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EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Unidade 03
TULIANE FERNANDES DUTRA 
ISABELA CRISTINA MARINS 
Unidade 3 | Introdução
No primeiro capítulo você estudará a
diversidade presente no ambiente escolar. No
segundo capítulo, você compreenderá a função
dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).
No terceiro capítulo você estudará a importância
do papel da equipe multidisciplinar na educação
inclusiva e no último capítulo você estudará a
relação entre a família e a escola no processo de
inclusão.Fonte: Pixabay
Unidade 3 | Objetivos
 Discernir sobre a realidade e necessidade da educação inclusiva a partir da
perspectiva da diversidade presente na escola;
 Aplicar os Parâmetros Curriculares Nacionais na implementação e avaliação da
Educação Inclusiva;
 Compreender o papel da equipe multidisciplinar na Educação Inclusiva;
 Promover a parceria entre a família e a escola no processo de inclusão.
Educação Inclusiva: A Diversidade Na 
Aprendizagem
Em nosso país há uma vasta diversidade de
sujeitos, culturas, religiões, raças e costumes,
crenças econômicas, entre outras. Diante deste
contexto da sociedade brasileira, é importante
reconhecer essa diversidade. Mas, afinal o que
é diversidade? Diversidade é reconhecer somos
seres humanos, que somos seres únicos, isto é,
singulares no nosso modo de aprender e ser. Fonte: Pixabay
Uma sociedade inclusiva valoriza a diversidade da sua população,
reconhece a necessidade de mudar e assume um compromisso com
todos aqueles que estiveram por muito tempo à margem da cidadania,
como os pobres, as pessoas com deficiência, os idosos, os LGBTs, os
negros, os índios, entre outros.
Este reconhecimento, significa de acordo com Meresman e outros
autores (2008, p. 23) procurar a “igualdade de oportunidades e direitos
para todas as pessoas – independentemente de status social, sexo,
idade, condição física ou mental, raça, religião, orientação sexual etc. –
em equilíbrio com o meio ambiente”.
Diante deste cenário, se observa a necessidade de implementar no
ambiente escolar o desenvolvimento inclusivo, que leva em
consideração essa diversidade, por meio do Projeto Político Pedagógico
da Escola e da Prática Docente. O professor deve garantir um fazer
singular, por meio de uma prática educativa preocupada com o outro e
a sua particularidade em aprender e, ainda, comprometida com a
educação inclusiva.
O Projeto Político Pedagógico da Escola caracteriza a diversidade como
natural e esperada na comunidade social e escolar.
As escolas que incluem todos os alunos, independentemente de suas
características mentais, físicas, sociais, de raça etc., que removem todas
as barreiras, buscando promover aprendizagem e a participação de
todos são consideradas escolas que respeitam a diversidade humana.
Educação Inclusiva: A Diversidade Na 
Aprendizagem
A escola inclusiva tem em seu Projeto Político
Pedagógico objetivos que sejam capazes de acolher
e educar todos alunos, independentemente de
qualquer característica social ou pessoal que eles
possuam. Diante deste contexto, se faz necessário
deixar bem claro, que a escola inclusiva tem como
seu princípio os direitos humanos.
Fonte: Pixabay
De acordo com Tavares e Sanches (2013) a escola precisa flexibilizar-se
e adequa-se, considerando as características individuais dos alunos, as
suas necessidades e potencialidades e fazer da diferença uma mais-
valia para o desenvolvimento de cada aluno, com benefícios claros
para todos.
“A verdade é que a escola, na sua atitude de (mera) aceitação dos
‘diferentes’, tolerando a sua presença no mesmo espaço físico dos
outros alunos, tem teimado em não chamar para si as atribuições que
causam o insucesso de alguns, querendo perpetuar a ideia da
‘inadequação’ do aluno ‘diferente’ ao sistema, cuja estrutura de
alguma forma, se mantém securizante e sem riscos para os que a ela
vão conseguindo se ajustar.” (TAVARES; SANCHES, 2013, p. 310).
É preciso rever esta postura, pois segundo Tavares e Sanches (2013) é
necessária a reorganização do processo de ensino-aprendizagem, pois
para educar incluindo, não se deve levar em consideração somente as
dificuldades do aluno. É preciso rever as estratégias, buscar soluções com
foco na solução dos problemas perante a diversidade do seu público.
A escola precisa ser um local onde atividades serão desenvolvidas para
combater o preconceito e a discriminação. De acordo, com Alias (2016),
infelizmente, a escola é um ambiente que ainda reproduz a
discriminação de gênero, étnico-raciais, orientação sexual e violência
homofóbica. Diante deste contexto, a autora propõe que a diversidade
“seja tratada como aspecto positivo e uma oportunidade para o
crescimento de seus educandos, bem como de seus respectivos
educadores.” (ALIAS, 2016, p. 23)
Parâmetros Curriculares Nacionais e a 
Educação Inclusiva
Os PCNs são um documento que tem como
objetivo auxiliar e orientar as ações didáticas-
pedagógicas dos professores da Educação
Básica na atualidade. Segundo Lanza (s/a) este
documento foi elaborado pelo Ministério da
Educação (MEC).
Fonte: Pixabay
De acordo com Lanza (s/a), os PCNs foram criados pelo Ministério da
Educação (MEC) para as quatro séries iniciais do Ensino Fundamental,
com o seguinte propósito “apontar metas de qualidade que ajudem o
aluno a enfrentar o mundo atual como cidadão participativo, reflexivo e
autônomo, conhecedor de seus direitos e deveres”. (LANZA, s/a, p. 47).
Já referente aos professores, Lanza (s/a) aborda que no início do
documento tem a fala do ministro da educação explicando que os PCNs
têm como objetivo auxilia-lo e apoiá-lo na prática pedagógica. Segundo
o ministro, esses parâmetros foram elaborados de modo a servir de
referencial para o trabalho docente, respeitando a sua concepção
pedagógica própria e a pluralidade cultural brasileira e, ainda, que os
parâmetros são abertos e flexíveis, podendo ser adaptados à realidade
de cada região do país.
Os PCNs do Ensino Fundamental estão divididos em dois grupos: um é
referente às series inicias (1ª à 4ª) e um para as finais (5ª à 8ª). Cada
um desses grupos possui um volume introdutório, sobre as áreas
específicas e referentes aos temas transversais.
Sobre a organização dos tempos escolares, no Documento Introdutório
dos PCNs apresentam uma proposta de organização e funcionamento
da escola.
O PCNs para o Ensino Médio estão organizados em quatro partes. Na
primeira estão as Bases Legais e textos referentes ao papel da educação
na sociedade tecnológica. A segunda e terceira parte abrangem as
áreas de Linguagens e Códigos, Ciência da Natureza e Matemática e
Ciências Humanas.
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) 
e a educação inclusiva
É papel da escola e dos docentes criar um
ambiente que possibilite aos estudantes aprender
a conviver, a respeitar o outro etc. De acordo com
Busquetes (1998) apud Freire (2016) é importante
que sejam inseridos na escola temas como
igualdade de oportunidades, respeito às
diferenças, ética e outros, “ampliando os
horizontes da produção acadêmica dos alunos e faz
com que o ambiente escolar se torne significativo”.
(BUSQUETE, 1998, FREIRE, 2016, p. 26).
Fonte: Pixabay
Freire (2016) afirma que está especificado no âmbito dos PCNs, que a
transversalidade busca uma educação para a cidadania, em uma
abordagem didática que acolhe a complexidade e as dinâmicas da vida
social. O eixo norteador dos parâmetros sugere uma reflexão ética e a
análise de causas e efeitos inseridos nas dimensões históricas e políticas
do país.
É importante saber que na escola o pluricultural está presente, por isso
ela deve ser considerada como um ambiente que está aberto para
atender a todos. Logo, a escola é um local onde o convívio social com a
diferença possibilita a formação de sujeitos mais tolerantes à
diversidade, tanto social, cultural ou de necessidade educativas
especiais.
Para atender essa diversidade e conscientização dos estudantes quanto
ao respeito à diversidade, existem as adaptações curriculares (que já
discutimos anteriormente) e os PCNs que buscam a concepçãode uma
escola inclusiva. De acordo com o MEC (2003) o referido documento:
“focaliza o currículo como ferramenta básica de escolarização” (p. 22),
“organizado para orientar, dentre outros, os diversos níveis de ensino e
ação docente” (p. 32). Já as adaptações curriculares são entendidas
como “estratégias e critérios de atuação docente”. (p. 22).
A relação entre os PCNs e a Educação Inclusiva é que estes apresentam
a importância da escola inserir temas como igualdade de
oportunidades, respeito às diferenças, ética etc. Além disso, a
diversidade presente na escola contempla as características da
sociedade brasileira. A escola precisa organizar e promover momentos
em que a Comunidade Escolar se reúna para discutir sobre a prática
docente.
Equipe multidisciplinar para educação 
inclusiva
A equipe multidisciplinar é muito importante no
ambiente escolar que tem como premissa
principal promover uma Política de Educação
Inclusiva. Esta equipe pode ser formada pelos
seguintes profissionais: professor, psicopedagogo,
psicólogo, fonoaudiólogo, neurologista e demais
profissionais da escola que estão envolvidos no
processo de aprendizagem do estudante. Fonte: Pixabay
Uma equipe multidisciplinar pode ser definida como “um grupo de
indivíduos com contributos distintos, com uma metodologia
compartilhada frente a um objetivo comum. Cada membro da equipe
assume claramente as suas próprias funções, assim como os interesses
comuns do coletivo e todos os membros compartilham as suas
responsabilidades e seus resultados” (ZURRO, FERREROX; BAS, 1991
apud OLIVEIRA, 2015, p. 32).
Oliveira (2015) explica que ao discutir sobre a multidisciplinaridade é
necessário abordar também a interdisciplinaridade. De acordo com
Severino (1989) apud Oliveira (2015) a interdisciplinaridade refere-se
ao plano prático operacional, no qual são determinadas as estratégias
de efetivação de um diálogo solidário no trabalho científico, tanto na
prática da pesquisa, como no ensino e na prestação de serviços.
As equipes multidisciplinares podem ser um dos lugares de produção
de sentidos novos para o trabalho educativo, tanto no ensino regular
como nas escolas de educação especial. O trabalho em equipe oferece
chances maiores de produção de conhecimentos através de trocas de
opinião permitindo relacionar o conhecimento com a ação. Vive-se um
processo de avanço do conhecimento, que assume como condição
indispensável a elaboração de propostas de intervenção dos
profissionais na política educativa. (OLIVEIRA, 2015, p. 35).
Equipe multidisciplinar: história e cultura 
afro-brasileira e indígena
Além disso, a equipe multidisciplinar surgiu na
escola com o objetivo de oficializar o artigo 26-A
da Lei 9.394/96 “Nos estabelecimentos de
ensino fundamental e de ensino médio, públicos
e privados, torna-se obrigatório o estudo da
história e cultura afro-brasileira e indígena”
(BRASIL, 2020).
Fonte: Pixabay
É importante destacar que as equipes multidisciplinares da escola
buscam a construção de educação de qualidade, a efetivação da política
educacional e, ainda, um ambiente escolar que conhece, reconhece e,
principalmente, respeita a diversidade da população brasileira. Para
isso, esta equipe é responsável por realizar no espaço escolar palestras,
cursos e outras atividades de formação continuada dos docentes.
De acordo com Coqueiro e outros autores (2015) a primeira estratégia
da equipe multidisciplinar ao abordar temas referentes às relações
étnico-raciais e ao ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e
indígena na escola é mobilizar o coletivo, isto é, toda escola. É partir
desta mobilização que deverá ser traçado um plano de ação,
constituído por projetos vinculados à realidade da escola.
Família e escola no processo de inclusão 
Atualmente, as relações são diferentes de como
eram há algum tempo, o que implica em
configurações de família que não são características
do perfil tradicional, ou seja, composta por pai,
mãe e filhos. Ainda, tais relações variam de família
para família e envolvem outras diferenças, tais
como estrutura, variação de localidade, região,
classe econômica, entre outros fatores. (ALIAS,
2016, p. 12).
Fonte: Pixabay
Alias (2016) afirma que a formação da família pode ser caracterizada
por outras variáveis, como dependência ou independência econômica,
laços legais etc. Assim, de acordo com a autora essa diversidade de
fatores distingue a formação da família e, consequentemente, pode ser
a realidade dos estudantes.
Alias (2016) constata, por meio de uma pesquisa, que a família tem
grande participação no desenvolvimento humano e formação da
criança como sujeito, referente aos aspectos do desenvolvimento
cognitivo, social, emocional e afetivo.
Parceria da família com a escola
Os padrões culturais da sociedade, a subcultura a
qual o indivíduo pertence, assim como a
comunidade local, exercem influência sobre as
crianças, jovens e adultos com deficiência. Porém,
segundo Telford e Sawrey (1976, p. 130) “a família
do indivíduo é o principal agente intermediário
através do qual essas unidades sociais mais vastas
exercem suas influências sobre o indivíduo”.
(SILVA, 2012, p. 154, grifo nosso).
Fonte: Pixabay
De acordo com Alias (2016), apesar da escola ser uma instituição e a
família outra instituição, ambas não estão isoladas, pois há influência
de uma sobre a outra. Neste contexto, a autora explica que as relações
existentes na escola acabam refletindo na família e vice-versa. É
importante destacar que a família tem grande influência sobre os
resultados obtidos na escola e também nas ações comportamentais dos
estudantes.
Pode-se concluir que a relação escolar com a família é muito
importante para o desenvolvimento dos estudantes. Entretanto, não
podemos deixar de mencionar que para essa relação funcionar, é
necessário que tanto a família como a escola entre em um consenso
sobre a filosofia e o currículo, os objetivos e as práticas escolares e,
ainda, quanto à satisfação ou insatisfação dos pais frente ao
rendimento escolar dos filhos. (ALIAS, 2016).
Obrigada!
	EDUCAÇÃO INCLUSIVA
	Unidade 3 | Introdução
	Unidade 3 | Objetivos
	Educação Inclusiva: A Diversidade Na Aprendizagem
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	Educação Inclusiva: A Diversidade Na Aprendizagem
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	Parâmetros Curriculares Nacionais e a Educação Inclusiva
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	Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e a educação inclusiva
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	Equipe multidisciplinar para educação inclusiva
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	Equipe multidisciplinar: história e cultura afro-brasileira e indígena
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	Família e escola no processo de inclusão 
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	Parceria da família com a escola
	Número do slide 25
	Obrigada!

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