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INFORMAÇÕES SOBRE A AVALIAÇÃO Peça Processual 04 INFORMAÇÕES DOCENTE CURSO: Direito DISCIPLINA: Prática Penal TURNO MANHÃ TARDE NOITE PERÍODO/SALA: 8M1 x PROFESSOR (A):Ronaldo Passos Braga INFORMAÇÕES DISCENTE ALUNO(A): LUCAS FERNANDO LOPES CUNHA RA: 11612032 DATA: NOTA: CASO PRÁTICO Foi instaurado contra Mariano, brasileiro, solteiro, nascido em 23/1/1960, em Prado – CE, comerciante, residente na rua Monsenhor Andrade, n.º 12, Itaim, São Paulo – SP, inquérito policial a fim de apurar a prática do delito de fabricação de moeda falsa. Intimado a comparecer à delegacia, Mariano, acompanhado de advogado, confessou o crime, inclusive, indicando o local onde falsificava as moedas. Alegou, porém, que não as havia colocado em circulação. As testemunhas foram ouvidas e declararam que não sofreram qualquer ameaça da parte do indiciado. O delegado relatou o inquérito e requisitou a decretação da prisão preventiva de Mariano, fundamentando o pedido na garantia da instrução criminal. Foi oferecida denúncia contra o acusado pelo crime de fabricação de moeda falsa. O juiz competente para julgamento do feito decretou a custódia cautelar do réu, a fim de garantir a instrução criminal. Em face dessa situação hipotética e considerando que as cédulas falsificadas eram quase idênticas às cédulas autênticas e, ainda, que Mariano é residente na cidade de São Paulo há mais de 20 anos, não tem antecedentes criminais e possui ocupação lícita, redija, em favor do réu, peça privativa de advogado e diversa de habeas corpus, para tentar reverter a decisão judicial. EXCELENTÍSSIMO JUIZ DE DIREITO DA XX VARA CRIMINAL DA COMARCA DE XX Mariano, brasileiro, solteiro, comerciante, residente e domiciliado na Rua Monsenhor Andrade, nº 12, Bairro Itaim, São Paulo, SP, por seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, requerer a REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA, com fulcro no artigo 316 do CPP, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas: I. Dos Fatos O Requerente foi preso preventivamente pelo suposto delito de fabricação de moedas falsas. Entretanto não houve a circulação de tal item falso, tão pouco enriquecimento do requerente diante do fato. Além do requerente ter comparecido de maneira espontânea perante a autoridade policial e não ter havido testemunho que demonstrasse a má-fé do requerente, periculosidade ou intenção de dificultar o inquérito policial. II. Do Direito De acordo com o art. 312, do CPP: “A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria." Observa-se que, no caso em questão não há presente os fundamentos que ensejam prisão preventiva, uma vez que o Requerente é primário e portador de bons antecedentes, conforme comprovado nos documentos anexos, possui residência fixa, profissão licita. Além de não ensejar nenhum risco à ordem pública, tão pouco à aplicação da lei penal. Conclui se por tanto que não mais subsiste a ameaça à paz e tranquilidade social da ordem pública. E a mera gravidade do crime, por si só, não enseja a manutenção da prisão preventiva, haja vista que o requerente não obteve nenhum tipo de privilégios ou ganhos com o suposto delito cometido. III. Do Pedido Diante do exposto, requer que seja revogada a prisão preventiva, por ausentes os requisitos dos arts. 312 do CPP, com a expedição do alvará de soltura. Nesses Termos, Pede Deferimento. XXX, XX de XX de XX. Advogado OAB XXX 2