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CARRAPATOS Profa. Sara Patron da Motta FAMÍLIA IXODIDAE FAMÍLIA ARGASIDAE • “carrapatos duros” • escudo quitinoso dorsal • mamíferos, aves , répteis... • maioria de interesse • “carrapatos moles” • ausência de escudo • carrapatos de aves e “de chão” • poucos com importância Carrapatos • Ectoparasitas obrigatórios, hematófagos • Aracnídeos da ordem Acari (próximos aos ácaros) • Parasitos temporários • Dependentes de umidade e temperatura ambiental Carrapatos São os ectoparasitos que causam as maiores perdas econômicas no mundo, devido a: • transmissão de doenças (protozoários e rickettsias) e toxicoses (saliva paralisia) • queda de produção de carne e leite (irritação + hematofagia) • desvalorização dos couros (lesões e miíases) • queda de fertilidade • problemas na comercialização de animais • altos custos do controle: produtos, instalações, mão-de-obra Carrapatos Taxonomia REINO: Animal FILO: Arthropoda CLASSE: Arachnida ORDEM: Acari SUB-ORDEM: Ixodides ou Metastigmata FAMÍLIA: Ixodidae GÊNEROS: R.(Boophilus) Rhipicephalus Amblyomma Carrapatos • capítulo anterior e visível dorsalmente • escudo presente (diferença entre machos e fêmeas) • dimorfismo sexual aparente • machos bem menores que as fêmeas • espiráculos grandes localizadas posteriormente às coxas IV • ciclos com 1 a 3 hospedeiros Características Gerais Morfologia Geral GNATOSSOMA Capítulo Peças bucais IDIOSSOMA Patas Estigmas respiratórios Orifício genital Orifício anal Placas adanais Escudo Festões Família Ixodidae Vista dorsal Vista ventral GNATOSSOMA Quelíceras Palpus Hipostômio Base do capítulo Família Ixodidae longas curtas DIMORFISMO SEXUAL Família Ixodidae Aspectos Biológicos Ovo Larva Ninfa Adulto sexuado Família Ixodidae MUDA OU ECDISE exúvia Características biológicas gerais: • postura única, grande número de ovos ( 3000) • fêmea morre (quenógina) após a postura • só um estágio ninfal • ingestão copiosa de sangue (cada estágio suga, ininterruptamente, até a repleção) Família Ixodidae Ciclo de vida de um ixodídeo trioxeno 3 hospedeiros Família Ixodidae Ciclo de vida de um ixodídeo monoxeno 1 hospedeiro Família Ixodidae R. (Boophilus) microplus • bovídeos e mais raramente hospedeiros domésticos e silvestres • só excepcionalmente ataca o homem • carrapato monoxeno (um só hospedeiro) • ocorre entre os paralelos 32º N e 32º S • introduzido no Brasil pelo gado dos colonizadores • ciclo: uma fase parasitária (sobre o hospedeiro) e outra de vida livre (no ambiente) “Carrapato do boi” Fase parasitária – 21 a 25 dias Fase de vida livre – 30 dias Boophilus Biologia ovopostura eclosão LARVA NINFA ADULTO fase parasitária fase de vida livre Larvas na extremidade de vegetação Bovino altamente infestado por Boophilus microplus Boophilus 0 10 20 30 40 50 60 70 80 S O N D J F M A M J J A M é d ia d e t e le ó g in a s p o r a n im a l Meses do ano F1 F2 F3 Dinâmica populacional de (R.) Boophilus microplus no RS Boophilus Morfologia Vista ventral♀ ♂ • peças bucais curtas • escudo não ornamentado • sem festões • abertura respiratória circular • coxa I com duas projeções triangulares • ♂ com 2 pares de placas adanais e apêndice caudal Boophilus ♂ e ♀ adultos ♀ ingurgitada ♂ vista ventral Boophilus Fêmea desde a muda até o ingurgitamento Rhipicephalus sanguineus “Carrapato marrom do cão” • Trioxeno , ataca cães e outros mamíferos • Mudas fora do hospedeiro • Cosmopolita • Escala paredes, muros, e abriga-se em frestas e forros • Espalha-se pelas habitações, com alta multiplicação – difícil controle • Longa sobrevivência no ambiente (adultos – até 19 meses) • Maior parasitismo nas orelhas e membros anteriores dos cães fêmeas ingurgitadas ovos larvas larvas alimentadas muda ninfas ninfas alimentadas muda adultos Ciclo Biológico Rhipicephalus Cachorro altamente infestado por Rhipicephalus sanguineus Rhipicephalus Hábito nidícola - teleóginas em frestas nas paredes de canil Rhipicephalus Hábito nidícola Hábito nidícola - ninfa em residência humana - sofá • peças bucais curtas • base do capítulo hexagonal • escudo não ornamentado • com festões • abertura respiratória em forma de vírgula • coxa I com fenda profunda • ♂ com 1 par de placas adanais e sem apêndice caudal Rhipicephalus Morfologia Macho Fêmea Rhipicephalus - morfologia Rhipicephalus Amblyomma spp. • Animais domésticos e silvestres • Pode parasitar o homem • Trioxeno • Mudas realizadas fora do hospedeiro • Ciclo longo • Longa sobrevivência fora dos hospedeiros • Cães do meio rural Biologia de Amblyomma cajennense Hospedeiro – 15 a 18 dias Ambiente - favorável - 135 a 145 dias - desfavorável – até mais de 2 anos Amblyomma Amblyomma Morfologia • peças bucais longas • escudo ornamentado (colorido) • com festões • abertura respiratória em forma variável • coxa I com espinhos de tamanho variável • ♂ sem placas adanais e sem apêndice caudal Amblyomma Gnatossoma Amblyomma Macho Fêmea Fêmea ingurgitada Boophilus Rhipicephalus Amblyomma • peças bucais • escudo • festões • placas adanais • coxa I • apêndice caudal Controle de R. (Boophilus) microplus Carrapaticidas Criação de bovinos mais resistentes Manejo de pastagens Vacinas Controle fora do hospedeiro (fase de vida livre) • Descanso dos potreiros mais infestados (50-60 dias) • Roçar campos sujos (desfaz microclima favorável) • Alternar o pastoreio com ovinos e equinos • Implantação de lavouras Boophilus Controle no hospedeiro (fase parasitária) • Carrapaticidas - organofosforados, amitraz, piretróides, avermectinas • Formas de aplicação Pulverização Banho de imersão Aplicação dorsal (pour-on) Injetável – endectocidas Boophilus • Intervalo entre aplicações • Aplicações estratégicas • Vacinas Boophilus hora de atacar, atingir o inimigo fragilizado – controle estratégico Boophilus Morte por intoxicação por carrapaticidas – 2018 (Bagé – mais de 100 animais) - 2017 (Paraná – 51 animais) - Superdosagem - Animais cansados - Horas de sol forte Medidas indispensáveis para o controle do carrapato - descanso de campos na época de calor e floração dos pastos - roçar campos sujos - lavouras nos campos mais infestados - reduzir o número de banhos (estratégia e eficácia) - pastoreio alternado com ovinos, equinos - não banhar os menos carrapateados (refúgio) - deixar terneiros serem carrapateados (imunidade TPB) - eliminar, gradativamente, os “sangue doce” - informação de técnicos e pecuaristas Controle de Rhipicephalus sanguineus Carrapaticidas no cão Carrapaticida no ambiente (piso, paredes e teto) Higiene do ambiente Inspeção rigorosa frequente Maio 2018 - número de mortes por febre maculosa em Americana (SP) é o maior desde 2010 cinco óbitos confirmados seis sendo investigados Surto de febre maculosa homens com idades entre 23 e 65 anos Pescarias no Rio Piracicaba Brasil – mortalidade de 20 a 30% - diagnóstico tardio