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PORTOS E VIAS NAVEGÁVEIS FACULDADE DE ENGENHARIA ENGENHARIA CIVIL Prof. D.Sc. LUIS MIGUEL GUTIÉRREZ KLINSKY São José dos Campos 2018 PORTOS E VIAS NAVEGÁVEIS FACULDADE DE ENGENHARIA ENGENHARIA CIVIL PORTOS 1. DEFINIÇÃO 2. PORTOS NO BRASIL 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 4. TIPOS DE PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 7. ORIGEM DAS ONDAS 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO 9. EXERCÍCIOS PORTOS Espaço físico no qual é feita a ligação dos modos hidroviário e terrestre 1. DEFINIÇÃO Porto de Santos PORTOS 1. DEFINIÇÃO Porto à beira de oceano Porto à beira de mar Porto à beira de lagoPorto à beira de rio Singapur Barcelona TiticacaPorto Alegre PORTOS 1. DEFINIÇÃO • Transferência de mercadorias e passageiros • Protegido de ondas e correntes • Agitação tolerável das águas • Obras dispensáveis em região protegida por obstáculos naturais Porto de Santos PORTOS 1. DEFINIÇÃO ANTEPORTO CANAL DE ACESSO ANTEPORTO CANAL DE ACESSO Área de fundeio onde os navios aguardam a oportunidade para atracação nos cais do porto Corredor de ligação entre o alto-mar e as instalações do porto Porto de Santos PORTOS Para a construção de novos portos: • pode ser utilizada a experiência de situações similares • modelos em escala podem ser necessários para verificar o efeito das ondas e do vento 1. DEFINIÇÃO PORTOS 2. PORTOS NO BRASIL PORTOS ORGANIZADOS Bem público construído e aparelhado para atender as necessidades de navegação, de movimentação de passageiros ou de movimentação e armazenagem de mercadorias, e cujo tráfego e operações portuárias estejam sob jurisdição de autoridade portuária TERMINAL DE USO PRIVATIVO Instalação portuária explorada mediante autorização e localizada fora da área do porto Existem 45 portos organizados no Brasil Existem 131 Terminais de Uso Privativo (TUP) no Brasil PORTOS 2. PORTOS NO BRASIL COMPARATIVO PORTOS ORGANIZADOS TERMINAL DE USO PRIVATIVO PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO PORTOS 3.1. DOCA OU BERÇO Parte do porto ladeada de muros ou cais, onde as embarcações tomam ou deixam carga 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.2. CAIS Plataforma em parte da margem de um rio ou porto de mar ao qual atracam os navios e onde se faz o embarque ou desembarque de pessoas e/ou mercadorias PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.3. PÁTIO DE CONTENTORES OU CONTAINERS Área destinada à acomodação e armazenamento dos containers descarregados ou a serem carregados pelos navios PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.4. RUAS EXTERIORES E INTERIORES Área para circulação de caminhões, empilhadeiras e transtainers que fazem a carga e descarga de containers PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.5. CONTAINERS DE EXPORTAÇÃO Organização do pátio depende do porto PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.6. CONTAINERS DE IMPORTAÇÃO Organização do pátio depende do porto PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.7. CONTAINERS ESPECIAIS Organização do pátio depende do porto PORTOS 3.PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.8. CONTAINERS VAZIOS Organização do pátio depende do porto PORTOS 3.PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.9. ESTAÇÃO FERROVIÁRIA Intermodalidade para o transporte de carga PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.10. ALFÂNDEGA Repartição governamental oficial de controle do movimento de entradas e saídas de mercadorias para o exterior ou dele provenientes, responsável, inclusive, pela cobrança dos tributos pertin entes PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.A. ÁREA DE INTERCÂMBIO Área destinada ao intercâmbio de containers de carga e descarga PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.B. PORTA DE ACESSO Área de ingresso as instalações portuárias, proveniente do meio de transporte rodoviário PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.C. ÁREA DE ESTACIONAMENTO Área para o estacionamento de caminhões que fazem o transporte de containers, que aguardam a sua vez para descarregamento PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.D. LINHA FÉRREA Ferrovia que da acesso à estação ferroviária, para carga e descarga de containers PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.E. ESCRITÓRIO ADMINISTRATIVO Local para funcionários que administram o recebimento e envio de cargas, e o funcionamento geral do porto PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.F. TORRE DE CONTROLE Funcionários gerem guindastes, transtainers, instruem os navios, etc PORTOS 3. PARTES USUAIS DE UM PORTO 3.G. OFICINAS DE MANUTENÇÃO Área empregada na manutenção de equipamentos gerais do porto PORTOS 4. TIPOS DE PORTOS A. PORTOS MARÍTIMOS 4.1. QUANTO À LOCALIZAÇÃO B. PORTOS FLUVIAIS C. PORTOS LACUSTRES • Podem ser naturais, a mar aberto ou abrigados • Empregados para transporte de carga, passageiros, petróleo e carga geral • Podem ser utilizados para carga geral • Sua influência usualmente é nacional, mas podem ter caráter internacional • Usualmente tem caráter turístico • Podem ser para transporte regional ou internacional por meio da sua comunicação com canais PORTOS 4. TIPOS DE PORTOS A. PORTOS COMERCIAIS 4.2. QUANTO À INFRAESTRUTURA B. PORTOS INDUSTRIAIS C. PORTOS TURÍSTICOS • Se limitam a receber e distribuir mercadorias • Desenvolvem atividades de movimentação de produtos (matéria prima ou semiacabados) para abastecimento da indústria • Voltados para atividades de turismo e entretenimento D. PORTOS PESQUEIROS • Utilizados para o manejo de mercadorias pesqueiras E. PORTOS MULTIFUNCIONAIS • Movimentam diversos tipos de cargas PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS • São os serviços realizados pelos práticos e rebocadores • Constituem a atracação e desatracação • Manutenção e suprimentos PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS ATRACAÇÃO • Operação de fixação do navio ao cais • Ato ou efeito de um navio atracar num porto ou terminal privativo, a fim de realizar a operação de carregamento e descarregamento de mercadoria PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS PRATICAGEM • Assessoramento a capitães para facilitar a entrada, saída e manobras náuticas com segurança • Serviço realizado a bordo dos navios PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS REBOQUE • É o reboque que a Administração do Porto pode realizar com seus rebocadores para auxiliar os navios em sua atracação ou desatracação, para conduzi-los de um ponto para outro do porto, ou ainda para trazê-los para dentro, ou levá-los para fora deste PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS AMARRA • É a operação cujo objetivo é recolher as amarras de um navio, carregá-las e fixar de acordo com as instruções do capitão do navio, no setor de amarração designado pela Autoridade Portuária PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.1. FUNÇÕES DESTINADAS AOS NAVIOS FUNDEO • Ancorar • Manobra de lançar uma âncora ao fundo, para com ela manter o navio seguro por meio de sua amarra • Ancorar na baia de um porto, aguardando atracação PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.2. FUNÇÕES DESTINADAS À CARGA • São aquelas executadas na interface terra/navio, como a carga e descarga • Também as executadas só em terra, como a consolidação e desconsolidação de contêineres PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS ESTIVAGEM • O serviço de movimentação de mercadoria entre o porão do navio e o convés, e vice-versa. Tal serviço é realizado por profissional pertencente ao Sindicato dos Estivadores 5.2. FUNÇÕES DESTINADAS À CARGA PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS CARGA E DESCARGA • Desde o momento em que a unidade de carga é transportada pelo equipamento de carregamento até que é soltada pelos estivadores • Considera-se o processo finalizado quando a mercadoria descansa no veículo que vai transportá-lo 5.2.FUNÇÕES DESTINADAS À CARGA PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.3. FUNÇÕES EM TERRA • São todos os serviços executados em terra, como por exemplo, a consolidação dos contêineres PORTOS 5. FUNÇÕES DOS PORTOS 5.3. FUNÇÕES EM TERRA TRANSPORTE PARA LINHA FÉRREA OU RODOVIÁRIA • Organização dos containers e mercadorias para evacuação PORTOS 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS As dimensões de um porto estão determinadas em função: • Da capacidade que deseja ser atendida • Do tipo e tamanho das embarcações que deve atender Porto de Singapura Porto Montt PORTOS 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS No caso de portos marítimos, a principal preocupação é proteger a infraestrutura portuária das ondas No caso de costas arenosas controlar a sedimentação para garantir a profundidade adequada para o calado dos navios e evitar erosão da costa 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS São necessárias obras de proteção, chamadas obras externas ou de abrigo Quebra-mar Cabeço Molhe Molhe PORTO COSTA Ondas Correntes OndasMOLHE Uma das extremidades ligada à costa QUEBRA-MAR Nenhuma ligação à costa 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS São necessárias obras de proteção, chamadas obras externas ou de abrigo MOLHE Uma das extremidades ligada à costa QUEBRA-MAR Nenhuma ligação à costa 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS São necessárias obras de proteção, chamadas obras externas ou de abrigo DIQUE As duas extremidades são ligadas à costa Dique PORTO COSTA 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS São necessárias obras de proteção, chamadas obras externas ou de abrigo DIQUE As duas extremidades são ligadas à costa 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS Seção transversal típica das obras de proteção dos portos marítimos Ondas Zona a proteger das ondas Núcleo Camada secundáriaCarapaça • NÚCLEO: material mais fino • CAMADA SECUNDÁRIA: material mais grosso • CARAPAÇA: capas de rocas o elementos pré-fabricados de concreto de grande peso, que estão diretamente expostos à ação das ondas 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS PORTOS Considerações para dimensionamento das obras de proteção: • Características das ondas locais • Natureza do solo • Métodos construtivos a serem usados • Aspectos econômicos da construção e manutenção 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS • O projeto estrutural está relacionado às dimensões dos elementos e os taludes destes • Enquanto maior o tamanho das pedras, maior a estabilidade • O peso mínimo das rochas da carapaça pode ser calculado pela equação: 𝑾 = 𝜸𝒓 ∙ 𝑯𝒅 𝑲𝒂 ∙ [( 𝜸𝒓𝜸𝒘 ) − 𝟏] 𝟑 ∙ 𝒄𝒐𝒕(𝜶) 3 W = peso mínimo que deve ter cada rocha que forma a carapaça (kg) γr = peso volumétrico da rocha (kg/m3) Hd = altura da onda de projeto (m) γw = peso específico do fluído (kg/m3) α= ângulo do talude do molhe ou quebra-mar (graus) Ka = coeficiente em função do tipo de material 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS Ka = coeficiente em função do tipo de material MATERIAIS Ka Seixo rolado, duas camadas 2,6 a 2,0 Rocha angular, duas camadas 3,5 a 2,5 Rocha angular, duas camadas acomodadas 5,3 a 2,5 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS É desejável que os navios entrem ao longo de uma linha, que na medida do possível, coincida com a direção das correntes marítimas e a propagação das ondas maiores 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.1. PORTOS MARÍTIMOS PORTOS Calcular o peso mínimo que deve ter cada rocha que forma a carapaça de um quebra-mar. Considerar que o comprimento de onda é de 83m e sua altura é de 0,75m, o peso volumétrico da rocha é de 2600 kg/m3 e o ângulo do talude é de 20o. A rocha tem forma angulosa, de duas camadas acomodadas uniformemente EXERCÍCIO 3.1 PORTOS 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS No caso de portos fluviais, a principal preocupação é controlar a sedimentação de partículas em suspensão nas rotas de navegação das embarcações, proteger as margens e manter a sinalização 6.2. PORTOS FLUVIAIS PORTOS É importante proteger as margens e manter a sinalização Assim como manter a sinalização 6. LOCALIZAÇÃO DOS PORTOS 6.2. PORTOS FLUVIAIS PORTOS 7. ORIGEM DAS ONDAS São geralmente formadas pela ação do vento, representado a transferência direta da energia cinética da atmosfera para a superfície oceânica Ao se mover sobre um corpo de água, o vento exerce uma força tangencial sobre a superfície da água, provocando pequenas ondulações Essas ondulações alteram as condições de pressão do ar junto a superfície da água, fazendo com que a superfície se ondule ainda mais PORTOS Os movimentos ondulatórios que ocorrem no mar podem ser classificados de acordo com seus períodos e causas: TIPO DE ONDA PERÍODO ORIGEM Ondas capilares Menor que 0,1seg Vento local Ondas de gravidade 1 a 20seg Vento Seixes 5 a 30min Diversas Tsunami 15 a 60min Sísmica Ondas de maré 6 a 24horas Astronômica 7. ORIGEM DAS ONDAS PORTOS As ondas se descrevem usualmente, considerando sua altura e seu comprimento Conda h do Honda Para calcular a altura da onda Stevenson propõe a formulação: 𝑯𝒐𝒏𝒅𝒂 = 𝟎, 𝟒𝟓 ∙ 𝒅𝒐 Conda = velocidade da onda (m/s) Honda = altura da onda (m) do = comprimento da onda (milhas náuticas) ( 1 milha náutica = 1,853km) 7. ORIGEM DAS ONDAS PORTOS O comprimento da onda é a distância na qual é possível o crescimento da onda sob ação do vento sem interrupções produzidas por massas de terra (Macdonel, 2000) do = comprimento da onda (m) g = aceleração da gravidade (m/s2) T = período (s) h = profundidade (m) 𝑺𝒆 𝒉 𝒅𝒐 > 𝟏 𝟐 𝒅𝒐 = 𝒈𝑻 𝟐 𝟐𝝅 𝑺𝒆 𝒉 𝒅𝒐 < 𝟏 𝟐 𝒅𝒐 = 𝑻 ∙ ( 𝒈𝒉) 7. ORIGEM DAS ONDAS PORTOS Macdonel (2000) também propõe equações para calcular a velocidade da onda: Conda = velocidade da onda (m/s) g = aceleração da gravidade (m/s2) T = período (s) h = profundidade (m) 𝑺𝒆 𝒉 𝒅𝒐 > 𝟏 𝟐 𝑪𝒐𝒏𝒅𝒂 = 𝒈𝑻 𝟐𝝅 𝑺𝒆 𝒉 𝒅𝒐 < 𝟏 𝟐 𝑪𝒐𝒏𝒅𝒂 = ( 𝒈𝒉) 7. ORIGEM DAS ONDAS PORTOS No momento da onda bater em alguma superfície, ela incrementa a sua altura em aproximadamente 30% 7. ORIGEM DAS ONDAS PORTOS Calcular a altura, velocidade e comprimento de uma onda, para um período de 10 segundos e uma profundidade de 50m EXERCÍCIO 3.2 PORTOS 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO O dimensionamento portuário está relacionado principalmente: • à determinação das áreas adequadas para as operações de carga e descarga dos navios • às áreas em terra para apoio ao tráfego de navios e mercadorias • profundidade dos canais de navegação • áreas de reserva ambiental • áreas para possível expansão do porto Desestivagem Descarregamento Transporte e Armazenamento Evacuação PORTOS Linha Férrea Espaço para o setor administrativo Armazenamento e estacionamento Depósitos em trânsito Docas Canal de Navegação Área de Manobras Direção da corrente 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS 8.1. MÉTODO EMPÍRICO Relacionado ao trânsito de embarcações ao longo do ano e da ocupação das docas, baseando-se no uso contínuo das instalações, sem considerar a possível alteração da chegada de embarcações É empregado para anteprojetos, para o esquema geral do porto 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS 8.2. MÉTODO ANALÍTICO Emprega o método probabilístico pode-se determinar o número de embarcações que chegarão ao porto e atracarão nas docas Dados usados: • Chegada de navios • Número de docas • Tempos de espera e serviço O método atende ao princípio básico do custo anual das embarcações em espera deve ser mínimo 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS 8.3. MÉTODO POR SIMULAÇÕES Usado em portos com atividades complexas, onde os dados básicos não cumprem leis de modelos matemáticos TransbordoOperações do Navio Transporte Terrestre SISTEMA Esse sistema deve ter um bom funcionamento de todos os elementos,e para isso é necessário um dimensionamento da capacidade portuária equilibrado Para este dimensionamento é empregada a teoria das filas 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS 8.4. AS DOCAS COM RELAÇÃO AO NÚMERO E TAMANHO DAS EMBARCAÇÕES • É necessário conhecer o volume de carga que será transportado pela doca, para dimensionar a doca em função do número de embarcações • Considera-se os centros produtores regionais e o crescimento futuro • Deve-se saber o tipo de carga que será transportada 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS Crespo (1995), apresenta uma análise dos elementos no processo de descarga, para ser considerado no dimensionamento das docas Tempo (s) Tipo de carga Adc B Número de Homens Unitiza- ção I II III IV V VI Cpt m Carga geral mista 123 600 6 Linga 120 32 25 35 28 390 132 200 Carga geral bem estivada 150 800 6 Linga 125 32 25 35 28 420 140 160 Café 180 860 8 Linga 60 32 25 35 28 275 102 90 Produtos Ordinários em sacos de 70kg 250 1000 6 Linga 80 32 25 35 28 320 108 80 Frutas em saco 305 1800 8 Pallets 150 32 25 50 40 630 159 80 Produtos empacotad os (100kg) 450 1000 6 Linga 73 32 25 35 28 200 73 70 PORTOS Crespo (1995), apresenta uma análise dos elementos no processo de descarga, para ser considerado no dimensionamento das docas Adc = capacidade total de descarregadas por brigadas por dia (TM) B = capacidade total por viagem do elevador (kg) I = tempo para acomodar a carga no depósito do navio e manobra com linga ou pallets (s) II = tempo de movimento do equipamento com carga, desde o navio até a doca (s) III = tempo de retorno do equipamento quando está vazio (s) IV = tempo de movimento do guindaste com carga, desde o navio até o depósito de trânsito (s) V = tempo de retorno do guindaste quando está vazio (s) VI = tempo de retorno e acomodação da carga no depósito (s) Adc = ciclo médio de trabalho (s) m = tempo dentro do depósito para manobrar uma tonelada métrica (s) Tempo (s) Tipo de carga Adc B Número de Homens Unitiza- ção I II III IV V VI Cpt m Carga geral mista 123 600 6 Linga 120 32 25 35 28 390 132 200 PORTOS 8.5. COMPRIMENTO E SEMI-LARGURA DAS DOCAS • Comprimento insuficiente leva a congestionamentos na movimentação de cargas • Comprimentos exagerado leva a um investimento improdutivo • O fator principal a ser considerado é o comprimento do navio padrão, mais um espaço igual à largura do navio padrão, entre a proa de um navio e a popa de outro navio DOCA E E MMMA 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS E = comprimento M = largura Nb = número de embarcações Ne = número de espaços 𝑳 = 𝑵𝒃 ∙ 𝑬 + 𝑵𝒆 ∙ 𝑴 Para a semi-largura (A) deve-se considerar a manga do navio padrão mais um espaço de água onde é incluída a zona de trânsito 𝑨 = 𝟒 ∙ 𝑴 8.6. COMPRIMENTO E SEMI-LARGURA DAS DOCAS 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS Depende da eficiência nas movimentações das mercadorias Esses depósitos devem ter capacidade de receber toda a carga que o navio transporta, operando em condições normais 𝑨𝒕 = 𝟐 ∙ 𝟔𝒒 𝜸 ∙ 𝒉𝒆 8.7. DEPÓSITOS EM TRÂNSITO At = área total (m2) he = altura de estivagem (m) q = capacidade de carga do navio (TM) 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS • Em função do calado dos navios • Da depressão da água com a movimentação das embarcações • Das condições ambientais • Da maré 𝑫 = 𝑫′� + 𝑫′�′� + 𝑯𝒐𝒏𝒅𝒂 𝟑 8.8. PROFUNDIDADE DO CANAL D = profundidade (m) D’ = calado máximo (m) Honda = altura da onda (m) D’’ = valor que depende do descenso do navio em um movimento, considerado de 1,2m em portos de maior importância e de 0,6m em aqueles de menor importância 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS • Na chegada às docas, os navios manobram até 180o • A área necessária depende do tipo de navio e o emprego de rebocadores 𝑨𝒅𝒂𝒓 = 𝟐 ∙ 𝑬 8.9. ÁREA DE MANOBRAS Adar = largura da área de manobras (m) Ldar = comprimento da área de manobras (m) E = comprimento do navio (m) 𝑳𝒅𝒂𝒓 = 𝟑 ∙ 𝑬 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS • É onde acontece o tráfego das embarcações junto ao canal de navegação para entrar na área de manobras 𝑨𝒐𝒑 = 𝟏 𝟐 ∙ 𝑬 8.10. ÁREA DE OPERAÇÃO Aop= largura da área de operações (m) Ldar = comprimento da área de operações (m) E = comprimento do navio (m) M = largura do navio (m) 𝑳𝒐𝒑 = 𝑬 + 𝑴 8. DIMENSIONAMENTO PORTUÁRIO PORTOS Considerando os dados do navio: EXERCÍCIO 3.3 Comprimento (m) Largura (m) Calado (m) Escotilhas Capacidade de Carga (TM) 139 19 8,60 4 11.000 E os dados de: Importação = 241.000 Exportação = 175.000 Total = 416.000 (TM/ano) Densidade da mercadoria = 0,7 (TM/m3) Calcular: a. Número de embarcações (carga geral mista) b. Dimensões da doca c. Dimensões dos depósitos, considerar a altura de estivagem de 3,4m d. Dimensões da área de manobras e. Dimensões da área de operações PORTOS Calcular a profundidade do canal de entra ao porto. A altura máxima do calado é de 3,75m e a altura da onda é de 0,5m. (Supor que o porto é importante). EXERCÍCIO 3.4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Notas de aula de Luis Filipe Baptista – ENIDH/DEM (Portugal) Notas de aula do Prof. Antônio Nelson R. da Silva (EESC-USP) Notas de aula do Prof. Ramiro Alfredo Rorrico Irahola (U. San Simon)