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E-BOOK HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS

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Prévia do material em texto

A importância de observar a escala do desenvolvimento da criança: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Psicopedagogia 
Neuropsicopedagogia 
HIPÓTESES 
DIAGNÓSTICAS 
NA DEVOLUTIVA 
Psicopedagoga Rosemeire Castro 
 
 
Antes de observar os transtornos e síndromes, importante saber sobre o 
desenvolvimento da criança a cada fase que ela passa, por isso é importante avaliar com 
bons instrumentos de avaliação. 
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO 
Guia Portage de Educação Pré-Escolar – A escala Portage para avaliação e 
cálculo da idade de desenvolvimento 
Nos primeiros anos de vida da criança que ocorrem importantes 
avanços nas aquisições motoras, cognitivas, de linguagem e social. As 
aquisições neuropsicomotoras nesta fase 
ajudam na compreensão do desenvolvimento 
da criança, uma vez que esse período é 
marcado como a fase crítica. 
Identificar os fatores de risco neurológico 
é um processo complexo, principalmente nos 
primeiros meses de vida, onde a variabilidade 
de comportamento, tônus muscular, atividade 
postural e habilidades funcionais são comuns. 
Para a identificação de alterações do 
desenvolvimento motor de crianças, há 
instrumentos padronizados, dentre eles, o 
GUIA PORTAGE, que avalia crianças de zero a 24 
meses de idade, caracteriza-se por sua 
aplicação simples e rápida e sua correção é 
imediata, alcançando no cálculo um quociente de desenvolvimento 
específico e global. 
ACESSE O LINK ABAIXO e tenha seu guia Inventário Portage. 
https://youtu.be/6Lw8OsBLtaU 
Esse material foi elaborado pela Psicopedagoga Rosemeire Castro, 
ACESSE MEUS CONTATOS – INSTAGRAM, YOUTUBE, WHATS 
psicoensinasjc Youtube whatsapp 
 LINKTREE 
psicorosemeirecastro | Instagram | Linktree 
Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 
https://youtu.be/6Lw8OsBLtaU
https://www.instagram.com/psicoensinasjc/?next=%2F
https://www.youtube.com/channel/UCtVEGh7i6d0gRH1h5J6koxg
https://chat.whatsapp.com/GWL9xfamfROD2LvbOPw22j
https://chat.whatsapp.com/GWL9xfamfROD2LvbOPw22j
https://linktr.ee/psicorosemeirecastro
https://linktr.ee/psicorosemeirecastro
 
 
Segue o vídeo abaixo para assistir: 
As crianças constroem o seu próprio 
conhecimento a partir das interações que 
estabelecem com outras pessoas e com o 
meio em que vivem. O conhecimento não 
se constitui em cópia da realidade, mas 
sim, fruto de um intenso trabalho de 
criação, significação e resignação (BRASIL, 
1998, p. 21). 
 
O Desenvolvimento infantil é um processo 
contínuo e dinâmico que promove mudanças nas diversas áreas: física, social, emocional e 
cognitiva, numa complexa interação entre elas e o meio ambiente na qual cada estágio é 
construído a partir das etapas anteriores. O desenvolvimento deve ser 
compreendido dentro do modelo ecobiodesenvolvimental, no qual se 
expande da biologia e do ambiente para um conceito mais amplo, que 
abrange a epigenética e a neurociência. 
Pois avaliar uma nova proposta deum modelo de vigilância em 
desenvolvimento infantil, que pode ser aplicado como triagem em 
determinados pontos do desenvolvimento da criança e 
simultaneamente à aplicação do Denver II, e verificar também as 
possíveis associações entre variáveis sociodemográficas (renda, escolaridade dos pais, 
número de irmãos) e possíveis atrasos no desenvolvimento. 
O Denver II é um instrumento de triagem em desenvolvimento infantil que avalia de 0 a 6 
anos, contém itens das áreas motoras ampla e fina-adaptativa, pessoal-social e lin-
guagem. O resultado final poderá ser normal (a ausência de falhas ou com apenas uma 
Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 
 
 
cautela), suspeito para atraso (2 cautelas ou mais, ou 1 
falha ou mais) e não testável (recusa em fazer a testagem). 
Instrumento de Vigilância do Desenvolvimento Verificar 
o desenvolvimento da criança de 12 a 36 meses de idade: 
Perguntar; 
• Ausência ou pré-natal incompleto. 
• Problemas na gestação, parto ou nascimento da 
criança. 
• Prematuridade. 
• Peso abaixo de 2.500g 
• Icterícia grave. 
• Hospitalização no período neonatal. 
• Doenças graves como meningite, traumatismo 
craniano ou convulsões. 
• Parentesco entre os pais. 
• Casos de deficiência ou doença mental na família. 
• Fatores de risco ambientais como violência doméstica, depressão materna, drogas 
ou alcoolismo entre os moradores da casa, suspeita de abuso sexual, etc. 
LEMBRE-SE: 
Se a mãe disse que seu filho tem algum problema no desenvolvimento, fique mais atento 
na avaliação desta criança. 
Perímetro cefálico P90Presença de alterações fenotípicas: 
Fenda palpebral oblíqua 
 Olhos afastados 
 Implantação baixa de orelhas 
 Lábio leporino 
 Fenda palatina 
 Pescoço curto e/ou largo 
 Prega palmar única 
 5°. Dedo da mão curto e recurvado. 
Já para Piaget (1976), o desenvolvimento do indivíduo consiste em um processo de 
equilíbrio progressivo de suas dimensões sociais, de equilíbrio pessoal e cognitivo. A 
criança gradativamente vai elaborando novos conhecimentos, pautados na experiência e 
na interação com o meio físico e social, observando a relação entre o desenvolvimento e a 
aprendizagem. Para ele, [...] a aprendizagem não se confunde necessariamente com o 
desenvolvimento, e que, mesmo da hipótese segundo a qual as estruturas lógicas não 
resultam da maturação de mecanismos inatos somente, o problema subsiste em 
estabelecer se sua formação se reduz a uma aprendizagem propriamente dita ou depende 
Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 
 
 
de processos de significação ultrapassando o quadro do que designamos habitualmente 
sob este nome (PIAGET, 1974, p. 34). 
Segundo Piaget os estágios não acontecem de forma aleatória e sim seguem um padrão 
estabelecido de acordo com sua maturação biológica, 
mais ou menos em uma idade determinada. Os 
estágios do desenvolvimento foram assim definidos 
por Piaget de acordo com a idade do indivíduo: 
Sensório-motor 0 a 2 anos, Pré-operatório 2 a 7 ou 8 
anos, Operatório-concreto 8 a 11 anos e Operatório-
formal 8 a 14 anos. Na fase dos três a cinco anos de 
idade a criança está num período de 
aperfeiçoamentos que é chamado de estágio pré-
operatório. Esse estágio inicia-se, aproximadamente, 
aos dois anos e vai até aproximadamente os oito anos 
de idade. A criança começa a usar símbolos mentais, 
imagens ou palavras que representam objetos que 
não estão presentes, que são usadas para os 
exercícios de atividades psicológicas e do uso da 
linguagem. Piaget (apud. GOULART, 2009, p. 26. 
 
 
 
 
 
 
 Divide o período pré-operatório em dois estágios, de acordo com a idade da criança: 
O período pré-operatório é dividido em dois estágios: a) de dois a quatro anos de idade, 
em que a criança se caracteriza pelo pensamento egocêntrico demonstrado pela 
dificuldade em se colocar no lugar do outro. A criança, nessa fase, ainda não consegue se 
colocar no lugar do outro. b) dos quatro aos sete anos, em que a criança se caracteriza 
pelo pensamento intuitivo. As operações mentais da criança, nesse estágio, se limitam aos 
significados imediatos do mundo infantil. A afetividade também apresenta significativa 
evolução, aparecendo sentimentos interindividuais, como simpatia, antipatia, respeito, 
etc., e uma afetividade interior, que se organiza de forma mais estável. 
Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 
 
 
Piaget (1976) afirma que as estruturas mentais (cognitivas) são construídas e formadas ao 
longo do desenvolvimento da criança, quando o indivíduo age no meio social e se apropria 
de novos conhecimentos, através do processo de assimilação e acomodação. 
A Teoria Psicogenética de Piaget estuda as áreas do desenvolvimento: motora, física, 
cognitiva, afetiva e social, e principalmente nos períodos sensório-motor e pré-
operatório,Em segundo lugar, ao longo do tempo, o 
exercício ajuda a construir o mecanismo 
para aumentar a quantidade de 
neurotransmissores no cérebro, bem 
como seus receptores pós-sinápticos. O 
exercício regular acaba promovendo o 
crescimento do sistema. 
Para auxiliar na prescrição do exercício físico para pessoas com TDAH, podemos 
estabelecer alguns facilitadores: 
 estabelecer o planejamento do treinamento a curto, médio e longo prazo; 
 propor atividades intervaladas e dinâmicas que atraiam o participante e mantenham 
sua concentração (circuitos lúdicos, com tarefas a cumprir); 
 
 
 adequar o ambiente físico de forma lógica, para ajudar a organização mental 
durante o desenvolvimento da sessão; 
 propor atividades que aumentem o tempo de concentração, controlem a 
impulsividade e amenizem a hiperatividade, como exercícios de equilíbrio ou de 
cooperação entre duas crianças; 
 instruir de forma clara e expressiva; 
 propor atividades lúdicas que sejam de interesse da criança, para que ela fique 
motivada a participar. Brincadeiras que já fazem parte do universo infantil podem 
ser adaptadas com diversos acessórios, assim ficando mais atrativas. 
 
o que é depressão? 
A depressão é um transtorno mental, e é 
extremamente comum. Apesar da abundância de 
estudos sobre o tema e de ser tema recorrente na 
mídia nos últimos tempos, ainda existe muito estigma 
e desconhecimento sobre o tema. 
Em primeiro lugar, necessário reconhecer que a 
depressão é um problema global de grande escala. Ao 
redor do mundo mais de 300 milhões de pessoas de 
todas as idades sofrem de depressão em maior ou 
menor grau. Aqui no Brasil, a crise é potencialmente 
ainda mais séria – nós somos o país com os mais altos 
índices de depressão da América Latina. 
Além disso, ela é a principal causa de incapacitação no mundo, e um fator de peso para a 
carga geral de doenças ao redor do globo. Em suas piores manifestações, a depressão pode 
levar à automutilação e até ao suicídio. 
A preocupação com a o assunto é ainda maior dado o fato de que menos de metade das 
pessoas afetadas recebe tratamentos eficazes para a depressão – em alguns países, esse 
índice é menor que 10%. O estigma envolvido, falta de recursos e de informação, escassez 
de profissionais preparados para lidar com o tema são alguns dos fatores que acarretam 
esses números alarmantes. 
Ainda há muita confusão sobre o exatamente significa essa palavra. Existe uma 
incompreensão por grande parte da população sobre a relação de tristeza e depressão, 
sobre os sintomas causados, sobre o tratamento, e até sobre quem está passível de 
desenvolvê-la. É isso que vamos explorar aqui. 
DEPRESSÃO 
 
 
Depressão não é tristeza 
Tristeza é um sentimento completamente normal. Incontáveis vezes na vida, é esperado 
que uma pessoa vá se sentir triste. A morte de um ente querido, ser demitido do emprego, 
término de um relacionamento, brigas familiares… todas são situações nas quais é 
plenamente normalmente se sentir triste. No entanto, a tristeza acarretada por esses 
momentos difíceis na vida não é o mesmo que estar depressivo. 
A depressão é um estado anormal de consciência – não é um sentimento. Quando se está 
triste, é possível apontar um motivo específico (ou vários motivos), seja ele mais ou menos 
sério. Além disso, é perfeitamente possível sentir momentos de alegria intercalados com 
períodos de tristeza frente às dificuldades que a vida apresenta. Pessoas depressivas, por 
outro lado, ficam tristes com tudo o tempo todo – todas as suas interações com o mundo 
são filtradas pelo véu dessa situação. 
A depressão não necessariamente requer que algo tenha acontecido. Muitas vezes, na 
teoria, a vida da pessoa está ótima; e mesmo assim, o depressivo se sente terrivelmente 
mal. Paralelamente, ela mexe com a autoestima da pessoa. Junto com sentimento de 
tristeza, o indivíduo pode experimentar algum tipo de auto aversão e queda na 
autoconfiança e autoestima. 
Se simplesmente se sentir triste não configura depressão, quais são os reais sintomas que 
uma pessoa depressiva experimenta? 
Quais são os sintomas da depressão? 
Antes de tudo, é preciso ressaltar que apenas um profissional de saúde mental preparado 
pode dar um diagnóstico definitivo. No entanto, alguns sintomas são bastante 
relacionados à depressão e devem ser levados a sério caso você ou alguém próximo se 
identifique com eles. 
Para caracterizar um quadro depressivo, esses sintomas devem ser recorrentes – no 
mínimo duas semanas de persistência. A partir desse período, é possível começar a pensar 
se depressão está dentro das possibilidades. Os sintomas podem ser separados, para 
melhor compreensão, em algumas categorias. 
Comportamento 
 não socializar mais; 
 não produzir na escola/trabalho; 
 isolamento de família próxima e amigos; 
 alto uso de álcool ou sedativos; 
 não praticar atividades que costumavam ser agradáveis; 
 difícil de se concentrar; 
 Sentimentos 
 
 
 exaustão; 
 culpa; 
 irritação; 
 frustração; 
 falta de confiança; 
 infelicidade; 
 indecisão; 
 desânimo; 
 tristeza; 
 Pensamentos 
 Sou um fracasso; 
 Tudo é minha culpa; 
 Nada de bom nunca acontece comigo; 
 Eu sou inútil; 
 Ninguém gosta de mim; 
 A vida não vale a pena; 
 As pessoas estariam melhor sem mim; 
 Físicos 
 estar cansado o tempo todo; 
 ficar muito doente e abatido; 
 ter dores de cabeça e musculares; 
 dormir muito ou muito pouco; 
 mudança ou perda de apetite; 
 perda ou ganho significativa de peso; 
 
Prevenção e tratamento precoce. 
É possível prevenir a depressão? Esse é um assunto ainda muito em debate dentro da 
psicologia e psiquiatria, mas estudos recentes mostram cada vez mais que existem sim, 
maneiras de prevenir – ou pelo práticas que diminuem consideravelmente a incidência de 
depressão. Vamos conferir algumas dessas práticas. 
1 – Terapia 
A primeira prática é o acompanhamento terapêutico com profissional de psicologia. 
Estudos mostram que intervenções psicológicas preventivas podem diminuir a incidência 
do transtorno, especialmente em casos de recaídas. Outras ferramentas terapêuticas 
também tem se provado eficazes, com diminuição de até 50% da incidência de depressão 
em comparação com o grupo de controle. 
 
 
 
 
2 – Exercício físico 
Uma das melhores ações para se tomar para prevenir depressão é a prática de exercício 
físico. Com liberação de vários neurotransmissores no cérebro que levam o cérebro a 
estados de maior relaxamento, se exercitar também é essencial na prevenção – e até no 
tratamento – do transtorno depressivo. 
3 – Dormir bem 
Ter um boa noite de sono é extremamente revigorante. Dormir um número razoável de 
horas com constância, no entanto, é ainda mais importante que simplesmente acordar 
descansado. Estudos relacionam a incidência de insônia com maior índice de depressão; 
dormir bem à noite, portanto, pode estar relacionado com a prevenção de transtornos 
depressivos. 
4 – Redes sociais 
Aqui no blog nós já falamos sobre os problemas relacionando saúde mental com a 
depressão. Por isso, manter o uso do celular e dos aplicativos em um nível mais baixo 
também ajuda a prevenir a depressão, ansiedade, etc. 
5 – Alimentação 
Uma dieta balanceada e saudável é essencial para uma vida equilibrada; mas além disso, 
ela tem impacto direto em um possível caso de depressão. Por exemplo: dietas com alto 
índice de gordura alteram o comportamento e podem aumentar o risco de depressão e 
outras doenças psiquiátricas. 
É possível tratar a depressão? 
O diagnóstico de depressão, assim como de qualquer outra doença, deve ser feito por um 
especialista – nesse caso, por um profissional da saúde mental. Procurar ajuda 
especializada é essencial, pois o diagnóstico é complexo e é importante eliminar outros 
diagnósticos com sintomas parecidos. 
O profissional fará um exame físico e tirará o histórico do paciente para estabelecer os 
sintomase possivelmente só depois de um acompanhamento recorrente é que poderá 
dizer se o diagnóstico realmente é depressão. 
Existem alguns questionários que ajudam o profissional a entender a severidade da 
depressão. A Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton, por exemplo, consiste em 21 
questões que resultarão em um grau de gravidade da depressão. 
Quanto ao tratamento, eles existem de forma efetiva tanto para depressão moderadas 
quanto severas. Terapias as mais variadas, como a Terapia Cognitivo Comportamental 
podem auxiliar no tratamento da depressão dos mais diversos graus. Outra ferramenta 
que existe são as medicações antidepressivas, que podem ser adequadas em alguns casos; 
 
 
no entanto, seu uso deve ser extremamente controlado. Esse é outro motivo pelo qual o 
diagnóstico deve ser feito por um profissional da saúde mental – somente essa pessoa 
poderá tanto avaliar quanto recomendar o melhor tratamento para o caso específico. 
 
A ansiedade é uma manifestação 
presente na vida de todo ser humano e 
passa a ser prejudicial quando sua 
presença acaba limitando nossas 
atividades e produzindo sentimentos de 
incapacidade e inferioridade frente a 
situações cotidianas, ameaçando a auto 
estima do Indivíduo. A ansiedade é 
decorrente de medos pessoais e não de 
perigos reais. Em linhas gerais a 
ansiedade, reação natural e necessária ao 
corpo, quando em excesso, traz consequências comprometedoras para a vida do indivíduo. 
O conhecido “Transtorno de ansiedade” é na verdade um termo genérico para um vasto 
leque de doenças psíquicas com sintomas e peculiaridades próprias. 
Abaixo podemos ter uma visão geral dos subtipos mais comumente encontrados na 
população: 
Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) 
Caracteriza-se pela ansiedade que flui ao longo de horas, dias e meses. Há uma 
preocupação excessiva e incontrolável, geralmente associada a tensão muscular, insônia e 
irritabilidade. 
 
A ansiedade é um sentimento natural, que costuma surgir quando vivenciamos situações 
que provocam estresse, medo ou apreensão. 
Ficar ansioso em resposta a um evento específico é tão normal quanto sentir medo, 
tristeza, felicidade ou irritação. Na verdade, a ansiedade pode até ser benéfica em algumas 
situações, pois ela nos deixa mais alerta e preparado para enfrentar situações de perigo. 
Já a ansiedade como distúrbio psiquiátrico é algo completamente diferente. Dizemos que 
o paciente tem um transtorno de ansiedade quando o seu quadro de preocupação é 
prolongado, intenso e incontrolável, a ponto de atrapalhar as suas atividades pessoais e 
DEPRESSÃO 
 
 
profissionais. Frequentemente, essas crises de ansiedade surgem sem uma causa aparente 
ou justificável. 
O transtorno de ansiedade generalizada é, junto com a síndrome do pânico, a principal 
doença do grupo dos transtornos de ansiedade, acometendo transtorno de ansiedade 
generalizada é, junto com a síndrome do pânico, a principal doença do grupo dos 
transtornos de ansiedade, acometendo cerca de 3 a 5% da população. O transtorno de 
ansiedade generalizada caracteriza-se por uma persistente e excessiva ansiedade ou 
preocupação, que interfere nas atividades diárias do paciente e pode vir acompanhada 
de sintomas físicos, tais como: cansaço, inquietação, dificuldade de concentração, tensão 
muscular e insônia (falaremos dos sintomas mais à frente) Habitualmente, a ansiedade 
excessiva está ligada a situações cotidianas, como o trabalho, saúde familiar, questões 
financeiras ou até mesmo problemas pequenos, como conserto do carro ou encontros 
com outras pessoas. Em geral, o grau de preocupação é desproporcional ao motivo, a 
ponto da imensa maioria dos pacientes com TAG responder sim à seguinte 
pergunta: “Você se preocupa excessivamente com questões menores?”. Os pacientes 
com TAG sentem-se ansiosos na maioria dos dias e frequentemente precisam se esforçar 
para conseguirem lembrar da última vez que se sentiram relaxados, pois as crises de 
ansiedade se sobrepõem. Quando um motivo para estar ansioso é resolvido, logo em 
seguida surge outro. 
O transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes mais comum nas mulheres que 
nos homens e costuma surgir ao redor dos 30 anos de idade, apesar de poder estar 
presente tanto em crianças quanto em idosos. Além da associação com outros distúrbios 
de ansiedade, o transtorno de ansiedade generalizada também está frequentemente 
associado a um quadro de depressão. 
O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma persistente e excessiva 
ansiedade ou preocupação, que interfere nas 
atividades diárias do paciente e pode vir 
acompanhada de sintomas físicos, tais como: 
cansaço, inquietação, dificuldade de 
concentração, tensão muscular e insônia 
(falaremos dos sintomas mais à frente) 
Habitualmente, a ansiedade excessiva está 
ligada a situações cotidianas, como o trabalho, 
saúde familiar, questões financeiras ou até 
mesmo problemas pequenos, como conserto do carro ou encontros com outras pessoas. 
 
 
Em geral, o grau de preocupação é desproporcional ao motivo, a ponto da imensa maioria 
dos pacientes com TAG responder sim à seguinte pergunta: “Você se preocupa 
excessivamente com questões menores?”. 
Os pacientes com TAG sentem-se ansiosos na maioria dos dias e frequentemente precisam 
se esforçar para conseguirem lembrar da última vez que se sentiram relaxados, pois as 
crises de ansiedade se sobrepõem. Quando um motivo para estar ansioso é resolvido, logo 
em seguida surge outro. 
O transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes mais comum nas mulheres que nos 
homens e costuma surgir ao redor dos 30 anos de idade, apesar de poder estar presente 
tanto em crianças quanto em idosos. O transtorno de ansiedade generalizada é, junto com 
a síndrome do pânico, a principal doença do grupo dos transtornos de ansiedade, 
acometendo cerca de 3 a 5% da população. 
O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma persistente e excessiva 
ansiedade ou preocupação, que interfere nas atividades diárias do paciente e pode vir 
acompanhada de sintomas físicos, tais como: cansaço, inquietação, dificuldade de 
concentração, tensão muscular e insônia (falaremos dos sintomas mais à frente) 
Habitualmente, a ansiedade excessiva está ligada a situações cotidianas, como o trabalho, 
saúde familiar, questões financeiras ou até mesmo problemas pequenos, como conserto 
do carro ou encontros com outras pessoas. 
Em geral, o grau de preocupação é desproporcional ao motivo, a ponto da imensa maioria 
dos pacientes com TAG responder sim à seguinte pergunta: “Você se preocupa 
excessivamente com questões menores?”. 
Os pacientes com TAG sentem-se ansiosos na maioria dos dias e frequentemente precisam 
se esforçar para conseguirem lembrar da última vez que se sentiram relaxados, pois as 
crises de ansiedade se sobrepõem. Quando um motivo para estar ansioso é resolvido, logo 
em seguida surge outro. 
O transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes mais comum nas mulheres que nos 
homens e costuma surgir ao redor dos 30 anos de idade, apesar de poder estar presente 
tanto em crianças quanto em idosos. 
Além da associação com outros distúrbios de ansiedade, o transtorno de ansiedade 
generalizada também está frequentemente associado a um quadro de depressão. 
Além da associação com outros distúrbios de ansiedade, o transtorno de ansiedade 
generalizada também está frequentemente associado a um quadro de depressão. 
 
 
 
 
CAUSAS DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA 
Tal como ocorre com muitas doenças psiquiátricas, as causas exatas do transtorno de 
ansiedade generalizada não são totalmente compreendidas. Sabemos que há um 
relevante componente genético, pois a história familiar é um dado importante. 
Fatores ambientais também são significativos. Traumas na infância, abusos, abandono de 
um dos pais, bullying, morte de um ente querido, interrupção do uso de uma substânciaquímica viciante, divórcio ou desemprego são alguns dos eventos que podem ajudar 
desencadear um quadro de TAG. Pessoas com doenças físicas crônicas, principalmente 
aquelas que causam dor persistente, também apresentam maior risco. 
Alguns tipos de personalidade também estão mais associados a um risco maior de 
desenvolver TAG, incluindo pessoas muito tímidas ou que apresentam um temperamento 
negativo, com irritação, falta de paciência e tristeza frequentes. 
Estudos do metabolismo e da atividade cerebral mostram que os pacientes com transtorno 
de ansiedade generalizada apresentam desequilíbrios na quantidade de alguns 
neurotransmissores cerebrais, como a serotonina e a noradrenalina. Há evidências 
também de que algumas áreas cerebrais envolvidas no controle das emoções e do 
comportamento encontram-se hiperativas. 
SINTOMAS DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA 
A preocupação excessiva e persistente é considerada a principal característica do 
transtorno de ansiedade generalizada, mas não é o único sintoma que o paciente 
apresenta. 
Os sintomas comuns do TAG podem ser divididos em psicológicos e físicos. 
 Sintomas psicológicos do transtorno de ansiedade generalizada: 
 Incapacidade de relaxar a mente. 
 Inquietação. 
 Irritação fácil. 
 Medo frequente. 
 Sensação de estar no seu limite. 
 Dificuldade de concentração. 
 Sensação que a mente frequentemente “dá um branco”. 
 Medo de tomar decisões por receio de errar. 
 Ficar estressado quando está indeciso. 
 Ficar preocupado por estar preocupado demais. 
 Sempre imaginar desfechos negativos para qualquer situação. 
 
 
É comum que o paciente fique excessivamente preocupado com questões que são pouco 
racionais, como ficar constantemente com medo de haver um terremoto, incêndio em casa 
ou que algum familiar vá desenvolver uma doença grave a qualquer momento. 
Sintomas físicos do transtorno de ansiedade generalizada: 
 Cansaço. 
 Tensão muscular. 
 Palpitação. 
 Assustar-se facilmente. 
 Insônia. 
 Sintomas da síndrome do intestino irritável 
 Dor de cabeça. 
O transtorno de ansiedade generalizada é geralmente uma doença crônica, cuja gravidade 
flutua ao longo do tempo. 
A doença costuma iniciar-se de forma gradual, podendo levar meses, ou até anos, para que 
o quadro clínico completo se estabeleça. 
Os pacientes que apresentam outros distúrbios psiquiátricos associados, tais como 
síndrome do pânico, fobia social ou depressão, costumam apresentar um prognóstico pior, 
com mais dificuldade de retornar a uma vida produtiva. 
Pacientes com TAG têm um maior risco de desenvolverem depressão, doenças cardíacas, 
problemas digestivos e abuso de substâncias químicas, como o álcool, por exemplo. 
Transtorno do Pânico 
Caracterizado por crises súbitas de mal-estar, em geral sem que exista um fator 
desencadeante importante. Os ataques se repetem e há alterações de comportamento 
associadas ao medo de ter novas crises. 
Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) 
Caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e necessidade de realizar alguns 
rituais para suprimi-los. Como lavar as mãos repetidamente. 
Fobia Específica 
Medo excessivo e irracional revelado pela presença ou antecipação da presença de um 
objeto ou situação que causa pavor. Exemplo: Fobias de animais, altura, sangue e doenças. 
Transtorno de Estresse Pós-Traumático 
Após presenciar evento traumático, a pessoa passa a reviver o evento. Considera-se um 
caso agudo quando ocorre dentro de um período de três meses e crônico quando de maior 
duração. 
 
 
 Fobia Social 
Medo persistente de situações em que a pessoa acredita estar exposta a avaliação dos 
outros ou de se comportar de maneira vergonhosa. É indicado como tratamento o 
acompanhamento com médico psiquiatra que fará a avaliação do quadro clínico e indicará 
a possibilidade de uma intervenção 
medicamentosa, bem como o acompanhamento 
psicoterápico que pode ser realizado sob 
diversas abordagens (Psicodinâmica, Cognitivo-
Comportamental, etc.) especificamente por um 
psicólogo. Porém, todas as modalidades de 
psicoterapia enfatizam a restauração da saúde 
mental do indivíduo, através da elucidação dos 
desencadeadores psicológicos de ansiedade, e 
da elaboração de estratégias para um melhor 
manejo dos estados ansiosos. A partir do 
momento em que o indivíduo identifica as causas 
de sua ansiedade e reconhece a superestimação 
dada aos estímulos ansiógenos, as chances de reincidência apresentam-se diminuídas. 
 
 O transtorno de conduta é um distúrbio psicológico que pode ser diagnosticado na 
infância em que a criança apresenta atitudes egoístas, violentas e manipuladoras que 
podem interferir diretamente no seu desempenho na escola e na sua relação com família 
e a amigos. 
 Apesar do diagnóstico ser mais frequente na infância ou durante a adolescência, o 
transtorno de conduta também pode ser identificado a partir dos 18 anos, passando a ser 
denominado Transtorno da Personalidade Antissocial, em que a pessoa age com 
indiferença e frequentemente viola o direito das outras pessoas. Saiba identificar o 
Transtorno da Personalidade Antissocial. 
Como identificar 
A identificação do transtorno de conduta deve ser feita pelo psicólogo ou pelo psiquiatra 
a partir da observação de vários comportamentos que a criança pode apresentar e estes 
devem durar pelo menos 6 meses para que possa ser concluído o diagnóstico de transtorno 
de conduta. Os principais sintomas indicativos desse transtorno psicológico são: 
 Falta de empatia e preocupação com os outros; 
Rebeldia e comportamento desafiador; 
TRANSTORNO DE CONDUTA 
 
 
 Manipulação e mentiras frequentes; 
 Frequente culpabilização das outras pessoas; 
 Pouca tolerância à frustração, apresentando frequentemente crises de 
irritabilidade; 
 Agressividade; 
 Comportamento ameaçador, podendo iniciar brigas, por exemplo; 
 Fuga de casa frequente; 
 Furtos e/ ou roubos; 
 Destruição de bens e vandalismo; 
 Atitudes de cruéis com animais ou pessoas. 
Como esses comportamentos fogem do que é esperado para a criança, é importante que 
a criança seja levada para o psicólogo ou psiquiatra assim que apresentar qualquer 
comportamento sugestivo. Dessa forma, é possível que seja feita a avaliação do 
comportamento da criança e seja feito o diagnóstico diferencial para outros transtornos 
psicológicos ou relacionadas ao desenvolvimento da criança. 
Como deve ser o tratamento 
O tratamento deve ser baseado nos comportamentos apresentados pela criança, sua 
intensidade e frequência e deve ser feito principalmente através da terapia, em que o 
psicólogo ou psiquiatra avalia os comportamentos e tenta identificar a causa e entender a 
motivação. Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar o uso de alguns medicamentos, 
como estabilizadores do humor, antidepressivos e antipsicóticos, que permitem o 
autocontrole e a melhora do transtorno de conduta. 
Quando os transtornos de conduta são considerados grave, em que a pessoa representa 
risco para outras pessoas, é indicado que seja encaminhada para um centro de tratamento 
para que o seu comportamento seja trabalhado de forma adequada e, assim, seja possível 
melhorar esse distúrbio. 
 
https://www.youtube.com/embed/QM7zAQtcf8E?feature=oembed
 
 
 
Transtorno Bipolar – Tipos, sintomas, diagnóstico e tratamentos 
O transtorno bipolar, também conhecido como doença maníaco-depressiva, é um 
transtorno cerebral que causa 
mudanças incomuns no humor, na 
energia, nos níveis de atividade e na 
capacidade de realizar as tarefas do 
dia-a-dia. 
 
O transtorno bipolar atinge cerca de 
4% das pessoas em idade adulta. O 
número de pessoas diagnosticadas 
com este quadro pode chegar a 6 
milhões de pessoas no Brasil. 
 
Existem quatro tipos básicos de transtorno bipolar. Todos eles envolvem mudanças claras 
no humor, na energia e nos níveis de atividade. Esses estados de humor variam de períodos 
de comportamentoextremamente “ascendente”, exaltado e energizado (conhecido como 
episódios maníacos) a períodos muito tristes, “baixos” ou sem esperança (conhecidos 
como episódios depressivos). Os períodos maníacos menos severos são conhecidos como 
episódios hipomaníacos. 
Tipos de Transtorno Bipolar 
Transtorno Bipolar I – definido por episódios maníacos que duram pelo menos 7 dias, ou 
por sintomas maníacos que são tão graves que a pessoa precisa de cuidados hospitalares 
imediatos. Geralmente, episódios depressivos ocorrem também, tipicamente durando 
pelo menos 2 semanas. Episódios de depressão com características mistas (com depressão 
e sintomas maníacos ao mesmo tempo) também são possíveis. 
Transtorno Bipolar II – definido por um padrão de episódios depressivos e episódios 
hipomaníacos, mas não os episódios maníacos desenvolvidos acima. 
Desordem ciclotímica (também chamada ciclotimia) – definida por numerosos períodos de 
sintomas hipomaníacos, bem como inúmeros períodos de sintomas depressivos de pelo 
menos 2 anos (1 ano em crianças e adolescentes). No entanto, os sintomas não atendem 
aos requisitos diagnósticos para um episódio hipomaníaco e um episódio depressivo. 
TRANSTORNO BIPOLAR 
 
 
Outros Transtornos Bipolares e Relacionados Especificados e Não Especificados – definidos 
por sintomas de transtorno bipolar que não correspondem às três categorias listadas 
acima. 
Sinais e sintomas 
As pessoas com transtorno bipolar experimentam períodos de intensidade não usuais, 
mudanças nos padrões de sono e níveis de atividade e comportamentos incomuns. Esses 
períodos distintos são chamados de “episódios de humor”. Os episódios de humor são 
drasticamente diferentes dos modos e comportamentos típicos da pessoa. As mudanças 
extremas na energia, na atividade, e no sono vão junto com os episódios do modo. 
As pessoas em episódios maníacos ou depressivos podem experimentar os sinais do 
quadro abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIA: 
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de-
ansiedade-generalizada/ 
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-do-espectro-autista-
tea/ 
 
 
 
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de-ansiedade-generalizada/
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de-ansiedade-generalizada/
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-do-espectro-autista-tea/
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-do-espectro-autista-tea/
 
 
 Às vezes, um episódio de humor inclui uma junção de sintomas maníacos e 
depressivos. Isso é chamado de episódio com características misturadas. Pessoas 
experimentando um episódio com características combinadas podem se sentir muito 
tristes, vazias ou sem esperança, ao mesmo tempo em que se sentem extremamente 
energizadas. 
 A bipolaridade pode estar atual mesmo quando as oscilações de humor são menos 
extremas. Por exemplo, algumas pessoas com transtorno bipolar experimentam 
hipomania, uma forma menos grave de mania. Durante um episódio hipomaníaco, um 
indivíduo pode se sentir muito bem, ser altamente produtivo e funcionar bem. A pessoa 
pode não sentir que algo está errado, mas a família e os amigos podem reconhecer as 
mudanças de humor e / ou mudanças nos níveis de atividade como possível transtorno 
bipolar. Sem tratamento adequado, as pessoas com hipomania podem desenvolver mania 
severa ou depressão. 
 
Diagnóstico 
Um bom diagnóstico e tratamento ajudam as pessoas com transtorno bipolar a levar vidas 
saudáveis e produtivas. Falar com um psiquiatra ou um psicólogo é o primeiro passo para 
qualquer pessoa que desconfie de um quadro de transtorno bipolar. Um psiquiatra pode 
completar um exame físico para descartar outras condições. Se os problemas não são 
causados por outras doenças, o médico pode realizar uma avaliação de saúde mental ou 
fornecer uma referência a um psiquiatra ou psicólogo, que tenham experiência em 
diagnosticar e tratar o transtorno bipolar. 
Nota para os profissionais da área de saúde: 
Pessoas com transtorno bipolar são mais propensos a procurar ajuda quando estão 
deprimidos do que quando experimentando mania ou hipomania. Portanto, uma 
anamnese médica cuidadosa é necessária para garantir que não seja erroneamente 
diagnosticado como depressão maior. Ao contrário das pessoas com transtorno bipolar, as 
pessoas que têm apenas depressão (também chamada de depressão unipolar) não 
experimentam mania. Eles podem, no entanto, experimentar alguns sintomas maníacos 
ao mesmo tempo, que também é conhecido como transtorno depressivo maior com 
características misturadas. 
 
Transtorno Bipolar e Outras Doenças 
Alguns sintomas da bipolaridade são semelhantes a outras doenças, o que pode tornar 
difícil para um médico realizar um diagnóstico. Além disso, muitas pessoas têm transtorno 
bipolar juntamente com outra doença, como transtorno de ansiedade, abuso de 
 
 
substâncias, ou um transtorno alimentar. Pessoas bipolares também estão em maior risco 
de doença da tireoide, dores de cabeça de enxaqueca, doenças cardíacas, diabetes, 
obesidade e outras doenças físicas. 
 
 
 
Psicoses 
Às vezes, uma pessoa com episódios graves de mania ou depressão também tem sintomas 
psicóticos, tais como alucinações ou delírios. Os sintomas psicóticos tendem a 
corresponder ao humor extremo da pessoa. Por exemplo: 
Alguém com sintomas psicóticos durante um episódio maníaco pode acreditar que é 
famosa, tem muito dinheiro ou tem poderes especiais. 
Alguém que tenha sintomas psicóticos durante um episódio depressivo pode acreditar que 
ele está arruinado e sem um tostão, ou que cometeu um crime. 
Como resultado, as pessoas com transtorno bipolar que também têm sintomas psicóticos 
são, por vezes erroneamente diagnosticados com esquizofrenia. 
 
 
 
Fatores de risco 
Os cientistas estão estudando as possíveis causas do transtorno bipolar. A maioria 
concorda que não há uma única causa. Em vez disso, é provável que muitos fatores 
contribuam para o surgimento da doença ou aumentem o risco. 
 
Estrutura e funcionamento do cérebro 
Alguns estudos mostram como o cérebro de pessoas com transtorno bipolar pode diferir 
do cérebro de pessoas saudáveis ou pessoas com outros transtornos mentais. Aprender 
mais sobre essas diferenças, juntamente com novas informações de estudos genéticos, 
ajuda os cientistas a entender melhor o transtorno bipolar e prever que tipos de 
tratamento funcionará de forma mais eficaz. 
Genética 
Algumas pesquisas sugerem que as pessoas com certos genes são mais propensas a 
desenvolver distúrbio bipolar do que outras. Mas os genes não são o único fator de risco 
para o transtorno bipolar. Estudos de gêmeos idênticos mostraram que, mesmo que um 
gêmeo desenvolve o transtorno, o outro gêmeo nem sempre desenvolver a doença, apesar 
do fato de gêmeos idênticos compartilham todos os mesmos genes. 
 
História da família 
Transtorno bipolar tende a ocorrer repetidamente em famílias. Crianças com um pai ou 
irmão que tem transtorno bipolar são muito mais propensos a desenvolver a doença, em 
comparação com as crianças que não têm um histórico familiar do transtorno. No entanto, 
é importante notar que a maioria das pessoas com história familiar de transtorno bipolar 
não irá desenvolver a doença. 
Tratamentos e Terapias 
O tratamento adequado pode ajudar muitas pessoas – mesmo aquelas com as formas mais 
graves de bipolaridade – a obter um melhor controle de suas mudanças de humor e outros 
sintomas bipolares. Um plano de tratamento eficaz geralmente inclui uma combinação de 
medicação e psicoterapia. O transtorno bipolar é uma doença vitalícia. Episódios de mania 
e depressão costumam voltar ao longo do tempo. Entre os episódios, muitas pessoas com 
transtorno bipolar podem se ver livres de mudanças de humor, mas algumas pessoas 
podemafirma que “agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas, estruturam 
seu espaço e o seu tempo, desenvolvem a noção de causalidade, chegando à 
representação e, finalmente, à lógica” (PIAGET, apud KISHIMOTO, 1996, p. 95). A medida 
que o ser humano vai aprendendo e adquirindo o conhecimento, ele passa por um 
processo de transformações, no qual vai modificando a sua aprendizagem. Assim, deve-se 
respeitar o interesse da criança, formulando os desafios necessários à sua capacidade e 
acompanhando seu processo de construção do conhecimento com as observações 
constante do professor e da família. 
 
 
 
 
 
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A IMPORTÂNCIA DA NOTA DO APGAR NA ANAMNESE 
O escore de Apgar é uma forma de 
avaliação clínica do recém-nascido (RN), 
proposta pela anestesista Virginia Apgar, 
na década de 1950, mas muito utilizada 
até os dias atuais, devido à facilidade de 
aplicá-la. É utilizado para demonstrar as 
condições do nascimento, e consiste na 
avaliação da respiração, frequência 
cardíaca, cor, resposta a estímulos e tônus 
ao nascimento. Esse escore não definirá a 
necessidade ou não de manobras de 
reanimação neonatal, mas também será importante para avaliação da resposta e da 
eficácia dessas manobras, caso tenham sido utilizadas. 
 
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Como é calculado o Apgar? 
 
É calculado no 1º e 5º minutos de 
vida. Cada parâmetro clínico 
recebe uma pontuação de 0, 1 ou 2 
e, com isso, a pontuação mínima é 
0 e a pontuação máxima é 10. 
 
 
 
COMO ESTIMULAR A CRIANÇA DESDE O NASCIMENTO 
Seguem sugestões de atividades para estimular cada fase do desenvolvimento. 
0 a 3 meses: 
 Objetos brilhantes suspensos 
 Móbile 
 Ouvir música 
 Cantar, em tons diferentes, alto e baixo 
 Balançar fitas/lenços no ar e tocar no rosto 
do bebê 
4 a 6 meses: 
 Blocos com guizos dentro 
 Brincar de pegar, cócegas 
 Bolinha de sabão 
 “Mindinho, seu vizinho, pai de todos…” 
 Deixar de barriga pra baixo 
 Aviãozinho 
7 a 9 meses: 
 Segurar e bater objetos 
 Engatinhar numa corrida de obstáculos, com almofadas pelo caminho, por dentro 
de um túnel (de caixa), sobre texturas diferentes… 
 Rolar bola 
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10 a 12 meses: 
 Blocos coloridos, quadrados ou redondos, 
para encaixe 
 Objetos nas cores primárias, de tamanhos 
diferentes, 
para empilhar, c/ uma bola p/ colocar no topo 
 Bola pequena 
 Brinquedos aquáticos 
 Caixas de vários tamanhos 
12 a 18 meses: 
 Cavalinho de pau 
 Brinquedos de puxar e de empurrar Jogos de limpeza (vassoura e rodo) 
 Bolas e bonecas de pano 
 Blocos pequenos de cores vivas 
 Brinquedos aquáticos 
 Animais de pano, com olhos pintados ou bordados 
 Livros de pano, com ilustrações coloridas de objetos familiares e animais 
18 meses: 
 Cadeira de balanço 
 Cavalo para balançar 
 Brinquedo de empurrar, carrinho de mão, animais 
 Bola grande 
 Blocos e argolas de madeira de tamanhos diferentes para ajustar-se em um eixo 
 Panelas com tampas 
 Animais felpudos e de pano 
 Pulseiras de guizos e caixa de música 
2 anos: 
 Trens com vagões para encaixar 
 Blocos leves, cubos coloridos 
 Tabuleiros com furos e estacas de cores 
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 variadas para encaixar 
 Balde, pá e cestos 
 Boneca macia e lavável 
 Carrinho e cama de boneca 
 Ferro de passar e telefone 
 Retalhos de cores vivas 
 Lápis de cor, giz de cera 
2 anos e meio: 
 Triciclo e carrinho de mão 
 Argila e tinta p/ pintar c/ dedos 
 Canudos para bolhas de sabão 
 Pincéis grandes para “pintar com água” 
 
DESENVOLVIMENTO DA FALA E AUDIÇÃO 
 
A audição é um dos sentidos mais complexos do 
corpo humano e boa parte do seu 
desenvolvimento pode e deve ser acompanhado 
por pais, mães, cuidadores e profissionais 
especializados. Neste texto vamos nos ater mais 
ao desenvolvimento da audição! 
 
ANTES DO NASCIMENTO 
Hoje sabemos que a função auditiva inicia-se antes do nascimento. A formação da cócleca, 
órgão responsável pela audição e pelo equilíbrio pode ser observada na oitava à nona 
semana de gestação. 
Muitos fatores da gestação podem influenciar, sendo que as infecções adquiridas pela mãe 
durante a gestação são uma causa importante de surdez na criança, diagnosticada por 
vezes logo ao nascer. 
Mas se sabemos que antes de nascermos, já ouvimos, existiriam evidências disso? SIM!! 
AS EVIDÊNCIAS 
20 SEMANAS DE GESTAÇÃO 
• Ocorre aumento de batimentos cardíacos após estímulo acústico 
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• Os sons graves chegam mais fortes que os sons agudos, devido a vibração que 
provocam no meio líquido. A voz masculina é escutada de maneira mais fácil no 
desenvolvimento da audição. Então coloquem sim música para o seu filho(a) escutar 
desde já! 
AO NASCER 
• Bebês apresentam respostas de sucção ao ouvir a voz da mãe 
• 64% dos fonemas podem ser identificados dentro da cavidade uterina 
TESTE DA ORELHINHA 
O teste, que obrigatoriamente deve ser feito na maternidade, é de suma importância para 
o diagnóstico de perda auditiva. Hoje sabemos até que a incidência de deficiência auditiva 
é alta, principalmente quando comparada às outras doenças passíveis de triagem ao 
nascimento como o hipotireoidismo, anemia falciforme e fenilcetonúria, avaliadas no 
“teste do pezinho”. Observa-se que a incidência chega a ser 30 vezes superior à 
fenilcetonúria. 
Para se alcançar um desenvolvimento de linguagem próximo do de uma criança ouvinte, o 
Joint Committee on Infant Hearing (JCIH, 2007) recomenda que ocorram o diagnóstico e a 
intervenção precoces nos casos de deficiência auditiva, seja por cirurgia ou próteses 
auditivas, sendo indicado até o terceiro e o sexto meses de vida, respectivamente. 
DESENVOLVIMENTO DA AUDIÇÃO – SINAIS PARA SEREM OBSERVADOS! 
O desenvolvimento do cérebro da criança acontece como um todo, sendo que as 
habilidades motoras vão se refinando junto com as demais funções como a audição e a 
linguagem. Abaixo vocês podem ver um gráfico de desenvolvimento motor normal: 
Apesar de uma parte das crianças não seguirem estes marcos, vamos dividir por 
períodos para facilitar. O que devemos observar nas crianças em relação a audição e 
linguagem? 
0-3 MESES 
Audição: o bebê reage para sons altos, se assusta com sons fortes e barulhos inesperados. 
Linguagem: o bebê chora quando quer alguma coisa e se acalma a o ouvir a voz da mãe. 
4-6 MESES 
Audição: A resposta de alerta aos sons é mais fácil de ser observada. O bebê procura sons 
a sua volta e reconhece mudanças na tonalidade da voz da mãe ou do pai. 
Linguagem: início do balbucio, fase em que a criança começa a brincar com a produção de 
sons sem sentido (BA, BE, LA etc.). Aos seis meses o balbucio tende a mudar, passando 
para a produção de sons agora com padrões de repetição e algum significado. 
 
 
7-9 MESES 
Audição: reage de maneira diferente para sons fracos e fortes, localiza e reconhece sons 
familiares. Pode responder ao o próprio o nome quando é chamado e demonstra 
entendimento de palavras simples, como “mamãe”, “ papai” , “ tchau” e “ não”. 
Linguagem: bate palmas, joga beijo quando solicitado e reclama quando é contrariado. 
Começa a imitar sons produzidos pelo adulto e sons de animais durante as brincadeiras, 
por exemplo. 
1 ANO 
Audição: Associa sons a objetos, entende comandos simples e reconhece algumas palavras 
(por ex, “não”, “papá”, “mamãe”, “papai”, “vovó”, “vovô”) 
Linguagem: início da produção das primeiras palavras. Aponta para brinquedos e 
alimentos favoritos quando solicitado. 
1 ANO E 6 MESESAudição: entende frases simples e pode apanhar objetos familiares quando é solicitada. 
Nesta fase, por exemplo, a criança já reconhece e aponta para partes do corpo sem a 
necessidade de gestos ou pistas visuais. 
Linguagem: Começa a utilizar frases curtas para se fazer entender e o vocabulário aumenta 
para cerca de 20 a 50 palavras. 
2 ANOS 
Audição: a criança atende e realiza ordens simples quando solicitada e responde 
corretamente às perguntas feitas pelo interlocutor. Consegue sentar e escutar histórias e 
músicas simples. O tempo de atenção ainda é curto, mas esta é uma atividade interessante. 
Linguagem: Ocorre um aumento importante do vocabulário falado, a criança se comunica 
com uso de sentenças simples, a fala já deve ser entendida por adultos que não estão em 
contato direto com a criança. É a fase em que a criança é bastante possessiva e nem 
sempre aceita compartilhar objetos com outras crianças. 
3 A 4 ANOS 
• Responder a perguntas com “quem”, “onde” e “o que”. 
• Ter noção de “frente” e “trás”. 
• Conhecer as cores (vermelho, azul, amarelo, verde) e formas geométricas (círculo, 
quadrado, triângulo). 
• Utilizar frases de 3 a 4 palavras. Ex: “mamãe é linda!” “cadê a minha bola?” 
• Obedecer a ordens seguidas. Ex: “vai ao quarto e pega o sapato e dá para a vovó”. 
• Gostar de cantar e brincar com palavras e sons. 
 
 
• Brincar com outras crianças e saber esperar a sua vez no jogo. 
• Perguntar muito. 
4 A 5 ANOS 
• Falar todos os sons da língua, mas ainda pode ter dificuldades nos encontros 
consonantais. Ex: planta, prato, braço. 
• Manter uma conversa. 
• Conseguir lembrar situações passadas e contar histórias simples, por exemplo, o que 
fez na escola, o que comeu, quem encontrou na rua, etc. 
• Gostar de brincar em grupo, de imitar personagens e brincar de faz-de-conta. 
• Ser curioso e ansioso para mostrar o que aprendeu e o que sabe fazer. 
• Conseguir contar histórias como narrador. 
5 A 6 ANOS 
• Ter noção temporal. Ex: amanhã, ontem, hoje, antes, depois, dias da semana, 
manhã, tarde, noite, primeiro, segundo, terceiro… 
• Identificar letras do próprio nome. 
• Conhecer os números. 
• Manter uma conversa. 
• Falar as palavras corretamente. 
• Gostar dos amigos e de brincar de faz de conta. Ex: super-herói. 
• Interessar-se pela leitura e escrita. 
• Contar histórias com mais detalhes. 
 Alguns fatores ambientes podem influenciar no desenvolvimento da linguagem, dentre 
eles: 
Criança fala mais cedo quando ambiente é rico em experiência verbal com adultos e com 
outras crianças. Elas não vão aprender a falar ficando na frente da TV! Eles vão aprender 
brincando e em suas atividades de vida diária, como tomar banho e comer, podem ser 
momentos de interação prazerosos e ricos em aprendizagem. 
• Baixo nível educacional dos pais. 
• Distúrbios psiquiátricos dos mesmos. 
• Paternidade precoce. 
• Famílias incompletas ou com graves problemas de relacionamento. 
• Mesmo na ausência dos fatores de risco, devemos sempre ficar atentos ao sinais de 
alerta para desordens da linguagem na criança, tais como: 
• Nenhuma palavra emitida até os 18 meses; não colocação de duas palavras juntas 
aos dois anos; 
• Ausência de desempenho imitativo e simbólico aos dois anos. 
 
 
• Não formação de sentenças aos três anos; discurso incompreensível aos três anos). 
• O balbuciar que normalmente é produzido por volta dos 10 meses de idade, quando 
atrasado, pode prognosticar desordens da fala. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
➢ O transtorno de ansiedade generalizada 
(TAG) é um distúrbio caracterizado pela 
“preocupação excessiva ou expectativa 
apreensiva”, persistente e de difícil controle, que 
perdura por seis meses no mínimo. 
A ansiedade é uma reação normal diante de 
situações que podem provocar medo, dúvida ou 
expectativa. É considerada normal a ansiedade 
que se manifesta nas horas que antecedem uma 
entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de 
um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés 
TAG: Ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada) 
 
 
econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa 
para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado, favorece sua 
adaptação às novas condições de vida. 
 O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação 
de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva 
ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses 
no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, 
fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono. 
É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional 
aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na 
qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes. 
O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o 
nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os 
homens. 
SINTOMAS 
Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Os mais comuns são: 
Inquietação; Fadiga; Irritabilidade; Dificuldade de concentração; Tensão muscular. 
Existem também outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade 
generalizada: 
Palpitações; Falta de ar; Taquicardia; Aumento da pressão arterial; Sudorese excessiva; Dor 
de cabeça; Alteração nos hábitos intestinais; Náuseas; Aperto no peito; Dores musculares. 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica 
criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares. 
Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clinicas diferentes que exigem 
tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, 
síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo. 
TRATAMENTO 
O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob 
orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico 
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) 
 
 
geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos 
sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes. 
Transtorno do Espectro Autista (TEA) 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) 
engloba diferentes condições marcadas 
por perturbações do desenvolvimento 
neurológico, todas relacionadas com 
dificuldade no relacionamento social. 
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) 
engloba diferentes condições marcadas 
por perturbações do desenvolvimento 
neurológico com três características 
fundamentais, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente. São elas: 
dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da 
imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de 
comportamento restritivo e repetitivo. 
 Também chamado de Desordens do Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês), recebe o 
nome de espectro (spectrum), porque envolve situações e apresentações muito diferentes 
umas das outras, numa gradação que vai da mais leves à mais grave. Todas, porém, em 
menor ou maior grau estão relacionadas, com as dificuldades de comunicação e 
relacionamento social. 
TIPOS DE AUTISMO 
De acordo com o quadro clinico, o TEA pode ser classificado em: 
 
Autismo clássico: Grau de comprometimento pode variar de muito. De maneira geral, os 
indivíduos são voltados para si mesmos, não estabelecem contato visual com as pessoas 
nem com o ambiente; conseguem falar, mas não usam a fala como ferramenta de 
comunicação. Embora possam entender enunciados simples, têm dificuldade de 
compreensãoe apreendem apenas o sentido literal das palavras. Não compreendem 
metáforas nem o duplo sentido. Nas formas mais graves, demonstram ausência completa 
de qualquer contato interpessoal. São crianças isoladas, que não aprendem a falar, não 
olham para as outras pessoas nos olhos, não retribuem sorrisos, repetem movimentos 
estereotipados, sem muito significado ou ficam girando ao redor de si mesmas e 
apresentam deficiência mental importante; 
Autismo de alto desempenho (também chamado de síndrome de Asperger): Os portadores 
apresentam as mesmas dificuldades dos outros autistas, mas numa medida bem reduzida. 
São verbais e inteligentes. Tão inteligentes que chegam a ser confundidos com gênios, 
porque são imbatíveis nas áreas do conhecimento em que se especializam. Quanto menor 
a dificuldade de interação social, mais eles conseguem levar vida próxima à normal. 
 
 
Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE): Os indivíduos 
são considerados dentro do espectro do autismo (dificuldade de comunicação e de 
interação social), mas os sintomas não são suficientes para incluí-los em nenhuma das 
categorias específicas do transtorno, o que torna o diagnóstico muito mais difícil. 
 
INCIDÊNCIA NO AUTISMO 
 Não faz muito tempo, o autismo era considerado uma condição rara, que atingia uma em 
cada 2 mil crianças. Hoje, as pesquisas mostram que uma em cada cem crianças (algumas 
pesquisas indicam que o transtorno é ainda mais frequente) pode ser diagnosticada com 
algum grau do espectro, que afeta mais os meninos do que as meninas. Em geral, o 
transtorno se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam 
a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. 
As manifestações na adolescência e na vida adulta estão correlacionadas com o grau de 
comprometimento e com a capacidade de superar as dificuldades seguindo as condutas 
terapêuticas adequadas para cada caso desde cedo. 
O diagnóstico é essencialmente clínico. Baseia-se nos sinais e sintomas e leva em conta os 
critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade 
Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da 
OMS), o comprometimento e o histórico do paciente. 
Como diagnosticar o autismo na infância | José Salomão Schwartzman 
https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/neuronio/
 
 
 
 
CAUSAS DO AUTISMO 
Estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de 
condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A 
tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores 
genéticos, biológicos e ambientais. No entanto, saber como o cérebro dessas pessoas ainda é 
um mistério para ciência. 
TRATAMENTO DO AUTISMO 
Ainda não se conhece a cura definitiva para o transtorno do espectro do autismo. Da mesma 
forma não existe um padrão de tratamento que possa ser aplicado em todos os portadores 
do distúrbio. Cada paciente exige um tipo de acompanhamento específico e individualizado 
que exige a participação dos pais, dos familiares e de uma equipe profissional multidisciplinar 
visando à reabilitação global do paciente. O uso de medicamentos só é indicado quando 
surgem complicações e comorbidades. 
 
 
 
https://www.youtube.com/embed/B_MsnZTHwSQ?feature=oembed
 
 
 
PAPEL DA FAMÍLIA PARA LIDAR COM O AUTISMO 
O diagnóstico de autismo traz sempre 
sofrimento para a família inteira. Por isso, as 
pessoas envolvidas – pais, irmãos, parentes – 
precisam conhecer as características do 
espectro e aprender técnicas que facilitam a 
autossuficiência e a comunicação da criança e 
o relacionamento entre todos que com ela 
convivem. 
Crianças com autismo precisam de tratamento e suas famílias de apoio, informação e 
treinamento. A AMA (Associação dos Amigos dos Autistas) é uma entidade sem fins lucrativos 
que presta importantes serviços nesse sentido. 
Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de 
desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e 
orientação especializados; 
É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem 
estabelecer algum tipo de comunicação com o autista; 
Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é 
importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina; 
Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, 
as limitações que o transtorno provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor 
é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado; 
Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do 
conhecimento com características de genialidade. 
PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O AUTISMO 
Vacina causa autismo? 
Não! Isso é fake news. Não há evidência de uma associação causal entre a vacina contra 
sarampo, caxumba e rubéola e o transtorno do espectro autista. Estudos anteriores que 
sugerem uma ligação causal estavam marcados por erros metodológicos (o médico 
responsável por tais estudos inclusive teve seu registro cassado). Também não há 
evidências de que qualquer outra vacina infantil possa aumentar o risco do transtorno do 
espectro autista. 
Quais as principais características de uma criança com autismo? 
 
 
 
O mais comum é que os sinais fiquem evidentes antes da criança completar 3 anos. Os 
sintomas variam muito conforme o tipo, mas os mais frequentes são: ausência completa 
ou dificuldade de manter contato interpessoal (principalmente contato visual), 
incapacidade de aprender a falar (ou não usa a fala como forma de comunicação), 
incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental, o paciente fica 
ausente ou voltado para si mesmo, comprometimento da compreensão. 
A CADA 100 PESSOAS, PELO MENOS UMA É PORTADORA DE AUTISMO. OS SINTOMAS 
COMEÇAM A SE INSTALAR NOS TRÊS PRIMEIROS ANOS DE VIDA, MAS NEM SEMPRE SÃO 
NOTADAS PELOS PAIS, O QUE PREJUDICA O TRATAMENTO. PRESTE BASTANTE ATENÇÃO 
NO COMPORTAMENTO DE SEU FILHO E PERCEBA SE ELE APRESENTA ALGUMA DAS 
CARACTERÍSTICAS CITADAS ABAIXO. SE SIM, BUSQUE AJUDA DE UM PROFISSIONAL. 
EMBORA NÃO TENHA CURA, O AUTISMO TEM TRATAMENTO. 
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA CRIANÇA AUTISTA. 
1- DURANTE A AMAMENTAÇÃO NÃO INTERAGE COM A MÃE; 
2- NÃO CONSEGUE OLHAR NOS OLHOS DAS PESSOAS; 
3- TÊM DIFICULDADE PARA INTERAGIR SOCIALMENTE; 
4- NÃO ATENDEM QUANDO CHAMADAS PELO NOME; 
5- SEPARAM OBJETOS POR COR, TAMANHO, MANTENDO COMPORTAMENTOS 
REPETITIVOS E SEM FINALIDADE APARENTE; 
6- FICAM HORAS COM UM OBJETO FAZENDO O MESMO MOVIMENTO, GERALMENTE 
CIRCULAR; 
7- APRESENTAM MOVIMENTOS CORPORAIS REPETITIVOS, AS VEZES DE FORMA 
VIOLENTA; 
8- EM VEZ DE PEDIR, LEVAM AS PESSOAS PELA MÃO ATÉ O LUGAR ONDE QUEREM QUE 
ALGO SEJA FEITO; 
9- NÃO ACOMPANHAM ACONTECIMENTOS A SUA VOLTA. 
 
Uma criança com autismo pode levar uma vida normal? 
 
Depende do grau do transtorno. Com frequência, os autistas com grau leve são muito 
inteligentes, somente são sensíveis a mudanças súbitas, o que faz com que possam ter 
uma vida bem próxima da normalidade. Alguns podem viver anos sem receber o 
diagnóstico, e não raro, são confundidos com pessoas que são apenas muito tímidas. 
Em graus mais graves, porém, que implicam em grande dificuldade de relacionamento, 
pode haver comprometimento da qualidade de vida que exige acompanhamento 
especializado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os sintomas do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é 
mais comum entre os 6 e 12 anos. 
O seu filho ou filha parece irritada e agressiva demais? Não aceita ordens, discute e 
perde a calma com frequência? Talvez seja algo muito além da desobediência. Ela pode 
estar sofrendo de Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD).Trata-se de um transtorno psiquiátrico em que a criança tem não apenas um 
constante comportamento opositivo e desafiador, como também apresenta mais sintomas 
de birra que o normal para a sua idade, se irrita muito facilmente e se recusa a obedecer a 
figuras de autoridade, como os pais e os professores. 
A associação com TDAH é frequente (50% dos casos), deve ser observada e 
investigada em todas estas crianças para que sejam tomadas as medidas necessárias, a fim 
de prevenir problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar. O ambiente 
doméstico costuma ser conturbado, com pais divergentes quanto ao modo de educar e 
conduzir o (a) filho (a) e de como estabelecer parâmetros, mas evidências mostram que 
existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento. 
Transtorno infantil caracterizado por comportamento desafiador e desobediente a 
figuras de autoridade. 
A causa do transtorno desafiador de oposição é desconhecida, mas provavelmente envolve 
uma combinação de fatores genéticos e ambientais. 
Os sintomas geralmente começam antes de uma criança completar oito anos de idade. 
Eles incluem humor irritável, comportamento argumentativo e desafiador, agressividade 
TOD (TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR 
https://institutoneurosaber.com.br/?p=8650
https://institutoneurosaber.com.br/?p=8600
https://www.youtube.com/embed/WPji7WxdwJQ?feature=oembed
 
 
e índole vingativa que duram mais de seis meses e causam problemas significativos em 
casa ou na escola. 
O tratamento envolve terapia individual e familiar. 
https://www.youtube.com/watch?v=iQqkN6giY5A&feature=emb_logo 
 
O tratamento desta condição é multidisciplinar e depende de três eixos: medicação, 
psicoterapia comportamental e suporte escolar. A medicação auxilia em boa parte dos 
pacientes e melhora a auto regulação de humor frente às frustrações; a psicoterapia deve 
centrar em mudanças comportamentais na família com medidas de manejo educacional 
(dar bons exemplos, dialogar com a criança, ter paciência ao falar, explicar o motivo das 
ordens dadas, etc.); e, em relação ao suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e 
abertura para um bom diálogo, pois esta abertura melhora o engajamento do aluno 
opositor às regras escolares e a se distanciar de maus elementos. 
 
O que é TOD? 
 
TOD é a sigla para Transtorno Opositivo-
Desafiador, um transtorno psiquiátrico 
caracterizado pela irritabilidade e confrontação 
de crianças e adolescentes. Ele acontece 
geralmente na infância. 
Assim, é por volta dos 8 anos que o TOD é mais 
diagnosticado, mas pode se apresentar desde os 
3 anos. Além disso, parece acontecer mais em 
meninos do que em meninas na infância. 
Características 
Crianças com TOD têm alguns sintomas característicos. Vamos conhecê-los? 
• Comportamento opositivo e desafiador: é muito difícil a criança com TOD 
concordar com algo que os pais ou um adulto com autoridade digam. Inclusive, às 
vezes ela discorda só por discordar, para irritar a figura de autoridade. Também é 
comum que ela faça algo só porque falaram para ela não fazer. 
• Comportamento negativista: para ela, nada vai dar certo, e nada está bom o 
suficiente. 
• Acessos de raiva ou birra: quando não consegue o que quer, a criança costuma 
perder a calma. O mesmo acontece quando pedem que ela faça algo que não quer 
fazer. 
https://www.youtube.com/watch?v=iQqkN6giY5A&feature=emb_logo
 
 
• Humor facilmente irritável: a criança com TOD se irrita muito fácil. Por isso é comum 
que ela tenha vários acessos de raiva todos os dias. 
• Recusa em obedecer a figuras de autoridade: costuma desobedecer aos pais e 
professores de propósito. E fica irritada quando recebe ordens. 
• Teimosia e ressentimento: ela é muito teimosa e se ressente facilmente, guardando 
rancor muitas vezes. 
• Falta de amigos: não costuma ter amigos, pois não gosta de compartilhar suas 
coisas. Acima de tudo, é muito mandona. 
 
• Mau desempenho escolar: isso não é regra, uma vez que TOD não altera a 
inteligência, mas costuma acontecer porque ela se recusa a participar de trabalhos 
em grupos ou a ser ajudada por alguém. 
• Raramente a agressão ( a si ou a outros) está relacionada com TOD. 
Outros sintomas 
É interessante que os pacientes com 
TOD costumam culpar os outros pelos 
seus atos. Então, é comum ouvir que a 
atitude deles foi só uma reação à 
atitude de outras pessoas. Por isso, o 
transtorno pode causar mais 
sofrimento para as pessoas que 
convivem com os pacientes do que para 
eles próprios. 
Além disso, as manifestações do 
transtorno sempre estão presentes em 
casa e com pessoas que conhecem bem, mas podem ou não serem vistas na escola ou com 
pessoas estranhas. Por isso, pode ser que eles não aparentem nada quando são levados 
ao médico. 
Como consequência das características citadas, pode surgir baixa autoestima e humor mais 
deprimido. Já na adolescência, pode acontecer abuso de álcool e outras substâncias, assim 
como evolução para transtorno de conduta ou transtorno do humor. 
Causas e fatores de risco 
Não existe uma causa específica e conhecida para o Transtorno Opositivo-Desafiador. 
Entretanto, várias teorias são levantadas por diferentes grupos de estudiosos. 
https://www.youtube.com/embed/iQqkN6giY5A?feature=oembed
 
 
A psicanálise, por exemplo, atribuiu o transtorno a conflitos não resolvidos com figuras de 
autoridade. Já os behavioristas acreditam que esse é um comportamento aprendido pela 
criança para ter controle sobre os pais e ganhar atenção. 
 Os fatores de risco também não são cientificamente comprovados. Porém alguns 
estudos afirmam que os seguintes fatores podem aumentar a chance de desenvolver TOD: 
 Educação muito rígida; 
 Mães com problema de saúde mental; 
 Ter sofrido violência; 
 Sexo masculino antes da puberdade e sexo feminino depois da puberdade. 
Diagnóstico de TOD 
 O diagnóstico só pode ser feito por um médico, de preferência psiquiatra. Não 
existem exames que possam diagnosticar TOD, por isso o diagnóstico é chamado de clínico, 
que é quando o médico chega a ele a partir da história e dos sintomas do paciente. Para 
isso, existe um livro chamado Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos mentais 
(DSM) que foi escrito pela Associação Americana de Psiquiatria. Esse manual tem uma série 
de critérios necessários para classificar doenças psiquiátricas. 
 Dessa forma, os critérios que precisam estar presentes para se der o diagnóstico de 
Transtorno Opositivo-Desafiador são: 
A- Ter um padrão de comportamento negativista, hostil e desafiador por pelo menos 6 
meses. Durante esse padrão, 4 ou mais das seguintes características precisam estar 
presentes mais vezes do que em crianças de idade semelhante: 
 Perder a calma com frequência; 
 Discutir com adultos com frequência; 
 Desacatar ou se recusar a obedecer a pedidos ou ordens de adultos muitas vezes; 
 Ter um comportamento que incomoda de propósito várias vezes; 
 Frequentemente colocar a responsabilidade nos outros pelos seus atos; 
 Se irritar com facilidade em diversas ocasiões; 
 Ficar com raiva e ressentido; 
 Ser rancoroso ou vingativo. 
B. Um dos comportamentos acima influência de forma negativa e significativa nas relações 
com as pessoas, na escola ou no trabalho. 
C. O comportamento acontece fora de um transtorno psicótico ou de humor. 
D. Não tem diagnóstico de Transtorno de Conduta nem de Transtorno de Personalidade 
Antissocial (depois dos 18 anos). 
Portanto, se a pessoa tiver os critérios A B, C e D ela é diagnosticada com TOD. 
 
 
Como saber se uma criança tem TOD ou é apenas desobediente. 
 Durante o desenvolvimento, as crianças precisam aprender a comunicar sua própria 
vontade e ter autonomia. Dessa forma, é completamente normal que bebês de 18 a 24 
meses tenham um comportamento opositivo muito intenso, período que é conhecido 
como “os terríveis 2 anos”. 
 Porém, o problema está quando essa fase continua de formaexacerbada à medida 
em que a criança fica mais velha. 
 Também é normal que as crianças tenham predisposições comportamentais 
diferentes: algumas têm preferências fortes, são mais teimosas ou mais temperamentais. 
Nas crianças com TOD, entretanto, fica claro que seu comportamento é muito diferente 
do que o da maioria das crianças da sua idade. 
 Por fim, é importante analisar a relação das crianças com os pais. Pais que impõem 
sua vontade de forma mais extrema podem provocar comportamentos opositivos em seus 
filhos, sem que isso seja, no começo, TOD. Além disso, traumas ou doenças que 
incapacitem podem levar a comportamento opositor pela criança como forma de se 
defender contra impotência, ansiedade ou falta de autoestima. 
TOD e outros transtornos 
Você sabia que TOD pode estar associado a outros distúrbios como Transtorno de Conduta, 
TDAH, autismo e Transtorno Bipolar? Veja a relação com cada um deles. 
Transtorno de Conduta 
De acordo com estudos, cerca de 30% das crianças com TOD vão evoluir para Transtorno 
de Conduta na adolescência. Pior do que isso: quando o Transtorno Opositivo-Desafiador 
não é tratado, a evolução para o Transtorno de Conduta pode aumentar para até 75% dos 
casos. 
Nesse transtorno, é comum um comportamento mais agressivo. Então, agressões a 
pessoas, a si mesmo e a animais são frequentes. Também é comum que o paciente destrua 
propriedades, minta, roube e viole outras regras (como, por exemplo, mate aula). 
TDAH e TOD: 
Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e TOD estão associados. 
Crianças com TDAH normalmente têm: 
• Distração frequente; 
• Esquecimento; 
• Dificuldade em organizar tarefas; 
tdah:%20ou%20Transtorno%20de%20D%C3%A9ficit%20de%20Aten%C3%A7%C3%A3o%20com%20Hiperatividade
https://eurekka.me/tdah/
 
 
• Movimentos e conversas excessivas; 
• Impulsividade; 
• Baixo rendimento na escola. 
 Estima-se que até 50% dos casos de TDAH estejam relacionados com TOD. 
 Quando a criança apresenta os dois transtornos, o TOD vai ter influência na maneira 
em como o TDAH vai se manifestar na vida do pequeno. Assim, normalmente compromete 
o comportamento da criança com os adultos à sua volta, e o rendimento escolar pode 
piorar ainda mais. 
 Então, além do tratamento do TDAH, será necessário procurar ajuda também para o 
transtorno opositor. 
Autismo 
Crianças do espectro autista gostam de passar muito mais tempo sozinhas do que com 
outras pessoas. Inclusive, se sentem muito desconfortáveis na presença dessas. Portanto, 
quando o autismo não vem sozinho, é improvável que uma criança autista desafie ou se 
oponha a alguém, sendo mais comum que ele simplesmente ignore o que lhe foi dito. 
 Crianças autistas também evitam contato visual e podem fazer movimentos 
repetitivos. Outra atitude muito característica é dar funções para brinquedos diferentes 
daquelas que eles têm. Por exemplo: balançar um lápis no ar como se fosse um avião. 
 Entretanto, TOD é uma das comorbidades que podem ser observadas em casos de 
autismo. E por terem características tão diferentes, isso faz com que muitas vezes o 
diagnóstico de autismo seja prejudicado. 
 Para os dois transtornos, a intervenção precoce é essencial, podendo prevenir 
quadros mais graves. Por isso, se você suspeita que seu filho ou filha tenha autismo ou TOD 
– ou os dois – procure ajuda profissional o quanto antes. 
Transtorno Bipolar (TB) 
Outra comorbidade associada ao TOD é a bipolaridade. 
Pacientes com transtorno bipolar têm duas fases que se intercalam ao longo de semanas: 
• Fase de mania ou hipomaníaca: quando a pessoa fica agitada, fala alto e muito, 
troca a noite pelo dia, dorme muito pouco, fica com mania de grandeza e se expõem 
publicamente muito mais do que o normal. 
• Fase de depressão: quando acontece baixa autoestima e a pessoa quase não sai do 
quarto, não tem visão de futuro nem vontade de fazer nada e dorme o dia todo. 
https://eurekka.me/autismo/
https://eurekka.me/bipolaridade/
 
 
 
TOC é um transtorno psiquiátrico de ansiedade que 
tem como principal característica a presença de crises 
recorrentes de obsessões e compulsões. 
TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um 
distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no 
“Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos 
Mentais – DSM V” da Associação de Psiquiatria 
Americana. A principal característica do TOC é a 
presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. 
Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa 
insistentemente, sem que ela queira. Como um disco riscado que se põe a repetir sempre 
o mesmo ponto da gravação, eles ficam patinando dentro da cabeça e o único jeito para 
livrar-se deles por algum tempo é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras 
e etapas rígidas e pré-estabelecidas, que ajudam a aliviar a ansiedade. Alguns portadores 
dessa desordem acham que, se não agirem assim, algo terrível pode acontecer-lhes. No 
entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que são 
realizados os rituais e pode transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da 
pessoa como para a vida da família inteira. 
Em geral, os rituais se desenvolvem nas áreas da limpeza, checagem ou conferência, 
contagem, organização, simetria, colecionismo, e podem variar ao longo da evolução da 
doença. 
Existem dois tipos de TOC: 
▪ Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com 
frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa; 
▪ Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o 
exercício da compulsão que alivia a ansiedade. 
SINTOMAS 
Em algumas situações, todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não 
caracterizam o TOC. O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos 
obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que 
toma conta da pessoa. 
Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas 
palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada 
TOC (TRANSTORNO OBSESSIVO CONTROLADOR) 
 
 
possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, 
acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo. 
TRATAMENTO 
O tratamento de TOC pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso 
utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. São os únicos que 
funcionam. 
A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com 
comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que 
gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser 
melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica. 
É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. 
Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento. 
 
 
RECOMENDAÇÕES 
 
▪ Não há quem não tenha experimentado alguma vez 
um comportamento compulsivo, mas se ele se 
repete a ponto de prejudicar a execução de tarefas 
rotineiras, a pessoa pode ser portadora de TOC e 
precisa de tratamento; 
▪ Crianças podem obedecer a certos rituais, o que é 
absolutamente normal. No entanto, deve chamar a 
atenção dos pais a intensidade e a frequência 
desses episódios. O limite entre normalidade e TOC é muito tênue; 
▪ Os pais não devem colaborar com a perpetuação das manias e rituais dos filhos. 
Devem ajudá-los a enfrentar os pensamentos obsessivos e a lidar com a compulsão 
que alivia a ansiedade; 
▪ O respeito a rituais do portador de TOC pode interferir na dinâmica da família inteira. 
Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico de certeza e encaminhar a pessoa 
para tratamento; 
▪ Esconder os sintomas por vergonha ou insegurança é um péssimo caminho. Quanto 
maisse adia o tratamento, mais grave fica a doença. 
 
 
O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é 
uma das patologias psiquiátricas, mas 
frequentes atualmente. Acredita-se que 
cerca de 1 a 2% da população brasileira tenha 
TOC (cerca de 4 milhões), podendo se 
manifestar em qualquer idade e ambos os 
sexos. Diferente de outros transtornos de 
ansiedade, o TOC não é mais frequente em 
mulheres, sendo que apresenta inclusive uma manifestação mais precoce em homens (as 
vezes antes da adolescência). 
No TOC a pessoa apresenta pensamentos intrusivos que são desconfortáveis e geralmente 
negativos. Esse desconforto é transitoriamente aliviado por comportamentos 
compulsivos, estereotipados, repetitivos e muitas vezes desnecessários, gerando um ciclo 
vicioso de angustia – compulsão. A doença frequentemente se associa a outros sintomas 
de ansiedade e até depressão, os pacientes apresentam franco comprometimento das 
atividades diárias e apresentam muita frustração por não controlarem adequadamente 
seus pensamentos e comportamentos. 
O tipo de pensamento (obsessão) e de comportamento (compulsão) recorrente varia 
muito de um caso a outro. Os pensamentos mais comuns são de contaminação, 
imperfeição, impureza, doença, de morte, desastres, ruína, etc., seja com a própria pessoa, 
seja com outras ou com a própria humanidade, a sensação de ansiedade e angustia gerada 
pelo pensamento intrusivo gera um padrão de comportamento irresistível, cíclico e vazio, 
os mais comuns são: de limpeza, de alinhamento, organização, contagem, de checagem, 
etc. Após o comportamento pode surgir frustração e mal estar, reiniciando o ciclo. 
O paciente pode apresentar comportamentos compulsivos com uma frequência muito 
alta. Geralmente a pessoa com TOC apresenta algum controle sobre seu problema, 
podendo se manter relativamente normal em alguns ambientes. O quadro piora em fases 
de maior estresse. 
O paciente com TOC não perde a lucidez e a crítica, ele sabe que os pensamentos intrusivos 
são absurdos ou exagerados e que os comportamentos são disfuncionais e sem sentido 
prático, mesmo assim não consegue contê-los em sua plenitude. 
Comportamentos compulsivos mais frequentes: 
 Alinhamento 
 Organização 
 Limpeza 
 Checagem 
 Contagem 
 
 
TOC e MANIAS 
Definir a patologia TOC nem sempre é fácil. Muitos pacientes demoram para buscar ajuda 
e conseguem administrar de alguma forma seu TOC. Outro risco é que pessoas normais se 
considerem TOC por apresentar alguma rotina, mania (no sentido leigo da palavra, de 
habito peculiar) ou ritual. 
Todo mundo apresenta comportamentos repetitivos e aparentemente inúteis em algumas 
situações. Batemos na madeira, checamos duas vezes se a porta está trancada, limpamos 
a casa várias vezes, fazemos sinal da cruz ao passar em frente a uma igreja e por aí vai. 
Manias são comuns e até úteis em algumas situações para manter a rotina. Algumas são 
fruto de aspectos sociais, culturais ou religiosos, esses ritos contextualizados, leves e que 
não geram problemas ou transtornos para serem realizados não configuram TOC. 
 
O limiar as vezes é tênue entre uma mania e um TOC, podendo até haver migração de um 
componente a outro. Mas, de modo geral conseguimos definir entre um e outro nos 
baseando em: intensidade, contexto, motivação, impacto na qualidade de vida. 
Diferenciando TOC e mania 
 Intensidade 
 Motivação 
 Contexto 
 Impacto na qualidade de vida 
Causas do TOC 
TOC é uma doença psiquiátrica com causas múltiplas e complexas, acredita-se que existam 
fatores genéticos e ambientais que geram disfunções no funcionamento cerebral gerando 
inseguranças, instabilidade e respostas alteradas ao estresse. O TOC não é fruto de criação 
ou isoladamente de comportamentos aprendidos na infância. Existem componentes 
funcionais intrínsecos do cérebro, principalmente no lobo frontal e nas vias do 
neurotransmissor SEROTONINA que gera um padrão psíquico marcado por intrusões de 
pensamentos e comportamentos de alívio. A escolha do tipo de obsessão e do tipo de 
comportamento pode ter eventualmente um padrão influenciado por aprendizado, 
contexto e questões culturais contemporâneas. 
TRATAMENTO 
O tratamento do TOC é individualizado caso a caso. Em casos mais graves o recomendado 
é o tratamento combinado, como medicamentos específicos, terapia do tipo cognitivo 
comportamental e mudança do estilo de vida. O tratamento é crônico e deve ser 
acompanhado por médico, psicólogo e a participação do paciente e familiares é 
 
 
fundamental. É sempre recomendado medidas ante estresse como: atividades físicas, boa 
alimentação, controle do sono, etc. 
 
 
O QUE É TDAH? 
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno 
neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente 
acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, 
inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de 
Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. 
Existe mesmo o TDAH? 
Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde 
(OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos 
pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. 
Não existe controvérsia sobre a existência do TDAH? 
Não, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos mais 
renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a este respeito. Consenso é uma 
publicação científica realizada após extensos debates entre pesquisadores de todo o 
mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um mesmo grupo ou instituição e não 
compartilham necessariamente as mesmas ideias sobre todos os aspectos de um 
transtorno. 
Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe? 
Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-
fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma “invenção” médica ou da 
indústria farmacêutica, para terem lucros com o tratamento. 
No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer 
pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de 
nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em “experiência pessoal” ou então 
relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas 
especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sítios na Internet, mas nunca apresentaram 
seus “resultados” em congressos ou publicaram em revistas científicas, para que os demais 
possam julgar a veracidade do que dizem. 
TDAH (TRANSTORNO DE DÉFICT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE) 
 
 
Os segundos são aqueles que pretendem “vender” alguma forma de tratamento diferente 
daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo 
correto. 
Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com 
medicamentos causa consequências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, 
nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do 
mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma 
“aparência” de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o 
que dizem. 
Porque desinformação, falta de raciocínio científico e ingenuidade constituem uma 
mistura perigosa 
O TDAH é comum? 
Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços 
especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo 
em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o 
indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos. 
 
 
Quais são os sintomas de TDAH? 
O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: 
1) Desatenção 
2) Hiperatividade-impulsividade 
O TDAH na infânciaem geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com 
demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no 
mundo da lua” e geralmente “estabanadas” e com “bicho carpinteiro” ou “ligados por um 
motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais 
sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. 
Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, 
como por exemplo, dificuldades com regras e limites. 
Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, 
bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam 
dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos (“colocam 
os carros na frente dos bois”). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento 
e quanto isto afeta os demais à sua volta. São frequentemente considerados “egoístas”. 
 
 
Eles têm uma grande frequência de outros problemas associados, tais como o uso de 
drogas e álcool, ansiedade e depressão. 
Quais são as causas do TDAH? 
Já existem inúmeros estudos em todo o mundo – inclusive no Brasil – demonstrando que 
a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno 
não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo 
como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos. 
Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as 
suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais 
desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é 
responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos 
inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e 
planejamento. 
O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de 
substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e 
noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios). 
Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da 
região frontal e suas conexões. 
 
A) Hereditariedade: 
 Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma 
predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de 
observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também 
afetados com TDAH era mais frequente do que nas famílias que não tinham crianças com 
TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas são cerca de 2 a 
10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familial). 
Porém, como em qualquer transtorno do 
comportamento, a maior ocorrência dentro da 
família pode ser devido a influências ambientais, 
como se a criança aprendesse a se comportar de 
um modo “desatento” ou “hiperativo” 
simplesmente por ver seus pais se comportando 
desta maneira, o que excluiria o papel de genes. 
Foi preciso, então, comprovar que a recorrência 
familial era de fato devida a uma predisposição 
genética, e não somente ao ambiente. Outros 
 
 
tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de 
genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se 
pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na 
presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 
3 vezes mais TDAH que os pais adotivos. 
 Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos 
(bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade 
etc.…). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao 
contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais 
nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de 
componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto 
mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior 
é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH 
mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz “concordantes”) 
do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante 
participação de genes na origem do TDAH. 
 A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi 
começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, 
como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca 
devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência 
genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários 
genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, 
também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único “gene do 
TDAH”. Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar 
agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre 
si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de 
depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e 
abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH. 
B) Substâncias ingeridas na gravidez: 
Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem 
causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal 
orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com 
problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes 
estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma 
relação de causa e efeito. 
C) Sofrimento fetal: 
Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram 
causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de 
 
 
causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar 
mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela 
própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de 
problemas no parto. 
D) Exposição a chumbo: 
Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas 
semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar 
qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é 
raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica. 
E) Problemas Familiares: 
Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa 
instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e 
famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. 
Estudos recentes têm refutado esta ideia. As dificuldades familiares podem ser mais 
consequência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais). 
Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo. 
F) Outras Causas 
 
 
DIAGNÓSTICO-CRIANÇAS 
Crianças e Adolescentes 
 O questionário abaixo é denominado SNAP-IV e foi construído a partir dos sintomas 
do Manual de Diagnóstico e Estatística – IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de 
Psiquiátrica. Você também pode imprimir e levar para o professor preencher na escola. 
Esta é a tradução validada pelo GEDA – Grupo de Estudos do Déficit de Atenção da UFRJ e 
pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da UFRGS. 
IMPORTANTE: QUESTIONÁRIO SNAP 
 Este questionário é apenas um ponto de partidapara levantamento de alguns 
possíveis sintomas primários do TDAH. 
 O diagnóstico correto e preciso do TDAH só pode ser feito através de uma longa 
anamnese (entrevista) com um profissional médico especializado (psiquiatra, neurologista, 
neuropediatra). Muitos dos sintomas abaixo relacionados podem estar associados a outras 
comorbidades correlatas ao TDAH e outras condições clínicas e psicológicas. Lembre-se 
sempre que qualquer diagnóstico só pode ser fornecido por um profissional médico. 
 
 
 
https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-
aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade 
 
https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade
https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FORMULÁRIO SNAP 
 
 
QUADRO CLÍNICO 
Publicado por ABDA | maio 10, 2017 | Sobre TDAH | 
Sintomas em crianças e adolescentes: 
As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitadas ou inquietas. 
Frequentemente têm apelido de “bicho carpinteiro” ou coisa parecida. Na idade pré-
escolar, estas crianças mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, 
mexendo em vários objetos como se estivessem “ligadas” por um motor. Mexem pés e 
mãos, não param quietas na cadeira, falam muito e constantemente pedem para sair de 
sala ou da mesa de jantar. 
Elas têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que 
não lhes sejam interessantes. Elas são facilmente distraídas por estímulos do ambiente 
externo, mas também se distraem com pensamentos “internos”, isto é, vivem “voando”. 
Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.). Como 
a atenção é imprescindível para o bom funcionamento da memória, elas em geral são tidas 
como “esquecidas”: esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na 
véspera da prova, etc. (o “esquecimento” é uma das principais queixas dos pais). Quando 
elas se dedicam a fazer algo estimulante ou do seu interesse, conseguem permanecer mais 
tranquilas. Isto ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem 
dar um “reforço” no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis 
normais. O fato de uma criança conseguir ficar concentrada em alguma atividade não 
exclui o diagnóstico de TDAH. É claro que não fazemos coisas interessantes ou 
estimulantes desde a hora que acordamos até a hora em que vamos dormir: os portadores 
de TDAH vão ter muitas dificuldades em manter a atenção em um monte de coisas. 
Elas também tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não leem a pergunta até o final 
e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). Frequentemente também 
apresentam dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer. 
Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual. O 
TDAH não se associa necessariamente a dificuldades na vida escolar, embora esta seja uma 
queixa frequente de pais e professores. É mais comum que os problemas na escola sejam 
de comportamento que de rendimento (notas). 
Um aspecto importante: as meninas têm menos sintomas de hiperatividade-impulsividade 
que os meninos (embora sejam igualmente desatentas), o que fez com que se acreditasse 
que o TDAH só ocorresse no sexo masculino. Como as meninas não incomodam tanto, 
eram menos encaminhadas para diagnóstico e tratamento médicos. 
 
 
 
 
Sintomas em adultos: 
A existência da forma adulta do TDAH foi oficialmente reconhecida apenas em 1980 pela 
Associação Psiquiátrica Americana. E, desde então inúmeros estudos têm demonstrado a 
presença do TDAH em adultos. Passou-se muito tempo até que ela fosse amplamente 
divulgada no meio médico e ainda hoje, observa-se que este diagnóstico é apenas 
raramente realizado, persistindo o estereótipo equivocado de TDAH: um transtorno 
acometendo meninos hiperativos que têm mau desempenho escolar. Muitos médicos 
desconhecem a existência do TDAH em adultos e quando são procurados por estes 
pacientes, tendem a tratá-los como se tivessem outros problemas (de personalidade, por 
exemplo). Quando existe realmente um outro problema associado (depressão, ansiedade 
ou drogas), o médico só diagnostica este último e “deixa passar” o TDAH. 
Atualmente acredita-se que em torno de 60% das crianças com TDAH ingressarão na vida 
adulta com alguns dos sintomas (tanto de desatenção quanto de hiperatividade-
impulsividade) porém em menor número do que apresentavam quando eram crianças ou 
adolescentes. 
Para se fazer o diagnóstico de TDAH em adultos é obrigatório demonstrar que o transtorno 
esteve presente desde criança. Isto pode ser difícil em algumas situações, porque o 
indivíduo pode não se lembrar de sua infância e também os pais podem ser falecidos ou 
estar bastante idosos para relatar ao médico. Mas em geral o indivíduo lembra de um 
apelido (tal como “bicho carpinteiro”, etc.) que denuncia os sintomas de hiperatividade-
impulsividade e lembra de ser muito “avoado”, com queixas frequentes de professores e 
pais. 
Os adultos com TDAH costumam ter dificuldade de organizar e planejar suas atividades do 
dia a dia. Por exemplo, pode ser difícil para uma pessoa com TDAH determinar o que é 
mais importante dentre muitas coisas que tem para fazer, escolher o que vai fazer primeiro 
e o que pode deixar para depois. Em consequência disso, quem TDAH fica muito 
“estressado” quando se vê sobrecarregado (e é muito comum que se sobrecarregue com 
frequência, uma vez que assume vários compromissos diferentes), pois não sabe por onde 
começar e tem medo de não conseguir dar conta de tudo. Os indivíduos com TDAH acabam 
deixando trabalhos pela metade, interrompem no meio o que estão fazendo e começam 
outra coisa, só voltando ao trabalho anterior bem mais tarde do que o pretendido ou então 
se esquecendo dele. 
O portador de TDAH fica com dificuldade para realizar sozinho suas tarefas, principalmente 
quando são muitas, e o tempo todo precisa ser lembrado pelos outros sobre o que tem 
para fazer. Isso tudo pode causar problemas na faculdade, no trabalho ou nos 
relacionamentos com outras pessoas. A persistência nas tarefas também pode ser difícil 
para o portador de TDAH, que frequentemente “deixa as coisas pela metade”. 
 
 
 
TDAH e atividade física: como melhorar os sintomas de déficit de atenção e 
hiperatividade com exercícios: 
 
O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma disfunção cognitiva e 
comportamental que, segundo estudos, tem prevalência 
de 5% entre as crianças de todo o mundo. São 
características do TDAH: dificuldade de atenção, alta 
impulsividade e hiperatividade. Pode também vir 
associado a outras condições como ansiedade, 
depressão, distúrbios de personalidade, entre outras. 
 
Há no Brasil uma cultura de "medicalização", na qual a 
administração de remédios é maior do que outros tipos 
de terapia, e é feita com altas doses de estimulantes e 
antidepressivos. Portanto, é importante 1) realizar o 
diagnóstico correto (muitas crianças com dificuldade 
apenas na escola são diagnosticadas erroneamente 
como portadoras de TDAH) e 2) pensar em terapias alternativas como o exercício físico. 
Do ponto de vista fisiológico existem duas maneiras básicas de pensar o TDAH em relação 
ao exercício. Uma é sobre os neurotransmissores: o exercício aumenta a concentração de 
dopamina e norepinefrina, bem como de outros produtos químicos do cérebro que, 
acredita-se, são condutores da atenção. Sendo assim, a prática de exercício tem efeito 
positivo semelhante àquele que ocorre 
ao tomar um estimulante como a 
Ritalina (e sem efeitos adversos da 
medicação).ter sintomas persistentes. A longo prazo, o tratamento contínuo ajuda a controlar 
estes sintomas. 
 
 
 
Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a 
requisitos específicos para atender a todos que precisem de acompanhamento. Acesse 
nosso site e confira você mesmo todas as oportunidades oferecidas! 
Medicamentos 
Diferentes tipos de medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas do transtorno 
bipolar. Um indivíduo pode precisar tentar vários medicamentos diferentes antes de 
encontrar aqueles que funcionam melhor. 
Os medicamentos geralmente usados para tratar o distúrbio bipolar incluem: 
 Estabilizadores de humor 
 Antipsicóticos atípicos 
 Antidepressivos 
 Qualquer pessoa que tome um medicamento deve: 
 Ter uma prescrição médica e ter a devida orientação de seu psiquiatra. É importante 
compreender todos os riscos e benefícios da medicação. 
 Informar qualquer preocupação sobre efeitos colaterais para um médico 
imediatamente. O médico pode precisar alterar a dose ou tentar um medicamento 
diferente. 
Evitar parar a medicação comunicar previamente seu médico. De repente parar um 
medicamento pode levar a um efeito “rebote” ou piora dos sintomas do transtorno 
bipolar. Outros efeitos de retirada desconfortáveis ou potencialmente perigosos também 
são possíveis. 
Psicoterapia 
Quando feito em combinação com medicação, psicoterapia pode ser um tratamento muito 
eficaz para o transtorno bipolar. Ela pode fornecer apoio, educação e orientação para 
pessoas com o transtorno e suas famílias. Alguns tratamentos de psicoterapia utilizados 
incluem: 
 Terapia cognitivo-comportamental (TCC) 
 Terapia focada na família 
 Terapia de ritmos interpessoais e sociais 
 Psicoeducação 
 
Outras Opções de Tratamento 
A Terapia eletroconvulsiva (ECT) 
ECT pode fornecer alívio para pessoas com transtorno bipolar grave que não foram capazes 
de se recuperar com outros tratamentos. Às vezes ECT é usado para sintomas bipolares 
 
 
quando outras condições médicas, incluindo a gravidez, tornam o uso de medicamentos 
extremamente arriscado. A ECT pode causar alguns efeitos colaterais de curto prazo, 
incluindo confusão, desorientação e perda de memória. As pessoas com bipolaridade 
devem discutir possíveis benefícios e riscos de ECT com um profissional de saúde 
qualificado. 
Medicamentos para o sono 
As pessoas com transtorno bipolar que têm problemas para dormir geralmente acham que 
o tratamento é útil. No entanto, se a insônia não melhorar, um médico pode sugerir uma 
mudança nos medicamentos. Se o problema persistir, o médico pode prescrever sedativos 
ou outros medicamentos para dormir. 
Suplementos 
Pouca pesquisa foi conduzida em ervas ou suplementos naturais e como eles podem afetar 
o transtorno bipolar. 
É importante para um médico saber sobre todos os medicamentos prescritos, outras 
medicações ministradas por decisão própria e suplementos que um paciente está 
tomando. Alguns medicamentos e suplementos tomados em conjunto podem causar 
efeitos indesejados ou perigosos. 
Monitoramento diário 
Mesmo com tratamento adequado, oscilações de humor podem ocorrer. O tratamento é 
mais eficaz quando um cliente, um médico e um psicólogo trabalham em conjunto e falam 
abertamente sobre preocupações e escolhas. Manter anotações com registros dos 
sintomas de humor diário, tratamentos, padrões de sono e eventos de vida pode ajudar 
pacientes e m Como posso me ajudar se eu for diagnosticado com transtorno bipolar? 
Você pode ajudar a si mesmo, obtendo tratamento e seguindo as orientações do seu 
psicólogo e psiquiatra. A recuperação leva tempo, e não é fácil. Mas o tratamento é a 
melhor maneira de começar a se sentir melhor. 
Aqui estão algumas dicas: 
 Converse com seu médico e psicólogo sobre seu tratamento. 
 Não interrompa sua medicação. 
 Mantenha uma rotina para comer e dormir. 
 Certifique-se de dormir o suficiente. 
 Aprenda a reconhecer suas oscilações de humor. 
 Peça a um amigo ou parente para ajudá-lo a manter o seu tratamento. 
 Seja paciente consigo mesmo. 
 Melhoria leva tempo. 
 
 
 
Como posso ajudar uma pessoa querida com transtorno bipolar? 
Ajude seu amigo ou parente a consultar um psiquiatra para obter o diagnóstico e 
tratamento corretos. Você pode precisar fazer a consulta e ir ao médico junto com ele. 
Aqui estão algumas coisas úteis que você pode fazer: 
 Seja paciente. 
 Incentive o seu amigo ou parente a falar, e ouvir com atenção. 
 Seja compreensivo sobre mudanças de humor. 
 Inclua seu amigo ou parente em atividades divertidas. 
 Lembre à pessoa que ficar melhor é possível com o tratamento certo. 
Como o transtorno bipolar afeta amigos e família? 
Quando um amigo ou parente tem transtorno bipolar, isso afeta você também. Cuidar de 
alguém com transtorno bipolar pode ser estressante. Você tem que lidar com as mudanças 
de humor e às vezes outros problemas, como beber muito. Às vezes, o estresse pode 
esticar seus relacionamentos com outras pessoas. Os cuidadores podem perder o trabalho 
ou perder tempo livre. Se você está cuidando de alguém com o transtorno, cuide de si 
mesmo também. Encontre alguém com quem você possa conversar sobre seus 
sentimentos. Procure um psicólogo, faça terapia também. Peça orientações sobre grupos 
de apoio para cuidadores. Se você mantiver seu nível de estresse baixo, você fará um 
trabalho melhor, e poderá ajudar o seu amado a manter o seu tratamento. 
 
 
 
 
 
https://leandroteles.com.br/toc-e-manias/ 
https://tdah.org.br/diagnostico-criancas/ 
https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-
melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade 
https://www.vitalk.com.br/blog/depressao/ 
https://www.vittude.com/blog/fala-psico/ansiedade-desmistificando-seus-sintomas-e-
tratamentos/ 
http://www.verea.com.br/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag/ 
https://www.tuasaude.com/transtorno-de-conduta/ 
https://www.vittude.com/blog/transtorno-bipolar/ 
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http://nomundodamaternidade.com.br/2016/06/estimulando-o-bebe.html 
http://diariomaedeumautista.blogspot.com/p/videos.html 
http://www.motricidade.com.br/edi.html 
https://paizinhovirgula.com/conheca-as-etapas-do-desenvolvimento-da-audicao-e-
linguagem-dos-nossos-filhos/ 
 
 
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https://paizinhovirgula.com/conheca-as-etapas-do-desenvolvimento-da-audicao-e-linguagem-dos-nossos-filhos/
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