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Questões resolvidas

Leia o trecho a seguir: “Até hoje admitia-se que o nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir a priori, mediante conceitos, algo que ampliasse o nosso conhecimento malogravam-se com este pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento, o que assim já concorda melhor com o que desejamos, a saber, a possibilidade de um conhecimento a priori desses objetos, que estabeleça algo sobre eles antes de nos serem dados.” Fonte: KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Guibenkian, 1994, p. 45. Considerando essas informações e o conteúdo estudado, pode-se afirmar que, por meio de sua Teoria do Conhecimento, Kant opera: A a legitimação das possibilidades de conhecimento por meio das tarefas empreendidas pelos fenômenos regulados pelos objetos. B o estabelecimento da articulação entre metafísica e empirismo como fundadora da consciência a priori. C uma reconfiguração profunda nas concepções epistemológicas da Filosofia, alterando o prisma do conhecimento dos objetos para a consciência. D a revolução nas considerações acerca dos modos de conhecimento, atestando sua apreensão pelo método empírico. E a regulação dos conhecimentos metafísicos por meio dos objetos apreendidos em seu sentido aposteriorístico.

O movimento teleológico da História coincide com a progressão do espírito, compreendido, a um só tempo, como consciência reguladora dos fenômenos e consciência do próprio ser, avançando em direção a seu estágio mais evoluído e realizando-se em três seguimentos: consciência-de-si, consciência-para-si e consciência-de-si-para-si.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as etapas de evolução progressiva da consciência em Hegel, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A consciência-para-si vislumbra a existência do ser-Outro, operando uma cisão da consciência ao discerni-lo do Eu.
II. A consciência-para-si evolui da consciência-de-si, que constitui a concepção de si como ser extensivo e totalizante da realidade ontológica.
A. A asserção II é uma proposição verdadeira, e a I é uma proposição falsa.
B. As asserções I e II são proposições falsas.
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
E. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta do I.

Ao elaborar sua epistemologia, Immanuel Kant (1724-1804) apresentou dois modos básicos de conhecimento: a priori ou puro, e a posteriori ou empírico. A partir dessas duas categorias, Kant desenvolve sua teoria dos juízos que, por sua vez, divide-se entre juízos analíticos e juízos sintéticos.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado acerca da teoria dos juízos de Kant, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Os juízos analíticos são de natureza a priori, uma vez que sua análise acaba por revelar a relação entre sujeito e predicado que está previamente contida no conceito analisado.
II. A elucidação dos juízos analíticos se realiza a partir da ordem contingente da análise, isto é, o conceito é concebido pela experiência sensível.
A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta do I.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. A asserção II é uma proposição verdadeira, e a I é uma proposição falsa.
E. As asserções I e II são proposições falsas.

Influenciado pela filosofia transcendental de Kant, pelas concepções acerca do espírito de Schelling e pelos fenômenos políticos e sociais desmembrados pela Revolução Francesa, Friedrich Hegel (1770-1831) conceitua a noção de espírito a partir de três estados progressivos da consciência, a saber, consciência-em-si, consciência-para-si e consciência-em-si-para-si.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado, pode-se afirmar que, ao realizar a síntese entre os estados de consciência, a consciência em-si-para-si:
A. retoma a noção de consciência-em-si na compreensão de si como extensão do mundo ontológico, mas agora concebendo o Outro como ser-em-si e ser-para-si.
B. compõe o segundo estágio da dialética hegeliana, pois se afigura como a noção negativa que impulsionará o espírito, na relação em-si-para-si, para o horizonte do absoluto.
C. verifica a consciência-para-si como consciência cindida entre o Eu e o Outro, de modo que o Eu é conciliado ao espírito enquanto fio condutor da consciência em direção ao absoluto.
D. compreende o estágio de consciência-em-si como algo negativo que produz o sentido teleológico da História, uma vez que configura a compreensão da realidade a partir de si mesma.
E. inscreve o espírito no campo da constituição da consciência operando uma cisão entre o Eu e o Outro no âmbito ontológico, configurando o primeiro estágio da dialética.

Leia o trecho a seguir: “Enfim, no estado positivo, o espírito humano, reconhecendo a impossibilidade de obter noções absolutas, renuncia a procurar a origem e o destino do universo, a conhecer as causas íntimas dos fenômenos, para preocupar-se unicamente em descobrir, graças ao uso bem combinado do raciocínio e da observação, suas leis efetivas, a saber, suas relações invariáveis de sucessão e de similitude.” Fonte: COMTE, A. Curso de filosofia positiva. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978, p. 3.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre o Positivismo sociológico francês, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( F) Ao fazer referência ao termo espírito humano, Auguste Comte compreende a influência direta da metafísica em suas concepções.
II. ( V) Auguste Comte afasta-se das concepções abstrativas, como explicações dos fenômenos ontológicos, e prima pelo uso da racionalização como orientadora do entendimento humano.
III. (V ) Augusto Comte alça o conhecimento científico ao protagonismo das operações epistemológicas de sua época, operando um esclarecimento progressivo acerca dos fenômenos sociais.
IV. (F ) Auguste Comte legitima a cientifização da Filosofia, operando as ciências sociológicas no mesmo nível das ciências naturais e das ciências exatas.
V. ( V) Por meio da observação dos elementos de invariabilidade e repetição dos fenômenos sociais, Auguste Comte estabelece leis conceituais, tal como acontece nas ciências naturais.
V, V, F, F, V.
F, V, F, V, F.
F, V, V, F, V.
V, V, V, F, F.
V, F, F, V, V.

Immanuel Kant, procedendo um movimento intelectual diferente daquele empreendido pelas correntes metafísica e empirista, que buscavam compreender como o conhecimento se realiza, procurou compreender não como, mas se o conhecimento verdadeiro é possível. Para tanto, Kant elaborou dois tipos de condições de possibilidades necessárias para que a operação ocorra.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as condições de possibilidades necessárias em Kant, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) As condições de possibilidades formais são apreendidas sensorialmente.
II. ( ) As condições de possibilidades materiais atuam de modo independente das condições de possibilidades formais.
III. ( ) As experimentações sensíveis compõem as condições de possibilidades materiais.
IV. ( ) As condições de possibilidades necessárias se realizam sem a necessidade das sensações empíricas.
V. ( ) Tempo e espaço são categorias que prescrevem as condições de possibilidades formais.
A. V, V, F, V, F.
B. F, V, V, V, F.
C. F, F, V, F, V.
D. V, F, V, F, V.
E. F, F, F, V, V.

O espírito desenvolve-se a partir da percepção de si mesmo como totalidade. Depois, executa uma ruptura na própria consciência, concebendo o Outro como ser inextensivo de si. Em uma terceira fase, a consciência concebe a si em consonância com o Outro em unicidade configurada pela duplicidade Eu-Outro.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado a dialética hegeliana, pode-se afirmar, a partir da conceituação dialética do movimento do espírito, que:
A. a consciência-de-si retrata a síntese entre o ser-em-si e a consciência-de-si.
B. a consciência-para-si simboliza a unicidade entre o Eu e o Outro.
C. a consciência-para-si se afigura como a antítese da consciência-de-si.
D. a dualidade Eu-Outro caracteriza a consciência-em-si como duplicidade.
E. a consciência-de-si-para-si representa a antítese da consciência-para-si.

Uma das influências do criticismo kantiano é a filosofia de Descartes, fundador do que ficou conhecido como Racionalismo cartesiano ou continental. Nas Meditações Metafísicas (1641), encontra-se o ponto central de sua epistemologia, a saber, o cogito cartesiano.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a teoria do conhecimento cartesiano e sua influência na filosofia de Kant, ordene os raciocínios a seguir de acordo com a sequência em que ocorrem para se alcançar o cogito com base nas duas primeiras meditações de Descartes:
a. 3, 4, 5, 1, 2.
b. 4, 3, 5, 2, 1.
c. 2, 1, 3, 4, 5.
d. 2, 3, 1, 4, 5.
e. 2, 5, 4, 1, 3.

Nossa consciência, ao proceder a leitura da realidade ontológica, estrutura-se em categorias de classificação dos saberes concebidas por Kant como tipos a priori e a posteriori. A partir disso, estabelece sua teoria dos juízos, conceituações que se divide em juízos analíticos, juízos sintéticos e juízos sintéticos a priori.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os tipos de conhecimento e a teoria dos juízos em Kant, analise as categorias a seguir e associe-as com as suas respectivas características.
1) Conhecimento a priori.
2) Conhecimento a posteriori.
3) Juízo analítico.
4) Juízo sintético.
5) Juízo sintético a priori.
( ) Formulação de conceito em que o predicado não está contido no sujeito, de natureza ampliativa.
( ) Intelecção que se realiza anteriormente à experiência empírica, operada por abstração.
( ) Intelecção efetuada para aquém das abstrações da razão, de natureza contingente e particular.
( ) Formulação de conceito em que o predicado não está contido no sujeito, mas é de natureza universal e necessária.
( ) Formulação de conceito que se realiza por meio da análise lógica, tendo seu predicado contido no sujeito.

Uma das contribuições mais elementares do pensamento hegeliano para a história da Filosofia é sua elaboração para o conceito de dialética, influenciando o pensamento de autores como Karl Marx, Ludwig Feuerbach, Slavoj Žižek e, no Brasil, Vladimir Safatle.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a noção de contradição na dialética hegeliana, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Na configuração da dialética hegeliana, a noção de contradição atua na articulação entre tese e antítese de maneira diferente do que se costuma conceber no senso comum.
II. A noção de contradição é um dispositivo produtor de fenômenos novos e mais elevados, ao contrário do que se considera no senso comum, em que o contraditório anula sentenças.
A. As asserções I e II são proposições falsas.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta do I.
E. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

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Questões resolvidas

Leia o trecho a seguir: “Até hoje admitia-se que o nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, todas as tentativas para descobrir a priori, mediante conceitos, algo que ampliasse o nosso conhecimento malogravam-se com este pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento, o que assim já concorda melhor com o que desejamos, a saber, a possibilidade de um conhecimento a priori desses objetos, que estabeleça algo sobre eles antes de nos serem dados.” Fonte: KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Guibenkian, 1994, p. 45. Considerando essas informações e o conteúdo estudado, pode-se afirmar que, por meio de sua Teoria do Conhecimento, Kant opera: A a legitimação das possibilidades de conhecimento por meio das tarefas empreendidas pelos fenômenos regulados pelos objetos. B o estabelecimento da articulação entre metafísica e empirismo como fundadora da consciência a priori. C uma reconfiguração profunda nas concepções epistemológicas da Filosofia, alterando o prisma do conhecimento dos objetos para a consciência. D a revolução nas considerações acerca dos modos de conhecimento, atestando sua apreensão pelo método empírico. E a regulação dos conhecimentos metafísicos por meio dos objetos apreendidos em seu sentido aposteriorístico.

O movimento teleológico da História coincide com a progressão do espírito, compreendido, a um só tempo, como consciência reguladora dos fenômenos e consciência do próprio ser, avançando em direção a seu estágio mais evoluído e realizando-se em três seguimentos: consciência-de-si, consciência-para-si e consciência-de-si-para-si.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as etapas de evolução progressiva da consciência em Hegel, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A consciência-para-si vislumbra a existência do ser-Outro, operando uma cisão da consciência ao discerni-lo do Eu.
II. A consciência-para-si evolui da consciência-de-si, que constitui a concepção de si como ser extensivo e totalizante da realidade ontológica.
A. A asserção II é uma proposição verdadeira, e a I é uma proposição falsa.
B. As asserções I e II são proposições falsas.
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
E. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta do I.

Ao elaborar sua epistemologia, Immanuel Kant (1724-1804) apresentou dois modos básicos de conhecimento: a priori ou puro, e a posteriori ou empírico. A partir dessas duas categorias, Kant desenvolve sua teoria dos juízos que, por sua vez, divide-se entre juízos analíticos e juízos sintéticos.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado acerca da teoria dos juízos de Kant, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Os juízos analíticos são de natureza a priori, uma vez que sua análise acaba por revelar a relação entre sujeito e predicado que está previamente contida no conceito analisado.
II. A elucidação dos juízos analíticos se realiza a partir da ordem contingente da análise, isto é, o conceito é concebido pela experiência sensível.
A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta do I.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. A asserção II é uma proposição verdadeira, e a I é uma proposição falsa.
E. As asserções I e II são proposições falsas.

Influenciado pela filosofia transcendental de Kant, pelas concepções acerca do espírito de Schelling e pelos fenômenos políticos e sociais desmembrados pela Revolução Francesa, Friedrich Hegel (1770-1831) conceitua a noção de espírito a partir de três estados progressivos da consciência, a saber, consciência-em-si, consciência-para-si e consciência-em-si-para-si.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado, pode-se afirmar que, ao realizar a síntese entre os estados de consciência, a consciência em-si-para-si:
A. retoma a noção de consciência-em-si na compreensão de si como extensão do mundo ontológico, mas agora concebendo o Outro como ser-em-si e ser-para-si.
B. compõe o segundo estágio da dialética hegeliana, pois se afigura como a noção negativa que impulsionará o espírito, na relação em-si-para-si, para o horizonte do absoluto.
C. verifica a consciência-para-si como consciência cindida entre o Eu e o Outro, de modo que o Eu é conciliado ao espírito enquanto fio condutor da consciência em direção ao absoluto.
D. compreende o estágio de consciência-em-si como algo negativo que produz o sentido teleológico da História, uma vez que configura a compreensão da realidade a partir de si mesma.
E. inscreve o espírito no campo da constituição da consciência operando uma cisão entre o Eu e o Outro no âmbito ontológico, configurando o primeiro estágio da dialética.

Leia o trecho a seguir: “Enfim, no estado positivo, o espírito humano, reconhecendo a impossibilidade de obter noções absolutas, renuncia a procurar a origem e o destino do universo, a conhecer as causas íntimas dos fenômenos, para preocupar-se unicamente em descobrir, graças ao uso bem combinado do raciocínio e da observação, suas leis efetivas, a saber, suas relações invariáveis de sucessão e de similitude.” Fonte: COMTE, A. Curso de filosofia positiva. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978, p. 3.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre o Positivismo sociológico francês, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( F) Ao fazer referência ao termo espírito humano, Auguste Comte compreende a influência direta da metafísica em suas concepções.
II. ( V) Auguste Comte afasta-se das concepções abstrativas, como explicações dos fenômenos ontológicos, e prima pelo uso da racionalização como orientadora do entendimento humano.
III. (V ) Augusto Comte alça o conhecimento científico ao protagonismo das operações epistemológicas de sua época, operando um esclarecimento progressivo acerca dos fenômenos sociais.
IV. (F ) Auguste Comte legitima a cientifização da Filosofia, operando as ciências sociológicas no mesmo nível das ciências naturais e das ciências exatas.
V. ( V) Por meio da observação dos elementos de invariabilidade e repetição dos fenômenos sociais, Auguste Comte estabelece leis conceituais, tal como acontece nas ciências naturais.
V, V, F, F, V.
F, V, F, V, F.
F, V, V, F, V.
V, V, V, F, F.
V, F, F, V, V.

Immanuel Kant, procedendo um movimento intelectual diferente daquele empreendido pelas correntes metafísica e empirista, que buscavam compreender como o conhecimento se realiza, procurou compreender não como, mas se o conhecimento verdadeiro é possível. Para tanto, Kant elaborou dois tipos de condições de possibilidades necessárias para que a operação ocorra.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as condições de possibilidades necessárias em Kant, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) As condições de possibilidades formais são apreendidas sensorialmente.
II. ( ) As condições de possibilidades materiais atuam de modo independente das condições de possibilidades formais.
III. ( ) As experimentações sensíveis compõem as condições de possibilidades materiais.
IV. ( ) As condições de possibilidades necessárias se realizam sem a necessidade das sensações empíricas.
V. ( ) Tempo e espaço são categorias que prescrevem as condições de possibilidades formais.
A. V, V, F, V, F.
B. F, V, V, V, F.
C. F, F, V, F, V.
D. V, F, V, F, V.
E. F, F, F, V, V.

O espírito desenvolve-se a partir da percepção de si mesmo como totalidade. Depois, executa uma ruptura na própria consciência, concebendo o Outro como ser inextensivo de si. Em uma terceira fase, a consciência concebe a si em consonância com o Outro em unicidade configurada pela duplicidade Eu-Outro.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado a dialética hegeliana, pode-se afirmar, a partir da conceituação dialética do movimento do espírito, que:
A. a consciência-de-si retrata a síntese entre o ser-em-si e a consciência-de-si.
B. a consciência-para-si simboliza a unicidade entre o Eu e o Outro.
C. a consciência-para-si se afigura como a antítese da consciência-de-si.
D. a dualidade Eu-Outro caracteriza a consciência-em-si como duplicidade.
E. a consciência-de-si-para-si representa a antítese da consciência-para-si.

Uma das influências do criticismo kantiano é a filosofia de Descartes, fundador do que ficou conhecido como Racionalismo cartesiano ou continental. Nas Meditações Metafísicas (1641), encontra-se o ponto central de sua epistemologia, a saber, o cogito cartesiano.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a teoria do conhecimento cartesiano e sua influência na filosofia de Kant, ordene os raciocínios a seguir de acordo com a sequência em que ocorrem para se alcançar o cogito com base nas duas primeiras meditações de Descartes:
a. 3, 4, 5, 1, 2.
b. 4, 3, 5, 2, 1.
c. 2, 1, 3, 4, 5.
d. 2, 3, 1, 4, 5.
e. 2, 5, 4, 1, 3.

Nossa consciência, ao proceder a leitura da realidade ontológica, estrutura-se em categorias de classificação dos saberes concebidas por Kant como tipos a priori e a posteriori. A partir disso, estabelece sua teoria dos juízos, conceituações que se divide em juízos analíticos, juízos sintéticos e juízos sintéticos a priori.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os tipos de conhecimento e a teoria dos juízos em Kant, analise as categorias a seguir e associe-as com as suas respectivas características.
1) Conhecimento a priori.
2) Conhecimento a posteriori.
3) Juízo analítico.
4) Juízo sintético.
5) Juízo sintético a priori.
( ) Formulação de conceito em que o predicado não está contido no sujeito, de natureza ampliativa.
( ) Intelecção que se realiza anteriormente à experiência empírica, operada por abstração.
( ) Intelecção efetuada para aquém das abstrações da razão, de natureza contingente e particular.
( ) Formulação de conceito em que o predicado não está contido no sujeito, mas é de natureza universal e necessária.
( ) Formulação de conceito que se realiza por meio da análise lógica, tendo seu predicado contido no sujeito.

Uma das contribuições mais elementares do pensamento hegeliano para a história da Filosofia é sua elaboração para o conceito de dialética, influenciando o pensamento de autores como Karl Marx, Ludwig Feuerbach, Slavoj Žižek e, no Brasil, Vladimir Safatle.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a noção de contradição na dialética hegeliana, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Na configuração da dialética hegeliana, a noção de contradição atua na articulação entre tese e antítese de maneira diferente do que se costuma conceber no senso comum.
II. A noção de contradição é um dispositivo produtor de fenômenos novos e mais elevados, ao contrário do que se considera no senso comum, em que o contraditório anula sentenças.
A. As asserções I e II são proposições falsas.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta do I.
E. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

Prévia do material em texto

CIENCIAS SOCIAIS 
 
 
Conteúdo do exercício 
1. Pergunta 1 
Leia o trecho a seguir: 
“Até hoje admitia-se que o nosso conhecimento se devia regular pelos objetos; porém, 
todas as tentativas para descobrir a priori, mediante conceitos, algo que ampliasse o 
nosso conhecimento malogravam-se com este pressuposto. Tentemos, pois, uma vez, 
experimentar se não se resolverão melhor as tarefas da metafísica, admitindo que os 
objetos se deveriam regular pelo nosso conhecimento, o que assim já concorda melhor 
com o que desejamos, a saber, a possibilidade de um conhecimento a priori desses 
objetos, que estabeleça algo sobre eles antes de nos serem dados.” 
 
Fonte: KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste-Guibenkian, 1994, p. 45. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado, pode-se afirmar que, por 
meio de sua Teoria do Conhecimento, Kant opera: 
Ocultar opções de resposta 
Incorreta: 
A. a regulação dos conhecimentos metafísicos por meio dos objetos apreendidos 
em seu sentido aposteriorístico. 
B. a revolução nas considerações acerca dos modos de conhecimento, atestando 
sua apreensão pelo método empírico. 
C. o estabelecimento da articulação entre metafísica e empirismo como 
fundadora da consciência a priori. 
D. a legitimação das possibilidades de conhecimento por meio das tarefas 
empreendidas pelos fenômenos regulados pelos objetos. 
E. uma reconfiguração profunda nas concepções epistemológicas da Filosofia, 
alterando o prisma do conhecimento dos objetos para a consciência. 
2. Pergunta 2 
0/0 
O movimento teleológico da História coincide com a progressão do espírito, 
compreendido, a um só tempo, como consciência reguladora dos fenômenos e 
consciência do próprio ser, avançando em direção a seu estágio mais evoluído e 
realizando-se em três seguimentos: consciência-de-si, consciência-para-si e 
consciência-de-si-para-si. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as etapas de evolução 
progressiva da consciência em Hegel, analise as asserções a seguir e a relação proposta 
entre elas. 
I. A consciência-para-si vislumbra a existência do ser-Outro, operando uma cisão da 
consciência ao discerni-lo do Eu. 
Porque: 
II. A consciência-para-si evolui da consciência-de-si, que constitui a concepção de si 
como ser extensivo e totalizante da realidade ontológica. 
Agora, assinale a alternativa correta: 
Ocultar opções de resposta 
Incorreta: 
A. A asserção II é uma proposição verdadeira, e a I é uma proposição falsa. 
B. As asserções I e II são proposições falsas. 
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
D. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
E. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
correta do I. 
3. Pergunta 3 
0/0 
Ao elaborar sua epistemologia, Immanuel Kant (1724-1804) apresentou dois modos 
básicos de conhecimento: a priori ou puro, e a posteriori ou empírico. A partir dessas 
duas categorias, Kant desenvolve sua teoria dos juízos que, por sua vez, divide-se entre 
juízos analíticos e juízos sintéticos. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado acerca da teoria dos juízos de 
Kant, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 
I. Os juízos analíticos são de natureza a priori, uma vez que sua análise acaba por 
revelar a relação entre sujeito e predicado que está previamente contida no conceito 
analisado. 
Porque: 
II. A elucidação dos juízos analíticos se realiza a partir da ordem contingente da 
análise, isto é, o conceito é concebido pela experiência sensível. 
A seguir, assinale a alternativa correta: 
Ocultar opções de resposta 
A. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
correta do I. 
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
D. A asserção II é uma proposição verdadeira, e a I é uma proposição falsa. 
E. As asserções I e II são proposições falsas. 
4. Pergunta 4 
0/0 
Influenciado pela filosofia transcendental de Kant, pelas concepções acerca do espírito 
de Schelling e pelos fenômenos políticos e sociais desmembrados pela Revolução 
Francesa, Friedrich Hegel (1770-1831) conceitua a noção de espírito a partir de três 
estados progressivos da consciência, a saber, consciência-em-si, consciência-para-si e 
consciência-em-si-para-si. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado, pode-se afirmar que, ao 
realizar a síntese entre os estados de consciência, a consciência em-si-para-si: 
 
A. retoma a noção de consciência-em-si na compreensão de si como extensão do 
mundo ontológico, mas agora concebendo o Outro como ser-em-si e ser-para-
si. 
B. compõe o segundo estágio da dialética hegeliana, pois se afigura como a noção 
negativa que impulsionará o espírito, na relação em-si-para-si, para o 
horizonte do absoluto. 
C. verifica a consciência-para-si como consciência cindida entre o Eu e o Outro, 
de modo que o Eu é conciliado ao espírito enquanto fio condutor da 
consciência em direção ao absoluto. 
D.compreende o estágio de consciência-em-si como algo negativo que produz o sentido 
teleológico da História, uma vez que configura a compreensão da realidade a partir de 
si mesma. 
 
E.inscreve o espírito no campo da constituição da consciência operando uma cisão 
entre o Eu e o Outro no âmbito ontológico, configurando o primeiro estágio da 
dialética. 
5. Pergunta 5 
0/0 
Leia o trecho a seguir: 
“Enfim, no estado positivo, o espírito humano, reconhecendo a impossibilidade de 
obter noções absolutas, renuncia a procurar a origem e o destino do universo, a 
conhecer as causas íntimas dos fenômenos, para preocupar-se unicamente em 
descobrir, graças ao uso bem combinado do raciocínio e da observação, suas leis 
efetivas, a saber, suas relações invariáveis de sucessão e de similitude.” 
Fonte: COMTE, A. Curso de filosofia positiva. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 
1978, p. 3. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre o Positivismo 
sociológico francês, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) 
e F para a(s) falsa(s). 
I. ( F) Ao fazer referência ao termo espírito humano, Auguste Comte compreende a 
influência direta da metafísica em suas concepções. 
II. ( V) Auguste Comte afasta-se das concepções abstrativas, como explicações dos 
fenômenos ontológicos, e prima pelo uso da racionalização como orientadora do 
entendimento humano. 
III. (V ) Augusto Comte alça o conhecimento científico ao protagonismo das operações 
epistemológicas de sua época, operando um esclarecimento progressivo acerca dos 
fenômenos sociais. 
IV. (F ) Auguste Comte legitima a cientifização da Filosofia, operando as ciências 
sociológicas no mesmo nível das ciências naturais e das ciências exatas. 
V. ( V) Por meio da observação dos elementos de invariabilidade e repetição dos 
fenômenos sociais, Auguste Comte estabelece leis conceituais, tal como acontece nas 
ciências naturais. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Ocultar opções de resposta 
V, V, F, F, V. 
F, V, F, V, F. 
Correta: 
F, V, V, F, V. 
V, V, V, F, F. 
V, F, F, V, V. 
6. Pergunta 6 
0/0 
Immanuel Kant, procedendo um movimento intelectual diferente daquele 
empreendido pelas correntes metafísica e empirista, que buscavam compreender 
como o conhecimento se realiza, procurou compreender não como, mas se o 
conhecimento verdadeiro é possível. Para tanto, Kant elaborou dois tipos de condições 
de possibilidades necessárias para que a operação ocorra. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as condições de 
possibilidades necessárias em Kant, analise as afirmativas a seguir e assinale V para 
a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). 
I. ( ) As condições de possibilidades formais são apreendidas sensorialmente. 
II. ( ) As condiçõesde possibilidades materiais atuam de modo independente das 
condições de possibilidades formais. 
III. ( ) As experimentações sensíveis compõem as condições de possibilidades 
materiais. 
IV. ( ) As condições de possibilidades necessárias se realizam sem a necessidade das 
sensações empíricas. 
V. ( ) Tempo e espaço são categorias que prescrevem as condições de possibilidades 
formais. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Ocultar opções de resposta 
A. V, V, F, V, F. 
B. F, V, V, V, F. 
C. F, F, V, F, V. 
D. V, F, V, F, V. 
E. F, F, F, V, V. 
7. Pergunta 7 
O espírito desenvolve-se a partir da percepção de si mesmo como totalidade. Depois, 
executa uma ruptura na própria consciência, concebendo o Outro como ser inextensivo 
de si. Em uma terceira fase, a consciência concebe a si em consonância com o Outro em 
unicidade configurada pela duplicidade Eu-Outro. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado a dialética hegeliana, pode-se 
afirmar, a partir da conceituação dialética do movimento do espírito, que: 
A. a consciência-de-si retrata a síntese entre o ser-em-si e a consciência-de-si. 
B. a consciência-para-si simboliza a unicidade entre o Eu e o Outro. 
C. a consciência-para-si se afigura como a antítese da consciência-de-si. 
D. a dualidade Eu-Outro caracteriza a consciência-em-si como duplicidade. 
E. a consciência-de-si-para-si representa a antítese da consciência-para-si. 
8. Pergunta 8 
Uma das influências do criticismo kantiano é a filosofia de Descartes, fundador do que ficou 
conhecido como Racionalismo cartesiano ou continental. Nas Meditações Metafísicas (1641), 
encontra-se o ponto central de sua epistemologia, a saber, o cogito cartesiano. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a teoria do 
conhecimento cartesiano e sua influência na filosofia de Kant, ordene os raciocínios a 
seguir de acordo com a sequência em que ocorrem para se alcançar o cogito com base 
nas duas primeiras meditações de Descartes: 
( ) Constatação de que duvido. 
( ) Constatação de que existo. 
( ) Constatação de que sou substância pensante. 
( ) Duvidar radicalmente (hiperbolicamente) de todas as coisas. 
( ) Constatação de que penso. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Ocultar opções de resposta 
a. 3, 4, 5, 1, 2. 
b. 4, 3, 5, 2, 1. 
c. 2, 1, 3, 4, 5. 
d. 2, 3, 1, 4, 5. 
e. 2, 5, 4, 1, 3. 
9. Pergunta 9 
Nossa consciência, ao proceder a leitura da realidade ontológica, estrutura-se em 
categorias de classificação dos saberes concebidas por Kant como tipos a priori e a 
posteriori. A partir disso, estabelece sua teoria dos juízos, conceituações que se divide 
em juízos analíticos, juízos sintéticos e juízos sintéticos a priori. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os tipos de 
conhecimento e a teoria dos juízos em Kant, analise as categorias a seguir e associe-as 
com as suas respectivas características. 
1) Conhecimento a priori. 
2) Conhecimento a posteriori. 
3) Juízo analítico. 
4) Juízo sintético. 
5) Juízo sintético a priori. 
( ) Formulação de conceito em que o predicado não está contido no sujeito, de 
natureza ampliativa. 
( ) Intelecção que se realiza anteriormente à experiência empírica, operada por 
abstração. 
( ) Intelecção efetuada para aquém das abstrações da razão, de natureza contingente e 
particular. 
( ) Formulação de conceito em que o predicado não está contido no sujeito, mas é de 
natureza universal e necessária. 
( ) Formulação de conceito que se realiza por meio da análise lógica, tendo seu 
predicado contido no sujeito. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
 
A. 4, 1, 2, 5, 3. 
B. 2, 4, 3, 5, 1. 
C. 3, 1, 5, 2, 4. 
D. 1, 3, 2, 5, 4. 
E. 4, 1, 2, 3, 5. 
10. Pergunta 10 
Uma das contribuições mais elementares do pensamento hegeliano para a história da 
Filosofia é sua elaboração para o conceito de dialética, influenciando o pensamento de 
autores como Karl Marx, Ludwig Feuerbach, Slavoj Žižek e, no Brasil, Vladimir Safatle. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a noção de contradição 
na dialética hegeliana, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 
I. Na configuração da dialética hegeliana, a noção de contradição atua na articulação 
entre tese e antítese de maneira diferente do que se costuma conceber no senso 
comum. 
Porque: 
II. A noção de contradição é um dispositivo produtor de fenômenos novos e mais 
elevados, ao contrário do que se considera no senso comum, em que o contraditório 
anula sentenças. 
A seguir, assinale a alternativa correta: 
Ocultar opções de resposta 
A. As asserções I e II são proposições falsas. 
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
C. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
D. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
correta do I. 
E. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

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