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Educação Especial e Inclusiva 
 
 UN 1 
 Sumário Arquivo 
 IntroduçãoURL 
 Educação Especial: Aspectos Históricos, Políticos e LegaisURL 
 Conceito e Histórico da Educação EspecialURL 
 Políticas e Diretrizes, Tendências e Desafios da Educação Especial e da Educação InclusivaURL 
 ConclusãoURL 
 
 UN 2 
 IntroduçãoURL 
 Áreas da Educação Especial: Conceituação, Características, Causas, Prevenção e Ação PedagógicaURL 
 Aspectos Etiológicos, Funcionais e Sociais dos Transtornos Globais do Desenv. e das Deficiências Físicas, 
Intelectuais, SensoriaisURL 
 Altas Habilidades e SuperdotaçãoURL 
 Condutas TípicasURL 
 ConclusãoURL 
 
 UN 3 
 IntroduçãoURL 
 Inclusão e Educação IURL 
 A Prática para Educação Inclusiva na Escola e outros Espaços Educativos: Princípios, Currículo, Metodologia e 
AvaliaçãoURL 
 A Participação da Família e EscolaURL 
 SexualidadeURL 
 ConclusãoURL 
 UN 4 
 
 IntroduçãoURL 
 IntroduçãoURL 
 Educação Inclusiva IIURL 
 Construção de uma Comunidade Inclusiva: Desafios e PerspectivasURL 
 Educação para Cidadania, uma Questão de Direitos HumanosURL 
 ConclusãoURL 
 Considerações Finais 
 
UNIDADE 1 
Educação Especial: Aspectos Históricos, Políticos e Legais 
Introdução 
Olá, caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) a primeira unidade do nosso estudo. Você tem ou 
conhece alguém que tenha algum tipo de deficiência? Tenho certeza que você, caro(a) 
aluno(a), já presenciou, inúmeras vezes, pessoas com deficiência transitando em nosso 
meio, mas você já parou para pensar como era no passado, lá na Idade Antiga, no início da 
nossa história como cidadãos? 
É, muitas vezes nos deparamos com situações que nos fazem refletir sobre determinados 
aspectos que nos rodeiam. Na história da Educação Especial, não é diferente, uma vez que, 
para que fosse possível a educação de pessoas com deficiência, muitos paradigmas tiveram 
que ser quebrados. 
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/course/view.php?id=3983#section-3
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/resource/view.php?id=72738
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72739
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72740
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72741
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72742
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72743
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/course/view.php?id=3983#section-4
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72744
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72745
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72746
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72746
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72747
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72748
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72749
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/course/view.php?id=3983#section-5
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72750
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72751
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72752
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72752
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72753
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72754
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72755
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/course/view.php?id=3983#section-6
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72756
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=79363
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72757
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72758
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72759
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72760
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/mod/url/view.php?id=72761
Portanto, podemos dizer que a história da Educação Especial foi influenciada por inúmeros 
fatores, fatores estes, abordados na Unidade I desta apostila. Assim, poderemos, juntos, 
conhecer um pouco sobre o início da Educação Especial, a qual se inicia na Idade Antiga e se 
estende até os dias atuais. 
Sendo assim, caro(a) aluno(a), convido você para fazer uma viagem de volta ao passado e 
conhecer o princípio desta história. Vamos lá? 
Bons estudos! 
 Educação Especial: Aspectos Históricos, Políticos e Legais 
Introdução ao Estudo da Educação Especial 
A Educação Especial e Inclusiva nada mais é que uma modalidade do ensino que realiza um 
atendimento especializado a pessoas com deficiência (PcD), o qual tem o objetivo de 
assegurar a inclusão dos alunos com deficiência e seu direito à educação. Portanto, antes 
de adentramos às particularidades da introdução ao estudo da Educação Especial, será 
necessário conhecermos as primícias que regeram o atual contexto da Educação Especial. 
Sendo assim, caro(a) aluno(a), para iniciarmos nosso estudo, retornaremos aos países do 
ocidente no período da Idade Antiga, onde a política que predominava na sociedade 
amparava a exclusão das pessoas deficientes do meio social. Nesse período, alguns povos 
dos países europeus, como os que viviam na Esparta, na Antiga Grécia, também 
costumavam abandonar ou atirar as crianças que nasciam com algum tipo de deficiência 
em penhascos ou em rios profundos. 
 
Entre os povos egípcios, as crianças eram mortas com marteladas na cabeça e enterradas 
em urnas sarcófagas para que sua alma se purificasse e a criança retornasse na próxima 
vida de forma normal, com beleza e inteligência (ANDRADE, 2008). Segundo Andrade 
(2008), na Idade Antiga, o preconceito predominava na sociedade e, por esse motivo, não 
era aceitável que pessoas com deficiência convivessem em meios sociais. Assim, qualquer 
pessoa que nascesse com deficiência era morta. 
 
No período da Idade Média a igreja possuía pleno poder sobre as decisões da sociedade, ou 
seja, a sociedade seguia os padrões que a igreja determinava como certo e errado. 
Seguindo esta concepção, Rechineli, Porto e Moreira (2008) relatam que, nesse período, a 
igreja era considerada a maior influenciadora do destino das pessoas com deficiência, pois 
atrelavam a imagem desses sujeitos a questões religiosas ligadas ao pecado e à culpa. Outra 
concepção dessa mesma época, que também ligava a imagem das pessoas com deficiência 
a preceitos religiosos, as definiam com atos demoníacos e de feitiçaria. 
Essa visão cristã que ligava a imagem das pessoas com deficiência a questões religiosas de 
pecado e culpa, levava a sociedade a perseguir e a matar qualquer pessoa que apresentasse 
deficiência física, mental ou sensorial. Portanto, para a sociedade desse período, ter uma 
criança com deficiência na família era considerado uma forma de punição pelos pecados 
cometidos. Desse modo, a sociedade acreditava que as pessoas com deficiência 
impossibilitavam o contato com a divindade e, por isso, muitas pessoas eram afastadas do 
convívio social ou sacrificadas por sua família (RECHINELI; PORTO; MOREIRA, 2008). 
Diante disso, esse período foi caracterizado como a “Idade das Trevas”, pois, entre o final 
da Idade Média e o início da Idade Moderna, a falta de conhecimento, o medo do 
desconhecido e os paradigmas religiosos e sobrenaturais que não permitiam explicar as 
deformidades físicas, mentais e sensoriais do homem, levaram à morte milhares de pessoas 
que eram consideradas ou que apresentavam algum grau de deficiência. 
Essa concepção religiosa permaneceu até o início da Idade Moderna, entretanto, até este 
período, as pessoas com deficiência ainda eram expostas ou submetidas a executar 
trabalhos considerados de humilhação pública. Contudo, em meados do século XVI, os 
médicos Paracelso e Cardano passaram a estudar e defender a ideia que a deficiência era 
decorrência de fatores hereditários ou congênitos, que poderiam ser tratados pela 
medicina. Com isso, a igreja foi perdendo forças sobre as decisões tomadas em relação ao 
futuro das pessoas com deficiência, pois, segundo os médicos Paracelsoe Cardano, não 
caberia ao clero o direito de decidir sobre a vida das pessoas que eram consideradas fora 
dos padrões normais (ANDRADE, 2008). 
 
Com as mudanças ocorridas nesse período nos países do ocidente, os preceitos religiosos e 
morais foram modificados e a igreja passou a oferecer assistência às pessoas com 
deficiência. Logo na sequência, no século XVII, o médico inglês Thomas Willis lança, em 
Londres, a primeira obra que descreve a anatomia do cérebro humano (ANDRADE, 2008). 
Essa obra confirma, por meio da ciência, que muitas deficiências ocorrem diante de 
alterações cerebrais, ou seja, tal fato confirma a ideia apresentada por Paracelso e Cardano, 
em que designa a medicina como responsável por explicar as deformidades das pessoas 
com deficiência (ANDRADE, 1984). Assim, pautados em argumentos científicos, a sociedade 
obteve uma nova visão em relação às pessoas com deficiência. 
Essa ideia que associava pessoas com deficiência a questões que a medicina poderia 
solucionar motivou a população e contribuiu para quebrar a visão religiosa que associava a 
deficiência ao pecado e à culpa. Assim, caro(a) aluno(a), a sociedade passava a acreditar 
que a deficiência está ligada a aspectos médicos e pedagógicos. Então, à medida que o 
conhecimento se construía e acumulava, a sociedade passava a aceitar a deficiência como 
uma doença que não pode ser curada. Dessa forma, iniciam-se, em meados do século XVI, 
as primeiras ações voltadas a atender pedagogicamente as pessoas com deficiência 
(RECHINELI; PORTO; MOREIRA, 2008). No entanto, durante o século XVII e meados do 
século XIX, as pessoas com deficiência ainda eram protegidas por instituições residenciais, o 
que caracterizou esse período como a fase da institucionalização. 
As primeiras classes direcionadas ao atendimento dos alunos com deficiência criadas em 
instituições públicas regulares surgiram entre o final do século XIX e início do século XX, 
com o objetivo de promover a integração do sujeito com deficiência ao meio social. Após a 
introdução das classes especiais, médicos e educadores, como Jean Marc Itard (1774-1838), 
Edward Seguin (1812-1880) e Maria Montessori (1870-1956), buscaram desenvolver 
métodos de treinamento por meio da prática de atividades físicas e sensoriais para 
estimular o cérebro dos deficientes mentais. 
Esses fatos da história da Educação Especial representaram no ocidente um marco 
histórico. No entanto, segundo Mendes (2011), no Brasil os marcos que caracterizaram o 
início da Educação Especial consistem na criação do “Instituto dos Meninos Cegos” (hoje, 
“Instituto Benjamin Constant”) em 1854, e do “Instituto dos Surdos-Mudos” (hoje, 
“Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES”) em 1857, ambos na cidade do Rio de 
Janeiro. Dessa forma, considera-se que a Educação Especial no Brasil foi marcada por ações 
isoladas voltadas a atender pessoas com deficiências sensoriais (visual e auditiva) e uma 
pequena parte de deficientes físicos. 
 
Portanto, caro(a) aluno(a), diferente dos países do ocidente e da Europa, que visavam 
atender as pessoas com deficiência mental ou intelectual, o Brasil, quase que de forma 
absoluta, silenciava as ações voltadas ao atendimento de pessoas com deficiência mental, 
pois a concepção de deficiente mental era associada a aspectos sociais da época. Podemos 
concluir que nessa época a concepção da sociedade associava o deficiente mental a 
aspectos correlacionados a um comportamento inaceitável no contexto social. Assim, 
qualquer criança que apresentasse um comportamento fora do esperado pela sociedade, 
era considerada deficiente mental (MENDES, 2011). 
Seguindo essa visão, podemos dizer que o Brasil não considerava a deficiência mental com 
um fator prejudicial que necessitasse de atendimento educacional especializado. Assim, até 
o ano de 1874, quando surgiu, na Bahia, o primeiro hospital direcionado a atender pessoas 
com deficiência mental e intelectual, a Educação Especial era direcionada a atender pessoas 
com deficiências sensoriais e alguns casos de deficiência física (MENDES, 2011). 
Dessa forma, a falta de conhecimento sobre tais deficiências dificultava a identificação e 
classificação do deficiente mental e intelectual, de forma que ambas eram relacionadas a 
fatores negativos, que impossibilitavam o sujeito de agir como um ser autônomo. Desse 
modo, os hospitais construídos para atender o deficiente mental e intelectual nada mais 
eram do que espaços psiquiátricos voltados ao estudo de doenças mentais. No entanto, os 
hospitais psiquiátricos da época também eram responsáveis por isolar do convívio social 
todos que apresentassem algum tipo de doença mental, em prol de prevenir a sociedade 
de pessoas consideradas perigosas, pois, segundo Mendes (2011), na concepção da 
sociedade brasileira dessa época, o deficiente mental e intelectual era visto como um fardo 
perigoso que não podia permanecer no meio social. 
 
Assim, caro(a) aluno(a), Mendes (2011) relata a vertente médico-pedagógica, os médicos 
iniciam um tratamento que visa a educabilidade dos deficientes em prol de prevenir 
problemas sociais em sua vida adulta. Contudo, mediante a esta vertente, surgem escolas 
dentro de hospitais e serviços de inspeção médica escolar para escolas públicas com o 
intuito de manter a comunidade livre do contato com deficientes mentais e intelectuais. 
Em relação a vertente psicopedagógica, trata-se de professores especializados que buscam 
defender a educação de deficientes mentais e intelectuais, os quais se mostravam 
preocupados em diagnosticar as causas do encaminhamento para as salas especiais. Neste 
caso, caro(a) aluno(a), o psicopedagogo trabalha com recursos alternativos na busca de 
identificar o grau de deficiência ou dificuldade intelectual da criança ou do jovem 
encaminhado para as classes especiais das escolas (MENDES, 2011). 
Já nos anos de 1920 a 1930, as escolas primárias começaram a se expandir, e o ensino 
passou a ser ofertado em turnos devido a necessidade de mão obra (MENDES, 2010). 
Assim, essas mudanças, que iniciaram a reforma da educação, tinham o propósito de gerar 
uma nova escola, em que predominasse um novo sistema educacional brasileiro com 
vertentes psicopedagógicas, dando as mesmas oportunidades educacionais a todos. 
Os defensores dessa pedagogia, denominada Pedagogia da Escola-Nova, tinham o objetivo 
de reestruturar a pedagogia para sanar preocupações políticas e sociais, valorizando a 
liberdade, a criatividade e a psicologia infantil. Assim, deram início ao Manifesto dos 
Pioneiros da Educação Nova, movimento que resultou na elaboração de uma diretriz que 
rege uma nova política nacional de educação e de ensino em todos os níveis, aspectos e 
modalidades, para diminuir a desigualdade social e oferecer educação a todos (MENDES, 
2010). 
 
SAIBA MAIS 
Os Pioneiros, Entusiastas da Educação Nova 
Para saber mais sobre o Manifesto dos Pioneiros, assista o vídeo disponível no link a seguir. 
O documento foi redigido por 26 educadores intelectuais, em 1932, intitulado como: A 
reconstrução educacional no Brasil: ao povo e ao governo. Esse documento oferece novas 
ideias educacionais, que visam reestruturar as políticas educacionais. 
ACESSAR 
Com o movimento dos pioneiros e da Escola Nova, a psicologia ganhou espaço no meio 
educacional e, assim, surgiram testes para diagnosticar os alunos com deficiência mental. 
No entanto, para alcançar esse feito, muitos professores-psicólogos europeus foram 
trazidos ao Brasil para capacitar educadores brasileiros para atuar na Educação Especial. 
Entretanto Jannuzzi (2012) relata que, mesmo diante desse movimento que reforma a 
https://www.youtube.com/watch?v=f6LTmh7Vn04
educação, a Educação Especial ainda permanecia com poucos recursos, visto que até 1935 
haviam apenas 22 instituições direcionadas à oferta de Educação Especializada para 
atender os deficientes mentais, ou seja, o país aindapermaneceu focado em atender 
deficientes sensoriais. 
Ao passar dos anos, as instituições públicas que ofereciam atendimento especializado a 
pessoas com deficiência cresceram, chegando a alcançar até 1950, um número de 190 
instituições em todo o país. Mesmo que esse número seja considerado baixo, o ensino da 
Educação Especial ainda estava evoluindo. Por outro lado, Farias e Lopes (2015) apontam 
que essa evolução no ensino especializado a pessoas com deficiência facilitou a 
identificação dos alunos com deficiência mental, transtornos globais ou com dificuldades de 
aprendizagem. No entanto o diagnóstico do aluno com deficiência mental ao invés de 
diminuir a desigualdade social, contribuiu para que a sociedade excluísse mais ainda o 
sujeito com deficiência. 
Nesse período, caro(a) aluno(a), entre a década de 50 e 60, a educação foi marcada pela 
expansão das instituições de Educação Especial, as quais eram a grande maioria de caráter 
filantrópicos, sem fins lucrativos e ligadas a entidades religiosas, com auxílio do Estado. É 
possível perceber que a concepção da igreja em relação a pessoas com deficiência não é 
mais a mesma, pois foi se modificando com o passar dos tempos. Porém, de acordo com 
Andrade (2008), até este período, a Educação Especial permanece em caráter mais 
assistencial do que educacional, isto é, as instituições de Educação Especial prezavam mais 
os cuidados em vez da aprendizagem, visto que a sociedade não se preocupava em inserir o 
sujeito com deficiência no meio social, e sim em lhe oferecer as condições necessárias para 
sua sobrevivência. É válido ressaltar que, até esse período, a oferta de Educação Especial 
era voltada a dar assistência a pessoas com deficiência sensorial e mental. 
Os primeiros cursos superiores de formação de docentes voltados à educação inclusiva de 
pessoas com deficiência surgiram somente no final da década de 70, devido à necessidade 
de complementar a formação dos docentes que trabalhavam com alunos com deficiência 
(FARIAS; LOPES, 2015). 
Essa ação levou a obrigatoriedade do atendimento especializado aos deficientes pela rede 
pública de ensino. Além da expansão das instituições privadas de caráter filantrópico, que 
ofertavam o atendimento especializado sem fins lucrativos. Consequentemente, esta ação 
trouxe nova polêmicas com relação aos direitos dos deficientes. Sendo assim, caro(a) 
aluno(a), iniciam-se novas discussões, que serão abordadas no tópico a seguir, sobre os 
aspectos conceituais relacionado ao direito do sujeito deficiente. 
 
REFLITA 
“Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para 
transformar no que somos” (Augusto Cury). 
 
 
 
 Conceito e Histórico da Educação Especial 
Assim como vimos anteriormente, caro(a) aluno(a), a Educação Especial visa inserir e 
educar pessoas com deficiência física, mental e sensorial para contexto social. No entanto, 
os primeiros conceitos apresentados na história da Educação Especial associavam a imagem 
do sujeito com qualquer tipo de deficiência a aspectos religiosos de culpa e pecado. Na 
sequência, a imagem do sujeito com deficiência mental e intelectual foi associada a 
aspectos comportamentais presentes na sociedade da época. E assim, por vários séculos, a 
sociedade excluiu a população com deficiência, que não se enquadrava dentro dos padrões 
denominados como normais, por preceitos religiosos e por falta de conhecimento 
suficiente para lidar com tais diversidades. 
 
Com o passar dos anos e a evolução da sociedade, pessoas com deficiência foram 
associadas a diversas terminologias, como a de pessoas incapacitadas, inválidas, minorados, 
impedidos, descapacitados, excepcionais, entre outras centenas de termos relacionados ao 
tipo de deficiência de cada sujeito. Isto é, segundo Andrade (2008), para cada deficiência 
utilizava-se uma terminologia, porém no contexto social, o vocabulário usado apresentava 
terminologias consideradas ofensivas aos deficientes, tais como “débil mental”, “idiota”, 
“retardado mental”, “excepcional”, “incapaz mentalmente”, “maluco”, “louco”, “demente”, 
“estúpido”, “imbecil” ou “alienado” eram associadas aos deficientes mentais. Já quanto aos 
deficientes físicos e sensoriais, Mendes (2011) apresenta termos com “aleijado”, 
“enjeitado”, “manco”, “cego”, “surdo-mudo” e “louco”. 
 
Neste sentido, Diniz, Pereira e Santos (2009) relatam que essas terminologias, designadas a 
pessoas com deficiência, não se referem a uma classificação de doenças e lesões, e sim a 
questões de desigualdade impostas pela sociedade, visto que, até a década de 60, pessoas 
com deficiência não tinham seus direitos como algo que prevalece no meio social, ou seja, 
ainda não havia regras que defendiam os mesmos direitos dos cidadãos considerados 
normais para pessoas com deficiência, pois na visão da sociedade as pessoas com 
deficiência ainda deveriam ser excluídas. 
Nesse período, os países mais desenvolvidos passaram a reconhecer os direitos do sujeito 
com deficiência, passando, assim, a enxergá-lo como parte diversificada da humanidade. 
Por outro lado, os países subdesenvolvidos e emergentes, como o Brasil, permaneceram 
com a mesma visão até a década de 80. No entanto este movimento de reconhecimento 
ocorreu mediante a uma forte pressão de um grupo de intelectuais com deficiência, 
juntamente com inúmeras outras pessoas com deficiência que lutavam em prol de serem 
reconhecidas e de terem seus direitos como sujeito perante a sociedade (MENDES, 2011). 
Assim, esse ato deu início a novas políticas e ações direcionadas a diminuir a desigualdade 
que desfavorecia a população com deficiência, classificando-as como pessoas “que têm 
impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com 
diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as 
demais pessoas” (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS [ONU], 2006, artigo 1º). Dessa 
forma, na tentativa de superar as visões e políticas antigamente associadas à imagem do 
deficiente, esse movimento, liderado por pessoas intelectuais deficientes, constituiu e 
implantou normas que definiam os deficientes como pessoas que apresentavam limitações 
e contradições em sua forma e ação. E assim inicia a luta pelo reconhecimento dos direitos 
da população com deficiência. 
Contudo, até chegarmos a esse momento, caro(a) aluno(a), a população com deficiência 
enfrentou períodos de total exclusão, em que foram sacrificadas, perseguidas e 
abandonadas pela sociedade. Assim, esse período de exclusão foi marcado pela privação do 
direito do sujeito com deficiência de conviver no meio social. 
Após a luta pelo reconhecimento e pelos direitos do sujeito com deficiência, a educação de 
pessoas com deficiência passa a ser integrada ao sistema regular de ensino. No entanto 
nesse período a educação ofertada às pessoas com deficiência era realizada de forma 
diferenciada, em escolas especiais e em espaços separados das escolas que ofertavam o 
ensino regular à população. Fato que marcou o início da chamada segregação, pois, mesmo 
que indiretamente, a exclusão continuava ocorrendo, pois os alunos com deficiência eram 
mantidos em espaços preservados, sem contato com outras crianças consideradas, pela 
sociedade, normais. 
O processo de integração do sujeito com deficiência no contexto da escola regular ocorreu 
mediante a inserção de espaços, como salas especiais para oferecer atendimento 
especializado aos alunos com deficiência. 
 
CONCEITUANDO 
Considera-se que o conceito de integração se refere à necessidade de modificar o 
comportamento do outro, de forma que o sujeito com deficiência venha a se identificar 
com os demais, para que, assim, seja inserido no contexto social. 
Fonte: a autora. 
Dessa forma, é possível notar que os conceitos de exclusão, segregação e integração ainda 
mantêm o sujeito afastado do meio social, mesmo que indiretamente.Então, caro(a) 
aluno(a), podemos dizer que o objetivo de incluir o sujeito com deficiência no contexto da 
educação regular iniciou de forma demasiada, devido à falta de compreensão dos conceitos 
que definem o que é inclusão, pois incluir o sujeito em escolas regulares, fazendo com que 
ele aprenda juntamente a outros alunos considerados deficientes, em uma sala especial, 
afastada de ensino regular normal não pode ser considerado uma inclusão, mas sim uma 
forma de manter este sujeito excluído da sociedade. 
Nesse caso, a Lei De Diretrizes e Bases 4.024/61, de 1961, que visa a integração entre o 
ensino regular e a educação de pessoas com deficiência, não promove a inclusão, 
mantendo, assim, somente a integração do sujeito com deficiência no contexto da escola 
de ensino regular. Dessa forma, até a década de 80, os conceitos que norteiam Educação 
Especial se limitam à oferta do atendimento educacional e especializado de pessoas com 
deficiência, mantendo-as excluídas indiretamente. 
Diante dessa concepção, que não engloba a Educação Especial de forma inclusiva, na 
tentativa de reconfigurar o modelo de Educação Especial, adaptando-a para uma 
perspectiva inclusiva, o governo federal retificou o Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 
2008, para garantir às pessoas com deficiência o direito de se matricular e frequentar 
escolas e classes de ensino regular. 
Essa nova normativa permite que o sujeito com deficiência seja inserido e passe a interagir 
com outras crianças que não apresentam nenhum tipo de deficiência. Dessa forma, a 
Educação Especial assume um caráter complementar, suplementar e transversal, que visa 
diminuir as barreiras para a inclusão de pessoas com deficiência no contexto social. 
 
Essa ação também interliga a proposta pedagógica da escola à proposta de inclusão de 
pessoas com deficiências, por meio de recursos que possibilitem sua inserção no âmbito de 
escolas comuns, pois visa a oferta de serviços especializados no atendimento educacional 
direcionado ao público com deficiência, presente em salas de aulas do ensino regular. 
Nesse sentido, é válido ressaltar, caro(a) aluno(a), que a Educação Especial nem sempre 
teve como foco a inclusão de pessoas com deficiência no contexto social, pois antigamente 
a sociedade não a reconhecia como parte da sociedade, privando-as da educação e do 
convívio social. Frente a isso, o Quadro 1 representa a diferença entre determinados 
aspectos relacionados à concepção de Educação Especial sobre aspectos de segregação e 
integração e o novo modelo de Educação Especial sobre um olhar inclusivo. 
Quadro 1 - Educação Especial e Educação Especial e Inclusiva 
 
Partindo dos conceitos que norteiam a Educação Especial no início de sua trajetória, é 
possível notar, caro(a) aluno(a), que houve mudanças drásticas sobre as concepções que 
fundamentavam a inclusão de pessoas com deficiências no contexto educacional. Assim, 
nosso próximo tópico terá como foco de abordagem as políticas e diretrizes, assim como as 
tendências e desafios que regem a Educação Especial e a Educação Inclusiva. 
 
REFLITA 
“Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza 
física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, 
podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições 
com as demais pessoas”. 
Fonte: ONU (2006). 
 
 
 
Políticas e Diretrizes, Tendências e Desafios da Educação Especial e da Educação Inclusiva 
 
Antes de iniciarmos esse tópico, caro(a) aluno(a), é bom relembrarmos que a história da 
Educação Especial é marcada por um processo de transformações históricas e políticas, 
resultado de um movimento que luta pela educação de pessoas com deficiência, assim 
como seus direitos como cidadão. Nesse período de luta, muitas conquistas foram 
alcançadas, porém por muito tempo a Educação Especial era vista em caráter de 
segregação e integração, em que o atendimento educacional especializado era ofertado em 
espaços separados das classes de ensino regular. 
No entanto esse atendimento especializado passou a ser ofertado somente após a criação 
da Lei 4.024 de Diretrizes e Bases, de 1961, que visa garantir a educação de pessoas com 
deficiência ou, como eram denominadas, a “educação de excepcionais”. Segundo Andrade 
(2008), a criação dessa lei foi apontada como o marco que deu início às ações públicas 
voltadas a atender a educação especial em nível federal. 
Por outro lado, essa lei deu início a uma série de debates sobre as concepções que regem a 
oferta da Educação Especial, que deve ser reestruturada para atender as necessidades da 
atual sociedade, pois como já foi dito, caro(a) aluno(a), desde o início da oferta da Educação 
Especial, a proposta de inclusão não vem ocorrendo de forma direta. Dessa forma, você 
poderá acompanhar, no Quadro 2, as mudanças e alterações ocorridas, desde o início da 
primeira lei que rege a Educação Especial, sobre a perspectiva de integração de 1961, até o 
novo modelo que visa a perspectiva de inclusão, em 2008. 
Política Nacional de Educação Especial 
Quadro 2 - Política Nacional de Educação Especial 
1961 – Lei nº 4.024 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) fundamentava o atendimento 
educacional às pessoas com deficiência, chamadas no texto de “excepcionais” (atualmente, este 
termo está em desacordo com os direitos fundamentais das pessoas com deficiência). Segue 
trecho: “A Educação de excepcionais, deve, no que for possível, enquadrar-se no sistema geral 
de Educação, a fim de integrá-los na comunidade”. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4024.htm 
1971 – Lei nº 5.692 
A segunda lei de diretrizes e bases educacionais do Brasil foi feita na época da ditadura militar 
(1964-1985) e substituiu a anterior. O texto afirma que os alunos com “deficiências físicas ou 
mentais, os que se encontrem em atraso considerável quanto à idade regular de matrícula e os 
superdotados deverão receber tratamento especial”. Essas normas deveriam estar de acordo 
com as regras fixadas pelos Conselhos de Educação, ou seja, a lei não promovia a inclusão na 
rede regular, determinando a escola especial como destino certo para essas crianças. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5692.htm 
1988 – Constituição Federal 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4024.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5692.htm
O artigo 208, que trata da Educação Básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos, afirma que é 
dever do Estado garantir “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino”. Nos artigos 205 e 206, afirma-se, respectivamente, 
“a Educação como um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o 
exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho” e “a igualdade de condições de acesso e 
permanência na escola”. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
1989 – Lei nº 7.853 
O texto dispõe sobre a integração social das pessoas com deficiência. Na área da Educação, por 
exemplo, obriga a inserção de escolas especiais, privadas e públicas, no sistema educacional e a 
oferta, obrigatória e gratuita, da Educação Especial em estabelecimento público de ensino. 
Também afirma que o poder público deve se responsabilizar pela “matrícula compulsória em 
cursos regulares de estabelecimentos públicos e particulares de pessoas portadoras de 
deficiência capazes de se integrarem no sistema regular de ensino”. Ou seja: excluía da lei uma 
grande parcela das crianças ao sugerir que elas não são capazes de se relacionar socialmente e, 
consequentemente, de aprender. O acesso ao material escolar, merenda escolar e bolsas de 
estudo também é garantido pelo texto. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm 
1990 – Lei nº 8.069 
Mais conhecida comoEstatuto da Criança e do Adolescente, a Lei nº 8.069 garante, entre outras 
coisas, o atendimento educacional especializado às crianças com deficiência, preferencialmente 
na rede regular de ensino; trabalho protegido ao adolescente com deficiência e prioridade de 
atendimento nas ações e políticas públicas de prevenção e proteção para famílias com crianças e 
adolescentes nessa condição. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm 
1994 – Política Nacional de Educação Especial 
Em termos de inclusão escolar, o texto é considerado um atraso, pois propõe a chamada 
“integração instrucional”, um processo que permite que ingressem em classes regulares de 
ensino apenas as crianças com deficiência que “[...] possuem condições de acompanhar e 
desenvolver as atividades curriculares programadas do ensino comum, no mesmo ritmo que os 
alunos ditos ‘normais’” (atualmente, este termo está em desacordo com os direitos fundamentais 
das pessoas com deficiência). Ou seja, a política excluía grande parte dos alunos com deficiência 
do sistema regular de ensino, “empurrando-os” para a Educação Especial. 
1996 – Lei nº 9.394 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) em vigor tem um capítulo específico para a 
Educação Especial. Nele afirma-se que “haverá, quando necessário, serviços de apoio 
especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de Educação 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
Especial”. Também afirma que “o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou 
serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for 
possível a integração nas classes comuns de ensino regular”. Além disso, o texto trata da 
formação dos professores e de currículos, métodos, técnicas e recursos para atender às 
necessidades das crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm 
1999 – Decreto nº 3.298 
O decreto regulamenta a Lei nº 7.853/89, que dispõe sobre a Política Nacional para a Integração 
da Pessoa Portadora de Deficiência e consolida as normas de proteção, além de dar outras 
providências. O objetivo principal é assegurar a plena integração da pessoa com deficiência no 
“contexto socioeconômico e cultural” do País. Sobre o acesso à Educação, o texto afirma que a 
Educação Especial é uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino e a 
destaca como complemento do ensino regular. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3298.htm 
2001 – Lei nº 10.172 
O Plano Nacional de Educação (PNE) anterior, criticado por ser muito extenso, tinha quase 30 
metas e objetivos para as crianças e jovens com deficiência. Entre elas, afirmava que a Educação 
Especial, “como modalidade de Educação escolar”, deveria ser promovida em todos os diferentes 
níveis de ensino e que “a garantia de vagas no ensino regular para os diversos graus e tipos de 
deficiência” era uma medida importante. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm 
2001 – Resolução CNE/CEB nº 2 
O texto do Conselho Nacional de Educação (CNE) institui Diretrizes Nacionais para a Educação 
Especial na Educação Básica. Entre os principais pontos, afirma que “os sistemas de ensino 
devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos 
educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias 
para uma Educação de qualidade para todos”. Porém, o documento coloca como possibilidade a 
substituição do ensino regular pelo atendimento especializado. Considera ainda que o 
atendimento escolar dos alunos com deficiência tem início na Educação Infantil, “assegurando- 
lhes os serviços de educação especial sempre que se evidencie, mediante avaliação e interação 
com a família e a comunidade, a necessidade de atendimento educacional especializado”. 
Link: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf 
2002 – Lei nº 10.436/02 
Reconhece como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais (Libras). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3298.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10172.htm
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm 
2002 – Resolução CNE/CP nº 1/2002 
A resolução dá “diretrizes curriculares nacionais para a formação de professores da Educação 
Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena”. Sobre a Educação 
Inclusiva, afirma que a formação deve incluir “conhecimentos sobre crianças, adolescentes, 
jovens e adultos, aí incluídas as especificidades dos alunos com necessidades educacionais 
especiais”. 
Link: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_02.pdf 
2005 – Decreto nº 5.626/05 
Regulamenta a Lei nº 10.436, de 2002. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm 
2006 – Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos 
Documento elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério da Justiça, Unesco e 
Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Entre as metas está a inclusão de temas relacionados 
às pessoas com deficiência nos currículos das escolas. 
Link: http://portal.mj.gov.br/sedh/edh/pnedhpor.pdf 
2007 – Decreto nº 6.094/07 
O texto dispõe sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação do 
MEC. Ao destacar o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos com 
deficiência, o documento reforça a inclusão deles no sistema público de ensino. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6094.htm 
2007 – Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) 
No âmbito da Educação Inclusiva, o PDE trabalha com a questão da infraestrutura das escolas, 
abordando a acessibilidade das edificações escolares, da formação docente e das salas de 
recursos multifuncionais. 
Link: http://portal.mec.gov.br/arquivos/livro/livro.pdf 
2008 – Decreto nº 6.571 
Dispõe sobre o atendimento educacional especializado (AEE) na Educação Básica e o define 
como “o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados 
institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no 
ensino regular”. O decreto obriga a União a prestar apoio técnico e financeiro aos sistemas 
públicos de ensino no oferecimento da modalidade. Além disso, reforça que o AEE deve estar 
integrado ao projeto pedagógico da escola. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_02.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm
http://portal.mj.gov.br/sedh/edh/pnedhpor.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Decreto/D6094.htm
http://portal.mec.gov.br/arquivos/livro/livro.pdf
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6571.htm 
2008 – Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva 
Documento que traça o histórico do processo de inclusão escolar no Brasil para embasar 
“políticas públicas promotoras de uma Educação de qualidade para todos os alunos”. 
Link: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf 
2009 – Resolução nº 4 CNE/CEB 
O foco dessa resolução é orientar o estabelecimento do atendimento educacional especializado 
(AEE) na Educação Básica, que deve ser realizado no contraturno e preferencialmente nas 
chamadas salas de recursos multifuncionais das escolas regulares. A resolução do CNE serve de 
orientação para os sistemas de ensino cumprirem o Decreto nº 6.571. 
Link: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf2011 – Decreto nº 7.480 
Até 2011, os rumos da Educação Especial e Inclusiva eram definidos na Secretaria de Educação 
Especial (Seesp), do Ministério da Educação (MEC). Hoje, a pasta está vinculada à Secretaria de 
Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi). 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7480.htm 
2011 – Decreto nº 7.611 
Revoga o decreto nº 6.571 de 2008 e estabelece novas diretrizes para o dever do Estado com a 
Educação das pessoas público-alvo da Educação Especial. Entre elas, determina que o sistema 
educacional seja inclusivo em todos os níveis, que o aprendizado seja ao longo de toda a vida e 
impede a exclusão do sistema educacional geral sob alegação de deficiência. Também determina 
que o Ensino Fundamental seja gratuito e compulsório, asseguradas adaptações razoáveis de 
acordo com as necessidades individuais, que sejam adotadas medidas de apoio individualizadas 
e efetivas, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com 
a meta de inclusão plena, e diz que a oferta de Educação Especial deve se dar preferencialmente 
na rede regular de ensino. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7611.htm 
2012 – Lei nº 12.764 
A lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro 
Autista. 
Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-
2014/2012/lei/l12764.htmhttp:/www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm 
2014 – Plano Nacional de Educação (PNE) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6571.htm
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf
http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7480.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7611.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htmhttp:/www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htmhttp:/www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
A meta que trata do tema no atual PNE, como explicado anteriormente, é a de número 4. Sua 
redação é: “Universalizar, para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais 
do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao 
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a 
garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas 
ou serviços especializados, públicos ou conveniados”. O entrave para a inclusão é a palavra 
“preferencialmente”, que, segundo especialistas, abre espaço para que as crianças com 
deficiência permaneçam matriculadas apenas em escolas especiais. 
Link: http://www.observatoriodopne.org.br/ 
2019 – Decreto nº 9.465 
Cria a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, extinguindo a Secretaria de 
Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi). A pasta é composta por 
três frentes: Diretoria de Acessibilidade, Mobilidade, Inclusão e Apoio a Pessoas com Deficiência; 
Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos; e Diretoria de Políticas para Modalidades 
Especializadas de Educação e Tradições Culturais Brasileiras. 
Link: http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/57633286 
 
Fonte: Copyright (2020). 
 
REFLITA 
Considerando o que estudamos nesta unidade, chamo sua atenção, caro(a) aluno(a), para refletir 
sobre quais as ações que você, como futuro(a) docente pode promover dentro do contexto da 
sala de aula para contribuir para inclusão do aluno com deficiência, seja ela física, mental ou 
sensorial, sem que promova a exclusão de forma indireta. 
Fonte: a autora. 
Partindo do que foi abordado nesse tópico, caro(a) aluno(a), considera-se que, mesmo diante dos 
avanços, a Educação Especial ainda necessita de reajustes para se adaptar à nova perspectiva 
inclusiva. No entanto, é possível dizer que a inclusão de pessoas com deficiência no âmbito 
educacional de escolas em nível regular depende muito da aceitação da sociedade, para que não 
volte a ser vista em caráter integrativo. 
 Conclusão Unidade 1Unidade 1 
http://www.observatoriodopne.org.br/
http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/57633286
 Nesta unidade realizamos um resgate histórico da concepção da deficiência ao longo da 
história da humanidade, mostrando os momentos principais na vida da pessoa com 
deficiência, que sofreram com a segregação e a exclusão da sociedade, tendo sua imagem 
associada a questões religiosas de pecado e culpa. Na sequência, abordamos a 
introdução da Educação Especial, que ainda visava a exclusão de pessoas com 
deficiência, visto que as crianças que apresentavam algum tipo de deficiência eram 
inseridas em ambientes separado das demais crianças, tendo seu foco voltado ao cuidado 
e não a desenvolver a aprendizagem. 
 Com o decorrer dos anos, a sociedade sofreu mudanças, passando a modificar seu olhar 
sobre os sujeitos com deficiência. Esse estudo mostra também o cenário da Educação 
Inclusiva e a força de seu movimento ao longo do tempo, assim como as leis que 
marcaram o movimento da inclusão, as quais vêm contribuindo de forma ativa para a 
promoção da inserção do sujeito com deficiência na sociedade. 
 Quanto ao Atendimento Educacional Especializado, aprendemos que este deve ocorrer em 
todos os níveis de ensino, desde o básico até o superior, visando a oferta de uma 
educação de qualidade que possibilite todas as condições necessárias para a permanência 
e conclusão dos estudos. 
 Assim, podemos concluir que a Educação Inclusiva refere-se a um processo em constante 
movimento, que exige dos envolvidos compromisso e responsabilidade social para a 
efetivação prática de sua ação, pois somente assim os direitos das pessoas com 
deficiência serão exercidos de forma plena para que possam se ver como parte da 
sociedade. 
 Leitura Complementar 
 Legislação e concepções de atendimento escolar 
 Nossas leis educacionais sempre dedicaram capítulos à educação de alunos com 
deficiência, como um caso particular do ensino regular. 
 A educação especial figura na política educacional brasileira desde o final da década de 50 
e sua situação atual decorre de todo um percurso estabelecido por diversos planos 
nacionais de educação geral, que marcaram sensivelmente os rumos traçados para o 
atendimento escolar de alunos com deficiência. 
 A evolução dos serviços de educação especial caminhou de uma fase inicial, 
eminentemente assistencial, visando apenas ao bem-estar da pessoa com deficiência para 
uma segunda, em que foram priorizados os aspectos médico e psicológico Em seguida, 
chegou às instituições de educação escolar e, depois, à integração da educação especial 
no sistema geral de ensino. Hoje, finalmente, choca-se com a proposta de inclusão total e 
incondicional desses alunos nas salas de aula do ensino regular. 
 Essas transformações têm alterado o significado da educação especial e deturpado o 
sentido dessa modalidade de ensino. Há muitos educadores, pais e profissionais 
interessados que a confundem como uma forma de assistência prestada por abnegados a 
crianças, jovens e adultos com deficiências. Mesmo quando concebida adequadamente, a 
educação especial no Brasil é entendida também como um conjunto de métodos, técnicas 
e recursos especiais de ensino e de formas de atendimento escolar de apoio que se 
destinam a alunos que não conseguem atender às expectativas e exigências da educação 
regular. 
 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei Nº 4.024/61, garantiu o direito dos 
"alunos excepcionais" à educação, estabelecendo em seu Artigo 88 que para integrá-los 
na comunidade esses alunos deveriamenquadrar-se, dentro do possível, no sistema geral 
de educação. Entende-se que nesse sistema geral estariam incluídos tanto os serviços 
educacionais comuns como os especiais, mas pode-se também compreender que, quando 
a educação de deficientes não se enquadrasse no sistema geral, deveria constituir um 
especial, tornando-se um sub-sistema à margem. 
 Esta e outras imprecisões acentuaram o caráter dúbio da educação especial no sistema 
geral de educação. A questão que se punha na época era: Enfim, diante da lei, trata-se de 
um sistema comum ou especial de educação ? O mesmo está acontecendo atualmente 
com relação à inserção de alunos com deficiência no ensino regular, mas este caso 
abordaremos posteriormente, no contexto da discussão em torno da educação inclusiva. 
 Em 1972, o então Conselho Federal de Educação em Parecer de 10/08/72 entendeu a 
"educação de excepcionais" como uma linha de escolarização, ou seja, como educação 
escolar. Logo em seguida, Portarias ministeriais, envolvendo assuntos de assistência e de 
previdência social, quando definiram a clientela da educação especial, posicionaram-se 
segundo uma concepção diferente do Parecer, evidenciando uma visão terapêutica de 
prestação de serviços às pessoas com deficiência e elegeram os aspectos corretivos e 
preventivos dessas ações, não havendo nenhuma intenção de se promover a educação 
escolar. 
 Ainda hoje, fica patente a dificuldade de se distinguir o modelo médico/ pedagógico do 
modelo educacional/escolar da educação especial. Esse impasse faz retroceder os rumos 
da educação especial brasileira, impedindo-a de optar por posições inovadoras, como é o 
caso da inserção de alunos com deficiência em escolas inclusivas. 
 O que parece estar claro é que os legisladores estabeleceram uma relação direta entre 
alunos com deficiência e educação especial. Essa correspondência binária nem sempre é 
a que mais nos interessa, principalmente quando temos como objetivo a inserção total e 
incondicional de todos os alunos, nas escolas regulares, ou melhor, em uma escola aberta 
às diferenças. 
 Apesar das definições, estudos, e demais maneiras de se diferenciar a clientela da 
educação especial, ainda não existem instrumentos legais e respostas conclusivas sobre 
qual é o verdadeiro alunado da educação especial, ou seja, qual é a sua clientela 
específica. 
 No discurso oficial, nos planos educacionais, nas diretrizes curriculares nacionais para o 
ensino de pessoas com deficiência a clientela é bem delimitada. Via de regra, os alunos 
que lotam as classes especiais ainda hoje não são, na grande parte dos casos, aqueles a 
quem essa modalidade se dirige e pela ausência de laudos periciais competentes e de 
queixas escolares bem fundamentadas, correm o risco de serem todos admitidos e 
considerados como alunos com deficiência. Trata-se de alunos que não estão conseguindo 
"acompanhar" seus colegas de classe ou que são indisciplinados, filhos de lares pobres, 
negros, e outros desafortunados da nossa sociedade entre alguns poucos realmente 
deficientes. 
 Essas indefinições justificam todos os desmandos e transgressões do direito à educação e 
à não discriminação que algumas redes de ensino estão praticando por falta de um 
controle efetivo dos pais, das autoridades de ensino e da justiça em geral. 
 Ressalta-se neste momento a existência de ações que buscam garantir a esses alunos o 
respeito às suas conquistas legais de estudar com seus pares em escolas regulares. Pata 
tanto, têm-se mobilizado os procuradores e promotores de justiça responsáveis pela 
infância e juventude, pessoas idosas e deficientes. As Recomendações dessas 
autoridades têm dirimido dúvidas e resolvido com sucesso os casos de inadequação e de 
exclusão escolar, em escolas do governo e particulares. 
 Todas estas situações, que implicam problemas conceituais, desconhecimento dos 
preceitos da Constituição Federal e interpretações tendenciosas da legislação educacional, 
têm confundido o sentido da inclusão escolar e prejudicado os que lutam por implementá-la 
nas escolas brasileiras. Essa questões estão na base da compreensão das políticas de 
educação especial e regular e têm sido, ao nosso ver, responsáveis por caminhos incertos, 
trilhados pelos que pensam, decidem e executam os planos educacionais brasileiros. 
 A mudança da nomenclatura – "alunos excepcionais", para "alunos com necessidades 
educacionais especiais", aparece em 1986 na Portaria CENESP/MEC nº 69. Essa troca de 
nomes, contudo, nada significou na interpretação dos quadros de deficiência e mesmo no 
enquadramento dos alunos nas escolas. 
 O MEC adota até hoje o termo "portadores de necessidades educacionais especiais – 
PNEE ao se referir a alunos que necessitam de educação especial. Mesmo incluindo entre 
esses alunos os que apresentam dificuldades de aprendizagem, os que têm problemas de 
conduta e de altas habilidade, a clientela da educação especial não fica ainda bem 
caracterizada, pois mantém-se a relação direta e linear entre o fato de uma pessoa ser 
deficiente e frequentar, o ensino especial, na compreensão da maioria das pessoas. 
 A Constituição Brasileira de 1988, no Capítulo III, Da Educação, da Cultura e do Desporto, 
Artigo 205 prescreve : "A educação é direito de todos e dever do Estado e da família". Em 
seu Artigo 208, prevê : ..." o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a 
garantia de: ... "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino". 
 Este e outros dispositivos legais referentes à assistência social, saúde da criança, do 
jovem e do idoso levantam questões muito importantes para a discussão da educação 
especial brasileira, não apenas com relação à adaptação de edifícios de uso público, 
quebra de barreiras arquitetônicas de todo tipo, transporte coletivo, salário mínimo 
obrigatório como benefício mensal às pessoas com deficiência que não possuem meios de 
prover sua subsistência e outros. Entre essas questões desponta atualmente a inclusão 
escolar e novamente se questiona aqui a destinação da educação especial. 
 O esclarecimento da referida questão envolve a consideração de três direções possíveis 
aos encaminhamentos dos alunos às escolas: a) a que implica um sentido de oposição 
entre educação especial e regular, em que os alunos com deficiência só teriam uma opção 
para seus estudos, ou seja, o ensino especial; b) a que implica uma inserção parcial, ou 
seja, a integração de alunos nas salas de aula do ensino regular, quando estão preparados 
e aptos para estudar com seus colegas do ensino geral e sempre com um 
acompanhamento direto ou indireto do ensino especial e c) a que indica a inclusão dos 
alunos com deficiência nas salas de aula do ensino regular, sem distinções e/ou 
condições, implicando uma transformação das escolas para atender às necessidades 
educacionais de todos os alunos e não apenas de alguns deles, os alunos com deficiência, 
altas habilidades e outros mais, como refere a educação especial. 
 O debate atual está centrado nas direções b) e c) acima citadas isto é, entre integração 
escolar e inclusão escolar. O assunto cria inúmeras e infindáveis polêmicas, provoca as 
corporações de professores e de profissionais da área de saúde que atuam no 
atendimento às pessoas com deficiência - os paramédicos e outros que tratam 
clinicamente de crianças e jovens com problemas escolares e de adaptação social e 
também "mexem" com as associações de pais que adotam paradigmas tradicionais de 
assistência às suas clientelas. Afetam também, e muito os professores da educação 
especial que se sentem temerosos de perder o espaço que conquistaram nas escolas e 
redes de ensino. Os professores do ensino regular consideram-se sem competência para 
atender às diferenças nas salas de aula, especialmente aos alunos com deficiência nas 
suas salas de aulas, pois seus colegasespecializados sempre se distinguiram por realizar 
unicamente esse atendimento e exageraram essa capacidade de fazê-lo aos olhos de 
todos. Há também um movimento contrário de pais de alunos sem deficiências, que não 
admitem a inclusão, por acharem que as escolas vão baixar e/ou piorar ainda mais a 
qualidade de ensino se tiverem de receber esses novos alunos. 
 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB mais recente, Lei nº 9.394 de 
20/12/96 destina o Capítulo V inteiramente à educação especial, definindo-a no Art. 58º 
como uma ... "modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede 
regular de ensino, para educandos que apresentam necessidades especiais" Este 
destaque seria de fato um avanço? 
 Sem dúvida, avançamos muito em relação ao texto da Lei Nº 4.024/61, pois parece que 
não há mais dúvidas de que a "educação dos excepcionais" pode enquadrar-se no sistema 
geral de educação, mas continuamos ainda atrelados à subjetividade de interpretações, 
quando topamos com o termo "preferencialmente" da definição citada. 
 No Artigo 59 a nova LDB dispõe sobre as garantias didáticas diferenciadas, como 
currículos, métodos, técnicas e recursos educativos; terminalidade específica para os 
alunos que não possam atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em 
virtude da deficiência; especialização de professores em nível médio e superior e 
educação para o trabalho, além de acesso igualitário aos benefícios sociais. 
 A LDB definiu finalmente o espaço da educação especial na educação escolar, mas não 
mencionou os aspectos avaliativos em nenhum ítem e esta ausência gera preocupação, 
pois não se sabe o que fazer a respeito – pode-se tanto proteger esses alunos com 
parâmetros específicos para esse fim, como equipará-los ao que a lei propõe para todos. 
 Sobre a "terminalidade específica" dos níveis de ensino, o texto da lei fica também muito 
em aberto, principalmente no que diz respeito aos critérios pelos quais se identifica quem 
cumpriu ou não as exigências para a conclusão desses níveis e o perigo é que a idade 
venha a ser o indicador adotado. 
 A qualificação do professor para assegurar a operacionalização do ensino de alunos com 
deficiência suscita muitas questões, devidas igualmente à imprecisão do texto legal. 
Acreditamos que mais urgente que a especialização é a formação inicial e continuada de 
professores para tender às necessidades educacionais de todos os alunos, no ensino 
regular, como proposto pela inclusão escolar. 
 Pesquisas recentes de Mestrado e de Doutorado realizadas por membros do Laboratório 
de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade – LEPED / Universidade Estadual de 
Campinas- São Paulo/ Brasil, do qual sou a coordenadora, mostram claramente que os 
professores carecem de uma boa formação para ensinar a todos e não especificamente os 
deficientes. 
 Como concluiu Brito de Castro (1997) em seu Mestrado sobre a implantação da inclusão 
escolar na rede municipal de ensino de Natal/ Rio Grande do Norte/Brasil, o professores 
têm evidenciado dificuldades para trabalhar com os alunos em geral, não apenas com 
aqueles com deficiência, dadas as precárias condições de trabalho e de formação docente. 
A pesquisadora constatou que as professoras necessitam de mais conhecimentos do que 
já possuem para desenvolver uma prática de ensino que considere as diferenças em sala 
de aula, e não uma capacitação especializada nas deficiências, como propõem a lei e as 
políticas educacionais brasileiras. 
 O mesmo foi reconhecido por nós em uma pesquisa realizada na região sudeste do Brasil 
em 1999, juntamente com outras pesquisadoras brasileiras, quando analisamos as 
respostas de 493 professores das redes públicas de ensino das quatro capitais dessa 
região sobre suas necessidades para atender aos alunos com deficiência em salas de aula 
do ensino regular. 
 Recentemente, em abril de 2001, foi colocado em discussão na Câmara do Ensino Básico 
do Conselho Nacional de Educação um documento que trata das Diretrizes Curriculares da 
Educação Especial. 
 O que mais nos surpreende, neste documento é que, a despeito da ampla discussão entre 
os educadores, legisladores, pais e pessoas com deficiência, o conceito de inclusão 
escolar não avançou, do ponto de vista das suas aplicações na mesma medida em que 
vem sendo esclarecido, do ponto de vista teórico. 
 No referido Documento como em muitos outros, fica evidente esse descompasso, quando 
se afirma, por exemplo, que: 
 "Operacionalizar a "inclusão escolar" de todos os alunos, independentemente de classe, 
raça gênero, sexo ou características individuais é o grande desafio a ser enfrentado , numa 
clara demonstração do respeito à diferença" (p.21). 
 Ele defende a inclusão, mas sugere em todo o texto ações que não respeitam os princípios 
de uma escola para todos, sem discriminações e preconceitos, sem ensino à parte. 
 De fato, o Documento orienta confusamente essa operacionalização, quando se refere à 
educação escolar dos alunos com deficiência e à formação inicial dos professores , como 
comentaremos a seguir. 
 Fonte: Mantoan (2011). 
 UN 2 
 Áreas da Educação Especial: Conceituação, Características, Causas, Prevenção 
e Ação Pedagógica 
Introdução 
Olá, caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) à segunda unidade da disciplina. Nesta unidade, 
abordaremos questões relacionadas a características, causas e prevenções da deficiência 
física, intelectual e sensorial. No entanto nosso enfoque será direcionado às ações 
pedagógicas que podem ser realizadas para desenvolver a aprendizagem de uma criança 
com deficiência, seja ela física, intelectual ou sensorial. 
 
Neste sentido, podem ser consideradas deficientes pessoas que apresentem a “perda 
ou anomalia de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que 
gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado 
normal para o ser humano” (Decreto 3.298/99). 
 
Dessa forma, iniciaremos nossa discussão conhecendo os aspectos biológicos e 
sociais que influenciam na deficiência física, intelectual e sensorial. Iremos conhecer 
também a etiologia destas deficiências, assim como as características e os conceitos 
que rodeiam a área das altas habilidades/superdotação e os distúrbios 
comportamentais denominados como condutas típicas. 
 
Sendo assim, caro(a) aluno(a), desejo uma excelente leitura. Vamos começar? 
 
Bons estudos! 
 
Deficiência: Enfoque Biológico e Social 
Você certamente já se deparou com uma pessoa com deficiência ao longo de sua vida, seja 
pessoalmente ou por meio da mídia. 
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/course/view.php?id=3983#section-4
Mas, afinal, o que é deficiência? 
A deficiência pode ser compreendida como a insuficiência ou a ausência de um ou mais órgãos. 
Desse modo, “toda perda ou anomalia de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou 
anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão 
considerado normal para o ser humano” é considerada como deficiência (Decreto 3.298/99). 
No entanto, caro(a) aluno(a), o princípio básico para quem decide atuar na Educação Especial, é 
acreditar que todos são capazes de aprender, mesmo sabendo que o educando chega à escola 
imerso a preconceitos e rótulos que o define como incapaz. Nessa concepção, Wallon (1879-
1962), um dos maiores estudiosos do desenvolvimento humano, relata que a cultura é construída 
mediante a relação do homem com ambiente social, ou seja, uma criança aprende através de sua 
relação com o meio (FERREIRA; ACIOLY-RÉGNIER, 2010). Assim, é indispensável a 
sensibilidade do professor, para enxergar o educando na sua totalidade para que possa alcançar 
o real potencial desse sujeito com deficiência, intervindo positivamente nas construções de 
conceitos sociais por meio de atividades cognitivas. Neste sentido, Cury (2008, p. 48) relata que: 
A afetividadedeve estar presente na práxis do educador [...] os educadores, apesar das suas 
dificuldades, são insubstituíveis, porque a gentileza, a solidariedade, a tolerância, a inclusão, os 
sentimentos altruístas, enfim, todas as áreas da sensibilidade não podem ser ensinadas por 
máquinas, e sim por seres humanos. (CURY, 2008, p. 48). 
 
ATENÇÃO 
É válido ressaltar também a importância de envolver seus responsáveis no processo de 
desenvolvimento do sujeito com deficiência, visto que a afetividade é fator substancial para a 
mediação da relação do sujeito com o meio, pois esta mediação é a base para a construção do 
sistema emocional do sujeito. Quanto às experiências emocionais, elas podem ser expressas 
pelo corpo ou verbalmente, de forma positiva ou negativa. Assim, é fundamental que o professor 
construa um vínculo saudável e promova atividades que estimulem o educando a interagir com o 
meio de forma significativa, de modo que o educando associe suas relações com o meio como 
algo prazeroso 
Fonte: Ferreira e Acioly-Régnier (2010). 
Dessa forma, a atividade do homem é inconcebível sem o meio social, visto que não é possível 
desassociar o biológico do social. Portanto, o homem é concebido como sendo genética e 
organicamente social, pois sua existência se realiza entre as exigências da sociedade e as do 
organismo. Em razão disso, caro(a) aluno(a), é possível compreender a imagem associada às 
pessoas com deficiência ao longo da história, visto que sua imagem reflete aspectos sociais de 
diversas épocas (SILVA, 2011). 
Nesse sentido, a escolha do olhar que se adotará frente à deficiência depende de cada um, pois é 
possível olhar a deficiência destacando o aspecto biológico ou social. Contudo se atentar aos 
aspectos biológicos significa se atentar a padrões que nos qualificam como normalidade, ou 
aliando a deficiência ao conceito de “defeito” e “incapacidade”. Com relação ao olhar social, 
significa se atentar em sua relação com o meio social, em que as pessoas com deficiência se 
encontram em desvantagem, mas não são consideradas incapazes (SILVA, 2011). 
Sobre a deficiência a partir do enfoque biológico, o Art. 5º do Decreto 5.296/2004 classifica em 5 
categorias a deficiência, sendo elas: 
Quadro 1 - Classificação das deficiências 
 
 
 
 
 
REFLITA 
Vamos acompanhar um caso fictício, pautado na realidade do nosso cotidiano? 
 
Autodidata e com ouvido absoluto, Daniel, de 7 anos, precisava escutar uma música de Sandy e 
Junior apenas duas ou três vezes para reproduzi-la no piano. Foi assim com as 178 canções 
lançadas pela dupla. O resultado foi exibido no Instagram. Cego e autista, é em desafios como 
esse que o garoto se distrai e treina seu dom musical. A ideia partiu de Hedrienny dos Santos, 
mãe do jovem talento. 
Ao ler esta história, o que lhe pareceu estranho ou adverso? 
Talvez que ele toque música clássica no teclado. Perceba, a cegueira é constitutiva da identidade 
de Pedro, mas ela é só uma característica dentre várias outras. Ao se reduzir Pedro a ela não se 
estará falando de Pedro, pois ele é muito mais que sua deficiência. 
Fonte: Extra (2019). 
Considerando o que vimos até agora, podemos considerar o aspecto biológico como um fator 
importante em nossa vida, no entanto, caro(a) aluno(a), não podemos considerá-lo como 
determinante, colocando-o na frente da deficiência. Quero dizer que pessoas devem ser vistas 
como pessoas e não como uma parte, um elemento, classificadas pela sua imagem física. Assim, 
o sujeito presente na sala de aula deve ser reconhecido pelas suas ações, seus trabalhos diários 
e sua relação com o meio, sendo desafiado e motivado a descobrir, conhecer e explorar coisas 
novas, para que, assim, aflore seu potencial de forma positiva (SILVA, 2011). É válido ressaltar 
que para que esse sujeito alcance seu total potencial depende da mediação do professor para o 
desenvolvimento de todas as capacidades que ainda se encontram em evolução. 
Quanto ao aspecto social, caro(a) aluno(a), Vygotsky (1896-1934), estudioso de renome na área 
da teoria histórico-social, destaca que a construção do sujeito ocorre mediada por um contexto 
sociocultural. Nessa percepção, o autor reforça a importância da inter-relação entre o social e o 
cultural do homem, pois, segundo Vygotsky (1997), a deficiência consiste em uma construção 
histórica e social, que pode ser abordada de forma primária e secundária, sendo que: 
1. O aspecto biológico, a representação do “defeito” orgânico, a “falta”. 
2. As consequências psicossociais do “defeito” derivadas das relações estabelecidas com/no 
meio. 
EXEMPLO: um aluno com paralisia cerebral. A deficiência primária seria a lesão no sistema 
nervoso central e a deficiência secundária seria a consequência dessa lesão para o sujeito 
inserido em uma sociedade com pessoas ditas “normais”. Dessa forma, criam-se barreiras físicas, 
atitudinais e outras, pela falta de acessibilidade. Isso gera preconceitos, dificuldades na 
educação, desemprego, falta de acesso aos espaços de lazer/esportivos para esse sujeito, entre 
outras coisas. 
No entanto, Diniz (2007) defende a deficiência como um conceito complexo, influenciado por 
aspectos sociais. Assim, a autora aborda a importância do meio social, visto que o modelo social 
que a sociedade “impõe” define a deficiência como algo físico. Nesse sentido, Vygotsky (1997) 
afirma que, dependendo das condições sociais, uma pessoa com deficiência primária é 
convertida em deficiência secundária. Dessa forma, é possível afirmar que a sociedade é 
construída sobre padrões denominados como normais, e a sociedade define a deficiência como 
um defeito. Portanto, caro(a) aluno(a), considerando tudo o que vimos nesse tópico, vocês podem 
compreender porque o social não pode ser separado do biológico. 
 
 
 Aspectos Etiológicos, Funcionais e Sociais dos Transtornos Globais do Desenv. e 
das Deficiências Físicas, Intelectuais, Sensoriais 
 Etiologia da Deficiência Física, 
Intelectual e Sensorial 
 Como abordamos no tópico anterior os aspectos sociais e biológicos, agora iremos estudar 
os aspectos etiológicos da deficiência física, intelectual e sensorial. Porém, antes de iniciar 
nossa discussão sobre estes aspectos, é necessário compreender o que são aspectos 
etiológicos. Dessa forma eu lhe pergunto, caro(a) aluno(a), você sabe o que é etiologia? 
 Etiologia é a “ciência das causas”, ou seja, a etiologia é o estudo dos fatores que 
influenciam a causa de deficiências e fenômenos. No entanto esta ciência refere-se à 
união da biologia, da criminologia, da psicologia, da medicina e de várias outras ciências 
na busca de identificar as causas que deram origem a inúmeras deficiências. Dessa forma, 
seu conceito abrange diversas áreas do conhecimento, que têm como objetivo identificar 
os fatores que causam um determinado fenômeno ou deficiência (SILVA, 2010). 
 Ao que tange os fatores das deficiências intelectuais, a etiologia explica que a identificação 
dos fatores influentes no desenvolvimento da deficiência permite sua prevenção e o 
controle. No entanto é difícil contatar os fatores causadores da deficiência, o que os 
definem como fatores suspeitos ou hipóteses etiológicas, sem comprovação. 
 Em alguns casos de deficiência intelectual, a deficiência ocorre devido a associação de um 
ou mais fatores. Quero dizer, caro(a) aluno(a), que algumas deficiências intelectuais, como 
é o caso da Síndrome de Down e Transtorno Global do Desenvolvimento, não há somente 
um fator causador, mais sim dois ou mais. Assim, a deficiência intelectual pode apresentar 
origem genética, ambiental, multifatorial ou causa desconhecida. Esses fatores também 
podem ser subdivididos em fatores pré-natais e perinatais (SANTOS; MORATO, 2012). 
 Quadro 2 - Fatores etiológicos das deficiências intelectual
 
 Fonte: adaptado de Minayano (1988). 
 É válido ressaltar que a deficiência intelectual não é uma doença, então quandofalamos 
desses aspectos etiológicos da deficiência intelectual, nos referirmos a causas da redução 
da capacidade intelectual do sujeito, visto que a deficiência intelectual consiste em 
pessoas que apresentam uma redução notável em seu funcionamento intelectual 
associado a limitações comunicativas e sociais (Associação Americana de Deficiência 
Mental, 1995). 
 Quanto à etiologia da deficiência física, algumas causas são as mesmas que as da 
deficiência intelectual. No entanto quando nos referimos à deficiência física, estamos 
falando sobre limitações do funcionamento físico-motor do ser humano. Antes de conhecer 
as causas, vamos conhecer os tipos de deficiências físicas:
 
 A Inserção da pessoa portadora de deficiência e do beneficiário reabilitado no mercado de 
trabalho; MPT/Comissão de Estudos para inserção da pessoa portadora de deficiência no 
mercado de trabalho 
 Então, caro(a) aluno(a), a deficiência física também pode ser caracterizada como a perda 
total ou parcial da capacidade motora. São diversas as causas da deficiência física, no 
entanto, elas podem estar ligadas a problemas na gestão, acidentes e doenças infantis. 
Assim, como você pode acompanhar no Quadro 4, os fatores das causas da deficiência 
física são classificados em três categorias: 
 
 
CONECTE-SE 
O Brasil teve 26 mil casos de pólio de 68 a 89, e não registra casos há 30 anos; entenda: 
O Ministério da Saúde emitiu alerta no dia 3 de julho de 2018 para a baixa vacinação contra a 
paralisia infantil: 312 cidades não vacinaram nem metade das crianças menores de 1 ano em 
2017. Embora não haja casos atuais de poliomielite, a preocupação do ministério se justifica por 
ao menos três motivos: a circulação do vírus em 23 países nos últimos 3 anos; o surgimento de 
um caso da doença na Venezuela em junho; o efeito devastador da doença no país antes de sua 
eliminação, graças à vacina. 
ACESSAR 
Em razão do que foi abordado até aqui, caro(a) aluno(a), é que a deficiência física pode ser 
entendida como uma impossibilidade que limita o sujeito a se deslocar ou realizar algum 
movimento físico, devido a danificação em sua estrutura óssea, nos grupos musculares entre 
outras partes do corpo. 
As deficiências sensoriais consistem na perda total ou parcial da estrutura psicológica, fisiológica 
ou anatômica que o sujeito nasce ou adquire ao longo da vida. Assim, quando falamos sobre 
deficiência sensorial, estamos nos referindo à ausência da visão ou audição, o que, em certos 
casos, pode se apresentar em forma de deficiências múltiplas, com a ausência de ambos os 
sentidos. 
Especialistas dessas deficiências relatam que o cérebro de pessoas com deficiência sensorial 
apresenta outro tipo de funcionamento, ou seja, o cérebro de uma pessoa com deficiência 
https://www.youtube.com/watch?time_continue=124&v=HNigPTvFw_o&feature=emb_title
sensorial não recebe e nem gerencia as informações da mesma maneira que o cérebro de uma 
pessoa sem essa deficiência. Dessa forma, caro(a) aluno(a), podemos dizer que o tempo e o 
espaço social de uma pessoa com deficiência sensorial são diferenciados (MASINI, 2002). 
Existem quatro tipos de deficiência sensorial: 
Em razão do que foi abordado até aqui, caro(a) aluno(a), é que a deficiência física pode ser 
entendida como uma impossibilidade que limita o sujeito a se deslocar ou realizar algum 
movimento físico, devido a danificação em sua estrutura óssea, nos grupos musculares entre 
outras partes do corpo. 
As deficiências sensoriais consistem na perda total ou parcial da estrutura psicológica, fisiológica 
ou anatômica que o sujeito nasce ou adquire ao longo da vida. Assim, quando falamos sobre 
deficiência sensorial, estamos nos referindo à ausência da visão ou audição, o que, em certos 
casos, pode se apresentar em forma de deficiências múltiplas, com a ausência de ambos os 
sentidos. 
Especialistas dessas deficiências relatam que o cérebro de pessoas com deficiência sensorial 
apresenta outro tipo de funcionamento, ou seja, o cérebro de uma pessoa com deficiência 
sensorial não recebe e nem gerencia as informações da mesma maneira que o cérebro de uma 
pessoa sem essa deficiência. Dessa forma, caro(a) aluno(a), podemos dizer que o tempo e o 
espaço social de uma pessoa com deficiência sensorial são diferenciados (MASINI, 2002). 
Existem quatro tipos de deficiência sensorial: 
 
 
 Altas Habilidades e Superdotação 
 Provavelmente você já ouviu falar sobre altas habilidades ou superdotação. A terminologia 
que define pessoas com altas habilidades/superdotação é decorrente de uma longa 
discussão, iniciada em 1924, que visa definir a denominação correta para pessoas que 
apresentam um desenvolvimento acima do normal. Em 1931, foi adotada, por Kaseff, a 
terminologia “super”, que foi precursor do termo “super-normais”, já em 1971, a Lei 5.692 
que estabelece as diretrizes e reforma do Ensino de 1º e 2º graus, em seu art. 9º, usa pela 
primeira vez o termo “superdotado”. No entanto atualmente a terminologia que se destaca 
é de AH/SD, a qual não representa um tema novo, muito menos atual (RANGNI; COSTA, 
2011). 
 De acordo com a Política Nacional de Educação Especial (1995), esse termo refere-se a 
pessoas que apresentam uma inteligência acima da média. O sujeito que apresenta altas 
habilidades/superdotação é capaz de desempenhar um grau de potencialidades nos 
seguintes aspectos: isolados ou combinados, capacidade intelectual geral, aptidão 
acadêmica específica, pensamento criativo ou produtivo, capacidade de liderança, talento 
para as artes, capacidade psicomotora. 
 Esses aspectos são características que definem uma pessoa com altas 
habilidades/superdotação, no entanto outras características como uma boa memória, a 
facilidade de concentração e atenção, a criatividade e imaginação, riqueza verbal e o 
vocabulário avançado, podem auxiliar a identificação de pessoas com altas 
habilidades/superdotação. Por outro lado, pessoas que apresentam esse quadro podem se 
desenvolver em alguns aspectos e apresentar dificuldade em outros. 
 É comum pessoas com altas habilidades/superdotação apresentarem quadros emocionais 
imaturos, uma vez que seu desenvolvimento intelectual é acima da média dos sujeitos de 
sua idade. Nesse sentido, é importante que o professor e a instituição estejam preparados 
para lidar com este sujeito, visto que a não identificação desta criança pode desmotivá-la. 
 Com relação ao diagnóstico desse sujeito com deficiência, a ciência ainda encontrou meios 
de identificar tal fator que influencia o desenvolvimento de altas habilidades/superdotação. 
Já referente aos fatores relevantes, segundo a Associação Paulista para Altas 
Habilidades/Superdotação (APAHSD), “Pessoas com Altas Habilidades são indivíduos com 
necessidades educacionais especiais, com direitos garantidos pela legislação brasileira e 
internacional. Porém, as iniciativas para o seu apoio ainda são insuficientes na sociedade 
brasileira”. 
 Assim, diante da falta de estímulos, essas crianças podem apresentar um baixo 
rendimento, falta de interesse e um comportamento diferenciado, que pode levar os 
envolvidos em seu processo de aprendizagem a identificá-lo como aluno hiperativo ou com 
distúrbios comportamentais (SILVA, 2011). 
 Nesse sentido, caro(a) aluno(a), podemos dizer que pessoas com altas habilidades têm 
suas próprias ideias e não lidam bem com uma figura superior, visto que seu conhecimento 
vai além do esperado normalmente. Por isso eles preferem coisas complexas e ricas em 
detalhes, pois suas capacidades de pensar e memorizar se desenvolvem mais rápido que 
os demais. 
Condutas Típicas 
A nomenclatura “condutas típicas” é utilizada a partir da década de 90 e refere-se ao aluno que 
apresenta distúrbios comportamentais. No entanto atualmente essa nomenclatura é direcionada a 
alunos com “manifestações típicas de síndromes e quadros neurológicos, psicológicos ou 
psiquiátricos”(BRASIL, 1995). Dessa forma, caro(a) aluno(a), antes de falarmos sobre quem é o 
aluno com condutas típicas, é importante considerar o processo histórico no aspecto cultural, 
social e político quanto ao conceito de doença mental. 
Ao longo da Idade Média, a sociedade considerava pessoas com distúrbios comportamentais 
como loucas. Segundo o filósofo da época, Foucault, citado por Andrade (2008), o Renascimento 
foi o período em que os considerados loucos viviam soltos, expulsos das cidades, entregues aos 
peregrinos e navegantes, sendo vistos como tendo um saber esotérico sobre os homens e o 
mundo, que revelava verdades secretas. Assim, Foucault considerava que a loucura significava a 
ironia, a ilusão, o desregramento de conduta, o desvio moral, os quais tinham o erro como 
verdade, a mentira como realidade, o passado como oposição à razão. Nesse período, os loucos 
eram tratados da mesma maneira que os deficientes, ou seja, eram sangrias, purgações, 
ventosas e banhos. 
Já nos séculos XVII e XVIII, pessoas com distúrbios comportamentais ainda eram diagnosticadas 
sobre aspectos que uniam a família, a igreja e a justiça. Somente na segunda metade do século 
XVIII iniciaram-se as reflexões médicas e filosóficas que situavam a loucura como algo que 
ocorria no interior do próprio homem, como perda de sua própria natureza, considerada alienação 
(ANDRADE, 2008). De acordo com Andrade (2008), Foucault relata que as primeiras instituições 
direcionadas a atender pessoas com distúrbio surgiram entre o final do século XVIII e o início do 
século XIX. Nessa época, a sociedade acreditava que a terapia religiosa era a solução para a 
cura dos loucos. Tais ações eram voltadas à normatização desses sujeitos concebidos como 
capazes de se recuperar (ANDRADE, 2008). 
Assim, caro(a) aluno(a), os transtornos mentais são concebidos como síndrome, padrão 
comportamental ou psicológico, associação do sofrimento e da incapacitação. Dessa forma, essa 
nomenclatura foi desenvolvida para ser aplicável a uma ampla gama de contextos, sendo 
mundialmente utilizada (BRASIL, 2013). 
Assim, Suplino (2010) apresenta algumas das condutas típicas mais comumente encontradas no 
cotidiano escolar: 
Distúrbio de atenção 
Geralmente responde a qualquer dos estímulos presentes que estejam concorrendo com o 
estímulo relevante. Outros, embora atendam a estímulos relevantes, não conseguem manter a 
atenção a eles pelo tempo requerido pela atividade. São alunos que apresentam dificuldade em 
concentrar-se na execução de qualquer atividade. Outros, ainda, selecionam e respondem 
somente a aspectos limitados da realidade, como, por exemplo, crianças que não respondem a 
mais nada, mas informam ao professor cada vez que um determinado colega se levanta. 
Hiperatividade 
A criança hiperativa apresenta fundamentalmente uma inabilidade para controlar seu 
comportamento motor de acordo com as exigências nas diversas situações. Assim, apresenta 
uma constante mobilidade e agitação motora, o que também se torna um grande empecilho para 
ação ou para realizar uma tarefa. 
Impulsividade 
Apresenta respostas praticamente instantâneas perante uma situação estímulo, não parando para 
pensar, refletir, analisar a situação para tomar uma decisão e, então, se manifestar por meio de 
uma ação motora ou verbal. Geralmente, a hiperatividade e a impulsividade encontram-se juntas, 
num mesmo padrão comportamental. 
Alheamento 
Há crianças que se esquivam ou mesmo se recusam terminantemente a manter contato com 
outras pessoas ou com qualquer outro aspecto do ambiente sociocultural no qual se encontram 
inseridas. Em sua manifestação mais leve, encontram-se crianças que não iniciam contato verbal, 
não respondem quando solicitadas, não brincam com outras crianças ou mostram falta de 
interesse pelos estímulos ou acontecimentos do ambiente. Por outro lado, em sua manifestação 
mais severa, encontram-se crianças que não fazem contato com a realidade, parecendo 
desenvolver e viver em um mundo só seu, à parte da realidade. 
Agressividade física e/ou verbal 
Se constitui de ações destrutivas dirigidas a si próprio, a outras pessoas ou a objetos do 
ambiente. Inclui gritar, xingar, usar linguagem abusiva, ameaçar, fazer declarações 
autodestrutivas, bem como bater, beliscar, puxar os cabelos, restringir fisicamente, esmurrar, 
dentre outros comportamentos. A agressividade passa a ser considerada conduta típica quando 
sua intensidade, frequência e duração ultrapassam o esporádico, focal e passageiro. Ela pode 
variar desde manifestações negativistas, mal-humoradas, até atos de violência, brutalidade, 
destruição, causando danos físicos a si próprio e/ou a outras pessoas. 
Distúrbio de atenção 
Geralmente responde a qualquer dos estímulos presentes que estejam concorrendo com o 
estímulo relevante. Outros, embora atendam a estímulos relevantes, não conseguem manter a 
atenção a eles pelo tempo requerido pela atividade. São alunos que apresentam dificuldade em 
concentrar-se na execução de qualquer atividade. Outros, ainda, selecionam e respondem 
somente a aspectos limitados da realidade, como, por exemplo, crianças que não respondem a 
mais nada, mas informam ao professor cada vez que um determinado colega se levanta. 
Hiperatividade 
A criança hiperativa apresenta fundamentalmente uma inabilidade para controlar seu 
comportamento motor de acordo com as exigências nas diversas situações. Assim, apresenta 
uma constante mobilidade e agitação motora, o que também se torna um grande empecilho para 
ação ou para realizar uma tarefa. 
Impulsividade 
Apresenta respostas praticamente instantâneas perante uma situação estímulo, não parando para 
pensar, refletir, analisar a situação para tomar uma decisão e, então, se manifestar por meio de 
uma ação motora ou verbal. Geralmente, a hiperatividade e a impulsividade encontram-se juntas, 
num mesmo padrão comportamental. 
Alheamento 
Há crianças que se esquivam ou mesmo se recusam terminantemente a manter contato com 
outras pessoas ou com qualquer outro aspecto do ambiente sociocultural no qual se encontram 
inseridas. Em sua manifestação mais leve, encontram-se crianças que não iniciam contato verbal, 
não respondem quando solicitadas, não brincam com outras crianças ou mostram falta de 
interesse pelos estímulos ou acontecimentos do ambiente. Por outro lado, em sua manifestação 
mais severa, encontram-se crianças que não fazem contato com a realidade, parecendo 
desenvolver e viver em um mundo só seu, à parte da realidade. 
Agressividade física e/ou verbal 
Se constitui de ações destrutivas dirigidas a si próprio, a outras pessoas ou a objetos do 
ambiente. Inclui gritar, xingar, usar linguagem abusiva, ameaçar, fazer declarações 
autodestrutivas, bem como bater, beliscar, puxar os cabelos, restringir fisicamente, esmurrar, 
dentre outros comportamentos. A agressividade passa a ser considerada conduta típica quando 
sua intensidade, frequência e duração ultrapassam o esporádico, focal e passageiro. Ela pode 
variar desde manifestações negativistas, mal-humoradas, até atos de violência, brutalidade, 
destruição, causando danos físicos a si próprio e/ou a outras pessoas. 
Nesse sentido, a educação de sujeitos com distúrbio comportamental iniciou-se no século XIX, 
juntamente com a educação de pessoas com deficiência, pois o distúrbio comportamental era e 
ainda é visto pela sociedade como uma “doença”. No entanto é válido ressaltar, caro(a) aluno(a), 
que todos os aspectos abordados nesta unidade se referem à deficiência e não à doença, uma 
vez que consiste em uma alteração biológica no estado de saúde, a qual pode ser manifestada 
por um conjunto de sintomas perceptíveis ou não, podendo ser considerada como uma 
enfermidade, mal ou moléstia. E a deficiência trata-se da insuficiência ou ausência de 
funcionamento de um ou mais órgão. 
Considerando todos os elementos que abordamos até aqui, caro(a) aluno(a), podemosdizer que 
tais abordagem podem subsidiar as ações pedagógicas desenvolvidas pelos docentes, sobre a 
concepção de uma educação inclusiva, em que cabe ao professor a obrigação de atribuir 
significados a suas práticas pedagógicas. 
As significações têm um papel fundamental na dinâmica das relações sociais e nas práticas 
porque elas respondem a funções essenciais, tais como: elas permitem compreender e explicar a 
realidade; elas definem a identidade e permitem as especificidades dos grupos; elas guiam os 
comportamentos e as práticas e permitem, a posteriori, as justificativas das tomadas de posição e 
dos comportamentos (MININI, 2009, p. 111). 
A prática docente direcionada a atender alunos com deficiência é isenta de grandes investimentos 
e condições “privilegiadas” de trabalho, visto que, segundo os dados apresentados pelo Ministério 
de Educação e Cultura (MEC) e a Cartilha do Censo (BRASIL, 2010), as prática pedagógica 
direcionada aos alunos com deficiência são aplicadas de maneira equivocada, dificultando, assim, 
a inserção do aluno com deficiência na rede regular de ensino, bem como sua permanência e 
aprendizagem. Dessa forma, podemos dizer que tanto a escola quanto o professor, aplicam 
ações inclusivas que efetivamente envolvem atender as necessidades da sociedade, da família e 
das políticas públicas, deixando de se pensar no desenvolvimento e na aprendizagem do aluno 
com deficiência (CUNHA, 2014) 
CONCLUSÃO UNIDADE 2 
Chegamos ao fim de mais uma unidade. Aqui abordamos os aspectos sociais e biológicos que 
influenciam na causa da deficiência física, intelectual e sensorial. Vimos que, até bem pouco 
tempo, a escola não portava recursos para atender pessoas com deficiência e mesmo diante do 
princípio da Educação Inclusiva, que visa valorizar a diversidade de sujeitos presentes no 
contexto social, é necessário romper as barreiras impostas pela sociedade, para promover a 
educação de forma justa, sem que tenha medo de enfrentar o desconhecido. 
Assim, acredita-se que as ações que promovem o desenvolvimento da educação de pessoas com 
deficiência de forma dinâmica e social podem levar a escola a pensar na diversidade como um 
fator coletivo. Isto é, a educação de pessoas com deficiência deve ser entendida como uma 
responsabilidade social, que envolve a comunidade, a escola, o professor e todos os envolvidos 
em seu processo de desenvolvimento. 
No entanto, fica evidente que o caminho a percorrer é longo e cheio de barreiras, principalmente 
pelo fato da Educação Especial e Inclusiva ser uma concepção recente, e a escola vem se 
adaptando para atender essa nova visão. Portanto, caro(a) aluno(a), é válido ressaltar a 
importância da promoção de ações pedagógicas que buscam atender a inclusão de pessoas com 
deficiência no contexto escolar. 
Leitura Complementar 
Reflexões Sobre a Inclusão, a Diversidade, o Currículo e a Formação de Professores 
A escola não é mais a mesma, aquele espaço homogeneizado, em que se via e/ou atendia 
apenas crianças tidas como normais. Com o crescimento do discurso da inclusão e diversidade, 
cada vez mais se vê surgir na sociedade uma nova escola, mais aberta, diversa e integral, 
tornando o espaço escolar mais colorido e rico em aprendizagem. A entrada das crianças com 
necessidades educativas especiais na escola, verdadeiramente representou um marco social, 
fruto de uma enorme conquista histórica, como se verá adiante, todavia ainda há muito há fazer 
para a construção de uma escola efetivamente inclusiva e comprometida com a diversidade. 
Assim, as reflexões a respeito de como fugir e/ou contribuir para uma prática não segregacionista 
e preconceituosa, que costumam fazer parte dos espaços educacionais, constitui imperativo no 
presente, tanto para profissionais ligados a educação como à agentes de pesquisas de cunho 
teóricas sobre esse setor da educação. Deste modo, o presente trabalho aborda o tema da 
diversidade e inclusão escolar, assim como as questões ligadas ao currículo e formação de 
professores para o exercício dessa prática inclusiva e aberta a diversidade. Temas bastantes 
relevantes na atualidade, já que o tempo presente reclama pela construção cada vez mais de 
escolas inclusivas e abertas a diversidade. O trabalho está dividido em três tópicos. No primeiro 
são discutidas questões conceituais em relação à diversidade e inclusão. No segundo é abordada 
a temática do currículo e sua contribuição para a construção de uma escola e prática docente 
diversa e inclusiva. Por fim, o terceiro, é voltado para o debate da temática da formação do 
professor e sua prática para uma ação inclusiva de respeito à diversidade. Feita essas 
considerações, passemos a discussões dos assuntos nos tópicos destacados. 
Dê um click para ler o texto na íntegra: 
BORGES, A et al. Reflexões sobre a inclusão, a diversidade, o currículo e a formação de 
professores. In: CONGRESSO ACADÊMICO-CIENTÍFICO DA UEG PORANGATU, 3, 2013, 
Porangatu. Anai. Porangatu: UEG, 2013. 
Referências 
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também o contexto historiográfico dos jogos e brincadeiras ao longo dos tempos, 2008. 
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para organização e funcionamento de serviços de educação especial: área de altas 
habilidades. Brasília, 1995. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção 
Básica. Saúde Mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 176 p. 
CUNHA, A. E. Práticas pedagógicas para inclusão e diversidade. 4. ed. Rio de Janeiro: Walk, 
2014. 
DINIZ, D. O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense, 2007. 
EXTRA. Pianista cego e autista de 7 anos grava todas as músicas de Sandy e Junior e 
sonha conhecer a dupla. 2019. Disponível em: https://extra.globo.com/sandy-e-junior/pianista-
cego-autista-de-7-anos-grava-todas-as-musicas-de-sandy-junior-sonha-conhecer-dupla-
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FERREIRA, A.L.; ACIOLY-RÉGNIER, N. M. Contribuições de Henri Wallon à relação cognição e 
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MASINI, E. F. Do sentido... pelos sentidos... para o sentido. Niterói: Intertexto; São Paulo, 
Vetor, 2002. 
MININI, V. C. M. Concepções pedagógicas e práticas de ensino: significações de professores a 
partir da associação livre de palavras. Psicol. educ., n. 28, p. 109-127, 2009. 
RANGNI, R. de A. COSTA, M. P. R. da. As altas habilidades/superdotação: entre termos e 
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se de dificuldade intelectual e desenvolvimental (DID). Por quê? Revista Brasileira de Educação 
Especial, Marília, v. 18, n. 1, p. 3-16, jan.-mar. 2012. 
SILVA, T. T. (Org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. 10. ed. 
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https://extra.globo.com/sandy-e-junior/pianista-cego-autista-de-7-anos-grava-todas-as-musicas-de-sandy-junior-sonha-conhecer-dupla-23779352.html
https://extra.globo.com/sandy-e-junior/pianista-cego-autista-de-7-anos-grava-todas-as-musicas-de-sandy-junior-sonha-conhecer-dupla-23779352.html
https://extra.globo.com/sandy-e-junior/pianista-cego-autista-de-7-anos-grava-todas-as-musicas-de-sandy-junior-sonha-conhecer-dupla-23779352.html
http://www.cbo.com.br/subnorma/conceito.htm
SUPLINO, I. O. Comunicação e inclusão social: análise das contribuições do cinema para o 
processo de inclusão social. Contemporânea, Rio de Janeiro, ed. 16, v. 8, n. 3, 2010. 
VYGOTSKY. L. S. Obras escogidas V. Madrid: Centro de Publicaciones Del MEC y Visor 
Distribuciones, 1997. 
 
UN 3 
 
 Educação e Inclusão I 
 
Olá, caro(a) aluno(a), sejabem-vindo(a) a nossa terceira unidade. Nesta unidade iremos iniciar 
nossa discussão mediante a abordagem dos aspectos pedagógicos que norteiam a Educação 
Inclusiva. Com isso será possível compreender a Educação Especial não somente como um 
desafio que depende de todos os envolvidos no processo de aprendizagem, mas com uma ação 
coletiva que depende da vontade e capacitações dos professores, gestores e da comunidade 
para cumprir seu objetivo principal que é a inclusão de pessoas com deficiências, em âmbitos 
regulares. 
Nesse sentido, é válido ressaltar, caro(a) aluno(a), que a educação inclusiva significa educar 
todas as crianças em um mesmo contexto escolar, levando em consideração as condições de 
cada aluno. Uma vez que a inclusão não é vista como problema, mas sim como diversidades. 
Assim, a ideia é ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de vivências a todas as 
crianças. 
O nosso estudo, dará ênfase às práticas educativas que contemplam o currículo, as metodologias 
e a avaliação de pessoas com deficiência, além da participação da família no contexto escolar, 
assim como a Educação Sexual de pessoas com deficiência. 
A escola é considerada como o espaço mais propício para promover a inclusão de pessoas com 
deficiências, pois apresenta o melhor ambiente para possibilitar a inclusão de forma integral, uma 
vez que sua função consiste em formar para a cidadania. 
Bons estudos! 
 
Aspectos Pedagógicos da Educação 
Inclusiva 
https://moodle.ead.unifcv.edu.br/course/view.php?id=3983#section-5
A Educação Especial defende a ideia de que a educação de pessoas com deficiência não deve 
ser realizada separadamente, ou seja, os alunos com deficiência devem poder interagir em meio 
a um ambiente comum aos demais. Assim, o Atendimento Educacional Especializado atuaria 
como um apoio complementar para o desenvolvimento do aprendizado das crianças com 
deficiência. No entanto, Fávero (2007, p. 20) relata que a Constituição Brasileira e as convenções 
internacionais apresentam o Atendimento Educacional Especializado como uma forma válida de 
tratamento diferenciado, desde que: 
Seja adotado quando realmente exista uma necessidade educacional especial, ou seja, algo do 
qual os alunos sem deficiência não precisam; seja oferecido preferencialmente no mesmo 
ambiente (escola comum) frequentado pelos demais alunos; se houver necessidade de ser 
oferecido à parte, que isso ocorra sem dificultar ou impedir que crianças e adolescentes com 
deficiência tenham acesso às salas de aula do ensino comum no mesmo horário que os demais 
alunos frequentam; não seja adotado de forma obrigatória, ou como condição para o acesso do 
aluno com deficiência ao ensino comum. (FÁVERO, 2007, p. 20). 
Dessa forma, podemos dizer que a Educação Especial engloba a oferta de tratamento 
diversificado, com o intuito de promover a inclusão de pessoas com deficiência em contextos 
sociais comuns. Contudo Fávero (2007) relata que o art. 208 da Constituição Federal, que 
garante a toda criança o direito à educação, não oferta às pessoas com deficiência um ensino 
direcionado a atender as especificidades de cada criança, fazendo com que a Educação Especial 
não siga uma concepção de inclusão. Assim, a Educação Especial mantém a exclusão das 
pessoas com deficiência, mesmo que de forma indireta. Nesse sentido, o atendimento 
diferenciado deve ser ofertado em todos os níveis de ensino escolar, devendo, assim, funcionar 
de forma similar nos níveis de ensino superior. 
Ao se tratar da Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) podemos observar que 
sua interpretação não vem ocorrendo de forma correta, visto que os art. 58 e 59 levam a pensar 
que o ensino regular pode ser substituído pelo ensino especial. 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação 
escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. (Redação dada pela 
Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender 
às peculiaridades da clientela de educação especial. 
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, 
sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração 
nas classes comuns de ensino regular. 
Observe, caro(a) aluno(a), que os artigos 58 e 59 da LDBEN, podem ser contraditórios a algumas 
das legislações já abordadas ao longo de nosso estudo. Dessa forma, Fávero (2007) salienta que 
a Educação Especial sempre foi entendida como capaz de substituir o espaço de ensino regular 
pela permanência contínua em espaços específicos direcionados somente a atender crianças 
com deficiência. 
Nesse sentido, ao olharmos Educação Especial sobre a concepção da educação inclusiva, a 
escola é entendida como um espaço de todos, em que o aluno constrói o conhecimento de 
acordo com suas capacidades, tem liberdade para expressar suas ideias, participar das tarefas 
de ensino e se desenvolver como sujeito que faz parte de uma sociedade. A educação inclusiva 
não delimita o desenvolvimento do aluno de acordo com sua deficiência ou dos padrões definidos 
pelo meio social, pois todos são iguais e possuem suas diferenças (CARVALHO, 2011). 
A adoção desta prática inclusiva ainda se encontra em andamento, pois, para que ocorra a 
adesão dessas novas práticas, são necessárias grandes mudanças, visto que não envolve 
somente a escola e a sala de aula, mais sim a sociedade em geral. Isto é, para que a escola 
possa se concretizar, é necessário conscientizar a sociedade dessa nova concepção, esse novo 
conceito, assim como a redefinição e a aplicação de alternativas e práticas pedagógicas e 
educacionais compatíveis com a inclusão. 
 
 
 
A Prática para Educação Inclusiva na Escola e outros Espaços Educativos: Princípios, Currículo, 
Metodologia e Avaliação 
 
A Educação Inclusiva compreende a escola como um espaço de todos, onde o aluno é o sujeito 
de direito e foco central de todas as ações educacionais, de forma que o aluno constrói seu 
conhecimento de acordo com sua capacidade. Na escola inclusiva, predomina o respeito e as 
especificidades de cada aluno, sem que sejam classificados como normais ou especiais. Todos 
se igualam pelas diferenças. 
A adesão da prática inclusiva é uma tarefa difícil e não é rápida, pois vai além do contexto da 
escolar. Isto é, para que a escola concretize essa nova concepção, é necessário atualizar e 
desenvolver conceitos e práticas pedagógicas compatíveis com essa nova concepção de 
educação. A Educação Inclusiva impõe uma escola em que todos os alunos são inseridos sem 
qualquer limitação que possa restringir sua participação ativamente no processo escolar. Essa 
nova posição da escola leva aos educadores a responsabilidade de construir um espaço de 
aprendizagem para todos os alunos, problematizando o currículo, os processos de avaliação, 
bem como as políticas públicas que favorecem a garantia de acesso e permanência ao ensino a 
todos os alunos (MINETTO, 2012). 
A proposta que rege a construção da escola inclusiva depende de uma variedade de mudanças e 
decisões que precisam ser tomadas em uma ação coletiva, que une todos os envolvidos no 
processo educacional para a elaboração do Projeto Político Pedagógico. Dessa forma, a escola 
inclusiva só se torna inclusiva mediante a participação consciente de todos os agentes envolvidos 
em seu processo educacional, isto é, gestores, professores, familiares e membros da comunidade 
na qual cada aluno vive (MINETTO, 2012). 
A Educação Inclusiva busca fazer da aprendizagem o núcleo central das escolas, de modo que o 
aluno tenha todo tempo necessário para aprender e se desenvolver como cidadão. Por outro 
lado, a Educação Inclusiva tem como princípio a valorização dadiversidade e da comunidade 
humana, na luta pelo combate à desigualdade, à exclusão, assim como a permanência e 
aprendizagem de forma participativa de todos os estudantes. 
Ao que cabe a adequação do currículo e da avaliação, métodos e técnicas educacionais que 
atendem as especificidades dos alunos com deficiência, inclusive aos que apresentam altas 
habilidades, o artigo 59 da LDBN/96 prevê que o sistema de ensino deve assegurar: 
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica, para atender às 
suas necessidades; 
II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a 
conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em 
menor tempo o programa escolar para os superdotados; 
III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento 
especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses 
educandos nas classes comuns; 
IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, 
inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho 
competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que 
apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; 
V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o 
respectivo nível do ensino regular (BRASIL, 1996, p. 22). 
Assim, a escola deve contar com uma estrutura arquitetônica e uma equipe pedagógica 
preparada a fim de contemplar os objetivos da educação inclusiva. 
O currículo pode ser compreendido como um espaço privilegiado de política de identidade, em 
que se define não apenas a forma que o mundo deve ter, mas também a forma como as pessoas 
e os grupos devem ser. Essa teoria que envolve o currículo refere-se à prática de uma realidade 
prévia muito bem estabelecida, em que se encobrem muitas crenças e valores por meio de um 
comportamento didático, político, administrativo e econômico (MINETTO, 2012). 
Com isso, a escola precisa promover estratégias para o acesso ao currículo, métodos 
diversificados e ações pedagógicas efetivas, considerando as diferenças entre os sujeitos e as 
especificidades que essas diferenças impõem, enfatizando a premissa de que todos os 
estudantes têm direito à educação de qualidade, inclusiva e equitativa, em todos os níveis e 
modalidades educacionais. 
Sendo assim, segundo as Diretrizes da Educação Especial, para a Construção de Currículos 
Inclusivos tem-se: 
[...] o desafio da participação e aprendizagem, com qualidade, dos alunos com necessidades 
especiais, seja em escolas regulares ou em escolas especiais, exige da escola a prática da 
flexibilização curricular que se concretiza na análise da adequação de objetivos propostos, na 
adoção de metodologias alternativas de ensino, no uso de recursos humanos, técnicos e 
materiais específicos, no redimensionamento do tempo e espaço escolar, entre outros aspectos, 
para que esses alunos exerçam o direito de aprender em igualdade de oportunidades e condições 
(PARANÁ, 2006, p. 09). 
É válido ressaltar, caro(a) aluno(a), que a escola inclusiva é responsável por oportunizar a 
apropriação do conhecimento escolar, atendendo de modo geral as especificidades de cada 
aluno e, por isso, é importante enfatizamos o valor da adoção de adaptação curricular para que 
os alunos com necessidades educacionais especiais tenham as mesmas condições e 
oportunidades para se desenvolver e aprender. 
 
REFLITA 
“A flexibilidade é outro fator que contribui para a remoção das barreiras da aprendizagem. Traduz-
se pela capacidade do professor de modificar planos e atividades à medida que as reações dos 
alunos vão oferecendo pistas”. 
Fonte: Carvalho (2011, p. 67). 
De acordo com Carvalho (2011), a pluralidade das manifestações humanas se revela nas 
relações cotidianas da escola, em razão disso, a necessidade de um sistema educacional 
inclusivo que busque novas formas de organização e elaboração do trabalho do professor com a 
garantia da adoção de práticas necessárias para o acesso ao conhecimento e a participação de 
todos, isto é, a reconfiguração das práticas pedagógicas para atender a necessidade de cada 
aluno. 
Nesse sentido, Mantoan (2015) afirma que: 
A inclusão implica uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita aos alunos com 
necessidades educacionais especiais e aos que apresentem dificuldades de aprender, mas a 
todos os demais, para que obtenham sucesso na corrente educativa geral. Os alunos com 
necessidades educacionais especiais constituem uma grande preocupação para os educadores 
inclusivos, mas todos nós sabemos que a maioria dos que fracassam na escola são alunos que 
não vem do ensino especial, mas que possivelmente acabarão nele (MANTOAN, 2015, p. 196). 
Essa situação nos faz refletir sobre a necessidade de compreender os processos de inclusão 
escolar, como frutos das lutas articuladas pelas minorias sociais excluídas contra um processo de 
exclusão. Dessa forma, caro(a) aluno(a), torna-se indispensável que nós como professores 
busquemos contribuir para promover a escola como espaço de aprendizagem que atende a todos 
os alunos, problematizando o currículo escolar, os processos de avaliação, os momentos de 
formação, planejamento, as relações estabelecidas nesse cotidiano, os apoios que necessitamos 
para dar conta de todos os alunos, as parcerias necessárias, bem como as políticas públicas 
favorecedoras da garantia de acesso, permanência e ensino com qualidade a todos os alunos. 
É válido ressaltarmos, caro(a) aluno(a), que, de acordo com Diretrizes Curriculares Nacionais 
para Educação Especial (BRASIL, 1996), o conceito que define a Escola Inclusiva, implica uma 
nova postura da escola comum, que propõe no projeto político pedagógico, no currículo, na 
metodologia de ensino, na avaliação e na atitude dos alunos, nas ações que favoreçam a 
integração social e sua opção por práticas heterogêneas. Isto é, a escola se prepara e capacita 
seus professores para oferecer educação de qualidade para todos, inclusive para os educandos 
com necessidades especiais. 
Portanto, a Educação Especial já não é mais ofertada de forma paralela ou segregada ao sistema 
educacional, mas sim como um conjunto de medidas que a escola que oferta o ensino regular 
disponibiliza a serviço de adaptar as especificidades dos alunos. Foi em razão desse parâmetro 
que no Brasil a necessidade de se pensar um currículo para a escola inclusiva foi oficializada, 
criando Parâmetros Curriculares Nacionais que atendessem a uma nova concepção de Educação 
Especial e inclusiva. 
Nesse documento o conceito de adaptações curriculares é abordado como estratégias e critérios 
de situação docente, que visam oportunizar a ação educativa escolar às especificidades da 
aprendizagem dos alunos (BRASIL, 1996). Dessa forma, podemos abordar duas vertentes de 
adaptação curricular, sendo uma voltada para a acessibilidade ao currículo e a outra voltada a 
atender as adaptações pedagógicas. 
Assim, quando nos referimos a adaptações de acessibilidade ao currículo, estamos falando de 
eliminar barreiras arquitetônicas e metodológicas, que são pré-requisito para que o aluno com 
deficiência possa frequentar a escola de ensino regular com autonomia e participar das atividades 
acadêmicas propostas para os demais alunos. 
Dentre as adaptações que a escola pode realizar para facilitar a acessibilidade de crianças com 
deficiência física ao âmbito escolar, inúmeros ajustes podem ser feitos, podendo ser citados como 
exemplo: as rampas, as barras de apoio para banheiros e carteiras adequadas e com espaço 
suficiente para a locomoção do aluno com deficiência. 
Para atender aos alunos com deficiência sensorial, a escola pode promover ações que facilitam 
sua comunicaçãoe sua locomoção dentro do âmbito escolar. 
O intérprete de LIBRAS, o professor de apoio, os recursos que permitem a transição em Braile, 
recursos pedagógicos adaptados a facilitar a aprendizagem de deficientes visuais, o uso de 
comunicação alternativa para os alunos com paralisia cerebral ou dificuldades de expressão oral, 
entre outros recursos que podem facilitar a inclusão desse aluno com deficiência, no âmbito das 
escolas de ensino regular. É válido ressaltar que a Lei nº 13.146, de 6 de Julho de 2015, garante 
ao aluno com deficiência o direito de solicitar um profissional de apoio, quando necessário. Esse 
profissional pode ser um professor de apoio pedagógico ou um intérprete para as pessoas 
surdas. 
Em relação às adaptações pedagógicas curriculares, de planejamento, objetivos, atividades e 
formas de avaliação, no currículo como um todo, são adaptações que visam atender as 
necessidades de aprendizagem dos alunos com necessidades especiais. Assim, as adaptações 
curriculares consistem em possibilitar o caminho para o atendimento às necessidades específicas 
de aprendizagem dos alunos, de forma que a identificação dessas “necessidades” requer que os 
sistemas educacionais modifiquem não apenas as suas atitudes e expectativas em relação a 
esses alunos, mas que se organizem para construir uma real escola para todos, que dê conta 
dessas especificidades (MINETTO, 2012). 
De acordo com o BRASIL (1996), essas adaptações curriculares realizam-se em três níveis: 
1 
Adaptações no nível do projeto pedagógico (currículo escolar) que devem focar principalmente na 
organização escolar e nos serviços de apoio, propiciando condições estruturais que possam 
ocorrer no nível de sala de aula e no nível individual. 
2 
Adaptações relativas ao currículo da classe, que se referem, principalmente, à programação das 
atividades elaboradas para sala de aula. 
3 
Adaptações individualizadas do currículo, que focam a atuação do professor na avaliação e no 
atendimento a cada aluno. 
Dessa forma, caro(a) aluno(a), a Educação Inclusiva, sob a ótica curricular, reconhece que o 
aluno com necessidades especiais faz parte da classe regular, e deve aprender as mesmas 
coisas que os alunos que não apresentam nenhum tipo de deficiência (FARIAS; LOPES, 2015). 
Portanto, precisamos nos concentrar em pequenas modificações que o professor venha a fazer 
em termos de métodos e conteúdos, visando, assim, uma reformulação na organização do projeto 
político pedagógico de cada escola e do sistema escolar, sem deixar de considerar as 
adaptações necessárias para a inclusão e participação efetiva de alunos com necessidades 
especiais em todas as atividades escolares, pois ensinar um aluno com deficiência é o grande 
desafio da Educação Inclusiva, visto que é nesse aspecto que a inclusão deixa de ser uma 
ideologia e se torna ação concreta. 
O ato de avaliar dentro do contexto escolar consiste em um processo de busca de informações 
sobre determinadas fatos, para conduzir uma mediação a fim de possibilitar um melhor 
aprendizado. No contexto escolar, ato de avaliar é essencial, sendo o momento no qual o 
professor faz um diagnóstico sobre o processo de ensino e define estratégias de como 
redimensionar esse processo, refletindo sobre sua prática pedagógica, promovendo a 
aprendizagem dos estudantes e assegurando o direito universal de educação com qualidade, 
conforme descreve a DCNEB (2013, p. 76). 
Art. 47. A avaliação da aprendizagem baseia-se na concepção de educação que norteia a relação 
professor- estudante- conhecimento- vida em movimento, devendo ser um ato reflexo de 
reconstrução da prática pedagógica avaliativa, premissa básica e fundamental para se questionar 
o educar, transformando a mudança em ato, acima de tudo, político. 
Portanto, no contexto escolar, o ato de avaliar se dá de maneira diagnóstica, na qual a situação 
de aprendizagem é analisada e pode ser usada para a averiguar a apropriação do conhecimento. 
A avaliação auxilia o professor com elementos para uma reflexão sobre a sua prática e o 
encaminhamento do trabalho com metodologias diferenciadas. Já para o estudante, é o indicativo 
de suas conquistas, dificuldades e possibilidades. E para a escola, a avaliação de constitui como 
instrumento diagnóstico para repensar sobre a organização do trabalho pedagógico, a fim de 
assegurar o desenvolvimento integral dos estudantes, vislumbrando uma educação com 
qualidade e o direito de aprendizagem. 
 
 A Participação da Família e Escola 
 Muitas das decisões que precisam ser tomadas pela escola na construção do Projeto 
Político Pedagógico estão diretamente relacionadas às mudanças que constituem o 
propósito da educação inclusiva, que visa fazer da aprendizagem o eixo principal da 
escola, em prol de garantir o tempo necessário para que o aluno aprenda e se desenvolva 
de forma coletiva, comunicativa, criativa e crítica. 
 Em razão disso, a família necessita ser parte interessada e presente nesse processo, visto 
que o amparo e a compreensão familiar são fatores indispensáveis para a inclusão escolar 
e social do aluno com deficiência. É preciso que as famílias aceitem que as crianças com 
deficiência, na maioria das vezes, podem atuar como seres autônomos, não dependentes 
do mundo, mesmo que na visão dos pais superprotetores, essa criança não possa conviver 
como os demais (SASSAKI, 2009). 
 Dessa forma, caro(a) aluno(a), a família é considerada pela sociedade como o elemento 
primário para a promoção da inclusão do sujeito com deficiência no convívio social, sendo 
caracterizada como a relação primordial para o desenvolvimento humano. Assim, para que 
se possa incorporar a sociedade em uma nova concepção sobre um olhar inclusivo, faz-se 
necessário uma mudança no pensamento das pessoas e na estrutura da sociedade, mas, 
acima de tudo, de todos os familiares da pessoa com deficiência. 
 Esta ação de inclusão é um processo gradativo, que de nada adianta se dentro do próprio 
núcleo familiar a pessoa com deficiência é restringida a socialização. Segundo Bastos et 
al. (2007), toda família apresenta experiências e características próprias, enquanto em um 
âmbito de trabalho, o sujeito com deficiência constrói novas experiências, enfrenta crises e 
novidades. 
 É na família, enquanto contexto de desenvolvimento humano, que crianças são 
gradualmente orientadas para tornarem-se adultos, mediante regras da vida cultural, 
muitas vezes não escritas [...] Em uma sociedade desigual como a brasileira, é 
indispensável levar em conta que as famílias ocupam espaços diferenciados em sua luta 
por sobrevivência e reprodução da vida. E, ao ocupar estes espaços, estabelecem 
relações de convivência, conflituosas ou não, trocam experiências, acumulam saberes, 
habilidades, hábitos e costumes, reproduzindo concepções e cultura (BASTOS et al., 2007, 
p. 162-163). 
 Dessa forma, o núcleo familiar consiste em um espaço fundamental para a promoção da 
socialização do sujeito com deficiência, pois são responsáveis por mediar a construção da 
relação do sujeito com deficiência com o mundo externo, ou seja, a sociedade. Portanto, 
caro(a) aluno(a), não é possível falarmos sobre a Educação Especial e Inclusiva sem 
relacionar seu desenvolvimento com fatores do contexto familiar em que o sujeito com 
deficiência está inserido, mesmo porque a deficiência não se restringe exclusivamente ao 
indivíduo que a tem, uma vez que a família também é parte fundamental dessa 
experiência, pois é a primeira a socializar com o sujeito com deficiência (BIASOLI-ALVES, 
2008). 
 Desse modo, quanto mais cedo a família iniciar o processo de conscientização para 
promover a inclusão social e posteriormente auxiliar na inclusão profissional da pessoa 
com deficiência, mais chances dessa pessoa ter um desenvolvimento pleno. É válido 
salientar que os obstáculos enfrentados por cada família são diferentes, pois cada família e 
cada pessoacom deficiência é única, tendo, assim, seus aspectos peculiares dependentes 
de fatores relacionados ao desenvolvimento, a maturidade, a condição social e financeira 
de cada uma. 
 O desenvolvimento de uma criança com deficiência que vive em uma família mais 
estruturada financeiramente apresenta mais recursos que facilitam a ultrapassar algum dos 
obstáculos que impedem seu progresso, uma realidade diferente da maioria das famílias 
do país. Assim, podemos dizer que questões financeiras podem dificultar o 
desenvolvimento das crianças com deficiência. 
 A família pobre não se constitui como núcleo, mas como uma rede com ramificações que 
envolvem níveis de parentesco como um todo, configurando uma trama de obrigações 
morais que enreda os indivíduos em dois sentidos: ao dificultar sua individualização e ao 
viabilizar sua existência como apoio e sustentação básicos [...]. Neste contexto, as 
crianças não são responsabilidade apenas do pai e da mãe, mas de toda a rede de 
sociabilidade em que a família está envolvida (BASTOS et al., p. 160-161). 
 Esse fator de desigualdade dificulta o desenvolvimento do sujeito com deficiência, assim 
como sua relação com o meio social, uma vez que a falta de recursos financeiros pode 
causar um quadro de abandono ou de isolamento no seio familiar. Porém, em casos assim, 
a única coisa que podemos afirmar, caro(a) aluno(a), é que a família tem por obrigação a 
responsabilidade de promover um espaço de apoio mútuo, de compreensão e aceitação. 
 Por fim, a realidade é que todos nós sabemos que a família exerce um papel de extrema 
importância na vida da criança, sobretudo na de uma criança com deficiência, pois é na 
família que se encontram os laços afetivos necessários para o desenvolvimento e bem-
estar de seus componentes. Assim, ela desempenha um papel fundamental na formação 
dos valores éticos e morais de seus integrantes. 
 
 Sexualidade 
 
Sabemos que a Educação Inclusiva é um tema muito estudado, no entanto quando nos referimos 
à Educação Sexual de crianças e jovens com deficiência, podemos dizer que, por ser 
considerado um tema bem delicado, muitas vezes é deixado de lado, tanto no contexto escolar 
quanto no contexto familiar. Assim, quando pensamos no verdadeiro sentido da educação, que 
consiste em conduzir o aluno a descobrir o desconhecido, percebemos que a Educação Inclusiva 
não é tão complexa, pois deixa de abordar determinados temas devido a questões ligadas a 
tabus impostos pela sociedade e a falta de compreensão sobre tal necessidade. 
De acordo com Maia e Ribeiro (2009, p. 46), “o educador deve ter discernimento para não 
transmitir valores, crenças e opiniões como sendo princípios ou verdades absolutas”. Partindo 
disso, entendemos que o professor que atua na formação de crianças e jovens, tanto no ensino 
regular quanto na educação especial, deve deixar de lado todas as questões pessoais que 
envolvam algum tipo de crença, para que, assim, possa desenvolver determinados aspectos de 
seu trabalho, como é o caso da Educação Sexual. 
Dessa forma, caro(a) aluno(a), para compreendermos a importância da Educação Sexual, para a 
vida e o desenvolvimento do sujeito, iremos discutir sobre as contribuições possíveis para o 
sucesso no trabalho desenvolvido na modalidade da Educação Inclusiva. Segundo Maio (2011, p. 
182), uma proposta de educação sexual “adequada, consciente e emancipadora poderia 
contribuir para o objetivo de tornar toda a comunidade educativa apta a discutir assuntos 
importantes para o discernimento, na área da sexualidade”. 
Portanto essa discussão que aborda a Educação Sexual dentro da modalidade de Educação 
Inclusiva não é uma tarefa fácil, pois ambas são frutos de conquistas adquiridas ao longo da 
nossa história. Por outro lado, Braga (2009) destaca que a ausência de profissionais da educação 
preparados para desenvolver essa discussão na escola impede que a temática seja debatida em 
âmbitos educacionais. 
[...] as manifestações sexuais que aparecem na escola demonstram, a cada momento, as 
dificuldades que as instituições educativas apresentam quando tratam da temática da sexualidade 
em seu cotidiano. Uma proposta de educação sexual adequada, consciente e emancipadora 
poderia contribuir para o objetivo de tornar toda a comunidade educativa apta a discutir assuntos 
importantes para o discernimento, na área da sexualidade (BRAGA, 2009, p. 03). 
Com isso, podemos dizer que a sexualidade no espaço escolar é uma necessidade. No entanto a 
educação sexual de crianças e jovens com deficiência ainda não tem sido muito abordada. A 
abordagem dessa temática no âmbito da educação de pessoas com deficiência contribui para 
uma vida mais significativa, visto que muitas vezes os alunos com deficiência se isolam do meio 
social devido a questões emocionais que os fazer se sentir como pessoas inferiores aos demais. 
Sendo assim, não basta apenas garantir a inclusão do aluno com deficiência no contexto escolar, 
mais a escola deve garantir a esse aluno com deficiência os mesmos direitos que os demais, ou 
seja, a escola deve atender todas as necessidades educacionais dos alunos sem restringir sua 
aprendizagem devido a sua deficiência. 
Segundo Teixeira e Braga (2008), pessoas com deficiências foram excluídas do processo 
histórico, pois ao analisar os projetos políticos pedagógicos de instituições que ofertam a 
educação para pessoas com deficiência, notaram que essa temática não é abordada dentro do 
âmbito da Educação Especial e Inclusiva, principalmente com alunos com deficiência mental. 
Ao debatermos sobre a inclusão educacional não podemos deixar de questionar, quanto ao 
conceito de sujeito que queremos para os alunos com necessidades educacionais, já que se trata 
da diversidade humana, que de acordo com os estudos realizados, verificamos que em alguns 
momentos da história os alunos com necessidades educacionais especiais estavam inseridos no 
processo de escolarização, em espaços de segregação ou de exclusão, dependendo das 
relações sociais de cada época: nos asilos e em escolas especiais impedidos de se 
desenvolverem em um processo de aprendizagem participativo (TEIXEIRA; BRAGA, 2008, p. 03). 
 
ATENÇÃO 
Podemos afirmar que é importante que haja uma proposta pedagógica adequada, com currículo 
flexível, que contemple as necessidades de todos os alunos, seja com deficiência ou não, de 
modo que torne o processo educativo mais significativo. Dessa forma, caro(a) aluno(a), podemos 
afirmar que a Educação Especial e Inclusiva continua em déficit, visto que o aluno com deficiência 
ainda não tem a mesma aprendizagem que os demais, pois são restringidos a aprenderem 
somente parte do que é ofertado aos alunos sem deficiência. 
Nesse sentido, Maia e Ribeiro (2009, p. 46) contribuem ao dizer que 
[...] a orientação sexual não deve e não pode ter como objetivo a transmissão de verdades ou 
valores morais, tampouco reduzir se à transmissão de informações, mas é preciso que o 
educador tenha bem clara a importância de que seu aluno amplie a visão de mundo que tem e 
descubra por si como conquistar um caminho e um espaço na sociedade que o leve a ter uma 
vida sexual mais plena possível, transpondo as barreiras da desigualdade sexual, do preconceito, 
dos tabus, do medo e da intolerância. 
Partindo disso, podemos entender que ao propiciar a ampliação da visão e a abertura de novos 
horizontes aos alunos com deficiência, diminuímos as barreiras que os definem como pessoas 
dependentes ou incapazes, pois não podemos defini-los como pessoas inferiores, sendo que sua 
aprendizagem ocorre de forma defasada, devido a vários fatores que as restringiram a essa 
aprendizagem. 
Sendo assim, fica claro que o comportamento de pessoas com deficiência pode ser diferente do 
comportamento de uma pessoa que não apresenta nenhum tipo de deficiência, pois grande parte 
das pessoas com deficiência não recebe nenhum tipo de orientação sexual.Segundo Maia e 
Ribeiro (2009, p. 26), 
[...] faltam estratégias educacionais que ensinem o portador de deficiência a discriminar os 
comportamentos socialmente aceitos. Muitos comportamentos e expressões da sexualidade, 
comuns em crianças e jovens, como a masturbação, os jogos sexuais, o “ficar” com, namorar, 
perguntar e comentar sobre sexualidade, etc., são interpretados por educadores e pais como 
aberrações quando aparecem em pessoas com deficiência intelectual, porque muitas vezes, 
essas expressões são públicas, inadequadas e até mesmo incompatíveis com o corpo físico 
adulto. 
Maia e Ribeiro (2009) complementam que as famílias e os educadores de pessoas com 
deficiência se assustam com a abordagem de ações voltadas a questões sexuais de deficientes, 
pois mesmo estando em uma época que a população tem fácil acesso à informação, grande parte 
da sociedade ainda não possui conhecimento sobre a sexualidade dessas pessoas. 
 
SAIBA MAIS 
Percebe-se que a sexualidade se tornou um assunto presente no dia a dia das pessoas, 
principalmente na escola. Diante disso, buscar compreender todos os campos que envolvem a 
sexualidade humana também é tarefa do educador, já que ele tem a tarefa de transmitir 
conhecimentos acadêmicos e, assim, possibilitar a construção de novas aprendizagens para o 
aluno. A escola, portanto, se mostra um ambiente ideal para a reflexão sobre o tema sexualidade. 
Todos os dias presenciamos velhas práticas e concepções acerca desse assunto, enraizando 
ainda mais conceitos tradicionalistas e preconceituosos a respeito da sexualidade humana, não 
distante disso está a sexualidade da pessoa com deficiência. Tratar de sexualidade na escola não 
é tarefa fácil para grande parte dos educadores, relacionar isso à pessoa com deficiência então 
se mostra um desafio para o ensino nos dias atuais. Compreender a sexualidade humana e 
principalmente a sexualidade de pessoas deficientes é necessário para que novas práticas sejam 
desenvolvidas na escola, auxiliando-as a se reconhecerem e a reconhecerem seus sentimentos. 
Fonte: Silva e Maio (2014). 
Assim, orientar sexualmente alguém com deficiência consiste em uma tarefa complexa, porém 
tão necessária quanto orientar aquele que não possui deficiência alguma. Isto é, a Educação 
Sexual ainda precisa quebrar os tabus e preconceitos e adentrar no espaço escolar. Para isso é 
preciso que o professor tenha consciência que esse assunto também deve ser abordado com os 
alunos com deficiência, a fim de garantir a eles o direito da mesma aprendizagem dos alunos sem 
deficiência, para que, assim, possam mudar a história da Educação Especial para seguir a 
concepção Inclusiva. 
 
 
CONCLUSÃO UNIDADE 3 
Caro(a) aluno(a), entende-se que a proposta da Educação Especial e Inclusiva visa promover 
práticas pedagógicas que atendam as especificidades de cada aluno. No entanto, ao olharmos 
para o contexto atual da educação, é possível dizer que ainda faltam recursos que promovam o 
sucesso de forma integral do processo de aprendizagem de alunos com deficiência. 
Podemos dizer também que a efetivação da proposta da Educação Especial e Inclusiva depende 
de uma ação conjunta, pois a inclusão não significa somente promover a inserção das pessoas 
com deficiência em ambientes do ensino regular, ignorando suas necessidades específicas, mas 
significa que o professor e a escola devem proporcionar ao aluno condições de aprendizagem 
como os demais, para que, assim, eles consigam suprir suas necessidades. 
A inclusão de alunos com deficiência em classe regular implica no desenvolvimento de ações 
adaptativas, visando a flexibilização do currículo, para que eles possam se desenvolver de 
maneira efetiva em sala de aula de ensino regular, e atender as necessidades individuais de 
todos os alunos. 
Dessa forma, a escola pode ser vista com o espaço mais preparado para realizar essa formação, 
visto que é considerada pela sociedade como um espaço eficaz para formar e transformar a 
realidade do sujeito com deficiência. Por fim, compreendemos, então, que a Educação Especial 
Inclusiva necessita de uma ação em conjunto, em que comunidade, pais, professores e todos os 
envolvidos em seu processo buscam desenvolver a prática inclusiva. 
Leitura Complementar 
Sexualidade na Deficiência Intelectual: uma Análise das Percepções de Mães de 
Adolescentes Especiais 
Sexuality in Intellectual Disabilities: an Analysis of the Perceptions of Mothers of Special 
Adolescents 
Resumo: Adolescência é a fase transitória entre infância e idade adulta, momento importante do 
desenvolvimento humano, marcado por mudanças físicas, psicológicas e sociais relativas ao 
início da sexualidade. Este momento geralmente é conturbado e o poderá ser ainda mais para 
adolescentes com deficiência intelectual (DI) por confrontar com preconceitos e mistificações 
estabelecidas há tempos. A maneira infantilizante e discriminatória de serem tratados pela família 
e sociedade influenciam as percepções das mães de filhos com DI. Assim, objetivando investigar 
as concepções que mães de jovens com DI têm sobre a sexualidade deles e como elas irão 
refletir na adoção de práticas de educação sexual, foram entrevistadas 20 mães de adolescentes 
entre 12 a 18 anos, de ambos os sexos, com diagnóstico de DI, atendidos numa clínica escola 
localizada no estado do Espírito Santo. Analisando as entrevistas, percebeu-se em 12 respostas, 
a ideia de ausência de sexualidade na pessoa com DI, trazendo uma postura infantilizadora e 
superprotetora dessas mães em relação aos filhos, considerando-os com pouca possibilidade de 
desenvolver interesses e comportamentos sexuais. Quanto às concepções das mães nas 
manifestações sexuais de seus filhos, 15 delas revelaram entender que a sexualidade deles é 
diferente da de pessoas sem deficiência intelectual. Percebeu-se que 12 das 20 mães nunca 
orientaram seus filhos sexualmente, alegando que não compreenderiam. Em geral, as mães não 
reconhecem uma identidade sexual em seus filhos e, por conseguinte, não fornecem uma 
educação sexual, reproduzindo a concepção social e cultural que nega a existência da 
sexualidade quando associada à DI. 
Dê um click para ler o texto na íntegra: 
LITTIG, P. M. C. B.; CARDIA, D. R., REIS, L. B.; FERRÃO, E. D. S. Sexualidade na deficiência 
intelectual: Uma análise das percepções de mães de adolescentes especiais. Rev. Bras. Educ. 
Espec., 2012. 
Referências 
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enfrentamento e novidade. In: MOREIRA, L.; CARVALHO, A. M. A. (Orgs.). Família, 
subjetividade, vínculos. São Paulo: Paulinas, 2007. 
BIASOLI-ALVES, Z. M. M. Cuidado e negligência na educação da criança na família. In: 
CARVALHO, A. M. A.; MOREIRA, L. V. de C. (Orgs.). Família e educação: olhares da psicologia. 
São Paulo: Paulinas, 2008. 
BRAGA, E. R. M. Educação sexual e escola. Informativo UEM, ano IV, n. 853, 11 fev. 2009. 
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Lei n. 9.394/96 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares 
Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. 
CARVALHO, R. E. Educação inclusiva com os pingos nos “is”. 7. ed. Porto Alegre: Mediação, 
2011. 
FARIAS, R. R. S.; LOPES, T. A. C. de F. As Pessoas com Deficiência no Contexto da Educação 
Escolar Brasileira. Revista HISTEDBR, Campinas, n. 65, 2015. 
FÁVERO, E. A. G. O direito a uma educação inclusiva. In: GUGEL, M. A.; COSTA FILHO, W. M. 
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pessoas com deficiência. Florianópolis: Obra Jurídica, 2007, p. 89-109. 
MAIA, A. C. B.; RIBEIRO, P. R. M. Orientação sexual e síndrome de down: esclarecimentos 
para educadores. Bauru: Joarte Gráfica e Editora, 2009. 
MAIO, E. R. O nome da coisa. Maringá: UNICORPORE, 2011. 
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escola: o que é? porque? como fazer? São Paulo: Moderna, 
2015. 
MINETTO, M. F. Currículo na educação inclusiva: entendendo esse desafio. Curitiba: 
InterSaberes, 2012. 
PARANÁ, Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a Construção de Currículos 
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SASSAKI, R. K. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de 
Reabilitação (Reação), São Paulo, ano XII, mar./abr. 2009, p.10-16. 
SILVA, M. B. da; MAIO, E. R. Sexualidade e Inclusão: discussões pedagógicas. In: Cadernos 
PDE: Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva do Professor PDE. Paraná, 
2014. Disponível 
em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2014/2
0 14_uem_edespecial_artigo_marta_brito_da_silva.pdf. Acesso em: 29 mar. 2020. 
TEIXEIRA, L. B.; BRAGA, E. R.M. A questão da educação sexual escolar dos alunos da 
educação especial (DM) - se conhecendo para compreender suas emoções e interagir com o 
outro. Maringá: , 2013. 
 
UNIDADE 4 
Educação Inclusiva II 
Introdução 
Olá, caro(a) aluno(a), estamos iniciando a última parte de nosso estudo. Nesta unidade iremos 
conhecer sobre a importância da equipe multidisciplinar no contexto da educação de pessoas 
com deficiência. Além de compreender qual a contribuição da escola para a construção de uma 
comunidade inclusiva, a relação entre a educação inclusiva e a cidadania de pessoas com 
deficiência. 
Há tempos que a educação inclusiva tem sido tema de debates no contexto escolar e social. 
Especialistas buscam, através de políticas públicas e pelo movimento dos direitos humanos, 
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2014/20%2014_uem_edespecial_artigo_marta_brito_da_silva.pdf
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2014/20%2014_uem_edespecial_artigo_marta_brito_da_silva.pdf
atender as ações necessárias para a inclusão de pessoas com deficiência no contexto social e 
educacional. Assim, quando nos referimos à inclusão social das pessoas com deficiência, é 
notório que ainda se enfrenta desafios, visto que esse processo ocorre de forma lenta devido à 
falta de recursos e profissionais para atender todas as pessoas com deficiência. 
Em razão disso, a efetivação dos direitos que cabem às pessoas com deficiência não alcança 
total plenitude, deixando de atender grande parte da população com deficiência. Assim, entende-
se que a escola é a principal responsável por conduzir o processo de inclusão de pessoas com 
deficiência no contexto social e também por promover uma sociedade mais justa e igualitária, 
capaz de romper as barreiras impostas sobre os direitos de pessoas com deficiência. 
Bons estudos! 
Equipe Multidisciplinar: Sua Atuação 
A equipe multidisciplinar consiste em um conjunto de especialistas de diversas áreas, trabalhando 
em prol de um único objetivo, no entanto seu objetivo deve estar articulado com a realidade da 
comunidade em que a escola pertence. Quero dizer, caro(a) aluno(a), que os objetivos das 
equipes multidisciplinares das escolas de ensino regular não são os mesmos, visto que as 
necessidades da comunidade em que elas estão inseridas são diferentes. 
Então, o trabalho da equipe multidisciplinar no contexto da Educação Especial e Inclusiva é para 
atender as necessidades do sujeito com deficiência, assim, é constituído por profissionais da 
educação e da saúde, com o objetivo de promover ações que possibilitem a inclusão desse 
sujeito no meio educacional, a fim de facilitar seu desenvolvimento escolar, por meio da 
identificação de suas dificuldades e potencialidades, respeitando a especificidade de cada aluno. 
Assim, caro(a) aluno(a), para melhor compreender a relação entre a equipe multidisciplinar e 
inclusão escolar, é necessário considerar todos os fatores políticos, sociais e econômicos, os 
quais podem ser impostos como obstáculos para a promoção da inclusão do sujeito com 
deficiência no contexto escolar. É válido destacar que esses fatores também podem ser vistos 
como desafios que afetam de forma substancial o interesse da sociedade de promover uma 
“educação para todos”. 
Portanto, podemos dizer que a educação somente conseguirá atingir seu objetivo quando assumir 
um compromisso social na construção do conhecimento, de forma que possa utilizar o sistema a 
seu favor, ou seja, fazer com que as mudanças realizadas pelo sistema sejam adaptadas para 
atender as necessidades de cada comunidade. 
Então, as equipes multidisciplinares são essenciais à promoção do trabalho pedagógico. A 
participação colaborativa entre os profissionais da equipe multidisciplinar favorece a criação de 
estratégia para atender as necessidades das pessoas com deficiência. Segundo Correia (2010), a 
constituição de equipes para apoiar a inclusão nas escolas é uma estratégia fundamental que 
envolve distintos sujeitos para pensar sobre a efetivação dos processos inclusivos. De acordo 
com Correia (2010), a equipe multidisciplinar pode ser dividida em duas equipes, sendo uma 
responsável por promover estratégias que envolvam o planejamento inclusivo e a outra 
desenvolvendo estratégias colaborativas. 
A equipe de planejamento fica sob a responsabilidade dos pais e professores, que devem pensar 
sobre ações estratégicas que visam o desenvolvimento e a avaliação de um projeto inclusivo para 
as escolas, de forma que mobilize toda a comunidade escolar. A equipe de estratégias 
colaborativas atua como uma “equipe de apoio ao aluno”, formada por especialistas da saúde, 
como psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, além de pais e professores, voltados 
a pensar em estratégias de trabalho para os casos específicos de estudantes incluídos. No 
entanto a formação da equipe multidisciplinar pode variar muito, a depender de cada município 
(SOUZA et al., 2004). 
Ainda na concepção de Correia (2010), a equipe multidisciplinar deve manter a troca de 
informações sobre os alunos, de forma que permita efetuar uma intervenção educacional cujo fim 
seja o de minimizar ou até suprimir o problema do aluno. O envolvimento e a participação das 
famílias nesse processo são consideradas imprescindíveis para a promoção de estratégias que 
possam favorecer a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes com deficiência. 
Lopes e Marquezan (2010, p. 4) destacam: 
[...] que a participação da família do filho com necessidades especiais é decisiva no processo de 
integração/inclusão e indispensável para um construir-se pessoal e participante da sociedade. As 
relações entre famílias de filhos com necessidades especiais oportunizam suporte recíproco para 
o fortalecimento necessário à convivência saudável entre seus membros. A escola, em conjunto 
com a família, deverá implementar as melhores estratégias de ensino-aprendizagem para que o 
aluno portador de necessidades especiais dela se beneficie e nela permaneça. (LOPES; 
MARQUEZAN, 2010, p. 4). 
Nessa perspectiva, Correia (2010) complementa que as famílias devem ser consideradas 
membros valiosos da equipe e devem ser envolvidas nas tomadas de decisões. As práticas e 
políticas de atendimento às famílias devem ser amistosas, respeitando os valores de cada família 
e estabelecendo prioridades que permitam a adaptação do sujeito com deficiência. 
Um dos fatores importantíssimos desta proposta refere-se ao grande avanço da política de 
educação inclusiva como uma rede colaborativa entre o Ministério da Educação, que promove a 
capacitação profissional que atende a educação de crianças e jovens com deficiência, e as 
Secretarias de Educação, que aderiram ao programa de formação continuada, visando atender a 
proposta de atendimento em parceria com a família, o professor regente, o professor e toda a 
equipe multidisciplinar. 
Por outro lado, embora as escolas tenham, por obrigação, que ter em seu espaço uma equipe 
multidisciplinar que atenda às necessidades dos alunos com deficiência,a maior dificuldade 
enfrentada nas escolas, principalmente na rede pública de ensino, é encontrar profissionais 
capacitados da área da saúde para atuação diretamente com os estudantes com deficiências. 
Portanto, caro(a) aluno(a), o trabalho de uma equipe multidisciplinar consiste em uma forma 
específica de organização, que visa atender as necessidades educativas do aluno, de forma 
mútua e coletiva, com os colaboradores da área da saúde e da educação trocando informação 
em prol deste objetivo. 
 
SAIBA MAIS 
Você sabia que segundo os dados apresentados pelo IBGE, em 2015, mais 6,7% da população 
geral possui algum tipo de deficiência? E que atualmente, cerca de 7,5% das crianças brasileiras 
– de até 14 anos de idade, têm uma deficiência diagnosticada, conforme dados divulgados pelo 
IBGE? Em termos de porcentagem pode não parecer um valor muito expressivo, mas quando 
convertemos para números reais, são 47 milhões de brasileiros com deficiência, dos quais quase 
16 milhões são crianças. Mas, mesmo com esse número alto, a inclusão social é uma grande 
barreira para a integração efetiva e abertura de oportunidades igualitárias para essas pessoas. 
Quando pensamos em “inclusão” precisamos expandir nossa ideia de apenas dar acesso aos 
mesmos espaços, mas sim às possibilidades de aprendizagem e atuações que os espaços 
oferecem. Inclusão é um conceito que tem a ver com a sensação de pertencimento. E para ser 
incluída a pessoa precisa fazer parte e ter voz dentro dos grupos nos quais convive, sejam eles 
familiares, sociais, profissionais e acadêmicos. Para que isso seja possível, precisamos nos 
conscientizar e nos preparar para lidar com as diferenças de pensamento, mobilidade, 
comunicação e interação. Devemos nos unir na luta em prol da empatia e direitos. 
Fonte: Micas, Garcez e Conceição (2018). 
 
Construção de uma Comunidade Inclusiva: Desafios e Perspectivas 
Uma escola inclusiva possui o compromisso de lutar por uma sociedade mais igualitária, em que 
todos são tratados com dignidade e respeito. Assim, surge um novo olhar, com grandes desafios 
sobre a inclusão, percorrendo caminhos que nos levam a uma sociedade mais justa e unida na 
luta pelo direito das pessoas com deficiência. 
Assim, quando pensamos em uma escola inclusiva, pensamos em criar possibilidades que 
possam atender às necessidades dos alunos com deficiência. A escola necessita fazer 
adaptações arquitetônicas, flexibilizar o currículo, capacitar professores, rever as metodologias e 
manter uma interação entre a comunidade, a família e a escola. Contudo, essa ação só pode ser 
alcançada mediante a um bom desenvolvimento educacional que busca promover o respeito às 
diferenças, mesmo que não seja em pequena escala, visto que ainda grande parte das crianças 
com deficiência não frequentam a escola de ensino regular. 
Em razão disto, caro(a) aluno(a), podemos dizer que o sistema de ensino ainda está em fase de 
adaptação e requer um empenho maior das escolas de ensino regular, pois para que essa 
inclusão ocorra é indispensável que as escolas que ofertam o ensino regular disponham de 
recursos e de profissionais preparados para atender as especificidades de cada aluno. Outro 
ponto importante refere-se à participação ativa de todos os envolvidos no processo educacional, 
isto é, para que ocorra a adaptação do sistema, é necessário que ocorra um intercâmbio entre os 
gestores, professores, alunos, família e toda a comunidade que a escola pertence. 
A intervenção desse intercâmbio entre esses atores pode ser realizada a partir da construção do 
Projeto Político Pedagógico, que deve envolver todos eles, em prol de promover ações 
significativas para todos (comunidade, escola, família e alunos). Dessa forma, o processo de 
elaboração do projeto necessita de um conhecimento sobre educação, as ações e resultados da 
escola, assim como as ações promovidas pela comunidade, visando sempre valorizar o papel da 
escola em meio ao seu contexto social. 
Portanto, a elaboração do Projeto Político Pedagógico exige um planejamento que busque 
identificar o que a comunidade e a escola desejam alcançar. Nesse sentido, é válido se atentar 
aos obstáculos que uma criança com deficiência terá que enfrentar no âmbito educacional, visto 
que a inclusão desse aluno depende muito do currículo escolar, que deve ter sua função atrelada 
às dificuldades dos alunos. Sendo assim, o Projeto Político Pedagógico da escola ser adaptado, 
baseando-se em situações reais, vivenciadas na comunidade e na escola, para atender as 
necessidades de cada aluno. No entanto devem ser levadas em consideração as reflexões e 
propostas em torno de três dimensões de ação, que competem a segmentos distintos. 
 
O Projeto Político Pedagógico da escola deve apresentar os princípios, objetivos educacionais do 
método de ação e das práticas que serão adotadas para a promoção da ação inclusiva, além de 
definir uma relação entre a escola e a comunidade (BRASIL, 2004). Segundo Libânio (2008), 
essa relação pode promover a construção de uma sociedade mais justa e humana, e também 
valorizar o trabalho coletivo e participativo dos envolvidos nesse processo. Dessa forma, a 
construção do projeto político-pedagógico da escola deve ser um processo coletivo que exige 
reflexão e organização de todos os que dela participam ou se beneficiam. 
A gestão da escola é a principal responsável por conduzir a elaboração desse projeto. Assim, 
deve buscar mobilizar pais, professores e a comunidade a formar uma equipe que reflita sobre os 
princípios, objetivos e metas a serem estabelecidos nesse projeto. Essa ação deve ser refletida 
com muito cuidado, pois é a partir dela que a comunidade dará início ao desenvolvimento de 
ações de inclusão, a fim de transformar-se em uma comunidade inclusiva. Entende-se, então, 
caro(a) aluno(a), que a comunidade desempenha um papel de suma importância na construção 
do Projeto Político Pedagógico. 
De acordo com Conceição et al. (2006), a comunidade é parte indispensável no processo de 
construção da identidade de uma instituição educativa, pois somente com a participação de todos 
é possível promover políticas públicas que atendam aos anseios de toda a comunidade. Dessa 
forma, a construção da comunidade inclusiva depende muito da participação e colaboração dos 
membros, pois na Educação Inclusiva não basta somente que o aluno frequente a escola, essa 
nova concepção implica também em assegurar seus direitos como membros de uma determinada 
sociedade. Isto é, caro(a) aluno(a), para que a inclusão ocorra, não basta somente a escola fazer 
sua parte, pois a inclusão desse aluno não pode ser realizada somente no âmbito escolar. 
Portanto, para que a comunidade adentre a concepção inclusiva, é necessário que todos os 
membros colaborem e participem da elaboração do projeto político pedagógico da escola de sua 
comunidade, visto que esse projeto abrange ações para promover o desenvolvimento do aluno 
com deficiência em suas experiências vivenciadas na comunidade, ou seja, as ações estarão 
voltadas para o desenvolvimento integral do aluno, dentro e fora do contexto escolar. 
 
Educação para Cidadania, uma Questão de Direitos Humanos 
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a 
colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o 
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (Art. 205, CF). 
A educação para a cidadania consiste na formação de pessoas responsáveis, autônomas e 
solidárias para exercer os seus deveres e direitos em forma de diálogo e respeito ao outro, com 
espírito democrático, pluralista, crítico e criativo, tendo como referência os valores dos direitos 
humanos. A educação para a cidadania surge inicialmente na educação não formal, como prática 
de educação popular, por meio da constituição de estratégia de mobilização, organização e 
formaçãode uma cultura cidadã na construção de sujeitos históricos em processos de lutas pelas 
conquistas dos seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais. 
Nesse sentido, é possível afirmar, caro(a) aluno(a), que a educação para a cidadania busca uma 
educação mais democrática em prol de fazer valer os direitos e deveres de todo cidadão. Assim, 
a educação para a cidadania tem início com as lutas sociais, que visam construir uma sociedade 
mais justa e igualitária. 
Outro ponto importante da educação para a cidadania refere-se à integração do sistema de 
educação, que transforma a educação sobre caráter interdisciplinar, ou seja, obriga a superação 
das tradicionais divisões em disciplinas e departamentos com objetivo de estimular uma 
colaboração mais sistemática e orgânica entre as disciplinas: Direito, História, Filosofia, Ciências 
Sociais, Psicologia Social, Serviço Social, educação, entre outras. 
A partir dessa experiência formativa é possível agrupar as principais temáticas ao redor de alguns 
grandes eixos: 
Quadro 2 - Educação para a cidadania 
Eixo Objetivo 
Eixo histórico Aborda a reconstrução da trajetória histórica do surgimento e da afirmação dos Direitos Humanos 
Eixo de 
fundamentação 
Aborda as questões relativas à fundamentação dos direitos Humanos do ponto de vista teórico 
Eixo político 
Discute as teorias e os sistemas políticos atuais e sua relação com os direitos do homem, enfrentando temas, como: 
as diferentes concepções da democracia e os direitos humanos; democracia e liberalismo (democracia e liberdade); 
democracia e socialismo (democracia e igualdade); o papel do Estado e da “nova esfera pública da cidadania” na 
promoção e defesa dos Direitos do homem a nível local, nacional e internacional 
Eixo educacional ou 
formativo 
Estudar as teorias e os métodos pedagógicos mais adequados para uma educação aos direitos humanos nos vários 
contextos (educação formal e informal, movimentos sociais, entidades públicas), abordando aspetos como a 
educação das crianças, jovens e adultos para uma nova cultura dos direitos humanos e da paz e a reflexão e 
sistematização da prática educativa em direitos humanos 
Eixo 
prático/aplicativo 
As medidas e os instrumentos existentes para a realização dos direitos humanos e ao estudo da eficácia social das 
normas de proteção aos direitos humanos e das ações e políticas públicas, do ponto de vista jurídico, explicitando as 
garantias gerais 
Fonte: SECAD/MEC (2010). 
Nota-se, caro(a) aluno(a), que o objetivo desses eixos é diminuir as diferenças sociais, 
transformando a sociedade de forma justa e igualitária. Assim, tais eixos deram início a 
discussões com o objetivo de promover, às pessoas com deficiência, a construção de sua 
cidadania por meio de medidas que visam melhorar a acessibilidade e igualdade de 
oportunidades, proporcionando, assim, a participação e inclusão dessas pessoas em âmbito 
social e promovendo o respeito pela autonomia e dignidade das pessoas com deficiência (OMS, 
2011). 
Dessa forma, no que se refere à educação para cidadania de pessoas com deficiência, podemos 
dizer que por muito tempo a educação de pessoas com deficiência, conforme mencionado na 
Unidade I de nossa apostila, seguiu uma concepção que as restringia de receber apenas um 
atendimento diferenciado, mantendo-as em espaços separados de crianças que não 
apresentavam deficiência. Porém, nas últimas décadas, essa concepção sofreu alterações, 
voltando para a promoção da Educação Inclusiva. Logo, as políticas que regem a Educação 
Especial também sofreram alterações, passando a atender uma concepção Inclusiva que tende a 
assegurar não só a permanência do sujeito com deficiência no âmbito da escola regular, mais sim 
o desenvolvimento integral desse aluno, assim como a valorização e o respeito à sua diversidade. 
Nessa nova concepção não é o aluno que deve se adaptar à realidade da escola, mas a escola 
que deve se adaptar para receber esse aluno com deficiência, aceitando e respeitando suas 
diferenças e garantido uma aprendizagem significativa, para que, assim, o sujeito com deficiência 
passe a se enxergar como membro da sociedade. 
Com isto, caro(a) aluno(a), reforço o que venho dizendo nas unidades anteriores, o processo de 
inclusão ocorre de forma lenta, pois muitas das escolas de ensino regular do país não estão 
preparadas para receber alunos com deficiência. Dessa forma, mesmo que o acesso à educação 
dessas pessoas com deficiência seja assegurado pela Constituição de 1988, é possível afirmar 
que grande parte delas não estão frequentando a escola de ensino regular, muitas nem se 
encontram matriculadas em instituições de ensino devido à falta de condições financeiras 
(CARVALHO, 2008). 
No entanto, de acordo com a Declaração de Salamanca (1994): 
Qualquer pessoa portadora de deficiência tem o direito de expressar seus desejos com relação à 
sua educação, tanto quanto estes possam ser realizados. Pais possuem o direito inerente de 
serem consultados sobre a forma de educação mais apropriadas às necessidades, circunstâncias 
e aspirações de suas crianças (SALAMANCA, 1994, p. 3). 
Em contraponto, volto a reforçar que mesmo que as leis assegurem a educação como um direito 
de todos, a falta de recursos faz com que a inclusão ocorra de forma lenta, de modo que dificulte 
a educação ser acessível a todos. Ainda sobre a inclusão, caro(a) aluno(a), quero deixar claro 
que não pode ser uma ação em que inserimos uma criança com deficiência no âmbito da escola 
regular esperando que ela reproduza as ações praticadas pelas outras e assim consiga construir 
sua cidadania. De acordo com Boneti (2011, p. 16-17), 
[...] falar em Inclusão como resgate da cidadania, significa falar na busca da plenitude dos direitos 
sociais, da assistência social, da participação da pessoa em todos os aspectos da sociedade. A 
ação educativa, assim, seria “inclusiva” na medida em que proporciona a participação integral da 
pessoa na sociedade, sobretudo no sentido de fornecer elementos de autonomia individual, como 
é o caso da apropriação aos saberes para o trabalho, aos saberes culturais etc. (BONETI, 2001, 
p. 16-17). 
Acredita-se, então, que não são todas as pessoas da sociedade que possuem a cidadania plena, 
porém a construção da cidadania dessas pessoas compete não só aos governantes, mas 
também a toda a sociedade do nosso país que deve assegurar e fiscalizar a inclusão (MARTINS, 
2010). 
A escola inclusiva deve possibilitar ao aluno com deficiência os mesmos direitos que cabem aos 
outros alunos, garantindo, assim, sua caminhada no processo de aprendizagem e de construção 
das competências necessárias para o exercício pleno da cidadania, que é objetivo primário de 
toda ação educacional. A escola inclusiva também deve ser o espaço que favorece e possibilita 
ao aluno com deficiência o acesso ao conhecimento e o desenvolvimento de suas competências, 
assim como o exercício efetivo da cidadania. 
É válido ressaltar que a educação tem como função promover estratégias que efetivem a 
formação do cidadão e, consequentemente, a prática da cidadania. Assim, quando ela não está 
atingindo esse objetivo, como é o caso da inclusão de pessoas com deficiência no contexto de 
ensino regular, precisa-se refletir e repensar determinadas práticas e atitudes. Então, a garantia 
do acesso das pessoas com deficiência à educação no ensino regular é um modo de promover a 
cidadania, pois é mediante a interação com o meio que o sujeito desenvolve os valores que 
correspondem aos valores de um cidadão. 
A primeira questão em relação ao processo de formação do cidadão deve priorizar as mudanças 
de valores, de atitudes, de posições, de comportamentos e de crenças, em favor da prática da 
tolerância, da paz e do respeito ao ser humano. Partindo dessa compreensão, podemos dizer que 
essa formação, adquirida mediante a inclusão, não é uma formação formal, distanciada docontexto sociopolítico, cultural e ético, que garante juridicamente os direitos, mas uma cidadania 
ativa e organizada de forma individual na sua prática e coletiva na sua afirmação. 
 
ATENÇÃO 
É importante salientar que a participação da comunidade é indispensável na construção da 
cidadania de crianças com deficiência. Por conseguinte, para que seja concretizada a cidadania 
seguindo essa perspectiva é fundamental que toda a comunidade busque o conhecimento sobre 
os direitos, a formação de valores e as atitudes para o respeito aos direitos que a competem. 
A prática da cidadania consiste em processo participativo, individual e coletivo, que visa promover 
a reflexão sobre ações que possam afetar o comportamento social. Dessa forma, o exercício da 
cidadania implica sobre as ações de cada sujeito e até mesmo nos que interagem ao seu redor, 
de modo que a cidadania pode ser vista por meio das atitudes, do comportamento, do modo do 
convívio social. 
Caro(a) aluno(a), a garantia da inclusão de pessoas com deficiência na educação pode ser vista 
como a efetivação do direito humano e um instrumento de potencialização do exercício da 
cidadania. Assim, podemos dizer que a inclusão como um direito humano foi constituída mediante 
a necessidade de promover a igualdade e o respeito às diferenças (SANTOS, 2014). 
 
REFLITA 
Você já parou para refletir sobre quais as condições necessárias à compreensão de um novo 
sujeito histórico? O que o identifica? 
Entende-se que a educação é uma ação coletiva que visa a convivência social, a cidadania e a 
consciência política do sujeito, além de ensinar o conhecimento científico e conduzir o sujeito ao 
exercício da cidadania. Entende-se também que o exercício da cidadania é responsável por 
possibilitar o acesso a bens culturais, que fazem parte da produção social da sociedade. 
A educação para a cidadania permite que cada pessoa seja vista como um agente transformador, 
considerando suas questões sociais e suas raízes históricas. Isso faz com que a educação se 
associe a questões de liberdade, democracia e cidadania, pois tais questões devem existir em 
todas as relações sociais, econômicas, políticas e culturais. 
Por fim, caro(a) aluno(a), podemos compreender que a inclusão de pessoas com deficiência em 
escolas de ensino regular como um fator fundamental para a efetivação da sua cidadania. No 
entanto, como foi visto em sua trajetória na disciplina, a educação desses indivíduos foi marcada 
por segregação, isso porque os estabelecimentos de ensino especial que os recebiam sempre se 
apresentaram como os que poderiam atender de maneira efetiva os indivíduos com deficiência. 
Portanto, considerando tudo o que vimos até aqui, é necessário ampliar-se o conceito de escola 
democrática e pensar em como participar das decisões que envolvem a instituição, bem como 
acolher e oportunizar a admissão de discentes com deficiência na instituição pode contribuir para 
promover a cidadania. 
CONCLUSÃO UNIDADE 4 
Diante das exigências da sociedade sobre a nova concepção de Educação Inclusiva, vimos nesta 
unidade que a escola é responsável por promover ações coletivas que visam possibilitar o 
desenvolvimento integral de cada aluno. 
Vimos que a equipe multidisciplinar consiste em um grupo de especialistas da saúde e educação 
para refletir sobre ações que possam facilitar o desenvolvimento das crianças e jovens 
devidamente matriculadas em instituições de ensino. Nesta unidade, pudemos compreender 
também que a inclusão de pessoas com deficiência no ensino regular contribui para a formação 
da sua cidadania, para que, assim, possam se enxergar como parte ativa da sociedade. 
Partindo isso, foi possível compreender que a escola consiste em um instrumento facilitador na 
promoção da relação entre pessoas com deficiência, a família e a sociedade. Entende-se também 
que a escola desempenha um papel fundamental na construção dessa relação, visto que sua 
função consiste em formar o sujeito para atuar e exercer sua cidadania em meio a sociedade. 
Enfim, partindo do que foi estudado nesta unidade, acredito que você, caro(a) aluno(a), tenha 
compreendido qual a relação entre a concepção da escola inclusiva, a construção da cidadania e 
a efetivação dos direitos humanos das pessoas com deficiência. 
Leitura Complementar 
Projeto Brasil Inclusão vai implementar ações em benefício das pessoas com deficiência 
em 2020 
Em 2020, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da 
Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNDPD), vai lançar o projeto 
“Brasil Inclusão”. A iniciativa incluirá regulamentações, plataforma de cadastro único, medidas no 
campo de empregabilidade, entre outras ações em benefício dessa população. 
Desde 2015, quando a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) foi sancionada, há uma expectativa de que 
a avaliação biopsicossocial da deficiência seja implantada. O método finalmente ganhará forma 
com por meio do “Brasil Inclusão”. 
A partir da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o conceito de deficiência passou 
do modelo biomédico, centralizado na doença e nas limitações do corpo, para o modelo 
biopsicossocial, que também compreende barreiras socioeconômicas, ambientais e atitudinais. 
Enquanto o modelo biomédico se atém a uma visão reducionista e fragmentada da deficiência, 
centrada apenas no organismo, a avaliação biopsicossocial privilegia uma visão sistêmica, em 
que a restrição de participação social é a principal característica definidora da deficiência. 
No modelo biopsicossocial, o reconhecimento da deficiência é feito a partir de um olhar 
multifatorial, por uma equipe multiprofissional e interdisciplinar, integrando de forma dinâmica 
várias perspectivas da vida da pessoa com deficiência, como também os saberes de diversas 
disciplinas, de modo a avaliar a pessoa com deficiência em sua integralidade. 
Plataforma digital com cadastro único 
A LBI, em seu artigo 92, prevê a criação do Cadastro Nacional de Inclusão da Pessoa com 
Deficiência. O objetivo é que haja um registro público eletrônico com a finalidade de coletar, 
processar, sistematizar e disseminar informações georreferenciadas, que permitam a 
identificação e a caracterização socioeconômica da pessoa com deficiência, bem como das 
barreiras que impedem a efetivação de seus direitos. 
Pensando nisso, será criada uma plataforma digital, na qual as pessoas com deficiência poderão 
ser cadastradas. Mais do que mapear o exato número de pessoas com deficiência no país, o 
cadastro pretende possibilitar a identificação dessas pessoas para eliminar a burocracia 
relacionada ao acesso às políticas públicas, entre outras situações que dificultam a garantia dos 
direitos previstos por lei. 
A secretária nacional da SNDPD, Priscilla Gaspar, falou sobre a importância desse projeto. 
“Minha expectativa é que em 2020 a SNDPD consiga sanar a falta de estatísticas sobre pessoas 
com deficiência, porque isso representa um obstáculo para o planejamento e para a implantação 
de políticas de desenvolvimento que melhorem as vidas dessas pessoas”, afirmou. 
Com a inclusão no cadastro, a expectativa é que a pessoa com deficiência tenha uma 
identificação única que comprovará sua deficiência. Assim, aqueles que passarem pela avaliação 
biopsicossocial e tiverem sua condição de deficiência comprovada serão incluídas no Cadastro-
Inclusão. 
Entre as ações propostas estão estudos e pesquisas para identificar medidas para ampliar a 
participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, envolvendo empresas e 
funcionários com deficiência. O objetivo é assegurar e promover, em condições de igualdade, o 
exercício dos direitos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência, com vistas à 
sua inclusão social e ao exercício da cidadania. 
2019 
No ano passado, o MMFDH promoveu muitos avanços nas políticas voltadas às pessoas com 
deficiência.No âmbito da SNDPD, foi criada uma coordenação específica para tratar das 
questões de direitos humanos envolvendo pessoas com doenças raras, por meio do Decreto 
10.174/2019. 
Também em 2019 foi lançada uma cartilha sobre direitos de pessoas com deficiência auditiva 
contendo textos informativos e vídeos em libras. A cartilha envolve temas relacionados à 
informação, saúde, educação, cultura, além de apresentar os canais para denúncias. 
Além disso, o Ministério ofertou um curso de Libras na plataforma da Escola Nacional de 
Administração Pública (ENAP) para mais de 50 mil pessoas. 
A secretária Priscilla relatou que há muito tempo o lema “nada sobre nós sem nós” tem sido um 
mote de movimentos de direitos para pessoas com deficiência. “Quando elas são consultadas, 
isto leva a leis, políticas e programas que contribuem para uma sociedade mais inclusiva. Para 
que isso aconteça, é preciso trabalhar muito com a campanha de conscientização e empatia”, 
concluiu. 
Fonte: Brasil (2020). 
 
 
Referências 
BONETI, L. W. Vicissitudes da Educação Inclusiva. PUCPR. ANPED GT: Política de Educação 
Superior, 2011 
BRASIL. Educação inclusiva: a escola. v. 3. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de 
Educação Especial, 2004. 
BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Projeto Brasil Inclusão vai 
implementar ações em benefício das pessoas com deficiência em 2020. 2020. Disponível 
em: https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2020-2/fevereiro/projeto-brasil-inclusao-vai-
implementar-acoes-em-beneficio-das-pessoas-com-deficiencia-em-2020. Acesso em: 29 mar. 
2020. 
CARVALHO, J. M. de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização 
Brasileira, 2008. 
CONCEIÇÃO, M. V. et al. Gestão Democrática da Escola Pública: possibilidades e 
limites. Unirevista, São Leopoldo, v. 1, n. 2, p. 1-9, 2006. 
CORREIA, L. M. (Org.). Educação especial e inclusão: quem disser que uma sobrevive sem a 
outra não está no seu perfeito juízo. 2. ed. Porto: Porto Editora, 2010. 
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA: Sobre princípios, políticas e práticas na área das 
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LOPES, R. P. V.; MARQUEZAN, R. O envolvimento da família no processo de 
integração/inclusão do aluno com necessidades especiais. Revista Educação Especial, Santa 
Maria, n. 15, p. 1-4, 2010. 
MARTINS, E. B. Cidadania: o papel da disciplina de história na construção de cidadãos plenos a 
partir de um olhar histórico reflexivo. 2010. 111f. Dissertação (Mestrado em Educação) - 
Universidade Federal de Santa Maria, 2010. 
MICAS, L. GARCEZ, L.; CONCEIÇÃO, L. H. P. IBGE constata 6,7% de pessoas com 
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em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-08/ibge-62-da-populacao-tem-algum-tipo-
de-deficiencia. Acesso em: 29 mar. 2020. 
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M. Direitos humanos, democracia e desenvolvimento. São Paulo: Cortez, 2014. 
SOUZA, J. C. et al. Atuação do psicólogo frente aos transtornos globais do desenvolvimento 
infantil. Psicologia ciência e profissão, Brasília, v. 24, n. 2, p. 24-31, 2004. 
https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2020-2/fevereiro/projeto-brasil-inclusao-vai-implementar-acoes-em-beneficio-das-pessoas-com-deficiencia-em-2020
https://www.mdh.gov.br/todas-as-noticias/2020-2/fevereiro/projeto-brasil-inclusao-vai-implementar-acoes-em-beneficio-das-pessoas-com-deficiencia-em-2020
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-08/ibge-62-da-populacao-tem-algum-tipo-de-deficiencia
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-08/ibge-62-da-populacao-tem-algum-tipo-de-deficiencia
Considerações Finais 
Olá, caro(a) aluno(a). 
Chegou o momento de finalizarmos o estudo deste material, o qual foi preparado para atender as 
necessidades que você pode encontrar ao longo de sua profissão. 
Para isso, abordamos as definições teóricas que norteiam a temática nos dias atuais, assim como 
os aspectos históricos, desde as primícias da história da humanidade. Nesse aspecto, 
acreditamos que tenha ficado claro para você, quais as ações que podem ser tomadas para 
promover a inclusão do sujeito com deficiência, não só no contexto escolar, mais sim na 
comunidade a qual pertence. 
Apresentamos os aspectos causadores da deficiência física, intelectual e sensorial e suas 
características. Desse modo, foi possível compreender que as pessoas com deficiência 
apresentam lacunas em sua formação. 
Ressaltamos também a importância da relação entre a família, a comunidade e a escola em meio 
ao processo de inclusão, enfatizando o valor da mediação da escola no processo de inclusão 
escolar e social. 
Destacamos questões relacionadas à educação para a cidadania de pessoas com deficiência, as 
quais dependem do intermédio da escola, da família e da comunidade para se enxergar e serem 
vistas como sujeitos ativos sociais. 
Partindo deste estudo, acreditamos que você já está preparado(a) para seguir para sua próxima 
etapa e enfrentar os desafios que possam surgir ao longo do caminho. 
Foi ótimo estar com você! Desejo sucesso em sua próxima etapa.

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