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NEUROANATOMIA ESPÍRITO SANTO ORIGEM DA NEUROANATOMIA1 O Cérebro Humano sempre foi um mistério e atualmente, apesar de toda tecnologia que a humanidade possuí ainda continua a sê-lo. Estimado por muitos investigadores de distintas áreas, como a coisa mais complexa do universo. É algo extraordinário que através de células fluírem emoções, pensamentos e guardamos as nossas lembranças. O cérebro é responsável por sermos quem somos. Contudo apesar do mistério e da complexidade deste órgão extraordinário, a ciência já consegue identificar determinadas áreas e as funções associadas. https://museudinamicointerdisciplinar.wordpress.com A Neuroanatomia é um ramo da Anatomia que se presta ao estudo das diferentes partes do Sistema Nervoso (SN). Podemos dizer que dentro da Neuroanatomia temos o conceito de neurociência, que é uma ciência que está voltada para o desenvolvimento, química, a estrutura, a função e a patologia do sistema nervoso, busca então, a compreensão do mesmo como um todo. 1 Texto adaptado: Luís Flávio Chaves; 2013 A Neuroanatomia é estudada de duas maneiras, na microscopia e macroscopia. A microscopia é toda estrutura ao nível de substância branca ou cinzenta, sendo visualizada com auxílios tecnológicos e químicos. A macroscopia2, é toda estrutura neurológica que visualizamos sem o auxílio tecnológico ou químico, ou seja, podemos identificar a estrutura sem maiores dificuldades. No passar do tempo, a Neuroanatomia foi se especializando como área autônoma. http://www.psicologiafree.com Não mais exclusiva à Neurologia ou à Biologia Anatômica, hoje serve como um dos pilares de união entre as mais diversas especialidades médicas e não-médicas. Com a exaustiva preocupação de rastrear, descrever funções morfológicas, as categorizar sob linguagem universal e traçar a funcionalidade de suas estruturas, esta área fornece às Neurociências a lógica básica para sua existência. 2 www.facafisioterapia.net/ Historicamente os estudos neuroanatômicos não eram bem delimitados quanto a especificidade de cada pesquisador, portanto, os estudos eram feitos por pesquisadores de diversas áreas sendo muito comum estes cientistas estudarem órgãos diferentes de forma praticamente simultânea. Com o desenvolvimento da ciência e a especialização de diversas áreas da medicina, os estudos passaram a ser delimitados por regiões, passando a neuroanatomia ser uma área de estudo independente da biologia anatômica ou de qualquer outra área A Neuroanatomia é a variação da anatomia que se presta ao estudo do SN. Neste campo do saber não existe uma preocupação grande entre organização e classificação de todos os órgãos do corpo, bem como a comparação entre humanos e animais infra-humanos não é o assunto principal. O foco central na Neuroanatomia é o estudo do SN, principalmente o SNC, e sua relação com o comportamento manifesto. http://www.psicologiafree.com Podemos afirmar que é o ramo da ciência responsável pelo estudo de estruturas anatômicas complexas do sistema nervoso central e periférico. Esta grande área está responsável pelas delineações das regiões cerebrais bem como a diferenciação destas estruturas relacionando todo o conhecimento estrutural ao seu funcionamento. Seu conhecimento fundamenta bases de diferenciação entre os animais, caracterização funcional de diferentes vias. Os diversos especialistas em neuroanatomia desenvolveram através desta área conceitos importantes por meio de análise de traumas localizados em distintas regiões cerebrais, levando ao entendimento de funções específicas. https://hanzaikeishu.wordpress.com É finalidade de um tratado de Neuroanatomia descrever e operacionalizar as funções e estruturas que compreendem a Medula Espinhal, o Tronco Encefálico, a Ponte, o Bulbo, os nervos cranianos, a Formação Reticular, etc. Porém, em vez de uma simples descrição dessas estruturas, o funcionamento destas também é alvo dos cientistas. Logo, não adianta apenas mencionar que o córtex é uma fina camada de substância cinzenta que se dispõe sobre o cérebro e o cerebelo, mas também clarificar qual sua utilidade e função e como este foi se aprimorando ao passar dos anos. SISTEMA NERVOSO3 O sistema nervoso representa uma rede de comunicações do organismo, desenvolvidas por um conjunto de órgãos do corpo humano que possuem a função de captar as mensagens, estímulos do ambiente, "interpretá-los" e "arquivá-los". Consequentemente, ele elabora respostas, as quais podem ser dadas na forma de movimentos, sensações ou constatações. http://revistapilates.com.br O sistema nervoso é um aparelho único do ponto de vista funcional: o sistema nervoso e o sistema endócrino controlam as funções do corpo praticamente sozinhos. Além das funções comportamentais e motoras, o sistema nervoso recebe milhões de estímulos a partir dos diferentes órgãos sensoriais e, então, integra, todos eles, para determinar respostas a serem dadas pelo corpo, permitindo ao indivíduo a percepção e interação com o mundo externo e com o próprio organismo. 3 Arlindo Ugulino Netto Neuroanatomia Medicina 2008 De fato, o sistema nervoso é basicamente composto por células especializadas, cuja função é receber os estímulos sensoriais e transmiti-los para os órgãos efetores, tanto musculares como glandulares. Os estímulos sensoriais que se originam no exterior ou no interior do corpo são correlacionados dentro do sistema nervoso, e os impulsos eferentes são coordenados, de modo que os órgãos efetores atuam harmoniosamente, em conjunto, para o bem estar do indivíduo. Ainda mais, o sistema nervoso das espécies superiores tem a capacidade de armazenar as informações sensoriais recebidas durante as experiências anteriores. Em resumo, dentre as principais funções do sistema nervoso, podemos destacar: Receber informações do meio interno e externo (função sensorial) Associar e interpretar informações diversas (função cognitiva) Ordenar ações e respostas (função motora) Controle do meio interno (devido a sua relação com o sistema endócrino) Memória e aprendizado (função cognitiva avançada Neurônios Moreira (2013) afirma que o neurônio é uma célula nervosa, estrutura básica do sistema nervoso, comum à maioria dos vertebrados. Os neurónios são células altamente estimuláveis, que processam e transmitem informação através de sinais eletroquímicos. http://www.portalumami.com.br Uma das suas caraterísticas é a capacidade das suas membranas plasmáticas gerarem impulsos nervosos. A maioria dos neurónios, tipicamente, possui o corpo celular e dois tipos de prolongamentos citoplasmáticos, as dendrites e os axónios. • corpo celular: contém o núcleo e a maior parte dos organelos. É nesta parte onde ocorre a síntese proteica. • dendrites: são prolongamentos finos, geralmente ramificados, que recebem e conduzem os estímulos provenientes de outros neurónios ou de céluls sensoriais. • axónio: é o prolongamento, geralmente, mais longo que transmite os impulsos nervosos provenientes do corpo celular. O comprimento do axónio varia muito entre os diferentes tipos de neurónios. Nos vertebrados e em alguns invertebrados os axónios são cobertos por uma bainha isolante de mielina, tomando a designação de fibra nervosa. • terminações do axónio: contêm sinapses, estruturas especializadas onde são libertadas substâncias químicas, neurotransmissores, que estabelecem a comunicação com as dendrites ou corpo celular de outros neurónios. Sabemos que o neurônio é a unidade funcional dosistema nervoso. http://www.infoescola.com/sistema-nervoso/neuronios http://www.infoescola.com/sistema-nervoso/neuronios/ Os neurônios comunicam-se através de sinapses; por eles propagam-se os impulsos nervosos. Anatomicamente o neurônio é formado por: dendrito, corpo celular e axônio. A transmissão ocorre apenas no sentido do dendrito ao axônio. CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS4 Embora o tamanho do corpo celular seja muito reduzido, as dendritas podem ser estendido a uma distância a mais de um metro. O número, a longitude e a forma de ramificação das dendritas brindam um método morfológico para a classificação de neurônios. http://inteligenciadocoracao.org Segundo a polaridade: Os neurônios unipolares: Tem um corpo celular que tem uma só neurita que se divide a curta distância do corpo celular em dois ramos, uma se dirige para alguma estrutura periférica e outra ingressa ao SNC. 4 http://www.resumosetrabalhos.com.br Os dois ramos desta neurita têm as caraterísticas estruturais e funcionais de um axônio. Neste tipo de neurônios, os finos ramos terminais achados no extremo periférico do axônio no sítio receptor denominam-se com frequência dendritas. Exemplos de neurônios unipolares acham-se no gânglio da raiz posterior. Os neurônios bipolares: Possuem um corpo celular alongado e da cada um de seus extremos parte uma neurita única. Exemplos de neurônios bipolares acham-se nos gânglios sensitivos coclear e vestibular. Os neurônios multipolares: Têm algumas neuritas que nascem do corpo celular. Com exceção do prolongamento longo, o axônio, o resto das neuritas são dendritas. A maioria dos neurônios do encéfalo e da medula espinal são deste tipo. https://embriologiasistemanervoso.wordpress.com https://pt.dreamstime.com Neurônios segundo a polaridade e segundo o tamanho. Os neurônios de Golgi tipo I: Têm um axônio longo que pode chegar a um metro ou mais de longitude, por exemplo longos trajetos de fibras do encéfalo e medula espinal e as fibras nervosas dos nervos periféricas. As células piramidales da cortiça cerebral, as células de Purkinje da cortiça cerebelosa e as células motoras da célula espinal são exemplos. Os neurônios de Golgi tipo II: Têm um axônio curto que termina na vizinhança do corpo celular ou que falta por completo. Superam em número largamente às de tipo I. As dendritas curtas que nascem destes neurônios lhes dão aspeto estrelado. Exemplos deste tipo de neurônios acham-se na cortiça cerebral e cerebelosa a miúda têm uma função de tipo inibidora. Segundo sua função Neurônios sensoriais: São aquelas que conduzem o impulso nervoso desde os receptores até os centros nervosos. Captam a informação do meio do ser humano, isto é, recolhem informação do meio para ser processada no cérebro. Neurônios associativos ou interneuronas: Permitem comunicar os neurônios sensitivas com as motoras. Este tipo de neurônios encontra-se exclusivamente no sistema nervoso central. Neurônios motores ou eferentes: Os neurônios eferentes são as que levam o impulso nervoso desde o Sistema Nervoso Central até os órgãos efectores e os neurônios motores são as que levam os impulsos do soma aos botões terminais. SISTEMA NERVOSO CENTRAL5 O SNC é responsável por receber e processar informações. Ele é formado pelo encéfalo e medula espinal, que estão protegidos pelo crânio e coluna vertebral, respectivamente. http://es.paperblog.com/bigbrain-recrea-el-cerebro-humano-en-3d-1948864 5 Texto adaptado: Arnaldo Medeiros http://brasilescola.uol.com.br/biologia/estruturas-encefalo-suas-funcoes.htm http://brasilescola.uol.com.br/biologia/medula-espinhal.htm Ambas as estruturas são reforçadas por três lâminas conjuntivas, denominadas de meninges. São elas: dura-máter, aracnoide e pia-máter. Há entre as duas últimas a presença de um líquido, o Líquor, que é responsável pela nutrição do SNC e pela minimização dos possíveis traumas causados por choques mecânicos. Anatomicamente, denomina-se sistema nervoso central ou neuroeixo o conjunto representado pelo encéfalo e pela medula espinhal dos vertebrados. Forma, junto ao sistema nervoso periférico, o sistema nervoso como um todo, e tem papel fundamental no controle dos sistemas do corpo. Denomina-se encéfalo a parte do SNC contida no interior da caixa craniana, e medula espinhal a parte que continua a partir do encéfalo no interior do canal vertebral. Encéfalo: Corresponde ao conjunto de cérebro, tronco encefálico e cerebelo (ou seja, todas s estruturas do SN localizadas dentro da caixa craniana). http://www.anatomiadocorpo.com/sistema-nervoso/cerebro Cérebro (telencéfalo + diencéfalo) Telencéfalo: http://brasilescola.uol.com.br/biologia/meninges.htm O telencéfalo é dividido em dois hemisférios cerebrais bastante desenvolvidos e constituídos por giros e sulcos que abrigam os centros motores, sensitivos e cognitivos. http://slideplayer.com.br Estruturalmente, o telencéfalo é formado pelo córtex cerebral sistema límbico e núcleos de base. Núcleos da base Conjuntos de corpos de neurônios localizados na base do telencéfalo responsáveis por mediar sinais estimuladores oriundos do córtex e que pra ele se dirige de volta, principalmente do ponto de vista motor. http://www.afh.bio.br Sistema Límbico: Conjunto de estruturas telencefálicas relacionadas com emoções, memória e controle do sistema nervoso autonômico. http://neuroinformacao.blogspot.com.br Córtex cerebral: Consiste no manto de corpos de neurônios que reveste todo o telencéfalo perifericamente, distribuindo-se ao longo dos dois hemisférios: direito (não verbal) e esquerdo (verbal). Tais neurônios corticais estão dispostos em camadas e, a depender de sua localização no telencéfalo, são responsáveis pela motricidade, sensibilidade, linguagem (parte motora e compreensão), memória, etc. Cada hemisfério é constituído de cinco lobos: Frontal, Parietal, Temporal, Occipital e Lobo da ínsula (esta divisão não se faz do ponto de vista funcional; é meramente anatômica, sendo atribuída de acordo com a relação da respectiva região do telencéfalo com os ossos do crânio). https://tathianatrocoli.wordpress.com O corpo caloso é formado por um conjunto de fibras (comissura) que estabelece a comunicação entre os hemisférios, conectando estruturas comparáveis de cada lado. Permite que estímulos recebidos em um lado sejam processados em ambos os hemisférios ou exclusivamente no hemisfério oposto. Além disso, auxilia na coordenação e harmonia entre os comandos motores oriundos dos dois hemisférios. A informação sensorial é enviada para hemisférios opostos. O princípio básico é a organização contralateral, de modo que a maioria dos estímulos sensoriais chega ao córtex contralateral cruzando ao longo das vias ascendentes que os conduziu. Como na visão, ocorre o crossover visual: o campo de visão esquerdo é projetado no lobo occipital direito; o campo visual direito é projetado para o lobo esquerdo. Outros sentidos funcionam semelhantemente. Bem como ocorre no que diz respeito às áreas motoras: o hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo e o hemisfério esquerdo controla o direito, uma vez que as fibras motoras oriundas do córtex motor de um lado cruzam para o lado oposto ao nível do bulbo na chamada decussação das pirâmides. Diencéfalo: Área localizada na transição entre o tronco encefálico e o telencéfalo, sendo subdividido em hipotálamo, tálamo, epitálamo e subtálamo. http://www.slideshare.net Todas as mensagenssensoriais, com exceção das provenientes dos receptores do olfato, passam pelo tálamo (e metatálamo) antes de atingir o córtex cerebral. Tálamo: É uma massa ovóide predominantemente composta por substância cinzenta localizada no diencéfalo e que corresponde à maior parte das paredes laterais do terceiro ventrículo encefálico. O tálamo atua como estação retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral. http://pt.slideshare.net Hipotálamo: Também constituído por substância cinzenta, é o principal centro integrador das atividades dos órgãos viscerais (sistema nervoso autônomo), sendo um dos principais responsáveis pela homeostase corporal. http://locomotiva26.com.br Ele faz ligação entre o sistema nervoso/límbico e o sistema endócrino/visceral, atuando na ativação de diversas glândulas endócrinas. Epitálamo: Constitui a parede posterior do terceiro ventrículo e nele, está localizada a glândula pineal. http://slideplayer.com.br/slide/364438 Cerebelo: Situado posteriormente ao tronco encefálico e inferiormente ao lobo occipital, o cerebelo é, primariamente, um centro responsável pelo controle e aprimoramento (coordenação) dos movimentos planejados e iniciados pelo córtex motor (o cerebelo estabelece inúmeras conexões com o córtex motor e com a medula espinhal). http://www.icb.usp.br Assim, o cerebelo relaciona-se com os ajustes dos movimentos, equilíbrio, postura, tônus muscular e, sobretudo, coordenação motora. O cerebelo, fundamentalmente, apresenta as seguintes estruturas fundamentais: núcleos cerebelares profundos e córtex cerebelar. Tronco encefálico: O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo, situando- se ventralmente ao cerebelo. https://sistemanervosocentral.jimdo.com Possui três funções gerais: Recebe informações sensitivas de estruturas cranianas e controla a maioria das funções motoras e viscerais referentes a estruturas da cabeça; Contém circuitos nervosos que transmitem informações da medula espinhal até outras regiões encefálicas e, em direção contrária, do encéfalo para a medula espinhal (lado esquerdo do cérebro controla os movimentos do lado direito do corpo e vice-versa) Regula a atenção, função esta que é mediada pela formação reticular (agregação mais ou menos difusa de neurônios de tamanhos e tipos diferentes, separados por uma rede de fibras nervosas que ocupa a parte central do tronco encefálico). Além destas três funções gerais, as várias divisões do tronco encefálico desempenham funções motoras e sensitivas específicas. O tronco encefálico é subdividido em bulbo, ponte e mesencéfalo. Medula Espinal Corresponde à porção alongada do sistema nervoso central, estabelecendo as maiores ligações entre o SNC e o SNP. http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/12 Está alojada no interior da coluna vertebral, ao longo do canal vertebral, dispondo-se no eixo crânio-caudal. Ela se inicia ao nível do forame magno e termina na altura entre a primeira e segunda vértebra lombar no adulto, atingindo entre 44 e 46 cm de comprimento, possuindo duas intumescências, uma cervical e outra lombar (que marcam a localização dos grandes plexos nervosos: braquial e lombossacral). SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 6 Sistema Nervoso Periférico é formado por nervos e gânglios e possui como função levar informações ao Sistema Nervoso Central e respostas aos órgãos efetores. http://brasilescola.uol.com.br O sistema nervoso periférico é constituído por estruturas localizadas fora do neuroeixo, sendo representado pelos nervos (e plexos formados por eles) e gânglios nervosos (consiste no conjunto de corpos de neurônios fora do SNC). No SNP, os nervos cranianos e espinhais, que consistem em feixes de fibras nervosas ou axônios, conduzem informações para e do sistema nervoso central. Embora estejam revestidos por capas fibrosas à medida que cursam para diferentes partes do corpo, eles são relativamente desprotegidos e são comumente lesados por traumatismos, trazendo déficits motores/sensitivos para grupos musculares/porções de pele específicos. 6 http://www.academia.edu http://www.taringa.net/posts Os nervos têm forma de cordões cilíndricos mais ou menos espessos, de comprimento variável, de coloração brancorosada; são formados essencialmente por prolongamentos (axónios) das células nervosas. Asseguram a ligação entre os centros nervosos e as várias partes do corpo. As células nervosas, ou neurónios, representam a unidade estrutural do sistema nervoso. A sua característica mais relevante é a presença de uma ou mais expansões protoplasmáticas (prolongamentos) de tamanhos diferentes, que emergem do corpo celular propriamente dito, os dendritos e o axónio, importantes para as funções específicas das células nervosas: a transmissão e recepção de impulsos. Os dendritos, expansões pequenas, muitas vezes ramificadas, recebem o impulso da periferia e transmitem-no para o corpo celular (soma); o axónio tem a função de transmitir o impulso do corpo celular a que pertence para outras células nervosas ou para órgãos efectores (músculos, glândulas, por exemplo). http://pt.depositphotos.com/26315091 Um nervo corresponde a um cordão formado por conglomerados de axônios que, ao longo de seu trajeto, pode projetar diversos axônios que chegarão às estruturas a serem inverdadas (placa motora ou terminal sensitivo). Componentes do Sistema Nervoso Periférico7 O SNP é composto por nervos e gânglios. Os nervos nada mais são do que feixes de fibras nervosas dispostas paralelamente e envoltas por tecido conjuntivo. Cada uma dessas fibras é formada por um axônio e pelas bainhas que o envolvem. Os gânglios, por sua vez, são acúmulos de neurônios, que geralmente formam estruturas esféricas, e estão localizados fora do sistema nervoso central. 7 http://mundoeducacao.bol.uol.com.br Os nervos podem ser espinhais ou cranianos. Os nervos espinhais são aqueles que se conectam com a medula espinhal, saindo aos pares dessa estrutura em cada região do espaço intervertebral. Esses nervos, que são encontrados no número de 31 pares, são os responsáveis por inervar o tronco, membros e uma porção da cabeça. Existem, no total, oito pares de nervos cervicais, doze pares de nervos torácicos, cinco pares de nervos lombares, cinco pares de nervos sacrais e um nervo coccígeo. Os nervos cranianos, por sua vez, são aqueles que se conectam ao encéfalo. No total, há 12 pares de nervos cranianos, os quais realizam funções sensoriais, motoras e autônomas, principalmente na região da cabeça. Os nervos cranianos são: nervo olfatório, nervo óptico, nervo oculomotor, nervo troclear, nervo abducente, nervo trigêmeo, nervo facial, nervo vestíbulo- coclear, nervo glossofaríngeo, nervo vago, nervo acessório e nervo hipoglosso. Os nervos podem apresentar fibras aferentes e eferentes. As fibras aferentes levam as informações obtidas no meio ambiente e no interior do nosso organismo para os locais onde essas informações serão analisadas no SNC. Já as fibras eferentes levam os impulsos produzidos nos centros nervosos (SNC) para os órgãos onde a ação será realizada (órgãos efetores). Denominam-se de nervos sensitivos aqueles que possuem fibras aferentes e de motores aqueles que possuem fibras eferentes. Existem ainda nervos mistos, que possuem fibras de dois tipos. GÂNGLIOS NERVOSOS Dá-se o nome de gânglio nervoso para qualquer aglomerado de corpos celulares de neurônios encontrado fora do sistema nervoso central (quando um aglomerado está dentro do sistemanervoso central, é conhecido como núcleo). Os gânglios podem ser divididos em sensoriais dos nervos espinhais e dos nervos cranianos (V, VII, VIII, IX e X) e em gânglios autonômicos (situados ao longo do curso das fibras nervosas eferentes do SN autônomo). http://slideplayer.com.br Nervos espinhais Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior, existem as conexões de pequenos filamentos radiculares, que se unem para formar, respectivamente, as raízes ventral e dorsal dos nervos espinhais. http://www.canstockphoto.com.br As duas, por sua vez, se unem para formar os nervos espinhais propriamente ditos. É a partir dessa conexão com os nervos espinhais que a medula pode ser dividida em segmentos. Estes nervos são importantes por conectar o SNC à periferia do corpo. Os nervos espinhais são assim chamados por se relacionarem com a medula espinhal, estabelecendo uma ponte de conexão SNC-SNP. Existem 31 pares de nervos espinhais aos quais correspondem 31 segmentos medulares assim distribuídos: 8 cervicais (existe oito nervos cervicais mas apenas sete vértebras pois o primeiro par cervical se origina entre a 1ª vértebra cervical e o osso occipital), 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo. http://www.auladeanatomia.com Nervos cranianos Os 12 nervos cranianos, também constituintes importantes do sistema nervoso periférico, apresentam funções neurológicas diversificadas. Em resumo, temos: I.Nervo Olfatório: Se origina no teto da cavidade nasal e traz estímulos olfatórios para o bulbo olfatório e trato olfatório. http://www.medicina.ufmg.br II.Nervo Óptico: Seus axônios se originam de prolongamentos das células ganglionares da camada mais interna da retina e partem para a parte posterior do globo ocular, levando impulsos relacionados com a visão até o corpo geniculado lateral e, daí, até o lobo occipital. http://franciscolima.com III.Nervo Oculomotor Inerva a maioria dos músculos extrínsecos do olho (Mm. Oblíquo inferior, reto medial, reto superior, reto inferior e levantador da pálpebra) e intrínsecos do olho (M. ciliar e esfíncter da pupila). Indivíduos com paralisia no III par não movem a pálpebra, que cai sobre o olho, além de apresentar outros sintomas relacionados com a motricidade do olho, como estrabismo divergente (olho voltado lateralmente). http://es.slideshare.net IV.Nervo Troclear: Inerva o músculo oblíquo superior, que põe os olhos pra baixo e para dentro (ao mesmo tempo), como no olhar feito ao se descer uma escada. Suas fibras, ao se originarem no seu núcleo (ao nível do colículo inferior do mesencéfalo), cruzam o plano mediano (ainda no mesencéfalo) e partem para inervar os Mm. http://pt.slideshare.net Oblíquos superiores do olho, sendo do lado oposto em relação à sua origem. Além disso, é o único par de nervos cranianos que se origina na parte dorsal do tronco encefálico (logo abaixo dos colículos inferiores). V.Nervo Trigêmeo Apresenta uma grande função sensitiva (por meio de seus componentes oftálmico, maxilar e mandibular) e função motora (inervação dos músculos da mastigação por ação do nervo mandibular). É responsável ainda pela inervação exteroceptiva da língua (térmica e dolorosa) e proprioceptiva. http://www.slideshare.net/rilvalopes VI.Nervo Abducente: Inerva o músculo reto lateral do olho, capaz de abduzir o olho (olhar para o lado), como o próprio nome do nervo sugere. Lesões do nervo abducente podem gerar estrabismo convergente (olho voltado medialmente). http://neuroinformacao.blogspot.com.br VII.Nervo Facial Toda inervação dos músculos da mímica da face. Paralisia de um nervo facial tratar paralisia dos músculos da face do mesmo lado (inclusive, incapacidade de fechar o olho), predominando a ação dos músculos com inervação normal, puxando-os anormalmente. http://www.sinuscentro.com.br O nervo intermédio, componente do próprio nervo facial, é responsável por inervar as glândulas submandibular, sublingual e lacrimal, inerva a sensibilidade gustativa dos 2/3 anteriores da língua. VII.Nervo Vestíbulo-coclear Sua porção coclear traz impulsos gerados na cóclea (relacionados com a audição) e sua porção vestibular traz impulsos gerados nos canais semicirculares do órgão vestibular (relacionados com o equilíbrio). http://slideplayer.com.br IX. Nervo Glossofaríngeo Responsável por inervar a glândula parótida de fornecer sensibilidade gustativa para o 1/3 posterior da língua. Realiza, também, a motricidade dos músculos da deglutição. http://www.ib.unicamp.br X. Nervo Vago Maior nervo do corpo, que se origina no sulco lateral posterior do bulbo e se estende até o abdome. Está relacionado com a inervação o de quase todos os órgãos torácicos e abdominais. Traz fibras aferentes do pavilhão e do canal auditivo externo. http://slideplayer.com.br XI. Nervo Acessório Inerva os Mm. Esternocleidomastoideo e trapézio, sendo importante também devido as suas conexões com núcleos dos nervos oculomotor e vestíbulo-coclear, por meio do fascículo longitudinal medial, o que garante um equilíbrio do movimento dos olhos com relação a cabeça. https://mulpix.com/instagram Na verdade, a parte do nervo acessório que inerva esses músculos são apenas o seu componente espinhal (5 primeiros segmentos medulares). O componente bulbar do acessório pega apenas uma carona para se unir com o vago, formando em seguida o nervo laríngeo recorrente. XII Nervo Hipoglosso Inerva os músculos da língua. http://www.medicina.ufmg.br Sistema Nervoso Voluntario Somático8 O sistema nervoso autônomo (também chamado sistema neurovegetativo ou sistema nervoso visceral) está mais relacionado ao controle e comunicação interna do organismo, a vida vegetativa, baseado no controle de vasos sanguíneos, vísceras, glândulas, respiração, regulação de temperatura e digestão. É também o principal responsável pelo controle automático do corpo frente às modificações do ambiente. Por exemplo, quando o indivíduo entra em uma sala com um ar-condicionado que lhe dá frio, o sistema nervoso autônomo começa a agir, tentando impedir uma queda de temperatura corporal. Dessa maneira, seus pelos se arrepiam (devido a contração do músculo pilo-eretor) e ele começa a tremer para gerar calor. 8 Manaira Tobias www.aprenda.bio.br http://bioensina.blogspot.com.br Ao mesmo tempo ocorre vasoconstrição nas extremidades para impedir a dissipação do calor para o meio. Essas medidas, aliadas à sensação desagradável de frio, foram as principais responsáveis pela sobrevivência de espécies em condições que deveriam impedir o funcionamento de um organismo. Desse modo, pode-se perceber que o organismo possui um mecanismo que permite ajustes corporais, mantendo assim o equilíbrio do corpo: a homeostasia. O sistema nervoso autônomo (SNA) ajuda muito nesse controle porque é o responsável, entre outras funções, pelas respostas reflexas (de natureza automática), controla a musculatura lisa, a musculatura cardíaca e as glândulas exócrinas e permite o aumento da pressão arterial, o aumento da frequência respiratória, os movimentos peristálticos, a excreção de determinadas substâncias. Apesar de se chamar sistema nervoso autônomo, ele não é independente do restante do sistema nervoso. https://br.pinterest.com Na verdade, ele é interligado com o hipotálamo, que coordena a resposta comportamental para garantir a homeostasia. Sabe-se que o SNA é constituído por um conjunto de neurônios que se encontram na medula e no tronco encefálico. No sistema nervoso, umreceptor, capaz de identificar ou perceber uma perturbação inicial; e normalmente, estes receptores são um tanto quanto específicos. Estes receptores se configuram como órgãos, que tem como função, conduzir um processo denominado transdução. A transdução é a transformação de estímulos físicos em potenciais de ação. Essa é a linguagem com a qual nosso organismo percebe a maioria dos sinais, a forma com a qual o sistema nervoso funciona Sistema chamado de alça de retro-alimentação negativa. O sistema nervoso autônomo A organização estrutural do ramo eferente do SNA consiste num afluxo constituído de dois neurônios, em que os axônios pré-ganglionares que surgem dos corpos celulares no eixo cérebro espinhal fazem sinapses com fibras pós- ganglionares que se originam nos gânglios autônomos, fora do SNC. O SNA é dividido em duas partes: Sistema nervoso simpático (toracolombar) e o Sistema nervoso parassimpático (craniossacral). Trata-se de uma divisão baseada nas características anatômicas de cada divisão e nas funções que cada uma delas desempenha. Alguns órgãos são duplamente inervados pelos sistemas nervosos simpáticos e parassimpáticos – a exemplo das glândulas salivares, do coração, dos pulmões (músculo brônquico), das vísceras abdominais e pélvicas – enquanto outros órgãos só recebem inervação de um sistema. As glândulas sudoríparas, a medula suprarrenal, os músculos piloeretores e a maioria dos vasos sanguíneos são inervados apenas pelo sistema nervoso simpático. Por outro lado, o parênquima das glândulas paróditas, lacrimais e nasofaringes são inervados apenas por fibras parassimpáticas. www.bioinfo.ufc.br Quando estímulos internos sinalizam a necessidade de uma determinada regulação, o SNC ativa o sistema autônomo, que realiza as ações compensatórias. Como exemplo, quando há um súbito aumento da pressão arterial, o conjunto de barorreceptores (receptores de pressão cardíaca) acionam o sistema nervoso autônomo, para que este possa restabelecer a pressão aos níveis de antes da perturbação. O sistema nervoso autônomo não responde apenas a estímulos internos; ele está apto também a participar de respostas apropriadas e coordenadas a estímulos externos. Como exemplo, o sistema nervoso autônomo atua na regulação do tamanho de pupila, em resposta a diferentes níveis de exposição à luz. Outro exemplo extremo de interação do sistema nervoso autônomo e o meio externo, está caracterizado na resposta de “luta ou fuga”, quando uma ameaça ativa intensamente o sistema nervoso simpático. Como consequência desta ativação, podem ser percebidas as seguintes respostas: hormônios da suprarrenal são liberados; pressão arterial e a frequência cardíaca aumentam; brônquios se dilatam; motilidade e as secreções intestinais são inibidas; metabolismo da glicose aumenta; pupilas dilatam-se pêlos ficam eretos, em função dos músculos piloeretores; vasos esplâncnicos sofrem constrição; vasos da musculatura esquelética dilatam-se. Acompanhando as fibras motoras autonômicas, nos nervos periféricos, estão as aferentes viscerais, que se originam de receptores sensoriais nas http://www.bioinfo.ufc.br/obj/obj.php?obj=2 vísceras. Muitos destes receptores provocam reflexos, porém eles estão habilitados a provocar experiências sensoriais tais como dor, fome, sede, náuseas e uma sensação de distensão visceral. A organização do sistema nervoso autônomo A unidade funcional primária dos sistemas nervoso simpático e parassimpático consiste de uma via motora formada por dois neurônios, um pré- ganglionar e um neurônio pós-ganglionar. O neurônio pré-ganglionar tem o corpo celular localizado no SNC, e o neurônio pós-ganglionar tem o seu corpo celular num gânglio autonômico. No sistema nervoso simpático, os neurônios pré-ganglionares estão localizados nos segmentos torácicos e lombares altos da medula espinhal, fazendo com que ele seja também denominado de divisão toracolombar do sistema nervoso autônomo. Em contrapartida, os neurônios pré-ganglionares do sistema parassimpático são encontrados no tronco encefálico e na medula espinhal sacral, fazendo com que ele seja também denominado de divisão craniossacral do sistema nervoso autônomo. Os neurônios pré-ganglionares do sistema simpático encontram-se localizados, preferencialmente, na coluna intermédio-lateral da medula espinhal em seus segmentos torácicos e lombares altos. Os axônios pré-ganglionares saem da medula espinhal pela raiz ventral entrando num gânglio paravertebral através de um ramo comunicante branco. De uma maneira geral, as fibras pré- ganglionares são fibras mielinizadas, enquanto as pós-ganglionares são geralmente não-mielinizadas. Em geral, os neurônios pré-ganglionares simpáticos distribuem-se para gânglios simpáticos ipsilaterais. Desta forma, eles controlam a função autonômica do mesmo lado do corpo. A exceção a esta regra é observada no intestino e nas vísceras pélvicas, onde a inervação simpática é bilateral. http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br Os neurônios pré-ganglionares do didtema parassimpático, estão localizados em vários núcleos de nervos cranianos no tronco encefálico, bem como na região intermediária dos segmentos S3 e S4 da medula espinhal sacral; os neurônios pós-ganglionares encontram-se localizados próximo ou mesmo nas paredes das vísceras torácicas, abdominais e pélvicas. As fibras aferentes viscerais são aquelas que trazem os estímulos que, em sua maioria, se originam dos receptores sensoriais das vísceras. A atividade destes receptores jamais chega ao nível da consciência, pois elas formam alças aferentes de arcos reflexos, fundamentais para a manutenção da homeostasia. www.afh.bio.br As fibras aferentes viscerais As fibras nervosas do sistema nervoso autônomo fazem sinapse num gânglio antes de atingirem o órgão alvo, sendo assim chamadas de fibras pré- ganglionares e fibras pós-ganglionares. As fibras pré-ganglionares do sistema nervoso autônomo (simpáticas e parassimpáticas) liberam o neurotransmissor acetilcolina no gânglio autonômico e são chamadas de fibras colinérgicas. As fibras pós-ganglionares parassimpáticas são também colinérgicas, mas as fibras pós-ganglionares simpáticas podem ser tanto colinérgicas como adrenérgicas (liberam noradrenalina ou adrenalina). A maioria da fibras pós- ganglionares simpáticas, sem dúvidas, são do tipo adrenérgicas. Uma importante característica anatômica do sistema simpático é ter as fibras pré-ganglionares bastante curtas em comparação com as fibras pós- ganglionares. http://www.afh.bio.br/nervoso/nervoso4.asp O sistema nervoso parassimpático, considerado como sistema nervoso autônomo cranio-sacral, possui fibras pré-ganglionares muito longas que emergem do encéfalo ou dos segmentos sacrais. As fibras pré-ganglionares do sistema nervoso parassimpático vão até o órgão-alvo e lá, encontram gânglios bastante próximos da parede do órgão, e ali fazem sinapse com a fibra pós-ganglionar. As fibras pós-ganglionares inervam a própria estrutura (musculatura lisa) do órgão. Um bom exemplo ocorre no tubo gastrintestinal, entre as lâminas de músculo liso, onde é formado um plexo denominado mioentérico. Este plexo é composto por uma enorme rede de gânglios e fibras, que são encontradas entre as camadas musculares do tubo gastrintestinal. http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br Metring (2011) enfatiza que o SNAs quando nascemos já começa a atuar e vai continuar atuando até o final de nossas vidas, mas o SNAp precisa ser treinado, e isso quer dizer que estamos organicamente prontos para manter estado de vigília, alerta, mas não para relaxarmos. O autor alerta que o cérebro é um grande consumidor de energia, quepor sua vez é alimentada pelo sangue, sendo assim: menos sangue = menos energia, menos energia = menos capacidade cognitiva, então a aprendizagem é dificultada e em casos mais graves impossibilitada. O SNAp estimula principalmente atividades relaxantes, como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras do Parassimpático que tem ação vasodilatadora mediante a libertação de acetilcolina. Diante ao que foi relatado o autor propõe que as escolas deveriam preparar o ambiente de tal forma que se obtivesse o melhor aproveitamento do cérebro na aprendizagem, proporcionando assim atividades relaxantes, exercícios respiratórios a fim de evitar situações estressantes. As ações do Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático9 Olhos O sistema simpático dilata as pupilas, permitindo a entrada de maiores quantidades de luz no globo ocular, enquanto o sistema parassimpático faz com que contraia o que diminui a quantidade de luz que penetra em seu interior. http://www.csa-iridossomatologia.dostweb.com 9 http://www.ebah.com.br Texto adaptado: Kelly Cristina Borghelot Paes Assim, em ambientes mal iluminados, por ação do sistema nervoso simpático, o diâmetro da pupila aumenta. Em locais muito claros, a ação do sistema nervoso parassimpático acarreta diminuição do diâmetro da pupila. Esse mecanismo evita o ofuscamento e impede que a luz em excesso lese as delicadas células fotossensíveis da retina. As fibras parassimpáticas controlam o músculo ciliar que focaliza o cristalino para a visão de perto. Sistema respiratório Os brônquios são dilatados pela estimulação simpática, porém o sistema simpático provoca uma vasoconstrição muito moderada sobre os vasos sanguíneos do pulmão. Além disso a estimulação simpática permite o alargamento das vias respiratórias. http://respirar-iresc.blogspot.com.br Enquanto que o parassimpático faz a constrição dos brônquios, com isso o estreitamento das vias respiratórias. Não possui ação sobre os vasos sanguíneos do pulmão. Sistema digestório A secreção dos sucos digestivos por algumas das glândulas do tubo gastrintestinal é controlada, em sua maior parte, pelas fibras parassimpáticas, enquanto as fibras simpáticas têm efeito muito diminuto sobre a maioria dessas glândulas. As glândulas gástricas do estomago são normalmente quase que controladas de modo total pelas fibras parassimpáticas. http://slideplayer.com.br Por outro lado, as glândulas do intestino são controladas apenas parcialmente pelo parassimpático, e, em sua maior parte, por fatores locais, produzidos no próprio intestino. A estimulação parassimpática estimula o peristaltismo, ao mesmo tempo, que diminui o tônus dos esfíncteres gastrintestinais. O peristaltismo propele o alimento para diante, enquanto que os esfíncteres aberto permitem a fácil passagem desse alimento. A estimulação simpática inibe o peristaltismo ao mesmo tempo que provoca a contração dos esfíncteres. Fígado A estimulação simpática provoca a rápida degradação do glicogênio, com a formação de glicose no fígado, acompanhada pela liberação dessa glicose para o sangue. http://biologianet.uol.com.br Essa glicose sanguínea aumentada representa suprimento de nutrientes disponíveis a curto prazo, para as células dos tecidos, o que é muito útil, durante o exercício. Pâncreas: A estimulação simpática realiza a inibição da secreção de enzimas digestivas e insulina. Estimulando a produção de glucagon. A estimulação parassimpática age na secreção de enzimas digestivas e insulina, inibindo o glucagon. http://professorromario.blogspot.com.br Glândulas salivares As glândulas salivares da boca, assim como as glândulas gástricas do estomago, são normalmente controladas, quase de modo total, pelas fibras parassimpáticas. http://www.institutomaxilofacial.com Glândulas sudoríparas As glândulas sudoríparas são estimuladas por fibras do sistema nervoso simpático. http://acervo.novaescola.org.br Entretanto, essas fibras são diferentes das fibras simpáticas em geral, por serem predominantemente colinérgicas. Também, são estimuladas por centros encefálicos que, normalmente controlam o sistema parassimpático e não pelos centros que controlam o simpático. Apesar do fato de que as fibras que inervam as glândulas sudoríparas serem anatomicamente simpáticas, elas podem ser consideradas, em termo funcional, parassimpáticas. Coração A estimulação do sistema nervoso simpático aumenta a atividade cardíaca, algumas vezes chegando a aumentar a frequência cardíaca de até três vezes e a força de sua contração de duas vezes. Por outro lado, a estimulação parassimpática diminui a atividade cardíaca. A estimulação forte do nervo vago para o coração pode fazer com que o coração chegue a parar por até alguns segundos. http://www.maestrobilly.com.br Circulação periférica A mais importante função do sistema simpático a de controlar os vasos sanguíneos de todo o corpo. A maior parte desses vasos sanguíneos contrai-se pela estimulação simpática, embora alguns como os vasos coronarianos se dilatem. http://narotadobemestar.blogspot.com.br Pelo controle dos vasos sanguíneos periféricos, o sistema nervoso simpático é capaz de regular por curtos períodos de tempo, o debito cardíaco e a pressão arterial, a constrição das veias e dos reservatórios venosos aumenta o debito cardíaco, e a constrição das arteríolas aumenta a resistência periférica, o que eleva a pressão arterial. O parassimpático quando atua sobre os vasos, os faz dilatar na maioria dos casos, mas seu efeito é tão minúsculo e ocorre em áreas tão restritas do corpo. Órgãos sexuais O sistema nervoso autônomo também controla os atos sexuais nos dois sexos. No masculino, o parassimpático produz a ereção, e o simpático, a ejaculação. Figura 1 Ereção Figura 2 Ejaculação No sexo feminino, o parassimpático produz a ereção de todos os tecidos eréteis em torno do introito vaginal, o que faz com que fique estreito e secrete grande quantidade de muco, o que facilita o ato sexual. http://www.ficargravida.com O efeito do simpático sobre a função sexual feminina não é bem conhecido, mas acredita-se que esses nervos possam produzir o peristaltismo uterino invertido, durante o orgasmo feminino. Quanto ao útero, a estimulação simpática inibe a contração em mulheres não grávidas, e estimula em mulheres grávidas. E o parassimpático não possui efeito sobre esse órgão. Músculos No músculo estriado cardíaco, a estimulação simpática aumenta sua atividade, enquanto que o parassimpático diminui. No músculo circular da Iris, o parassimpático faz a contração, miose, e favorece a drenagem do humor aquoso. No músculo ciliar, o parassimpático faz a contração, diminui a tensão dos ligamentos, adapta a visão para perto. Músculo liso dos brônquios, o parassimpático faz a contração Nos músculos esqueléticos, a atuação cabe ao sistema nervoso simpático. Durante uma atividade física, o metabolismo muscular aumentado exerce o efeito local de dilatar os vasos sanguíneos dos músculos, porem ao mesmo tempo, o sistema simpático fica ativado, produzindo a contração dos vasos sanguíneos na maior parte do corpo. http://www.iespe.com.br Essa vasodilatação local nos músculos permite o fluxo sanguíneo sem impedimento, enquanto a vasoconstrição diminui quase todos os outros fluxos sanguíneos regionais, com exceção do coração e cérebro. Assim, o sistema simpático favorece o desvio do fluxo de sangue pelos vasos dos músculos em atividade.. BIBLIOGRAFIA DE ROBERTIS, E.D.P.; DE ROBERTIS JR., E.M.F. Bases da biologia celular e molecular. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. GRAAFF, Van de. Anatomia humana. 6.ed. Banueri: Manole, 2003. GRIGGS, Richard. Psicologia uma abordagem concisa. 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