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Texto sobre a hipótese das 'lipid rafts' que apresenta domínios lipídicos dinâmicos enriquecidos em colesterol e esfingomielina, o papel do colesterol na ordenação e espessamento da membrana e como o ambiente lipídico afeta proteínas integrais.

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Lipid rafts
	A hipótese dos “Lipid rafts” ou balsa lipídicas surgiu para explicar a diferença de ordenação entre as membranas da parte basal e da parte apical das células epiteliais. A ideia de uma ordenação da membrana com moléculas de colesterol e esfingomielina interagindo mudou a visão de como as membranas biológicas são vistas, com papéis ativos bem aprimorados para lipídeos específicos. 
	A hipótese atual diz que as balsas lipídicas são pequenos domínios dinâmicos na membrana e enriquecidos de colesterol, esfingomielina (ou outros lipídios saturados) e proteínas de membrana específicos. O colesterol é um ponto central da hipótese das balsas lipídicas, já que do ponto de vista bioquímico ele previne a formação da fase de gel em baixas temperaturas e ordena os lipídeos na fase líquida em altas temperaturas, além disso, membranas com presença de colesterol se tornam mais espessas, as caudas dos lipídeos mais alinhadas e área por lipídio é reduzida prevenindo deformação lipídica. Evidências experimentais apontam que as propriedades da membrana e o ambiente lipídico pode afetar a função e localização de proteínas integrais de membrana.

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