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IMUNO/MICRO 
FUNGOS 
IMPORTÂNCIA 
• Os fungos representam um diverso grupo de 
organismos ubíquos que tem como principal 
objetivo degradar a matéria orgânica. 
• Todos os fungos podem existir como: 
➢ Heterotróficos ou saprófitas (se nutrem 
de materiais mortos ou em 
decomposição). 
➢ Simbiontes (vivem em conjunto com 
benefício mútuo). 
➢ Comensais (vivem em estreita relação em 
que apenas um organismo é beneficiado 
e o outro não é prejudicado). 
➢ Parasitas (vivem à custa de outro e esta 
relação é prejudicial ao hospedeiro). 
• Os fungos emergiram ultimamente como a 
principal causa de doenças em humanos, 
principalmente em pessoas imunossuprimidas 
ou hospitalizadas com doenças de base 
graves. Nestes pacientes, os fungos atuam 
como patógenos oportunistas, causando 
infecções de altas morbidade e mortalidade. 
• A incidência total de micoses invasivas e a 
lista de fungos patógenos oportunistas 
aumentam a cada ano. 
• Logo, não existem fungos não patogênicos. 
Este aumento das infecções fúngicas pode ser 
atribuído ao crescente aumento do número 
de pacientes imunossuprimidos, incluindo: 
➢ Transplantados. 
➢ Portadores da síndrome da 
imunodeficiência adquirida (AIDS). 
➢ Pacientes com câncer sob uso de 
quimioterapia. 
➢ Aqueles com doença de base grave 
submetidos a procedimentos invasivos. 
TAXONOMIA, ESTRUTURA E REPRODUÇÃO DOS 
FUNGOS 
• Os fungos são classificados em seu próprio 
reino, o reino Fungi. 
• São organismos eucariotas. 
• Possuem parede celular rígida composta de 
quitina, glicana e uma membrana plasmática 
em que o ergosterol (esterol) é o principal 
componente que substitui o colesterol. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• A taxonomia clássica dos fungos é baseada na 
morfologia e na formação dos esporos. Porém, 
cada vez mais as características estruturais, 
bioquímicas e moleculares são consideradas 
na classificação, gerando mudanças na 
denominação taxonômica original. 
• Os fungos podem ser uni ou multicelulares. 
• O agrupamento mais simples (de acordo com 
a morfologia) é composto por: 
➢ Leveduras. 
➢ Fungos filamentosos. 
LEVEDURAS: 
➢ Célula que se reproduz por brotamento ou 
fissão, em que a célula progenitora ou 
“célula-mãe” se modifica e dá origem a uma 
descendência ou “célula-filha”. 
 
2 
 
➢ As células-filhas podem alongar-se e formar 
estruturas com formato de salsicha chamadas 
pseudo-hifas. 
➢ As leveduras são geralmente unicelulares e 
produzem colônias redondas, pastosas ou 
mucoides em ágar. 
 
 
 
➢ 99 
 
FUNGOS FILAMENTOSOS: 
➢ São organismos multicelulares constituídos de 
estruturas tubulares, chamadas de hifas, que 
se alongam na extremidade em um processo 
conhecido como extensão apical. 
➢ As hifas podem ser cenocíticas (asseptadas ou 
com poucos septos) ou septadas (divididas 
por paredes transversais). 
➢ As hifas se mantêm unidas para produzir uma 
estrutura semelhante a um tapete chamada 
de micélio. 
➢ As colônias dos fungos filamentosos são 
frequentemente descritas como filamentosas, 
aveludadas ou algodonosas. 
➢ Temos as hifas vegetativas, que crescem 
sobre ou entre a superfície do meio de 
cultura, e também hifas aéreas que se 
projetam acima da superfície do meio. 
➢ As hifas aéreas podem produzir estruturas 
especializadas conhecidas como conídios 
(estrutura de reprodução assexuada) que 
podem ser produzidos por um processo 
blástico (brotamento) ou processo tálico, em 
que fragmentos de hifas dão origem a células 
individuais ou artroconídios. Os conídios são 
facilmente dispersos pelo ar e servem para 
disseminar o fungo. 
➢ Muitos fungos de importância clínica são 
denominados dimórficos, pois podem existir 
sob a forma de levedura ou de fungo 
filamentoso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
• A maioria dos fungos apresenta respiração 
aeróbia, embora alguns sejam anaeróbios 
facultativos (fermentadores) e outros sejam 
estritamente anaeróbios. 
• Seu metabolismo é heterotrófico e são 
bioquimicamente versáteis na produção 
primária (p. ex., ácido cítrico, etanol e 
glicerol) e metabólitos secundários (p. ex., 
antibióticos [penicilina], amanitenos, 
aflatoxinas). 
• Em relação às bactérias, os fungos são de 
crescimento lento, com tempo de duplicação 
celular de horas em vez de minutos. 
• Cerca de 200 são conhecidos como causas de 
doença em humanos, embora este número 
pareça estar aumentando. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DAS MICOSES HUMANA 
• Além da classificação taxonômica formal dos 
fungos, as infecções fúngicas podem ser 
classificadas de acordo com os tecidos 
 
3 
 
infectados e com as características específicas 
dos grupos de organismos. 
• Estas classificações incluem: 
➢ Micoses superficiais, cutâneas e 
subcutâneas. 
➢ Micoses endêmicas (sistêmicas e 
Subcutâneas ou de implantação). 
➢ Micoses oportunistas. 
MICOSES SUPERFICIAIS 
• São aquelas infecções que estão limitadas às 
superfícies da pele e dos pelos. 
• Elas não são destrutivas e são apenas de 
importância cosmética. 
• Pitiríase versicolor: caracterizada pela 
descoloração ou despigmentação e 
descamação da pele. 
 
 
 
 
• Tinea nigra: refere-se a 
manchas pigmentadas em 
castanho ou negro 
localizadas principalmente 
nas palmas das mãos. 
 
• Pedra negra e pedra 
branca: nódulos 
compostos por hifas 
que envolvem as 
hastes dos pelos. 
 
• Os fungos associados a estas infecções 
superficiais: incluem Malassezia spp., Hortae 
weneckii, Piedraia hortae e Trichosporon spp. 
MICOSES CUTÂNEAS 
• São infecções da camada queratinizada da 
pele, pelos e unhas. 
• Estas infecções podem provocar uma 
resposta do hospedeiro e se tornar 
sintomáticas. 
• Os sinais e sintomas incluem prurido, 
descamação, pelos tonsurados, lesões 
arredondadas na pele e unhas espessadas e 
opacas. 
• Dermatófitos são fungos classificados nos 
gêneros: Trichophyton, Epidermophyton e 
Microsporum. 
• As infecções da pele que envolvem estes 
organismos são chamadas de dermatofitoses. 
• Tinea unguium: refere-se 
a infecções nas unhas 
que envolvem estes 
agentes. 
• Onicomicoses: incluem infecções das unhas 
causadas pelos dermatófitos, assim como 
também fungos não 
dermatófitos, tais 
como Candida spp. e 
Aspergillus spp. 
MICOSES SUBCUTÂNEAS 
• As micoses subcutâneas envolvem as 
camadas mais profundas da pele, incluindo a 
córnea, os músculos e o tecido conjuntivo, e 
são causadas por um largo espectro de fungos 
taxonomicamente diversos. 
• Os fungos ganham acesso aos tecidos mais 
profundos normalmente por inoculação 
traumática e permanecem localizados, 
causando a formação de abscessos e úlceras 
que não cicatrizam. 
• O sistema imunológico do hospedeiro 
reconhece os fungos, resultando em 
destruição tecidual variável e frequentemente 
em uma hiperplasia epiteliomatosa. 
• As infecções podem ser causadas por fungos 
filamentosos hialinos tais como Acremonium 
spp. e Fusarium spp. e por fungos 
pigmentados ou dematiáceos, tais como 
 
4 
 
Alternaria spp., Cladosporium spp., e 
Exophiala spp. 
• As micoses subcutâneas tendem a 
permanecer localizadas e raramente se 
disseminam sistemicamente. 
MICOSES ENDÊMICAS 
• São infecções fúngicas causadas por fúngicos 
dimórficos clássicos: 
➢ Histoplasma capsulatum. 
➢ Blastomyces dermatitidis. 
➢ Coccidioides immitis. 
➢ Coccidioides posadasii. 
➢ Paracoccidioides brasiliensis. 
• Estes fungos exibem dimorfismo térmico 
(existem como leveduras ou esférulas a 37 °C, 
e como fungos filamentosos a 25 °C) e 
geralmente estão confinados a regiões 
geográficas onde eles ocupam nichos 
ambientais ou ecológicos específicos. 
• As micoses endêmicas são frequentemente 
referidas como micoses sistêmicas, porque 
estes organismos são verdadeiros patógenos 
e podem causar infecções em indivíduos 
saudáveis. 
• O fungo dimórfico Penicillium marneffei foi 
adicionadoà lista de agentes causadores de 
micoses endêmicas. 
• Todos estes agentes produzem uma infecção 
primária no pulmão, com subsequente 
disseminação para outros órgãos e tecidos. 
MICOSES OPORTUNISTAS 
• São infecções atribuídas aos fungos que são 
normalmente comensais humanos ou no 
ambiente. 
• Com exceção de Cryptococcus neoformans, 
estes organismos exibem uma virulência 
inerentemente baixa ou limitada, e causam 
infecções em indivíduos que estão 
debilitados, imunossuprimidos, ou são 
portadores de aparelhos protéticos 
implantados ou cateteres vasculares. 
• Praticamente, qualquer fungo pode atuar 
como um patógeno oportunista. 
• Os patógenos fúngicos oportunistas mais 
comuns são as leveduras Candida spp. e 
Cryptococcus neoformans, o fungo 
filamentoso Aspergillus spp. e Pneumocystis 
jirovecii. 
• Devido à sua inerente virulência, 
Cryptococcus neoformans é frequentemente 
considerado um patógeno “sistêmico”. 
Embora este fungo possa causar infecção em 
indivíduos imunologicamente normais, ele é 
mais visto como patógeno oportunista na 
população imunocomprometida. 
PATOGÊNESE DAS DOENÇAS FÚNGICAS 
• O entendimento sobre a patogênese das 
infecções fúngicas é limitado. 
• Poucos fungos são suficientemente virulentos 
p/ serem considerados patógenos primários. 
• Patógenos primários: 
• São aqueles capazes de iniciar uma infecção 
em um hospedeiro normal, aparentemente 
imunocompetente. 
• Eles são capazes de colonizar o hospedeiro, 
encontrar um nicho microambiental 
adequado com substratos nutricionais 
suficientes, evitar ou subverter os 
mecanismos de defesa do hospedeiro, e 
então se multiplicar dentro do nicho 
microambiental. 
• Entre os patógenos fúngicos primários temos 4 
fungos ascomicetos, os patógenos dimórficos 
endêmicos: 
➢ Blastomyces dermatitidis. 
➢ Coccidioides immitis (e C. posadasii). 
➢ Histoplasma capsulatum. 
➢ Paracoccidioides brasiliensis. 
 
5 
 
• Cada um desses microrganismos possui 
supostos fatores de virulência que lhes 
permitem romper ativamente as defesas do 
hospedeiro que normalmente restringem o 
crescimento invasivo de outros 
microrganismos. 
• Quando um grande número de conídios de 
algum desses quatro fungos é inalado por 
humanos, mesmo se esses indivíduos forem 
saudáveis e imunocompetentes, geralmente 
ocorrem infecção e colonização, invasão 
tecidual e disseminação sistêmica do 
patógeno. 
• Como ocorre com a maioria dos patógenos 
microbianos primários, esses fungos podem 
também agir como patógenos oportunistas, 
uma vez que as formas mais graves de cada 
uma dessas micoses são vistas mais 
frequentemente em indivíduos com 
comprometimento das defesas imunes inata 
ou adquirida. 
• Em geral, indivíduos saudáveis e 
imunocompetentes apresentam alta 
resistência inata à infecção fúngica, apesar de 
serem constantemente expostos às formas 
infecciosas de diversos fungos presentes 
como parte da microbiota normal 
(endógenos) ou no ambiente (exógenos). 
• Os patógenos fúngicos oportunistas, como 
Candida spp., Cryptococcus neoformans e 
Aspergillus spp., somente causam infecção 
quando ocorrem quebras nas barreiras 
protetoras da pele e membranas mucosas ou 
quando falhas no sistema imune do 
hospedeiro permitem a penetração, 
colonização e reprodução no hospedeiro. 
• Entretanto, mesmo nas infecções 
oportunistas, há fatores associados ao 
organismo, e não ao hospedeiro, que 
contribuem para a capacidade do fungo de 
causar doença. 
• Todos os patógenos fúngicos primários são 
agentes de infecções respiratórias e nenhum 
deles é parasita obrigatório. 
• Cada um tem uma fase saprofítica 
caracterizada por hifas septadas 
fragmentadas, normalmente encontradas no 
solo ou em vegetais em decomposição e que 
se disseminam pelo ar. 
• Da mesma maneira, a fase parasitária de cada 
fungo está adaptada ao crescimento a 37 °C e 
à reprodução assexuada no nicho ambiental 
alternativo da mucosa respiratória do 
hospedeiro. 
• Essa habilidade de existir em formas 
morfogenéticas alternadas (dimorfismo) é 
uma das várias características especiais 
(fatores de virulência) que permitem esses 
fungos competirem com as condições 
ambientais hostis do hospedeiro. 
BLASTOMYCES DERMATITIDIS 
• B. dermatitidis frequentemente causa uma 
infecção respiratória autolimitada. 
• Entretanto, a blastomicose se diferencia de 
outras micoses endêmicas pela alta incidência 
de doença clínica. 
• Os fatores importantes para a sobrevida in 
vivo de B. dermatitidis, como quaisquer 
patógenos dimórficos endêmicos, são: 
➢ Capacidade de o patógeno inalado 
alcançar os alvéolos. 
➢ Sofrer transformação para uma outra 
fase (levedura ou esférula) capaz de se 
replicar a 37 °C. 
➢ Colonizar a mucosa respiratória. 
 
• Após a inalação de conídios ou fragmentos de 
hifas de B. dermatitidis, os elementos da fase 
saprofítica do fungo supostamente entram 
em contato e aderem à camada epitelial dos 
alvéolos, sofrendo transformação para a fase 
parasitária de levedura, em um processo 
chamado de dimorfismo térmico. 
 
6 
 
• Essa conversão de conídio para as formas 
maiores de levedura fornece uma importante 
vantagem à sobrevida ao fungo. 
• Enquanto os conídios são pequenos o 
suficiente para serem rapidamente ingeridos 
e destruídos pelos neutrófilos humanos, as 
leveduras são capazes de resistir ao ataque 
fagocítico dos neutrófilos e das células 
mononucleares durante os estágios iniciais da 
resposta inflamatória. 
• Em vez de se adaptarem ao microambiente 
intracelular dos fagolisossomas, as leveduras 
de B. dermatitidis desprendem seu antígeno 
imunodominante da superfície da célula e 
modificam a composição de sua parede 
celular, permitindo que escapem ao 
reconhecimento pelos macrófagos. Assim, 
eles são capazes de colonizar tecidos e se 
disseminar pela corrente sanguínea. 
MODULAÇÃO DAS INTERAÇÕES ENTRE AS 
LEVEDURAS E O SISTEMA IMUNE DO 
HOSPEDEIRO 
• O principal componente imunorreativo 
presente na superfície das células 
leveduriformes, mas não nos conídios de B. 
dermatitidis, é uma glicoproteína da parede 
celular de 120 kDa, WI-1. 
• Essa glicoproteína parece ter participação 
fundamental na patogênese de B. 
dermatitidis, promovendo adesão da célula 
leveduriforme ao macrófago e induzindo uma 
potente RI humoral e celular. 
• Cepas mutantes não virulentas de B. 
dermatitidis que expressam altos níveis de 
WI-1 em sua superfície celular são 
reconhecidas por macrófagos, fagocitadas, e 
rapidamente eliminadas do hospedeiro. Em 
contraste, cepas virulentas desse fungo 
desprendem grandes quantidades de WI-1 
durante o crescimento, sendo capazes de 
evitar o reconhecimento pelos macrófagos 
por este processo. 
• A apresentação de WI-1, sendo associada à 
superfície celular ou desprendida da célula 
para o ambiente, é um aspecto fundamental 
da patogenicidade deste fungo. 
• A composição de carboidratos da parede 
celular da levedura desempenha uma função 
na apresentação e desprendimento de WI-1 
e, portanto, na patogenicidade. 
• Um dos principais componentes da parede 
celular da levedura é a 1,3-α-glucana. 
• Há uma relação inversa entre a quantidade de 
1,3-α-glucana presente na parede celular de 
B. dermatitidis e a quantidade de WI-1 na 
superfície celular. 
• Cepas virulentas de B. dermatitidis: produzem 
leveduras que possuem paredes celulares 
espessadas com muita 1,3-α-glucana e, 
quando maduras, apresentam pouca WI-1 na 
superfície celular. 
• Já as cepas não virulentas exibem paredes 
finas com ausência de 1,3-α-glucana, mas 
com WI-1 abundante em sua superfície. 
APRESENTAÇÃO DE ANTÍGENOS DE 
SUPERFÍCIE MODULA A VIA DAS CÉLULAS T 
AUXILIARES DA RESPOSTA IMUNE 
• Há diferentes subpopulações de células T 
auxiliares CD4 que secretam diversos padrões 
de citocinas em resposta a um estímulo 
antigênico. As células TH podemse tornar 
polarizadas, secretando predominantemente: 
➢ IL-2 e interferon-γ (IFN-γ) (padrão TH1). 
➢ IL-4, IL-5 e IL-10 (padrão TH2). 
• IFN-γ e IL-2 ativam respectivamente 
macrófagos e células citotóxicas T e NK 
(natural killer), para a eliminação de 
organismos intracelulares. 
• Já as citocinas TH2 favorecem o crescimento e 
diferenciação de células B, a mudança de 
isótipos para IgE e a diferenciação e ativação 
de eosinófilos. 
 
7 
 
• A resposta imune mediada por células T 
contra B. dermatitidis é essencial para 
imunoproteção contra esse patógeno. 
• Camundongos imunizados com WI-1 
desenvolveram uma forte resposta TH2 
contra os antígenos. É notável que os animais 
infectados que desenvolveram características 
de uma resposta TH2 morreram com uma 
infecção crônica e progressiva, enquanto os 
animais infectados que desenvolveram uma 
resposta TH1 restringiram a disseminação do 
patógeno e foram capazes de responder à 
terapia antifúngica e se recuperar da doença. 
• Portanto, uma forte resposta TH2 pode não 
ser útil na eliminação da infecção por B. 
dermatitidis, podendo até mesmo retardá-la. 
• Por liberar grandes quantidades do fragmento 
de WI-1, as células leveduriformes de B. 
dermatitidis podem enganar as duas vias da RI 
por evasão da resposta celular e pelo 
estímulo de uma resposta humoral 
dominante, porém ineficaz. 
MIMETISMO MOLECULAR 
• A produção de moléculas por um 
microrganismo patogênico que são 
estruturalmente antigênica e funcionalmente 
semelhantes a moléculas do hospedeiro é 
denominada mimetismo molecular. 
• Em alguns casos, a infecção pode resultar na 
geração de anticorpos que apresentam 
reação cruzada com tecidos do hospedeiro e 
produzem uma patologia do tipo autoimune. 
• Foi demonstrado que fungos produzem 
moléculas semelhantes funcionalmente, mas 
nem sempre estruturalmente, a moléculas do 
hospedeiro (“mimetismo funcional”). 
• Foram identificadas moléculas fúngicas que 
funcionam de maneira similar às integrinas, 
aos receptores de complemento e aos 
hormônios sexuais. 
• Uma proteína que se liga ao estrogênio foi 
isolada de frações citosólicas de C. immitis. 
Sabe-se que as concentrações fisiológicas de 
progesterona e 17-β-estradiol estimulam a 
taxa de crescimento de C. immitis e a 
liberação de endósporos. 
• Estas informações correlacionam com o 
reconhecimento de que a gravidez, 
principalmente durante o 3ª trimestre, 
apresenta um grande fator de risco para 
coccidioidomicose disseminada. 
PATÓGENOS OPORTUNISTAS 
• O estado do hospedeiro é de fundamental 
importância na determinação da 
patogenicidade de patógenos fúngicos 
oportunistas, como Candida spp., C. 
neoformans e Aspergillus spp. 
• Na maioria dos casos, esses organismos 
podem existir como colonizadores benignos 
ou saprófitas ambientais, só causando 
infecções sérias quando há uma diminuição 
das defesas do hospedeiro. 
• Existem fatores associados a estes 
organismos, que podem ser considerados 
“fatores de virulência”, por contribuírem para 
o processo patológico, e, em alguns casos, 
que podem explicar as diferenças entre as 
patogenicidades dos diversos organismos.

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