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PSICOLOGIA Psicopatologia Livro Eletrônico 2 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Sumário Apresentação .....................................................................................................................................................................3 Psicopatologia ..................................................................................................................................................................4 1. Psicopatologia ..............................................................................................................................................................4 2. O Conceito de Normalidade em Psicopatologia ........................................................................................8 3. Transtornos Mentais: Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas ..................................... 10 3.1. Transtornos Psicossomáticos ...................................................................................................................... 10 3.2. Transtornos Somatoformes ............................................................................................................................15 3.3. Estruturas Clínicas: Neurose, Psicose e Perversão ........................................................................ 24 3.4. Transtornos de Humor ...................................................................................................................................... 29 Mapa Mental ....................................................................................................................................................................40 Resumo ................................................................................................................................................................................41 Exercícios ...........................................................................................................................................................................42 Gabarito ...............................................................................................................................................................................61 Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................62 Referências ........................................................................................................................................................................91 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 3 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto ApresentAção Olá! É uma satisfação fazer parte da sua preparação profissional. Na aula de hoje estudaremos sobre a Psicopatologia e alguns Transtornos Mentais como: Transtornos Psicossomáticos; Transtornos Somatoformes; Neurose, Psicose e Perversão; Transtornos de Humor; Transtorno Bipolar e Transtornos relacionados. A aula foi elaborada visando explanar aspectos que permi- tem compreender de forma detalhada o conteúdo. Em caso de dúvidas, estarei à disposição. Ótimo estudo! Prof. Ariete. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 4 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto PSICOPATOLOGIA 1. psicopAtologiA Para adentrar na questão do que é Normal e Psicopatológico, é necessário entendemos sobre a Psicopatologia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 5 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Para Jaspers (2003) a Psicopatologia é uma ciência natural, destinada à explicação causal dos fenômenos psíquicos mediante os recursos e teorias acerca dos nexos extraconscientes que determinam esses fenômenos; e é ciência do espírito, voltada para a descrição das vivên- cias subjetivas, para a interpretação das suas expressões objetivas e para a compreensão de seus nexos internos e significativos. Considerando ainda que, a Psicopatologia perpassa e dialoga com diferentes campos do conhecimento (principalmente entre a Psicologia, Psicanálise, Neurologia e Psiquiatria) faz-se imprescindível também, uma melhor definição sobre os limites inerentes a essas áreas. Inserida nesse contexto, a Psicanálise é um procedimento investigativo dos processos mentais que são quase inacessíveis por qualquer outro modo, um método (baseado nessa investigação) para o tratamento de distúrbios neuróticos, e uma coleção de informações psicológicas obtidas ao longo dessas linhas, e que gradualmente se acumulou numa “nova” disciplina científica. A Psicologia, entretanto, é a ciência que se preocupa com o comporta- mento humano em seus aspectos e condutas observáveis, que possam ser medidos, testa- dos, compreendidos, controlados, descritos e preditos objetivamente. (FREUD, 1923 apud HAAR, 2008). 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De acordo com Barlow & Durand (2008) o transtorno psicológico ou comportamento anor- mal é uma disfunção psicológica que ocorre em um indivíduo e está associada com angústia, diminuição da capacidade adaptativa e apresenta uma resposta que não é culturalmente aceita. Jaspers (2003) enumera ainda o que deve ser entendido como enfermidade: Britto (2004) acentua que a discussão sobre juízo para fins psicopatológicos é tomada como base os juízos de realidades, principalmente pelo fato de os juízos de valores serem definidos sócio-historicamente. Dessa forma, uma patologia do juízo será sempre uma alte- ração no juízo de realidade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 7 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Jaspers (2003 apud IORIO, 2005) define o delírio com sendo um juízo patologicamente falseado e que deve, obrigatoriamente, apresentar três características: Dalgalarrondo (2000) divide as funções psíquicas em: Sims (2001), no entanto, considera a Psicopatologia como um método de estudo siste- mático do comportamento, da cognição e da experiência anormais; o estudode uma mente com um transtorno mental. E conforme os preceitos estabelecidos por esse mesmo autor, essa análise inclui dois tipos de Psicopatologias: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 8 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Sims (2001) distingue ainda que a Psicopatologia descritiva consiste por duas partes distintas: a observação do comportamento e a avaliação empática da experiência subjetiva. A observação acurada é extremamente importante e um exercício muito mais útil do que simplesmente contar os sintomas. A objetividade é crucial, além da necessidade de observar mais do que apenas o comportamento. A outra parte da Psicopatologia descritiva avalia a experiência subjetiva através da empatia como termo psiquiátrico, que significa literalmente “sentir-se como”. 2. o conceito de normAlidAde em psicopAtologiA Conforme citado por Dalgalarrondo (2008, p. 27), Campbell (1986) define a psicopatologia como o ramo da ciência que trata da natureza essencial da doença mental — suas causas, as mudanças estruturais e funcionais associadas a ela e suas formas de manifestação. O conceito de saúde e de normalidade em psicopatologia é questão de grande controvérsia (ALMEIDA FILHO, 2000 apud DALGALARRONDO, 2008). Há vários critérios de normalidade e anormalidade em psicopatologia. A adoção de um ou outro depende, entre outras coisas, de opções filosóficas, ideológicas e pragmáticas do profissional (CANGUILHEM, 1978 apud DALGALARRONDO, 2008). 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Este critério é redundante e baseia-se em uma “definição negativa”, ou seja, define-se a normalidade não por aquilo que ela supostamente é, mas, sim, por aquilo que ela não é, pelo que lhe falta (ALMEIDA FILHO; JUCÁ, 2002 apud DALGALARRONDO, 2008). Embora num determi- nado caso possa ser um avanço do conhecimento saber o que uma coisa não é quando não se sabe o que é, nesse caso essa definição é considerada precária e falha. • Normalidade funcional Baseados em aspectos funcionais, o fenômeno é considerado patológico quando produz sofrimento para o indivíduo e/ou para o seu grupo social (VIEIRA, 2018). • Normalidade como bem-estar A Organização Mundial da Saúde definiu a saúde como o complemento entre o bem-estar físico, mental e social e não somente como ausência de doença. Conforme Dalgalarrondo (2008), esse é um conceito criticável por ser muito vasto e impreciso, pois bem-estar é algo difícil de definir objetivamente. Além disso, esse completo bem-estar físico, mental e social é tão utópico que poucas pessoas se encaixariam na categoria “saudáveis”. • Normalidade subjetiva O que vale aqui é a percepção subjetiva do sujeito sobre seu próprio estado de saúde. Dalgalarrondo (2008) diz que o ponto falho desse critério é que muitas pessoas que se sentem bem, “muito saudáveis e felizes”, como no caso de sujeitos em fase maníaca, apresentam, de fato, um transtorno mental. • Normalidade estatística Segundo Dalgalarrondo (2008), trata-se de um conceito de normalidade que se aplica especialmente a fenômenos quantitativos, com determinada distribuição estatística na população geral (como peso, altura, tensão arterial, horas de sono, quantidade de sinto- mas ansiosos, etc.). O normal passa a ser aquilo que se observa com mais frequência. Os indivíduos que se situam estatisticamente fora (ou no extremo) de uma curva de dis- tribuição normal passam, por exemplo, a ser considerados anormais ou doentes. É um critério muitas vezes falho em saúde geral e mental, pois nem tudo o que é frequente é necessariamente “saudável”, e nem tudo que é raro ou infrequente é patológico. • Normalidade operacional Na normalidade operacional define-se a priori o que é normal e opera-se conforme estas definições. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 10 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto • Normalidade ideal Estabelece-se uma norma ideal do que, supostamente, é um sujeito sadio. Normal é aquilo adequado a determinado padrão funcional considerado ótimo ou ideal. A crítica que se faz a esse critério é que ele se baseia em normas socioculturais arbitrárias, as quais podem variar de um local para outro e se modificarem através dos tempos (VIEIRA, 2018). • Normalidade como processo Conforme Dalgalarrondo (2008), neste caso, mais que uma visão estática, consideram-se os aspectos dinâmicos do desenvolvimento psicossocial, das desestruturações e das reestruturações ao longo do tempo, de crises, de mudanças próprias a certos períodos etários. Esse conceito é particularmente útil em psiquiatria infantil, de adolescentes e geriátrica. 3. trAnstornos mentAis: descrições clínicAs e diretrizes diAgnósticAs A seguir, abordaremos alguns Transtornos Mentais para conhecimento e estudo. 3.1. trAnstornos psicossomáticos O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 11 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto O diagnóstico do Transtorno Somático, de acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatísti- ca de Transtornos Mentais (DSM-5), pode ser feito de maneira mais assertiva identificando-se alguns sintomas juntamente com o histórico pregresso de saúde mental do paciente. Assim, alguns comportamentos precisam ser avaliados: pensamentos excessivos, persistentes e des- proporcionais ao quadro real de saúde do indivíduo que elevam o nível de ansiedade; aumento de energia gasta com pensamentos, sentimentos e comportamentos que não condizem com o estado da doença somática e a ênfase dada pelo paciente à situação de saúde corrente. O diagnóstico pode ser aplicado avaliando esses sintomas isolados ou em conjunto, mes- mo que o paciente tenha uma doença clínica também diagnosticada. 3.1.1. Conceito de psicossomatização A palavra psicossomática remete a uma doença compreendida dentro de um processo mais amplo, além do que os sintomas físicos comumente apresentam. Refere-se a um dano psíquico que apresenta mudanças clínicas detectadas no corpo. A Medicina Psicossomática aborda os estudos relacionados aos sintomas associados entre a fisiologia e a psicologia. Trata-se de manifestações físicas expressivas que se apresen- tam deforma crônica, oriundas dos conflitos psíquicos e que liberam sintomas e ocasionam doenças no corpo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 12 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 3.1.2. Escolas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 13 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 3.1.3. Dor A dor é um fenômeno que limita e até impossibilita que o indivíduo viva adequadamente e possa explorar todas as possibilidades da sua existência. Assim, a dor pode ser compreendida como uma soma de manifestações existenciais que interferem na construção saudável da vida e causam mudanças significativas. As dores somáticas são matrizes emocionais que existem e doem no físico. Elas acontecem quando os conflitos psíquicos não são entendidos e exteriorizados. 3.1.4. Doenças psicossomáticas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 14 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto O componente psíquico dessas doenças se manifesta de maneira orgânica no corpo. As doenças psicossomáticas têm componente psíquico e resultam em doenças orgânicas (O emocional refletido no corpo físico). Nosso organismo possui amplas defesas biológicas, mas conteúdos psíquicos não abordados e tratados podem causar tremor, dores de barriga, gestos e travamento de dentes e manifestações como: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 15 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 3.2. trAnstornos somAtoformes O Transtorno de Sintoma Somático (TSS) é caracterizado por um ou mais sintomas so- máticos acompanhados por pensamentos excessivos, sentimentos e atitudes relacionados, com grande procura de atenção médica em departamentos de emergência. O TSS representa um dos quadros mais frustrantes e menos compreendidos em medicina de emergência e medicina geral. Pacientes com TSS são frequentemente vistos como “difíceis” e devido à falta de aborda- gem correta acabam sendo negligenciados. Apresentam vários sintomas físicos sem mesmo ter a doença que levam a excessivas preocupações que são expressas emocional, cognitiva e comportamentalmente. Há também uma grande confusão entre o TSS e o termo “hipocondria”, que representa a má interpretação de um ou mais sintomas somáticos. Os indivíduos com TSS apresentam muitos sintomas que poderiam representar patologias graves, incluindo dor torácica, sintomas gastrintestinais, cardiovasculares, sexuais e sintomas pseudoneurológicos que causam persistente preocupação, angústia e disfunção social. A somatização é melhor entendida focando nas anormalidades da resposta do paciente a seus sintomas somáticos e não na ausência de uma causa médica discernível para esses sintomas. Os transtornos somatoformes são de difícil diagnóstico mesmo depois de várias visitas com o mesmo médico. É, portanto, um trabalho desafiador em um atendimento de emer- gência. Para pacientes com sintomas funcionais, a estratégia de buscar uma causa médica com procedimentos diagnósticos invasivos, cirurgias desnecessárias e medicamentos mal direcionados pode prejudicar a situação e até levar à morte. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.medicinanet.com.br/pesquisas/transtornos_somatoformes.htm 16 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto O TSS é mais comum em mulheres de baixo nível socioeconômico que apresentam entre 20 e 30 anos de idade, com alta incidência de comorbidades como ansiedade ou depressão. Embora os sintomas somáticos específicos possam mudar com o tempo, o distúrbio é persistente (em geral mais de 6 meses) e o número de sintomas somáticos também é usado para determinar a gravidade. Assim, tem-se o seguinte: • TSS leve − Apenas um sintoma está presente (por exemplo, tempo excessivo e energia dedicada ao sintoma somático). • TSS moderado − Dois ou mais sintomas estão presentes (por exemplo, pensamentos persistentes e ansiedade severa). • TSS grave − Duas ou mais das características estão presentes; além disso, o paciente manifesta múltiplas queixas somáticas (por exemplo, fadiga, tontura e desconforto gastrintesti- nal) ou um sintoma somático muito grave. • TSS persistente − O curso da doença dura mais de 6 meses; o funcionamento psicossocial está bastante prejudicado e a gravidade atual é classificada como grave. Uma forma de classificar a gravidade do TSS é com escores específicos como o Somatic Sympton Scale-8, que utiliza 8 sintomas específicos e gradua sua intensidade. Esses incluem sintomas gastrintestinais, lombalgia, dores em membros ou articulações, cefaleia, dor torácica, dispneia, tonturas e sensação de perda de energia. Os sintomas são graduados em: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 17 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Por esse escore, pode-se classificar o TSS como: O TSS faz parte de um grupo de transtornos psiquiátricos que inclui: Uma forma mais branda do TSS pode se manifestar em um interesse exagerado na fun- ção do corpo e na saúde. Tipicamente, o paciente com transtorno de ansiedade de doença reclama de forma detalhada, usando palavras médicas. Como parte de sua sintomatologia, esses pacientes muitas vezes acreditam que perderam o controle de suas vidas e às vezes fazem um esforço óbvio para dominar a relação médico-paciente. A terminologia de pacientes com sintomas neurológicos que permanecem inexplicados mesmo após investigação médica apropriada sofreu uma série de mudanças. Uma vez refe- rido como histeria, neurose e mais tarde como transtorno de conversão, esse subconjunto particular de TSS é agora denominado “distúrbios neurológicos funcionais”. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 18 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Transtornos neurológicos funcionais são caracterizados sobretudopor sintomas de alte- ração motora ou sensorial que não são mais bem explicados por uma condição médica ou neurológica que causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo. A desordem pode ser subcategorizada em: Normalmente os pacientes apresentam um início súbito e drástico de um único sintoma, simulando algum distúrbio neurológico para o qual não existe uma explicação fisiopatológica ou anatômica. Alguns desses sintomas podem proporcionar gratificação para o inconscien- te, necessidades de dependência, enquanto outros podem fornecer estímulos emocionais dolorosos. Comorbidades diagnósticas típicas incluem transtornos de humor, transtorno de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático, transtornos dissociativos e transtornos obsessivo-compulsivos. Pacientes com transtorno de sintomas funcionais, em geral apresentam história de abuso físico ou sexual. Embora a descrição clás- sica desses pacientes seja uma falta de preocupação, o deficit neurológico súbito as apre- sentações são de fato raras e não devem ser consideradas necessárias para o diagnóstico. 3.2.1. Diagnóstico diferencial É importante lembrar que existem distúrbios psiquiátricos diferente do TSS inicialmente trazidos à atenção médica como sintomas somáticos, incluindo transtorno depressivo maior e transtornos de ansiedade. Além disso, existem vários outros diagnósticos médicos que podem ter apresentações muito sutis com múltiplos sintomas físicos, incluindo esclerose múltipla, porfiria, hiperparatireoidismo, lúpus eritematoso sistêmico, distúrbios da tireoide, entre outros. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 19 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 3.2.2. Avaliação diagnóstica É difícil avaliar um paciente que pode, ao mesmo tempo, ter risco de vida e um diagnóstico psiquiátrico como TSS. Exames complementares repetitivos ou extensos raramente excluem doença orgânica com absoluta certeza e podem produzir resultados falso-positivos. Portanto só devem ser realizados para investigações apoiadas por uma história clínica, e os exames físicos precisam ser cuidadosamente realizados, com exceção eventual de sintomas neurológicos. 3.2.3. Manejo O sucesso do manejo de pacientes com TSS na emergência depende da capacidade de estabelecer uma boa relação no atendimento. Os indivíduos com esses distúrbios podem ser mais desafiadores e por isso é importante construir e manter um vínculo ouvindo-os atenta- mente e encorajando-os a descrever seus sintomas. Deve-se evitar confrontar ou desafiar o paciente com TSS; em vez disso, concordar que existe um problema e trabalhar para formular um plano de cuidados e encaminhamento. O sofrimento é um fenômeno subjetivo e nesses casos é genuíno. É apropriado legitimar os sintomas do paciente e em seguida tentar caracterizar o diagnóstico de TSS, explicando o que pode ajudar a construir uma aliança terapêutica. Os esforços terapêuticos incluem terapia cognitiva, técnicas, psicoterapia e em alguns casos a utilização de medicamentos psicotrópicos. 3.2.4. Classificação de transtornos somatoformes conforme CID-10 A Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10) foi publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) visando padronizar a codificação de doenças e outros problemas relacionados à saúde. Ela fornece códigos relativos à classifica- ção de doenças e de uma grande variedade de sinais, sintomas, aspectos anormais, queixas, O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 20 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto circunstâncias sociais e causas externas para ferimentos ou doenças. A cada estado de saúde é atribuída uma categoria única à qual corresponde um código CID 10. Desse modo, o código referente aos Transtornos Somatoformes é o F45, que é subdividido em: A) Esquizofrenia Encontra-se dentro de um espectro de transtornos psicóticos onde estão a esquizofrenia, outros transtornos psicóticos e transtorno da personalidade esquizotípica. Esses transtornos são definidos por anormalidades, delírios, alucinações, pensamentos, discursos desorganizados, comportamento motor grosseiramente desorganizado ou anormal, incluído catatonia e sintomas negativos. Muitas das percepções acerca das pessoas com diagnóstico de esquizofrenia estão ligadas a estereótipos de que são agressivas, estranhas, improdutivas, imprevisíveis e que não se pode conversar. Esses estigmas trazem efeitos negativos prejudicando o processo de trabalho, relações sociais com amigos e parceiros incapacitando as pessoas de viver. Existem diferentes hipóteses para a causa da esquizofrenia. Todavia, a mais aceita atual- mente é que a esquizofrenia é de origem biológica e psicossocial. 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A recuperação pode indicar ainda o processo ‘pelo qual o paciente rompe com um ciclo de crises e internações, tentam reconstruir sua vida, a qual foi interrompida em razão de in- ternação hospitalar. • Esquizofrenia sobre o Olhar Psicanalítico Embora se trate de um sofrimento grave e que pode ser considerado de difícil manejo, a psicanálise se ocupa desse sofrimento buscando compreender e acolher o paciente. Para Freud, tanto a neurose quanto a psicose seriam expressões de uma rebelião do id (desejos, vontades e pulsões primitivas) contra o mundo externo, de sua incapacidade ou indisposição em se adaptar à realidade. Tanto na neurose quanto na psicose interessa a questão não apenas relativa a uma “perda da realidade”, mas também a um ‘substituto para a realidade”. Freud afirma que uma das ca- racterísticas que diferenciam uma neurose de uma psicose é o fato de que em uma neurose, o ego, dependente da realidade, suprime um fragmento do id. Já em uma psicose esse mesmo ego, a serviço do id, afasta-se de um fragmento da realidade. Assim, Freud prossegue, para uma neurose o fator principal seria a predominância da influência da realidade e para uma psicose esse fator seria a predominância dos instintos primitivos. Na psicose existiriam duas etapas. A primeira arrastaria o ego para longe da realidade e a segunda tentaria reparar o dano e restabelecer as relações do indivíduo com a realidade às custas do id. Na psicose há a tentativa de criação de uma nova realidade que não levante as mesmas objeções que a antiga, que foi abandonada. Porém, embora haja um mecanismo comum de todas as psicoses, os quais se diferenciam dos mecanismos neuróticos e perversos é relevante pontuar que existe grande heteroge- neidade das formas clínicas. Muitas vezes, em crise, o sujeito é levado por alguém a algum serviço de saúde e mesmo nesse contexto é de extrema importância que seja atentamente ouvido e se necessário medicado ou contido a fim de preservar ao máximo sua integridade física e psíquica.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 22 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto • Esquizofrenia conforme CID 10 Podemos encontrar na CID-10 que a Esquizofrenia é encontrada no código F20 e segue subdividida seguinte forma: • F20.0 Esquizofrenia paranoide Se caracteriza essencialmente pela presença de ideias delirantes relativamente estáveis, frequentemente de perseguição, em geral acompanhadas de alucinações, particularmente auditivas e de perturbações das percepções. As perturbações do afeto, da vontade, da linguagem e os sintomas catatônicos, estão ausentes, ou são relativamente discretos. − Esquizofrenia parafrênica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 23 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto • F20.1 Esquizofrenia hebefrênica Caracterizada pela presença proeminente de uma perturbação dos afetos; as ideias deli- rantes e as alucinações são fugazes e fragmentárias, o comportamento é irresponsável e imprevisível; existem frequentemente maneirismos. O afeto é superficial e inapropriado. O pensamento é desorganizado e o discurso incoerente. Há uma tendência ao isolamento social. Geralmente o prognóstico é desfavorável devido ao rápido desenvolvimento de sintomas “negativos”, particularmente um embotamento do afeto e perda da volição. − Esquizofrenia desorganizada. − Hebefrenia. • F20.2 Esquizofrenia catatônica É dominada por distúrbios psicomotores proeminentes que podem alternar entre extremos tais como hipercinesia e estupor, ou entre a obediência automática e o negativismo. Um padrão marcante da afecção pode ser constituído por episódios de excitação violenta. O fenômeno catatônico pode estar combinado com um estado oniroide com alucinações cênicas vívidas. − Catalepsia. − Catatonia. − Flexibilidade cérea. − Estupor catatônico. • F20.3 Esquizofrenia indiferenciada Afecções psicóticas que preenchem os critérios diagnósticos gerais para a esquizofre- nia mas que não correspondem a nenhum dos subtipos incluídos em F20.0-F20.2, ou que exibam padrões de mais de um deles sem uma clara predominância de um conjunto particular de características diagnósticas. − Esquizofrenia atípica. • F20.4 Depressão pós-esquizofrênica Episódio eventualmente prolongado que ocorre ao fim de uma afecção esquizofrênica. Ao menos alguns sintomas esquizofrênicos “positivos” ou “negativos” devem ainda estar presentes mas não dominam mais o quadro clínico. Este tipo de estado depressivo se acompanha de um maior risco de suicídio. Se o paciente não apresenta mais nenhum sintoma esquizofrênico deve-se fazer um diagnóstico de episódio depressivo (F32.-). Se os sintomas esquizofrênicos ainda são aparentes e proeminentes, deve-se manter o diagnóstico da forma clínica apropriada. • F20.5 Esquizofrenia residual Estado crônico da evolução de uma doença esquizofrênica com uma progressão nítida de um estado precoce para um estado tardio, o qual se caracteriza pela presença persistente de sintomas “negativos” embora não forçosamente irreversíveis, tais como lentidão psi- comotora; hipoatividade; embotamento afetivo; passividade e falta de iniciativa; pobreza O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 24 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto da quantidade e do conteúdo do discurso; pouca comunicação não-verbal (expressão facial, contato ocular, modulação da voz e gestos), falta de cuidados pessoais e desem- penho social medíocre. − Defeito esquizofrênico (Restzustand). − Esquizofrenia indiferenciada crônica. − Estado esquizofrênico residual. − Restzustand (esquizofrênico). • F20.6 Esquizofrenia simples Transtorno caracterizado pela ocorrência insidiosa e progressiva de excentricidade de comportamento, incapacidade de responder às exigências da sociedade e um declínio global do desempenho. Os padrões negativos característicos da esquizofrenia residual (por exemplo: embotamento do afeto e perda da volição) se desenvolvem sem serem precedidos por quaisquer sintomas psicóticos manifestos. 3.3. estruturAs clínicAs: neurose, psicose e perversão 3.3.1. Psicose Na estrutura denominada Psicose, encontramos ainda três subdivisões: paranoia, autismo e esquizofrenia. O mecanismo de defesa dessa estrutura é conhecido como Foraclusão ou Forclusão, termo desenvolvido por Lacan. O psicótico encontraria fora de si tudo que exclui de dentro. Nesse sentido, ele incluiria para fora os elementos que poderiam ser internos. O problema para o psicótico está sempre no outro, no externo, mas nunca em si. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 25 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Outra característica da Psicose é que, diferente do que acontece com indivíduos com outras estruturas mentais, a própria pessoa acaba revelando, ainda que de forma distorcida, os seus sintomas e distúrbios. • Alguns sintomas da Psicose Os sintomas variam de acordo com o paciente, mas no geral há mudanças no comportamento: 3.3.2. Neurose Fonte: ITPAC Divide-se em histeria e neurose obsessiva. Seu mecanismo de defesa é o recalque ou repressão. O psicótico encontra sempre fora de si o problema e acaba por revelar seus distúrbios ainda que de forma distorcida. Já o neurótico age da forma oposta. O conteúdo problemático é mantido em segredo não só para os outros, mas para o próprio indivíduo que sente. O neurótico guarda dentro de si o problema externo. É disso que se trata o recalque ou repressão. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 26 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Portanto, para que alguns conteúdos fiquem recalcados ou reprimidos, a neurose provo- ca no indivíduo uma cisão da psique. Tudo o que é doloroso é retido e permanece obscuro, causando sofrimentos que o indivíduo mal pode identificar – apenas sentir. No caso da histeria, o indivíduo permanece dando voltas em torno de um mesmo problema insolúvel. É como se a pessoa nunca conseguisse encontrar a verdadeira causa de sua frustra- ção, por isso as constantes reclamações. É possível identificar ainda uma busca constante por um objeto ou uma relação idealizada na qual o indivíduo deposita aquela frustração recalcada. Na Neurose Obsessiva o indivíduo permanece também dando voltas em torno dos mes- mos problemas, porém existe uma forte tendência em organizar tudo ao seu redor. Essa necessidade de organização externa seria um mecanismo para evitar pensar nos problemas reais negadosem seu interior. 3.3.3. Perversão Fonte: Psicanálise Clínica O mecanismo de defesa específico da perversão é a denegação. Ele poder ser compreen- dido através do fetichismo. Assim se dá a denegação: a recusa em reconhecer um fato, um problema, um sinto- ma, uma dor. • Psicose, Neurose e Perversão: outra perspectiva Outra forma de compreender e analisar a psicose, neurose e perversão psíquicas é a partir do tipo de angústia específico de cada uma delas. Nessa perspectiva incluímos ainda a Depressão, que se relaciona com a Psicose. Haveria, por exemplo, a Psicose Maníaco- -depressiva – que é atualmente chamada de Transtorno Bipolar. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 27 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Desta forma, podemos dizer: a) No caso da Psicose, a angústia é a angústia da entrega. Sua dor resultaria sempre do outro, de sua entrega ao outro (foraclusão). Essa forma de pensar é o que impede que muitos psicóticos procurem análise ou terapia. b) Na Depressão, a angústia é a da realização. O indivíduo não consegue se sentir bom o bastante para as próprias expectativas. A melhora pessoal nunca é suficiente. Podemos dizer, para sermos mais específicos, que a angústia da depressão é a da autorrealização. Resultaria de uma ferida narcísica o sentimento de diminuição pessoal. c) Na Histeria encontramos a angústia da permanência. O desejo do indivíduo nunca per- manece – há uma mudança constante no objeto em que ele deposita sua vontade. Por isso, a angústia é a angústia de permanecer fixo em um lugar ou desejo único. d) Na Neurose Obsessiva o desejo parece morto. A angústia seria justamente a angústia de mudar, já que o indivíduo deseja a permanência. e) A Perversão não aparece nesse quadro assim como dificilmente aparece na análise psicanalítica. Isso porque o perverso não enxerga a angústia, ou pelo menos, não a enxerga como advinda da perversão. • Psicose, Neurose e Perversão: classificações encontradas na CID – 10 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.psicanaliseclinica.com/o-que-e-histeria-conceitos-e-tratamentos/ https://www.psicanaliseclinica.com/perversao/ 28 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 29 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 3.4. trAnstornos de Humor 3.4.1. DSM e sofrimento psíquico A partir da segunda metade do século XX, ganha consistência a necessidade de se criar uma padronização de categorias dos sofrimentos psíquicos tratados como doenças pela comunidade psiquiátrica. Assim, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) em 1952, instituiu o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-I) que apresenta- va 106 categorias de psicopatologias. Essa primeira versão do manual era pautada em uma compreensão psicossocial da doença mental. Dezesseis anos depois, o DSM-II é publicado. Esse, por sua vez, continha 180 categorias diagnósticas. No fim dos anos 70, algumas divergências diagnósticas estadunidenses e europeias leva- ram a APA “a aperfeiçoar a uniformidade e a validade do diagnóstico psiquiátrico, assim como padronizar as práticas de diagnóstico” (MARTINHAGO; CAPONI, 2019, p. 2). Dessa forma, a terceira versão do DSM é publicada em 1980, contendo 265 categorias diagnósticas que se fundamentava em critérios da medicina baseada em evidências. Nessa perspectiva, o DSM-III se torna um marco na história da psiquiatria moderna, ao remover “as categorias e signos clínicos da psicanálise e deslocando-se para o campo das ciências biológicas”. Assim, verifica-se a extinção de termos como neurose e psicose e, diante dessa situação, torna-se cada vez mais desnecessária a escuta do paciente, uma vez que seu saber não mais in- fluenciará na construção diagnóstica. Com isso, há um deslocamento do saber sobre o sofrimento psíquico. Se antes ele vinha dos relatos do paciente, agora ele passa a ser da ciência psiquiátrica. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 30 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Por volta de 1987, essa terceira edição é revisada e ampliada, e o número de categorias diagnósticas passa para 292. Além disso, a nomenclatura doença mental é substituída por transtorno mental. Desse modo, a noção de transtorno mental aponta para duas leituras. A primeira permite compreender que a utilização desse termo busca solucionar “os im- passes teóricos existentes no campo da psicopatologia” no ponto em que significa adotar, de início, uma renúncia de uma descrição fisiopatológica completa em termos médicos, mas que permite, a partir de critérios objetivos e compartilháveis, recortar quadros clínicos sobre os quais se pode interferir psiquiatricamente. Algumas vezes, todo o trabalho clínico passa pela desconstrução de um diagnóstico: Tem-se, portanto, uma racionalidade prática que renuncia a uma explicação de natureza ontológica, na qual a doença é um ser com explicação de natureza prática, em que se deduz que determinado grupo de sintomas melhora mediante um tratamento específico. A segunda leitura possibilita verificar que um diagnóstico de transtorno imputa sempre uma fase de equilíbrio, isso porque ele faz com que a interpretação da realidade passe pelo entendimento de que a normalidade se encontra nesse equilíbrio, em que a sociedade es- tabelece como comportamentos aceitáveis. Assim, os desviantes terminam por causar um transtorno que precisa ser corrigido para o retorno do estado de ordem. Retomando a história das edições dos manuais, em 1994, é publicado o DSM-IV com 297 ca- tegorias de transtornos mentais. Essa quarta versão apagou todo vestígio de etiologia e instaurou o modelo nosográfico de diagnóstico. Desse modo, o DSM-IV passa a ser considerado um método infalível de diagnóstico psiquiátrico “quase” automático que pressupõe somente um checklist. 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Frances (2015) ainda nos chama a atenção para o fato de que além da criação de novas classes de transtornos, houve uma redução dos requerimentos para diagnosticar transtornos já existentes como o luto, no qual “duas semanas de luto normal se transformaram em Trans- torno Depressivo Maior”, e o TDAH adulto que teve seus critérios afrouxados, “podendo ser confundido com distração normal e facilitando o uso ilegal de estimulantes prescritos para aumento de desempenho ou propósitos recreativos”. Mediante a síntese da trajetória das edições dos DSMs e a vigência atual de sua última versão, pode-se ressaltar como a tarefa classificatória termina assumindo um discurso clínico extremamente prático em que se substituem “as grandes categorias: Por descrições especificadas de fenômenos objetivos, trazendo um empobrecimento à lógica diagnóstica, pois se privilegia a descrição dos sintomas ao invés da patologia”. Isso porque a unidade perdida com o sequestro da neurose, como hipótese que unifica história de vida, sintomas e personalidade, é reencontrada na unidade de um objeto: a medicação”. Se a psiquiatria busca seu lugar no contexto mais amplo da medicina, sua fundamentação só pode ter base biológica com deficits neuroquímicos ou genéticos. Assim, os sofrimentos psíquicos podem ser tratados como uma doença física. O que significa simplesmente negar que os sofrimentos devam inscrever-se numa história de vida, que esses sofrimentos se transformarão ao longo de nossas vidas e que nesta transformação tem papel fundamental o modo como somos ouvidos e as intervenções e terapêuticas que nos são propostas. Dessa forma, Bocchi (2018) evidencia como a nova versão do DSM tem efeitos nefastos na cultura contemporânea, visto que se apresenta como uma imposição para patologizar e medicalizar a comunidade por meio de uma reformulação classificatória que amplia o dis- curso da ciência sobre os sofrimentos psíquicos, dando-lhe força maior para tornar patoló- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 32 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto gica dimensões subjetivas do ser humano que, até pouco tempo, não eram tratadas como enfermidades. Dito de outro modo, tenta-se classificar o inclassificável, a saber, o sofrimento humano, sob as vezes de termos médico-científicos semelhante a Simão Bacamarte, na obra O alienista de Machado de Assis, ao classificar como loucos toda a população de Itajaí (TEO- DORO; SILVA; COUTO, 2019). No registro do DSM-5, chama-nos a atenção as alterações referentes aos Transtornos de Humor que, na edição anterior do manual, existia sob essa nomenclatura, mas que, na nova versão, prolifera-se, dando origem a várias novas categorias diagnósticas que tornam mais frágeis a percepção de que determinados sintomas fazem parte de alguns tipos de sofrimento psíquico que são próprios da condição humana, como veremos a seguir. 3.4.2. Alterações dos transtornos de humor do DSM-IV para o DSM-5 No DSM-IV, as alterações de humor aparecem como uma classe diagnóstica das Perturba- ções do Humor que, em síntese, envolvem quadros clínicos nos quais se verificam oscilações de humor (ou estado de ânimo. Para muitos pesquisadores, o humor representa um somatório ou síntese dos afetos pre- sentes na consciência em um dado momento. Constitui o estado afetivo base e fundamental, que se caracteriza por ser difuso, isto é, não relacionado a um objeto específico, e por ser em geral persistente e não reativo. O humor oscila entre os polos da alegria, da tristeza e da irritabilidade, assim como entre a calma e a ansiedade. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 33 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Assim, tem-se indícios para suspeitar de um possível diagnóstico de Transtornos de Hu- mor, segundo a quarta versão do DSM, quando há a presença ou ausência dos episódios de humor (episódio depressivo maior e episódio maníaco) e a constatação de, no mínimo, cinco dos seguintes sintomas típicos: Esses sintomas devem persistir por um período igual ou superior a duas semanas, podendo comprometer a capacidade funcional física, social e de trabalho do indivíduo. Entretanto, ao estudar a configuração do DSM-5, verificou-se que essa classe dos Trans- tornos de Humor foi excluída. Tal extinção originou duas novas classes: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 34 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 3.4.3. Transtorno bipolar e transtornos relacionados O termo bipolar foi utilizado na psiquiatria pela primeira no final do século XIX, mas ganhou visibilidade a partir de 1980, com o DSM-III, pois anterior a esse manual falava-se em psicose maníaco-depressiva. O Transtorno Bipolar, em geral, corresponde a uma psicopatologia que causa alterações acentuadas e periódicas de humor, tendo como extremos episódios manía- cos e depressivos. A fase maníaca é caracterizada por “uma alegria (euforia, ou melhor, hiperforia) ou irrita- bilidade patológicas (exaltação afetiva). A fase depressiva envolve “uma tristeza patológica (exaltação afetiva), que costuma ser caracterizada como uma tristeza vital. Em alguns pacientes podem ocorrer ansiedade ou irritabilidade intensas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 35 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Nas especificações categóricas da classe diagnóstica Transtorno Bipolar e Transtornos Relacionados, tem-se: Junto a essas três categorias foram acrescidas quatro novas: As alterações descritas evidenciam como o Transtorno Bipolar, que antes era tratado como uma categoria, é elevado a condição de classe diagnóstica. O transtorno bipolar tipo I foi comumente igualado à clássica doença maníaco-depressiva, mas o transtorno bipolar tipo II baixou drasticamente o limiar, exigindo meramente um episódio depressivo e um período de produtividade aumentada, inflação da autoestima e redução da necessidade de sono [...] Hoje em dia, existe até o ‘bipolar leve’, o que significa que o paciente ‘reage intensamente às perdas”. Com essas novas categorias, muitos pacientes passam a se enquadrar em algum nível de transtorno bipolar, de forma leve ou mais ampla. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 36 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 3.4.4. Transtornos depressivos O termo depressão pode ser encontrado em dicionários médicos datados de 1860,que consistia em identificar um comportamento de “rebaixamento dos espíritos” de pessoas que eram acometidas por essa doença mental. Assim, percebe-se que a palavra depressão remete tanto a um sintoma quanto a uma patologia. Enquanto sintoma, ela “pode surgir nos mais variados quadros clínicos, entre os quais: transtorno de estresse pós-traumático, demência, esquizofrenia, alcoolismo, doenças clínicas, etc. Pode ainda ocorrer como resposta a situações estressantes, ou a circunstâncias sociais e econômicas adversas”. Como doença, ela tem sido classificada de várias formas de Transtornos Depressivos. No DSM-5, o que leva ao diagnóstico dos Transtornos Depressivos é a presença de humor triste, vazio ou irritável e alterações somáticas e cognitivas que afetam significativamente a capacidade de funcionamento do indivíduo. O transtorno depressivo maior representa a condição clássica desse grupo de transtornos. Ele é caracterizado por episódios distintos de pelo menos duas semanas de duração (embora a maioria dos episódios dure um tempo consideravelmente maior) envolvendo alterações nítidas no afeto, na cognição e em funções neurovegetativas, e remissões interepisódicas. Tem-se, portanto, que também proveniente das Perturbações do Humor do DSM-IV, o Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH), Transtorno Depressivo Maior e Transtorno Depressivo Persistente (Distimia), foram deslocados para uma nova classe do DSM-5 denominada Transtornos Depressivos. A essa classe foram acrescidas cinco novas categorias: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 37 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Nesses termos, a classe diagnóstica de Transtornos Depressivos do DSM-5 apresenta um total de oito categorias de transtornos, das quais três foram deslocadas e cinco foram criadas. É importante mencionar ainda que as categorias Episódio Depressivo Maior; Episódio Maníaco; Episódio Misto e Episódio hipomaníaco presentes no DSM-IV, na classe Perturba- ções do Humor, também foram deslocadas, passando a compor os critérios diagnósticos da categoria do Transtorno Bipolar e Transtornos Relacionados no DSM-5. Dentre as alterações da classe dos Transtornos Depressivos descritas, ganharam rele- vância no debate psicopatológico a retirada do luto como critério de exclusão do Transtorno Depressivo Maior. Esse critério de exclusão permitia que o luto normal não fosse critério para o diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior “nos meses após a perda de um ente querido, a menos que apresentasse sintomas graves de comprometimento, como ideias de suicídio, ilusões, agitação psicomotora ou incapacidade de funcionar. Partindo de uma leitura freudiana do luto, essa quantificação temporal se mostra sempre problemática no ponto em que delimitar um tempo específico para que o sujeito vivencie o trabalho de luto se torna uma tarefa impossível, tendo em vista que tal processo exige uma reorganização psíquica que não é simples. Outra alteração que se suscita como controversa é a inclusão do TDPM como um diagnós- tico validado de doença mental. Para muitos pesquisadores e profissionais da saúde mental como Frances (2015), tem-se nesse movimento a patologização de uma condição do ser mulher, visto que a depender da intensidade dos sintomas próprios da menstruação, o indivíduo do sexo feminino será diagnosticado e medicalizado como doente mental. Isso é posto, dado que, segundo Valadares et al (2006, p. 118-119), o TDPM consiste em “um transtorno variante da síndrome pré-menstrual [SPM], mais severa ou extrema, com a oscilação do humor apresentada como fator mais perturbador e debilitante [...]”. Nesse conseguinte, os autores definem a SPM como sendo a ocorrência repetitiva de um conjunto de alterações físicas, do humor, cognitivas e comportamentais com a presença de queixas de desconforto, irritabilidade, depressão ou fadiga, geralmente acompanhadas da sensação de intumescimento e dolorimento de seios, abdome, extremidades, além de cefaleia e compulsão por alimentos ricos em carboidratos, acrescidos ou não de distúrbios autonômicos, com início em torno de duas semanas antes da menstruação e alívio rápido após o início do fluxo menstrual (VALADARES et al. 2006, p. 118). 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De acordo com os critérios diagnósticos do DSM-5 (APA, 2014), o TDPM pode ser diag- nosticado a partir dos seguintes critérios: a) apresentar no mínimo cinco sintomas que devem estar presentes na semana anterior ao início menstrual e ter sua minimização ou ausência na semana pós-menstrual; b) um (ou mais) dos seguintes sintomas: labilidade afetiva acentuada, tristeza ou choro repentinos ou sensibilidade aumentada à rejeição, irritabilidade ou raiva acentuadas ou aumento nos conflitos interpessoais, humor deprimido acentuado e pensamentos autodepreciativos e ansiedade acentuada, tensão e/ou sentimentos de estar nervosa ou no limite; c) um (ou mais) dos seguintes sintomas: interesse diminuído pelas atividades habituais, sentimento subjetivo de dificuldade em se concentrar, letargia, fadiga fácil ou falta de energia acentuada, alteração acentuada do apetite, hipersonia ou insônia, sentir-se sobrecarregada ou fora de controle, sintomas físicos como sensibilidade ou inchaço das mamas, dor articular ou muscular, sensação de “inchaço” ou ganho de peso; d) esses sintomas devem estar associados a sofrimento clinicamente significativo ou a interferência nas atividades cotidianas; e) essa perturbação deve ser diferenciada de outros transtornos possíveis; f) o Critério A deve ser confirmado por pelo menos dois ciclos sintomáticos consecutivos; g) esses sintomas não devem ser consequência dos efeitos fisiológicos de uma substância ou de outra condição médica. É interessante não perdermos de vista que o diagnóstico do TDPM exige que os sintomas acima descritos devem surgir “durante a fase pós-ovulatória, isto é, o período pré-menstrual. Fase lútea e remitir com a menstruação” (COSTA et al., 2020, p. 367), além disso, devem ser graves o suficiente a ponto de interferir no funcionamento diário. Nesses termos, o consenso atual sugere que a função ovariana normal seja o desencadeador dos eventos bioquímicos relacionados ao TDPM no sistema nervoso central e em outros tecidos que influenciam o humor, o comportamento e a cognição. Vale ressaltar que não estamos desconsiderando o sofrimento existente nesse período feminino, porém consideramos problemático classificar esse sofrimento como um transtorno mental que afeta o humor. Isso porque tal classificação quando feita indiscriminadamente abre espaço para se medicar uma condição do ser mulher, além de rotulá-la como doente. O conteúdo deste livro eletrônicoé licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 39 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Nessa linha de raciocínio, esse tipo de consenso parece um retorno, por outras vias, a uma situação a qual Freud já denunciava em suas teorizações sobre o tratamento da histeria no século XIX, na época, buscava-se controlar a sexualidade feminina para que ela trabalhasse a favor da necessidade estabelecida pela sociedade burguesa. Vieira (2002) também encontra essa medicalização do corpo feminino, na sociedade atual que, sob as vestes do reconheci- mento da mulher como um ser “útil” à sociedade, estimula o uso constante do anticoncep- cional e de fármacos que eliminem os sintomas menstruais para que não haja uma redução da produtividade feminina. Por fim, Frances (2015) menciona a introdução do TDDH como problemática, no sentido de que incita a patologização e consequente medicalização infantil, pois, trata-se de uma pa- tologia para “descrever crianças que têm constantes problemas de temperamento” (p. 47). Em psicanálise, verifica-se como pode ser danoso fechar um diagnóstico infantil, no ponto em que a estrutura psíquica da criança está em formação e, por esse motivo, as oscilações de humor podem ser intensas e frequentes, mas nem por isso se apresentarão como enfermidades. Além disso, a inclusão desse diagnóstico no DSM-5, “se baseia em mínima pesquisa e foi justificada apenas pela necessidade de reduzir o excesso de diagnóstico de Transtornos Bipolares Infantis” (FRANCES, 2015, p. 47). Dentre as dificuldades encontradas na utilização desse diagnóstico, o autor destaca três: 1ª) a impossibilidade de “distinguir TDDH de ataques de humor que ocorrem em crianças saudáveis” (p. 48) que apresentam um humor irritadi- ço; 2ª) a impossibilidade de “distinguir TDDH de ataques de humor que ocorrem em outros transtornos psiquiátricos” (p. 48); 3ª) “Assim como nos Transtornos Bipolares Infantis, pode haver um esforço das companhias farmacêuticas de usar medicamentos prejudiciais, parti- cularmente antipsicóticos, que podem causar grande ganho de peso (elevando o risco assim, de obesidade infantil, diabetes e doença cardíaca)” (p. 48). Mediante essa realidade desenhada pela nova versão do DSM, Araújo e Lotufo Neto (2013) afirmam que tais mudanças possibilitam “que indivíduos que estejam passando por um sofrimento psíquico grave recebam atenção adequada, incluindo a farmacoterapia quando esta se fizer necessária” (p. 106). Não se desconsidera a veracidade dessa assertiva, porém, parece-nos importante questionar se as alterações descritas acima não são indícios de que vemos tomar consistência, na sociedade contemporânea, um movimento de patologização de sofrimentos próprios da constituição do humano como algumas oscilações de humor ou o luto. Se respondermos positivamente a essa questão, podemos inferir que tal patologização deve servir a algum propósito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 40 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto MAPA MENTAL O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 41 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto RESUMO A etimologia da expressão Psicopatologia é composta de três palavras gregas: psychê, que produziu “psique”, “psiquismo”, “psíquico”, “alma”; pathos, que resultou em “paixão”, “ex- cesso”, “passagem”, “passividade”, “sofrimento”, “assujeitamento”, “patológico” e logos, que resultou em “lógica”, “discurso”, “narrativa”, “conhecimento”. Dessa forma, Psicopatologia pode ser compreendida como um discurso ou um saber (logos) sobre a paixão, (pathos) da mente, da alma (psiquê). Para Jaspers a Psicopatologia é uma ciência natural, destinada à explicação causal dos fenômenos psíquicos mediante os recursos e teorias acerca dos nexos extraconscientes que determinam esses fenômenos; e é ciência do espírito, voltada para a descrição das vivências subjetivas, para a interpretação das suas expressões objetivas e para a compreensão de seus nexos internos e significativos. A Psicopatologia está ligada a diversas disciplinas: as psicologias, as psiquiatrias e ao corpo teórico psicanalítico. Dentro da Psicologia, liga-se com Psicologia Clínica (direcionada ao diagnóstico, e ao estudo da personalidade), Psicologia Geral (noções de subjetividade, intencionalidade, representação, atos voluntários etc.), e ainda Psicologia ligada às neuro- ciências, tradições hinduístas e outros. Jaspers (2003) enumera ainda o que deve ser entendido como enfermidade: 1. Processos somáticos; 2. Acontecimentos graves que causam ruptura com a vida até então considerada sã; 3. Desvios grandes em relação ao normal estatístico e visto como indesejados pelo afe- tado ou seu meio. Jaspers (2003 apud IORIO, 2005) define o delírio com sendo um juízo patologicamente falseado e que deve, obrigatoriamente, apresentar três características: 1. Uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável com impossibilidade de se sujeitar às influências de quaisquer argumentações da lógica; 2. Um pensamento de conteúdo impenetrável e incompreensivo psicologicamente para o indivíduo normal; 3. Uma representação sem conteúdo de realidade, ou seja, que não se reduz à análise dos acontecimentos vivenciais. Considerando a Psicopatologia, nessa aula ainda estudamos os seguintes transtornos mentais: Transtornos Psicossomáticos; Transtornos Somatoformes; Neurose, Psicose e Perversão; Transtornos de Humor; Trans- torno Bipolar e Transtornos relacionados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 42 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto EXERCÍCIOS 001. (AERONÁUTICA/2014/CIAAR/PRIMEIRO TENENTE – PSICOLOGIA) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. Barlow & Col. afirmam que “di- ferentemente da maioria dos diagnósticos psiquiátricos, esse tipo de transtorno demanda a ocorrência de um determinado tipo de evento, do qual a pessoa afetada não se recupera”. Sendo assim, para atender esse tipo de diagnóstico, o indivíduo deve ter vivenciado, testemunhado ou se deparado de alguma outra maneira com um evento que envolva morte real ou ameaça, lesão grave ou ameaça à integridade física (p. 75). O diagnóstico mencionado anteriormente refere-se ao transtorno __________________________, em que os critérios de sintoma devem ser cumpridos simultaneamente por um período de ______ dias. a) obsessivo-compulsivo / 60 b) do pânico e agorafobia / 90 c) de estresse pós-traumático / 30 d) de estresse pós-traumático / 90 002. (AERONÁUTICA/2014/CIAAR/PRIMEIRO TENENTE – PSICOLOGIA) Na obra de Bar- low & Col. “Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos”, o autor enfatiza a entrevista es- truturada (Anxiety disorders Intervien Schedule – fourth edition, ADIS – IV; DiNardo, Brown e Barlow,1994) como um importante instrumento de avaliação para diversos transtornos. A ADIS-IV, mencionada como método de avaliação, é um instrumento utilizado principalmente para os seguintes transtornos: a) ansiedade, humor e somatoformes. b) estresse pós-traumático, depressão e fobia. c) obsessivo-compulsivo, pânico e depressão. d) agorafobia, ansiedade social e somatoformes. 003. (CESPE/CEBRASPE/DPE RO/ANALISTA DA DEFENSORIA PÚBLICA – ÁREA: ANALISTA EM PSICOLOGIA/2022) Caso clínico 8A01-I Francisco, com 7 anos de idade, foi encaminhado pela escola para acompanhamento psicológico. De acordo com o coordenador pedagógico da escola, a criança apresenta muita dificuldade em acatar comandos e regras, não realiza as atividades solicitadas e atrapalha os colegas e a turma como um todo. No último mês, a situação se agravou. Francisco começou a agredir fisicamente colegas e funcionários da escola, precisando ser contido para que não machucasse a si ou a outra pessoa com maior gravidade. Ao ser indagado, o menino demonstrou dificuldades de falar a respeito: manteve-se em silêncio e quieto. Como de costume nessas situações, solicitou-se a presença do pai e da mãe. Em atendimento com a psicóloga responsável, os genitores relataram preocupação com relação à agressividade da criança no ambiente escolar. Comentaram que Francisco tem roído as unhas e “comido a pele dos dedos”. Disseram que, apesar de Francisco O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 43 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto ser uma criança irritadiça, não costumam ocorrer explosões de raiva em casa. Verificaram, tam- bém, aumento da ingesta alimentar e “escape das fezes” recorrente nas últimas duas semanas. No que se refere às estruturas clínicas do caso clínico 8A01-I, assinale a opção correta. a) Enquanto defesa frente à castração, Francisco apresenta o mecanismo da recusa, haja vista suas dificuldades em acatar e respeitar o limite e a lei. b) Francisco apresenta um quadro de perversão, tendo em vista a aparente ausência de arre- pendimento pelo que causa ao outro. c) Francisco apresenta um quadro de neurose, que pode ser mais bem caracterizada pelo re- conhecimento da castração e do limite, apesar da dificuldade em lidar com os afetos e com a agressividade. d) A criança apresenta uma irritabilidade crônica grave condizente com o quadro de neurose traumática. e) Francisco apresenta um quadro psicótico caracterizado por alteração de humor e explo- sões de raiva. 004. (AMEOSC/PREFEITURA/PSICÓLOGO/2021) Neurose é uma manobra inteiramente encobridora. Por trás da doença, está a tentativa patológica e ambiciosa do paciente de ver a si mesmo como algo extraordinário... Os sintomas são um grande monte de lixo no qual o paciente se esconde. A superioridade fictícia do paciente data da época em que ele foi mi- mado. Enquanto vemos claramente o que ele faz, ele, sem perceber, está ocupado em erigir seus obstáculos; como um criminoso empedernido, ele está tentando assegurar um álibi... Sempre termina em ‘o que eu não teria realizado se não tivesse sido impedido pelos sinto- mas’. A nossa tarefa é tornar conceitual o que nele estava não – conceitual.” (Ansbacher & Ansbacher, 1964, p.198-199.) Nessa dimensão científica, marque a alternativa INCORRETA: a) O neurótico cria salvaguardas por não conseguir lidar com os problemas da vida. b) A tentativa incessante de proteger o self da superioridade faz a eliminação do círculo vicioso em que vive, visto que ele tende a se reintegrar na sociedade para reverter o quadro anterior. c) O neurótico desenvolve os sintomas como uma proteção contra o esmagador senso de in- ferioridade que está tentando evitar desesperadamente. d) As salvaguardas servem para proteger o neurótico da baixa autoestima gerada pela inferiori- dade e pelo fracasso nas tarefas de vida, não da ansiedade gerada por um conflito entre pulsões instituais e proibições morais. 005. (IESES/PREFEITURA DE PALHOÇA/PSICÓLOGO AUTÁRQUICO/2022) Nos seguintes raciocínios clínicos em psicopatologia, indique o que seja correto. I – A ocorrência psicótica ou grave dissociação da realidade são indicativos de um diagnóstico de um transtorno mental. O quadro psicótico envolve diversos sintomas, como alucinações, paranoia, e até mudanças na personalidade, sendo a ocorrência psicótica não encontrada em quadros agudos e transitórios. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-palhoca-sc-2022-ieses-psicologo-autarquico 44 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto II – Presença de ansiedade, alterações de pensamento e agitação, com luta contra sintomas pode ser indicativo de um transtorno de ansiedade. Enquanto deficits ou ausência de percepção das regras e morais, bem como da natureza das relações e aumento da demanda relacional pode ser indicativo de um transtorno de personalidade. III – Alteração da memória passada pode ser encontrada nos transtornos mentais orgânicos. Nas demências, a memória afetada é acompanhada da alteração do pensamento. Na demência de Alzheimer, o requisito primário é o declínio da memória e pensamento, mas isto ocorre de modo insidioso, com deterioração lenta, e sem indicativos de ser decorrente de outra doença sistêmica ou cerebral, a qual possa induzir uma demência. Estão corretas apenas as assertivas: a) I, II. b) I, III. c) II, III. d) I, II, III. 006. (UFPE/UFPE/PSICÓLOGO/2022) A Psicopatologia se constitui num campo heterogêneo que apresenta diferentes concepções de sujeito, entretanto, há uma prevalência da visão orga- nicista que enfatiza a codificação de sintomas e atribui classificações diagnósticas. Assinale a alternativa que se refere a uma característica da perspectiva organicista de Psicopatologia: a) Considera a dimensão sócio-histórica da psicopatologia e não naturaliza o sofrimento como sendo apenas no sujeito. b) Apresenta um referencial universal e descritivo que compara o sujeito com padrões de normalidade. c) Não atribui as razões médicas para o sofrimento do sujeito. d) Enfatiza o papel protagonista do sujeito adoecido no processo de tratamento. e) Enfoca apenas os comportamentos corrigíveis, controláveis ou tratáveis. 007. (LJ/PREFEITURA DE BURITICUPU/PSICÓLOGO/2022) Sobre os Transtornos Neuróticos é correto afirmar: a) Denomina-se histeria dissociativa a dificuldade de identificar sentimentos e diferenciá-los de sensações corporais. b) Os quadros de somatização podem ser estáveis e duradouros. c) As principais síndromes neuróticas e somatoformes podem ser descritas e classificadas da seguinte forma: síndromes fóbicas, obsessivo compulsivas, histéricas, hipocondríacas, de estupor e neurastênicas. d) As síndromes obsessivo-compulsivas dividem-se em dois subtipos básicos: aquelas nas quais predominam as ideias obsessivas e aquelas nas quais predominam os atos e os compor- tamentos compulsivos. Mas, em ambos os casos pode haver presença de delírio. e) O comportamento do indivíduo hipocondríaco é caracteristicamente infantil e, eventualmente, manipulativo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.brhttps://www.grancursosonline.com.br 45 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 008. (CIAAR/AERONÁUTICA/OFICIAL DE APOIO (EA-EAOAP) – ESPECIALIDADE: PSICO- LOGIA/2020) O termo “somatização” refere-se ao processo pelo qual um indivíduo padece em seu corpo sintomas físicos, que não têm origem exclusiva em uma doença física, mas se relacionam bem mais a dificuldades psicológicas, psicossociais e interpessoais (DALGA- LARRONDO, 2019). A respeito do processo de somatização, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afir- ma a seguir. ( ) � É possível que a somatização sirva como meio de comunicação quando a expressão verbal mais direta está bloqueada. ( ) � Somatizações são muito frequentes em adultos, principalmente mulheres e idosos, e não possuem incidência em crianças. ( ) � Sintomas comuns nesses quadros são dores difusas, sintomas gastrintestinais, fadiga, sono ruim e sintomas psicopatológicos inespecíficos, como ansiedade, depressão e irritabilidade. ( ) � A somatização pode acontecer na presença de doença física demonstrável (intensifi- cando demasiadamente a apresentação somática), assim como na ausência de qual- quer doença ou condição física. A sequência correta é a) (V); (V); (F); (F). b) (F); (V); (V); (F). c) (F); (F); (F); (V). d) (V); (F); (V); (V). 009. (VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/PSICÓLOGO/2021) Em abordagem psicos- somática, as contribuições da Escola de Chicago e do Instituto de Psicossomática de Paris são muito significativas porque a) identificaram as relações de causa e efeito entre os conflitos psíquicos e cada uma das ma- nifestações psicossomáticas. b) enfatizaram, prioritariamente, os transtornos da comunicação que são típicos de pacientes somatizadores. c) descobriram que as manifestações psicossomáticas causam imunodepressão no organismo de pacientes que somatizam. d) associaram as doenças psicossomáticas a um processo de negação exagerada em relação às realidades interna e externa. e) destacaram que as diversas manifestações somáticas, nas diversas áreas corporais, são resultantes de uma mesma estrutura psíquica. 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III – Os indivíduos hipocondríacos tendem a rejeitar a ideia de que seu sofrimento seja de origem psicológica ou psicossocial, voltando-se sempre à queixa corporal. IV – Tanto a fibromialgia como a síndrome de fadiga crônica (mas também a distimia, os quadros mistos de ansiedade e de depressão e outros transtornos de somatização) se assemelham à categoria histórica chamada “neurastenia”. Está correto apenas o que se afirma em a) I e III. b) II e IV. c) I, III e IV. d) II, III e IV. 011. (INSTITUTO AOCP/PM GO/2º TENENTE – ÁREA OFICIAL DA SAÚDE/PSICOLO- GIA/2022) A história da psicossomática poderia ser dividida em duas grandes correntes: de um lado as correntes inspiradas nas teorias psicanalíticas e com base no conceito de doen- ça psicossomática; de outro lado a inspiração biológica, alicerçada no conceito de stress. A respeito da história da psicossomática e seus estudos atuais, assinale a alternativa correta. a) Na América, o interesse pela psicossomática surge por volta dos anos 1960, consolidando-se em meados deste século com Alexander e Dunbar da Escola de Paris. Esses autores conside- ram que os transtornos psicossomáticos seriam consequência de estados de tensão crônica, relativa à expressão inadequada de determinadas vivências que seriam derivadas para o corpo. b) Selye denominou sofrimento crônico de Síndrome Geral de Adaptação, chegando assim à noção de stress. Essa síndrome, de acordo com esse autor, consiste em três fases: a de alarme, a de supressão e a fase de exaustão, sucessivamente. c) De acordo com Mc Dougall, ao contrário do que acontece no fenômeno alexitímico, em que o corpo se rende à dramatização simbólica do conflito intrapsíquico, na histeria de conversão, o corpo segrega seus próprios pensamentos. d) Uma importante contribuição para o avanço dos estudos sobre a interação mente-corpo foi dada por Hans Selye com o desenvolvimento de suas ideias sobre a Síndrome Geral de Adap- tação ou Síndrome do Stress. Segundo o autor, em toda doença há um elemento de adaptação, e a enfermidade é esse esforço defensivo e adaptativo do corpo o qual varia entre excessiva defesa ou excessiva submissão e que envolve tanto o biológico quanto o psíquico. 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(COVEST/UFPE/PSICÓLOGO/2017) Sobre a Psicossomática, analise as proposi- ções a seguir. 1) O termo psicossomático compreende toda perturbação somática resultante de um determi- nismo psicológico que intervém na gênese da doença. 2) O termo psicossomático traduz uma concepção dualista do homem e a influência recíproca de uma parte sobre a outra. 3) O estudo da Psicossomática tem por finalidade integrar a doença à dimensão psicológica, propiciando um melhor entendimento do paciente. 4) Os transtornos somatoformes têm como característica comum a presença de sintomas mentais que sugerem uma condição médica geral, porém, não explicadas completamente por essa condição. 5) O Transtorno de Somatização sem Outra Especificação não faz parte dos transtornos somatoformes. Estão corretas, apenas: a) 1, 2 e 3. b) 1, 2 e 4. c) 2, 3 e 5. d) 1, 3 e 4. e) 1, 2 e 5. 013. (BIO-RIO/PREFEITURA DE SÃO GONÇALO/PSICÓLOGO/2016) Considerando o campo da psicossomática, NÃO é correto afirmar que: a) o transtorno de sintomas neurológicos funcionais substitui a categoria de transtornos de conversão no DSM-5. b) a medicina psicossomática explora a relação entre fatores mentais e doenças físicas. c) a maior parte dos pacientes com sintomas psicossomáticos simula seu quadro tendo em vista ganhos secundários com a doença. d) perspectivas atuais preocupam-se menos em distinguir entre causas puramente físicas ou mentais, na medida em que mesmo em condições com clara etiologia física fatores mentais podem ter importante influência. e) transtornos de base psicossomática são tipicamente tratados com medicação e psicoterapia. 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Neurose, psicose e perversão são possibilidades de estruturação subjetiva decorrentes da maneira como o sujeito lida com a função materna. 016. (2015/IBFC/MGS/PSICOLOGIA) A partir da visão psicanalítica, que procura entender o modo particular de sofrimento do paciente, indique as diferenças definidas por esta abor- dagem entre as estruturas clínicas da neurose, psicose e perversão, sabendo-se que estes transtornos se apresentam com dois aspectos que devem ser considerados: A Forma (cujos sintomas são relativamente semelhantes nos diversos pacientes); e O Conteúdo (que difere entre os pacientes por estar relacionado a uma alteração da estrutura psíquica como: conteúdo de culpa, religião, perseguição, fantasia, alucinação, outros). Desta forma indique a alternativa que corresponde à descrição correta na visão psicanalítica. I – Na neurose ocorre um rompimento com a realidade do sujeito, em função de sentimentos oriundos de um conflito psíquico, atingindo funções essenciais da personalidade. II – Na psicose ocorre distúrbio do comportamento, das ideias e dos sentimentos, mas de forma consciente, sem que estas desordens comprometam a personalidade do sujeito, embora não consiga por si só se libertar do sofrimento. III – A perversão caracteriza-se pelo retomo a etapa anterior do desenvolvimento libidinal, onde o desejo edipiano não deixou de existir. IV – Na perversão podem ocorrer comportamentos de: sadismo, exibicionismo, fetichismo e outros. 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O sintoma é: a) um produto do recalque, uma satisfação substitutiva aos impulsos pulsionais intoleráveis. b) produzido a partir da recusa da realidade. c) histérico quando o afeto ligado à ideia intolerável se desloca para o pensamento. d) obsessivo-compulsivo quando o afeto é retirado da realidade e investe em uma ideia delirante. e) produto da denegação e comporta um aspecto retroativo. 018. (UFU-MG/2012) No artigo “Os Caminhos da formação dos sintomas” (1917), Freud descreve que os sintomas neuróticos são resultados de um conflito, surgindo em função de um novo método de satisfazer a libido. A respeito dos sintomas neuróticos, assinale a alternativa INCORRETA. a) Os processos de condensação e deslocamento estão presentes na formação dos sintomas. b) A fantasia desempenha um papel muito importante na formação dos sintomas, já que eles possuem uma realidade psíquica. c) Os sintomas são formações de compromisso entre as duas forças que entraram em luta no conflito, ou seja, entre a libido insatisfeita e a força repressora. d) A resistência do sintoma justifica-se pelo fato de não haver um acordo entre as duas forças que entram em luta no conflito neurótico. 019. (CESPE/2011) Julgue os itens que se seguem, acerca das neuroses segundo Freud e Lacan. De acordo com Freud, a inibição da capacidade de trabalho observada nos neuróticos decorre da falta de gratificação pulsional. 020. (CESPE/2011) Julgue os itens que se seguem, acerca das neuroses segundo Freud e Lacan. De acordo com Freud, o desejo apoia-se no fantasma de amar e ser amado, o que justifica a angústia neurótica. 021. (FCC/TRT 17/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALI- DADE PSICOLOGIA/2022) Entre os indivíduos com esquizofrenia, pode haver risco aumentado de transtorno esquizoafetivo em parentes de primeiro grau. Segundo o Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais – DSM-5, o risco desse transtorno pode ser maior entre indivíduos que têm parentes de primeiro grau com esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo e transtorno a) de eliminação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 50 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto b) bipolar. c) do espectro autista. d) de ansiedade. e) depressivo menor 022. (INSTITUTO CONSULPLAN/PREFEITURA DE CAETÉ/PSICÓLOGO – NASF/2022) De acordo com o DSM-V, os transtornos bipolares são classificados em dois subtipos, o Transtorno Bipolar tipo I e o Transtorno Bipolar tipo II. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir. I – O episódio de hipomania pode apresentar características psicóticas. II – O transtorno bipolar tipo II é uma condição mais leve que o transtorno bipolar tipo I. III – O transtorno bipolar tipo I se refere ao que anteriormente era nomeado doença maníaco-depressiva. IV – Para o diagnóstico de transtorno bipolar tipo I é preciso de apenas um episódio de mania, não sendo necessária a presença de episódio depressivo. Está correto o que se afirma apenas em a) I e II. b) III e IV. c) I, II e III. d) I, II e IV. 023. (CETREDE/CISVALE/PSICÓLOGO/2022) Analise o caso de Paula Paula raramente havia interagido com qualquer pessoa fora de sua família. Ir para a escola era muito difícil e à medida que seus contatos sociais diminuíam, seus dias tornavam-se vazios e enfadonhos. Ela dizia que se sentia como se tivesse mergulhando em um buraco profundo e escuro do qual não conseguia sair. Olhava-se no espelho e achava que era a criatura mais feia do mundo. Aos 16 anos, na profundeza de seu desespero, Paula chorava durante horas. Começou a beber um copo de vinho no jantar que a deixava calma por um tempo, tentando qualquer coisa que a deixasse mais calma e uma pessoa mais funcional. Por muitos anos, de tanto pensar em suicídio como solução, chegou até cortar os pulsos numa das vezes. Ela estava constantemente irritada e frustrada (Barrow & Durand, 2011). A partir do caso relatado acima, o que é possível dizer sobre o diagnóstico e os sintomas de Paula? a) Paula parece sofrer Transtorno de Ansiedade Generalizado, com sintomas que incluem: sensação de estar no limite, facilmente fatigada, irritabilidade, tensão muscular, ansiedade e preocupação excessiva. b) O caso descreve sintomas de disfunções emocionais e cognitivas, comportamento confuso e emoções inapropriadas, caracterizando o diagnóstico de esquizofrenia. c) O caso descreve episódios de intensa tristeza, mas que, por ter havido episódio de tentativa de suicídio, demonstra atividade maníaca, descrevendo um caso típico de Transtorno Bipolar. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.brhttps://www.grancursosonline.com.br 51 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto d) Paula tem muitas dificuldades de interagir, estar em público, parecendo ter medo da avaliação dos outros no seu desempenho social, esquivando-se dessas situações. Este é um caso que caracteriza o diagnóstico de Fobia Social. e) Trata-se de um caso de depressão, com sintomas afetivos, como de menos-valia, indecisão, perda de energia e anedonia. 024. (QUADRIX/CFP/PSICÓLOGO – ÁREA PSICOLOGIA CLÍNICA/2022) Em relação aos fatores de risco de suicídio e a semiotécnica da ideação e do impulso suicida, conforme Dal- galarrondo, julgue os itens a seguir. I – A ideação, os impulsos e os planos suicidas devem ser sempre investigados no caso de mínima suspeita. O tema deve ser tratado como algo delicado e pessoal, de modo circunspecto, mas franco. II – Após contato inicial, inquirir de modo que seja mais fácil para o paciente falar sobre o tema, começando a perguntar sobre o desejo de “desaparecer”, de “sair de cena”, de “dormir para sempre”, até o desejo definido de se matar. III – Entre os fatores de risco consideram-se: depressão moderada ou grave, traços autodestru- tivos e impulsos, história de tentativas ou ameaças suicidas recentes, desesperança, falta de perspectiva e sensação de fracasso pessoal, morar sozinho, não ter família ou vínculos sociais, fácil acesso a meios violentos (armas, alturas, venenos, fármacos etc.). Assinale a alternativa correta. a) Todos os itens estão certos. b) Apenas os itens I e II estão certos. c) Apenas os itens II e III estão certos. d) Apenas os itens I e III estão certos. e) Nenhum item está certo. 025. (FCC/TRT 23/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIA- LIDADE: PSICOLOGIA/2022) Trata-se de uma depressão mais comumente diagnosticada e mais grave descrita como um estado de humor extremamente deprimido, com duração de pelo menos duas semanas. Inclui sintomas cognitivos (sentimentos de inutilidade e indecisão) e funções físicas perturbadas (padrões de sono alterados, mudanças significativas no apetite e de peso ou uma perda notável de energia). Esse desvio grave no humor é denominado de episódio depressivo a) crônico. b) maior. c) duplo. d) ecorrente. e) insistente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 52 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 026. (CESPE/CEBRASPE/DPE RO/ANALISTA DA DEFENSORIA PÚBLICA – ÁREA: ANALISTA EM PSICOLOGIA/2022) Levando em consideração o DSM-5, no que se refere ao transtorno bipolar e a transtornos relacionados, julgue os itens a seguir. I – Para fins diagnósticos de transtorno bipolar tipo I, é necessário ao menos um episódio ma- níaco ao longo da vida do indivíduo. II – O episódio hipomaníaco pode apresentar características psicóticas e ser grave a ponto de causar prejuízo no funcionamento social. III – Ao menos um episódio hipomaníaco é necessário para fins diagnósticos de transtorno bipolar tipo I. IV – Fuga de ideias é um sintoma possível do episódio maníaco. Estão certos apenas os itens a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e III. e) II e IV. 027. (CONSULPLAN/MPE PA/TÉCNICO – ÁREA: PSICÓLOGO/2022) De acordo com Bar- low (2009), para diagnosticar o TDM (Transtorno de Depressão Maior), o terapeuta examina os atuais sintomas de depressão usando os critérios do DSM-IV ou da CID-10, interrogando sobre cada sintoma e sobre qualquer histórico passado de depressão. O terapeuta pode, também, usar de estratégias como testes psicológicos, inventários, dentre outros. Dentre as estratégias usadas para o diagnóstico do TDM, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) � O diagnóstico TDM não pode ser feito se os sintomas atenderem aos critérios de um episódio misto, no qual coexistiram sintomas de um episódio maníaco e de um episó- dio depressivo maior. ( ) � Dentre dos sintomas, encontram-se: insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psico- motor grave o suficiente para ser observado por outras pessoas e sentimento de inutili- dade, ou culpa indevida ou excessiva. ( ) � No diagnóstico, o terapeuta poderá administrar a HDRS (Hamilton, 1960) ou o BDI-II (Beck et al., 1996) deverá repetir esses instrumentos em um intervalo de alguns meses, para confirmar os avanços deste paciente. ( ) � Para cumprir os critérios completos para um episódio depressivo maior, os sintomas do paciente devem causar aflição clinicamente significativa ou prejuízo social, ocupacio- nal ou em outras áreas de funcionamento importante. ( ) � Um episódio depressivo maior implica um período de pelo menos duas semanas nas quais a pessoa tem humor deprimido ou perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades durante o dia, quase todos os dias, acompanhado de pelo menos quatro outros sintomas de depressão presentes todos os dias. 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Segundo a cartilha SUICÍDIO NA PANDEMIA COVID-19, publicada pela FIOCRUZ, existem transtornos mentais mais, comumente associados ao comportamento suicida. Mar- que a opção correta. a) Depressão e Transtorno de Humor Bipolar. b) Bulimia e Anorexia Nervosa. c) Agorafobia e Ansiedade Generalizada. d) Estresse Pós-traumático e Síndrome do Pânico. e) Drunkorexia e Pregorexia. 029. (CESPE/2011) Julgue os itens que se seguem, acerca das neuroses segundo Freud e Lacan. A clínica da neurose obsessiva — ideia desenvolvida por Freud — focaliza como os elementos do desejo se estruturam, especialmente em relação à demanda do outro. 030. (CONTEMAX/2020/PREFEITURA DE PASSIRA – PE/PSICÓLOGO AMBULATORIAL) Na abordagem psicossomática, a somatização, ou seja, o sofrimento orgânico é uma das respostas à dor mental, onde o paciente, por não conseguir transformar em palavras o seu sofrimento, registra-o em seu próprio corpo. O contexto psicossocial vivenciado pelo indivíduo influencia em sua subjetividade e é determinante para sua saúde ou seu adoecimento. Sendo assim, a análise dos fenômenos psicossomáticos deve levar em conta os diversos aspectos que constituem o indivíduo e o predispõem as doenças orgânicas (Elael & Fortes, 2016). Qual das doenças abaixo não compõe um quadro de doença psicossomática: a) ataque de pânico b) síndrome do intestino irritado c) taquicardia d) infertilidade e) transtorno bipolar 031. (FCC/2019/RIOPRETOPREV/ANALISTA PREVIDENCIÁRIO – PSICOLOGIA) As soma- tizações, a fadiga, o estresse e outros sintomas, como dores e mal-estares não específicos, são denominados a) reflexos condicionantes. 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(INSTITUTO MAIS/2017/AHM-SP/ANALISTA DE SAÚDE (ANS) – PSICOLOGIA) Sobre a psicossomática nos dias atuais, assinale a alternativa correta. a) No Brasil, a maioria dos profissionais são terapeutas ocupacionais, psiquiatras e psicólogos que trabalham com referenciais sistêmicos. b) A maior quantidade de estudos concentra-se na abordagem behaviorista, com ênfase no estresse e auxílio das ciências exatas. c) A concepção de psicossomática se configura como ramo da psiquiatria. d) Destacam-se os estudos psicanalíticos sobre a gênese inconsciente das enfermidades, teo- rias da regressão e sobre os benefícios secundários do adoecer. e) O enfoque está na importância da dimensão social e suas interconexões, possuindo uma interação entre os diferentes profissionais de saúde. 033. (FUNIVERSA/2015/SECRETARIA DA CRIANÇA – DF/ESPECIALISTA SOCIOEDUCA- TIVO – PSICOLOGIA) Em relação aos transtornos somatoformes, o indivíduo acometido por esse tipo de transtorno apresenta quadro emocional caracterizado por sintomas dolorosos sem relação fisiopatológica que apresente alterações orgânicas. Esse grupo de transtornos abrange o transtorno de somatização, o transtorno somatoforme de dor, o transtorno de dis- funções neurovegetativas, o transtorno hipocondríaco, o transtorno dismórfico corporal e o transtorno somatoforme indiferenciado. Quanto a esses transtornos, assinale a alternativa incorreta. a) O transtorno de somatização é diagnosticado quando a pessoa que se queixa de dor acre- dita estar sofrendo de problema orgânico e busca, persistentemente, diagnóstico e tratamento médico, não aceitando a negativa dos médicos quanto à possibilidade de haver doença física. b) O transtorno dismórfico corporal abrange múltiplas queixas de sintomas físicos derivados de causas psicológicas que variam com o tempo e que são persistentes. c) O transtorno hipocondríaco se caracteriza pelo fato de o paciente apresentar preocupação, medo ou crença persistente de estar acometido por transtorno somático grave e progressivo. d) O transtorno somático de um sistema ou órgão inervado e controlado pelo sistema neurove- getativo manifesta-se nos sistemas cardiovascular, gastrointestinal, respiratório e urogenital, gerando palpitações, transpiração, ondas de calor entre outros. e) O transtorno somatoforme de dor se caracteriza pelo fato de o paciente apresentar dor intensa e angustiante, não relacionada a processo fisiológico ou a transtorno físico e acompanhada de contexto de importante conflito emocional e de problema psicossocial. 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Os fatores causais para o desenvolvimento do _____________ incluem ocorrência, na infância, de traumas emocionais importantes, negligência, abuso físico e/ou sexual, problemas graves em termos de má ou não responsividade emocional de figuras adultas (sobretudo parentais) de ligação (attachment), além de componente genético. Essas experiências de adversidades graves na infância mar- cam o indivíduo de tal forma que no período adulto a qualidade e a confiança nas relações interpessoais são gravemente afetadas. O _____________ implica marcante impacto sobre a vida pessoal e social dos indivíduos acometidos, assim como na de seus familiares e pes- soas próximas. Chama atenção, aqui, uma importante instabilidade nas relações pessoais, na autoimagem, na vida afetiva e emocional, na identidade pessoal e social, assim como um padrão de impulsividade em diferentes contextos da vida, geralmente com consequências sig- nificativas. Assinale a alternativa a seguir que completa CORRETAMENTE as lacunas do texto. a) Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). b) Transtorno do Espectro Autista (TEA). c) Transtorno de Personalidade Esquizoafetiva. d) Transtorno depressivo induzido por substância ou medicamento. e) Transtorno de Personalidade Antissocial. 035. (UNIOESTE/2022/PREFEITURA DE GUARATUBA – PR/PSICÓLOGO – EDITAL N. 001) Segundo o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5, 2014), esse transtorno de ansiedade é caracterizado por ausência da fala em um ou mais contextos ou cenários. Os indivíduos com esse transtorno podem fracassar em falar devido ao medo de avaliação negativa, mas não têm medo de avaliação negativa em outras situações sociais em que não seja exigido falar (p. ex., um jogo não verbal). Essas características estão relaciona- das a qual transtorno de ansiedade? a) Ao mutismo seletivo. b) Ao transtorno delirante. c) À esquizofrenia catatônica. d) Ao transtorno de conduta. e) Ao transtorno do espectro autista. 036. (IESES/2022/SAP-SC/PSICÓLOGO) Sobre o transtorno de personalidade esquizoide, assinale a alternativa INCORRETA: a) Indivíduos com transtorno da personalidade esquizoide demonstram não ter desejo de intimi- dade, parecem indiferentes a oportunidades de desenvolver relações próximas e não parecem encontrar muita satisfação em fazer parte de uma família ou de outro grupo social. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 56 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto b) A característica essencial do transtorno da personalidade esquizoide é um padrão difuso de distanciamento das relações sociais e uma faixa restrita de expressão de emoções em contextos interpessoais. Esse padrão surge na infância e está presente em vários contextos. c) Indivíduos com transtorno da personalidade esquizoide preferem tarefas mecânicas ou abs- tratas, como jogos matemáticos ou de computador. Podem ter muito pouco interesse em ter experiências sexuais com outra pessoa. d) Há geralmente uma sensação reduzida de prazer decorrente de experiências sensoriais, cor- porais ou interpessoais, como caminhar na praia ao fim do dia ou fazer sexo. Esses indivíduos não têm amigos próximos ou confidentes, exceto um possível parente de primeiro grau. e) Quanto mais os esquizoides podem confiar em si mesmos, menos eles precisam confiar nos outros ou se expor aos perigos potenciais e ansiedades associadas com essa confiança ou, ainda pior, dependência. 037. (ESES/2022/SAP-SC/PSICÓLOGO) A respeito do Transtorno de Personalidade, de acordo com o DSM V, é correto afirmar: a) Alguns tipos de transtorno da personalidade (notadamente os transtornos da personalidade antissocial e borderline) não tendem a ficar mais evidentes com o envelhecimento, o que pare- ce valer para alguns outros tipos (p. ex., transtornos da personalidade obsessivo-compulsiva e esquizotípica). b) Transtorno de Personalidade não está contemplado no CID. c) As características de um transtorno da personalidade costumam se tornar reconhecíveis durante a infância. d) Por definição,um transtorno da personalidade é um padrão persistente de pensamento, sentimento e comportamento que é relativamente estável ao longo do tempo. e) Para que um transtorno da personalidade seja diagnosticado em um indivíduo com menos de 18 anos de idade, as características precisam ter estado presentes por pelo menos dois meses. 038. (CESPE/CEBRASPE/2022/TRT – 8ª REGIÃO (PA E AP)/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSI- COLOGIA) Texto 13A2-I Juarez, de 47 anos de idade, compareceu ao serviço médico de determinado tribunal, com o intuito de ser avaliado por um psicólogo. Ao ser atendido, ele contou que tinha acabado de deixar uma sala de reunião, onde se encontravam alguns colegas de trabalho, aos gritos, des- compensado. Ele disse, ainda, que não sabia o que estava acontecendo com ele, que vivia com medo de explodir e sentia-se como uma bomba-relógio. Ademais, o paciente informou que não costumava ter episódios ou dias de mau humor, que era tudo muito imprevisível, já que, repen- tinamente, perdia o controle e exaltava-se. No entanto, havia, aproximadamente, 6 meses que o referido descontrole havia passado a acontecer 2 ou 3 vezes por semana e que já não estava aguentando mais. Segundo Juarez, até ingressar no tribunal, ele não conseguia permanecer nem um ano em empregos e que, para ele, a diferença do tribunal em relação a outros trabalhos era que lá ele havia encontrado um chefe que o apoiava e compreendia as suas dificuldades. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 57 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Por fim, o paciente relatou que achava que havia algo errado e que a mãe dizia que ele sempre havia tido um temperamento difícil, com dificuldades claras para manter certas relações, como o casamento, uma vez que havia se divorciado 4 vezes. Segundo Juarez, a mãe dizia que as pessoas costumavam ter medo de dizer qualquer coisa que o desagradasse, já que nunca era possível prever como ele reagiria, outrossim, essas reações, quando ocorriam, eram sempre desproporcionais aos fatos. Além disso, havia, aproximadamente, 5 meses que ele tinha come- çado a ingerir bebidas alcoólicas sob o pretexto de relaxar e acalmar-se. No que se refere ao caso clínico 13A2-I, com base no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5) e da Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o pacien- te apresenta a) transtorno de ansiedade. b) transtorno de humor, dadas a instabilidade e a irritabilidade persistente. c) transtorno explosivo intermitente. d) transtorno depressivo caracterizado por humor rebaixado e instabilidade emocional. e) transtorno cujo primeiro episódio dá-se no início da fase adulta. 039. (FGV/2022/TCE-TO/ANALISTA TÉCNICO – PSICOLOGIA) Silvia deu à luz seu filho Rafael há três semanas e começou a apresentar sentimentos de culpa e profunda tristeza associadas a pensamentos suicidas e dificuldade de se vincular ao bebê. Os sintomas de Silvia podem estar relacionados a: a) depressão puerperal; b) tristeza anaclítica; c) ansiedade pós-parto; d) transtorno de humor; e) transtorno esquizoafetivo. 040. (FGV/2022/TCE-TO/ANALISTA TÉCNICO – PSICOLOGIA) A esquizofrenia é um trans- torno psiquiátrico grave que afeta de modo significativo a área social, familiar e ocupacional do paciente. São sintomas encontrados no tipo paranoide da esquizofrenia: a) sintomas positivos de embotamento afetivo; b) delirium do tipo tremens; c) delírios visuais e auditivos; d) alucinações catatônicas; e) delírios persecutórios. 041. (UFMT/2022/POLITEC-MT/PERITO OFICIAL MÉDICO LEGISTA – PERFIL: MEDICINA LEGAL – PSIQUIATRIA) A esquizofrenia foi descrita por diversos psicopatólogos ao longo da história da psiquiatria. Kurt Schneider se destacou ao descrever sintomas de primeira ordem, ou seja, muito significativos para o diagnóstico de esquizofrenia, e os de segunda ordem, que O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 58 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto foram considerados menos importantes. Sobre a psicopatologia da esquizofrenia, assinale a afirmativa que apresenta sintomas fundamentais para o diagnóstico da esquizofrenia com sintomas produtivos. a) Alucinações musicais com ritmos contínuos, delírios místicos e pensamento arborescente. b) Alucinações visuais com escotomas cintilantes, neurastenia, alexitimia e somatizações. c) Alucinações auditivas com vozes de comando, difusão e sonorização do pensamento. d) Alucinações táteis com sensação de insetos, distanciamento e embotamento emocional. e) Alucinações olfativas com odor de fezes, delírios de ruína e distanciamento emocional. 042. (INÉDITA) A Psicopatologia é uma ciência natural, destinada à explicação causal dos fenômenos psíquicos: Tendo como base o enunciado, analise as assertivas: I – Mediante os recursos e teorias acerca dos nexos extraconscientes que determinam esses fenômenos. Desta forma, II – é ciência do espírito, voltada para a descrição das vivências subjetivas, para a interpretação das suas expressões objetivas e para a compreensão de seus nexos internos e significativos. Após sua análise, assinale a alternativa CORRETA: a) I e II são verdadeiras e a II complementa a I. b) I e II são falsas e a II não complementa a I. c) I é verdadeira, e a II é falsa. d) I é falsa e a II é verdadeira. 043. (INÉDITA) A ____________ lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional. a) Psicanálise. b) Neurologia. c) Psiquiatria. d) Psicologia. e) Biologia. 044. (INÉDITA) Os transtornos mentais são ____________ caracterizadas por perturbações consideradas clinicamente significativas na cognição, no emocional e no comportamental de um indivíduo. a) Impulsos. b) Obsessões. c) Síndromes. d) Psicopatias. e) Problemas. 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(INÉDITA) A somatização é melhor entendida focando nas anormalidades da resposta do paciente a seus sintomas somáticos e não na ausência de uma causa médica discernível para esses sintomas. 048. (AMEOSC/2022/PREFEITURA DE SÃO MIGUEL DO OESTE – SC/PSICÓLOGO) Esquizofrenia é um distúrbio de etiologia desconhecida, caracterizado por sintomas psicóticos que comprometem de forma significativa o desempenho e envolvem perturbações das sensações e sentimentos, do pensamento e do comportamento. O distúrbio é crônico, e geralmente apresenta uma fase ativa com delírios, alucinações ou ambos e uma fase residual, na qual o distúrbio pode estar remitido. Analise a informaçãoseguinte. “É uma doença do neurodesenvolvimento que envolve a presença de uma ampla variedade de sintomas e manifestações. É classificada como um distúrbio psicótico e apresenta um curso crônico que tende a deteriorar o funcionamento e a qualidade de vida do indivíduo que sofre”. O texto apresenta características de esquizofrenia do tipo a) Residual ou crônico. b) Indiferenciado. c) Agudo. d) Catatônico. 049. (AMEOSC/2021/PREFEITURA DE ITAPIRANGA – SC/PSICÓLOGO) Sobre os Transtor- nos Psicóticos é CORRETO afirmar que: a) A Psicose Psicogênica caracteriza-se por um delírio geralmente organizado e sistematizado, às vezes com temática complexa, que permanece como que “encistado”, “cristalizado”, em um domínio da personalidade do doente. b) As parafrenias são formas de psicose esquizofreniforme, de aparecimento tardio, em que surgem delírios, em geral acompanhados de alucinações, mas nas quais, semelhantemente à paranoia, há relativa preservação da personalidade do doente. c) Uma das principais funções psíquicas afetadas nos Transtornos Neuróticos é a personalidade. d) Nas Paranoias predominam sintomas floridos, como ideias paranoides, alucinações visuais, e/ou auditivas, intensa perplexidade, confusão mental, ansiedade acentuada e medos difusos. 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Sobre os juízos patológicos falsos, assinale a alternativa correta. a) Podem ser definidos como um estado de humor desconfortável, compreensão negativa em relação ao futuro, incluindo manifestações somáticas, fisiológicas e manifestações psíquicas. b) São uma produção associal, idiossincrática em relação ao grupo de pertencimento do sujeito, ou seja, em geral trata-se de uma convicção do paciente, não sendo compartilhada ou sancio- nada pelo grupo social. c) Segundo a sua estrutura podem apresentar: afeto negativo, bizarrice, preocupação e com- portamento em função do delírio. d) No delírio de influência, geralmente presente na esquizofrenia e nos transtornos delirantes, o sujeito sente ser alvo constante de referências depreciativas e / ou caluniosas. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 61 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto GABARITO 1. c 2. a 3. c 4. b 5. c 6. b 7. b 8. d 9. b 10. d 11. d 12. a 13. c 14. C 15. E 16. b 17. a 18. d 19. C 20. C 21. b 22. b 23. e 24. a 25. b 26. c 27. b 28. a 29. E 30. e 31. c 32. e 33. b 34. a 35. a 36. b 37. d 38. c 39. a 40. e 41. c 42. a 43. c 44. c 45. C 46. a 47. C 48. b 49. b 50. b O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 62 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto GABARITO COMENTADO 001. (AERONÁUTICA/2014/CIAAR/PRIMEIRO TENENTE – PSICOLOGIA) Preencha as lacunas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta. Barlow & Col. afirmam que “di- ferentemente da maioria dos diagnósticos psiquiátricos, esse tipo de transtorno demanda a ocorrência de um determinado tipo de evento, do qual a pessoa afetada não se recupera”. Sendo assim, para atender esse tipo de diagnóstico, o indivíduo deve ter vivenciado, testemunhado ou se deparado de alguma outra maneira com um evento que envolva morte real ou ameaça, lesão grave ou ameaça à integridade física (p. 75). O diagnóstico mencionado anteriormente refere-se ao transtorno __________________________, em que os critérios de sintoma devem ser cumpridos simultaneamente por um período de ______ dias. a) obsessivo-compulsivo / 60 b) do pânico e agorafobia / 90 c) de estresse pós-traumático / 30 d) de estresse pós-traumático / 90 O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um transtorno de ansiedade que se desen- volve após evento ou situação de natureza excepcionalmente catastrófica ou ameaçadora (o evento traumatizante). Letra c. 002. (AERONÁUTICA/2014/CIAAR/PRIMEIRO TENENTE – PSICOLOGIA) Na obra de Bar- low & Col. “Manual Clínico dos Transtornos Psicológicos”, o autor enfatiza a entrevista es- truturada (Anxiety disorders Intervien Schedule – fourth edition, ADIS – IV; Di Nardo, Brown e Barlow,1994) como um importante instrumento de avaliação para diversos transtornos. A ADIS-IV, mencionada como método de avaliação, é um instrumento utilizado principalmente para os seguintes transtornos: a) ansiedade, humor e somatoformes. b) estresse pós-traumático, depressão e fobia. c) obsessivo-compulsivo, pânico e depressão. d) agorafobia, ansiedade social e somatoformes. A questão versa sobre instrumento de avaliação, muito útil na rotina profissional de um psicólogo. Letra a. 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Francisco começou a agredir fisicamente colegas e funcionários da escola, precisando ser contido para que não machucasse a si ou a outra pessoa com maior gravidade. Ao ser indagado, o menino demonstrou dificuldades de falar a respeito: manteve-se em silêncio e quieto. Como de costume nessas situações, solicitou-se a presença do pai e da mãe. Em atendimento com a psicóloga responsável, os genitores relataram preocupação com relação à agressividade da criança no ambiente escolar. Comentaram que Francisco tem roído as unhas e “comido a pele dos dedos”. Disseram que, apesar de Francisco ser uma criança irritadiça, não costumam ocorrer explosões de raiva em casa. Verificaram, tam- bém, aumento da ingesta alimentar e “escape das fezes” recorrente nas últimas duas semanas. No que se refere às estruturas clínicas do caso clínico 8A01-I, assinale a opção correta. a) Enquanto defesa frente à castração, Francisco apresenta o mecanismo da recusa, haja vista suas dificuldades em acatar e respeitar o limite e a lei. b) Francisco apresenta um quadro de perversão, tendo em vista a aparente ausência de arre- pendimento pelo que causa ao outro. c) Francisco apresenta um quadro de neurose, que pode ser mais bem caracterizada pelo re- conhecimento da castração e do limite, apesarda dificuldade em lidar com os afetos e com a agressividade. d) A criança apresenta uma irritabilidade crônica grave condizente com o quadro de neurose traumática. e) Francisco apresenta um quadro psicótico caracterizado por alteração de humor e explo- sões de raiva. Nasio (1995) cita que o elemento mais importante na passagem do narcisismo primário para o secundário é o fenômeno do “complexo da castração”, caracterizado pelo reconhecimento da incompletude que desperta o desejo. Nesta fase, quanto mais a libido objetal é investida, mais a libido do Eu se esvazia. Letra c. 004. (AMEOSC/PREFEITURA/PSICÓLOGO/2021) Neurose é uma manobra inteiramente encobridora. Por trás da doença, está a tentativa patológica e ambiciosa do paciente de ver a si mesmo como algo extraordinário... Os sintomas são um grande monte de lixo no qual o paciente se esconde. A superioridade fictícia do paciente data da época em que ele foi mi- O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 64 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto mado. Enquanto vemos claramente o que ele faz, ele, sem perceber, está ocupado em erigir seus obstáculos; como um criminoso empedernido, ele está tentando assegurar um álibi... Sempre termina em ‘o que eu não teria realizado se não tivesse sido impedido pelos sinto- mas’. A nossa tarefa é tornar conceitual o que nele estava não – conceitual.” (Ansbacher & Ansbacher, 1964, p.198-199.) Nessa dimensão científica, marque a alternativa INCORRETA: a) O neurótico cria salvaguardas por não conseguir lidar com os problemas da vida. b) A tentativa incessante de proteger o self da superioridade faz a eliminação do círculo vicioso em que vive, visto que ele tende a se reintegrar na sociedade para reverter o quadro anterior. c) O neurótico desenvolve os sintomas como uma proteção contra o esmagador senso de in- ferioridade que está tentando evitar desesperadamente. d) As salvaguardas servem para proteger o neurótico da baixa autoestima gerada pela inferiori- dade e pelo fracasso nas tarefas de vida, não da ansiedade gerada por um conflito entre pulsões instituais e proibições morais. A neurose é uma das maneiras que o organismo psíquico encontra para se defender de conflitos que não foram passíveis de sofrer recalcamento total (Nasio, 1991). Com a ocorrência de um trauma, origina-se no psiquismo uma força excedente de energia que necessita ser recalcada, entretanto, o processo de recalque também origina força no psiquismo no que tenta dominar essa carga, de modo que as forças entram em conflito. Letra b. 005. (IESES/PREFEITURA DE PALHOÇA/PSICÓLOGO AUTÁRQUICO/2022) Nos seguintes raciocínios clínicos em psicopatologia, indique o que seja correto. I – A ocorrência psicótica ou grave dissociação da realidade são indicativos de um diagnóstico de um transtorno mental. O quadro psicótico envolve diversos sintomas, como alucinações, paranoia, e até mudanças na personalidade, sendo a ocorrência psicótica não encontrada em quadros agudos e transitórios. II – Presença de ansiedade, alterações de pensamento e agitação, com luta contra sintomas pode ser indicativo de um transtorno de ansiedade. Enquanto deficits ou ausência de percepção das regras e morais, bem como da natureza das relações e aumento da demanda relacional pode ser indicativo de um transtorno de personalidade. III – Alteração da memória passada pode ser encontrada nos transtornos mentais orgânicos. Nas demências, a memória afetada é acompanhada da alteração do pensamento. Na demência de Alzheimer, o requisito primário é o declínio da memória e pensamento, mas isto ocorre de modo insidioso, com deterioração lenta, e sem indicativos de ser decorrente de outra doença sistêmica ou cerebral, a qual possa induzir uma demência. 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Letra c. 006. (UFPE/UFPE/PSICÓLOGO/2022) A Psicopatologia se constitui num campo heterogêneo que apresenta diferentes concepções de sujeito, entretanto, há uma prevalência da visão orga- nicista que enfatiza a codificação de sintomas e atribui classificações diagnósticas. Assinale a alternativa que se refere a uma característica da perspectiva organicista de Psicopatologia: a) Considera a dimensão sócio-histórica da psicopatologia e não naturaliza o sofrimento como sendo apenas no sujeito. b) Apresenta um referencial universal e descritivo que compara o sujeito com padrões de normalidade. c) Não atribui as razões médicas para o sofrimento do sujeito. d) Enfatiza o papel protagonista do sujeito adoecido no processo de tratamento. e) Enfoca apenas os comportamentos corrigíveis, controláveis ou tratáveis. O modelo organicista funda-se sobre uma visão elementarista e mecanicista, sendo que sua adoção resulta na concepção da doença mental como fenômeno que ocorre dentro do espaço corporal individual. Letra b. 007. (LJ/PREFEITURA DE BURITICUPU/PSICÓLOGO/2022) Sobre os Transtornos Neuróticos é correto afirmar: a) Denomina-se histeria dissociativa a dificuldade de identificar sentimentos e diferenciá-los de sensações corporais. b) Os quadros de somatização podem ser estáveis e duradouros. 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Grupo de transtornos nos quais uma ansiedade é desencadeada exclusiva ou essencialmente por situações nitidamente determinadas que não apresentam atualmente nenhum perigo real. Estas situações são, por esse motivo, evitadas ou suportadas com temor. Letra b. 008. (CIAAR/AERONÁUTICA/OFICIAL DE APOIO (EA-EAOAP) – ESPECIALIDADE: PSICO- LOGIA/2020) O termo “somatização” refere-se ao processo pelo qual um indivíduo padece em seu corpo sintomas físicos, que não têm origem exclusiva em uma doença física, mas se relacionam bem mais a dificuldades psicológicas, psicossociais e interpessoais (DALGA- LARRONDO, 2019). A respeito do processo desomatização, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afir- ma a seguir. ( ) � É possível que a somatização sirva como meio de comunicação quando a expressão verbal mais direta está bloqueada. ( ) � Somatizações são muito frequentes em adultos, principalmente mulheres e idosos, e não possuem incidência em crianças. ( ) � Sintomas comuns nesses quadros são dores difusas, sintomas gastrintestinais, fadiga, sono ruim e sintomas psicopatológicos inespecíficos, como ansiedade, depressão e irritabilidade. ( ) � A somatização pode acontecer na presença de doença física demonstrável (intensifi- cando demasiadamente a apresentação somática), assim como na ausência de qual- quer doença ou condição física. A sequência correta é a) (V); (V); (F); (F). b) (F); (V); (V); (F). c) (F); (F); (F); (V). d) (V); (F); (V); (V). 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(VUNESP/PREFEITURA DE JAGUARIÚNA/PSICÓLOGO/2021) Em abordagem psicos- somática, as contribuições da Escola de Chicago e do Instituto de Psicossomática de Paris são muito significativas porque a) identificaram as relações de causa e efeito entre os conflitos psíquicos e cada uma das ma- nifestações psicossomáticas. b) enfatizaram, prioritariamente, os transtornos da comunicação que são típicos de pacientes somatizadores. c) descobriram que as manifestações psicossomáticas causam imunodepressão no organismo de pacientes que somatizam. d) associaram as doenças psicossomáticas a um processo de negação exagerada em relação às realidades interna e externa. e) destacaram que as diversas manifestações somáticas, nas diversas áreas corporais, são resultantes de uma mesma estrutura psíquica. O termo psicossomático, após séculos de estruturação, surgiu no século passado, através de Heinroth, com a criação das expressões psicossomática (1918) e somatopsíquica (1928). (Mello Filho, 1992). No entanto, o movimento consolidou-se somente em meados deste século, através das contri- buições pioneiras de Franz Alexander e da Escola de Chicago. Contudo, as dúvidas referentes à relação mente-corpo continuam expressas na própria denominação psicossomática e ainda continua a ser usada por muitos estudiosos destes fenômenos. Letra b. 010. (CIAAR/AERONÁUTICA/OFICIAL DE APOIO (EA-EAOAP) – ESPECIALIDADE: PSICO- LOGIA/2020) Os quadros de somatização podem ser situacionais e transitórios (durante uma fase difícil da vida) ou estáveis e duradouros, passando a ser um estilo ou um modo de conduzir a vida. A respeito dos quadros psicossomáticos, avalie o que se afirma. I – Nos transtornos hipocondríacos não são frequentes alterações comórbidas de personalidade. II – Há, atualmente, a tendência de se identificar os processos de somatização com o que se convencionou chamar de “Sintomas Médicos Inexplicados” (SMI). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 68 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto III – Os indivíduos hipocondríacos tendem a rejeitar a ideia de que seu sofrimento seja de origem psicológica ou psicossocial, voltando-se sempre à queixa corporal. IV – Tanto a fibromialgia como a síndrome de fadiga crônica (mas também a distimia, os quadros mistos de ansiedade e de depressão e outros transtornos de somatização) se assemelham à categoria histórica chamada “neurastenia”. Está correto apenas o que se afirma em a) I e III. b) II e IV. c) I, III e IV. d) II, III e IV. A Perturbação de Somatização é caracterizada por um padrão de sintomas somáticos múltiplos, recorrentes, ao longo de vários anos. Letra d. 011. (INSTITUTO AOCP/PM GO/2º TENENTE – ÁREA OFICIAL DA SAÚDE/PSICOLO- GIA/2022) A história da psicossomática poderia ser dividida em duas grandes correntes: de um lado as correntes inspiradas nas teorias psicanalíticas e com base no conceito de doen- ça psicossomática; de outro lado a inspiração biológica, alicerçada no conceito de stress. A respeito da história da psicossomática e seus estudos atuais, assinale a alternativa correta. a) Na América, o interesse pela psicossomática surge por volta dos anos 1960, consolidando-se em meados deste século com Alexander e Dunbar da Escola de Paris. Esses autores conside- ram que os transtornos psicossomáticos seriam consequência de estados de tensão crônica, relativa à expressão inadequada de determinadas vivências que seriam derivadas para o corpo. b) Selye denominou sofrimento crônico de Síndrome Geral de Adaptação, chegando assim à noção de stress. Essa síndrome, de acordo com esse autor, consiste em três fases: a de alarme, a de supressão e a fase de exaustão, sucessivamente. c) De acordo com Mc Dougall, ao contrário do que acontece no fenômeno alexitímico, em que o corpo se rende à dramatização simbólica do conflito intrapsíquico, na histeria de conversão, o corpo segrega seus próprios pensamentos. d) Uma importante contribuição para o avanço dos estudos sobre a interação mente-corpo foi dada por Hans Selye com o desenvolvimento de suas ideias sobre a Síndrome Geral de Adap- tação ou Síndrome do Stress. Segundo o autor, em toda doença há um elemento de adaptação, e a enfermidade é esse esforço defensivo e adaptativo do corpo o qual varia entre excessiva defesa ou excessiva submissão e que envolve tanto o biológico quanto o psíquico. e) A psicossomática e a psicanálise estão articuladas histórica e praticamente, uma vez que Freud preocupou-se, no transcurso de sua obra, em criar uma teoria psicossomática. Devido ao fato de seus conceitos fomentarem grandes discussões e fundamentarem inúmeros modelos, Freud é considerado um dos percursores mais influentes nessa área. 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Na classificação vigente da American Psyquiatric Association (DSM-IV, 2002), o termo psicossomático foi substituído por fatores psicológicos que afetam a condição médica. Letra d. 012. (COVEST/UFPE/PSICÓLOGO/2017) Sobre a Psicossomática, analise as proposi- ções a seguir. 1) O termo psicossomático compreende toda perturbação somática resultante de um determi- nismo psicológico que intervém na gênese da doença. 2) O termo psicossomático traduz uma concepção dualista dohomem e a influência recíproca de uma parte sobre a outra. 3) O estudo da Psicossomática tem por finalidade integrar a doença à dimensão psicológica, propiciando um melhor entendimento do paciente. 4) Os transtornos somatoformes têm como característica comum a presença de sintomas mentais que sugerem uma condição médica geral, porém, não explicadas completamente por essa condição. 5) O Transtorno de Somatização sem Outra Especificação não faz parte dos transtornos somatoformes. Estão corretas, apenas: a) 1, 2 e 3. b) 1, 2 e 4. c) 2, 3 e 5. d) 1, 3 e 4. e) 1, 2 e 5. O termo “psicossomático” é empregado para se referir às patologias que pertencem tanto ao físico quanto ao psíquico. Dessa forma, são doenças que afetam diretamente a saúde mental e fisiológica. Nesse contexto, os sintomas físicos acabam se tornando uma consequência dos sintomas emocionais e psicológicos. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 70 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 013. (BIO-RIO/PREFEITURA DE SÃO GONÇALO/PSICÓLOGO/2016) Considerando o campo da psicossomática, NÃO é correto afirmar que: a) o transtorno de sintomas neurológicos funcionais substitui a categoria de transtornos de conversão no DSM-5. b) a medicina psicossomática explora a relação entre fatores mentais e doenças físicas. c) a maior parte dos pacientes com sintomas psicossomáticos simula seu quadro tendo em vista ganhos secundários com a doença. d) perspectivas atuais preocupam-se menos em distinguir entre causas puramente físicas ou mentais, na medida em que mesmo em condições com clara etiologia física fatores mentais podem ter importante influência. e) transtornos de base psicossomática são tipicamente tratados com medicação e psicoterapia. A denominação de medicina psicossomática, de acordo com seu campo epistemológico, “é um estudo das relações mente corpo com ênfase na explicação da patologia somática, uma proposta de assistência integral e uma transcrição para a linguagem psicológica dos sintomas corporais”. Letra c. 014. (IADES/ESCS/RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM CUIDADOS PALIATIVOS/2019) Com relação a esse assunto, julgue os itens a seguir. É comum em pessoas com transtornos esquizofrênicos a presença de sintomas somáticos, sem que estes estejam associados a outros sintomas. A pessoa com transtorno de sintomas somáticos se preocupa excessivamente com os sinto- mas e suas possíveis consequências catastróficas. Sua preocupação é desproporcional aos sintomas. A pessoa pode interpretar sintomas ou desconforto normais, como sons estomacais, como sendo uma doença física. Certo. 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Já a Neurose, por sua vez, divide-se em histeria e neu- rose obsessiva. Seu mecanismo de defesa é o recalque ou repressão. O mecanismo de defesa específico da perversão é a denegação. Ele poder ser compreendido através do fetichismo. Errado. 016. (2015/IBFC/MGS/PSICOLOGIA) A partir da visão psicanalítica, que procura entender o modo particular de sofrimento do paciente, indique as diferenças definidas por esta abor- dagem entre as estruturas clínicas da neurose, psicose e perversão, sabendo-se que estes transtornos se apresentam com dois aspectos que devem ser considerados: A Forma (cujos sintomas são relativamente semelhantes nos diversos pacientes); e O Conteúdo (que difere entre os pacientes por estar relacionado a uma alteração da estrutura psíquica como: conteúdo de culpa, religião, perseguição, fantasia, alucinação, outros). Desta forma indique a alternativa que corresponde à descrição correta na visão psicanalítica. I – Na neurose ocorre um rompimento com a realidade do sujeito, em função de sentimentos oriundos de um conflito psíquico, atingindo funções essenciais da personalidade. II – Na psicose ocorre distúrbio do comportamento, das ideias e dos sentimentos, mas de forma consciente, sem que estas desordens comprometam a personalidade do sujeito, embora não consiga por si só se libertar do sofrimento. III – A perversão caracteriza-se pelo retomo a etapa anterior do desenvolvimento libidinal, onde o desejo edipiano não deixou de existir. IV – Na perversão podem ocorrer comportamentos de: sadismo, exibicionismo, fetichismo e outros. Indique a afirmativa correta: a) Afirmativas I e II estão corretas. b) Afirmativas III e IV estão corretas. c) Afirmativas I e IV estão corretas. d) Afirmativas II e III estão corretas. O conceito de perversão era usado na Psiquiatria para catalogar comportamentos sexuais desviantes da norma. Freud designou como perversão uma posição subjetiva direcionada ao desmentido da castração. Segundo Lacan, a perversão é sobretudo um fato de linguagem. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 72 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 017. (FUNCAB/2013) Ao analisar a formação dos sintomas na XVII Conferência, Freud afirma que, no caso das neuroses de transferência, os pacientes adoecem de uma frustração, quando a satisfação de seus desejos sexuais é inviabilizada pela realidade. O sintoma é: a) um produto do recalque, uma satisfação substitutiva aos impulsos pulsionais intoleráveis. b) produzido a partir da recusa da realidade. c) histérico quando o afeto ligado à ideia intolerável se desloca para o pensamento. d) obsessivo-compulsivo quando o afeto é retirado da realidade e investe em uma ideia delirante. e) produto da denegação e comporta um aspecto retroativo. O sintoma é concebido, de início, como a expressão do recalcado. O trauma é a base real do sintoma e o real derradeiro é, em Freud, a castração. Letra a. 018. (UFU-MG/2012) No artigo “Os Caminhos da formação dos sintomas” (1917), Freud descreve que os sintomas neuróticos são resultados de um conflito, surgindo em função de um novo método de satisfazer a libido. A respeito dos sintomas neuróticos, assinale a alternativa INCORRETA. a) Os processos de condensação e deslocamento estão presentes na formação dos sintomas. b) A fantasia desempenha um papel muito importante na formação dos sintomas, já que eles possuem uma realidade psíquica. c) Os sintomas são formações de compromisso entre as duas forças que entraram em luta no conflito, ou seja, entre a libido insatisfeita e a força repressora. d) A resistência do sintoma justifica-se pelo fato de não haver um acordo entre as duas forças que entram em luta no conflito neurótico. A partir de uma discussão teórica mais aprofundada, o autor coloca que os sintomas neuróticossão resultado de um conflito entre a libido e a realidade, tendo a função de serem formas de satisfação substitutiva do representante da pulsão que foi recalcado. Letra d. 019. (CESPE/2011) Julgue os itens que se seguem, acerca das neuroses segundo Freud e Lacan. De acordo com Freud, a inibição da capacidade de trabalho observada nos neuróticos decorre da falta de gratificação pulsional. Para Freud, as neuroses atuais tinham características semelhantes aos quadros de intoxicação orgânica, o que acabou deixando muito pouco espaço para a atuação da terapia psicanalítica e também para desenvolvimento de hipóteses metapsicológicas. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 73 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 020. (CESPE/2011) Julgue os itens que se seguem, acerca das neuroses segundo Freud e Lacan. De acordo com Freud, o desejo apoia-se no fantasma de amar e ser amado, o que justifica a angústia neurótica. A neurose histérica é o campo privilegiado e inaugural da investigação freudiana, na medida em que lhe revela a dimensão da divisão subjetiva e do funcionamento inconsciente, que são determinantes da realidade psíquica do sujeito. Certo. 021. (FCC/TRT 17/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIALI- DADE PSICOLOGIA/2022) Entre os indivíduos com esquizofrenia, pode haver risco aumentado de transtorno esquizoafetivo em parentes de primeiro grau. Segundo o Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais – DSM-5, o risco desse transtorno pode ser maior entre indivíduos que têm parentes de primeiro grau com esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo e transtorno a) de eliminação. b) bipolar. c) do espectro autista. d) de ansiedade. e) depressivo menor Genéticos e fisiológicos: Entre os indivíduos com esquizofrenia, pode haver risco aumentado de transtorno esquizoafetivo em parentes de primeiro grau. O risco desse transtorno pode ser maior entre indivíduos que têm parentes de primeiro grau com esquizofrenia, transtorno bipolar ou transtorno esquizoafetivo. Letra b. 022. (INSTITUTO CONSULPLAN/PREFEITURA DE CAETÉ/PSICÓLOGO – NASF/2022) De acordo com o DSM-V, os transtornos bipolares são classificados em dois subtipos, o Transtorno Bipolar tipo I e o Transtorno Bipolar tipo II. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir. I – O episódio de hipomania pode apresentar características psicóticas. II – O transtorno bipolar tipo II é uma condição mais leve que o transtorno bipolar tipo I. III – O transtorno bipolar tipo I se refere ao que anteriormente era nomeado doença maníaco-depressiva. IV – Para o diagnóstico de transtorno bipolar tipo I é preciso de apenas um episódio de mania, não sendo necessária a presença de episódio depressivo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 74 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Está correto o que se afirma apenas em a) I e II. b) III e IV. c) I, II e III. d) I, II e IV. O transtorno se diferencia em dois tipos principais: o Tipo I, em que ocorrem episódios de ma- nia, e o Tipo II, em que a elevação do humor é mais branda e breve, caracterizando episódios de hipomania. O conceito de espectro bipolar amplia a classificação do TB, incluindo padrões clínicos e genéticos. Letra b. 023. (CETREDE/CISVALE/PSICÓLOGO/2022) Analise o caso de Paula Paula raramente havia interagido com qualquer pessoa fora de sua família. Ir para a escola era muito difícil e à medida que seus contatos sociais diminuíam, seus dias tornavam-se vazios e enfadonhos. Ela dizia que se sentia como se tivesse mergulhando em um buraco profundo e escuro do qual não conseguia sair. Olhava-se no espelho e achava que era a criatura mais feia do mundo. Aos 16 anos, na profundeza de seu desespero, Paula chorava durante horas. Começou a beber um copo de vinho no jantar que a deixava calma por um tempo, tentando qualquer coisa que a deixasse mais calma e uma pessoa mais funcional. Por muitos anos, de tanto pensar em suicídio como solução, chegou até cortar os pulsos numa das vezes. Ela estava constantemente irritada e frustrada (Barrow & Durand, 2011). A partir do caso relatado acima, o que é possível dizer sobre o diagnóstico e os sintomas de Paula? a) Paula parece sofrer Transtorno de Ansiedade Generalizado, com sintomas que incluem: sensação de estar no limite, facilmente fatigada, irritabilidade, tensão muscular, ansiedade e preocupação excessiva. b) O caso descreve sintomas de disfunções emocionais e cognitivas, comportamento confuso e emoções inapropriadas, caracterizando o diagnóstico de esquizofrenia. c) O caso descreve episódios de intensa tristeza, mas que, por ter havido episódio de tentativa de suicídio, demonstra atividade maníaca, descrevendo um caso típico de Transtorno Bipolar. d) Paula tem muitas dificuldades de interagir, estar em público, parecendo ter medo da avaliação dos outros no seu desempenho social, esquivando-se dessas situações. Este é um caso que caracteriza o diagnóstico de Fobia Social. e) Trata-se de um caso de depressão, com sintomas afetivos, como de menos-valia, indecisão, perda de energia e anedonia. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 75 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto O humor depressivo varia pouco de dia para dia ou segundo as circunstâncias e pode se acom- panhar de sintomas ditos “somáticos”, por exemplo perda de interesse ou prazer, despertar matinal precoce, várias horas antes da hora habitual de despertar, agravamento matinal da depressão, lentidão psicomotora importante, agitação, perda de apetite, perda de peso e perda da libido. O número e a gravidade dos sintomas permitem determinar três graus de um episódio depressivo: leve, moderado e grave. Letra e. 024. (QUADRIX/CFP/PSICÓLOGO – ÁREA PSICOLOGIA CLÍNICA/2022) Em relação aos fatores de risco de suicídio e a semiotécnica da ideação e do impulso suicida, conforme Dal- galarrondo, julgue os itens a seguir. I – A ideação, os impulsos e os planos suicidas devem ser sempre investigados no caso de mínima suspeita. O tema deve ser tratado como algo delicado e pessoal, de modo circunspecto, mas franco. II – Após contato inicial, inquirir de modo que seja mais fácil para o paciente falar sobre o tema, começando a perguntar sobre o desejo de “desaparecer”, de “sair de cena”, de “dormir para sempre”, até o desejo definido de se matar. III – Entre os fatores de risco consideram-se: depressão moderada ou grave, traços autodestru- tivos e impulsos, história de tentativas ou ameaças suicidas recentes, desesperança, falta de perspectiva e sensação de fracasso pessoal, morar sozinho, não ter família ou vínculos sociais, fácil acesso a meios violentos (armas, alturas, venenos, fármacos etc.). Assinale a alternativa correta. a) Todos os itens estão certos. b) Apenas os itens I e II estão certos. c) Apenas os itens II e III estão certos. d) Apenas os itens I e III estão certos. e) Nenhum item está certo. A ideação suicida – ou seja, os pensamentos, ideias e desejos de estar morto – e no outro, o suicídio completo ou propriamente dito, com astentativas de suicídio entre estes. A presença de ideação suicida e, principalmente, de uma história positiva de tentativas de suicídio têm sido vistas como tendo um importante valor preditivo na avaliação do risco para suicídio. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 76 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 025. (FCC/TRT 23/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA APOIO ESPECIALIZADO – ESPECIA- LIDADE: PSICOLOGIA/2022) Trata-se de uma depressão mais comumente diagnosticada e mais grave descrita como um estado de humor extremamente deprimido, com duração de pelo menos duas semanas. Inclui sintomas cognitivos (sentimentos de inutilidade e indecisão) e funções físicas perturbadas (padrões de sono alterados, mudanças significativas no apetite e de peso ou uma perda notável de energia). Esse desvio grave no humor é denominado de episódio depressivo a) crônico. b) maior. c) duplo. d) ecorrente. e) insistente. O Transtorno Depressivo Maior é que chamamos comumente de depressão. De acordo com o DSM-5, suas características principais são o humor triste, vazio ou irritável, acompanhado de mudanças somáticas e cognitivas que afetam significativamente a capacidade da pessoa de funcionar. Letra b. 026. (CESPE/CEBRASPE/DPE RO/ANALISTA DA DEFENSORIA PÚBLICA – ÁREA: ANALISTA EM PSICOLOGIA/2022) Levando em consideração o DSM-5, no que se refere ao transtorno bipolar e a transtornos relacionados, julgue os itens a seguir. I – Para fins diagnósticos de transtorno bipolar tipo I, é necessário ao menos um episódio ma- níaco ao longo da vida do indivíduo. II – O episódio hipomaníaco pode apresentar características psicóticas e ser grave a ponto de causar prejuízo no funcionamento social. III – Ao menos um episódio hipomaníaco é necessário para fins diagnósticos de transtorno bipolar tipo I. IV – Fuga de ideias é um sintoma possível do episódio maníaco. Estão certos apenas os itens a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e III. e) II e IV. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 77 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Caracteriza-se por alterações graves de humor, alternando entre episódios maníacos, depressivos e períodos de remissão. O DSM 5 cita dois tipos para a doença: Tipo I: há elevação do humor grave e persistente (mania) Tipo II: apresenta elevação do humor mais branda (hipomania). Letra c. 027. (CONSULPLAN/MPE PA/TÉCNICO – ÁREA: PSICÓLOGO/2022) De acordo com Bar- low (2009), para diagnosticar o TDM (Transtorno de Depressão Maior), o terapeuta examina os atuais sintomas de depressão usando os critérios do DSM-IV ou da CID-10, interrogando sobre cada sintoma e sobre qualquer histórico passado de depressão. O terapeuta pode, também, usar de estratégias como testes psicológicos, inventários, dentre outros. Dentre as estratégias usadas para o diagnóstico do TDM, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) � O diagnóstico TDM não pode ser feito se os sintomas atenderem aos critérios de um episódio misto, no qual coexistiram sintomas de um episódio maníaco e de um episó- dio depressivo maior. ( ) � Dentre dos sintomas, encontram-se: insônia ou hipersonia, agitação ou retardo psico- motor grave o suficiente para ser observado por outras pessoas e sentimento de inutili- dade, ou culpa indevida ou excessiva. ( ) � No diagnóstico, o terapeuta poderá administrar a HDRS (Hamilton, 1960) ou o BDI-II (Beck et al., 1996) deverá repetir esses instrumentos em um intervalo de alguns meses, para confirmar os avanços deste paciente. ( ) � Para cumprir os critérios completos para um episódio depressivo maior, os sintomas do paciente devem causar aflição clinicamente significativa ou prejuízo social, ocupacio- nal ou em outras áreas de funcionamento importante. ( ) � Um episódio depressivo maior implica um período de pelo menos duas semanas nas quais a pessoa tem humor deprimido ou perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades durante o dia, quase todos os dias, acompanhado de pelo menos quatro outros sintomas de depressão presentes todos os dias. A sequência está correta em a) V, F, V, V, V. b) V, V, F, V, V. d) F, V, F, F, F. e) F, F, V, F, F. 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(METROCAPITAL/PREFEITURA DE NOVA ODESSA/PSICÓLOGO/2022) O suicídio é um problema que está agravando-se, no mundo inteiro, principalmente, no período da pande- mia do Novo Corona Vírus. Antes desta mudança de comportamento, nas relações sociais, imposta pelo perigo de contaminação, os órgãos de saúde já apontavam para diversos sinais de alerta. Segundo a cartilha SUICÍDIO NA PANDEMIA COVID-19, publicada pela FIOCRUZ, existem transtornos mentais mais, comumente associados ao comportamento suicida. Mar- que a opção correta. a) Depressão e Transtorno de Humor Bipolar. b) Bulimia e Anorexia Nervosa. c) Agorafobia e Ansiedade Generalizada. d) Estresse Pós-traumático e Síndrome do Pânico. e) Drunkorexia e Pregorexia. Os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre o suicídio no Brasil podem ser observados a partir de sua ocorrência em excesso nas regiões Norte e Nordeste, contrariando o padrão geral de queda, quando se considera a população como um todo. “Embora na fase inicial da pandemia, especialistas e cientistas renomados tenham predito forte aumento mundial no número de suicídios devido a grave crise sanitária, de forma geral, houve decréscimo de 13% nos suicídios na população geral do Brasil e entre março e dezembro de 2020. Letra a. 029. (CESPE/2011) Julgue os itens que se seguem, acerca das neuroses segundo Freud e Lacan. A clínica da neurose obsessiva — ideia desenvolvida por Freud — focaliza como os elementos do desejo se estruturam, especialmente em relação à demanda do outro. A neurose obsessiva ocupa um lugar de destaque não apenas dentre as neuroses de transferên- cia freudianas. Essa psiconeurose inscreve sua importância também em sua própria dinâmica psíquica e mecanismos de defesa particulares que podem ser reconhecidos como base para a constituição da ideia de um aparelho psíquico e os movimentos inerentes. Errado. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 79 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 030. (CONTEMAX/2020/PREFEITURA DE PASSIRA – PE/PSICÓLOGO AMBULATORIAL) Na abordagempsicossomática, a somatização, ou seja, o sofrimento orgânico é uma das respostas à dor mental, onde o paciente, por não conseguir transformar em palavras o seu sofrimento, registra-o em seu próprio corpo. O contexto psicossocial vivenciado pelo indivíduo influencia em sua subjetividade e é determinante para sua saúde ou seu adoecimento. Sendo assim, a análise dos fenômenos psicossomáticos deve levar em conta os diversos aspectos que constituem o indivíduo e o predispõem as doenças orgânicas (Elael & Fortes, 2016). Qual das doenças abaixo não compõe um quadro de doença psicossomática: a) ataque de pânico b) síndrome do intestino irritado c) taquicardia d) infertilidade e) transtorno bipolar Algumas doenças que podem surgir ou se agravar a partir de um trauma psicológico: enxa- queca; síndrome do intestino irritado; alergias alimentares, respiratórias e/ou de pele; gastrite; impotência sexual; infertilidade. Letra e. 031. (FCC/2019/RIOPRETOPREV/ANALISTA PREVIDENCIÁRIO – PSICOLOGIA) As soma- tizações, a fadiga, o estresse e outros sintomas, como dores e mal-estares não específicos, são denominados a) reflexos condicionantes. b) respostas psicossociais. c) respostas psicossomáticas. d) reflexos intermitentes. e) respostas biopsicossociais. O termo “psicossomático” vem da junção de duas palavras de origem grega, psique, que sig- nifica alma, e soma, que significa corpo. Ou seja, é uma doença que tem origem na alma e no psicológico, mas também tem consequências físicas no corpo. Letra c. 032. (INSTITUTO MAIS/2017/AHM-SP/ANALISTA DE SAÚDE (ANS) – PSICOLOGIA) Sobre a psicossomática nos dias atuais, assinale a alternativa correta. a) No Brasil, a maioria dos profissionais são terapeutas ocupacionais, psiquiatras e psicólogos que trabalham com referenciais sistêmicos. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 80 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto b) A maior quantidade de estudos concentra-se na abordagem behaviorista, com ênfase no estresse e auxílio das ciências exatas. c) A concepção de psicossomática se configura como ramo da psiquiatria. d) Destacam-se os estudos psicanalíticos sobre a gênese inconsciente das enfermidades, teo- rias da regressão e sobre os benefícios secundários do adoecer. e) O enfoque está na importância da dimensão social e suas interconexões, possuindo uma interação entre os diferentes profissionais de saúde. Nos dias de hoje tem aumentado diversas doenças que não possuem relação puramente física e sim psicossomática, não quer dizer que não havia doenças psicossomáticas, porém, não se sabia a sua causa. Nos dias de hoje é possível sabermos e compreendermos que elas estão relacionadas ao desequilíbrio dessa harmonia, do corpo e mente. Letra e. 033. (FUNIVERSA/2015/SECRETARIA DA CRIANÇA – DF/ESPECIALISTA SOCIOEDUCA- TIVO – PSICOLOGIA) Em relação aos transtornos somatoformes, o indivíduo acometido por esse tipo de transtorno apresenta quadro emocional caracterizado por sintomas dolorosos sem relação fisiopatológica que apresente alterações orgânicas. Esse grupo de transtornos abrange o transtorno de somatização, o transtorno somatoforme de dor, o transtorno de dis- funções neurovegetativas, o transtorno hipocondríaco, o transtorno dismórfico corporal e o transtorno somatoforme indiferenciado. Quanto a esses transtornos, assinale a alternativa incorreta. a) O transtorno de somatização é diagnosticado quando a pessoa que se queixa de dor acre- dita estar sofrendo de problema orgânico e busca, persistentemente, diagnóstico e tratamento médico, não aceitando a negativa dos médicos quanto à possibilidade de haver doença física. b) O transtorno dismórfico corporal abrange múltiplas queixas de sintomas físicos derivados de causas psicológicas que variam com o tempo e que são persistentes. c) O transtorno hipocondríaco se caracteriza pelo fato de o paciente apresentar preocupação, medo ou crença persistente de estar acometido por transtorno somático grave e progressivo. d) O transtorno somático de um sistema ou órgão inervado e controlado pelo sistema neurove- getativo manifesta-se nos sistemas cardiovascular, gastrointestinal, respiratório e urogenital, gerando palpitações, transpiração, ondas de calor entre outros. e) O transtorno somatoforme de dor se caracteriza pelo fato de o paciente apresentar dor intensa e angustiante, não relacionada a processo fisiológico ou a transtorno físico e acompanhada de contexto de importante conflito emocional e de problema psicossocial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 81 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Os transtornos de sintomas somáticos (TSS), anteriormente conhecidos como somatoformes, são caracterizados por um ou mais sintomas somáticos acompanhados por pensamentos ex- cessivos, sentimentos e atitudes em relação aos sintomas somáticos, com procura significativa de atenção médica, em particular em departamentos de emergência (DEs). O TSS representa um dos quadros mais frustrantes e menos compreendidos em medicina de emergência e medicina em geral. Pacientes com TSS são frequentemente rotulados como pacientes “difíceis”, mas encaminhamentos de saúde mental apropriados não são realizados e as causas psicológicas e psicossociais de sua apresentação permanece sem abordagem. Letra b. 034. (UNIOESTE/2022/PREFEITURA DE GUARATUBA – PR/PSICÓLOGO – EDITAL N. 001) Segundo Dalgalarrondo (2019, p. 514), pessoas com _____________ tendem a estar mais representadas nos grupos populacionais “mais jovens”; esse transtorno acomete mais mu- lheres do que homens (1,8:1), mais populações urbanas e pobres. A grande maioria desses pacientes irá apresentar outro transtorno mental ao longo da vida (mais frequentemente transtornos do humor e/ou transtorno por uso de álcool e outras substâncias). Os fatores causais para o desenvolvimento do _____________ incluem ocorrência, na infância, de trau- mas emocionais importantes, negligência, abuso físico e/ou sexual, problemas graves em termos de má ou não responsividade emocional de figuras adultas (sobretudo parentais) de ligação (attachment), além de componente genético. Essas experiências de adversidades graves na infância marcam o indivíduo de tal forma que no período adulto a qualidade e a confiança nas relações interpessoais são gravemente afetadas. O _____________ implica marcante impacto sobre a vida pessoal e social dos indivíduos acometidos, assim como na de seus familiares e pessoas próximas. Chama atenção, aqui, uma importante instabi- lidade nas relações pessoais, na autoimagem, na vida afetiva e emocional, na identidade pessoal e social, assim como um padrão de impulsividade em diferentes contextos da vida, geralmente com consequências significativas. Assinale a alternativa a seguir que completa CORRETAMENTE as lacunas do texto. a) Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). b) Transtorno do Espectro Autista (TEA). c) Transtorno de Personalidade Esquizoafetiva. d) Transtorno depressivo induzido por substância ou medicamento. e) Transtorno de Personalidade Antissocial. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br82 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto O transtorno de personalidade borderline é caracterizado por um padrão generalizado de insta- bilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, flutuações extremas de humor e impulsividade. O diagnóstico é por critérios clínicos. O trata- mento é com psicoterapia e fármacos. Letra a. 035. (UNIOESTE/2022/PREFEITURA DE GUARATUBA – PR/PSICÓLOGO – EDITAL N. 001) Segundo o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5, 2014), esse transtorno de ansiedade é caracterizado por ausência da fala em um ou mais contextos ou cenários. Os indivíduos com esse transtorno podem fracassar em falar devido ao medo de avaliação negativa, mas não têm medo de avaliação negativa em outras situações sociais em que não seja exigido falar (p. ex., um jogo não verbal). Essas características estão relaciona- das a qual transtorno de ansiedade? a) Ao mutismo seletivo. b) Ao transtorno delirante. c) À esquizofrenia catatônica. d) Ao transtorno de conduta. e) Ao transtorno do espectro autista. O Mutismo Seletivo (MS) é um transtorno de ansiedade infantil complexo que se caracteriza pela dificuldade de um indivíduo se comunicar verbalmente em determinadas situações sociais. Letra a. 036. (IESES/2022/SAP-SC/PSICÓLOGO) Sobre o transtorno de personalidade esquizoide, assinale a alternativa INCORRETA: a) Indivíduos com transtorno da personalidade esquizoide demonstram não ter desejo de intimi- dade, parecem indiferentes a oportunidades de desenvolver relações próximas e não parecem encontrar muita satisfação em fazer parte de uma família ou de outro grupo social. b) A característica essencial do transtorno da personalidade esquizoide é um padrão difuso de distanciamento das relações sociais e uma faixa restrita de expressão de emoções em contextos interpessoais. Esse padrão surge na infância e está presente em vários contextos. c) Indivíduos com transtorno da personalidade esquizoide preferem tarefas mecânicas ou abs- tratas, como jogos matemáticos ou de computador. Podem ter muito pouco interesse em ter experiências sexuais com outra pessoa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 83 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto d) Há geralmente uma sensação reduzida de prazer decorrente de experiências sensoriais, cor- porais ou interpessoais, como caminhar na praia ao fim do dia ou fazer sexo. Esses indivíduos não têm amigos próximos ou confidentes, exceto um possível parente de primeiro grau. e) Quanto mais os esquizoides podem confiar em si mesmos, menos eles precisam confiar nos outros ou se expor aos perigos potenciais e ansiedades associadas com essa confiança ou, ainda pior, dependência. O transtorno da personalidade esquizoide é caracterizado por um padrão generalizado de distan- ciamento e desinteresse geral pelos relacionamentos sociais e uma gama limitada de emoções nas relações interpessoais. O diagnóstico é por critérios clínicos. O tratamento é com terapia cognitivo-comportamental. Letra b. 037. (ESES/2022/SAP-SC/PSICÓLOGO) A respeito do Transtorno de Personalidade, de acordo com o DSM V, é correto afirmar: a) Alguns tipos de transtorno da personalidade (notadamente os transtornos da personalidade antissocial e borderline) não tendem a ficar mais evidentes com o envelhecimento, o que pare- ce valer para alguns outros tipos (p. ex., transtornos da personalidade obsessivo-compulsiva e esquizotípica). b) Transtorno de Personalidade não está contemplado no CID. c) As características de um transtorno da personalidade costumam se tornar reconhecíveis durante a infância. d) Por definição, um transtorno da personalidade é um padrão persistente de pensamento, sentimento e comportamento que é relativamente estável ao longo do tempo. e) Para que um transtorno da personalidade seja diagnosticado em um indivíduo com menos de 18 anos de idade, as características precisam ter estado presentes por pelo menos dois meses. De acordo com o DSM-V, o transtorno de personalidade é um padrão persistente de experiência interna e de comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo, difuso e inflexível, que começa na adolescência ou no início da fase adulta, é estável ao longo do tempo e leva a sofrimento ou prejuízo. Letra d. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 84 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 038. (CESPE/CEBRASPE/2022/TRT – 8ª REGIÃO (PA E AP)/ANALISTA JUDICIÁRIO – PSI- COLOGIA) Texto 13A2-I Juarez, de 47 anos de idade, compareceu ao serviço médico de determinado tribunal, com o intuito de ser avaliado por um psicólogo. Ao ser atendido, ele contou que tinha acabado de deixar uma sala de reunião, onde se encontravam alguns colegas de trabalho, aos gritos, des- compensado. Ele disse, ainda, que não sabia o que estava acontecendo com ele, que vivia com medo de explodir e sentia-se como uma bomba-relógio. Ademais, o paciente informou que não costumava ter episódios ou dias de mau humor, que era tudo muito imprevisível, já que, repen- tinamente, perdia o controle e exaltava-se. No entanto, havia, aproximadamente, 6 meses que o referido descontrole havia passado a acontecer 2 ou 3 vezes por semana e que já não estava aguentando mais. Segundo Juarez, até ingressar no tribunal, ele não conseguia permanecer nem um ano em empregos e que, para ele, a diferença do tribunal em relação a outros trabalhos era que lá ele havia encontrado um chefe que o apoiava e compreendia as suas dificuldades. Por fim, o paciente relatou que achava que havia algo errado e que a mãe dizia que ele sempre havia tido um temperamento difícil, com dificuldades claras para manter certas relações, como o casamento, uma vez que havia se divorciado 4 vezes. Segundo Juarez, a mãe dizia que as pessoas costumavam ter medo de dizer qualquer coisa que o desagradasse, já que nunca era possível prever como ele reagiria, outrossim, essas reações, quando ocorriam, eram sempre desproporcionais aos fatos. Além disso, havia, aproximadamente, 5 meses que ele tinha come- çado a ingerir bebidas alcoólicas sob o pretexto de relaxar e acalmar-se. No que se refere ao caso clínico 13A2-I, com base no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5) e da Classificação Internacional das Doenças (CID-10), o pacien- te apresenta a) transtorno de ansiedade. b) transtorno de humor, dadas a instabilidade e a irritabilidade persistente. c) transtorno explosivo intermitente. d) transtorno depressivo caracterizado por humor rebaixado e instabilidade emocional. e) transtorno cujo primeiro episódio dá-se no início da fase adulta. O transtorno explosivo intermitente é caracterizado pela incapacidade de administrar impulsos agressivos, indivíduos com essa condição são levados a ter ataques de fúrias e comportamento agressivo desproporcional. Letra c. 039. (FGV/2022/TCE-TO/ANALISTA TÉCNICO – PSICOLOGIA) Silvia deu à luz seu filho Rafael há três semanas e começou a apresentar sentimentos de culpa e profunda tristeza associadas a pensamentos suicidas e dificuldade de se vincular ao bebê. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-seaos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 85 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto Os sintomas de Silvia podem estar relacionados a: a) depressão puerperal; b) tristeza anaclítica; c) ansiedade pós-parto; d) transtorno de humor; e) transtorno esquizoafetivo. A Depressão Puerperal (DPP), segundo ZANOTTI et al (2003) é um transtorno mental de alta prevalência e que provoca alterações emocionais, cognitivas, comportamentais e físicas. Ini- cia-se de maneira insidiosa, levando até semanas após o parto. Letra a. 040. (FGV/2022/TCE-TO/ANALISTA TÉCNICO – PSICOLOGIA) A esquizofrenia é um trans- torno psiquiátrico grave que afeta de modo significativo a área social, familiar e ocupacional do paciente. São sintomas encontrados no tipo paranoide da esquizofrenia: a) sintomas positivos de embotamento afetivo; b) delirium do tipo tremens; c) delírios visuais e auditivos; d) alucinações catatônicas; e) delírios persecutórios. Persecutório: os pacientes acreditam que estão sendo vítimas de uma trama, que estão sendo espionados, difamados ou importunados. Eles podem tentar obter justiça repetidamente por meio de apelos a juízes ou entidades governamentais e recorrer à violência em retaliação à perseguição imaginada. Letra e. 041. (UFMT/2022/POLITEC-MT/PERITO OFICIAL MÉDICO LEGISTA – PERFIL: MEDICINA LEGAL – PSIQUIATRIA) A esquizofrenia foi descrita por diversos psicopatólogos ao longo da história da psiquiatria. Kurt Schneider se destacou ao descrever sintomas de primeira ordem, ou seja, muito significativos para o diagnóstico de esquizofrenia, e os de segunda ordem, que foram considerados menos importantes. Sobre a psicopatologia da esquizofrenia, assinale a afirmativa que apresenta sintomas fundamentais para o diagnóstico da esquizofrenia com sintomas produtivos. a) Alucinações musicais com ritmos contínuos, delírios místicos e pensamento arborescente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 86 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto b) Alucinações visuais com escotomas cintilantes, neurastenia, alexitimia e somatizações. c) Alucinações auditivas com vozes de comando, difusão e sonorização do pensamento. d) Alucinações táteis com sensação de insetos, distanciamento e embotamento emocional. e) Alucinações olfativas com odor de fezes, delírios de ruína e distanciamento emocional. A esquizofrenia caracteriza-se por psicose (perda do contato com a realidade), alucinações (percepções falsas), delírios (crenças falsas), discurso e comportamento desorganizados, embotamento afetivo (variação emocional restrita), deficits cognitivos (comprometimento do raciocínio e da solução de problemas) e disfunção ocupacional e social. A causa é desconhe- cida, porém, há fortes evidências de algum componente genético e ambiental. Os sintomas geralmente começam na adolescência ou no início da idade adulta. Um ou mais episódios de sintomas devem durar, no ≥ 6 meses antes que o diagnóstico seja feito. Letra c. 042. (INÉDITA) A Psicopatologia é uma ciência natural, destinada à explicação causal dos fenômenos psíquicos: Tendo como base o enunciado, analise as assertivas: I – Mediante os recursos e teorias acerca dos nexos extraconscientes que determinam esses fenômenos. Desta forma, II – é ciência do espírito, voltada para a descrição das vivências subjetivas, para a interpretação das suas expressões objetivas e para a compreensão de seus nexos internos e significativos. Após sua análise, assinale a alternativa CORRETA: a) I e II são verdadeiras e a II complementa a I. b) I e II são falsas e a II não complementa a I. c) I é verdadeira, e a II é falsa. d) I é falsa e a II é verdadeira. Para Jaspers (2003) a Psicopatologia é uma ciência natural, destinada à explicação causal dos fenômenos psíquicos mediante os recursos e teorias acerca dos nexos extraconscientes que determinam esses fenômenos; e é ciência do espírito, voltada para a descrição das vivências subjetivas, para a interpretação das suas expressões objetivas e para a compreensão de seus nexos internos e significativos. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 87 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 043. (INÉDITA) A ____________ lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional. a) Psicanálise. b) Neurologia. c) Psiquiatria. d) Psicologia. e) Biologia. A Psiquiatria lida com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais em humanos, sejam elas de cunho orgânico ou funcional. A Neurologia estuda e atua nas doenças estruturais, provenientes do Sistema Nervoso Central. Letra c. 044. (INÉDITA) Os transtornos mentais são ____________ caracterizadas por perturbações consideradas clinicamente significativas na cognição, no emocional e no comportamental de um indivíduo. a) Impulsos. b) Obsessões. c) Síndromes. d) Psicopatias. e) Problemas. Os transtornos mentais são síndromes caracterizadas por perturbações consideradas clinica- mente significativas na cognição, no emocional e no comportamental de um indivíduo (MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS – DSM-5, 2014). Letra c. 045. (INÉDITA) O transtorno psicológico ou comportamento anormal é uma disfunção psico- lógica que ocorre em um indivíduo e está associada com angústia, diminuição da capacidade adaptativa e apresenta uma resposta que não é culturalmente aceita. De acordo com Barlow & Durand (2008) o transtorno psicológico ou comportamento anormal é uma disfunção psicológica que ocorre em um indivíduo e está associada com angústia, di- minuição da capacidade adaptativa e apresenta uma resposta que não é culturalmente aceita. Certo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 88 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto 046. (INÉDITA) A _________ pode ser compreendida como uma soma de manifestações exis- tenciais que interferem na construção saudável da vida e causam mudanças significativas. a) Dor. b) Doença. c) Mania. d) Euforia. e) Psique. A dor pode ser compreendida como uma soma de manifestações existenciais que interferem na construção saudável da vida e causam mudanças significativas. As dores somáticas são matrizes emocionais que existem e doem no físico. Elas acontecem quando os conflitos psí- quicos não são entendidos e exteriorizados. Letra a. 047. (INÉDITA) A somatização é melhor entendida focando nas anormalidades da resposta do paciente a seus sintomas somáticos e não na ausência de uma causa médica discernível para esses sintomas. A somatização é melhor entendida focando nas anormalidades da resposta do paciente a seus sintomas somáticos e não na ausência de uma causa médica discernível para esses sintomas. Os transtornos somatoformes são de difícil diagnóstico mesmo depois de várias visitas com o mesmo médico. Certo. 048. (AMEOSC/2022/PREFEITURA DE SÃO MIGUEL DO OESTE – SC/PSICÓLOGO)Esqui- zofrenia é um distúrbio de etiologia desconhecida, caracterizado por sintomas psicóticos que comprometem de forma significativa o desempenho e envolvem perturbações das sensações e sentimentos, do pensamento e do comportamento. O distúrbio é crônico, e geralmente apresenta uma fase ativa com delírios, alucinações ou ambos e uma fase residual, na qual o distúrbio pode estar remitido. Analise a informação seguinte. “É uma doença do neurodesenvolvimento que envolve a presença de uma ampla variedade de sintomas e manifestações. É classificada como um distúrbio psicótico e apresenta um curso crônico que tende a deteriorar o funcionamento e a qualidade de vida do indivíduo que sofre”. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br https://www.medicinanet.com.br/pesquisas/transtornos_somatoformes.htm 89 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto O texto apresenta características de esquizofrenia do tipo a) Residual ou crônico. b) Indiferenciado. c) Agudo. d) Catatônico. Quando um paciente tem sintomas de Esquizofrenia que ainda não estão completamente for- mados ou não são suficientemente específicos para serem classificados como nenhum dos outros tipos da doença, ele é classificado como esquizofrênico indiferenciado. Letra b. 049. (AMEOSC/2021/PREFEITURA DE ITAPIRANGA – SC/PSICÓLOGO) Sobre os Transtor- nos Psicóticos é CORRETO afirmar que: a) A Psicose Psicogênica caracteriza-se por um delírio geralmente organizado e sistematizado, às vezes com temática complexa, que permanece como que “encistado”, “cristalizado”, em um domínio da personalidade do doente. b) As parafrenias são formas de psicose esquizofreniforme, de aparecimento tardio, em que surgem delírios, em geral acompanhados de alucinações, mas nas quais, semelhantemente à paranoia, há relativa preservação da personalidade do doente. c) Uma das principais funções psíquicas afetadas nos Transtornos Neuróticos é a personalidade. d) Nas Paranoias predominam sintomas floridos, como ideias paranoides, alucinações visuais, e/ou auditivas, intensa perplexidade, confusão mental, ansiedade acentuada e medos difusos. O transtorno psicótico, também conhecido como psicose, é a incapacidade de diferenciar a experiência subjetiva da realidade externa. Letra b. 050. (FUNDEP (GESTÃO DE CONCURSOS)/2021/PREFEITURA DE ITAPECERICA DA SER- RA – SP/ANALISTA DE ENSINO SUPERIOR – PSICÓLOGO) A relação entre alucinações e delírios demonstra uma dimensão importante e complexa da psicopatologia das psicoses, que, ao ser observada, pode oferecer elementos para a compreensão do que ocorre na expe- riência de muitos pacientes psicóticos. Sobre os juízos patológicos falsos, assinale a alternativa correta. a) Podem ser definidos como um estado de humor desconfortável, compreensão negativa em relação ao futuro, incluindo manifestações somáticas, fisiológicas e manifestações psíquicas. 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Juízos falsos podem ser produzidos de inúmeras formas e podem ser ou não ser patológicos. Em psicopatologia, a primeira distinção essencial a se fazer é entre o erro simples, não deter- minado por processo mórbido (por transtornos mentais), e as diversas formas de juízos falsos determinados por transtornos mentais, sendo a principal delas o delírio. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br 91 de 92www.grancursosonline.com.br Psicopatologia PSICOLOGIA Ariete Bittencourt Pinto REFERÊNCIAS BARBOSA, L. N. F., Pereira, J. A., Alves, V., Ragozini, C. A., & Ismael, S. M. C. (2007). Reflexões sobre a ação do psicólogo em unidades de emergência. Revista da SBPH, 10(2), 73-81. DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS: DSM-5. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2014. VIEIRA, Carlos. Depressão-Doença: o grande mal do século XXI. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018. VIEIRA, M. C. (2010). Atuação da psicologia hospitalar na medicina de urgência e emergência. Revista Brasileira de Clínica Médica, 8(6), 513-519. Ariete Bittencourt Pinto Graduação em Psicologia pela Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc – Joaçaba (1999) e Mestrado em Ciências da Saúde Humana pela Universidade do Contestado – Campus Concórdia (2005). É docente na Universidade do Contestado – UnC (há 18 anos). Coordenadora do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso de Psicologia e Coordenadora do Núcleo de Serviços em Psicologia (Clínica Escola). Anualmente é membro de bancas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso de Psicologia. É professora-orientadora de Trabalho de Conclusão de Curso I e II do Curso de Psicologia. Professora-orientadora de Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório de Psicologia Clínica e da Saúde I e II; e professora-orientadora de Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório de Psicologia Escolar I e II. É psicóloga clínica e psicóloga credenciada pela Polícia Federal para Avaliação Psicológica para Arma de Fogo. Foi Coordenadora do Curso de Psicologia da Universidade do Contestado (UnC) – Concórdia. Foi docente na Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc (2010 a 2016). Docente na graduação e na pós-graduação. Membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Contestado. Editora assistente da Revista Interdisciplinar: Saúde e Meio Ambiente da Universidade do Contestado. Parecerista no I Congresso Catarinense de Psicologia: Ciência e Profissão (2015). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.grancursosonline.com.br https://www.grancursosonline.com.br O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Karina Pessoa da Silva - 16749881769, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. Sumário Apresentação Psicopatologia 1. Psicopatologia 2. O Conceito de Normalidade em Psicopatologia 3. Transtornos Mentais: Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas 3.1. Transtornos Psicossomáticos 3.2. Transtornos Somatoformes 3.3. Estruturas Clínicas: Neurose, Psicose e Perversão 3.4. Transtornos de Humor Mapa Mental Resumo Exercícios Gabarito Gabarito Comentado Referências AVALIAR 5: Página 92: