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RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO
Uninassau - Caxangá
Bacharelado em Saúde
Disciplina de Citologia
Profº Drº Igor Paiva
Email: igor.paiva@ufpe.br
OBJETIVOS
1. Compreender a estrutura e organização do RE, diferenciando suas 
regiões rugosa e lisa.
2. Identificar as principais funções do RE, incluindo síntese de proteínas, 
lipídios e hormônios esteroides.
3. Explicar os mecanismos de síntese proteica no RER, destacando a 
hipótese do sinal.
4. Reconhecer doenças associadas ao estresse de RE
VISÃO GERAL
● Estrutura: sistema de membranas interconectadas (tubos e cisternas) 
delimitando a luz do RE.
● Rugoso (RER): com ribossomos, forma cisternas, atua na síntese 
protéica (ex.: pâncreas).
● Liso (REL): sem ribossomos, estruturas tubulares; funções: síntese de 
esteróides (Leydig), degradação de glicogênio (hepatócitos), controle de 
cálcio (sarcoplasmático).
● Dinâmica: RER e REL podem coexistir e se converter de acordo com o 
estado celular (produção proteica ↔ detoxificação).
● Importância: organela adaptável e multifuncional, essencial para 
metabolismo, síntese e detoxificação celular
VISÃO GERAL
● O RE é contínuo ao envoltório nuclear, mas não se conecta diretamente 
à membrana plasmática.
● Presente na maioria das células eucarióticas, ocupa em média 10% do 
volume celular.
● Representa mais da metade das membranas de uma célula animal.
● A quantidade e localização do RE variam conforme o tipo celular e seu 
metabolismo.
● Nos hepatócitos: bastante desenvolvido, distribuído por todo o 
citoplasma
VISÃO GERAL
VISÃO GERAL
VISÃO GERAL
COMPOSIÇÃO QUÍMICA
Composição Lipídica das Membranas do RE
● Formadas por bicamada lipídica com proteínas associadas.
● Lipídios = 30% do conteúdo → fosfolipídios com ácidos graxos curtos e 
insaturados.
● Baixo teor de colesterol e glicolipídios.
● Distribuição lipídica assimétrica entre as faces da membrana.
● Face citoplasmática: Fosfatidilinositol, fosfatidiletanolamina e 
fosfatidilserina. Face luminal. → fosfatidilcolina e esfingomielina.
Proteínas de Membrana do RE
● Proteínas = 70% da composição, com funções estruturais, receptoras e 
enzimáticas.
● Distribuição proteica também é assimétrica na bicamada.
● Face citoplasmática → Enzimas oxidativas; Face luminal → 
glicoproteínas e enzimas modificadoras (peptidases, hidrolases, 
transferases).
● Presença de citocromo P450 (destoxificação e síntese de esteroides) e 
citocromo b5 (dessaturação de ácidos graxos).
Compartilhamento de Componentes pelo RE
● O RE compartilha partes de suas membranas e conteúdo da luz com 
outras organelas.
● Essa troca é essencial para a interconexão funcional do sistema 
endomembranoso.
● Complexo de Golgi: recebe proteínas e lipídios para processamento e 
distribuição.
● Lisossomos: recebem enzimas hidrolíticas oriundas do RE e Golgi.
● Vesículas de secreção: transportam moléculas do RE para o meio 
extracelular
Proteínas de Membrana do RE
ASPECTOS FUNCIONAIS
Funções Gerais do Retículo Endoplasmático
● Atua na síntese, modificação e 
transporte de proteínas e lipídios.
● Destinos possíveis dos produtos:
- Permanecer no RE.
- Seguir para outras organelas.
- Ser secretados para o exterior da célula.
● O RE é o início da via 
biossintética-secretora.
● Essencial para a organização do 
sistema endomembranoso
Reações na Luz do Retículo Endoplasmático
● O Sistema de canais do RE delimita uma região isolada do citosol.
● Na luz do RE ocorrem reações bioquímicas específicas.
● Formação de pontes dissulfeto em proteínas.
● Glicosilações e outras modificações estruturais em proteínas e lipídios.
● As funções variam conforme o tipo celular e estado metabólico.
Reações na Luz do Retículo Endoplasmático
Síntese Proteica no RER
● RER é abundante em células secretoras, com intensa produção proteica.
● Ribossomos do RER são idênticos aos ribossomos livres do citosol.
● Associação ribossomo–RE é transitória: após tradução, ribossomo se 
solta.
● Podem ser encontrados polissomos associados às membranas do RE.
● Transferência de proteínas para o RE ocorre co-traducionalmente.
Hipótese do Sinal
● Proteínas destinadas ao RE apresentam sequência N-terminal 
hidrofóbica (peptídeo sinal).
● Experimentos mostraram que, sem membranas, proteínas ficam com 20 
aminoácidos extras.
● Essa sequência sinal direciona ribossomos para o RER.
● O peptídeo sinal é clivado após entrada no RE, não permanecendo na 
proteína final.
● Esse mecanismo garante o endereçamento correto das proteínas 
secretoras.
Hipótese do Sinal
Síntese de Lipídios no RE
● O RE sintetiza fosfolipídios
● Etapa 1: dois ácidos graxos + glicerol-fosfato → ácido fosfatídico, 
inserido na bicamada.
● Etapa 2: diferenciação da cabeça polar (inositol, serina, etanolamina ou 
colina) → diversidade de fosfolipídios.
● Translocadores de lipídios (flipases) equilibram as faces da bicamada, 
mas mantêm assimetria qualitativa.
● Além dos fosfolipídios, o RE também produz ceramidas (precursoras de 
esfingolipídios) e colesterol, usado em ácidos biliares e hormônios 
esteróides.
Síntese de Lipídios no RE
Síntese de Hormônios Esteróides no RE
● O colesterol sintetizado no RE é o precursor dos hormônios esteroides.
● Parte da síntese ocorre nas mitocôndrias, onde há hidroxilação e 
clivagem lateral via citocromo P450.
● Forma-se o intermediário pregnenolona, que retorna ao RE com auxílio 
de proteínas transportadoras.
● No RE, a pregnenolona passa por novas hidroxilações e clivagens.
● Resultam os principais hormônios esteróides: progesterona, andrógenos, 
estrógenos, glicocorticoides e mineralocorticoides.
ASPECTOS CLÍNICOS
Estresse de RE
● Ocorre quando há acúmulo de proteínas mal dobradas na luz do RE.
● Isso ativa a UPR (Unfolded Protein Response), um conjunto de 
mecanismos que tenta corrigir o problema (chaperonas, diminuição da 
síntese proteica).
● Se o estresse persiste, a célula pode entrar em apoptose.
Doenças neurodegenerativas
O acúmulo de beta-amiloide 
(Aβ) no cérebro, formando 
placas, é um marcador 
chave da doença de 
Alzheimer.
A alfa-sinucleína é uma proteína de 
natureza desdobrada e seu acúmulo 
está associado à doença de Parkinson
Na Esclerose Lateral Amiotrófica 
várias proteínas sofrem enovelamento 
incorreto e formam agregados tóxicos 
que prejudicam os neurônios motores
Doenças hepáticas (ex.: deficiência de α1-antitripsina)
● Mutação nessa proteína faz 
com que ela não dobre 
corretamente e fique retida no 
RE dos hepatócitos.
● O fígado sofre danos pela 
sobrecarga proteica → 
hepatopatia crônica ou cirrose.
● Além disso, há deficiência 
funcional de α1-antitripsina no 
sangue, prejudicando proteção 
pulmonar → enfisema.
Doenças hepáticas (ex.: deficiência de α1-antitripsina)
Consiste na administração 
intravenosa de AAT para aumentar 
os níveis da proteína e proteger o 
fígado, o que ajuda a retardar os 
danos pulmonares.
Câncer
Células tumorais crescem rápido, em ambientes hostis (baixa 
oxigenação e nutrientes).
Elas utilizam a UPR do RE para se adaptar e sobreviver 
nessas condições.
Isso pode favorecer crescimento tumoral, resistência a 
terapias e metástase.c
● Células tumorais crescem 
rápido, em ambientes hostis 
(baixa oxigenação e nutrientes).
● Elas utilizam a UPR do RE para 
se adaptar e sobreviver nessas 
condições.
● Isso pode favorecer 
crescimento tumoral, 
resistência a terapias e 
metástase.

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