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José Pedro

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Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Qual é o tema do Módulo Específico III do curso técnico EaD Senar sobre Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro?

A) Assistência Técnica e Extensão Rural no agronegócio brasileiro
B) A comunidade como base participativa
C) Contribuições da Ater para o agronegócio brasileiro
D) Legislação e políticas de desenvolvimento do agronegócio

Segundo o IBGE, no censo agropecuário de 2017, eram aproximadamente 5.073.324 estabelecimentos agropecuários, dos quais apenas 1.025.443 receberam assistência técnica. Isso significa que, apenas 20,21% dos estabelecimentos receberam essa assistência. Esse número é preocupante para o setor agropecuário, uma vez que a assistência técnica é uma forma de disseminar informações e promover inovações.

a) Verdadeiro
b) Falso

É fundamental compreender a diferença entre as terminologias Assistência Técnica e Extensão Rural, pois apresentam diferenças não somente teóricas, mas especialmente práticas.

a) Verdadeiro
b) Falso

Em relação à realidade do campo, ao histórico e à origem da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), marque a alternativa correta.
De acordo com o censo agropecuário de 2017, os empreendimentos rurais que recebem serviços de Ater constituíam 79,79% das propriedades.
A Ater tem como missão promover e fomentar processos que contribuam para a construção e a execução de ações e estratégias de desenvolvimento sustentável.
a) I e II estão corretas.
b) Apenas a afirmativa I está correta.
c) Apenas a afirmativa II está correta.

1. A Ater, desde seu início, teve importante papel no desenvolvimento das cadeias produtivas e do agronegócio brasileiro como um todo por levar ao produtor informações, conhecimentos e tecnologias que proporcionam o desenvolvimento de seu empreendimento. Nesse sentido, em relação à importância e ao papel da Ater, identifique a alternativa correta.
a) A missão da Ater, na atualidade, é convencer o produtor da importância e da necessidade de adotar pacotes tecnológicos para o desenvolvimento de seu empreendimento.
b) A evolução e a difusão da tecnologia permite ao produtor apenas melhorar e aumentar a produtividade agrícola e pecuária.
c) O profissional de Ater, para que possa conduzir seu trabalho com êxito, deve ter conhecimentos sobre a produção pecuária e agrícola. Não é necessário ter uma visão sistêmica das propriedades atendidas.
d) As ações de Ater chamadas “casadas” visam comercializar os produtos in loco, isto é, dentro da propriedade, e não oferecem a assistência técnica.
e) As cadeias produtivas obtiveram grandes avanços, especialmente após a criação da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 1973.

Para que o desenvolvimento e a implantação dos serviços de Ater aconteça de forma saudável entre o profissional e o produtor, devem ser adotadas algumas técnicas e formas de abordagem. Nesse sentido, marque a alternativa que represente uma abordagem correta ao produtor.

a) Estabelecer a confiança com o produtor e sua família por meio de atitudes positivas.
b) Promover a formação continuada dos produtores rurais, na busca pela profissionalização.
c) Implantar ações de Ater nas propriedades de forma autônoma por parte do agente de Ater.
d) Adotar uma abordagem que desconsidere o estado emocional dos atores envolvidos.
e) Abordar de forma tradicional, sem qualquer observância aos comportamentos humanos.

A organização dos produtores rurais pode ser compreendida de várias formas: social, produtiva e econômica. Porém, é importante ressaltar que podemos tornar as formas organizacionais únicas, por meio da criação de associações e cooperativas de produtores rurais. Para que possa haver desenvolvimento rural, as empresas devem estar organizadas. Isso requer planejamento participativo e uma comunicação assertiva. A nova Ater tem como um de seus objetivos promover a valorização de conhecimentos e experiências locais. Diante disso, qual das alternativas abaixo apresenta corretamente a classificação dos produtores agrícolas quanto à economia e aos rendimentos anuais?

Empresários rurais
Classificação Renda bruta anual (R$)
Miniempresário rural Até R$ 80.000,00
Pequeno empresário De R$80.000,00 a R$ 160.000,00
Médio empresário De R$160.000,00 a R$ 1.000.000,00
Grande empresário Acima de R$ 1.000.000,00

1. Em relação à organização das propriedades rurais e ao desenvolvimento local e territorial, bem como às intervenções extensionistas, analise as sentenças a seguir.

I. As propriedades rurais podem estar ou serem organizadas e classificadas de acordo com sua condição econômica, com as atividades rurais desenvolvidas e o tamanho dos empreendimentos.

II. O desenvolvimento local está relacionado, por exemplo, à taxa de êxodo rural; já o desenvolvimento territorial está relacionado, por exemplo, ao índice de desenvolvimento humano e educacional.

III. A intervenção extensionista atual busca desenvolver ações de proporções sistêmicas e com o uso de pacotes tecnológicos com base na sustentabilidade.

Marque a alternativa correta.

a) As alternativas I e II estão corretas.
b) As alternativas I e III estão corretas.
c) As alternativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas a alternativa II está correta.
e) Apenas a alternativa III está correta.

Qual é a importante ferramenta para que os serviços de Ater sejam desempenhados com eficiência, além de permitir o diálogo, a troca de conhecimentos e saberes de forma constante. Assim, é uma ferramenta facilitadora da comunicação:

a) a eficácia.
b) o silêncio.
c) saber ouvir e falar.
d) a submissão.
e) a permissividade.

O planejamento de projetos, bem como a execução e a avaliação, é importante para atender a uma necessidade do público ou resolver problemas sociais, ambientais, econômicos ou legais. Ele também permite que as empresas rurais se tornem mais competitivas. Diante do exposto, marque a alternativa correta.
a) O planejamento de projetos agropecuários é amplo e contribui para o desenvolvimento regional.
b) Os princípios básicos para o planejamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento rural e agropecuário não apresentam distinções. Sendo assim, eles são idênticos.
c) A avaliação de projetos de Ater adota modelos. Um exemplo é a avaliação de efetividade, que mede a produtividade de um projeto.
d) O registro da avaliação de projetos de Ater permite ao gestor obter dados que podem ser usados na melhoria ou na implantação de novos projetos de Ater.
e) O planejamento de projetos é constituído por uma estrutura, e as partes que compõem o projeto não necessariamente precisam seguir uma sequência coerente.

A metodologia utilizada pelos agentes de Ater para difusão e transferência de inovações tecnológicas, conhecimentos e informações é variável, de acordo com algumas características do público-alvo, como o nível de conhecimento dos integrantes. Dessa forma, em relação aos métodos de Ater é correto afirmar que:

a) a reunião de produtores é um método individual que visa a troca de informações entre todos.
b) um dia de campo é um método em massa para divulgação de práticas de Ater.
c) as publicações educativas são um método grupal que visa disseminar informações.
d) uma demonstração técnica é um método individual de Ater, no qual o produtor aprende a fazer fazendo.
e) que os métodos podem ser mais eficientes se forem usados de forma integrada.

Às equipes de Ater, marque a alternativa correta.
a) A principal dificuldade que as empresas de Ater enfrentam para se manter e oferecer seus serviços é a capacitação dos profissionais.
b) O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi criado com o objetivo de atender a um público desassistido pela Ater, as propriedades familiares.
c) Integrantes participantes se preocupam somente com sua promoção e seus interesses.
d) A equipe que não tem um líder ou um gestor tende a obter maior sucesso em seus trabalhos, já que, todos têm a liberdade de fazer escolhas e tomar decisões.
e) O Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) foi uma das únicas entidades de Ater a resistir às dificuldades enfrentadas ao longo do tempo.
a) A principal dificuldade que as empresas de Ater enfrentam para se manter e oferecer seus serviços é a capacitação dos profissionais.
b) O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi criado com o objetivo de atender a um público desassistido pela Ater, as propriedades familiares.
c) Integrantes participantes se preocupam somente com sua promoção e seus interesses.
d) A equipe que não tem um líder ou um gestor tende a obter maior sucesso em seus trabalhos, já que, todos têm a liberdade de fazer escolhas e tomar decisões.
e) O Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) foi uma das únicas entidades de Ater a resistir às dificuldades enfrentadas ao longo do tempo.

Em relação à política nacional de Ater no Brasil, sabe-se que é importante para que a Ater pública possa vigorar e contribuir para a construção de uma nova forma de desenvolvimento do agronegócio, baseada na sustentabilidade econômica, ambiental e social, e proporcione mais qualidade de vida às famílias do campo. Dessa forma, analise as sentenças a seguir.

I. A Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater) é orientada pelo Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater), que estabelece as diretrizes da Ater no Brasil.

II. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que atende pequenos produtores rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, entre outros, foi institucionalizada pela Lei n.º 12.188/2010.

III. O Pnater opera as políticas públicas de Ater desenvolvidas pelos Ministérios, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de entidades particulares sem fins lucrativos, cooperativas e outras.

Marque a alternativa correta:
a) As afirmativas I e II estão corretas.
b) As afirmativas II e III estão corretas.
c) As afirmativas I e III estão corretas.
d) Apenas a afirmativa I está correta.
e) Apenas a afirmativa III está correta.

Os em diferentes áreas do agronegócio brasileiro. Porém, com a nova Ater, busca-se desenvolver projetos por meio de um processo participativo e pedagógico. Para refletir Projetar significa lançar-se à frente. Pode-se entender como uma ação com a intenção de mudar algo ou inovar, observar um futuro diferente do presente ou, ainda, transformar ideias em ações. Um projeto se define em dois momentos: Concepção do projeto consiste em um entendimento claro do que se quer alcançar na elaboração do projeto: quais objetivos, metas e resultados são esperados com sua implantação. Implantação do projeto Já a implantação ou institucionalização do projeto refere-se à parte prática: como será implantado e quais passos serão executados para que o projeto seja funcional. Normalmente, um projeto de Ater segue alguns requisitos básicos: título, contextualização ou justificativa, objetivos, metas e ações, metodologia, avaliação dos impactos e resultados, cronograma, orçamento financeiro, acompanhamento e encerramento. Contudo, outros elementos são igualmente importantes em um projeto, como o tempo. Tempo político Um determinado projeto de Ater pode depender de uma oportunidade política para acontecer. Tempo institucional O projeto surge de acordo com o momento histórico da instituição, até porque pode ser inovador para uma entidade, mas não para outra. Tempo para amadurecer as ideias Um projeto bem-sucedido precisa ser discutido, e isso leva tempo. Além do tempo que as entidades precisam para definir projetos, esse fator também é importante para buscar parcerias, já que a Ater precisa de parceiros e isso também precisa tempo. Muitas vezes, gasta-se tempo para convencê-los da importância e da necessidade do projeto. É necessário tempo para o correto estabelecimento do problema a ser solucionado ou do resultado que se quer alcançar. É preciso tempo até mesmo para buscar fontes de crédito adequadas. Podemos, ainda, destacar outros elementos importantes na elaboração de projetos de Ater, que podemos chamar de facilitadores. Confira a seguir quais são eles: Comunicação eficiente A comunicação de Ater deve ser clara e objetiva entre os atores (profissional de Ater e produtor rural). Adesão livre e consciente ao projeto A responsabilidade de todos interfere no sucesso de um projeto. Tanto o profissional de Ater quanto o produtor devem se envolver. Bom suporte financeiro e institucional Refere-se à vontade dos atores envolvidos em fazer acontecer, ao pleno entendimento do projeto por todos e à definição dos recursos financeiros. Gestão e avaliação de projetos A avaliação de um projeto mostra se os objetivos estão sendo atingidos. Um ambiente favorável entre os atores do projeto O respeito, a valorização, a humildade, a seriedade e o comprometimento de todos e entre todos proporcionam uma ligação mais forte. Credibilidade As ideias podem ser muito boas, mas se a pessoa que as defende não tem competência e ética, os demais não a seguirão. Para que a implementação de projetos seja feita com êxito, são necessários gerenciamento e avaliação constantes. Como avaliar os projetos de Ater A avaliação de projetos de Ater é uma fase muito importante, uma vez que permite ao avaliador observar se as ações foram efetivas, e se os objetivos foram alcançados. Além disso, a avaliação é baseada em informações coletadas a partir do acompanhamento ou do monitoramento de projetos. A avaliação acontece ao longo do projeto em toda a sua vida, e não somente no fim. Isso é importante, pois, no decorrer do projeto é possível identificar falhas e corrigi-las sem perda de tempo e de recursos. Quer uma dica de como escrever essa avaliação ao longo do projeto? Confira a seguir: Dica “Por meio do acompanhamento das ações pré-estabelecidas para alcançar os prazos de execução dos serviços de Ater, percebi que elas não estão causando os efeitos desejados. Precisamos, então, adequar as ações para acelerar o processo e entregar os serviços de Ater dentro dos prazos estabelecidos”. Nesse sentido, uma avaliação pode ser dividida em três categorias. Podem ser feitas avaliações com as seguintes finalidades: ✓ Para saber mais: um processo de aprendizado coletivo; ✓ Para medir: avalia o desempenho e o impacto de uma ação; ✓ Para entender: para conhecer, por exemplo, os resultados que uma ação ou um projeto pode proporcionar. Nas avaliações de Ater, é importante considerar: a quem se destina a avaliação? Qual é ou será a utilidade da avaliação? Para quê avaliar? Na prática, é difícil que as entidades ou os extensionistas façam, simultaneamente, avaliações de projetos e autoavaliações. Na maioria das vezes, não agem sobre os resultados das avaliações. De forma geral são feitas avaliações especialmente para a prestação de contas a uma organização que presta serviços de Ater. Todo projeto deve seguir critérios de avaliação, já que muitos aspectos de desempenho poderão ser aferidos. A seguir, são expostos os principais critérios de avaliação de um projeto. Critérios Significado Relevância Verifica se os objetivos da intervenção de Ater estão coerentes com as necessidades, as exigências e as expectativas dos produtores rurais, as necessidades regionais e das entidades parceiras. Impacto Avalia os efeitos, negativos ou positivos, do projeto a curto, médio e longo prazo. Eficiência Mede como os recursos de modo geral são convertidos em resultados. Sustentabilidade Avalia se o produtor beneficiário de Ater, uma vez concluído o projeto, mantém o projeto a curto, médio e longo prazo dentro de princípios sustentáveis. Eficácia Avalia se os objetivos de um projeto foram atingidos de acordo com sua importância. Na atualidade, são usados métodos e abordagens inovadores de avaliação que buscam considerar os aspectos institucionais, as capacidades humanas e os resultados. Confira, a seguir, exemplos dessas abordagens e métodos: O mapeamento de resultados Em vez de avaliar a produção, esta abordagem busca avaliar aspectos comportamentais entre os atores e as instituições de Ater. Mudança mais significativa Busca coletar e avaliar as mudanças de maior importância para os atores do processo de Ater a fim de auxiliá-los a ter foco no impacto dos projetos. Investigação apreciativa São métodos usados para avaliar ações que têm como finalidade a aprendizagem organizacional com foco no que funcionou, o motivo e como levar adiante tais práticas por meio do entendimento da necessidade de mudança dos participantes da avaliação. Um fator muito importante a ser considerado nas avaliações é o custo. A escolha de métodos e critérios é o que fará a diferença em relação aos custos, já que, para fazer uma avaliação, é necessário que os dados e resultados levantados tenham credibilidade, para que possam contribuir para ações futuras baseadas em dados reais e seguros, além de criar maior confiança sobre quem fez a avaliação. Na avaliação de projetos de Ater, não são somente os gastos financeiros que devem ser considerados, mas o tempo e a disponibilidade de pessoal qualificado para tal tarefa. Leitura complementar Quer saber mais sobre avaliação de projetos e outros itens importantes para executar essa tarefa com eficiência? Acesse o material disponível no seu AVA. Antes de encerrar este tema, fixe seu aprendizado com a atividade proposta. Atividade de aprendizagem 1. Os projetos de Ater seguem alguns requisitos mínimos para elaboração e avaliação. Marque a alternativa correta em relação a esses temas

a) Tempo político, tempo institucional e tempo para amadurecer as ideias.
b) Comunicação eficiente, adesão livre e consciente ao projeto, e bom suporte financeiro e institucional.
c) Gestão e avaliação de projetos, um ambiente favorável entre os atores do projeto, e credibilidade.

What is the theme of the text 'Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro'?

a) Fundamentação e contextualização da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater)
b) Funções e objetivos da Ater para o agronegócio
c) A Ater no desenvolvimento das propriedades rurais
d) A comunidade como base participativa

Qual é a importância das entidades no desenvolvimento rural?

a) As entidades de Ater são fundamentais para o trabalho em equipe.
b) A pesquisa agropecuária e a Ater possuem objetivos distintos.
c) As atividades e políticas de Ater são regulamentadas pelo Pnater, Pronater e Anater.

Em relação à realidade do campo, ao histórico e à origem da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), marque a alternativa correta.

a) De acordo com o censo agropecuário de 2017, os empreendimentos rurais que recebem serviços de Ater constituíam 79,79% das propriedades.
b) A Ater teve início nos EUA, mas só chegou ao Brasil na década de 1960 com a “revolução verde”.
c) A quarta fase da Ater é conhecida pelo “humanismo crítico”, o que significa que, na prática, a Ater era feita de forma participativa.
d) No Brasil, a Ater teve início em 1948 como parceria entre uma associação americana e o governo de Minas Gerais e seu objetivo era a difusão de tecnologias.
e) O “difusionismo produtivista” tinha como objetivo fazer com que o produtor adotasse um pacote tecnológico para o desenvolvimento de sua propriedade. Esse é o marco da terceira fase da Ater.

1. A Ater, desde seu início, teve importante papel no desenvolvimento das cadeias produtivas e do agronegócio brasileiro como um todo por levar ao produtor informações, conhecimentos e tecnologias que proporcionam o desenvolvimento de seu empreendimento. Nesse sentido, em relação à importância e ao papel da Ater, identifique a alternativa correta.
a) A missão da Ater, na atualidade, é convencer o produtor da importância e da necessidade de adotar pacotes tecnológicos para o desenvolvimento de seu empreendimento.
b) A evolução e a difusão da tecnologia permite ao produtor apenas melhorar e aumentar a produtividade agrícola e pecuária.
c) O profissional de Ater, para que possa conduzir seu trabalho com êxito, deve ter conhecimentos sobre a produção pecuária e agrícola. Não é necessário ter uma visão sistêmica das propriedades atendidas.
d) As ações de Ater chamadas “casadas” visam comercializar os produtos in loco, isto é, dentro da propriedade, e não oferecem a assistência técnica.
e) As cadeias produtivas obtiveram grandes avanços, especialmente após a criação da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 1973.

Diante da organização da Ater, quem realmente se responsabiliza por definir as ações e tecnologias que serão implantadas e difundidas?

Historicamente, essa decisão ficava a cargo dos pesquisadores, que criavam definições e inovações tecnológicas implantadas e difundidas pelos extensionistas. Em suma, na prática, a Ater era e ainda é, em muitos casos, feita de forma tradicional.
A nova Ater (tema que será tratado adiante) busca desconstruir esse tradicionalismo, por meio de uma metodologia que busca a cooperação, o humanismo e o espírito de colaboração; atua também na promoção financeira, ambiental e social das empresas rurais, e não somente na implantação de pacotes tecnológicos e produtivos.

1. Em relação à organização das propriedades rurais e ao desenvolvimento local e territorial, bem como às intervenções extensionistas, analise as sentenças a seguir.

I. As propriedades rurais podem estar ou serem organizadas e classificadas de acordo com sua condição econômica, com as atividades rurais desenvolvidas e o tamanho dos empreendimentos.

II. O desenvolvimento local está relacionado, por exemplo, à taxa de êxodo rural; já o desenvolvimento territorial está relacionado, por exemplo, ao índice de desenvolvimento humano e educacional.

III. A intervenção extensionista atual busca desenvolver ações de proporções sistêmicas e com o uso de pacotes tecnológicos com base na sustentabilidade.

Marque a alternativa correta.

a) As alternativas I e II estão corretas.
b) As alternativas I e III estão corretas.
c) As alternativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas a alternativa II está correta.
e) Apenas a alternativa III está correta.

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Questões resolvidas

Qual é o tema do Módulo Específico III do curso técnico EaD Senar sobre Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro?

A) Assistência Técnica e Extensão Rural no agronegócio brasileiro
B) A comunidade como base participativa
C) Contribuições da Ater para o agronegócio brasileiro
D) Legislação e políticas de desenvolvimento do agronegócio

Segundo o IBGE, no censo agropecuário de 2017, eram aproximadamente 5.073.324 estabelecimentos agropecuários, dos quais apenas 1.025.443 receberam assistência técnica. Isso significa que, apenas 20,21% dos estabelecimentos receberam essa assistência. Esse número é preocupante para o setor agropecuário, uma vez que a assistência técnica é uma forma de disseminar informações e promover inovações.

a) Verdadeiro
b) Falso

É fundamental compreender a diferença entre as terminologias Assistência Técnica e Extensão Rural, pois apresentam diferenças não somente teóricas, mas especialmente práticas.

a) Verdadeiro
b) Falso

Em relação à realidade do campo, ao histórico e à origem da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), marque a alternativa correta.
De acordo com o censo agropecuário de 2017, os empreendimentos rurais que recebem serviços de Ater constituíam 79,79% das propriedades.
A Ater tem como missão promover e fomentar processos que contribuam para a construção e a execução de ações e estratégias de desenvolvimento sustentável.
a) I e II estão corretas.
b) Apenas a afirmativa I está correta.
c) Apenas a afirmativa II está correta.

1. A Ater, desde seu início, teve importante papel no desenvolvimento das cadeias produtivas e do agronegócio brasileiro como um todo por levar ao produtor informações, conhecimentos e tecnologias que proporcionam o desenvolvimento de seu empreendimento. Nesse sentido, em relação à importância e ao papel da Ater, identifique a alternativa correta.
a) A missão da Ater, na atualidade, é convencer o produtor da importância e da necessidade de adotar pacotes tecnológicos para o desenvolvimento de seu empreendimento.
b) A evolução e a difusão da tecnologia permite ao produtor apenas melhorar e aumentar a produtividade agrícola e pecuária.
c) O profissional de Ater, para que possa conduzir seu trabalho com êxito, deve ter conhecimentos sobre a produção pecuária e agrícola. Não é necessário ter uma visão sistêmica das propriedades atendidas.
d) As ações de Ater chamadas “casadas” visam comercializar os produtos in loco, isto é, dentro da propriedade, e não oferecem a assistência técnica.
e) As cadeias produtivas obtiveram grandes avanços, especialmente após a criação da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 1973.

Para que o desenvolvimento e a implantação dos serviços de Ater aconteça de forma saudável entre o profissional e o produtor, devem ser adotadas algumas técnicas e formas de abordagem. Nesse sentido, marque a alternativa que represente uma abordagem correta ao produtor.

a) Estabelecer a confiança com o produtor e sua família por meio de atitudes positivas.
b) Promover a formação continuada dos produtores rurais, na busca pela profissionalização.
c) Implantar ações de Ater nas propriedades de forma autônoma por parte do agente de Ater.
d) Adotar uma abordagem que desconsidere o estado emocional dos atores envolvidos.
e) Abordar de forma tradicional, sem qualquer observância aos comportamentos humanos.

A organização dos produtores rurais pode ser compreendida de várias formas: social, produtiva e econômica. Porém, é importante ressaltar que podemos tornar as formas organizacionais únicas, por meio da criação de associações e cooperativas de produtores rurais. Para que possa haver desenvolvimento rural, as empresas devem estar organizadas. Isso requer planejamento participativo e uma comunicação assertiva. A nova Ater tem como um de seus objetivos promover a valorização de conhecimentos e experiências locais. Diante disso, qual das alternativas abaixo apresenta corretamente a classificação dos produtores agrícolas quanto à economia e aos rendimentos anuais?

Empresários rurais
Classificação Renda bruta anual (R$)
Miniempresário rural Até R$ 80.000,00
Pequeno empresário De R$80.000,00 a R$ 160.000,00
Médio empresário De R$160.000,00 a R$ 1.000.000,00
Grande empresário Acima de R$ 1.000.000,00

1. Em relação à organização das propriedades rurais e ao desenvolvimento local e territorial, bem como às intervenções extensionistas, analise as sentenças a seguir.

I. As propriedades rurais podem estar ou serem organizadas e classificadas de acordo com sua condição econômica, com as atividades rurais desenvolvidas e o tamanho dos empreendimentos.

II. O desenvolvimento local está relacionado, por exemplo, à taxa de êxodo rural; já o desenvolvimento territorial está relacionado, por exemplo, ao índice de desenvolvimento humano e educacional.

III. A intervenção extensionista atual busca desenvolver ações de proporções sistêmicas e com o uso de pacotes tecnológicos com base na sustentabilidade.

Marque a alternativa correta.

a) As alternativas I e II estão corretas.
b) As alternativas I e III estão corretas.
c) As alternativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas a alternativa II está correta.
e) Apenas a alternativa III está correta.

Qual é a importante ferramenta para que os serviços de Ater sejam desempenhados com eficiência, além de permitir o diálogo, a troca de conhecimentos e saberes de forma constante. Assim, é uma ferramenta facilitadora da comunicação:

a) a eficácia.
b) o silêncio.
c) saber ouvir e falar.
d) a submissão.
e) a permissividade.

O planejamento de projetos, bem como a execução e a avaliação, é importante para atender a uma necessidade do público ou resolver problemas sociais, ambientais, econômicos ou legais. Ele também permite que as empresas rurais se tornem mais competitivas. Diante do exposto, marque a alternativa correta.
a) O planejamento de projetos agropecuários é amplo e contribui para o desenvolvimento regional.
b) Os princípios básicos para o planejamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento rural e agropecuário não apresentam distinções. Sendo assim, eles são idênticos.
c) A avaliação de projetos de Ater adota modelos. Um exemplo é a avaliação de efetividade, que mede a produtividade de um projeto.
d) O registro da avaliação de projetos de Ater permite ao gestor obter dados que podem ser usados na melhoria ou na implantação de novos projetos de Ater.
e) O planejamento de projetos é constituído por uma estrutura, e as partes que compõem o projeto não necessariamente precisam seguir uma sequência coerente.

A metodologia utilizada pelos agentes de Ater para difusão e transferência de inovações tecnológicas, conhecimentos e informações é variável, de acordo com algumas características do público-alvo, como o nível de conhecimento dos integrantes. Dessa forma, em relação aos métodos de Ater é correto afirmar que:

a) a reunião de produtores é um método individual que visa a troca de informações entre todos.
b) um dia de campo é um método em massa para divulgação de práticas de Ater.
c) as publicações educativas são um método grupal que visa disseminar informações.
d) uma demonstração técnica é um método individual de Ater, no qual o produtor aprende a fazer fazendo.
e) que os métodos podem ser mais eficientes se forem usados de forma integrada.

Às equipes de Ater, marque a alternativa correta.
a) A principal dificuldade que as empresas de Ater enfrentam para se manter e oferecer seus serviços é a capacitação dos profissionais.
b) O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi criado com o objetivo de atender a um público desassistido pela Ater, as propriedades familiares.
c) Integrantes participantes se preocupam somente com sua promoção e seus interesses.
d) A equipe que não tem um líder ou um gestor tende a obter maior sucesso em seus trabalhos, já que, todos têm a liberdade de fazer escolhas e tomar decisões.
e) O Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) foi uma das únicas entidades de Ater a resistir às dificuldades enfrentadas ao longo do tempo.
a) A principal dificuldade que as empresas de Ater enfrentam para se manter e oferecer seus serviços é a capacitação dos profissionais.
b) O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi criado com o objetivo de atender a um público desassistido pela Ater, as propriedades familiares.
c) Integrantes participantes se preocupam somente com sua promoção e seus interesses.
d) A equipe que não tem um líder ou um gestor tende a obter maior sucesso em seus trabalhos, já que, todos têm a liberdade de fazer escolhas e tomar decisões.
e) O Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) foi uma das únicas entidades de Ater a resistir às dificuldades enfrentadas ao longo do tempo.

Em relação à política nacional de Ater no Brasil, sabe-se que é importante para que a Ater pública possa vigorar e contribuir para a construção de uma nova forma de desenvolvimento do agronegócio, baseada na sustentabilidade econômica, ambiental e social, e proporcione mais qualidade de vida às famílias do campo. Dessa forma, analise as sentenças a seguir.

I. A Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater) é orientada pelo Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater), que estabelece as diretrizes da Ater no Brasil.

II. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que atende pequenos produtores rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, entre outros, foi institucionalizada pela Lei n.º 12.188/2010.

III. O Pnater opera as políticas públicas de Ater desenvolvidas pelos Ministérios, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de entidades particulares sem fins lucrativos, cooperativas e outras.

Marque a alternativa correta:
a) As afirmativas I e II estão corretas.
b) As afirmativas II e III estão corretas.
c) As afirmativas I e III estão corretas.
d) Apenas a afirmativa I está correta.
e) Apenas a afirmativa III está correta.

Os em diferentes áreas do agronegócio brasileiro. Porém, com a nova Ater, busca-se desenvolver projetos por meio de um processo participativo e pedagógico. Para refletir Projetar significa lançar-se à frente. Pode-se entender como uma ação com a intenção de mudar algo ou inovar, observar um futuro diferente do presente ou, ainda, transformar ideias em ações. Um projeto se define em dois momentos: Concepção do projeto consiste em um entendimento claro do que se quer alcançar na elaboração do projeto: quais objetivos, metas e resultados são esperados com sua implantação. Implantação do projeto Já a implantação ou institucionalização do projeto refere-se à parte prática: como será implantado e quais passos serão executados para que o projeto seja funcional. Normalmente, um projeto de Ater segue alguns requisitos básicos: título, contextualização ou justificativa, objetivos, metas e ações, metodologia, avaliação dos impactos e resultados, cronograma, orçamento financeiro, acompanhamento e encerramento. Contudo, outros elementos são igualmente importantes em um projeto, como o tempo. Tempo político Um determinado projeto de Ater pode depender de uma oportunidade política para acontecer. Tempo institucional O projeto surge de acordo com o momento histórico da instituição, até porque pode ser inovador para uma entidade, mas não para outra. Tempo para amadurecer as ideias Um projeto bem-sucedido precisa ser discutido, e isso leva tempo. Além do tempo que as entidades precisam para definir projetos, esse fator também é importante para buscar parcerias, já que a Ater precisa de parceiros e isso também precisa tempo. Muitas vezes, gasta-se tempo para convencê-los da importância e da necessidade do projeto. É necessário tempo para o correto estabelecimento do problema a ser solucionado ou do resultado que se quer alcançar. É preciso tempo até mesmo para buscar fontes de crédito adequadas. Podemos, ainda, destacar outros elementos importantes na elaboração de projetos de Ater, que podemos chamar de facilitadores. Confira a seguir quais são eles: Comunicação eficiente A comunicação de Ater deve ser clara e objetiva entre os atores (profissional de Ater e produtor rural). Adesão livre e consciente ao projeto A responsabilidade de todos interfere no sucesso de um projeto. Tanto o profissional de Ater quanto o produtor devem se envolver. Bom suporte financeiro e institucional Refere-se à vontade dos atores envolvidos em fazer acontecer, ao pleno entendimento do projeto por todos e à definição dos recursos financeiros. Gestão e avaliação de projetos A avaliação de um projeto mostra se os objetivos estão sendo atingidos. Um ambiente favorável entre os atores do projeto O respeito, a valorização, a humildade, a seriedade e o comprometimento de todos e entre todos proporcionam uma ligação mais forte. Credibilidade As ideias podem ser muito boas, mas se a pessoa que as defende não tem competência e ética, os demais não a seguirão. Para que a implementação de projetos seja feita com êxito, são necessários gerenciamento e avaliação constantes. Como avaliar os projetos de Ater A avaliação de projetos de Ater é uma fase muito importante, uma vez que permite ao avaliador observar se as ações foram efetivas, e se os objetivos foram alcançados. Além disso, a avaliação é baseada em informações coletadas a partir do acompanhamento ou do monitoramento de projetos. A avaliação acontece ao longo do projeto em toda a sua vida, e não somente no fim. Isso é importante, pois, no decorrer do projeto é possível identificar falhas e corrigi-las sem perda de tempo e de recursos. Quer uma dica de como escrever essa avaliação ao longo do projeto? Confira a seguir: Dica “Por meio do acompanhamento das ações pré-estabelecidas para alcançar os prazos de execução dos serviços de Ater, percebi que elas não estão causando os efeitos desejados. Precisamos, então, adequar as ações para acelerar o processo e entregar os serviços de Ater dentro dos prazos estabelecidos”. Nesse sentido, uma avaliação pode ser dividida em três categorias. Podem ser feitas avaliações com as seguintes finalidades: ✓ Para saber mais: um processo de aprendizado coletivo; ✓ Para medir: avalia o desempenho e o impacto de uma ação; ✓ Para entender: para conhecer, por exemplo, os resultados que uma ação ou um projeto pode proporcionar. Nas avaliações de Ater, é importante considerar: a quem se destina a avaliação? Qual é ou será a utilidade da avaliação? Para quê avaliar? Na prática, é difícil que as entidades ou os extensionistas façam, simultaneamente, avaliações de projetos e autoavaliações. Na maioria das vezes, não agem sobre os resultados das avaliações. De forma geral são feitas avaliações especialmente para a prestação de contas a uma organização que presta serviços de Ater. Todo projeto deve seguir critérios de avaliação, já que muitos aspectos de desempenho poderão ser aferidos. A seguir, são expostos os principais critérios de avaliação de um projeto. Critérios Significado Relevância Verifica se os objetivos da intervenção de Ater estão coerentes com as necessidades, as exigências e as expectativas dos produtores rurais, as necessidades regionais e das entidades parceiras. Impacto Avalia os efeitos, negativos ou positivos, do projeto a curto, médio e longo prazo. Eficiência Mede como os recursos de modo geral são convertidos em resultados. Sustentabilidade Avalia se o produtor beneficiário de Ater, uma vez concluído o projeto, mantém o projeto a curto, médio e longo prazo dentro de princípios sustentáveis. Eficácia Avalia se os objetivos de um projeto foram atingidos de acordo com sua importância. Na atualidade, são usados métodos e abordagens inovadores de avaliação que buscam considerar os aspectos institucionais, as capacidades humanas e os resultados. Confira, a seguir, exemplos dessas abordagens e métodos: O mapeamento de resultados Em vez de avaliar a produção, esta abordagem busca avaliar aspectos comportamentais entre os atores e as instituições de Ater. Mudança mais significativa Busca coletar e avaliar as mudanças de maior importância para os atores do processo de Ater a fim de auxiliá-los a ter foco no impacto dos projetos. Investigação apreciativa São métodos usados para avaliar ações que têm como finalidade a aprendizagem organizacional com foco no que funcionou, o motivo e como levar adiante tais práticas por meio do entendimento da necessidade de mudança dos participantes da avaliação. Um fator muito importante a ser considerado nas avaliações é o custo. A escolha de métodos e critérios é o que fará a diferença em relação aos custos, já que, para fazer uma avaliação, é necessário que os dados e resultados levantados tenham credibilidade, para que possam contribuir para ações futuras baseadas em dados reais e seguros, além de criar maior confiança sobre quem fez a avaliação. Na avaliação de projetos de Ater, não são somente os gastos financeiros que devem ser considerados, mas o tempo e a disponibilidade de pessoal qualificado para tal tarefa. Leitura complementar Quer saber mais sobre avaliação de projetos e outros itens importantes para executar essa tarefa com eficiência? Acesse o material disponível no seu AVA. Antes de encerrar este tema, fixe seu aprendizado com a atividade proposta. Atividade de aprendizagem 1. Os projetos de Ater seguem alguns requisitos mínimos para elaboração e avaliação. Marque a alternativa correta em relação a esses temas

a) Tempo político, tempo institucional e tempo para amadurecer as ideias.
b) Comunicação eficiente, adesão livre e consciente ao projeto, e bom suporte financeiro e institucional.
c) Gestão e avaliação de projetos, um ambiente favorável entre os atores do projeto, e credibilidade.

What is the theme of the text 'Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro'?

a) Fundamentação e contextualização da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater)
b) Funções e objetivos da Ater para o agronegócio
c) A Ater no desenvolvimento das propriedades rurais
d) A comunidade como base participativa

Qual é a importância das entidades no desenvolvimento rural?

a) As entidades de Ater são fundamentais para o trabalho em equipe.
b) A pesquisa agropecuária e a Ater possuem objetivos distintos.
c) As atividades e políticas de Ater são regulamentadas pelo Pnater, Pronater e Anater.

Em relação à realidade do campo, ao histórico e à origem da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), marque a alternativa correta.

a) De acordo com o censo agropecuário de 2017, os empreendimentos rurais que recebem serviços de Ater constituíam 79,79% das propriedades.
b) A Ater teve início nos EUA, mas só chegou ao Brasil na década de 1960 com a “revolução verde”.
c) A quarta fase da Ater é conhecida pelo “humanismo crítico”, o que significa que, na prática, a Ater era feita de forma participativa.
d) No Brasil, a Ater teve início em 1948 como parceria entre uma associação americana e o governo de Minas Gerais e seu objetivo era a difusão de tecnologias.
e) O “difusionismo produtivista” tinha como objetivo fazer com que o produtor adotasse um pacote tecnológico para o desenvolvimento de sua propriedade. Esse é o marco da terceira fase da Ater.

1. A Ater, desde seu início, teve importante papel no desenvolvimento das cadeias produtivas e do agronegócio brasileiro como um todo por levar ao produtor informações, conhecimentos e tecnologias que proporcionam o desenvolvimento de seu empreendimento. Nesse sentido, em relação à importância e ao papel da Ater, identifique a alternativa correta.
a) A missão da Ater, na atualidade, é convencer o produtor da importância e da necessidade de adotar pacotes tecnológicos para o desenvolvimento de seu empreendimento.
b) A evolução e a difusão da tecnologia permite ao produtor apenas melhorar e aumentar a produtividade agrícola e pecuária.
c) O profissional de Ater, para que possa conduzir seu trabalho com êxito, deve ter conhecimentos sobre a produção pecuária e agrícola. Não é necessário ter uma visão sistêmica das propriedades atendidas.
d) As ações de Ater chamadas “casadas” visam comercializar os produtos in loco, isto é, dentro da propriedade, e não oferecem a assistência técnica.
e) As cadeias produtivas obtiveram grandes avanços, especialmente após a criação da Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 1973.

Diante da organização da Ater, quem realmente se responsabiliza por definir as ações e tecnologias que serão implantadas e difundidas?

Historicamente, essa decisão ficava a cargo dos pesquisadores, que criavam definições e inovações tecnológicas implantadas e difundidas pelos extensionistas. Em suma, na prática, a Ater era e ainda é, em muitos casos, feita de forma tradicional.
A nova Ater (tema que será tratado adiante) busca desconstruir esse tradicionalismo, por meio de uma metodologia que busca a cooperação, o humanismo e o espírito de colaboração; atua também na promoção financeira, ambiental e social das empresas rurais, e não somente na implantação de pacotes tecnológicos e produtivos.

1. Em relação à organização das propriedades rurais e ao desenvolvimento local e territorial, bem como às intervenções extensionistas, analise as sentenças a seguir.

I. As propriedades rurais podem estar ou serem organizadas e classificadas de acordo com sua condição econômica, com as atividades rurais desenvolvidas e o tamanho dos empreendimentos.

II. O desenvolvimento local está relacionado, por exemplo, à taxa de êxodo rural; já o desenvolvimento territorial está relacionado, por exemplo, ao índice de desenvolvimento humano e educacional.

III. A intervenção extensionista atual busca desenvolver ações de proporções sistêmicas e com o uso de pacotes tecnológicos com base na sustentabilidade.

Marque a alternativa correta.

a) As alternativas I e II estão corretas.
b) As alternativas I e III estão corretas.
c) As alternativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas a alternativa II está correta.
e) Apenas a alternativa III está correta.

Prévia do material em texto

SUPERVISÃO DAS CADEIAS 
PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO
MÓDULO ESPECÍFICO III
Assistência Técnica e Extensão Rural no 
Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Curso Técnico EaD Senar
Formação Técnica
SENAR - Brasília, 2022
Assistência Técnica 
e Extensão Rural no 
Desenvolvimento do 
Agronegócio Brasileiro
S491c
 SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.
 Curso técnico EaD SENAR: assistência técnica e 
extensão rural no desenvolvimento do agronegócio 
brasileiro / Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. — 
Brasília, DF: SENAR, 2022.
 128 p. : il. ; 21 x 29,7 cm — (SENAR Formação Técnica)
 
	 	 Inclui	bibliografia
 ISBN 978-85-7664-264-0
 
 1. Agronegócio. 2. Ensino a distância. 3. Produtividade 
agrícola. Título. II. Série. 
CDU 630
Elaborado por Maurício Amormino Júnior – CRB6/2422
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(eDOC BRASIL, Belo Horizonte/MG) 
Sumário
Introdução à Unidade Curricular –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 7
Tema 1: Assistência Técnica e Extensão Rural no agronegócio brasileiro –––––––– 11
Tópico 1: Fundamentação e contextualização da Assistência Técnica 
e Extensão Rural (Ater) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 12
1.1 A realidade rural brasileira e suas perspectivas –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 12
1.2 Contextualização da origem, disseminação e evolução da Ater ––––––––––––––– 15
1.3 A diferença entre a Assistência Técnica e a Extensão Rural –––––––––––––––––––––– 18
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 19
Tópico 2: Funções e objetivos da Ater para o agronegócio ––––––––––––––––––––––––––– 20
2.1 A importância da Ater para o desenvolvimento do agronegócio 
brasileiro ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 21
2.2 O papel da Ater para as empresas rurais ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 23
2.3 As chamadas públicas de Ater –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 25
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 28
Tópico 3: A Ater no desenvolvimento das propriedades rurais –––––––––––––––––––––– 28
3.1 A organização e a implantação da Ater nas empresas rurais –––––––––––––––––––– 29
3.2 A importância da formação continuada no processo de Ater –––––––––––––––––––– 31
3.3 Técnicas de abordagem ao produtor rural –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 33
3.4	A	nova	Ater:	desafios	e	paradigmas –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 37
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 40
Encerramento do tema ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 40
Tema 2: A comunidade como base participativa –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 42
Tópico 1: A organização dos agricultores e o desenvolvimento local –––––––––––– 43
1.1 Diagnóstico de organização rural ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 43
1.2 Desenvolvimento local e territorial –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 45
1.3 A intervenção extensionista –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 47
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 49
Tópico 2: Comunicação rural X Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 50
2.1 Ferramentas de comunicação ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 51
2.2 O modelo clássico da comunicação ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 53
2.3 O novo modelo de comunicação rural ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 55
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 57
Tópico 3: Planejamento rural X Ater –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 57
3.1 Princípios básicos de planejamento de projetos ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 58
3.2 Como avaliar e registrar os resultados de Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 60
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 63
Encerramento do tema ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 64
Tema 3: Contribuições da Ater para o agronegócio brasileiro ––––––––––––––––––––––––––––– 66
Tópico 1: Difusão de tecnologias pela Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 67
1.1 Estratégias de mudanças no meio rural e a tomada de decisões 
pelos produtores rurais –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 67
1.2 Atribuições e funções do técnico de Ater –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 70
1.3 O processo de inovação e adoção das tecnologias difundidas ––––––––––––––––– 71
1.4 Metodologia utilizadas na realização de Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 74
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 78
Encerramento do tema ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 79
Tema 4: Legislação e políticas de desenvolvimento do agronegócio –––––––––––––––––– 81
Tópico 1: A importância das entidades no desenvolvimento rural –––––––––––––––– 82
1.1 Entidades de Ater e o trabalho em equipe ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 83
1.2 A pesquisa agropecuária X Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 88
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 90
Tópico 2: Ações e políticas de Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 90
2.1 Atividades e práticas extensionistas –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 91
2.2 Plano municipal de desenvolvimento e políticas agrícolas ––––––––––––––––––––––––– 93
2.3 A legislação e as políticas de Ater: Pnater, Pronater e Anater –––––––––––––––––– 95
Atividade de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 98
Encerramento do tema ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 99
Tema 5: A realização de Ater e sua dimensão ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 101
Tópico 1: Projetos executados pelas organizações de Ater ––––––––––––––––––––––––– 101
1.1 Requisitos mínimos para execução de projetos –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 102
1.2 Como avaliar os projetos de Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 104
Atividade de aprendizagem –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 107
Encerramento do tema –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 107
Tema 6: Tópicos emergentes na Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 109
Tópico 1: A Ater e o desenvolvimento sustentável ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 110
1.1 A sustentabilidade no meio rural –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 111
1.2 O desenvolvimento da agricultura familiar e agroecológica ––––––––––––––––––– 114
1.3 A multifuncionalidade e a pluriatividade no meio rural ––––––––––––––––––––––––––– 116
Atividade de aprendizagem –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 119
Encerramentodo tema –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 119
Encerramento da Unidade Curricular ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 120
Referências –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 121
Gabarito das atividades de aprendizagem –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 124
Tema 1: Assistência Técnica e Extensão Rural no agronegócio brasileiro ––– 124
Tema 2: A comunidade como base participativa ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 125
Tema 3: Contribuições da Ater para o agronegócio brasileiro ––––––––––––––––––––––– 126
Tema 4: Legislação e políticas de desenvolvimento do agronegócio ––––––––––– 126
Tema 5: A realização de Ater e sua dimensão ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 127
Tema 6: Tópicos emergentes na Ater ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 127
Introdução à Unidade 
Curricular
7SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Introdução à Unidade Curricular
Diante da crescente demanda global por alimentos, o Brasil se destaca pelo fato de 
apresentar	grande	área	agricultável	e	diversidade	produtiva.	O	desafio	dos	próximos	
anos é aumentar ainda mais a produção, porém, dentro de parâmetros ambientalmen-
te corretos, socialmente justos e economicamente viáveis.
Nesse contexto, a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) tem papel fundamental 
por ser o elo entre pesquisa (informação e formação), inovação, políticas agrícolas e o 
empresário rural. A Ater, portanto, tem a missão de difundir as inovações tecnológicas, 
especialmente nos locais em que produtores rurais têm acesso restrito a essas mudan-
ças tecnológicas, proporcionar o desenvolvimento das propriedades e contribuir para a 
elevação da produção e da renda. 
Para que essas mudanças ocorram, os técnicos devem estar capacitados para ofe-
recer	uma	Ater	de	qualidade,	a	fim	de	proporcionar	estímulo	ao	desenvolvimento	de	
novas alternativas de produção, potencializar e explorar os recursos existentes de 
forma sustentável. 
A Unidade Curricular Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento 
do Agronegócio Brasileiro apresenta conteúdos voltados à ação da Ater no agrone-
gócio brasileiro. A partir dos assuntos abordados, você aprenderá conceitos, técnicas, 
ações, legislações e tendências importantes para que possamos proporcionar o desen-
volvimento	dos	empreendimentos	rurais	com	eficiência	e	sustentabilidade.	
Capacidades técnicas
Ao	fim	desta	Unidade,	você	desenvolverá	as	capacidades	téc-
nicas de gestão e os conhecimentos relacionados à assistência 
técnica e à extensão no desenvolvimento do agronegócio.
Com carga horária de 60 horas, a Unidade foi organizada em seis temas, diversos tó-
picos	e	subtópicos	relevantes	para	a	sua	formação	profissional.	
Temas Tópicos Subtópicos
Tema 1: 
Assistência 
Técnica e 
Extensão rural 
no agronegócio 
brasileiro
Tópico 1: Fundamentação 
e contextualização da Ater
1.1 A realidade rural brasileira e 
suas perspectivas 
1.2 Contextualização da origem, 
disseminação e evolução da Ater 
1.3 A diferença entre Assistência 
Técnica e Extensão Rural
CURSO TÉCNICO EAD SENAR8
Tema 1: 
Assistência 
Técnica e 
Extensão rural 
no agronegócio 
brasileiro
Tópico 2: Funções e 
objetivos da Ater para o 
agronegócio
2.1 A importância da Ater para o 
desenvolvimento do agronegócio 
brasileiro 
2.2 O papel da Ater para as 
empresas rurais 
2.3 As chamadas públicas de Ater
Tópico 3: A Ater no 
desenvolvimento das 
propriedades rurais
3.1 A organização e a 
implantação da Ater nas 
empresas rurais 
3.2 A importância da formação 
continuada no processo de Ater 
3.3 Técnicas de abordagem ao 
produtor rural 
3.4	A	nova	Ater:	desafios	e	
paradigmas
Tema 2: A 
comunidade 
como base 
participativa
Tópico 1: A organização 
dos agricultores e o 
desenvolvimento local
1.1 Diagnóstico de organização 
rural 
1.2 Desenvolvimento local e 
territorial 
1.3 A intervenção extensionista
Tópico 2: Comunicação 
rural x Ater
2.1 Ferramentas de comunicação 
2.2 O modelo clássico de 
comunicação 
2.3 O novo modelo de 
comunicação rural
Tópico 3: Planejamento 
rural x Ater
3.1 Princípios básicos de 
planejamento de projetos 
3.2 Como avaliar e registrar os 
resultados de Ater
Tema 3: 
Contribuições 
da Ater para 
o agronegócio 
brasileiro
Tópico 1: Difusão de 
tecnologias pela Ater
1.1 Estratégias de mudanças 
no meio rural e a tomada de 
decisões dos produtores rurais 
1.2 Atribuições e funções do 
técnico de Ater 
1.3 O processo de inovação 
e adoção das tecnologias 
difundidas. 
1.4 Metodologias usadas na 
realização da Ater
Tema 4: 
Legislação e 
políticas de 
desenvolvimento 
do agronegócio
Tópico 1: A importância
das entidades no
desenvolvimento rural.
1.1 Entidades de Ater e o
trabalho em equipe.
1.2 A pesquisa agropecuária x
Ater
Tópico 2: Ações e 
politicas de Ater
2.1 Atividades e práticas
extensionistas.
2.2 Plano municipal de
desenvolvimento e políticas
agrícolas.
2.3 A legislação e as políticas de
Ater: Pnater, Pronater e Anater.
9SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Tema 5: A 
realização 
de Ater e sua 
dimensão
Tópico 1: Projetos 
executados pelas 
organizações de Ater
1.1 Requisitos mínimos para 
realização de projetos 
1.2 Como avaliar projetos de Ater
Tema 6: Tópicos 
emergentes na 
Ater
Tópico 1: A Ater e 
o desenvolvimento 
sustentável
1.1 A sustentabilidade no meio 
rural 
1.2 O desenvolvimento 
da agricultura familiar e 
agroecológica 
1.3 A multifuncionalidade e a 
pluriatividade no meio rural
Certifique-se	de	estudá-los	com	atenção	e,	se	precisar,	conte	com	o	apoio	da	tutoria	a	
distância desta Unidade Curricular.
Para	fixar	seu	conhecimento,	ao	fim	de	alguns	tópicos,	você	vai	encontrar	atividades	
para colocar em prática o aprendizado imediatamente após passar pelos conceitos 
e pelas teorias.
Comentários do autor
Todas as atividades buscam respeitar seu ritmo de aprendi-
zagem e são coerentes com o que você será capaz de fazer a 
partir dos assuntos abordados.
Ao	 fim	 desta	 apostila,	 é	 disponibilizado	 um	 gabarito	 para	 que	 você	 verifique	 
suas respostas.
Bons estudos!
01
Assistência Técnica 
e Extensão Rural no 
agronegócio brasileiro
11SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Tema 1: Assistência Técnica e Extensão 
Rural no agronegócio brasileiro 
A Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) contribui de forma positiva para a melho-
ria da renda e da qualidade de vida das famílias que residem no campo, além de pro-
mover o aperfeiçoamento dos sistemas de produção, otimizar a utilização de recursos 
e serviços e atuar de forma sustentável.
Fonte: Getty Images.
Este tema abordará conteúdos que buscam fundamentar e contextualizar a Ater, iden-
tificar	a	realidade	rural	brasileira,	compreender	a	diferença	entre	assistência	técnica	e	
extensão rural, a importância da Ater no desenvolvimento dos empreendimentos ru-
rais, reconhecer seu papel e entender as chamadas públicas de Ater, visualizando suas 
funções e seus objetivos.
Capacidades técnicas
Com os conhecimentos adquiridos, você desenvolverá as se-
guintes capacidades:
• reconhecer	a	 importância	e	os	desafios	da	extensão	rural	
no processo de desenvolvimento da agricultura brasileira; e
• identificar	 o	 propósito,	 o	 processo	 de	 organização	 e	 o	
funcionamento das ações extensionistas para o desen-
volvimento rural.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR12
Tópico 1: Fundamentação e contextualização da 
Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater)
A Ater foi marcada, em sua história, por uma discussão permanente, em vários sen-
tidos, sobre como evoluir sua forma de organização,seus modelos e sistemas e 
suas metodologias. 
A institucionalização das ações de Ater aconteceram há mais 
de 50 anos no Brasil. Porém, como esses serviços evoluíram 
no	país?	Será	que	existem	diferentes	significados,	uma	di-
ferença ou mesmo uma relação entre os termos “extensão 
rural” e “assistência técnica”?
Nesse tópico, além de observar a realidade rural brasileira, vamos responder a 
essas perguntas.
1.1 A realidade rural brasileira e suas perspectivas
O Brasil apresenta uma realidade rural muito distinta. Devido à extensão do território 
brasileiro, o meio rural é formado por diferentes culturas, hábitos, costumes, variações 
climáticas, produção variada, com uma diversidade gigantesca de espécies cultivadas, 
além	de	fauna	e	flora	admirada	por	muitos	países,	o	que	faz	o	país	ser	um	celeiro	mun-
dial e um exemplo de sustentabilidade. 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE), em 1970, a população que residia 
no meio rural representava 44% da população 
total. Em 2015, a população residente no meio rural 
era de apenas 15% de 204 milhões de habitantes. 
Desta forma, podemos afirmar que, a partir de 
1970, ocorreu um grande êxodo rural. 
Os principais motivos dessa evasão são atribuídos à mecanização agrícola, à falta de 
infraestrutura, comunicação, lazer, saúde e educação no meio rural.
Veja,	a	seguir,	o	gráfico	que	representa	a	população	rural	entre	1940	e	2015.
13SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
40 50 60 70
80
90
2000 2010 2015
69% 64% 55% 44% 32% 24% 19% 16% 15%
Década População (%)
Exponencial (Década) Exponencial (População (%))
Fonte: Elaborado pelo autor (2022).
O Brasil vivenciou, até 1960, a agricultura tradicional, baseada nos fatores de produ-
ção terra e trabalho, e por isso, houve o aumento da produção pelo aumento da área 
cultivada. Já a partir de 1970, as propriedades rurais passaram a adotar um modelo 
tecnológico, o que tornou tais fatores menos importantes.
Dica
Como citado anteriormente o Brasil apresenta potencial produ-
tivo muito elevado, uma vez que as condições edafoclimáticas e 
topográficas	contribuem	para	a	exploração	agrícola	diversifica-
da, em uma dimensão continental de 8.500.000 km², diferente 
de outros países, em que a produção é restrita ou limitada.
Veja alguns exemplos de limitações de outros países:
Austrália Um terço do seu território é muito seco, com praticamente 
sem nenhuma condição de produzir.
Rússia e 
países da Europa
Devido ao frio intenso e à neve, em seis meses do ano não 
se produz praticamente nada.
Países europeus
Necessitam construir instalações caras para manter, por 
exemplo, animais de produção protegidos do frio intenso, 
elevando assim, os custos de produção. Em alguns países, a 
área produtiva é limitada.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR14
Pelo fato de o Brasil apresentar 
condições de ampliar a produção 
a partir do emprego de fatores de 
produção	 com	 maior	 eficiência,	 o	
mundo todo observa o país. Proje-
ções apontam que, em 2050, se-
remos responsáveis por 40% da 
produção de alimentos do mundo.
Fonte: Getty Images.
Diante	desse	desafio,	ainda	temos	muito	a	crescer,	 já	que	muitos	produtores	ainda	
não são alfabetizados, não adotam a gestão da propriedade ou novas tecnologias. 
Isso impacta diretamente a continuidade da produção, pois os jovens, que deveriam 
ser seus sucessores, percebem que não há atratividade econômica e deixam as pro-
priedades rurais. 
Comentários do autor
A realidade do meio rural está mudando aos poucos. Os em-
presários rurais passaram a adotar novas tecnologias e a usar 
os recursos disponíveis, especialmente o fator terra, com maior 
eficiência	para	elevar	a	produção.	Soma-se	a	 isso	os	preços	
praticados pela comercialização dos produtos, que facilitou o 
acesso à internet no meio rural, a ampliação das vias de aces-
so, melhores condições de deslocamento, entre outros aspec-
tos que possibilitam a permanência do jovem no campo com 
qualidade de vida. 
Outro fator importante a considerar é que a masculinização e o envelhecimento da 
população rural estão diminuindo, justamente pelas melhores condições de vida no 
campo, que permitem a permanência da população jovem no campo.
Desse	modo,	podemos	afirmar	que	o	profissional	que	escolher	atuar	no	agronegócio	
terá	pela	frente	grandes	desafios	ao	trabalhar	com	Ater.	
15SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Segundo o IBGE, no censo agropecuário de 2017, eram 
aproximadamente 5.073.324 estabelecimentos agropecu-
ários, dos quais apenas 1.025.443 receberam assistência 
técnica.	Isso	significa	que,	apenas	20,21%	dos	estabeleci-
mentos receberam essa assistência. Esse número é preo-
cupante para o setor agropecuário, uma vez que a assis-
tência técnica é uma forma de disseminar informações e 
promover inovações.
A classe de produtores rurais do Brasil, a renda bruta de cada uma delas e os estabe-
lecimentos também são informações importantes para nortear as ações de Ater. 
Leitura complementar
Para informações sobre os estabelecimentos e a renda de cada 
classe de produtores rurais, acesse seu material complementar.
1.2 Contextualização da origem, disseminação e evolução da Ater
A Assistência Técnica e Extensão 
Rural teve início nos EUA nas dé-
cadas de 1940 e 1950 e contribuiu 
para o desenvolvimento econômico 
por muitas gerações.
Fonte: Getty Images.
Nas décadas de 1950 e 1960, nos países asiáticos, a população sofreu com a falta 
de alimentos e, para resolver o problema, os países em desenvolvimento criaram 
os IARCs (International Agricultural Research Center), centros de pesquisas agríco-
las	 internacionais	que	ofereciam	suporte	técnico	e	de	pesquisa	financiados	pela	co-
munidade internacional e direcionados ao desenvolvimento de tecnologias voltadas à 
produção vegetal.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR16
Dessa forma, surgiu, na década de 1960, a chamada 
“revolução verde” e, a partir dela, a Ater, que 
tinha como missão disseminar os conhecimentos 
e elevar a produção de alimentos.
 
No Brasil, há relatos de que as ações de Ater iniciaram-se ainda em 1948 com uma 
parceria entre a Associação Internacional Americana (AIA) e o governo de Minas Ge-
rais. Porém, foi a Associação de Crédito e Assistência Rural (Acar), com a introdução de 
fertilizantes e defensivos, especialmente também em Minas Gerais, onde os agentes 
da Acar além de difundir essas novas tecnologias também realizavam a comercializa-
ção dos produtos.
Comentários do autor
Os	desafios,	eram	muito	maiores	que	na	atualidade.	Havia	uma	
dificuldade,	da	parte	dos	extensionistas,	de	implantar	e	difun-
dir novas informações e técnicas de cultivo ou, ainda, de in-
troduzir novos produtos, uma vez que havia grande resistência 
por parte dos produtores e outros atores envolvidos no ramo 
agropecuário, dado que a taxa de analfabetismo era alta, as 
condições	financeiras,	ruins,	os	recursos,	escassos,	e	as	condi-
ções culturais, muito presente, entre outros fatores.
Como visto anteriormente, a Ater foi trazida para o Brasil no século XX e, até chegar 
aos dias atuais, passou por um processo evolutivo, com várias fases e momentos. Veja 
a seguir as principais fases:
Primeira Fase
Teve início em Minas Gerais com a criação da Acar, entidade americana que ofe-
recia	cooperação	técnica	e	financeira	por	meio	de	linhas	de	crédito.	Assim,	a	Ater	
tornou-se nacional a partir da criação da Associação Brasileira de Crédito e Assis-
tência	Rural	(ABCAR),	em	1956.	Esta	fase	durou	de	1948	a	1963	e	ficou	conhecida	
como	“Humanismo	Assistencialista”.	
Segunda Fase
Esta fase é conhecida pelo “Difusionismo Produtivista”. O objetivo era que o pro-
dutor adotasse um pacote tecnológico: máquinas e equipamentos, fertilizantes, 
sementes selecionadas, crédito subsidiado, entre outros.
17SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e ExtensãoRural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Assim, o tradicional seria transformado em modernismo e, dessa forma, os conhe-
cimentos empíricos e o trabalho tradicional deixaram de ser relevantes. Esta fase 
durou de 1964 a 1980, período em que foi criada a Empresa Brasileira de Assis-
tência Técnica e Extensão Rural (Embrater) devido à grande e forte expansão do 
serviço de Ater no país.
Terceira Fase
Nesta fase, o modelo de Ater era adotado de forma participativa e levava em 
consideração os aspectos culturais das famílias. O objetivo era aproximar os ex-
tensionistas do produtor e vice-versa para que o planejamento fosse participativo. 
Outro marco dessa fase foi o esgotamento do crédito subsidiado, e, a partir de 
então,	adotou-se	um	novo	modelo	de	Ater,	conhecido	como	“Humanismo	Crítico”.	
Quarta Fase
Na	última	fase,	conhecida	como	“Diversificação	institucional”,	foi	extinta	a	Embra-
ter	e	ocorreu	a	diversificação	das	empresas	prestadoras	de	Ater.	Elas	buscaram	
recursos e reivindicaram políticas que dessem subsídios à criação do Programa 
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), em 1996. Esta fase 
durou de 1990 a 2003, período em que se levou em consideração, no meio ru-
ral, aspectos relacionados à gestão e não somente à produção, buscando-se o 
ótimo econômico.
Diante das informações apresentadas, é importante relatar que a Ater esteve e está 
presente no desenvolvimento do nosso país e contribui para o desenvolvimento das 
empresas rurais como um todo, em âmbitos social, ambiental e econômico. 
Veja,	a	seguir,	dois	termos	importantes	para	reflexão:
Fonte: Getty Images. Fonte: Getty Images.
Conhecimento empírico:
São conhecimentos baseados nas expe-
riências cotidianas e culturais, e não no 
experimento	científico.
Ótimo econômico:
Visa diagnosticar e avaliar uma ativida-
de no âmbito econômico, e não somen-
te a produtividade
CURSO TÉCNICO EAD SENAR18
Sobre o termo ótimo econômico, ainda é importante destacar que não é coerente 
adotar uma tecnologia que vai trazer bons resultados produtivos se, na avaliação eco-
nômica, ela não apresentou resultados econômicos satisfatórios.
Leitura complementar
Para saber mais sobre a origem, a disseminação e a evolução 
de Ater, acesse o material complementar.
A	partir	do	estudo	do	surgimento	e	da	evolução	da	Ater,	fica	mais	fácil	compreender	
a estrutura de auxílio ao produtor no desenvolvimento de sua empresa rural, não é 
mesmo? Continue seus estudos, agora com os conceitos de Ater.
1.3 A diferença entre a Assistência Técnica e a Extensão Rural
A Ater é uma área das ciências agrárias que atua no desenvolvimento do ramo agro-
pecuário nos aspectos produtivo, econômico, social e ambiental e visa contribuir para 
a qualidade dos produtos e serviços desenvolvidos no meio rural.
Fonte: Wenderson Araujo - Sistema CNA/SENAR.
Porém, é fundamental compreender a diferença entre as terminologias Assistência 
Técnica e Extensão Rural, pois apresentam diferenças não somente teóricas, mas 
especialmente	práticas.	Confira	a	seguir:
19SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Assistência 
 técnica
Compreende-se	como	um	processo	individualizado.	O	profissio-
nal transmite seu conhecimento ao produtor a partir da resolução 
de problemas imediatos. Isso cria uma relação de dependência 
da parte do produtor pelo técnico, já que o primeiro, de certa 
forma, não passa por um processo de aprendizagem.
Extensão rural
É um processo que visa transferir o conhecimento, embasado na 
formação do produtor. Desta forma, o produtor assimila os co-
nhecimentos e executa as tarefas de forma independente, o que 
elimina a dependência de fatores externos à sua empresa. Pode-
mos entender a extensão rural como um processo educacional.
A extensão rural apresenta uma característica coletiva, com o desenvolvimento da 
comunidade; já a assistência técnica é uma forma de atender ao produtor de forma 
mais	restrita,	com	um	público-alvo	em	mente.	Para	facilitar	o	entendimento,	confira	os	
exemplos a seguir:
Assistência técnica: Um produtor rural solicita a ajuda de 
um técnico para resolver um problema em seu plantel de bo-
vinos de leite, que pode ser a baixa resistência no leite. Po-
demos perceber que a assistência técnica tem a característi-
ca de ser pontual e de resolver os problemas da propriedade.
Extensão Rural: Um produtor rural solicita a ajuda de um 
extensionista para resolver um problema em seu plantel de 
bovinos de leite, que pode ser a baixa resistência no leite. 
Porém, o extensionista, além de resolver o problema, faz 
uma	verificação	geral	da	qualidade	do	leite	do	produtor	e	dos	
demais da comunidade. Nesse sentido, podemos observar 
que a extensão rural visa o coletivo e se preocupa com o 
desenvolvimento da comunidade. 
Interessante, não é mesmo? A seguir, vamos entender a importância da Ater para o 
agronegócio brasileiro.
Antes	de	seguir	com	seus	estudos,	que	tal	fixar	os	conhecimentos?	Faça	a	atividade	
proposta na sequência.
Atividade de aprendizagem
1. Em relação à realidade do campo, ao histórico e à origem da Assistência Técnica e 
Extensão Rural (Ater), marque a alternativa correta.
a) De acordo com o censo agropecuário de 2017, os empreendimentos rurais que re-
cebem serviços de Ater constituíam 79,79% das propriedades.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR20
b) A Ater teve início nos EUA, mas só chegou ao Brasil na década de 1960 com a 
“revolução verde”.
c) A	quarta	fase	da	Ater	é	conhecida	pelo	“humanismo	crítico”,	o	que	significa	que,	na	
prática, a Ater era feita de forma participativa.
d) No Brasil, a Ater teve início em 1948 como parceria entre uma associação america-
na e o governo de Minas Gerais e seu objetivo era a difusão de tecnologias.
e) O “difusionismo produtivista” tinha como objetivo fazer com que o produtor ado-
tasse um pacote tecnológico para o desenvolvimento de sua propriedade. Esse é o 
marco da terceira fase da Ater.
Tópico 2: Funções e objetivos da Ater para o agronegócio 
Os serviços de Ater são fundamentais no processo de desenvolvimento rural e agrope-
cuário do país por levar ao conhecimento dos produtores rurais informações e inova-
ções úteis para o crescimento de seus empreendimentos.
Fonte: Wenderson Araujo - Sistema CNA/SENAR.
Nesse sentido, é fundamental conhecer a importância e o papel da Ater e como o ser-
viço é contratado e disponibilizado à população rural. Vale lembrar que a Constituição 
Federal	de	1988	define	que	os	serviços	de	Ater	devem	ser	levados	em	consideração	na	
formulação e na criação de políticas agrícolas no país.
21SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
2.1 A importância da Ater para o desenvolvimento do agronegócio 
brasileiro
O Brasil tem avançado muito nos 
últimos anos em relação à implan-
tação de novas tecnologias e ao 
aumento da produtividade em vá-
rias cadeias do agronegócio. Esse 
avanço	 foi	 devido	 à	 grande	 influ-
ência da Assistência Técnica e Ex-
tensão Rural, já que ela é respon-
sável por disseminar informações, 
conhecimentos e tecnologias para 
que os produtores rurais possam 
adotá-los no seu dia a dia e desen-
volvam suas empresas rurais. 
Fonte: Getty Images.
Além disso, a Ater possui grande importância, uma vez que, ao mesmo tempo que 
dissemina conhecimentos e tecnologias, promove a educação e o desenvolvimento do 
produtor em vários aspectos. Na atualidade e com maior força, podemos apontar como 
exemplo a educação financeira.
Glossário
Educação financeira: gestão e controle dos recursos mo-
netários ou não monetários de uma empresa ou organização. 
Pode-se dizer também que é o estudo de como gerenciar o 
dinheiro e o capital, por exemplo, de uma empresa rural. 
 
Os avanços das cadeias produtivas foram mais expressivos a partir da criação da Em-
presa	Brasileira	de	Pesquisa	Agropecuária	(Embrapa),	em	1973.	Confira,	no	quadroabaixo, um exemplo de avanço tecnológico na produção de milho:
CURSO TÉCNICO EAD SENAR22
Ano
Espaçamento 
de plantio (m)
Plantas/ha ou 
kg sementes/ha
Produtividade 
(t/ha)
1940 1,10 a 1,20 8 a 15 kg 1,3
2014 0,4 a 0,6 65 a 75 mil 5,1
2020 0,45 a 0,50 70 mil 5,4
Legenda: Avanços tecnológicos na produção de milho (dados aproximados)
Fonte: Conab 2014 e Embrapa 2021.
 
A evolução e a difusão da tecnologia pelos órgãos de Ater tem auxiliado os produtores 
rurais	em	diversas	cadeias	produtivas.	Confira	alguns	exemplos	a	seguir.
Setor pecuário
O	uso	de	tecnologias	permite	que	os	produtores	confinem	os	animais	e	deixem	a	
terra, antes ocupada em sistema extensivo pelos animais, para outras explora-
ções, permitindo até mesmo a mecanização dessas áreas.
Setor agrícola
As tecnologias implantadas no setor agrícola permitem a especialização de uma 
determinada região em produção de grãos, frutas, hortaliças, entre outras e, as-
sim, elevar a rentabilidade e reduzir os custos de produção.
Setores variados
A tecnologia permite melhorar a qualidade e a sanidade dos produtos, bem como 
eliminar ou reduzir o desperdício de alimentos. Isso torna o produtor mais compe-
titivo no mercado em que atua.
Diante das informações apresentadas, é importante destacar que a Ater é o principal 
elo entre as políticas públicas de desenvolvimento rural e o produtor rural. É justamen-
te por esse motivo que a Assistência Técnica e Extensão Rural se consolida cada vez 
mais no agronegócio brasileiro. 
23SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Ater
Produtor
Rural
Políticas
Públicas
Fonte: Adaptado do autor (2022).
No	entanto,	o	profissional	que	quer	se	consolidar	no	agronegócio	deve	acompanhar	a	
modernização da Ater que adota um modelo de desenvolvimento voltado à sustenta-
bilidade atualmente.
2.2 O papel da Ater para as empresas rurais
A Ater visa melhorar as condições produtivas, utilizar os recursos aplicados nas pro-
priedades rurais, além de atuar na melhoria da qualidade de vida das pessoas do cam-
po	e	proporcionar	acesso	facilitado	a	crédito,	recursos	financeiros	e	serviços	importan-
tes para o desenvolvimento das empresas rurais.
Nesse sentido, a Ater tem como missão promover 
e fomentar processos que contribuam para a 
construção e a execução de ações e estratégias 
de desenvolvimento sustentável.
Além disso, a Ater tem foco em fortalecer a agricultura familiar por meio de metodo-
logias voltadas à educação e à participação da sociedade, integrar organizações que 
buscam melhorar a qualidade de vida da sociedade e estimular melhorias no exercí-
cio da cidadania. 
Além	disso,	a	Ater	tem	objetivos	específicos.	Confira	a	seguir	alguns	desses	objetivos:
CURSO TÉCNICO EAD SENAR24
Estimular a 
diversificação 
da produção, 
a melhoria da 
renda, a 
segurança 
alimentar, 
além de gerar 
e manter 
novas opor-
tunidades de 
trabalho.
Fomentar aos 
produtores 
rurais a adoção 
de novas 
tecnologias 
cabíveis à sua 
realidade e 
buscar uma 
produção 
sustentável, 
que faça uso 
dos recursos 
naturais com 
respeito e 
eficiência.
Promover 
ações de 
fortalecimento 
das entidades 
de Ater para 
que estejam 
preparadas 
para articular, 
formar, apoiar 
e valorizar o 
conhecimento 
dos produtores 
rurais.
Desenvolver 
ações que 
visam à 
inclusão social 
e ao respeito e 
fortalecimento 
da cidadania.
Contribuir para 
a construção 
do associativis-
mo e do coop-
erativismo 
entre as 
empresas 
rurais, órgãos 
públicos, sejam 
eles de Ater ou 
não, entre 
outras organi-
zações, com 
foco na melho-
ria da competi-
tividade.
Fonte: Adaptado do autor (2022).
Outro papel importante da Ater é o desenvolvimento do capital humano, como por 
exemplo, a formação do extensionista, uma vez que ele que estará a campo e fará 
frente	aos	desafios	do	agronegócio	brasileiro.	Nesse	sentido,	a	missão	educacional	da	
Ater	fica	bem	evidente.	
Para	que	o	profissional	de	Ater	 tenha	sucesso	em	sua	ca-
minhada, deve obter uma visão holística do agronegócio. 
Essa,	aliás,	ainda	é	uma	dificuldade	encontrada	pelas	 ins-
tituições de ensino na área das ciências agrárias nas quais, 
via de regra, as disciplinas não têm integração e não se 
leva em consideração os conhecimentos empíricos e cultu-
rais dos educandos.
Essa	metodologia	de	ensino	adotada	pela	maioria	das	instituições	de	ensino	se	reflete	
na prática extensionista. Como resultado, o agente de extensão vai reproduzir esses 
valores com os produtores. Por exemplo, podemos perceber a introdução de pacotes 
tecnológicos nas propriedades rurais sem, muitas vezes, ter o estudo da realidade da 
propriedade. Como resultado, as tecnologias implantadas não geram os resultados es-
perados e frustram o produtor, o que cria uma certa resistência às ações de Ater.
25SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Informação extra
É importante ressaltar que, na atualidade, há muitas ações de 
Ater “casadas” com o comércio de insumos e produtos agrope-
cuários. Algumas empresas, além de fornecer o produto, ofere-
cem a assistência técnica. O valor do serviço, normalmente, já 
está incluso no valor das máquinas e equipamentos adquiridos. 
Portanto, o extensionista deve adotar postura e atitudes que envolvam o produtor rural 
e sua família e os demais colaboradores para participarem das tomadas de decisões. 
Esse	é	o	perfil	esperado	do	novo	extensionista.
2.3 As chamadas públicas de Ater
As chamadas públicas de Ater são formas legais de contratação de entidades que pres-
tam	serviços	correlatos.	Desta	forma,	podemos	afirmar	que	uma	chamada	pública	é	um	
documento que reúne elementos necessários e caracteriza o serviço a ser contratado.
Fonte: Getty Images.
Por dentro da lei
As chamadas públicas para contratação de Ater são regula-
mentadas pela Lei n.º 12.188/2010, cujo artigo 19 estabelece 
as regras básicas para a participação das entidades.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR26
Confira	a	seguir	algumas	dessas	regras:
• o objeto a ser contratado;
• a	qualificação	e	a	quantificação	do	público	a	ser	atendido;
• a	área	geográfica	a	ser	atendida;
• o prazo para que os serviços sejam executados;
• os valores de contratação;
• a	qualificação	dos	profissionais	de	acordo	com	o	serviço	prestado;	e
• o	número	de	profissionais	responsáveis	pelo	trabalho	de	assistência.
Além das regras já citadas, uma chamada de Ater pode ser composta pelos seguin-
tes instrumentos:
Componentes do programa; 
atividades contratadas e 
resultados esperados
Formação de equipes, 
capacitação, indicadores e 
recursos financeiros
Etapas de seleção e 
divulgação dos resultados
Metodologia utilizada, 
abordagem e proposta 
pedagógica
Cronograma da chamada; 
condições para participar e 
encaminhamento da proposta
Recursos administrativos
Comissão de seleção das 
propostas e procedimento da 
entidade que executará o serviço
Fonte: Adaptado do autor (2022).
27SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
A entidade responsável por fazer as chamadas públicas de Ater é a Agência Nacio-
nal de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Cabe a Anater fazer a contra-
tação, o credenciamento e acreditar entidades públicas e privadas de prestação de 
serviços de Ater.
Atenção
As chamadas públicas de Ater são feitas para atender a uma 
necessidade	de	um	público	específico	e	de	programas	direcio-
nados a ele. Essas chamadas públicas, geram muitos modelos 
de		contratos,	resultando	em	valores	financeiros	significativos,	
provenientes da Anater e oriundos do Supremo Tribunal Fe-
deral (STF), para que a Assistência Técnica e Extensão Rural 
chegue até as propriedades rurais. 
Os serviços de Ater são atividades direcionados à educação do meio rural de forma 
continuada	e	não	formal,	envolvendo	processos	produtivos,	degestão,	beneficiamento	
e comercialização de produtos ou serviços agropecuários.
Ação no campo
Agora, imagine a seguinte situação: suponhamos que você é 
responsável de uma entidade pública ou privada e quer partici-
par das chamadas públicas de Ater. Como proceder? Para isso, 
é necessário que a sua entidade passe por um credenciamento 
e se cadastre junto a Anater. 
Leitura complementar
Para saber mais sobre o credenciamento de entidades de Ater, 
acesse seu material complementar. 
Prático, não é mesmo? A seguir, vamos continuar nossos estudos relacionados à Ater 
no desenvolvimento das propriedades rurais.
Antes de continuar seus estudos, faça a atividade proposta a seguir.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR28
Atividade de aprendizagem
1. A Ater, desde seu início, teve importante papel no desenvolvimento das cadeias 
produtivas e do agronegócio brasileiro como um todo por levar ao produtor infor-
mações, conhecimentos e tecnologias que proporcionam o desenvolvimento de 
seu empreendimento. Nesse sentido, em relação à importância e ao papel da Ater, 
identifique a alternativa correta.
a) A missão da Ater, na atualidade, é convencer o produtor da importância e da necessida-
de de adotar pacotes tecnológicos para o desenvolvimento de seu empreendimento.
b) A evolução e a difusão da tecnologia permite ao produtor apenas melhorar e au-
mentar a produtividade agrícola e pecuária.
c) O	profissional	de	Ater,	para	que	possa	conduzir	seu	trabalho	com	êxito,	deve	ter	co-
nhecimentos sobre a produção pecuária e agrícola. Não é necessário ter uma visão 
sistêmica das propriedades atendidas.
d) As ações de Ater chamadas “casadas” visam comercializar os produtos in loco, isto 
é, dentro da propriedade, e não oferecem a assistência técnica.
e) As cadeias produtivas obtiveram grandes avanços, especialmente após a criação da 
Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 1973.
Tópico 3: A Ater no desenvolvimento das propriedades 
rurais
Os serviços de Ater baseados em um sistema norte-americano, desde 1940, viven-
ciam um processo de reorganização nas esferas legislativa, política, educacional, so-
cial e ambiental. 
Nessa	 nova	 Ater,	 os	 desafios	 são	
complexos,	 e	 o	 profissional	 da	
área precisa estar preparado para 
transmitir as informações e tec-
nologias ao produtor de forma 
clara e objetiva. 
Fonte: Tony Oliveira - Sistema CNA/SENAR.
29SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
3.1 A organização e a implantação da Ater nas empresas rurais
A Ater esteve e está presente em todo o desenvolvimento do agronegócio, na dis-
seminação de novas tecnologias, de políticas agrícolas ou, ainda, na supervisão de 
crédito agrícola. 
A Ater atuou e atua na transferência de conhe-
cimentos e informações que visam proporcionar 
o bem-estar das pessoas atendidas, a produção 
sustentável e a diversificação das propriedades 
rurais.
Dessa forma, para produtores grandes, médios, ou pequenos, a Ater trabalha com o 
intento de incentivar as pessoas do campo a permanecerem nele, já que um dos seus 
objetivos é fazer o incremento da renda familiar.
Comentários do autor
Percebe-se que a Ater aproxima o produtor da pesquisa, das 
empresas e das indústrias e essas com o ambiente de produ-
ção, que são as propriedades rurais. Sendo assim, a Assistên-
cia Técnica e Extensão Rural é quem propicia essa ligação.
Os serviços públicos ou privados de Ater buscam fomentar e estimular a geração de 
renda e a qualidade de vida da população do campo, bem como a sustentabilidade do 
desenvolvimento rural. Mas, para isso, é fundamental o apoio de instituições compro-
metidas com esse trabalho. 
Porém, após a dissolução da Embrater, na década de 1990, a Ater passou a sofrer 
descontinuidade e seus serviços foram fragmentados em nível nacional. Assim, no ano 
2000, a Ater passou a ser orientada por outros dois órgãos. 
 
Confira	a	seguir:	
CURSO TÉCNICO EAD SENAR30
Ministério do Desenvolvimento 
Agrário (MDA) 
Secretaria de 
Agricultura Familiar (SAF)
Os dois órgãos compõem o Departamento de Assistência Técnica e Exten-
são Rural (Dater). 
Com o objetivo de atender aos produtores rurais de forma mais ampla, a Ater foi des-
centralizada nos estados e nos municípios, onde as instituições e organizações públicas 
pertencentes a essas esferas passaram a criar iniciativas, como:
 ✓ órgãos de pesquisa;
 ✓ instituições de ensino técnico; 
 ✓ conselhos municipais e estaduais; e
 ✓ órgãos governamentais e não governamentais credenciados à política pública de Ater.
No entanto, sabe-se que, para que 
os serviços públicos de Ater che-
guem até as empresas rurais, é 
necessário ter aporte de recursos 
financeiros.	Nesse	sentido,	o	MDA	
incluiu no orçamento plurianual 
da União os recursos necessários 
para garantir a continuidade dos 
serviços de Ater.
Fonte: Getty Images.
Os	estado	e	os	municípios	também	devem	buscar	recursos	financeiros	e	de	infraestru-
tura, além de convênios com entidades governamentais e não governamentais, como 
forma de viabilizar recursos para dar continuidade aos serviços de Ater. Na atualidade, 
os	serviços	de	Ater	são	prestados	em	proporções	significativas	por	empresas	privadas	
que fazem o “casamento” da Assistência Técnica e Extensão Rural com a comercializa-
ção de produtos e insumos, como já mencionamos. 
31SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Para refletir
Diante da organização da Ater, quem realmente se responsa-
biliza	por	definir	as	ações	e	 tecnologias	que	serão	 implanta-
das e difundidas?
Historicamente,	essa	decisão	ficava	a	cargo	dos	pesquisado-
res,	que	criavam	definições	e	inovações	tecnológicas	implanta-
das e difundidas pelos extensionistas. Em suma, na prática, a 
Ater era e ainda é, em muitos casos, feita de forma tradicional. 
A nova Ater (tema que será tratado adiante) busca desconstruir esse tradicionalismo, 
por meio de uma metodologia que busca a cooperação, o humanismo e o espírito de 
colaboração;	atua	também	na	promoção	financeira,	ambiental	e	social	das	empresas	
rurais, e não somente na implantação de pacotes tecnológicos e produtivos.
3.2 A importância da formação continuada no processo de Ater
No processo de Ater o extensionista é o mediador entre as instituições de pesquisa e 
o ambiente produtivo. Portanto, para que as informações e os conhecimentos sejam 
transferidos	de	forma	clara	e	objetiva,	é	fundamental	que	o	profissional	esteja	prepa-
rado.	Assim,	a	qualificação	dos	agentes	envolvidos	na	Ater	possibilita	a	formação	com	
foco na área técnica, mas de forma mais ampla e sistêmica.
Fonte: Wenderson Araujo - Sistema CNA/SENAR.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR32
A formação continuada não passa apenas pela capacitação dos agentes de Ater, mas 
pelos	produtores	assistidos.	Dado	esse	contexto,	confira	a	seguir	a	importância	da	ca-
pacitação de produtores e de agentes de Ater.
Formação de produtores rurais: é importante que o pro-
dutor rural participe de ações desenvolvidas por entidades 
e agentes de serviço de Ater da região. Essas ações, co-
nhecidas como formação de produtores rurais (FPR), devem 
ser contínuas. São compostas por treinamentos, cursos e 
programas fundamentais para que o produtor entenda a im-
portância de acompanhar o planejamento da propriedade.
Formação de agentes de Ater:	o	profissional	de	Ater	deve	
estar preparado para fazer um bom trabalho, já que é pre-
ciso conhecer o produtor, seus costumes, sua família e suas 
dificuldades,	 além	 de	 identificar	 as	 necessidades	 e	 obstá-
culos que interferem na adoção de inovações. Isso possi-
bilita	o	estabelecimento	de	uma	relação	de	confiança	com	
o produtor que facilita o entendimento e a adoção das ino-
vações propostas.
No meio rural, o agente de Ater vai encontrar pessoas com a tendência de apresentar 
maior resistência à adoção de novas tecnologias, devido especialmente a questões 
culturais	e	atémesmo	à	desconfiança	relacionada	aos	resultados	que	uma	tecnologia	
pode apresentar.
Nesse sentido, é preciso buscar uma área de estudo que apresente características que 
auxiliem	na	formação	e	no	desenvolvimento	de	adultos	com	características	específicas,	
como a andragogia.
Glossário
Andragogia: é a educação para adultos. Ela atua fora de sala 
de aula, com a intenção de motivar e apresentar conteúdos 
que retratam situações comuns do dia a dia e, assim, fazem 
o	 aluno	 pensar,	 criar	 e	 definir	 soluções	 para	 os	 problemas	
da vida cotidiana.
Para que o produtor adote as tecnologias oferecidas, o agente de Ater deve ter sempre 
em mente a importância de usar e aplicar técnicas de demonstração. Desta forma, o 
agente precisa conhecer bem as tecnologias para apresentá-las aos produtores rurais.
33SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Leitura complementar
Para saber mais sobre a formação continuada no processo de 
Ater, bem como conhecer um exemplo de demonstração práti-
ca do uso de tecnologias, acesse seu material complementar.
3.3 Técnicas de abordagem ao produtor rural
Uma boa abordagem com o produtor rural e sua família é fundamental para que as 
ações de Ater sejam implantadas e gerem os resultados esperados.
Fonte: Getty Images.
É	 importante	ressaltar	que,	muitas	vezes,	os	profissionais	de	Ater	 têm	um	nível	de	
conhecimento elevado, mas não conseguem transmitir o que sabem e transformar a 
realidade das propriedades rurais. Um motivo para que isso ocorra é justamente a falta 
de estabelecimento de uma relação de harmonia com os empresários rurais.
Assim, é importante saber como criar um ambiente favorável para desenvolver a Ater.
 ✓ Estabelecer confiança com o produtor e sua família
A	confiança	é	estabelecida	pelas	ações	e	atitudes	do	técnico	e	do	produtor.	Cabe	ao	
agente	de	Ater	desenvolver	essa	relação	de	confiança	e	proximidade	por	meio	de	ati-
tudes	que	influenciem	de	forma	positiva	o	ambiente	da	propriedade.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR34
Para isso, o agente de Ater deve cumprir com os acordos 
e	as	responsabilidades	com	humildade	e	respeito	a	fim	de	
contribuir para construir entendimento entre ele e o pro-
dutor. Com uma relação harmônica, ambas as partes vão 
se sentir satisfeitas, pois vão abraçar causas e tomar deci-
sões em conjunto.
O	produtor	somente	vai	se	sentir	confiante	para	seguir	o	agente	de	Ater	quando	perce-
ber que o técnico realmente quer contribuir e auxiliá-lo alcançar melhores resultados. 
O técnico deve ser transparente e apresentar 
claramente as informações. Além de aspectos 
técnicos, deve entender os fatores humanos 
envolvidos. 
Naturalmente, será mais difícil estabelecer uma boa relação se o produtor apresentar 
resistência devido a crenças, valores discrepantes das relacionadas às ações de Ater.
Ação no campo
Vamos imaginar um exemplo prático de resistência: um pro-
dutor rural apresenta relutância em fazer o levantamento dos 
custos de produção de sua atividade por medo de saber os 
custos de produção e ter que tomar uma decisão a partir do 
resultado obtido. Neste caso, o agente de Ater está diante de 
uma situação em que o produtor tem crenças que limitam ou 
impossibilitam a mudança. 
Nesse	sentido,	é	uma	função	do	profissional	mostrar	ao	produtor	que,	por	meio	dos	
custos de produção, pode-se tomar muitas decisões com vistas a melhorar os resulta-
dos.	A	confiança	também	será	estabelecida	a	partir	do	momento	que	o	agente	de	Ater	
apresentar resultados, informações e conhecimentos de forma clara ao produtor, além 
de	demonstrar	práticas	de	valores	baseadas	na	ética	e	na	integridade	profissional.
 ✓ Entendendo o comportamento humano
O	profissional	de	Ater	que	atua	no	meio	rural	pode	se	deparar	com	situações	em	que	
o	produtor	rural	tem	dificuldade	de	aceitar	mudanças	e	orientações,	o	que	exige	do	
técnico entendimento e formas de intervir.
35SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Situações como essas deixam claro que o produtor tem cren-
ças limitantes, também chamadas crenças não atualizadas.
As crenças limitantes fazem com que o indivíduo não tenha senso de realidade e veja 
como verdade absoluta aquilo que aprendeu quando era jovem ou criança.
Atenção
Diante de uma situação em que o produtor apresenta crenças 
limitantes,	o	profissional	deve	mostrar	ou	até	mesmo	provar	ao	
produtor, com informações atualizadas, que, para fazer algo de 
acordo com sua realidade e orientado aonde se quer chegar, é 
necessária uma mudança. O objetivo é que o produtor adquira 
uma nova consciência, orientada à mudança.
	Confira	um	exemplo	de	crença	que	o	profissional	de	Ater	pode	encontrar	no	meio	rural:
Fonte: Getty Images. Fonte: Getty Images.
“Se eu anotar tudo, 
paro de produzir!”
Essa	frase	reflete	o	medo	do	pro-
dutor em conhecer a realidade 
de sua atividade.
“Se eu pegar dinheiro emprestado 
do banco, vou à falência!”
Nessa frase, o produtor pode evo-
car uma experiência própria ou 
de um familiar. 
É	importante	ressaltar	que	o	profissional	de	Ater	somente	terá	condições	de	desenvol-
ver	um	bom	trabalho	se	estiver	em	estado	emocional	equilibrado.	Podemos	classificar	
os estados emocionais em dois sistemas, conforme a seguir. 
CURSO TÉCNICO EAD SENAR36
Sistema 
vencedor
Nesse	sistema,	o	profissional	de	Ater	se	sente	bem	internamen-
te,	tem	confiança	e	acredita	em	seu	potencial.	Ele	tem	consci-
ência de suas limitações e potencialidades, mas consegue esta-
belecer objetivos e metas realistas, que podem ser alcançadas. 
Assim,	as	coisas	fluem	naturalmente.	
Sistema não 
vencedor
Já	nesse	sistema,	o	profissional	de	Ater	faz	muito	esforço	em	
algo que ainda não foi alcançado, o que causa uma certa frus-
tração.	 Ele	 se	 encontra	 em	 conflitos	 facilmente	 e	 tem	pouca	
vontade de ir além por acreditar que não tem condições. Nes-
te caso, ele inicia muitas coisas, mas não termina nada. Tem 
medo e cria resistência.
Cabe	ao	técnico	ter	a	consciência	de	identificar	em	si	mesmo	em	qual	sistema	está	
atuando	naquele	momento	e,	a	partir	das	conclusões,	pode-se	definir	os	resultados	de	
uma	atividade	ou	tarefa.	Assim,	essa	atitude	influenciará	diretamente	os	resultados	da	
vida	profissional	e	pessoal.	
Isso também acontece com o produtor rural. Por isso, é im-
portante	que	o	profissional	de	Ater	se	prepare	para	identi-
ficar	nos	produtores	o	sistema	que	está	ativo	para,	então,	
definir	estratégias	e	tomar	decisões.
Outro	ponto	de	atenção	é	que,	ao	identificar	um	produtor	com	pouca	vontade,	frus-
tração,	com	medo	e	resistência,	é	necessário	que	o	profissional	de	Ater	o	ajude	para	
que ele possa passar do sistema não vencedor, para o sistema vencedor garantindo o 
comprometimento com o trabalho. 
Dica
No atendimento ao produtor, é sempre importante apre-
sentar	 bom	 humor,	 entusiasmo	 e	 confiança	 para	 estabele-
cer um ambiente agradável e, assim, criar uma relação pro-
fissional	saudável.
 ✓ Mantendo o equilíbrio emocional
Para criar uma conexão e uma relação saudável com os produtores rurais, é necessário 
entender	em	que	estado	emocional	o	profissional	se	encontra.
37SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
É	 importante	 atentar-se	 a	 fatores	 que	 podem	 influenciar	
nosso estado emocional: uma informação desagradável ou, 
então, um dia de muito calor que gera estresse, trabalho em 
excesso ou noites mal-dormidas.
Assim, é importante que tenhamos consciência desses fatores para, a partir daí, fa-
zer	ações	que	ativem	o	sistema	vencedor.	Confira,	a	seguir,	duas	formas	de	ativar	o	
sistema vencedor: 
Ativar as 
potencializadas 
imobilizadas e 
inconscientes
As ações podem ser simples, como conversar com amigos, ajudar 
ao próximo, participar de grupos, fazer algo que ofereça bem-es-
tar, entre outros.
A prática 
da autonomiaA	confiança	em	si	mesmo	gera	um	sentimento	de		realização,	ou	
um sentimento de algo que conseguimos concretizar. Somos res-
ponsáveis	pelo	que	sentimos	e	pensamos	e	isso	reflete	nas	ações	
e nas atitudes perante os acontecimentos do dia a dia.
Nesse sentido, lembre-se de que o caminho para ativar o sistema vencedor é 
ter	 consciência	 de	 que	 estamos	 bem;	 manter	 a	 confiança	 em	 nossos	 pensa-
mentos, sentimentos e ações. Por isso, é importante permitir-se adotar novas 
formas de pensar, agir, sentir e observar os resultados que podem ser alcançados.
3.4 A nova Ater: desafios e paradigmas
A mudança de uma Ater convencional para uma inovadora provoca desconforto, 
já que o produtor não está habituado, por exemplo, a olhar sua propriedade como 
uma empresa rural.
Fonte: Getty Images.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR38
Diante	dos	desafios,	especialmente	o	do	desenvolvimento	sustentável,	as	organizações	
públicas precisaram transformar as práticas convencionais de Ater para tomar um novo 
rumo para atender às exigências da sociedade. 
Nesse	sentido,	podemos	destacar	alguns	desafios	que	a	Ater	pública	é	capaz	de	enfrentar:
 ✓ maior exigência de produção de alimentos devido ao programa governa-
mental “Fome Zero”;
 ✓ a missão de gerar ocupações agrícola e não agrícolas no meio rural;
 ✓ dar	mais	auxílio	e	apoio	aos	setores	com	maiores	dificuldades	para	a	população	rural;
 ✓ maior garantia na melhoria da qualidade de vida da população rural;
 ✓ maior acesso da população rural a políticas públicas;
 ✓ ter práticas baseadas na participação e na democracia;
 ✓ segurança alimentar;
 ✓ proteção ao meio ambiente e aos recursos naturais;
 ✓ maior integração entre pesquisa e extensão;
 ✓ formação de extensionistas e agricultores; e
 ✓ visão holística das propriedades rurais.
Outro ponto a ser considerado é que os grandes 
produtores, por si só, definem o momento e a 
necessidade de inovações tecnológicas, além das 
empresas privadas de prestação de serviços, por 
exemplo, que fornecem crédito rural. 
Nesses casos, o que cabe à Ater pública, então?
Nesse sentido, a Ater pública pode intervir principalmente, 
e de forma direta, na proteção do meio ambiente e na pro-
dução de alimentos com base na sustentabilidade e na se-
gurança alimentar.
39SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Portanto,	para	vencer	os	desafios	mencionados,	é	fundamental	que	os	órgãos	de	Ater,	
mas especialmente os agentes, no campo, pratiquem ações e estratégias diferenciadas 
para	vencer	os	obstáculos	da	atualidade.	Confira,	a	seguir,	alguns	exemplos:
 ✓ a imersão do agente para entender a realidade das famílias envolvidas no processo;
 ✓ o resgate do conhecimento local e a capacidade de relacioná-lo ao conhecimento 
técnico-científico;	
 ✓ a participação completa das pessoas envolvidas no processo;
 ✓ o processo educativo; e
 ✓ o registro e a sistematização das experiências.
Comentários do autor
É muito importante destacar que essas estratégias e ações não 
vão trazer resultados imediatos, mas a médio e a longo prazo. 
Por isso, é necessário adotar um processo de Ater continua-
da, que demanda dos órgão e agentes de Ater muita persis-
tência e dedicação.
Confira	a	seguir	um	exemplo	de	modelo	inovador	de	Ater:
Ação no campo
O modelo chamado de Assistência Técnica e Gerencial (Ateg) 
desenvolvido e aplicado pelo Serviço Nacional de Aprendiza-
gem Rural é um exemplo prático da inovação da Ater. 
A Ateg é um modelo de assistência aplicável a qualquer cadeia 
produtiva e a todas as regiões brasileiras. Ela oferece ao pro-
dutor um diagnóstico preciso da propriedade por meio de uma 
análise dos pontos fracos e fortes, o que permite ao produtor/
gestor	 definir	 estratégias	 para	melhorar	 os	 resultados	 como	
um	 todo	 sem	 um	 pacote	 tecnológico	 pré-definido,	mas	 com	
inovações	que	resultam	em	maior	eficiência	econômica	e	con-
tribuem para a sustentabilidade ambiental, social e tecnológica. 
Como	todo	modelo	de	Ater,	também	há	desafios	a	serem	ven-
cidos. São alguns deles:
CURSO TÉCNICO EAD SENAR40
 ✓ dificuldades	financeiras	dos	produtores,	e	a	necessidade	de	
fazer uso dos recursos disponíveis na propriedade;
 ✓ resistência, por parte dos produtores, a adotar inovações;
 ✓ sucessão familiar no campo; e
 ✓ não ter um pacote tecnológico para ser repassado. 
Diante desse cenário, mudanças são necessárias em busca da consolidação da Ater 
e, principalmente, pela contribuição dela para a melhoria das propriedades rurais em 
todos os aspectos.
Antes	 de	 encerrar	 este	 tema,	 faça	 a	 atividade	 proposta	 a	 seguir	 para	 fixar	
seu aprendizado.
Atividade de aprendizagem
1. Para que o desenvolvimento e a implantação dos serviços de Ater aconteça de for-
ma saudável entre o profissional e o produtor, devem ser adotadas algumas técni-
cas e formas de abordagem. Nesse sentido, marque a alternativa que represente 
uma abordagem correta ao produtor.
a) Estabelecer	a	confiança	com	o	produtor	e	sua	família	por	meio	de	atitudes	positivas.
b) Promover a formação continuada dos produtores rurais, na busca pela 
profissionalização.
c) Implantar ações de Ater nas propriedades de forma autônoma por parte 
do agente de Ater.
d) Adotar uma abordagem que desconsidere o estado emocional dos atores envolvidos.
e) Abordar de forma tradicional, sem qualquer observância aos compor-
tamentos humanos.
Encerramento do tema
Você encerrou o tema Assistência Técnica e Extensão Rural no Agronegócio 
Brasileiro. Nele, você estudou e conheceu os fundamentos, a contextualização, as 
funções e os objetivos para o agronegócio e a inserção da Ater nas propriedades rurais.
É	 importante	 destacar	 que	 o	 profissional	 de	Ater	 deve,	 antes	 de	mais	 nada,	 saber	
como abordar e dialogar com o produtor e sua família. A partir do estabelecimento de 
uma relação de harmonia com o produtor, os resultados serão alcançados com êxito. 
A seguir, vamos conhecer as contribuições da Ater para o agronegócio e como ocorre 
a difusão de tecnologia aos produtores rurais.
A comunidade 
como base 
participativa
02
CURSO TÉCNICO EAD SENAR42
Tema 2: A comunidade como base 
participativa
Historicamente,	a	troca	de	informações	e	conhecimentos,	bem	como	de	experiências	
técnicas relacionadas à produção agropecuária, era feita de acordo com as formas de 
organização	do	espaço	rural.	Hoje,	essa	transferência	de	conhecimento	deve	conside-
rar aspectos importantes, como por exemplo, a comunicação, a participação dos atores 
do espaço rural e o planejamento de projetos de Ater.
Fonte: Getty Images.
O tema A comunidade como base participativa vai mostrar a você como a com-
preensão da organização do meio rural, o desenvolvimento local e territorial, a comu-
nicação rural e o planejamento de projetos rurais podem ser utilizados na sua carreira 
profissional	e	no	seu	dia	a	dia.
Capacidades técnicas
Ao	fim	deste	tema,	você	desenvolverá	as	seguintes	capacidades:
• registar atividades pertinentes; e
• identificar	as	principais	metodologias	de	extensão	rural,	as-
sim como os processos de comunicação e de organização 
das comunidades rurais.
43SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Tópico 1: A organização dos agricultores e o 
desenvolvimento local
A organização dos produtores rurais pode ser compreendida de várias formas: so-
cial, produtiva e econômica. Porém, é importante ressaltar que podemos tornar as 
formas organizacionais únicas, por meio da criação de associações e cooperativas de 
produtores rurais.
Para que possa haver desenvolvimento rural, as empre-
sas devem estar organizadas. Isso requer planejamento 
participativo e uma comunicação assertiva. A nova Ater tem 
como um de seus objetivos promover a valorização de co-
nhecimentos e experiências locais. 
1.1 Diagnóstico de organização rural
É	importante	observarmos	que,	em	nosso	país,	há	umaorganização	e	uma	classifica-
ção dos produtores agrícolas. A seguir, veja na tabela como os produtores podem ser 
classificados	quanto	à	economia	e	aos	rendimentos	anuais:
Empresários rurais
Classificação Renda bruta anual (R$)
Miniempresário rural Até R$ 80.000,00
Pequeno empresário De R$80.000,00 a R$ 160.000,00
Médio empresário De R$160.000,00 a R$ 1.000.000,00
Grande empresário Acima de R$ 1.000.000,00
Fonte: SILVA, R. C.; Extensão Rural, 2014.
A organização também pode ser feita quanto às atividades rurais praticadas no Brasil. 
Entre	elas	destacam-se	as	voltadas	às	produções	vegetal	e	animal.	Confira,	a	seguir,	
as características de cada uma delas:
Cultura vegetais
Culturas perenes e semiperenes: caracterizadas por serem plantas de ciclos de 
vários	anos.	Exemplos:	Frutas,	plantas	de	reflorestamento,	pastagens.
Cultura anuais: caracterizados por serem plantas de ciclo anual. Exemplo: os cereais.
Extrativismo vegetal sustentável:	Extração	de	madeira,	fibras,	borracha,	medi-
cinais, aromáticas. 
CURSO TÉCNICO EAD SENAR44
Produção animal
Grandes animais: Bovinos, equinos, bubalinos etc.
Pequenos animais: Ovinos e caprinos, coelho, codorna etc.
Aquacultura: Peixes, ostras, mariscos etc.
Apicultura: Abelhas de modo geral.
Sericicultura: Bicho-da-seda.
É importante ressaltar que o produtor rural adota 
como padrão uma atividade principal e fica a seu 
critério praticar atividades chamadas secundárias 
ou, ainda, atuar apenas na industrialização e na 
transformação de produtos agropecuários.
Porém, as produções rurais ainda estão voltadas principalmente à produção primária e 
não à transformação do produto. 
Podemos observar, também, a organização das empresas rurais em relação ao tama-
nho	das	propriedades.	Confira	o	quadro	abaixo:
Classificação Informações/características
Latifúndio
Pode ser de pessoa física e pessoa jurídica. É 
classificado	como	uma	propriedade	maior	que	15	
módulos	fiscais,	isso	significa	dizer	que	são	pro-
priedades de 5 a 120 hectares, dependendo de 
cada município.
Minifúndio
É formado por pequenas áreas e seu tamanho é 
inferior	a	um	módulo	fiscal.	Geralmente,	desen-
volve atividades mistas para subsistência e co-
mercialização do excedente. 
Média propriedade Tem	entre	4	e	15	módulos	fiscais.
Pequena propriedade Tem	entre	1	e	4	módulos	fiscais.	
É	importante	ressaltar	que	a	organização	administrativa	das	propriedades	rurais	fica	
quase que na sua totalidade a cargo das famílias, e, quando as propriedades são de 
porte maior, os serviços de administração podem ser terceirizados.
45SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Leitura complementar
A organização rural se dá também em associações e cooperati-
vas. Para saber mais, acesse seu material complementar. 
1.2 Desenvolvimento local e territorial
O desenvolvimento local e territorial expressa as potencialidades de cada região em 
decorrência de um determinado espaço que aquela região apresenta.
Assim,	o	profissional	de	Ater,	quan-
do detém esse conhecimento, per-
mite fazer estudos e recomenda-
ções sobre as melhores políticas 
de desenvolvimento aplicadas à re-
gião em que atua. 
Fonte: Getty Images.
Este tema está vinculado a outras variáveis, como aspectos edafoclimáticos, culturais, 
sociais, entre outros. 
Se irmos além, percebemos que o desenvolvimento local é visto como a melhoria da 
qualidade de vida da população que ali reside, e isso pode ser medido por meio dos 
indicadores sociais, econômicos e políticos disponíveis.
Dica
O desenvolvimento de um determinado local, em termos práti-
cos, pode ser medido, por exemplo, por meio dos níveis de ren-
da e infraestrutura. Em uma propriedade rural não é diferente. 
CURSO TÉCNICO EAD SENAR46
A soma dessas mudanças, em cada uma das propriedades de uma determinada região, 
indica	o	desenvolvimento	local.	Percebe-se,	portanto,	que	as	entidades	e	os	profissio-
nais de Ater têm um papel importante nesse processo. 
O desenvolvimento local e territorial depende das pessoas 
envolvidas no processo de mudança. Por isso, o desenvolvi-
mento acontece de forma endógena.
Em outras palavras, esse desenvolvimento parte de dentro para fora. Os estímulos 
exógenos auxiliam no processo de desenvolvimento, porém, o que realmente fará a 
diferença são as pessoas que estão dentro do projeto, os chamados agentes de de-
senvolvimento: os extensionistas, os produtores rurais e as entidades governamen-
tais ou não governamentais que prestam serviço de Ater. 
Mas,	qual	é	a	diferença	entre	desenvolvimento	local	e	territorial?	Confira	a	seguir.
Fonte: Getty Images. Fonte: Getty Images.
Desenvolvimento local
É o desenvolvimento relacionado aos 
fatores humanos. Está atrelado ao 
desenvolvimento social, o que envol-
ve parcerias com estados, municípios 
e a sociedade civil. Pode ser medido 
por indicadores. 
Desenvolvimento territorial
É o desenvolvimento do território em si, 
o espaço ocupado pelo homem. Pode ser 
medido	pelos	índices	demográficos.	
Quanto ao desenvolvimento local,	podemos	exemplificar	como	indicadores:
• índice de desenvolvimento humano e educacional;
• índice de mortalidade infantil; e
• número de leitos hospitalares.
47SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Quanto ao desenvolvimento territorial,	 podemos	 exemplificar	 como	 índi-
ces	demográficos:
• densidade	demográfica;
• taxa de êxodo rural; e
• relação entre a população masculina e a feminina no campo.
Para refletir
Conhecer as distinções e as identidades dos territórios é fun-
damental	para	que	o	profissional	de	Ater	possa	basear	 suas	
análises e tomadas de decisões. 
Para o agente de Ater, é importante conhecer as identidades regionais do local onde 
atua.	Confira	alguns	exemplos	a	seguir:
Político-institucional
A porcentagem de famílias que recebem Ater; a quantidade 
de entidades de Ater existentes e atuantes na região, entre 
outros.
Econômica A renda média das famílias; os rendimentos médios da pro-
dução agropecuária, entre outros.
Ambiental
As condições hídricas das propriedades rurais; o saneamen-
to básico; a fertilidade dos solos e a resistência à erosão, 
entre outros.
Cultural As unidades educacionais superiores existentes na região; 
esporte e lazer, encontro de famílias, entre outros.
1.3 A intervenção extensionista
A nova Ater, como já mencionamos, adota uma nova pro-
posta, com o objetivo de romper a ideologia difusionista. 
Assim sendo a nova Ater, propõe ações de desenvolvimento 
sistêmicas e com o uso de pacotes tecnológicos, pelo exten-
sionista, embasadas nos princípios da sustentabilidade.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR48
Portanto,	existem	dois	tipos	de	intervenção	que	podem	ser	exercidas	pelo	profissional	
de	Ater.	Confira	a	seguir:
Intervenção participativa: leva 
em consideração a visão, as ex-
periências e o conhecimento dos 
produtores, para, em parceria com 
o agente de Ater, construir plane-
jamentos e tomar decisões mais 
seguras e assertivas, com base em 
uma	 relação	 de	 confiança	 e	 troca	
dos	saberes	entre	ambos,	a	fim	de	
contribuir para a formação de pes-
soas autônomas e responsáveis 
sobre seus atos. 
Fonte: Getty Images.
 
Intervenção formal (difusio-
nista): apoia-se no conhecimen-
to	 científico.	 O	 técnico	 de	 Ater	
detém a autoridade, e os pro-
blemas referentes ao meio rural 
serão solucionados pelo uso da 
tecnologia. Assim, o que o pro-
dutor recebe de informações do 
técnico é uma verdade absoluta. 
Não existe uma troca de conhe-
cimento, experiências e saberes.
Fonte: Getty Images.
Vamos observar, a seguir, um exemplo de intervenção participativa com produtores de 
bovinos de corte:
Ação no campo
O	profissional	de	Ater	atende	30	propriedades	com	a	atividade	
de	bovinos	de	corte	e	identifica	em	todas	as	propriedades	al-
guns pontos a serem melhorados. Por exemplo: algumas pro-
priedades	com	baixa	eficiência	reprodutiva,e	outras,	com	difi-
culdade	de	alimentação	do	gado	em	épocas	específicas	do	ano.
49SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Diante	desses	problemas,	o	profissional	se	apropriou	de	téc-
nicas que buscam a interação entre os produtores e o técni-
co para que exista uma relação de aprendizagem entre eles. 
Como exemplo, podemos citar um dia de campo, visitas a pro-
dutores com resultados positivos e reuniões de formação. O 
objetivo é estimular e fomentar a participação dos agentes en-
volvidos nesse processo, bem como o diálogo e a organização 
da	atividade,	para	definir	em	conjunto	prioridades,	estimular	o	
senso	criativo,	enfim,	pensar	em	conjunto	para	solucionar	um	
problema em comum.
Porém, vale salientar que a intervenção do extensionista é variável de acordo com a 
realidade de cada região, da formação do agente de Ater e da cultura, dos hábitos e 
dos costumes dos produtores atendidos. É de acordo com essas características e ou-
tras não citadas, que a intervenção pode ser mais participativa ou mais difusionista.
Para refletir
Cabe	ao	profissional	ter	a	sensibilidade	de	entender	a	realida-
de regional para que possa agir de uma forma sistêmica e que 
considere todos os aspectos envolvidos e que interferem no 
desenvolvimento rural. 
A intervenção extensionista está intimamente ligada à comunicação, uma vez que o 
processo de Ater é feito por meio da linguagem falada ou escrita ou, ainda, da postura 
do	profissional	de	Ater.
Com os conhecimentos adquiridos até aqui, teste sua aprendizagem com a atividade 
proposta a seguir.
Atividade de aprendizagem
1. Em relação à organização das propriedades rurais e ao desenvolvimento local e ter-
ritorial, bem como às intervenções extensionistas, analise as sentenças a seguir.
I. As propriedades rurais podem estar ou serem organizadas e classificadas de 
acordo com sua condição econômica, com as atividades rurais desenvolvidas e o ta-
manho dos empreendimentos.
II. O desenvolvimento local está relacionado, por exemplo, à taxa de êxodo rural; já 
o desenvolvimento territorial está relacionado, por exemplo, ao índice de desenvolvi-
mento humano e educacional.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR50
III. A intervenção extensionista atual busca desenvolver ações de proporções sistê-
micas e com o uso de pacotes tecnológicos com base na sustentabilidade.
Marque a alternativa correta.
a) As alternativas I e II estão corretas.
b) As alternativas I e III estão corretas.
c) As alternativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas a alternativa II está correta.
e) Apenas a alternativa III está correta.
Tópico 2: Comunicação rural X Ater
Na atualidade, para ter clareza na comunicação, é preciso entender o comportamento 
humano	e	 identificar	 resistências	e	crenças	que	 limitam	o	produtor	a	aceitar	novas	
informações e inovações.
Fonte: Getty Images.
Lembrando que a nova Ater também inova na forma de estabelecer a comunica-
ção e de se aproximar dos produtores rurais. Isso acontece por meio da utilização 
de redes sociais, já que as operadoras de internet no Brasil oferecem uma cobertu-
ra cada vez maior.
51SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
2.1 Ferramentas de comunicação
Comunicação é a troca de informações. Neste caso, podemos entender que o agente de 
Ater transmite informações e conhecimentos aos produtores rurais. Porém, de acordo 
com	a	nova	Ater,	seria	correto	afirmar	que	a	comunicação	consiste	no	compartilhamen-
to de saberes, informações e conhecimentos entre o agente de Ater e o produtor rural.
Para muitos autores, uma comunicação direcionada ao meio 
rural, em que se transmitem informações e conhecimentos, 
somente pode ser considerada como tal a partir do momen-
to que o receptor da informação dá um retorno, chamado 
de feedback, que é quando o receptor sinaliza o entendi-
mento da mensagem.
Glossário
Feedback:	é	uma	palavra	de	origem	 inglesa	que	significa	a	
reação do receptor ao receber uma mensagem. Também de-
signa a forma como o emissor avalia o entendimento da men-
sagem comunicada. 
Para a realidade do campo, a comunicação deve ser entendida como um processo de 
interação	e	diálogo	a	fim	de	trocar	saberes.	Assim,	como	fazer	a	comunicação	com	o	
produtor	ser	mais	eficiente?
Confira,	a	seguir,	algumas	características	da	comunicação	rural	que	podem	ajudar:
A comunicação tem um valor estratégico
As palavras, escritas e faladas, e a postura usada em uma conversa com um pro-
dutor	 rural	 podem	ser	 importantes	para	definir	 uma	 relação	de	 confiança	e	de	
proximidade com o produtor. 
O silêncio é uma forma de comunicação 
É impossível não comunicar nada quando se está no dia a dia no campo. Não se 
manifestar	sobre	um	determinado	assunto	também	tem	significado.	
Comunicação eficaz
Na	comunicação,	eficácia	significa	não	haver	dúvidas	quanto	ao	conteúdo	da	men-
sagem transmitida.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR52
Percepções diferentes de uma informação
Cada produtor pode entender uma mesma informação de forma diferente. Por-
tanto, é preciso cuidado na forma de transmitir informações. Por exemplo: na 
bovinocultura de leite, a água é importante para os animais. É possível que alguns 
produtores entendam que a água é importante para a produção de leite; outros 
podem entender que a água é importante apenas para a sobrevivência dos ani-
mais. A partir do entendimento da mensagem, as ações e resultados delas decor-
rentes serão muito diferentes. 
Para que as informações sejam transmitidas de forma assertiva, é preciso adotar fer-
ramentas	de	comunicação	como	instrumentos	facilitadores.	A	seguir,	confira	algumas	
ferramentas de comunicação e suas características.
Ferramentas Características
A visualização
Consiste em uma importante estratégia de comunica-
ção e, de certa forma, de convencimento do produtor 
em adotar técnicas e práticas que proporcionaram me-
lhores resultados. Exemplo: na gestão das proprieda-
des rurais, quando um produtor apresenta maior resis-
tência à adoção de anotações e controles gerenciais de 
sua atividade, é fundamental promover encontros com 
produtores da mesma região, e com realidades seme-
lhantes, que têm resultados positivos com a adoção de 
técnicas de gestão.
A mediação de informações
O	profissional	de	Ater,	ao	trabalhar	em	grupo,	especial-
mente, deve ter a sensibilidade de perceber o “clima” 
entre os participantes e mediar as discussões em prol 
do desenvolvimento de ações e práticas para solucio-
nar os problemas enfrentados pelo grupo. É necessário 
buscar a cooperação de todos.
A sensibilização
Significa	impactar	e	influenciar	positivamente	um	pro-
dutor em busca de melhorias em sua propriedade. 
Exemplo: conduzir dias de campo, trazer experiências 
de produtores, disponibilizar materiais sobre novas téc-
nicas de produção. Assim, o produtor percebe que, de 
fato, a nova técnica faz a diferença e não é só o agente 
ou seu vizinho que falam sobre o assunto.
53SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Saber ouvir e falar
É uma técnica de comunicação que visa respeitar a opi-
nião	do	produtor.	Serve	para	que	o	profissional	de	Ater	
identifique	 crenças	 e	 resistências	 para,	 então,	 definir	
estratégias	 de	 neutralização,	 a	 fim	 de	 promover	 um	
ambiente de diálogo e troca de saberes, que contribua 
para o desenvolvimento do produtor e de sua família, 
como	pessoas	e	profissionais.
Fonte: Adaptado do autor (2022). 
Viu como a comunicação no meio rural é muito importante? Vamos ao próximo assunto 
para conhecer os modelos clássicos de comunicação!
Leitura complementar
Para saber mais sobre as ferramentas de comunicação, acesse 
seu material complementar.
2.2 O modelo clássico da comunicação
O modelo clássico da comunicação 
é baseado no difusionismo. Nesse 
processo, a difusão de inovações é 
feita pormeio da transmissão, da 
“venda” de suas ideias ou de paco-
tes tecnológicos. 
Fonte: Getty Images.
Portanto, a comunicação rural era praticada de tal forma que as ideias, as vivências 
e os saberes do produtor rural permaneciam ocultos aos extensionistas, que não pra-
ticavam a comunicação de fato, e sim apenas usavam métodos aplicáveis de difu-
são de informações.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR54
Dica
A palavra comunicação tem origem latina, communicare, que 
significa	“pôr	em	comum”.	Assim,	podemos	entender	a	comu-
nicação como um processo que tem como objetivo “pôr em 
comum” ideias, sentimentos, emoções, entre outros. 
O modelo clássico de comunicação baseia-se em alguns elementos fundamentais para 
que	a	mensagem	ou	informação	seja	transmitida.	Confira	a	seguir	quais	são	esses	ele-
mentos e suas respectivas funções. 
Elemento Função
Emissor/ 
codificador
É	a	fonte,	quem	pensa,	codifica	ou	gera	a	informação	ou	mensagem	
que será transmitida. 
Exemplo: o extensionista.
Mensagem É a informação de fato. O que precisa ser transmitido ao receptor. 
Exemplo: informações sobre uma nova cultivar de pastagem.
Canal
É a via por onde a mensagem é transmitida. Geralmente, a mais 
adequada para o receptor. 
Exemplo: o extensionista transfere as informações sobre a nova cul-
tivar de pastagem de forma verbal.
Receptor/ 
decodificador
É	quem	recebe	a	mensagem.	Cabe	ao	receptor	entender	e	decodifi-
car a mensagem. 
Exemplo: o extensionista transfere as informações sobre a nova cul-
tivar de pastagem de forma verbal ao produtor, que entende e acei-
ta	a	sugestão	indicada	pelo	profissional.
Na atualidade, as informações também são transferidas de acordo com os elementos 
acima citados. Porém, não ocorre com tanta frequência a superioridade do emissor 
sobre o receptor da mensagem. Desta forma, o receptor (produtor rural) não é sensi-
bilizado ao ponto de se convencer a adotar um pacote tecnológico. 
A comunicação rural deveria ser estabelecida como relação 
de	 troca	entre	o	profissional	de	Ater	e	o	produtor,	e	vice-
-versa.	Dessa	 forma	o	 técnico	buscaria	 identificar	as	 reais	
necessidades do produtor, em termos econômicos, sociais e 
culturais	e,	a	partir	desse	conhecimento,	definir	ações	para	
transformar	positivamente	o	cenário	a	fim	de	que	ocorra	o	
desenvolvimento rural. 
O que se observa, ainda, é um modelo de desenvolvimento no qual o mercado, com 
base em um sistema capitalista, induz o homem a conquistar suas ambições em detri-
mento dos interesses dos outros, que são dominados. A partir dessa realidade, busca-
-se desenvolver um novo modelo de comunicação.
55SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
2.3 O novo modelo de comunicação rural
A comunicação proporciona aos agentes envolvidos a oportunidade de aprendizado 
mútuo. Portanto, além de saber aplicar os conhecimentos na área da tecnologia, ge-
rencial,	ética	e	psicologia	o	técnico	deve	ser	comunicativo.	Podemos	afirmar,	aliás,	que	
a	comunicação	é	a	principal	ferramenta	do	profissional	de	Ater.		
A comunicação é moldada de acordo com o 
comportamento da pessoa. Assim, é possível 
resolver ou, ao contrário, agravar um problema 
durante uma conversa com o produtor ao gerar 
raiva ou estabelecer confiança. 
 
Neste novo modelo de comunicação, é importante considerarmos a comunicação no 
circuito	negativo	ou	positivo.	Confira	a	seguir:
Fonte: Fonte:
Comunicação no circuito positivo
O	profissional	adota	uma	postura	de	res-
peito, comunicação clara e objetiva, que 
contribui para fortalecer a comunica-
ção interpessoal.
Comunicação no circuito negativo
O	 profissional	 adota	 uma	 postura	 em	
que a comunicação não se propõe a re-
solver problemas, além de causar de-
pendência relacional e provocar afasta-
mento do produtor.
No circuito positivo, podemos observar algumas características de comunicação que 
contribuem para o desenvolvimento de relações. São elas:
CURSO TÉCNICO EAD SENAR56
Orientação
Estabelece critérios e regras, apresenta críticas construtivas; é 
apoiadora, justa e séria.
Exemplo: “Acredito que seja importante revermos nossas ações”.
Proteção
Permite o desenvolvimento da autonomia. É uma forma de co-
municação que gera afeto, incentiva a ação e é cautelosa. 
Exemplo: “Conheço seu potencial e acredito que você pode colocar 
em prática o desenvolvimento da atividade”.
Informação
Busca, antes de tomar uma decisão, fazer uma análise da situação 
e se informar para conhecer a realidade. Para que assim, diante de 
um determinado problema possa agir com sensatez. 
Exemplo: “Você poderia me apresentar informações a respeito do 
comportamento produtivo e econômico da atividade de produção de 
laranja?”
Espontaneida-
de
Significa	agir	com	autenticidade.	Permite	também	sentir,	por	exem-
plo, os sentimentos de alegria ou tristeza, ou ainda, a intuição de 
uma pessoa. 
Exemplo: “Fiquei alegre por ter alcançado meus objetivos neste se-
mestre”.
Cooperação
Nada mais é do que seguir o combinado. Uma relação entre 
o	 profissional	 de	 Ater	 e	 produtor	 pode	 ser	 mais	 ou	 menos	 du-
radoura a depender da cooperação que existir entre ambos. 
Exemplo: “Cheguei no horário para a reunião”.
O circuito negativo também apresenta características. Porém, elas não contribuem 
para	o	desenvolvimento	de	relações.	Confira	quais	são	elas:
Imaturidade
Essa característica negativa da comunicação é egoísta, desorganiza-
da, irracional e nada educada. Exemplo: “Você sabe quem eu sou?”; 
“eu te devo alguma coisa?”.
Reclamação
Procura encontrar culpados; não encontra soluções, reclama de 
tudo e critica outras pessoas, às vezes com agressividade e grosse-
ria. Exemplo: “É sempre eu que faço tudo aqui!”.
Dominação
Reflete	o	preconceito	e	a	desqualificação,	não	demonstra	respeito	e,	
geralmente, expressa que nada está certo. Exemplo: “Esse trabalho 
está totalmente errado!”.
Permissivida-
de
Decide e executa trabalhos e tarefas pelos outros; estimula a de-
pendência e a incapacidade. Exemplo: o técnico faz o trabalho que 
é do produtor, por não acreditar no potencial dele.
Submissão
A pessoa não tem coragem de dizer “não” quando não aceita algo; 
não se defende é vítima de injustiça. Exemplo: “Claro que sim, se-
nhor!”.
Na comunicação positiva, o agente de Ater e o produtor, de forma participativa, 
criam soluções e constroem um ambiente de harmonia. Discutem, analisam, inter-
pretam e tomam decisões em conjunto para contribuir para o pleno desenvolvimen-
to das atividades.
57SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Já no ambiente de comunicação negativa, os problemas são de difícil resolução. Aca-
bam	por	ficar	em	segundo	plano,	já	que	não	ocorre	um	entendimento	claro	entre	o	
técnico e o produtor. Consequentemente, a propriedade não evolui. 
Dica
Na	prática,	é	importante	que	o	profissional	de	Ater	identifique	
esses pontos negativos e promova a mudança desses com-
portamentos. Se você for um técnico de Ater, crie e mante-
nha um relacionamento de harmonia com o produtor. Ajude-o, 
incentive-o	a	superar	dificuldades;	compartilhe	valores	e	não	
faça pré-julgamentos. Ouça com atenção, reconheça seu tra-
balho, estimule o trabalho em equipe e sempre cumpra sua 
parte do combinado. 
Antes	de	seguir	com	seus	estudos,	que	tal	fixar	os	conhecimentos?	Faça	a	atividade	
proposta na sequência.
Atividade de aprendizagem
1. A comunicação rural é uma importante ferramenta para que os serviços de Ater 
sejam desempenhados com eficiência, além de permitir o diálogo, a troca de co-
nhecimentos e saberes de forma constante. Assim, é uma ferramenta facilitado-
ra da comunicação:
a) a	eficácia.
b) o silêncio.
c) saber ouvir e falar.
d) a submissão.
e) a permissividade.
Tópico 3: Planejamento rural X Ater
O planejamento rural é uma ferramenta importante na organização das propriedades 
rurais,	mas	que	gera	constantes	desafios	aos	gestores	e	às	entidadesenvolvidas.	Na	
atualidade, devido à grande expansão do mercado, as propriedades rurais precisam 
planejar suas ações para que possam ser competitivas e se estabelecerem como em-
presas rurais de fato. Assim, a Ater tem um papel fundamental nesse processo, já que 
também exige planejamento para atender às necessidades do público-alvo.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR58
Fonte: Getty Images.
Após a implantação de projetos de acordo com o planejado, é fundamental avaliar 
constantemente as ações e registrar resultados, além de promover ajustes até que as 
metas esperadas sejam alcançadas. 
3.1 Princípios básicos de planejamento de projetos 
Os projetos rurais são utilizados 
em todas as instituições e empre-
sas envolvidas com a agropecuária, 
prestadoras de Ater ou não. 
Fonte: Getty Images.
Os projetos têm como objetivo promover o desenvolvimento do agronegócio, uma vez 
que	visam	identificar	um	problema	no	meio	rural	e,	a	partir	dessa	informação,	desen-
volver um projeto para corrigir as falhas e otimizar o uso dos recursos envolvidos nas 
atividades do agronegócio.
59SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Nesse sentido, os projetos podem ser desenvolvidos em três campos que se diferen-
ciam:	de	pesquisa,	de	desenvolvimento	rural	e	agropecuários.	Confira	a	seguir	as	di-
ferenças entre eles:
Projetos de pesquisa
Desenvolvidos por 
profissionais	ligados	a	
uma determinada ins-
tituição ou empresa de 
pesquisa	científica.	Têm	
por objetivo descobrir 
informações e conheci-
mentos sobre determi-
nado assunto. Exemplo: 
desenvolver uma nova 
cultivar de soja.
Projetos de 
desenvolvimento 
rural
Desenvolvidos com o 
objetivo de propor uma 
intervenção em uma 
determinada realidade 
do agronegócio para, 
assim, contribuir para 
o aumento da qualida-
de de vida e o desen-
volvimento regional. 
Assim, são projetos 
mais amplos. Exemplo: 
melhorar o acesso à 
informação das comu-
nidades de uma de-
terminada região.
Projetos 
agropecuários
Direcionados a questões 
produtivas de uma de-
terminada empresa ru-
ral, tem caráter técnico 
e prático. Exemplo: pro-
mover	a	diversificação	
da propriedade rural.
O	planejamento	é	a	capacidade	que	um	profissional	de	Ater,	por	exemplo,	tem	de	pen-
sar	o	futuro	de	uma	atividade	a	partir	de	análise	do	passado	e	do	presente	para	definir	
aonde se quer chegar. 
Comentários do autor
Um projeto é estruturado a partir de um planejamento. Assim, 
são	descritas	as	partes	que	vão	compor	o	projeto	e	definida	a	
sequência	dos	acontecimentos,	a	fim	de	deixar	explícita	 sua	
compreensão e importância. 
As entidades de Ater podem ter estruturas ou projetos planejados de formas diferentes, 
mas guardam semelhanças entre si em relação às informações abordadas nos projetos. 
CURSO TÉCNICO EAD SENAR60
A seguir, apresentamos princípios básicos que um projeto deve apresentar a partir do 
seu planejamento. 
Atenção
Estes princípios servem para projetos de pesquisa e desen-
volvimento rural e projetos agropecuários, guardadas algumas 
distinções entre eles.
Alguns princípios básicos são:
• diagnóstico;
• objetivos/metas;
• justificativa	do	projeto;
• localização/público-alvo;
• instituições envolvidas;
• metodologia;
• recursos/orçamento;
• cronograma de execução;
• resultados;
• avaliação e análise; e
• definição	de	novas	ações.
Percebe-se,	que	ao	fim	do	projeto,	após	a	avaliação,	podem-se	definir	novas	ações	
para trazer melhorias a alguns pontos e, dessa forma, promover um novo ciclo. Assim, 
o planejamento de projetos pode ser cíclico e trazer melhorias continuamente.
Leitura complementar
Confira,	em	seu	material	complementar,	um	exemplo	prático	de	
elaboração e aplicação de projetos na área da sustentabilidade.
3.2 Como avaliar e registrar os resultados de Ater
Para a avaliação de projetos de Ater, considera-se a confrontação dos resultados com 
os objetivos antes propostos e, a partir dessa comparação, analisar o que foi e ainda 
não foi alcançado, pois um objetivo pode ser alcançado completa ou parcialmente a 
depender das metas estabelecidas. 
61SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Fonte: Getty Images.
A avaliação dos processos e dos projetos de Ater são fundamentais para que os pro-
fissionais	e	entidades,	públicas	e	privadas,	possam	obter	informações	para	a	tomada	
de decisão assertiva na busca por uma construção de projetos que visam à melhoria 
contínua das empresas rurais.
Existem	dificuldades	em	mensurar	os	resultados	de	Ater,	já	
que	envolvem	um	grande	número	de	fatores	que	influenciam	
nos resultados. Alguns exemplos são o desempenho e os 
tipos de avaliação usados; a variabilidade de necessidades 
dos produtores e das entidades envolvidas. 
O processo de avaliação busca comparar os dados 
com os objetivos, além de identificar e julgar 
falhas, para que possam ser corrigidas. 
Além disso, especialmente na Ater pública, o processo de avaliação passa por um pla-
nejamento	que	faz	uso	de	modelos.	Confira	a	seguir	quais	são	eles.	
CURSO TÉCNICO EAD SENAR62
 Modelo de avaliação de efetividade
Compreendem as avaliações direcionadas ao público-alvo, os resultados e os ob-
jetivos atingidos. Trata-se de uma avaliação voltada à efetividade de modo geral.
 Modelo de avaliação do econômico
Busca	avaliar	a	produtividade	e	a	eficiência	dos	projetos	de	Ater.
Modelo de avaliação profissional
Compreende	a	avaliação	do	desempenho	profissional,	da	produtividade	do	profis-
sional e do seu comportamento ético.
No	 processo	 de	 avaliação,	 as	 próprias	 avaliações	 podem	 ser	 classificadas,	
conforme a seguir: 
• O que é avaliado: o diagnóstico, o processo ou a utilidade?;
• Para quê é avaliado: para somar ou para formar?;
• Como é avaliado: a qualidade, a quantidade ou ambos?;
• Quando é avaliado: antes, durante ou depois do processo ou do projeto de Ater 
ser implantado?;
• Onde é avaliado: a avaliação é feita interna ou externamente ao projeto?
Ação no campo
Um produtor rural recebe Ater pública e, com o auxílio do 
agente,	detectam	baixa	eficiência	produtiva	em	seu	plantel	de	
bovinos de leite (diagnóstico). Tomadas as devidas providên-
cias, como o balanceamento de dietas desses animais, houve 
um	 aumento	 significativo	 na	 produção	 (soma	 e	 quantidade)	
durante a fase de lactação dos animais (durante o processo e 
de forma interna).
Leitura complementar
Para entendermos o processo de avaliação de forma mais clara 
e prática, acesse seu material complementar. Nele, você vai en-
contrar informações importantes sobre avaliação de projetos.
63SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
A avaliação nos projetos de Ater é fundamental. Essa avaliação permite registrar ações 
das atividades desenvolvidas e dos resultados alcançados. Além disso, com essas in-
formações pode-se tomar decisões para a implantação de novas políticas de Ater.
Comentários do autor
O registro de dados, informações, números, entre outros, dos 
projetos de Ater pode ser feito de muitas formas, como plani-
lhas (digitais ou físicas), até arquivos em formato audiovisual 
(fotos e vídeos).
Registrar também é uma forma de mensurar a evolução de um projeto ou de uma po-
lítica de Ater ao longo do tempo. Por meio dos dados arquivados mensal, semestral ou 
anualmente, é possível mensurar de forma geral a evolução do agronegócio brasileiro.
Antes	 de	 encerrar	 este	 tema,	 faça	 a	 atividade	 proposta	 a	 seguir	 para	 fixar	
seu aprendizado.
Atividade de aprendizagem
1. O planejamento de projetos, bem como a execução e a avaliação, é importante 
para atender a uma necessidade do público ou resolver problemas sociais, am-
bientais, econômicos ou legais. Ele também permite que as empresas rurais se 
tornem mais competitivas. Diante do exposto, marque a alternativa correta.
a) Oplanejamento de projetos agropecuários é amplo e contribui para o desenvol-
vimento regional.
b) Os princípios básicos para o planejamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento 
rural e agropecuário não apresentam distinções. Sendo assim, eles são idênticos.
c) A avaliação de projetos de Ater adota modelos. Um exemplo é a avaliação de efeti-
vidade, que mede a produtividade de um projeto.
d) O registro da avaliação de projetos de Ater permite ao gestor obter dados que po-
dem ser usados na melhoria ou na implantação de novos projetos de Ater.
e) O planejamento de projetos é constituído por uma estrutura, e as partes que com-
põem o projeto não necessariamente precisam seguir uma sequência coerente.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR64
Encerramento do tema
Você encerrou o tema A comunidade como base participativa. Em seus estudos, 
você aprendeu noções de como o espaço rural se organiza; como ocorre o desenvol-
vimento local e territorial e como fazer intervenções. Também conheceu ferramentas 
e técnicas de comunicação, bem como seus modelos e, ainda, como planejar, avaliar 
e registrar projetos de Ater.
Lembre-se: diante das incertezas e de cenários de instabilidade, o planejamento, a co-
municação e a organização rural são ferramentas que permitem aos produtores rurais 
se	prepararem	para	tomar	decisões	corretas.	Portanto,	o	profissional	de	Ater	deve	es-
timular essa organização no interior das empresas rurais ou das comunidades, sempre 
de forma participativa. 
Vamos continuar nossos estudos? Agora, veremos as contribuições da Ater para o 
agronegócio brasileiro. 
Contribuições 
da Ater para o 
agronegócio 
brasileiro
03
CURSO TÉCNICO EAD SENAR66
Tema 3: Contribuições da Ater para o 
agronegócio brasileiro
No tema de aula Contribuições da Ater para o agronegócio brasileiro, você vai 
aprender sobre a difusão de tecnologias pela Ater e seu impacto nas estratégias de 
mudança no meio rural e na tomada de decisão dos produtores rurais. Além disso, 
você vai conhecer as atribuições e as funções do técnico de Ater, bem como o processo 
de inovação e de adoção de tecnologias.
Fonte: Getty Images.
Por	fim,	vamos	abordar	as	metodologias	utilizadas	na	Ater	para	que	as	inovações	tec-
nológicas possam chegar ao produtor rural para que, de fato, aconteça o desenvolvi-
mento das empresas rurais.
Capacidades técnicas
Ao	fim	deste	tema,	você	desenvolverá	as	seguintes	capacidades:
• identificar	as	principais	metodologias	de	extensão	rural,	as-
sim como os processos de comunicação e de organização 
das comunidades rurais.
67SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Tópico 1: Difusão de tecnologias pela Ater
A adoção da inovação tecnológica por parte dos produtores 
é complexa, em parte, por terem dúvidas em relação aos 
benefícios que elas podem trazer ao empreendimento.
O processo de tomada de decisão de adotar uma nova tecnologia, passa, muitas vezes, 
pela visualização do resultado esperado. 
Portanto, o objetivo deste tópico é mostrar a você como esse processo acontece e 
como os produtores decidem ou não pela adoção de novas tecnologias. 
1.1 Estratégias de mudanças no meio rural e a tomada de decisões pelos 
produtores rurais
As estratégias de mudanças no meio rural se dão por meio das tomadas de decisões, 
que levam o produtor a obter sucesso ou fracasso em sua atividade. 
As estratégias são determinadas 
por um gestor ou, então, pela famí-
lia do produtor rural e, geralmen-
te, estão embasadas nas questões 
produtivas e, consequentemente, 
na rentabilidade das atividades. O 
objetivo	 final	 é	 tornar	 a	 atividade	
ou a propriedade mais competitiva.
Fonte: Getty Images.
Portanto, o gestor ou, então, especialmente nas pequenas propriedades rurais, as 
famílias	devem	definir	estratégias	de	mudança	a	partir	do	momento	que	conhecerem	
sua empresa rural.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR68
Para isso, é fundamental fazer um estudo das 
potencialidades e das fraquezas da empresa para 
que se possa definir estratégias e tomar decisões 
mais assertivas.
Nesse	 sentido,	 esta	 é	 uma	das	missões	 do	 profissional	 de	Ater	 junto	 ao	 produtor:	
identificar	as	falhas	e	potencializar	os	recursos	aplicados	na	atividade.	Isso	significa	
que	o	profissional		de	Ater	precisa	conhecer	a	atividade	de	forma	geral.	Por	exemplo,	
perceber e monitorar as condições climáticas, o que produzir, o poder econômico do 
proprietário, entre outros, para, assim, poder tomar decisões. 
Comentários do autor
As estratégias adotadas podem ser variáveis. Podemos citar 
como exemplo cooperação entre produtores, ações coletivas, 
agregação de valor, implantação ou ampliação de atividades di-
ferenciadas,	entre	outros.	Porém,	a	maior	dificuldade	dos	em-
presários	rurais	não	é	definir	ou	criar	estratégias,	e	sim	tomar	
a decisão de iniciar um processo de mudança em sua empresa.
A	tomada	de	decisão	é	influenciada	pelas	características	e	particularidades	humanas.	
Cada indivíduo reage de forma diferente às situações do dia a dia e cria alternativas e 
soluções de acordo com a racionalidade, as emoções e os conhecimentos adquiridos. 
O	processo	decisório	passa	pela	identificação	clara	do	pro-
blema ou da situação que deve sofrer interferência. Nesse 
sentido, o problema nem sempre é uma situação negati-
va	ou	de	dificuldade.	Pode,	na	verdade,	 ser	uma	nova	al-
ternativa de desenvolvimento ainda não percebida den-
tro da propriedade.
Vamos, a seguir, conferir um exemplo hipotético de oportunidade:
69SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Ação no campo
Alzira, produtora de mel, que tirava seu sustento e o de sua 
família com uma pequena produção, teve suas colmeias ar-
rasadas por um temporal. Desanimada com o ocorrido e sem 
saber de onde tirar o sustento da família, ela percebeu que a 
mesma área poderia ser usada para a produção de hortaliças. 
Assim, um novo negócio prosperou. Alzira percebeu uma nova 
oportunidade e se tornou uma grande produtora de hortaliças. 
Foi a partir de um problema que ela observou uma oportunida-
de ainda não explorada.
Portanto, a tomada de decisão pode ocorrer baseada em diversas características. A 
seguir, destacamos alguns exemplos de base para a tomada de decisão.
Baseada em informações e experiências 
(mídias e canais de comunicação)
Baseada na análise econômica da 
empresa rural
Baseada em informações e inovações 
tecnológicas (entidades e agentes de Ater)
Baseada em infraestrutura e poder econômico 
das propriedades rurais
Baseadas em políticas públicas (programas e 
projetos governamentais)
Baseada em cooperação e associação
Baseadas na opinião de vizinhos, 
amigos e familiares
1
2
3
4
5
6
7
Fonte: Adaptado do autor (2022).
CURSO TÉCNICO EAD SENAR70
Para	tomar	decisões	assertivas,	é	importante	que	o	profissional	de	Ater	e	o	produtor	
rural, sigam quatro etapas. São elas:
• examinar a situação;
• criar alternativas;
• avaliar as alternativas e selecionar a melhor; e
• implementar as ações.
Interessante,	não	é	mesmo?	O	desenvolvimento	do	agronegócio	é	fortemente	influen-
ciado pelo conhecimento. 
Vamos seguir com os estudos?
1.2 Atribuições e funções do técnico de Ater
Ao longo do tempo, o extensionista era considerado comunicador e educador, respon-
sável	por	divulgar	e	convencer	o	produtor	a	adotar	pacotes	tecnológicos.	Hoje,	ele	é	
um mediador de conhecimento e tecnologias no meio rural.
Para refletir
O agente de Ater deve ter em mente que, a partir das visitas 
técnicas, deve fornecer orientações necessárias e de acordo 
com a realidade da propriedade. Diante de todas as inovações 
e sugestões repassadas pelo técnico, há um risco por parte do 
produtor mesmo quando elas são aceitas.
Se houver uma frustração com relação a mudanças, quem paga é o produtor. O técnico 
não	corre	esse	risco,	já	que	não	arca	com	nenhuma	consequência.	Diante	dessa	refle-
xão,	é	uma	atribuiçãoao	profissional	de	Ater	auxiliar	o	produtor	com	responsabilidade.
Dado que a tecnologia é o fator 
principal para que ocorra o au-
mento da produtividade, o agen-
te de Ater tem a função de in-
duzir e difundir essas inovações 
de forma participativa, além de 
contribuir para a elaboração de 
projetos de crédito, pois, para 
muitas das tecnologias, os pro-
dutores somente terão acesso 
facilitado a partir do crédito rural.
Fonte: Getty Images.
71SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Comentários do autor
É	muito	importante	salientar	que	o	profissional	de	Ater,	junto	
ao	produtor,	deve	definir	as	tecnologias	a	serem	adotadas	de	
acordo com a realidade local, de modo a proporcionar um de-
senvolvimento que acompanhe as condições sociais, econômi-
cas e até mesmo ambientais. 
Portanto,	são	atribuições	e	funções	dos	profissionais	de	Ater:
 ✓ melhorar a produtividade, com menores custos, para tornar a vida no campo mais 
digna e saudável;
 ✓ adaptar seus conhecimentos adquiridos, associados aos dos produtores, com vistas 
a um maior desenvolvimento;
 ✓ manter e preservar a qualidade de vida das pessoas no campo, sem mudar ou in-
terferir negativamente em suas tradições;
 ✓ promover o desenvolvimento e o funcionamento dos programas sociais;
 ✓ ser	capaz	de	investigar,	identificar	e	implementar	técnicas	e	práticas	relacionadas	
ao respeito com o meio ambiente, e que atenda às necessidades locais;
 ✓ atualizar-se constantemente sobre o desenvolvimento de serviços de Ater;
 ✓ informar os produtores sobre políticas públicas desenvolvidas;
 ✓ promover a formação das pessoas do campo; e
 ✓ registrar e avaliar os resultados dos projetos de Ater, entre outras funções e atri-
buições compatíveis. 
Quanto	à	formação	dos	profissionais	que	prestam	serviços	de	Ater,	é	necessário	buscar	
uma formação direcionada ao novo modelo de Ater existente na atualidade. 
1.3 O processo de inovação e adoção das tecnologias difundidas 
O processo de adoção de inovações tecnológicas está relacionado aos aspectos institu-
cionais e econômicos no qual ela se insere.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR72
Fonte: Getty Images.
As condições econômicas em especial, como os preços dos produtos e o tamanho 
da propriedade, são importantes para a adoção de inovações. Porém, os produtores, 
muitas vezes, dependem do crédito rural ou do regime de posse da terra para que a 
adoção se concretize.
Nesse sentido, percebe-se que o sucesso das propriedades 
rurais também depende de condições e fatores externos a 
ela e não somente da porteira para dentro, como suporte 
financeiro	e	tecnológico.	
Além disso, os serviços de Ater auxiliam a disseminar informações, crédito, servi-
ços sociais, entre outros, para contribuir para a adoção de inovações, muitas vezes, 
influenciando	 as	 características	 internas	 da	 propriedade,	 como	 o	 capital	 humano	 e	
a infraestrutura.
No entanto, as variáveis externas estão fora do controle do produtor. Os fatores de 
desenvolvimento local impactam fortemente o desempenho das propriedades rurais 
além de aspectos importante para o crescimento da região. 
Confira,	a	seguir,	alguns	desses	fatores:
• acesso a assistência técnica;
• disponibilidade de estradas;
73SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
• disponibilidade de escolas e postos de saúde; e
• disponibilidade agroindústrias e acesso a um nível de renda maior.
Comentários do autor
O que se vê, na prática, é que os produtores localizados mais 
próximos de agroindústrias, mercados e com fácil mobilida-
de (próximos a estradas), têm maior probabilidade de ado-
tar inovações, uma vez que, as tecnologias modernas chegam 
até eles antes dos demais, que não contam com a mesma 
infraestrutura. 
Na tabela a seguir, estão sistematizados os fatores determinantes para a adoção das 
inovações nas propriedades rurais de forma mais clara:
Variáveis Características
Condições 
socioeconômicas e 
do produtor rural
Fatores socioeconômicos (capital humano e suas característi-
cas,	além	do	capital	financeiro) 
 Aversão ao risco (incertezas e resistências) 
 Condição fundiária do produtor (arrendatário, parceiro etc.) 
 Organização dos produtores (cooperativas e associações)
Condições da 
propriedade e 
da produção
Fatores de produção e sistemas produtivos 
(diversificação	e	inovações) 
 Localização e tamanho da propriedade 
 Características físicas e do ambiente da empresa rural 
(estrutura e recursos ambientais)
Condições 
tecnológicas
Informatização 
 Mecanização agrícola 
 Redução da mão de obra no campo
Condições gerais
Políticas públicas (acesso ao crédito) 
 Acesso à informação 
 Serviços de Ater 
 Direito de posse da terra
Fonte: Embrapa, Cadernos de Ciência e Tecnologia, 2011.
Nesse	sentido,	cabe	alertar	que	os	profissionais	de	Ater	devem	se	munir	de	conheci-
mentos capazes de desconstruir essas barreiras que limitam a adoção de inovações. 
Assim, não basta somente o produtor aderir ao crédito, pois, sem formação, informa-
ções	ou	conhecimento,	o	produtor	dificilmente	será	próspero	na	atividade.	Dessa	for-
ma,	é	papel	do	profissional	de	Ater	disponibilizar	inovações	e	acesso	ao	crédito,	além	
de tornar a tecnologia implantada longeva. 
CURSO TÉCNICO EAD SENAR74
1.4 Metodologia utilizadas na realização de Ater
Os métodos e técnicas de Ater são 
os	 meios	 que	 os	 profissionais	 de	
extensão usam para difundir co-
nhecimento e informação nas pro-
priedades rurais. Assim, é impor-
tante que esses métodos e técnicas 
sejam adequados ao público-alvo.
Fonte: Wenderson Araujo - Sistema CNA/SENAR.
Sabemos que uma relação de harmonia entre técnico e produtor é fundamental para 
que	o	desenvolvimento	da	propriedade	ocorra	de	forma	mais	eficiente.	Assim,	é	im-
portante que tais métodos e técnicas sejam selecionadas para atingir esse objetivo. 
Glossário
Método: conjunto de procedimentos que, quando correta-
mente planejados, organizados e executados, geram o re-
sultado esperado.
Técnica: conjunto de regras e normas usadas como meio para 
alcançar	uma	meta.	Em	outras	palavras,	uma	forma	específica	
de atuar, proceder ou fazer algo. 
Neste sentido, não existe um método único e perfeito de difusão de Ater, mas vários 
métodos, cada um com suas características, vantagens e desvantagens. O que pode 
acontecer,	na	prática,	é	a	combinação	de	métodos,	mas,	para	isso,	o	profissional	de	
Ater deve conhecer todos os disponíveis para que possa selecioná-los e empregá-los 
de forma correta. 
O método a ser selecionado depende de quatro fatores ligados à comunicação. 
Confira	a	seguir
75SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
O público (com quem se quer comunicar)
O objetivo (da comunicação)
A mensagem (o que se quer comunicar)
O material (a forma de comunicar)
Fonte: Adaptado do autor (2022).
Assim, podemos entender que, dependendo do público e do nível de conhecimento 
dele,	o	profissional	de	Ater	adotará	o	melhor	ou	os	melhores	métodos	de	difusão,	além	
da forma de comunicação, escrita ou falada. Por exemplo, ao se comunicar os pro-
dutores sobre um novo equipamento disponível no mercado, necessita-se de formas 
diferentes de comunicação. 
Desta forma, é evidente a importância de o agente 
de Ater conhecer particularmente os métodos, 
para que, inclusive, use mais de um deles numa 
determinada situação.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR76
Na sequência, podemos observar os métodos de Ater:
Métodos de massa
Neste	método,	o	técnico	e	os	produtores	não	ficam	frente	a	
frente. Assim, não há uma conversa de indivíduo para indi-
víduo. 
Exemplo: rádio, televisão e internet.
Métodos grupais
Este	 método	 permite	 e	 requer	 a	 presença	 do	 profis-
sional frente ao público. Isso oportuniza a troca de in-
formações, o esclarecimento de dúvidas, o comparti-
lhamentode	 dificuldades	 e	 de	 experiências	 positivas.	 
 Exemplo: palestras, cursos, reuniões etc.
Métodos individuais
Este	 método	 permite	 o	 contato	 direto	 entre	 o	 profissio-
nal de Ater e o produtor. Isso favorece o estabelecimento 
de	uma	relação	de	proximidade	e	confiança	com	o	produtor.	 
 Exemplo: visitas em propriedades rurais.
Saiba mais
Saiba mais sobre os métodos de Ater com a leitura Extensão e 
Desenvolvimento Rural, disponível da biblioteca do AVA. 
Para	esclarecer,	os	métodos	usados	terão	eficiência	de	acordo	com	dois	fatores:	a	ex-
tensão do processo ou do contexto em que o método será usado e do planejamento de 
uma determinada atividade. 
Confira,	a	seguir,	os	métodos	e	seus	conceitos:
Métodos individuais
Contato
Usado para fazer convites, comunicados e trabalhos em escritórios onde os produ-
tores podem adquirir informações com o extensionista.
Visita
Usada pela Ater com o objetivo de executar práticas e técnicas in loco, o que sig-
nifica	dizer	práticas	e	técnicas,	nas	propriedades	rurais.
Entrevista
Pode ser feita no campo ou no próprio escritório e seu objetivo é conhecer a 
realidade rural.
77SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Métodos grupais
 Técnicas de dinamização de grupo
São utilizadas para incentivar a participação de todo o grupo nas ativi-
dades propostas. 
Reunião
Visa	atender	a	um	público	com	interesses	em	comum.	É	usada	para	definir	e	en-
caminhar ações; planejar, trocar ideias etc. 
Dia do campo
É usado para divulgação, motivação e planejamento na adoção de tecnologias, 
ações sociais e ambientais
Demonstração técnica
Demonstração	que	os	profissionais	de	Ater	fazem	de	uma	tecnologia	ou	uma	ino-
vação, desenvolvida pela pesquisa e repassada aos produtores, que têm a opor-
tunidade de ter um primeiro contato com ela e aprenderem a fazer o uso correto. 
Viagem de estudos
Consiste	em	motivar	os	beneficiários	de	Ater.	Os	extensionistas	levam	os	produto-
res em viagens de estudos a propriedades ou a centros de pesquisas para conhe-
cerem de atividades em discussão pelo grupo.
Unidade de referência
É um exemplo, seria o uso de uma propriedade como referência, na qual é implan-
tada com sucesso uma ou mais inovações. O objetivo é servir de base à divulga-
ção de uma nova tecnologia para outras propriedades do mesmo ramo.
Redes de referência
É um conjunto de propriedades que são referência. Servem como exemplo nas 
áreas técnica, econômica e ambiental para outras da região.
Métodos de massa
Publicações educativas
São materiais usados para divulgar e disseminar informações para os produtores 
e suas famílias. Exemplos: folder, folheto etc.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR78
Carta circular
Tem como característica um mesmo conteúdo para todos. É destinado a pessoas 
que têm um mesmo interesse em comum. 
Programas de rádio
Tem uma grande capacidade de difusão da mensagem. Em um curto espaço de tem-
po, pode atingir dezenas, centenas ou até milhares de pessoas simultaneamente.
Os	métodos	de	Ater	podem	ser	usados	de	forma	interligada	a	fim	de	potencializar	as	
ações	e	alcançar	os	objetivos	esperados	com	mais	eficiência.	Também	podem	ser	usa-
dos em uma extensão contínua. 
Leitura complementar
Quer saber mais sobre os métodos de Ater? Então, acesse o 
material disponível no ambiente de aprendizagem. Lá, você 
encontrará mais informações. 
Antes	de	encerrar	este	tema,	fixe	seu	aprendizado	com	a	atividade	proposta.
Atividade de aprendizagem
1. A metodologia utilizada pelos agentes de Ater para difusão e transferência de 
inovações tecnológicas, conhecimentos e informações é variável, de acordo com 
algumas características do público-alvo, como o nível de conhecimento dos inte-
grantes. Dessa forma, em relação aos métodos de Ater é correto afirmar que:
a) a reunião de produtores é um método individual que visa a troca de informa-
ções entre todos.
b) um dia de campo é um método em massa para divulgação de práticas de Ater.
c) as publicações educativas são um método grupal que visa disseminar informações.
d) uma demonstração técnica é um método individual de Ater, no qual o produtor 
aprende a fazer fazendo.
e) que	os	métodos	podem	ser	mais	eficientes	se	forem	usados	de	forma	integrada.
79SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Encerramento do tema
Você encerrou o tema Contribuições da Ater para o agronegócio brasileiro. Ao 
longo deste tema, você teve a oportunidade de estudar e aprender sobre as estraté-
gias de mudanças e tomada de decisão dos produtores rurais em relação à adoção de 
tecnologias, às atribuições e funções dos agentes de Ater, bem como sobre o processo 
de inovação e as metodologias usadas na difusão de tecnologias, informações e conhe-
cimentos acerca do desenvolvimento rural. 
No próximo tema, vamos abordar a legislação e as políticas de desenvolvimen-
to do agronegócio.
Legislação e 
políticas de 
desenvolvimento 
do agronegócio
04
81SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Tema 4: Legislação e políticas de 
desenvolvimento do agronegócio
 
Por dentro da lei
As mudanças ocasionadas pela lei n.º 12.188, de 11 de janei-
ro de 2010, requerem adaptações e ajustes das entidades de 
Ater, pois as políticas públicas e os programas de Ater também 
sofreram alterações. 
Por isso, no tema de aula Legislação e políticas de desenvolvimento do agro-
negócio, será abordada a importância de conhecer as entidades de desenvolvimento 
rural, as empresas de pesquisas, os planos de desenvolvimento municipal, as práticas 
e as atividades de extensão e as políticas agrícolas desenvolvidas no país.
Fonte: Getty Images.
A	Ater,	apesar	de	assumir	novos	desafios	e	uma	postura	diferente	na	atualidade,	como	
por exemplo, as produções orgânicas baseadas na agroecologia, ainda mantém sua 
tradição, que é a produção primária. Isso se explica pelo fato de que a maior parte das 
equipes de Ater é formada por agrônomos, veterinários e técnicos em agropecuária de 
formação	voltada	à	produção	primária.	Desta	forma,	é	muito	difícil	encontrar	profis-
sionais de Ater com formação, por exemplo, em administração, contabilidade, gestão 
ambiental,	engenharia	florestal	ou	de	alimentos.	
CURSO TÉCNICO EAD SENAR82
Saiba mais
No documento Nova Lei de Ater e inovações em políticas 
públicas: o caso do Programa Ater Mais Gestão, conheça 
mais sobre legislação e políticas públicas. O link estará dispo-
nível na biblioteca do AVA.
Capacidades técnicas
Ao	fim	deste	tema,	você	desenvolverá	as	seguintes	capacidades:
• identificar	a	atuação	das	organizações	de	Assistência	Técni-
ca e Extensão Rural;
• conhecer a legislação e as normas aplicadas à ca-
deia do agronegócio;
• manter a equipe informada com as informações técni-
cas necessárias; e
• identificar	as	políticas	agrícolas	que	tratam	da	assistência	
técnica e da extensão rural. 
Tópico 1: A importância das entidades no desenvolvimento 
rural
As entidades de Ater, bem como as empresas de pes-
quisas, desempenham um papel fundamental como norte-
adoras da implementação de ações voltadas ao desenvolvi-
mento do agronegócio.
Portanto, o entendimento entre as empresas de desenvolvimento de novas tecnologias 
e as entidades de prestação de serviços de Ater são fundamentais para que os exten-
sionistas tenham convicção do que transferem aos produtores rurais.
Assim,	podemos	identificar	três	esferas	importantes	no	processo	de	Ater.	Confira	a	seguir.	
83SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Empresas 
de pesquisa
Produtores 
rurais
Entidades de 
Ater (políticas 
públicas)
Fonte: Adaptado do autor (2022).
1.1 Entidades de Ater e o trabalho em equipe
Os projetos de Ater desenvolvidos pelas entidade que prestam esse serviçonecessitam 
de uma equipe engajada com os projetos de extensão. Sem uma equipe compro-
metida	adequada	às	demandas	do	ambiente	onde	o	projeto	será	inserido,	fica	difícil	de	
alcançar os resultados esperados.
Também é importante entender que o sucesso 
do desenvolvimento de projetos de Ater não é só 
função daqueles que trabalham nele. É necessário 
dar a devida importância aos pontos fortes e fracos 
de todos os envolvidos.
Os objetivos, as necessidades e os interesses dos integrantes da equipe determinam 
o sucesso de um projeto. 
É	possível	dividir	os	integrantes	em	quatro	grupos	de	interesse.	Confira	a	seguir.	
CURSO TÉCNICO EAD SENAR84
Prioritário (campeão)
Têm como principal interesse ver o projeto concretizado.
 Participantes
Responsabilizam-se pelo planejamento e pela execução dos projetos.
Comunidade (público-alvo)
São os integrantes diretamente afetados pelo projeto.
 Interesse próprio (parasitas)
Preocupam-se apenas com sua promoção. O projeto é interessante até o momento 
que satisfaça suas necessidades.
Comentários do autor
É fundamental que, nas entidades de Ater, as equipes sejam 
construídas com a participação de um líder, responsável por 
envolver as pessoas no processo de planejamento de proje-
tos e que considere os aspectos da equipe, das características 
pessoais de cada integrante até uma visão geral da entidade.
As entidades de Ater públicas sofreram a perda da capacidade de atuação devido à 
falta	de	recursos	após	a	extinção	da	Embrater.	Houve	uma	considerável	diminuição	do	
aporte	financeiro	para	essas	instituições,	e	muitas	foram	extintas	por	não	conseguirem	
contratar	profissionais,	fornecer	crédito	rural	e	exercer	extensão	rural	de	qualidade.
Com o objetivo de repensar a Ater 
no Brasil e fortalecer as entida-
des que resistiram aos fatos cita-
dos anteriormente, além da visu-
alização da carência de serviços 
de extensão rural às propriedades 
familiares, foram criadas políticas 
públicas voltadas a esse segmen-
to. A mais importante política foi 
a criação do Programa Nacional 
de Fortalecimento da Agricultura 
Familiar (Pronaf).
Fonte: BRASIL (2022).
85SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Além disso, o Pronaf disponibilizou projetos para as pequenas propriedades rurais bra-
sileiras e fortaleceu as entidades de prestação de serviços de Ater do Brasil. 
Porém, o programa supriu apenas parcialmente a demanda das instituições, uma vez 
que	a	restrição	financeira	para	as	instituições	pouco	mudou	e	levou	as	entidades	pú-
blicas	a	terem	dificuldades	em	relação	a	recursos	humanos.	
Informação extra
Diante	de	um	cenário	de	dificuldades,	especialmente	financei-
ras, algumas entidades de Ater conseguiram manter, mesmo 
que minimamente, seus serviços no Brasil. São alguns exem-
plos os Institutos de Assistência Técnica e Extensão Rural 
(Emater) de MG, PR, RS e SC. 
Devido à perda da capacidade da Ater pública, historicamente, os serviços de extensão 
rural foram “divididos” entre entidades de extensão rural particulares mais fortemente 
em algumas regiões do Brasil e em alguns setores da economia. Dessa forma, a Ater 
passou a ser oferecida por muitos atores e com características e formas de organi-
zação distintas. 
A Ater privada, em algumas regiões e ou em setores agro-
pecuários, é superior à Ater pública. As principais entidades 
de prestação de serviços de extensão rural são cooperativas, 
ONGs não governamentais, lojas agropecuárias e empresas 
particulares de assistência técnica. 
Confira,	a	seguir,	alguns	exemplos	de	instituições	por	regiões:
CURSO TÉCNICO EAD SENAR86
Norte
Nordeste
Centro-
Oeste
Sul
Sudeste
Fonte: Getty Images.
Olhando o mapa, na região Norte, temos as instituições:
• Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater);
• Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater);
• Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam);
• Instituto de Desenvolvimento do Tocantins (Ruraltins); e
• Instituto de Desenvolvimento do Amapá (Rurap). 
Na região Centro-Oeste, temos as entidades:
• Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater);
• Empresa Mato Grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer); e
• Instituto de Desenvolvimento Agrário, Pesquisa e Extensão Rural (Idaterra).
Na região Sul, temos as entidades:
• Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater); e
• Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri).
87SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Na região Nordeste, temos as Instituições:
• Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
• Empresa Baiana de Desenvolvimento Agropecuário S. A. (EBDA);
• Empresa de desenvolvimento agropecuário (Emdagro);
• Gerência de Agricultura (Geagro); e
• Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvi-
mento Rural (Seap).
Na região Sudeste, temos as instituições:
• Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater);
• Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati); e
• Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
Atenção
É importante salientar que existem outras entidades públicas 
que oferecem extensão rural, como o sistema S (Senar, Se-
brae, Senai, entre outros), instituições de ensino (Escolas Fa-
miliares Agrícolas – EFAs, e Casas Familiares Rurais – CFRs), 
ONGs governamentais, sindicatos e associações de produtores, 
entre outros. Podemos perceber que a atividade no Brasil se 
tornou heterogênea devido às múltiplas entidades envolvidas 
no processo de desenvolvimento de Ater. 
Todas estas entidades, com suas 
equipes, atuam em diversas áreas 
para o desenvolvimento do agro-
negócio com técnicas e práticas 
produtivas, planejamento e gestão 
rural, transformação e comercia-
lização de produtos, crédito rural, 
formação rural, programas sociais 
e sustentáveis, entre outros.
Fonte: Getty Images.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR88
Assim, as entidades, as equipes de Ater e o desenvolvimento rural caminham juntos 
em busca de melhores condições de vida no campo.
1.2 A pesquisa agropecuária X Ater
A pesquisa agropecuária gera conhecimentos importantes para a sociedade, pois 
contribui para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Porém, as novas infor-
mações e tecnologias chegam às empresas rurais por meio da assistência técnica 
e extensão rural.
Grande parte da pesquisa, no país, é proveniente de entida-
des públicas, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agro-
pecuária (Embrapa), instituições estaduais de pesquisa, ins-
titutos federais, entre outros.
Entretanto, as empresas privadas de pesquisa agropecuária estão ganhando espaço, 
já que o ramo agropecuário proporciona a elas ganhos econômicos, especialmente, 
no que tange tecnologias voltadas a cultivos, equipamentos, máquinas e informa-
ções tecnológicas.
Nesse contexto, as universidades, 
de modo geral, têm um papel fun-
damental na criação e no desen-
volvimento de tecnologias e infor-
mações, como livros, circulares 
técnicas, softwares, entre outros. 
Fonte: Getty Images.
A informação tecnológica também é difundida por meio de cursos como os de ensino 
técnico, nos quais os agentes adquirem conhecimento e os transferem ao meio em que 
vivem, às próprias instituições de ensino, às empresas privadas e públicas de Ater ou, 
ainda, diretamente aos produtores rurais. 
89SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Comentários do autor
Apesar	de	a	pesquisa	científica	contribuir	muito	para	o	desen-
volvimento do agronegócio brasileiro, as informações não che-
gam, muitas vezes, de forma clara e objetiva, já que a rea-
lidade rural brasileira ainda é composta por produtores que 
apresentam	resistência	a	mudanças	e	dificuldades	no	enten-
dimento das vantagens e dos benefíciosque as inovações po-
dem proporcionar. Nesse sentido, a Ater tem um papel fun-
damental, pois é um elo entre as empresas de pesquisa e o 
produtor rural. 
 
Confira,	 a	 seguir,	 algumas	 dificuldades	 e	 desafios	 atuais	 na	 relação	 entre	 pesquisa	
agropecuária e Ater:
• muitas tecnologias desenvolvidas pelas empresas de pesquisa não chegam aos ex-
tensionistas e aos produtores devido a interesses secundários;
• a	escassez	de	verbas	destinadas	à	pesquisa	e	à	extensão	rural	dificultam	a	disse-
minação de tecnologias por limitarem a promoção de eventos de integração entre 
Ater e empresários rurais; e
• o convencimento de dirigentes sobre a importância do desenvolvimento de políticas 
públicas	voltadas	à	formação	específica	de	extensionistas	de	forma	continuada.
Para refletir
As	 maiores	 dificuldades	 ainda	 são	 encontradas	 na	 pequena	
produção. As informações são oferecidas pelos órgãos de pes-
quisa, e o extensionista, por sua vez, disponibiliza esta infor-
mação para as propriedades. Porém, o pequeno produtor, ao 
longo do tempo, não teve e, ainda, de certa forma, não absor-
ve essas informações por não conseguir contratar um serviço 
de Ater particular, e o estado não é capaz de ofertá-lo para 
atender a essa demanda. 
Dessa forma, os produtores não conseguem organizar seu sistema produtivo e, portan-
to,	não	têm	renda	suficiente	para	inovar	e	tornar	a	produção	longeva.	Por	isso,	a	Ater	
privada atinge um público que apresenta condições de pagar pelos serviços prestados, 
ainda	que	muitos	produtores	rurais	fiquem	distantes	das	inovações	desenvolvidas.
Nesse sentido, existe uma solução para atender a essa demanda de agri-
cultores sem Ater?
CURSO TÉCNICO EAD SENAR90
Alguns estudos desenvolvidos especialmente pela Embrapa 
apontam que uma possível solução seria a criação de equi-
pes de Ater que possam transferir tecnologia aos produto-
res, além de articular ações em conjunto a empresas públi-
cas e privadas para assessorar propriedades e desenvolver 
pesquisas de acordo com a realidade regional. No entanto, 
não se trata de uma tarefa simples e que requer muito pla-
nejamento e organização estrutural.
Interessante, não é mesmo? É importante ter uma visão holística do agronegócio para 
que possamos desenvolver um excelente trabalho a campo. 
Antes	de	seguir	com	seus	estudos,	que	tal	fixar	os	conhecimentos?	Faça	a	atividade	
proposta na sequência.
Atividade de aprendizagem
1. Para que a Assistência Técnica e Extensão Rural possa, de fato, fazer a diferen-
ça no desenvolvimento do agronegócio, a Ater precisa estar bem-estruturada. As 
entidades de Ater e suas equipes devem estar conectadas entre si e comprome-
tidas com os trabalhos. Em relação às entidades e às equipes de Ater, marque a 
alternativa correta.
a) A	principal	dificuldade	que	as	empresas	de	Ater	enfrentam	para	se	manter	e	ofere-
cer	seus	serviços	é	a	capacitação	dos	profissionais.
b) O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi cria-
do com o objetivo de atender a um público desassistido pela Ater, as proprie-
dades familiares.
c) Integrantes participantes se preocupam somente com sua promoção e seus interesses.
d) A equipe que não tem um líder ou um gestor tende a obter maior sucesso em seus 
trabalhos, já que, todos têm a liberdade de fazer escolhas e tomar decisões.
e) O Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) foi uma das únicas 
entidades	de	Ater	a	resistir	às	dificuldades	enfrentadas	ao	longo	do	tempo
Tópico 2: Ações e políticas de Ater
A política pública de Ater, no Brasil, está diretamente relacionada à transferência de 
conhecimentos, inovações e a modernização do campo. 
Nesse sentido, é fundamental entender as práticas extensionistas possibilitadas a 
partir do desenvolvimento de políticas públicas, como a Política Nacional de Assistên-
cia Técnica e Extensão Rural (Pnater), o Programa Nacional de Assistência Técnica e 
Extensão Rural (Pronater) e a Anater, bem como os programas de desenvolvimen-
to, como o Pronaf, voltado ao atendimento das necessidades de crédito aos agricul-
tores familiares.
91SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
2.1 Atividades e práticas extensionistas
As atividades e as práticas de Ater estão espalhadas por todo o país, por meio do de-
senvolvimento de projetos em diferentes áreas do agronegócio, já que seu objetivo é 
promover	um	ambiente	rural	diversificado	e	baseado	na	sustentabilidade.	
Fonte: Wenderson Araujo - Sistema CNA/SENAR.
As atividades e as práticas extensionistas partem do desenvolvimento de um projeto 
que busca melhorar um setor ou uma atividade agropecuária da propriedade.
Quando essas práticas e atividades forem desenvolvidas, devem ser pensadas e exe-
cutadas em parceria com o produtor, sua família e seus colaboradores. Isso também 
vale para o desenvolvimento a nível municipal ou estadual. 
Nesse sentido, as práticas e as atividades de extensão devem ser desenvolvidas com 
base em três dimensões:
Dimensão 
tecnológica
A melhor tecnologia é aquela que se adapta à realidade de 
cada produtor. Com o produtor, o extensionista deve se aten-
tar às ações de melhoria em produção, qualidade, sustenta-
bilidade e renda a partir do uso de tecnologias.
Dimensão 
organizacional
Busca o uso de práticas e atividades de forma coletiva. O 
profissional	de	Ater	deve	estimular	essas	ações	com	base	na	
coletividade e em parcerias para fortalecer e estreitar os la-
ços entre os integrantes do grupo e, assim, alcançar objeti-
vos comuns.
Dimensão 
de mercado
Não	basta	apenas	definir	o	mercado	para	comercialização	de	
produtos. Uma das práticas extensionistas que mais precisa 
de atenção é justamente a produção adequada ao consumi-
dor e que permita oferecer valor agregado ao produtor.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR92
Leitura complementar
Para conferir um exemplo prático, bem como outras informa-
ções sobre as dimensões extensionistas, acesse o material dis-
ponível no seu ambiente virtual de aprendizagem.
Informação extra
As	práticas	extensionistas	podem	ser	classificadas	em	práticas	
pedagógicas, assistenciais, comunicativas e mediadoras. Elas 
se complementam e tornam o processo de Ater completo. As 
práticas citadas estão relacionadas e podem ocorrer junto aos 
produtores rurais nas seguintes modalidades de extensão: di-
fusão de informação, comunicação dialógica (baseada no diálo-
go), educação e capacitação, orientação e assistência técnica, 
assessoria e consultoria e, ainda, facilitação de processos.
As atividades e as práticas de extensão rural são organizadas e aplicadas a partir de 
uma necessidade de intervenção que gera objetivos que, por sua vez, levam a 
ação extensionista a resultar em mudanças no meio socioprodutivo. 
Confira,	 a	 seguir,	 um	 exemplo	 hipotético	 de	 organização	 e	 aplicação	 de	 práti-
cas extensionistas.
Ação no campo
Um produtor de bovinos de corte procurou o agente de Ater 
porque constatou em seu rebanho um aumento da mortalidade 
de bezerros (necessidade de intervenção). Junto ao produtor, 
o	 extensionista	 buscou	 fazer	 um	diagnóstico	 para	 identificar	
os	problemas	(objetivo	da	intervenção).	Identificado	o	proble-
ma,	 foram	 definidas	 estratégias	 para	 corrigi-lo	 (ação	 exten-
sionista) e, diante das ações implementadas, observou-se a 
redução drástica da mortalidade de bezerros (mudanças no 
sistema produtivo). 
93SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Saiba mais
Quer se aprofundar nas práticas extensionistas? Leia o Caderno 
de Boas Práticas de Ater! O link está disponível no seu AVA. 
2.2 Plano municipal de desenvolvimento e políticas agrícolas
O plano municipal de desenvolvimento rural (PMDR) é um planejamento do município 
nas mais diversas áreas. Essas áreas podem ser: 
Fonte: Getty Images. Fonte: Getty Images.
No espaço rural No espaço urbano
Esses	espaçospodem	ser	divididos	em	planos	diretores,	a	fim	de	se	obter	para	o	es-
paço	rural	um	plano	diretor	específico,	que	apresente	um	conjunto	de	propostas	cujo	
objetivo seja o desenvolvimento socioeconômico e de elementos fundamentais 
que compõem a estrutura rural.
Por dentro da lei
O Plano Diretor é obrigatório para municípios que têm mais 
de 20.000 habitantes. A Lei Federal n.º 10.257/2001 do Esta-
tuto das Cidades contempla essa obrigatoriedade em seu ar-
tigo 41, inciso I.
O plano municipal de desenvolvimento está atrelado a políticas públicas que visam à 
melhoria da qualidade de vida das pessoas que residem no campo em âmbitos social, 
cultural, econômico e ambiental.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR94
Os planos de desenvolvimento rural contemplam as ativida-
des do setor primário, como agricultura, pecuária, mineração 
e extrativismo, bem como agroindústrias, turismo, agricul-
tura familiar, habitação e outras atividades, de acordo com a 
realidade de cada região, e são a base do trabalho dos Con-
selhos Municipais de Desenvolvimento Rural (CMDR).
Quanto à forma de elaboração, existem dois tipos de PMDR. São eles:
 ✓ 1.º: O PMDR é feito individualmente por uma empresa de Ater ou por um técnico 
(a) do setor da agricultura do município, por exemplo, onde é feito o levantamento 
de	dados	do	município	e	as	demandas	necessárias.		Isso	significa	que,	não	se	trata	
de um plano participativo.
 ✓ 2.º: O PMDR é feito pelo CMDR, com a participação das comunidades. Outros gru-
pos	da	sociedade,	órgãos	públicos	e	privados	definem	as	prioridades	do	município.	
Neste	caso,	significa	que,	as	ações	são	participativas.
Os PMDRs são importantes também para os governos estaduais e federal na institui-
ção de políticas públicas, já que a síntese dos planos de desenvolvimento rural dos 
municípios brasileiros permite a visualização dos principais gargalos do meio rural. 
Assim aconteceu com a implantação do Pronaf, cuja instituição foi baseada em dados 
de PMDRs brasileiros. 
Para elaboração e execução de um Plano Municipal de Desenvolvimento Rural, 
podemos seguir o seguinte cronograma:
Objetivos: é necessário ter clareza sobre aonde se quer chegar com o plano 
de desenvolvimento. Uma vez que, o plano consiste em uma visão geral de 
onde estamos e para onde queremos ir, apesar de depender de outros fatores.1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Metodologia de trabalho: como será feito o plano de desenvolvimento, 
sua organização, e como será desenvolvido.
Princípios e diretrizes: são as orientações, instruções, indicações ou, 
ainda, as ideias centrais do plano de desenvolvimento.
Histórico do município: leva em consideração a colonização, o comércio, 
as agroindústrias, o nível de tecnificação, entre outros fatores.
Caracterização do meio rural: consideram-se os aspectos edafoclimáticos 
(clima, água e solo), as comunidades rurais, a vegetação, entre outros.
Diagnóstico: Consiste em fazer um levantamento da situação econômica 
(indicadores de produção e rentabilidade do setor agropecuário), social (demografia, 
saúde, educação) e ambiental (saneamento básico e licenças ambientais).
Análise do cenário atual e definição de ações: define o futuro esperado 
nos âmbitos econômico, ambiental e social do município.
Criação dos projetos que compõem o PMDR: os projetos são 
direcionados aos aspectos econômicos, sociais e ambientais.
Gestão do PMDR: Geralmente feita por um comitê próprio que coordena, 
analisa e avalia os projetos.
Replanejamento: Depois da avaliação e da análise dos projetos que 
compõem o PMDR, se houver situação em que os objetivos não foram 
alcançados, é feito o replanejamento. 
95SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Objetivos: é necessário ter clareza sobre aonde se quer chegar com o plano 
de desenvolvimento. Uma vez que, o plano consiste em uma visão geral de 
onde estamos e para onde queremos ir, apesar de depender de outros fatores.1
2
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10
Metodologia de trabalho: como será feito o plano de desenvolvimento, 
sua organização, e como será desenvolvido.
Princípios e diretrizes: são as orientações, instruções, indicações ou, 
ainda, as ideias centrais do plano de desenvolvimento.
Histórico do município: leva em consideração a colonização, o comércio, 
as agroindústrias, o nível de tecnificação, entre outros fatores.
Caracterização do meio rural: consideram-se os aspectos edafoclimáticos 
(clima, água e solo), as comunidades rurais, a vegetação, entre outros.
Diagnóstico: Consiste em fazer um levantamento da situação econômica 
(indicadores de produção e rentabilidade do setor agropecuário), social (demografia, 
saúde, educação) e ambiental (saneamento básico e licenças ambientais).
Análise do cenário atual e definição de ações: define o futuro esperado 
nos âmbitos econômico, ambiental e social do município.
Criação dos projetos que compõem o PMDR: os projetos são 
direcionados aos aspectos econômicos, sociais e ambientais.
Gestão do PMDR: Geralmente feita por um comitê próprio que coordena, 
analisa e avalia os projetos.
Replanejamento: Depois da avaliação e da análise dos projetos que 
compõem o PMDR, se houver situação em que os objetivos não foram 
alcançados, é feito o replanejamento. 
Fonte: Adaptado do autor (2022).
Saiba mais
Para saber mais sobre os PMDRs, acesse o documento Planos 
Municipais de Desenvolvimento Rural – PMDR. O link está 
disponível no seu AVA. 
2.3 A legislação e as políticas de Ater: Pnater, Pronater e Anater
Na busca por revigorar a Ater no Brasil, a Política Nacional de Assistência Técnica 
e Extensão Rural (Pnater) foi criada de forma participativa: a sociedade civil, os 
governos e suas organizações, bem como lideranças de organizações públicas, que 
representam a agricultura familiar, e representantes de movimentos sociais contribuí-
ram para o desenvolvimento dessa política, comprometida com o desenvolvimento do 
agronegócio de forma sustentável.
A Pnater é orientada pelo Programa Nacional de 
Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater), que 
estabelece diretrizes, fundamentos, orientações e 
metas para o serviço público de Ater no Brasil.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR96
O Pronater é coordenado pelo Departamento de Assistência Técnica e Extensão 
Rural (Dater), incumbido de elaborar e desenvolver as ações de Ater anualmente, 
inclusive para cada Plano Safra. Essas ações são criadas com base nas políticas da 
Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) e nos programas estaduais de Ater, de 
acordo com as necessidades e as demandas da agricultura familiar. 
Informação extra
A Pnater foi criada a com o objetivo de atender à agricultura 
familiar por meio do Pronaf. Atualmente, o programa está pas-
sando por uma reformulação com o objetivo de abranger os 
pequenos e médios produtores antes não atingidos pelo Pronaf. 
 
A Patner surgiu a partir da reformu-
lação da política de Ater no Brasil, 
com o objetivo de contribuir direta-
mente para o aumento da capaci-
dade produtiva do país e envolver 
pequenos e médios produtores, es-
pecialmente da agricultura familiar.
Fonte: Getty Images.
A Anater tem como função o credenciamento de entidades de prestação de serviços, 
a	capacitação	e	treinamento	de	profissionais,	a	contratação	e	disponibilização	de	ser-
viços, a disseminação de tecnologias, condução de pesquisas, análise de resultados e 
gerenciamento de entidades de Ater. 
Confira,	na	tabela	a	seguir,	as	políticas	atuais	de	Ater	no	Brasil	e	a	legislação:
Políticas públicas Legislação Público-alvo
Pnater Decreto n.º 5.033, de 5 de 
abril de 2004 Agricultura familiar
97SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Políticas públicas Legislação Público-alvo
Pronater
Lei n.º 12.188, de janeiro 
de 2010 Agricultores familiares que 
se enquadram na Lei n.º 
11.326, de 24 de junho de 
2006.
Ênfase para Ater: indíge-
nas, quilombolas, traba-lhadores rurais, ribeiri-
nhos, jovens, mulheres, 
aquicultores, extrativistas, 
pescadores e artesanais.
Decreto n.º 7.215, de 15 
de junho de 2010
Altera a Lei n.º 8.666, de 
21 de junho de 1993
Anater
Lei n.º 12.897, de 18 de 
dezembro de 2013
Decreto n.º 8.252, de 26 
de maio de 2014
Pequenos e médios produ-
tores rurais
Fonte: Adaptado do autor (2022).
A Anater também tem papel importante na operacionalização das políticas de Ater 
desenvolvidas pelos Ministérios. É ela quem faz o elo entre o Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário 
(MDSA) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e as entidades públicas de Ater, as 
entidades	particulares	sem	fins	lucrativos,	as	cooperativas	e	outras	empresas.	
As ações do Pnater têm contribuído para o desenvolvimento de programas de fortale-
cimento do agronegócio, especialmente no âmbito da agricultura familiar. 
São elas:
• Seguro da Agricultura Familiar (SEAF);
• Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM);
• Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF);
• Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF);
• Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB);
• Programa Brasil Mais Cooperativo;
• Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE);
• Programa de Aquisição de Alimentos (PAA);
• Programa Ater Digital; e
• Agroindústria Familiar.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR98
É importante ressaltar que o Pronaf é a política 
mais importante para pequenos produtores. Seu 
objetivo é atender a esse público, com renda até 
R$ 360.000,00 e com área de até quatro módulos 
fiscais, além de outros produtores que possuem de 
4 a 15 módulos fiscais e renda entre R$ 360.000,00 
a R$ 3.600.000,00.
Já para médios produtores, o destaque é o Programa Nacional de Apoio ao Médio 
Produtor Rural (Pronamp). As políticas de Ater para esses programas são coorde-
nadas pelo Mapa. 
Com os conhecimentos adquiridos até aqui, teste sua aprendizagem com a atividade 
proposta a seguir.
Atividade de aprendizagem
1. Em relação à política nacional de Ater no Brasil, sabe-se que é importante para que 
a Ater pública possa vigorar e contribuir para a construção de uma nova forma de 
desenvolvimento do agronegócio, baseada na sustentabilidade econômica, am-
biental e social, e proporcione mais qualidade de vida às famílias do campo. Dessa 
forma, analise as sentenças a seguir.
I. A Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater) é orientada 
pelo Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater), que es-
tabelece as diretrizes da Ater no Brasil.
II. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que aten-
de pequenos produtores rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, entre outros, foi 
institucionalizada pela Lei n.º 12.188/2010.
III. O Pnater opera as políticas públicas de Ater desenvolvidas pelos Ministérios, 
como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além de entida-
des particulares sem fins lucrativos, cooperativas e outras.
Marque a alternativa correta: 
a) As	afirmativas	I	e	II	estão	corretas.
b) As	afirmativas	II	e	III	estão	corretas.
c) As	afirmativas	I	e	III	estão	corretas.
d) Apenas	a	afirmativa	I	está	correta.
e) Apenas	a	afirmativa	III	está	correta.
99SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Encerramento do tema
Você encerrou o tema Legislação e políticas de desenvolvimento do agronegó-
cio. Neste tema, além de ter conhecido as entidades de Ater e as empresas de pes-
quisa agropecuária, você pôde visualizar as características dos planos municipais de 
desenvolvimento e conheceu as principais políticas agrícolas, programas e projetos de 
Ater desenvolvidos no país. 
É importante que as entidades, as esferas nacionais, estaduais e municipais este-
jam conjugadas com as políticas públicas, para que programas, projetos, atividades 
e práticas extensionistas sejam executados com qualidade, na busca por resulta-
dos satisfatórios. 
 
A realização 
de Ater e sua 
dimensão 
05
101SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Tema 5: A realização de Ater e sua 
dimensão 
A	Ater	apresenta	grandes	desafios,	justamente	por	apresentar	uma	grande	dimensão,	
que pode ser compreendida como uma visão holística das necessidades do meio rural. 
Essa dimensão abarca os âmbitos educacional, formativo, social, agroecológico, sus-
tentável e econômico.
Fonte: Getty Images.
Capacidades técnicas
Ao	fim	deste	tema,	você	desenvolverá	as	seguintes	capacidades:
• identificar	a	atuação	das	organizações	de	Ater;	e
• identificar	 o	 propósito,	 o	 processo	 de	 organização	 e	 o	
funcionamento das ações extensionistas para o desen-
volvimento rural.
Tópico 1: Projetos executados pelas organizações de Ater
Em projetos de Ater, além de observar os passos e as características que compõem 
um projeto, é fundamental avaliar as ações para mensurar os resultados alcançados. 
Apesar de os projetos serem complexos, quando falamos em avaliações, há aspectos 
a serem considerados e seguidos para que elas atendam às expectativas do avaliador. 
CURSO TÉCNICO EAD SENAR102
Comentários do autor
As avaliações, além de permitir que as ações sejam men-
suradas, permitem ao avaliador elaborar novas ações 
que permitem que os objetivos sejam alcançados. 
Sendo assim, trata-se de um processo cíclico. 
1.1 Requisitos mínimos para execução de projetos
Os projetos de Ater podem ser desenvolvidos em diferentes áreas do agronegócio 
brasileiro. Porém, com a nova Ater, busca-se desenvolver projetos por meio de um 
processo participativo e pedagógico. 
Para refletir
Projetar	 significa	 lançar-se	 à	 frente.	 Pode-se	 entender	 como	
uma ação com a intenção de mudar algo ou inovar, obser-
var um futuro diferente do presente ou, ainda, transformar 
ideias em ações. 
Um	projeto	se	define	em	dois	momentos:	
Fonte: Getty Images. Fonte: Getty Images.
Concepção do projeto
consiste em um entendimento claro do 
que se quer alcançar na elaboração do 
projeto: quais objetivos, metas e resulta-
dos são esperados com sua implantação.
Implantação do projeto
Já a implantação ou institucionalização 
do projeto refere-se à parte prática: 
como será implantado e quais passos 
serão executados para que o proje-
to seja funcional.
103SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Normalmente, um projeto de Ater segue alguns requisitos básicos: título, contextuali-
zação	ou	justificativa,	objetivos,	metas	e	ações,	metodologia,	avaliação	dos	impactos	
e	resultados,	cronograma,	orçamento	financeiro,	acompanhamento	e	encerramento.	
Contudo, outros elementos são igualmente importantes em um projeto, como o tempo. 
Tempo político Um determinado projeto de Ater pode depender de uma 
oportunidade política para acontecer.
Tempo institucional
O projeto surge de acordo com o momento histórico da 
instituição, até porque pode ser inovador para uma en-
tidade, mas não para outra.
Tempo para 
amadurecer as ideias
Um projeto bem-sucedido precisa ser discutido, e isso 
leva tempo.
Além	do	tempo	que	as	entidades	precisam	para	definir	projetos,	esse	fator	também	
é importante para buscar parcerias, já que a Ater precisa de parceiros e isso também 
precisa tempo. Muitas vezes, gasta-se tempo para convencê-los da importância e da 
necessidade do projeto. 
É necessário tempo para o correto estabelecimento 
do problema a ser solucionado ou do resultado 
que se quer alcançar. É preciso tempo até mesmo 
para buscar fontes de crédito adequadas.
 
Podemos, ainda, destacar outros elementos importantes na elaboração de projetos de 
Ater,	que	podemos	chamar	de	facilitadores.	Confira	a	seguir	quais	são	eles:
Comunicação eficiente
A	comunicação	de	Ater	deve	serclara	e	objetiva	entre	os	atores	(profissional	de	
Ater e produtor rural).
Adesão livre e consciente ao projeto
A	responsabilidade	de	todos	interfere	no	sucesso	de	um	projeto.	Tanto	o	profissio-
nal de Ater quanto o produtor devem se envolver.
Bom suporte financeiro e institucional
Refere-se à vontade dos atores envolvidos em fazer acontecer, ao pleno entendi-
mento	do	projeto	por	todos	e	à	definição	dos	recursos	financeiros.	
CURSO TÉCNICO EAD SENAR104
Gestão e avaliação de projetos
A avaliação de um projeto mostra se os objetivos estão sendo atingidos.
Um ambiente favorável entre os atores do projeto
O respeito, a valorização, a humildade, a seriedade e o comprometimento de todos 
e entre todos proporcionam uma ligação mais forte.
Credibilidade
As ideias podem ser muito boas, mas se a pessoa que as defende não tem com-
petência e ética, os demais não a seguirão. 
Para que a implementação de projetos seja feita com êxito, são necessários gerencia-
mento e avaliação constantes. 
1.2 Como avaliar os projetos de Ater
A avaliação de projetos de Ater é uma fase muito importan-
te, uma vez que permite ao avaliador observar se as ações 
foram efetivas, e se os objetivos foram alcançados. Além dis-
so, a avaliação é baseada em informações coletadas a partir 
do acompanhamento ou do monitoramento de projetos.
A	avaliação	acontece	ao	longo	do	projeto	em	toda	a	sua	vida,	e	não	somente	no	fim.	
Isso	é	importante,	pois,	no	decorrer	do	projeto	é	possível	identificar	falhas	e	corrigi-las	
sem perda de tempo e de recursos.
Quer	uma	dica	de	como	escrever	essa	avaliação	ao	longo	do	projeto?	Confira	a	seguir:
Dica
“Por meio do acompanhamento das ações pré-estabelecidas 
para alcançar os prazos de execução dos serviços de Ater, per-
cebi que elas não estão causando os efeitos desejados. Pre-
cisamos, então, adequar as ações para acelerar o processo e 
entregar os serviços de Ater dentro dos prazos estabelecidos”.
105SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Nesse sentido, uma avaliação pode ser dividida em três categorias. Podem ser feitas 
avaliações	com	as	seguintes	finalidades:	
 ✓ Para saber mais: um processo de aprendizado coletivo;
 ✓ Para medir: avalia o desempenho e o impacto de uma ação;
 ✓ Para entender: para conhecer, por exemplo, os resultados que uma ação ou um 
projeto pode proporcionar.
Nas avaliações de Ater, é importan-
te considerar: a quem se destina a 
avaliação? Qual é ou será a utilida-
de da avaliação? Para quê avaliar? 
Na prática, é difícil que as entida-
des ou os extensionistas façam, si-
multaneamente, avaliações de pro-
jetos e autoavaliações. Na maioria 
das vezes, não agem sobre os re-
sultados das avaliações. 
Fonte: Getty Images.
De forma geral são feitas avaliações especialmente para a prestação de contas a uma 
organização que presta serviços de Ater.
Todo projeto deve seguir critérios de avaliação, já que muitos aspectos de desem-
penho poderão ser aferidos. A seguir, são expostos os principais critérios de avalia-
ção de um projeto. 
Critérios Significado
Relevância
Verifica	se	os	objetivos	da	intervenção	de	
Ater estão coerentes com as necessidades, 
as exigências e as expectativas dos pro-
dutores rurais, as necessidades regionais e 
das entidades parceiras.
Impacto Avalia os efeitos, negativos ou positivos, 
do projeto a curto, médio e longo prazo.
Eficiência Mede como os recursos de modo geral são 
convertidos em resultados.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR106
Critérios Significado
Sustentabilidade
Avalia	 se	 o	 produtor	 beneficiário	 de	 Ater,	
uma vez concluído o projeto, mantém o 
projeto a curto, médio e longo prazo den-
tro de princípios sustentáveis.
Eficácia Avalia se os objetivos de um projeto foram 
atingidos de acordo com sua importância.
Fonte: Guia para avaliação de extensão rural, 2013.
Na atualidade, são usados métodos e abordagens inovadores de avaliação que buscam 
considerar os aspectos institucionais, as capacidades humanas e os resultados. 
Confira,	a	seguir,	exemplos	dessas	abordagens	e	métodos:
O mapeamento 
de resultados
Em vez de avaliar a produção, esta abordagem busca ava-
liar aspectos comportamentais entre os atores e as institui-
ções de Ater.
Mudança 
mais significativa
Busca coletar e avaliar as mudanças de maior importância 
para	os	atores	do	processo	de	Ater	a	fim	de	auxiliá-los	a	ter	
foco no impacto dos projetos.
Investigação 
apreciativa
São	métodos	usados	para	avaliar	ações	que	têm	como	fi-
nalidade a aprendizagem organizacional com foco no que 
funcionou, o motivo e como levar adiante tais práticas por 
meio do entendimento da necessidade de mudança dos par-
ticipantes da avaliação.
Um fator muito importante a ser considerado nas avaliações é o custo. A escolha 
de métodos e critérios é o que fará a diferença em relação aos custos, já que, para 
fazer uma avaliação, é necessário que os dados e resultados levantados tenham cre-
dibilidade, para que possam contribuir para ações futuras baseadas em dados reais e 
seguros,	além	de	criar	maior	confiança	sobre	quem	fez	a	avaliação.
Na avaliação de projetos de Ater, não são somente 
os gastos financeiros que devem ser considerados, 
mas o tempo e a disponibilidade de pessoal 
qualificado para tal tarefa.
107SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Leitura complementar
Quer saber mais sobre avaliação de projetos e outros itens im-
portantes	para	executar	essa	tarefa	com	eficiência?	Acesse	o	
material disponível no seu AVA. 
Antes	de	encerrar	este	tema,	fixe	seu	aprendizado	com	a	atividade	proposta.
Atividade de aprendizagem
1. Os projetos de Ater seguem alguns requisitos mínimos para elaboração e avalia-
ção. Marque a alternativa correta em relação a esses temas.
a) A	avaliação	acontece	somente	ao	fim	do	projeto,	já	que	se	tem	uma	visão	do	todo.
b) O tempo é um requisito básico na elaboração de projetos. Sem ele, o projeto 
não sai do papel.
c) A	categoria	de	avaliação	de	projetos	“	para	medir”	verifica	o	desempenho	e	o	im-
pacto de uma ação.
d) A concepção de projeto refere-se à parte prática, em como será a implantação. 
e) Na avaliação de projetos, o único fator a ser considerado é seu custo.
Encerramento do tema
Você encerrou o tema de aula A realização de Ater e sua dimensão. A partir do 
estudo sobre os requisitos mínimos de um projeto e como avaliá-lo, você pôde com-
preender pontos importantes da elaboração e da gestão de projetos de Ater.
O objetivo dos projetos de Ater é criar condições para que o produtor melhore sua 
atividade,	a	fim	de	possibilitar	ganhos	de	produtividade,	renda	e,	consequentemente,	
na qualidade de vida. 
Tópicos emergentes 
na Ater
06
109SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Tema 6: Tópicos emergentes na Ater
As	inovações	sempre	geram	desafios	e	desconforto	para	quem	as	adota.	Porém,	elas	
são necessárias para que aconteça a evolução do agronegócio.
Fonte: Getty Images.
Neste novo cenário, está o serviço de Ater, que se vê cada vez mais frente ao desenvol-
vimento de tecnologias da informação e comunicação, as chamadas TICs. Diante disso, 
as	entidades,	os	profissionais	de	Ater	e	os	produtores	rurais	devem	estar	preparados	
para trabalhar de forma produtiva, sustentável e capaz de atender a um mercado cada 
vez mais exigente. 
Saiba mais
Quer saber mais sobre as TICs? Acesse o conteúdo Novas 
tecnologias da Informação e da Comunicação. O link está 
disponível no seu AVA. 
O tema de aula Tópicos emergentes na Ater busca oferecer informações e tendên-
cias que a Ater já presencia na atualidade e que estarão cada vez mais presentes nos 
serviços prestados aos produtores rurais. Apesar de as inovações apresentarem inúme-
ras	vantagens,	impõe-se	um	desafio	para	que	as	entidades	de	Ater	se	adequem	a	essa	
nova realidade, especialmentequando se trata do pequeno produtor rural, que, mui-
tas vezes, não tem condições de adotar inovações tecnológicas para desenvolver seu 
negócio. Assim, a multifuncionalidade e a pluriatividade são ferramentas importantes. 
CURSO TÉCNICO EAD SENAR110
Capacidades técnicas
Ao	fim	deste	tema,	você	desenvolverá	as	seguintes	capacidades:
• identificar	 o	 propósito,	 o	 processo	 de	 organização	 e	 o	
funcionamento das ações extensionistas para o desen-
volvimento rural; e
• reconhecer	a	importância	e	os	desafios	da	extensão	rural	no	
processo de desenvolvimento da agricultura brasileira.
Tópico 1: A Ater e o desenvolvimento sustentável
Sustentabilidade é um termo muito empregado na atualidade quando se fala de 
desenvolvimento do agronegócio. Contudo, colocar a sustentabilidade em prática 
é uma tarefa complexa e que exige planejamento e organização em todas as esferas 
da Ater pública.
Fonte: Getty Images.
De um lado, existe a necessidade de se produzir cada vez mais alimentos para atender 
à	população,	que	cresce	a	cada	ano;	e,	do	outro	lado,	há	o	desafio	de	produzir	mais	
alimentos com menor impacto, sobretudo ambiental. 
111SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
1.1 A sustentabilidade no meio rural
O modelo de desenvolvimento que hoje é visto como insus-
tentável foi desenvolvido ao longo do tempo com forte cola-
boração da Ater. Portanto, diante da realidade, a nova Ater 
procura direcionar seus esforços para o desenvolvimento do 
agronegócio de forma sustentável.
Isso	não	significa	eliminar	as	tecnologias	ou	as	formas	de	desenvolvimento	criadas	até	
então. Basta usar o que já está disponível a favor do desenvolvimento ambiental, so-
cial e econômico, para integrar metas de produção agrícola tornando-as menos agres-
sivas ao meio em que vivemos.
Sustentabilidade pode ser definida como o ato de 
conservar, cuidar e preservar. É um conjunto de ideias, 
estratégias e ações consideradas ecológicas, viáveis, 
justas e diversificadas. A sustentabilidade garante a 
longevidade dos seres vivos no planeta.
Portanto, a função da nova Ater é fomentar a construção de processos de produção am-
bientalmente sustentáveis e rentáveis, com igualdade social e culturalmente aceitáveis. 
Assim, o meio rural deve ser sustentável como um todo e não apenas na produção 
agropecuária. E esse é o novo desafio da Ater.
Comentários do autor
Para que haja sustentabilidade, é fundamental que a nova Ater 
baseie-se em outros princípios técnicos e metodológicos, tenha 
nova visão e missão e proponha novas ações. Esse trabalho 
deve partir também da capacitação dos extensionistas. A for-
mação desses agentes fará a diferença no campo, com ações 
voltadas à otimização dos recursos naturais, à segurança ali-
mentar e à produção ecologicamente responsável. 
Diante de uma nova visão de desenvolvimento, baseada na sustentabilidade, há três 
componentes	fundamentais	que	merecem	destaque.	Confira	quais	são	eles:
CURSO TÉCNICO EAD SENAR112
Componentes
Igualdade 
social
Relaciona-se à sustentabilidade social. Busca-se 
desenvolver iniciativas em prol do bem-estar da 
população, especialmente os mais necessitados. 
Exemplos: projetos de saneamento básico e de 
qualificação profissional.
Proteção 
ao meio 
ambiente
A sustentabilidade ambiental busca definir 
estratégias, especialmente de produção, que 
atendam à necessidade humana atual sem 
degradar o meio ambiente, a fim de não 
comprometer a capacidade das gerações 
futuras em suprir suas necessidades. Exemplos: 
recolha de lixo, combate ao desmatamento, 
prevenção de queimadas, entre outros. 
Crescimento 
econômico
A sustentabilidade econômica 
baseia-se na promoção de renda 
das propriedades rurais, mas com 
redução de impactos ao meio 
ambiente. Exemplos: uso de 
energia renovável e manejo de 
floresta de forma sustentável.
Fonte: Shutterstock.
Nesse contexto, é importante nos preocuparmos com nossas propriedades rurais. Será 
que estamos realmente praticando, de alguma forma, a sustentabilidade? Quais ações 
sustentáveis podemos implementar em nosso meio? 
São algumas das principais atitudes sustentáveis:
 ✓ evitar o desperdício de água;
 ✓ proteger rios, córregos, nascentes e olhos de água;
 ✓ aplicar práticas de proteção do solo (cobertura vegetal, plantio em curvas de nível, 
formação de terraços etc.);
 ✓ promover a produção orgânica; e
 ✓ preservar	as	florestas	existentes,	entre	outras.
113SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
No Brasil, o desenvolvimento sustentável pode ganhar força 
nos próximos anos. A Organização das Nações Unidas (ONU) 
apoia ações de desenvolvimento sustentável no Brasil e pre-
vê que, até 2030, 17 Objetivos de Desenvolvimento Susten-
tável devam ser implementados no Brasil. 
Os objetivos são:
 ✓ erradicação da pobreza;
 ✓ fome zero e agricultura sustentável;
 ✓ saúde e bem-estar;
 ✓ educação de qualidade;
 ✓ igualdade de gênero;
 ✓ agua potável e saneamento;
 ✓ energia limpa e acessível;
 ✓ trabalho decente e crescimento econômico;
 ✓ indústria, inovação e infraestrutura;
 ✓ redução das desigualdades;
 ✓ cidades e comunidades sustentáveis;
 ✓ consumo e produção responsáveis;
 ✓ ação contra a mudança global do clima;
 ✓ vida na água;
 ✓ vida terrestre;
 ✓ paz,	justiça	e	instituições	eficazes;	e
 ✓ parcerias e meios de implementação.
Esses objetivos estão pautados na Agenda 2030 no Brasil. 
São objetivos ousados, porém, com a contribuição de cada 
um de nós, as mudanças serão positivas. E, certamente, a 
Ater tem e terá papel crucial nessa caminhada.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR114
Leitura complementar
Quer saber mais sobre sustentabilidade no agronegócio? Aces-
se o material disponível no seu AVA.
1.2 O desenvolvimento da agricultura familiar e agroecológica
A agricultura de base ecológica 
surgiu em 1930 e se fortaleceu 
a partir de 1970, quando passou 
a ser vista com uma visão sistê-
mica. Assim, a agroecologia é 
muito mais que a produção orgâ-
nica, já que considera aspectos 
ambientais, culturais e sociais. 
Fonte: Shutterstock.
Glossário
Agroecologia: ciência que fornece à sociedade teorias e práti-
cas que visam preservar os recursos naturais, tornar os agros-
sistemas sustentáveis e promover a utilização mínima de insu-
mos agroquímicos e de produção energética. 
É importante entender que a produção agroecológica tem mais expressão em pe-
quenas	propriedades	familiares,	uma	vez	que	é	mais	diversificada	e	está	mais	próxi-
ma do consumidor.
As agriculturas de base ecológica, atualmente, estão espalhadas em muitos lugares do
mundo, cada uma com suas particularidades, características e metodologias, como por 
exemplo, a agricultura regenerativa, orgânica e biológica.
Porém, a transição da agricultura convencional para uma baseada na agroecologia é 
um	caminho	de	muitos	desafios	e	que	demanda	tempo.	É	um	processo	de	longo	prazo	
e,	portanto,	mais	uma	vez,	fica	evidente	que	a	Ater	tem	papel	central	nesse	processo.	
115SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
A	seguir,	destacamos	as	principais	dificuldades	que	podem	ser	encontradas	nesse	pro-
cesso de transição do modelo convencional para o agroecológico.
Adaptação
Adaptação das tecnologias existentes a condições mais es-
pecíficas	 da	 agroecologia.	 Exemplo:	 para	muitas	 doenças	
ou	pragas,	ainda	não	se	conhece	a	eficiência	de	controle	de	
inseticidas e fungicidas biológicos.
Formação A	formação	dos	profissionais	de	Ater	e	dos	produtores	vol-
tada à agroecologia.
Acesso Acesso ao crédito direcionado a produção agroecológica.
Você sabia que existe crédito voltado à 
agroecologia? Sim, existe! O Pronaf Agroecologia 
é um crédito destinado a unidades de produção 
familiar que querem fazer o processo de transição 
agroecológica.
A prática agroecológicabaseia-se em princípios que norteiam a transição agroecológi-
ca nas propriedades rurais. São alguns desses princípios:
 ✓ ampliar e conservar a biodiversidade dos ecossistemas na propriedade rural;
 ✓ estimular e assegurar as condições de vida do solo das áreas produti-
vas da propriedade;
 ✓ usar	espécies	de	cultivo	adaptadas	à	região	a	fim	de	evitar	o	uso	de	recursos	de	
alto custo e poluentes;
 ✓ Promover e assegurar uma produção sustentável das culturas, reduzir o uso de 
químicos e aumentar o uso de insumos para produção naturais; 
 ✓ diversificar	as	atividades	econômicas	da	propriedade	e	integrá-las;	e
 ✓ proporcionar e estimular a autogestão das propriedades e da comunidade em ge-
ral, nos âmbitos social, econômico e ambiental.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR116
Comentários do autor
A transição agroecológica deve acontecer de maneira integra-
da e não linear e envolver entidades de forma geral, como 
instituições de ensino e pesquisa, de Ater e a sociedade como 
um todo. Essa transição deve ocorrer por meio de ações de 
educadores e formadores que visam conscientizar as pessoas 
da importância de cuidar dos recursos naturais, já que depen-
demos deles para sobreviver. 
Os princípios agroecológicos são fundamentais para determinar, por exemplo, se uma 
prática, uma decisão ou um insumo usado na agricultura é realmente sustentável ou, 
ainda, se as estratégias de manejo produtivo usadas vão garantir a longevidade da 
agroecologia no contexto da propriedade ou da atividade rural.
Leitura complementar
Quer se aprofundar mais no conceito de agroecologia? Acesse o 
material disponível no seu ambiente virtual de aprendizagem. 
1.3 A multifuncionalidade e a pluriatividade no meio rural
A multifuncionalidade começou a 
ser debatida na década de 1980 
pela Organização Mundial do Co-
mércio (OMC), que defendia a 
ideia da agricultura de múltiplas 
funções, já que a Europa subsidia-
va a atividade de agricultores, ao 
passo que outros países não deti-
nham dessa condição.
Fonte: Getty Images.
Assim,	esse	subsídio	era	justificado	pelo	fato	de	as	propriedades	rurais	desenvolve-
rem múltiplas funções, o que contribuía para o desenvolvimento regional. A partir da 
Rio-92,	esse	debate	intensificou-se	e	a	multifuncionalidade	passou	a	ser	exercida	nos	
campos ambiental, social e territorial.
117SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Glossário
Rio-92: também chamada ECO-92, foi a primeira conferência 
mundial sobre o meio ambiente e desenvolvimento sustentá-
vel. O evento ocorreu no Rio de Janeiro, em 1992, como res-
posta aos impactos ambientais observados pelos países, oca-
sionados pelo modelo de desenvolvimento adotado. 
Porém, quais são essas múltiplas funções rurais?
Dado que o espaço rural é uma reserva de riquezas, especialmente no âmbito social e 
ambiental, busca-se proteger esse patrimônio, e o produtor rural, apoiado pela Ater, 
tem essa missão. Nesse sentido, a multifuncionalidade pode ser entendida como:
 Prestação de serviços ambientais
Em muitos casos, o produtor rural é pago para preservar. Exemplo: a política na-
cional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
Turismo rural
A ideia é usar espaços rurais com a potencialidade de serem explorados de forma 
sustentável para criar espaços de lazer, entretenimento e gastronomia regional 
destinados à toda a sociedade. 
Produção de energia limpa e renovável
O vasto espaço rural, com suas múltiplas características, permite explorar fontes 
de energia, como a eólica (produzida pelo vento) e a fotovoltaica (produzida por 
placas solares).
Essas possibilidades também representam complementação de renda aos produtores. 
É importante destacar que os biocombustíveis 
(gerados a partir do aproveitamento de resíduos 
provenientes da produção agropecuária) são uma 
tendência para o futuro como nova alternativa de 
renda, e não só para os produtores rurais, mas 
para toda a sociedade, o que evidencia a força da 
multifuncionalidade.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR118
Já a pluriatividade se refere à combinação de, pelo menos, duas atividades. Assim, 
pode-se analisar a pluriatividade de uma família, ou de um indivíduo apenas. Também 
podemos considerar um trabalho associado a mais de uma atividade agrícola. 
Confira	alguns	exemplos	a	seguir:
• a produção de bovinos de corte e turismo rural, ou a associação de uma atividade 
agrícola e outra não agrícola; e
• a produção de bovinos de corte e um trabalho de meio período na construção civil.
Nesse	sentido,	existem	fatores	que	contribuem	significativamente	para	a	ocorrência	da	
pluriatividade	no	campo.	Confira,	na	tabela	a	seguir,	quais	são	eles:	
fatores Caraterísticas
A modernização 
técnico-produtiva 
da agricultura
Devido à modernização tecnológica do campo, em muitas fa-
mílias, a ociosidade de alguns membros contribui para que 
sejam buscados outros trabalhos relacionados ou não à agri-
cultura. Apesar de não exercer uma função dentro da proprie-
dade,	esses	profissionais	residem	com	suas	famílias.
Terceirização e 
crescimento da 
prestação de serviços
A terceirização e a prestação de serviços no espaço rural se 
dão pelo processo de modernização. Consistem em contra-
tar ou alugar máquinas, equipamentos e outros serviços de 
terceiros para desempenhar serviços antes executados pela 
própria empresa rural. Exemplo: preparo de solo para plantio, 
inseminação	artificial	etc.
Queda crescente das 
rendas agrícolas
Com a modernização tecnológica do agronegócio cada vez 
mais acelerada, crescem também os custos de produção. Isso 
força o produtor a manter a produção, mas também a buscar 
alternativas até mais seguras para elevar a renda da unidade 
familiar.
Mudanças no mercado 
de trabalho
Em regiões de alta concentração industrial, existe uma ne-
cessidade de maior contratação de mão de obra, e, com a 
descentralização das indústrias, tornou-se uma opção inte-
ressante para um grande público do campo exercer a pluriati-
vidade para aumentar a renda familiar.
Fonte:	SCHNEIDER,	2009.
Mas o que a Ater tem a ver com a multifuncionalidade e a pluriatividade?
Dado	esse	cenário	de	mudança	no	meio	rural,	fica	evidente	
que	a	Ater	tem	relação	direta	e	pode	influenciar	as	famílias	
do campo a exercerem ou não a multifuncionalidade e a 
pluriatividade. Torna-se, portanto, papel da Ater orientá-
-las e informá-las sobre esses fatores de mudança e estimu-
lá-las a desenvolverem projetos inovadores.
119SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Além disso, a Ater pode ajudar a explorar as potencialidades existentes em um deter-
minado	espaço	rural,	buscar	a	diversificação	da	renda	e	contribuir	para	a	permanência	
das famílias no campo.
Saiba mais
Para saber mais sobre pluriatividade, acesse o documento 
Rural, ruralidade, pluriatividade e multifuncionalida-
de do desenvolvimento rural. O link está disponível na bi-
blioteca do AVA. 
Com os conhecimentos adquiridos até aqui, teste sua aprendizagem com a atividade 
proposta a seguir.
Atividade de aprendizagem
1. A nova Ater busca desenvolver seu trabalho com base na sustentabilidade e na 
agroecologia. Por sua vez, estão relacionados a esses conceitos as noções de mul-
tifuncionalidade e pluriatividade. Diante disso, responda: qual é a importância da 
sustentabilidade, da multifuncionalidade e da pluriatividade no meio rural? 
Encerramento do tema
Você encerrou o tema Tópicos emergentes na Ater, no qual você teve a oportuni-
dade de aprender sobre o impacto da sustentabilidade e da produção agroecológica no 
desenvolvimento da agricultura familiar. Também conheceu a multifuncionalidade e a 
pluriatividade rural e pôde observar a importância desses conceitos para as empresas 
rurais quanto à promoção da qualidade de vida das famílias que residem no meio rural, 
ao aumento de renda e ao desenvolvimento do agronegócio como um todo. 
CURSO TÉCNICOEAD SENAR120
Encerramento da Unidade Curricular
Parabéns!	Você	chegou	ao	fim	da	Unidade	Curricular	Assistência Técnica e Exten-
são Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro!
A Unidade Curricular abordou temas, conceitos, exemplos e informações, fundamentais 
para que você possa atuar como agente de transformação do campo. Ao longo do estu-
do, você conheceu a realidade rural brasileira, a origem e a evolução da Ater no Brasil, 
sua	importância,	os	desafios	que	precisa	superar	e	seu	papel	frente	à	realidade	rural.
Além disso, foram abordados temas que contribuem diretamente para o desenvolvi-
mento da Ater, como comunicação rural, planejamento e avaliação de projetos, téc-
nicas de abordagem ao produtor, bem como organização e implantação de Ater nas 
propriedades em busca de desenvolvimento local e territorial.
Ainda	 foram	abordados	conteúdos	 referentes	às	atribuições	do	profissional	de	Ater,	
as entidades, metodologias de trabalho, as políticas públicas e a relação da pesquisa 
agropecuária com os serviços de Ater. Também foram abordadas as práticas extensio-
nistas	e,	por	fim,	a	sustentabilidade,	a	agroecologia,	a	multifuncionalidade	e	a	pluria-
tividade rural como tópicos que emergem na Ater. 
Certamente, com esses conhecimentos aqui adquiridos, você terá a capacidade de pro-
mover um espaço rural com maior qualidade de vida, respeito aos recursos naturais e 
propício à troca de experiências, informações e tecnologias. 
Desejamos sucesso na sua jornada como Técnico em Agronegócio!
121SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
Referências
ANATER – Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Chamada Pú-
blica para Seleção de Entidades Executoras de Ater para o Programa de Con-
solidação de Assentamentos – Produzir Brasil – Amazônia Legal. Edital de Cha-
mada Pública de Ater 001/2021. Disponível em: https://www.anater.org/wp-content/
uploads/2021/06/Chamada-001-2021.pdf. Acesso em: 22 ago. 2022. 
ANATER – Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Manual de Cre-
denciamento de Entidades Executoras de Assistência Técnica e Extensão Ru-
ral da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – ANATER. 
Brasília/DF, março de 2018. Disponível em: https://www.anater.org/wp-content/uplo-
ads/2021/03/Manual-de-Credenciamento-da-Anater.pdf. Acesso em: 22 ago. 2022.
AVILA, M. et al. Nova Lei de Ater e Inovações em Políticas Públicas: o caso do 
programa	Mais	Gestão.	Disponível	 em:	http://files.pucp.edu.pe.s3.amazonaws.com/
sistema-ponencias/wp-content/uploads/2015/01/NOVA-LEI-DE-ATER-E-INOVA%-
C3%87%C3%95ES-EM-POL%C3%8DTICAS-P%C3%9ABLICAS-O-CASO-DO-PRO-
GRAMA-MAIS-GEST%C3%83O.pdf. Acesso em: 27 ago. 2022. 
BAHIA	PESCA	S.A.	Manual Básico de ATER. Salvador, 2015. Disponível em: http://
fundacaoadm.org.br/pesquemelhor/wp-content/uploads/2015/05/Anexo-03-Manual-
-B%C3%A1sico-de-ATER-Formatado.pdf. Acesso em: 22 ago. 2022. 
BALEM, T. A. Extensão e Desenvolvimento Rural. Rede e-Tec Brasil. Santa Maria 
– Rio Grande do Sul. 2015. Disponível em: https://www.bibliotecaagptea.org.br/admi-
nistracao/extensao/livros/EXTENSAO%20E%20DESENVOLVIMENTO%20RURAL%20
APOSTILA.pdf. Acesso em: 27 ago. 2022.
CAPORAL, F. R. Bases para uma Nova Ater Pública. Disponível em: http://w3.ufsm.
br/extensaorural/art4ed10.pdf. Acesso em: 22 ago. 2022. 
CASTRO, C. N.; PEREIRA, C. N. Agricultura Familiar, Assistência Técnica e Exten-
são Rural e a Política Nacional da Ater. 2017. Disponível em: http://repositorio.
ipea.gov.br/bitstream/11058/8114/1/td_2343.PDF. Acesso em: 27 ago. 2022.
DEPONTI, C. M. Intervenção para o desenvolvimento rural: o caso da Exten-
são Rural Pública do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2010. Disponível em: https://
lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/35398/000792406.pdf?sequence=1. Acesso 
em: 22 ago. 2022.
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CURSO TÉCNICO EAD SENAR122
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tura. Caderno de Ciências e Tecnologia. Brasília, v. 28, n. 1, p. 223-255, jan/abr. 
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123SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
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https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/3369/2/Avalia%C3%A7%C3%A3o%20de%20Pol%C3%ADticas%20P%C3%BAblicas%20-%20Slides.pdf
https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/3369/2/Avalia%C3%A7%C3%A3o%20de%20Pol%C3%ADticas%20P%C3%BAblicas%20-%20Slides.pdfhttps://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/3369/2/Avalia%C3%A7%C3%A3o%20de%20Pol%C3%ADticas%20P%C3%BAblicas%20-%20Slides.pdf
http://177.105.2.222/bitstream/1/34268/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_Assist%C3%AAncia%20t%C3%A9cnica%20e%20extens%C3%A3o%20rural%20as%20interven%C3%A7%C3%B5es%20t%C3%A9cnicas%20no%20campo%20e%20o%20desenvolvimento%20rural.pdf
http://177.105.2.222/bitstream/1/34268/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_Assist%C3%AAncia%20t%C3%A9cnica%20e%20extens%C3%A3o%20rural%20as%20interven%C3%A7%C3%B5es%20t%C3%A9cnicas%20no%20campo%20e%20o%20desenvolvimento%20rural.pdf
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https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/193808/001092644.pdf?sequence=1
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/193808/001092644.pdf?sequence=1
CURSO TÉCNICO EAD SENAR124
Gabarito das atividades de aprendizagem
Tema 1: Assistência Técnica e Extensão Rural no 
agronegócio brasileiro
Tópico 1
1) A alternativa correta é a D. A Ater teve início em 1948 com uma parceria estabele-
cida entre a Associação Institucional Americana (AIA) e a Associação de Crédito e 
Assistência Técnica (Acar), de Minas Gerais. A alternativa A está incorreta, já que 
apresenta dados do censo agropecuário de 2017 de forma controversa. Desta for-
ma, 79,79% das empresas rurais recebem serviços de Ater, enquanto as demais, 
20,21%, não recebem tais serviços. A alternativa B também está incorreta, pois, 
apesar de a alternativa apresentar que a Ater teve início nos EUA, esse serviço che-
gou ao Brasil em 1948. Com a “revolução verde”, que ocorreu por volta de 1960, a 
Ater	foi	intensificada	e	executada	com	as	características	da	época,	especialmente	
a difusão de tecnologia. A alternativa C está incorreta, já que traz informações 
pertencentes	à	terceira	fase	de	Ater;	a	quarta	fase	de	Ater	ficou	conhecida	pela	
“diversificação	institucional”.	Por	fim,	a	alternativa	E	está	incorreta.	O	difusionismo	
produtivista realmente tinha como objetivo fazer com que o produtor rural ado-
tasse um pacote tecnológico, porém, esse é o marco da segunda fase da Ater, e 
não da terceira. 
Tópico 2
1) A alternativa correta é a E. De fato, ocorreu uma grande evolução no desenvolvi-
mento do agronegócio devido à criação da Embrapa em 1973, cujas bases do de-
senvolvimento era e ainda é a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias. 
A alternativa A está incorreta, pois a missão da Ater, na atualidade, é promover e 
fomentar o desenvolvimento sustentável e participativo e aumentar a qualidade de 
vida	no	campo	isso	significa	que,	vai	além	da	adoção	de	tecnologias.	A	alternativa	
B também está incorreta, pois a adoção e a difusão de tecnologias vai além de 
aumentar a produtividade agropecuária. O objetivo é também tornar as empresas 
rurais, por exemplo, mais competitivas e com um maior controle administrativo. A 
alternativa	C	está	incorreta,	já	que	o	profissional	de	Ater	deve	ter	uma	visão	holísti-
ca da propriedade e do seu entorno para que as ações e decisões sejam assertivas. 
Por	fim,	a	alternativa	D	está	incorreta,	já	que	as	ações	“casadas”	são	uma	forma	
de oferecer os serviços de Ater ao produtor junto da aquisição de insumos e tecno-
logias. A empresa que comercializa insumos para produção oferece, num mesmo 
pacote, a assistência técnica. 
Tópico 3
1) A	alternativa	correta	é	a.	Estabelecer	 confiança	com	o	produtor	e	 sua	 família	é	
primordial para conduzir os trabalhos de Ater, e isso pode acontecer por meio de 
atitudes positivas por parte do técnico, como manter uma postura de responsabili-
dade, respeito, humildade, e até mesmo pela apresentação de resultados positivos 
das ações implantadas. A alternativa B está incorreta. Apesar da formação conti-
nuada ser uma importante ferramenta no processo de Ater, a formação ocorre por 
meio de uma relação entre técnico e produtor já estabelecida. A formação não é 
125SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
uma técnica ou forma de abordagem. A alternativa C também está incorreta, pois 
a implantação de ações de Ater nas propriedades deve ser feita com a participação 
dos atores envolvidos. Uma abordagem impositiva distancia o produtor e cria maior 
resistência à adoção de ações de Ater. A alternativa D está incorreta, uma vez que 
o estado emocional de todos os envolvidos no processo de Ater é fundamental para 
que	o	trabalho	seja	conduzido	de	forma	eficiente.	Por	isso,	em	todas	as	ações	de	
Ater,	o	profissional	deve	levar	em	consideração	o	estado	emocional	do	produtor.	
Por	fim,	a	alternativa	E	está	incorreta,	pois	o	comportamento	humano	mostra	se	o	
produtor está disposto a aceitar ou não ações de Ater. Por isso, devemos observar 
se o produtor está ou não com o sistema vencedor ativado. 
Tema 2: A comunidade como base participativa
Tópico 1
1) A	alternativa	correta	é	a	B.	A	afirmação	I	está	correta.	A	organização	das	proprie-
dades rurais se dá em função das condições econômicas, das atividades agropecu-
árias envolvidas e do tamanho dos empreendimentos (de acordo com a quantidade 
de	módulos	fiscais).	A	afirmação	III	também	está	correta.	A	nova	Ater	busca	fazer	
intervenções extensionistas de forma que as tecnologias implementadas sejam ba-
seadas	na	sustentabilidade.	Já	a	afirmação	II	está	incorreta,	pois	a	taxa	de	êxodo	
rural é um indicador que mede o desenvolvimento territorial e não local. Da mesma 
forma, o índice de desenvolvimento humano e educacional é um exemplo de de-
senvolvimento local, e não territorial. 
Tópico 2
1) A alternativa correta é a C. Saber ouvir e falar é uma técnica que pode ser usada 
para facilitar a comunicação. Além de demonstrar respeito pelo produtor rural, ser-
ve	para	identificar	possíveis	crenças	e	resistências	em	relação	à	adoção	de	ações	de	
Ater.	Dessa	forma,	o	agente	pode	definir	estratégias	de	neutralização	e	substituição	
dessas	crenças.	A	alternativa	A,	está	incorreta,	já	que	a	eficácia	não	é	uma	ferra-
menta. Na verdade, ela está relacionada a uma característica da comunicação, que 
é transferir a informação de forma clara ao produtor. A alternativa B está incorreta, 
já que o silêncio não é uma ferramenta de comunicação, mas uma manifestação 
a	respeito	de	uma	informação	recebida.	É,	portanto,	assim	como	a	eficácia,	uma	
característica. A alternativa D também está incorreta, uma vez que a submissão é 
uma característica do circuito negativo da comunicação. Ocorre quando a pessoa 
aceita	atitudes	prejudiciais	ou	injustas.	Por	fim,	a	alternativa	E	está	incorreta,	pois	
a permissividade, assim como a submissão, não é uma ferramenta facilitadora. Ela 
estimula a dependência e a incapacidade de outros indivíduos do mesmo grupo. 
Tópico 3
1) A alternativa correta é a D. Além de servir como base para a tomada de decisão ou 
na implantação de melhorias de projetos de Ater, o planejamento é fundamental 
para mensurar a evolução dos projetos em vários aspectos. A alternativa A está 
incorreta, pois os projetos agropecuários contribuem para o desenvolvimento do 
agronegócio regional. Porém, não são projetos de grande amplitude, e sim mais 
específicos	de	uma	área	agropecuária.	A	alternativa	B	está	incorreta.	A	depender	
CURSO TÉCNICO EAD SENAR126
da caraterística, de desenvolvimento rural ou agropecuário, os projetos podem 
apresentar diferenças em seus princípios e podem sofrer interferências das carac-
terísticas das regiões em que se inserem. A alternativa C está incorreta. O modelo 
de avaliação de efetividade avalia, de forma geral, os projetos de Ater, quanto à 
produtividade.	Por	fim,	a	alternativa	E	está	incorreta,	pois	aspartes	que	constituem	
um projeto devem seguir uma sequência coerente. Não é possível fazer uma ava-
liação sem, antes, fazer a coleta de dados. 
Tema 3: Contribuições da Ater para o agronegócio 
brasileiro
Tópico 1
1) Alternativa	correta	é	a	E.	Os	métodos,	quando	integrados,	são	mais	eficientes	e	
atingem o público-alvo de várias formas. Um mesmo produtor pode apreender no-
vas técnicas em uma reunião (método grupal), em uma visita (método individual) e 
por um programa de rádio (método de massa). A alternativa A está incorreta, pois 
a reunião consiste em um método grupal, e não individual. A alternativa B tam-
bém está incorreta. Um dia de campo é um método de grupo usado na divulgação 
de informações, e não um método de massa. A alternativa C está incorreta, uma 
vez que as publicações educativas são um método de massa de Ater, e não um 
método	grupal.	Por	fim,	a	alternativa	D	está	incorreta.	Uma	demonstração	técnica,	
apesar da possibilidade de ser feita de forma individual, é considerada um método 
grupal de Ater. 
Tema 4: Legislação e políticas de desenvolvimento do 
agronegócio
Tópico 1
1) A alternativa correta é a B. O Pronaf é um programa desenvolvido justamente com 
o objetivo de atender às pequenas propriedades rurais, que não tinham condições 
de	contratar	o	serviço.	A	alternativa	A	está	incorreta,	pois	as	principais	dificuldades	
encontradas	pelas	entidades	de	Ater	no	Brasil	foi	a	falta	de	recursos	financeiros,	
que levou à falta de infraestrutura, como a falta de capital humano. A alternativa C 
também está incorreta, uma vez que integrantes com características participativas 
se responsabilizam pela elaboração e a execução de projetos, e não somente pelo 
interesse próprio. A alternativa D está incorreta. A equipe que não tem um líder 
sofre	com	dificuldades	de	organização	das	tarefas	e	dos	trabalhos.	Também	é	mais	
difícil envolver e motivar a fazer a diferença, o que, por sua vez, colabora para uma 
maior	liberdade	de	fazer	escolhas	e	tomar	decisões.	Por	fim,	a	alternativa	E	está	
incorreta.	Uma	das	empresas	que	mais	resistiu	às	dificuldades	que	os	serviços	de	
Ater enfrentaram ao longo do tempo foram as Ematers, e não o Dater. 
Tópico 2
1) A	alternativa	correta	é	a	D,	pois	a	afirmativa	I	está	correta.	O	Pnater	é	orientado	
pelo Pronater, que estabelece diretrizes, fundamentos, orientações e metas para 
127SUPERVISÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS DO AGRONEGÓCIO 
Assistência Técnica e Extensão Rural no Desenvolvimento do Agronegócio Brasileiro
o	serviço	de	Ater	no	Brasil.	A	afirmativa	II	está	incorreta,	uma	vez	que	a	Anater	
foi criada com o objetivo de atender pequenos e médios produtores brasileiros e 
sua	institucionalização	ocorreu	pela	Lei	n.º	12.897/2013.	Por	fim,	a	afirmativa	III	
está incorreta. Quem opera o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 
o Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) e o Ministério do Meio 
Ambiente (MMA), além de cooperativas, entre outras, é a Anater, e não o Pnater, 
como	consta	na	afirmativa.
Tema 5: A realização de Ater e sua dimensão 
Tópico 1
1) A alternativa correta é a C. O objetivo da “avaliação para medir” é justamente afe-
rir o desempenho e o impacto do projeto. A alternativa A está incorreta, pois a ava-
liação	pode	e	deve	acontecer	em	todos	os	momentos,	do	início	ao	fim	do	projeto.	A	
alternativa B também está incorreta. O tempo é um fator importante na tomada de 
decisão para elaborar e implantar projetos. No entanto, não é um requisito básico, 
já que não pertence à estrutura básica do projeto. A alternativa D está incorreta, 
pois a concepção do projeto se refere ao momento em que todos os atores envol-
vidos	entendem	de	forma	clara	a	finalidade	e	as	justificativas	do	projeto.	É	a	parte	
prática	que	se	refere	à	implantação.	Por	fim,	a	alternativa	E	também	está	incorreta.	
O custo é um dos fatores que devem ser considerados na escolha do processo de 
avaliação.	Também	deve-se	avaliar	a	qualificação	do	próprio	avaliador,	a	disponibi-
lidade	do	profissional	e	o	tempo	necessário.	
Tema 6: Tópicos emergentes na Ater
Tópico 1
1) A sustentabilidade é o ato de conservar, cuidar e proteger; estratégias e ações 
consideradas ecológicas. Dessa forma, a sustentabilidade garante a sobrevivência 
dos seres vivos no planeta, além de permitir a agregação de valor à produção e a 
criação de um ambiente social, cultura, e alimentar mais saudável.
A multifuncionalidade é importante, já que, numa mesma propriedade rural, po-
dem ser exploradas e exercidas atividades variadas, como turismo rural e produção 
de energias renováveis, o que colabora para a sustentabilidade e a elevação da 
renda	da	unidade	produtiva.	Por	fim,	a	pluriatividade	é	importante	especialmente	
para	a	diversificação	de	atividades	no	meio	rural.	Trata-se	da	conciliação	entre	ati-
vidades rurais e não rurais, que garantem ou aumentam a renda das famílias e a 
longevidade da produção.
CURSO TÉCNICO EAD SENAR128
SGAN 601 MÓDULO K - EDIFÍCIO ANTÔNIO
ERNESTO DE SALVO - 1º ANDAR - BRASÍLIA
DISTRITO FEDERAL - CEP: 70830-021
FONE: + 55 61 2109 1300
ETEC.SENAR.ORG.BR
SENAR.ORG.BR
http://etec.senar.org.br/
https://cnabrasil.org.br/senar
	Senar-NA_CTA_UC21_capa_WEB_homologado
	Senar_CTA_UC21_ATERDAB_homologado
	Introdução à Unidade Curricular
	Tema 1: Assistência Técnica e Extensão Rural no agronegócio brasileiro 
	Tópico 1: Fundamentação e contextualização da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater)
	1.1 A realidade rural brasileira e suas perspectivas
	1.2 Contextualização da origem, disseminação e evolução da Ater
	1.3 A diferença entre a Assistência Técnica e a Extensão Rural
	Atividade de aprendizagem
	Tópico 2: Funções e objetivos da Ater para o agronegócio 
	2.1 A importância da Ater para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro
	2.2 O papel da Ater para as empresas rurais
	2.3 As chamadas públicas de Ater
	Atividade de aprendizagem
	Tópico 3: A Ater no desenvolvimento das propriedades rurais
	3.1 A organização e a implantação da Ater nas empresas rurais
	3.2 A importância da formação continuada no processo de Ater
	3.3 Técnicas de abordagem ao produtor rural
	3.4 A nova Ater: desafios e paradigmas
	Atividade de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 2: A comunidade como base participativa
	Tópico 1: A organização dos agricultores e o desenvolvimento local
	1.1 Diagnóstico de organização rural
	1.2 Desenvolvimento local e territorial
	1.3 A intervenção extensionista
	Atividade de aprendizagem
	Tópico 2: Comunicação rural X Ater
	2.1 Ferramentas de comunicação
	2.2 O modelo clássico da comunicação
	2.3 O novo modelo de comunicação rural
	Atividade de aprendizagem
	Tópico 3: Planejamento rural X Ater
	3.1 Princípios básicos de planejamento de projetos 
	3.2 Como avaliar e registrar os resultados de Ater
	Atividade de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 3: Contribuições da Ater para o agronegócio brasileiro
	Tópico 1: Difusão de tecnologias pela Ater
	1.1 Estratégias de mudanças no meio rural e a tomada de decisões pelos produtores rurais
	1.2 Atribuições e funções do técnico de Ater
	1.3 O processo de inovação e adoção das tecnologias difundidas 
	1.4 Metodologia utilizadas na realização de Ater
	Atividade de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 4: Legislação e políticas de desenvolvimento do agronegócio
	Tópico 1: A importância das entidades no desenvolvimento rural
	1.1 Entidades de Ater e o trabalho em equipe
	1.2 A pesquisa agropecuária X Ater
	Atividade de aprendizagem
	Tópico 2: Ações e políticas de Ater
	2.1 Atividades e práticas extensionistas
	2.2 Plano municipal de desenvolvimento e políticas agrícolas
	2.3 A legislação e as políticas de Ater: Pnater, Pronater e Anater
	Atividade de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 5: A realização de Ater e sua dimensão 
	Tópico 1: Projetos executados pelas organizações de Ater
	1.1 Requisitos mínimos para execução de projetos
	1.2 Como avaliar os projetos de Ater
	Atividade de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 6: Tópicos emergentes na Ater
	Tópico 1: A Atere o desenvolvimento sustentável
	1.1 A sustentabilidade no meio rural
	1.2 O desenvolvimento da agricultura familiar e agroecológica
	1.3 A multifuncionalidade e a pluriatividade no meio rural
	Atividade de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Encerramento da Unidade Curricular
	Referências
	Gabarito das atividades de aprendizagem
	Tema 1: Assistência Técnica e Extensão Rural no agronegócio brasileiro
	Tema 2: A comunidade como base participativa
	Tema 3: Contribuições da Ater para o agronegócio brasileiro
	Tema 4: Legislação e políticas de desenvolvimento do agronegócio
	Tema 5: A realização de Ater e sua dimensão 
	Tema 6: Tópicos emergentes na Ater
	Senar-NA_CTA_UC21_capa_WEB_homologado

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