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TRANSPORTE MARÍTIMO UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNICA DE ENGENHARIA Prof.ª Ana Regina Uchôa, D.Sc. CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: PORTOS 1 SISTEMA DE TRANSPORTE AQUAVIÁRIO VIAS MARÍTIMAS E INTERIORES PORTOS E TERMINAIS PORTUÁRIOS PORTO DE SUAPE - PE RIO TAQUARI - RS PORTOS 1 – POLI/UPE VEÍCULOS TERMINAL MARÍTIMO DE BELMONTE- BANAVIO ROLL-ON ROLL-OFF TRANSPORTE MARÍTIMO NAVIO OCEANOGRÁFICO ANTARES PORTOS 1 – POLI/UPE NAVEGAÇÃO MARÍTIMA NAVEGAÇÃO DE LONGO CURSO - realizada entre portos brasileiros e estrangeiros, sejam marítimos, fluviais ou lacustres – LEI Nº 10.893/2004. NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM - realizada entre portos brasileiros, utilizando exclusivamente a via marítima ou a via marítima e as vias navegáveis interiores – LEI Nº 10.893/2004. NAVEGAÇÃO DE APOIO MARÍTIMO - navegação destinada ao atendimento das atividades de apoio para a exploração de hidrocarbonetos e outros minerais sob água. NAVEGAÇÃO DE APOIO PORTUÁRIO - realizada em áreas portuárias marítimas ou fluviais e lacustres, nas atividades de navegação mercante, destinadas a apoiar as operações dos portos e terminais e as embarcações que as frequentam. PORTOS 1 – POLI/UPE PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CABOTAGEM GRANDE CABOTAGEM realizada no tráfego marítimo mercantil entre os portos brasileiros e entre estes e os portos da Costa Atlântica da América do Sul, das Antilhas e da Costa Leste da América Central, excluídos os portos de Porto Rico e Ilhas Virgens PEQUENA CABOTAGEM realizada no tráfego marítimo mercantil entre os portos brasileiros, não se afastando a embarcação mais de 20 (vinte) milhas da costa e fazendo escala em portos, cuja distância não exceda de 400 milhas. Nela está incluída a navegação realizada com fins comerciais entre a costa brasileira e as ilhas oceânicas brasileiras ATIVIDADES DE CABOTAGEM ALTO MAR – realizada fora da visibilidade da costa. COSTEIRA – realizada ao longo do litoral brasileiro, dentro dos limites de visibilidade da costa. APOIO MARÍTIMO – realizada entre os portos ou terminais marítimos e as plataformas tripuláveis. PORTOS 1 – POLI/UPE Fonte: ROJAS, 2014 PORTOS DE CABOTAGEM NO BRASIL CARGAS TRANSPORTADAS ▪ QUÍMICOS ▪ COMBUSTÍVEIS ▪ ALIMENTOS ▪ AREIAS ▪ CEREAL ▪ MINÉRIOS ▪ AUTOMÓVEIS ▪ CARGA GERAL: CAIXAS, PALETES, BARRIS, CONTÊINERES. PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE NAVIOS MILITAR COMÉRCIO INDÚSTRIA AUXILIARES PORTOS 1 – POLI/UPE Fonte: ROJAS, 2014 TIPOS DE NAVIOS ATIVIDADE MILITAR - NAVIOS DESTINADOS A OPERAÇÕES MILITARES CONTROLADOS E GERIDOS PELO MINISTÉRIO DA MARINHA. NAVIO DE GUERRA DA MARINHA ALMIRANTE SABOIA NDCC PORTOS 1 – POLI/UPE ATIVIDADE DE COMÉRCIO - NAVIOS DESTINADOS A ATIVIDADES COMERCIAIS PARA O TRANSPORTE DE PASSAGEIROS. NAVIO MSC SEAVIEW PORTOS 1 – POLI/UPE GRANELEIROS CARGA GERAL CARGA UNITIZADA PORTOS 1 – POLI/UPE ATIVIDADE DE CARGA – NAVIOS DESTINADOS A ATIVIDADES COMERCIAIS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA Navio petroleiro Aframax Navio gaseiro Navio mineraleiro VALEMAX GRANELEIROS PORTOS 1 – POLI/UPE Castro Alves - 24 Navio Handysize Navio CapesizeNavio Pós-Panamax Navio Seawaymax Deadweight tonnage - refere-se ao peso que um navio pode transportar com segurança - isso inclui o peso da carga a bordo do navio, a tripulação, o combustível, a água, o reator etc. DWT PORTOS 1 – POLI/UPE Navio Porta-contêiner Navio Roll-on Roll-off Navio Porta-barcaças CARGA UNITIZADA PORTOS 1 – POLI/UPE PORTOS 1 – POLI/UPE NAVIO ROLL-ON ROLL-OFF NAVIO RO-RO FELICITY ACE Navio Blue Marlin Navio Multi Purpose Navio Box type Navio Heavy lift Navio Reefer CARGA GERAL PORTOS 1 – POLI/UPE ATIVIDADE DE INDÚSTRIA - pesca, FPSO (Floating Production, Storage and Off loading), Shuttle tankers, dragas, lança-cabos. Unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Shuttle Tanker Draga PORTOS 1 – POLI/UPE NAVIO RO-RO FELICITY ACE 16/02/2022 PORTO DE SUAPE - PE PORTOS 1 – POLI/UPE TERMINAL MARÍTIMO DE BELMONTE- BA LOGÍSTICA PORTUÁRIA É a atividade para a qual se desenvolve um planejamento visando deslocar cargas ou pessoas até o local certo, no melhor tempo e menor custo possível dentro das condições estabelecidas. Para isso, é preciso analisar e executar as melhores condições de fluxos de produtos, pessoas e informações. MODAL AQUAVIÁRIO TRANSPORTE AQUAVIÁRIO VANTAGENS DESVANTAGENS Competitivo para produtos de baixo custo Velocidade reduzida Para longas distâncias Pouco flexível Para grandes volumes movimentados Limitados a zonas como orla marítima, lagoas e rios navegáveis SERVIÇOS LOGÍSTICOS INTEGRADOS ▪ . TIPOS DE OPERAÇÕES: ▪ INTERMODALIDADE ▪ MULTIMODALIDADE. PORTOS 1 – POLI/UPE OPERAÇÕES DE TRANSPORTE Toda a operação é coberta por um único documento fiscal o CTMC (Conhecimento de Transporte Multimodal de Cargas), que é emitido pelo OTM (Operador de Transporte Multimodal). Logo, mesmo com a necessidade de usar mais de um modal de transporte é expedido somente um documento fiscal. OPERAÇÕES DE TRANSPORTE são emitidos diferentes documentos de transporte para cada operação. A responsabilidade é dividida entre os transportadores participantes da operação. Ou seja, caso aconteça algum tipo de problema com a carga durante parte do trajeto, somente a empresa responsável pela movimentação naquele momento é responsável. CONTÊINER ▪ É o principal equipamento nas operações integradas. ▪ Permite vários tipos de combinações multimodais. ▪ A carga acondicionada em contêiner não necessita de manuseios custosos e possibilita o serviço porta a porta quando a combinação de modais utiliza caminhões. ▪ Os serviços integrados são oferecidos por diversas empresas de navegação que operam com navios porta- contêineres. ▪ TEU - Unidade equivalente a 20 Pés (Twenty-foot Equivalent Unit ou TEU), é uma medida padrão utilizada para calcular o volume de um contêiner. (1 pé = 0,304799 m). PORTOS 1 – POLI/UPE ▪ Estrutura em aço carbono, sem necessitar de controle de temperatura e ambiente. Equipamento utilizado para cargas secas, desde produtos químicos secos até alimentos não perecíveis. ▪ Carga máxima P.B. do container 20’ é 30.480 kg (subtraindo deste peso, a tara do equipamento de 2.230); container de 40’ é 32.500 kg (subtraindo deste peso, a tara do equipamento, de3.720 kg). ▪ Capacidade cúbica 20’: 33,2 m3. ▪ Capacidade cúbica 40’ : 67,7 m3 Contêiner Dry Box 20’ e 40’ PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER Contêiner Dry Box Container fechado, com embalagem própria, sem necessitar de controle de temperatura e ambiente. Apesar da palavra “seca”, também pode transportar fluídos, desde que armazenados em embalagens propícias a esse tipo de produto – tambores, tonéis e IBC (Intermediate Bulk Container ). PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER Contêiner High Cube 40’ Apresenta mesma finalidade do Dry Box 40’, usado para qualquer carga seca. Possui capacidade maior em sua cubagem, de até 32.500 kg (subtraindo deste peso, a tara do equipamento de 3.900 kg). A vantagem está na altura, não na capacidade total do container. Capacidade cúbica: 76 m3 TIPOS DE CONTÊINER PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER Contêiner Graneleiro Dry 20’ ▪ Modelo de container graneleiro, especialmente revestido internamente. Permite o transporte de grãos, a exemplo de café, milho, sementes, malte. ▪ Carga máxima PB é 32.000 kg (subtraindo deste peso, a tara do equipamento de 2.900 kg). Capacidade cúbica: 37,5 m3. PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER Contêiner Open Top 20’ e 40’ ▪ Possui estrutura em aço carbono, com medidas de 20’ (mais curto) e 40’ (mais longo). Para cargas que têm excesso de altura e não podem ser molhadas, como vidro, mármore, maquinário, pois possui uma abertura superior cobertapor uma lona, que facilita o içamento da carga. ▪ Carga máxima PB é 30.480 kg (subtraindo deste peso, a tara do equipamento). PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER Contêiner Flat Rack 20’ e 40’ ▪ Possui estrutura em aço carbono com características de uma prancha, com laterais abertas e sem coberturas. Projetados para o transporte de cargas de grandes dimensões e com peso extra como maquinários do tipo empilhadeiras, tratores, geradores. ▪ Container 20’ possui carga máxima P.B. de 34.000 kg (subtraindo deste peso, a tara do equipamento de 5.000 kg). Capacidade cúbica: 56,7 m3. ▪ Container 40’, a carga máxima P.B. é 50.000 kg (subtraindo deste peso, a tara do equipamento de 5.000 kg). Capacidade cúbica: 56,7 m3. PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER Contêiner Tanque 20’ ▪ Existem múltiplas aplicações e desenhos deste tipo de contêiner. São revestidos para o transporte de produtos químicos corrosivos ou para cargas de ácidos e vinhos. Há disponibilidade de equipamentos com calefação para outras cargas especiais. PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER Contêiner Reefer 20’ e 40’ ▪ Com equipamento próprio para geração de frio. Destinados ao transporte de carga que requer temperaturas constantes abaixo de zero ou temperaturas controladas. Exemplo: Carnes, peixes, frutas. ▪ Reefer 20’ (tara:2.920 kg; carga máxima P.B.: 30.480 kg; carga Máxima:27.400 kg; controle de Temperatura: -30º e +30º. ▪ Reefer 40’ (tara:4.800 Kg; carga Máxima P.B.: 32.500 Kg; carga Máxima: 27.700 Kg; controle de Temperatura:-30º e +30ºMedidas internas PORTOS 1 – POLI/UPE TIPOS DE CONTÊINER Contêiner Plataforma 20’ e 40’ ▪ Modelo de container não possui teto ou laterais, ideal para cargas com excesso de peso. ▪ Necessário que o material possa ser amarrado ou bem preso na plataforma para evitar acidentes. LEITURA COMPLEMENTAR ❖ INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA PORTUÁRIA E NOÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR. Pablo Rojas. Porto Alegre: Bookman, 2014. ❖ LOGÍSTICA, TRANSPORTE E INFREAESTRUTURA. Armazenagem – Operador Logístico – via TI – Multimodal. – Marco Aurélio P. Dias. 3 reimpr. – São Paulo: Atlas, 2016. PORTOS 1 – POLI/UPE Slide 1: TRANSPORTE MARÍTIMO Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27: MODAL AQUAVIÁRIO Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43