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PORTOS E VIAS NAVEGÁVEIS
FACULDADE DE ENGENHARIA 
ENGENHARIA CIVIL
Prof. D.Sc. LUIS MIGUEL GUTIÉRREZ KLINSKY
São José dos Campos 
2018
PORTOS E VIAS NAVEGÁVEIS
FACULDADE DE ENGENHARIA 
ENGENHARIA CIVIL
PORTOS
1. DEFINIÇÃO 
2. PORTOS NO BRASIL 
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 
4. TIPOS DE PORTOS 
5. FUNÇÕES DOS PORTOS 
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 
7. ORIGEM DAS ONDAS 
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO 
9. EXERCÍCIOS
PORTOS
Espaço físico no qual é feita a ligação dos modos 
hidroviário e terrestre
1. DEFINIÇÃO
Porto de Santos
PORTOS
1. DEFINIÇÃO
Porto à beira de oceano Porto à beira de mar
Porto à beira de lagoPorto à beira de rio
Singapur Barcelona
TiticacaPorto Alegre
PORTOS
1. DEFINIÇÃO
• Transferência de 
mercadorias e 
passageiros 
• Protegido de 
ondas e correntes 
• Agitação tolerável 
das águas 
• Obras dispensáveis 
em região 
protegida por 
obstáculos 
naturais
Porto de Santos
PORTOS
1. DEFINIÇÃO
ANTEPORTO
CANAL DE 
ACESSO
ANTEPORTO
CANAL DE ACESSO
Área de fundeio onde os 
navios aguardam a 
oportunidade para 
atracação nos cais do 
porto
Corredor de ligação 
entre o alto-mar e as 
instalações do porto
Porto de Santos
PORTOS
Para a construção de novos portos: 
• pode ser utilizada a experiência de situações similares 
• modelos em escala podem ser necessários para verificar o efeito das 
ondas e do vento
1. DEFINIÇÃO
PORTOS
2. PORTOS NO BRASIL
PORTOS ORGANIZADOS
Bem público construído e 
aparelhado para atender as 
necessidades de navegação, de 
movimentação de passageiros ou de 
movimentação e armazenagem de 
mercadorias, e cujo tráfego e 
operações portuárias estejam sob 
jurisdição de autoridade portuária
TERMINAL DE USO PRIVATIVO
Instalação portuária explorada 
mediante autorização e localizada 
fora da área do porto
Existem 45 portos organizados 
no Brasil
Existem 131 Terminais de Uso 
Privativo (TUP) no Brasil
PORTOS
2. PORTOS NO BRASIL
COMPARATIVO
PORTOS ORGANIZADOS TERMINAL DE USO PRIVATIVO
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
PORTOS
 3.1. DOCA OU BERÇO
Parte do porto 
ladeada de muros ou 
cais, onde as 
embarcações tomam 
ou deixam carga 
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.2. CAIS
Plataforma em parte 
da margem de um rio 
ou porto de mar ao 
qual atracam os navios 
e onde se faz o 
embarque ou 
desembarque de 
pessoas e/ou 
mercadorias
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.3. PÁTIO DE CONTENTORES OU CONTAINERS
Área destinada à 
acomodação e 
armazenamento dos 
containers 
descarregados ou a 
serem carregados 
pelos navios
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.4. RUAS EXTERIORES E INTERIORES
Área para circulação 
de caminhões, 
empilhadeiras e 
transtainers que 
fazem a carga e 
descarga de 
containers
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.5. CONTAINERS DE EXPORTAÇÃO
Organização do 
pátio depende 
do porto
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.6. CONTAINERS DE IMPORTAÇÃO
Organização do 
pátio depende 
do porto
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.7. CONTAINERS ESPECIAIS
Organização do 
pátio depende 
do porto
PORTOS
3.PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.8. CONTAINERS VAZIOS
Organização do 
pátio depende 
do porto
PORTOS
3.PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.9. ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
Intermodalidade 
para o transporte 
de carga
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.10. ALFÂNDEGA
Repartição 
governamental 
oficial de controle 
do movimento de 
entradas e saídas 
de mercadorias 
para o exterior ou 
dele provenientes, 
responsável, 
inclusive, pela 
cobrança 
dos tributos pertin
entes
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.A. ÁREA DE INTERCÂMBIO
Área destinada ao 
intercâmbio de 
containers de 
carga e descarga
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.B. PORTA DE ACESSO
Área de ingresso 
as instalações 
portuárias, 
proveniente do 
meio de 
transporte 
rodoviário
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.C. ÁREA DE ESTACIONAMENTO
Área para o 
estacionamento de 
caminhões que 
fazem o transporte 
de containers, que 
aguardam a sua vez 
para 
descarregamento
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.D. LINHA FÉRREA
Ferrovia que da 
acesso à estação 
ferroviária, para 
carga e descarga de 
containers
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.E. ESCRITÓRIO ADMINISTRATIVO
Local para 
funcionários que 
administram o 
recebimento e 
envio de cargas, e 
o funcionamento 
geral do porto
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.F. TORRE DE CONTROLE
Funcionários 
gerem guindastes, 
transtainers, 
instruem os 
navios, etc
PORTOS
3. PARTES USUAIS DE UM PORTO
3.G. OFICINAS DE MANUTENÇÃO
Área empregada na 
manutenção de 
equipamentos 
gerais do porto
PORTOS
4. TIPOS DE PORTOS
A. PORTOS MARÍTIMOS
4.1. QUANTO À LOCALIZAÇÃO
B. PORTOS FLUVIAIS
C. PORTOS LACUSTRES
• Podem ser naturais, a mar aberto ou abrigados 
• Empregados para transporte de carga, passageiros, 
petróleo e carga geral
• Podem ser utilizados para carga geral 
• Sua influência usualmente é nacional, mas podem ter 
caráter internacional
• Usualmente tem caráter turístico 
• Podem ser para transporte regional ou internacional 
por meio da sua comunicação com canais
PORTOS
4. TIPOS DE PORTOS
A. PORTOS COMERCIAIS
4.2. QUANTO À INFRAESTRUTURA
B. PORTOS INDUSTRIAIS
C. PORTOS TURÍSTICOS
• Se limitam a receber e distribuir mercadorias
• Desenvolvem atividades de movimentação de produtos (matéria 
prima ou semiacabados) para abastecimento da indústria
• Voltados para atividades de turismo e entretenimento
D. PORTOS PESQUEIROS
• Utilizados para o manejo de mercadorias pesqueiras
E. PORTOS MULTIFUNCIONAIS
• Movimentam diversos tipos de cargas
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS
• São os serviços realizados 
pelos práticos e 
rebocadores 
• Constituem a atracação e 
desatracação 
• Manutenção e 
suprimentos
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS
ATRACAÇÃO 
• Operação de fixação do 
navio ao cais 
• Ato ou efeito de um navio 
atracar num porto ou 
terminal privativo, a fim 
de realizar a operação de 
carregamento e 
descarregamento de 
mercadoria
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS
PRATICAGEM 
• Assessoramento a capitães 
para facilitar a entrada, 
saída e manobras náuticas 
com segurança 
• Serviço realizado a bordo 
dos navios
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS
REBOQUE 
• É o reboque que a Administração do Porto pode realizar com seus 
rebocadores para auxiliar os navios em sua atracação ou desatracação, 
para conduzi-los de um ponto para outro do porto, ou ainda para 
trazê-los para dentro, ou levá-los para fora deste
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS
AMARRA 
• É a operação cujo objetivo é recolher as amarras de um navio, 
carregá-las e fixar de acordo com as instruções do capitão do navio, 
no setor de amarração designado pela Autoridade Portuária 
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS
FUNDEO 
• Ancorar 
• Manobra de lançar 
uma âncora ao fundo, 
para com ela manter 
o navio seguro por 
meio de sua amarra 
• Ancorar na baia de 
um porto, aguardando 
atracação
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.2. FUNÇÕES DESTINADAS À CARGA
• São aquelas executadas na 
interface terra/navio, 
como a carga e descarga 
• Também as executadas só 
em terra, como a 
consolidação e 
desconsolidação de 
contêineres
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
ESTIVAGEM 
• O serviço de 
movimentação de 
mercadoria entre o 
porão do navio e o 
convés, e vice-versa. 
Tal serviço é 
realizado por 
profissional 
pertencente ao 
Sindicato dos 
Estivadores
5.2. FUNÇÕES DESTINADAS À CARGA
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
CARGA E DESCARGA 
• Desde o momento em 
que a unidade de carga 
é transportada pelo 
equipamento de 
carregamento até que é 
soltada pelos estivadores 
• Considera-se o processo 
finalizado quando a 
mercadoria descansa no 
veículo que vai 
transportá-lo
5.2.FUNÇÕES DESTINADAS À CARGA
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.3. FUNÇÕES EM TERRA
• São todos os serviços 
executados em terra, 
como por exemplo, a 
consolidação dos 
contêineres
PORTOS
5. FUNÇÕES DOS PORTOS
5.3. FUNÇÕES EM TERRA
TRANSPORTE PARA LINHA FÉRREA OU RODOVIÁRIA 
• Organização dos containers e mercadorias para evacuação
PORTOS
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
As dimensões de um porto estão determinadas em função: 
• Da capacidade que deseja ser atendida 
• Do tipo e tamanho das embarcações que deve atender
Porto de Singapura Porto Montt
PORTOS
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
No caso de portos marítimos, 
a principal preocupação é 
proteger a infraestrutura 
portuária das ondas
No caso de costas arenosas 
controlar a sedimentação para 
garantir a profundidade adequada 
para o calado dos navios e evitar 
erosão da costa
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
São necessárias obras de proteção, chamadas obras externas ou de 
abrigo
Quebra-mar
Cabeço
Molhe
Molhe
PORTO
COSTA
Ondas
Correntes
OndasMOLHE
Uma das 
extremidades 
ligada à costa
QUEBRA-MAR
Nenhuma ligação 
à costa
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
São necessárias obras de proteção, chamadas obras externas ou de abrigo
MOLHE
Uma das 
extremidades 
ligada à costa
QUEBRA-MAR
Nenhuma ligação 
à costa
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
São necessárias obras de proteção, chamadas obras externas ou 
de abrigo
DIQUE
As duas 
extremidades são 
ligadas à costa
Dique
PORTO
COSTA
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
São necessárias obras de proteção, chamadas obras externas ou 
de abrigo
DIQUE
As duas 
extremidades são 
ligadas à costa
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
Seção transversal típica das obras de proteção dos portos marítimos
Ondas
Zona a proteger 
das ondas Núcleo
Camada secundáriaCarapaça
• NÚCLEO: material mais fino 
• CAMADA SECUNDÁRIA: material mais grosso 
• CARAPAÇA: capas de rocas o elementos pré-fabricados de concreto de 
grande peso, que estão diretamente expostos à ação das ondas
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
PORTOS
Considerações para dimensionamento das obras de proteção:
• Características das ondas 
locais 
• Natureza do solo 
• Métodos construtivos a 
serem usados 
• Aspectos econômicos da 
construção e manutenção
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
• O projeto estrutural está relacionado às dimensões dos elementos e os taludes 
destes 
• Enquanto maior o tamanho das pedras, maior a estabilidade 
• O peso mínimo das rochas da carapaça pode ser calculado pela equação:
𝑾 =
𝜸𝒓 ∙ 𝑯𝒅
𝑲𝒂 ∙ [( 𝜸𝒓𝜸𝒘 ) − 𝟏]
𝟑
∙ 𝒄𝒐𝒕(𝜶)
3
W = peso mínimo que deve ter cada rocha que forma a carapaça (kg) 
γr = peso volumétrico da rocha (kg/m3) 
Hd = altura da onda de projeto (m) 
γw = peso específico do fluído (kg/m3) 
α= ângulo do talude do molhe ou quebra-mar (graus) 
Ka = coeficiente em função do tipo de material
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
Ka = coeficiente em função do tipo de material
MATERIAIS Ka
Seixo rolado, duas camadas 2,6 a 2,0
Rocha angular, duas camadas 3,5 a 2,5
Rocha angular, duas camadas 
acomodadas 5,3 a 2,5
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
É desejável que os 
navios entrem ao 
longo de uma linha, 
que na medida do 
possível, coincida 
com a direção das 
correntes marítimas e 
a propagação das 
ondas maiores
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.1. PORTOS MARÍTIMOS
PORTOS
Calcular o peso mínimo que deve ter cada rocha que forma a 
carapaça de um quebra-mar. Considerar que o comprimento de 
onda é de 83m e sua altura é de 0,75m, o peso volumétrico da 
rocha é de 2600 kg/m3 e o ângulo do talude é de 20o. A rocha 
tem forma angulosa, de duas camadas acomodadas 
uniformemente
EXERCÍCIO 3.1
PORTOS
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
No caso de portos fluviais, a principal preocupação é controlar a 
sedimentação de partículas em suspensão nas rotas de navegação das 
embarcações, proteger as margens e manter a sinalização
6.2. PORTOS FLUVIAIS
PORTOS
É importante proteger as 
margens e manter a 
sinalização
Assim como manter a 
sinalização
6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS
6.2. PORTOS FLUVIAIS
PORTOS
7. ORIGEM DAS ONDAS
São geralmente formadas pela ação do vento, representado 
a transferência direta da energia cinética da atmosfera para 
a superfície oceânica
Ao se mover sobre um corpo 
de água, o vento exerce uma 
força tangencial sobre a 
superfície da água, 
provocando pequenas 
ondulações
Essas ondulações alteram as 
condições de pressão do ar 
junto a superfície da água, 
fazendo com que a superfície 
se ondule ainda mais
PORTOS
Os movimentos ondulatórios que ocorrem no mar podem 
ser classificados de acordo com seus períodos e causas:
TIPO DE ONDA PERÍODO ORIGEM
Ondas capilares Menor que 0,1seg Vento local
Ondas de 
gravidade 1 a 20seg Vento
Seixes 5 a 30min Diversas
Tsunami 15 a 60min Sísmica
Ondas de maré 6 a 24horas Astronômica
7. ORIGEM DAS ONDAS
PORTOS
As ondas se descrevem usualmente, considerando sua 
altura e seu comprimento
Conda
h
do
Honda
Para calcular a altura da onda Stevenson propõe a formulação:
𝑯𝒐𝒏𝒅𝒂 = 𝟎, 𝟒𝟓 ∙ 𝒅𝒐
Conda = velocidade da onda (m/s) 
Honda = altura da onda (m) 
do = comprimento da onda 
(milhas náuticas) ( 1 milha 
náutica = 1,853km)
7. ORIGEM DAS ONDAS
PORTOS
O comprimento da onda é a distância na qual é possível o 
crescimento da onda sob ação do vento sem interrupções 
produzidas por massas de terra (Macdonel, 2000)
do = comprimento da onda (m) 
g = aceleração da gravidade (m/s2) 
T = período (s) 
h = profundidade (m)
𝑺𝒆 
𝒉
𝒅𝒐
>
𝟏
𝟐 𝒅𝒐 =
𝒈𝑻 𝟐
𝟐𝝅
𝑺𝒆 
𝒉
𝒅𝒐
<
𝟏
𝟐 𝒅𝒐 = 𝑻 ∙ ( 𝒈𝒉)
7. ORIGEM DAS ONDAS
PORTOS
Macdonel (2000) também propõe equações para 
calcular a velocidade da onda:
Conda = velocidade da onda (m/s) 
g = aceleração da gravidade (m/s2) 
T = período (s) 
h = profundidade (m)
𝑺𝒆 
𝒉
𝒅𝒐
>
𝟏
𝟐
𝑪𝒐𝒏𝒅𝒂 =
𝒈𝑻
𝟐𝝅
𝑺𝒆 
𝒉
𝒅𝒐
<
𝟏
𝟐 𝑪𝒐𝒏𝒅𝒂 = ( 𝒈𝒉)
7. ORIGEM DAS ONDAS
PORTOS
No momento da onda bater em alguma superfície, ela 
incrementa a sua altura em aproximadamente 30%
7. ORIGEM DAS ONDAS
PORTOS
Calcular a altura, velocidade e comprimento de uma onda, para 
um período de 10 segundos e uma profundidade de 50m
EXERCÍCIO 3.2
PORTOS
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
O dimensionamento portuário está relacionado principalmente: 
• à determinação das áreas adequadas para as operações de carga e 
descarga dos navios 
• às áreas em terra para apoio ao tráfego de navios e mercadorias 
• profundidade dos canais de navegação 
• áreas de reserva ambiental 
• áreas para possível expansão do porto
Desestivagem Descarregamento
Transporte e 
Armazenamento Evacuação
PORTOS
Linha Férrea
Espaço para o setor administrativo
Armazenamento e estacionamento
Depósitos em trânsito
Docas
Canal de Navegação
Área de 
Manobras
Direção da corrente
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
8.1. MÉTODO EMPÍRICO
Relacionado ao trânsito de embarcações ao longo do ano e da 
ocupação das docas, baseando-se no uso contínuo das instalações, 
sem considerar a possível alteração da chegada de embarcações
É empregado para anteprojetos, para o esquema geral do porto
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
8.2. MÉTODO ANALÍTICO
Emprega o método probabilístico pode-se determinar o número de 
embarcações que chegarão ao porto e atracarão nas docas
Dados usados: 
• Chegada de navios 
• Número de docas 
• Tempos de espera e serviço
O método atende ao princípio 
básico do custo anual das 
embarcações em espera deve ser 
mínimo
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
8.3. MÉTODO POR SIMULAÇÕES
Usado em portos com atividades complexas, onde os dados básicos 
não cumprem leis de modelos matemáticos
TransbordoOperações do Navio Transporte Terrestre
SISTEMA
Esse sistema deve ter um bom funcionamento de todos os 
elementos,e para isso é necessário um dimensionamento da 
capacidade portuária equilibrado
Para este dimensionamento é empregada a teoria das filas
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
8.4. AS DOCAS COM RELAÇÃO AO NÚMERO E TAMANHO DAS 
EMBARCAÇÕES
• É necessário conhecer o 
volume de carga que será 
transportado pela doca, 
para dimensionar a doca em 
função do número de 
embarcações 
• Considera-se os centros 
produtores regionais e o 
crescimento futuro 
• Deve-se saber o tipo de 
carga que será transportada
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
Crespo (1995), apresenta uma análise dos elementos no processo de 
descarga, para ser considerado no dimensionamento das docas
Tempo (s)
Tipo de 
carga
Adc B
Número 
de 
Homens
Unitiza-
ção I II III IV V VI
Cpt m
Carga geral 
mista 123 600 6 Linga 120 32 25 35 28 390 132 200
Carga geral 
bem 
estivada
150 800 6 Linga 125 32 25 35 28 420 140 160
Café 180 860 8 Linga 60 32 25 35 28 275 102 90
Produtos 
Ordinários 
em sacos 
de 70kg
250 1000 6 Linga 80 32 25 35 28 320 108 80
Frutas em 
saco 305 1800 8 Pallets 150 32 25 50 40 630 159 80
Produtos 
empacotad
os (100kg)
450 1000 6 Linga 73 32 25 35 28 200 73 70
PORTOS
Crespo (1995), apresenta uma análise dos elementos no processo de 
descarga, para ser considerado no dimensionamento das docas
Adc = capacidade total de descarregadas por brigadas por dia (TM) 
B = capacidade total por viagem do elevador (kg) 
I = tempo para acomodar a carga no depósito do navio e manobra com linga ou pallets (s) 
II = tempo de movimento do equipamento com carga, desde o navio até a doca (s) 
III = tempo de retorno do equipamento quando está vazio (s) 
IV = tempo de movimento do guindaste com carga, desde o navio até o depósito de trânsito (s) 
V = tempo de retorno do guindaste quando está vazio (s) 
VI = tempo de retorno e acomodação da carga no depósito (s) 
Adc = ciclo médio de trabalho (s) 
m = tempo dentro do depósito para manobrar uma tonelada métrica (s)
Tempo (s)
Tipo de 
carga
Adc B
Número 
de 
Homens
Unitiza-
ção I II III IV V VI
Cpt m
Carga geral 
mista 123 600 6 Linga 120 32 25 35 28 390 132 200
PORTOS
8.5. COMPRIMENTO E SEMI-LARGURA DAS DOCAS
• Comprimento insuficiente leva a congestionamentos na movimentação 
de cargas 
• Comprimentos exagerado leva a um investimento improdutivo 
• O fator principal a ser considerado é o comprimento do navio padrão, 
mais um espaço igual à largura do navio padrão, entre a proa de um 
navio e a popa de outro navio
DOCA
E E MMMA
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
E = comprimento 
M = largura 
Nb = número de embarcações 
Ne = número de espaços
𝑳 = 𝑵𝒃 ∙ 𝑬 + 𝑵𝒆 ∙ 𝑴
Para a semi-largura (A) deve-se considerar a manga do navio 
padrão mais um espaço de água onde é incluída a zona de trânsito
𝑨 = 𝟒 ∙ 𝑴
8.6. COMPRIMENTO E SEMI-LARGURA DAS DOCAS
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
Depende da eficiência nas 
movimentações das mercadorias 
Esses depósitos devem ter capacidade 
de receber toda a carga que o navio 
transporta, operando em condições 
normais
𝑨𝒕 =
𝟐 ∙ 𝟔𝒒
𝜸 ∙ 𝒉𝒆
8.7. DEPÓSITOS EM TRÂNSITO
At = área total (m2) 
he = altura de estivagem (m) 
q = capacidade de carga do navio (TM)
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
• Em função do calado dos navios 
• Da depressão da água com a 
movimentação das embarcações 
• Das condições ambientais 
• Da maré
𝑫 = 𝑫′� + 𝑫′�′� +
𝑯𝒐𝒏𝒅𝒂
𝟑
8.8. PROFUNDIDADE DO CANAL 
D = profundidade (m) 
D’ = calado máximo (m) 
Honda = altura da onda (m) 
D’’ = valor que depende do descenso do navio 
em um movimento, considerado de 1,2m em 
portos de maior importância e de 0,6m em 
aqueles de menor importância
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
• Na chegada às docas, os navios 
manobram até 180o 
• A área necessária depende do tipo de 
navio e o emprego de rebocadores
𝑨𝒅𝒂𝒓 = 𝟐 ∙ 𝑬
8.9. ÁREA DE MANOBRAS
Adar = largura da área de manobras (m) 
Ldar = comprimento da área de manobras (m) 
E = comprimento do navio (m)
𝑳𝒅𝒂𝒓 = 𝟑 ∙ 𝑬
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
• É onde acontece o tráfego das 
embarcações junto ao canal de navegação 
para entrar na área de manobras
𝑨𝒐𝒑 =
𝟏
𝟐
∙ 𝑬
8.10. ÁREA DE OPERAÇÃO
Aop= largura da área de operações (m) 
Ldar = comprimento da área de operações (m) 
E = comprimento do navio (m) 
M = largura do navio (m)
𝑳𝒐𝒑 = 𝑬 + 𝑴
8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO
PORTOS
Considerando os dados do navio:
EXERCÍCIO 3.3
Comprimento 
(m) Largura (m) Calado (m) Escotilhas 
Capacidade 
de Carga (TM)
139 19 8,60 4 11.000
E os dados de: 
 Importação = 241.000 
 Exportação = 175.000 
 Total = 416.000 (TM/ano) 
Densidade da mercadoria = 0,7 (TM/m3)
Calcular: 
a. Número de embarcações (carga geral mista) 
b. Dimensões da doca 
c. Dimensões dos depósitos, considerar a altura de estivagem de 3,4m 
d. Dimensões da área de manobras 
e. Dimensões da área de operações 
PORTOS
Calcular a profundidade do canal de entra ao porto. A altura máxima do 
calado é de 3,75m e a altura da onda é de 0,5m. (Supor que o porto é 
importante).
EXERCÍCIO 3.4
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Notas de aula de Luis Filipe Baptista – ENIDH/DEM (Portugal) 
Notas de aula do Prof. Antônio Nelson R. da Silva (EESC-USP) 
Notas de aula do Prof. Ramiro Alfredo Rorrico Irahola (U. San 
Simon)

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