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INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS DEFINIÇÃO INFECÇÃO QUANTIDADE DE BACTÉRIAS X VIRULÊNCIA _____________________________________ DEFESAS DO HOSPEDEIRO Desequilíbrio entre o poder defensivo de um hospedeiro e o poder agressivo de microrganismos que o invadem. Caracteriza-se por inflamação, formação de pus, necrose tecidual e pode provocar septicemia. MICROBIOLOGIA ● Iniciada por estreptococos spp e perpetuada por microrganismos anaeróbios ● Constante mudança: modificações genéticas dos microorganismos ● Capacidade de reação rápida: antissépticos / antibióticos Etiologia Endodôntica Periodontal Endoperiodontal Estágios Evolutivos Cárie Dental Inflamação Pulpar Abscesso Periapical Abscesso Subperiosteal Abscesso dePartes Moles Pericementite Apical Abscesso Celulite Disseminação Evolução Comprimento da raíz Proximidade do ápice com a cortical óssea Inserção muscular • Vestíbulo bucal / labial/ Palato - espaços superficiais • Seio maxilar ou cavidade nasal - empiema • Espaços fasciais primários: Maxilares • Canino • Bucal • Infratemporal Evolução Mandibulares • Mentual / Submentual • Bucal • Coletor (Chompret Lirond’’ll) • SubLingual • Submandibular RELAÇÕES ANATÔMICAS MAXILA - tendem a perfurar a cortical óssea vestibular - abaixo das inserções musculares ESPAÇOS SUPERFICIAIS VESTIBULO BUCAL RELAÇÕES ANATÔMICAS MAXILA ESPAÇOS SUPERFICIAIS Vestíbulo Labial RELAÇÕES ANATÔMICAS MAXILA ESPAÇOS SUPERFICIAIS ABSCESSOS PALATINOS - incisivo lateral: raiz para o palato - raiz palatina do 1º pré-molar e 1º molar EMPIEMA ACÚMULO OU PRESENÇA DE SECREÇÃO PURULENTA DENTRO DE UMA CAVIDADE ANATÔMICA DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MAXILA ESPAÇO CANINO ESPAÇO BUCAL ESPAÇO INFRATEMPORAL DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MAXILA INSERÇÕES MUSCULARES ESPAÇO CANINO - ápices dos caninos - acima do músculo orbicular e músculo levantador do ângulo da boca DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MAXILA INSERÇÕES MUSCULARES ESPAÇO BUCAL - ápices dos pré-molares e molares - acima da inserção do músculo bucinador Bucinador ESPAÇO BUCAL MUCOSA VESTIBULAR DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MAXILA INSERÇÕES MUSCULARES ESPAÇO INFRATEMPORAL - ápices dos 3º molares - abaixo do arco zigomático RELAÇÕES ANATÔMICAS MANDÍBULA ESPAÇOS SUPERFICIAIS VESTIBULARES e LINGUAIS - incisivos: tendem a perfurar a cortical óssea vestibular - acima das inserções musculares - 1º molar: vestibular ou lingual - 2º molar: mais para lingual - 3º molar: mais para lingual DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MANDÍBULA ESPAÇO MENTUAL / SUBMENTUAL ESPAÇO BUCAL ESPAÇO SUBLINGUAL ESPAÇO SUBMANDIBULAR DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MANDÍBULA - INSERÇÕES MUSCULARES ESPAÇO MENTUAL - anterior e abaixo do músculo mentual - posterior e abaixo do músculo mentual ESPAÇO SUBMENTUAL ápices dos incisivos e caninos entre os ventres anteriores dos m. digástricos DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MANDÍBULA INSERÇÕES MUSCULARES ESPAÇO BUCAL - ápices dos pré-molares e molares - abaixo da inserção do músculo bucinador DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MANDÍBULA INSERÇÕES MUSCULARES ESPAÇO COLETOR- Chompret Lirond’’ll - 1 molar inferior - abaixo do músculo bucinador - baixa agressividade DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MANDÍBULA INSERÇÕES MUSCULARES ESPAÇO SUBLINGUAL - ápices dos molares - acima do músculo milohioideo DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS PRIMÁRIOS MANDÍBULA INSERÇÕES MUSCULARES ESPAÇO SUBMANDIBULAR - ápices dos molares - abaixo do músculo milohioideo Evolução Celulite Abscesso Característica Celulite Abscesso Duração Aguda Crônica Dor Intensa e Generalizada Localizada Limites Difusos Precisos Presença de pus Não Sim Ponto de flutuação Ausente Pode ocorrer Fistula Ausente Pode ocorrer Consistência Endurecida Flutuante Gravidade Maior Menor Características clínicas Características clínicas Celulite Abscesso Características clínicas Abscesso Características clínicas Vestíbulo bucal Espaço sublingual Características clínicas Características clínicas Palato Espaço coletor - 1 molar inferior Características clínicas Características clínicas Apagamento do sulco nasogeniano • Evolução rápida • Sinais flogísticos: • Dor • Calor • Rubor • Edema • Perda de função Características clínicas • Linfoadenopatia • Febre • Toxemia • Sudorese • Anorexia Características clínicas Características clínicas • Oclusão palpebral • Trismo • Disfagia • Disfonia • Dispneia ✓ Princípio I: Determinar a gravidade da infecção ✓ Princípio II: Avaliar o estado dos mecanismos de defesa do hospedeiro ✓ Princípio III: Decidir se deve ser tratado por um generalista ou especialista ✓ Princípio IV: Tratamento cirúrgico da infecção ✓ Princípio V: Suporte médico para o paciente ✓ Princípio VI: Escolher e prescrever antibióticos apropriados Tratamento Tratamento Hupp, 2015 • Tratamento MANEJO DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO TRATAR CIRURGICAMENTE INCISÕES CIRÚRGICAS INTRAORAIS - MUCOSA VESTIBULAR - MUCOSA PALATINA Tratamento Tratamento Tratamento Tratamento MANEJO DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO INCISÕES CIRÚRGICAS EXTRAORAIS • Critérios para uso da antibioticoterapia: • Infecções difusas ou de espaços fasciais profundos • Infecções severas (febre, toxemia, trismo, disfagia...) • Imunossupressão ou imunodepressão • Critérios de seleção do(s) antibiótico(s): • Antibioticoterapia empírica (microbiologia esperada) • Antibióticoterapia guiada por cultura e antibiograma Tratamento • Antibióticoterapia empírica: • 1ª escolha (pacientes não alérgicos à penicilinas) : - amoxicilina - amoxicilina + metronidazol (infecções sugestivas de anaerobiose) - penicilina G cristalina + metronidazol (infecções severas com necessidade de hospitalização) • 2ª escolha - clindamicina Tratamento • Streptococcus spp. Secreção sugestiva de anaerobiose ANTIBIOTICOTERAPIA ESPECÍFICA 10 DIAS • Infecções dos espaços fasciais secundários • Trombose séptica do seio cavernoso • Angina de Ludwig • Fasceíte necrotizante Infecções graves • Espaços fasciais secundários: • Temporal superficial • Temporal profundo • Massetérico • Pterigomandibular • Faríngeo lateral • Retrofaríngeo • Pré-vertebral Evolução Espaços mastigatórios Espaços parafaríngeos ESPAÇOS FASCIAIS SECUNDÁRIOS 1) ESPAÇOS MASTIGATÓRIOS • TEMPORAL SUPERFICIAL • TEMPORAL PROFUNDO • MASSETÉRICO • PTERIGOMANDIBULAR Não é possível exibir esta imagem. Não é possível exibir esta imagem. DISSEMINAÇÕES DOS ESPAÇOS FASCIAIS ESPAÇOS FASCIAIS SECUNDÁRIOS 2) ESPAÇOS PARAFARÍNGEOS • A) FARINGEO LATERAL • B) RETROFARINGEO • C) PRÉ-VERTEBRAL A C B C2 C3 C4 C5 C7 T6 T5 T4 T3 T2 T1 C6 COMPLICAÇÕES DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO MAXILA TROMBOSE SÉPTICA DO SEIO CAVERNOSO - Tromboflebite encefálica - Disseminação para o SNC - Anterior: veias oftálmica inferior, superior ou angular - Posterior: veias emissárias do plexo pterigóide FELIPE ABÍLIO DO UOL 10/04/2017 Publicado às 20h30 https://youtu.be/pP4Ju7KQlnY https://youtu.be/pP4Ju7KQlnY COMPLICAÇÕES DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO MAXILA TROMBOSE SÉPTICA DO SEIO CAVERNOSO ● Proptose, oftalmoplegia, cefaléia retro- orbital, diplopia, fotofobia, anestesia das áreas dos nervos oftálmico e maxilar, paralisia facial, perda da acuidade visual e meningite ● TC com contraste / RNM: visualização de trombos no seio cavernoso COMPLICAÇÕES DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO MAXILA TROMBOSE SÉPTICA DO SEIO CAVERNOSO ● Atuação multiprofissional: neurocirurgia ● UTI: monitoramento rigoroso dos sinais vitais● Punção lombar ● ATB EV empírica de amplo espectro até 72 horas ● Drenagem / Descompressão cirúrgica COMPLICAÇÕES DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO MANDÍBULA ANGINA DE LUDWIG Quadro clínico agudo de rápida progressão pela disseminação de infecção dos molares inferiores com envolvimento dos 5 espaços fasciais :submandibular e sublingual bilateralmente e o submentual ● Mal-estar geral, hipertermia e toxemia ● Disfagia e trismo ● Tumefação cervical bilateralmente ● Elevação do soalho bucal ● Obstrução de vias respiratórias - dispinéia Mulher morreu após extrair dente Mulher que extraiu o dente do siso no dia 04 de março, sofreu infecção e, morreu após 04 dias. O laudo da necropsia apontou que a morte da gerente de loja de 31 anos, foi causada por choque séptico em consequência de uma grave infecção após a extração de um dente. 09/04/2017 - 16h45 COMPLICAÇÕES DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO MANDÍBULA ANGINA DE LUDWIG • Atuação multiprofissional • Manutenção das vias respiratórias • UTI: monitoramento rigoroso dos sinais vitais • Hidratação parenteral • ATB EV empírica de amplo espectro • Corticóide / analgésico / antipirético / protetor gástrico • leucocitose com desvio á esquerda + PCR • Exames de imagens: TC • Descompressão cirúrgica dos 5 espaços COMPLICAÇÕES DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO MANDÍBULA ANGINA DE LUDWIG COMPLICAÇÕES DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO MANDÍBULA FASCEÍTE NECROSANTE CERVICOFACIAL • Infecção severa e agressiva • Difunde-se rapidamente pelos planos cérvico-fasciais, • Necrose dos tecidos subcutâneos e profundos • Trombose dos vasos que nutrem os músculos e a pele na região maxilofacial COMPLICAÇÕES DAS INFECÇÕES DA REGIÃO DE CABEÇA E PESCOÇO MANDÍBULA FASCEÍTE NECROSANTE CERVICOFACIAL ● Drenagem + Descompressão cirúrgica submandibular + cervical + torácica ● Instalação de drenos ● Cultura + teste de sensibilidade FASCEÍTE NECROSANTE CERVICOFACIAL ● Debridamento cirúrgico amplo ● Curativo antibacteriano tópico • Enxertia cutânea: cirurgia plástica reparadora Resumo Hupp, 2015