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Prova 1 
PARASITOLOGIA- CARRAPATOS 
1. ORDEM ACARI – SUBORDEM METASTIGMATA 
• Hematófagos 
• Parasitam animais 
• Vetores de patógenos 
• Diferentes habitats 
• Morfologia: 
➢ Corpo fundido, achatado dorso-ventralmente, 
➢ Gnatossoma: peças bucais, sensoriais e de ficarão —> palpos e base do gnatossoma (capítulo), 
olhos 
➢ Idiossoma: patas articuladas, escudo 
➢ Peritrema (com o espiráculo respiratório, festões, sulco anal, coxas (1 par para cada par de patas), 
tubérculos/espinhos nas coxas, placas abanais, poro genital 
• 4 estágios de desenvolvimento —> ovo – larva – ninfa – adulto 
 
FAMÍLIA EXODIDAE FAMÍLIA ARGASIDAE 
1 estádio ninfal Vários estádios ninfais (2 a 13) 
Alimentação lenta Alimentação rápida 
Escudo dorsal bem evidente (fêmea curto e macho 
longo) 
Sem escudo dorsal 
Gnatossoma anterior Gnatossoma ventral 
Peritrema bem desenvolvido Peritrema menos evidente 
Família de maior importância Quantidade menor de espécies 
Diversidade de hospedeiros Surtos ocasionais 
Ampla distribuição geográfica Infestações focais 
Vetores de patógenos 
Espécies de alta prevalência 
 
1.1. FAMÍLIA EXODIDAE 
 
• Carrapatos de corpo duro 
• Parasitam mamíferos, aves, repteis e anfíbios 
• Parasitam animais domésticos 
2 
• Ciclo biológico: 
➢ Podem ser monóxidos (1 hospedeiro), dioxenos (2 hospedeiros) e trioxenos (3 hospedeiros/mais 
comum) 
➢ Fase não parasitaria —> queda da teleógina (fêmea engurgitada) e postura. 
➢ Fase não parasitaria —> mudas em trioxenos (larva para ninfa e ninfa para adulto) e dioxeno 
(ninfa para adulto) 
➢ Fase parasitaria —> ingestão de sangue, cópula, muda em monoxenos (todas no hospedeiro) e 
dioxenos (larva para ninfa) 
• Busca pelo hospedeiro —> órgãos sensoriais (órgão de Haller e palpos)/estímulos (CO2, temperatura, 
voláteis da pele) 
• Hematofagia: 
➢ Penetração das peças bucais 
➢ Fixação (quelíceras) 
➢ Formação do poço alimentar (cemento inserido) 
➢ Ingestão de sangue 
➢ Destacamento 
➢ Alimentação lenta (primeiros dias) 
➢ Alimentação rápida (95% da alimentação nas últimas 24h) 
➢ Cópula acontece durante a alimentação, fêmea precisa dela para passar para a alimentação rápida 
• Dinâmica populacional —> depende da quantidade de hospedeiros disponíveis, resistência do 
hospedeiro (carrapatos são espécie-específicos), condições ambientais (temperatura e umidade). 
• Importância: 
➢ Agente infestante/hematofagia 
➢ Vetor de patógenos 
 
1.1.1. Amblyomma sculptum 
 
• Ectoparasita obrigatório 
• Carrapato-estrela, micuim… 
• Pertence ao completo de espécies Amblyomma cajannense sensu latu (6 espécies) 
• 2 espécies no Brasil: Amblyomma sculptum e Amblyomma cajannense sensu strictum 
• Morfologia: escudo ornamentado (grande nos machos e curto nas fêmeas) 
• Biologia: 
➢ Hospedeiros domésticos: cavalo (principal) —> parasitos adultos 
➢ Silvestres: capivara, anta, queixada, tamanduá-bandeira 
➢ Hospedeiro dos imaturos (larvas e ninfas): vários —> não conseguem manter a taxa populacional 
• Ciclo biológico: 
➢ Ciclo sazonal 
➢ Ciclo trioxeno 
➢ 1 geração por ano 
➢ Retornam ao solo quando as condições estão inóspitas 
➢ Hábitos de “caçadas” e “espreita” 
• Importância: 
➢ Agente infestante/hematofagia 
➢ Vetor de patógenos : Rickettsia rickettsii (todos os Amblyomma) —> febre maculosa, arbovírus, 
transmissão por meio da saliva dos carrapatos infectados 
• Controle: 
➢ Controle estratégico 
3 
➢ Adultos mais resistentes, controle das larvas e ninfas (em épocas do ano especificas) —> fases 
imaturas: intervalos de + dias, encharcar o animal hospedeiro com carrapaticida, 8 a 16 
aplicações, março-abril, aplicação e locais de difícil acesso, cuidado com chuvas (resultado na 
próxima geração / fase adulta: catação manual 
➢ Ambiente: limpeza de pastagens, vazio sanitário (técnica falha) 
➢ Uso de piretróides nos cavalos 
➢ Áreas urbanas: manejo de vegetação, hospedeiros e aplicação de acaricidas/proteção individual, 
catação manual 
 
1.1.2. Rhipicephalus sanguineus 
 
• Carrapato dos cães 
• Gnatossoma curto (base hexagonal) 
• Presença de peritremas (formato de vírgula) 
• Machos com presença de 2 placas abanais (escudo longo) 
• Fêmeas com escudo curto 
• Presença de festões 
• Distribuição: 
➢ Distribuição muito ampla (cosmopolita) 
➢ Ambientes urbanos e rurais (onde tiver o hospedeiro) 
➢ Principais hospedeiros —> cães, animais de pelo longo e locais de pouco acesso pelo cão 
• Ciclo biológico: 
➢ Trioxeno 
➢ Mudas realizadas no solo 
➢ 3 hospedeiros para completar o ciclo 
➢ Ciclo: 63 a 91 dias (em Belo Horizonte: 121 dias) 
➢ 2 a 4 gerações por ano 
➢ Postura: 2-4 mil ovos 
➢ Alimentação: 5 a 21 dias 
➢ Oviposição: 16 a 18 dias 
➢ Muda: por volta de 15 dias 
➢ Resistência ao jejum: até 1,5 ano 
➢ Desenvolve resistência ao carrapaticida 
➢ Sem sazonalidade 
 
4 
• Biologia: 
➢ Geotropismo negativo (comportamento) 
➢ 9 graus celsius —> limite de desenvolvimento (entra em diapausa) 
➢ Hábitos nidiculas (ninhos dos hospedeiros) 
• Importância: 
➢ Parasitismo —> hiperceratose e dermatites 
➢ Transmissão de patógenos —> Ehrlichia canis, Babesia vogeli, Rickettsia rickettsii… 
• Controle: 
➢ Ambiente: físicos ou químicos —> vassoura de fogo, limpeza, aplicação de acaricidas, 
ninhos/residências/áreas próximas, atenção a locais altos, vegetação (menos importante) 
➢ Animal (cão) —> catação manual, aplicação de acaricidas, atenção à resistência 
 
1.1.3. Rhipicephalus (Boophilus) microplus 
 
• Carrapato do boi 
• Gnatossoma curto (base hexagonal) 
• Peritrema circular com 1 espiráculo respiratório 
• Macho com 4 placas adanais 
• Distribuição: tropical e subtropical (onde tem a presença de hospedeiros) 
• Ciclo biológico: 
➢ Ciclo monoxeno 
➢ Fase parasitaria: 19 a 24 dias 
➢ Queda da teleógina: manhã (6h-10h) 
➢ Postura: 13-16 dias 
➢ Fêmea: 2 a 3 mil ovos 
➢ Ciclo —> 40-50 dias (prim-ver) / 70-120 dias (out-inv) 
➢ Larvas: até 23 semanas de jejum (único estágio no ambiente) 
➢ 4 ciclos por ano 
• Biologia: 
➢ Sensíveis ao clima (cria uma dinâmica populacional) 
➢ Sem sazonalidade 
➢ Sincronização do ciclo com o ambiente de acordo com as condições climáticas 
➢ Imunologia do hospedeiro influencia na dinâmica populacional (raças mais ou menos 
susceptíveis) 
• Importância: 
➢ Parasitismo: perda de sangue, alivia (inapetência alimentar no hospedeiro) 
➢ Predisposição a miiases, danos ao couro 
➢ Transmissão de patógenos —> tristeza parasitaria bovina (complexo de patógenos) 
5 
• Controle: 
➢ Ambiente —> limpeza de pastagens, rotação de pastagens: vazio (50-60 dias) ou lavouras, 
queimadas 
➢ Hospedeiro —> químicos (sistêmicos, pour on ou tópicos) 
➢ Controle racional (estratégico —> indicado) x Curativo (a curto prazo —> não indicado) 
➢ Controle estratégico: concentrar em determinada época do ano, iniciar antes da explosão da 
primavera (set-out), carrapaticidas (intervalos de 21 dias + efeito residual), programa deve durar 
pelo menos 140 dias, soltar animais nas pastagens 
➢ Observações: atentar aos locais de dificil acesso nos animais, cuidado com chuvas, atentar para a 
resistência aos produtos, não é indicado a esterilidade (TPB) 
 
 
1.1.4. Dermocentor nitens 
 
• Carrapato da orelha de equinos 
• Hospedeiros: equinos (61% no pavilhão auricular) 
• Gnatossoma curto (base retangular) 
• Festões presentes 
• Escudo sem ornamentação 
• Coxas crescentes 
• Peritrema circular 
• Ciclo biológico: 
➢ Monoxeno 
➢ Fase parasitaria: 25 a 28 dias 
➢ Fêmea: 3 mil ovos 
➢ Ciclo: 60 dias 
• Importância: 
➢ Parasitismo —> irritação, espoliação sanguínea, predisposições a miiases e infecções, orelha 
troncha 
➢ Transmissão de patógenos —> Babesia caballi 
• Controle: 
➢ Químicos: inicio da primavera, intervalo de 25 dias, pelo menos 3 aplicações, atentar para regiões 
de difícil acesso, retornar animais para opasto, indicado usar peritroides, pode associar ao 
controle de Amblyomma sculptum (inicio de abril) 
6 
➢ Ambiente: limpeza de pastagens 
1.2. FAMÍLIA ARGASIDAE 
 
• Escudo ausente (carrapatos moles) 
• Gnatossoma ventral 
• Peritrema entre coxa 3 e 4 
• Dimorfismo sexual pouco acentuado 
• Menor especificidade quanto aos hospedeiros 
• Mais comum em animais silvestres 
• Espécies nidícolas (ninhos) 
• Muito resistentes ao jejum 
 
1.2.1. Argas miniatus 
 
• Carrapato dos galinheiros/galinhas 
• Hematófago em todos os estágios 
• Achatado dorso-ventralmente 
• Oval 
• Bordo lateral nítido 
• Distribuição: presente em todos os estados onde há aves 
• Ciclo biológico: 
➢ Hábitos noturnos 
➢ Larvas podem ter alimentação rápida ou lenta (5-7 dias) 
➢ Ciclo: por volta de 2 meses 
	1. Ordem acari – subordem metastigmata

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