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A importância de observar a escala do desenvolvimento da criança: Psicopedagogia Neuropsicopedagogia HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS NA DEVOLUTIVA Psicopedagoga Rosemeire Castro Antes de observar os transtornos e síndromes, importante saber sobre o desenvolvimento da criança a cada fase que ela passa, por isso é importante avaliar com bons instrumentos de avaliação. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Guia Portage de Educação Pré-Escolar – A escala Portage para avaliação e cálculo da idade de desenvolvimento Nos primeiros anos de vida da criança que ocorrem importantes avanços nas aquisições motoras, cognitivas, de linguagem e social. As aquisições neuropsicomotoras nesta fase ajudam na compreensão do desenvolvimento da criança, uma vez que esse período é marcado como a fase crítica. Identificar os fatores de risco neurológico é um processo complexo, principalmente nos primeiros meses de vida, onde a variabilidade de comportamento, tônus muscular, atividade postural e habilidades funcionais são comuns. Para a identificação de alterações do desenvolvimento motor de crianças, há instrumentos padronizados, dentre eles, o GUIA PORTAGE, que avalia crianças de zero a 24 meses de idade, caracteriza-se por sua aplicação simples e rápida e sua correção é imediata, alcançando no cálculo um quociente de desenvolvimento específico e global. ACESSE O LINK ABAIXO e tenha seu guia Inventário Portage. https://youtu.be/6Lw8OsBLtaU Esse material foi elaborado pela Psicopedagoga Rosemeire Castro, ACESSE MEUS CONTATOS – INSTAGRAM, YOUTUBE, WHATS psicoensinasjc Youtube whatsapp LINKTREE psicorosemeirecastro | Instagram | Linktree Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 https://youtu.be/6Lw8OsBLtaU https://www.instagram.com/psicoensinasjc/?next=%2F https://www.youtube.com/channel/UCtVEGh7i6d0gRH1h5J6koxg https://chat.whatsapp.com/GWL9xfamfROD2LvbOPw22j https://chat.whatsapp.com/GWL9xfamfROD2LvbOPw22j https://linktr.ee/psicorosemeirecastro https://linktr.ee/psicorosemeirecastro Segue o vídeo abaixo para assistir: As crianças constroem o seu próprio conhecimento a partir das interações que estabelecem com outras pessoas e com o meio em que vivem. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim, fruto de um intenso trabalho de criação, significação e resignação (BRASIL, 1998, p. 21). O Desenvolvimento infantil é um processo contínuo e dinâmico que promove mudanças nas diversas áreas: física, social, emocional e cognitiva, numa complexa interação entre elas e o meio ambiente na qual cada estágio é construído a partir das etapas anteriores. O desenvolvimento deve ser compreendido dentro do modelo ecobiodesenvolvimental, no qual se expande da biologia e do ambiente para um conceito mais amplo, que abrange a epigenética e a neurociência. Pois avaliar uma nova proposta deum modelo de vigilância em desenvolvimento infantil, que pode ser aplicado como triagem em determinados pontos do desenvolvimento da criança e simultaneamente à aplicação do Denver II, e verificar também as possíveis associações entre variáveis sociodemográficas (renda, escolaridade dos pais, número de irmãos) e possíveis atrasos no desenvolvimento. O Denver II é um instrumento de triagem em desenvolvimento infantil que avalia de 0 a 6 anos, contém itens das áreas motoras ampla e fina-adaptativa, pessoal-social e lin- guagem. O resultado final poderá ser normal (a ausência de falhas ou com apenas uma Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 cautela), suspeito para atraso (2 cautelas ou mais, ou 1 falha ou mais) e não testável (recusa em fazer a testagem). Instrumento de Vigilância do Desenvolvimento Verificar o desenvolvimento da criança de 12 a 36 meses de idade: Perguntar; • Ausência ou pré-natal incompleto. • Problemas na gestação, parto ou nascimento da criança. • Prematuridade. • Peso abaixo de 2.500g • Icterícia grave. • Hospitalização no período neonatal. • Doenças graves como meningite, traumatismo craniano ou convulsões. • Parentesco entre os pais. • Casos de deficiência ou doença mental na família. • Fatores de risco ambientais como violência doméstica, depressão materna, drogas ou alcoolismo entre os moradores da casa, suspeita de abuso sexual, etc. LEMBRE-SE: Se a mãe disse que seu filho tem algum problema no desenvolvimento, fique mais atento na avaliação desta criança. Perímetro cefálico P90Presença de alterações fenotípicas: Fenda palpebral oblíqua Olhos afastados Implantação baixa de orelhas Lábio leporino Fenda palatina Pescoço curto e/ou largo Prega palmar única 5°. Dedo da mão curto e recurvado. Já para Piaget (1976), o desenvolvimento do indivíduo consiste em um processo de equilíbrio progressivo de suas dimensões sociais, de equilíbrio pessoal e cognitivo. A criança gradativamente vai elaborando novos conhecimentos, pautados na experiência e na interação com o meio físico e social, observando a relação entre o desenvolvimento e a aprendizagem. Para ele, [...] a aprendizagem não se confunde necessariamente com o desenvolvimento, e que, mesmo da hipótese segundo a qual as estruturas lógicas não resultam da maturação de mecanismos inatos somente, o problema subsiste em estabelecer se sua formação se reduz a uma aprendizagem propriamente dita ou depende Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 de processos de significação ultrapassando o quadro do que designamos habitualmente sob este nome (PIAGET, 1974, p. 34). Segundo Piaget os estágios não acontecem de forma aleatória e sim seguem um padrão estabelecido de acordo com sua maturação biológica, mais ou menos em uma idade determinada. Os estágios do desenvolvimento foram assim definidos por Piaget de acordo com a idade do indivíduo: Sensório-motor 0 a 2 anos, Pré-operatório 2 a 7 ou 8 anos, Operatório-concreto 8 a 11 anos e Operatório- formal 8 a 14 anos. Na fase dos três a cinco anos de idade a criança está num período de aperfeiçoamentos que é chamado de estágio pré- operatório. Esse estágio inicia-se, aproximadamente, aos dois anos e vai até aproximadamente os oito anos de idade. A criança começa a usar símbolos mentais, imagens ou palavras que representam objetos que não estão presentes, que são usadas para os exercícios de atividades psicológicas e do uso da linguagem. Piaget (apud. GOULART, 2009, p. 26. Divide o período pré-operatório em dois estágios, de acordo com a idade da criança: O período pré-operatório é dividido em dois estágios: a) de dois a quatro anos de idade, em que a criança se caracteriza pelo pensamento egocêntrico demonstrado pela dificuldade em se colocar no lugar do outro. A criança, nessa fase, ainda não consegue se colocar no lugar do outro. b) dos quatro aos sete anos, em que a criança se caracteriza pelo pensamento intuitivo. As operações mentais da criança, nesse estágio, se limitam aos significados imediatos do mundo infantil. A afetividade também apresenta significativa evolução, aparecendo sentimentos interindividuais, como simpatia, antipatia, respeito, etc., e uma afetividade interior, que se organiza de forma mais estável. Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 Piaget (1976) afirma que as estruturas mentais (cognitivas) são construídas e formadas ao longo do desenvolvimento da criança, quando o indivíduo age no meio social e se apropria de novos conhecimentos, através do processo de assimilação e acomodação. A Teoria Psicogenética de Piaget estuda as áreas do desenvolvimento: motora, física, cognitiva, afetiva e social, e principalmente nos períodos sensório-motor e pré- operatório,Em segundo lugar, ao longo do tempo, o exercício ajuda a construir o mecanismo para aumentar a quantidade de neurotransmissores no cérebro, bem como seus receptores pós-sinápticos. O exercício regular acaba promovendo o crescimento do sistema. Para auxiliar na prescrição do exercício físico para pessoas com TDAH, podemos estabelecer alguns facilitadores: estabelecer o planejamento do treinamento a curto, médio e longo prazo; propor atividades intervaladas e dinâmicas que atraiam o participante e mantenham sua concentração (circuitos lúdicos, com tarefas a cumprir); adequar o ambiente físico de forma lógica, para ajudar a organização mental durante o desenvolvimento da sessão; propor atividades que aumentem o tempo de concentração, controlem a impulsividade e amenizem a hiperatividade, como exercícios de equilíbrio ou de cooperação entre duas crianças; instruir de forma clara e expressiva; propor atividades lúdicas que sejam de interesse da criança, para que ela fique motivada a participar. Brincadeiras que já fazem parte do universo infantil podem ser adaptadas com diversos acessórios, assim ficando mais atrativas. o que é depressão? A depressão é um transtorno mental, e é extremamente comum. Apesar da abundância de estudos sobre o tema e de ser tema recorrente na mídia nos últimos tempos, ainda existe muito estigma e desconhecimento sobre o tema. Em primeiro lugar, necessário reconhecer que a depressão é um problema global de grande escala. Ao redor do mundo mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofrem de depressão em maior ou menor grau. Aqui no Brasil, a crise é potencialmente ainda mais séria – nós somos o país com os mais altos índices de depressão da América Latina. Além disso, ela é a principal causa de incapacitação no mundo, e um fator de peso para a carga geral de doenças ao redor do globo. Em suas piores manifestações, a depressão pode levar à automutilação e até ao suicídio. A preocupação com a o assunto é ainda maior dado o fato de que menos de metade das pessoas afetadas recebe tratamentos eficazes para a depressão – em alguns países, esse índice é menor que 10%. O estigma envolvido, falta de recursos e de informação, escassez de profissionais preparados para lidar com o tema são alguns dos fatores que acarretam esses números alarmantes. Ainda há muita confusão sobre o exatamente significa essa palavra. Existe uma incompreensão por grande parte da população sobre a relação de tristeza e depressão, sobre os sintomas causados, sobre o tratamento, e até sobre quem está passível de desenvolvê-la. É isso que vamos explorar aqui. DEPRESSÃO Depressão não é tristeza Tristeza é um sentimento completamente normal. Incontáveis vezes na vida, é esperado que uma pessoa vá se sentir triste. A morte de um ente querido, ser demitido do emprego, término de um relacionamento, brigas familiares… todas são situações nas quais é plenamente normalmente se sentir triste. No entanto, a tristeza acarretada por esses momentos difíceis na vida não é o mesmo que estar depressivo. A depressão é um estado anormal de consciência – não é um sentimento. Quando se está triste, é possível apontar um motivo específico (ou vários motivos), seja ele mais ou menos sério. Além disso, é perfeitamente possível sentir momentos de alegria intercalados com períodos de tristeza frente às dificuldades que a vida apresenta. Pessoas depressivas, por outro lado, ficam tristes com tudo o tempo todo – todas as suas interações com o mundo são filtradas pelo véu dessa situação. A depressão não necessariamente requer que algo tenha acontecido. Muitas vezes, na teoria, a vida da pessoa está ótima; e mesmo assim, o depressivo se sente terrivelmente mal. Paralelamente, ela mexe com a autoestima da pessoa. Junto com sentimento de tristeza, o indivíduo pode experimentar algum tipo de auto aversão e queda na autoconfiança e autoestima. Se simplesmente se sentir triste não configura depressão, quais são os reais sintomas que uma pessoa depressiva experimenta? Quais são os sintomas da depressão? Antes de tudo, é preciso ressaltar que apenas um profissional de saúde mental preparado pode dar um diagnóstico definitivo. No entanto, alguns sintomas são bastante relacionados à depressão e devem ser levados a sério caso você ou alguém próximo se identifique com eles. Para caracterizar um quadro depressivo, esses sintomas devem ser recorrentes – no mínimo duas semanas de persistência. A partir desse período, é possível começar a pensar se depressão está dentro das possibilidades. Os sintomas podem ser separados, para melhor compreensão, em algumas categorias. Comportamento não socializar mais; não produzir na escola/trabalho; isolamento de família próxima e amigos; alto uso de álcool ou sedativos; não praticar atividades que costumavam ser agradáveis; difícil de se concentrar; Sentimentos exaustão; culpa; irritação; frustração; falta de confiança; infelicidade; indecisão; desânimo; tristeza; Pensamentos Sou um fracasso; Tudo é minha culpa; Nada de bom nunca acontece comigo; Eu sou inútil; Ninguém gosta de mim; A vida não vale a pena; As pessoas estariam melhor sem mim; Físicos estar cansado o tempo todo; ficar muito doente e abatido; ter dores de cabeça e musculares; dormir muito ou muito pouco; mudança ou perda de apetite; perda ou ganho significativa de peso; Prevenção e tratamento precoce. É possível prevenir a depressão? Esse é um assunto ainda muito em debate dentro da psicologia e psiquiatria, mas estudos recentes mostram cada vez mais que existem sim, maneiras de prevenir – ou pelo práticas que diminuem consideravelmente a incidência de depressão. Vamos conferir algumas dessas práticas. 1 – Terapia A primeira prática é o acompanhamento terapêutico com profissional de psicologia. Estudos mostram que intervenções psicológicas preventivas podem diminuir a incidência do transtorno, especialmente em casos de recaídas. Outras ferramentas terapêuticas também tem se provado eficazes, com diminuição de até 50% da incidência de depressão em comparação com o grupo de controle. 2 – Exercício físico Uma das melhores ações para se tomar para prevenir depressão é a prática de exercício físico. Com liberação de vários neurotransmissores no cérebro que levam o cérebro a estados de maior relaxamento, se exercitar também é essencial na prevenção – e até no tratamento – do transtorno depressivo. 3 – Dormir bem Ter um boa noite de sono é extremamente revigorante. Dormir um número razoável de horas com constância, no entanto, é ainda mais importante que simplesmente acordar descansado. Estudos relacionam a incidência de insônia com maior índice de depressão; dormir bem à noite, portanto, pode estar relacionado com a prevenção de transtornos depressivos. 4 – Redes sociais Aqui no blog nós já falamos sobre os problemas relacionando saúde mental com a depressão. Por isso, manter o uso do celular e dos aplicativos em um nível mais baixo também ajuda a prevenir a depressão, ansiedade, etc. 5 – Alimentação Uma dieta balanceada e saudável é essencial para uma vida equilibrada; mas além disso, ela tem impacto direto em um possível caso de depressão. Por exemplo: dietas com alto índice de gordura alteram o comportamento e podem aumentar o risco de depressão e outras doenças psiquiátricas. É possível tratar a depressão? O diagnóstico de depressão, assim como de qualquer outra doença, deve ser feito por um especialista – nesse caso, por um profissional da saúde mental. Procurar ajuda especializada é essencial, pois o diagnóstico é complexo e é importante eliminar outros diagnósticos com sintomas parecidos. O profissional fará um exame físico e tirará o histórico do paciente para estabelecer os sintomase possivelmente só depois de um acompanhamento recorrente é que poderá dizer se o diagnóstico realmente é depressão. Existem alguns questionários que ajudam o profissional a entender a severidade da depressão. A Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton, por exemplo, consiste em 21 questões que resultarão em um grau de gravidade da depressão. Quanto ao tratamento, eles existem de forma efetiva tanto para depressão moderadas quanto severas. Terapias as mais variadas, como a Terapia Cognitivo Comportamental podem auxiliar no tratamento da depressão dos mais diversos graus. Outra ferramenta que existe são as medicações antidepressivas, que podem ser adequadas em alguns casos; no entanto, seu uso deve ser extremamente controlado. Esse é outro motivo pelo qual o diagnóstico deve ser feito por um profissional da saúde mental – somente essa pessoa poderá tanto avaliar quanto recomendar o melhor tratamento para o caso específico. A ansiedade é uma manifestação presente na vida de todo ser humano e passa a ser prejudicial quando sua presença acaba limitando nossas atividades e produzindo sentimentos de incapacidade e inferioridade frente a situações cotidianas, ameaçando a auto estima do Indivíduo. A ansiedade é decorrente de medos pessoais e não de perigos reais. Em linhas gerais a ansiedade, reação natural e necessária ao corpo, quando em excesso, traz consequências comprometedoras para a vida do indivíduo. O conhecido “Transtorno de ansiedade” é na verdade um termo genérico para um vasto leque de doenças psíquicas com sintomas e peculiaridades próprias. Abaixo podemos ter uma visão geral dos subtipos mais comumente encontrados na população: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) Caracteriza-se pela ansiedade que flui ao longo de horas, dias e meses. Há uma preocupação excessiva e incontrolável, geralmente associada a tensão muscular, insônia e irritabilidade. A ansiedade é um sentimento natural, que costuma surgir quando vivenciamos situações que provocam estresse, medo ou apreensão. Ficar ansioso em resposta a um evento específico é tão normal quanto sentir medo, tristeza, felicidade ou irritação. Na verdade, a ansiedade pode até ser benéfica em algumas situações, pois ela nos deixa mais alerta e preparado para enfrentar situações de perigo. Já a ansiedade como distúrbio psiquiátrico é algo completamente diferente. Dizemos que o paciente tem um transtorno de ansiedade quando o seu quadro de preocupação é prolongado, intenso e incontrolável, a ponto de atrapalhar as suas atividades pessoais e DEPRESSÃO profissionais. Frequentemente, essas crises de ansiedade surgem sem uma causa aparente ou justificável. O transtorno de ansiedade generalizada é, junto com a síndrome do pânico, a principal doença do grupo dos transtornos de ansiedade, acometendo transtorno de ansiedade generalizada é, junto com a síndrome do pânico, a principal doença do grupo dos transtornos de ansiedade, acometendo cerca de 3 a 5% da população. O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma persistente e excessiva ansiedade ou preocupação, que interfere nas atividades diárias do paciente e pode vir acompanhada de sintomas físicos, tais como: cansaço, inquietação, dificuldade de concentração, tensão muscular e insônia (falaremos dos sintomas mais à frente) Habitualmente, a ansiedade excessiva está ligada a situações cotidianas, como o trabalho, saúde familiar, questões financeiras ou até mesmo problemas pequenos, como conserto do carro ou encontros com outras pessoas. Em geral, o grau de preocupação é desproporcional ao motivo, a ponto da imensa maioria dos pacientes com TAG responder sim à seguinte pergunta: “Você se preocupa excessivamente com questões menores?”. Os pacientes com TAG sentem-se ansiosos na maioria dos dias e frequentemente precisam se esforçar para conseguirem lembrar da última vez que se sentiram relaxados, pois as crises de ansiedade se sobrepõem. Quando um motivo para estar ansioso é resolvido, logo em seguida surge outro. O transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes mais comum nas mulheres que nos homens e costuma surgir ao redor dos 30 anos de idade, apesar de poder estar presente tanto em crianças quanto em idosos. Além da associação com outros distúrbios de ansiedade, o transtorno de ansiedade generalizada também está frequentemente associado a um quadro de depressão. O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma persistente e excessiva ansiedade ou preocupação, que interfere nas atividades diárias do paciente e pode vir acompanhada de sintomas físicos, tais como: cansaço, inquietação, dificuldade de concentração, tensão muscular e insônia (falaremos dos sintomas mais à frente) Habitualmente, a ansiedade excessiva está ligada a situações cotidianas, como o trabalho, saúde familiar, questões financeiras ou até mesmo problemas pequenos, como conserto do carro ou encontros com outras pessoas. Em geral, o grau de preocupação é desproporcional ao motivo, a ponto da imensa maioria dos pacientes com TAG responder sim à seguinte pergunta: “Você se preocupa excessivamente com questões menores?”. Os pacientes com TAG sentem-se ansiosos na maioria dos dias e frequentemente precisam se esforçar para conseguirem lembrar da última vez que se sentiram relaxados, pois as crises de ansiedade se sobrepõem. Quando um motivo para estar ansioso é resolvido, logo em seguida surge outro. O transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes mais comum nas mulheres que nos homens e costuma surgir ao redor dos 30 anos de idade, apesar de poder estar presente tanto em crianças quanto em idosos. O transtorno de ansiedade generalizada é, junto com a síndrome do pânico, a principal doença do grupo dos transtornos de ansiedade, acometendo cerca de 3 a 5% da população. O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma persistente e excessiva ansiedade ou preocupação, que interfere nas atividades diárias do paciente e pode vir acompanhada de sintomas físicos, tais como: cansaço, inquietação, dificuldade de concentração, tensão muscular e insônia (falaremos dos sintomas mais à frente) Habitualmente, a ansiedade excessiva está ligada a situações cotidianas, como o trabalho, saúde familiar, questões financeiras ou até mesmo problemas pequenos, como conserto do carro ou encontros com outras pessoas. Em geral, o grau de preocupação é desproporcional ao motivo, a ponto da imensa maioria dos pacientes com TAG responder sim à seguinte pergunta: “Você se preocupa excessivamente com questões menores?”. Os pacientes com TAG sentem-se ansiosos na maioria dos dias e frequentemente precisam se esforçar para conseguirem lembrar da última vez que se sentiram relaxados, pois as crises de ansiedade se sobrepõem. Quando um motivo para estar ansioso é resolvido, logo em seguida surge outro. O transtorno de ansiedade generalizada é duas vezes mais comum nas mulheres que nos homens e costuma surgir ao redor dos 30 anos de idade, apesar de poder estar presente tanto em crianças quanto em idosos. Além da associação com outros distúrbios de ansiedade, o transtorno de ansiedade generalizada também está frequentemente associado a um quadro de depressão. Além da associação com outros distúrbios de ansiedade, o transtorno de ansiedade generalizada também está frequentemente associado a um quadro de depressão. CAUSAS DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA Tal como ocorre com muitas doenças psiquiátricas, as causas exatas do transtorno de ansiedade generalizada não são totalmente compreendidas. Sabemos que há um relevante componente genético, pois a história familiar é um dado importante. Fatores ambientais também são significativos. Traumas na infância, abusos, abandono de um dos pais, bullying, morte de um ente querido, interrupção do uso de uma substânciaquímica viciante, divórcio ou desemprego são alguns dos eventos que podem ajudar desencadear um quadro de TAG. Pessoas com doenças físicas crônicas, principalmente aquelas que causam dor persistente, também apresentam maior risco. Alguns tipos de personalidade também estão mais associados a um risco maior de desenvolver TAG, incluindo pessoas muito tímidas ou que apresentam um temperamento negativo, com irritação, falta de paciência e tristeza frequentes. Estudos do metabolismo e da atividade cerebral mostram que os pacientes com transtorno de ansiedade generalizada apresentam desequilíbrios na quantidade de alguns neurotransmissores cerebrais, como a serotonina e a noradrenalina. Há evidências também de que algumas áreas cerebrais envolvidas no controle das emoções e do comportamento encontram-se hiperativas. SINTOMAS DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA A preocupação excessiva e persistente é considerada a principal característica do transtorno de ansiedade generalizada, mas não é o único sintoma que o paciente apresenta. Os sintomas comuns do TAG podem ser divididos em psicológicos e físicos. Sintomas psicológicos do transtorno de ansiedade generalizada: Incapacidade de relaxar a mente. Inquietação. Irritação fácil. Medo frequente. Sensação de estar no seu limite. Dificuldade de concentração. Sensação que a mente frequentemente “dá um branco”. Medo de tomar decisões por receio de errar. Ficar estressado quando está indeciso. Ficar preocupado por estar preocupado demais. Sempre imaginar desfechos negativos para qualquer situação. É comum que o paciente fique excessivamente preocupado com questões que são pouco racionais, como ficar constantemente com medo de haver um terremoto, incêndio em casa ou que algum familiar vá desenvolver uma doença grave a qualquer momento. Sintomas físicos do transtorno de ansiedade generalizada: Cansaço. Tensão muscular. Palpitação. Assustar-se facilmente. Insônia. Sintomas da síndrome do intestino irritável Dor de cabeça. O transtorno de ansiedade generalizada é geralmente uma doença crônica, cuja gravidade flutua ao longo do tempo. A doença costuma iniciar-se de forma gradual, podendo levar meses, ou até anos, para que o quadro clínico completo se estabeleça. Os pacientes que apresentam outros distúrbios psiquiátricos associados, tais como síndrome do pânico, fobia social ou depressão, costumam apresentar um prognóstico pior, com mais dificuldade de retornar a uma vida produtiva. Pacientes com TAG têm um maior risco de desenvolverem depressão, doenças cardíacas, problemas digestivos e abuso de substâncias químicas, como o álcool, por exemplo. Transtorno do Pânico Caracterizado por crises súbitas de mal-estar, em geral sem que exista um fator desencadeante importante. Os ataques se repetem e há alterações de comportamento associadas ao medo de ter novas crises. Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) Caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e necessidade de realizar alguns rituais para suprimi-los. Como lavar as mãos repetidamente. Fobia Específica Medo excessivo e irracional revelado pela presença ou antecipação da presença de um objeto ou situação que causa pavor. Exemplo: Fobias de animais, altura, sangue e doenças. Transtorno de Estresse Pós-Traumático Após presenciar evento traumático, a pessoa passa a reviver o evento. Considera-se um caso agudo quando ocorre dentro de um período de três meses e crônico quando de maior duração. Fobia Social Medo persistente de situações em que a pessoa acredita estar exposta a avaliação dos outros ou de se comportar de maneira vergonhosa. É indicado como tratamento o acompanhamento com médico psiquiatra que fará a avaliação do quadro clínico e indicará a possibilidade de uma intervenção medicamentosa, bem como o acompanhamento psicoterápico que pode ser realizado sob diversas abordagens (Psicodinâmica, Cognitivo- Comportamental, etc.) especificamente por um psicólogo. Porém, todas as modalidades de psicoterapia enfatizam a restauração da saúde mental do indivíduo, através da elucidação dos desencadeadores psicológicos de ansiedade, e da elaboração de estratégias para um melhor manejo dos estados ansiosos. A partir do momento em que o indivíduo identifica as causas de sua ansiedade e reconhece a superestimação dada aos estímulos ansiógenos, as chances de reincidência apresentam-se diminuídas. O transtorno de conduta é um distúrbio psicológico que pode ser diagnosticado na infância em que a criança apresenta atitudes egoístas, violentas e manipuladoras que podem interferir diretamente no seu desempenho na escola e na sua relação com família e a amigos. Apesar do diagnóstico ser mais frequente na infância ou durante a adolescência, o transtorno de conduta também pode ser identificado a partir dos 18 anos, passando a ser denominado Transtorno da Personalidade Antissocial, em que a pessoa age com indiferença e frequentemente viola o direito das outras pessoas. Saiba identificar o Transtorno da Personalidade Antissocial. Como identificar A identificação do transtorno de conduta deve ser feita pelo psicólogo ou pelo psiquiatra a partir da observação de vários comportamentos que a criança pode apresentar e estes devem durar pelo menos 6 meses para que possa ser concluído o diagnóstico de transtorno de conduta. Os principais sintomas indicativos desse transtorno psicológico são: Falta de empatia e preocupação com os outros; Rebeldia e comportamento desafiador; TRANSTORNO DE CONDUTA Manipulação e mentiras frequentes; Frequente culpabilização das outras pessoas; Pouca tolerância à frustração, apresentando frequentemente crises de irritabilidade; Agressividade; Comportamento ameaçador, podendo iniciar brigas, por exemplo; Fuga de casa frequente; Furtos e/ ou roubos; Destruição de bens e vandalismo; Atitudes de cruéis com animais ou pessoas. Como esses comportamentos fogem do que é esperado para a criança, é importante que a criança seja levada para o psicólogo ou psiquiatra assim que apresentar qualquer comportamento sugestivo. Dessa forma, é possível que seja feita a avaliação do comportamento da criança e seja feito o diagnóstico diferencial para outros transtornos psicológicos ou relacionadas ao desenvolvimento da criança. Como deve ser o tratamento O tratamento deve ser baseado nos comportamentos apresentados pela criança, sua intensidade e frequência e deve ser feito principalmente através da terapia, em que o psicólogo ou psiquiatra avalia os comportamentos e tenta identificar a causa e entender a motivação. Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar o uso de alguns medicamentos, como estabilizadores do humor, antidepressivos e antipsicóticos, que permitem o autocontrole e a melhora do transtorno de conduta. Quando os transtornos de conduta são considerados grave, em que a pessoa representa risco para outras pessoas, é indicado que seja encaminhada para um centro de tratamento para que o seu comportamento seja trabalhado de forma adequada e, assim, seja possível melhorar esse distúrbio. https://www.youtube.com/embed/QM7zAQtcf8E?feature=oembed Transtorno Bipolar – Tipos, sintomas, diagnóstico e tratamentos O transtorno bipolar, também conhecido como doença maníaco-depressiva, é um transtorno cerebral que causa mudanças incomuns no humor, na energia, nos níveis de atividade e na capacidade de realizar as tarefas do dia-a-dia. O transtorno bipolar atinge cerca de 4% das pessoas em idade adulta. O número de pessoas diagnosticadas com este quadro pode chegar a 6 milhões de pessoas no Brasil. Existem quatro tipos básicos de transtorno bipolar. Todos eles envolvem mudanças claras no humor, na energia e nos níveis de atividade. Esses estados de humor variam de períodos de comportamentoextremamente “ascendente”, exaltado e energizado (conhecido como episódios maníacos) a períodos muito tristes, “baixos” ou sem esperança (conhecidos como episódios depressivos). Os períodos maníacos menos severos são conhecidos como episódios hipomaníacos. Tipos de Transtorno Bipolar Transtorno Bipolar I – definido por episódios maníacos que duram pelo menos 7 dias, ou por sintomas maníacos que são tão graves que a pessoa precisa de cuidados hospitalares imediatos. Geralmente, episódios depressivos ocorrem também, tipicamente durando pelo menos 2 semanas. Episódios de depressão com características mistas (com depressão e sintomas maníacos ao mesmo tempo) também são possíveis. Transtorno Bipolar II – definido por um padrão de episódios depressivos e episódios hipomaníacos, mas não os episódios maníacos desenvolvidos acima. Desordem ciclotímica (também chamada ciclotimia) – definida por numerosos períodos de sintomas hipomaníacos, bem como inúmeros períodos de sintomas depressivos de pelo menos 2 anos (1 ano em crianças e adolescentes). No entanto, os sintomas não atendem aos requisitos diagnósticos para um episódio hipomaníaco e um episódio depressivo. TRANSTORNO BIPOLAR Outros Transtornos Bipolares e Relacionados Especificados e Não Especificados – definidos por sintomas de transtorno bipolar que não correspondem às três categorias listadas acima. Sinais e sintomas As pessoas com transtorno bipolar experimentam períodos de intensidade não usuais, mudanças nos padrões de sono e níveis de atividade e comportamentos incomuns. Esses períodos distintos são chamados de “episódios de humor”. Os episódios de humor são drasticamente diferentes dos modos e comportamentos típicos da pessoa. As mudanças extremas na energia, na atividade, e no sono vão junto com os episódios do modo. As pessoas em episódios maníacos ou depressivos podem experimentar os sinais do quadro abaixo: REFERÊNCIA: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de- ansiedade-generalizada/ https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-do-espectro-autista- tea/ https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de-ansiedade-generalizada/ https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/ansiedade-transtorno-de-ansiedade-generalizada/ https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-do-espectro-autista-tea/ https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-do-espectro-autista-tea/ Às vezes, um episódio de humor inclui uma junção de sintomas maníacos e depressivos. Isso é chamado de episódio com características misturadas. Pessoas experimentando um episódio com características combinadas podem se sentir muito tristes, vazias ou sem esperança, ao mesmo tempo em que se sentem extremamente energizadas. A bipolaridade pode estar atual mesmo quando as oscilações de humor são menos extremas. Por exemplo, algumas pessoas com transtorno bipolar experimentam hipomania, uma forma menos grave de mania. Durante um episódio hipomaníaco, um indivíduo pode se sentir muito bem, ser altamente produtivo e funcionar bem. A pessoa pode não sentir que algo está errado, mas a família e os amigos podem reconhecer as mudanças de humor e / ou mudanças nos níveis de atividade como possível transtorno bipolar. Sem tratamento adequado, as pessoas com hipomania podem desenvolver mania severa ou depressão. Diagnóstico Um bom diagnóstico e tratamento ajudam as pessoas com transtorno bipolar a levar vidas saudáveis e produtivas. Falar com um psiquiatra ou um psicólogo é o primeiro passo para qualquer pessoa que desconfie de um quadro de transtorno bipolar. Um psiquiatra pode completar um exame físico para descartar outras condições. Se os problemas não são causados por outras doenças, o médico pode realizar uma avaliação de saúde mental ou fornecer uma referência a um psiquiatra ou psicólogo, que tenham experiência em diagnosticar e tratar o transtorno bipolar. Nota para os profissionais da área de saúde: Pessoas com transtorno bipolar são mais propensos a procurar ajuda quando estão deprimidos do que quando experimentando mania ou hipomania. Portanto, uma anamnese médica cuidadosa é necessária para garantir que não seja erroneamente diagnosticado como depressão maior. Ao contrário das pessoas com transtorno bipolar, as pessoas que têm apenas depressão (também chamada de depressão unipolar) não experimentam mania. Eles podem, no entanto, experimentar alguns sintomas maníacos ao mesmo tempo, que também é conhecido como transtorno depressivo maior com características misturadas. Transtorno Bipolar e Outras Doenças Alguns sintomas da bipolaridade são semelhantes a outras doenças, o que pode tornar difícil para um médico realizar um diagnóstico. Além disso, muitas pessoas têm transtorno bipolar juntamente com outra doença, como transtorno de ansiedade, abuso de substâncias, ou um transtorno alimentar. Pessoas bipolares também estão em maior risco de doença da tireoide, dores de cabeça de enxaqueca, doenças cardíacas, diabetes, obesidade e outras doenças físicas. Psicoses Às vezes, uma pessoa com episódios graves de mania ou depressão também tem sintomas psicóticos, tais como alucinações ou delírios. Os sintomas psicóticos tendem a corresponder ao humor extremo da pessoa. Por exemplo: Alguém com sintomas psicóticos durante um episódio maníaco pode acreditar que é famosa, tem muito dinheiro ou tem poderes especiais. Alguém que tenha sintomas psicóticos durante um episódio depressivo pode acreditar que ele está arruinado e sem um tostão, ou que cometeu um crime. Como resultado, as pessoas com transtorno bipolar que também têm sintomas psicóticos são, por vezes erroneamente diagnosticados com esquizofrenia. Fatores de risco Os cientistas estão estudando as possíveis causas do transtorno bipolar. A maioria concorda que não há uma única causa. Em vez disso, é provável que muitos fatores contribuam para o surgimento da doença ou aumentem o risco. Estrutura e funcionamento do cérebro Alguns estudos mostram como o cérebro de pessoas com transtorno bipolar pode diferir do cérebro de pessoas saudáveis ou pessoas com outros transtornos mentais. Aprender mais sobre essas diferenças, juntamente com novas informações de estudos genéticos, ajuda os cientistas a entender melhor o transtorno bipolar e prever que tipos de tratamento funcionará de forma mais eficaz. Genética Algumas pesquisas sugerem que as pessoas com certos genes são mais propensas a desenvolver distúrbio bipolar do que outras. Mas os genes não são o único fator de risco para o transtorno bipolar. Estudos de gêmeos idênticos mostraram que, mesmo que um gêmeo desenvolve o transtorno, o outro gêmeo nem sempre desenvolver a doença, apesar do fato de gêmeos idênticos compartilham todos os mesmos genes. História da família Transtorno bipolar tende a ocorrer repetidamente em famílias. Crianças com um pai ou irmão que tem transtorno bipolar são muito mais propensos a desenvolver a doença, em comparação com as crianças que não têm um histórico familiar do transtorno. No entanto, é importante notar que a maioria das pessoas com história familiar de transtorno bipolar não irá desenvolver a doença. Tratamentos e Terapias O tratamento adequado pode ajudar muitas pessoas – mesmo aquelas com as formas mais graves de bipolaridade – a obter um melhor controle de suas mudanças de humor e outros sintomas bipolares. Um plano de tratamento eficaz geralmente inclui uma combinação de medicação e psicoterapia. O transtorno bipolar é uma doença vitalícia. Episódios de mania e depressão costumam voltar ao longo do tempo. Entre os episódios, muitas pessoas com transtorno bipolar podem se ver livres de mudanças de humor, mas algumas pessoas podemafirma que “agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas, estruturam seu espaço e o seu tempo, desenvolvem a noção de causalidade, chegando à representação e, finalmente, à lógica” (PIAGET, apud KISHIMOTO, 1996, p. 95). A medida que o ser humano vai aprendendo e adquirindo o conhecimento, ele passa por um processo de transformações, no qual vai modificando a sua aprendizagem. Assim, deve-se respeitar o interesse da criança, formulando os desafios necessários à sua capacidade e acompanhando seu processo de construção do conhecimento com as observações constante do professor e da família. Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 A IMPORTÂNCIA DA NOTA DO APGAR NA ANAMNESE O escore de Apgar é uma forma de avaliação clínica do recém-nascido (RN), proposta pela anestesista Virginia Apgar, na década de 1950, mas muito utilizada até os dias atuais, devido à facilidade de aplicá-la. É utilizado para demonstrar as condições do nascimento, e consiste na avaliação da respiração, frequência cardíaca, cor, resposta a estímulos e tônus ao nascimento. Esse escore não definirá a necessidade ou não de manobras de reanimação neonatal, mas também será importante para avaliação da resposta e da eficácia dessas manobras, caso tenham sido utilizadas. Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 Como é calculado o Apgar? É calculado no 1º e 5º minutos de vida. Cada parâmetro clínico recebe uma pontuação de 0, 1 ou 2 e, com isso, a pontuação mínima é 0 e a pontuação máxima é 10. COMO ESTIMULAR A CRIANÇA DESDE O NASCIMENTO Seguem sugestões de atividades para estimular cada fase do desenvolvimento. 0 a 3 meses: Objetos brilhantes suspensos Móbile Ouvir música Cantar, em tons diferentes, alto e baixo Balançar fitas/lenços no ar e tocar no rosto do bebê 4 a 6 meses: Blocos com guizos dentro Brincar de pegar, cócegas Bolinha de sabão “Mindinho, seu vizinho, pai de todos…” Deixar de barriga pra baixo Aviãozinho 7 a 9 meses: Segurar e bater objetos Engatinhar numa corrida de obstáculos, com almofadas pelo caminho, por dentro de um túnel (de caixa), sobre texturas diferentes… Rolar bola Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 https://www.youtube.com/embed/n3E4ZbRwVa4?feature=oembed 10 a 12 meses: Blocos coloridos, quadrados ou redondos, para encaixe Objetos nas cores primárias, de tamanhos diferentes, para empilhar, c/ uma bola p/ colocar no topo Bola pequena Brinquedos aquáticos Caixas de vários tamanhos 12 a 18 meses: Cavalinho de pau Brinquedos de puxar e de empurrar Jogos de limpeza (vassoura e rodo) Bolas e bonecas de pano Blocos pequenos de cores vivas Brinquedos aquáticos Animais de pano, com olhos pintados ou bordados Livros de pano, com ilustrações coloridas de objetos familiares e animais 18 meses: Cadeira de balanço Cavalo para balançar Brinquedo de empurrar, carrinho de mão, animais Bola grande Blocos e argolas de madeira de tamanhos diferentes para ajustar-se em um eixo Panelas com tampas Animais felpudos e de pano Pulseiras de guizos e caixa de música 2 anos: Trens com vagões para encaixar Blocos leves, cubos coloridos Tabuleiros com furos e estacas de cores Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 variadas para encaixar Balde, pá e cestos Boneca macia e lavável Carrinho e cama de boneca Ferro de passar e telefone Retalhos de cores vivas Lápis de cor, giz de cera 2 anos e meio: Triciclo e carrinho de mão Argila e tinta p/ pintar c/ dedos Canudos para bolhas de sabão Pincéis grandes para “pintar com água” DESENVOLVIMENTO DA FALA E AUDIÇÃO A audição é um dos sentidos mais complexos do corpo humano e boa parte do seu desenvolvimento pode e deve ser acompanhado por pais, mães, cuidadores e profissionais especializados. Neste texto vamos nos ater mais ao desenvolvimento da audição! ANTES DO NASCIMENTO Hoje sabemos que a função auditiva inicia-se antes do nascimento. A formação da cócleca, órgão responsável pela audição e pelo equilíbrio pode ser observada na oitava à nona semana de gestação. Muitos fatores da gestação podem influenciar, sendo que as infecções adquiridas pela mãe durante a gestação são uma causa importante de surdez na criança, diagnosticada por vezes logo ao nascer. Mas se sabemos que antes de nascermos, já ouvimos, existiriam evidências disso? SIM!! AS EVIDÊNCIAS 20 SEMANAS DE GESTAÇÃO • Ocorre aumento de batimentos cardíacos após estímulo acústico Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 • Os sons graves chegam mais fortes que os sons agudos, devido a vibração que provocam no meio líquido. A voz masculina é escutada de maneira mais fácil no desenvolvimento da audição. Então coloquem sim música para o seu filho(a) escutar desde já! AO NASCER • Bebês apresentam respostas de sucção ao ouvir a voz da mãe • 64% dos fonemas podem ser identificados dentro da cavidade uterina TESTE DA ORELHINHA O teste, que obrigatoriamente deve ser feito na maternidade, é de suma importância para o diagnóstico de perda auditiva. Hoje sabemos até que a incidência de deficiência auditiva é alta, principalmente quando comparada às outras doenças passíveis de triagem ao nascimento como o hipotireoidismo, anemia falciforme e fenilcetonúria, avaliadas no “teste do pezinho”. Observa-se que a incidência chega a ser 30 vezes superior à fenilcetonúria. Para se alcançar um desenvolvimento de linguagem próximo do de uma criança ouvinte, o Joint Committee on Infant Hearing (JCIH, 2007) recomenda que ocorram o diagnóstico e a intervenção precoces nos casos de deficiência auditiva, seja por cirurgia ou próteses auditivas, sendo indicado até o terceiro e o sexto meses de vida, respectivamente. DESENVOLVIMENTO DA AUDIÇÃO – SINAIS PARA SEREM OBSERVADOS! O desenvolvimento do cérebro da criança acontece como um todo, sendo que as habilidades motoras vão se refinando junto com as demais funções como a audição e a linguagem. Abaixo vocês podem ver um gráfico de desenvolvimento motor normal: Apesar de uma parte das crianças não seguirem estes marcos, vamos dividir por períodos para facilitar. O que devemos observar nas crianças em relação a audição e linguagem? 0-3 MESES Audição: o bebê reage para sons altos, se assusta com sons fortes e barulhos inesperados. Linguagem: o bebê chora quando quer alguma coisa e se acalma a o ouvir a voz da mãe. 4-6 MESES Audição: A resposta de alerta aos sons é mais fácil de ser observada. O bebê procura sons a sua volta e reconhece mudanças na tonalidade da voz da mãe ou do pai. Linguagem: início do balbucio, fase em que a criança começa a brincar com a produção de sons sem sentido (BA, BE, LA etc.). Aos seis meses o balbucio tende a mudar, passando para a produção de sons agora com padrões de repetição e algum significado. 7-9 MESES Audição: reage de maneira diferente para sons fracos e fortes, localiza e reconhece sons familiares. Pode responder ao o próprio o nome quando é chamado e demonstra entendimento de palavras simples, como “mamãe”, “ papai” , “ tchau” e “ não”. Linguagem: bate palmas, joga beijo quando solicitado e reclama quando é contrariado. Começa a imitar sons produzidos pelo adulto e sons de animais durante as brincadeiras, por exemplo. 1 ANO Audição: Associa sons a objetos, entende comandos simples e reconhece algumas palavras (por ex, “não”, “papá”, “mamãe”, “papai”, “vovó”, “vovô”) Linguagem: início da produção das primeiras palavras. Aponta para brinquedos e alimentos favoritos quando solicitado. 1 ANO E 6 MESESAudição: entende frases simples e pode apanhar objetos familiares quando é solicitada. Nesta fase, por exemplo, a criança já reconhece e aponta para partes do corpo sem a necessidade de gestos ou pistas visuais. Linguagem: Começa a utilizar frases curtas para se fazer entender e o vocabulário aumenta para cerca de 20 a 50 palavras. 2 ANOS Audição: a criança atende e realiza ordens simples quando solicitada e responde corretamente às perguntas feitas pelo interlocutor. Consegue sentar e escutar histórias e músicas simples. O tempo de atenção ainda é curto, mas esta é uma atividade interessante. Linguagem: Ocorre um aumento importante do vocabulário falado, a criança se comunica com uso de sentenças simples, a fala já deve ser entendida por adultos que não estão em contato direto com a criança. É a fase em que a criança é bastante possessiva e nem sempre aceita compartilhar objetos com outras crianças. 3 A 4 ANOS • Responder a perguntas com “quem”, “onde” e “o que”. • Ter noção de “frente” e “trás”. • Conhecer as cores (vermelho, azul, amarelo, verde) e formas geométricas (círculo, quadrado, triângulo). • Utilizar frases de 3 a 4 palavras. Ex: “mamãe é linda!” “cadê a minha bola?” • Obedecer a ordens seguidas. Ex: “vai ao quarto e pega o sapato e dá para a vovó”. • Gostar de cantar e brincar com palavras e sons. • Brincar com outras crianças e saber esperar a sua vez no jogo. • Perguntar muito. 4 A 5 ANOS • Falar todos os sons da língua, mas ainda pode ter dificuldades nos encontros consonantais. Ex: planta, prato, braço. • Manter uma conversa. • Conseguir lembrar situações passadas e contar histórias simples, por exemplo, o que fez na escola, o que comeu, quem encontrou na rua, etc. • Gostar de brincar em grupo, de imitar personagens e brincar de faz-de-conta. • Ser curioso e ansioso para mostrar o que aprendeu e o que sabe fazer. • Conseguir contar histórias como narrador. 5 A 6 ANOS • Ter noção temporal. Ex: amanhã, ontem, hoje, antes, depois, dias da semana, manhã, tarde, noite, primeiro, segundo, terceiro… • Identificar letras do próprio nome. • Conhecer os números. • Manter uma conversa. • Falar as palavras corretamente. • Gostar dos amigos e de brincar de faz de conta. Ex: super-herói. • Interessar-se pela leitura e escrita. • Contar histórias com mais detalhes. Alguns fatores ambientes podem influenciar no desenvolvimento da linguagem, dentre eles: Criança fala mais cedo quando ambiente é rico em experiência verbal com adultos e com outras crianças. Elas não vão aprender a falar ficando na frente da TV! Eles vão aprender brincando e em suas atividades de vida diária, como tomar banho e comer, podem ser momentos de interação prazerosos e ricos em aprendizagem. • Baixo nível educacional dos pais. • Distúrbios psiquiátricos dos mesmos. • Paternidade precoce. • Famílias incompletas ou com graves problemas de relacionamento. • Mesmo na ausência dos fatores de risco, devemos sempre ficar atentos ao sinais de alerta para desordens da linguagem na criança, tais como: • Nenhuma palavra emitida até os 18 meses; não colocação de duas palavras juntas aos dois anos; • Ausência de desempenho imitativo e simbólico aos dois anos. • Não formação de sentenças aos três anos; discurso incompreensível aos três anos). • O balbuciar que normalmente é produzido por volta dos 10 meses de idade, quando atrasado, pode prognosticar desordens da fala. ➢ O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo. A ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés TAG: Ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada) econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado, favorece sua adaptação às novas condições de vida. O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono. É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes. O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens. SINTOMAS Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Os mais comuns são: Inquietação; Fadiga; Irritabilidade; Dificuldade de concentração; Tensão muscular. Existem também outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: Palpitações; Falta de ar; Taquicardia; Aumento da pressão arterial; Sudorese excessiva; Dor de cabeça; Alteração nos hábitos intestinais; Náuseas; Aperto no peito; Dores musculares. DIAGNÓSTICO O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares. Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clinicas diferentes que exigem tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo. TRATAMENTO O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes. Transtorno do Espectro Autista (TEA) O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes condições marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico, todas relacionadas com dificuldade no relacionamento social. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes condições marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente. São elas: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo. Também chamado de Desordens do Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês), recebe o nome de espectro (spectrum), porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai da mais leves à mais grave. Todas, porém, em menor ou maior grau estão relacionadas, com as dificuldades de comunicação e relacionamento social. TIPOS DE AUTISMO De acordo com o quadro clinico, o TEA pode ser classificado em: Autismo clássico: Grau de comprometimento pode variar de muito. De maneira geral, os indivíduos são voltados para si mesmos, não estabelecem contato visual com as pessoas nem com o ambiente; conseguem falar, mas não usam a fala como ferramenta de comunicação. Embora possam entender enunciados simples, têm dificuldade de compreensãoe apreendem apenas o sentido literal das palavras. Não compreendem metáforas nem o duplo sentido. Nas formas mais graves, demonstram ausência completa de qualquer contato interpessoal. São crianças isoladas, que não aprendem a falar, não olham para as outras pessoas nos olhos, não retribuem sorrisos, repetem movimentos estereotipados, sem muito significado ou ficam girando ao redor de si mesmas e apresentam deficiência mental importante; Autismo de alto desempenho (também chamado de síndrome de Asperger): Os portadores apresentam as mesmas dificuldades dos outros autistas, mas numa medida bem reduzida. São verbais e inteligentes. Tão inteligentes que chegam a ser confundidos com gênios, porque são imbatíveis nas áreas do conhecimento em que se especializam. Quanto menor a dificuldade de interação social, mais eles conseguem levar vida próxima à normal. Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE): Os indivíduos são considerados dentro do espectro do autismo (dificuldade de comunicação e de interação social), mas os sintomas não são suficientes para incluí-los em nenhuma das categorias específicas do transtorno, o que torna o diagnóstico muito mais difícil. INCIDÊNCIA NO AUTISMO Não faz muito tempo, o autismo era considerado uma condição rara, que atingia uma em cada 2 mil crianças. Hoje, as pesquisas mostram que uma em cada cem crianças (algumas pesquisas indicam que o transtorno é ainda mais frequente) pode ser diagnosticada com algum grau do espectro, que afeta mais os meninos do que as meninas. Em geral, o transtorno se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. As manifestações na adolescência e na vida adulta estão correlacionadas com o grau de comprometimento e com a capacidade de superar as dificuldades seguindo as condutas terapêuticas adequadas para cada caso desde cedo. O diagnóstico é essencialmente clínico. Baseia-se nos sinais e sintomas e leva em conta os critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS), o comprometimento e o histórico do paciente. Como diagnosticar o autismo na infância | José Salomão Schwartzman https://drauziovarella.uol.com.br/corpo-humano/neuronio/ CAUSAS DO AUTISMO Estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos, biológicos e ambientais. No entanto, saber como o cérebro dessas pessoas ainda é um mistério para ciência. TRATAMENTO DO AUTISMO Ainda não se conhece a cura definitiva para o transtorno do espectro do autismo. Da mesma forma não existe um padrão de tratamento que possa ser aplicado em todos os portadores do distúrbio. Cada paciente exige um tipo de acompanhamento específico e individualizado que exige a participação dos pais, dos familiares e de uma equipe profissional multidisciplinar visando à reabilitação global do paciente. O uso de medicamentos só é indicado quando surgem complicações e comorbidades. https://www.youtube.com/embed/B_MsnZTHwSQ?feature=oembed PAPEL DA FAMÍLIA PARA LIDAR COM O AUTISMO O diagnóstico de autismo traz sempre sofrimento para a família inteira. Por isso, as pessoas envolvidas – pais, irmãos, parentes – precisam conhecer as características do espectro e aprender técnicas que facilitam a autossuficiência e a comunicação da criança e o relacionamento entre todos que com ela convivem. Crianças com autismo precisam de tratamento e suas famílias de apoio, informação e treinamento. A AMA (Associação dos Amigos dos Autistas) é uma entidade sem fins lucrativos que presta importantes serviços nesse sentido. Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados; É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista; Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina; Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o transtorno provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado; Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade. PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE O AUTISMO Vacina causa autismo? Não! Isso é fake news. Não há evidência de uma associação causal entre a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola e o transtorno do espectro autista. Estudos anteriores que sugerem uma ligação causal estavam marcados por erros metodológicos (o médico responsável por tais estudos inclusive teve seu registro cassado). Também não há evidências de que qualquer outra vacina infantil possa aumentar o risco do transtorno do espectro autista. Quais as principais características de uma criança com autismo? O mais comum é que os sinais fiquem evidentes antes da criança completar 3 anos. Os sintomas variam muito conforme o tipo, mas os mais frequentes são: ausência completa ou dificuldade de manter contato interpessoal (principalmente contato visual), incapacidade de aprender a falar (ou não usa a fala como forma de comunicação), incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental, o paciente fica ausente ou voltado para si mesmo, comprometimento da compreensão. A CADA 100 PESSOAS, PELO MENOS UMA É PORTADORA DE AUTISMO. OS SINTOMAS COMEÇAM A SE INSTALAR NOS TRÊS PRIMEIROS ANOS DE VIDA, MAS NEM SEMPRE SÃO NOTADAS PELOS PAIS, O QUE PREJUDICA O TRATAMENTO. PRESTE BASTANTE ATENÇÃO NO COMPORTAMENTO DE SEU FILHO E PERCEBA SE ELE APRESENTA ALGUMA DAS CARACTERÍSTICAS CITADAS ABAIXO. SE SIM, BUSQUE AJUDA DE UM PROFISSIONAL. EMBORA NÃO TENHA CURA, O AUTISMO TEM TRATAMENTO. ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA CRIANÇA AUTISTA. 1- DURANTE A AMAMENTAÇÃO NÃO INTERAGE COM A MÃE; 2- NÃO CONSEGUE OLHAR NOS OLHOS DAS PESSOAS; 3- TÊM DIFICULDADE PARA INTERAGIR SOCIALMENTE; 4- NÃO ATENDEM QUANDO CHAMADAS PELO NOME; 5- SEPARAM OBJETOS POR COR, TAMANHO, MANTENDO COMPORTAMENTOS REPETITIVOS E SEM FINALIDADE APARENTE; 6- FICAM HORAS COM UM OBJETO FAZENDO O MESMO MOVIMENTO, GERALMENTE CIRCULAR; 7- APRESENTAM MOVIMENTOS CORPORAIS REPETITIVOS, AS VEZES DE FORMA VIOLENTA; 8- EM VEZ DE PEDIR, LEVAM AS PESSOAS PELA MÃO ATÉ O LUGAR ONDE QUEREM QUE ALGO SEJA FEITO; 9- NÃO ACOMPANHAM ACONTECIMENTOS A SUA VOLTA. Uma criança com autismo pode levar uma vida normal? Depende do grau do transtorno. Com frequência, os autistas com grau leve são muito inteligentes, somente são sensíveis a mudanças súbitas, o que faz com que possam ter uma vida bem próxima da normalidade. Alguns podem viver anos sem receber o diagnóstico, e não raro, são confundidos com pessoas que são apenas muito tímidas. Em graus mais graves, porém, que implicam em grande dificuldade de relacionamento, pode haver comprometimento da qualidade de vida que exige acompanhamento especializado. Os sintomas do TOD podem aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos. O seu filho ou filha parece irritada e agressiva demais? Não aceita ordens, discute e perde a calma com frequência? Talvez seja algo muito além da desobediência. Ela pode estar sofrendo de Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD).Trata-se de um transtorno psiquiátrico em que a criança tem não apenas um constante comportamento opositivo e desafiador, como também apresenta mais sintomas de birra que o normal para a sua idade, se irrita muito facilmente e se recusa a obedecer a figuras de autoridade, como os pais e os professores. A associação com TDAH é frequente (50% dos casos), deve ser observada e investigada em todas estas crianças para que sejam tomadas as medidas necessárias, a fim de prevenir problemas de aprendizagem e baixo rendimento escolar. O ambiente doméstico costuma ser conturbado, com pais divergentes quanto ao modo de educar e conduzir o (a) filho (a) e de como estabelecer parâmetros, mas evidências mostram que existem fatores genéticos e neurofisiológicos predispondo o seu desenvolvimento. Transtorno infantil caracterizado por comportamento desafiador e desobediente a figuras de autoridade. A causa do transtorno desafiador de oposição é desconhecida, mas provavelmente envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Os sintomas geralmente começam antes de uma criança completar oito anos de idade. Eles incluem humor irritável, comportamento argumentativo e desafiador, agressividade TOD (TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR https://institutoneurosaber.com.br/?p=8650 https://institutoneurosaber.com.br/?p=8600 https://www.youtube.com/embed/WPji7WxdwJQ?feature=oembed e índole vingativa que duram mais de seis meses e causam problemas significativos em casa ou na escola. O tratamento envolve terapia individual e familiar. https://www.youtube.com/watch?v=iQqkN6giY5A&feature=emb_logo O tratamento desta condição é multidisciplinar e depende de três eixos: medicação, psicoterapia comportamental e suporte escolar. A medicação auxilia em boa parte dos pacientes e melhora a auto regulação de humor frente às frustrações; a psicoterapia deve centrar em mudanças comportamentais na família com medidas de manejo educacional (dar bons exemplos, dialogar com a criança, ter paciência ao falar, explicar o motivo das ordens dadas, etc.); e, em relação ao suporte escolar, deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, pois esta abertura melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e a se distanciar de maus elementos. O que é TOD? TOD é a sigla para Transtorno Opositivo- Desafiador, um transtorno psiquiátrico caracterizado pela irritabilidade e confrontação de crianças e adolescentes. Ele acontece geralmente na infância. Assim, é por volta dos 8 anos que o TOD é mais diagnosticado, mas pode se apresentar desde os 3 anos. Além disso, parece acontecer mais em meninos do que em meninas na infância. Características Crianças com TOD têm alguns sintomas característicos. Vamos conhecê-los? • Comportamento opositivo e desafiador: é muito difícil a criança com TOD concordar com algo que os pais ou um adulto com autoridade digam. Inclusive, às vezes ela discorda só por discordar, para irritar a figura de autoridade. Também é comum que ela faça algo só porque falaram para ela não fazer. • Comportamento negativista: para ela, nada vai dar certo, e nada está bom o suficiente. • Acessos de raiva ou birra: quando não consegue o que quer, a criança costuma perder a calma. O mesmo acontece quando pedem que ela faça algo que não quer fazer. https://www.youtube.com/watch?v=iQqkN6giY5A&feature=emb_logo • Humor facilmente irritável: a criança com TOD se irrita muito fácil. Por isso é comum que ela tenha vários acessos de raiva todos os dias. • Recusa em obedecer a figuras de autoridade: costuma desobedecer aos pais e professores de propósito. E fica irritada quando recebe ordens. • Teimosia e ressentimento: ela é muito teimosa e se ressente facilmente, guardando rancor muitas vezes. • Falta de amigos: não costuma ter amigos, pois não gosta de compartilhar suas coisas. Acima de tudo, é muito mandona. • Mau desempenho escolar: isso não é regra, uma vez que TOD não altera a inteligência, mas costuma acontecer porque ela se recusa a participar de trabalhos em grupos ou a ser ajudada por alguém. • Raramente a agressão ( a si ou a outros) está relacionada com TOD. Outros sintomas É interessante que os pacientes com TOD costumam culpar os outros pelos seus atos. Então, é comum ouvir que a atitude deles foi só uma reação à atitude de outras pessoas. Por isso, o transtorno pode causar mais sofrimento para as pessoas que convivem com os pacientes do que para eles próprios. Além disso, as manifestações do transtorno sempre estão presentes em casa e com pessoas que conhecem bem, mas podem ou não serem vistas na escola ou com pessoas estranhas. Por isso, pode ser que eles não aparentem nada quando são levados ao médico. Como consequência das características citadas, pode surgir baixa autoestima e humor mais deprimido. Já na adolescência, pode acontecer abuso de álcool e outras substâncias, assim como evolução para transtorno de conduta ou transtorno do humor. Causas e fatores de risco Não existe uma causa específica e conhecida para o Transtorno Opositivo-Desafiador. Entretanto, várias teorias são levantadas por diferentes grupos de estudiosos. https://www.youtube.com/embed/iQqkN6giY5A?feature=oembed A psicanálise, por exemplo, atribuiu o transtorno a conflitos não resolvidos com figuras de autoridade. Já os behavioristas acreditam que esse é um comportamento aprendido pela criança para ter controle sobre os pais e ganhar atenção. Os fatores de risco também não são cientificamente comprovados. Porém alguns estudos afirmam que os seguintes fatores podem aumentar a chance de desenvolver TOD: Educação muito rígida; Mães com problema de saúde mental; Ter sofrido violência; Sexo masculino antes da puberdade e sexo feminino depois da puberdade. Diagnóstico de TOD O diagnóstico só pode ser feito por um médico, de preferência psiquiatra. Não existem exames que possam diagnosticar TOD, por isso o diagnóstico é chamado de clínico, que é quando o médico chega a ele a partir da história e dos sintomas do paciente. Para isso, existe um livro chamado Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos mentais (DSM) que foi escrito pela Associação Americana de Psiquiatria. Esse manual tem uma série de critérios necessários para classificar doenças psiquiátricas. Dessa forma, os critérios que precisam estar presentes para se der o diagnóstico de Transtorno Opositivo-Desafiador são: A- Ter um padrão de comportamento negativista, hostil e desafiador por pelo menos 6 meses. Durante esse padrão, 4 ou mais das seguintes características precisam estar presentes mais vezes do que em crianças de idade semelhante: Perder a calma com frequência; Discutir com adultos com frequência; Desacatar ou se recusar a obedecer a pedidos ou ordens de adultos muitas vezes; Ter um comportamento que incomoda de propósito várias vezes; Frequentemente colocar a responsabilidade nos outros pelos seus atos; Se irritar com facilidade em diversas ocasiões; Ficar com raiva e ressentido; Ser rancoroso ou vingativo. B. Um dos comportamentos acima influência de forma negativa e significativa nas relações com as pessoas, na escola ou no trabalho. C. O comportamento acontece fora de um transtorno psicótico ou de humor. D. Não tem diagnóstico de Transtorno de Conduta nem de Transtorno de Personalidade Antissocial (depois dos 18 anos). Portanto, se a pessoa tiver os critérios A B, C e D ela é diagnosticada com TOD. Como saber se uma criança tem TOD ou é apenas desobediente. Durante o desenvolvimento, as crianças precisam aprender a comunicar sua própria vontade e ter autonomia. Dessa forma, é completamente normal que bebês de 18 a 24 meses tenham um comportamento opositivo muito intenso, período que é conhecido como “os terríveis 2 anos”. Porém, o problema está quando essa fase continua de formaexacerbada à medida em que a criança fica mais velha. Também é normal que as crianças tenham predisposições comportamentais diferentes: algumas têm preferências fortes, são mais teimosas ou mais temperamentais. Nas crianças com TOD, entretanto, fica claro que seu comportamento é muito diferente do que o da maioria das crianças da sua idade. Por fim, é importante analisar a relação das crianças com os pais. Pais que impõem sua vontade de forma mais extrema podem provocar comportamentos opositivos em seus filhos, sem que isso seja, no começo, TOD. Além disso, traumas ou doenças que incapacitem podem levar a comportamento opositor pela criança como forma de se defender contra impotência, ansiedade ou falta de autoestima. TOD e outros transtornos Você sabia que TOD pode estar associado a outros distúrbios como Transtorno de Conduta, TDAH, autismo e Transtorno Bipolar? Veja a relação com cada um deles. Transtorno de Conduta De acordo com estudos, cerca de 30% das crianças com TOD vão evoluir para Transtorno de Conduta na adolescência. Pior do que isso: quando o Transtorno Opositivo-Desafiador não é tratado, a evolução para o Transtorno de Conduta pode aumentar para até 75% dos casos. Nesse transtorno, é comum um comportamento mais agressivo. Então, agressões a pessoas, a si mesmo e a animais são frequentes. Também é comum que o paciente destrua propriedades, minta, roube e viole outras regras (como, por exemplo, mate aula). TDAH e TOD: Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e TOD estão associados. Crianças com TDAH normalmente têm: • Distração frequente; • Esquecimento; • Dificuldade em organizar tarefas; tdah:%20ou%20Transtorno%20de%20D%C3%A9ficit%20de%20Aten%C3%A7%C3%A3o%20com%20Hiperatividade https://eurekka.me/tdah/ • Movimentos e conversas excessivas; • Impulsividade; • Baixo rendimento na escola. Estima-se que até 50% dos casos de TDAH estejam relacionados com TOD. Quando a criança apresenta os dois transtornos, o TOD vai ter influência na maneira em como o TDAH vai se manifestar na vida do pequeno. Assim, normalmente compromete o comportamento da criança com os adultos à sua volta, e o rendimento escolar pode piorar ainda mais. Então, além do tratamento do TDAH, será necessário procurar ajuda também para o transtorno opositor. Autismo Crianças do espectro autista gostam de passar muito mais tempo sozinhas do que com outras pessoas. Inclusive, se sentem muito desconfortáveis na presença dessas. Portanto, quando o autismo não vem sozinho, é improvável que uma criança autista desafie ou se oponha a alguém, sendo mais comum que ele simplesmente ignore o que lhe foi dito. Crianças autistas também evitam contato visual e podem fazer movimentos repetitivos. Outra atitude muito característica é dar funções para brinquedos diferentes daquelas que eles têm. Por exemplo: balançar um lápis no ar como se fosse um avião. Entretanto, TOD é uma das comorbidades que podem ser observadas em casos de autismo. E por terem características tão diferentes, isso faz com que muitas vezes o diagnóstico de autismo seja prejudicado. Para os dois transtornos, a intervenção precoce é essencial, podendo prevenir quadros mais graves. Por isso, se você suspeita que seu filho ou filha tenha autismo ou TOD – ou os dois – procure ajuda profissional o quanto antes. Transtorno Bipolar (TB) Outra comorbidade associada ao TOD é a bipolaridade. Pacientes com transtorno bipolar têm duas fases que se intercalam ao longo de semanas: • Fase de mania ou hipomaníaca: quando a pessoa fica agitada, fala alto e muito, troca a noite pelo dia, dorme muito pouco, fica com mania de grandeza e se expõem publicamente muito mais do que o normal. • Fase de depressão: quando acontece baixa autoestima e a pessoa quase não sai do quarto, não tem visão de futuro nem vontade de fazer nada e dorme o dia todo. https://eurekka.me/autismo/ https://eurekka.me/bipolaridade/ TOC é um transtorno psiquiátrico de ansiedade que tem como principal característica a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais – DSM V” da Associação de Psiquiatria Americana. A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões. Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira. Como um disco riscado que se põe a repetir sempre o mesmo ponto da gravação, eles ficam patinando dentro da cabeça e o único jeito para livrar-se deles por algum tempo é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas, que ajudam a aliviar a ansiedade. Alguns portadores dessa desordem acham que, se não agirem assim, algo terrível pode acontecer-lhes. No entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que são realizados os rituais e pode transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a vida da família inteira. Em geral, os rituais se desenvolvem nas áreas da limpeza, checagem ou conferência, contagem, organização, simetria, colecionismo, e podem variar ao longo da evolução da doença. Existem dois tipos de TOC: ▪ Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa; ▪ Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade. SINTOMAS Em algumas situações, todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não caracterizam o TOC. O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa. Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada TOC (TRANSTORNO OBSESSIVO CONTROLADOR) possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo. TRATAMENTO O tratamento de TOC pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. São os únicos que funcionam. A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica. É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento. RECOMENDAÇÕES ▪ Não há quem não tenha experimentado alguma vez um comportamento compulsivo, mas se ele se repete a ponto de prejudicar a execução de tarefas rotineiras, a pessoa pode ser portadora de TOC e precisa de tratamento; ▪ Crianças podem obedecer a certos rituais, o que é absolutamente normal. No entanto, deve chamar a atenção dos pais a intensidade e a frequência desses episódios. O limite entre normalidade e TOC é muito tênue; ▪ Os pais não devem colaborar com a perpetuação das manias e rituais dos filhos. Devem ajudá-los a enfrentar os pensamentos obsessivos e a lidar com a compulsão que alivia a ansiedade; ▪ O respeito a rituais do portador de TOC pode interferir na dinâmica da família inteira. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico de certeza e encaminhar a pessoa para tratamento; ▪ Esconder os sintomas por vergonha ou insegurança é um péssimo caminho. Quanto maisse adia o tratamento, mais grave fica a doença. O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é uma das patologias psiquiátricas, mas frequentes atualmente. Acredita-se que cerca de 1 a 2% da população brasileira tenha TOC (cerca de 4 milhões), podendo se manifestar em qualquer idade e ambos os sexos. Diferente de outros transtornos de ansiedade, o TOC não é mais frequente em mulheres, sendo que apresenta inclusive uma manifestação mais precoce em homens (as vezes antes da adolescência). No TOC a pessoa apresenta pensamentos intrusivos que são desconfortáveis e geralmente negativos. Esse desconforto é transitoriamente aliviado por comportamentos compulsivos, estereotipados, repetitivos e muitas vezes desnecessários, gerando um ciclo vicioso de angustia – compulsão. A doença frequentemente se associa a outros sintomas de ansiedade e até depressão, os pacientes apresentam franco comprometimento das atividades diárias e apresentam muita frustração por não controlarem adequadamente seus pensamentos e comportamentos. O tipo de pensamento (obsessão) e de comportamento (compulsão) recorrente varia muito de um caso a outro. Os pensamentos mais comuns são de contaminação, imperfeição, impureza, doença, de morte, desastres, ruína, etc., seja com a própria pessoa, seja com outras ou com a própria humanidade, a sensação de ansiedade e angustia gerada pelo pensamento intrusivo gera um padrão de comportamento irresistível, cíclico e vazio, os mais comuns são: de limpeza, de alinhamento, organização, contagem, de checagem, etc. Após o comportamento pode surgir frustração e mal estar, reiniciando o ciclo. O paciente pode apresentar comportamentos compulsivos com uma frequência muito alta. Geralmente a pessoa com TOC apresenta algum controle sobre seu problema, podendo se manter relativamente normal em alguns ambientes. O quadro piora em fases de maior estresse. O paciente com TOC não perde a lucidez e a crítica, ele sabe que os pensamentos intrusivos são absurdos ou exagerados e que os comportamentos são disfuncionais e sem sentido prático, mesmo assim não consegue contê-los em sua plenitude. Comportamentos compulsivos mais frequentes: Alinhamento Organização Limpeza Checagem Contagem TOC e MANIAS Definir a patologia TOC nem sempre é fácil. Muitos pacientes demoram para buscar ajuda e conseguem administrar de alguma forma seu TOC. Outro risco é que pessoas normais se considerem TOC por apresentar alguma rotina, mania (no sentido leigo da palavra, de habito peculiar) ou ritual. Todo mundo apresenta comportamentos repetitivos e aparentemente inúteis em algumas situações. Batemos na madeira, checamos duas vezes se a porta está trancada, limpamos a casa várias vezes, fazemos sinal da cruz ao passar em frente a uma igreja e por aí vai. Manias são comuns e até úteis em algumas situações para manter a rotina. Algumas são fruto de aspectos sociais, culturais ou religiosos, esses ritos contextualizados, leves e que não geram problemas ou transtornos para serem realizados não configuram TOC. O limiar as vezes é tênue entre uma mania e um TOC, podendo até haver migração de um componente a outro. Mas, de modo geral conseguimos definir entre um e outro nos baseando em: intensidade, contexto, motivação, impacto na qualidade de vida. Diferenciando TOC e mania Intensidade Motivação Contexto Impacto na qualidade de vida Causas do TOC TOC é uma doença psiquiátrica com causas múltiplas e complexas, acredita-se que existam fatores genéticos e ambientais que geram disfunções no funcionamento cerebral gerando inseguranças, instabilidade e respostas alteradas ao estresse. O TOC não é fruto de criação ou isoladamente de comportamentos aprendidos na infância. Existem componentes funcionais intrínsecos do cérebro, principalmente no lobo frontal e nas vias do neurotransmissor SEROTONINA que gera um padrão psíquico marcado por intrusões de pensamentos e comportamentos de alívio. A escolha do tipo de obsessão e do tipo de comportamento pode ter eventualmente um padrão influenciado por aprendizado, contexto e questões culturais contemporâneas. TRATAMENTO O tratamento do TOC é individualizado caso a caso. Em casos mais graves o recomendado é o tratamento combinado, como medicamentos específicos, terapia do tipo cognitivo comportamental e mudança do estilo de vida. O tratamento é crônico e deve ser acompanhado por médico, psicólogo e a participação do paciente e familiares é fundamental. É sempre recomendado medidas ante estresse como: atividades físicas, boa alimentação, controle do sono, etc. O QUE É TDAH? O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD. Existe mesmo o TDAH? Ele é reconhecido oficialmente por vários países e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em alguns países, como nos Estados Unidos, portadores de TDAH são protegidos pela lei quanto a receberem tratamento diferenciado na escola. Não existe controvérsia sobre a existência do TDAH? Não, nenhuma. Existe inclusive um Consenso Internacional publicado pelos mais renomados médicos e psicólogos de todo o mundo a este respeito. Consenso é uma publicação científica realizada após extensos debates entre pesquisadores de todo o mundo, incluindo aqueles que não pertencem a um mesmo grupo ou instituição e não compartilham necessariamente as mesmas ideias sobre todos os aspectos de um transtorno. Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe? Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má- fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma “invenção” médica ou da indústria farmacêutica, para terem lucros com o tratamento. No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em “experiência pessoal” ou então relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sítios na Internet, mas nunca apresentaram seus “resultados” em congressos ou publicaram em revistas científicas, para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem. TDAH (TRANSTORNO DE DÉFICT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE) Os segundos são aqueles que pretendem “vender” alguma forma de tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto. Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa consequências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma “aparência” de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem. Porque desinformação, falta de raciocínio científico e ingenuidade constituem uma mistura perigosa O TDAH é comum? Ele é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados. Ele ocorre em 3 a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos. Quais são os sintomas de TDAH? O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: 1) Desatenção 2) Hiperatividade-impulsividade O TDAH na infânciaem geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua” e geralmente “estabanadas” e com “bicho carpinteiro” ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites. Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos (“colocam os carros na frente dos bois”). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São frequentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande frequência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão. Quais são as causas do TDAH? Já existem inúmeros estudos em todo o mundo – inclusive no Brasil – demonstrando que a prevalência do TDAH é semelhante em diferentes regiões, o que indica que o transtorno não é secundário a fatores culturais (as práticas de determinada sociedade, etc.), o modo como os pais educam os filhos ou resultado de conflitos psicológicos. Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios). Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões. A) Hereditariedade: Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais frequente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas são cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familial). Porém, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo “desatento” ou “hiperativo” simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familial era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos. Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc.…). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz “concordantes”) do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de genes na origem do TDAH. A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único “gene do TDAH”. Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH. B) Substâncias ingeridas na gravidez: Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito. C) Sofrimento fetal: Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto. D) Exposição a chumbo: Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica. E) Problemas Familiares: Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta ideia. As dificuldades familiares podem ser mais consequência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais). Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo. F) Outras Causas DIAGNÓSTICO-CRIANÇAS Crianças e Adolescentes O questionário abaixo é denominado SNAP-IV e foi construído a partir dos sintomas do Manual de Diagnóstico e Estatística – IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiátrica. Você também pode imprimir e levar para o professor preencher na escola. Esta é a tradução validada pelo GEDA – Grupo de Estudos do Déficit de Atenção da UFRJ e pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da UFRGS. IMPORTANTE: QUESTIONÁRIO SNAP Este questionário é apenas um ponto de partidapara levantamento de alguns possíveis sintomas primários do TDAH. O diagnóstico correto e preciso do TDAH só pode ser feito através de uma longa anamnese (entrevista) com um profissional médico especializado (psiquiatra, neurologista, neuropediatra). Muitos dos sintomas abaixo relacionados podem estar associados a outras comorbidades correlatas ao TDAH e outras condições clínicas e psicológicas. Lembre-se sempre que qualquer diagnóstico só pode ser fornecido por um profissional médico. https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de- aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade FORMULÁRIO SNAP QUADRO CLÍNICO Publicado por ABDA | maio 10, 2017 | Sobre TDAH | Sintomas em crianças e adolescentes: As crianças com TDAH, em especial os meninos, são agitadas ou inquietas. Frequentemente têm apelido de “bicho carpinteiro” ou coisa parecida. Na idade pré- escolar, estas crianças mostram-se agitadas, movendo-se sem parar pelo ambiente, mexendo em vários objetos como se estivessem “ligadas” por um motor. Mexem pés e mãos, não param quietas na cadeira, falam muito e constantemente pedem para sair de sala ou da mesa de jantar. Elas têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes. Elas são facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos “internos”, isto é, vivem “voando”. Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.). Como a atenção é imprescindível para o bom funcionamento da memória, elas em geral são tidas como “esquecidas”: esquecem recados ou material escolar, aquilo que estudaram na véspera da prova, etc. (o “esquecimento” é uma das principais queixas dos pais). Quando elas se dedicam a fazer algo estimulante ou do seu interesse, conseguem permanecer mais tranquilas. Isto ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem dar um “reforço” no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis normais. O fato de uma criança conseguir ficar concentrada em alguma atividade não exclui o diagnóstico de TDAH. É claro que não fazemos coisas interessantes ou estimulantes desde a hora que acordamos até a hora em que vamos dormir: os portadores de TDAH vão ter muitas dificuldades em manter a atenção em um monte de coisas. Elas também tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não leem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar). Frequentemente também apresentam dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer. Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual. O TDAH não se associa necessariamente a dificuldades na vida escolar, embora esta seja uma queixa frequente de pais e professores. É mais comum que os problemas na escola sejam de comportamento que de rendimento (notas). Um aspecto importante: as meninas têm menos sintomas de hiperatividade-impulsividade que os meninos (embora sejam igualmente desatentas), o que fez com que se acreditasse que o TDAH só ocorresse no sexo masculino. Como as meninas não incomodam tanto, eram menos encaminhadas para diagnóstico e tratamento médicos. Sintomas em adultos: A existência da forma adulta do TDAH foi oficialmente reconhecida apenas em 1980 pela Associação Psiquiátrica Americana. E, desde então inúmeros estudos têm demonstrado a presença do TDAH em adultos. Passou-se muito tempo até que ela fosse amplamente divulgada no meio médico e ainda hoje, observa-se que este diagnóstico é apenas raramente realizado, persistindo o estereótipo equivocado de TDAH: um transtorno acometendo meninos hiperativos que têm mau desempenho escolar. Muitos médicos desconhecem a existência do TDAH em adultos e quando são procurados por estes pacientes, tendem a tratá-los como se tivessem outros problemas (de personalidade, por exemplo). Quando existe realmente um outro problema associado (depressão, ansiedade ou drogas), o médico só diagnostica este último e “deixa passar” o TDAH. Atualmente acredita-se que em torno de 60% das crianças com TDAH ingressarão na vida adulta com alguns dos sintomas (tanto de desatenção quanto de hiperatividade- impulsividade) porém em menor número do que apresentavam quando eram crianças ou adolescentes. Para se fazer o diagnóstico de TDAH em adultos é obrigatório demonstrar que o transtorno esteve presente desde criança. Isto pode ser difícil em algumas situações, porque o indivíduo pode não se lembrar de sua infância e também os pais podem ser falecidos ou estar bastante idosos para relatar ao médico. Mas em geral o indivíduo lembra de um apelido (tal como “bicho carpinteiro”, etc.) que denuncia os sintomas de hiperatividade- impulsividade e lembra de ser muito “avoado”, com queixas frequentes de professores e pais. Os adultos com TDAH costumam ter dificuldade de organizar e planejar suas atividades do dia a dia. Por exemplo, pode ser difícil para uma pessoa com TDAH determinar o que é mais importante dentre muitas coisas que tem para fazer, escolher o que vai fazer primeiro e o que pode deixar para depois. Em consequência disso, quem TDAH fica muito “estressado” quando se vê sobrecarregado (e é muito comum que se sobrecarregue com frequência, uma vez que assume vários compromissos diferentes), pois não sabe por onde começar e tem medo de não conseguir dar conta de tudo. Os indivíduos com TDAH acabam deixando trabalhos pela metade, interrompem no meio o que estão fazendo e começam outra coisa, só voltando ao trabalho anterior bem mais tarde do que o pretendido ou então se esquecendo dele. O portador de TDAH fica com dificuldade para realizar sozinho suas tarefas, principalmente quando são muitas, e o tempo todo precisa ser lembrado pelos outros sobre o que tem para fazer. Isso tudo pode causar problemas na faculdade, no trabalho ou nos relacionamentos com outras pessoas. A persistência nas tarefas também pode ser difícil para o portador de TDAH, que frequentemente “deixa as coisas pela metade”. TDAH e atividade física: como melhorar os sintomas de déficit de atenção e hiperatividade com exercícios: O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma disfunção cognitiva e comportamental que, segundo estudos, tem prevalência de 5% entre as crianças de todo o mundo. São características do TDAH: dificuldade de atenção, alta impulsividade e hiperatividade. Pode também vir associado a outras condições como ansiedade, depressão, distúrbios de personalidade, entre outras. Há no Brasil uma cultura de "medicalização", na qual a administração de remédios é maior do que outros tipos de terapia, e é feita com altas doses de estimulantes e antidepressivos. Portanto, é importante 1) realizar o diagnóstico correto (muitas crianças com dificuldade apenas na escola são diagnosticadas erroneamente como portadoras de TDAH) e 2) pensar em terapias alternativas como o exercício físico. Do ponto de vista fisiológico existem duas maneiras básicas de pensar o TDAH em relação ao exercício. Uma é sobre os neurotransmissores: o exercício aumenta a concentração de dopamina e norepinefrina, bem como de outros produtos químicos do cérebro que, acredita-se, são condutores da atenção. Sendo assim, a prática de exercício tem efeito positivo semelhante àquele que ocorre ao tomar um estimulante como a Ritalina (e sem efeitos adversos da medicação).ter sintomas persistentes. A longo prazo, o tratamento contínuo ajuda a controlar estes sintomas. Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a requisitos específicos para atender a todos que precisem de acompanhamento. Acesse nosso site e confira você mesmo todas as oportunidades oferecidas! Medicamentos Diferentes tipos de medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas do transtorno bipolar. Um indivíduo pode precisar tentar vários medicamentos diferentes antes de encontrar aqueles que funcionam melhor. Os medicamentos geralmente usados para tratar o distúrbio bipolar incluem: Estabilizadores de humor Antipsicóticos atípicos Antidepressivos Qualquer pessoa que tome um medicamento deve: Ter uma prescrição médica e ter a devida orientação de seu psiquiatra. É importante compreender todos os riscos e benefícios da medicação. Informar qualquer preocupação sobre efeitos colaterais para um médico imediatamente. O médico pode precisar alterar a dose ou tentar um medicamento diferente. Evitar parar a medicação comunicar previamente seu médico. De repente parar um medicamento pode levar a um efeito “rebote” ou piora dos sintomas do transtorno bipolar. Outros efeitos de retirada desconfortáveis ou potencialmente perigosos também são possíveis. Psicoterapia Quando feito em combinação com medicação, psicoterapia pode ser um tratamento muito eficaz para o transtorno bipolar. Ela pode fornecer apoio, educação e orientação para pessoas com o transtorno e suas famílias. Alguns tratamentos de psicoterapia utilizados incluem: Terapia cognitivo-comportamental (TCC) Terapia focada na família Terapia de ritmos interpessoais e sociais Psicoeducação Outras Opções de Tratamento A Terapia eletroconvulsiva (ECT) ECT pode fornecer alívio para pessoas com transtorno bipolar grave que não foram capazes de se recuperar com outros tratamentos. Às vezes ECT é usado para sintomas bipolares quando outras condições médicas, incluindo a gravidez, tornam o uso de medicamentos extremamente arriscado. A ECT pode causar alguns efeitos colaterais de curto prazo, incluindo confusão, desorientação e perda de memória. As pessoas com bipolaridade devem discutir possíveis benefícios e riscos de ECT com um profissional de saúde qualificado. Medicamentos para o sono As pessoas com transtorno bipolar que têm problemas para dormir geralmente acham que o tratamento é útil. No entanto, se a insônia não melhorar, um médico pode sugerir uma mudança nos medicamentos. Se o problema persistir, o médico pode prescrever sedativos ou outros medicamentos para dormir. Suplementos Pouca pesquisa foi conduzida em ervas ou suplementos naturais e como eles podem afetar o transtorno bipolar. É importante para um médico saber sobre todos os medicamentos prescritos, outras medicações ministradas por decisão própria e suplementos que um paciente está tomando. Alguns medicamentos e suplementos tomados em conjunto podem causar efeitos indesejados ou perigosos. Monitoramento diário Mesmo com tratamento adequado, oscilações de humor podem ocorrer. O tratamento é mais eficaz quando um cliente, um médico e um psicólogo trabalham em conjunto e falam abertamente sobre preocupações e escolhas. Manter anotações com registros dos sintomas de humor diário, tratamentos, padrões de sono e eventos de vida pode ajudar pacientes e m Como posso me ajudar se eu for diagnosticado com transtorno bipolar? Você pode ajudar a si mesmo, obtendo tratamento e seguindo as orientações do seu psicólogo e psiquiatra. A recuperação leva tempo, e não é fácil. Mas o tratamento é a melhor maneira de começar a se sentir melhor. Aqui estão algumas dicas: Converse com seu médico e psicólogo sobre seu tratamento. Não interrompa sua medicação. Mantenha uma rotina para comer e dormir. Certifique-se de dormir o suficiente. Aprenda a reconhecer suas oscilações de humor. Peça a um amigo ou parente para ajudá-lo a manter o seu tratamento. Seja paciente consigo mesmo. Melhoria leva tempo. Como posso ajudar uma pessoa querida com transtorno bipolar? Ajude seu amigo ou parente a consultar um psiquiatra para obter o diagnóstico e tratamento corretos. Você pode precisar fazer a consulta e ir ao médico junto com ele. Aqui estão algumas coisas úteis que você pode fazer: Seja paciente. Incentive o seu amigo ou parente a falar, e ouvir com atenção. Seja compreensivo sobre mudanças de humor. Inclua seu amigo ou parente em atividades divertidas. Lembre à pessoa que ficar melhor é possível com o tratamento certo. Como o transtorno bipolar afeta amigos e família? Quando um amigo ou parente tem transtorno bipolar, isso afeta você também. Cuidar de alguém com transtorno bipolar pode ser estressante. Você tem que lidar com as mudanças de humor e às vezes outros problemas, como beber muito. Às vezes, o estresse pode esticar seus relacionamentos com outras pessoas. Os cuidadores podem perder o trabalho ou perder tempo livre. Se você está cuidando de alguém com o transtorno, cuide de si mesmo também. Encontre alguém com quem você possa conversar sobre seus sentimentos. Procure um psicólogo, faça terapia também. Peça orientações sobre grupos de apoio para cuidadores. Se você mantiver seu nível de estresse baixo, você fará um trabalho melhor, e poderá ajudar o seu amado a manter o seu tratamento. https://leandroteles.com.br/toc-e-manias/ https://tdah.org.br/diagnostico-criancas/ https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como- melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade https://www.vitalk.com.br/blog/depressao/ https://www.vittude.com/blog/fala-psico/ansiedade-desmistificando-seus-sintomas-e- tratamentos/ http://www.verea.com.br/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag/ https://www.tuasaude.com/transtorno-de-conduta/ https://www.vittude.com/blog/transtorno-bipolar/ https://leandroteles.com.br/toc-e-manias/ https://tdah.org.br/diagnostico-criancas/ https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade https://www.zuzfisiopilates.com/post/2019/06/26/tdah-e-atividade-f%C3%ADsica-como-melhorar-os-sintomas-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-e-hiperatividade https://www.vitalk.com.br/blog/depressao/ https://www.vittude.com/blog/fala-psico/ansiedade-desmistificando-seus-sintomas-e-tratamentos/ https://www.vittude.com/blog/fala-psico/ansiedade-desmistificando-seus-sintomas-e-tratamentos/ http://www.verea.com.br/transtorno-de-ansiedade-generalizada-tag/ https://www.tuasaude.com/transtorno-de-conduta/ https://www.vittude.com/blog/transtorno-bipolar/ http://nomundodamaternidade.com.br/2016/06/estimulando-o-bebe.html http://diariomaedeumautista.blogspot.com/p/videos.html http://www.motricidade.com.br/edi.html https://paizinhovirgula.com/conheca-as-etapas-do-desenvolvimento-da-audicao-e- linguagem-dos-nossos-filhos/ Esse material foi elaborado pela Psicopedagoga Rosemeire Castro, ACESSE MEUS CONTATOS – INSTAGRAM, YOUTUBE, WHATS psicoensinasjc Youtube whatsapp Psicopedagoga Rosemeire Castro – Instagram @psicoensinasjc- tell: (12) 99661.2896 http://nomundodamaternidade.com.br/2016/06/estimulando-o-bebe.html http://diariomaedeumautista.blogspot.com/p/videos.html http://www.motricidade.com.br/edi.html https://paizinhovirgula.com/conheca-as-etapas-do-desenvolvimento-da-audicao-e-linguagem-dos-nossos-filhos/ https://paizinhovirgula.com/conheca-as-etapas-do-desenvolvimento-da-audicao-e-linguagem-dos-nossos-filhos/ psicoensinasjc file:///C:/Users/SA_PROFESSOR/Downloads/Youtube file:///C:/Users/SA_PROFESSOR/Downloads/whatsapp