 Calçados fechados e solado antiderrapante 
PROTETOR FACIAL 
 “Face shield” 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
INFECÇÃO CRUZADA 
 É a passagem de agente etiológico de doença de um indivíduo para outro 
 Geralmente pelo pessoal da equipe ou ambiente (FONTE DE INFECÇÃO – HUMANA OU AMBIENTE) 
 Vias de entrada: cutânea (lesões infectadas, respingos de sangue, saliva), parenteral (inoculação por objetos 
contaminados), respiratória(por inalação, por contato direto com mucosa-aerossóis), oral (ingestão de água ou 
alimentos contaminados) 
 45% da equipe contaminada: 70% respiratórias, 14% dedos e mãos, 9 % oculares 
 Contaminação por instrumentos rotatórios, jatos de ar/água, ultrassom 
 Após 20 min de trabalho 20 a 40 colônias no rosto e avental 
 
PRINCIPAIS DOENÇAS PASSÍVEIS DE TRANSMISSÃO 
→ Hepatite A 
 
→ Hepatite B (350 milhões de portadores) 
• Sobrevida-plasma (6 meses), superfície (7 a 15 dias) 
• Perda de infectividade: estufa (160° por 1 hora), autoclave (121° por 20 minutos) 
• Inativado-hipoclorito de sódio, álcool 70%, iodo, glutaraldeído a 2%, ácido peracético a 1% 
 
→ Hepatite C (Doença do milênio) 
• Tratamento sintomático e caro (Min. as Saúde) 
• Subclínica, silenciosa, fácil transmissão, agressiva, crônica, carcinogênica, cirrose 
• 180 milhões no Mundo 
• Vacina para zerar virulência 
 
→ Tuberculose Medidas Universais ou Imunização (proteção individual INDIRETA) 
→ Herpes Hepatite A: infância, 2 doses (0 e 6 meses) 
→ Parotidite Hepatite B: 3 doses (0, 1 e 6 meses) 
→ Candidíase Tétano: 3 doses e o reforço a cada 10 anos + reforço grávida 
→ Sarampo Influenza (vírus da gripe e H1N1): anualmente 
→ Gripe SRC (tríplice viral): infância, única dose 
→ HIV Tuberculose (Tb) BCG 
→ Coronavírus 
 
Coronavírus: 
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Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACIDENTE PÉRFURO CORTANTE 
• Hepatite B- secreções - 30% risco 
• Hepatite C- sangue - 10% risco 
• HIV - 0,3-0,5% risco percutânea e 0,09% mucocutânea 
• Risco de HVB 57 vezes maior que HIV 
• Não reencapar manualmente, entortar, quebrar a agulha 
• Reencape pela técnica do deslizamento ou com instrumental 
• Desprezar em Descarpack 
 
 
ACIDENTES OCUPACIONAIS (BIOLÓGICOS) 
• Todo acidente de trabalho com risco de infecção deve ser considerado EMERGÊNCIA MÉDICA 
• Risco de infecção-agente etiológico, material biológico envolvido, volume do material envolvido, carga viral, forma 
de exposição e susceptibilidade do acidentado 
• Protocolos por escrito para reportar o fato, avaliação do acidente, aconselhamento, tratamento, acompanhamento 
 
PROCEDIMENTOS EM CASO DE EXPOSIÇÃO 
1º Reportar o superior imediatamente 
2º Cuidados locais- Percutânea lavar com água/sabão e solução antisséptica: PVPI ou clorexidina, mucosa lavar com 
água ou soro fisiológico → NUNCA USAR HIPOCLORITO OU GLUTARALDEÍDO 
3º Imunização (Tétano, quimioprofilaxia, antiretroviral, acompanhar sorologia Hepatite e AIDS) após 2 horas 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
CONCEITOS IMPORTANTES 
 ESTERILIZAÇÃO: Destruição ou remoção de todas as formas de vida de um dado material inclusive as esporuladas 
 
DESINFECÇÃO: Destruição dos microorganismos patogênicos, sem que haja, necessariamente a destruição de todos 
os microorganismos 
 
SEPSIA: Presença de microorganismos nos tecidos produzindo infecção 
 
DESCONTAMINAÇÃO: Método de eliminação parcial ou total de microorganismos de artigos ou superfícies 
 
ANTISSEPSIA: Inibição da proliferação ou destruição de m.o. por agentes químicos em pele e mucosa in vivo. 
 Extraoral 
Clorexidina a 2% ou 4% (movimentos circulares de dentro para fora) 
PVPI (polivinilpirrolidona a 10% com 1% de iodo ativo) solução alcoólica, aquosa, degermante 
Álcool iodado a 0,5 ou 1% 
Álcool 70% 
Pinça Pean, Foerster 
 Intraoral 
Bochecho com clorexidina a 0,12% por 1 minuto (diminui em 50% contaminação) 
 
ASSEPSIA: Conjunto de meios empregados para impedir a penetração de microorganismos em locais que não os 
contenham – local, superfície, equipamento ou instrumento (Cadeia Asséptica); Método utilizado para evitar a 
contaminação de um ambiente, ambiente asséptico (livre de bactérias). 
 Barreiras físicas ou de proteção de superfície (BPS)- superfície de alto toque, passíveis de contaminação, difícil 
limpeza e desinfecção 
 Impermeável, troca a cada paciente 
 Canudo plástico, PVC, TNT, plástico 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS ARTIGOS ODONTOLÓGICOS 
CRÍTICOS- esterilizar (os termossensíveis → ác. Peracético 30 min) 
ex. fórceps, sondas, bisturi → contato com sangue 
 
SEMICRÍTICOS- esterilizar (os termossensíveis → ác. Peracético 30 min) 
ex. condensador, espelho, porta matriz → contato com saliva 
 
NÃO CRÍTICOS- desinfetar; nível baixo ou intermediário / ex. óculos, pisos, cadeira 
 
DESINFETANTES DE USO HOSPITALAR 
• Ácido peracético alto nível 15 min (desinfecção) e 30 min (esterilização). 
• Compostos clorados médio nível, hipoclorito de sódio a 1%, corrosão, superfície e artigos, não usar em pele 
• Hipoclorito a 2,5% (diluir 1/25) 
• Alcoóis médio nível, para superfície (fricção) a 70% 
 
GLUTARALDEÍDO E FORMALDEÍDO PROIBIDOS 
Glutaraldeído: perdem a efetividade muito rápido | Formaldeído: volátil 
 
ÁC. PERACÉTICO (Biodegradável): pode ser usado para desinfetar óculos, espelho, equipamentos 
 
Limpeza do Ambiente 
• De cima para baixo 
• Panos diferenciados 
• Proibido vassoura 
• Usar pano úmido com cloro, candida 
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Nicole Júlia Levandovski 
Moldagens e Próteses 
• Prévia lavagem 
• Promover desinfecção (ác. peracético 15min, hipoclorito de sódio a 0,5 a 1% tempo médio 10min) 
• Pasta óxido zinco eugenol - não utilizar Hip. 
• Alginato - com hipoclorito 
• Prótese metálicas e cerâmicas e PPR em ác. peracético a 1% 
• Prótese Total em hipoclorito 0,5% ou 1% 
 
Roupas Contaminadas 
• Acondicionadas e transportadas em sacos plásticos impermeáveis 
• Lavar separado em água quente 
• Desinfecção após lavar (hipoclorito 30 min) 
 
Amálgama 
• Recipiente rígido com tampa e água 
• Enviar para usina de reciclagem 
• Contaminação do meio ambiente 
 
Descarte de Resíduos Odontológicos 
• Imediatamente após o uso 
• Não ultrapassar linha pontilhada 
• Desconectador de agulha 
• Suporte próprio 
• Descarpack (2/3) 
• Próximo ao uso 
 
REGRAS DE BIOSSEGURANÇA 
✓ Não desinfetar quando se pode esterilizar 
✓ Instrumental proporcional ao número de pacientes 
✓ Uso de testes de esterilidade: Químicos e Biológicos 
✓ Uso de Profilaxia antibiótica quando necessária 
 
CONSULTÓRIO IDEAL 
1. RECEPÇÃO 
Conforto, televisão, som ambiente, iluminação correta, água, revistas atuais, ar-condicionado ou boa ventilação, 
informações técnicas necessárias, suporte, álcool em gel 
 
2. SALA CIRÚRGICA 
Exclusiva, iluminação, ar-condicionado, bomba a vácuo, piso, paredes e pintura, armários, equipo e cadeira, refletor 
cirúrgico (manoplas), dispenser sabão, papel toalha, álcool em gel, bisturi elétrico, laserterapia, motor de implante, 
fácil acesso paciente/cirurgião/auxiliar 
• Rx (laudo radiométrico) 
• Óxido nitroso, oxímetro, controle de pressão arterial, ambu 
 
3. SALA DE PARAMENTAÇÃO 
• Pia para escovação, dispenser clorexidina degermante a 2% ou PVPI 
• Acionamento sensor ou pedal 
• Toalheiro, Cesto Cirúrgico, álcool em gel 
• Escova unha (com ou sem clorexidina) 
• Kit estéril (individual) 
• EPIs –Brasil/1978 (gorro, máscara, óculos, luvas estéreis, propé, jaleco) 
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Nicole Júlia Levandovski 
4. ESTERILIZAÇÃO (ÁREA CONTAMINADA E ÁREA LIMPA) 
Área contaminada 
• Recebe material contaminado (fluxo) 
• Uso de EPIs 
• Lavar com escova e detergente enzimático (riozyme, enzi-tec, ecozime) 
• Lavadora ultra sônica ou manual 
• Secar com papel, TNT, tecido branco estéril 
 
Área Limpa 
• Separar material 
• Empacotar 
• Data e nome do responsável 
• Autoclavar (calor úmido) ou estufa (calor seco), método químico (ácido peracético)• Armazenar (local limpo e seco) 
• Autoclave validade 7 a 15 dias - Estufa validade 10 dias (não se usa mais na odontologia) 
 
 Estufa 160° durante 120 minutos 
 Estufa 170° durante 60 minutos 
Caixas fechadas, não oxida, não destrói o corte, maior tempo, temperatura externa e interna 
 Autoclave 121° a 134° durante 5 a 30 minutos (01 atm pressão) 
Caixa aberta ou janela Prazo de validade de 7 dias (Resolução SS-374 de 15/12/95) 
 
CONTROLE DA ESTERILIZAÇÃO 
→ Indicadores Físicos ou mecânicos (temperatura, tempo, pressão e vapor) → Laudo Técnico 
→ Indicadores Químicos: classe 1, 4, 5 e 6 
→ Indicadores Biológicos- esporos (Geobacillus stearothermophilus) realizar 1x por semana e manutenção preventiva 
//// efetividade: muda de cor 
 
 Indicadores Químicos Indicadores Biológicos 
 
5. SALA DE REPOUSO / RECUPERAÇÃO (PÓS-OPERATÓRIO) 
• Ambiente tranquilo 
• Monitorado 
• Acompanhar pós sedação (medicação ou oxigênio) 
• Aguarda acompanhante 
• Orientações pós-operatórias 
• Kit P.O. (gelo, escova, medicação) 
• Álcool em gel 
 
6. WC 
• Paciente: barra de proteção, álcool em gel, papel toalha, sabonete líquido anti séptico, dispenser 
• Equipe de atendimento 
• Portadores de deficiência 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
7. COPA 
• Refeições equipe de saúde 
• Manter suco, lanche (pacientes especiais, diabéticos, hipoglicêmicos) - geladeira exclusiva 
• Conforto e organização 
• Álcool em gel 
 
BIOSSEGURANÇA E PARAMENTAÇÃO 
SEQUÊNCIA E PARAMENTAÇÃO CIRÚRGICA 
• Propé 
• Manilúvio inicial 
• Colocação de Gorro → Máscara → Óculos → Protetor Facial 
• Escovação Cirúrgica das Mãos 
• Abertura de Kit Estéril (Auxiliar) 
• Colocação de Avental Estéril → Luvas Estéreis 
• Montagem de Mesa Cirúrgica 
• Antissepsia Intraoral → Antissepsia Extraoral 
• Colocação de Campo Fenestrado Paciente 
• Colocação de Mangueira de Aspiração (látex), Caneta de Alta estéril, Aspirador Cirúrgico Estéril descartável 
Odontoprotetores (kit), Refletor, Ponta aspiradora etc. 
• Paramentação Cirúrgica Auxiliar 
• Anestesia 
• Técnica Cirúrgica 
 
Biossegurança → Cuidados com os instrumentais 
• Lavagem em água corrente e escova (remove Biofilme) 
• Lavagem Manual ou Automática (cuba ultrassÔnica) 
• Usar Detergente Enzimático (remove a parte orgânica), não é antibacteriano 
• Secagem 
• Lubrificação 
• Lupa para inspeção visual 
• Embalagem (preconizada pela ANVISA) + identificar data da esterilização 
• Esterilização 
• Armazenamento 
• Monitoramento (Biológico e Químico) 
• Registro em caderno 
 
Proibido em Biossegurança 
Máscara abaixo do nariz, luva por baixo do capote, adornos, unhas longas e pintadas com esmalte escuro, gorro com 
cabelo e orelha aparecendo, jogar materiais utilizados no chão 
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Nicole Júlia Levandovski 
MANOBRAS CIRÚRGICAS FUNDAMENTAIS 
INTRODUÇÃO 
DEFINIÇÃO: É um conjunto de princípios, técnicas e manobras que o cirurgião exerce durante um ato operatório, 
levando ao menor trauma, no menor tempo possível. 
Decisão de realizar ou não: Através da anamnese, abordagem clínica e os exames complementares (laboratoriais e de 
imagem), identificam-se sinais e sintomas que juntamente com o raciocínio lógico do profissional, chega-se à decisão 
do tratamento. (se o caso é pertinente a uma cirurgia ou se deve apenas fazer acompanhamento clínico) 
Necessidades básicas para sucesso da cirurgia 
✦ Boa visibilidade e iluminação (refletor, focos com luneta, com aumento de grau p/ óculos, etc) 
✦ Acesso apropriado (através das incisões do tamanho necessário) 
✦ Campo cirúrgico livre de fluidos (sangue, secreção, saliva → aspirar, usar gaze estéril) 
 
Manobras Fundamentais: 
1. DIÉRESE – “CORTAR” 
Manobra que visa criar uma via de acesso aos tecidos. 
1.1 INCISÃO 
É feito com instrumento de corte, seccionando os tecidos, com entrada a 90º e corte a 45º 
e saída a 90º (bordos nítidos), firme e contínuo, sempre do superficial para o mais profundo. 
Dentro da boca → movimento único, apoia em osso e corta em movimento único, não pode 
passar a lâmina várias vezes no tecido 
Intrumentos de Secção: 
✦ BISTURI ✦ TESOURA ✦ BISTURI ELÉTRICO (eletrocautério) 
 
 
Requisitos Fundamentais Qualidades das Incisões 
✦ Romper a integridade tecidual ✦ Únicas 
✦ Técnica específica ✦ Acesso Adequado 
✦ Instrumental adequado ✦ Extensível (proporcionar aumento) 
✦ Mão apoiada ✦ Manter irrigação do retalho 
✦ Bordas nítidas ✦ Apoiada sobre tecido ósseo sadio 
✦ Planos (pele - subcutâneo - músculo - periósteo) ✦ Base maior que a altura 
✦ Respeitando a anatomia 
✦ Incisão externa → seguir as Linhas de Langer 
 
Base do retalho (x) deve ser maior que a altura do retalho (y) 
Base Ampla (x) 
Irrigação do Retalho 
(incisão com relaxante trapezoidal, com distância de um dente a mais e sempre 
divergente para o ápice) 
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Nicole Júlia Levandovski 
Suprimento Sanguíneo 
 
 
Acesso Adequado 
 
 
Relaxantes: devem seguir o preceito de serem 
realizadas na região da cervical ou 
acompanhando a papila 
Também é uma incisão, é auxiliar a incisão 
principal 
Como decidir o lado da relaxante: acesso, 
facilidade, fins estéticos, prótese, bridas, freios 
 
Lâminas mais utilizadas na Odontologia → 11 (biópsia), 12 (túber da maxila), 15 e 15c (delicada) 
Cabos mais utilizadas na Odontologia → cabo 3, 7 e angulados (facilita na remoção de tecido mucoso, região de palato) 
 
 
Montagem do Bisturi (pinça mosquito) 
→ A maneira mais apropriada para tomar o bisturi é em “forma de caneta” 
 
36
Nicole Júlia Levandovski 
TIPOS DE INCISÕES: 
INTRAORAIS 
Neumann 
Incisão sulcular com 1 relaxante na extremidade. 
 
 
Neumann Modificado 
Incisão sulcular com 2 relaxantes na extremidade. 
 
 
Partsch 
Gengiva inserida com concavidade para apical (incisão semilunar c/ concavidade voltada p/ ápice) 
Normalmente utilizada em curetagens apicais e pequenas lesões. 
 
 
Wasmund 
Acima da linha mucogengival, trapezoidal com 2 relaxantes nas extremidades 
 
A diferença desta p/ Neumann modificada: N.M. é sulcular e a de W. é trapezoidal retilínea em gengiva inserida. 
Normalmente utilizada quando o paciente for portador de p. unitária/fixa. 
 
 
37
Nicole Júlia Levandovski 
Ochsenbein 
Linha muco gengival com contorno cervical e 2 relaxantes 
 
W. fez trapézio com linha retilínea na região mucogengival e O. fez contorno cervical 
 
Duplo Y 
Linha no centro do palato com 2 relaxantes em Y nas extremidades 
 
(se for uma relaxante ao invés de duas, chama-se de “Incisão em Y”) 
 
Retilínea Deglove 
Realizada em fundo de sulco superior ou inferior para pacientes dentados, podendo ser total ou parcial 
 
 
 
 
Para favorecer a sutura → Fazer primeiramente a incisão em 45° do tecido mucoso e quando chegar em músculo até 
o osso, cortar perpendicular. Lembrando de deixar tecido suficiente para suturar, não pode ser tão próximo da cervical. 
Muito cuidado em região de pré-molares devido a presença do N. Mentual, deve-se ter uma altura adequada para não 
o atingir e lesá-lo. 
 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
Retilínea em Rebordo 
Usada no mesmo princípio da de Deglove, porém para pacientes edêntulos 
 
 
Incisão em “L” / Mead 
Superior - região de túber, incisão sobre o rebordo, contorno cervical e relaxante em L 
Inferior - região de trígono, incisão sobre o rebordo, contorno cervical e relaxanteem L 
Muito usado em 3° molar incluso 
Pode tanto fazer no dente seguinte quanto um a mais 
 
 
 
 
Envelope / Maurel 
Rebordo - Região cervical - Papila - Região cervical 
Diferente da incisão em L, esta não apresenta relaxante, portanto deve-se estender a mais um ou dois dentes. 
Vantagem → pós-operatório melhor e mais rápido devido à ausência de retalho. 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
EXTRAORAIS 
Coronais 
De pavilhão auricular a pavilhão auricular 
 
Periorbitárias 
- INFRACILIARES - TRANSCONJUNTIVAIS 
 
 
- SUPRAORBITÁRIA - SUPRACILIAR 
 
 
Periorais 
- SUBMANDIBULAR RIDSON - SUBMANDIBULAR 
Muito usada em fraturas de ângulo e corpo da mandíbula De tragus a tragus, inferiormente 
 
 
- RETROMANDIBULAR 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
Pré-Auriculares 
Facilita a região de arco zigomático e côndilo 
2cm a frente do tragus, se precisar estender um pouco acima, ela recebe o nome de Alcaiá 
 
 
PRINCÍPIOS 
→ Anatomia Topográfica 
 
→ Facilitar Suturas por Planos 
Toda a vez que for cortar tecido na região da face é sempre da camada mais superficial a 
mais profunda, pois a sutura é ao contrário, dá mais profunda a mais superficial. 
 
→ Linhas de Langer (linhas força da pele) 
Linha que mostra o trajeto das fibras musculares na região da face 
Em uma incisão extraoral → evita quelóide, cicatriz 
 
→ Rugas da Face 
Padrão utilizado para seleção do traçado das incisões, objetivando a menor sequela cicatricial possível. 
 
 
1.2 DISSECÇÃO OU DIVULSÃO 
Manobra que visa a separação dos tecidos sem seccioná-los, por meio de tesouras ou pinças rombas. Muito utilizado 
em drenagem de abcessos. 
 
 
Instrumentos de Divulsão: Realizada através de ponta romba 
✦ PINÇAS - mosquito, kelly ✦ AFASTADORES - langenbeck ✦ TESOURAS - metzenbaum 
41
Nicole Júlia Levandovski 
Requisitos Fundamentais 
✦ SINDESMOTOMIA 
Manobra que visa romper os ligamentos dento-gengivais, com o objetivo de expor o colo cirúrgico do elemento 
dentário a ser extraído. Não necessariamente precisa-se fazer uma incisão para posteriormente fazer uma 
sindesmotomia, pode-se por exemplo, fazer ao redor do colo dentário. 
 
 
✦ DESCOLAMENTO MUCO-PERIOSTAL 
Manobra que consiste na separação dos tecidos por meio de um espaço anatômico virtual, utilizando instrumental 
como descoladores, espátulas, sindesmótomos e ruginas. 
Entra abaixo do periósteo e eleva/descola o retalho, chegando ao osso. 
 
 
✦ DIVULSÃO POR PLANOS 
Manobra que separa os tecidos plano a plano, para acesso a um objetivo cirúrgico, possibilitando a aproximação dos 
mesmos no momento da sutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sutura: periósteo, tecido muscular, tecido gorduroso até a 
camada da pele 
Incisão: pele, tecido gorduroso – faz a divulsão, incisão –, 
tecido muscular – incisão, descolar –, periósteo 
 
42
Nicole Júlia Levandovski 
1.3 DILATAÇÃO 
Manobra usada para aumentar o diâmetro de orifícios naturais, trajetos fistulosos, pela ruptura de fibras musculares 
ou tecido fibroso. 
 
 
1.4 PUNÇÃO 
Manobra que tem por objetivo penetrar os tecidos sem seccioná-los, a fim de remover substância líquida, por meio 
de agulhas. (Seringa 20 com agulha 40/12) 
 
 
 
1.5 DESCOLAMENTO 
Manobra que consiste na separação dos tecidos por meio de um espaço anatômico virtual, utilizando instrumental 
como descoladores, espátulas, sindesmótomos e ruginas. 
 
1.6 CURETAGEM 
Manobra que tem por objetivo raspar a superfície de um tecido, através de curetas. (Cureta de Lucas) 
 
 
2. EXÉRESE – “REMOVER” 
Manobra que visa a retirada de um órgão ou tecido, ou parte deste. 
OBS. Limagem/regularização de espículas ósseas também é considerado manobra de exérese. 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
3. HEMOSTASIA – “ESTANCAR” 
Manobra que tem por objetivo impedir ou coibir a hemorragia. 
 
IMPORTÂNCIA 
 Manter a volemia (sangramento natural) → (evitar hematoma- excesso e necrose- falta) 
 Visualização do campo operatório 
 Evolução normal da ferida 
 Evitar infecção / hematoma 
 Evitar deiscência da ferida (rompimento do tecido pós sutura) 
 Propiciar melhor pós-operatório 
 
TIPOS DE HEMORRAGIA 
✦ Interna ou Externa 
✦ Arterial ou Venosa 
✦ Capilar (pequenos vasos) 
 
TIPOS DE HEMOSTASIA 
✦ Preventiva: Manobra que se faz antecipadamente para evitar a hemorragia 
 Medicamentosa (ex. transamin 250mg 1 ou 2 dias antes de 8 em 8h) 
 Cuidados Anatômicos (artérias, vasos para coibir a hemorragia) 
 Divulsão (afastar os tecidos) 
 
✦ Curativa: Manobra que se faz para coibir a hemorragia 
 Tamponamento (ex. comprimir com gaze por alguns minutos) 
 Pinçamento (ex. em um vaso de pequeno calibre; em artéria se faz ligadura) 
 Compressão (ex. com um instrumental, comprime a região) 
 Termocoagulação (ex. eletrocautério → incisa e coagula) 
 Permanganato de bismuto em pó (ex. otorrino em retirada de amígdala) 
 Esponja de colágeno ou fibrina 
 Gelfoam 
 Cera para osso (ex. sangramento intraósseo) 
 Ação Farmacológica - local ou geral (ex. anestésico embebido em gaze, adrenalina) 
 
Instrumentos de Hemostasia: ★ Pinça Kelly ★ Pinça Hallstead ★ Pinça Kocker ★ Pinça Mosquito → pinças dentilhadas 
 
4. SÍNTESE “SUTURAR” 
É uma manobra fundamental que consiste na aproximação das bordas dos tecidos seccionados, manutenção dos 
mesmos, facilitando o processo de cicatrização. 
REQUISITOS DA SÍNTESE 
✓ Aproximação das bordas da ferida (quando possível): em 
alguns casos de molares, não se tem tecido o suficiente para 
chegar borda com borda 
✓ Evitar corpo estranho → lavar abundantemente 
✓ Tração moderada e adequada dos fios (não apertar, nem deixar 
frouxo) 
✓ Hemostasia perfeita 
✓ Evitar espaços mortos entre um plano e outro p/ não ter infecção 
 
 
44
Nicole Júlia Levandovski 
TIPOS DE SUTURA 
✦ MASSA (vários planos de uma vez) → quando precisa de rapidez para hemostasia 
✦ PLANOS (profundo para superficial) 
 
Empunhadura Porta Agulha 
 
Recomenda-se uma das abas ficar o dedo polegar e a outra o 
dedo anelar, apoiando o indicador no porta agulha. Agulha 
sempre perpendicular ao porta agulha. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS FIOS 
 Monofilamentos ou Multifilamentos 
 Multifilamentos podem ser torcidos ou trançados 
 Os fios trançados podem ser revestidos por uma película externa (teflon) 
 
✦ Absorvíveis → origem animal ou sintética. 
• NATURAIS 
Filamentos processados de colágeno 
Digeridas por enzimas orgânicas 
Gut liso e Gut crômico 
 
• SINTÉTICAS 
Hidrofóbicas - dissolvidas pela hidrólise 
PGA (ácido poliglicólico) absorção entre 60 e 90 dias 
Poliglecaprone 25 absorção + lenta e demorada 
Monocryl absorção de 90 a 120 dias 
Vicryl (polyglactin 910) absorção de 60 a 90 dias 
 
✦ Inabsorvíveis → origem animal, sintética, vegetal ou metálica. 
• SEDA 
Filamentos de seda torcidos ou trançados 
Tem boa lisura e elasticidade 
Favorece segurança do nó → não precisa de contranó 
Causa pouca reação inflamatória aguda no tecido 
 
• POLIÉSTER 
Nylon monofilamento. 
Politetrafluoretileno (ptfe). 
Causa reação inflamatória aguda mínima no tecido 
 
De rotina na clínica, temos a Seda e o Nylon. O Nylon tem a vantagem de não reter alimentos, porém ele causa afta 
atraumática. A Seda não causa afta, porém mantém bebido alimento retido, podendo causar inflamação naquela 
região. 
Portanto, toda a área que pode causar úlcera traumática: região de soalho de boca, região lingual, região de palato, 
região anterior lingual ou labial, utiliza-se a Seda. Quando fizer extração dentária com relaxantes, pode-se utilizar tanto 
Seda quanto Nylon, dando preferência ao Nylon por escorregar com maior facilidade na hora da sutura, mas deve-sedar o nó, contranó e outro nó novamente. 
45
Nicole Júlia Levandovski 
Resistência dos Tipos dos Fios Características básicas do fio ideal 
 Inerte aos tecidos 
 Absorção simultânea 
 Força tensão adequada (3.0, 4.0 e alguns casos 5.0) 
 Ser bactericida 
 Não alergênico, Não carcinogênico 
 Flexível e pouco elástico 
 Boa visualização perante os tecidos (coloração) 
 Baixo custo 
 
AGULHAS DE SUTURA 
 
ANATOMIA DA AGULHA 
 
raio da agulha é onde encaixa o porta agulha 
Tamanho compatível com o fio corte convencional, invertido e cônico. 
 
*usamos a ponta cortante* 
 
 
Calibre dos fios e tipos de de agulhas 
 
 
quanto maior o número de “zeros”, mais fino (menor o diâmetro) o fio vai ser 
 
8.0, 9.0, 10.0 ... → 
microscópico 
7.0 → lupa 
4.0 → rotina 
3.0 → área de tensão 
(ação muscular) 
 
46
Nicole Júlia Levandovski 
NORMAS BÁSICAS DAS SUTURAS 
 
 
NÓS CIRÚRGICOS 
Cada laçada deve ser realizada em sentido oposto ao da anterior, para aumentar o atrito e evitar que o nó se afrouxe 
(nó quadrado - antideslizante) 
→ laçadas no mesmo sentido chama-se nó deslizante (afrouxamento) 
→ fios sintéticos monofilamentares (nylon, polipropileno) tendem a se afrouxar, necessário vários seminós 
 
NÓ MISTO 
 
 
 
SUTURAS 
Sutura Simples 
 
entra por vestibular, sai, entra por lingual, sai e ponto simples. 
47
Nicole Júlia Levandovski 
Sutura em Forma de Oito 
 
entra por vestibular, sai, contorna, entra por lingual e ponto simples. (envaginar o ponto) 
utiliza-se quando quer deixar a sutura baixa. 
 
 
U Horizontal de Wolf 
 
entra por vestibular (passa direto até a lingual), sai, entra em forma horizontal cerca de 2mm pela lateral, entra pela 
lingual, sai pela vestibular e ponto simples. 
 
 
U Vertical de Donnat 
 
entra pela vestibular, sai pela lingual, ao invés de virar pela horizontal, vai cerca de 2mm para cima (vertical) no mesmo 
tecido e volta pelo mesmo lugar. 
 
 
Sutura em “X” 
 
entra por vestibular, cruza para o lado lingual, entra pro lado e sai por vestibular. 
 
 
Contínua Simples 
 
inicia com ponto simples, entra por vestibular, sai por lingual e repete, finaliza com ponto simples 
48
Nicole Júlia Levandovski 
Contínua Festonada 
 
a cada volta que der, passa a agulha por dentro. 
(vantagem em relação ao simples → o ponto trava) 
desvantagens das contínuas → se romper um ponto, abre a sutura inteira 
 
Instrumentos retirada da sutura 
 pinças de tecidos, pinça clínica, espelho clínico, tesouras • retas • curvas • sutura 
 
 
Levanta o ponto com a pinça rente ao tecido mucoso e corta 
com a tesoura na altura do nó. 
 
A linha exposta na cavidade oral não pode passar por dentro 
da ferida para que não haja infecção, é recomendado limpar o 
fio de sutura para remover a placa bacteriana depositada 
antes de passar pelo tecido. 
 
 
DEISCÊNCIA FERIDA 
É o rompimento da sutura, após o 3° ou 4° dia, com odor e gosto desagradáveis. Tem como 
principais causas a falta de suporte ósseo ao retalho de tecido mole ou pela tensão na sutura, 
que gera isquemia na margem do retalho, com posterior necrose do tecido, fazendo com que 
a sutura se desfaça 
TRATAMENTO: anestesia a distância, curetagem e raspagem do osso necrótico, regularização 
das bordas da ferida, abundante lavagem com soro fisiológico e sutura. 
 
REPARO TECIDUAL DO ALVÉOLO 
 Conjunto de reações tecidas desencadeadas no interior do alvéolo após a exodontia, com o objetivo do seu 
preenchimento ósseo 
 Muito semelhante à sequência de respostas reparacionais do restante do organismo 
 
FASES DA CICATRIZAÇÃO 
FASES FUNDAMENTAIS CRONOLOGIA 
Formação do coágulo sanguíneo No mesmo dia 
Evidência de proliferação tecidual ao nível gengival 4 dias 
Substituição do coágulo por tecido de granulação 7 dias 
Substituição do tecido de granulação por tecido conjuntivo 20 dias 
Fusão epitelial até o espessamento da fibromucosa 24 – 35 dias 
Preenchimento de 2/3 alveolares por trabéculas ósseas 
(osso imaturo) 
40 dias 
Preenchimento total do alvéolo por trabéculas ósseas 
(osso maduro) 
64 dias 
49
Nicole Júlia Levandovski 
 
tecido de granulação não é pus 
 
 
TIPOS DE CICATRIZAÇÃO 
CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA INTENÇÃO 
QUANDO HÁ COAPTAÇÃO DOS BORDOS DA FERIDA 
 Ocorre mais rapidamente 
 Menor quantidade de reepitelização 
 Menor risco de infecção 
 Menor cicatriz 
CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA INTENÇÃO 
QUANDO NÃO HÁ COAPTAÇÃO DOS BORDOS DA FERIDA 
 Ocorre mais lentamente 
 Maior quantidade de reepitelização 
 Maior risco de infecção 
 Maior cicatriz 
 
Fatores Prejudiciais no Processo de Cicatrização 
✦ Corpos estranhos 
→ Pode desencadear uma reação inflamatória, prejudicando a reparação tecidual 
→ Qualquer coisa que não faça parte dos tecidos e do processo de cicatrização 
Fragmentos ou espículas ósseas e/ ou dentários, fragmentos de instrumentos, detritos, etc 
 
✦ Tecido necrótico 
→ Serve como barreira para o crescimento das células reparadoras 
→ O estágio inflamatório é prolongado 
→ Nicho de proteção das bactérias 
 
✦ Isquemia 
Risco de infecção 
Diminuição do aporte sanguíneo ideal 
Risco de necrose tecidual 
Suturas muito apertadas 
Retalhos mal posicionados 
Pressão externa (próteses mal adaptadas) ou pressão interna (hematoma) na ferida. 
50
Nicole Júlia Levandovski 
ERGONOMIA 
DEFINIÇÃO 
Do grego: érgon (trabalho) e nomos (leis e regras) 
Conjunto de leis que regem o trabalho 
 
OBJETIVO: 
• Melhorar condições de trabalho 
• Diminuição do estresse físico e mental 
• Prevenir doenças 
• Aumentar produtividade e longevidade de trabalho 
 
Riscos de lesões devido à: 
→ Postura de trabalho desconfortável e assimétrica 
→ Força excessiva 
→ Repetitividade e duração da atividade 
 
Lesões: LER e DORT 
✦LER - Lesões por Esforços Repetitivos 
✦DORT - Doenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho 
 
Regiões do corpo mais afetadas 
 
 
Fatores de risco (agentes estressantes físicos e psicológicos) 
• Equipamentos e instrumentos elaborados sem obedecer a critérios ergonômicos 
• Campo operatório não iluminado adequadamente 
• Ambiente de trabalho exposto aos níveis de ruído acima do tolerável 
• Problemas organizacionais 
• Trabalho sob pressão temporal e clientes cada vez mais exigentes 
• Postura incorreta 
 
Como melhorar as condições de trabalho? EVITANDO DOENÇAS 
 
Organização do trabalho 
• Estabelecer pausas durante as horas de trabalho, dedicando à realização de alongamento, principalmente para o 
pescoço, membros superiores e coluna. 
• Primar pelo descanso semanal. 
• Em tratamentos que exijam várias horas de atendimento, dividi-los em pelo menos duas sessões. 
• Orientar e treinar o auxiliar para que ele assista o cirurgião-dentista durante todo o tratamento, e não somente 
em algumas etapas. 
 
 
51
Nicole Júlia Levandovski 
Condições de Trabalho 
• Realizar manutenções periódicas no sistema de climatização (ar-condicionado), evitando a contaminação por 
agentes biológicos nocivos à saúde. 
• Verificar se os equipamentos de trabalho geram níveis de ruído dentro do limite permitido. 
• Verificar se a temperatura de conforto térmico está em nível aceitável. 
• Verificar se o tipo de iluminação e o nível mínimo de iluminância estão adequados à atividade. 
• Adaptar e organizar o mobiliário, de modo a permitir posições ergonômicas desejáveis. 
 
Aspectos Biomecânicos 
• Realizar atividade física, pelo menos, três vezes por semana, por pelo menos 30 minutos, buscando atividades 
que também fortaleçam os membros superiores. 
• Posição do paciente para Cirurgia Oral com operador de pé, manter a área a ser operada na altura do cotovelo do 
operador. 
• Reeducar a postura durante a realização do tratamento, buscando manter: 
✦ A coluna relativamente reta e apoiada no encosto do mocho. 
✦ A cabeça ligeiramente fletida, evitando a flexão exagerada. 
✦ Os cotovelos a 90° próximosao corpo e/ou apoiados. 
✦ O tronco o mais próximo da cadeira do paciente. 
✦ Os pés totalmente apoiados no chão. 
✦ A altura do mocho ajustada de forma que o ângulo formado pela coxa e perna fique entre 90° e 120°. 
✦ Evitar exagerar as torções, inclinações laterais e flexão de tronco. 
 
Posição do paciente 
Dentes superiores: boca aberta, plano oclusal dos dentes do maxilar forma com o solo um ângulo de 45º 
Dentes inferiores: boca aberta, o plano oclusal dos dentes da mandíbula permanecem paralelos ao solo. 
 
 
Posição do operador 
→ Diversificadas para a maxila e para a mandíbula e quanto à localização do próprio dente. 
→ De pé 
• melhora empunhadura dos fórceps 
• favorece resultado final do trabalho mecânico 
 
 Dentes inf. direitos Dentes inf. esquerdos Dentes inf. anteriores Dentes superiores 
 
(imagem ilustrativa para operadores destros) 
52
Nicole Júlia Levandovski 
Funções da mão oposta 
• Afastar os tecidos moles para fornecer melhor acesso ao dente; 
• Proteger os dentes adjacentes; 
• Estabilizar cabeça do paciente; 
• Estabilizar a mandíbula na exodontia dos dentes inferiores; 
• Apoiar o processo alveolar e fornecer informações táteis a da expansão alveolar ou mesmo uma possível 
fratura alveolar durante a luxação. 
 
Papel do auxiliar durante a exodontia 
• Facilitar o acesso e visualização do cirurgião afastando os tecidos moles; 
• Aspirar sangue, saliva e solução para irrigação; 
• Proteção dos dentes do arco oposto, principalmente na extração de dentes inferiores posteriores; 
• Apoiar a mandíbula durante a extração; 
• Fornecer apoio psicológico e emocional para o paciente; 
• Evitar comentários que possam aumentar a ansiedade do paciente. 
 
Objetivos da Ergonomia 
• Simplificar tarefas 
• Economizar tempo e movimentos 
• Conforto (físico e psicológico) 
• Maior segurança 
 
Efeitos da Ergonomia 
• Maior produtividade, qualidade e longevidade do trabalho 
• Menos tensão e fadiga 
• Menor cansaço 
 
53
Nicole Júlia Levandovski 
INSTRUMENTAIS 
TÉCNICA CIRÚRGICA 
LUXAÇÃO 
Expansão do alvéolo, através do movimento do dente, causando rompimento dos ligamentos periodontais ao redor 
da raiz 
 
MOVIMENTOS: 
• Intrusão: rompe as fibras do ligamento periodontal e muda o centro da gravidade (para todos os dentes) 
• Pendular: movimento de lateralidade – primeiro para a cortical mais espessa (rompimento das fibras do ligamento) 
• Rotação: apenas para os dentes unirradiculares – auxilia na dilatação e rompe o restante das fibras 
 
A ponta ativa do fórceps deve alcançar o colo dental (palatino/lingual e vestibular). 
Inicialmente o dente precisa ser desinserido do ligamento 
periodontal, sendo assim, o fórceps faz movimento de intrusão 
para romper fibras apicais e tendo ponto de apoio. O fórceps 
para extração deve ser posicionado com forte pressão apical 
para expandir a crista óssea e para deslocar o centro de rotação 
o mais apicalmente possível. 
Na sequência, faz movimentos pendulares (lateralidade) no 
sentido vestíbulo – palatina/lingual. Esse movimento deve ser 
mais longo em direção a tábua óssea mais fina para facilitar na 
avulsão. O movimento de lateralidade, auxilia na expansão do 
alvéolo e rompe as fibras e possibilita o terceiro movimento, rotacional, que são úteis principalmente para dentes 
cônicos e unirradiculares. Por fim, faz-se movimento de avulsão ou extração propriamente dita. 
Lembrando que em dentes multirradiculares não segue a mesma sequência, pois se fazer o movimento rotacional a 
tendência é fraturar as raízes. 
 
AVULSÃO 
Após a luxação o dente é elevado do alvéolo pela força de tração (dente luxado) 
 
ELEVADORES 
REGRAS PARA UTILIZAÇÃO DOS ELEVADORES: 
✓ Posição dígito-palmar e dedo indicador sobre a haste 
✓ Não usar em dente adjacente como fulcro da alavanca 
✓ Mão oposta para proteção das estruturas circunvizinhas 
✓ Aplicar força progressiva e controlada 
 
MOVIMENTOS 
• Roda e Eixo: Esforço é aplicado a uma circunferência da roda, que gira o eixo até elevar o peso 
• Cunha: Cunha dirigida para baixo, o dente é forçado para cima 
• Alavanca: Transforma uma pequena força e um grande movimento em um pequeno movimento e grande força 
 
 
Roda e Eixo Cunha Alavanca 
 
54
Nicole Júlia Levandovski 
Elevadores Seldin: 
 
 
Elevador Apical Reto: 
 
Elevadores Heidbrink 
 
 
FÓRCEPS 
REGRAS PARA UTILIZAÇÃO DOS FÓRCEPS 
✓ Mordente sempre para vestibular e introduzido o mais profundamente possível, para se adaptar sobre o colo 
anatômico do dente (quando há mordente dos dois lados, usa em dentes do lado direito e esquerdo) 
✓ Empunhadura dígito-palmar com indicador de apoio 
✓ Movimentos de intrusão, pendular, rotação* e tração – *não se faz em dentes multirradiculares ou com raiz curva 
 
Longo eixo do mordente // Longo eixo do dente 
 
 
 
 
 
55
Nicole Júlia Levandovski 
EMPUNHADURAS CORRETAS 
 
Elevadores: 
 
 
 
Fórceps: 
 
 
OBS. Fórceps para dentes superiores apresentam 3 inclinações e para dentes inferiores apresentam 2 inclinações 
 
 
Porta Agulha Mayo Hegar: 
 
 
 
 
 
 
 
56
 
 
 
Afastador Minessota:​ muito usado em região posterior, serve para afastar lábio, 
retalho 
 
 
 
Afastador Mead: ​afastar relaxante, incisão, retalhos 
 
 
 
 
 
Afastador Farabeuf: ​(não tem no nosso material) 
utilizado em pares para afastar os lábios 
 
 
 
 
Abaixador de Língua Bruenings: ​muito usado em idosos, serve também 
para proteger a língua do paciente, segurar e afastar a língua também 
 
 
 
Lâminas de bisturi + Cabo de Bisturi n°3 
11-​ incisão para drenar abcessos 
12- ​região de túber 
15c- ​regiões mais delicadas e menores 
 
 
 
 
 
 
Pinça Pean: ​auxilia na antissepsia extraoral 
(não volta para a mesa cirúrgica) 
 
 
 
 
 
 
Pinça Anatômica: ​apreensão de 
tecidos um pouco maiores 
 
 
 
 
 
 
 
57
 
 
 
 Pinça de Adson 
 < com dente e sem dente > 
 
serve para tecidos mais delicados, ajuda a 
segurar o tecido mole na hora da sutura 
(sutura → utiliza-se a sem dente) 
 
 
 
 
 
 Pinça Hemostática Mosquito 
 < curva e reta > 
 
serve para prender po pinçar vasos, tecido 
solto, apreender raíz no alvéolo 
 
 
 
 
 
 
Pinça Allis: ​serve para segurar/retirar tecidos mais 
robustos, maiores ou mais de um 
 
 
 
 
 
 
 
Pinça Backaus: ​serve para prender o campo operatório do paciente 
atrás do paciente (na cabeça), na frente do paciente e sugador ou 
caneta de alta rotação 
 
 
 
Descolador de Freer: ​serve para fazer ​sindesmotomia 
 
 
 
 
Descolador de Molt: 
(não tem no nosso material) 
 
 
Cureta de Molt: ​serve para fazer ​sindesmotomia​, 
descola as fibras/ligamentos dos dentes 
 
58
 
 
 
Cureta de Luccas: ​curetagem do alvéolo (até 
sentir o osso, serve para limpar) 
 
 
 
Elevadores Seldin: 
serve para extrair o dente (nunca apoiar 
em dente, apenas em osso sadio) 
 
 
 
 
 
Elevadores Heidbrink: ​usados para raiz residual 
 
 
 
 
 
 
Elevador Apical Reto (½ cana): ​auxilia na 
extração do dente, movimento de cunha em volta do dente 
 
 
 
 
Calço de Borracha: ​existe adulto e pediátrico, usado para pacientes com 
dificuldade para abrir a boca ( base > p/ fora e base < p/ dentro) 
 
 
 
 
 
 
Fórceps 16 (molares inferiores) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fórceps 17 (molares inferiores) 
 
 
 
59
 
 
 
 
 
 
 
 
Fórceps 18L e 18R 
(molares superiores) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fórceps 150 (pré molares, incisivos e raízes superiores) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fórceps 151 (pré molares, incisivos e raízes inferiores) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fórceps 65 (incisivos e raízes superiores) 
 
60
 
 
 
 
 
 
Fórceps69 
(fragmentos de raízes e 
raízes pequenas- tanto 
superior quanto inferior) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fórceps 101 
(pré molares, 
universal) 
 
 
 
 
 
 
FÓRCEPS DENTES 
16 molares inferiores 
17 molares inferiores 
18L molares superiores esquerdos 
18R molares superiores direitos 
150 pré molares, incisivos e raízes superiores 
151 pré molares, incisivos e raízes inferiores 
65 incisivos e raízes superiores 
69 fragmentos de raízes e raízes pequenas (inf e sup) 
101 pré molares, universal 
 
61
 
 
 
Lima para Osso Miller: ​remover 
espículas ósseas (após a curetagem), 
uniformizar o osso através da lixa 
 
 
 
 
 
 
 
 
Osteótomo Luer Curvo: ​remover espículas 
ósseas maiores, mais densas (usar a lima 
depois) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Porta Agulha Mayo Hegar: ​apresenta​ ​ponta com vídea 
(diferente da pinça hemostática) dá mais precisão e 
estabilidade na hora da sutura - serve para auxiliar na sutura 
 
 
 
 
 
 
Tesoura Iris (reta e curva): ​serve 
para cortar o fio de sutura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tesoura Goldman-Fox:​serve para tirar tecido em 
excesso que dificultam na hora da cicatrização 
 
 
 
 
62
 
 
 
 
 
 
Tesoura Metzenbaum: ​serve para 
separar os tecidos (divulsão) muito 
usado em frenectomia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Brocas Cirúrgicas 701/702 Brocas Cirúrgicas 06/08 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Broca Zekrya Brocas Diamantadas 4138 
. e 3205 (corpo longo) 
(servem para fazer canaleta, criar espaço) 
06/08 - tira mais osso / zekrya - odontosecção / 701/702 - osteotomia (secção do osso) 
4138/3205 - cortam parte protética e arredondamentos 
 
 
(não tem no nosso material): 
 
Cinzéis Cirúrgicos 
 
 
 
Martelo Cirúrgico 
(ambos comparados as brocas, servem para 
fazer odontosecção e osteotomia) 
 
63
Nicole Júlia Levandovski 
PRINCÍPIOS DE EXODONTIAS SIMPLES 
INTRODUÇÃO 
SINONÍMIA: Odontectomia (extração é termo popular) 
ENVOLVE CONHECIMENTOS DE: 
 Anatomia: conhecer estruturas nobres, proximidades, riscos 
 Farmacologia: medicação pré, durante- anestesia e pós operatória 
 Patologia: conhecer anormalidades 
 Fisiologia: conhecer normalidade 
 Microbiologia: biossegurança, antibioticoterapia, conhecimento do processo infeccioso 
 Semiologia: planejamento e conhecimento de outras lesões 
 Radiologia: interpretar imagens, planejamento correto, estruturas ósseas, raízes 
 Técnica cirúrgica geral: passo a passo cirúrgico 
 Técnica cirúrgica específica: situações imprevistas 
 Psicologia: ter o controle da situação, usar terminologia específica 
 
Padrão de assepsia e de técnica cirúrgica: Paramentação, material e equipamento (aula de biossegurança) 
NORMA DE TRABALHO (PLANEJAMENTO) 
Com um bom planejamento obtém-se a noção do instrumento a utilizar, quantidade anestésico, fio de sutura, técnica 
cirúrgica, dentre outros fatores específicos para aquele determinado caso. 
 
 
 
 
 
 
64
Nicole Júlia Levandovski 
 
AVALIAÇÃO PRÉ CIRÚRGICA 
✦ Anamnese detalhada e completa 
Traz um planejamento mais seguro em relação àquela situação do paciente 
 
✦ Exame detalhado do dente a ser extraído 
Avaliar a condição real do dente: as vezes basta um tratamento endodôntico, prótese ou dentística 
Avaliar colo cirúrgico, tamanho da destruição, se há presença de processo infeccioso, condições gerais do paciente - 
Ex. displasia sanguínea, condições de higiene do paciente 
 
✦ Exame radiográfico 
Panorâmica → Ideal 
Periapical → Para uma imagem mais precisa e dimensão mais fiel 
Oclusal → Geralmente usada em raiz residual, localização de corpos estranhos, dente incluso 
OBS. Tanto a periapical quanto a oclusal são complementares a panorâmica 
INDICAÇÕES (NÃO SÃO REGRAS ABSOLUTAS) 
 Cárie e suas complicações: Ex. cárie radicular, grau de destruição da coroa 
 Doença periodontal grave: Ex. destruição dos elementos de suporte 
 Indicações ortodônticas e protéticas: Ex. remoção de pré-molar, 3° molar, raiz residual 
 Dentes mal posicionados: Ex. dentes inclusos → atrapalham, interrompem, adiam a erupção de outros 
 Dentes fraturados 
Se não remover, pode causar infecção, pois as bactérias anaeróbicas penetram nos sulcos que se formam na fratura 
 Dentes envolvidos em fraturas dos maxilares 
Quando a fratura atinge a região de um dente, deve-se remover o dente pois além de perder a nutrição, levando a 
necrose, também atrapalha o reposicionamento ósseo da fratura 
65
Nicole Júlia Levandovski 
 Dentes impactados e supranumerários: Os supranumerários podem estar inclusos ou erupcionados 
 Dentes associados com lesões patológicas: Ex. odontoma, cisto 
 Terapia pré-radiação: 
Ex. remoção total dos dentes → para evitar necrose do dente ou dependendo do local do tumor, os dentes atrapalham 
a passagem da radiação 
 
 Motivos econômicos 
O paciente deve assinar um termo constando que o mesmo foi instruído a salvar o dente, mas não quis 
CONTRAINDICAÇÕES (NÃO SÃO REGRAS ABSOLUTAS) 
LOCAIS 
 Pacientes irradiados 
Histórico de osteorradionecrose. 
 USO DE BIFOSFONATOS 
Pacientes apresentam necrose espontânea → Esses medicamentos apresentam o mecanismo de deposição de 
minerais muito intensa, dificultando a vascularização: fica um tecido extremamente mineralizado e pouco 
vascularizado, levando a necrose. 
 Dentes localizados em área de tumor maligno 
Para evitar metástase. 
 Dentes com abscesso dentoalveolar agudo e pericoronarite grave 
Primeiramente deve-se medicar, reduzir a área infectada, drenar a coleção purulenta para depois extrair o dente, pois 
a anestesia não irá ser efetiva, além de correr o risco de disseminar a infecção para outros tecidos no momento da 
cirurgia. 
 
 SISTÊMICAS 
A maior parte delas são identificadas nos exames complementares: hemograma, coagulograma e glicemia em jejum 
 Doenças metabólicas graves não controladas 
Diabetes 
Taxas alta de glicemia no sangue irão retardar a cicatrização, abrindo portas para infecção e pode-se haver um 
processo hemorrágico descontrolado no pós e trans operatório 
Doença renal 
Tem medicação correta a ser dada ao paciente 
Doenças cardíacas graves 
Prevenir problemas na parte infecciosa, anestesia correta, deve-se haver comunicação com o médico cardiologista 
responsável (carta de autorização e orientação), etc 
Hemofilia 
Sangramento excessivo 
Leucemia 
Geralmente sistema imunológico comprometido 
Hipertensão 
Sangramento excessivo, dificuldade de cicatrização e coagulação, anestesia correta, etc 
 Gestação 
Evitar primeiro ou último trimestre 
 Primeiro: há a formação dos tecidos do feto 
 Último: pode ocorrer o adiantamento do parto através de anestésicos ou medicamentos que provocam a 
contração da musculatura lisa 
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Nicole Júlia Levandovski 
CONSIDERAÇÕES ANATÔMICAS 
ANATOMIA TOPOGRÁFICA E ALVEOLODENTAL 
✦ Proximidade das raízes com estruturas associadas 
✦ Espessura das tábuas ósseas vestibular em e lingual/palatina 
MAXILA: tábua óssea vestibular mais delgada – deve-se fazer a luxação em direção a vestibular para facilitar a 
expansão do osso e o dente sair de forma mais suave e com menor trauma 
MANDÍBULA: tábua óssea lingual mais delgada nos dentes posteriores e vestibular nos dentes anteriores 
 
PRINCÍPIOS DE ASSEPSIA E ANTISSEPSIA 
CIRURGIÃO 
→ Paramentação adequada 
→ Cadeia asséptica: ordem de montagem da mesa cirúrgica (da esquerda para direita) 
 
Sugador Cirúrgico → Espelho Clínico → Pinça Clínica → Pinça Pean (não volta para a mesa cirúrgica após uso) → 
Carpule → Cabo de Bisturi + Lâmina posicionada → Descolador de Freer → Cureta de Molt → Elevadores Seldin → 
Elevador Apical Reto (meia cana) → Elevadores Heidbrink → Fórceps → Calço de Borracha → Alveolótomo → Cureta 
de Luccas → Lima para Osso → Alta Rotação→ Broqueiro com brocas 701/702, Zekrya, 06/08, diamantadas 4138 e 
3205 → Gaze estéril → Pinças Allis → Pinças Adson com e sem dente → Pinça Anatômica → Cubeta com soro 
fisiológico estéril → Gaze estéril avulsa com agulha e tubete anestésico → Pinças Backaus → Abaixador de Língua → 
Afastador Minessota → Afastador Mead → Porta Agulha → Pinças Hemostática Mosquito reta e curva → Tesoura Iris 
→ Tesoura Goldmanfox → Tesoura Metzenbaum → Seringa 20ml com agulha 40 x 12 → Fio de sutura 
PACIENTE 
→ Antissepsia intra e extraoral 
 
TÉCNICA CIRÚRGICA 
DIÉRESE 
Sindesmotomia 
✦ Gengiva marginal inserida é separada por divulsão ao redor do colo anatômico do dente 
✦ Aumenta profundidade do sulco gengival 
67
Nicole Júlia Levandovski 
✦ Permite entrada da ponta ativa do fórceps 
✦ Cureta de Molt ou Espátula de Freer 
 
 
EXÉRESE 
Luxação 
✦ Expansão do alvéolo, através do movimento do dente, causando rompimento dos ligamentos periodontais ao redor 
da raiz 
✦ Movimentos: • Intrusão • Pendular ou Vestíbulo-Lingual • Rotação (em dentes unirradicular e cônicos) 
Dar preferência ao movimento pendular mais longo em direção a tábua óssea mais fina 
 
 
Avulsão 
✦ Após a luxação o dente é elevado do alvéolo pela força de tração 
 
 
TRATAMENTO DA CAVIDADE: 
✦ Curetagem para remoção de lesões, resíduos, remanescente 
✦ Irrigação abundante com soro estéril 
✦ Limagem e regularização do rebordo e osso ou septo 
✦ Manobra de Chompret-Hirondel: compressão na tábua óssea após extração para que haja estreitamento, auxiliando 
na sutura e coagulação – Manobra questionável em ortodontia devido a deformação óssea, podendo dificultar ou retardar a 
movimentação do dente vizinho por deixar o osso compacto e em implantodontia por comprimir e estreitar a tábua óssea, 
podendo dificultar na colocação do pino. 
 
SÍNTESE 
Sutura 
✦ 2ª intenção 
✦ Estabilizar tecido mole 
✦ Manutenção do coágulo 
✦ Auxiliar Hemostasia 
✦ Pouca tensão para não comprometer vascularização da 
borda da ferida 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
NÓ DE CIRURGIÃO: Duas laçadas sentido horário e uma laçada sentido anti-horário (nó e contra-nó) 
 
CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS 
 Morder rolo de gaze por aproximadamente 20 minutos (para estabilizar o coágulo e provocar hemostasia) 
 Bolsa de gelo nas primeiras 2 horas (hemostasia) 
 Manter repouso, com cabeça elevada (diminuir o fluxo de sangue na região para não provocar maior sangramento) 
 Alimentação fria e líquida 
 Não fumar (o calor e a nicotina atingem o alvéolo podendo causar alveolite e o movimento de sucção pode causar 
deslocamento do coágulo) 
 Não fazer bochechos de espécie alguma nas primeiras 48 horas 
 Manter higiene bucal (escovação) 
 Tomar medicação conforme a prescrição 
 Remover suturas com aproximadamente 7 dias 
 
“Extração minimamente traumática de um dente, é um procedimento que requer fineza, 
conhecimento e habilidade por parte do cirurgião” 
 
RESUMO DA ORDEM DE TÉCNICA CIRÚRGICA: 
• Sindesmotomia 
• Luxação 
• Avulsão 
• Tratamento da cavidade 
• Sutura 
• Cuidados pós-operatórios 
 
RESUMO DA SEQUÊNCIA CIRÚRGICA: 
• Anamnese 
• Radiografia 
• Antissepsia 
• Paramentação 
• Anestesia 
• Sindesmotomia 
• Preensão do fórceps 
• Luxação 
• Avulsão 
• Sutura 
• Tamponamento 
• Pós-operatório 
 
 
 
 
 
69
Nicole Júlia Levandovski 
EXODONTIAS COMPLEXAS 
INTRODUÇÃO 
DEFINIÇÃO 
Quando não for possível realizar a extração por via alveolar convencional, diminuindo os riscos e melhorando o pós-
operatório 
PLANEJAMENTO 
→ Definir a técnica cirúrgica a ser usada 
→ Definida a técnica, deve se calcular as dificuldades esperadas, permitindo uma sequência evolutiva normal, sem 
aumento no traumatismo e sequelas pós-operatórias (parestesia, problemas com fonação, deglutição, infecção) 
CLASSIFICAÇÃO 
VIA ALVEOLAR 
Fundamenta-se na dilatação do alvéolo, utilizando forças controladas que atuam sobre o dente e se transferem ao 
alvéolo deformando-o, consequentemente, ocorre a ruptura dos ligamentos alvéolos dentários, que permitirá a 
avulsão dos dentes. 
 Sem seccionamento dental: com uso de fórceps ou alavanca o dente é removido sem que haja seccionamento das 
raízes. 
 Com seccionamento dental: utiliza-se o fórceps ou alavanca após seccionamento das raízes 
 
VIA NÃO ALVEOLAR 
É aquela que haverá remoção de tábuas ósseas para conseguirmos a remoção do dente, portanto o dente não é 
extraído pela dilatação do alvéolo. Podendo ser parcial 
ou total, por osteotomia ou por apicectomia. 
Quando não é possível a dilatação do alvéolo, seja pela friabilidade do dente, hipermineralização óssea (não vai 
conseguir a dilatação, deformação), anatomia radicular de forma (curvaturas muito acentuadas), septo inter-radicular 
retentivo, má posição dentária, continuidade com o seio maxilar e/ou canal mandibular, utiliza-se osteotomia e/ou 
odontossecção. 
 
VANTAGENS 
✦ Simplificar a exodontia 
✦ Minimizar o desgaste ósseo 
✦ Evitar fraturas ósseas 
✦ Evitar traumas de raízes (dependendo da fratura, perde-se o ponto de apoio para fazer a ancoragem e luxação do dente) 
✦ Evitar lesões em tecidos moles 
✦ Preservar estruturas nobres 
 
INDICAÇÕES 
✦ Dentes com hipercementose 
✦ Dentes com raízes divergentes (deve-se seccionar e remover as raizes separadamente) 
✦ Destruição coronária severa (não tem como luxar) 
✦ Dentes anquilosados (dente que não tem mais o ligamento periodontal) 
✦ Dentes inclusos 
✦ Insucesso na técnica convencional 
✦ Osso alveolar compacto (idosos, bruxismo) 
✦ Contato íntimo com o seio maxilar 
 
CONFECÇÃO DO RETALHO: INSTRUMENTAL 
Lâmina tipo 15 ou 15C 
Entra em 90°, percorre o tecido em 45° e finaliza em 90° para remover o tecido 
 
70
Nicole Júlia Levandovski 
Mão Oposta 
Estabilizar a mandíbula e/ou a cabeça do paciente durante os movimentos mecânicos mais 
pesados, evitando desconforto luxação articular e fratura mandibular. Para elementos 
unirradiculares a apreensão é no sentido vestíbulo-lingual 
 
 
 
 
 
Esféricas → geralmente para osteotomia 
 
Tronco Cônica → geralmente para odontosecção 
 
 
 
 
 
 OSTEOTOMIA / OSTECTOMIA: Remoção do tecido ósseo alveolar para permitir acesso ao elemento dentário a 
ser removido 
Osteotomia ao redor do dente incluso para liberar a passagem e criar ponto de apoio para entrar com instrumento de 
luxação 
Nesse caso, por não ter ponto de apoio, deve-se abrir 
um retalho e fazer um acesso com broca ao redor da 
raiz para criar ponto de apoio para luxação 
OBS. o elevador NUNCA deve ser apoiado em dente 
vizinho (a não ser que queira extrair), mas sim em 
osso. 
 
TÉCNICA 
✦ Osteotomia vestibular (cuidado para não fazer muito extenso para não acarretar um defeito ósseo após a 
cicatrização) 
✦ Brocas de alta ou baixa rotação (alta mais ideal por ser mais prático) 
✦ Cinzéis (pode ser utilizado, mas a broca é mais cômodo, preciso e fácil) 
✦ Menor extensão possível 
✦ Irrigação com soro fisiológico estéril (pode usar água estéril, mas sempre dar preferência ao soro) 
 
FRATURAS RADICULARES 
 
Com o fórceps não se tem apoio na raiz, às vezes a raiz está tão danificada que ela escapa no fórceps. Em alguns casos, 
pode-se pegar um pouco da crista óssea para fazer a luxação, o problema é que provavelmente vai quebrar. As vezes 
deve fazer uma ampliação com broca para criar espaço (ponto de apoio) para o elevador entrar 
 
71
Nicole Júlia Levandovski 
Para remover uma raiz fraturada no fundo do alvéolo deve-se utilizar instrumentos delicados como elevador de 
Heidbrink, cureta, periótomo. Quando não se consegue ou não se tem o instrumental, deve criar um acesso com uma 
broca para criar ponto de apoio ou cortar o septo inter radicular. 
 
Existem técnicas que atualmente não são tão usuais, mas que podem ser utilizadas, como 
a da lima endodôntica de alto calibre. A técnica consiste em travar a lima no fragmento 
do conduto radicular e puxar com a mão ou pinça hemostática, removendo o fragmento.Acesso no ápice do dente → Apicectomia 
A técnica consiste em fazer um acesso com broca e depois empurrar com um 
instrumental no sentido do alvéolo, para assim, remover o fragmento. 
 
 
 
Essa técnica é conhecida pelo extrator radicular (extrator dentário atraumático), que fazem o 
mesmo princípio da lima porém de uma maneira mais sofisticada. 
 
 
 
 
Nesse caso uma raiz que não tinha apoio para fazer apreensão coronária, poderia ser feito um acesso com broca 
criando uma canaleta/osteotomia em volta da raiz, mas para preservar osso, opta-se por separar as raízes. Essa 
separação, dependendo do caso, pode ser feita com uma fratura previsível ou uma odontosecção com broca e quando 
as raízes são separadas, é criado um acesso entre elas (ponto de apoio), onde o instrumental (elevador) pode ser 
colocado e também facilita a saída dessas raízes. Se a segunda raiz ainda ficar difícil de remover, recomenda-se fazer 
uma fratura no septo inter radicular, criando ponto de apoio, removendo a mesma. 
 
 CASO CLÍNICO 
Acesso com broca na vestibular para poder criar ponto de apoio e liberar a passagem da raiz residual. 
 
 72
Nicole Júlia Levandovski 
Foi feito um retalho com incisão relaxante (imagens 1, 2 e 3), descolamento (imagem 4), broca tronco cônica e seringa 
com irrigação de soro fisiológico, para manter a broca refrigerada pois se ela superaquecer, superaquece o osso e 
pode causar uma reabsorção óssea futura (imagem 5), feito o desgaste na parede vestibular, enxerga-se a raiz (imagem 
6) e a mesma é removida com elevador (imagem 7 e 8). Feito isso, reposiciona-se o retalho na posição original (imagem 
9) e começa a sutura pela relaxante (imagem 10), pois ela é o ponto de referência - se começar na crista, sem perceber, 
podemos suturar a papila na distal e puxar ela mais para mesial e quando chega na relaxante, não sobra tecido, fica 
afastado -. Sutura feita por primeira intenção devido a perda óssea e desgaste com broca e também pela retalho que 
dá uma maior flexibilidade (imagem 11 e 12). 
 
EXTRATOR DENTÁRIO ATRAUMÁTICO 
 
 
Como dito anteriormente, exerce a mesma função da lima porém de forma mais sofisticada por ser um dispositivo 
melhor desenvolvido, tendo maior índice de sucesso. 
O parafuso vai “prender” na raiz. Geralmente é feito um preparo interno na raiz com uma broca específica, cada uma 
tem um diâmetro e comprimento, devido aos dentes terem condutos radiculares alguns mais estreitos outros mais 
amplos, para depois a peça do parafuso travar na luz do canal. Então essa peça de parafuso depois de rosqueado é 
ligado/prendido no cabo de aço e a parte branca é apoiada no dente vizinho para fazer uma contraforça e enquanto 
vai “girando” o cabo da ponta lentamente, ele vai puxando o cabo de aço, que transfere a força para o pino preso no 
dente que vai ser extraído e é apoiado nos dentes vizinhos, com isso o dente é extraído. 
 
 
 
É interessante fazer sindesmotomia e luxar o 
dente antes para facilitar sua retirada com o 
extrator, pois é muito comum na hora de puxar, 
o pino soltar ou fraturar a raiz. 
O preparo no conduto pode ser feito com um 
contra ângulo de implante ou baixa rotação. O 
pino vem com uma chave para ajudar na hora de 
rosquear no conduto radicular após preparado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73
Nicole Júlia Levandovski 
EXODONTIAS ATRAUMÁTICAS: 
CASO CLÍNICO 1 
Após o preparo do conduto, colocação do pino e preensão do cabo de 
aço, na hora de apoiar no dente vizinho, o paciente só possuía um na 
mesial, então foi colocado silicone de condensação pesado no 
rebordo para criar o apoio de ambos os lados. 
Não se deve fazer apoio em poucos dentes ou em dentes fragilizados 
pois podem quebrar, por isso deve fazer um apoio distribuído. 
 
CASO CLÍNICO 2 
Dente extraído por indicação ortodôntica 
 
 
Nesse caso como não tem um conduto radicular aberto para fazer o preparo e colocar o pino, optou-se por fazer um 
“furo” na coroa, atravessando de vestibular para lingual e nesse “furo” é por onde foi passado o cabo de aço (não é 
feito com o mesmo tipo de aço que se prende no pino). Após laçado, o cabo prende nos ganchinhos e é tracionado 
para remover do alvéolo, sempre com apoio nos dentes vizinhos. Deve ser feito a sindesmotomia também. 
obs. um dente que está em processo de ortodontia possui o dente mais fácil de ser removido devido a parte óssea 
não estar tão mineralizada na região. 
 
CASO CLÍNICO 3 
Dente 11 com perda óssea grande, cárie dentro do conduto, grande perda de estrutura. 
 
 
Até poderia apoiar nos dentes vizinhos, mas por ser uma região estética, 
optou-se por colocar silicone na moldeira (sem pressioná-la até o dente tocar 
no metal pois se não a força vai ser transferida do metal pro dente 
diretamente e a função do silicone é dissipar a carga em uma superfície maior). 
 Depois disso foi feito o mesmo procedimento do caso clínico 1. 
 
 
 
 
 74
Nicole Júlia Levandovski 
INDICAÇÕES DA EXODONTIA COMPLEXA/COMPLICADA: 
 Raízes residuais que não avulsionam por via alveolar 
 Raízes Fraturadas ou Cáries extensas 
 Necessidade de confecção de retalhos (ex. dente incluso, submucoso) 
 Necessidade de osteotomias ou odontossecção 
 Dentes com hipercementose 
 Raízes divergentes ou dilaceradas 
 Dentes molares no assoalho ou próximo ao seio maxilar 
 
ODONTOSSECÇÃO E OSTEOTOMIA 
CASO CLÍNICO 1: Dente com hipercementose em uma das raízes 
 
Foi feito retalho, posteriormente odontesecção. A raiz que não apresenta hipercementose foi feita luxação e removida 
normalmente, a outra teve que ser feito um acesso com broca, removendo o septo inter radicular para liberar a 
passagem da raiz 
 
CASO CLÍNICO 2: Dente decíduo não esfoliado 
 
Deve tomar muito cuidado para o dente permanente não sair junto com o decíduo na hora da extração devido a raiz 
do decíduo estar abraçando o permanente, por isso deve ser feito a osteotomia e odontosecção, removendo uma raiz 
de cada vez, não correndo o risco de puxar o germe do dente permanente. 
 
ODONTOSECÇÃO VANTAGENS 
 Reduz quantidade de osso a ser removido 
 Diminui a resistência à avulsão (pois o tecido duro é removido, a parte óssea que segura o dente no alvéolo) 
 Diminui tempo operatório 
 Não lesa dentes vizinhos 
 Diminui riscos de fraturas dento alveolares 
 
TÉCNICAS PARA ODONTOSECÇÃO 
Pode ser realizada: 
✦ Sem retalho 
✦ Com retalho 
✦ Com retalho e osteotomia/alveolectomia 
75
Nicole Júlia Levandovski 
Muitas vezes um retalho em envelope basta, mas frequentemente, uma incisão relaxante deve ser feita na porção 
anterior ou posterior do retalho, expondo melhor o tecido ósseo, para realização concomitante da alveolectomia / 
osteotomia. 
 
O seccionamento pode ser feito paralelo ao longo eixo ou perpendicular, a altura do septo inter radicular determina 
a técnica a ser utilizada, quando baixo o seccionamento é paralelo, quando alto e que envolva a furca da raiz é 
perpendicular. 
 
 SECCIONAMENTO PARALELO: Pode ser feito o uso de um instrumento rotatório para que seccionar o dente 
próximo a firca, e com um cinzei e martelo (ou elevador), fratura-se a furca 
 
 
 SECCIONAMENTO PERPENDICULAR (COROA): Seccionamento da coroa dental em nível de crista gengival e do 
remanescente da estrutura radicular dividindo em porção mesial e distal 
 
 SECCIONAMENTO POR MEIO DA BIFURCAÇÃO: Após exposição da furca por alveolectomia, com um instrumento 
rotatório, secciona-se a coroa em uma das raízes (birradiculares) ou em duas, deixando a coroa juntamente com a raiz 
intacta. Que com um fórceps pode ser removida, em seguida remove-se a(s) outra(s) raiz(s) separadamente. 
(por alveolectomia ou doença periodontal severa) 
 
 
ODONTOSECÇÃO - MOLARES INFERIORES (BI-RADICULAR) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 76
Nicole Júlia Levandovski 
TÉCNICAS 
 
 
O corte único feito de vestibular para lingual, devido sua anatomia dental 
 
 
 
 
Caso utilizado em destruição coronária ou remoção da coroa 
(secção perpendicular) 
 
 
Ao invésdo corte ser paralelo ao longo eixo, é feito um 
corte perpendicular que separa a raiz distal (presa na 
coroa) da raiz mesial (dentro do alvéolo). Não é muito 
usual por deixar um fragmento de raiz pequeno e pelo 
desgaste ósseo feito até a região de furca. 
 
 
Fazer o ponto de fragilidade na parte 
superior ao invés na região de furca, 
depois fratura com elevador 
 
 
ODONTOSECÇÃO- MOLARES SUPERIORES (TRI-RADICULAR) 
TÉCNICA 
 
 
 
 
 
 
 
Corte perpendicular ao longo eixo do dente, separando as raízes vestibulares, 
deixando a coroa presa à raiz palatina e depois remove-se as duas raízes 
vestibulares que ficaram dentro do alvéolo. (sentido vestibular-lingual até a 
metade e depois cortar da mesial para distal) 
 
 
 
OSTEOTOMIA E ODONTOSECÇÃO DE DENTE INCLUSO 
Incisão em 
envelope sem 
relaxante 
+ 
Osteotomia no 
palato 
+ 
Odontosecção 
perpendicular 
 
77
Nicole Júlia Levandovski 
 
Incisão em envelope com relaxante 
+ 
Osteotomia na maxila 
+ 
Odontosecção perpendicular 
 
 
 
 
Exodontias Múltiplas 
✦ Remoção de mais de um dente no mesmo ato cirúrgico. 
✦ Seguem as mesmas técnicas das exodontias simples e complicadas 
✦ Relevar a recuperação estética e funcional em planejamento protético (próteses convencionais ou implanto-
suportadas) 
ou seja, na cirurgia deve-se pensar no que vai ser feito depois, pois o manejo ósseo é diferente se for feito implante, 
protocolo, pt 
 
Após feito a exodontia múltipla, fica a crista e espículas ósseas, e para adaptar um PT fica complicado, machuca o 
paciente, por isso deve ser feito a regularização (com alveolótomo, broca cirúrgica de peça reta, lima para osso), para 
a cicatrização ocorrer de forma regular, bem como o tecido e ajudar na hora da sutura. 
 
Alveoloplastia 
 
A alveoloplastia com o alveolótomo ou osteótomo pode ser feito se for no 
caso de uma prótese removível, diferentemente se for um implante, que é 
interessante preservar esse formato de gengiva deixado após a extração. 
 
 
 
 
Membrana de PRF 
Serve para dar volume e levar células de fatores de crescimento para o enxerto. O sangue do paciente é coletado, 
depois centrifugado, depois é colocado na caixinha de processamento, onde é feito a compressão para compactar, 
tornar-se membrana e é misturado com biomaterial, pronto para ser utilizado. 
 
78
Nicole Júlia Levandovski 
 
CORONA VIRUS DISEASE 2019 (COVID-19) 
INTRODUÇÃO 
Doença Epidêmica Infecciosa (atualmente é pandêmica pois chegou em outro lugares do mundo), causada pelo Corona 
vírus (SARS-coV2). 
 SARS: Síndrome Respiratória Aguda 
 coV2: Corona vírus tipo 2 
 
(Corona = coroa de espinhos) 
 
 
 
 
VÍRUS (SARS-COV2) 
➢ RNA envolto por uma camada de lipoproteína, de estrutura frágil e primitiva 
➢ Reprodução assexuada por brotamento e se adsorve nas células vizinhas 
CLASSIFICAÇÃO 
Pertence ao Grupo IV de Baltimore (foi enquadrado em 1995) 
Família Coronaviridae - Gênero Beta - Espécie corona vírus 
 
HISTÓRICO 
→ Origem: Mercado de Animais Silvestres e Frutos do Mar - dez/2019 - Wuhan; China 
 
1. HOSPEDEIROS 
→ Morcego Insetívoro (Rhinolophus ferrumequinum) 
→ Pangolim (herbívoro, omnívoro) (Pholidota - Manis javanica) 
 
2. CULTURA 
Em muitos países asiáticos, a sopa de morcegos é conhecida como uma iguaria popular rica e cara. 
 
MORCEGO 
 Geralmente de 29 a 35cm de envergadura 
 Pelo fofo e macio** 
 Espalham a doenças pelas fezes 
 5-7 anos de vida 
 
**conforme ele voa, ele deixa seus restos de pelo e fezes e o Pangolim se alimenta 
PANGOLIM 
 3,6kg – 49cm 
 A carne é uma iguaria cara no Ocidente 
 Jacartas vendem 40-60kg/dia/vendedor – morcegos, ratos, cães e pangolins (4uros/kg) 
 
As escamas do Pangolim são retiradas e vendidas para fazer óleos essenciais 
e são trituradas para fazer farinhas, temperos e massas. Posteriormente, 
será exposto ao ar livre (onde pode ser contaminado novamente através 
dos pelos do morcego) e desidratado, servido sua carne para ser 
aproveitada em salmoura ou conserva. 
o vírus se conecta à célula através desses espinhos e existe um 
mecanismo, cujo ainda não descobriram, que ele comanda a nossa 
célula e ela abre a membrana para ele entrar. 
 
79
Nicole Júlia Levandovski 
 
ROTAS DE TRANSMISSÃO DIRETA 
Uma pessoa contamina outra, a contaminada contamina em média 3 pessoas através de aerossol 
 Pessoa → Pessoa 
Gotículas de saliva, tosses, espirros, contatos orais, nasais, oculares e fetais 
 Hipóteses Viras – teoria de como começou 
Morcego → Pangolim (mutação e recombinação) → Humanos 
EM HUMANOS, HÁ 3 TIPOS DE VÍRUS 
A – primeiro vírus, original do morcego e parentes afins, encontrado na ásia, sofreu mutação do seu código genético 
e formou uma geração de vírus B 
B – mais próxima do leste asiático 
C – europa, frança, itália, suécia, dinamarca e EUA 
 
No Brasil, é o grupo C que se assemelha aproximadamente ao vírus da Alemanha 
Através de mapeamento genético, estão codificando e comparando em banco de dados computacional do projeto 
genoma de várias espécies para saber se já existia o corona vírus em um perído pré-histórico 
Até então só existe 1 cepa de SARS-COV2 (com vários tipos, porém somente uma geração/ família) 
FISIOPATOLOGIA 
TRÍADE → nariz, olhos e boca (essas mucosas são muito parecidas geneticamente) | afeta coração, pulmão e rins 
PROTEÍNA ACE2 OU ECA2: Ela que obedece ao comando do vírus para entrar em nossas células (abrindo o poro da 
célula) e está presente em nossa membrana celular. Então o vírus entra, se prende com os espinhos e deposita seu 
material genético RNA, infectando todas as células, alterando nossa síntese de proteína ribossômica, começando a 
guerra do vírus contra o nosso sistema imunológico. Ele se multiplica até ter milhões de cópias no nosso organismo 
 
ENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSORA 2AC OU ECA2 
Proteína do grupo das angiotensinas, ligada ao sistema renina-angiotensina (aldosterona renal). Ela controla o papel 
da pressão arterial sanguínea e homeostase dos fluidos corporais. 
Um grupo chinês estudou a ACE2 em saliva em pacientes assintomáticos ao corona vírus, foi observado que 91.7% 
desses pacientes tinham amostra positiva de coronavírus na saliva, principalmetne em gls salivares menores. 
A expressão proteica da ACE2 em gls salivares é altissima em relação às outras células corpóreas, ou seja, o grande 
reservatório de SARS-COV2 no nosso corpo é na saliva, principalmente em gls salivares menores. 
SINTOMAS 
Incubação de 2-14 dias 
Geralmente febre, tosse, cansaço, dificuldade de respirar e falar, infecção de garganta, diarreia, mialgia 
 
Boca: Disfagia (disfagia (alteração da deglutição) garganta congestionada; anosmia (perda total do olfato); ageusia 
(perda total do paladar) ou disgeusia (perda parcial do paladar) 
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Nicole Júlia Levandovski 
 
A perda do gosto se dá devido a presença do vírus na saburra lingual. A ageusia ou 
disgeusa pode ficar até cerca de 2 meses depois da crise. 
A fragilidade capilar nessa região da boca, em pacientes 
portadores sintomáticos do covid, ela forma em pequenos 
trombos, podendo levar trombose em assoalho de boca 
Deve-se fazer um exame chamado Dedímero (produto de 
degradação da fibrina). Ele pontua se a pessoa tem tendência 
a ter trombose venosa, embolia e a primeira análise é feita na 
língua/assoalho de boca 
 
OBS. A presença de candidose, herpes, úlceras, líquen plano, leucoplasia, em pacientes em 
estado terminal de COVID é muito frequente devido à falta de assepsia oral associado ao uso de ventilação por 
respiradores. 
DIAGNÓSTICO 
CLÍNICO 
→ Oxímetro de dedo (mede a saturação de oxigênio, deve estar cima de 93) ideal 98 
→ Temperatura com termômetro digital infravermelho (deve estar abaixo de 37.3) ideal 36.5 
LABORATORIAL 
→ Técnica de RT-PCR em tempo real: Sequenciamento total ou parcial do genoma viral 
→ Teste rápido: detecção de Ac, IgM, IgG por cromatografia de fluxo lateral (amostra de sangue) 
O resultado negativo nãoexclui a infecção e diagnóstico 
O resultado positivo pode não ser absoluto de SARS-cov2 
COLETA EM TEMPO REAL - PCR 
→ É feita através de coleta oral ou nasal com SWAB 
 
Swab nasal até a região posterior do nariz e swab oral é até a região da glote, fazendo movimento circular, removendo 
o material/saburra, coletado e levado para o laboratório. 
O falso negativo ocorre pois a sensibilidade das amostras variam, nem sempre a coleta é efetiva, pode ser por falta de 
prática, pouco material colhido para amostra, oscilação da carga viral (baixa) 
A coleta deve ser realizada do 1° ao 10° dia de sintoma. E o resultado negativo ainda pode não concluir que a pessoa 
possui o vírus. A partir do 7° dia de sintoma indicam IgM (infecção recente) e IgG (infecção tardia). 
PCR X TESTE RÁPIDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PCR: 
 Coletado com swab em secreção 
de mucosa de boca e nariz 
 Mínimo 4hrs 
 Enviado para análise em 
laboratório 
 Exame rastreia material genético 
do vírus 
 
TESTE RÁPIDO: 
 Coleta de gota de sangue 
 Entre 10-30min 
 O material vai diretamente para o 
aparelho que mostra o resultado 
 Exame busca anticorpos 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
 
CARACTERÍSTICAS ORAIS 
Enantema pelo palato circundando as superfícies de esmalte, manchas, placas, ulcerações, vesículas, eritemas 
multiformes, candidose, lábio edemaciado, gengivite descamativa, herpes, trombose sublingual, diminuição do fluxo 
salivar que leva a xerostomia, perda do paladar, hiperplasia gengival, etc... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS IGM E IGG EM COVID-19 (PCR) 
IgG – e IgM – IgG + e IgM + IgG – e IgM + IgG + e IgM – 
Não houve infecção e o 
indivíduo é susceptível 
Houve ou ainda há infecção 
e poderá transmitir o vírus 
Há infecção e poderá 
transmitir o vírus 
Houve infecção, apresenta 
imunidade contra o vírus e 
não poderá transmiti-lo 
 
TRATAMENTO 
Por enquanto não há medicamentos ou terapias aprovadas para tratar a COVID-19 no Brasil e no mundo. As 
abordagens atuais baseiam-se em controlar os sintomas, prevenir infecções e tentar evitar o avanço da doença. 
 
ESTRATÉGIAS PARA DIMINUIR O CONTÁGIO 
ISOLAMENTO SOCIAL 
Estima-se que 1 portador contamina 3 pessoas e com o bloqueio de no mínimo 1m50-
2m de distância, obtém-se uma contenção de propagação do vírus, porém estudos mais 
avançados baseados na envergadura de um espirro, poeira em suspensão, material 
particulado, carga viral, estão concluindo que 2 metros de distância é pouco, sendo o 
ideal 4 metros. 
 HIGIENE CORRETA 
Lavar as mãos, uso de álcool gel, evitar maçanetas, corrimões, torneiras, roupas, etc 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
 
 
O vírus é sensível ao ph básico do sabão 
 Limpeza de utensílios e superfícies com álcool 
70% líquido e spray 
 Tapete higienizador (sanitizante pedilúvio) 
 Uso obrigatório de máscara 
 Remoção de bigode, barbas, maquiagem 
 Lavar cabelo com sabonete 
 
 
MÁSCARAS 
 
Máscara P100: 0.02microns e 20nm de espessura 
 
Máscara PFF3: 0.023microns e 23nm de espessura 
 
Máscara PFF2 e N95: 0.3microns e 
300nm de espessura 
 
Máscara cirúrgica: 2microns e 2.000nm de espessura 
 
 OBS. O coronavírus apresenta 0.12microns e 120nm 
 
QUANTO TEMPO O CORONAVÍRUS SOBREVIVE NAS SUPERFÍCIES 
 
Aço inoxidável → 72hrs 
Plástico → 72hrs 
Papelão → 24hrs 
Poeiras → 40 minutos a 2h30 
 
OBS. O VÍRUS SOBREVIVE MAIS EM LOCAIS ÚMIDOS, POUCO 
VENTILADO, SUPERFÍCIES SÓLIDAS E BAIXAS TEMPERATURAS 
 
CONCLUSÃO 
 O vírus SARS-CoV2 causa a doença Covid-19 
 A taxa de mortalidade (OMS) acomete 20% os idosos e comorbidades 
(doenças de base) 
 Adultos saudáveis 2%> entre fumantes 
 Crianças até 10 anos: mortalidade quase zero com raras exceções 
 Animais: há relatos que já foram contaminados 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
 
SELEÇÃO NATURAL 
POR QUE EXISTEM PESSOAS ASSINTOMÁTICAS? 
Darwin – origem das espécie → Quem se adapta sobrevive. 
Um grupo de pessoas infectadas assintomáticas foram estudadas através de sua imunologia. Foi avaliado que umas 
pessoas estão mais preparadas imunologicamente/geneticamente que outras, principalmente em seus linfócitos T 
(imunidade humoral). O vírus age normalmente até a entrada da célula, porém os linfócitos T não permitem que haja 
sintomatologia (a pessoa tem covid, mas ela não sente). 
A maioria das pessoas são sintomáticas e desenvolveram anticorpos, conhecido como “imunização de rebanho”, onde 
se 70% da população de um local estiver contaminada, o vírus recai, se enfraquece e não encontra mias pessoas 
suscetíveis, mas no Brasil não é possível acontecer pois a população é muito grande e seria um caos para toda a 
humanidade. 
VACINAS EM ESTUDO 
Atualmente, as vacinas se resumem em dois tipos: as direcionadas para os espinhos (spikes) e as direcionadas ao RNA 
do vírus. Estudam-se fazendo coletas em boca, recrutando pacientes adultos sadios negativados para Covid. 
Vacinas são substâncias biológicas preparadas a partir dos microrganismos causadores das doenças (bactérias e vírus), 
sendo modificados laboratorialmente de forma a perderem sua potência de provocar a doença. 
→ A primeira etapa vacina é identificar se é vírus ou bactéria e quais suas características 
→ A segunda etapa é a fase pré-clínica, cujo é testada em animais 
→ A terceira etapa é a clínica, cujo é testada em humanos, então começa as fases. 
→ Fase 1 ou 4. Começa testar em poucas pessoas, geralmente entre 20 e 100. Adultos, sem cormobindades e 
sadios. 
→ Fase 2 ou 5. Analisa mais detalhadamente a eficácia do produto em um grrpo maior, um pouco mais de 100 
pessoas. 
→ Fase 3 ou 6. A Eficácia e segurança do produto: quantas doses? Tem efeitos colaterias? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TESTAGEM EM HUMANOS 
FASE 1. Voluntários adultos totalmente monitorados 
FASE 2. Centenas de pessoas com dose e horário correto. São escolhidos de forma randomizada (aleatória) ou seja, 
uns recebem a vacina e outros recebem placebo 
FASE 3. Ensaio em larga escala (milhares de indivíduos) e posteriormente recebem registro sanitário e são aprovados. 
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Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
TIPO 1. SPIKES – JHONSON / OXFORD 
Eles pegaram a espícula do coronavírus, trituraram e introduzem em um vírus chamado Adenovírus. Então esse vírus 
recebe um material que não é dele, vai ficar recombinante e então introduzem em primatas – Macacos Rhesus. 
TIPO 2. RNA – MODERNA / CHINESA 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
CIRURGIAS PRÉ-PROTÉTICAS 
TECIDOS MOLES 
INTRODUÇÃO 
Cirurgias para melhorar ou possibilitar a instalação de aparelhos protéticos em pacientes com deficiências na qualidade 
do rebordo alveolar. É necessário planejamento cirúrgico e protético simultâneo para melhores resultados. 
 Em outras palavras, tem como função melhorar a instalação e adaptação de aparelhos protéticos, tendo a 
qualidade do rebordo, osso e tecido mole para termos um planejamento efetivo dessas próteses e bom resultado. 
ALTERAÇÕES ÓSSEAS DECORRENTE A PERDA DENTAL 
Reabsorção do osso alveolar: após a extração ou perda do 
dente, o alvéolo vai ser preenchido por sangue para que 
ocorra a cicatrização óssea e fechamento da gengiva, se não 
houver a inserção de dente ou prótese, vai ocorrer a 
reabsorção óssea/perda óssea deficiente a medida do 
envelhecimento e movimentação. Com isso, tem-se uma 
incompetência muscular. 
 
ALTERAÇÕES DE TECIDOS MOLES 
INCOMPETÊNCIA MUSCULAR 
As nossas atividades musculares de mastigação e deglutição muda devido 
a ausência dos dentes, ocorre uma invaginação dos lábios e 
proeminência/protrusão do mento (devido ao déficit mastigatório). Isso 
leva a uma perda no tônus muscular, levando a uma flacidez labial. 
FLACIDEZ LABIAL 
Os lábios superior e inferior ficam finos, ocorre um 
aprofundamento das linhas nasolingual, onde tem-se uma 
perda de perfil. 
ASPECTO SENILO paciente perde altura, contorno, tônus, função e estética. 
Portanto, conclui-se que a perda dental leva a uma alteração estética muito pronunciada. 
 
CIRURGIAS EM TECIDOS MOLES 
→ Remoção de Hiperplasias 
→ Frenectomias: Lingual e Labial 
→ Remoção de Bridas 
→ Rebordo Flácido 
→ Aprofundamento de Sulco 
ANORMALIDADE DOS TECIDOS MOLES 
O nosso maciço crânio facial tem o esqueleto móvel e fixo da face (mandíbula e maxila), mas quando falamos, 
engolimos, mastigamos, temos uma função motora que também obedece a estímulos. 
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Nicole Júlia Levandovski 
Com a anormalidade dos tecidos, gera: 
 Tecido com hipermobilidade 
 Fibroses excessivas 
 Lesões inflamatórias 
 Hiperplasia fibrosa inflamatória de vestíbulo (HFI) 
 Hiperplasia de palato inflamatória (HPI) 
 Inserções musculares anormais 
 Freios anormais 
 Posicionamento de língua e lábio anormal 
LÁBIO DUPLO 
Patologia onde o indivíduo edêntulo cria um tecido abaixo do lábio. 
 
O tecido deve ser bem contido na pinça allis, mosquito reta ou curva ou dente de rato (para que não haja deslize do 
tecido na incisão) e deve demarcar a área de incisão. 
Incisão com lâmina de bisturi 15 ou 15C, em formato de cunha, com a lâmina entrando em 90° e percorrendo linear em 
45° na região vestibular e lingual da estrutura 
 
Após a remoção do tecido, observa-se uma área cruenta (Exposta) 
 
Com a mesma pinça, remove-se algumas reinstrancias, pedículos, promovendo a plastia do tecido mole 
 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
Obs. Cirurgia em tecido mole costuma sangrar mais devido à alta vascularização local. Quase nunca é possível uma 
incisão única, deve ser feito em partes. 
O descolamento com uma tesoura ou pinça pode ser feito para ter uma maior sutura. Utiliza-se um fio de vicryl 
(absorvível) e sutura contínua, pois é uma grande área e ela se mantém mais firme. Sutura com fio de nylon ou algodão 
deve ter uma sutura individual + aplicação de laser para que não haja tanto edema + terapia medicamentosa antibiótica, 
antiinflamatória, analgésica + gelo e alimentação adequada 
 
A base do retalho deve ser maior que a margem gengival livre, pois o tecido mole se cicatriza através da incisão e sutura. 
REMOÇÃO DE HIPERPLASIAS 
Podem ser uma fibrose, fibroma, mordiscamento 
 
Apreensão com pinça allis, incisão em cunha/navicular 
 
No caso do fibroma ser em base de língua, a apreensão pode ser feita com gaze ou fios de sutura 
 
 
HIPERPLASIA DEVIDO A PIERCINGS 
 
 
 
 
 
 
Com apreensão da pinça allis, é feita a incisão 
e o mesmo procedimento de remoção 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
FREIO LINGUAL 
Inserção anormal do freio geralmente mucosa, tecido conjuntivo denso, que quando está muito abaixo da inserção 
normal, pode provocar fibras superiores no músculo genioglosso. Une a ponta da língua à superfície posterior do 
rebordo alveolar de mandíbula, podendo afetar a fala, deglutição, estética e fonação. A língua sofre uma tração do freio 
lingual, impossibilitando os movimentos de lateralidade, superior e inferior. (língua presa) 
Frenotomia x Frenectomia: a frenotomia é o alívio do freio, enquanto a frenectomia é a remoção do freio (não inteiro, 
mas do que está em excesso, pois a língua precisa de um equilíbrio em sua postura) 
INCISÃO 
➢ Horizontal na porção superior da inserção do freio até a superfície inferior da língua (base) 
A incisão e o debridamento pode ser feito com tesoura curva ou bisturi (cuidado para não injuriar estruturas adjacentes). 
A apreensão é feita com a pinça mosquito reta e a divulsão com a tesoura metzenbaum, de preferência curva de 
extremidade arredondada. Depois é feito uma manobra de direita-esquerda de movimento para ver se a língua 
acompanha ou se precisa de mais uma incisão para a clareza de movimento. E por último a sutura. 
 
 
Sutura de insucesso: Fio curto e com espaços mal dimensionados 
➢ Técnica do duplo pinçamento 
Uma pinça mosquito reta denteada na porção superior e outra na porção inferior da língua. O tecido é tracionado na 
base da língua e então é feita a incisão de cima para baixo, removendo o “triângulo” 
 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
Depois é feita a divulsão com a tesoura metzenbaum apenas com a ponta ativa, fazendo juntamente pequenas incisões 
com a tesoura em lateralidade 
 
Então com a própria tesoura, deve incisar novamente a área de forma que crie maior espaço (a primeira incisão é feita 
com o propósito de criar espaço para a divulsão) 
 
 
Depois é feito a manobra direita-esquerda de movimento e suturas individuais. 
 
A primeira sutura é feita no ponto médio da língua, com o auxílio de uma tesoura iris reta 
 
Obs. sempre deixar o nó para o mesmo lado para eficiência na cicatrização 
 
REDUÇÃO DE MACROGLOSSIA 
Procedimento contra indicado a ser realizado em consultório, pois apresenta alto grau de sangramento, edema em 
assoalho de língua e sínfise e possível trombos. 
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Nicole Júlia Levandovski 
Incisão côncava em ventre de língua, de posterior a anterior 
Sutura contínua em lingual e vestibular 
obs. o paciente vai precisar fazer tratamento com fono para restaurar a fala, deglutição, etc 
 
FREIO LABIAL SUPERIOR 
Inserções de freio labial consistem em finas bandas de tecido fibroso cobertas com mucosa estendendo-se ao lábio e 
bochecha ao periósteo alveolar/rebordo 
TÉCNICAS 
 ARCHER CLÁSSICO 1956 – duplo pinçamento (curva mosquito superior + reta mosquito inferior) 
2 pinças e 1 lâmina 
 ARCHER MODIFICADO – duplo pinçamento (curva mosquito superior + reta mosquito inferior) 
2 pinças, 1 lâmina e tesoura 
 KRUGER 1987 – adultos; incisão em V e Y 
 PETERSON 1993 – desinserção total 
Caso clínico utilizando a técnica de Archer Modificado + Peterson. 
Com as pinças mosquitos curva e reta, pressiona-se a base do freio, formando um “triângulo”. Então remove-se o freio, 
faz a divulsão e sutura 
 
FREIO LABIAL INFERIO 
 
OS FREIOS SÃO A CAUSA OU O 
EFEITO DOS DIASTEMAS? 
 
 
São a causa. 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
REMOÇÃO DE BRIDAS 
São os freios nas laterais da mucosa. 
Mesma técnica utilizada nos freios labiais superior e inferior (anetesia, duplo pinçamento, incição e remoção do 
triâangulo, divulsão e sutura) 
 
REDUÇÃO DA TUBEROSIDADE MAXILAR 
É a remoção dos tecidos moles e tecidos duros, promovendo espaço adequado entre os arcos para permitir uma boa 
moldagem e confecção protética na região posterior 
Incisões: remoção elíptica ou linear ao longo da tuberosidade na área a ser reduzida 
 
APROFUNDAMENTO DE SULCO VESTIBULAR 
Consiste na desinserção de planos musculares e na obtenção de altura do rebordo, podendo ser maxila ou mandíbula, 
anterior e posterior 
CAUSAS 
→ Atrofia alveolar 
→ Processos cicatriciais 
→ Anatomia 
→ Alveoloplastias extensas 
→ Doenças periodontais 
→ Tumores 
→ Osteomielites 
TÉCNICAS 
1. KAZANJIAN - Incisão horizontal paralela ao rebordo com 1,5cm 
Borda do retalho é suturada ao periósteo junto ao fundo do novo sulco (Suturas 
interrompidas – para que não haja uma sobreextensão do retalho) 
 
2. OBWEGESER – 3 incisões vestibulares → 1 mediana e 2 na altura dos caninos (incisões verticais) 
Tunelização da mucosa com tesoura romba 
 
3. CLARK – Apenas em região anterior de mandíbula (canino a canino). Interferência do músculo mentual enquadrado 
no mento. Incisão vertical vestibular a crista do rebordo (suturas interrompidas) 
Obs. as técnicas 1 e 2 são cicatrização por segunda intenção ou epitelização secundária. 
Para a cirurgia, primeiro é feito a remoção dos freios labiais e posteriormente o aprofundamento 
PRINCÍPIO FUNDAMENTAL 
Planos homólogos e superfícies cruentas se defrontam → por exemplo: só se sutura lábio com lábio e não lábio com 
língua, nem língua com gengiva, nem mucosa com lingua. 
 
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Nicole Júlia Levandovski 
PRÓTESES IMEDIATAS 
Vantagens – psicológicos, estéticos, tamponamento do leito cirúrgico, menos edema. Melhor adaptação dotecido ao 
rebordo alveolar, dimensão vertical. 
Desvantagens – confecção de outra prótese, reembasamento, uso de condicionadores- coeconfort, rebase, soft confort, 
ufigel, uso continuo. Higiene a cada 24 hs. 5 a 7 dias = remoção de sutura. Após 3 meses = prótese definitiva. 
 
ENXERTOS 
◼ MD – osso autógeno ou alogênico e materiais aloplásticos 
1980 – 1990 – hidroxiapatila (HA) , biocompatível 
sintética ou biológica – coral. 
 
THOMA E HOLLAND (1951) 
◼ Enxerto ósseo corticomedular autógeno em bloco - crista ilíaca, fio de aço, reabsorção em 70%. 
Hoje (FIR) pequenos parafusos, regeneração tecidual guiada, membrana colágeno (absorvível ou não) 
 
◼ MX 
Enxertos aposicionais de mx – blocos corticomedulares de crista ilíaca, anel de fíbula – parafusos autorrosqueantes – 
implantes. 
HA semelhante a md. 
 
◼ Osso de boi – liofilizado 
◼ Osso humano – Banco de tecido músculo esquelético, congelado. 
◼ Bloco – Osso fêmur humano 
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Nicole Júlia Levandovski 
CIRURGIAS PRÉ-PROTÉTICAS 
TECIDOS DUROS 
DEFINIÇÃO 
Manobras cirúrgicas realizadas em maxila e mandíbula com a finalidade de obter condições para instalação de aparelhos 
protéticos / suportar uma prótese adaptada. 
CIRURGIAS EM TECIDOS DUROS 
→ Regularização de rebordo 
→ Tuberoplastia 
→ Remoção de Torus – Maxila (palato) e Mandíbula (lingual e vestibular) 
→ Exostose 
REGULARIZAÇÃO DE REBORDO 
É o aplainameto do rebordo, cristas alveolares, vindas de múltiplas extrações, 
alveolectomias, alveoloplastias, remoção óssea de um porção do processo alveolar, 
espículas, depressões, bordas e irregularidades. Pode ser feita com brocas maxicut 
/minicut ou lima de osso tipo miller ou periodontal. É feita sempre após o processo 
de extração e antecedendo a sutura. Também conhecido como alisamento, cujo é 
irrigado com soro. 
COMO É FEITO? 
Se divide em tipos: 
1. Estabilizadora (mínimo de redução óssea) – limagem econômica para não perder base óssea 
2. Corretora (promove adaptação, estabilidade e estética) – limagem radical 
3. Intrasseptal (lima miller, tesoura goldmanfox) 
Obs. para que haja efetividade do laser na cirurgia, para que o leito cirúrgico fique íntegro, sem ficar afundado e sem 
depressão, deve-se fazer a plastia óssea 
TORUS MANDIBULARES 
São protuberâncias ósseas benignas, uni ou bilaterais, altura de pré-molares e canino. Em outras palavras, são 
deposições ósseas anormais que geralmente ocorre entre os pré-molares, bilateralmente. 
UNILATERAL - exostoses 
BILATERAL - torus mandíbula 
 
TORUS maxila 
 
ANESTESIA: bloqueio bilateral do nervo lingual e alveolar inferior 
INCISÃO: cristal/retilínea (1-1,5cm) - além dos limites, longa p/desdentados, festonadas p/dentado 
RETALHO MUCOPERIOSTAL: osteotomia e ostectomia, irrigação, aplainamento, sutura interrompida ou contínua 
 
MESA CLÍNICA / MATERIA UTILIZADO EM CIRURGIA DE TORUS 
Limas, curetas, lâmina de bisturi, pinça, osteótomo, cuba autoclavável, brocas, caneta de alta rotação/peça de mão, 
pinça reta e curva mosquito, tesoura íris e goldmanfox., seringa, afastadores de minessota e língua, espelho e fio de 
sutura 
 
Obs. em cirurgia de torus, faz-se necessário uma radiografia oclusal 
94
Nicole Júlia Levandovski 
RMEOÇÃO CIRÚRGICA DE TORUS MANDIBULAR 
Começa fazendo um retalho mucoperiostal e depois a osteotomia através da técnica de canaleta, entrando vertical e 
percorrendo horizontal, sempre com irrigação de soro fisiológico (para não superaquecer o osso e causar necrose). 
Após a remoção do torus é feita a limagem/plastia e suturas individuais. Depois é feita a aplicação de laser para 
promover redução de edema, melhor cicatrização e analgesia (não é feito em lesões malignas ou lesões indiferenciadas, 
com atipias celulares/nucleares) 
 
Todo material tirado da boca (peça cirúrgica) deve ter como meta, ser enviado para o anátomo-patológico. 
 
TORUS PALATINO/MAXILAR 
→ Exostose óssea na região do palato 
→ 20% gênero feminino e 40% gênero masculino 
FORMAS: 
LOBULADA 
Porção única 
Incisão sulcular até região de molar e retalho descolado até 
região de incisos 
 
Misto: ovalado e lobulado 
 OVALADA ALONGADA FUSIFORME 
 . formato salciforme 
 
 
 
 
 
ANESTESIA: Bloqueio dos nervos palatinos maiores, incisivo e infiltração local (se necessário) 
 
INCISÃO: semilunar de Winter (quando torus pequenos): 
Dorrance ou Duplo Y – incisão na linha média com relaxantes oblíquas anterior – posterior. 
 
 
RETALHO MUCOPERIOSTAL: secção óssea com brocas fissuras ou cinzel e martelo, suturas, higiene e 
recondicionadores de tecido. 
 
REMOÇÃO CIRÚRGICA DE TORUS PALATINO/MAXILAR 
Indicado para instalação de próteses em indivíduos edêntulos, por injúria tecidual recorrente ou por estética 
Começa com uma incisão inicial na linha média, depois promover as relaxantes superior direita e esquerda e inferior 
direita e esquerda. Faz o descolamento de todo o tecido, remove o torus com broca (cuidado em palato para não 
remover em excesso e forma fístula – é causado por aquecimento da broca ou por imperícia do profssional, portanto 
deve ser bem irrigada). 
Para auxiliar na visualização, recomenda-se suturar um linha em cada relaxante para afastar o retalho 
95
Nicole Júlia Levandovski 
COMPLICAÇÕES 
→ Hematoma 
→ Fratura ou perfuração do assoalho da fossa nasal 
→ Necrose do retalho (por superaquecimento da broca/falta de irrigação) 
EXOSTOSE MAXILAR UNILATERAL 
“Goteira” o mesmo que “provisório”. Logo 
após a cirurgia, será instalado no paciente. 
Incisão linear, sem franjas, bisturi entra em 90° 
e percorre em 45°. Depois é feito o retalho, 
osteotomia, limagem e sutura com pontos 
isolados, sem economia de fio. 
 
O reembasamento consiste em embeber uma gaze iodoformada em soro fisiológico e 
então se coloca nas primeiras horas de pós cirúrgico. O paciente deve apenas ingerir 
líquidos para não deixar a área com pontos frágeis, portanto recomenda-se o uso de 
vitaminas. Só será removido no dia seguinte. 
 
 
TODOS OS CASOS DE CIRURGIAS DE TECIDOS DUROS SÃO NECESSÁRIOS: 
→ Rx panorâmico, oclusal, periapical , TC. 
→ Exames Laboratoriais - Glicemia, coagulograma e hemograma completo 
→ Condições do paciente 
→ Planejamento cirúrgico prévio (obrigatório) 
→ Terapia medicamentosa (tríade) – Antibiótico, analgésico e antiinflamatório 
→ Pós operatório – inclui-se a goteira 
OSTECTOMIA VESTIBULAR EM MAXILA DIREITA E ESQUERDA 
 Brocas minicut – longa, em chama de vela, tungstênio, diamantada 
Mais usada em torus mandibular (azul) 
Vermelha mais usada em maxila 
 
 Brocas maxicut – tungustênio 
 
 
É EXTREMAMENTE IMPORTANTE ASSEGURAR -SE QUE A 
DIREÇÃO INICIAL DO CORTE DA BROCA OU OSTÉOTOMO 
ESTEJA PARALELO A CORTICAL , A FIM DE EVITAR FRATURA 
DESFAVORÁVEL DA CORTICAL LINGUAL OU INFERIOR. 
Evitar fratura, perfuração, osteomielite ou necrose, etc 
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Nicole Júlia Levandovski 
TUBEROPLASTIA 
Redução do volume do túber vertical ou horizontal ou remoção de hiperplasias no túber (remoção de tecido ósseo 
tecido duro) 
TIPOS: Uni ou bilateral, oclusal. 
INCISÃO: Y ou Y invertida, Newmann, Retalho mucoperiostal. 
 
Incisão em crista, abertura do retalho, removendo toda a região de túber vestibular. Osteotomia e sutura contínua (pois 
era unilateral, mas deve-se evitar para que não ocorra risco de arrebentar e expor a área cruenta) 
O RETALHO DEVE SER MANTIDO AFASTADO DO 
CAMPO OPERATÓRIO POR UM AFASTADOR 
QUE DEVE SER APOIADO EM OSSO SADIO 
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Nicole Júlia Levandovski 
CIRURGIAS DO PERIÁPICE/PARAENDODÔNTICAS 
INTRODUÇÃO 
 Procedimento cirúrgico que visa a resolução de problemas criados no tratamento endodôntico ou não 
solucionáveis por ele. 
 Envolve a região periapical, a zona perirradicular e regiões adjacentes para as quaisas vezes o problema se estenda 
(ex. perfuração de raiz) 
 O tratamento cirúrgico do canal radicular não deve ser considerado separado do tratamento não-cirúrgico 
(tratamento endodôntico convencional), pois o procedimento não deve ser feito sem tentar resolver/restabelecer 
a saúde endodôntica através do tratamento convencional. 
 Cerca de 78% dos tratamento endodônticos cirúrgicos são realizados por endodontistas 
OBJETIVO 
Selamento de todas as vias potenciais de escape dos microrganismos do sistema de canais radiculares 
INDICAÇÕES 
IMPOSSIBILIDADE DE REALIZAR O RETRATAMENTO ENDODÔNTICO 
Acontece com pinos longos ou instrumentos fraturados 
Exemplo: um dente tratado endodonticamente com um pino longo instalado para reabilitação 
protética sofre uma recidiva de lesão, o tratamento da lesão é o retratamento de canal, porém a 
remoção do pino longo, principalmente em raízes fragilizadas, tem um risco grande de fraturar a raiz, 
então opta-se uma cirurgia paraendodôntica, mantendo o pino, removendo a lesão e fazendo um 
selamento do conduto do canal radicular através do ápice para poder selar as bactérias lá presentes. 
Nesse caso, a remoção do pino para retratamento endodôntico pode fraturar a raiz 
Nesse caso, o instrumento fraturado está fora do ápice. Portanto, é feito o acesso 
cirúrgico, remoção do instrumento e lesão. É avaliado se precisa fazer uma 
apicectomia, reobturação. 
1. Pode ser feito apenas uma curetagem apical para remover a lesão, sem fazer 
nada na raiz do dente 
2. Pode fazer a curetagem e depois fazer um corte na ponta da raiz 
3. Ou uma retroobturação/retropreparo preparo no conduto via ápice e obturar o 
conduto via ápice também. 
Mas se a lesão tiver sendo causada por contaminação no delta apical, somente remover o instrumento fraturado não 
será o suficiente para solucionar o problema, portanto deve-se considerar outras modalidades juntamente à cirurgia. 
INSTRUMENTO FRATURADO DENTRO DO CONDUTO 
Se o instrumento fraturado estiver próximo ao ápice, no terço apical da raiz, é possível solucionar com cirurgia. Se 
estiver no 1/3 médio e cervical, não será possível remover com cirurgia paraendodôntica via ápice, nesse caso, deverá 
ser feito um acesso endodôntico convencional, conduto radicular via coroa. 
COMPLICAÇÕES ANATÔMICAS (CURVATURAS/GRAUS INTRANSPONÍVEIS) 
Às vezes, não é possível tratar um canal com curvatura acentuada com o tratamento 
endodôntico convencional, portanto a indicação pode ser cirurgia paraendodôntica. 
Nesse caso, o dente ainda nem está tratado endodonticamente. Então o paciente é 
primeiramente encaminhado para um especialista tratar o conduto (mesmo que esteja 
calcificado, deve ser tratado até onde puder – descontaminação química) e 
posteriormente, se a lesão não regredir ou piorar, então deve ser feita a cirurgia. 
98
Nicole Júlia Levandovski 
Mesmo que a lima não chegue a ponta do ápice, só o fator químico na irrigação consegue uma descontaminação que 
talvez possa regredir a lesão, e então, deve-se fazer o acompanhamento posteriormente. 
BLOQUEIOS E DESVIOS DO CANAL 
 
FRATURA RADICULAR 
Poucos casos de fratura radicular podem ser resolvidos com cirurgia 
paraendodôntica. No primeiro caso, a fratura radicular é muito extensa, 
portanto, não tem outra solução a não ser extrair o dente. 
No segundo caso, há suspeita de trinca na raiz, portanto pode ser feito 
uma cirurgia exploratória: é feito um acesso na região da trinca, depois 
uma pigmentação com corante de azul de metileno para poder observar 
melhor e evidenciar a trinca. Com isso, sabemos se é possível ou não realizar a cirurgia paraendodôntica e no caso de 
trinca vertical, não é possível solucionar o problema. 
Nesses dois casos não é possível solucionar com a cirurgia paraendodôntica, apenas extração. 
FRATURAS RADICULARES HORIZONTAIS EM TERÇO CERVICAL: não é possível solucionar 
com cirurgia paraendodôntica, mas dependendo do caso pode ser feito um tracionamento na 
raiz, deixando ao nível cujo é possível confeccionar uma coroa ou extrair, fazer enxerto e 
implante. 
FRATURAS RADICULARES HORIZONTAIS EM TERÇO MÉDIO: não é possível solucionar com 
cirurgia paraendodôntica, pois geralmente após o acesso cirúrgico e remoção da porção apical 
da fratura, o que sobra da fratura para a cervical não é suficiente para dar sustentação para 
esse dente, portanto deve ser avaliado. 
FRATURAS RADICULARES HORIZONTAIS EM TERÇO APICAL: pode ser possível solucionar 
com a cirurgia paraendodôntica, porém tem a possibilidade de preservar esse dente com o 
tratamento endodôntico convencional e se for possível, transpassar a linha de fratura e tratar 
a porção apical, mantendo o dente fraturado se não houver lesão, com acompanhamento e 
observação, e posteriormente reabilitar a porção coronária. 
Se foi tentado preservar o dente com a endodontia porém acabou gerando uma lesão no ápice mesmo assim, pode 
avaliar a possibilidade de fazer um acesso cirúrgico, curetar a lesão e remover a porção fraturada. Ou seja, nem todo 
caso de fratura no 1/3 apical deve-se fazer uma cirurgia, antes disso, deve ser avaliado principalmente por um 
endodontista, às técnicas endodônticas existentes. 
EXTRAVASAMENTO DE MATERIAL OBTURADOR 
Se tiver assintomático é possível deixar lá e fazer apenas acompanhamento. 
 
Só é feita a cirurgia paraendodôntica se o canal estiver tratado 
corretamente e satisfatório, caso contrário, é feito primeiramente o 
retratamento do canal para posteriormente, se a lesão não regredir, fazer a 
cirurgia. 
 
INSUCESSO DE TRATAMENTO NÃO CIRÚRGICO PRÉVIO 
Fez o tratamento endodôntico, recidivou a lesão, refez o tratamento e recidivou de novo → quando isso ocorre, mas 
não for por iatrogenia (por exemplo, fez o canal sem isolamento), é melhor partir para uma cirurgia de periápice. 
 
 
 
 99
Nicole Júlia Levandovski 
INDICAÇÃO DE BIÓPSIA 
Em lesões onde a polpa encontra-se necrosada, faz-se necessário o 
tratamento endodôntico. Porém quando a polpa está viva e aparece uma 
lesão no ápice (imagem 2), na hora da remoção e curetagem da lesão, o feixe 
vascular acaba sendo cortado, o que levará a uma necrose pulpar. Sabendo 
que isso ocorre, é feito o tratamento endodôntico prévio (isso leva a uma 
chance menor de recidiva de lesão, justamente pela polpa estar viva e com 
ausência de bactérias e contaminação). Se a lesão envolver o ápice do dente 
vizinho, nele também é indicado o tratamento endodôntico prévio. 
A cirurgia é feita começando com um acesso na região da lesão, depois a remoção e curetagem de toda a loja e uma 
apicectomia (cortar um pedaço da raiz) e, se possível, uma retroobturação. 
CONTRA INDICAÇÕES 
RELACIONADAS AO PACIENTE (CIRURGIAS EM GERAL) 
Pode ser devido ao: Estado geral de saúde 
→ Complicações cárdio-vasculares 
→ Alterações renais, hepáticas ou qualquer outra não controlada 
Ou devido a: Condições psicológicas 
→ Varia desde odontofobia (resolvido com ansiolítico), até alguma síndrome (em casos extremos, o paciente 
pode ser levado em centro cirúrgico e ser operado com anestesia geral) 
RELACIONADAS AO DENTE (ESPECÍFICO DA CIRURGIA PARAEDODÔNTICA) 
→ Obturação deficiente 
Canal tratado porém insatisfatório: deve ser feito o retratamento do canal antes, como dito anteriormente. 
 
Não adianta fazer a apicectomia e curetagem da lesão sendo que o conduto radicular 
ainda está cheio de bactérias e contaminação, com isso, a lesão vai recidivar pois a causa 
do problema não foi solucionada (tratamento endodôntico). Assim como um 
retropreparto/retroobturação não irá funcionar pelo mesmo motivo. 
 
→ Raiz curta 
Pois se fizer a apicectomia, não vai sobrar quase nada de raiz (dente fica sem suporte) 
 
→ Envolvimento periodontal avançado 
Não irá ter estrutura óssea o suficiente para sustentar o dente (ainda mais 
se a perda óssea for em sentido vertical), associado a contaminação de 
microorganismos patogênicos pela doença periodontal. A avaliação deve 
ser feita de 1:1, ou seja, se o dente tiver20mm, 10mm de inserção óssea 
para 10mm que não está inserida. Apesar dessa proporção, há fatores que 
mesmo assim podem contraindicar, como por exemplo um paciente que 
tenha bruxismo. 
 
 
100
Nicole Júlia Levandovski 
 
→ Proximidade de estruturas anatômicas 
 
Pode causar parestesia. O tratamento indicado nesses casos é o 
retratamento endodôntico várias vezes, até obter sucesso, caso contrário, 
exodontia. 
 
→ Inacessibilidade cirúrgica 
O TRATAMENTO CIRÚRGICO DO CANAL RADICULAR RARAMENTE É A ÚNICA OPÇÃO POSSÍVEL . 
DECISÕES CLÍNICAS 
→ Evidências disponíveis para cada caso 
→ Julgamento clínico (prognóstico) 
→ Opinião do paciente* 
→ Opções de tratamento devem ser passadas em casos de incertezas 
 Benefícios 
 Riscos 
 Custos 
→ Exames de sangue 
→ R-X Panorâmico (visão geral e lesões extensas) 
→ R-X Periapical (lesões pequenas, medições e menor distorção) 
→ Tomografia computadorizada de feixe cônico (ex. avaliação de suspeita de trinca) 
PROCEDIMENTO CIRÚRGICO 
ANESTESIA 
❖ Anestesia local profunda 
❖ Aplicada na vestibular e lingual/palatina 
❖ Envolve a região apical do dente a ser acessado 
❖ Deve ser extendida 2 ou 3 dentes para cada lado 
❖ Após as aplicações, aguardar cerca de 10 minutos 
TIPOS DE INCISÃO 
→ Partsch 
A maior dificuldade dessa incisão é de estendê-la. Deve tomar muito cuidado aonde 
está sendo passado a lâmina, pois a incisão não pode estar em cima ou próximo da 
loja óssea, devendo ser medido com régua na radiografia e na boca, com o auxilio de 
uma sonda periodontal, é medido a qual distância da cervical deve ser feito. A incisão 
muito alta fica próximo a loja óssea, podendo causar uma deiscência, levando a um 
problema no pós operatório. Além da altura da incisão, a extensão lateral fica um 
pouco complicado devido ao seu formato (as bordas sobem). Portanto, essa incisão 
deve ser preconizada para pequenos casos, mas não como primeira opção. 
→ Wasmund 
Incisões que fogem do nível cervical é interessante para preservar o nível da gengiva 
marginal e papilas, não ocorrendo uma retração gengival no pós operatório. Sempre 
verificar a extensão da loja óssea na radio ou tomo. 
Mesma coisa que a incisão de Partsch, levar em consideração a altura. É possível uma 
extensão lateral maior, mas sempre lembrar antes de fazer as relaxantes, para não 
ocorrer problema vascular e levar o retalho a necrose tecidual. 
 101
Nicole Júlia Levandovski 
→ Newman 
Indicado para lesões extensas por envolver a cervical. Tem casos que não tem como 
preservar, deve estender até a cervical mesmo com risco de retração gengival. 
Posteriormente pode ser feito um recobrimento com a plástica periodontal, enxerto 
de tecido conjuntivo ou remoção da coroa protética e realização de nova coroa com 
a margem no nível gengival caso não seja possível o recobrimento, ou também 
aumento de coroa clínica nos outros dentes. Se o dente for natural, pode ser feito 
facetas se a raiz tiver exposta para simular o esmalte na região de raiz. 
→ Newman modificada 
Indicado para quando por possível o acesso com apenas uma relaxante. 
Cuidado ao querer preservar tecido não fazendo relaxante, pois pode ocorrer a 
laceração do retalho. 
 
 
→ Ochsenbein 
Indicado para pacientes com sorriso gengival e coroas protéticas. 
 
 
 
ACESSO A LESÃO 
→ Descolamento e rebatimento do retalho 
→ Se necessário, localização da região apical com broca esférica 
→ Acesso com broca + ampliação através da remoção da cortical óssea envolvente 
 
 
 
 
 
MODALIDADES CIRÚRGICAS 
1. CURETAGEM APICAL 
Acesso cirúrgico a região apical do dente envolvido, através de retalho, com posterior curetagem do conteúdo da lesão 
INDICAÇÕES 
 Dentes tratados endodonticamente, com lesão que envolva a região apical 
CONTRAINDICAÇÕES 
 Processos periapicais muito extensos (2/3 da raiz) 
 Dentes abalados periodontalmente 
 Lesões que atingiram a furca 
Lesão 
Raiz (ápice) 
Cortical óssea envolvente 
Acesso com broca 
102
Nicole Júlia Levandovski 
2. APICECTOMIA 
Acesso cirúrgico à região apical do dente envolvido, através de retalho, com amputação da região do ápice radicular 
com lesão e curetagem de seu conteúdo. 
Ressecção de cerca de 3mm do ápice radicular, devido as bactérias presentes no delta apical pela dificuldade de 
descontaminação através do tratamento endodôntico convencional. 
INDICAÇÕES 
 Dentes tratados endodonticamente com a lesão envolvendo o terço apical da raiz 
 Fraturas radiculares em região de terço apical 
FORMA DE CORTE DA RAIZ 
→ Sem obturação retrógrada 
Apicoplastia (corte preservando o formato da raiz) – corte arredondado 
O instrumento reto/plano (condensador) acaba tocando em uma superfície convexa, o que não gera 
uma condensação adequada. Portanto, em uma retroobturação, é indicado o corte reto. 
→ Com obturação retrógrada 
Corte reto 
 
INSTRUMENTAIS ESPECÍFICOS 
 Curetas (acesso e limpeza) 
 Pontas ultrassônicas 
 Aplicador de MTA 
 Microcondensadores 
 Microespelhos 
3. APICECTOMIA ASSOCIADA A RETROOBTURAÇÃO 
Além de remover a lesão, consegue-se a vedação do canal radicular. Deve ser feito sempre que possível. 
 
MATERIAIS DE RETROOBTURAÇÃO 
 Amálgama Ionômero de vidro 
 Resinas compostas 
 Cimentos de hidróxido de cálcio 
 Cimento de N-Rickert 
 Cianoacrilato 
 Super EBA 
 MTA 
 PH alto (induz a formação de tecido duro/ósseo) 
 Maior radiopacidade 
 Boa resistência mecânica 
 Ótimo selamento 
 Baixa toxicidade 
 Indução à calcificação 
103
Nicole Júlia Levandovski 
 
É feita a incisão, rebate o retalho e acesso com broca 
 
 
 
Remove a lesão 
 
 
 
 
Após a remoção e curetagem é feito a limagem da borda para remoção de 
ângulos vivos para não causar deiscência ou lesão de gengiva no pós 
operatório, depois irrigação e sutura. 
 
 
 
 
 
Em uma apicectomia, é feito o mesmo tipo de acesso que na 
curetagem 
 
 
 
Remove e cureta a lesão 
 
 
 
 
 
 
E então corta 3mm o ápice da raiz Retroobturação com broca esférica ou ponta ultrassônica 
 
 
 
 
 
Aplicação do MTA Condensação + radiografia periapical transoperatórias p/ avaliar a qualidade do 
retropreparo 
Curetagem, 
irrigação e 
sutura 
 
104
Nicole Júlia Levandovski 
Existem algumas técnicas que preconizam deixar o cone de guta percha para fora do ápice do dente, 
pois assim se consegue uma maior vedação da porção apical. A disciplina de endodontia não 
preconiza utilizar essa técnica, pois se a técnica de obturação for feita corretamente, é possível uma 
vedação do canal mesmo deixando a 0,5mm do ápice, mas não está errado, são apenas técnicas 
diferentes. 
 
 
 
SOBRE ENXERTO ÓSSEO: Se tiver faltando apenas uma parede óssea (defeito de uma parede), o coágulo sanguíneo 
que se formará vai dar conta de preencher toda a região com osso novo, sem precisar de enxerto. No caso de defeito 
de duas paredes ou mais, a chance de regeneração óssea fisiológica é menor. Se o defeito de uma parede for extenso 
demais, a regeneração também é deficiente. 
A membrana de colágeno do enxerto serve para isolar os grânulos, impedindo a invaginação de fibras de tecido mole 
quando é fechado o retalho por cima do enxerto, que caso aconteça, é perdido parte do material do enxerto devido a 
formação de tecido mole entre os grânulos. É colocado devido a velocidade de cicatrização do tecido mole. 
MEDICAÇÃO 
 Pré operatória: 
 Antiinflamatório esteroidal (Ex. dexametasona 1h antes do procedimento) (quando há contaminação instalada, 
pode-se receitar 2g de amoxicilina 1h antes junto com a dexametasona) 
 Antibioticoterapia (podendo iniciar 48h previamente ao procedimento, principalmente em casos que há 
contaminação instalada) 
 
 Pós Operatória: 
Estender antibioticoterapia até 7 dias 
Antiinflamatório não esteroidal 3-5 dias ou esteroidal 1-2 dias 
Analgésico 3 dias 
 
CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS Repouso 
 Alimentação leve 
 Boa higiene local 
 Aplicação de gelo 
 Medicação de suporte 
 
PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS (RESUMO) 
• Anestesia infiltrativa terminal e/ou bloqueio 
• Incisão 
• Descolamento 
• Osteotomia (ampliação do acesso) 
• Curetagem apical ou Apicectomia (remoção com broca tronco cônica) 
• Limagem da loja (remoção/arredondamento de ângulos vivos) 
• Toalete (irrigação com soro fisiológico) 
• Síntese 
 
105
Nicole Júlia Levandovski 
 
ACIDENTES E COMPLICAÇÕES 
EM CIRURGIA ORAL 
DEFINIÇÃO 
São aqueles ocorridos no trans e/ou pós operatório por imprudência ou imperícia do cirurgião, normalmente causado 
por manobras intempestivas ou desconhecimento de técnica. 
PRINCIPAIS CAUSAS 
 Pré-operatório inadequado 
 Diagnóstico incorreto 
 Falta de planejamento 
 Indicação incorreta 
 Mau uso ou uso incorreto de instrumentais 
 Aplicação de força excessiva 
 Falta de visualização do campo operatório 
 Despreparo do profissional 
“Tudo o que é falado ao paciente antes do procedimento é explicação; depois é desculpa” 
 O paciente sempre deve ser avisado das possíveis complicações cirúrgicas. 
ACIDENTES 
É a quebra do planejamento do ato operatório que ocorre durante seu desdobramento. 
➢ Lesões de tecidos moles ➢ Lesões das estruturas ósseas ➢ Lesão dentes adjacentes ➢ Fraturas de instrumentos 
➢ Fratura de mandíbula ➢ Comunicação buco sinusais ➢ Fístula buco nasal ➢ Injeção de anestésico local no vaso 
LESÕES DE TECIDOS MOLES 
Ocorrem por traumatismo mecânico, seja pelo uso inadequado de afastadores, instrumentos rotatórios, elevadores 
ou manipulação indevida dos retalhos cirúrgicos. 
 
Grande função do AUXILIAR: preservar os tecidos moles ---> tanto no afastamento, quanto cuidar para que 
instrumentos não toquem o lábio ou mucosa jugal. 
 
 Abrasão 
 
 
 Queimadura 
 
(ambos podem acontecer devido ao instrumento rotatório) 
 
106
Nicole Júlia Levandovski 
 
 Perfuração 
Ex. elevadores, bisturi, instrumentais rotatórios 
 
 
 Laceração 
É o rasgamento do tecido que acontece devido a falta do retalho ou relaxante ou feito de forma incorreta. 
 
Como proceder: 
Deve-se reposicionar e suturar cuidadosamente o retalho na posição. 
Higienizar, passar clorexidina aquosa 0,12% e receitar pomada antibiótica (ex. nebacetim, colagenase) 
 
 
 
 Deiscência 
Acontece pela sutura feita de maneira incorreta. 
 
 
COMO EVITAR LESÕES DE TECIDO MOLE: apoiar corretamente os afastadores, proteger os tecidos ao usar alta 
rotação, fazer acesso/retalhos de dimensões adequadas 
 
 LESÕES DAS ESTRUTURAS ÓSSEAS 
Ocorrem normalmente devido à força exagerada durante as luxações e as extrações dentárias 
 
Nesse caso observamos a fratura da tábua óssea vestibular (imagem 1) e vestibular + palatina (imagem 2) 
 
107
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
Nesse caso foi um erro de planejamento, pois é 
possível identificar na radiografia que o túber é 
bojudo, portanto somente luxar com elevador não 
será possível a extração sem fraturar a tábua óssea 
do túber (que foi o que aconteceu). O profissional 
deveria ter utilizado brocas no instrumental 
rotatório ao invés de forçar com os elevadores. 
 
 
 
O apoio inadequado dos elavadores também podem 
fraturar o septo interalveolar e intraradicular. 
 
 
 
 
 
 
LESÃO DENTES ADJACENTES 
Ocorrem pelo uso inadequado dos elevadores, fórceps e brocas cirúrgicas 
 
 
COMO UTILIZAR O ELEVADOR CORRETAMENTE: 
Perpendicular ao longo eixo do dente, entre a crista óssea e o dente 
 (se colocar entre dois dentes, estará luxando o dente vizinho) 
 
Em casos como esse, deve-se tomar o dobro de cuidado na osteotomia devido 
à proximidade com as raízes dos dentes permanentes que estão erupcionados. 
 
 
 
 
FRATURAS DE INSTRUMENTOS 
Ocorrem por força mecânica, seja pelo uso inadequado de instrumentos rotatórios, elevadores ou manipulação 
indevida dos mesmos. 
Fratura da ponta ativa da broca. 
Como proceder: 
Deve-se interromper a cirurgia, aspirar, 
deixar o corpo seco, procurar o instrumental 
fraturado e retirá-lo. 
 
 
 
108
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
Pode ocorrer devido a movimentos irregulares, troca ou desistência de técnica durante sua execução, entortar a ponta 
da agulha → gerando fadiga e fratura da agulha. Não deve inserir a agulha inteira em mucosa. 
 
A agulha irá se movimentar na região de sua fratura por 15 a 30 dias, deve ser feito acompanhamento e 
posteriormente é formado uma fibrose ao redor da agulha, sendo possível deixá-la dentro do corpo, pois sua remoção, 
muitas vezes, é mais complicado e arriscado do que deixar dentro do corpo do paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outros exemplos de fratura de broca 
 
 
 
 
 
FRATURA MANDIBULAR 
Ocorre e está associada (principalmente) a extrações de terceiro molares inferiores, devido à força exagerada no ato 
operatório associado a zona de fragilidade da mandíbula na região de ângulo. 
 
 
 
Nesse caso houve a colocação do implante maior do que deveria e isso 
causou fragilidade no osso e fratura em região anterior de mandíbula. 
 
 
109
Nicole Júlia Levandovski 
 
COMUNICAÇÃO BUCO SINUSAIS 
Ocorrem frequentemente devido à falta de conhecimento anatômico com força excessiva e pouca visibilidade, por 
movimentos intempestivos de instrumentais. 
É quando um dente ou uma raiz é jogada para dentro do seio maxilar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para sua remoção, é feita por uma técnica conhecida como “Caldwell-Luc” (iremos 
aprender mais detalhadamente em outra aula) que é uma incisão feita em região 
anterior, entre canino e pré-molar. Não deve-se remover pelo alvéolo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nesse caso, na reabertura do implante para a colocação de cicatrizador, o profissional 
acabou colocando o implante dentro do seio maxilar, causando um sinusite odontogênica. 
 
 
 
 
 
 
MANOBRA DE VALSAVA: O paciente “tampa” o nariz e assopra, se o ar entrar para dentro da cavidade nasal, é sinal 
de que há comunicação bucosinusal. 
 
 
 
Quando feito a comunicação, é preciso fechá-la da 
maneira mais oclusiva possível. E muita das vezes, 
mesmo isso ocorrendo, há a formação de uma 
fístula bucosinusal (o paciente faz bochecho, toma 
água e sai pelo nariz, e também tem odor muito 
forte). O paciente tem a passagem de líquido e até 
de alimento sólido (dependendo do tamanho da 
fístula) para dentro do seio maxilar, cujo sairá pela 
cavidade nasal. 
 
 
 
 
 
110
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
No local da comunicação há uma perda de estrutura óssea, 
havendo o velamento do seio maxilar (significa que está 
comprometido com secreção – sinusite odontogênica). 
 
 
 
 
 
FÍSTULA BUCO NASAL 
 Ocorre devido o manuseio intempestivo de instrumentais rotatórios, elevadores ou falha nas suturas 
 
Normalmente esse tipo de fístula não é possível fechar em uma única cirurgia, tem que ficar diminuindo de pouco em 
pouco até fechar por completo. Isso ocorre porque a mucosa e o periósteo são muito aderidos ao osso do palato, 
tirando toda sua elasticidade; não tem como fazer um retalho e suturar internamente, pois a sutura vai abrir. Deve-se 
usar membrana de PRF para diminuir seu tamanho ou fechá-la em 1ª intenção (se possível – nesse caso da foto não 
foi possível pois a fístula estava muito grande). 
 
INJEÇÃO DE ANESTÉSICO LOCAL NO VASO 
 
 
Ocorre por desconhecimento anatômico ou da técnica. 
Por isso a aspiração antes da ingestão do anestésico deve ser feita. 
 
 
 
COMPLICAÇÕES 
É a quebra do planejamento do ato operatório que ocorre já no pós-operatório. 
➢Pericoronarite ➢Alveolite ➢ Infecção (Abscesso; Celulite; Angina de Ludwing) ➢Hemorragias ➢ Luxação da ATM 
➢ Trismo ➢ Injúrias no nervo alveolar/mentual ➢ Úlcera aftosa ➢ Osteonecrose ➢ Enfisema ➢ Hematomas ➢ 
Edema ➢Alergias ➢ Dor pós-operatória 
 
 
 
 
“É indiscutível que a melhor e mais fácil maneira de tratar uma 
complicação é prevenir que ela aconteça” 
Peterson, 2005111
Nicole Júlia Levandovski 
 
PERICORONARITE 
É um processo inflamatório em um dente que está parcialmente coberto pela gengiva, causado por má higiene bucal 
(geralmente ocorre em 3° molar inferior) 
A pericoronarite pode ser branda ou severa, levando até em um quadro de dor espontânea, edema, limitação da 
abertura da boca (por edema nos mm. da mastigação), linfadenite (gânglio infartado), febre, secreção e odor fétido. 
 
TRATAMENTO: 
Se o 3° molar for permanecer no arco (estiver em oclusão), é feito uma incisão em cunha para liberar esse tecido, caso 
contrário, se não tiver espaço no arco, o tecido irá formar novamente; nesse caso, deve-se esperar sair da fase aguda 
e fazer a extração do 3° molar. 
 
 
ALVEOLITE 
É definida como uma inflamação do alvéolo, resultante da desintegração e/ou infecção do coágulo inicial, que impede 
a cicatrização adequada da ferida alveolar. 
Ou seja, durante o período de cicatrização da ferida houve uma interrupção pela degradação do coágulo, corpo 
estranho dentro alvéolo, entre outros motivos. 
 
A alveolite pode ser classificada em Alveolite Seca ou Alveolite Úmida 
 Alveolite Úmida: corpo estranho ou coágulo em decomposição dentro do alvéolo 
 Alveolite Seca: exposição óssea -- não tem nada dentro do alvéolo, está seco. 
 
 
112
Nicole Júlia Levandovski 
 
 ALVEOLITE ÚMIDA ALVEOLITE SECA 
 
 
 
 
AMBAS APRESENTAM INSENSIBILIDADE À ANALGÉSICOS 
INFECÇÃO 
A cavidade bucal é um ambiente naturalmente contaminado, e em certas circunstâncias, se não utilizar meios de 
controle pré, trans e pós os procedimentos, pode desencadear um processo infeccioso local ou sistêmico, sua 
instalação depende principalmente das características dos microorganismos, da suscetibilidade do hospedeiro e dos 
cuidados a serem tomados pelo cirurgião dentista ao realizar qualquer procedimento. 
Infecção Pós Operatória: 
→ Índice Baixo – 1,7% a 2,7% 
→ 50% são localizadas (ocorrem após a 2ª semana de P.O.) 
 
TRATAMENTO: 
Drenagem + debridamento local + ATB terapia V.O. 
→ Outros 50% pode se disseminar para espaços faciais (primários, secundários e cervicais) 
TRATAMENTO: 
Hospitalização + exame de imagem (TC face) + cirurgia/drenagem agressiva + ATB E.V. 
Causas: 
 Pacientes imunocomprometidos e hígidos 
 Quadros pré-existente de pericoronarite aguda (exodontia contra indicada) 
 Instrumental contaminado – não esterilizado 
 
113
Nicole Júlia Levandovski 
 
INFECÇÃO - ABSCESSO 
São coloções de pus em espaços teciduais confinados, em geral causados por infecção bacteriana. Os sintomas incluem 
dor local, sensibilidade, calor e edema (se próximos da pele) ou sintomas constitucionais (se profundos). 
 
TRATATMENTO: anestesia local, incisão com bisturi, divulsão com pinça hemostática, drenagem na região mais baixa 
INFECÇÃO -- CELULITE 
A celulite é uma infecção bacteriana que envolve as camadas interiores da pele e afeta especificamente a derma e 
gordura subcutânea. Incluem uma área de vermelhidão, que aumenta de tamanho ao longo de alguns dias. Os limites 
da área de vermelhidão geralmente não são nítidos e a pele pode ficar inchada. 
A celulite não tem um ponto de drenagem. Tem que fazer reduzir para depois drenar. 
 
INFECÇÃO – ANGINA DE LUDWING 
É uma infecção grave, potencialmente fatal, caracterizada por uma celulite que afeta os espaços submandibulares e 
sublinguais bilateralmente e submentual. 
Começa a formar o “colar cervical”, o paciente tem edema de glote, dispneico, língua projetada para fora devido ao 
levantamento do assoalho lingual pelos edemas. 
 
 
HEMORRAGIA 
Ela é definida como um extravasamento abundante e anormal de sangue, que ocorre durante ou após a intervenção 
cirúrgica, o qual não se coagula e a hemostasia natural não ocorre. Pode ser arterial ou venosa: 
 Venosa quando se forma lençol de coágulo de sangue 
 Arterial quando começa jorrar sangue 
114
Nicole Júlia Levandovski 
 
 Localização: Interna ou externa Origem: Tecidos moles ou osso 
 
 
 
 
 
Obs. as hemorragias de origem do tecido ósseo são mais difíceis de serem contidas do que as de tecidos moles. 
Em tecidos moles, deve-se lavar abundamentemente, colocar gaze, tentar identificar da onde vem a hemorragia e 
fazer o pinçamento em massa com uma pinça mosquito. No intraósseo pega-se uma gaze e um instrumental 
(descolador, cureta) e forçar o local de 1-3 minutos para tentar parar o sangramento por compressão; se o sangremnto 
não parar, deve-se lavar abundantemente e colocar um hemostático (local, cera para osso, tamponamento com 
adrenalina). 
Causas Médicas (que podem gerar uma hemorragia) 
 Hipertensão 
 Arteriosclerose 
 Neoplasia 
 Hemofilia 
 Leucemia 
 Anemia 
 Trombocitopenia 
 Falta vitaminas C e K 
 
Trans Operatório 
 Hemorragia por diferença anatômica 
 Hemorragia por trauma 
 Hemorragia por erro de técnica 
 
Pós-Operatório 
 Cuspir 
 Fumar 
 Fazer sucção 
 Bochechar 
 Ingestão alimentos quentes 
 Fazer esforços físicos 
 
Se o problema persistir → encaminhar imediatamente para avaliação médica em ambiente hospitalar 
 
LUXAÇÃO DA ATM 
 
A luxação de ATM é descrita 
quando o côndilo mandibular se 
desloca para fora da fossa articular 
e não é capaz de retornar. 
 
 
A luxação geralmente ocorre quando o paciente tem uma laxidão dos nervos 
(ligamentos que seguram o côndilo junto com a musculatura) ou quando a eminência articular é rasa (nesse casos, o 
próprio paciente faz a redução – autoredução, e ele convive normalmente com isso). Na grande maioria das vezes, o 
paciente procura um profissional para fazer a colocação → para baixo, para trás e para cima. 
115
Nicole Júlia Levandovski 
 
TRISMO 
O trismo é descrito como uma variação de dor muscular devido a um espasmo miofascial que pode resultar de injúrias 
às fibras musculares, extrações com tempo prolongado, múltiplas injeções anestésicas locais, principalmente se 
estiverem penetrando nos músculos mastigatórios, hematoma e infecções pós-operatórias. 
Se o paciente fica muito tempo com a boca aberta, o paciente vai ter um edema ou hematoma na região dos músculos 
ou nos músculos da mastigação. Geralmente ocorre quando há ingestão do sal anestésico no músculo no momento 
da anestesia por erro de técnica. Precisa ser feito fisioterapia. 
Abertura da boca menor que 18mm 
 
Ocorre pela resposta inflamatória ao procedimento 
▪ Ligamento pterigomandibular 
▪ Músculos masseter e bucinador 
Início 2° dia → Regressão espontânea na 1ª semana 
 Saber diferenciar o trismo (trauma operatório) e associado à infecções P.O. 
O trauma operatório está associado a infecção, ou seja, o paciente não consegue abrir a boca devido a uma infecção 
alojada, que é diferente de um trismo. O edema regride em 48hrs, se não regredir nesse período é porque está se 
instalando uma infecção e também outros fatores estão associado como febre, tumefação e vermelhidão (cujo não 
ocorrem no trismo). 
 
INJÚRIAS AO NERVO ALVEOLAR/MENTUAL 
A parestesia é um distúrbio neurosensitivo causado por uma lesão no tecido neural. É caracterizado por sensações 
desagradáveis, de caráter transitório ou permanente, que frequentemente se associam a dor e sintoma de 
formigamento. 
O paciente vai ficar com sensação de anestesia mesmo após 5hrs ou 10hrs após a cirurgia. 
 
Nesse caso o paciente poderia ter uma parestesia pois havia uma lesão cística 
bem em cima do nervo alveolar 
 
 
 
 
 
 
Nesse caso o nervo alveolar inferior passa entre as raízes. Deve ser feito a odontosecção, caso contrário (ex. tentar 
extrai com elevadores ou fórceps), o risco de parestesia aumenta, pois vai haver o rompimento do feixe vásculo 
nervoso.116
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
Outro caso que pode acontecer é o dente horizontal acima do canal mandibular, se 
não tiver cuidado, pode ultrapassar demais o dente e a broca rompe o nervo alveolar 
inferior, causando uma parestesia permanente. 
 
 
 
Nesse caso, havia uma infecção que se não tiver cuidado na hora da curetagem, 
pode atingir o nervo alveolar inferior. 
 
 
 
Raízes muito curvas também são um grande problema, se não fizer 
osteotomia e odontessecção, a raiz vai fraturar na tábua óssea 
 
 
 
Esse paciente teve tanta reabsorção óssea que teve exposição do nervo mentual 
(afloramento do nervo mentual) e com isso, não é possível usar uma PT pois vai 
causando injúrias ao nervo → causando choque/parestesia. Deve ser feito um 
protocolo suportado por implantes para se tirar a carga do rebordo. 
 
 
Na hora da relaxante, deve-se lembrar da anatomia. 
Nessa região, se for fazer a incisão desde o fundo de sulco até o rebordo, corre 
o risco de cortar o mentual, pois ele se localiza entre os pré-molares. 
 
 
 
Grande cistos em dentes retidos empurram o nervo alveolar inferior para região 
mais posterior e inferior, em região lingual. Portanto, deve-se tomar muito 
cuidado na hora de sua remoção. 
 
 
 
ÚLCERA AFTOSA 
São doloridas, redondas ou ovais que ocorrem na mucosa oral, tendo como principal causa o trauma local. 
Exemplos de causadores da úlcera aftosa: 
Afastador muito tempo fazendo pressão do lábio, sugador 
em região lingual para aspirar diretamente, colocar fio de 
nylon 3.0 em região que a língua for ficar passando em cima. 
 
 
117
Nicole Júlia Levandovski 
 
OSTEONECROSE 
A osteonecrose ocorre quando o osso perde a sua vascularização, e o osso morre. Também é conhecida como necrose 
asséptica, necrose avascular ou necrose isquêmica e medicamentosa. 
 
Nesse caso foi causado pela alta rotação 
 
Necrose de N (metade) maxila 
 
 
 
Depois da remoção do dente houve exposição óssea 
sem irrigação. 
Anestesia, remove o tecido necrótico com broca até 
encontrar osso vascularizado e sutura 
 
 
TRATAMENTO: 
→ Realizar sessões de câmera hiperbárica (10 sessões – 5 antes da cirurgia e 5 depois) 
→ ATB terapia 
→ Realizar desbridamento (raspagem cirúrgica) 
→ Provocar sangramento osso remanescente 
→ Colocação PRF 
→ Fechamento da ferida 
 
ENFISEMA 
O enfisema subcutâneo é um acidente em que ocorre a passagem forçada de ar e/ou outros gases para o interior dos 
tecidos moles, abaixo da camada dérmica ou mucosas. 
Geralmente ocorre com a alta rotação – joga spray de ar que entra para dentro do tecido. 
Pode acontecer também quando o paciente retorna para remoção de sutura e ao invés de só lavar e apirar, o dentista 
joga jato de ar, cujo entra no conduto e pode causar efisema. 
Deve-se ordenhar e entrar com ATB terapia. 
Leva em torno de 7-10 dias para regredir.
 
118
Nicole Júlia Levandovski 
 
HEMATOMA 
Um hematoma é um acúmulo localizado de sangue, (geralmente coágulo num tecido ou órgão), fora de um vaso 
sanguíneo. Isto ocorre porque a parede do vaso sanguíneo, artéria, veia ou capilar, foi danificado e liberando sangue 
para os tecidos onde não pertence, ou seja uma hemorragia interna. 
Comum em pacientes idosos e com pele clara (fragilidade capilar) 
Higiene da pele + pomadas/cremes 
 
 
 
EDEMA 
Edema é o aumento do volume do tecido, normalmente em função do acúmulo de líquido ou sangue, ocasionado pelo 
trauma cirúrgico. 
 Leve/moderado 
 Limitação da abertura da boca (mm. da mastigação) 
 Instalação nas primeiras 24-72 horas (se não regredir, cuidado se não é infecção) 
 
ALERGIAS 
São um conjunto de reação causadas por hipersensibilidade do sistema imunitário a agentes que geralmente causam 
pouco ou nenhum problema na maioria das pessoas. 
 
CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS 
 Dieta 
Líquida fria/gelada hipercalórica – 12/24 horas 
Dieta pastosa temperatura ambiente – 48 horas Prevenir o aparecimento da dor 
Dieta normal assim que possível 
119
Nicole Júlia Levandovski 
 
Pacientes diabéticos – terapia insulínica 
Dieta normal mais precoce Procedimentos menores e menos traumáticos 
 
 Higiene oral 
Higiene adequada → Melhor cicatrização 
Evitar trauma local → Risco de sangramento e dor (bochechos delicados) 
 
 Controle do sangramento 
Previsão de sangramento por 24horas 
 Compressão com gaze 
 Não fumar por 12horas (máximo possível) 
 Não sugar líquidos de canudos 
 Não ficar cuspindo 
 Cabeça mais elevada que o resto do corpo 
 Evitar esforço físico – 48 a 72 horas 
 
Sangramento prolongado 
Sangramento vermelho brilhante e vivo Retornar para atendimento: 
Formação de coágulos grandes 
→ Tamponamento com gaze por 5 min 
→ Uso de fibrina/celulose/cera 
→ Sutura oclusiva em massa 
→ Medicação → Aplicar 1 amp Transamin (5ml) EV e manter 250mg de 8/8hs VO 
 
 Edema 
Pico em 48 a 72 horas 
Início da regressão entre 3° e 4°dia 
Persistência do edema e sinais flogísticos (indicativo de infecção pós-operatória) 
Gelo no local – 20 minutos com e 20 sem gelo 
A partir do 3°dia – aplicar calor 
 
 Equimose 
Início entre 2° e 3°dia 
(indicativo de derramamento sangue nos tecidos pós-operatória) 
Tomar Arnica CH6 (05 gotas) 8/8hs 15 dias, iniciando 07 dias antes 
Aplicar Bepantol ou Irudoid (gel /pomada) 
 
 Trismo 
Inflamação envolvendo os músculos da mastigação 
Difusão do edema pelos músculos 
Múltiplas injeções anestésicas 
 
Calor úmido no local + Fisioterapia (abertura boca) 
 
 Dor 
Geralmente leve e moderada 
Pico nas primeiras 24 horas 
Persistência por cerca de 2 dias 
 
 
120
Nicole Júlia Levandovski 
 
1° dose antes do término do efeito anestésico 
Após o término da cirurgia 
Começar com medicação mais forte no início e ir diminuindo os gramas 
Ver expectativa de dor do paciente 
Instruções sobre o uso de analgésicos 
Controle da dor incômodo doloroso 
→ Evitar escrever “se dor” pois o paciente pode confundir dor com incômodo e tomar analgésico “atoa” 
 
 Acompanhamento Pós Operatório 
1 SEMANA 
Controle da medicação 
Retornar antes caso necessário 
Complicações mais comuns 
 
PERSISTÊNCIA DA DOR (Sangramento/Hemorragia) 
→ Alveolite 
→ Infecção 
 
Profissional acessível (contato) 
Orientações claras e escritas → Prevenção e a resolução de praticamente todos os problemas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
121
Nicole Júlia Levandovski 
 
EXAMES DE IMAGENS 
PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DE IMAGENS 
PERMITEM: 
➢ Conclusões a respeito da extensão e relação das lesões com as estruturas adjacentes 
➢ Orientar condutas → guia para o espaço de trabalho (tipo de cirurgia que vai ser feita, possibilidade de biomaterial) 
➢ Indicar ou contra indicar procedimentos terapêuticos 
➢ Prever dificuldades a serem encontradas durante procedimentos cirúrgicos 
 
INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA DEPENDE 
 Seleção da técnica → Saber indicações de cada técnica 
 Conhecimento de anatomia radiográfica 
 Diferenciar reparos anatômicos de áreas patológicas 
 
O feixe de raioX passa com maior facilidade em áreas de baixa resistência óssea, levando a uma imagem mais radiolúcida 
 
Defeito Ósseo de Stafne: Na radiografia aparece uma imagem como se fosse uma lesão cística em região de glândula 
submandibular (posterior de mandíbula), abaixo do canal mandibular. A partir da imagem, é feita uma seleção de técnica 
para confirmar a hipótese de diagnóstico, visto que não é possível diagnosticar através do exame de imagem, pois ele 
serve como um exame auxiliar. 
 
Diagnóstico final  somatória de todas informações obtidas 
INDICAÇÕES 
Alguns exames limita-se quanto ao diagnóstico desejado, por isso o conhecimento sobre cada exame de imagem 
solicitado e suas indicações é essencial. Devemos sempre considerar o que precisamos visualizar para depois indicar o 
melhor tipo de exame (cada examede imagem tem a sua indicação). 
➢ Periapicais 
➢ Interproximais 
➢ Oclusais 
➢ Panorâmicas 
➢ Extra Orais em Geral 
➢ Tomografia Computadorizada 
➢ Ressonância Magnética. 
 
DIRETRIZES PARA SOLICITAR EXAMES DE IMAGENS 
Na odontologia se estabeleceu diretrizes para determinar as radiografias a serem solicitadas e a freqüências em que as 
mesmas sejam repetidas. 
→ Solicitar somente após exame clínico. 
Legalmente, não se pode pedir exame de imagem sem nenhum tipo de exame clínico, porém não é o que costuma se 
acontecer nos consultórios 
→ Sempre Considerar exames anteriores do paciente. 
→ Solicitar apenas exame que beneficiam o paciente em termos de diagnóstico e planejamento. 
→ Uso a menor dose de radiação necessária para produzir imagens satisfatórias da área em questão. 
→ Radiografia para fins administrativos. 
 
DIAGNÓSTICO 
Segundo Robinson 2009, o diagnóstico vai depender de: Anamnese e Exame Clínico → Exames Radiográficos → Exames 
laboratoriais → Raciocínio → Alteração 
122
Nicole Júlia Levandovski 
 
Segundo Kerr 2011, a radiografia por si só é desprovida de valor pro paciente, este paga pela habilidade do Cirurgião 
dentista, interpretá-la corretamente. O exame radiográfico completo e eficiente inclui a Interpretação radiográfica. E 
as condições de uma boa imagem depende: 
 Imagem Nítida e Clara 
 Inclusão de toda área patológica circundada pela área anatômica normal 
 Contraste e boa densidade entre tecidos 
 Mínima distorção 
RADIOGRAFIA EXTRA-ORAIS 
 Radiografia de Waters (incidência mento – naso); Radiografia de Caldwell (incidência fronto-naso); Radiografia de 
Hirts (incidência submento- vértice); A.P de mandíbula (incidência antero-posterior); A.P de crânio (incidência 
antero – posterior); Lateral de mandíbula; Telerradiografia lateral; Teleradiografia frontal 
 
1. RADIOGRAFIA DE WATERS (INCIDÊNCIA MENTO – NASO) 
Principais Estruturas Anatômicas: 
 Seios maxilares; (principal indicação) 
 Seio etmoidal; 
 Seio frontal; 
 Seio esfenoidal; 
 Septo nasal; 
 Osso Zigomático; 
 Rebordo Infraorbitário; 
INDICAÇÃO: 
 Análise de sinusites maxilares; 
 Identificação de corpos estranhos, fragmentos de raízes e dentes 
no interior do seio maxilar; 
 Identificação de fraturas na região da maxila; 
 Identificação de áreas patológicas. 
A localização de corpo estranho não é possível devido a imagem ser bidimensional, portanto é feita apenas a 
identificação 
Incidência do feixe de raio X: mento posicionado no sensor, incidência de mento para base posterior da espinha nasal 
 
2. RADIOGRAFIA DE CALDWELL (INCIDÊNCIA FRONTO – NASO) 
Principais Estruturas Anatômicas: 
 Seio frontal; (principal indicação) 
 Células aéreas Etmoidais; 
 Assoalho de orbita; 
 Septo nasal; 
 Seio maxilar; 
 Processo mastóide (Células aéreas); 
 Crista petrosa. 
INDICAÇÃO: 
 Estudo de infecções em seio frontal; 
 Infecções em seios etmoidais, 
 Identificação de fraturas e patologias; 
 Identificação de corpos estranhos; 
123
Nicole Júlia Levandovski 
 
3. RADIOGRAFIA DE HIRTS ( INCIDÊNCIA SUBMENTO - VÉRTICE) 
 
INDICAÇÃO: 
 Estudo e Fraturas em arco zigomático; (principal indicação) 
 Pesquisa da integridade da parede posterior do seio maxilar; 
 Estudo do coronóide; 
 Estudo de côndilo; 
4. A.P DE MANDÍBULA - TOWNE (INCIDÊNCIA ANTERO-POSTERIOR) 
Principais Estruturas Anatômicas: 
 Côndilo, 
 Pescoço da mandíbula, 
 Ramo; 
 Septo nasal; 
 Sínfise mandibular; 
 
INDICAÇÃO: 
 Fratura de mandíbula; (principal indicação) 
 Usada para identificação, determinação das direções, extensão e complexidade 
das fraturas; 
 Na pesquisa e identificação de corpos estranhos. 
Boca semi aberta ou aberta 
5. A.P DE CRÂNIO (INCIDÊNCIA ANTERO – POSTERIOR) 
Mesma técnica que A.P de Mandíbula 
INDICAÇÃO: 
 Usada para identificação, determinação das direções, extensão e complexidade das fraturas; 
 Na pesquisa e identificação de corpos estranhos. 
 Padrão Esquelético e discrepâncias; (simetria baseada em alterações ósseas) 
Boca em oclusão 
 
 
 
 
 
 
124
Nicole Júlia Levandovski 
 
6. LATERAL DE MANDÍBULA 
Indicada principalmente para pesquisa e delimitação de áreas patológicas e 
localização de fraturas. 
 
Sempre quando pedir, deve-se avisar o lado direito ou esquerdo, pois o 
posicionamento da incidência do raio X infere no que vai ser o diagnóstico (quando 
for o lado esquerdo, o lado direto estará inclinado mais alto e então a incidência 
vai ser abaixo desse ponto para que tenha maior visibilidade do ramo esquerdo e 
vice versa) → A incidência vem do lado oposto ao lado que você deseja enxergar 
radiograficamente. 
 
7. TELERADIOGRAFIA FRONTAL 
INDICAÇÃO: 
 Visa avaliar o crescimento lateral do crânio 
 Verificar anormalidades de crescimento 
 Verificar assimetria da maxila ou mandíbula. 
 
 
 
8. TELERRADIOGRAFIA LATERAL / LATERAL DE CRÂNIO 
Se não tiver a presença do Cefalostato, fica angulado, distorcido, sobreposto, ou seja, as medias obtidas não serão tão 
precisas quanto com o Cefalostato inserido no meato acústico externo (ouvido) 
INDICAÇÕES: 
 Avaliação pré-operátoria e pós em casos de cirurgias ortognáticas; (principal indicação) 
 Plano de tratamento e monitoramento em ortodontia; 
 Verificação dos resultados alcançados, no intuito de assegurar que os objetivos do tratamento foram 
alcançados com eficiência; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A DIFERENÇA ENTRE A.P. DE CRÂNIO E 
TELERADIOGRAFIA LATERAL OU FRONTAL 
É QUE NA TELERADIOGRAFIA LATERAL 
OU FRONTAL HÁ O CEFALOSTATO 
 
125
Nicole Júlia Levandovski 
 
9. PANORÂMICA 
É o exame que mostra o maior número de estruturas, porém o que apresenta o maior grau de distorção. 
 
Dente com ápice aberto e uma dilatação 
coronária grande, com o dente em posição 
mésio angular, deve ser feita a extração para 
que evite problemas como queratocisto ou 
cisto dentígero. Ápice do dente aberto tem 
capacidade de erupção muito grande, se tiver 
mésio angulado, pode gerar cárie. A raiz 
crescer e se aproximar muito do canal 
mandibular, aumenta o risco de parestesia. 
 
 
 
PANORÂMICA E SUAS MAGNIFICAÇÕES 
 
Nesse estudo feito em 2014, foi pego um 
crânio seco, e então estabilizado e 
colocado esferas travadas em cera do 
mesmo tamanho, peso e densidade 
metálica. O estudo foi feito a radiografia 
panorâmica e em algumas regiões houve 
distorção. Umas esferas ficaram em 
tamanho real, outras ficaram achatadas 
e alongadas, outras maiores que o 
tamanho real e isso é chamado de 
MAGNIFICAÇÃO. 
 
MAGNIFICAÇÃO: É A ASSOCIAÇÃO DE AMPLIAÇÃO E DISTORÇÃO DE UMA IMAGEM. 
A magnificação é importante pois se não for considerado em um procedimento de intervenção cirúrgica, o tratamento 
da lesão pode não ser do tamanho esperado, podendo o mesmo ser maior ou menor. 
Região de molares são mais acomentidos em relação a ampliação. Na região anterior, é mais comum a imagem se tornar 
mais alongada 
Uma radiografia panorâmica bem feita, apresenta 22% de distorção 
Portanto, a Magnificação da-se a denominação ao associado de fatores sendo principalmente a distorções e ampliação 
da imagem. 
→ Posicionamento do paciente Interfere no grau de magnificação 
→ Regiões posterior são mais acometidas que anteriores 
→ E mandíbula também são mais magnificadas que maxila na maioria dos casos. Podendo alterar devido posição 
e angula vertical do paciente. 
 
 Por isso, a escolha do seu centro de imagem deve ser feito pelo padrão da qualidade das imagens. E cabe ao Cirurgião 
dentista analisar esse vetor e necessidade de repetição do exame 
 
126
Nicole Júlia Levandovski 
 
VISUALIZAÇÃO DA IMAGEM 
Toda imagem deve ser analisada por um todo, por mais evidente que seja a patologia presente. Pode ser que tenha 
mais de uma lesão presente, porém não tão evidente e ela não pode passar batido. 
PASSOS PARA INTERPRETAÇÃO 
1° PASSO: LOCALIZE A PATOLOGIA. 
→ Localizada ou generalizada→ Única ou múltiplas 
→ Posição nos ossos maxilares 
 
 
 
2° PASSO: AVALIE A PERIFERIA E FORMA. 
→ Periferia bem definida ou difusa, com bordas definidas (Cortical presente?: na panorâmica é muito difícil de ser 
avaliar) 
→ Forma : circunscrita ou irregulares com presença 
3° PASSO: ANALISE A ESTRUTURA INTERNA. 
→ Radiolúcido 
→ Radiopacos 
→ Mistas 
 
 
4° PASSO: EFEITO NAS ESTRUTURAS ADJACENTES. 
→ lâminas dura, corticais, osso adjacente, rechaçamento de estruturas e nervos (significa se um dente, nervo ou 
qualquer outra estrutura está mudando de posição devido a um fator patológico), reabsorções de raízes, 
mudança de posição 
 
exemplo de rechaçamento do nervo alveolar inferior devido a presença 
de um corpo estranho em mandíbula 
 
 
5° PASSO: GERAR HIPÓTESE DE DIAGNÓSTICO COM A ASSOCIAÇÃO DAS INFORMAÇÕES COLHIDAS. 
 Associando: 
→ História do paciente 
→ Exame intra e extra-oral 
→ Exame complementares 
→ Exames de imagem e solicitação de novos exames. 
O cirurgião dentista precisa saber formular laudo em caso de encaminhamento do caso a qualquer outro profissional, 
uma vez que tem posse de todas as informações, cujo, na maioria das vezes o especialista em radiologia não os tem. 
127
Nicole Júlia Levandovski 
 
TÉCNICAS DE LOCALIZAÇÃO 
1) MÉTODO DE CLARK 
PRINCIPIO DA PARALAXE 
1. Quando 2 objetos, A e B, estão alinhados em relação ao observador, o objeto mais próximo vai encobrir o mais 
distante. 
2. Se o observador se desloca pra qualquer lado: 
a) O objeto mais próximo se desloca para o lado contrário ao do observador. 
b) O objeto mais distante se desloca para o mesmo lado do observador. 
 
2) TÉCNICA DE PARMA 
Indicado quando a técnica periapical convencional não localiza inteiramente o referido 
dente. 
Serve apenas para identificar, sem saber se está por lingual ou vestibular 
 
 
3) MÉTODO DE MILLER-WINTER E MÉTODO DE DONOVAN 
Indicação: Ambas definem a posição vestíbulo lingual de dentes inclusos, corpos estranhos e processos patológicos 
presentes na região posterior da mandíbula. 
→ Rad. Oclusal, c/ película periapical convencional (miller-winter) e c/ película oclusal para Donovan. 
→ Incidência dos Rx deve ser perpendicular ao filme, na altura do elemento pesquisado; 
→ O filme é mantido pela mordida do paciente. 
 
 
 
 
4) TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
A palavra tomografia é um termo genérico para designar qualquer técnica que gere uma imagem em corte de um tecido. 
Mais indicado para o estudo de bases ósseas e áreas calcificadas, porém não é único e exclusivamente para isso. 
Estuda o paciente em cortes 
 
 
 
 
 
O objeto mais distante 
tende a acompanhar o 
feixe do desvio do lado 
do observador ou do 
feixe de RX 
 
 
128
Nicole Júlia Levandovski 
 
. 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÃO EM TODAS AS ÁREAS DA ODONTOLOGIA 
→ Clínica Geral 
→ Pesquisa de Fraturas Dentais 
→ Implantodontia (Diagnóstico,Mensuração,Volumetria,Densidade Óssea) 
→ Cirurgia Oral Menor (Diagnóstico e Mapeamento de Lesões) 
→ Traumatologia 
→ Cirurgia Ortognática 
→ Ortodontia (Tele Volumétrica) 
→ Odontopediatria 
→ DTM – Prótese 
→ Pacientes Especiais ( facilidade de realização do exame) 
VANTAGENS 
 Excelente qualidade de imagem 
 Baixo custo 
 Baixa dose de radiação 
 Exame rápido ( 5 à 26s) 
 Adequado para todas as idades 
 Ausência de Erros de Posicionamento 
 Ausência de Distorções 
 Ausência de Ampliações – Escala 1:1mm 
 PRECISÃO NAS MENSURAÇÕES 
 Avaliação da Densidade Óssea de acordo com a Escala de Housfield 
• Imagem mais claras são chamada de HIPERDENSAS 
• Imagem escuras são chamadas de HIPODENSAS 
FORMAÇÃO DE IMAGEM 
Quanto mais Voxel, em menor polegada, mais definição 
Quanto menor o Voxel, mais voxel por polegada, mais definição 
 
FOV: campo de visão – tamanho do campo visual a ser estudado; ESPESSURA ------------- ESPAÇAMENTO/INCREMENTO 
A Tomografia não apresenta distorção 
 
129
Nicole Júlia Levandovski 
 
FAN BEAM X CONE BEAM 
 TC Médica : “Fan Beam” (adquire a imagem como um plano) 
Primeiro é feito as aquisições em feixe/leque e depois é gerado o padrão 
 Tomografia Odontológica ou TC Volumétrica: “Cone Beam” (adquire a imagem como um volume) 
Primeiro é gerado o padrão e depois é feito as aquisições em feixe/leque 
A Cone Beam gera uma imagem com maior visibilidade/resolução de estruturas ósseas, porém a Fan Beam apresenta 
mais escalas de cinzas 
VANTAGENS DA CONE BEAM 
 Aparelhos mais compactos e mais acessíveis 
 Reconstrução executada de forma original por computador pessoal 
 Não necessita de estação de trabalho 
 Maior resolução de imagem, com maior nitidez 
 FOV pequeno (área de interesse) 
 Paciente sentado 
PLANOS DE CORTE 
 AXIAL: divide em superior e inferior 
Podemos observar: posicionamento 
de dente, extensão de lesão, 
expansão de cortical, normalidade de 
cortical, etc. 
Dimensão espacial mais precisa de 
estruturas a serem estudadas 
 
 CORONAL: divide em anterior e posterior 
Podemos observar: rebordo 
ósseo, seio maxilar e frontal, 
células etmoidais, etc 
 
 
 SAGITAL: divide em lateralidade direita/esquerda 
 
Podemos observar: fratura de septo nasal, 
identificar lesão no sentido anteroposterior, 
identificação extensão de lesão, rompimento 
de cortical de seio maxilar, fratura de rebordo 
ósseo, fratura em palato, etc 
-------------------------------------------- ----------------------------------------------------------- 
 
RECONSTRUÇÃO PANORÂMICA não é 
radiografia, é filtro de imagem. Transforma um 
arco em plano. Gerada através do corte axial. 
130
Nicole Júlia Levandovski 
 
Cada Corte Parassagital representa um corte da régua da reconstrução panorâmica. 
Para gerar um corte parassagital, é feito um tomografia em corte axial, depois é feita uma reconstrução panorâmica e 
a partir da reta obtida na reconstrução panorâmica, ela é numerada e somente então, realizado os cortes parassagitais 
(referência transversal), gerando uma imagem laterolateral - direita/esquerda. 
 
Os corte oblíquos/coronais (referência tangencial) também são feitos a partir do mesmo princípio, a diferença está na 
direção do corte, cujo é horizontalmente (imagem da direita), gerando uma imagem anteroposterior. 
 
 
RECONSTRUÇÃO 3D 
As Reconstruções 3D servem como auxiliar no tratamento e não deve ser usada como guia para planejamento. 
RECONSTRUÇÃO MULTIPLANAR (MPR) 
São todos os cortes (Axial, coronal e sagital) em uma mesma tela de uma maneira dinâmica 
 DIREITA / ESQUERDA 
ANTERIOR / POSTERIOR 
131
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
PROTOTIPAGEM (STERIOLITOGRAFIA) 
Modelo real confeccionado por diferentes materiais gesso resinado, resina, cerâmica, ligas metálicas, etc.), formados 
a partir dos arquivos em formato “DICOM” ( Digital Imaging Communication in Medicine). 
Sempre que é feito uma aquisição tomográfica, a imagem gerada 
vem no formato DICOM (isso significa que apenas um software 
específico consegue abrir essa imagem). A partir do momento que 
essa imagem é manipulada, ela deixa de ter esse formato DICOM e 
então pode ser feita a documentação necessária. 
 
 
As impressoras 3D conseguem converter essa imagem em DICOM para STE 
 
A prototipagem serve para cirurgias de reconstrução, mas também pode ser usada em outras aplicações da odontologia 
 
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA 
 Magnetização da área examinada através da sensibilização dos átomos de hidrogênio 
 Excelente para visualização de tecidos moles: vasos, nervos, músculos, tecidos cartilaginosos 
 Alto custo 
 Longo tempo para execução do exame 
 Não invasiva (não usa radiação ionizante e sim campo magnético) 
Apesar de gerar imagens em corte tal qual a tomografia, não é feita pela 
radiação mas sim da magnetização, através das moléculas de hidrogênio 
do nosso organismo. 
É uma bobina que faz a movimentação magnética das moléculas de 
hidrogênio, gerando uma imagem.132
Nicole Júlia Levandovski 
 
PRINCÍPIOS DA FORMAÇÃO DE IMAGEM 
Temos as moléculas do nosso corpo em todos os tecidos. Quanto maior a quantidade de tecido mole e água, mais as 
moléculas de movimentam para o canto do sensor e conseguem captar a imagem. Quanto menos molécula de água, 
menos movimentação e menos captação de imagem. 
Assim sendo, a imagem escura nos exames são 
geradas por HIPOSINAL e imagem clara nos exames 
são geradas por HIPERSINAL 
 
 
 
 
 
PARÂMETROS EM RM 
São parâmetros alterados pela operador no momento do exame 
 Alguns tecidos mudam seu aspecto em T1 e T2, evidenciando assim sua composição, outros não. Ou seja, é possível 
colocar um filtro no computador para ignorar um sinal (quando ignora um sinal de hiper densidade, gera uma imagem 
em negativo) → exemplo: RM em pacientes acima do peso, vai estar escrito no laudo “RM com supressão de gordura” 
(protocolo T2), a gordura ao invés de aparecer branca e hipersinal, vai aparecer em hiposinal, pois o sinal foi deletado. 
 
INDICAÇÕES DA RM NA ODONTOLOGIA 
 Análise de desarranjos internos; 
 Deslocamento de Disco; 
 Posição de cabeça da mandíbula; 
 Estruturas ósseas; 
 Necroses ósseas 
 Osteoartrites 
 Processos inflamatórios 
 Osteofitos 
Basicamente estarão voltadas ao estudo de DTM 
Uma boa vantagem da RM é a possibilidade de fazer um exame dinâmico/hiperdinâmico (como se fosse um videozinho). 
Em relação aos planos de corte da RM, não muda. São os mesmos presentes na tomografia (axial, sagital e coronal) 
133
Nicole Júlia Levandovski 
 
ESTUDO DINÂMICO X PSEUDODINÂMICO 
→ Pseudodinâmico são vários cortes de imagens no computador, que em velocidade formam um “vídeo” 
→ Dinâmico é captado em tempo real devido ser livre de radiação 
 
ULTRASSONOGRAFIA E ECOGRAFIA 
Realizado por um transdutor que o médico encosta na pele da pessoa e que emite e capta ondas sonoras por meio do 
contato com o corpo humano. 
Mais indicado na odontologia em estudo de glândulas salivares, estudo de ATM, lesão do complexo bucomaxilo 
(diferenciação de lesão sólidas ou císticas) 
VANTAGENS 
 Sem efeitos colaterais e livre de radiação 
 Custo 
DESVANTAGENS 
 Interpretação a ser realizada por profissionais experientes 
 Médico/dentista dependente: o laudo tem que ser gerado na hora (o paciente foi embora, não se tem mais a 
imagem, a não ser que seja feito por prints – para isso precisa de um captador) 
CINTOLOGRAFIA 
• Medicina nuclear 
• Necessidade de marcadores que captam atividade celular → imagens que geram brilho quando expostas a uma 
atividade de radiação (radiação gama – TECNÉCIO 99 meta estável) 
• Radiotraçador/radiomarcador 
• Radioisótopo x molécula fisiológica 
• Radiação GAMA (onda eletromagnética semelhante a luz) 
• Leitura dessa luz (cintilação) através de uma máquina – GAMA Câmara 
Indicado na odontologia para o estudo de crescimento ósseo de patologias do complexo bucomaxilar 
É colocado o radioisótopo (Tecnécio), expõe o paciente a uma radiação GAMA, o computador capta o brilho do isótopo dentro 
do paciente. Onde brilha mais, é onde tem maior atividade celular 
 
134
Nicole Júlia Levandovski 
EXAMES COMPLEMENTARES 
DEFINIÇÃO 
Exames e testes realizados a pedido do médico ou cirurgião-dentista, através de um laboratório de análises clínicas, 
que visam um diagnóstico, confirmação para uma patologia ou para um check-up. 
Materiais biológicos utilizados: 
• Sangue • Urina • Fezes • Esperma • Escarro (etc) 
• Hemograma 
• Relacionados à hemostasia 
• Exames Sorológicos e Bioquímicos 
HEMOGRAMA 
É um exame que avalia as células sanguíneas do paciente 
 Série vermelha 
 Série branca 
 Série plaquetária (Contagem de plaquetas) 
Hemograma Completo consiste em: Hemograma + Contagem Diferencial dos Leucócitos 
Coleta do Sangue 
→ O sangue do indivíduo é colhido com anticoagulante (EDTA) ou mistura de PaulHeller 
→ Não é necessário jejum 
→ Recomenda-se 24 horas sem prática de exercícios físicos e 48 horas sem consumo de bebida alcoólica 
→ Alguns fármacos podem interferir nos resultados do exame 
 
DADOS OBTIDOS NO HEMOGRAMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
VALORES DE REFERÊNCIA 
(VERRASTRO, 2015) 
A referência de normal de um laboratório para outro pode vir um pouco diferente, pois existem métodos diferentes 
de realizar algum exame. Portanto, podemos considerar uma pequena distorção nos valores de referência em cada 
exame para realizar o procedimento. 
 
Exames complementares de interesse em Cirurgia Oral Menor: 
Série vermelha (Eritrograma) 
• Contagem de Eritrócitos 
• Concentração de Hemoglobina 
• Hematócrito 
• Volume Corpuscular Médio 
• Hemoglobina Corpuscular Média 
• Concentração de Hemoglobina 
Corpuscular Média 
• RDW (Red Cell Distribution Width ) 
Série branca (Leucograma) 
• Leucócitos: 
 
1) Monócitos 
2) Linfócitos 
3) Eosinófilos 
4) Basófilos 
5) Neutrófilos 
 
Série plaquetária 
135
Nicole Júlia Levandovski 
Série Vermelha 
SÉRIE VERMELHA/ERITROGRAMA – ERITRÓCITOS (HEMÁCIAS/GLÓBULOS VERMELHOS) 
 
→ Contagem de glóbulos vermelhos (hemácias/mm³) 
→ Os valores normais variam de acordo com o sexo e com a idade 
→ Pode ser afetado por: idade, exercício físico, gravidez e morar em altitude elevada (- O2 + hemácia) 
→ Seu resultado é dado em número por mililitro (ml) 
 
 Valores normais: 
Homem 5.000.000 – 5.500.000 ml/mm³ 
Mulher 4.500.000 – 5.000.000 ml/mm³ 
 
Eritrócitos (x106 /mm³): valores aumentados 
• Doença cardiovascular 
• Hipóxia crônica 
• Doença crônica do pulmão 
• Cardiopatia congênita 
• Drogas: corticosteroides, danazol, eritropoetina, gentamicina, diuréticos tiazídicos 
 
Eritrócitos (x106 /mm³): valores diminuídos 
• Doença renal 
• Anemia 
• Hemorragia 
• Leucemia 
• Hipotireoidismo 
• Desnutrição 
• Supressão medular 
• Doença crônica 
• Cirrose 
• Drogas: acetaminofeno, aciclovir, alopurinol, amitriptilina, anfetaminas, anfotericina B, antimaláricos, antibióticos, 
barbitúricos, captopril, quimioterapia, cloranfenicol, digoxina, indometacina, isoniazida, inibidores da MAO, 
fenobarbital, fenitoína, rifampicina, trombolíticos 
 
 
SÉRIE VERMELHA/ERITROGRAMA – HEMOGLOBINA (HB) 
 
→ Contagem de hemoglobina (hemoglobina/100ml) 
→ Responsável pelo transporte de oxigênio 
→ Responsável pela coloração vermelha das hemácias/glóbulos vermelhos 
→ É uma metaloproteína (ions metálicos na estrutura) que contém ferro e fica alojado dentro da 
hemácia – ou seja, é presente nos glóbulos vermelhos/hemácias 
→ Seu resultado é dado em peso (g) por 100ml 
 
Valores normais: 
Homem 13,5 – 18 g/100ml 
Mulher 12 – 16,5 g/100ml 
 
Hb (g/100ml): valores aumentados 
• Doenças cardíacas 
• Doença pulmonar crônica 
• Desidratação 
• Câncer Hepático 
• Queimaduras 
• Policitemia 
• Câncer Hepático 
• Hemoconcentração 
• Policitemia vera 
• Tabagismo 
 
• Doença de Hodgkin 
• Linfoma 
• Doença de Addison 
• Mieloma múltiplo 
• Hemodiluição 
• Febre reumática 
• Lúpus eritematoso sistêmico 
• Gravidez 
• Deficiência de vitaminas B6, 
B12 e ácido fólico 
 
• Eritrocitose 
• Choque anafilático 
• Doença de Cushing 
• Cisto renal 
• Má formação cardíaca 
• Drogas: gentamicina e metildopa 
 136
Nicole Júlia Levandovski 
Hb (g/100ml): valores diminuídos 
• Anemia 
• Cirrose 
• Infecção crônica 
• Hemorragia 
• Hipotireioidismo 
• Leucemia 
• Linfoma 
• Doença de Addison 
• Drogas: antibióticos, agentes antineoplásicos, aspirina, indometacina, rifampicina, sulfonamidas, inibidores da MAO. 
 
 
SÉRIE VERMELHA/ERITROGRAMA – HEMATÓCRITO 
 
→ Porcentagem ocupada pelas hemácias no volume total de sangue 
→ Sangue contém, além das hemácias, os leucócitos, as plaquetas e o plasma 
→ Os valores variam com o sexo e com a idade 
→ Seu resultado é dado em porcentagem (%) 
 
 Valores normais: 
Homem 40 – 50%Mulher 36 – 45% 
 
Hematócrito (%): valores aumentados 
• DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) 
• Tumores hepáticos 
• Hipóxia crônica 
• Má formação cardíaca 
• Doença pulmonar crônica • Drogas: corticosteroides, danazol, tiazídicos 
 
Hematócrito (%): valores diminuídos 
• Infecção crônica 
• Cirrose 
• Hemorragias 
• Anemias 
• Hipotireoidismo 
• Leucemia 
• Linfoma 
• Doença de Addison 
• Supressão medular 
 
 
SÉRIE VERMELHA/ERITROGRAMA – VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO (VCM) 
 
→ Tamanho das hemácias: 
 Normocíticas 
 Microcíticas 
 Macrocíticas 
→ Anisocitose = alteração no tamanho das hemácias 
→ Seu resultado é dado em fentolitros (fL) 
 
Valores normais: 
Homem e Mulher 80 – 100 fL 
 
 
• Supressão medular 
• Doença de Hodgkin 
• Desnutrição 
• Mieloma múltiplo 
• Doença renal 
• Febre reumática 
• Lúpus eritematoso sistêmico 
• Gravidez 
• Deficiência de vitaminas B6, 
B12 e ácido fólico 
 
• Doença cardíaca crônica 
• Desidratação 
• Policitemia 
• Eritrocitose 
• Choque 
 
• Doença de Hodgkin 
• Desnutrição 
• Doença renal 
• Mieloma múltiplo 
• Hemodiluição 
• Febre reumática 
• Lúpus eritematoso sistêmico 
• Gravidez 
• Deficiência de vitaminas B6, B12 e ácido fólico 
 
137
Nicole Júlia Levandovski 
VCM (fL): valores aumentados 
• Doença hepática crônica 
• Abuso de álcool 
• Deficiência de ácido fólico 
• Deficiência de vitamina B12 
• Drogas: estrógenos, heparina, colchicina, nitrofurantoína, fenitoína, triantereno, trimetoprima 
 
VCM (fL): valores diminuídos 
• Anemia 
• Envenenamento por chumbo 
• Malignidade 
 
 
SÉRIE VERMELHA/ERITROGRAMA – HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA (HCM) 
 
→ É a quantidade de hemoglobina na hemácia 
→ Seu resultado é dado em picogramas (1mg=1.000.000.000pg) 
 
 Valores normais: 
 Homem e Mulher 25 – 35pg 
 
 
HCM (pg): valores aumentados 
• Abuso de álcool 
• Doença hepática crônica 
• Deficiência de ácido fólico 
• Deficiência de vitamina B12 • Drogas: AZT, heparina, hidroxiuréia, metotrexato, fenitoína 
 
HCM (pg): valores diminuídos 
• Anemia 
• Envenenamento por chumbo 
• Malignidade 
 
 
SÉRIE VERMELHA/ERITROGRAMA – CONCENTRAÇÃO DE HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA (CHCM) 
 
→ É a concentração da hemoglobina dentro de uma hemácia 
→ A coloração da hemácia depende da quantidade de hemoglobina 
 hipocrômicas (< 32) 
 hipercrômicas (> 36) 
 normocrômicas (no intervalo de normalidade) 
→ Seu resultado é dado em peso (g) por decilitro (dL) 
 
Valores normais: 
Homem e Mulher 31 – 36g/dL 
 
CHCM (g/dL): valores aumentados 
• Esferocitose 
• Drogas: heparina, contraceptivo oral 
 
CHCM (g/dL): valores diminuídos 
• Anemia 
• Envenenamento por chumbo 
• Talassemia 
 
• Esferocitose 
• Mielodisplasia 
• Hipotireoidismo 
 
• Esferocitose 
• Mielodisplasia 
• Hipotireoidismo 
 
• Artrite reumatoide 
• Talassemia 
 
• Artrite reumatoide 
• Talassemia 
 
138
Nicole Júlia Levandovski 
SÉRIE VERMELHA/ERITROGRAMA – ÍNDICE DE ANISOCITOSE (RDW) 
 
→ Mede a diferença entre os tamanhos das hemácias (anisocitose) 
→ Representa a percentagem de variação dos volumes obtidos 
→ Seu resultado é dado em porcentagem (%) 
 
 Valores normais: 
 Homem e Mulher 11,5 – 14,5% 
 
RDW (%): valores aumentados 
• Abuso de álcool 
• Anemia 
• Drogas: eritropoetina 
 
RDW (%): valores diminuídos 
• O RDW baixo normalmente não apresenta significado clínico quando interpretado isoladamente, mas sim que as 
hemácias estão apresentando mais ou menos o mesmo tamanho ou variação de tamanho muito pequena 
• Caso sejam verificadas outras alterações no hemograma, pode indicar suspeitas: anemia causada por doença crônica, 
como doenças do fígado, problemas renais, HIV, câncer ou diabetes, por exemplo. 
 
Série Branca 
SÉRIE BRANCA/LEUCOGRAMA – LEUCÓCITOS (GLÓBULOS BRANCOS) 
 
→ Número total de glóbulos brancos em 1mm³ de sangue 
→ Tem função de proteger o corpo contra agentes estranhos 
→ Seu resultado é dado em quantidade por mm³ 
 
5 principais tipos (contagem diferencial): 
• Basófilos • Eosinófilos • Linfócitos • Monócitos • Neutrófilos 
É chamado de “contagem diferencial” pois existem 5 diferentes tipos e a 
soma da porcentagem total na amostra dos 5, sempre dará 100% 
 
Obs.: Contagem tende a ser menor pela manhã e maior à noite 
 
Valores normais: 
Homem e Mulher 4.500 – 10.500/mm³ 
 
Leucócitos (/mm³): valores aumentados 
• Infecção 
• Doenças inflamatórias 
• Anemia 
 
 Leucócitos (/mm³): valores diminuídos 
• Patologias da medula óssea 
• Doenças do fígado ou baço 
• Doenças do colágeno 
• Leucemia 
• Estresse físico ou emocional importante 
• Dano tecidual 
 
• Radiação 
• Deficiência de ácido fólico e vitamina B12 
• Drogas: clorofenicol 
 139
Nicole Júlia Levandovski 
SÉRIE BRANCA/LEUCOGRAMA – NEUTRÓFILOS 
 
→ Estão envolvidos na defesa contra bactérias e fungos 
→ Segmentados são neutrófilos maduros (apresentam vida média de 4 dias) 
→ Seu resultado é dado em porcentagem ou quantidade por mm³ 
 
Valores normais: 
Homem e Mulher | Segmentados: representam 40 – 60% do volume total; 3000 – 7000/mm³ 
Homem e Mulher | Não segmentados: representam 0 – 3% do volume total; < 350/mm³ 
 
Neutrófilos (%; /mm³): valores aumentados 
• Hemorragia 
• Acidose 
• Infecções agudas (bacterianas e fúngicas) 
• Hemólise aguda 
• Câncer de pulmão, trato intestinal e medula óssea 
• Envenenamento por produtos químicos, medicamentos, veneno 
• Necrose de tecido por cirurgia, queimaduras, infarto agudo do miocárdio 
• Drogas: epinefrina, endotoxina, heparina, histamina, esteroides 
 
Neutrófilos (%; /mm³): valores diminuídos 
• Infecção viral 
• Hepatite 
• Choque anafilático 
• Anorexia nervosa 
• Anemia aplásica ou percinosa 
• Hiperesplenismo 
• Drogas: analgésicos, antibióticos, antineoplásicos, drogas antitireoidianas, fenotiazinas, sulfonamidas 
 
Obs. Temos um valor total de 100% de leucócitos na amostra, portanto, se aumentar a quantidade de leucócito específico que vai 
combater vírus, automaticamente a porcentagem dos demais que não fazem combate ao vírus irão diminuir, mas a quantidade 
de células por mm³ estará normal. 
 
SÉRIE BRANCA/LEUCOGRAMA – EOSINÓFILOS 
 
→ Quando seu número aumenta é chamado de eosinofilia 
→ Desempenha papel importante em infecções parasitárias e reações alérgicas 
→ Seu resultado é dado em porcentagem ou quantidade por mm³ 
 
Valores normais: 
Homem e Mulher 1 – 4%; < 450/mm³ 
 
Eosinófilos (%; /mm³): valores aumentados 
• Alergia 
• Infecção parasitária 
• Doença de Addison 
• Câncer de pulmão, estômago e ovário 
• Leucemia mieloide crônica 
• Doença de Hodgkin 
• Anemia perniciosa 
 
Eosinófilos (%; /mm³): valores diminuídos 
• Estresse (natural ou cirúrgico) 
• Trauma 
• Infecção severa 
• Eclâmpsia 
• Estresse físico e emocional 
• Gota 
• Febre reumática 
• Doenças mieloproliferativas 
• Uremia 
• Vasculite 
 
• Leucemia 
• Sepse 
• Infecção por rickettsias 
• Lúpus eritematoso 
• Artrite reumatoide 
• Irradiação 
 
 
• Irradiação 
• Policitemia 
• Artrite reumatoide 
• Escarlatina 
• Colite ulcerativa 
• Lupus eritematoso 
• Drogas: heparina, penicilina, propranolol, estreptomicina, triptofano 
 
• Choque anafilático 
• Doença de Cushing 
• Drogas: corticosteróide 
 140
Nicole Júlia Levandovski 
SÉRIE BRANCA/LEUCOGRAMA – BASÓFILOS 
 
→ Ativado por lesões ou infecção 
→ Importante para o processo inflamatório 
❖ Libera substâncias que aumentam a permeabilidade capilar e fluxo sanguíneo 
→ Participa em processos alérgicos 
→ Seu resultado é dado em porcentagem ou quantidade por mm³ 
 
Valores normais: 
Homem e Mulher 0,5 – 1%; 15– 100/mm³ 
 
Basófilos (%; /mm³): valores aumentados 
• Sinusite crônica 
• Irradiação 
• Algumas doenças da pele 
• Catapora 
• Sarampo 
• Leucemia mieloide crônica 
 
Basófilos (%; /mm³): valores diminuídos 
• Infecção aguda 
• Gravidez 
• Estresse 
• Drogas: agentes antineoplásicos, glicocorticóide 
 
 
SÉRIE BRANCA/LEUCOGRAMA – LINFÓCITOS 
 
→ Aumento é chamado de linfocitose 
→ Existem 3 tipos: Linfócitos T, B e NK 
→ Seu resultado é dado em porcentagem ou quantidade por mm³ 
 Valores Normais: 
 Homem e Mulher 20 – 40%; 1000 – 4000/mm³ 
 
Linfócitos (%; /mm³): valores aumentados 
• Infecções virais 
• Hipersensibilidade às drogas 
• Doença de Addison 
• Leucemia linfocítica crônica 
• Doença de Crohn 
• Citomegalovírus 
• Mononucleose infecciosa 
 
Linfócitos (%; /mm³): valores diminuídos 
• Tuberculose 
• Insuficiência renal 
• Irradiação 
• Estresse 
• Insuficiência cardíaca congestiva 
• Lúpus eritematoso 
• Drogas: agentes antineoplásicos, corticosteróides 
 
 
• Processos alérgicos (por medicação, doença, comida) 
• Doença mieloproliferativa 
• Varíola 
• Pós-esplenectomia 
• Colite ulcerativa 
 
• Choque anafilático 
• Doença de Graves 
• Irradiação 
 
 
• Coqueluche 
• Doença do soro 
• Tireotoxicose 
• Toxoplasmose 
• Febre tifoide 
• Colite ulcerativa 
 
• Anemia aplásica 
• Linfossarcoma 
• Miastenia gravis 
• Obstrução da drenagem linfática 
• SIDA 
• Doença de Hodgkin 
 
141
Nicole Júlia Levandovski 
SÉRIE BRANCA/LEUCOGRAMA – MONÓCITOS 
→ São responsáveis pela produção de mediadores inflamatórios 
→ São recrutados para locais de infecção ou de tecido danificado 
→ Quando estão aumentados, usa-se o termo monocitose 
 
 Valores Normais: 
 Homem e Mulher 2 – 8%; < 850 células/mm³ 
 
Monócitos (%; /mm³): valores aumentados 
• Infecções virais 
• Distúrbios inflamatórios crônicos 
• Endocardite bacteriana subaguda 
• Brucelose 
• Colite ulcerativa crônica 
 
Monócitos (%; /mm³): valores diminuídos 
• Estresse agudo 
• Sepse 
• Drogas: glicocorticoides, agentes imunossupressores 
 
Série Plaquetária 
SÉRIE PLAQUETÁRIA – PLAQUETAS (TROMBÓCITOS) 
→ Aglomera-se formando coágulos 
→ Função de parar sangramentos 
→ Diminuição ou disfunção pode levar a sangramentos 
→ Aumento pode aumentar o risco de trombose 
→ Vida média de 5 a 10 dias 
 
 Valores Normais: 
 Homem e Mulher 150.000 – 400.000/mm³ 
 
Plaquetas (/mm³): valores aumentados 
• Anemia 
• Infecção aguda 
• Leucemia crônica 
• Pancreatite crônica 
• Cirrose 
• Doenças do colágeno 
• Inflamação 
• Infecções virais 
• Drogas: cefalosporina, clindamicina, corticosteroides, danazol, dipiridamol, donepezil, eritropoetina, lítio, 
contraceptivos orais, zidovudina 
 
Plaquetas (/mm³): valores diminuídos 
• Anemia 
• Condições alérgicas 
• Dengue 
• Prótese de válvula cardíaca 
• Doenças linfoproliferativas 
• Lúpus eritematoso 
• Drogas: inibidores da ECA, acetaminofeno, alopurinol, antiarrítmicos, antibióticos, barbitúricos, agentes 
quimioterápicos, diuréticos, donepezil, infliximab 
• Doença de Hodgkin 
• Desordens mieloproliferativas 
• Pós quimioterapia 
• Sífilis 
• Tuberculose 
 
• Excitação 
• Tumores malignos 
• Doença mieloproliferativa 
• Doença cardíaca 
• Policitemia vera 
• Pós-hemorragia 
• Pós-parto 
• Pós-esplenectomia 
 
• Leucemia aguda 
• Infecção por clostridium 
• Radiação 
• Menstruação 
• Esplenomegalia 
• SIDA 
 
• Moradores de altitudes elevadas 
• Temperaturas frias 
• Exercício extenuante 
• Tuberculose 
• Trauma 
• Asfixia 
• Artrite reumatoide 
• Gravidez 
 
 
0 
• Coagulação intravascular disseminada 
• Auto-transfusão 
• Mieloma múltiplo 
• Púrpura trombocitopênica idiopática 
• Hiperesplenismo 
• Doenças linfoproliferativas 
 
142
Nicole Júlia Levandovski 
COAGULOGRAMA 
Analisa e detecta alterações na coagulação do sangue 
Importante em: 
 Pré-operatórios 
 Pacientes com histórico de sangramentos 
 Pacientes com doenças que alteram a coagulação 
 Casos de dengue: < coagulação; < produção de plaquetas 
 
Antiagregantes Plaquetários 
• AAS (Aspirina) • Warfarina • Sulfinpirazona • Indobufen • Flurbiprofen 
• Triflusal • Dipiridamol • Ticlopidina • Pradaxa • Clopidorgel 
 
DADOS OBTIDOS NO COAGULOGRAMA 
Tempo de Sangramento (TS); Tempo de Coagulação (TC); Retração do coágulo; Prova do laço; Tempo de Ativação da 
Protrombina (TAP); Tempo de Ativação Parcial da Tromboplastina (KPTT ou TTPA); Número de Plaquetas 
 
1. Tempo de Sangramento (TS) 
NORMAL: 1 A 3 MINUTOS (MÉTODO DE DUKE) 
 Duração de uma pequena hemorragia quando uma incisão de dimensões padronizadas é 
praticada na pele artificialmente – quanto tempo o paciente permanece sangrando 
 Evitar anticoagulantes, aspirina e anti-inflamatórios 7 dias antes (com indicação médica) 
 Evitar bebidas alcoólicas 24h antes 
 
TS: valores aumentados 
• Uso de anticoagulantes 
• Anemia 
• Desordens da medula óssea 
• Doença do colágeno 
• Doença de Cushing 
• Coagulação intravascular disseminada 
• Deficiência de fatores de coagulação 
• Defeitos de fibrinogênio 
• Drogas: antibióticos, anticoagulantes, antineoplásicos, nitroglicerina, anti-inflamatórios não esteroidais, salicilatos, 
tiazidas, trombolíticos 
 
2. Tempo de Coagulação (TC) 
NORMAL: 5 A 11 MINUTOS 
 Tempo gasto para o sangue coagular 
 Fornece dados relativos ao sistema de coagulação 
 É um teste sujeito a numerosas variáveis (como foi feita a coleta, calibre da agulha 
usado e temperatura são exemplos de fatores influentes/variáveis) 
 Atualmente pode ser substituído pelo tempo de tromboplastina parcial 
 
3. Retração do Coágulo 
NORMAL: > 40% 
 Fornece dados relativos à atividade plaquetária 
O coágulo inicial contém todos os elementos do sangue, porém 
conforme o coágulo vai maturando, as plaquetas aglomeradas vão se 
retraindo e expulsando o soro/plasma da malha de fibrina de dentro 
do coágulo, deixando o coágulo cada vez menor até chegar na 
retração completa, cujo deve ser maior que 40% 
• Hipocalcemia 
• Leucemia 
• Insuficiência renal 
• Trombocitopenia 
• Uremia 
• Anormalidades vasculares 
• Doença de von Willebrand 
 
143
Nicole Júlia Levandovski 
4. Prova do Laço 
 A permeabilidade capilar alterada permite a passagem das células do sangue para os tecidos (se tiver normal, não vai 
passar tanto sangue para fora do vaso, mesmo com o torniquete, mas quando tiver alterada e colocar o torniquete que vai 
aumentar a pressão, impedindo o retorno venoso e o sangue começa a sair do vaso devido a permeabilidade capilar) 
 Evidenciado pelo aparecimento de petéquias na pele 
 Dependem da estrutura do endotélio capilar e número de plaquetas por microlitro de sangue 
Dentro de um quadrado demarcado de 2,5cm X 
2,5cm, é feita a contagem de petéquias. O local da 
demarcação do quadrado deve ser feito próximo 
ao garroteamento. Faz o garroteamento no braço 
do paciente (pode ser feito com o próprio 
manguito de aferir pressão) e deixa por 5 minutos. 
Devido a permeabilidade capilar, vai começar a 
aparecer petéquias e então avalia-se o resultado. 
 
Prova do laço: Resultados 
 Negativo: Nenhuma ou no máximo seis petéquias puntiformes no limite onde foi colocado o manguito. 
 Positivo (+): De 6 a 50 petéquias puntiformes isoladas localizadas na região da fossa antecubital. 
 Positivo (++): Inúmeras petéq. puntiformes isoladas e localizadas na fossa antecubital, antebraço e raras na mão. 
 Positivo (+++): Petéquias de 2 a 4 milímetros com a mesma localização anterior e confluente em algumas áreas. 
 Positivo (++++): Petéquias maiores que as anteriores (4mm) localizadas em toda área de estase (garroteada), 
confluentes em alguns pontos, dando ao membro coloração violácea5. Tempo de Ativação da Protrombina (tp ou TAP) 
NORMAL: 11 – 15 SEGUNDOS 
 Tempo que leva para um coágulo se formar após adição de cálcio e tromboplastina (ativadores extrínsecos) 
 Determina a atividade da protrombina no sangue 
 Analisa os fatores extrínsecos da coagulação 
 Exame usado para avaliar efetividade do warfarin 
 Diarréia, vômitos e álcool podem aumentar os resultados 
 Dieta rica em gordura pode diminuir resultados 
 
TP (/seg): valores aumentados 
• Terapia anticoagulante oral 
• Leucemia aguda 
• Insuficiência cardíaca congestiva 
• Hepatite 
• Doença hepática 
• Pancreatite crônica 
• Câncer de pâncreas 
• Deficiência dos fatores (I, II, V, VII, X) 
• Doença hemorrágica do recém-nascido 
 
6. Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA ou kptt) 
NORMAL: 25 – 39 SEGUNDOS 
 Nível terapêutico para terapia anticoagulante: 1,5 a 2,5 vezes o valor do controle (paciente que faz uso de 
anticoagulante em nível terapêutico pode aumentar o valor normal de 1,5 a 2,5 vezes mais) 
 Tempo gasto para ocorrer a coagulação do plasma recalcificado em presença de um fosfolípede ou tromboplastina 
parcial (ativadores intrínsecos) 
 Avalia via intrínseca da coagulação 
 Usado para monitorar terapia de heparina 
 Anticoagulantes podem aumentar resultado 
• Obstrução biliar 
• Hipofibrinogenemia 
• Icterícia obstrutiva 
• Coagulação intravascular disseminada 
• Toxicidade por salicilato 
• Síndrome do choque tóxico 
• Deficiência de vitamina K 
• Síndrome do anticorpo antifosfolípide 
 
 
144
Nicole Júlia Levandovski 
TTPa (/seg): valores aumentados 
• Cirurgia cardíaca 
• Cirrose 
• Distúrbios hemorrágicos 
• Doença hepática 
• Hemodiálise 
• Terapia com heparina 
• Descolamento prematuro da placenta 
• Transfusão de sangue autólogo 
• Coagulação intravascular disseminada 
• Drogas: antibióticos, aspirina, colestiramina, ciclofosfamida, enoxaparina, trombolíticos 
 
TTPa (/seg): valores diminuídos 
• Hemorragia aguda 
• Câncer avançado 
• Hipercoagulabilidade 
 
7. Número de Plaquetas 
Mesmo exame comentado anteriormente em hemograma completo (série plaquetária), porém realizado no 
coagulograma. 
 
GLICEMIA EM JEJUM 
Normal: 65 – 100 mg/dL 
Alterada: 100 – 125 mg/dL 
Provável diabetes: > 125 mg/dL 
 
 Estresses como queimaduras ou traumas podem aumentar níveis 
 Jejum de 8 horas 
 Pode ser feito momentos antes da cirurgia oral através do uso de Dextro sem jejum (podendo ser considerado um 
valor de até 160 mg/dL caso o paciente tenha se alimentado momentos antes) –sendo mais indicado quando o 
paciente for diabético, para poder avaliar a glicemia imediatamente antes do procedimento. 
 
Glicemia (mg/dL): valores aumentados 
• Diabetes mellitus 
• Hipertireoidismo 
• Doença hepática 
• Subnutrição 
• Infarto do miocárdio 
• Obesidade 
• Insuficiência renal crônica 
• Choque 
• Tireotoxicose 
• Trauma 
• Drogas: azatioprina, betabloqueadores, bicalutamida, corticosteroides, diazóxido, epinefrina, estrógenos, 
furosemida, gemfibrozil, isoniazida, levotiroxina, lítio, niacina, inibidores da protease, tiazidas 
 
Glicemia (mg/dL): valores diminuídos 
• Ansiedade 
• Exercício excessivo (antes da coleta) 
• Hipotireoidismo 
• Pós-gastrectomia 
• Estresse 
• Doença de Addison 
• Drogas: acetaminofeno, carvedilol, etanol, gemfibrozil, hipoglicemiantes, insulina, inibidores da MAO, fenotiazinas, 
risperidona, teofilina 
• Disfibrinogenemia 
• Deficiência de fator XII 
• Hipoprotrombinemia 
• Hemofilia A (deficiência do fator VIII) 
• Hemofilia B (deficiência do fator IX) 
• Deficiência de vitamina K 
• Doença de von Willebrand 
• Afibrinogenemia 
 
• Câncer de pâncreas 
• Pancreatite 
• Acromegalia 
• Adenoma de pâncreas 
• Queimaduras 
• Síndrome de Cuching 
• Eclâmpsia 
• Hiperlipoproteinemia 
• Feocromocitoma 
• Tumores da hipófise 
///////////// 
• Doença de depósito de glicogênio 
• Necrose hepática 
• Insulinoma 
• Carcinoma de células da ilhota do pâncreas 
• Hipofunção pituitária 
• Hipoglicemia reativa devido à alta ingestão de carboidratos 
 
145
Nicole Júlia Levandovski 
Portanto, os Exames Obrigatórios para a realização de uma cirurgia oral menor (principalmente os preconizados pela 
disciplina de Cirurgia da UNISANTA), são: HEMOGRAMA COMPLETO, COAGULOGRAMA E GLICEMIA EM JEJUM 
 
EXAMES SOROLÓGICOS 
Visam avaliar no plasma sanguíneo a presença de proteínas com atividade imunológica (imunoglobulinas ou 
anticorpos). O resultado pode ser: Reativo (reagente) ou não reativo (não reagente) 
Não é o vírus em si que o exame identifica, mas sim, o anticorpo que o organismo produziu para combatê-lo. 
EXAMES SOROLÓGICOS DE INTERESSE: • Hepatite • HIV • Sífilis • Toxoplasmose • Mononucleose • COVID 
ANTICORPOS IGG E IGM 
Imunoglobulinas (Ig) das classes M (IgM), G (IgG) e E (IgE) 
❖ IgM: proteção imediata 
❖ IgG: proteção de longo prazo 
❖ IgE: processos alérgicos 
 
IgM: Já houve exposição ou está na fase ativa 
Ig(M) → (M)omento: no Momento que o organismo está em combate – fase ativa 
 
IgG: Fase crônica ou contato prévio (seja por doença ou vacina) 
Ig(G) → (G)anhou: organismo já Ganhou o combate; indica um contato anterior com o agente – fase crônica/ imunização 
 
EXAMES BIOQUÍMICOS 
Visam avaliar componentes químicos do sangue 
EXAMES BIOQUÍMICOS DE INTERESSE: • Creatinina sérica • Fosfatase alcalina • Cálcio sérico • Fósforo sérico 
•Hemoglobina glicada • TGO • TGP 
 
CREATININA SÉRICA 
Avalia função renal 
Normal: 
 Homem: 0,8 – 1,4 mg/dL 
 Mulher: 0,6 – 1,2 mg/dL 
 Criança: 0,2 – 1,0 mg/dL 
 
Creatinina (mg/dL): valores aumentados 
• Insuficiência cardíaca congestiva 
• Desidratação 
• Diabetes mellitus 
• Glomerulonefrite 
• Gota 
• Hipertireoidismo 
• Mieloma múltiplo 
• Pielonefrite 
• Drogas: anfotericina B, andrógenos, ácido ascórbico, barbitúricos, captopril, cefalosporinas, clortalidona, cimetidina, 
clofibrato, clonidina, corticosteróides, dextran, doxiciclina, frutose, gentamicina, glicose, hidralazina, hidroxiuréia, 
levodopa, lítio, meticilina, metildopa, metoprolol, nitrofurantoína, propranolol, sulfonamidas, estreptoquinase, 
testosterona, triantereno, trimetoprima 
 
Creatinina (mg/dL): valores diminuídos 
• Atrofia do tecido muscular 
• Gravidez 
• Drogas: cefoxitina, cimetidina, clorpromazina, maconha, diuréticos tiazídicos, vancomicina 
• Insuficiência renal 
• Artrite reumatóide 
• Choque 
• Endocardite bacteriana subaguda 
• Lúpus eritematoso sistêmico 
• Uremia 
• Obstrução urinária 
 
146
Nicole Júlia Levandovski 
FOSFATASE ALCALINA (FA) 
 Enzima encontrada no fígado, osso, placenta, intestino e rins, mas principalmente no trato biliar e osteoblastos. 
 Envolvida na formação de osso novo. 
 
Normal (adulto): 
 Homem: 45 – 115 U/L 
 Mulher: 30 – 100 U/L 
 
FA (U/L): valores aumentados 
• Obstrução biliar 
• Metástases ósseas 
• Deficiência de cálcio 
• Câncer de cabeça do pâncreas 
• Cirrose 
• Eclampsia 
• Hepatite 
• Drogas: inibidores da ECA, acetaminofeno, anticonvulsivantes, antibióticos, antipsicóticos, benzodiazepínicos, 
estrógenos, sulfato ferroso, heparina, interferons, hipolimeiantes, AINEs, salicilatos, tiazídicos 
 
FA (U/L): valores diminuídos 
• Doença celíaca 
• Nefrite crônica 
• Fibrose cística 
• Escorbuto 
• Defeito genético 
• Drogas: arsênico, cianetos, fluoretos, nitrofuratoína, oxalatos, fosfatos, propranolol, sais de zinco 
 
CÁLCIO 
 Importante para reparação óssea 
 Participa em: contração muscular, transmissão de impulsos nervosos, função cardíaca e coagulação sanguínea 
 
Normal (adulto): 
 8,8 – 10,6 mg/dl 
 
Cálcio (mg/dl): valores aumentados 
• Acromeqgalia 
• Doença de Addison 
• Abuso de antiácido 
• Desidratação 
• Doença de Hodgkin 
• Hiperparatiroidismo 
• Hipertireoidismo 
• Drogas: andrógenos, antiácidos, carbonato de cálcio, gluconato de cálcio, sais de cálcio, ergocalciferol, estrógenos, 
hidralazina, indometacina,lítio, hormônio da paratireóide e da tireóide, progesterona, tamoxifeno, teofilina, 
diuréticos tiazídicos, vitamina A, vitamina D 
 
Cálcio (mg/dl): valores diminiuídos 
• Pancreatite aguda 
• Alcoolismo 
• Doença renal crônica 
• Diarréia 
• Hipocalcemia neonatal precoce 
• Drogas: acetazolamida, antiácidos, anticonvulsivantes, aspirina, barbitúricos, calcitonina, cisplatina, 
corticosteróides, colestiramina, furosemida, gastrina, gentamicina, glucagon, glicose, heparina, hidrocortisona, ferro, 
insulina, laxantes, diuréticos, sais de magnésio, meticilina, fenobarbital, fenitoína, sulfonamidas. 
• Mononucleose infecciosa 
• Leucemia 
• Câncer de fígado 
• Sarcoma osteogênico 
• Osteomalácia 
• Doença de Paget 
• Pancreatite 
 
• Formação anormal do osso 
• Subnutrição 
• Síndrome do leite e álcalis 
• Anemia percinosa 
 
• Imobilização prolongada 
• Leucemia 
• Doença de Paget 
• Tumor da paratireóide 
• Câncerrenal 
• Acidose respiratória 
 
• Gravidez 
• Deficiência de vitamina D 
• Raquitismo 
• Ingestão de alto teor de gordura 
• Hiperparatireoidismo 
• Artrite reumatóide 
0000 
• Sarcoidose 
• Intoxicação por vitamina D 
• Síndrome de Williams 
• Câncer de pulmão 
• Câncer ósseo metastático 
• Mieloma múltiplo 
• Hipofosfatemia 
• Hipotireoidismo 
• Insuficiência placentária 
• Ingestão excessiva de vitamina D 
 
• Alcalose metabólica 
• Hiperfosfatemia 
• Hipoparatireoidismo 
• Albumina baixa 
• Má absorção 
• Transfusões de sangue maciças 
• Osteomalácia 
• Insuficiência renal 
• Raquitismo 
• Desnutrição grave 
• Deficiência de vitamina D 
 
147
Nicole Júlia Levandovski 
FÓSFORO 
 Combinado com o cálcio nos ossos; 15% presente circulante no sangue 
 Metabolismo da glicose e lipídios 
 Geração de tecido ósseo 
 
Normal (adulto): 
 2,4 – 4,1 mg/dL 
 
Fósforo (mg/dL): valores aumentados 
• Acromeqgalia 
• Doença de Addison 
• Tumores ósseos 
• Cetoacidose diabética 
• Hipocalcemia 
• Hipoparatireoidismo 
• Transfusões de sangue maciça 
• Síndrome do leite e álcalis 
• Nefrite 
Drogas: antibióticos, eritopoetina, etidronato, furosemida, hidroclorotiazida, naproxeno, nifedipina, enemas de 
fosfato, risedronato, risperidona, testosterona, ventafaxina, vitamina D 
 
Fósforo (mg/dL): valores diminuídos 
• Abuso de antiácido 
• Alcoolismo crônico 
• Raquitismo 
• Hipercalcemia 
• Hipocalemia 
• Hiperinsulinismo 
• Hiperparatiroidismo 
• Hipotireoidismo 
• Drogas: amlodipina, esteróides anabolizantes, anticonvulsivantes, azatioprina, calcitonina, calcitrol, cisplatina, 
diuréticos, doxorrubicina, insulina, dextrose, lítio, niacina, fenotiazinas, antiácidos, raloxifeno, venltafaxina 
 
 
HEMOGLOBINA GLICADA 
 Meia vida da hemácia = 120 dias 
 É possível saber nível médio de glicose nos últimos 2 – 3 meses 
 Importante em pacientes com variação importante durante o dia, a longo prazo 
 
Normal: 4 – 5,7% 
Pré-diabético: 5,7 – 6,4% 
Diabetes: > ou = 6,5% 
 
Hb Glicada (%): valores aumentados 
• Alcoolismo 
• Intoxicação por chumbo 
• Hiperglicemia 
• Pacientes diabéticos sem controle adequado ou recém diagnosticado 
 
Hb Glicada (%): valores diminuídos 
• Perda crônica de sangue 
• Insuficiência renal 
• Anemia hemolítica ou falciforme 
• Gravidez 
• Esplenectomia 
• Talassemia 
• Suplementação de fosfato 
• Pré-puberdade 
• Insuficiência renal 
• Sarcoidose 
• Anemia falciforme 
• Tireotoxicose 
• Dano tecidual 
• Uremia 
• Intoxicação por vitamina D 
 
• Má absorção 
• Subnutrição 
• Osteomalácia 
• Doença renal 
• Cetoacidose diabética (após o tratamento) 
• Intoxicação por salicilato 
• Queimaduras graves 
• Deficiência de vitamina D 
 
→ Meta terapêutica no paciente diabético: < 7% 
→ Nível de glicose acima do normal por período prolongado 
= saturação da hemoglobina com glicose 
 
Glicemia em Jejum é a glicemia circulante no sangue no 
momento do exame. 
 
Hemoglobina Glicada é a glicemia circulante no sangue no 
momento do exame e nos últimos 2-3 meses. 
148
Nicole Júlia Levandovski 
TGO (TRANSAMINASE OXALACÉTICA) 
 Enzima encontrada no fígado, coração e músculo 
 Avalia danos no fígado e ao músculo cardíaco 
 Costuma ser maior em: • Hepatite induzida por álcool • Cirrose • Câncer no fígado 
 
Normal (adultos): 
 Homem: 10 – 40 U/L 
 Mulher: 9 – 25 U/L 
 
TGO (U/L): valores aumentados 
• Doença renal aguda 
• Obstrução biliar 
• Metástases ósseas 
• Trauma cerebral 
• Câncer de próstata 
• Cirrose 
• Eclampsia 
• Gangrena 
• Drogas: acetaminofeno, alopurinol|, antibióticos, ácido ascórbico, clorpropamida, colestiramina, clofibrato, codeína, 
hidralazina, isoniazida, meperidina, metildopa, morfina, contraceptivos orais, fenotiazinas, procainamida, piridoxina, 
salicilatos, sulfonamidas, verapamil, vitamina A 
 
TGO (U/L): valores diminuídos 
• Beribéri 
• Cetoacidose diabética 
• Hemodiálise 
• Gravidez 
• Uremia 
• Drogas: metronidazol 
 
TGP (TRANSAMINASE PIRÚVICA) 
 Enzima encontrada nos rins, coração, tecido muscular e principalmente no fígado 
 Monitora danos ao fígado 
 Costuma ser maior em: • Hepatite viral • Hepatite induzida por drogas • Obstrução hepática (sem malignidade) 
 
Normal (Adultos): 
 10 – 45 U/L 
 
TGP (U/L): valores aumentados 
• Obstrução biliar 
• Metástases ósseas 
• Colestase 
• Cirrose 
• Trauma 
• Eclampsia 
• Drogas: Inibidores da ECA, acetaminofeno, anticonvulsivantes, antibióticos, antipsicóticos, benzodiazepínicos, 
estrógenos, sulfato ferroso, heparina, interferons, hipolipemiantes, AINEs, salicilatos, tiazidas 
 
COLESTEROL ALTO EM CIRURGIA 
Não altera a cirurgia oral desde que o paciente esteja dentro da normalidade em glicemia, hemograma e coagulograma 
Não é protocolo de solicitação de exame pré-cirúrgico 
Não é motivo para abordar a cirurgia 
• Doença hemolítica 
• Hepatite 
• Mononucleose infecciosa 
• Câncer de fígado 
• Metástases hepáticas 
• Necrose hepática 
• Hipertermia maligna 
• Inflamação muscular 
 
• Infarto do miocárdio 
• Pancreatite 
• Distrofia muscular progressiva 
• Infarto pulmonar 
• Síndrome de Reye 
• Choque 
• Queimaduras graves 
• Trauma 
 
• Mononucleose infecciosa 
• Câncer de fígado 
• Inflamação muscular 
• Obesidade 
• Pancreatite 
• Infarto pulmonar 
 
• Síndrome de Reye 
• Choque 
• Insuficiência cardíaca congestiva 
• Isquemia hepática 
• Necrose hepática 
• Hepatite 
 
149
Nicole Júlia Levandovski 
INFECÇÕES DA CAVIDADE ORAL 
INTRODUÇÃO 
Quando se fala em controle de infecções, diretamente deve-se pesar em biossegurança, se lembrando sempre da 
GESTÃO DE RISCO: 
➔ Estrutura de atendimento ao paciente 
➔ Fazer o processo do começo do atendimento até a finalização, visando sempre a segurança do paciente 
➔ Resultado 
➔ Modelos de acreditação (ONA, JCI, QMENTUM), buscando um padrão de atendimento 
➔ Metas internacionais de segurança do paciente (OMS) 
1. Identificar corretamente o paciente 
2. Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde 
3. Melhorar segurança de prescrição, uso adequado de medicações 
4. Assegurar o local de intervenção cirúrgica corretamente 
5. Higienização correta das mãos 
6. Risco de quedas e úlceras por acidente e pressão 
➔ Normas regulamentadoras (NR) 
 
Comissão Interna de Biossegurança 
Universidades e consultórios devem seguir um protocolo correto de biossegurança, com o objetivo de: 
➔ Reduzir o número de microrganismos no ambiente de trabalho 
➔ Reduzir o risco de contaminação cruzada 
➔ Proteger a saúde dos pacientes e equipe 
➔ Aderência da equipe – importância do controle de infecções 
➔ Conceito de precauções universais – fluidos do corpo 
➔ Atender as exigências dos regulamentos governamentais 
 
DEFINIÇÃO 
É o resultado final de um processo inflamatório, formando no interior dos tecidos um composto de restos teciduais, 
bactérias e pus, o que pode levar a uma destruição/necrose tecidual. Podem ser de origem odontogênicas ou não.ETIOLOGIA DAS INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS 
DOENÇA PULPAR E LESÃO PERIAPICAL 
Inicialmente, quase todos os processos que temos em boca começam com a cárie. Podendo 
evoluir para uma doença pulpar, lesão periapical, necrose, podendo desencadear uma infecção 
de origem odontogênica. 
 
 
DOENÇA PERIODONTAL 
Incomum, porém as bactérias entram através do ligamento periodontal como uma via de 
contaminação. 
 
 
DOENÇA PERICORONÁRIA (OPÉRCULO GENGIVAL) 
Muito comum em pacientes com 3° molar inferior erupcionado. Favorece a contaminação de 
bactérias anaeróbicas, gerando grande risco de contaminação e evolução dessa infecção inicial . 
 
150
Nicole Júlia Levandovski 
 De uma maneira geral da infecção, há diversas etiologias, dentre eles, podemos citar: 
➔ Inflamação 
➔ Trauma 
➔ Cistos 
➔ Obstrução Glândulas Salivares 
➔ Granulomatoses 
É um processo imunopatológico, onde incialmente há defesa e cicatrização de tecido e alteração celular de monócitos, 
células de defesa, sem fazer a fagocitose das células, gerando aumento de volume. Podem ser de origem viral, fúngica 
ou bacteriana, como por exemplo: hanseníase, tuberculose, sífilis, alguns linfomas. 
➔ Hipertrofias 
➔ Hiperplasias 
➔ Neoplasias (ben. / Mal.) 
➔ Doenças Sistêmicas (principalmente imunológicas) 
Quando se pensa em um processo infeccioso, deve-se considerar diversos fatores (multifatorial), sendo eles: 
▪ Virulência (potência do vírus, mutações) 
▪ Quantidade do patógeno no tecido (quanto menor, melhor) 
▪ Anatomia da região (inserções musculares, inclinação de raiz) 
▪ Condição sistêmica do hospedeiro (saudável, com doenças sistêmicas, usuário de drogas) 
 
INFECÇÕES 
 Difícil Tratamento (por ser multimicrobiana e multifatorial) - 700 espécies. Por ser multimicrobiana, priorizamos o 
tratamento antibiótico de largo espectro. 
 Cocos aeróbicos Gram-positivo; Cocos anaeróbicos Gram-negativos; Bastonetes anaeróbicos Gram-negativos 
(ARAÚJO et al., 2007). 
 Originadas da polpa e do periodonto e podem se disseminar além dos dentes para os processos alveolares e para 
os tecidos profundos da face, da cavidade oral, cabeça e do pescoço. 
 A direção da propagação depende do comprimento da raiz, inserções musculares e espessura das corticais. 
 
Na primeira imagem é possível observar uma infecção em periápice se 
propagando para a região de palato. Na segunda imagem também observamos 
uma infecção de periápice, porém esta se propaga para a região de vestíbulo. 
Isso ocorre por alguns motivos, tais quais: 
 
1. INSERÇÕES MUSCULARES 
A raiz de um dente abaixo de uma inserção muscular causa a 
propagação da infecção no sentido de vestíbulo (dentro da 
cavidade oral, mais ou menos em região de fundo de sulco), ou se 
a raiz estiver acima da inserção (inserção abaixo da raiz do dente), 
ocorre o extravasamento extraoral. 
2. INCLINAÇÃO DAS RAÍZES 
Uma raiz mais inclinada para o palato é mais fácil da infecção se 
propagar para a região de palato e uma raiz mais inclinada para 
vestibular é mais fácil da infecção se propagar para a região de 
vestíbulo. 
3. CARACTERÍSTICAS ÓSSEAS 
Um osso mais medular facilita a propagação da infecção, um osso mais compacto/corticalizado dificulta a propagação. 
151
Nicole Júlia Levandovski 
COMO OCORRE O PROCESSO DE INFECÇÃO ODONTOGÊNICA 
Gerada a partir de uma necrose pulpar, levando as 
bactérias para o periápice, dando início à infecção em osso 
esponjoso, percorrendo em osso cortical, podendo romper 
a cortical óssea e cair em tecido mole (vestibular ou 
palatino, intra ou extraoral). A partir da aí que o paciente 
aparece com o rosto inchado e muita dor, devendo ao 
cirurgião-dentista estar apto em diagnosticar e definir um 
plano de tratamento: endodontia ou exodontia, podendo 
associar a drenagem. Caso nada for feito, a infecção pode 
ser disseminada pelos tecidos, gerando um agravamento 
do caso, mas também depende da virulência, quantidade 
de patógeno, defesa do hospedeiro. 
Na infecção inicial é quando ocorre a VIRULÊNCIA X DEFESA DO HOSPEDEIRO, o que influencia diretamente na 
evolução dessa infecção, considera-se um fator bem importante. 
O QUE FAZER FRENTE A UMA INFECÇÃO ( P R O C ES S O I N F EC C I O S O C O M O U M T O D O ) 
1. DETERMINAR SEVERIDADE 
Podemos determinar através de 3 fatores: 
 Localização Anatômica 
 Progressão 
 Comprometimento das Vias Aérea (Ex. uma infecção que está descendo para a região cervical) 
2. AVALIAR DEFESA DO HOSPEDEIRO 
Fatores Microbianos x Fatores do Hospedeiro 
 
Nos Fatores Microbianos, devemos verificar potência e quantidade de virulência 
 
Nos Fatores do Hospedeiro, devemos verificar: 
 Defesa Local – verificar se as defesas locais do hospedeiro apresentam barreira 
anatômica, como as bactérias estão se comportando naquele local 
 Defesa humoral – imunoglobulinas IgM, IgG, etc 
 Defesa celular – fagocitose, linfócitos, monócitos... 
 
3. DECIDIR AMBIENTE DE TRATAMENTO 
Fatores que devem ser analisados para a decisão: 
 Temperatura > 38º C; 
 Desidratação; 
 Tratamento para vias aéreas (vias aéreas obstruídas ou com dificuldade respiratória); 
 Estruturas vitais (aferir pressão); 
 Necessidade de anestesia geral (espaços profundos – colaboração do paciente); 
 Necessidade de controle sistêmico de doenças de base 
 
4. TRATAMENTO CIRÚRGICO | TRATAMENTO MEDICAMENTOSO | SUPORTE SISTÊMICO 
 Manutenção da via aérea; 
 Drenagem Cirúrgica; 
 Teste de Cultura. 
 
(Pode precisar de: Hidratação no soro, alimentação hiperproteica, hipercalórica ou hipervitamínica) 
152
Nicole Júlia Levandovski 
Fatores associados com comprometimento do Sistema Imune: 
 Diabetes 
 Terapia com corticoides 
 Transplante de órgãos 
 Neoplasias malignas 
 Quimioterapia 
 Doença renal crônica 
 Desnutrição 
 Usuário de drogas e alcoolismo 
 Estágio terminal da AIDS 
 
VIAS DE PROPAGAÇÃO 
• Via Linfática 
As bactérias podem ser drenadas pelos capilares linfáticos. 
Risco muito grande de infecção severa em infecções que descem para a região 
do mediastino. 
 
Erisipela é uma lesão em membros inferiores onde há um paciente com 
dificuldade de drenagem e se ele tiver uma lesão superficial, pode haver uma 
contaminação através da linfa nessa região necrótica (necrótica pois há 
diminuição de drenagem) 
 
• Via Sanguínea 
Venosa e Arterial 
Via venosa pode-se dizer que é mais “contaminada”, pois ela que leva o sangue embora com impurezas 
Endocardite e Bacteremia são por vias arterial 
 
• Via Bainha Nervosa 
Infecções Neuronais 
Nevralgias 
SNC 
Meningite 
Encefalite 
 
• Via por Continuidade Tecidual (espaços faciais) 
Via de mais acometimento em cavidade oral 
Via mais comum 
Tecido ósseo 
Musculatura / Tecido conjuntivo frouxo 
Abscesso e celulite 
 
ESPAÇOS FACIAIS / VIRTUAIS 
 Revestidos por fáscias 
 Delimitação anatômica dos espaços 
 Preenchidos por gordura e tecido conjuntivo frouxo (dificulta o tratamento) 
 Pouco vascularizados 
 Fácil propagação 
 Tratamento mais complexo 
 
******Obs. Não necessariamente uma infecção precisa começar no espaço primário e evoluir para o espaço 
secundário, mas quando acontecesse, geralmente são infecções severas. 
 
 
 
153
Nicole Júlia Levandovski 
PRIMÁRIOS 
Maxilares (Canino, Bucal, Infra Temporal) 
Mandibulares (Submentoniano, Bucal, Sublingual, Submandibular) 
 
SECUNDÁRIOS/MASTIGATÓRIOS 
Massetérico, pterigomandibular e temporal 
(espaços mastigatórios porque são envolvidos pelos músculos da mastigação) 
 
CERVICAIS 
OUTRAS LOCALIZAÇÕES 
Seio Maxilar (Empiema / Sinusite Odontogênica) 
Cavidade Auricular 
Cavidade Nasal 
Órbitas 
trombose do seio cavernoso 41:05 Seio Cavernoso (Plexo Venoso) 
SINAIS E SINTOMAS DAS INFECÇÕES 
 Áreas Hiperemiadas 
 Dor Local 
 Endurecimento Tecidual 
 Nódulos Linfáticos Palpáveis 
 Febre > 38,3° 
 Hiperleucocitose(hemograma) 
 P.A. altera pouco 
 Tumefação Extensa e Trismo 
 Disfagia, Dislalia e Dispnéia 
 CalafriosVômitos 
 Dor no Tórax 
 Convulsão 
 Pulso e Frequência Aumentada 
 Respiração Acelerada 
 
Conceitos Importantes 
Coleção Purulenta: degradação de tecido onde há tecido necrótico 
 
FLEGMÃO OU CELULITE 
A coleção purulenta mais fluida infiltra-se nos tecidos (seguindo o caminho dos espaços faciais) 
Tendência a progredir em extensão e profundidade 
Predomina fenômenos vasculares com hiperemia e edema 
Na celulite a incisão serve para impedir a disseminação da infecção 
 
ABSCESSO 
Cavidade encapsulada, com centro necrótico e purulento 
Progressão rápida 
Flora bacteriana mista (aeróbia e anaeróbia) 
No abscesso a incisão permite a remoção do pus acumulado e das bactérias ocorrendo melhor vascularização e defesa 
do organismo 
Incisão no ponto de maior flutuação 
 
PONTO DE FLUTUAÇÃO 
À medida que o processo tende a localizar-se aparece uma zona amolecida e 
amarelada no centro do inchaço. (a incisão é feita um pouco mais abaixo) 
 
 
154
Nicole Júlia Levandovski 
INCISÃO → DIVULSÃO → DRENO (48-72HRS) 
A divulsão é feita com pinça ou tesoura de ponta romba até chegar em uma cavidade de espaço vazio e lá que será 
drenado o pus. 
 
Para criar uma via de drenagem, é necessário de um dreno, que é uma borracha: 
Funciona como se fosse uma cicatrização por segunda intenção, a cavidade vai fechando da parte mais interna para 
mais externa, o paciente volta a cada 24hrs e o profissional puxa um pouco o dreno e sutura novamente (imobilização 
do dreno- puxa e sutura) até quando o paciente voltar e tiver apenas uma “pontinha” do dreno, o que significa que já 
foi criado uma via de drenagem desse dreno, já vai estar cicatrizado. Deve sempre irrigar com soro fisiológico (irrigação 
salina 0,9%) toda a vez que o paciente voltar para mobilizar o dreno. 
 
Dreno de Penrose é colocado dentro da cavidade e é suturado na ponta do tecido com fio de nylon, ficando imobilizado 
As vezes também é colocado um dreno rígido (textura de cano pvc) e ele também deve ficar imobilizado. 
 
  Incisão e drenagem precoce impede a disseminação da infecção para espaços anatômicos mais profundos e críticos, 
mesmo ainda no estágio de celulite. 
 
 Anestesia local infiltrativa: Lateralmente ao abscesso, pois a solução anestésica não tem efeito em área necrótica. 
 
 Incisão em tecido sadio e áreas esteticamente aceitáveis. 
 
 Dissecção romba (preservar estruturas nobres) – pinça hemostática NUNCA deve ser fechada dentro da ferida 
cirúrgica. Sem exposição direta do espaço anatômico; Dissecar o caminho para a drenagem desde a superfície até a 
loja com pus. 
 
 Irrigação abundante da ferida cirúrgica com SF 0,9%; Instalação de dreno: Penrose ou rígido; Devem ser consistentes 
e não se romperem no interior do tecido; Picotados – maior retenção e drenam pelas perfurações; Suturados às 
margens da ferida; Mantidos enquanto houver drenagem ativa (48h-72hrs); 
 
SEQUÊNCIA DE CONDUTA DE UM PROCESSO INFECCIOSO 
 Avaliar a gravidade da infecção: duração, evolução, sinais e sintomas, já teve tratamento anterior?* 
*Existe um abcesso conhecido como “FÊNIX”, onde o abcesso vai e volta toda a hora. O paciente não cuida, o abcesso 
volta, cronifica, depois agudiza novamente. 
 Exame Físico: sinais vitais (temperatura, pulso, respiração e p.a.) 
 Exame extra e intraoral 
 Exames Complementares 
Após entrar com o antibiótico inicial, é interessante fazer uma cultura antibiograma para ver qual a bactéria específica 
naquele caso de infecção. 
 Avaliar o mecanismo de defesa do paciente (Doenças Sistêmicas) 
 Anestesia a distância (em dentes p/ extrair, deve-se fazer técnica de bloqueio, ex. pterigomandibular) 
 Tratamento cirúrgico: Drenagem e Remoção da causa (endo ou exo) 
 Suporte sistêmico (alimentação, higiene, medicação) – resistência antibiótica 
TERAPÊUTICA 
 Anamnese 
 Exame Clínico 
 Inspeção, Palpação, Auscultação, Percussão, Exame Físico 
 Exames Radiográficos, Tomográficos, Hemograma 
 Cultura Microbiológica (aspiração) 
 Diagnóstico 
 Terapia 
155
Nicole Júlia Levandovski 
INFECÇÃO INICIAL 
 Paciente saudável: remoção do foco, evitar antibiótico se não estabelecer via de drenagem, pois o abcesso pode 
ficar “lenhoso”, “endurecido” 
 Terapia antibiótica 5 a 10 dias (efeito após 48 horas) 
 Encaminhar paciente com infecção severa e baixa imunidade para ambiente hospitalar 
INFECÇÃO SEVERA 
 Hospitalar, antibiótico específico, venoso 
 Remoção da causa(foco de infecção) urgente 
 Vias de drenagem 
 Mobilização do dreno penrose ou tubular rígido (2 a 5 dias ) 
 Curativo compressivo com gaze e esparadrapo 
 Anti-inflamatório e analgésico 
 Hidratação e nutrição (terapia de suporte- calórica, hiperproteica, vitamínica) 
 
 
Na imagem 6 o dreno foi atravessando de um lado para o outro(duas vias de drenagem), foi feito duas incisões, 
muito comum em casos de celulite. 
Na imagem 7 mostra o Curativo compressivo + seringa com pus para fazer o antibiograma 
 
ANTIBIÓTICOS 
 
PENICILINAS- eficaz em infecções odontogênicas 
Amoxicilina, amoxicilina + ácido Clavulônico 
 
METRONIDAZOL (anaeróbias) 35% das infecções isoladas 
Metronidazol associado a amoxicilina é muito comum para infecções de bactérias anaeróbicas 
 
LINCOSAMIDAS Clindamicina 
 
MACROLÍDEOS Eritromicina, claritromicina e azitromicina 
 
ASSIM QUE O RESULTADO DO ESTUDO BACTERIOLÓGICO IDENTIFICAR O AGENTE ETIOLÓGICO, A TERAPÊUTICA É 
AJUSTADA DE ACORDO. (ZANINI ET AL. 2003) 
 
156
Nicole Júlia Levandovski 
INFECÇÃO AGUDA X INFECÇÃO CRÔNICA 
INFECÇÃO AGUDA 
Paciente com dor, sinais logísticos presentes e pode cronificar 
 Há uma QUEDA DE EQUILÍBRIO (fatores microbianos x fatores do hospedeiro) fazendo um processo agudo 
 Estado de saúde hospedeiro x virulência 
 Via ascendente (região de SNC) ou descendente (região de mediastino) 
 Espaços primários, secundários, outras localizações 
 Evolução : orbitária, seio cavernoso, mediastino. Comprometendo vias aéreas, resultando em septicemia e morte 
TIPOS DE CONTEÚDO INFECÇÃO AGUDA 
 Serosa 
 Fibrinosa 
 Purulenta 
 Gangrenosa 
 Hemorrágica 
SEROSA 
Líquido amarelo-citrino 
Semelhante ao soro do sangue 
“bolha de queimadura” 
Parece conteúdo de cisto 
 
FIBRINOSA 
Predomínio de exsudato fibrinoso (mais comum em infecção crônica) 
Na mucosa inflamada apresenta uma pseudomembrana esbranquiçada superficial 
 
PURULENTA OU SUPURATIVA 
Secreção de cor esverdeada 
Composto por pus (soro, exsudato, células Mortas ) 
Abcesso e celulite 
 
GANGRENOSA 
Há necrose e odor fétido 
Irreversibilidade tecidual 
Ulceração (necrose superficial) 
 
HEMORRÁGICA 
Microorganismos hemolíticos (sangue no exsudato) 
 
INFECÇÃO CRÔNICA 
 Fase de EQUILÍBRIO 
 Presença de fístula 
 Predomínio de células de defesa 
 Está “quietinha” e pode agudizar 
 
Exemplo de fístula extraoral 
 
Pode-se fazer a “Fistulectomia”: É feito uma incisão elíptica, remove a 
fístula desde lá de dentro, faz curetagem e sutura. Posteriormente é 
formado tecido sadio novo. 
 
 
 
157
Nicole Júlia Levandovski 
INFECÇÕES DO COMPLEXO MAXILO-MANDIBULAR 
ABSCESSO PERIAPICAL 
 
Localizado no ápice do dente com os sintomas de inflamação, 
tumefação e febre. Pode haver também uma pericementite, dor 
ao toque e sensação de dente crescido. 
Pode ser por uma endo mal tratada, fratura radicular, cárie 
profunda, entre outros. 
 
 
ABSCESSO DENTO-ALVEOLAR 
Caminha através dos ligamentos periodontais e se localiza nessa 
região (pode ter iniciado em região de periápice e ele foi 
percorrendo o ligamento periodontal e/ou osso, até romper a 
cortical e se alojar em tecido mole). 
Às vezes a drenagem pode ser até espontânea por tamanha 
pressão do próprio abcesso. 
 
OSTEÍTE 
 Uma inflamação inicial no osso que vai causar um processo infeccioso, podendo gerar necrose e reabsorção 
 Relacionada a trauma ou infecção 
 Assintomática 
 Baixa intensidade 
 Longa duração 
 Geralmente caminhapara uma necrose óssea 
Deve-se curetar todo o 
tecido necrótico, não 
precisando de enxerto 
pois o próprio tecido 
irá recompor. 
Se o paciente for 
edêntulo pode-se pensar em fazer uma 
regeneração óssea guiada com osso bovido 
ou autógeno + membrana de PRF para a 
colocação de implante. 
Lembrando sempre de regularizar o osso. 
****Como se sabe a extensão da necrose? 
ALVEOLITE (OSTEÍTE ALVEOLAR) 
 Osteíte pós-operatória 
 Seca e úmida 
Possíveis Causas 
 Traumas inerentes da extração de um dente 
 Tipo de anestesia utilizado (vasoconstritor) 
 Infecções adjacentes 
 Tabagismo 
 Falha na assepsia 
 Doenças sistêmicas como a diabetes mellitus, por exemplo 
 Má higiene oral 
158
Nicole Júlia Levandovski 
ALVEOLITE ÚMIDA 
 Dor de menor intensidade 
 Alvéolo parcialmente preenchido 
 Presença de coágulo 
 Odor fétido 
 Coloração rósea avermelhada 
Geralmente está associado a contaminação (principalmente por instrumental) 
TRATAMENTO 
 Anestesia 
 Curetagem de corpos estranhos e coágulo em desarranjo 
 Preenchimento do alvéolo com sangue 
 Sutura (remoção após 07 dias) 
 Manter paciente hidratado 
 Medicação 
 Laser 
ALVEOLITE SECA 
 Dor intensa 
 Alvéolo vazio 
 Ausência de coágulo 
 Odor fétido 
 Coloração acinzentada 
Muito comum em casos de retenção do coágulo (quando o paciente faz muito bochecho, por exemplo) 
TRATAMENTO 
 Anestesia 
 Irrigação com soro fisiológico morno 
 NÃO curetar (aumenta a quantidade de osso exposto e dissemina infecção) 
 Preenchimento do alvéolo com pasta (Alveosan, Alvogyl, Alveolex) 
 Troca diária do curativo 
 Manter paciente hidratado 
 Medicação 
 Laser 
Alveosan® - ácido acetilsalicílico, bálsamo do Peru, eugenol e lanolina como veículo 
PERIOSTITE 
 É uma inflamação do periósteo 
 Pode ser de baixa intensidade e produzir camadas de osso reativo (osteomielite de 
garré – periostite proliferante) 
 Pode ser intensa e aguda e evoluir para abscesso e osteomielite 
ABSCESSO SUB-PERIOSTAL 
 Abcesso formando abaixo do periósteo, o que difere dos outros abcessos é a localização. 
 Fundo de sulco da uma “desaparecida” 
 
159
Nicole Júlia Levandovski 
PERICORONARITE 
São infecções que ocorrem nos tecidos que recobrem um dente (inflamação do capuz pericoronário), geralmente 
semi-incluso e é mais comum em terceiros molares inferiores. 
 A cúspide distal do 2° molar antagonista também pode causar essa inflamação justamente por ficar tocando 
naquela região. 
 Bactérias geralmente anaeróbicas. 
 
 febre 
 trismo 
 edema 
 dor 
 desidratação 
 queda de imunidade 
 nódulos palpáveis 
TRATAMENTO 
 Irrigação da região com soro, H2O2 10 vol (p/ chegar oxigênio nas bactérias anaeróbicas) , clorexidina 0,12% 
 Curetar o capuz para eliminar restos alimentares e necróticos 
 Incisão do capuz 
 Desgaste da cúspide do dente antagonista ou exodontia 
 Exodontia do dente envolvido (tanto o afetado quanto o antagonista – se tiver) 
 
ABSCESSO PÓS-OPERATÓRIO 
As possíveis fontes de contaminação bacteriana direta durante a cirurgia são o instrumental cirúrgico, as luvas, o ar 
da sala de cirurgia, a saliva na cavidade oral e a pele perioral 
 
CELULITE AGUDA 
A celulite é uma inflamação difusa dos tecidos moles, que não está circunscrita ou confinada numa área, mas, ao 
contrário do abscesso, tende a se espalhar através dos espaços teciduais e ao longo dos planos faciais. 
 
OSTEOMIELITE 
 Doença óssea inflamatória 
 Infecção bacteriana nos espaços medulares podendo atingir cortical e o periósteo 
 Diminuição da vascularização causando a necrose óssea 
 Sequestros ósseos (áreas radiolúcidas pontilhadas) 
 Doença de base 
 Medicações antirreabsortivas (bifosfonatos) 
 
REAÇÃO INFLAMATÓRIA → DIMINUIÇÃO DO SUPRIMENTO SANGUÍNEO → NECROSE ÓSSEA E SEQUESTRO 
 
TRATAMENTO 
 Antibioticoterapia 
 Remoção do tecido ósseo envolvido 
 Reconstrução óssea 
 LPRF 
 
ANGINA DE LUDWIG 
É uma celulite grave, que usualmente começa no espaço submandibular bilateralmente comprometendo 
secundariamente o espaço sublingual bilateralmente e o espaço submentoniano (5 Espaços) 
160
Nicole Júlia Levandovski 
 Elevação da língua com dispnéia 
 Tumefação dura, dolorida e difusa 
 Febre alta, pulso e respiração rápida 
 Leucocitose (desvio à esquerda) 
 Dificuldade respiração e deglutição 
 Dor cervical 
 Septicemia 
 
TROMBOSE DO SEIO CAVERNOSO 
 Decorrência dos processos infecciosos da face e sinusites 
 O processo infeccioso dissemina através das veias ao SNC 
 Lesão dos nervos cranianos 
 Formação de trombo 
 
 Exoftalmia com edema palpebral 
 Hemorragia subconjuntival 
 Paralisia musculatura ocular 
 Dor de cabeça e vômito (Duramáter) 
 Febre alta 
 Alta mortalidade 
 Dor nos olhos 
 Obstrução da veia oftálmica 
 
TRATAMENTO 
 Cobertura antibiótica, anti-inflamatório esteroidal e diurético 
 Controle de complicações neurológicas (pressão e convulsão) 
 Suporte geral 
 Intervir no foco primário 
 
MEDIASTINITE 
Evolução de uma infecção não tratada (cervical, angina ludwig) 
 Inflamação do mediastino 
 Dor no peito 
 Febre 
 Dispnéia 
 Inchaço na região cervical 
 Pneumonia, insuficiência respiratória e septicemia 
TRATAMENTO 
 Drenagem do mediastino (devido ao acúmulo de líquido) 
 Antibioticoterapia 
 Debridamento, se necessário 
 
161
Nicole Júlia Levandovski 
GLÂNDULAS SALIVARES 
INTRODUÇÃO 
São glândulas exócrinas consideradas como anexos do Sistema Digestório 
Saliva: Secreção aquosa transparente composta por 99% de água e 1% de proteínas (renovada 2x/min pelas glândulas) 
GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES 
 Parótida (secreção serosa – Ductos de Stenon) 
 Submandibular (secreção mista – Ductos de Wharton) 
 Sublingual (secreção mucosa – Ductos de Bartholin) 
GLÂNDULAS SALIVARES MENORES 
 Linguais, Bucais e Palatinas 
 Pequenas glândulas mucosas com ductos curtos, finos e ricas em mucoproteínas 
 Alta concentração de IgA secretora 
 
COMPONENTES DA SALIVA 
 Inorgânicos: Eletrólitos e Componentes Iodados 
 Orgânicos: Amilase, Albumina, Lisosima, Imunoglobulinas, Ureia, Vitaminas, Glicose, Amônia e Enzimas 
Por que as vezes pessoa tem boca seca, ardência e dificuldade na mastigação? 
Devido à ausência ou diminuição dos componentes inorgânicos da saliva. 
 
 → Coleta da saliva é feita em proveta 
 
 
PATOLOGIAS DAS GLÂNDULAS SALIVARES 
I. Alterações Inflamatórias e Infecciosas IV. Tumores das Glândulas Salivares 
1. Parotidite Epidêmica; 1. Tumor Benigno 
2. Parotidite Aguda Supurativa; 1.1- Adenoma Pleomórfico 
3. Parotidite Crônica; 
4. Parotidite Recorrente 2. Tumor Maligno 
5. Sialometaplasia Necrosante 2.1- Carcinoma Adenóide Cístico 
 2.2- Carcinoma em Adenoma Pleomórfico 
II. Distúrbios Auto-imune 
1. Síndrome de Sjogren 
 
III. Alterações Obstrutivas 
1. Fenômeno de Extravasamento de Muco; 
2. Sialolitíase 
 
162
Nicole Júlia Levandovski 
PATOLOGIAS: 
 Sialodenites (doenças inflamatórias) 
É aqui que entra o assunto sobre o vírus da covid-19, causando a ectasia das glândulas salivares. Hoje em dia podemos 
observar diversos trabalhos que dizem a respeito da covid-19 causando sialodenites. 
 Parotidite Epidêmica-Infect (Virose- Mixovírus) 
 Sarcoidose (Etiologia desconhecida) 
 Parotidite Aguda (Strepto. viridans – aureus) 
 Parotidite Crônica (Strepto. Viridans 
 Parotidite Recorrendo-idiopática 
 Inflamação Crônica da Gl. Submandibular 
 Sialolitíases 
 Rânula (sublingual) 
 Mucocele (Gl. Salivar menor) 
DIAGNÓSTICO DAS PATOLOGIAS DAS GLÂNDULAS 
• Hemograma 
• Amilasemia 
• Sialografia 
• Cintilografia 
• Examescomplementares 
• U.S.GS. 
Amilase (enzimas) 
a) Amilase – P (pâncreas) 
b) Amilase – S (gl. Salivares ou ptialina) 
PAROTIDITE INFECCIOSA – CAXUMBA 
 Doença infecciosa epidêmica – Paramyxoviridae 
 Altamente contagiante – propagação direta: saliva, urina, espirros, tosse (2-3 semanas) 
 Pode ser uni ou bilateral 
 Evolução através do aumento não supurativo (não se exacerba muito com o pus) das gls. salivares Parótida 
Parótida → Bocas → Gls → Sangue → Testículos (orqui-epididimite); ovários (ooforite); pâncreas (pancreatite); 
cérebro (encefalite) 
A parotidite pode levar a uma infertilidade (diferente de esterilidade). A infertilidade é quando o paciente tem o 
espermatozoide/óvulo, mas não apresenta anatomia e quantidade viável, a esterilidade é uma cirurgia/castração. 
 
 
Edema na orofaringe com secreção purulenta avançada, dificuldade de 
mastigação e deglutição, placas e um pouco de candidose em região de 
orofaringe e pilares anterior/posterior, glote e istmo das fauces. 
 
DIAGNÓSTICO: sorologia e cultura viral, imunoensaio enzimático (IgM, IgG) 
 
PREVENÇÃO: vacina MMR – tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); quádrupla (sarampo, caxumba, rubéola e 
varicela) 
163
Nicole Júlia Levandovski 
SARAMPO 
 Altamente contagiosa 
 Measles morbilivirus 
 Geralmente acomete mais as crianças 
 Exantema maculopapular eritematoso 
 Sinas de Koplik – patognomônico 
Teste Molecular para Sarampo 
Diagnóstico Laboratorial Padrão Ouro: RT-PCR (Reverse Transcriptase Polymerase Chain Reaction) em tempo real para 
anticorpo IgA, IgM e IgG 
 
EXAMES DE IMAGEM 
1. Biópsia de gls salivares 
a) PAAF (punção aspirativa por agulha fina) | Feito em Laboratório – anestésico local – agulha fina 
b) Biópsia Incisional *lesões ulceradas 
 
2. Ultrassom de gls salivares – não invasivo 
 
3. Cintilografia ou Cintigrafia de gls salivares → iodo radioativo (tecnécio 99 isótopo, visualização nuclear por 
varredura, lesões nodulares neoplásica) 
 
4. Ressonância Magnética – Principalmente para lobo profundo de parótida sem expor à radiação e contraste 
(geralmente para tumores) 
 
5. Sialografia – utilizando contraste de lipiodol ou óleo contendo iodo (de 1,5 a 2,5cm³) 
 
 SIALOLITÍASE 
É uma alteração que acomete as glândulas salivares, representada pela obstrução da glândula ou de seu ducto excretor 
devido à formação de um Sialolito, resultando na diminuição do fluxo salivar. 
 Sialolito é mais prevalente em homens do que em mulheres 
Sialolito: Deposição de sais de cálcio dentro do ducto da glândula 
(geralmente mais acometido na submandibular, sem preferência de lado) ou 
seu parênquima. Sua formação está relacionada devido a infecções, traumas, 
metabolismo do indivíduo e até alimentação rica em carbonatos. 
 
164
Nicole Júlia Levandovski 
TÉCNICA RADIOGRÁFICA OCLUSAL DE MANDÍBULA 
 
Nesse caso: Imagem radiográfica cilíndrica e alongada na região correspondente ao 
ducto da glândula submandibular à esquerda. Compatível com sialolito. Paciente 
edêntulo 
 
Sialolito em mucosa deve-se everter o lábio, segurar 
por baixo, pois se não ela se interioriza, entra pro ducto. 
 
SIALOGRAFIA 
 Contraste lipiodol 
 Escalpe 27 (invertido a posição da agulha) 
 Dilatador metálico (serve para dilatar a glândula) 
 Seringa de vidro 10ml 
 Gases para limpeza de resíduo dos contrastes e 1 limão para esvaziamento das 
glândulas (utilizar produtos ácidos) 
 
 
 
 
 
 
MUCOCELE 
Lesão não infecciosa com acúmulo de mucina, que leva a uma reação infamatória local (Colleman, 1196) 
Causas: 
➢ Traumáticos 
➢ Fatores Obstrutivos 
➢ Infecciosos 
Geralmente acometido em lábio inferior 
✓ Anestesia de bloqueio de campo com agulha curta e incisão navicular com divulsão 
✓ Remoção da mucocele até chegar em nível muscular para que não haja recidiva 
✓ Sutura com fio delicado e pontos individuais 
✓ Pós-operatório com laser intra e extraoral 
✓ Material retirado sempre deve ser enviado ao laboratório de análise 
histopatológica 
 
RÂNULA 
É um pseudocisto que se origina da obstrução dos condutos excretores das glândulas maiores submandibular 
(principalmente) e sublingual que se abrem no assoalho da boca com extravasamento de mucina. 
 Sublingual – simples 
 Submandibular – dissecante 
 Outros espaços – mergulhante 
TRATAMENTO: Marsupialização ou Enucleação 
 
 
QUALQUER CIRURGIA DE 
PATOLOGIAS DE GLÂNDULAS 
SALIVARES DEVE CHEGAR A 
NIVEL MUSCULAR QUANDO 
REMOVIDO 
 
165
Nicole Júlia Levandovski 
MARSUPIALIZAÇÃO 
O TR usual da rânula é a marsupialização, na qual uma porção da mucosa oral do assoalho da 
boca é excisada, junto com a parede superior da lesão. Indicada para lesões com 3cm ou +. 
Uma técnica utilizada é a passagem do fio pela 
rânula para levantar e ter acesso ao teto da lesão, 
conseguindo fazer a incisão ou drenagem. 
Então é feita a aspiração e o conteúdo que fica na 
seringa é a mucina. 
Após, deve-se remover a cápsula para que a lesão não recidive. Geralmente 
feita com tesoura metzembaum. 
Remove as bordas da lesão e sutura junto com a mucosa. 
ENUCLEAÇÃO 
Remoção da lesão, juntamente com a mucosa de revestimento, objetivando assim, a negativa da recidiva da lesão. 
 
PROVA (resposta deve ser completa) 
Tomografia computadorizada em corte axial de uma imagem 
localizada em região submandibular esquerda* sugestiva a Sialolito. 
 
 
 
 
 
 TÉCNICA DE SHIRA: Muitos casos de rânula acontece a recidiva (mesmo tomando todos os cuidados, princípios e 
normas), então Shira estudou e desenvolveu uma técnica. 
 Precisa de 2 auxiliares + dentista 
 Utiliza alginato (hidrocoloide irreversível) dentro da rânula 
 
 Introduzir alginato ou HI no interior da rânula, para que esse hidrocoloide preencha todo o espaço interno da 
rânula e remova com a cápsula, tendo então a certeza da negativa/recidiva. 
 Anestesia intralesional e região ao redor da rânula 
 Agulha 40x12 hipodérmica (rosa) – introduzida para colocar a seringa luer (confirmação se está realmente dentro 
da rânula) e aplicar a técnica de Shira 
Como é feito? 
✓ Manipula alginato (consistência entre sólido e líquido) 
✓ Introduzido no orifício feito com agulha hipodérmica 40x12 
✓ Aplicação do alginato no interior da rânula 
✓ Espera o material tomar presa 
✓ Faz a incisão e remoção até o plano muscular (imagem 8 – base muscular) 
✓ Finalizar com seringa de 20 para aspirar e verificar a presença de algum líquido, saliva ou mucina (não pode 
ter nada) 
✓ Enviar para o anatomopatológico com descrição em observação: Técnica de Shira com Alginato. 
166
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ➔ 
167
Nicole Júlia Levandovski 
SIALOMETAPLASIA NECROSANTE 
 Desordem inflamatória incomum de glândulas salivares menores 
 Sem etiologia definida, podendo ser isquemia por tabagismo, álcool, trauma, anestesias locais, infecções e 
neoplasias. 
Isquemia grande que fica necrosado, geralmente em palato 
Neoplasia de gl salivar preenche todos os ductos, deve-se remover a glândula toda e 
com isso gera a falta de saliva, que causa a cândida, ardência, secura... 
Remoção com incisão circular, e no P.O. cortar todos os ácidos da alimentação do 
paciente, grãos, fumo e álcool. 
 
 
ADENOMA PLEOMÓRFICO 
 Neoplasia benigna de gls salivares mais comum (40 a 70%) 
 Maior frequência em gls salivares maiores do que menores, parótida é a mais afetada 
 
 
PREVALÊNCIAS 
Mucocele: masculino e lado esquerdo 
Adenoma Pleomórfico: masculino e lado esquerdo 
Rânula: feminino e lado esquerdo 
 
168
Nicole Júlia Levandovski 
SÍNDROME DE SJOGREN 
INTRODUÇÃO 
Doença Autoimune, Inflamatória, Crônica. 
 Secura Ocular- CERATOCONJUNTIVITE CRÔNICA 
 Secura Oral – XEROSTOMIA 
Ulcerações em córnea e boca devido a secura. 
Achado da Doença: Henrik Sjogren em 1933 – Suécia 
 Estudo com 19 mulheres e 13 tinham artrite reumatoide 
 Após estudos na época, definiu a TRÍADE – Xerostomia, Ceratoconjuntivite Seca eArtrite Reumatoide 
 Hoje em dia já foi comprovado que existem mais doenças ligadas à Síndrome de Sjogren e não somente a tríade 
 
• Olhos secos 
• Visão turva 
• Precisam usar colírios especiais e óculos escuro 
• Não podem utilizar ar condicionado 
 
 
• Xerodermia 
• Lábios secos e finos 
• Presença de cândida 
• Envelhecimento da pele através do sulco naso-labial e rugas 
 
TIPOS 
S.S. Primária (S.S. 1 a.) – Acometimento de glândulas salivares e lacrimal 
S.S. Secundária (S.S 2 a.) – Acometimento de glândulas salivares e lacrimal + Doenças autoimunes (Artrite reumatoide, 
Lúpus Eritematoso Sistêmico, Poliomiosite, Esclerodermia...) 
OBS. Não há publicações ainda (Offlabel), mas há estudos que dizem que a S.S. Secundária também pode ocorrer pós 
infecção por Covid-19 
Característica mais marcante da língua é a língua “ardida” e “pinicante”, sem identificação de 
sabores e dificuldade de mastigação e deglutição. 
O paciente irá tomar diversas medicações para a artrite 
reumatoide que também causam a xerostomia. 
 Presença de fungos, artroses em falanges e queixa de mialgia 
 
MANIFESTAÇÃO 
 1 Mulher a cada 2.500 – SS1a / SS2A 
 Relação de 10 Mulheres (5ª – 6ª década) p/ 1 Homem – pode estar associado à menopausa devido a fator hormonal 
 Raro em crianças e jovens 
Antes de avaliar um paciente nessas condições, deve-se passar lubrificante ou hidratante 
facial hipoalergênico para evitar cortes. O paciente com S.S. apresenta dificuldade de 
cicatrização. 
 
 
169
Nicole Júlia Levandovski 
ETIOLOGIA 
Complexa, multifatorial 
Podendo ser: Viral (porém não tem um vírus específico), hormonal, ambiental, genético, autoimune 
 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS 
ORAIS 
Principalmente: Ceratoconjuntivite Seca e Xerostomia 
 Cáries, Hiposalivação, Halitose, Perdas Dentárias, Deglutição, Mastigação, Ardência, Queimação e Queimaduras, 
Desconforto, Queilite angular, Língua Fissurada, Ptoses Bilateral, Cândida, entre outros 
OBS. Indica-se não colocar implante em pacientes com doenças autoimunes e xerostomia, pois a tendência de peri-
implantite é maior. 
OBS. Queimaduras são devido a dificuldade de identificação de temperatura dos alimentos e também pela colocação 
de gelo para alívio de dores. 
GERAIS 
Tireóides, Renais, Pulmonares, SNC comprometido, Respiratório, Endócrino, Genitourinário (ex. cândida vaginal), 
Cardíaco 
EXAMES DE DIAGNÓSTICO 
LABORATORIAL 
Autoanticorpos 
 Anti SS-B/LA (sorologia para fator B) 
 Anti SS-A/Ro (fator reumatoide) 
 FAN (fator antinuclear) 
 FR (Fator reumatoide) 
OBS. Pode ser que o FAN dê negativo e o FR dê positivo e vice-versa, nem sempre todos dão positivo 
OCULAR 
 Coloração de córnea com RB (rosa bengala) → Feito por oftalmologista p/ verificar ulceração da córnea. 
 Teste de Schirmers → Fita de carbono colocada em pálpebra inferior para diagnosticar a quantidade de lágrima 
expelida pelo canal lacrimal em um tempo determinado. 
 Break-up Time (BUT) → Coleta de lágrima em tempo real sem o teste de mata borrão 
ORAL 
 Sialometria → Verificar quantidade de saliva 
 Sialoquímica → Verificar componentes químicos da saliva (não é feito na baixada santista e o convênio não cobre) 
 Biopsia de Glândulas Salivares Menores → Geralmente é feito em lábio inferior 
 Sialografia de Parótida 
 Cintilografia Salivar 
 
Exemplo de coleta de saliva 
 Deve ser feito em jejum completo 
 Coleta feita no período da manhã 
 Não pode escovar os dentes ao acordar (pois alguns cremes dentais podem estimular 
uma maior produção de saliva 
 
170
Nicole Júlia Levandovski 
TRATAMENTO 
Sintomático – Multidisciplinar (médicos, psicólogos, fonoaudiólogos etc.) 
Orais – Gel lubrificante, saliva artificial, rinses orais, gomas orais, evitar alimentos cítricos 
Ocular – Médico ofltalmologista 
 
CONSIDERAÇÕES OPPENHEIM ET AL. (1988) USA. 
SALIVA RESIDUAL, FSGlandular- rítimos circadianos. 
Fluxo Salivar Glandular MAIOR: à tarde, inverno, homem e MENOR: dormindo, verão, mulher. 
➔ Adulto Normal – 1,5 l/ dia. 
RESUMÃO 
Doença autoimune crônica sistêmica que envolve principalmente as glândulas salivares e lacrimais, resulta em 
xerostomia e xeroftalmia. A síndrome de Sjogren é dividida em primária e secundária. 
Primária: Somente xerostomia e xeroftalmia, sem outra doença autoimune presente 
Secundária: Xerostomia, xeroftalmia + outra doença autoimune presente 
É uma doença que pode acometer mulheres, homens e crianças, porém geralmente acomete mulheres de meia-idade, 
no período de menopausa (pode ser que o fator hormonal esteja associado). A etiologia é desconhecida, mas acredita-
se que fatores genéticos, hormonais, ambientais e emocionais estão associados. 
Esses pacientes podem apresentar outras alterações como alterações na tireoide, região oral, respiratórias… 
 
Para sintomas orais é importante perguntar para o paciente na anamnese se tem a sensação diária de boca seca por 
mais de três meses, se apresenta inchaço recorrente ou permanente das glândulas salivares na vida adulta (parótida 
fica inchada e faz com que paciente fique com abertura de boca limitada), se ingere líquidos para ajudar na deglutição 
de comidas secas (o paciente tem dificuldade em deglutir devido à falta de salivação, principalmente alimentos secos 
como farofa e alimentos mais duros). 
 
Os pacientes acometidos além de se queixar da xerostomia, queixam-se de alterações de paladar. A língua geralmente 
se torna fissurada e exibe atrofia das papilas, o paciente tem a sensação de ardência na língua. Os pacientes 
apresentam candidíase secundária. As úlceras causadas por próteses e a queilite angular são comuns. A falta de ação 
da limpeza da saliva predispõe o paciente a cáries e doenças periodontais. 
 
Os pacientes apresentam aumento firme e difuso das glândulas salivares maiores durante o curso da doença. A pele 
desses pacientes geralmente são secas (deixam com a aparência bastante envelhecida), bem como as mucosas nasal 
e vaginal - para atender esses pacientes é recomendado que passamos lubrificante na mucosa labial e hidratante na 
região perioral já que facilmente podemos traumatizar a região. 
 
Exames: Realizamos biópsia de glândulas menores, realizamos o exame de fluxo salivar total não estimulado (o mínimo 
que o paciente normal apresenta é 1,5 ml em 15 minutos), sialografia de parótida e cintilografia salivar. 
Também podemos pedir exame de autoanticorpos (haverá presença dos seguintes autoanticorpos séricos: anticorpos 
para antígenos Ro(SS-A) ou La(SS-B), ou ambos. 
Tratamento e prognóstico: O principal tratamento é de suporte, já que é uma doença que não possui cura e o 
tratamento é multidisciplinar (dentista, oftalmo…). Na clínica odontológica tratamento a xerostomia com salivas 
artificiais, balas ou chicletes sem açúcar podem auxiliar na manutenção da lubrificação bucal, medicamentos 
sialogogos (estimulam a salivação). Os medicamentos que reduzem a salivação devem ser evitados se possível. Devido 
ao risco elevado de cárie dentária, aplicações diárias de flúor podem ser indicadas em pacientes dentados. A terapia 
antifúngica geralmente é necessária para o tratamento de candidíase secundária. 
A doença pode apresentar-se em atividade ou em remissão. Os objetivos dos tratamentos é alcançar a remissão, o 
período de remissão representa diminuição nos sintomas, diminuição do tratamento médico e melhora na qualidade 
de vida do paciente. 
171
Nicole Júlia Levandovski 
 TUMORES ODONTOGÊNICOS 
INTRODUÇÃO 
O que é tumor: Conhecido também como neoplasia ou neoplasma, é a alteração celular que provoca uma proliferação 
anormal das células em um determinado tecido do corpo. É um aumento excessivo e descoordenado que não se 
interrompe. 
 O tumor necessariamente precisa ter aumento do n° de camada de células e do tipo de células 
➔ Aumento de volume sem aumento de tecidonão é tumor 
Origem e Fatores de risco geral 
Origem muitas vezes desconhecidas, sendo muitas vezes relacionados com pré disposição e genética e condições 
externa expostas como: exposição a agentes químicos, físicos e biológicos. 
Obesidade, tabagismo, etilismo, genética, “dieta deseiquibrada”, exposição solar, inflamações e infecções crônicas, 
traumas/lesão local, ambientes, toxinas e afentes químicos. 
 
Tumores Odontogênicos: São neoplasias geralmente benignas resulantes da proliferação de células que envolvem a 
odontogênese. 
Características dos Tumores Odontogênicos 
 Encontrados na maxila, mandíbula e tecidos moles (mais encontrado em lábios e língua, podendo também aparecer 
em garganta e mucosa jugal) 
 Etiologia: desconhecida e multifatorial 
 Em síntese, a carcinogênese pode iniciar-se de forma espontânea ou ser provocada pela ação de agentes 
carcinogênicos (químicos, físicos ou biológicos). Em ambos os casos, verifica-se a indução de alterações 
mutagênicas e não-mutagênicas (epigenéticas) nas células. 
ABBAS, A., K. et al. Celular and Molecular Immunology 2009. 
Características dos tumores em geral, não somente odontogênico 
 Tipicamente assintomático 
 Benignas expandem estruturas nobres (se mantem retidas na cortical, alguns podem se expandir mais) 
 Malignas invadem rompendo a cortical 
 
TUMORES BENIGNOS: 
Lentos, delimitados, normalmente não metastizantes (capacidade de se tornar maligno ou gerar metástase) 
Nomenclatura: tecido ou órgão de origem + sufixo OMA 
 
TUMORES MALIGNOS: 
Rápidos, ramificados, metastizantes 
Nomenclatura: tecido ou órgão + carcinoma e sarcoma 
 
 
 
Tumor benigno cresce de uma forma organizada, os malignos crescem 
de forma desordenada e com ramificações/infiltrações. 
 
 
 
Características celular 
 Lesões com características histopatológicas e manifestações clínicas diversas 
 Lesões hemartomatosas, neoplasias benignas não agressivas, agressivas e malignas 
 Tendem a imitar a célula de origem (pode ter tecido de origem de outra célula, ainda 
mais em tumores malignos) 
 Alguns tumores têm predileção por idade, sexo e etnia específicos 
172
Nicole Júlia Levandovski 
 
Características clínica dos tumores 
Expansão óssea (aumento de volume), movimentação e reabsorção das raízes, perda óssea com fraturas/rompimento 
de cortical , afastamento radicular, configuração celular heterogêneo. 
 
 
Somente com exames de imagem é impossível diagnosticar, apenas auxiliar 
 
IMAGEM DOS TUMORES (DESCRIÇÃO DA LESÃO) 
Localização: maxila/mandíbula anterior/posterior 
Forma: circunscrita, difusa? 
Tamanho: extensa, restrita? 
Relação com raiz dental: reabsorção, deslocamento? 
Densidade do RX: radiolúcida ou radiopaca? 
Limite: cortical preservada ou não preservada? 
Em panorâmica gera uma sugestão maior para saber se a cortical está preservada, mas nunca com certeza 
Se seguir a linha cortical de crista de rebordo anterior/posterior, inferior/superior na radiografia, é possível observar 
um desvio da linha radiopaca que seria a cortical óssea e isso sugere que aquela lesão está gerando um aumento de 
cortical 
 
Classificação 
 OMS 
 1885, 1888, 1946... ÚLTIMA EM 2017 e penúltima em 2005 
 Origem epitelial, mesenquimal e ectomesênquima 
 A maioria dos artigos até 2006 usaram a classificação de 1971 a 1992 
 
DIFERENCIAÇÃO 
Diferenciação comum/tradicional: Na embriogênese nossas células tendem a formar qualquer tipo de tecido. As 
células totipotentes ficam indiferenciadas onde ainda não consegue gerar algum tipo de tecido e após um certo 
período, os estímulos genéticos da própria embriogênse são diferenciadas em distindos tecidos. 
 
Porém em algum momento, não somente na embriogênese, mas também quando já estamos nascidos, essas células 
totiopotentes indiferenciadas podem sofrer aletrações e essas alterações podem ser e são os fatores predisponentes 
para formação de tumores. 
 
Estamos em constante ação celular, tem estudos que dizem que 
nosso sangue é renovado “de cabo a rabo” a cada 3 meses pelo 
tecido hematopoiético. 
 
 Quando o crescimento é normal, 
por algum motivo a célula se 
transformou na hora da divisão 
em uma célula indiferenciada e a 
partir dessa célula, ela começa a 
formar divisão celular tal qual a 
célula de origem e formar as 
neoplasias malignas. 
 
 
173
Nicole Júlia Levandovski 
ATIPIA CELULAR 
São alterações da forma, da relação núcleo-citoplasma e podem representar anomalias do processo de divisão celular. 
É a partir da atipia celular que faz com que o tempo esse tecido tende a formar os tumores, sendo o benigno de uma 
forma mais lenta e o maligno de uma forma mais rápida. 
 
Aumento de diferenciação celular, núcleo diferente, número de camadas inicial já está aumentadas em relação ao 
normal. Observem o quanto uma célula normal e formação de tecido tendem a gerar modificações durante a sua 
formação tumoral. 
 
COMO É FEITA A CLASSIFICAÇÃO DE ATIPIAS CELULARES: 
Papanicolau. 
 
 
 
 
Presença de epitélio odontogênicos 
Ectomesênquima: ectoderma (e smalte) + mesoderma (dentina e polpa) 
 
Epitélio Odontogênico da lâmina dental 
 
Fase de botão, de campânula, de capuz, formação coronária, rizogênese, 
rizólise e formação do permanente. Qualquer alteração que possa ocorrer 
nessa região pode gerar uma lesão tumoral em algum momento da vida. 
 
 
 
 
 
 
Tumores benignos 
Lesões sem presença de ectomesênquima: ex. ameloblastoma 
Lesões com presença de ectomesênquima: ex. odontoma 
174
Nicole Júlia Levandovski 
CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA OMS 2017 (ODONTOGÊNICOS E NÃO ODONTOGÊNICOS) 
I – TUMORES MALIGNOS ODONTOGÊNICOS II – TUMORES MALIGNOS NÃO ODONTOGÊNICOS 
a) Carcinomas odontogênicos Carcinoma de células escamosas (espinocelular ou 
1. Carcinoma Ameloblástico epidermóde) 
2. Carcinoma Primário Intraósseo 
3. Carcinoma Odontogênico Esclerosante 
4. Carcinoma Odontogênico de Células Claras 
5. Carcinoma Odontogênico de Células Fantasmas 
6. Carcinossarcoma Odontogênico 
 
b) Sarcomas Odontogênicos: 
1. Fibrossarcoma Ameloblático 
2. Fibro-Odontossarcoma Ameloblástico 
 
III – TUMORES BENIGNOS 
a) Origem Epitelial 
1. Ameloblastoma (unicístico, multicístico, periférico -- metastizante maligno) 
2. Tumor Odontogênico Escamoso 
3. Tumor Odontogênico Epitelial Calcificante (tumor de pindborg) 
4. Tumor Odontogênico Adenomatóide 
 
 
b) Epitélio Odontogênico com Ectomesênquima 
1. Fibroma Ameloblástico 
2. Tumor Odontogênico Primordial 
3. Odontoma Composto e Complexo 
4. Tumor Dentinogênico de Células Fantasmas 
 
 
c) Origem Mesenquimal 
1. Fibroma Odontogênico 
2. Mixoma/Mixofibroma Odontogênico 
3. Cementoblastoma 
4. Fibroma Cemento-ossificante ou cemento-ósseo 
 
 
LESÕES ÓSSEAS RELACIONADAS 
Não são tumores, mas geram aspecto tumoral. Há aumento de volume mas são displasias, não tumores. 
1. Fibroma Ossificante 
2. Displasia Fibrosa 
3. Displasias Ósseas 
4. Lesão de Células Gigante Central 
5. Querubismo 
6. Cisto Ósseo Aneurismático 
7. Cisto Ósseo Simples 
 
DIAGNÓSTICO 
 Exame clínico (anamnese + exame físico), exame de imagem e HISTOLÓGICO 
 Difícil justamente por não ter fator etiológico determinado e por se parecerem com lesões císticas 
 Idade 
 Localização 
 Características Radiográficas 
 Novas Tecnologias no diagnóstico: imuno-histoquímico, biologia molecular e genética (Classificação de 2017) 
175
Nicole Júlia Levandovski 
 
Quando se faz uma punção aspirativa no aneurismático, tende a sair sangue no conteúdo da seringa. Em um 
queratocisto é uma secreção branca/amarelada. Em um cisto dentígero é mais pra amarelado. E no ameloblastoma 
não vem nada pois é uma massa de crescimento tumoral. 
 
TUMORES MALIGNOS 
CARCINOMA AMELOBLÁSTICO 
 Ameloblastoma como lesão primária (devido ao seu potencial metastizante elevado) 
 Lesão secundária: pacientes idosos Características citológicas de malignidade (conclusivo ou sugestivo) na lesão primária e metástase 
 Clinicamente agressivo com perfuração cortical e invasão de tecidos moles devido a esse rompimento 
 Comum no histopatológico ser avaliado células inflamatórias dentro do tecido (antigamente, células inflamatórias 
eram consideradas atipia, hoje em dia já é possível diferenciar o que é processo inflamatório por ação do tumor do 
que é realmente a diferenciação celular do tumor) 
 
Tratamento: ressecção mandibular e acompanhamento com oncologista (pode ser que tenha que fazer quimio ou 
radio) 
 
 
 
CARCINOMA PRIMÁRIO INTRAÓSSEO 
 Derivado de restos epiteliais odontogênicos 
 Raro 
 Crescimento rápido e invasivo 
 Lesão osteolítica extensa, bordos irregulares sem cortical 
 Parestesia 
Por ser uma lesão osteolítica, ela consome aquela região óssea e 
o tecido acaba sendo comprimido no canal mandibular, com isso, 
a pessoa tende a ter uma parestesia. 
Tratamento: cirúrgico com margem de segurança 
CARCINOMA ODONTOGÊNICO DE CÉLULAS CLARAS 
 Lesão rara 
 Região anterior de mandíbula (mais acometimento) 
 Crescimento rápido e agressivo (destrutivo) 
 Maior frequência em mulher entre 40 e 70 anos 
 Lesão radiolúcida uni ou multilocular, pouco definida 
 Pode haver dor (por ser expansivo) 
 Baixo grau de malignidade, mas quando ocorre → Metástases em pulmão e nódulos linfáticos 
Tratamento: cirúrgico com ressecção 
176
Nicole Júlia Levandovski 
 
Normalmente a lesão é levemente distorcida para o lado direito o esquerdo, dificilmente a lesão é centralizada 
Por que “células claras”? → É sobre a atipia celular, algumas células no meio do tecido aumentam o n° de citoplasma 
em relação as demais células (no meio no tecido existem células com muito citoplasma), volume muito diferente do 
que realmente é. 
CARCINOMA ODONTOGÊNICO DE CÉLULAS FANTASMAS 
 Tumor raro 
 Mais comum em maxila e em homens 
 Tumor lento e localmente invasivo quando comparado a um tumor rápido e infiltrativo 
 Imagem radiolúcida pouco definida com pequenas áreas radiopacas 
 Grande potencial de recorrência e metástases a distância 
 Longo acompanhamento 
Tratamento: cirúrgico/ressecção com margem de segurança, associado a quimioterapia e radioterapia 
Muito parecido histologicamente com c.o. de células claras, a maior diferença é a dificuldade ou falta de visualização 
do núcleo no interior das células. 
CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS 
 Neoplasia maligna de origem epitelial 
 94% das lesões malignas orais 
 Predomínio em lesões de língua, assoalho bucal, lábio, mucosa jugal 
 Etiologia relacionada ao tabagismo, radiação solar e etilismo (multifatorial) 
 Também conhecido como Carcinoma Espinocelular ou de Células Epidermoides 
Tratamento: relacionado a cirurgia, radioterapia(RT), quimioterapia(QT) ou a associação 
 
Caracteristicas Clínicas 
 Exofítica, endofítica, leucoplásica ou eritroplásica 
 Tumor Linfonodo Metástase 
 Bordos elevados com interior depressivo 
 Lesão irregular 
 Pode haver processo inflamatório infeccioso na região 
 
Biópsia: Sempre fazer margem de segurança (remover um pouco de tecido 
sadio) – isso ajuda o anatomopatológico a fazer a comparação de tecidos. 
 
SARCOMA ODONTOGÊNICO 
 Tumores mais agressivos e invasivos 
 Deslocamento dental 
 Geralmente apresentam escleroses ósseas – “raios de sol” 
 
 
 
 
177
Nicole Júlia Levandovski 
CARCINOSSARCOMA 
 Origem dupla 
 Geralmente mais agressivos 
 Calcificação em seu interior 
 Deslocamento/migração dental 
 Rechaçamento/mudança de posicionameto do canal mandibular 
 
 
Em resumo, os tumores malignos apresentam praticamente o mesmo tipo de tratamento: acompanhamento por uma 
equipe multidisciplinar, tratamento cirúrgico com margem associado a quimio e/ou radioterapia e acompanhamento. 
 
TUMORES BENIGNOS 
a) Epiteliais 
AMELOBLASTOMA 
 Origem pode ser dos restos epiteliais do esmalte ou do epitélio de um cisto 
 1% dos tumores (geral) 
 Crescimento lento e agressivo (geralmente são descobertos por achados radiográficos) Unicístico  
 Alta recidiva 
 Recidiva tardia 
 Causam deslocamento e reabsorção radicular 
 Rara malignização, mas com potencial metastizante maligno (antigamente 
classificado como maligno) -- Ameloblástico 
 Classificados em geral como unicístico (13%), multicísticos/multilocular 
(“bolhas de sabão”, “favos de mel”) e periféricos (ou extraósseo, 1%) 
 
Tratamento: ressecção com margem 
 
 
 Periférico (extraósseo) 
 
 
Multicístico  
 
 
TUMOR ODONTOGÊNICO ESCAMOSO 
 Massa de origem epitelial 
 Raro (50 casos na literatura) 
 Intraósseo ou periférico 
 Localmente infiltrativo 
 Começa a partir do ligamento periodontal 
 Bolsas profundas, afastamento gengival, tumefação gengival e dor, pode se confundir com “Periodontite do adulto” 
 Expansão óssea 
 Mobilidade dentária 
 Lesão radiolúcida unilocular entre as raízes 
 Sem recidiva 
 
Tratamento: remoção cirúrgica conservadora com curetagem 
178
Nicole Júlia Levandovski 
TUMOR ODONTOGÊNICO EPITELIAL CALCIFICANTE 
 Também conhecido por Tumor de Pindborg 
 Raro, menos de 1% (200 casos) 
 Localização extraóssea (gengiva) ou intraóssea (mais frequente) 
 Expansão da cortical óssea 
 Lesão radiolúcida uni ou multilocular com massa radiopaca 
 Associado a dente impactado (geralmente molar inferior) 
 Calcificações em seu interior 
 Baixa recidiva e baixa transformação maligna 
 Geralmente é achado radiográfico 
 
Tratamento: cirurgia com pequena margem 
 
 
TUMOR ODONTOGÊNICO ADENOMATÓIDE 
 Não invasivo e de crescimento lento 
 700 casos 
 Pacientes jovens 
 Região anterior, dente incluso (canino) 
 Lesão radiolúcida com pequenos focos de calcificação no interior da 
lesão que circunda o dente (melhor visto em tomografia) 
 Extraóssea são raras 
 Rara recidiva 
 
Tratamento: enucleação 
 
Enucleação x Marsupialização 
Enucleação: remoção da lesão como um todo 
Marsupialização: primeiro é feito a descompressão, a lesão tende a diminuir e quando tiver menor faz o procedimento 
de remoção 
 
b) Misto 
FIBROMA AMELOBLÁSTICO 
 Constituído por epitélio odontogênico e tecido conjuntivo imaturo 
 Crianças e adultos jovens (1 – 2ª década de vida) 
 Região de pré e molar em mandíbula 
 Expansão óssea 
 Área radiolúcida, bem delimitada associado a dente não erupcionado 75% 
 Presença de estroma fibroso 
 
Tratamento: remoção cirúrgica e curetagem 
 
O interior da lesão tem tecido fibroso (a cavidade não é vazia), 
é isso que difere dos outros. 
 
A cirurgia não é feita em ambiente ambulatorial, só em 
hospitalar. 
 
 
179
Nicole Júlia Levandovski 
ODONTOMA 
 Mais comum tumor odontogênico 
 Diagnóstico mais comum na infância e jovens (estudos dizem que é mais comum nessa fase pois os pacientes dessa 
idade geralmente estão entrando em tratamento ortodôntico e consequentemente fazem radiografias -- o 
diagnóstico está associado em achado radiográfico) 
 Assintomático 
 Impedem erupção dentária (massa densa) 
 Predileção pela maxila 
 Não causam reabsorção de raízes e perfuração óssea 
 Geralmente é achado radiográfico 
 
Odontoma: uma massa de dentes mal formados ou não formados totalmente, que no momento da embriogênese fez 
a divisão e ficou dentro de uma região 
 
Odontoma Composto: Lesão representada por todos os tecidos dentários de maneira ordenada com semelhança 
anatômica aos dentes normais (esmalte, dentina e polpa organizados) 
 
Odontoma Complexo: Lesão onde os tecidos dentais formam uma massa mineralizada com bordos irregulares 
circundada por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso (esmalte, dentina e polpa sem formato definido de dente) 
 
Tratamento: excisão/remoção cirúrgica 
 
No composto é possível observar microdentículos, vários dentes pequenos no interiorcausando impacção, 
afastamento ou impedimento da movimentação dentária 
 
 
 
TUMOR DENTINOGÊNICO DE CÉLULAS FANTASMAS 
 Localmente agressivo 
 Material dentinóide em contato com epitélio odontogênico 
 Área radiolúcida com focos radiopacos 
 Histologicamente com células fantasmas 
 Potencial de malignização 
 Baixa recidiva 
 
Tratamento: cirúrgico com margem 
 
 
180
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
Logo abaixo de uma ressecção de mandíbula, é comum encontrar uma ação de esclerose óssea, isso é uma defesa que 
o nosso organismo gera sempre que existe uma ação crônica. Em volta de tomo tumor de crescimento lento ou longo, 
tende formar a esclerose óssea (osteíte condensante) nas bordas da lesão, com o objetivo de buscar a defesa do 
crescimento. 
 
c) Mesenquimais 
FIBROMA ODONTOGÊNICO CENTRAL (ÓSSEO) 
 Crescimento lento e assintomático 
 Pode alcançar grande volume 
 Lesão radiolúcida associadas a região perirradicular 
 Pode ocorrer a ausência congênita do elemento dental na região do tumor 
 Gera expansão de cortical 
 Cresce de forma tão intensa que é possível identificar na radiografia uma imagem mista em seu interior 
Tratamento: Enucleação e curetagem vigorosa 
 
 
FIBROMA ODONTOGÊNICOS PERIFÉRICO (GENGIVAL) 
 Lesão de crescimento gengival séssil 
 Não envolve osso adjacente 
 Ossificante x Periférico: só define com o histopatológico 
 
Tratamento: Menores diâmetros - enucleação 
 
 
 
 
181
Nicole Júlia Levandovski 
MIXOMA ODONTOGÊNICO 
 Raro 
 Predileção por jovens 
 Difícil diagnóstico 
 Pode causar dor, mobilidade e descolamento dental quando atinge grande proporção 
 Radiograficamente aspecto de bolhas de sabão, favos de mel, raquete de tênis* 
 Gelatinoso 
 
Tratamento: Ressecção com margem (evitar curetagem, pois cria um estímulo para recidivar de forma agressiva) 
 
 
 
CEMENTOBLASTOMA 
 Incomum 
 Massa semelhante ao cemento aderido à raiz dos dentes 
 Radiograficamente é uma massa radiopaca densa aderida a porção apical ou lateral da raiz circundada por um halo 
radiolúcido fino 
 Reabsorção radicular 
 Vitalidade pulpar 
 Exodontia + massa radiopaca 
 
Tratamento: Proservar, acompanhar 
 
 
 
FIBROMA OSSIFICANTE 
 Lesão encapsulada formada por tecido fibroso com formação óssea interna 
 Pode ser localmente agressivo 
 Cortical óssea e mucosa intactas 
 Incialmente: defeito Radiolúcido (semelhante a displasia óssea) 
 Posteriormente: focos radiopacos com cápsula fibrosa 
 Geralmente associado a alguma síndrome 
 
Tratamento: cirúrgico com enucleação da cápsula 
 
 
 
 
 
 
182
Nicole Júlia Levandovski 
LESÕES ÓSSEAS RELACIONADAS 
DISPLASIA FIBROSA 
 Etiologia: congênita, alteração de desenvolvimento, endócrino, traumatismo, hereditário 
 Localização: Fêmur, tíbia, costela, maxila e ossos do crânio 
 Jovens 
 Monostótica (acomete apenas 1 osso) ou poliostótica (acomete 2 ou mais ossos) 
 Radiograficamente: “vidro despolido” 
 Fosfatase alcalina aumentada 
 Substituição de tecido ósseo por tecido fibroso 
 Síndrome 
 
Tratamento: cirúrgico conservador (Remodeladora) 
 
 
 
DISPLASIA ÓSSEA 
 Origem relacionada ao ligamento periodontal 
 Formam cemento ou tecido semelhante 
 2ª e 3ª década de vida 
 Mais comum em mandíbula 
 Substituição por tecido ósseo cementóide 
 Pode ser Focal (região periapical) ou Florida (mais de uma região do dente, região anterior/posterior de maxila/ 
mandíbula 
 Diagnóstico diferencial: através do teste de vitalidade pulpar 
 Também tem aspecto radiográfico de “vidro despolido” 
Tratamento: não necessita – somente quando comprometido esteticamente (faz a cirurgia reparadora) 
 
A calcificação destrói o cemento que é formado envolta do ápice, não 
tem definição, nem a lâmina dura, diferente da cementoblastoma 
 
 
 
 
 
 
LESÃO DE CÉLULAS GIGANTES CENTRAL (GRANULOMA) 
 Lesão intraóssea: tecido fibroso, focos de hemorragia, céls. Gigantes e trabéculas de tecido ósseo 
 Podem ser agressivas (rápido, reabsorção, rompe cortical, dor, recidiva) ou não agressiva (lento, indolor, pequeno) 
 Aspecto radiolúcido uni ou multilocular delimitado sem halo radiopaco 
 Região anterior de mandíbula 
Tratamento: cirúrgico conservador ou ressecção e em alguns casos + uso de calcitonina , corticoide, interferon alfa 2ª 
183
Nicole Júlia Levandovski 
QUERUBISMO 
 Lesão óssea hereditária rara (mutação cromossômica) 
 Aumento bilateral da mandíbula e maxila em crianças 
 Membros da família ou caso isolado 
 Apresentam múltiplas lesões fibro-óssea, pode ter associação de queratocisto 
 Presença de múltiplas células gigantes 
 A lesão regride na puberdade 
 Radiograficamente lesões osteolíticas bilateral 
Tratamento: Cirurgia reparadora após a puberdade (cirurgia estética p/ remoção de tecido do volume extra) 
 
CISTO ÓSSEO ANEURISMÁTICO 
 Lesão osteolítica expansiva com espaços cheios de sangue, baixa recidiva 
 Crescimento rápido com compressão nervosa e dor 
 Jovens e mandíbula 
 Radiograficamente aspecto de ”sopro pra fora”, malha parcialmente cística dividida por septos, radiolúcida 
multilocular com focos radiopacos 
 Punção: sangue no interior, diferenciando de cisto que tem líquido citrina 
Tratamento : curetagem, ressecção e crioterapia/criocirurgia 
CISTO ÓSSEO SIMPLES 
 Cavidade vazia ou fluído pequeno com sangue devido a perfuração 
 Sem revestimento epitelial (cápsula) 
 Associado a trauma ósseo 
 Mandíbula 
 Indolor 
 Área radiolúcida unilocular bem definida 
 Exploração cirúrgica auxilia o diagnóstico: cavidade vazia ou líquido seroso sanguinolento 
Tratamento: exploração cirúrgica(diagnóstico), curetagem e acompanhamento radiográfico 
 
CONCLUSÃO 
O diagnóstico de lesões císticas e tumorais é extrema importância em qualquer área da saúde, e as etapas de diagnósticos como 
anamnese, semiotécnica, exames de imagem e histopatológicos são essenciais para que haja melhor orientação de conduta e 
tratamento adequado. 
184
Nicole Júlia Levandovski 
TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA 
EM CIRURGIA ORAL 
INTRODUÇÃO 
TRÍADE NA ODONTOLOGIA 
 Analgésico 
 Anti-inflamatório 
 Antibiótico 
Hoje em dia devemos quebrar esse conceito da tríade em odontologia/cirurgia, pois não é uma verdade absoluta, nem 
mesmo uma obrigatoriedade. Cada especialidade tem o seu protocolo → cirurgia ≠ pediatria ≠ periodontia. 
CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FÍSICO 
 ASA I - Paciente com saúde normal. 
 ASA II - Paciente com doença sistêmica leve ou fator de risco de saúde insignificante. 
 ASA III - Paciente com doença sistêmica grave, mas não incapacitante. 
 ASA IV - Paciente com doença sistêmica grave, incapacitante, que é uma constante ameaça a vida. 
Associação Americana de Anestesiologistas , 1962 
IMPORTÂNCIA CONSULTA INICIAL 
Classificação do paciente em função do estado físico 
ASA I: Paciente saudável, que de acordo com a história médica não apresenta nenhuma anormalidade. Mostra pouca 
ou nenhuma ansiedade, sendo capaz de tolerar muito bem o estresse ao tratamento dentário, com risco mínimo de 
complicações. São excluídos pacientes muito jovens ou muito idosos. 
ASA II: Paciente portador de doença sistêmica moderada ou de menor tolerância que o ASA I, por apresentar maior 
grau de ansiedade ou medo ao tratamento odontológico. Apesar da necessidade de certas precauções, o paciente ASA 
II também apresenta risco mínimo de complicações durante o atendimento. 
ASA III: Paciente portador de doença sistêmica severa, que limita suas atividades. Geralmente exige algumas 
modificações no plano de tratamento, sendo imprescindível a troca de informações com o médico. O tratamento 
odontológico eletivo não está contraindicado, embora este paciente represente um maior risco durante o 
atendimento. Obesidade mórbida; Diabético tipo I (que faz uso de insulina) com a doença controlada; Hipertensão 
arterialna faixa de 160- 194 a 95- 99 mmHg; Insuficiência cardíaca congestiva, com inchaço dos tornozelos; Doença 
pulmonar obstrutiva crônica (enfisema ou bronquite crônica); História de infarto do miocárdio, ocorrido há mais de 6 
meses, mas ainda com sintomas (p. ex., dor no peito ou falta de ar). 
ASA IV: Paciente acometido de doença sistêmica severa, que está sob constante risco de morte, ou seja, apresenta 
problemas médicos de grande importância para o planejamento do tratamento odontológico. Quando possível, os 
procedimentos dentais eletivos devem ser postergados até que a condição médica do paciente permita enquadrá-lo 
na categoria ASA III. As urgências odontológicas, como dor e infecção, devem ser tratadas da maneira mais 
conservadora que a situação permita. Quando houver indicação inequívoca de pulpectomia ou exodontia, a 
intervenção deve ser efetuada em ambiente hospitalar, que dispõe de unidade de emergência e supervisão médica 
adequada 
ASA V: Paciente em fase terminal, quase sempre hospitalizado, cuja expectativa de vida não é maior do que 24 h, com 
ou sem cirurgia planejada. Nesta classe de pacientes, os procedimentos odontológicos eletivos estão contraindicados; 
as urgências odontológicas podem receber tratamento paliativo, para alívio da dor. Pertencem à categoria ASA V: 
Pacientes com doença renal, hepática ou infecciosa em estágio final. Pacientes com câncer terminal. 
ASA VI: Paciente com morte cerebral declarada, cujos órgãos serão removidos com propósito de doação. Não há 
indicação para tratamento odontológico de qualquer espécie. 
185
Nicole Júlia Levandovski 
É importante classificar o ASA do paciente para se fazer um tratamento protocolado relacionado as alterações 
sistêmicas daquele paciente. 
As condições sistêmicas que permitem submeter o paciente a uma reabilitação que envolva cirurgia são: ASA I, ASA II 
e ASA III. Para as demais condições, está contraindicado qualquer tratamento eletivo, a não ser que tenha indicação 
precisa e uma boa parceria médico X dentista. 
ANAMNESE 
1) Hospitalizações, cirurgias e doenças de base 
2) Doenças recentes menores ou sintomas 
3) Medicações de uso contínuo ou recentemente em uso e alergias (medicamentosas) 
4) Hábitos relacionados a saúde ou vícios: uso de etanol, tabaco, drogas ilícitas, e quantidade e tipo de exercícios 
5) Data e resultados do último exame médico completo ou última visita ao médico. 
 
ANAMNESE DIRIGIDA 
Na consulta inicial, quando o paciente relata alguma doença de ordem sistêmica, a anamnese deve ser dirigida ou 
direcionada ao problema, por meio de perguntas. 
① Como está o controle atual da sua doença? 
② Você faz uso diário de algum medicamento? 
③ Você passou por alguma complicação recente? 
④ Você tomou sua medicação hoje? 
 
REVISAR DOENÇAS: 
✓ Cardiovascular 
✓ Pulmonar 
✓ Renal 
✓ Hematológico 
✓ Endócrino 
✓ Hepático 
✓ Ósseo 
✓ Neurológico 
EXAME FÍSICO EXTRA E INTRAORAL 
O cirurgião-dentista irá utilizar seus próprios sentidos para a exploração dos sinais presentes. As principais manobras 
são a inspeção, a palpação, a percussão, a auscultação e a olfação. 
FREQUÊNCIA CARDÍACA - ritmo do coração e número de batimentos por minuto 60 a 100 bm 
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA - 12 a 20 frpm 
PRESSÃO ARTERIAL - sistólica x diastólica 12 / 80 
Paciente em Repouso 30 min 
 Oxímetro 
 Esfigmomanômetro 
 Auscultar 
EXAMES LABORATORIAIS 
 Hemograma 
 Coagulograma Completo 
 Bioquímica do Sangue (Dosagens: Uréia, creatinina, glicose, cálcio, fosfatase alcalina, colesterol) 
 Exame de Urina (Elementos Anormais, Sedimentos EAS) 
 Parecer médico 
DOCUMENTAÇÃO -- ODONTOLEGAL 
Anamnese minuciosa, história médica e odontológica pregressa, plano de tratamento com mais de uma opção, 
atestados e receitas carbonadas + Termo de consentimento. 
186
Nicole Júlia Levandovski 
Medicações 
 O medicamento é o instrumento mais utilizado no processo saúde x doença 
 É elemento coadjuvante no tratamento cirúrgico 
 Conhecer conceitos importantes: Farmacodinâmica, farmacocinética (absorção, distribuição, biotransformação, 
excreção e biodisponibilidade) 
 Criança (volume plasmático é menor) → Xaropes, dosagem, anestésico, peso 
Farmacocinética – Movimento dos fármacos pelo organismo após sua 
administração, abrangendo os processos de absorção, distribuição, 
biotransformação (metabolismo) e eliminação (excreção). 
Farmacodinâmica – Mecanismos de ação dos fármacos e seus efeitos no organismo. 
Ação e efeito, relação dose/efeito, efeitos adversos, efeitos teratogênicos, 
superdosagem (overdose), hipersensibilidade, dependência, efeito paradoxal 
(ansiolítico). 
 
FÓRMULA FARMACÊUTICA 
 Constituintes de uma fórmula farmacêutica: 
❶ Base medicamentosa ou princípio ativo – componente responsável pela ação terapêutica. Uma só fórmula pode 
conter um ou mais princípios ativos (ex. amoxicilina + clavulanato de potássio), criando as associações. Quando a 
formulação não apresenta nenhum princípio ativo, é denominada de placebo. 
❷Coadjuvante terapêutico – auxilia na ação do princípio ativo (ex. vasoconstritores) 
❸Conservante – evitar alterações de ordem física, química ou biológica e aumentar a estabilidade do produto (ex. 
metilparabeno) 
FORMAS FARMACÊUTICAS 
 Comprimidos 
 Drágeas 
 Cápsulas 
 Granulados 
 Emulsões 
 Suspensões 
 Aerossóis 
 Soluções Oral- Gotas, Xaropes, Elixires 
 Soluções Colutórios – Clorexidina, Vernizes 
 Soluções Injetáveis 
 
 Comprimidos, cápsulas e drágeas devem ser tomados com aproximadamente 300ml de água 
 Pós orais devem ser preparados antes de ser ingeridos. O pó não deve ser colocado diretamente na boca. 
 Soluções orais e xaropes geralmente apresentam-se prontas para o uso. Xaropes apresentam grande quantidade 
de açúcar 
 Suspensões orais devem ser rigorosamente agitadas 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
VIAS ENTERAIS – USO INTERNO 
São aquelas em que o fármaco entra em contato com qualquer parte do trato gastrointestinal 
 oral 
 sublingual 
 retal 
 
187
Nicole Júlia Levandovski 
❶ Via Oral 
Vantagens 
 Conveniência 
 Mais utilizada 
 Bom suprimento sanguíneo estômago e duodeno e grande superfície epitelial 
 Segurança 
 Facilidade de administração 
 Facilidade de terapia reversa 
Desvantagens 
 Irritação de mucosa 
 Contraindicado em pacientes inconscientes 
 Sabor desagradável 
 Náusea e vômito 
 Fácil interferência na absorção (ex. comer alimentos após) 
 pH gástrico e enzimas digestivas 
 Sofrem metabolismo de primeira passagem (fígado) – sistema porta hepático x enzimas 
❷ Via Sublingual 
Vantagens 
 Rápida absorção devido ao suprimento sanguíneo e mucosa fina 
 Evita destruição da droga pelo ácido gástrico 
 Não sofrem metabolismo de primeira passagem (fígado) 
Desvantagens 
 Podem ser irritantes à mucosa 
 Podem apresentar sabor desagradável 
Comprimidos sublinguais devem ser mantidos na boca evitando a deglutição da saliva enquanto o fármaco não estiver 
completamente dissolvido. Após a completa dissolução, deve-se engolir a saliva e só então beber água. 
❸ Via Retal 
 Reto ótimo local para absorção 
 Pacientes inconscientes 
 Vômitos 
 Dificuldade de deglutir 
 Crianças, idosos 
 Protege da via de biotransformação hepática (veia cava inferior) 
Desvantagem – pode ter absorção irregular e incompleta 
 
VIAS PARENTERAIS – USO EXTERNO 
São aquelas em que o medicamento se utiliza de qualquer outra estrutura que não faça parte do sistema digestório 
 Injetável (IM, EV, subcutânea, intradérmica) 
 Inalatória / respiratória (pulmonar) 
 Tópico ou local (cutânea, mucosa) 
 Percutânea (pele) 
 Endodôntica (intracanal / polpa) 
 Submucosa e subperióstica (anestesia) 
 Intra-articular (atm) 
 
 
188
Nicole Júlia Levandovski 
❶ Via Intramuscular 
Vantagens 
 Absorção mais rápida, alta vascularização abaixo do músculo 
 Determinação exata da dose 
 Músculo tem pouco nervo sensorial 
 Não sofre ação dosuco gástrico 
Desvantagens 
 Necessidade de assepsia rigorosa 
 Dificuldade de auto-aplicação 
 Não aplicar em local inflamado 
 
❷ Via Endovenosa 
Vantagens 
 Medicação não necessita de absorção 
 Efeito imediato 
 100% disponível 
 Permite uso em grandes volumes 
 Medicamentos mais utilizados em urgência 
 Venopunção (usado em cicatrizações, regeneração ósseas, plasmas/PRF/PRP) 
Desvantagens 
 Necessita de assepsia rigorosa 
 Dor decorrente da aplicação 
 Dificuldade de auto-aplicação 
 Processos tóxicos e alérgicos mais intensos 
 
SOLUÇÕES ANTI-SÉPTICAS 
Se refere a tudo o que for utilizado no sentido de degradar ou inibir a proliferação de microorganismos presentes na 
superfície da pele e mucosas São substâncias usadas para reduzir o risco de infecção por ação de bactérias ou germes. 
SOLUÇÃO DE CLOREXIDINA 
 Detergente catiônico, atóxico, preparado na forma de sais (digluconato) 
 Ativo contra bactérias gram + e - , fungos e leveduras 
 Eficiente no controle das placas supra e sub gengivais várias apresentações colutório (0,12% ); anti-séptico (2%) 
 
ANESTÉSICO 
Sais anestésicos possuem ação vasodilatadora (rápida absorção, risco de toxicidade) 
GRUPO ÉSTER 
 Precursor cocaína 
 Procaína 
 Propoxicaína 
 Benzocaína (tópico / 20%) 
GRUPO AMIDA 
 Lidocaína (padrão) 
 Mepivacaína 
 Prilocaína 
 Bupivacaína 
 Articaina 
189
Nicole Júlia Levandovski 
VASOCONSTRITOR 
 Associação de vasoconstritores aos sais anestésicos para que o sal anestésico fique por mais tempo em contato 
com as fibras nervosas, reduzindo o risco de toxicidade sistêmica e diminuindo sangramento. 
 
 Adrenalina / epinefrina 
 Noradrenalina / norepinefrina 
 Corbadrina / levonordefrina 
 Fenilefrina – (catecolamina sintética) 
 Felipressina – (hormônio antidiurético) 
Está no sal anestésico prilocaína 
COMPLICAÇÕES 
As complicações locais são caracterizadas por dor após ou durante a anestesia, trismo, infecção, hematoma, lesões 
de tecidos moles, quebra da agulha, parestesia persistente, necrose tecidual e paralisia facial. 
As complicações sistêmicas podem ser caracterizadas em superdosagem ou toxicidade e reações alérgicas, injeção 
intravenosa acidental  por isso deve-se fazer a punção da carpule. 
Segundo MALAMED (1999), as reações de superdosagem geralmente apresentam um risco clínico de grau leve a 
moderado, e raramente evoluem para situações extremamente graves, inclusive casos de óbito. 
Evitar Vasoconstritor: (não levar tanto em consideração) 
 Hipertensão severa não tratada ou não controlada; 
 Doença cardiovascular grave: - Menos de seis meses após o infarto do miocárdio; Menos de seis meses após o AVC; 
Cirurgia recente de ponte de artéria coronária; Angina pectoris instável; Arritmias cardíacas 
 Diabetes mellitus não controlado; Hipertireoidismo; Feocromocitoma; Sensibilidade aos sulfitos; Pacientes 
tomando antidepressivos; Usuários de cocaína ou “crack”. 
No Brasil, estima-se que anualmente são realizados 250- 300 milhões de anestesias odontológicas, com raros relatos 
de algum tipo de reação adversa grave. Portanto, os anestésicos locais são fármacos muito seguros 
 
ANALGÉSICOS 
Fármaco com propriedades analgésicas, mas sem propriedades anti-inflamatórias clinicamente significativas 
PARACETAMOL 
Ylenol, Dôrico, Sonridor 
Posologia: 500mg – 1g de 3 a 4 x/dia  não ultrapassar 3,25g/dia 
Indicações: 
 Alérgicos a AAS, dengue (a dengue por ser muitos dias de sintomas, alguns não gostam de usar o parectamol devido 
ao potencial hepatotóxico, muitos preferem a dipirona), problemas gastrointestinais, renais, gestantes e lactantes 
 Adultos – não ultrapassar 10 dias 
 Crianças – não ultrapassar 5 dias 
 Cuidado : álcool 
Potencial hepatotóxico 
 
DIPIRONA SÓDICA 
Novalgina, Magnopirol, Anador, Lisador, Lisador DIP 
Posologia: 500mg – 1 g, de 3 a 4x ao dia  máximo 4g/dia 
 Gotas: 500mg/ml = 35 gotas 
 Solução oral: 50mg/ml = copo medida 
190
Nicole Júlia Levandovski 
Cuidados Especiais: 
 não utilizar em grávidas, anemia, lactantes 
 pode baixar a pressão 
 banido nos EUA (agranulocitose/depressão medular- úlcera gástrica e risco de infecção) 
 diminuição dos leucócitos (granulócitos) 
 
TROMETAMOL CETOROLACO 
Toragesic 
Posologia: 10mg - 1 comp – 3 a 4 x dia  máximo 90mg/dia 
 Dores agudas de moderadas a intensas. 
 Comprimido sublingual 
Cuidados Especiais: 
 não associar a AAS (risco de sangramento) 
 não utilizar em gestantes/lactantes 
 não utilizar em usuários de anticoagulantes 
 inibição da agregação plaquetária 
 
TYLEX 
Codeína + Paracetamol 
Posologia: 7,5mg /500mg (meia vida em 4h) ou 30mg/500mg (meia vida em 4h) – tanto faz qual usar 
 8/8hrs, 6/6hrs ou de 4 – 6 x dia  não exceder 2400mg 
 
Cuidados Especiais 
 Não utilizar em gestantes, lactantes e crianças 
 Pode causar dependência 
 
CLORIDRATO DE TRAMADOL 
Tramal, Sylador, Novotram 
Posologia: 50mg - 4x dia; 1cp de 6/6hrs; 2 -- 3 dias 
 100mg gotas 
 Medicação opióide 
 Pode causar sonolência 
 Excretado no leite 
Cuidados Especiais 
 não utilizar em gestante 
 uso crônico pode causar dependência 
 
OUTROS OPIÓIDES DE ESCOLHA: 
▪ Ultraset ( Tramadol + Paracetamol) VO 6 em 6 hs 
▪ Codaten (Codeína + Diclofenaco) 50mg VO 12hs 
▪ Paco ( Paracetamol + Codeína) 500mg/30mg VO 6 horas 
 
 
RESOLUÇÃO 19 – 24/03/08 
Os medicamentos a base de morfina até 5ml (opióide até 50mg) podem ser prescritos em receituário de controle 
especial, com cópia carbonada para retenção da farmácia. 
Resolução sobre portaria 344 de 12/05/1998 
191
Nicole Júlia Levandovski 
ANTI-INFLAMATÓRIOS 
– NÃO ESTEROIDAIS 
– ESTEROIDAIS (CORTICOIDES) 
 
Lembrando que a inflamação é o início da reparação. Sem inflamação não ocorre reparo. 
Porém é necessário controlar a inflamação, para que não haja dor, febre, edema. 
*Prescrito em cirurgias extensas, onde não desejamos que a inflamação local seja prejudicial ao reparo 
NÃO ESTEROIDE - DAINES 
Geralmente exercem atividade analgésica, antipirética e anti-inflamatória. 
DICLOFENACOS 
Voltaren, Cataflan 
Posologia: 50mg - 8/8h - 3 a 5 dias  Dose máxima diária: 200mg 
Reações Adversas: Maior retenção líquida, úlcera gástrica (pacientes com gastrite deve-se associar a um protetor 
gástrico se não houver 2ª opção), edema de membro inferior (devido a retenção líquida). 
inibidor de COX1 
 
Cuidados Especiais: 
 Não utilizar em cardiopatas 
 Não associar a AAS 
 
NIMESULIDAS 
Scaflan, Nimesulide, Nisulid D, Arflex 200mg, Maxsulid 400mg 
Posologia: 100mg – 2 x dia, até 3 dias 
 Fraca inibição de COX 1 
 Inflamações leves a moderadas 
 Maxsulid já tem um protetor gástrico associado 
Cuidados Especiais: 
 não utilizar em gestantes, lactantes e crianças menores de 1 ano 
 hepatotóxico (?) 
 
IBUPROFENO 
Alivium, Motrim 
Posologia: de 200 – 800 mg, de 3 – 4 x dia  não exceder 3200 mg 
 usual – 600mg 4 x dia 
 Dores leves e moderadas 
 200mg utilizado em crianças para efeito anti-inflamatório (fda e anvisa) 
 200mg utilizado em adultos para efeito analgésico (a partir de 400-600mg para efeito anti-inflamatório) 
 
SPIDUFEN (ASSOCIAÇÃO) 
Ibuprofeno 600mg + Arginina 555mg 
Posologia: 1 envelope 2 x dia  não exceder 2400 mg/dia 
 
 Arginina – aminoácido que facilita absorção 
 Ação rápida -- 15 a 30 min 
 Indicado para pacientes que apresentam dificuldade na ingestão de comprimidos 
192
Nicole Júlia Levandovski 
CELECOXIB 
Celebra 
Posologia: 100mg 2x dia 
 200mg 1x dia 
 Específico para COX 2 (altamente seletivo) 
 Anti-inflamatório, analgésico e antitérmico 
 Usar em pacientes com risco de sangramento gastrointestinal/úlcera gástrica 
Cuidados Especiais: 
 cuidado com pacientes com uso de antiagregantes plaquetários 
ETORICOXIB 
 Arcóxia 
 60 e 90mg 
 Inibidor seletivo COX2 
 Usar em pacientes com risco de sangramentogastrointestinal 
Cuidados Especiais: 
 cuidado com pacientes com uso de antiagregantes plaquetários 
Associar ibuprofeno com nimesulida + protetor gástrico também é uma opção para pacientes com úlcera gástrica 
ESTEROIDAIS/CORTICOSTERÓIDES 
 Dexametasona- Corticosteroide mais aplicado para uso odontológico por apresentar uma potência de ação 25 
vezes maior que a hidrocortisona (droga padrão do grupo) | Betametasona também é utilizado 
 Indicado para prevenir a hiperalgesia e edema inflamatório imediato no pós-operatório (quando o edema já está 
instalado, os corticoides não apresentam efeito significativo) 
 Apresentam meia vida prolongada 
 Dose única pré-operatória 
 Mesmo em doses maciças, por curto espaço de tempo, são praticamente desprovidos de efeito colateral 
 Aumento da glicemia 
 Interferem na parte hormonal 
 Ação antialérgica 
 Para controle do processo inflamatório é mais indicado o uso de DAINES 
Uso do corticoide (no pré-operatório e as vezes no pós) e laser terapia (pós operatório imediato e tardio), diminui 
drasticamente o edema e dor pós operatória. 
DEXAMETASONA 
Decadron 
Posologia: 8 mg – 2cp de 4mg / Dose única pré-operatório 
 Anti-inflamatório esteróide 
 Apresenta-se com: 0,25mg, 0,5mg, 1,0mg 4,0mg (comp.) 5mg, 10mg IM 
 Quase nenhum efeito analgésico 
 Pode manter por 2-3 dias após a cirurgia quando for cirurgia complexa (4 sisos, trauma de face) 
 
BETAMETASONA 
Diprospan – Ampola 1ML – dose única 
 Intramuscular profunda (IM) 
 Utilizado no pós-operatório de cirurgias complexas 
Celestamine – Comp./ xarope/ gotas 
 Usado em pessoas que apresentam alergias 
193
Nicole Júlia Levandovski 
HIDROCORTISONA 
Solucortef, Flebocortid 
 Hidrocortisona 100 ou 500mg 
 Muito utilizado em infusão endovenosa, podendo ser aplicado im e ev (100mg) 
 Administração de solucortef 500mg através de infusão endovenosa 
 
PREDNISOLONA 
Predsim 
 Comprimidos de 05 mg, 20mg, 40mg 
 Caiu um pouco em desuso, principalmente 05mg, pois os pacientes usavam e mesmo assim tinham edema 
ANTIBIÓTICOS 
➔ A cavidade bucal é um ambiente ideal para o crescimento de microrganismos, já tendo sido identificadas mais de 
500 espécies bacterianas 
➔ Principal conduta: remoção da causa 
➔ Os antibióticos devem ser considerados apenas como auxiliares na terapêutica das infecções 
➔ Destruindo os microrganismos (ação bactericida) ou apenas impedindo sua reprodução (ação bacteriostática) 
➔ Os antibióticos são substâncias químicas, obtidas de microrganismos vivos ou de processos semissintéticos, que 
têm a propriedade de inibir o crescimento de microrganismos patogênicos ou destruí-los 
➔ A tendência é que com o tempo seja diminuído o tempo padrão de utilização dos ATB, ajudando na diminuição das 
resistências bacterianas 
 
Infecções Odontogênicas 
 70% Bactérias Mistas: GRAM (+) Cocos ; GRAM (-) Bacilos 
 5 % Aeróbias 
 25% Anaeróbias 
Quando o paciente chegar no consultório com um abcesso, podemos 
receitar amoxicilina por ser de amplo espectro, mas o mais ideal é fazer 
a cultura antibiograma para descobrir o tipo da bactéria presente no 
abcesso e então receitar o antibiótico mais apropriado para o caso. 
 
AMOXICILINA 
Amoxil, Velamox, Amplamox 
Posologia: 500mg – 3x dia – 5 a 7 dias 
 875mg – 2x dia – 5 a 7 dias 
 Profilaxia antibiótica: 2g 1h antes do procedimento 
 Amplo espectro 
 90% da dose usual é absorvida 
 Primeira escolha odontologia 
Efeitos adversos: diarréia; 5% a 10% algum tipo de hipersensibilidade; anafilaxia fatal (1:10.000) 
 
AMOXICILINA + AC. CLAVULÔNICO 
Clavulin 
 Ac. Clav. rompe o Anel β Lactâmico (ação sobre as betalactamases, enzimas resistentes as penicilinas) 
 Amplo Espectro 
 Comum para vias aéreas superiores ex. sinusite 
250 Mg de Amoxicilina + 62,5 Mg de Clavulanato de Potássio. 
500 Mg de Amoxicilina + 125 Mg de Clavulanato de Potássio  + usual; 12/12hrs 
875 Mg de Amoxicilina + 125 Mg de Cla vulanato de Potássio. 
194
Nicole Júlia Levandovski 
PENICILINA G BENZATINA (NATURAL) 
Benzetacil 
 1.200.000 UI dose única -- IM profunda 
 Adulto 
 
CEFALEXINA 
Keflex, ceclor 
Posologia: 500mg – 2x dia – 5 - 7 dias 
 Profilaxia antibiótica – 2g 1 hora antes do procedimento 
 Cefalosporina de 1° geração 
 Amplo espectro 
 Meia vida menor 6x6 (6/6hrs) 
Cuidados Especiais: 
 não utilizar em alérgicos a penicilina (10 a 15% dos pacientes alérgicos a penicilina pode ter alergia a cefalexina) 
 
ERITROMICINA 
Eritrex, ilosone, pantomicina 
 
Posologia: 500mg – 4x dia – 7 dias 
 
 Profilaxia antibiótica – 1 g, 2 horas antes do procedimento 
 Macrolídeo 
 1ª escolha alérgicos a penicilina 
 
CLINDAMICINA 
Dalacin C, Clidabiotic 
 
Posologia: 300mg – 4x dia (6x6 horas)– 7 dias 
 
 Profilaxia antibiótica 600mg - 1 hora antes do procedimento 
 1ª escolha na odontologia (maior facilidade em encontrar pra comprar em farmácias em relação a eritromicina) 
 Lincosamina 
 Excelente anaerobicida 
 Alta concentração em abscessos 
 Custo elevado – dalacin c 
 
Cuidados Especiais: 
 não indicado para pacientes com alterações intestinais (síndrome do colo irritável, doença de crohn) → pode causar 
Diarréia – colite pseudomembranosa 
 
AZITROMICINA 
Posologia: 500mg – 1x dia – 3 a 5 dias 
 
 Profilaxia – 500mg , 1 hora antes do procedimento 
 Azalídeos 
 Gram-positivos 
 Infecções que envolvam vias aéreas superiores (ex. 3° molar superior, proximidades com seio maxilar) 
 
 
195
Nicole Júlia Levandovski 
METRONIDAZOL 
Flagyl 
Posologia: 400mg – 3x dia – 7 dias 
 
 Eficaz em bactérias anaeróbias (principalmente gram negativas) 
 Amplamente utilizado em casos de celulite de face e angina de Ludwig, candidíase 
 Associado à penicilina 
 Pericoronarites e periodontites 
 
LEVOFLOXACINO 
Tamiran, Levaquin, Tavanic 
 
Posologia: 500mg e 250mg – 1x dia ou 12x12 horas, por 7 a 10 dias 
 
 Eficaz no tratamento de osteomielites, sinusites (sinus lift) 
 
Cuidados Especiais: 
 não utilizar em gestantes e crianças 
 
PSICOTRÓPICOS 
 
CONTROLE DE ANSIEDADE 
 Sedação com benzodiazepínicos 
 Critérios: idade, estado físico, tipo e duração do procedimento 
 Passiflora – fitoterápico 500mg, 90min antes do procedimento 
 
PSICOTRÓPICOS 
Prescritos em formulário de controle especial, notificação de receita “b” 
Diazepan = Valium, Diempax 
Lorazepan = Lorax 
Midazolan = Dormonid  1ª opção 
Bromazepan = Lexotan 
Alprazolan = Frontal  2ª opção 
Cloxazolan = Olcadil 
Flurazepan = Dalmadorm 
Clonazepan = Rivotril 
 
Benzodiazepínicos mais comumente empregados em Odontologia: 
Bromazepam - Lexotam® 0,05 a 0,1 mg/kg oral comp. 3 e 6 mg 
Diazepam - Valium® 0,2 a 0,5 mg/kg IV e oral comp. 5 e 10 mg 
Midazolam - Dormonid® 0,05 a 0,15 mg/kg IV e oral comp. 7,5 e 15 mg, 1h antes do procedimento 
Lorazepam - Lorax ® 0,03 a 0,05 mg/kg comp. 1 e 2 mg 
Alprazolam - Frontal® 0,01 a 0,02 mg/kg comp. 0,5 e 0,75 mg, 1h antes do procedimento 
 
ANTI-HEMORRÁGICOS 
HEMORRAGIAS 
As hemorragias podem ser classificadas quanto à ruptura dos vasos sanguineos, sendo venosa (com característica de 
fluxo contínuo e lento), arterial (com fluxo pulsátil, com característica de sangue lançado) ou capilar (com característica 
de sangue em pequena quantidade, lençol – hematomas). 
GAZE X PINÇAMENTO X TERMOCOAGULAÇÃO X LIGADURA POR SUTURA X DROGAS 
196
Nicole Júlia Levandovski 
ANTI-HEMORRÁGICOS 
 Kanakion (Vit K) 1 ampola 10mg por 3 dias IM ou EV 
 Transamim (Ác. tranexâmico) 1 ampola EV e/ ou 250 mg 8 em 8 horas 
 Dicinone (Etansilato)- preventivo 250 mg injetável ou VO comprimidos. 
Pode ser usada em tamponamento ou diluída em água por via oral: amassa o comprimido, acrescenta soro ou 
solução anestésica com vasoconstritor e tampona com gaze na região que está sangrando. Serve para hemorragia 
trans ou pós-operatória imediata. 
*Sangramento pequeno nas primeiras 48hrs é normal 
HEMOSTÁTICOS DE AÇÃO LOCAL 
Gelfoam e Hemospon – esponjas 
 Surgicel – tiras (trama de celulose) 
 Cera para osso – bastão 
 Avitene – pó 
ANTIAGREGANTES X ANTICOAGULANTES 
Os Antiagregantes mais utilizados são o ácido acetilsalicílico (Aspirina®, Tromalyt®) e o clopidogrel (Plavix®, Iscover®), 
os quais possuem meia-vida plasmática específica. Já os antagonistas da vitamina K são: Varfarina (Varfarine®, 
Marevan®) e a fenprocumona (Marcoumar®) 
 
Pacientes que fazem uso de AAS: Escrever uma carta para o médico cardiologista avisando que vai fazer um 
procedimento cirúrgico nesse paciente e solicitar conduta de medicação, solução anestésica, vasoconstritor, etc. 
 
VARFARINA (ANTICOAGULANTES) 
 70% interrompem 2 a 6 dias antes, porém deve ser substituído 
 Atualmente: não interromper e administrar medidas preventivas e de hemostasia local 
 Risco de Troembolismo, Infarto do miocárdio e AVC 
 INR (tempo de protrombina e coagulação) área de conforto: entre 2 e 3 | ideal: 0,8 - 1 
Melhor opção cirúrgica para pacientes anticoagulados: 
Cirurgia minimamente invasiva, não suspender as drogas e utilizar soluções hemostáticas locais 
 
ENOXAPARINA (HEPARINA) 
Clexane®, Versa® 
 
 Medicações que conseguem ter um controle de anticoagulante, sem riscos de sangramento, porém deve ter 
orientação médica. 
 20/40/60/80mg 
 Via subcutânea (geralmente 40mg)– anticoagulante 
 Diminui o risco de trombose venosa 
 Paciente mantém a medicação por mais 2 dias até alcançar a estabilidade clínica (faz o INR e verifica se chegou no 
nível normal, se chegou, para com a heparina e volta com a medicação anticoagulante normal 
 
ANTI ULCEROSO (PROTETOR GÁSTRICO) 
 OMEPRAZOL - 20/40 mg 1/2xdia (manhã) 
 PANTOPRAZOL - 20/40 mg 1/2xdia (manhã) 
 NEXIUM - 20mg/40 mg 1/2xdia (manhã) 
 RANITIDINA (ANTAK) - 150mg 2xdia 
 
DESCONGESTIONANTE NASAL 
Utilizado em cirurgias de seio maxilar (sinus lift), alguns tipos de enxerto, sinusopatias, comunicações com o seio. 
197
Nicole Júlia Levandovski 
 SORINE - 15/30ml adulto 02 borrifadas 3xdia 
 SALSEP - 02 borrifadas 3xdia 
 NOEX - 02 borrifadas 3xdia 
 
ANTINEURÍTICO 
Utilizado em casos de parestesia 
 CITONEURIN - drágeas 5.000 complexo B | 01 drágea 3xdia 
 ETNA - 01 cápsula 2xdia por 30/60 dias 
 
Associar ao laser ajuda mais. 
Se o paciente sentir um “choque” na região de parestesia, é sinal que está voltando a sensibilidade nervosa. 
 
MEDICAMENTOS GENÉRICOS 
Genérico é um medicamento idêntico ao medicamento de referência, produzido após a expiração da patente ou 
qualquer outra licença de exclusividade e a embalagem não apresenta nome fantasia. 
Pode ser utilizado sem problemas desde que o laboratório farmacêutico seja de confiança. 
 
MEDICAMENTO SIMILAR 
É aquele que pode ter o mesmo princípio ativo, mesma concentração, mesma fórmula farmacêutica, mesma posologia, 
mesmo nome, mesma indicação, entretanto não ser bioequivalente ao medicamento de referência. Apesar disso 
possuem registro no ministério da saúde. Diferem na embalagem, validade, forma do produto. “genérico com marca” 
Não é tão eficaz, deve-se evitar sempre que possível. 
 
 
 
SIGLAS 
Liberações Modificadas 
 BD (Bis in Die)- duas tomadas diárias (12/12 horas) 
 SR- rápida ação e duradoura 
 XR- liberação estendida (lenta) 
 Retard- libertação prolongada 
 FELDENE SL (sublingual) 
 TYLENOL DC (dor de cabeça) 
 
Tratamento Odontológico 
 
198
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
 
 
 
199
Nicole Júlia Levandovski 
SINUSOPATIAS 
INTRODUÇÃO 
RELEMBRANDO A ANATOMIA... 
SEIOS PARANASAIS 
 
SEIO MAXILAR 
Desenvolvem-se embriologicamente da invaginação da mucosa que cresce lateralmente a partir do meato médio da cavidade 
nasal em direção ao futuro osso maxilar. 
ANATOMIA 
 Cavidade no corpo da maxila 
 Forma piramidal 
 Base na parede lateral da fossa nasal 
 Primeiro dos seios da face a se desenvolver 
 É o maior dos seios paranasais, medindo em média: 34mm no sentido anteroposterior, 33mm de altura, 23mm de largura 
 
Corte Coronal 
Revestida por epitélio respiratório do tipo pseudoestratificado cilíndrico ciliado mucossecretor (membrana de Schneider) e pelo 
periósteo 
 
 
Vista superior – seio maxilar 
Membrana de Schneider 
Faz o contorno e proteção 
do seio maxilar 
200
Nicole Júlia Levandovski 
PAREDE ANTERIOR 
Possui ramos do nervo e vasos sanguíneos infraorbitários. Podem estar a menos de 10mm da 
crista anterior da maxila. Pode se estender até região de canino. 
 
PAREDE SUPERIOR 
Está representada pelo assoalho orbitário. Não se indica a 
manipulação dessa parede – apenas em sinusectomia. 
 
PAREDE POSTERIOR 
Corresponde à região pterigo-maxilar. A fossa também 
contém a artéria maxilar interna. 
 
PAREDE MEDIAL 
 
 
PAREDE LATERAL 
Forma a maxila posterior e o processo zigomático, podendo ser muito delgada ou muito 
espessa. Essa parede onde será realizado a abertura do seio maxilar para o Sinus Lifth. 
Região de pilar zigomático. 
 
PAREDE INFERIOR 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DE JENSEN 
CLASSE A – rebordos com 10mm ou mais dede osso residual 
CLASSE B – rebordos com 7 a 9mm de osso residual 
CLASSE C – rebordos com 4 a 6mm de osso residual (limite máximo ideal para realização de enxertia) 
CLASSE D – rebordos com 1 a 3mm de osso residual (consegue realizar enxertia, mas não indicado e com maior dificuldade) 
CLASSE E – ausência ou remoção total do assoalho do seio maxilar 
 
 
 
 
 
 
 
Separa o seio maxilar da fossa nasal. Nessa região está 
localizado o óstio maxilar. 
 
 
 
 
Está localizado até 10mm abaixo do nível do assoalho da 
cavidade nasal. Relaciona-se intimamente com as raízes dos 
molares e pré-molares, separados por uma delgada crista óssea 
ou em contato direto com a mucosa. 
 
201
Nicole Júlia Levandovski 
ABERTURA DO ÓSTIO 
 É a via de drenagem natural 
 Localizado abaixo do meato médio 
 Drenagem por meio dos batimentos unilaterais de seus cílios 
 
 
INERVAÇÃO E VASCULARIZAÇÃO 
Inervação de ramos do infraorbitário, etmoidal anterior, nasal superior e alveolares superiores posterior e médio 
Vascularização ocorre por ramificações da artéria maxilar interna e alveolares superiores posteriores e anteriores 
 
 
RELAÇÃO COM A IDADE 
 
O primeiro seio da face a se desenvolver, crescimento por pneumatização, 
normalmente cresce de 2-3mm por ano. E por volta de 12 anos, o seio já atinge o nível 
do assoalho da cavidade nasal. 
 
 
 
 
 
ETIOLOGIA DOS DANOS NO SEIO MAXILAR: 
 Complicações durante as extrações dentárias nos maxilares 
 Relação anatômica mais íntima dos dentes maxilares em relação ao seio maxilar 
 Acidentes no trans operatório 
 Lesões traumáticas da maxila por objetos perfurocortantes 
 Lesões patológicas que envolvam seio maxilar 
 Necrose óssea 
 
202
Nicole Júlia Levandovski 
 
Essa raíz, fisiologicamente, já está em comunicação com o seio 
maxilar. Portanto, durante a remoção, vai haver uma passagem da 
região de rebordo para o seio maxilar, cujo vai contaminar se não 
for suturado e fechado a comunicação corretamente. Deve-se 
manter o coágulo para que o mesmo seja utilizado como tampão. 
 
 
 
RELAÇÃO DECRESCENTE COM OS ÁPICES RADICULARES 
 1º molares superiores 
 2º molares superiores 
 2º pré-molares superiores 
 3º molares superiores 
 1º pré-molares superiores 
 Caninos superiores 
Canino é mais difícil de envolver no seio maxilar, mas como foi visto 
anteriormente, pode-se ter até 10mm de parede anterior. 
Normalmente, o trabeculado do canino é onde fecha a parede 
medial com a fossa nasal. 
 
 
Fratura de raiz na tentativa de remoção de molar. A raiz, sem querer, foi jogada para dentro do seio maxilar 
 
Foi feita a abertura contralateral, remove-se osso, penetra na membrana de Schneider e feita a remoção daraiz com sugador 
 
Faz a soltura da membrana de Schneider com cureta e acrescenta um material específico para o completo vedamento 
 
Fechamento completo da mucosa e posteriormente há formação óssea norma 
 
203
Nicole Júlia Levandovski 
FISIOLOGIA 
• Aquecimento do ar • Umidificação • Fonação • Filtragem • Diminuição do peso do crânio 
ASPECTO RADIOGRÁFICO 
• Rx Periapicais 
 
É possível visualizar o trajeto do seio maxilar 
 
• Rx Panorâmicos 
 
É possível visualizar o velamento do seio maxilar 
 
 • Rx Water’s 
 
• Tomografias 
 
Coronal e sagital são os mais utilizados para visualização do seio maxilar 
 
 
Corpo estranho dentro do seio maxilar com velamento do seio em 
corte coronal. 
 
204
Nicole Júlia Levandovski 
 
Corpo estranho dentro do seio maxilar com velamento do seio em 
corte axial e sagital, respectivamente. 
 
 
 
Exemplo de implante invadido no seio maxilar, 
localizado na parede medial. Ajuda na 
localização, porém quando for fazer a remoção, 
o implante não vai estar no mesmo local da 
radiografia, pois ele se movimenta dentro do 
seio. 
 
 
• Tomografias 3D 
 
• Tomografia slice 
 
• TC Reconstrução 
 
 
205
Nicole Júlia Levandovski 
COMUNICAÇÃO BUCO-SINUSAL 
Acidente cirúrgico que consiste no estabelecimento de um pertuito entre a cavidade bucal e o seio maxilar. 
SINTOMAS 
 Passagem de líquidos para o nariz 
 Timbre anasalado (devido ao escape de ar) 
 Transtorno deglutição líquidos/alimentos 
 Halitose 
 Coriza 
 Paladar alterado 
 Obstrução nasal unilateral 
 Dor na face 
 Cefaleia frontal 
 Inabilidade para assoprar ou puxar ar (devido ao escape de ar) 
INCIDÊNCIA 
 
ALTERAÇÕES DA FISIOLOGIA SINUSAL 
loja estéril vedada 
 
 
 
Contaminação Inflamação 
 
Obstrução do ósteo Secreção 
 
206
Nicole Júlia Levandovski 
DIAGNÓSTICO 
Clínico e Radiográfico 
CLÍNICO: 
Manobra de Valsalva: é a manobra executada para confirmar a presença de comunicação buco sinusal 
 
Deve-se puxar o ar, tampar o nariz e a boca, e fazer força para o ar circular na cavidade 
Pode-se ter a raiz dentro do seio maxilar, porém sem afetar a membrana. A membrana vai contornar a raiz e se ela não for 
violada, não haverá comunicação. 
Se não tiver violado a membrana, a bochecha vai inflar e o dentista solta o nariz para que o ar possa sair. Caso contrário, a 
bochecha não vai inflar e o ar irá sair pela comunicação. 
TRATAMENTO 
 
Dependem do tamanho da comunicação 
 Menores que 2mm → fecham espontaneamente 
 Maiores que 3mm → requerem procedimento cirúrgico 
 
E se não tratar... 
 50% terão sinusite após 48h 
 90% terão sinusite após 2 semanas 
 
 
TRATAMENTO CIRÚRGICO 
 
IMEDIATO 
Fechamento primário CBS dentro de 48h – Taxa de Sucesso: 90 a 95% 
 Quando ocorre exposição e perfuração do seio, inicialmente indica-se a terapia menos invasiva. Se a abertura ao seio é 
pequena e ele se encontra saudável, esforços devem ser feitos para se estabelecer o coágulo no local da extração e 
estabilizá-lo. Não é necessário rotação de retalho adicional. 
 São realizadas suturas para a reposição de tecidos moles, e uma compressa de gaze é colocada em cima do local da 
extração por 1 ou 2 horas 
 O paciente é instruído quanto às precauções nasais por 10 a 14 dias 
 A maioria dos pacientes tratados desta maneira cicatriza sem intercorrências se não houver evidência de doença sinusal 
preexistente (se o paciente operado estiver com sinusite, vai infectar o coágulo e gerar a comunicação novamente ou 
criar uma nova fístula, nesse caso deve ser feito o fechamento tardio e utilizando outra forma sem ser pelo coágulo) 
 
TARDIO 
Após 48h – Taxa de sucesso: 67% 
 Sinusite: complicação decorrente do tempo 
 É importante tratar a sinusite anteriormente ao fechamento da comunicação 
 Irrigações, antibióticos, descongestionantes, antisséptico 
 
Fístula Buco Sinusal 
Quando NÃO ocorre o diagnóstico e/ou o tratamento imediato da comunicação. Tendo a migração do epitélio oral e do seio 
maxilar, ocorrendo a epitelização deste orifício da comunicação. 
É o trajeto decorrente da comunicação. Através da fístula que haverá a passagem de água, ar, secreção, etc. 
207
Nicole Júlia Levandovski 
SEM CORPO ESTRANHO 
 Fechamento oclusivo da ferida cirúrgica (utilizado em casos em que a raiz do dente já estava instalada fisiologicamente 
dentro do seio maxilar), através de retalhos para fechamento (casos em que só o coágulo não é o suficiente para o 
fechamento da comunicação) 
 
Retalhos de fechamento: 
 Deslizamento  Rotação: Vestibular, Palatina, Em ponte, Transposição  Corpo gorduroso da bochecha 
 
Deslizamento 
 
 
 
 
 
 
 
Incisão lateral ao dente que foi removido, sempre 1 dente a mais de cada lado. Soltar o periósteo do fundo de sulco e tracionar a 
mucosa o máximo que puder (o máximo que não for causar necrose do tecido). 
 
Retalho de deslizamento vestibular apresenta desvantagens em uma possível reabilitação protética total ou removível devido a 
diminuição da altura do fundo de sulco (corpo gorduroso da bochecha é uma técnica mais indicada para esses casos). 
 
 
Rotação Vestibular Rotação Palatina 
 
 Incisões paralelas, tomando cuidado com a artéria palatina maior. 
 
 
Rotação Em Ponte Rotação Transposição 
 
A parte que ficou aberta vai cicatrizar por 2ª intenção Foge da artéria palatina maior indo para a parte mais central do 
. palato. Se dá uma elasticidade ao tecido mucoso para fechar. 
208
Nicole Júlia Levandovski 
Corpo gorduroso da bochecha 
 
 
Retalho no fundo de sulco, divulsionar m. bucinador até chegar na bola de 
bichat, traciona devagar e a deixa pediculada. Sutura na comunicação e volta 
o retalho. Irá epitelizar e formar mucosa na região. Pode-se remover um 
pedaço da bola de bichat e suturar, porém, é mais difícil e menos usual. 
Não gera perda de profundidade de vestíbulo e pode cobrir defeitos de até 
60x50mm de extensão. 
 
 
 
CASO CLÍNICO 
Paciente S.L.B., apresentando fístula buco sinusal, após extração de dente 24, com perda óssea vestibular. Realizando tração da 
bola de bichat, com retalho palatino e transfixação da sutura. 
 
 
 Fistulectomia: avivar a borda da ferida, Incisão relaxante 
 remover o tecido epitelizado ao redor da fístula 
 
 
Liberação bola de bichat Retalho palatino Sutura com recobrimento da bola de bichat 
 com o retalho palatino 
 
A bola de bichat poderia ficar exposta também, mas nesse caso foi re coberta para gerar um maior suporte 
 
CASO CLÍNICO 
Paciente M.V.C., apresentando raízes residuais de múltiplos elementos em maxila, necessitando exodontia. No procedimento 
realizado no primeiro molar superior direito ocorreu comunicação buco sinusal que foi tratada com retalho de deslizamento 
vestibular. 
209
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
Radiografia periapical Clinicamente Ferida cirúrgica 
 
 
Manobra de ValsavaBolhas de ar Incisão 
 
 
Retalho Lenhar periósteo (ranhura transversal/horizontal Posicionamento 
 nas linhas do periósteo com as costas da lâmina de bisturi) 
 Serve para soltar mais o periósteo e deixar o tecido mais elástico. 
 
 
Sutura Raízes removidas 
 
COM CORPO ESTRANHO 
Fechamento oclusivo da ferida cirúrgica 
Remoção do corpo estranho por via alveolar 
Remoção do corpo estranho pela técnica de Caldwell Luc 
 
CASO CLÍNICO 
Remoção do corpo estranho por via alveolar 
Paciente trazida à clínica da F.O. UNIP, por colega que na tentativa de exodontia do elemento 24 causou intrusão parcial do 
mesmo na cavidade sinusal. 
 
 
Radiografia periapical Clinicamente Incisão 
210
Nicole Júlia Levandovski 
 
 
Osteotomia e remoção da raiz com Exodontia Toalete (lavagem) e curetagem da cavidade 
Pinça de Citelli* 
 
*Remove-se com essa pinça quando a raiz não entrou totalmente no seio e for possível visualizá-la dentro do alvéolo e em 
dentes multirradiculares – apenas remove-se o septo intraradicular e remove a raiz. Não se faz osteotomia via alveolar para 
dentro do seio, pois isso aumenta a comunicação, se não der para ver a raiz dentro do alvéolo, é porque a mesma entrou no 
seio maxilar – quando isso ocorre, fecha o alvéolo e faz uma abertura contralateral (técnica de caldwell-luc). 
 
 
Sutura Remoção do dente 
 
 
Técnica de Caldwell Luc: 
Abordagem cirúrgica da cavidade sinusal, através da parede lateral do seio maxilar (abertura 
contralateral), utilizando incisão de Wasmund de canino a primeiro molar, osteotomia (pode ser 
oval, retangular, quadrada) e pequena perfuração com bisturi para abordagem com pinça 
mosquito, cureta ou aspirador. 
 
Técnica usada para busca e remoção de corpo estranho por via não alveolar e cirurgia de sinus-lifth 
(levantamento de seio) 
 
 
 
211
Nicole Júlia Levandovski 
CASO CLÍNICO 
Remoção do corpo estranho pela técnica de Caldwell Luc 
Paciente sexo feminino, 38 anos, trazida ao Curso de Atualização da ACDbs por colega que na tentativa de exodontia do 
elemento 18 causou a intrusão total do mesmo na cavidade sinusal. 
 
Radiografia pré-operatória Radiografia panorâmica Tomografia Computadorizada 
 
Aspecto clínico Relaxante da região de canino 
 
 
Osteotomia Curetagem para busca e posteriormente 
 remoção com pinça do corpo estranho 
 
 
Lavagem com soro e aspiração Osteoplastia com lima Sutura 
 
Não há necessidade de colocar membrana de PRF nesse tamanho (após 60-90 dias a membrana de Schneider vai cicatrizar e 
neoformar). Se fosse maior, colocaria para não haver envaginação de tecido/epitélio e ajudar na cicatrização e neoformação da 
membrana de Schneider 
 
 
212
Nicole Júlia Levandovski 
CASO CLÍNICO 
Remoção do corpo estranho pela técnica de Caldwell Luc 
Paciente portador de fístula buco sinusal, que na tentativa de localização da mesma teve a intrusão de um corpo estranho para 
o interior do seio maxilar. 
 
Identificação da fístula Aspecto clínico Secreção purulenta (seio maxilar está com velamento) 
 
 
Incisão e relaxante com distância Retalho/Descolamento Fístula 
saudável da fístula (incisar em osso 
saudável, sem comprometer a fístula) 
 
 
Remoção da fístula Sutura P.O. 15 dias 
 
FÍSTULA BUCO SINUSAL 
Complicação decorrente de um tratamento inadequado de uma comunicação buco sinusal, com epitelização do trajeto entre o 
seio maxilar e a cavidade bucal (fístula). 
 
TRATAMENTO 
 
1. RESTABELECIMENTO DA FISIOLOGIA SINUSAL ATRAVÉS DE FISIOTERAPIA 
 Irrigação do seio maxilar diariamente com SF 0,9% 3x dia (pelo menos 3x, mas 
quanto mais vezes, melhor) 
 Pelo orifício de entrada da fístula 
 Utilizar sondas uretais, cateteres, pontas hipodérmicas, seringa de aspiração de 
endodontia (pode ser a metálica) 
 
O paciente vai até uma pia, coloca a seringa 20 com soro 
fisiológico no orifício da fístula, abaixar a cabeça e irrigar. 
 
Fisioterapia Sinusal → Irrigação abundante de soro na 
cavidade sinusal, por tempo indeterminado, com o 
objetivo de desobstrução do óstio sinusal e refluxo de 
antiséptico limpo. 
 
213
Nicole Júlia Levandovski 
2. FECHAMENTO DA FÍSTULA PELA TÉCNICA DE DUPLO SELAMENTO 
• Plano profundo • Plano superficial ----- Técnica que sutura primeiro o plano profundo, depois o superficial 
PLANO PROFUNDO 
 
 Fistulectomia, debridamento e incisão circular de 2-3mm ao redor da fístula 
 
 
Descolamento do trajeto da fístula Fechamento da fístula (2 pontos onde foi feito a fistulectomia), 
. Eversão da fístula e sutura do plano superficial 
PLANO SUPERFICIAL 
Segue os mesmos princípios e técnicas do fechamento de uma comunicação buco sinusal, porém superficial. 
 
3. FECHAMENTO COM A “BOLA DE BICHAT” 
CASO CLÍNICO 
Paciente sexo masculino, 43 anos, apresentando fístula buco sinusal na região do dente 26, tendo sido operado três vezes para 
tratamento, sem sucesso. 
 
Aspecto clínico Incisão Fistulectomia e descolamento Remoção da parte superficial da fístula 
 (duplo selamento não remove nada) 
 
Sutura da parte profunda da fístula Eversão da fístula Retalho V Gordura 
 
 Divulsão Sutura P.O. 7 dias (não é pus, é a P.O. 21 dias 
 descoloração da bola de bichat) 
214
Nicole Júlia Levandovski 
CASO CLÍNICO 
Paciente sexo masculino, 78 anos apresentando fístulas boco sinusais bilaterais na região dos dentes 16 e 26, sendo tratado 
cirurgicamente por seis vezes, tendo sempre recidiva da lesão. 
 
Fístula lado D Fístula lado E Irrigação Sondagem p/ verificar suporte ósseo 
 
 
Fistulectomia Sutura e eversão do plano profundo Gordura Sutura 
 
 
Fechamento da fístula P.O. 7 dias P.O. 21 dias P.O. 35 dias 
 
 
4. BIOMATERIAIS 
Membranas de colágeno, telas, PRF, etc 
 
 
Membranas de colágeno são membranas de leve, média ou rápida reabsorção (quanto maior for o tempode reabsorção, melhor 
a cicatrização, o ideal é de 40 dias para casos de comunicação). Não podem ficar expostas na cavidade, se não, contamina. 
 
Telas de titânio servem para auxiliar o vedamento juntamente ao tecido. 
 
Membranas de citoplast não são reabsorvíveis, devem ser removidas em 21 dias e podem ficar expostas na cavidade. Princípio 
de retenção do coágulo. 
 
Não podemos ter certeza se a comunicação será fechada em uma única cirurgia, será tentado ao máximo para que seja fechado, 
mas pode ser que ocorra de ter uma segunda ou terceira cirurgia. 
 
Não é tão simples de se lidar com biomaterial, ele deve ser irrigado com soro para que ele não “enrugue”, deve-se fazer gabarito 
com a tela de titânio, algumas membranas precisam ser fixadas com taxa ou parafuso, entre outros. 
 
 
215
Nicole Júlia Levandovski 
FÍSTULA BUCO NASAL 
Comunicação entre a cavidade bucal e nasal, epitelizada, tendo tratamento cirúrgico parecido ao da fístula buco sinusal, mas 
sem serem necessários cuidados específicos em relação a fisiologia 
 
 Incisão sulcular de pré a pré do lado oposto, descolamento, abaixamento 
do retalho, suturar a fístula, colocar a membrana de PRF no local da 
comunicação e voltar o retalho a posição original. 
 
 
 Fechamento P.O. 20 dias 
 
 
CISTO MUCOSO | CISTO DE RETENÇÃO DE MUCO | PSEUDOCISTO ANTRAL 
Tem etiologia provavelmente relacionada à obstrução dos ductos secretores das células calciformes (células produtoras de 
muco) presente nas paredes dos seios paranasais (especialmente seio maxilar). Trata-se de um achado radiográfico, são na sua 
maioria assintomáticos, seu aspecto é arredondado/ovalado e não corticalizado. 
 
Pode estar envolvendo dente, porém não é um cisto odontogênico, é um cisto mucoso. Convivência normal -- sem indicação de 
remoção, a não ser que tenha algum episódio de sinusite e pelo tamanho dele, passa a prejudicar a respiração ou provocar 
impedimento da passagem do óstio. 
Exame realizado pelo otorrino por vídeo-naso fibroscopia – cânula que entra pela 
abertura piriforme e passa pela cavidade nasal até chegar na região de orofaringe. 
Através desse exame é possível fazer a remoção do cisto também. 
 
 
Quando que os dentistas podem intervir/remover? → Quando for fazer um procedimento no seio maxilar de origem 
odontogênica e o cisto estiver atrapalhando, caso contrário, deve-se encaminhar para o médico otorrino. 
Não é possível levantar a membrana de Schneider com o cisto presente, ele ocupa muito espaço. 
A irrigação pode ser feita pela técnica de fisioterapia de lavagem com adstringente nasal previamente a cirurgia. 
216
Nicole Júlia Levandovski 
CASO CLÍNICO 
Paciente RMB, gênero feminino, apresentando sinusite crônica devido ao dente segundo molar superior comprometido, com 
tentativa de fechamento com membrana de PRF, para posterior sinusectomia 
 
Abertura contralateral e acesso ao seio maxilar (Caldwell-luc), perfurar 
o cisto com cureta, aspirar (vai sair pus, secreção, devido a sinusite 
presente – não foi possível debelar totalmente a secreção 
previamente a cirurgia com antibióticos e irrigação, devido a presença 
do dente que ainda estava comprometido), remoção do dente, 
curetagem e depois fazer um “plug” com a membrana de PRF para 
colocação dentro do alvéolo para ajudar a vedar e segurar o coágulo. 
Depois é feito a sutura, tracionando o tecido. A membrana pode ficar 
levemente aparente, mas deve estar bem fechado. 
 
Citoplast pode ser utilizado no lugar da 
membrana de PRF, a diferença é que o 
citoplast é uma membrana que fica exposta. 
Após 21 dias ela é removida e o tecido 
apresenta-se epitelizado 
 
SINUSITE 
AGUDA → Lesão direta com bloqueio óstio 
S. pneumoniae 
H. influenzae 
M. catarrhalis 
 
SUBAGUDA → Bactérias aeróbias 
S. pneumoniae 
H. influenzae 
M. catarrhalis 
 
CRÔNICA → Bactérias anaeróbias 
S. aureus 
 
 
 
 
 
 
 
 
Azitromicina ou Amoxicilina + Clavulonato são os antibióticos específicos 
para sinusite. Se não melhorou ou melhorou muito pouco, deve-se entrar 
com Levofloxacino. 
 
217
Nicole Júlia Levandovski 
MEDICAÇÃO PÓS-OPERATÓRIA 
ANTIBIÓTICOS 
 Amoxicilina com Clavulonato – 875mg, 12/12h por 10-15 dias 
 Levofloxacino – 500mg de 12/12h ou 750mg 1x ao dia, por 7-10 dias 
 Azitromicina – 500mg ou 1g, 1x ao dia por 3-5 dias (mais indicado p/ pré-operatório)** 
 
**Por que quando for intervir em seio maxilar a azitromicina é mais indicado para uso pré-operatório a pós-operatório? 
Pois a tomada é de até 5 dias e precisa-se de um antibiótico que mesmo depois que opere, ele fique no corpo por mais tempo, o 
paciente já estaria em uma sinusite crônica ou subaguda prévia, por isso deve-se manter o antibiótico por mais que 5 dias. 
 
ANTI-INFLAMATÓRIOS 
 Decadron 
 Biprofenid 
 Nisulid 
Também pode ser usado o Decadron ou a Predisolona começando no pré-operatório e continua por mais 1 dia no pós-
operatório, sem entrar com mais um anti-inflamatório . 
 
ANALGÉSICOS 
 Dipirona – 500mg 8/8h ou 1g 12/12h 
 Paracetamol – 750mg 8/8h (não utiliza mais o de 500mg) 
 Toragesic – 10mg 8/8h 
 
A dor está mais relacionada a sinusite (dor de cabeça) do que a cirurgia. Pacientes alérgicos, receita-se Toragesic. 
 
PROTETOR GÁSTRICO 
 Omeprazol – 20mg, 1x ao dia em jejum 
 Pantroprazol – 20mg, 1x ao dia em jejum 
 Nexium – 40mg, 1x ao dia em jejum 
O paciente deve aguardar pelo menos 15 minutos após a tomada do protetor gástrico para fazer a primeira refeição do dia. 
O paciente já deve estar tomando previamente a cirurgia, devido a fisioterapia pré-operatória com medicação antibiótica ou 
anti-inflamtória. Ele já tomou 10-15 dias de antibiótico e vai ter que tomar por mais 10-15 dias. Por isso é interessante receitar o 
protetor gástrico. 
Portanto, o protetor gástrico é indicado quando for intervir com anti-inflamatório ou antibiótico de dosagem longa. 
 
DESCONGESTIONANTE NASAL 
 Soro 
 Salsep 
 Nasoclean 
 Rinosoro 
 
Todos em formato de spray. 
Aplicar 2 jatos, 5x ao dia por 15 dias (pré e pós-operatório) 
 
CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS 
Além de todos os outros, não provocar diferenças de pressão entre a cavidade sinusal e a bucal, para manter a integridade do 
coágulo ou retalhos, evitando: ✓ Assoviar, ✓ Espirrar de boca fechada, ✓ Fumar, ✓ Assoar o nariz, ✓ Mergulhar 
 
CONCLUSÃO 
 Prevenção das comunicações através de um bom diagnóstico, avaliação, plano de tratamento 
 Diagnóstico e plano de tratamento 
 Remoção de corpo estranho no mesmo tempo cirúrgico (melhor solução) 
 Fisioterapia sinusal (lavagem com soro) 
 Medicação pós-operatória 
 Cuidados pós-operatórios. 
218
Nicole Júlia Levandovski 
CISTOS 
INTRODUÇÃO 
DEFINIÇÃO 
É uma cavidade patológica revestida por epitélio, de forma esférica, com conteúdo fluído ou semifluido em seu interior (Shafer, 
1985). Os cistos são definidos como cavidades patológicas com conteúdo fluído, semifluido ou gasoso, o qual não seja acúmulo 
de pus (Kramer, 1974). 
Conteúdo: punção e aspiração para anatomopatológico. 
DIAGNÓSTICO 
Características clínicas, imaginológicas e anatomopatológico 
ETIOLOGIA 
O verdadeiro cisto é revestido por epitélio: 
O epitélio pode ter origem odontogênica (proceder dos restos da lâmina dentária ou do órgão do esmalte), ou então originar-se 
de restos epiteliais do tecido de cobertura dos processos primitivos, que participam na formação embrionária da face e dos 
maxilares, os cistos não odontogênicos. 
Remanescentes epiteliais proliferam formando ilhotas celulares, que por terem nutrição insuficiente, pela distância do tecido 
conjuntivo, favorecem a degeneração das células centrais, que se liquefazem. 
Nesse líquido encontramos: alta concentração proteica e cristais de colesterol, o que causa alta pressão osmótica. 
Mediadores químicos estimulam osteoclastos e enzimas proteolíticas.Um cisto tem uma destruição óssea central e células se liquefazendo; Essas células aumentam a pressão osmótica devido a 
diferença de concentração “fora X dentro” da membrana (dentro tem concentração de proteínas, cristais de colesterol, células, 
enzimas proteolíticas, processo de remodelação – maior destruição/maior presença de osteoclastos). O cisto apresenta processo 
inflamatório crônico – presença de células multinucleadas (células sem núcleo que vão se aglomerando – macrófagos), linfócitos, 
plasmócitos, mastócitos. No centro do cisto, as células se liquefazem e degeneram e isso favorece uma diferença de concentração 
de pressão osmótica, fazendo com que as células liquefeitas sejam levadas para o interior da lesão. Os mediadores químicos 
chegam e estimulam os osteoclastos (células osteolíticas) a destruírem o osso ao redor e isso aumenta o tamanho do cisto. 
CLASSIFICAÇÃO 
Odontogênicos: cistos de desenvolvimento e cistos inflamatórios 
Não Odontogênicos: originam da fusão dos processos ósseos 
PLANO DE TRATAMENTO DE LESÕES CÍSTICAS 
 Exame clínico e de imagem 
 Punção e aspiração (manobra de semiotécnica) 
 Biópsia (histopatológico) 
 Diagnóstico 
 Planejamento 
 Padrão cirúrgico (ambulatorial ou hospitalar) 
 Técnica cirúrgica (enucleação, marsupialização, micromarsupialização, descompressão) 
 Proservação (cuidado com as recidivas – não é muito comum em cisto, o que pode ter é o queratocisto) 
PLANEJAMENTO 
 Organização da sequência de tratamento 
 Material necessário 
 Preparo da equipe 
 Documentação (exames, fotografia, “contratualizar – deixar rescrito o que fará no paciente, prototipagem, anatomopatológico 
 Avaliação médica – se necessário 
 Medicação 
 Dia cirúrgico 
 Família (orientações pré e pós) 
219
Nicole Júlia Levandovski 
DIAGNÓSTICO 
 Diagnóstico correto da lesão – HISTOPATOLÓGICO 
 Relato de casos, literatura 
 Hipóteses de diagnóstico 
 Exames complementares (hemograma, coagulograma, glicemia, sorologia) 
 Biópsia 
 
ANAMNESE 
 Relato do paciente 
 História da doença atual 
 Antecedentes familiares 
 Documentação jurídica 
 Exame subjetivo 
 
EXAME DE IMAGEM 
 Radiografias periapical, oclusal, panorâmica 
 Tomografia 3D, computadorizada 
 Sialografias 
 
PUNÇÃO E ASPIRAÇÃO 
 Manobra de semiotécnica 
 Tipo de conteúdo cístico (fluído, semifluido ou vazio) 
 Seringa Luer com agulha de grosso calibre 
 Exame histopatológico 
 Presença de líquido claro amarelado (citrino), rico em colesterol, 
vasos sanguíneos, células gigantes multinucleadas 
 A aspiração do conteúdo cístico resulta em um líquido de cor 
palha ou citrino, com pontos brilhantes os quais representam 
cristais de colesterol 
 
BIÓPSIA 
 Importante para o diagnóstico 
 Histopatológico 
 Esclarecer HD 
 Descritivo ou nosológico 
 Incisional ou Excisional (tratamento) 
 
PADRÃO DE TRATAMENTO CIRÚRGICO 
 
220
Nicole Júlia Levandovski 
TÉCNICA CIRÚRGICA 
Escolha depende: 
 Extensão da lesão 
 Relação com estruturas nobres 
 Evolução da lesão 
 Características clínicas 
 Cooperação e condições sistêmicas do paciente (técnica muito invasiva em paciente debilitado não é a melhor opção) 
 
ENUCLEAÇÃO 
INDICAÇÃO: 
 Remoção total da lesão (lesões pequenas/riscos) 
 Menor que 3cm 
 Cápsula cística 
 Tempo único 
 Preceder tratamento endodôntico 
 Biomaterial (nem sempre necessário) 
TÉCNICA CIRÚRGICA: 
 Antissepsia intra e extraoral 
 Anestesia 
 Incisão 
 Ostectomia 
 Enucleação (com curetas) 
 Remoção da cápsula 
 Irrigação e aspiração 
 Inspeção da loja óssea (limagem, apoio saudável) 
 Sutura 
 Medicação e recomendações pós-operatórias 
 Material de enxerto (nem sempre necessário) 
 
MARSUPIALIZAÇÃO 
 Proposta por Partch em 1892 
 Lesões maiores que 3cm 
 Objetivo de reduzir o tamanho do cisto (diminuir a pressão interna do cisto) para 
posterior enucleação 
 Exérese de parte da parte anterior do cisto (histopatológico) 
 Incisão circular na borda da lesão 
 Sutura das bordas da lesão à mucosa bucal 
 Cicatrização por segunda intenção 
 Irrigação com soro, clorexidina 0,12 PVPI no P.O. 
TÉCNICA CIRÚRGICA 
 Remoção de uma janela de cápsual cística 
 Irrigação e secagem 
 Inspeção da loja óssea 
 Sutura da cápsula na mucosa bucak 
 Preenchimento da cavidade com gaze furacinada ou iodoformada 
 Medicação e recomendações pós-operatórias (irrigações com soro fisiológico diariamente) 
Remove-se a parede anterior do cisto, sutura a cápsula cística na mucosa do paciente e a lesão ficará aberta por alguns meses 
(acompanhar a lesão a cada 15 dias radiograficamente). Cicatrização por segunda intenção. 
MICROMARSUPIALIAZAÇÃO 
 Pacientes pediátricos ou adultos com comprometimento sistêmico 
 Mucocele e rânula 
 Desvantagem: Impede anatomopatológico devido a não remoção da cápsula cística 
221
Nicole Júlia Levandovski 
 
Criar pequenos orifícios na cavidade cística, través da sutura 
 
 
 
 
DESCOMPRESSÃO 
 
 
 Introduzir dispositivo de drenagem objetivando diminuir volume da lesão 
 Cirurgia em dois tempos cirúrgicos 
 Acompanhar para enucleação do cisto (RX) 
 Dispositivos estéreis (tubete de anestésico de plástico, tampa de borracha, 
mangueiras) 
 Períodos longos (30 dias) 
 Irrigação com soro diariamente 
 Odor e gosto desagradável 
 
 
Evolução RX 
 
 
PROSERVAÇÃO 
 Diagnóstico inicial 
 Tempo de acompanhamento 
 Técnica escolhida no tratamento 
 Prognóstico favorável 
 Recidiva 
ORIENTAÇÕES P.O. 
 Alimentação, repouso, higienização 
 Medicação pré, intra e pós-operatória 
 Suspensão medicamentosa (orientação médica sempre) 
 Acompanhante 
 Retornos 
 Irrigação e mobilização do dreno 
_________________________________________________________________________________________________________ 
CLASSIFICAÇÃO 
 Cisto de desenvolvimento 
ODONTOGÊNICOS 
 Cisto inflamatórios 
 
NÃO ODONTOGÊNICOS 
222
Nicole Júlia Levandovski 
ODONTOGÊNICOS: 
Resultantes da proliferação de restos epiteliais associados a formação dental. Esse epitélio compreende a lâmina dentária, orgão 
de esmalte e bainha de Hertwig. A maioria dos cistos são limitados por epitélio que se origina do epitélio odontogênico. 
CISTOS DE DESENVOVIMENTO 
 Cisto Dentígero 
 Cisto de Erupção 
 Cisto Gengival Recém-nascido 
 Cisto Gengival do Adulto 
 Cisto Periodontal Lateral 
 Cisto Botrióide 
 Cisto Odontogênico Calcificante ou de Gorlin (2017) 
 Queratocisto Odontogênico (2017) 
 Cisto Odontogênico glandular 
 Cisto Odontogênico Ortoqueratinizado 
CISTO DENTÍGERO 
 Relacionado a coroa de dente não erupcionado (3° molar inf, 3° molar sup, canino sup, 2° pré-molar inf) 
 Aderido a junção esmalte-cemento 
 Raramente envolve decíduo não erupcionado 
 Origem epitélio reduzido do órgão do esmalte 
 É o segundo cisto mais comum 
 Entre 2° e 4° década de vida 
 Pequeno (assintomático) 
 Grande (expansão óssea e dor) 
 Radiograficamente: geralmente unilocular, área radiolúcida, associado a coroa de dente não erupcionado, pode causar 
reabsorção e afastar dente. São achados radiográficos. 
 Diagnóstico diferencial: Histológico 
 Rara recidiva (mas quando ocorre, associado a não remoção ou remoção incompleta da cápsula cística) 
 50% reabsorção dentária 
TRATAMENTO 
Enucleação ou Marsupialização e exodontia dentária (quando não for possível a erupção) 
 
CISTO DE ERUPÇÃO 
 Tumefação de tecido mole na mucosa gengival cobrindo a coroa de um dente decíduo ou permanente erupcionando – 
“dentígero em tecido mole” 
 Lesão extraóssea 
 Acúmulo de exsudato ou hemorrágico (também conhecido por “hematoma de erupção”) 
 Mais comum em menor de 10 anos 
TRATAMENTO 
Excisão total, ulectomia (incisão e remoção do tecido para expor a coroa do dente) 
 
223
Nicole Júlia Levandovski 
CISTO GENGIVAL DO RECÉM-NASCIDO 
 Pequenosnódulos esbranquiçados no rebordo 
 Até os 3 meses de idade 
 Medem de 2-3mm 
 Origem lise da Lâmina dentária (Serres) 
 80% dos recém-nascidos 
 “Cistos de Inclusão” 
TRATAMENTO 
Não há tratamento, o rompimento é espontâneo 
 
Lateralmente ao palato Na rafe palatina 
QUERATOCISTO 
 Derivado da lâmina dura 
 Representa 5 a 17% de todos os cistos maxilares 
 Maior índice de recidiva 22 a 60% 
 Aparece em crianças e adultos (10 a 40 anos) 
 Maior frequência em homens 
 Mandíbula (75 a 80%) 
 Região 3° molar e ramo da mandíbula (40%) 
 Expansão cortical 
 Menos comum reabsorção dentária 
 Pode ser assintomático ou causar dor e infecção (depende do tamanho) 
 Na aspiração (semiotécnica) conteúdo espesso, cremoso e amarelado (queratina). Epitélio pavimentoso queratinizado 
 Imagem radiolúcida 
 Uni ou multilocular 
 Muito relacionado a síndrome de Gorlin Goltz 
 Agressivo e recidivante – quase 60% dos casos (parede delgada friável) 
 Proservar até 5 a 10 anos 
TRATAMENTO 
Ressecção cirúrgica com margem de segurança, solução de carnoy (cloreto de ferro + álcool absoluto + clorofórmio + ácido 
acético), nitrogênio líquido (crioterapia) 
 
_________________________________________________________________________________________________________ 
CISTOS INFLAMATÓRIOS 
 Cisto periapical/radicular 
 Cisto residual 
 Cisto paradental – região retromolar 
 Cisto da bifurcação vestibular – vestibular do 1° molar inferior (furca) 
Cistos colaterais foram divididos em paradentário e cisto de bifurcação vestibular – 2017 
224
Nicole Júlia Levandovski 
CISTO PERIAPICAL/RADICULAR 
 Mais comum dos cistos (65%) 
 Origem de processos inflamatórios 
 Normalmente se origina de um granuloma 
 Dentes sem vitalidade (necrose pulpar) 
 Área radiolúcida associada ao ápice dental com halo radiopaco 
 Assintomático exceto quando infectado 
 Grandes proporções promovem mobilidade dentária/reabsorção 
 Rompimento da lâmina dura 
 Exodontia quando impossibilitado de realizar endodontia 
 Enucleação ou Marsupialização 
 Biópsia 
 Pode ocorrer em decíduos 
 Histologicamente: presença de infiltrado de células inflamatórias (L/P/M) 
TRATAMENTO 
Avaliar possibilidades 
Cárie, trauma, doença periodontal → Morte da polpa dental → Inflamação óssea apical → Formação do granuloma dental → 
Formação do cisto periapical 
 
 
CISTO RESIDUAL 
 Surge após a manutenção de um processo patológico apical após a exodontia 
 Lesão radiolúcida 
 Forma oval e circular 
TRATAMENTO 
Marsupialização e depois enucleação 
(dentista não curetou ou fez curetagem apical de forma incorreta, deixando um pouco de cápsula cística ainda) 
 
 
CISTOS NÃO ODONTOGÊNICOS 
São cistos de desenvolvimento oriundos da fusão dos ossos ou processos embrionários dos maxilares 
 Cistos do ducto nasopalatino ou do canal incisivo 
 Cisto nasolabial 
 Cisto glóbulo-maxilar (IL e CS) “pera invertida” (processo nasal com o maxilar) 
 Cisto mediano 
 Cisto dermóide (Teratoma – lesões de anexos cutâneos – pelo, unha, gls sebáceas) e epidermóide 
 
225
Nicole Júlia Levandovski 
CISTO DO DUCTO NASOPALATINO (CANAL INCISIVO) 
 Etiologia duvidosa 
 Trauma, infecção do ducto, retenção glândula salivar menor 
 Aumento volumétrico região anterior palato 
 Dor e drenagem 
 Lesão radiolúcida entre I.C.S. próximo ao ápice causando divergência 
 Forma de coração ou ovoide bem delimitada 
 Mais comum aos 40/60 anos de vida 
 Mais comum dos não odontogênicos 
Anestesia no alveolar superoanterior com infiltrativa nas papilas. Incisão 
sulcular sem relaxante. 
 
CISTO NASOLABIAL 
 Tumefação do lábio superior lateralmente a linha média levantando 
a asa do nariz 
 Assintomático 
 Mais comum em mulher 40/50 anos 
 Sem evidência radiográfica 
 Tecido mole 
 Raro 
TRATAMENTO 
Excisão cirúrgica 
 
 
CISTO DAS GLANDULAS SALIVARES 
 
Mucocele 
Rânula 
São cistos de retenção 
226
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Casos Clínicos 
ENUCLEAÇÃO DE CISTO PERIAPICAL 
 
 Incisão sulcular Descolamento 
 
Remoção da cápsula (encosta em Limagem 
osso e vai descolando a cápsula) 
 
 
Irrigação com soro Coaptação dos bordos 
 
ENUCLEAÇÃO DE CISTO RADICULAR 
 
 Aspiração Incisão sulcular Relaxante 
 
 
Lesão exposta Abertura da loja cirúrgica 
 
227
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CISTO PERIAPICAL 
 
 
Incisão abaixo da linha mucogengival Acesso a lesão Remoção da cápsula cística e curetagem 
 
Apicectomia Sutura com fio absorvível ou seda (Evitar nylon para não causar úlcera traumática) 
ENUCLEAÇÃO DE MUCOCELE 
 
 Incisão elíptica 
 
Remoção das gls salivares que Não utilizar fio de nylon 
aparecem no leito cirúrgico 
 
 
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MARSUPIALIZAÇÃO DE RÂNULA 
 
 Remoção da parede anterior Sutura da cápsula 
 
ENUCLEAÇÃO DE CISTO EPIDERMOIDE 
 
 Incisão elíptica p/ facilitar a aproximação dos bordos 
 
 
CISTO NASOPALATINO 
 
 
Incisão sulcular e Remoção da lesão 
 
 
 
 
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QUERATOCISTO 
 
 
Líquido citrino Envio ao anatomopatológico 
 (líquido citrino na seringa e queratocisto) 
 
 
CISTO DENTÍGERO 1 
 
 Acesso tipo caldwell-luc Osteotomia com Piezo (ele não rompe membrana) 
 
Piezo cirúrgico opera com vibração, Remoção da cápsula 
ele apoia em osso e corta através 
 de vibração ultrassônica 
230
Nicole Júlia Levandovski 
 
 Remoção do dente que gerou o cisto Placa de reconstrução rígida PLA reabsorvível 
 
Moldagem da placa pelo aquecimento e parafusos de fixação por aquecimento 
 
CISTO DENTÍGERO 2 
 
 Dente decíduo comprometido Via de acesso ao cisto 
 
 Marsupialização Pode deixar aberto ao invés de suturar Fechamento por segunda intenção 
 
 
 
 
 
231
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CISTO DENTÍGERO 3 
 
 
Remoção do dente decíduo Marsupialização - Lesão aberta Sutura 
 
Acompanhamento radiográfico 
 
 
 
 
 
 
 
 
232
Nicole Júlia Levandovski 
DISFUNÇÃO DA ATM 
INTRODUÇÃO 
Quando nos referimos ao tratamento da ATM, não há um específico. Também não temos um parâmetro de idade, pode ir dos 18 
aos 78. 
ATM: Articulação sinovial, responsável pelos movimentos da mandíbula, é uma das articulações mais complexas do corpo 
humano. Apresenta-se bilateralmente, promovendo a articulação entre a mandíbula e o crânio. É o conjunto de estruturasanatômicas que, com a participação de grupos musculares especiais, possibilita que a mandíbula execute vários movimentos 
durante a mastigação. Fisiologicamente, as ATMS são articulações sujeitas a uma dinâmica intensa, influenciada pela função 
muscular, pelo metabolismo ósseos e pela oclusão dos dentes. 
DTM: Grupo de condições patológicas clinicamente distintas que incluem alterações na musculatura mastigatória, na articulação 
temporomandibular ou em ambas, afetando a saúde do sistema estomatognático como um todo, através de sinais e sintomas que 
imitam e incapacitam as atividades fisiológicas. Um conjunto de fatores, como hábitos parafuncionais, alterações hormonais, 
severas maloclusões, traumas locais e alterações sitêmicas que levam ao desenvolvimento de alterações degenerativas 
articulares, como a artrite raumatoide e a fibromialgia (neves,úrsula 2019). 
Capsulite, muscular, anquilose, fratura, mialgia centralmente mediada, deslocamento da ATM, dor miofascial, articular, 
descolamento do disco, mialgia local, mioespasmo, retrodiscite. 
Através dos sinais, sintomas e exames complementares, deve-se definir e classificar a desordem em relação a sua origem: muscular 
ou articular. 
Etiologia: Alterações oclusais, lesões traumáticas ou degenerativa ATM, problemas esqueléticos, fatores psicológicos, hábitos 
deletérios 
 
 
MORFOLOGIA 
OSSO TEMPORAL 
 
 Fossa mandibular Eminência articular 
(Cavidade glenóide) 
 
233
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MANDÍBULA 
 
Processo condilar: cabeça e colo da mandíbula 
 Processo coronoide 
 
 
 
 
 
DISCO ARTICULAR 
 Regulariza discrepâncias anatômicas 
 Absorve choque 
 Permite a movimentação suave da ATM 
 Não possui capacidade regenerativa 
 Presença do líquido sinovial 
 Permite amplos movimentos da mandíbula em torno de um osso fixo (Temporal) 
Porção anterior: banda anterior, central e posterior 
 
Porção posterior: zona bilaminar 
Líquido sinovial serve para amortecimento, volume e lubrificação para movimentação suave da ATM 
LIGAMENTOS PRÓPRIOS 
 Ligamento Temporo Mandibular Lateral 
Evita o deslocamento da mandíbula para baixo 
 
 Ligamento Temporo Mandibular Medial 
Evita o deslocamento da mandíbula para trás 
 
 
234
Nicole Júlia Levandovski 
LIGAMENTOS ACESSÓRIOS 
 Ligamento Esfenomandibular 
Trajeto: espinha osso esfenoide à lingula da mandíbula 
 Ligamento Estilomandibular 
Trajeto: processo estiloide ao ângulo mandíbula 
 Ligamento Temporomandibular (ou Lateral) 
Trajeto: hámulo pterigoide ao triangulo retromolar 
 
SISTEMA VASCULAR SANGUÍNEO 
Arterial → Ramos da artéria temporal superficial e maxilar 
Venoso → Veia retromandibular 
 
 
 
SISTEMA NERVOSO 
Ramos do Nervo Mandibular 
 Nervo Aurículo Temporal 
 Nervo Temporal Profundo 
 Nervo Massetérico 
 Nervo Pterigoideo Lateral 
Quando é feita incisão, faz de 
3cm a frente do pavilhão 
auditivo para fugir do nervo 
auriculotemporal. 
 
 
235
Nicole Júlia Levandovski 
DINÂMICA E BIOMECÂNICA 
 
Em movimento normal, o disco não ultrapassa a eminência articular. Caso o disco anteriorize, há o contato direto do côndilo com 
a cavidade glenóide, cujo apresenta estruturas nervosas, vasos e haverá dor 
As forças biomecânicas que controlam a posição do disco incluem a tensão dos ligamentos posteriores, a tração e/ou o 
relaxamento do pterigóideo lateral superior, o próprio movimento mandibular e as pressões internas. Molina apud Favero, 1999 
 TIPOS DE MOVIMENTOS 
Movimento depende da ação dos músculos da mastigação 
 OCLUSÃO é o contato dos dentes da arcada superior com a arcada inferior 
 PROTUSÃO é um movimento dianteiro (para frente) da mandíbula 
 RETRUSÃO é um movimento de retrair (para trás) da mandíbula 
 
 Rotação (como todas as articulações) 
 
 Translação: Movimentos próprios para cada lado, porém simultâneos 
 
 Fechamento da Boca 
Músculos: masseter, temporal, pterigoideo medial e lateral 
 Protrusão da mandíbula 
Músculos: Porção inferior do pterigoideo lateral, pterigoideo medial, masseter, porção anterior temporal 
 Retrusão da mandíbula 
Músculos: Porção posterior do temporal 
 Lateralidade 
Músculos: Pterigoideo lateral lado oposto 
 Contralateral 
Músculos: Masseter, pterigoideo medial e lateral inferior 
MÚSCULOS DA ATM 
 
236
Nicole Júlia Levandovski 
MÚSCULO TEMPORAL 
ORIGEM: Face externa do temporal 
INSERÇÃO: Processo coronoide da mandíbula e face anterior do ramo mandibular 
AÇÃO: Elevação (oclusão) e retrusão mandíbula 
 
MÚSCULO MASSETER 
ORIGEM: Arco zigomático 
INSERÇÃO: 
 Superficial - ângulo e ramo da mandíbula 
 Profundo - ramo e processo coronoide da mandíbula 
AÇÃO: Elevação (oclusão) da mandíbula 
 
MÚSCULO PTERIGOIDEO MEDIAL 
ORIGEM: Face medial da lâmina lateral do processo pterigoideo do osso esfenoide 
INSERÇÃO: Face medial do ramo e ângulo mandibular 
AÇÃO: Elevação (oclusão) da mandíbula 
 
MÚSCULO PTERIGOIDEO LATERAL 
ORIGEM: 
 Cabeça Superior - asa maior do esfenoide 
 Cabeça Inferior - face lateral da lâmina lateral do processo pterigoide do osso esfenoide 
INSERÇÃO: 
 Cabeça Superior: face anterior disco articular 
 Cabeça Inferior: côndilo da mandíbula 
AÇÃO: Abertura de boca e Protrusão da mandíbula 
 
ETIOLOGIA 
 Má Oclusão 
 Hábitos Parafuncionais (ex. bruxismo) 
 Traumas 
 Doenças Sistêmicas (ex. artrite reumatoide) 
 Fatores Locais (ex. perda dentária, desgaste, restauração) 
 
QUEIXAS PRINCIPAIS 
 Dor 
 Disfunção 
 Ruídos Articulares 
 Distúrbios Otológicos (zumbido) 
 Tonturas / Vertigens (às vezes isso é sinal de labirintite e não DTM, deve-se perguntar se já foi ao otorrino) 
 Cansaço Muscular 
 
TRIGGER POINTS 
São nódulos contraídos, em bandas musculares tensas, de 2 a 5mm de diâmetro, que podem ser encontrados nos músculos e 
fáscias. Os pontos de gatilho podem estar latentes ou ativos. Quando estão latentes, não provocam dor espontânea, apenas 
quando manipulados. Quando ativos, provocam um padrão de dor referida quando fazemos uma digitopressão, o indivíduo sente 
dor em outro local (dor referida). IMAGEM 1 
237
Nicole Júlia Levandovski 
O músculo masseter geralmente refere a dor à área do seio superior e da mandíbula e os dentes molares superior e inferior. 
Muitas vezes, é feito um diagnóstico incorreto de sinusite ou dor do dente molar. A dor também é referida ao ouvido e à ATM. 
IMAGEM 2 
Os pontos de gatilho A, B e C ocorrem na ligação do músculo ao tendão e referem dor à parte dos dentes superiores e são mais 
frequentemente associados a dores de cabeça do tipo tensão no temporal e dor de dentes superiores. Pontos-gatilho nos 
músculos temporais são muito comuns em pacientes com DTM e com dor facial. IMAGEM 3 
 
DIAGNÓSTICO 
Nunca inicie um tratamento sem diagnóstico definido 
• História Doença Atual • História Médica • História Odontológica • História Psicossocial • Exame Físico • Exames Complementar 
HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL 
❖ Início e progressão 
❖ Localização 
❖ Qualidade (dor piora de manhã, de tarde?) 
❖ Comportamento 
❖ Duração 
❖ Intensidade 
❖ Fatores agravantes 
❖ Resultado de tratamento Prévios 
 
HISTÓRIA MÉDICA 
❖ Desordens ou doenças relevantes atuais ou preexistentes 
❖ Tratamentos prévios, cirurgias e hospitalizações 
❖ Traumatismos cranianos ou faciais 
❖ Uso de medicações 
❖ Alergias 
❖ Uso de drogas 
 
HISTÓRIA ODONTOLÓGICA 
❖ Desordens ou doenças relevantes atuais ou preexistentes 
❖ Tratamento prévio específico para a queixa principal 
❖ Hábitos parafuncionais 
❖ Tratamentos recentes 
 
HISTÓRIA PSICOSSOCIAL 
❖ Análise social, comportamental, psicológica, ocupacional, recreativa e familiar 
❖ Litígios, incapacidades, frustrações e dificuldades 
 
238
Nicole Júlia Levandovski 
EXAME FÍSICO 
❖ Inspeção geral da cabeça e pescoço 
Observar simetria, tamanho, forma, movimentos e posturasnão usuais. Palpar gânglios. 
 
❖ Avaliação dos músculos da mastigação 
 Apalpar digitalmente os músculos da mastigação e região cervical 
 Localizar pontos álgicos e gatilho 
 Realizar manipulação funcional 
 Avaliar a qualidade dos movimentos mandibulares 
 
❖ Avaliação da ATM 
 Apalpar digitalmente a ATM 
 Auscultar os ruídos articulares 
 Analisar a máxima distância interincisal 
 Avaliar a qualidade dos movimentos mandibulares 
 
❖ Avaliação intrabucal 
 Condição geral dos tecidos moles e duros da boca 
 Análise estática e dinâmica da oclusão 
 Presença de sinais sugestivos de hábitos parafuncionais 
 
 Desgaste ponta de cúspide Linha de mordida 
 
 Desgaste incisal 
 
 
 
 Exercícios para o Trismo 
239
Nicole Júlia Levandovski 
❖ Avaliação multidisciplinar 
 Neurologia 
 Clínica Médica 
 Otorrinolaringologia 
 Oftalmologia 
 Psiquiatria 
 Fonoaudiologia 
 Nutrição 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
❖ Modelos de estudo (avaliar movimentos da mandíbula) 
❖ Radiografia panorâmica (avaliar simetria do côndilo) 
 
❖ Radiografia de atm (posicionamento e repouso do côndilo) Artroscopia (observar ATM) 
 
 
❖ Eletromiografia 
Agulhamento da musculatura da face p/ reproduzir os movimentos e avaliar os mais e menos intensos 
Geralmente é usado em último caso pois é um exame dolorido 
 
 
❖ Tomografia linear (contorno e excursão do côndilo) Tomografia computadorizada 3D (avaliar anatomia) 
 
❖ Tomografia computadorizada Ressonância magnética (avaliar disco) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
240
Nicole Júlia Levandovski 
DISFUNÇÃO TEMPORO-MANDIBULAR 
Conceito: Alterações patológicas articulares e musculares da face e pescoço 
Espasmos Musculares → Desequilíbrio da articulação → Dor 
TIPOS DE PATOLOGIAS -- MUSCULAR OU ARTICULAR 
 
SÍNDROME DA DOR E DISFUNÇÃO MIOFACIAL 
São as causas mais comuns de dores de cabeça e pescoço 
 Fatores psicosociais (emocionais) 
 Hábitos parafuncionais 
 Alterações de posicionamento dentário 
 Falta de elementos dentários 
 Problemas com restaurações e próteses mal adaptadas 
 PATOLOGIAS DA ATM 
 Segunda causa mais comum de dores na região de cabeça e pescoço 
 Geralmente associado a saltos, estalidos e crepitação da atm 
 
➔ Intra articular 
Ocorrem quando o disco articular desloca-se de posição anatômica. Podem ser acompanhados de estalidos ou ruídos ao abrir e 
fechar a boca, travamentos no maxilar, dor à movimentação, além de outros sintomas 
 Deslocamento do disco articular 
 Luxação do disco articular (com e sem redução) 
 Tumores 
 Anquilose 
DESORDENS MAIS FREQUENTES 
• LUXAÇÃO ATM 
Abertura máxima da boca que resulta em deslocamento do processo condilar para fora da 
cavidade glenoide, de forma a se posicionar sobre a face anterior da eminência articular. Se difere 
da subluxação devido ao fato de não ser auto-redutível, havendo a necessidade de redução 
manual do côndilo deslocado para a cavidade glenoide. 
Paciente não consegue fechar a boca, tem estiramento muscular, dor na região, começa a babar 
devido a dificuldade de deglutir. Pode levar horas para recuperar, deve-se fazer a redução manual 
• SUBLUXAÇÃO ATM 
Entende-se por subluxação da ATM um movimento súbito do côndilo para frente durante o 
último estágio da abertura. Refere-se ao deslocamento auto-redutivel do côndilo mandibular 
anteriormente à eminência articular. 
O paciente consegue reduzir sozinho com o próprio movimento da mandíbula. Pode acontecer 
em casos que o paciente fique muito tempo com a boca aberta (isolamento absoluto, exodontias) 
• DESLOCAMENTO DO DISCO ARTICULAR 
Desarranjo interno da ATM em que ocorre relacionamento anormal do disco articular com o côndilo, a fossa glenóide e a 
eminência articular. Podem ser de dois tipos: • Deslocamento com redução • Deslocamento sem redução 
 Com redução Sem redução 
 
241
Nicole Júlia Levandovski 
• CAPSULITE DA ATM 
 
É uma inflamação da camada fibrosa externa da cápsula articular. Não é possível diferenciar essa 
patologia da sinovite, pois os sintomas são parecidos e clinicamente apresentam o mesmo tratamento 
conservador. 
 
 
• SINOVITE DA ATM 
É a inflamação da membrana sinovial (fina camada de tecido 
conjuntivo que reveste a parte interior da articulação). Esta 
membrana é responsável por produzir o líquido sinovial (gel 
viscoso e transparente que tem função lubrificante, imunológica e 
de defesa). 
 
 
 
• ARTROSE DA ATM 
É uma desordem degenerativa, não inflamatória da articulação, que afeta os tecidos articulares e o osso 
subcondral. Pode chegar a anquilose. 
 
 
 
• LUXAÇÃO DO CÔNDILO 
Luxação é a perda total ou parcial do contato entre duas superfícies articulares. Podendo ser unilateral ou bilateral. 
 
DIAGNÓSTICO DA LUXAÇÃO DO CÔNDILO 
Através da palpação, verificar se o côndilo está ausente da fossa articular e há dor na região ATM comprometida, principalmente 
devido ao espasmo muscular 
 
TRATAMENTO CONSERVADOR – Manipulação (normal, tração elástica, 
abaixadores de língua, rolhas de cortiça) 
 
NORMAL: 
 O Paciente sentado e encostado com a cabeça na parede 
 Polegares nos molares 
 Força para baixo e para trás simultâneo 
 Força para cima os próprios ligamentos e músculos já irão fazer 
 Pode fazer o uso de ansiolíticos ou relaxantes musculares para facilitar na redução 
 
242
Nicole Júlia Levandovski 
TRATAMENTO INICIAL 
Serve para desordens de origem muscular 
MEDICAMENTOS 
 Antinflamatórios 
 Relaxantes Musculares 
 Antidepressivos 
RESTRIÇÃO DA DIETA 
 Evitar alimentos duros 
 Não fazer uso de chicletes 
FISIOTERAPIA 
 Calor úmido (penetrante) 
Compressa, bolsa de água quente nas regiões musculares de mastigação e pescoço 
 Ultrassom 
 Limitar abertura de boca 
 
 Tens 
“choquinhos” na região posterior de pescoço e ombro 
 Exercícios musculares (abertura de boca, alongamento dos músculos – fisioterapeuta responsável por fazer isso) 
 
 Laser Tapin (fisioterapeuta que faz) 
 
 Acupuntura 
 
 Botox 
MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO 
 Estresse 
 Crise de choro 
 Instabilidade emocional 
 Doença depressiva 
AJUSTE OCLUSAL 
 Desgaste ou má posição dental 
 Ausência de dentes ou dentes retidos 
 Contato prematuro de restaurações 
 Próteses mal adaptadas 
243
Nicole Júlia Levandovski 
PLACAS MIORELAXANTES 
 Uso diurno 
 Uso noturno 
 Com ou sem plano de mordida 
 Com ou sem guia canina 
 Reposicionamento 
 
Deve-se visar o contato dos dentes posteriores bilateral, principalmente. Sem toque anterior (se for uma placa que não tiver guia 
canino). Se o paciente volta com pontos de contato de canino, pré e molar ele está curado. 
Por que deve-se usar placa de acrílico ao invés de placa de acetato? Pois a placa de acetato (mesmo a mais grossa) não fornece 
ajuste e também é maleável – isso estimula mais ainda o paciente que faz apertamento dental, porque o paciente aperta e ela 
empurra de volta (igual morder uma borracha). 
Depois da primeira semana de uso da placa, a mandíbula irá se acostumar com aquele posicionamento e as dores irão voltar iguais 
estavam antes da colocação da placa. 
 
Pede para o paciente morder para visualizar o toque dos dentes. Desgasta toque anterior. 
AJUSTE DA PLACA: 
 Semanal (melhor posicionamento da mandíbula) – o paciente deve sair do consultório com, pelo menos, dois contatos 
posteriores bilateral e sem contato anterior (ou suave) 
 Quinzenal (depois que o paciente volta com os contatos em pré e molar bilateral, sem contato anterior/contato suave) 
 Com o ajuste da placa o objetivo é adquirir a estabilidade posterior (mínimo