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DISCIPLINA: ANATOMIA HUMANA
SISTEMA NERVOSO
Profa. MSc. Monique Rangel do Nascimento de Moraes
Cariacica-ES
2021
FACULDADE MULTIVIX CARIACICA
Unidade Básica do SN: Neurônio
O QUE SÃO NEURÔNIOS?
• Constituem o Sistema Nervoso Central (SNC) 
junto às células da glia ou neuróglia;
• Respondem à estímulos (células excitáveis);
• A resposta é localizada e propagada para 
outras células por meio de impulso nervosos 
(ativ. elétrica) – se propaga desde o segmento 
inicial até a terminação do axônio.
• Neurônios: detectam, transmitem e analisam 
os estímulos, organizando e coordenando 
ainda, as funções do organismo por meio de 
circuitos formados pelos seus prolongamentos.
Componentes do Neurônio
• Corpo celular que contém o núcleo, no qual muitas 
vezes, pode ser encontrado: 1 ou + nucléolos e 
organelas.
• Dá-se o nome de pericárdio ao corpo celular do 
neurônio sem o núcleo celular.
• Partindo do corpo celular, os neurônios apresentam 
prolongamentos que se subdividem em 2 tipos: axônio 
e dendritos.
• O axônio é um prolongamento único e forma-se no 
pericárdio em uma região chamada cone de 
implantação.
• Os axônios que têm mielina envolvendo a sua 
membrana, são chamados de fibras mielínicas. Se não 
houver mielina, as fibras são amielínicas.
Unidade Básica do SN: Neurônio
Células da Glia ou Neuróglia
• Astrócitos: são as maiores células. Função: 
sustentação e nutrição, suas ramificações se 
ligam a capilares sanguíneos fazendo o 
transporte de nutrientes;
• Oligodendrócitos: caracterizadas por 
apresentarem poucos e curtos prolongamentos 
celulares. Produzem a mielina do sistema 
nervosos central. No sistema nervoso 
periférico, essa função é exercida pelas células 
de Schwann;
• Micróglia: apresentam o corpo alongado e 
pequeno, com um núcleo também alongado e 
denso. São células macrofágicas, responsáveis 
pela fagocitose de corpos estranhos e restos 
celulares;
• Ependimárias: revestir as cavidades do SNC.
Classificação dos Neurônios
• Unipolares: com uma única raiz 
que se divide em axônio e 
dendrito. Sentidos de dor, 
toque, temperatura, gosto.
• Bipolares: com dois processos 
em pontas opostas do corpo 
celular. Encontrados na retina 
do olho, cavidade nasal, ouvido 
interno.
• Multipolares: com muitos 
processos associados ao corpo 
celular. Associados ao controle 
dos movimentos corporais.
Divisão do Sistema Nervoso
Conceitos Básicos
✓ Gânglios: grupamento de neurônios (corpos celulares) e 
células da glia situados fora do sistema nervoso central e 
envoltos por uma cápsula de tecido conjuntivo.
✓ Mesmo sendo parte do SNP, os nervos penetram nas 
cavidades ósseas para fazer conexão com o SNC e 
possibilitar o fluxo de informações aferentes e eferentes.
✓ Informação aferente: é a que chega a uma determinada 
estrutura do SNC, trazida por uma fibra aferente.
✓ Informação eferente: é a que deixa determinada estrutura 
do SNC, levada por uma fibra eferente.
Conceitos Básicos
Sistema Nervoso Central
✓ O SNC é a porção de recepção de 
estímulos, de comando e 
desencadeadora de respostas.
✓ O SNC está constituído por 
estruturas que se localizam no 
esqueleto axial: medula espinhal e 
o encéfalo.
✓ O encéfalo e a medula espinhal são 
envolvidos e protegidos por 
membranas do tecido conjuntivo 
chamadas meninges.
✓ Durá-mater, Aracnóide e a Pia-
máter.
Dura-máter
✓ É a meninge mais externa, composta por tecido 
conjuntivo rico em fibras colágenas.
✓ Sua inervação provém do nervo trigêmeo e é 
ricamente vascularizada por vários ramos arteriais 
do crânio, sendo a artéria meníngea média a mais 
evidente.
✓ No encéfalo, a dura-máter constitui-se por 2 
folhetos, um externo e outro interno.
✓ O folheto externo é fortemente aderido aos ossos 
do crânio.
Pia-máter
✓ É a meninge mais delicada e mais interna, que 
acompanha todos os relevos e depressões das 
estruturas do SNC.
✓ Apesar de extremamente fina, a pia-máter é 
essencial na contenção do tecido nervoso.
✓ Entre a pia-máter e a aracnóide há um espaço 
chamado subaracnóideo, que contém maior 
quantidade de líquor.
Aracnóide
✓ Logo abaixo da dura-máter e a ela justaposta 
aparece a aracnóide, uma meninge muito delicada 
composta por feixes de tecido fibrosos e elástico.
✓ A dura-máter e a aracnóide acompanham a 
superfície do encéfalo e são separadas por um 
espaço virtual que contém ínfima quantidade de 
líquor ou líquido cérebro-espinhal, esse espaço é 
chamado de espaço subdural.
Meninges e seus espaços
Meninges e seus espaços
Líquor e cavidades ventriculares
✓ Em toda sua extensão, o SNC é banhado pelo líquor, que 
preenche a cavidade ventricular.
✓ Existem 4 cavidades ventriculares ao longo do eixo 
craniocaudal.
✓ No nível dos hemisférios cerebrais, existem 2 
ventrículos laterais (direito e esquerdo) que se 
comunicam com o III ventrículo pelo forame 
interventricular.
✓ O III ventrículo comunica-se com o IV ventrículo pelo 
aqueduto cerebral.
✓ Do IV ventrículo, o líquor segue para o canal da medula e 
para o espaço subaracnóide, fora das cavidades 
ventriculares.
Líquor e cavidades ventriculares
Sistema Nervoso Central
✓ Origina-se do tubo neural que na sua extremidade 
cranial, apresenta 3 dilatações chamadas vesículas 
primordiais: prosencéfalo, mesencéfalo e 
rombencéfalo. 
Sistema Nervoso Central
Sistema Nervoso Central
✓ O cérebro pode ser dividido em lobos, 
correspondendo cada um ao osso do crânio. Assim 
temos:
Sistema Nervoso Central
Disposição das substâncias no SNC
✓ A observação atenta de um corte de encéfalo, 
permite reconhecer áreas claras e escuras que 
representam, respectivamente, o que se chama de 
substância branca e substância cinzenta.
Disposição das substâncias no SNC
Tronco Encefálico
Nervos cranianos
✓ I Nervo Olfatório: nervo sensitivo e como sugere 
seu nome, transmite impulsos relacionados ao olfato.
✓ II Nervo Óptico: também é sensitivo. Suas fibras 
estão relacionadas a impulsos visuais.
✓ III Nervo Oculomotor: relaciona com o movimento 
dos olhos. É importante salientar que esse nervo 
relaciona-se com 4 dos 6 mm. Externos.
✓ IV Nervo Troclear: menor dos nervos cranianos. 
Inerva o m. Oblíquio Superior do olho.
✓ V Nervo Trigêmio: é um nervo misto – raízes 
motoras (mm. Da mastigação) e raízes sensitivas 
(glândulas lacrimais, dentes, gengivas, lábios...)
Nervos cranianos
✓ VI Nervo Abducente: predominantemente motor 
(movimentos dos olhos, ajustamento de luz). Responsável 
pela movimentação lateral do olho.
✓ VII Nervo Facial: nervo misto. Fibras motoras fornecem 
impulsos relacionados à expressão facial e liberação de 
lágrimas e saliva. Fibras sensitivas: gustação.
✓ VIII Nervo Vestibulococlear: nervo sensitivo, 
relacionado com o equilíbrio corporal e audição.
✓ IX Nervo Glossofaríngeo: Misto. Fibras sensitivas: 
impulsos para faringe, língua, carótidas. Fibras motoras: 
levam impulsos às glândulas salivares e mm. Faríngeos.
Nervos cranianos
✓ X Nervo Vago: Misto. Relacionado com os 
batimentos cardíacos, funcionamento dos pulmões, 
sistema digestório.
✓ Alguns exercícios e terapias corpo-
mente ajudam a melhorar o tom do 
nervo vagal?!
✓ Cantar-sozinho ou com outras 
pessoas estimula o n. vago, de 
acordo com o estudo de VICKHOFF 
et al., 2013. Ao cantar com outras 
pessoas, a frequência cardíaca fica 
sincronizada. Acredita-se que o 
nervo vago seja o responsável por 
isso.
Nervos cranianos
✓ X Nervo Vago: Misto. Relacionado com os 
batimentos cardíacos, funcionamento dos pulmões, 
sistema digestório.
✓ Meditar – Um estudo descobriu que 
meditar ajudava automaticamente a 
tonificar o nervo vago. Além disso, 
descobriu-se que o canto OM 
aumenta o tom vagal ao mesmo 
tempo que reduz a amígdala, o 
centro de medo do cérebro 
(KALYANI et al., 2011).
Nervos cranianos
✓ X Nervo Vago: Misto. Relacionado com os 
batimentos cardíacos, funcionamento dos pulmões, 
sistema digestório.
✓ Ioga – o exercício moderado de 
qualquer tipo pode estimular o nervo 
vago, mas aioga se destaca sobre 
eles. Inúmeros estudos dizem que a 
ioga aumenta a atividade 
parassimpática do SN que, por sua 
vez, melhora o tom vagal. Por 
exemplo, um estudo descobriu que a 
ioga não só melhora o tom vagal, 
como aumenta a liberação GABA, o 
neurotransmissor do relaxamento.
Nervos cranianos
✓ X Nervo Vago: Misto. Relacionado com os 
batimentos cardíacos, funcionamento dos pulmões, 
sistema digestório.
✓ Acunputura – Fortalece o tom vagal. 
Os pontos de acupuntura 
tradicionais, particularmente a 
acupuntura auricular, estimulam o 
nervo vago, assim como foi 
demonstrada por pesquisas (HE et 
al., 2021).
Nervos cranianos
✓ XI Nervo Acessório: Nervo motor 
que envia mensagens aos ombros, 
pescoço, faringe, laringe e palato 
mole.
✓ XII Nervo Hipoglosso: Nervo motor 
responsável pelos movimentos dos 
músculos da língua.
Nervos Espinhais
✓ Os 31 pares de nervos espinhais 
mantêm conexão com a medula e 
abandonam a coluna vertebral 
através de forames intervertebrais.
✓ Já vimos que a coluna é dividida em 
vários segmentos. Da mesma 
maneira, reconhecemos os nervos 
espinhais.
Formação do Nervo Espinhal
✓ O nervo espinhal é formado pela fusão de 2 raízes: 
uma ventral e outra dorsal. 
✓ A raiz ventral possui apenas fibras eferentes 
(motoras) – corpos celulares estão situados na coluna 
anterior da substância cinzenta da medula.
✓ A raiz dorsal possui fibras aferentes (sensitivas) 
cujos corpos celulares estão situados no gânglio 
sensitivo da raiz dorsal, que se apresenta como uma 
porção dilatada da própria raiz.
✓ Fusão de raízes=nervo espinhal. Este nervo é sempre 
misto, constituído de fibras aferentes e eferentes.
Formação do Nervo Espinhal
Distribuição do Nervo Espinhal
✓ Após a fusão das raízes ventral e dorsal o nervo 
espinhal se divide em 2 ramos: ventral (+ calibroso) e 
o dorsal (-calibroso).
✓ Ramos dorsais: inervam a pele e os mm. do dorso.
✓ Ramos ventrais: inervam os membros e a parte 
ântero-lateral do tronco.
Distribuição do Nervo Espinhal
Formação do plexo nervoso
✓ Os ramos ventrais que inervam a parede torácica e 
abdominal permanecem isolados ao longo de todo o 
seu trajeto. 
✓ Nas regiões cervicais e lombosacral, os ramos 
ventrais se estreitam para formar os plexos 
nervosos, dos quais emergem os nervos terminais.
✓ A próxima figura, mostra a formação de um destes 
plexos, o braquial, cujos nervos terminais inervam a 
musculatura do ombro e membro superior.
Considerações Finais
✓ O funcionamento do SN é altamente complexo, mas 
isto não impede que possamos, desde agora, entender 
as bases fundamentais deste funcionamento.
✓ Um exemplo simples talvez possa ilustrar como 
funciona o SN.
✓ Ex: atos reflexos, como o reflexo patelar.
Reflexo Patelar
✓ Atos reflexos (?)
✓ Isso acontece porque esses atos são uma resposta 
medular a um determinado estímulo.
✓ Elementos envolvidos em uma resposta medular 
típica: 
✓ receptores, neurônios aferentes, neurônios 
eferentes, sinapses, órgão efetuador.
✓ Esses elementos são chamados de arco reflexo.
✓ Arco reflexo monossináptico: 1 neurônio sensitivo + 1 
neurônio motor
✓ Arco reflexo polissináptico: 1 ou + neurônios de 
associação.
Reflexo Patelar
Sistema N. Autônomo: Aspectos Gerais
Sistema N. Autônomo: Aspectos Gerais
✓ Sistema Nervoso Somático ou Vida de relação é aquele 
que relaciona o organismo com o meio ambiente. 
Apresenta um componente aferente e outro eferente.
✓ Sistema Nervoso Visceral ou SN da vida vegetativa é 
aquele que se relaciona com a inervação e controle das 
estruturas viscerais. Apresenta um componente aferente 
e outro eferente.
✓ Por definição, denomina-se sistema nervoso autônomo 
apenas o componente eferente do sistema nervoso 
visceral.
Sistema N. Visceral Aferente
✓ Conduz impulsos nervosos originados em receptores situados 
nas vísceras (visceroceptores).
✓ Os impulsos nervosos aferentes viscerais, antes de 
penetrarem no SNC, passam por gânglios sensitivos.
✓ No caso dos impulsos que penetram pelos nervos espinhais 
estes gânglios são os gânglios espinhais. Não há gânglios 
diferentes para fibras viscerais e somáticas.
✓ Ao contrário das fibras que se originam em receptores 
somáticos, grande parte das fibras viscerais conduz impulsos 
que não se tornam conscientes. Ex: Informação sobre a 
pressão arterial e o teor de CO2 do sangue, sem que possamos 
percebê-los.
Sistema N. Visceral Aferente
✓ Contudo muitos impulsos tornam-se conscientes 
manifestando-se sob a forma de sensações de sede, 
fome, plenitude gástrica ou em condições patológicas, dor.
✓ A sensibilidade visceral difere da somática 
principalmente por ser mais difusa, não permitindo uma 
localização mais precisa.
✓ Por outro lado, estímulos que determinam dor somática 
são diferentes dos que determinam dor visceral. A secção 
da pele é dolorosa mas a de uma víscera não é.
Diferenças entre SN Somático e Visceral
✓ Os impulsos que seguem pelo SN somático eferente 
terminam em músculo estriado esquelético, enquanto 
os que seguem pelo SN autônomo terminam em 
músculo estriado cardíaco, músculo liso ou glândula.
✓ Assim, o SN Somático é voluntário enquanto os SN 
Autônomo é involuntário.
✓ Do ponto de vista anatômico uma diferença muito 
importante diz respeito ao número de neurônios que 
ligam o SNC ao órgão efetuador:
Diferenças entre SN Somático e Visceral
✓ SN Somático = 1 neurônio (neurônio motor somático).
✓ SN Visceral = 2 neurônios (1 deles tem seu corpo 
dentro do SNC e o outro no SNP).
✓ Corpos de neurônios fora do SNC tendem a se 
agrupar formando dilatações chamadas gânglios.
✓ Assim, os neurônios do SN Autônomo cujos corpos 
dos neurônios estão localizados fora do SNC 
localizam-se em gânglios e são chamados de neurônios 
pós-ganglionares.
Diferenças entre SN Somático e Visceral
✓ Os que tem seu corpo localizado dentro do SNC são 
chamados de neurônios pré-ganglionares.
Diferenças entre SN Somático e Visceral
✓ No SN Somático eferente as 
fibras terminam em placa 
motora o que não existe no 
SN autônomo.
Organização Geral do SN Autônomo
✓ Neurônios pré e pós ganglionares são elementos 
fundamentais na organização da parte periférica do 
SNA.
✓ Os corpos dos neurônios pré-ganglionares localizam-
se na medula ou no tronco encefálico.
✓ No tronco encefálico eles se agrupam formando os 
núcleos de alguns nervos cranianos como o nervo 
vago.
Organização Geral do SN Autônomo
✓ Na medula, eles ocorrem do primeiro ao décimo 
segundo segmentos torácicos (T1 até T12), nos dois 
primeiros segmentos lombares (L1 e L2) e nos 
segmentos S2, S3 e S4 da medula sacral.
✓ Na porção tóraco-lombar (t1 até L2), os neurônios 
pré-ganglionares se agrupam formando uma coluna 
muito evidente chamada coluna lateral. Situada 
entre as colunas anterior e posterior da substância 
cinzenta.
Organização Geral do SN Autônomo
✓ As fibras pré-ganglionares são assim chamadas por 
estarem antes de um gânglio, onde termina fazendo 
sinapse com o neurônio pós-ganglionar.
✓ As fibras pós-ganglionares terminam nas vísceras em 
contato com as glândulas, músculo liso ou músculo 
cardíaco.
Organização Geral do SN Autônomo
Organização Geral do SN Autônomo
✓ Convém lembrar que existem áreas no telencéfalo e
diencéfalo que regulam as funções viscerais, sendo
as mais importantes o hipotálamo e o sistema
límbico.
✓ Estas áreas estão relacionadas com o
comportamento emocional.
Organização Geral do SN Autônomo
Diferenças entre SN Simpático e 
Parassimpático
✓ O SNA divide-se em: SN Simpático e
Parassimpático.
✓ Esses 2 sistemas diferem nos critérios anatômicos,
farmacológicos e fisiológicos.
Diferenças Anatômicas
❖ Posição dos neurônios pré-ganglionares:
✓ SN Simpático – localizam-se na medula torácica e
lombar (entre T1 e L2). Diz-se pois que o SNS é
tóraco-lombar.
✓ SN Parassimpático – localizam-se no tronco
encefálico e na medula sacral (S2,S3 e S4). Diz-se
pois que o SNP é crânio-sacral.
Diferenças Anatômicas
❖ Posição dos neurôniospós-ganglionares:
✓ No Simpático, os neurônios pós ganglionares
localizam-se longe das vísceras e próximo a coluna
vertebral.
✓ No Parassimpático, os neurônios pós-ganglionares
localizam-se próximo ou dentro das vísceras.
Diferenças Anatômicas
❖ Tamanho das fibras pré e pós ganglionares:
✓ No Simpático, a fibra pré é curta e a pós é larga.
✓ No Parassimpático, a fibra pré é longa e a pós é
curta.
Diferenças Farmacológicas
❖ Dizem respeito a ação das drogas:
✓ A ação da fibra nervosa sobre o órgão efetuador
(mm. ou glândula) se faz por meio da liberação de um
mediador químico, dos quais os mais importantes são
a Acetilcolina e Noradrenalina.
✓ As fibras que liberam Acetilcolina são chamadas de
colinérgicas e as que liberam Noradrenalina são
chamadas de adrenérgicas.
Diferenças Farmacológicas
✓ As fibras pré-ganglionares tanto do SNS e SNP e as
fibras pós-ganglionares SNP são colinérgicas.
✓ A maioria das fibras pós-ganglionares do SNS é
adrenérgica.
Diferenças Fisiológicas
✓ De modo geral, o SNSimpático tem ação antagônica
ao parassimpático em um determinado órgão.
✓ Essa afirmação não é válida em todos os órgãos.
✓ Nas glândulas salivares os 2 sistemas aumentam a
secreção salivar.
✓ Melhor dizer que os 2 sistemas agem de forma
sinérgica ou seja em harmonia.
Diferenças Fisiológicas
Diferenças Fisiológicas
✓ Uma das diferenças entre o simpático e parassimpático é que este
tem ações sempre localizadas a um órgão do organismo, enquanto as
ações do simpático, tendem a atingir vários órgãos.
✓ A base anatômica desta diferença reside no fato de que os gânglios
do parassimpático estando próximo das vísceras faz com que o
território de distribuição das fibras pós-ganglionares seja
necessariamente restrito.
✓ No Simpático, os gânglios estão longe das vísceras e uma fibra pré
faz contato com um grande número de fibras pós-ganglionares e que
se distribuem a territórios consideravelmente maiores.
Diferenças Fisiológicas
✓ Em determinadas circunstâncias, todo o sistema
simpático é ativado produzindo uma descarga, no
qual a glândula suprarrenal é também ativada.
✓ Temos assim a reação de alarma que ocorre em
certas situações emocionais e de emergência
(síndrome de Cannon).
✓ O indivíduo deve estar preparado para lutar ou fugir.

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