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NEUROANATOMIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESPÍRITO SANTO 
 
 
 
 
ORIGEM DA NEUROANATOMIA1 
 
O Cérebro Humano sempre foi um mistério e atualmente, apesar de toda 
tecnologia que a humanidade possuí ainda continua a sê-lo. Estimado por muitos 
investigadores de distintas áreas, como a coisa mais complexa do universo. 
 É algo extraordinário que através de células fluírem emoções, 
pensamentos e guardamos as nossas lembranças. 
O cérebro é responsável por sermos quem somos. Contudo apesar do 
mistério e da complexidade deste órgão extraordinário, a ciência já consegue 
identificar determinadas áreas e as funções associadas. 
 
https://museudinamicointerdisciplinar.wordpress.com 
 
A Neuroanatomia é um ramo da Anatomia que se presta ao estudo das 
diferentes partes do Sistema Nervoso (SN). 
Podemos dizer que dentro da Neuroanatomia temos o conceito de 
neurociência, que é uma ciência que está voltada para o desenvolvimento, 
química, a estrutura, a função e a patologia do sistema nervoso, busca então, a 
compreensão do mesmo como um todo. 
 
1 Texto adaptado: Luís Flávio Chaves; 2013 
 
 
 
 
A Neuroanatomia é estudada de duas maneiras, na microscopia e 
macroscopia. 
 A microscopia é toda estrutura ao nível de substância branca ou cinzenta, 
sendo visualizada com auxílios tecnológicos e químicos. 
A macroscopia2, é toda estrutura neurológica que visualizamos sem o 
auxílio tecnológico ou químico, ou seja, podemos identificar a estrutura sem 
maiores dificuldades. 
No passar do tempo, a Neuroanatomia foi se especializando como área 
autônoma. 
 
http://www.psicologiafree.com 
 
Não mais exclusiva à Neurologia ou à Biologia Anatômica, hoje serve 
como um dos pilares de união entre as mais diversas especialidades médicas e 
não-médicas. Com a exaustiva preocupação de rastrear, descrever funções 
morfológicas, as categorizar sob linguagem universal e traçar a funcionalidade 
de suas estruturas, esta área fornece às Neurociências a lógica básica para 
sua existência. 
 
2 www.facafisioterapia.net/ 
 
 
 
Historicamente os estudos neuroanatômicos não eram bem delimitados 
quanto a especificidade de cada pesquisador, portanto, os estudos eram feitos 
por pesquisadores de diversas áreas sendo muito comum estes cientistas 
estudarem órgãos diferentes de forma praticamente simultânea. Com o 
desenvolvimento da ciência e a especialização de diversas áreas da medicina, 
os estudos passaram a ser delimitados por regiões, passando a neuroanatomia 
ser uma área de estudo independente da biologia anatômica ou de qualquer 
outra área 
A Neuroanatomia é a variação da anatomia que se presta ao estudo do 
SN. Neste campo do saber não existe uma preocupação grande entre 
organização e classificação de todos os órgãos do corpo, bem como a 
comparação entre humanos e animais infra-humanos não é o assunto principal. 
 O foco central na Neuroanatomia é o estudo do SN, principalmente o SNC, 
e sua relação com o comportamento manifesto. 
 
 
http://www.psicologiafree.com 
 
Podemos afirmar que é o ramo da ciência responsável pelo estudo de 
estruturas anatômicas complexas do sistema nervoso central e periférico. Esta 
grande área está responsável pelas delineações das regiões cerebrais bem 
 
 
 
como a diferenciação destas estruturas relacionando todo o conhecimento 
estrutural ao seu funcionamento. 
Seu conhecimento fundamenta bases de diferenciação entre os animais, 
caracterização funcional de diferentes vias. Os diversos especialistas em 
neuroanatomia desenvolveram através desta área conceitos importantes por 
meio de análise de traumas localizados em distintas regiões cerebrais, levando 
ao entendimento de funções específicas. 
 
 
https://hanzaikeishu.wordpress.com 
 
É finalidade de um tratado de Neuroanatomia descrever e operacionalizar 
as funções e estruturas que compreendem a Medula Espinhal, o Tronco 
Encefálico, a Ponte, o Bulbo, os nervos cranianos, a Formação Reticular, etc. 
Porém, em vez de uma simples descrição dessas estruturas, o funcionamento 
destas também é alvo dos cientistas. 
 Logo, não adianta apenas mencionar que o córtex é uma fina camada de 
substância cinzenta que se dispõe sobre o cérebro e o cerebelo, mas também 
clarificar qual sua utilidade e função e como este foi se aprimorando ao passar 
dos anos. 
 
 
 
SISTEMA NERVOSO3 
 
O sistema nervoso representa uma rede de comunicações do organismo, 
desenvolvidas por um conjunto de órgãos do corpo humano que possuem 
a função de captar as mensagens, estímulos do ambiente, "interpretá-los" e 
"arquivá-los". Consequentemente, ele elabora respostas, as quais podem ser 
dadas na forma de movimentos, sensações ou constatações. 
 
http://revistapilates.com.br 
 
 
O sistema nervoso é um aparelho único do ponto de vista funcional: o 
sistema nervoso e o sistema endócrino controlam as funções do corpo 
praticamente sozinhos. 
Além das funções comportamentais e motoras, o sistema nervoso recebe 
milhões de estímulos a partir dos diferentes órgãos sensoriais e, então, integra, 
todos eles, para determinar respostas a serem dadas pelo corpo, permitindo ao 
indivíduo a percepção e interação com o mundo externo e com o próprio 
organismo. 
 
3 Arlindo Ugulino Netto Neuroanatomia Medicina 2008 
 
 
 
De fato, o sistema nervoso é basicamente composto por células 
especializadas, cuja função é receber os estímulos sensoriais e transmiti-los 
para os órgãos efetores, tanto musculares como glandulares. 
Os estímulos sensoriais que se originam no exterior ou no interior do corpo 
são correlacionados dentro do sistema nervoso, e os impulsos eferentes são 
coordenados, de modo que os órgãos efetores atuam harmoniosamente, em 
conjunto, para o bem estar do indivíduo. 
Ainda mais, o sistema nervoso das espécies superiores tem a capacidade 
de armazenar as informações sensoriais recebidas durante as experiências 
anteriores. 
Em resumo, dentre as principais funções do sistema nervoso, podemos 
destacar: 
 Receber informações do meio interno e externo (função sensorial) 
 Associar e interpretar informações diversas (função cognitiva) 
 Ordenar ações e respostas (função motora) 
 Controle do meio interno (devido a sua relação com o sistema endócrino) 
 Memória e aprendizado (função cognitiva avançada 
 
Neurônios 
Moreira (2013) afirma que o neurônio é uma célula nervosa, estrutura 
básica do sistema nervoso, comum à maioria dos vertebrados. Os neurónios são 
células altamente estimuláveis, que processam e transmitem informação através 
de sinais eletroquímicos. 
 
 
 
 
 
http://www.portalumami.com.br 
Uma das suas caraterísticas é a capacidade das suas membranas 
plasmáticas gerarem impulsos nervosos. 
A maioria dos neurónios, tipicamente, possui o corpo celular e dois tipos 
de prolongamentos citoplasmáticos, as dendrites e os axónios. 
 • corpo celular: contém o núcleo e a maior parte dos organelos. É nesta 
parte onde ocorre a síntese proteica. 
 • dendrites: são prolongamentos finos, geralmente ramificados, que 
recebem e conduzem os estímulos provenientes de outros neurónios ou de 
céluls sensoriais. 
• axónio: é o prolongamento, geralmente, mais longo que transmite os 
impulsos nervosos provenientes do corpo celular. O comprimento do axónio 
varia muito entre os diferentes tipos de neurónios. Nos vertebrados e em alguns 
invertebrados os axónios são cobertos por uma bainha isolante de mielina, 
tomando a designação de fibra nervosa. 
• terminações do axónio: contêm sinapses, estruturas especializadas 
onde são libertadas substâncias químicas, neurotransmissores, que 
estabelecem a comunicação com as dendrites ou corpo celular de outros 
neurónios. 
 
Sabemos que o neurônio é a unidade funcional dosistema nervoso. 
 
 
http://www.infoescola.com/sistema-nervoso/neuronios 
 
http://www.infoescola.com/sistema-nervoso/neuronios/
 
 
 
Os neurônios comunicam-se através de sinapses; por eles propagam-se os 
impulsos nervosos. 
Anatomicamente o neurônio é formado por: dendrito, corpo celular e 
axônio. A transmissão ocorre apenas no sentido do dendrito ao axônio. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS4 
 
Embora o tamanho do corpo celular seja muito reduzido, as dendritas 
podem ser estendido a uma distância a mais de um metro. O número, a longitude 
e a forma de ramificação das dendritas brindam um método morfológico para a 
classificação de neurônios. 
 
 
http://inteligenciadocoracao.org 
 
Segundo a polaridade: 
 
Os neurônios unipolares: 
Tem um corpo celular que tem uma só neurita que se divide a curta 
distância do corpo celular em dois ramos, uma se dirige para alguma estrutura 
periférica e outra ingressa ao SNC. 
 
4 http://www.resumosetrabalhos.com.br 
 
 
 
Os dois ramos desta neurita têm as caraterísticas estruturais e funcionais 
de um axônio. Neste tipo de neurônios, os finos ramos terminais achados no 
extremo periférico do axônio no sítio receptor denominam-se com frequência 
dendritas. Exemplos de neurônios unipolares acham-se no gânglio da raiz 
posterior. 
 
Os neurônios bipolares: 
Possuem um corpo celular alongado e da cada um de seus extremos parte 
uma neurita única. Exemplos de neurônios bipolares acham-se nos gânglios 
sensitivos coclear e vestibular. 
 
Os neurônios multipolares: 
Têm algumas neuritas que nascem do corpo celular. Com exceção do 
prolongamento longo, o axônio, o resto das neuritas são dendritas. A maioria dos 
neurônios do encéfalo e da medula espinal são deste tipo. 
 
 
https://embriologiasistemanervoso.wordpress.com 
 
 
 
 
 
https://pt.dreamstime.com 
 
Neurônios segundo a polaridade e segundo o tamanho. 
 
Os neurônios de Golgi tipo I: 
Têm um axônio longo que pode chegar a um metro ou mais de longitude, 
por exemplo longos trajetos de fibras do encéfalo e medula espinal e as fibras 
nervosas dos nervos periféricas. As células piramidales da cortiça cerebral, as 
células de Purkinje da cortiça cerebelosa e as células motoras da célula espinal 
são exemplos. 
 
Os neurônios de Golgi tipo II: 
Têm um axônio curto que termina na vizinhança do corpo celular ou que 
falta por completo. Superam em número largamente às de tipo I. As dendritas 
curtas que nascem destes neurônios lhes dão aspeto estrelado. Exemplos deste 
tipo de neurônios acham-se na cortiça cerebral e cerebelosa a miúda têm uma 
função de tipo inibidora. 
Segundo sua função 
 
Neurônios sensoriais: 
São aquelas que conduzem o impulso nervoso desde os receptores até 
os centros nervosos. Captam a informação do meio do ser humano, isto é, 
recolhem informação do meio para ser processada no cérebro. 
 
 
 
 
Neurônios associativos ou interneuronas: 
Permitem comunicar os neurônios sensitivas com as motoras. Este tipo 
de neurônios encontra-se exclusivamente no sistema nervoso central. 
 
Neurônios motores ou eferentes: 
Os neurônios eferentes são as que levam o impulso nervoso desde o 
Sistema Nervoso Central até os órgãos efectores e os neurônios motores são as 
que levam os impulsos do soma aos botões terminais. 
 
 
SISTEMA NERVOSO CENTRAL5 
 
 
O SNC é responsável por receber e processar informações. Ele é formado 
pelo encéfalo e medula espinal, que estão protegidos pelo crânio e coluna 
vertebral, respectivamente. 
 
 
http://es.paperblog.com/bigbrain-recrea-el-cerebro-humano-en-3d-1948864 
 
 
5 Texto adaptado: Arnaldo Medeiros 
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/estruturas-encefalo-suas-funcoes.htm
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/medula-espinhal.htm
 
 
 
Ambas as estruturas são reforçadas por três lâminas conjuntivas, 
denominadas de meninges. São elas: dura-máter, aracnoide e pia-máter. 
 
Há entre as duas últimas a presença de um líquido, o Líquor, que é 
responsável pela nutrição do SNC e pela minimização dos possíveis traumas 
causados por choques mecânicos. 
 
Anatomicamente, denomina-se sistema nervoso central ou neuroeixo o 
conjunto representado pelo encéfalo e pela medula espinhal dos vertebrados. 
 Forma, junto ao sistema nervoso periférico, o sistema nervoso como um 
todo, e tem papel fundamental no controle dos sistemas do corpo. 
Denomina-se encéfalo a parte do SNC contida no interior da caixa 
craniana, e medula espinhal a parte que continua a partir do encéfalo no interior 
do canal vertebral. 
 
Encéfalo: 
Corresponde ao conjunto de cérebro, tronco encefálico e cerebelo (ou 
seja, todas s estruturas do SN localizadas dentro da caixa craniana). 
 
http://www.anatomiadocorpo.com/sistema-nervoso/cerebro 
 
Cérebro (telencéfalo + diencéfalo) 
 
Telencéfalo: 
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/meninges.htm
 
 
 
O telencéfalo é dividido em dois hemisférios cerebrais bastante 
desenvolvidos e constituídos por giros e sulcos que abrigam os centros motores, 
sensitivos e cognitivos. 
 
http://slideplayer.com.br 
Estruturalmente, o telencéfalo é formado pelo córtex cerebral sistema 
límbico e núcleos de base. 
 
Núcleos da base 
Conjuntos de corpos de neurônios localizados na base do telencéfalo 
responsáveis por mediar sinais estimuladores oriundos do córtex e que pra ele 
se dirige de volta, principalmente do ponto de vista motor. 
 
 
http://www.afh.bio.br 
 
Sistema Límbico: 
Conjunto de estruturas telencefálicas relacionadas com emoções, 
memória e controle do sistema nervoso autonômico. 
 
 
 
 
 
http://neuroinformacao.blogspot.com.br 
 
 
Córtex cerebral: 
Consiste no manto de corpos de neurônios que reveste todo o telencéfalo 
perifericamente, distribuindo-se ao longo dos dois hemisférios: direito (não 
verbal) e esquerdo (verbal). Tais neurônios corticais estão dispostos em 
camadas e, a depender de sua localização no telencéfalo, são responsáveis pela 
motricidade, sensibilidade, linguagem (parte motora e compreensão), memória, 
etc. 
Cada hemisfério é constituído de cinco lobos: Frontal, Parietal, Temporal, 
Occipital e Lobo da ínsula (esta divisão não se faz do ponto de vista funcional; é 
meramente anatômica, sendo atribuída de acordo com a relação da respectiva 
região do telencéfalo com os ossos do crânio). 
 
 
 
 
 
https://tathianatrocoli.wordpress.com 
 
O corpo caloso é formado por um conjunto de fibras (comissura) que 
estabelece a comunicação entre os hemisférios, conectando estruturas 
comparáveis de cada lado. 
Permite que estímulos recebidos em um lado sejam processados em 
ambos os hemisférios ou exclusivamente no hemisfério oposto. Além disso, 
auxilia na coordenação e harmonia entre os comandos motores oriundos dos 
dois hemisférios. 
A informação sensorial é enviada para hemisférios opostos. O princípio 
básico é a organização contralateral, de modo que a maioria dos estímulos 
sensoriais chega ao córtex contralateral cruzando ao longo das vias ascendentes 
que os conduziu. 
Como na visão, ocorre o crossover visual: o campo de visão esquerdo é 
projetado no lobo occipital direito; o campo visual direito é projetado para o lobo 
esquerdo. Outros sentidos funcionam semelhantemente. 
 Bem como ocorre no que diz respeito às áreas motoras: o hemisfério 
direito controla o lado esquerdo do corpo e o hemisfério esquerdo controla o 
direito, uma vez que as fibras motoras oriundas do córtex motor de um lado 
cruzam para o lado oposto ao nível do bulbo na chamada decussação das 
pirâmides. 
 
 
 
 
Diencéfalo: 
Área localizada na transição entre o tronco encefálico e o telencéfalo, 
sendo subdividido em hipotálamo, tálamo, epitálamo e subtálamo. 
 
 
http://www.slideshare.net 
 
Todas as mensagenssensoriais, com exceção das provenientes dos 
receptores do olfato, passam pelo tálamo (e metatálamo) antes de atingir o 
córtex cerebral. 
 
 
Tálamo: 
É uma massa ovóide predominantemente composta por substância 
cinzenta localizada no diencéfalo e que corresponde à maior parte das paredes 
laterais do terceiro ventrículo encefálico. O tálamo atua como estação 
retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral. 
 
 
 
 
 
http://pt.slideshare.net 
Hipotálamo: 
 Também constituído por substância cinzenta, é o principal centro 
integrador das atividades dos órgãos viscerais (sistema nervoso autônomo), 
sendo um dos principais responsáveis pela homeostase corporal. 
 
http://locomotiva26.com.br 
 
Ele faz ligação entre o sistema nervoso/límbico e o sistema 
endócrino/visceral, atuando na ativação de diversas glândulas endócrinas. 
 
Epitálamo: 
 Constitui a parede posterior do terceiro ventrículo e nele, está localizada 
a glândula pineal. 
 
 
 
 
http://slideplayer.com.br/slide/364438 
Cerebelo: 
Situado posteriormente ao tronco encefálico e inferiormente ao lobo 
occipital, o cerebelo é, primariamente, um centro responsável pelo controle e 
aprimoramento (coordenação) dos movimentos planejados e iniciados pelo 
córtex motor (o cerebelo estabelece inúmeras conexões com o córtex motor e 
com a medula espinhal). 
 
http://www.icb.usp.br 
Assim, o cerebelo relaciona-se com os ajustes dos movimentos, equilíbrio, 
postura, tônus muscular e, sobretudo, coordenação motora. O cerebelo, 
fundamentalmente, apresenta as seguintes estruturas fundamentais: núcleos 
cerebelares profundos e córtex cerebelar. 
 
 
 
 
Tronco encefálico: 
O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, situando-
se ventralmente ao cerebelo. 
 
 
https://sistemanervosocentral.jimdo.com 
 
 Possui três funções gerais: 
 Recebe informações sensitivas de estruturas cranianas e controla 
a maioria das funções motoras e viscerais referentes a estruturas 
da cabeça; 
 
 Contém circuitos nervosos que transmitem informações da medula 
espinhal até outras regiões encefálicas e, em direção contrária, do 
encéfalo para a medula espinhal (lado esquerdo do cérebro 
controla os movimentos do lado direito do corpo e vice-versa) 
 
 
 Regula a atenção, função esta que é mediada pela formação 
reticular (agregação mais ou menos difusa de neurônios de 
tamanhos e tipos diferentes, separados por uma rede de fibras 
nervosas que ocupa a parte central do tronco encefálico). Além 
destas três funções gerais, as várias divisões do tronco encefálico 
 
 
 
desempenham funções motoras e sensitivas específicas. O tronco 
encefálico é subdividido em bulbo, ponte e mesencéfalo. 
 
Medula Espinal 
Corresponde à porção alongada do sistema nervoso central, 
estabelecendo as maiores ligações entre o SNC e o SNP. 
 
 
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/12 
 
 Está alojada no interior da coluna vertebral, ao longo do canal vertebral, 
dispondo-se no eixo crânio-caudal. 
Ela se inicia ao nível do forame magno e termina na altura entre a primeira 
e segunda vértebra lombar no adulto, atingindo entre 44 e 46 cm de 
comprimento, possuindo duas intumescências, uma cervical e outra lombar (que 
marcam a localização dos grandes plexos nervosos: braquial e lombossacral). 
 
 
 
 
 
SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 6 
 
Sistema Nervoso Periférico é formado por nervos e gânglios e possui 
como função levar informações ao Sistema Nervoso Central e respostas aos 
órgãos efetores. 
 
http://brasilescola.uol.com.br 
 
O sistema nervoso periférico é constituído por estruturas localizadas fora 
do neuroeixo, sendo representado pelos nervos (e plexos formados por eles) e 
gânglios nervosos (consiste no conjunto de corpos de neurônios fora do SNC). 
 No SNP, os nervos cranianos e espinhais, que consistem em feixes de 
fibras nervosas ou axônios, conduzem informações para e do sistema nervoso 
central. 
Embora estejam revestidos por capas fibrosas à medida que cursam para 
diferentes partes do corpo, eles são relativamente desprotegidos e são 
comumente lesados por traumatismos, trazendo déficits motores/sensitivos para 
grupos musculares/porções de pele específicos. 
 
 
6 http://www.academia.edu 
 
 
 
 
 
http://www.taringa.net/posts 
 
Os nervos têm forma de cordões cilíndricos mais ou menos espessos, de 
comprimento variável, de coloração brancorosada; são formados 
essencialmente por prolongamentos (axónios) das células nervosas. 
 Asseguram a ligação entre os centros nervosos e as várias partes do 
corpo. 
As células nervosas, ou neurónios, representam a unidade estrutural do 
sistema nervoso. 
A sua característica mais relevante é a presença de uma ou mais 
expansões protoplasmáticas (prolongamentos) de tamanhos diferentes, que 
emergem do corpo celular propriamente dito, os dendritos e o axónio, 
importantes para as funções específicas das células nervosas: a transmissão e 
recepção de impulsos. 
Os dendritos, expansões pequenas, muitas vezes ramificadas, recebem 
o impulso da periferia e transmitem-no para o corpo celular (soma); o axónio tem 
 
 
 
a função de transmitir o impulso do corpo celular a que pertence para outras 
células nervosas ou para órgãos efectores (músculos, glândulas, por exemplo). 
 
 
http://pt.depositphotos.com/26315091 
 
Um nervo corresponde a um cordão formado por conglomerados de 
axônios que, ao longo de seu trajeto, pode projetar diversos axônios que 
chegarão às estruturas a serem inverdadas (placa motora ou terminal sensitivo). 
 
Componentes do Sistema Nervoso Periférico7 
 
O SNP é composto por nervos e gânglios. Os nervos nada mais são do 
que feixes de fibras nervosas dispostas paralelamente e envoltas por tecido 
conjuntivo. 
Cada uma dessas fibras é formada por um axônio e pelas bainhas que o 
envolvem. 
Os gânglios, por sua vez, são acúmulos de neurônios, que geralmente 
formam estruturas esféricas, e estão localizados fora do sistema nervoso central. 
 
7 http://mundoeducacao.bol.uol.com.br 
 
 
 
 
Os nervos podem ser espinhais ou cranianos. 
Os nervos espinhais são aqueles que se conectam com a medula 
espinhal, saindo aos pares dessa estrutura em cada região do espaço 
intervertebral. 
Esses nervos, que são encontrados no número de 31 pares, são os 
responsáveis por inervar o tronco, membros e uma porção da cabeça. 
Existem, no total, oito pares de nervos cervicais, doze pares de nervos 
torácicos, cinco pares de nervos lombares, cinco pares de nervos sacrais e um 
nervo coccígeo. 
Os nervos cranianos, por sua vez, são aqueles que se conectam ao 
encéfalo. 
No total, há 12 pares de nervos cranianos, os quais realizam funções 
sensoriais, motoras e autônomas, principalmente na região da cabeça. 
 Os nervos cranianos são: nervo olfatório, nervo óptico, nervo oculomotor, 
nervo troclear, nervo abducente, nervo trigêmeo, nervo facial, nervo vestíbulo-
coclear, nervo glossofaríngeo, nervo vago, nervo acessório e nervo hipoglosso. 
Os nervos podem apresentar fibras aferentes e eferentes. 
As fibras aferentes levam as informações obtidas no meio ambiente e no 
interior do nosso organismo para os locais onde essas informações serão 
analisadas no SNC. 
Já as fibras eferentes levam os impulsos produzidos nos centros nervosos 
(SNC) para os órgãos onde a ação será realizada (órgãos efetores). 
 Denominam-se de nervos sensitivos aqueles que possuem fibras 
aferentes e de motores aqueles que possuem fibras eferentes. 
 Existem ainda nervos mistos, que possuem fibras de dois tipos. 
 
GÂNGLIOS NERVOSOS 
 
Dá-se o nome de gânglio nervoso para qualquer aglomerado de corpos 
celulares de neurônios encontrado fora do sistema nervoso central (quando um 
aglomerado está dentro do sistemanervoso central, é conhecido como núcleo). 
 
 
 
Os gânglios podem ser divididos em sensoriais dos nervos espinhais e 
dos nervos cranianos (V, VII, VIII, IX e X) e em gânglios autonômicos (situados 
ao longo do curso das fibras nervosas eferentes do SN autônomo). 
 
 
http://slideplayer.com.br 
 
Nervos espinhais 
 
Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior, existem as conexões de 
pequenos filamentos radiculares, que se unem para formar, respectivamente, as 
raízes ventral e dorsal dos nervos espinhais. 
 
 
 
 
http://www.canstockphoto.com.br 
 As duas, por sua vez, se unem para formar os nervos espinhais 
propriamente ditos. 
É a partir dessa conexão com os nervos espinhais que a medula pode ser 
dividida em segmentos. 
Estes nervos são importantes por conectar o SNC à periferia do corpo. 
 Os nervos espinhais são assim chamados por se relacionarem com a 
medula espinhal, estabelecendo uma ponte de conexão SNC-SNP. 
Existem 31 pares de nervos espinhais aos quais correspondem 31 
segmentos medulares assim distribuídos: 8 cervicais (existe oito nervos cervicais 
mas apenas sete vértebras pois o primeiro par cervical se origina entre a 1ª 
vértebra cervical e o osso occipital), 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 
coccígeo. 
 
 
http://www.auladeanatomia.com 
 
Nervos cranianos 
 
 
 
 
Os 12 nervos cranianos, também constituintes importantes do 
sistema nervoso periférico, apresentam funções neurológicas 
diversificadas. 
Em resumo, temos: 
 
I.Nervo Olfatório: 
Se origina no teto da cavidade nasal e traz estímulos olfatórios para o 
bulbo olfatório e trato olfatório. 
 
 
http://www.medicina.ufmg.br 
 
II.Nervo Óptico: 
Seus axônios se originam de prolongamentos das células ganglionares da 
camada mais interna da retina e partem para a parte posterior do globo ocular, 
levando impulsos relacionados com a visão até o corpo geniculado lateral e, daí, 
até o lobo occipital. 
 
 
 
 
http://franciscolima.com 
 
 
III.Nervo Oculomotor 
 
Inerva a maioria dos músculos extrínsecos do olho (Mm. Oblíquo inferior, 
reto medial, reto superior, reto inferior e levantador da pálpebra) e intrínsecos do 
olho (M. ciliar e esfíncter da pupila). 
 Indivíduos com paralisia no III par não movem a pálpebra, que cai sobre 
o olho, além de apresentar outros sintomas relacionados com a motricidade do 
olho, como estrabismo divergente (olho voltado lateralmente). 
 
 
http://es.slideshare.net 
 
IV.Nervo Troclear: 
 
 
 
Inerva o músculo oblíquo superior, que põe os olhos pra baixo e para 
dentro (ao mesmo tempo), como no olhar feito ao se descer uma escada. Suas 
fibras, ao se originarem no seu núcleo (ao nível do colículo inferior do 
mesencéfalo), cruzam o plano mediano (ainda no mesencéfalo) e partem para 
inervar os Mm. 
 
http://pt.slideshare.net 
Oblíquos superiores do olho, sendo do lado oposto em relação à sua 
origem. Além disso, é o único par de nervos cranianos que se origina na parte 
dorsal do tronco encefálico (logo abaixo dos colículos inferiores). 
 
V.Nervo Trigêmeo 
Apresenta uma grande função sensitiva (por meio de seus componentes 
oftálmico, maxilar e mandibular) e função motora (inervação dos músculos da 
mastigação por ação do nervo mandibular). 
 É responsável ainda pela inervação exteroceptiva da língua (térmica e 
dolorosa) e proprioceptiva. 
 
http://www.slideshare.net/rilvalopes 
 
VI.Nervo Abducente: 
 
 
 
Inerva o músculo reto lateral do olho, capaz de abduzir o olho (olhar para 
o lado), como o próprio nome do nervo sugere. 
 Lesões do nervo abducente podem gerar estrabismo convergente (olho 
voltado medialmente). 
 
http://neuroinformacao.blogspot.com.br 
 
VII.Nervo Facial 
Toda inervação dos músculos da mímica da face. Paralisia de um nervo 
facial tratar paralisia dos músculos da face do mesmo lado (inclusive, 
incapacidade de fechar o olho), predominando a ação dos músculos com 
inervação normal, puxando-os anormalmente. 
 
http://www.sinuscentro.com.br 
 
O nervo intermédio, componente do próprio nervo facial, é responsável 
por inervar as glândulas submandibular, sublingual e lacrimal, inerva a 
sensibilidade gustativa dos 2/3 anteriores da língua. 
 
VII.Nervo Vestíbulo-coclear 
 
 
 
Sua porção coclear traz impulsos gerados na cóclea (relacionados com a 
audição) e sua porção vestibular traz impulsos gerados nos canais 
semicirculares do órgão vestibular (relacionados com o equilíbrio). 
 
http://slideplayer.com.br 
 
IX. Nervo Glossofaríngeo 
Responsável por inervar a glândula parótida de fornecer sensibilidade 
gustativa para o 1/3 posterior da língua. Realiza, também, a motricidade dos 
músculos da deglutição. 
 
 
http://www.ib.unicamp.br 
X. Nervo Vago 
Maior nervo do corpo, que se origina no sulco lateral posterior do bulbo e 
se estende até o abdome. Está relacionado com a inervação o de quase todos 
os órgãos torácicos e abdominais. Traz fibras aferentes do pavilhão e do canal 
auditivo externo. 
 
 
 
 
http://slideplayer.com.br 
 
 
XI. Nervo Acessório 
Inerva os Mm. Esternocleidomastoideo e trapézio, sendo importante 
também devido as suas conexões com núcleos dos nervos oculomotor e 
vestíbulo-coclear, por meio do fascículo longitudinal medial, o que garante um 
equilíbrio do movimento dos olhos com relação a cabeça. 
 
 
https://mulpix.com/instagram 
 
 Na verdade, a parte do nervo acessório que inerva esses músculos são 
apenas o seu componente espinhal (5 primeiros segmentos medulares). O 
 
 
 
componente bulbar do acessório pega apenas uma carona para se unir com o 
vago, formando em seguida o nervo laríngeo recorrente. 
 
XII Nervo Hipoglosso 
Inerva os músculos da língua. 
 
http://www.medicina.ufmg.br 
 
Sistema Nervoso Voluntario Somático8 
 
O sistema nervoso autônomo (também chamado sistema neurovegetativo 
ou sistema nervoso visceral) está mais relacionado ao controle e comunicação 
interna do organismo, a vida vegetativa, baseado no controle de vasos 
sanguíneos, vísceras, glândulas, respiração, regulação de temperatura e 
digestão. 
É também o principal responsável pelo controle automático do corpo 
frente às modificações do ambiente. Por exemplo, quando o indivíduo entra em 
uma sala com um ar-condicionado que lhe dá frio, o sistema nervoso autônomo 
começa a agir, tentando impedir uma queda de temperatura corporal. 
Dessa maneira, seus pelos se arrepiam (devido a contração do músculo 
pilo-eretor) e ele começa a tremer para gerar calor. 
 
 
8 Manaira Tobias www.aprenda.bio.br 
 
 
 
 
 
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Ao mesmo tempo ocorre vasoconstrição nas extremidades para impedir a 
dissipação do calor para o meio. Essas medidas, aliadas à sensação 
desagradável de frio, foram as principais responsáveis pela sobrevivência de 
espécies em condições que deveriam impedir o funcionamento de um 
organismo. Desse modo, pode-se perceber que o organismo possui um 
mecanismo que permite ajustes corporais, mantendo assim o equilíbrio do corpo: 
a homeostasia. 
O sistema nervoso autônomo (SNA) ajuda muito nesse controle porque é 
o responsável, entre outras funções, pelas respostas reflexas (de natureza 
automática), controla a musculatura lisa, a musculatura cardíaca e as glândulas 
exócrinas e permite o aumento da pressão arterial, o aumento da frequência 
respiratória, os movimentos peristálticos, a excreção de determinadas 
substâncias. 
Apesar de se chamar sistema nervoso autônomo, ele não é independente 
do restante do sistema nervoso. 
 
 
 
 
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Na verdade, ele é interligado com o hipotálamo, que coordena a resposta 
comportamental para garantir a homeostasia. 
Sabe-se que o SNA é constituído por um conjunto de neurônios que se 
encontram na medula e no tronco encefálico. 
No sistema nervoso, umreceptor, capaz de identificar ou perceber uma 
perturbação inicial; e normalmente, estes receptores são um tanto quanto 
específicos. Estes receptores se configuram como órgãos, que tem como 
função, conduzir um processo denominado transdução. 
A transdução é a transformação de estímulos físicos em potenciais de 
ação. Essa é a linguagem com a qual nosso organismo percebe a maioria dos 
sinais, a forma com a qual o sistema nervoso funciona Sistema chamado de alça 
de retro-alimentação negativa. 
 
O sistema nervoso autônomo 
 
 
 
 
A organização estrutural do ramo eferente do SNA consiste num afluxo 
constituído de dois neurônios, em que os axônios pré-ganglionares que surgem 
dos corpos celulares no eixo cérebro espinhal fazem sinapses com fibras pós-
ganglionares que se originam nos gânglios autônomos, fora do SNC. O SNA é 
dividido em duas partes: 
Sistema nervoso simpático (toracolombar) e o Sistema nervoso 
parassimpático (craniossacral). 
 
 
 
Trata-se de uma divisão baseada nas características anatômicas de cada 
divisão e nas funções que cada uma delas desempenha. 
Alguns órgãos são duplamente inervados pelos sistemas nervosos 
simpáticos e parassimpáticos – a exemplo das glândulas salivares, do coração, 
dos pulmões (músculo brônquico), das vísceras abdominais e pélvicas – 
enquanto outros órgãos só recebem inervação de um sistema. 
As glândulas sudoríparas, a medula suprarrenal, os músculos piloeretores 
e a maioria dos vasos sanguíneos são inervados apenas pelo sistema nervoso 
simpático. Por outro lado, o parênquima das glândulas paróditas, lacrimais e 
nasofaringes são inervados apenas por fibras parassimpáticas. 
 
 
 
 
 
www.bioinfo.ufc.br 
 
Quando estímulos internos sinalizam a necessidade de uma determinada 
regulação, o SNC ativa o sistema autônomo, que realiza as ações 
compensatórias. Como exemplo, quando há um súbito aumento da pressão 
arterial, o conjunto de barorreceptores (receptores de pressão cardíaca) acionam 
o sistema nervoso autônomo, para que este possa restabelecer a pressão aos 
níveis de antes da perturbação. 
O sistema nervoso autônomo não responde apenas a estímulos internos; 
ele está apto também a participar de respostas apropriadas e coordenadas a 
estímulos externos. 
Como exemplo, o sistema nervoso autônomo atua na regulação do 
tamanho de pupila, em resposta a diferentes níveis de exposição à luz. Outro 
exemplo extremo de interação do sistema nervoso autônomo e o meio externo, 
está caracterizado na resposta de “luta ou fuga”, quando uma ameaça ativa 
intensamente o sistema nervoso simpático. 
Como consequência desta ativação, podem ser percebidas as seguintes 
respostas: hormônios da suprarrenal são liberados; pressão arterial e a 
frequência cardíaca aumentam; brônquios se dilatam; motilidade e as secreções 
intestinais são inibidas; metabolismo da glicose aumenta; pupilas dilatam-se 
pêlos ficam eretos, em função dos músculos piloeretores; vasos esplâncnicos 
sofrem constrição; vasos da musculatura esquelética dilatam-se. 
Acompanhando as fibras motoras autonômicas, nos nervos periféricos, 
estão as aferentes viscerais, que se originam de receptores sensoriais nas 
http://www.bioinfo.ufc.br/obj/obj.php?obj=2
 
 
 
vísceras. Muitos destes receptores provocam reflexos, porém eles estão 
habilitados a provocar experiências sensoriais tais como dor, fome, sede, 
náuseas e uma sensação de distensão visceral. 
 
A organização do sistema nervoso autônomo 
 
A unidade funcional primária dos sistemas nervoso simpático e 
parassimpático consiste de uma via motora formada por dois neurônios, um pré-
ganglionar e um neurônio pós-ganglionar. O neurônio pré-ganglionar tem o corpo 
celular localizado no SNC, e o neurônio pós-ganglionar tem o seu corpo celular 
num gânglio autonômico. 
No sistema nervoso simpático, os neurônios pré-ganglionares estão 
localizados nos segmentos torácicos e lombares altos da medula espinhal, 
fazendo com que ele seja também denominado de divisão toracolombar do 
sistema nervoso autônomo. 
Em contrapartida, os neurônios pré-ganglionares do sistema 
parassimpático são encontrados no tronco encefálico e na medula espinhal 
sacral, fazendo com que ele seja também denominado de divisão craniossacral 
do sistema nervoso autônomo. 
Os neurônios pré-ganglionares do sistema simpático encontram-se 
localizados, preferencialmente, na coluna intermédio-lateral da medula espinhal 
em seus segmentos torácicos e lombares altos. Os axônios pré-ganglionares 
saem da medula espinhal pela raiz ventral entrando num gânglio paravertebral 
através de um ramo comunicante branco. De uma maneira geral, as fibras pré-
ganglionares são fibras mielinizadas, enquanto as pós-ganglionares são 
geralmente não-mielinizadas. 
Em geral, os neurônios pré-ganglionares simpáticos distribuem-se para 
gânglios simpáticos ipsilaterais. Desta forma, eles controlam a função 
autonômica do mesmo lado do corpo. A exceção a esta regra é observada no 
intestino e nas vísceras pélvicas, onde a inervação simpática é bilateral. 
 
 
 
 
 
http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br 
 
Os neurônios pré-ganglionares do didtema parassimpático, estão 
localizados em vários núcleos de nervos cranianos no tronco encefálico, bem 
como na região intermediária dos segmentos S3 e S4 da medula espinhal sacral; 
os neurônios pós-ganglionares encontram-se localizados próximo ou mesmo nas 
paredes das vísceras torácicas, abdominais e pélvicas. 
As fibras aferentes viscerais são aquelas que trazem os estímulos que, 
em sua maioria, se originam dos receptores sensoriais das vísceras. 
A atividade destes receptores jamais chega ao nível da consciência, pois 
elas formam alças aferentes de arcos reflexos, fundamentais para a manutenção 
da homeostasia. 
 
 
 
 
 
www.afh.bio.br 
 
As fibras aferentes viscerais 
 
As fibras nervosas do sistema nervoso autônomo fazem sinapse num 
gânglio antes de atingirem o órgão alvo, sendo assim chamadas de fibras pré-
ganglionares e fibras pós-ganglionares. 
As fibras pré-ganglionares do sistema nervoso autônomo (simpáticas e 
parassimpáticas) liberam o neurotransmissor acetilcolina no gânglio autonômico 
e são chamadas de fibras colinérgicas. 
As fibras pós-ganglionares parassimpáticas são também colinérgicas, 
mas as fibras pós-ganglionares simpáticas podem ser tanto colinérgicas como 
adrenérgicas (liberam noradrenalina ou adrenalina). A maioria da fibras pós-
ganglionares simpáticas, sem dúvidas, são do tipo adrenérgicas. 
Uma importante característica anatômica do sistema simpático é ter as 
fibras pré-ganglionares bastante curtas em comparação com as fibras pós-
ganglionares. 
http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso4.asp
 
 
 
O sistema nervoso parassimpático, considerado como sistema nervoso 
autônomo cranio-sacral, possui fibras pré-ganglionares muito longas que 
emergem do encéfalo ou dos segmentos sacrais. 
 As fibras pré-ganglionares do sistema nervoso parassimpático vão até o 
órgão-alvo e lá, encontram gânglios bastante próximos da parede do órgão, e ali 
fazem sinapse com a fibra pós-ganglionar. 
As fibras pós-ganglionares inervam a própria estrutura (musculatura lisa) 
do órgão. Um bom exemplo ocorre no tubo gastrintestinal, entre as lâminas de 
músculo liso, onde é formado um plexo denominado mioentérico. 
Este plexo é composto por uma enorme rede de gânglios e fibras, que são 
encontradas entre as camadas musculares do tubo gastrintestinal. 
 
 
http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br 
 
 
 
 
Metring (2011) enfatiza que o SNAs quando nascemos já começa a atuar 
e vai continuar atuando até o final de nossas vidas, mas o SNAp precisa ser 
treinado, e isso quer dizer que estamos organicamente prontos para manter 
estado de vigília, alerta, mas não para relaxarmos. 
O autor alerta que o cérebro é um grande consumidor de energia, quepor 
sua vez é alimentada pelo sangue, sendo assim: menos sangue = menos 
energia, menos energia = menos capacidade cognitiva, então a aprendizagem é 
dificultada e em casos mais graves impossibilitada. 
O SNAp estimula principalmente atividades relaxantes, como as reduções 
do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras do Parassimpático que tem 
ação vasodilatadora mediante a libertação de acetilcolina. 
 Diante ao que foi relatado o autor propõe que as escolas deveriam 
preparar o ambiente de tal forma que se obtivesse o melhor aproveitamento do 
cérebro na aprendizagem, proporcionando assim atividades relaxantes, 
exercícios respiratórios a fim de evitar situações estressantes. 
 
As ações do Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático9 
 
Olhos 
O sistema simpático dilata as pupilas, permitindo a entrada de maiores 
quantidades de luz no globo ocular, enquanto o sistema parassimpático faz com 
que contraia o que diminui a quantidade de luz que penetra em seu interior. 
 
http://www.csa-iridossomatologia.dostweb.com 
 
 
9 http://www.ebah.com.br 
Texto adaptado: Kelly Cristina Borghelot Paes 
 
 
 
Assim, em ambientes mal iluminados, por ação do sistema nervoso 
simpático, o diâmetro da pupila aumenta. 
Em locais muito claros, a ação do sistema nervoso parassimpático 
acarreta diminuição do diâmetro da pupila. Esse mecanismo evita o ofuscamento 
e impede que a luz em excesso lese as delicadas células fotossensíveis da 
retina. 
As fibras parassimpáticas controlam o músculo ciliar que focaliza o 
cristalino para a visão de perto. 
 
Sistema respiratório 
 
Os brônquios são dilatados pela estimulação simpática, porém o sistema 
simpático provoca uma vasoconstrição muito moderada sobre os vasos 
sanguíneos do pulmão. Além disso a estimulação simpática permite o 
alargamento das vias respiratórias. 
 
 
http://respirar-iresc.blogspot.com.br 
 
 
 
 
Enquanto que o parassimpático faz a constrição dos brônquios, com isso 
o estreitamento das vias respiratórias. Não possui ação sobre os vasos 
sanguíneos do pulmão. 
Sistema digestório 
 
A secreção dos sucos digestivos por algumas das glândulas do tubo 
gastrintestinal é controlada, em sua maior parte, pelas fibras parassimpáticas, 
enquanto as fibras simpáticas têm efeito muito diminuto sobre a maioria dessas 
glândulas. 
 As glândulas gástricas do estomago são normalmente quase que 
controladas de modo total pelas fibras parassimpáticas. 
 
 
http://slideplayer.com.br 
 
Por outro lado, as glândulas do intestino são controladas apenas 
parcialmente pelo parassimpático, e, em sua maior parte, por fatores locais, 
produzidos no próprio intestino. 
A estimulação parassimpática estimula o peristaltismo, ao mesmo tempo, 
que diminui o tônus dos esfíncteres gastrintestinais. 
O peristaltismo propele o alimento para diante, enquanto que os 
esfíncteres aberto permitem a fácil passagem desse alimento. 
 
 
 
A estimulação simpática inibe o peristaltismo ao mesmo tempo que 
provoca a contração dos esfíncteres. 
 
 
Fígado 
A estimulação simpática provoca a rápida degradação do glicogênio, com 
a formação de glicose no fígado, acompanhada pela liberação dessa glicose 
para o sangue. 
 
http://biologianet.uol.com.br 
 
Essa glicose sanguínea aumentada representa suprimento de nutrientes 
disponíveis a curto prazo, para as células dos tecidos, o que é muito útil, durante 
o exercício. 
 
Pâncreas: 
A estimulação simpática realiza a inibição da secreção de enzimas 
digestivas e insulina. Estimulando a produção de glucagon. 
A estimulação parassimpática age na secreção de enzimas digestivas e 
insulina, inibindo o glucagon. 
 
 
 
 
http://professorromario.blogspot.com.br 
 
Glândulas salivares 
 
As glândulas salivares da boca, assim como as glândulas gástricas do 
estomago, são normalmente controladas, quase de modo total, pelas fibras 
parassimpáticas. 
 
 
http://www.institutomaxilofacial.com 
 
Glândulas sudoríparas 
 
As glândulas sudoríparas são estimuladas por fibras do sistema nervoso 
simpático. 
 
 
 
 
 
http://acervo.novaescola.org.br 
Entretanto, essas fibras são diferentes das fibras simpáticas em geral, por 
serem predominantemente colinérgicas. 
Também, são estimuladas por centros encefálicos que, normalmente 
controlam o sistema parassimpático e não pelos centros que controlam o 
simpático. 
Apesar do fato de que as fibras que inervam as glândulas sudoríparas 
serem anatomicamente simpáticas, elas podem ser consideradas, em termo 
funcional, parassimpáticas. 
 
Coração 
 
A estimulação do sistema nervoso simpático aumenta a atividade 
cardíaca, algumas vezes chegando a aumentar a frequência cardíaca de até três 
vezes e a força de sua contração de duas vezes. Por outro lado, a estimulação 
parassimpática diminui a atividade cardíaca. 
A estimulação forte do nervo vago para o coração pode fazer com que o 
coração chegue a parar por até alguns segundos. 
 
 
 
 
 
http://www.maestrobilly.com.br 
 
 
 
 
Circulação periférica 
 
A mais importante função do sistema simpático a de controlar os vasos 
sanguíneos de todo o corpo. 
A maior parte desses vasos sanguíneos contrai-se pela estimulação 
simpática, embora alguns como os vasos coronarianos se dilatem. 
 
 
 
 
 
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Pelo controle dos vasos sanguíneos periféricos, o sistema nervoso 
simpático é capaz de regular por curtos períodos de tempo, o debito cardíaco e 
a pressão arterial, a constrição das veias e dos reservatórios venosos aumenta 
o debito cardíaco, e a constrição das arteríolas aumenta a resistência periférica, 
o que eleva a pressão arterial. 
O parassimpático quando atua sobre os vasos, os faz dilatar na maioria 
dos casos, mas seu efeito é tão minúsculo e ocorre em áreas tão restritas do 
corpo. 
 
 
 
 
 
Órgãos sexuais 
O sistema nervoso autônomo também controla os atos sexuais nos dois 
sexos. No masculino, o parassimpático produz a ereção, e o simpático, a 
ejaculação. 
 
 
Figura 1 Ereção Figura 2 Ejaculação 
 
 
 
 
No sexo feminino, o parassimpático produz a ereção de todos os tecidos 
eréteis em torno do introito vaginal, o que faz com que fique estreito e secrete 
grande quantidade de muco, o que facilita o ato sexual. 
 
 
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O efeito do simpático sobre a função sexual feminina não é bem 
conhecido, mas acredita-se que esses nervos possam produzir o peristaltismo 
uterino invertido, durante o orgasmo feminino. 
Quanto ao útero, a estimulação simpática inibe a contração em mulheres 
não grávidas, e estimula em mulheres grávidas. E o parassimpático não possui 
efeito sobre esse órgão. 
 
Músculos 
No músculo estriado cardíaco, a estimulação simpática aumenta sua 
atividade, enquanto que o parassimpático diminui. 
No músculo circular da Iris, o parassimpático faz a contração, miose, e 
favorece a drenagem do humor aquoso. 
No músculo ciliar, o parassimpático faz a contração, diminui a tensão dos 
ligamentos, adapta a visão para perto. 
Músculo liso dos brônquios, o parassimpático faz a contração 
Nos músculos esqueléticos, a atuação cabe ao sistema nervoso 
simpático. 
 
 
 
Durante uma atividade física, o metabolismo muscular aumentado exerce 
o efeito local de dilatar os vasos sanguíneos dos músculos, porem ao mesmo 
tempo, o sistema simpático fica ativado, produzindo a contração dos vasos 
sanguíneos na maior parte do corpo. 
 
http://www.iespe.com.br 
 
 Essa vasodilatação local nos músculos permite o fluxo sanguíneo sem 
impedimento, enquanto a vasoconstrição diminui quase todos os outros fluxos 
sanguíneos regionais, com exceção do coração e cérebro. 
 Assim, o sistema simpático favorece o desvio do fluxo de sangue pelos 
vasos dos músculos em atividade.. 
 
 
 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
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