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RELATÓRIO DA ATIVIDADE PRÁTICA 
DA CULTURA DO MARACUJÁ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Turma: 3° “B” do curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Nível Médio. 
Discente: Isabele Pereira de Souza. 
Docente: Diego Gonçalves Feitosa. 
Disciplina: Agricultura III. 
Juína, 2023. 
Durante a aula do dia 20 de março do ano de 2023, ocorreu uma aula prática em 
campo sobre a cultura do maracujá. A aula foi ministrada pela agrônoma e proprietária 
da empresa PLANTIBIO, Bárbara Olinda. 
Bárbara explicou o passo a passo desde o plantio à industrialização do maracujá. 
Segundo ela, o primeiro passo para a realização do plantio é a seleção da semente. 
Em sua empresa é usado a variedade FB300 da empresa Flora Brasil, por ser altamente 
produtiva e bem aceita entre os produtores que são clientes. Essa é uma variedade híbrida 
e tem um custo de R$0,50 (cinquenta centavos) por semente. Para o plantio é necessário 
que a semente fique 3 horas imersa em água. Logo após é colocada no tubete já com o 
substrato e após vinte dias ela começa a germinar. 
Ela explicou que o motivo de ser realizado a enxertia no maracujá é a 
suscetibilidade ao Fusarium, que é um fungo de solo que ataca as raízes e entra nos feixes 
do xilema, deixando a planta murcha, diminuindo a sua área fotossintética e absorção de 
nutrientes da planta. E onde há presença de Fusarium o plantio de maracujá comercial 
pelo fato de todas as variedades serem suscetíveis. 
Porém, existem variedades nativas, como o Passiflora quadrangulares, que são 
utilizadas como cavalo ou porta-enxerto, por serem mais adaptados ao fungo. Já que as 
variedades comerciais sofreram tantas mudanças geneticamente que perderam a 
resistência ao fungo. E para o cavaleiro são utilizadas as variedades comerciais. E devido 
a variabilidade de crescimento entre o cavalo e o cavaleiro, o cavalo ou porta enxerto 
deve ser plantado primeiro pois seu crescimento é mais lento. 
Para enxertia é necessário a preparação das plantas, no cavaleiro é necessário o 
corte na metade de cada uma das folhas e a criação de um formato de agulha, para 
posteriormente ser imersa em uma solução de BAP, que é uma citocinina, por um tempo. 
Após essa imersão, é necessário a realização de um corte transversal no cavalo 
para que o cavaleiro possa ser encaixado e após o encaixe, eles são envoltos com uma fita 
de enxertia para que possam se estabilizar. Cerca de 90 dias após a enxertia a planta está 
pronta para a comercialização. 
 Nos dirigimos para a estufa onde estão sendo realizados experimentos, onde é 
possível visualizar o uso de “Slabs” que são sacos com substrato dentro para o plantio, 
que impedem o contato da raiz com o solo, o que pode ser uma estratégia contra o 
Fusarium. 
 Demonstrou-se também os tratos culturais necessários com a cultura do maracujá, 
como o tutoramento no sistema de espaldeira, a retirada dos ramos laterais da planta e a 
poda apical. 
 Como demonstração de maneira de comercialização foi utilizado a polpa do 
maracujá, que é utilizada na produção de sucos e doces, também nos foi apresentado a 
despolpadeira. 
 E a finalização da aula foi realizada em uma área de experimento, onde ocorreu 
uma explicação da forma de polinização manual e por zoocoria, onde foi possível 
verificar a presença de polinizadores e também uma demonstração dos frutos, desde seu 
início de formação, ponto de colheita e frutos em plena maturação.

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