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Pericardiopatias BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 1 Pericardiopatias - BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO SUMÁRIO PERICARDITE AGUDA O QUE É? EPIDEMIOLOGIA E ETIOLOGIA PRINCIPAL CAUSA OUTRAS CAUSAS QUADRO CLÍNICO SINTOMAS DE ETIOLOGIA VIRAL DOR TORÁCICA POSIÇÃO GENUPEITORAL (PRECE MAOMETANA) POSIÇÃO DE DECÚBITO DORSAL EXAME FÍSICO ATRITO PERICÁRDICO EXAMES COMPLEMENTARES ECG LABO RADIOGRAFIA DE TÓRAX ECO RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CARDÍACA CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS CRITÉRIOS PROGNÓSTICOS CRTIÉRIOS DE INTERNAÇÃO CONDUTA CASOS ESPECIAIS PERICARDITE E HIV PERICARDITE PURULENTA PERICARDITE TUBERCULOSA PERICARDITE URÊMICA PERICARDITES RELACIONADAS AO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO PERICARDITE POR RADIAÇÃO OU PERICARDITE ACTÍNICA COMPLICAÇÃO PERICARDITE RECORRENTE OU RECIDIVANTE DERRAME PERICÁRDICO O QUE É? ETIOLOGIA INDICAÇÕES PARA DRENAGEM CONDUTAS PERICARDIOCENTESE JANELA PERICÁRDICA VIDEOPERICARDIOSCOPIA DERRAME EXSUDATIVO X TRANSUDATIVO EXSUDATIVO TRANSUDATIVO TAMPONAMENTO CARDÍACO O QUE É? ETIOLOGIAS TRÍADE DE BECK ABAFAMENTO DE BULHAS TURGÊNCIA JUGULAR HIPOTENSÃO ARTERIAL SINTOMAS ALÉM DA TRÍADE EXAMES COMPLEMENTARES ECOCARDIOGRAMA ECG CONDUTA PERICARDIOCENTESE PERICARDITE CONSTRITIVA O QUE É? ETIOLOGIA QUADRO CLÍNICO EXAME FÍSICO PULSO VENOSO JUGULAR SINAL DE KUSSMAUL PULSO PARADOXAL KNOCK PERICÁRDICO SINAL DE BROADBENT EXAMES COMPLEMENTARES ECG RADIOGRAFIA DE TÓRAX ECOCARDIOGRAMA CONDUTA Pericardiopatias BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 2 PERICARDITE AGUDA O QUE É? Inflamação do pericárdio que ocorre em até 4-6 semanas EPIDEMIOLOGIA E ETIOLOGIA PRINCIPAL CAUSA ➔ Infecções virais = 85 a 90% dos casos Coxackie Echo EBV CMV HIV Parvovírus B19 OUTRAS CAUSAS ➔ Infecções bacterianas: meningocócica, pneumocócica, gonococo, tuberculose, clamídia, borreliose ➔ Infecções fúngicas: cândida, histoplasma ➔ Infecções parasitárias: toxoplasma, ameba, Echinococcus ➔ Neoplásicas: tumores primários, metástases de tumores secundários ➔ Autoimunes: Lúpus, Artrite Reumatoide, Espondilite Anquilosante, Esclerose sistêmica, dermatomiosite, poliarterite nodosa, febre familiar do mediterrâneo, síndrome de Reiter ➔ Processos autoimunes: febre reumática, síndrome pós-pericardiotomia, pós-infarto agudo do miocárdio (Dressler), pericardite crônica autorreativa, toxicidade por drogas ➔ Doenças de órgãos adjacentes: dissecção de aorta, IAM, miocardite, infarto pulmonar, pneumonia, IC ➔ Metabólicas: insuficiência renal (urêmica), hipotireoidismo, mixedema, doença de Addison, cetoacidose diabética, pericardite por colesterol ➔ Trauma: penetrante, ruptura esofágica, após procedimentos invasivos ➔ Gestação ➔ Pós-radioterapia QUADRO CLÍNICO SINTOMAS DE ETIOLOGIA VIRAL ➔ Febre ➔ Mialgia ➔ Mal-estar ➔ Cefaleia ➔ Coriza ➔ Tosse ➔ Diarreia DOR TORÁCICA Característica pleurítica, de forte intensidade, piora com a inspiração e irradia para o pescoço e o trapézio POSIÇÃO GENUPEITORAL (PRECE MAOMETANA) Quando o paciente se assenta e se inclina para a frente ou faz a posição, a dor diminui, pois o pericárdio "descansa" no esterno POSIÇÃO DE DECÚBITO DORSAL O pericárdio inflamado se distende e a dor aumenta EXAME FÍSICO ATRITO PERICÁRDICO ➔ Se caracteriza como um som rude, irregular e mais audível em rebordo esternal esquerdo ➔ Descrito como um som de "couro novo", com timbre variável e intermitente ➔ Patognomônico de pericardite ➔ Quando há um derrame pericárdico associado, pode ser que o som não apareça EXAMES COMPLEMENTARES Pericardiopatias BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 3 ECG ➔ Deve ser realizado e interpretado em até 10 minutos ➔ Padrão típico: supradesnivelamento do segmento ST difuso, podendo poupar V1 e aVR, associado a um infradesnivelamento do segmento PR ➔ Estágio I: Supra de ST difuso com concavidade voltada para cima. Infradesnivelamento do segmento PR ➔ Estágio II: Reversão das alterações do segmento ST. Segmento PR continua alterado. A onda T começa a ficar achatada e a inverter-se ➔ Estágio III: Inversão generalizada da onda T ➔ Estágio IV: ECG volta ao normal ou persiste com a onda T invertida LABO ➔ Leucócitos, VHS e PCR elevados ➔ Troponina e CKMB elevados sugerem o comprometimento concomitante do miocárdio, denotando o diagnóstico de miopericardite ➔ Sorologias virais têm baixa acurácia e baixa aplicabilidade clínica ➔ FAN e fator reumatoide não devem ser realizados de rotina, apenas em casos com suspeita de doenças autoimunes RADIOGRAFIA DE TÓRAX ECO ➔ Indicação: todos os casos, principalmente quando há elevação de troponina ou comprometimento hemodinâmico ➔ Achados: derrame pericárdico, sinais de tamponamento cardíaco e alterações de contratilidade cardíaca (sugerindo miopericardite) RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CARDÍACA ➔ Ótima sensibilidade para detectar o derrame o espessamento pericárdico e o comprometimento do miocárdio, se houver ➔ O realce tardio pericárdico pelo gadolínio é uma evidência de inflamação, demonstrando implicações diagnósticas e prognósticas CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS Necessário unir pelo menos 2 de 4 critérios do mnemônico DEDA: ➔ Dor torácica ventilatório-dependente, que irradia para o pescoço e o trapézio, piora ao deitar-se e melhora ao sentar-se ou ao assumir a posição genupeitoral ou prece maometana. Pode ter início súbito e forte intensidade ➔ ECG: supra de ST que não respeita território coronariano (mais comum em DI, DII, aVF e V3-V6) e infradesnivelamento do segmento PR ➔ Derrame pericárdico novo ou piora de derrame pré-existente ➔ Atrito pericárdico CRITÉRIOS PROGNÓSTICOS CRTIÉRIOS DE INTERNAÇÃO ➔ Troponina alterada: possibilidade de miopericardite ➔ Uso de anticoagulantes: suspeita de hemopericárdio ➔ Trauma: suspeita de hemopericárdio ➔ Pericardite recorrente: possibilidade de outras etiologias e de imunocomprometimento ➔ Derrame pericárdico importante com ou sem tamponamento: risco de tamponamento cardíaco Pericardiopatias BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 4 ➔ Disfunção do ventrículo esquerdo: possibilidade de miopericardite ➔ Febre acima de 38°C e leucocitose importante: possibilidade de etiologia purulenta ➔ Pacientes imunocomprometidos: risco de doenças infecciosas oportunistas como causa CONDUTA ➔ Primeira linha: AINES por 1 a 2 semanas ➔ AINES: ibuprofeno, ácido acetilsalicílico (AAS 650-1000 mg 8/8 h), naproxeno e indometacina ➔ AAS: preferível nos casos associados a infarto recente ➔ Colchicina: objetivo de reduzir os efeitos colaterais dos AINES, sendo indicada por 3 a 6 meses ➔ Colchicina + corticoides: casos refratários aos AINES ➔ Imunossupressores/imunomoduladores: casos de pericardite incessante ou recorrente às terapias anteriores CASOS ESPECIAIS PERICARDITE E HIV ➔ 20% dos pacientes portadores de HIV terão um derrame pericárdico em algum momento ➔ Causas: idiopático, serosite generalizada, IC pelo HIV, neoplasias e tuberculose ➔ Conduta: irá depender da etiologia provável PERICARDITE PURULENTA ➔ Quando suspeitar: quadro de febre alta (> 38°C), leucocitose e grande toxemia ➔ Quase sempre, cursa com derrame pericárdico e evolui mais rapidamente para tamponamento cardíaco ➔ Origem: quadros de pneumonia, empiema, disseminação hematogênica ou após uma cirurgia cardíaca e torácica ➔ Germes: estafilococo, estreptococo e pneumococo ➔ Conduta: antibioticoterapia de amplo espectro + pericardiocentese PERICARDITE TUBERCULOSA ➔ Quadro clínico: insidioso em seu início, apesar de, em alguns casos, poder evoluir de forma súbita e grave ➔ Alta atividade da adenosina deaminase (ADA) no líquido pericárdico, para diagnóstico, >40 U/L PERICARDITE URÊMICA ➔ Complicação rara ➔ Conduta: diálise de urgência PERICARDITES RELACIONADAS AO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO ➔ Pericardite epistenocárdica: Ocorre entre o 1º e, no máximo, o 10º dia do evento Inflamação contígua do miocárdio Infartos extensos e transmurais ➔ Síndrome de Dressler: Ocorre de 1 semana a meses após o IAM Derrame pleural e pericarditeFebre baixa Autoimune PERICARDITE POR RADIAÇÃO OU PERICARDITE ACTÍNICA ➔ Pericardite actínica ➔ Formas: aguda e tardia ➔ Forma aguda: doença aguda, com dor torácica e febre ➔ Forma tardia: pode ocorrer até anos após o tratamento radioterápico COMPLICAÇÃO PERICARDITE RECORRENTE OU RECIDIVANTE ➔ Vista em 1 ano e meio a dois anos do primeiro episódio ➔ Causas: tratamento inadequado com AINE ou corticoide, reinfecção viral e reativação de doença autoimune ➔ Forma intermitente: períodos sem sintomas na ausência de tratamento ➔ Forma incessante: basta suspender o tratamento para que os sintomas retornem ➔ Condutas: Novo ciclo de AINES Pode ser utilizado a Colchicina e doses baixas de prednisona Pericardiectomia Pericardiopatias BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 5 DERRAME PERICÁRDICO O QUE É? Acúmulo de líquido (seroso ou serossanguinolento ou hemorrágico ou purulento ou quiloso) no pericárdio ETIOLOGIA ➔ Pericardite infecciosa: viral e tuberculosa ➔ Neoplásicos ➔ Pericardite secundária a órgãos adjacentes: IAM, dissecção de aorta, infarto pulmonar, IC ➔ Metabólicos: insuficiência renal, hipotireoidismo, doença de Addison, cetoacidose diabética ➔ Pós-procedimentos invasivos: marcapasso, estudo eletrofisiológico, biópsia endomiocárdica, intervenções valvares etc ➔ Trauma: penetrante, ruptura esofágica ➔ Gravidez ➔ Idiopática As principais causas de derrame pericárdico crônica são tuberculose e mixedema INDICAÇÕES PARA DRENAGEM ➔ Derrame importante: ≥ 20 mm de diâmetro em diástole (quase consensual) ➔ Sinais de repercussão hemodinâmica ➔ Tuberculose ➔ Neoplasia ➔ Pericardite bacteriana (suspeita de derrame purulento) ➔ Paciente HIV + ➔ Suspeita de etiologia com tratamento específico CONDUTAS PERICARDIOCENTESE ➔ Mais rápida ➔ Útil para casos que demandam intervenção imediata, como: Instabilidade hemodinâmica Tamponamento cardíaco JANELA PERICÁRDICA ➔ Permite correção de outros transtornos mediastinais e a visualização direta do pericárdico ➔ Indicada em casos de: Suspeita de etiologia bacteriana Tuberculosa Traumática Sem etiologia (permite biópsia guiada) VIDEOPERICARDIOSCOPIA ➔ Permite correção de outros transtornos mediastinais e a visualização direta do pericárdico ➔ Indicada em casos de: Suspeita de etiologia bacteriana Tuberculosa Traumática Sem etiologia (permite biópsia guiada) DERRAME EXSUDATIVO X TRANSUDATIVO EXSUDATIVO ➔ Forma-se em quadros nos quais os fatores locais que determinam a absorção e produção do líquido pleural estão alterados ➔ Exsudato: líquido rico em proteínas, debris celular e leucócitos, sendo produzido como reação a danos nos tecidos e vasos sanguíneos ➔ Critérios de Light: 1. A relação entre níveis proteicos do líquido pleural/níveis proteicos do soro deve ser > 0,5 2. A relação entre os níveis de LDH do líquido pleural/níveis de LDH do soro deve ser > 0,6 Pericardiopatias BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 6 3. Os níveis de LDH do líquido pleural devem estar mais de dois terços acima do limite superior normal do soro TRANSUDATIVO ➔ Formado em situações onde os fatores sistêmicos que determinam a absorção e produção do líquido pleural estão alterados ➔ Transudato: líquido pobre em proteínas, sendo sua causa pelo aumento da pressão hidrostática ou redução das proteínas plasmáticas ➔ Critérios de Light: 1. A relação entre níveis proteicos do líquido pleural/níveis proteicos do soro deve ser ≤ 0,5 2. A relação entre os níveis de LDH do líquido pleural/ níveis de LDH do soro deve ser ≤ 0,6 TAMPONAMENTO CARDÍACO O QUE É? Trata-se de uma condição clínica causada pela restrição do enchimento do coração, devido a um aumento do líquido que ocupa o espaço pericárdico, ou seja, é uma complicação do derrame pericárdico ETIOLOGIAS ➔ Causas agudas de derrame ➔ Pericardite bacteriana, fúngica, pelo HIV e por neoplasias ➔ Traumática TRÍADE DE BECK ABAFAMENTO DE BULHAS Ocorre porque o líquido pericárdico em excesso funciona como um anteparo entre o coração e o estetoscópio TURGÊNCIA JUGULAR Fica evidente porque o coração perde complacência. Logo, a pressão nas câmaras cardíacas aumenta e a drenagem de sangue das jugulares para o átrio direito fica prejudicada HIPOTENSÃO ARTERIAL Ocorre porque o colabamento das câmaras cardíacas reduz o débito sistólico SINTOMAS ALÉM DA TRÍADE ➔ Taquicardia: tentativa de compensação do baixo débito ➔ Dispneia e Hipoperfusão Periférica: relacionada à falta de relaxamento cardíaco – semelhante a uma cardiopatia restritiva ➔ Pulso Paradoxal: a inspiração aumenta o retorno venoso nas cavidades cardíacas direitas e, em algumas condições, quando o ventrículo direito não é complacente, há uma compressão das câmaras esquerdas, com consequente queda da PAS EXAMES COMPLEMENTARES ECOCARDIOGRAMA ➔ Demonstra o tamanho do derrame, a homogeneidade do líquido e as possíveis repercussões hemodinâmicas ➔ Achados clássicos: Colabamento sistólico do átrio direito e diastólico do ventrículo direito Variações de fluxo pelas valvas atrioventriculares Dilatação da veia cava inferior Swinging heart (movimento oscilante do coração dentro do derrame) ECG Padrão de alternância elétrica: complexos QRS de polaridade e amplitudes diferentes Pericardiopatias BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 7 CONDUTA PERICARDIOCENTESE ➔ Percutânea: ágil e fácil ➔ Cirúrgica: indicada em pacientes com acometimento da aorta ascendente, ruptura da parede livre do VE por IAM, trauma torácico ou hemopericárdio percutâneo, pericardite purulenta e derrames loculados PERICARDITE CONSTRITIVA O QUE É? Complicação gerada por uma inflamação crônica do pericárdio, que evolui com espessamento e calcificação ETIOLOGIA ➔ Idiopática ➔ Viral ➔ Tuberculosa: principal causa no Brasil ➔ Pós-cirurgia cardíaca ➔ Pós-radioterapia ➔ Doenças do tecido conjuntivo ➔ Malignidades ➔ Uremia ➔ Trauma QUADRO CLÍNICO ➔ Dispneia aos esforços ➔ Ascite ➔ Edema de MMII ➔ Disfunção diastólica EXAME FÍSICO PULSO VENOSO JUGULAR Constata-se um descenso "Y" proeminente, causado pelo rápido esvaziamento venoso que ocorre quando a valva tricúspide se abre no início da diástole e o átrio envia o sangue para o ventrículo direito, que estava vazio SINAL DE KUSSMAUL Sinal não específico da doença, mas a pericardite constritiva é a principal causa dele PULSO PARADOXAL Pode estar presente em cerca de 30% dos casos KNOCK PERICÁRDICO ➔ Som rude, protodiastólico, que ocorre devido à vibração da parede ventricular na fase de enchimento ventricular rápido ➔ Praticamente igual à terceira bulha (B3) SINAL DE BROADBENT ➔ Retração do ápice cardíaco na sístole ➔ A carapaça pericárdica faz com que o ventrículo se retraia durante a sístole Pericardiopatias BEATRIZ TIANEZE DE CASTRO 8 EXAMES COMPLEMENTARES ECG ➔ Baixa amplitude do QRS ➔ Alterações inespecíficas do segmento ST e da onda T ➔ Ondas Q patológicas ➔ Bloqueios atrioventriculares ➔ Fibrilação atrial ➔ Sinais de sobrecarga atrial RADIOGRAFIA DE TÓRAX ➔ Pode evidenciar o pericárdio calcificado e espessado ECOCARDIOGRAMA ➔ Movimentação anormal do septo interventricular, ➔ Aumento biatrial ➔ Fluxo diastólico restritivo ➔ Variação respiratória maior do que 25% na velocidade do fluxo mitral CONDUTA ➔ Pericardiotomia: não deve ser adiado devido aos riscos de complicações ➔ AINES ➔ Colchicina ➔ Corticosteroides