Prévia do material em texto
As Leis de Newton 227 No exemplo analisado neste item, se a corda fosse ideal, o esquema simplificado das forças ficaria como na figura 49. A B F Figura a. 53. Dois blocos, A e B, de massas m A = 5,0 kg e m B = 7,0 kg, estão inicialmente em repouso sobre uma superfície plana e horizontal sem atrito, liga- dos por um fio ideal, como mostra a figura a. A partir de determinado instante, aplica-se ao bloco B a força horizontal F de intensidade F = 36 N. A B F a Figura b. T A T TC T F B IL U ST R A ç õ eS : zA PT Em alguns vestibulares a palavra tensão é usada como sinônimo de tração. Preferimos não fazê-lo, pois a palavra “tensão” tem outro significado no estudo das deformações. Exercícios de Aplicação Calcule: a) o módulo da aceleração do sistema; b) o módulo da tração no fio. Resolu•‹o: a) O fio, sendo ideal, tem massa nula. TT FTT a A B Figura c. TT F A B Figura d. Aplicando a Segunda Lei de Newton para o bloco A, temos: T = m A · a T = (5,0) · (3,0) T = 15 N Poderíamos também ter aplicado a Segunda Lei de Newton para o bloco B: F – T = m B · a 36 – T = (7,0) · (3,0) T = 15 N Consi derando o conjunto todo como um único corpo (fig. b) e aplicando a Segunda Lei de Newton, temos: F = (m A + m B ) · a 36 = (5,0 + 7,0) · a a = 3,0 m/s2 b) Vamos agora considerar, separadamente, as forças que atuam em cada bloco e no fio (sem considerar os pesos e as normais, pois elas se anulam). Como o fio é ideal, a tração tem a mesma intensidade T nas duas extremidades (fig. c). Por isso, em geral, usaremos um esquema simplificado, em que aparecem ape- nas as forças que atuam nos blocos (fig. d). A B F Figura e. obSERvAção Se a massa do fio não fosse desprezível, o seu peso também não seria. Nesse caso, o fio não poderia manter-se esticado horizontalmente; ele apresentaria uma curvatura, como na figura e, o que complicaria bastante a resolução do exercício. Figura 49. (a) (b) (c) Capítulo 12228 BA F f 1 f 2 A D B F 123456789 010 Exercícios de Reforço 56. (Fatec-SP) No sistema figurado, desprezar dissi- pação, inércia das rodas e efeitos do ar ambiente. Os carros são interligados por um fio leve, flexível e inextensível. 58. (U. E. Londrina-PR) Numa situação de emergên- cia, um bombeiro precisa retirar do alto de um prédio, usando uma corda, um adolescente de 40 kg. A corda suporta, no máximo, 300 N. Uma alternativa é fazer com que o adolescente desça com uma certa aceleração, para que a tensão na corda não supere o seu limite. Sob essas condi- ções e considerando a aceleração da gravidade igual a 10 m/s2, qual deve ser o módulo dessa aceleração? a) 17,5 m/s2 d) 2,5 m/s2 b) 1,3 m/s2 e) 9,5 m/s2 c) 7,5 m/s2 59. Dois blocos, A e B, de massas m A = 8,0 kg e m B = 4,0 kg, são ligados a fios ideais e a um dinamômetro D ideal, como mostra a figura. Desprezando o atrito e sabendo que F = 36 N, determine a marcação do dinamômetro. 60 N 30 kg20 kg a) A aceleração do carro maior é 2,0 m/s2. b) O sistema move-se necessariamente para a direita. c) A força de tração no fio de ligação é 24 N. d) A força de tração da composição, 60 N, trans- mite-se inalterada para o carro menor. 57. (Unirio-RJ) Nas figuras a seguir temos blocos de massas m e 2m deslizando sobre uma superfície sem atrito. m 2m F Figura a. 2m m F' Figura b. Sabendo que nos dois casos a tração no fio tem a mesma intensidade, podemos afirmar que F F' é igual a: a) 1 2 c) 1 e) 3 b) 1 3 d) 2 60. (Fuvest-SP) Uma pessoa segura uma esfera A de 1,0 kg que está presa numa corda inextensível C de 200 g, a qual, por sua vez, tem presa na outra extremidade uma esfera B de 3,0 kg, como se vê na figura. A pessoa solta a esfera A. Enquanto o sistema estiver caindo e desprezando-se a resistência do ar, podemos afirmar que a tensão na corda vale: a) zero b) 2 N c) 10 N d) 20 N e) 30 N 54. A figura representa dois blocos, A e B, de massas respectivamente iguais a 6,0 kg e 10 kg, apoiados num plano horizontal sem atrito e ligados por um fio ideal. No bloco B foi aplicada uma força horizontal F de intensidade F = 32 N. Calcule: a) o módulo da aceleração do sistema; b) o módulo da tração no fio. 55. No sistema representado na figura, f 1 e f 2 são fios ideais, D é um dinamômetro ideal (massa nula), as massas de A e B são m A = 20 kg e m B = 30 kg, a força F tem intensidade F = 200 N. Desprezando o atrito, determine a marcação do dinamômetro. f 1 f 2 D F A B 123456789 010 A C B z A P T z A P T z A P T z A P T L U Iz A U G U S T O R Ib e IR O As Leis de Newton 229 10. Equilíbrio Dizemos que um ponto material está em equilíbrio quando sua velocidade vetorial se mantém constante. Isso significa que o ponto material permanece em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. Quando o ponto material tem velocidade constante e igual a zero, dizemos que está em equilíbrio estático. Quando o ponto material está em movimento retilíneo uniforme, dizemos que está em equilíbrio dinâmico. Para que um ponto material esteja em equilíbrio, é necessário, então, que a resultante das forças que atuam sobre ele seja constante e nula. Consideremos um ponto material em equilíbrio estático. Se deslocarmos ligeiramen- te o ponto material de sua posição de equilíbrio, podem ocorrer três situações: 1ª. ) A tendência do ponto material é voltar para a posição inicial; nesse caso o equilíbrio é dito estável. 2ª. ) A tendência do ponto material é afastar-se mais ainda da posição inicial; nesse caso o equilíbrio é dito instável. 3ª. ) O ponto material fica em equilíbrio também na nova posição; nesse caso o equilí- brio é dito indiferente. a) Consideremos uma partícula em repouso no fundo de uma calha, como na figura 50. Se deslocarmos ligeiramente a partícula de sua posição, sua tendência é voltar para o fundo da calha. Portanto, é uma situação de equilíbrio estável. b) Consideremos uma partícula em repouso, como está representado na figura 51. Se deslocarmos ligeiramente a partícula de sua po- sição, sua tendência é afastar-se mais ainda da posição inicial. A situação é, portanto, de equilíbrio instável. c) Consideremos uma partícula em repouso sobre uma superfície pla- na horizontal, como mostra a figura 52. Se fizermos com que a par- tícula sofra um pequeno deslocamento horizontal, ela ainda ficará em equilíbrio na nova posição. A situação é, portanto, de equilíbrio indiferente, para deslocamentos horizontais. Exemplo 13 Figura 50. Figura 51. Figura 52. IL U ST R A ç õ eS : zA PT em resumo, temos: equilíbrio estático dinâmico estável instável indiferente