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💥 abscesso, celulite e osteomielite Abscesso Periapical é o acúmulo de células inflamatórias agudas no ápice de um dente não vital pode surgir como uma patologia periapical inicial ou a partir da exacerbação aguda de uma lesão periapical crônica (abcesso fénix) na primeira fase de todas as formas de doenças periapicais as fibras do ligamento periapical exibem inflamação aguda → periodontite apical aguda (pericementite) Caracteristicas clínicas e radiográficas os abcessos se tornam sintomáticos a medida que o material purulento acumula-se dentro do alvéolo estágio inicial→ sensibilidade ao dente afetado que é aliviada pela aplicação da pressão direta com a progressão → dor mais intensa, sensibilidade a percussão, extrusão do dente e inchaço de tecidos ( cefaleia, mal-estar, febre e calafrios podem ocorrer) >﹏< dor severa no área do dente afetado decorrente da pressão e dos efeitos dos mediadores químicos da inflamação no tecido nervoso o exsudato e o infiltrado neutrofílico de um abscesso pressionam o tecido circunjacente resultando em uma leve extrusão do dente a partir do alvéolo Radiograficamente: espessamento do ligamento periodontal apical e uma radiolucidez mal definida, o s abscessos fênix demonstram contorno da lesão crônica original com ou sem perda óssea Com a progressão o abscesso se espalha para áreas para áreas de menor resistência a purulência pode se estender para os espaços medulares, para longe da área apical→ OSTEOMIELITE ou pode perfurar o córtex e se espalhar difusamente pelo tecido mole subjacente → CELULITE ou pode canalizar através do tecido mole sobrejacente abscesso, celulite e osteomielite 1 a placa cortical pode ser perfurada em um local que permita a entrada na cavidade oral→ o pus pode se acumular no tecido conjuntivo sobrejacente ao osso e pode criar um inchaço séssil ou perfurar o epitélio superficial e drenar através do seio intraoral na abertura intraoral de um trato fistuloso → uma massa de tecido de tecido granulação inflamado subagudo é frequentemente encontrada conhecida como parúlide (furúnculo gengival) os abscessos também podem canalizar através da pele sobrejacente e drenar via uma fístula cutânea a maioria dos abscessos drena bucalmente devido ao osso ser mais fino as infecções associadas aos incisivos laterais maxilares, as raízes palatinas dos molares maxilares e ao segundo e terceiro molares mandibulares drenam tipicamente através da cortical lingual se uma trajetória crônica for alcançada o abcesso torna-se assintomático devido ao não acúmulo de pus no alvéolo as vezes, as infecções periapicais podem alcançar a circulação sistêmica e resultar em febre, linfodenopatia e mal-estar o risco de disseminação é menor em abcessos que drenam livremente Tratamento e prognóstico drenagem e eliminação do foco de infecção; uso de anti-inflamatório não esteroidal quando há trato fistuloso → curetagem e remoção cirúrgica ⊙﹏⊙∥ só a parúlide não precisa com o tratamento de canal a lesão desaparece Celulite se o abscesso não for capaz de estabelecer uma drenagem através da superfície da pele ou para a cavidade oral, ele pode se espalhar de maneira difusa através dos planos faciais do tecido mole → essa disseminação aguda e edemaciada de um processo inflamatório agudo é denominado celulite embora pode acometer pessoas saudáveis mas tem prevalência em: que fazem uso de corticoide ou medicações citotóxicas, malignidade, diabetes ou distúrbios do sistema imune 1. Angina de Ludwig → abscesso, celulite e osteomielite 2 a. refere-se a celulite da região submandibular b. em 70% dos casos se desenvolve a partir de infecções de molares inferiores, outras situações associadas são: abscessos periamigdalianos e parafingianos, piercing na língua ⚆_⚆, lacerações orais, fraturas da mandíbula ou sialoadenites submandibulares. Característica clínica: É uma celulite que se espalha de maneira agressiva e rápida e que envolve bilateralmente os espaços sublingual, submandibular e submentoniano, depois que a infecção entra no espaço submandibular → espaço faríngeo lateral→ e depois espaço retrofaríngeo → pode resultar em disseminação até o mediastino a angina cria uma tumefação maciça no pescoço que muitas vezes desce para o espaço das clavículas envolve o espaço sublingual → dilatação posterior e protrusão da língua → compromete as vias áreas a disseminação do espaço submandibular ocasiona a dilatação e sensibilidade do pescoço acima do nível do osso hioide ( pescoço de touro) sintomas つ﹏⊂ : dor no pescoço e no assoalho da boca, movimento restrito do pescoço, disfagia, disfonia, disartria, baba e dor na garganta, edema laringiano, taquipneira, dispneia, taquicardia, estridor, inquietação e necessidade de se manter ereto. Tratamento e prognóstico: deve-se manter as vias áreas→ entubação orotraqueal, nasotraqueal com fibra óptica e traqueotomia tratar a infecção via antibiótico IV as mortes ocorrem por conta das complicações secundárias: pericardite, pneumonia, mediastinite, sepse, empiemas e obstrução respiratória 2. Trombose do seio cavernoso → seio cavernoso: grupo de veias de parede finas situadas lateralmente á sela turca medialmente o osso temporal a. a trombose do seio pode ocorrer por via anterior ou posterior, a infecção a partir dos dentes maxilares anteriores pode perfurar o osso maxilar facial e se espalhar para o espaço dos caninos abscesso, celulite e osteomielite 3 b. uma trombose séptica se desenvolve nas veias faciais avalvulares situadas nesse espaço e ocorre a propagação retrógrada pela veia angular para veia oftálmica inferior através da fissura orbital inferior para o seio (anterior). posterior: segue pelas veias dos pré-molares ou molares maxilares para espaço bucal ou infratemporal pode se espalhar através das veias emissárias do plexo venoso pterigoide para o seio petroso inferior e seio cavernoso Característica clínica: aumento edemaciado periorbitário, com envolvimento das pálpebras e da conjuntiva, em casos que envolve o espaço canino→ tumefação na borda lateral do nariz protrusão e fixação do globo ocular, fotofobia e perda da visão febre, calafrios, cafaleia, sudorese, taquicardia e vomito meningite, taquicardia, respiração irregular, enrijecimento do pescoço e estupor profundo com ou sem delirío indica toxemia avançada e envolvimento meníngeo. Tratamento e prognóstico: altas doses de antibiótico extração do elemento e drenagem caso haja flutuação corticoides sistêmicos para pacientes com IS pituitária Ostemielite é um processo inflamatório agudo ou crônico nos espaços medulares ou nas superfícies corticais do osso que se estendem para longe do sítio de envolvimento inicial a maioria dos é ocasionada por infecção bacteriana e resulta em uma destruição lítica expansiva do osso envolvido com supuração e sequestro a osteomielite supurativa das maxilas é comum em países em desenvolvimento osteomielite supurativa aguda→ quando um processo inflamatório agudo se espalha pelos espaços medulares do osso e o tempo é insuficiente para permitir que o corpo reaja á presença do infiltrado inflamatório osteomielite supurativa crônica→ existe quando a resposta de defesa leva á produção do tecido de granulação, que subsequente forma tecido cicatricial denso na tentativa de limitar a área infectada abscesso, celulite e osteomielite 4 caracteristicas clínicas e radiográficas: forte predominância masculina 75% a maioria dos casos envolve a mandíbula devido ao seu suprimento vascular pobre e ao osso cortical denso que é mais sustentável á infecção quando comparado com a maxila Osteomielite supurativa aguda 1. Características clínicas e radiográficas sintomas: febre, leucocitose, linfodenopatia, sensibiliade significativa e tumefação do tecido mole da área afetada (⊙﹏⊙) radiografia: radiolucidez mal definida, às vezes combinado com aumento do ligamento periodontal, perda da lâmina dura ou perdaperda da circunscrição do canal alveolar inferior ou do forame mentoniano. → TC convencional é a melhor opção um fragmento de osso necrótico que foi separado do osso vital adjacente é denominado sequestro, que geralmente exibem esfoliação espontânea, algumas vezes o osso necrótico pode ficar circundado por novo osso vital é denominado invólucro 2. Terapia e prognóstico intervenção cirúrgica para: 1. resolver a fonte de infecção 2. estabelecer a drenagem 3. remover o osso infectado 4. obter amostra para a cultura e teste de sensibilidade a antibióticos Osteomielite Supurativa Crônica 1. Características clínicas e radiográficas pode ocorrer tumefação, dor, formação de fístula, descarga purulenta, formação do sequestro ósseo, perda dentária ou fratura patológica radiografia: imagens radiolúcidas mal definidas, disformes e irrregulares, que podem conter sequestro ósseo radiopaco podem ser intercaladas com zonas de radiodensidade 2. Tratamento e prognóstico abscesso, celulite e osteomielite 5 é de difícil tratamento por antibiótico pois o osso morto é envolvido por um camada de tecido conjuntivo fibroso remoção de todo materia infectado até o osso sangrante em todos os casos em osteomielites menores a curetagem, remoção do osso necrótico e saucerização em mais extensa: decortização ou saucerização combinadas com transplante de lâminas de osso medular ╮(╯-╰)╭ Osteomielite esclerosante difusa existem três patologias diferentes classificadas nessa categoria: osteomielite esclerosante difusa: a infecção bacteriana intraóssea crônica cria uma massa latente de tecido de granulação inflamado crônico que estimula a esclerose do osso circundante osteomielite crônica primária: uma associação com uma infecção bacteriana não é evidente e a supuração e sequestro estão ausentes tendoperiostite crônica: uma alteração reativa do osso iniciada e exacerbada pelo abuso crônico de músculos mastigatórios → hábitos musculares parafuncionais Característica clínicas e radiagráficas: osteomielite esclerosante difusa: surge exclusivamente na idade adulta, maior radiodensidade se desenvolve em torno dos sítios de infecção crônica ( ex: periodontite, pericoronite e doenças inflamatória apical) a esclerose se concentra nas crestais da crista alveolar portadora de dente e não parece se originar nas áreas de inserção do músculo masseter e digástrico a dor e a tumefação não estão presente Osteomielite esclerosante focal Áreas de esclerose óssea localizadas, associadas aos ápices dos dentes com pulpite ou necrose pulpar Características clínicas e radiográficas: Mais comum em crianças e jovens Consiste em uma zona localizada, geralmente uniforme, de maior radiodensidade adjacente ao ápice de um dente que exibe LPP espessado ou lesão inflamatória apical Tratamento: abscesso, celulite e osteomielite 6 Endo ou extração → resolução do foco odontogênico A resolução da lesão está associada à normalização da membrana periodontal Uma área residual de osteíte condensante pode permanecer → cicatriz óssea Osteomielite com periostite proliferativa (periostite ossificante) Formação óssea dentro de reação periosteal As causas da neoformação periosteal incluem osteomielite, trauma, cistos, hiperostose cortical infantil, fluorose e avitaminose C Características clínicas e radiográficas: Periostite proliferativa: O periósteo afetado forma várias fileiras de osso vital reativo, paralelas entre si, que se expandem sobre a superfície do osso alterada Afeta mais crianças de até 13 anos A causa mais frequente são as cáries com doença inflamatória periapical associada Área dos pré-molares e molares da mandíbula A hiperplasia se situa com mais frequência ao longo da borda inferior da mandíbula, mas o envolvimento cortical vestibular também é comum Radiografia: laminações radiopacas do osso paralelas entre si à superfície cortical subjacente abscesso, celulite e osteomielite 7