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Comunicação
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET
Comunicação
 SENAI-SP, 2004
Trabalho editorado por Meios Educacionais da Gerência de Educação da Diretoria Técnica do SENAI-SP.
MATERIAL PARA VALIDAÇÃO
SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Departamento Regional de São Paulo
Av. Paulista, 1313 - Cerqueira César
São Paulo - SP
CEP 01311-923
Telefone
Telefax
SENAI on-line
(0XX11) 3146-7000
(0XX11) 3146-7230
0800-55-1000
E-mail
Home page
senai@sp.senai.br
http://www.sp.senai.br
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET
Sumário
O processo de comunicação 5
• Teoria da comunicação 6
• Elementos da Comunicação 6
• Proposta de exercícios 8
• Obstáculo ou ruído à comunicação 9
• Como tornar a comunicação mais eficiente 10
• Algumas “dicas” para facilitar a comunicação interpessoal 12
Intelecção de textos 13
• Uso do dicionário 13
• Parágrafo 16
• Técnicas para intelecção de textos 21
• Propostas de exercícios - intelecção de texto 29
Descrição técnica 33
• Exemplos de descrição técnica 37
• Propostas de exercícios de descrição técnica 43
Estruturas-padrão: documentação técnica e correspondência comercial,
segundo normas e padrões de redação oficial 47
• Memorando 48
• Ordem de serviço 49
• Orçamento 50
• Carta comercial 54
• Ficha técnica 56
• Proposta de exercícios - memorando, ordem de serviço, carta
comercial, ficha técnica 59
Relatório 63
• Exemplos de relatórios 69
• Proposta para elaboração de relatórios 79
Referências Bibliográficas 81
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 5
O processo de comunicação
Texto introdutório: A ordem do dia
Major para o capitão:
- Uma vez que amanhã se dará um eclipse do Sol, determino que a companhia
esteja formada em uniforme de campanha, no campo de exercícios, onde darei
explicações sobre o raro fenômeno, que não acontece todos os dias. Se chover, nada
poderá ser visto. Nesse caso, a companhia ficará de folga dentro do quartel. Faça esta
ordem chegar até os soldados pelos canais competentes.
Capitão para o tenente:
- Por ordem do Sr. Major, haverá um eclipse do Sol no campo de campanha. Se chover, o
que não acontece todos os dias, nada poderá ser visto. Nesse caso, o Major, que é um
fenômeno raro, dará as explicações necessárias dentro do quartel em uniforme de
exercício. Transmita esta ordem ao Sargento.
Tenente ao sargento:
- O Major fará amanhã um eclipse do Sol em uniforme de campanha. Toda a companhia
deverá formar no campo de exercício, onde ele dará as explicações necessárias, o que
não acontece todos os dias. Se chover, o fenômeno se dará mesmo dentro do quartel, o
que, aliás, é raríssimo. Transmita esta ordem ao Cabo.
Sargento ao Cabo:
- Amanhã a companhia se formará para receber o Sr. Eclipse do Sol, que dará as
explicações necessárias sobre nosso raro Major. O fenômeno sairá do quartel em uniforme
de campanha para o campo de exercícios. Isso, se não chover dentro do quartel, o que
não acontece todos os dias. Transmita esta ordem aos soldados.
Cabo aos Soldados:
- Companhia, sentido! Amanhã, o raro major Eclipse dará as explicações necessárias ao
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET6
Sol, em uniforme de campanha, sob a chuva, no campo de exercícios. O fenômeno
formará todos os dias em torno do quartel até chover. Companhia, fora de forma!
autor: W. J. R. Penteado.
Teoria da comunicação
O homem, na comunicação, utiliza-se de sinais devidamente organizados, emitindo-os a
uma outra pessoa. A palavra falada, a palavra escrita, os desenhos, os sinais de trânsito
são alguns exemplos de comunicação, em que alguém transmite uma mensagem a outra
pessoa.
Há, então, um emissor e um receptor da mensagem. A mensagem é emitida a partir de
diversos códigos de comunicação (palavras, gestos, desenhos, sinais de trânsito...).
Qualquer mensagem precisa de um meio transmissor, o qual chamamos de canal de
comunicação e refere-se a um contexto, a uma situação.
Comunicação: processo de transmitir e receber uma mensagem com o objetivo de afetar
o comportamento do outro; ação de transmitir uma mensagem e, eventualmente, receber
outra mensagem como resposta; processo que envolve a transmissão e a recepção de
mensagens entre uma fonte emissora e um destinatário receptor, no qual as informações,
transmitidas por intermédio de recursos físicos (fala, audição, visão etc.) ou de aparelhos e
dispositivos técnicos, são codificadas na fonte e decodificadas no destino, com o uso de
sistemas convencionados de signos ou símbolos sonoros, escritos, gestuais, iconográficos
(desenhos, pinturas, imagens, ilustrações...) etc.
Elementos da Comunicação
Para qualquer situação de comunicação efetiva são necessários elementos:
• Emissor: que emite a mensagem;
• Receptor: que recebe a mensagem;
• Mensagem: conjunto de informações transmitidas; aquilo que se comunica.
• Código: combinação de signos utilizados na transmissão de uma mensagem. A
comunicação só se concretizará se o receptor souber decodificar a mensagem; o código
deve, portanto, ser comum para emissor e receptor. Exemplos de códigos: idiomas, sinais,
gestos, desenhos...
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SENAI-SP - INTRANET 7
• Canal de comunicação: meio pelo qual a mensagem é transmitida; “por onde” a
mensagem é transmitida. Exemplos: TV, rádio, jornal, revista, cordas vocais, ar...;
• Contexto: situação a que a mensagem se refere, também chamado de referente.
É importante lembrar, ainda, que a comunicação não é estática, ela necessita ser
realimentada. Por isso é importante que haja retorno ou resposta (feedback), para que o
emissor verifique se sua mensagem foi captada e entendida pelo receptor.
Para uma melhor compreensão desses elementos, veja os seguintes exemplos:
Exemplo 1
Maria quer contar ao marido que acaba de ganhar na Supersena. Telefona para ele e lhe
diz: “Querido, acabamos de ganhar na Supersena”.
Emissor: Maria
Receptor: Marido
Contexto ou referente: O prêmio na loteria Supersena
Mensagem: “Querido, acabamos de ganhar na Supersena”
Canal: Telefone
Código: Língua portuguesa, falada
Exemplo 2
Emissor: Companhia de Engenharia de Tráfego - CET
Receptor: motoristas
Mensagem: Proibido estacionar ou Estacionamento proibido
Canal: placa de sinalização
Código: sinais convencionais de trânsito
Lembrete:
Informar é diferente de Comunicar
Informar = dar informação a alguém.
Comunicar = tornar algo comum, fazer se entender, provocar.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET8
Proposta de exercícios
Identifique os elementos de comunicação nos textos abaixo.
1. Sr. Rodrigues pediu ao Pedrinho:
- Vá, por favor, até o centro da cidade e entregue esta carta na Loja Marisa da Rua
Direita.
2. “ Bom dia senhores ouvintes! Aqui é o locutor da sua Rádio X.
Informamos que ontem o dólar chegou ao patamar dos R$ 4,00.”
3. Alô, Sr. Gilberto. Quem fala é o Adalberto.
- Fala, Adalberto. Quais são as novidades?
- As novidades são boas. Consegui fechar aquele contrato com a empresa de
construção civil que o Senhor queria.
- Que ótimo. Vamos, então, dar prosseguimento ao processo.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 9
Obstáculo ou ruído à comunicação
Consideramos obstáculo (barreira) ou ruído à comunicação qualquer fator interno ou
externo ao processo da comunicação que interfere nesse processo, deturpando,
dificultando ou impedindo a comunicação humana. O obstáculo pode ocorrer em um ou
mais dos elementos que compõem o processo da comunicação.
• Identifique, nos quadrinhos acima, em qual dos elementos se deu o ruído ou obstáculo
à comunicação:
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET10
1. ___________________________________
2. ___________________________________
3. ___________________________________
4. ___________________________________
Como tornar a comunicação mais eficiente
Sintonizar com o receptor
O primeiro cuidado a ser tomado numa comunicação consiste em procurar saber com
quem se fala, devido às diferenças existentes: formação profissional, nível de linguagem,
conhecimentos e interessesdas partes (emissor e receptor).
A sugestão é que o emissor, antes de iniciar a comunicação, procure saber:
- Quais são os conhecimentos do receptor em relação ao assunto a ser abordado?
- Qual o seu nível de linguagem?
- Qual o seu grau de interesse?
Ouvir
A qualidade da comunicação tem uma relação direta com a atitude de ouvir, que não é
espontânea nem fácil.
Escutar é um processo neurofisiológico; independe da vontade...
Ouvir envolve aspectos intelectuais e emocionais.
Significa não se distrair enquanto o interlocutor fala, não avaliar ou interpretar o que está
sendo dito, não ficar pensando na resposta a ser dada, antes de ouvir tudo o que o outro
tem a dizer.
O bom ouvinte: tira proveito da rapidez do pensamento e reflete sobre o que está ouvindo
sem interromper quem fala. Além disso, adquire prestígio de seu interlocutor, conquista a
simpatia de todos, economiza tempo, previne mal-entendidos; enfim, faz empatia, sabe
lidar com compreensão diante das opiniões e posições daquele com quem fala.
O mau ouvinte: torna-se logo impaciente, desatento, prejudicando a conversa; interrompe,
com freqüência, o diálogo.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 11
A natureza nos deu dois ouvidos e uma boca. Isso significa, então, que devemos falar
menos e ouvir mais. Portanto:
- concentre-se na conversa para poder ouvir. Não se distraia;
- é preciso “ouvir nas entrelinhas”, isto é, prestar atenção no tom e volume de voz,
expressões faciais, gestos, considerar o contexto, etc.
Uma questão para refletir: analisando suas atitudes numa relação que envolve a
comunicação, você escuta ou ouve as pessoas?
• Provocar realimentação ou retroinformação (feedback):
Como já foi mencionado, a realimentação – feedback – é muito importante no processo
de comunicação, pois indica o nível de compreensão que o receptor teve da
mensagem transmitida. É o “retorno que vem do receptor” em relação ao que o
emissor transmitiu. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa “informação
que o emissor obtém da reação do receptor à sua mensagem, e que serve para avaliar
os resultados da transmissão” .
Por isso, a pessoa interessada em se comunicar deve procurar obter do receptor a
realimentação (ou o feedback) da mensagem.
Nem sempre o questionamento é a melhor maneira de identificar o entendimento da
mensagem. O emissor, também, deve estar atento à expressão corporal do receptor,
pois mediante a análise dos gestos, da inclinação do corpo, do movimento dos
músculos da face e de muitos outros elementos torna-se possível identificar em que
medida a mensagem está interessando ou sendo compreendida.
• Exprimir-se:
Existem alguns cuidados que devem ser tomados para que uma pessoa possa exprimir
o que deseja a outra pessoa:
- Voz: precisa estar ajustada ao local e ao número de pessoas a quem deseja
comunicar a mensagem.
- Gestos: as pessoas não se comunicam apenas pela voz ou pela escrita. Por isso,
ao se comunicar para um grupo, convém cuidar também dos gestos, para que a
comunicação seja harmoniosa.
- Silêncio: um breve período de silêncio poderá auxiliar o receptor a refletir sobre o
que ouviu e exprimir-se, caso ache necessário.
- Linguagem: utilizar termos claros e precisos.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET12
Algumas “dicas” para facilitar a comunicação interpessoal:
1. Ouvir atenta e ativamente o outro, lembrando-se que ouvir é mais que escutar;
2. Demonstrar respeito e aceitação, mesmo que haja dificuldades entre o emissor e o
receptor. É essencial para a comunicação que haja um objetivo comum entre ambos;
3. Tentar estabelecer empatia com o interlocutor: Deve ser dada ênfase ao processo de
comunicação, não à pessoa do emissor;
Empatia: colocar-se na situação do outro (tendência para sentir o que sentiria caso
estivesse na situação ou circunstâncias experimentadas ou vividas por outra pessoa);
4. Formular perguntas: elas ajudam a dar feedback ao emissor;
5. Centrar-se na comunicação, evitando emitir julgamentos ou juízos precipitados.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 13
Intelecção de textos
Uso do dicionário
A habilidade de compreender as idéias expressas em um texto pode ser desenvolvida
e apreendida por meio de um método, uma técnica própria para a intelecção de textos.
Assim sendo, esse é o conteúdo que vamos estudar nessa apostila. Porém, para o
desenvolvimento da habilidade de interpretar textos é importante conhecer sobre Uso
do Dicionário e Parágrafo.
Para que usar o dicionário?
Ele pode nos auxiliar na compreensão das palavras, pois esclarece o seu significado
e, em geral, apresenta os seus sinônimos. Pode nos auxiliar, também, na verificação
da ortografia ou da pronúncia correta de palavras que nos deixam em dúvida.
A seguir, você vai encontrar a reprodução de uma página do Dicionário Escolar da
Língua Portuguesa, editado pela FENAME (Fundação Nacional do Material Escolar) e
organizado por Francisco da Silveira Bueno. Observe a disposição das palavras em
ordem alfabética.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET14
Esta organização do dicionário facilita a localização da palavra procurada. E, para
facilitar ainda mais, no alto de cada página, aparecem as palavras-guia. Observe-as
na página reproduzida: mal-humorado e malta.
Essas palavras referem-se à primeira e à última da página.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 15
Assim, se quisermos procurar o significado ou um sinônimo de malquisto, saberemos
que essa palavra se encontra nessa página, pois, pela ordem alfabética, vem depois
de mal-humorado e antes de malta.
A palavra malvisto, no entanto, deve ser procurada nas páginas seguintes, pois vem
depois de malta, que é a última da página.
E as palavras maliciosa e maliciosamente? Por que não aparecem aí? Elas
deveriam estar nessa página.
Muitas palavras da nossa Língua sofrem alterações ou modificações na sua forma.
Veja:
pássaro cadáver infinito
pássaros cadáveres infinita
jazer querer despertar
jazia quisessem despertasse
pequeno gracioso vivo
pequenino graciosíssimo vivamente
As formas modificadas não aparecem nos dicionários. Sendo assim, palavras como
essas devem ser procuradas na forma não modificada.
Observe novamente a página de dicionário reproduzida e veja que as palavras são
acompanhadas de abreviaturas: adj., s. f., pl., v. t. etc. No início do dicionário, há uma
lista onde você poderá encontrar o seu significado. Talvez você não entenda algumas
delas, pois se referem a conhecimentos muito específicos, conhecimentos da
lingüística que é a ciência da linguagem. Mas é importante ir se familiarizando com
elas.
Se você observar, ainda, a palavra malicioso, vai notar que ela vem acompanhada
pela indicação (ô), mostrando a pronúncia fechada dessa letra no meio da palavra.
A mesma palavra pode apresentar mais de um significado. Observe os vários
significados de misericórdia, separados por ponto-e-vírgula.
MISERICÓRDIA, s. f. Compaixão despertada pela miséria alheia; perdão; instituição de piedade e
caridade; (ant.) punhal que os cavaleiros traziam do lado direito e com que matavam o adversário
derribado, se este não pedia misericórdia; interj. grito de quem pede compaixão.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET16
Em alguns dicionários, os diferentes significados de uma palavra vêm numerados. Veja
um exemplo do Novo Dicionário Aurélio:
MISERICÓRDIA, [Do lat. misericórdia]S.f. 1. Compaixão despertada pela miséria alheia. 2. Indulgência,
graça, perdão. 3. V. santa casa 4. Punhal que os cavaleiros traziam do lado direito e com que matavam
o adversário derribado, a menos que este pedisse misericórdia. . Interj. 5. Grito de quem pede
compaixão, piedade ou socorro.
Importante:
Quando há mais de um significado para a palavra, é preciso, portanto, escolher o mais
apropriado ao sentido da frase em que ela foi usada.
Parágrafo
Parágrafo é uma unidade de texto escrito, constituído por um ou mais períodos. Podem
(não necessariamente) ser identificados por um ligeiro afastamento de sua primeira
linha em relação à margemesquerda da folha. Possuem extensão variada: há
parágrafos longos e parágrafos curtos, mas o que vai determinar sua extensão é a
coerência e a uniformidade temática (assunto), já que cada idéia exposta deve
corresponder a um parágrafo.
1. Estrutura do parágrafo
Sua estrutura é composta por:
• Uma idéia central ou nuclear = IDÉIA PRINCIPAL.
• Uma ou mais idéias que se originam da principal, juntam-se a ela e relacionam-se
pelo sentido que mantêm entre si e com a principal = IDÉIAS SECUNDÁRIAS.
Você já deve ter ouvido as expressões: “Mudar de parágrafo? ... é no mesmo
parágrafo? Outro parágrafo...”
Pois bem, agora você já sabe: o que caracteriza um parágrafo é a coerência, a relação
e a uniformidade entre a idéia principal e as idéias secundárias. Portanto, “mudando a
idéia principal, e conseqüentemente as idéias secundárias, muda-se de
parágrafo.”
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 17
Resumindo:
• IDÉIA PRINCIPAL - enunciado, exposição, declaração cuja idéia expressa o
assunto geral. É a idéia principal que define ou determina como será o parágrafo,
ou seja, define o objetivo do parágrafo, define qual o assunto que será
desenvolvido. Geralmente, a idéia principal inicia o parágrafo, mas, dependendo do
estilo do autor ou do próprio texto, ela pode estar no meio ou no final do parágrafo.
• IDÉIAS SECUNDÁRIAS - são as idéias que explicam, detalham, esclarecem,
justificam, expõem os pormenores e as particularidades, fundamentam, comprovam
o que foi declarado, ou exposto, ou expresso na idéia principal. Definem a
coerência, a relação e a uniformidade do assunto entre elas e a idéia principal.
Veja um exemplo de parágrafo:
Sérgio é um excelente aluno. Todos os dias, levanta-se às sete horas, / faz suas lições
de casa / e estuda as matérias do dia. / Em classe, é atencioso e educado./ Por isso
está sempre entre os primeiros em todas as disciplinas./
A declaração “Sérgio é um excelente aluno.” é a idéia central - idéia principal.
As demais idéias, todas elas referem-se à declaração inicial, comprovam, justificam,
são coerentes e têm relação entre si e com a idéia principal. Portanto, isso é um
parágrafo.
Agora, observe esse outro exemplo:
Sérgio é um excelente aluno. Todos os dias, levanta-se às sete horas, / faz suas lições
de casa / e estuda as matérias do dia. / Em classe, é atencioso e educado./ Por isso
está sempre entre os primeiros em todas as disciplinas./ Em casa, ajuda sua mãe nos
afazeres domésticos./
A última idéia secundária colocada não está coerente com a declaração inicial, pois o
fato de ele ajudar sua mãe não se relaciona com o fato de ele ser um excelente aluno.
Portanto, podemos tirá-la do texto, para mantermos a coerência, a clareza e a correta
estrutura e unidade do parágrafo.
No entanto, se mudássemos a idéia principal para “Sérgio é um excelente garoto.”,
essa última idéia, juntamente com as demais, poderia ser mantida, pois estaria
coerente com a declaração inicial.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET18
Uma outra possibilidade para mantermos o parágrafo coerente seria
acrescentarmos a seguinte idéia:
Sérgio é um excelente aluno. Todos os dias, levanta-se às sete horas, / faz suas lições
de casa / e estuda as matérias do dia. / Em classe, é atencioso e educado./ Por isso
está sempre entre os primeiros em todas as disciplinas./ Além de tudo isso, é um
filho exemplar / e sempre ajuda sua mãe quando ela está muito atarefada./
Isso significa que quem escreve pode tornar o texto mais claro e coerente,
dependendo da forma como estrutura os parágrafos.
2. Tipos de parágrafos
Os parágrafos podem ser:
Descritivo
Apresenta as características de um objeto, de uma pessoa, de um ambiente ou
paisagem, de um processo.
No parágrafo descritivo há a predominância da apresentação de detalhes; o objetivo é
transmitir ao leitor “o retrato” daquilo que está sendo descrito.
Vejamos um exemplo de parágrafo descritivo:
Sua estatura era alta e seu corpo, esbelto. A pele morena refletia o sol dos trópicos. Os
olhos negros e amendoados espalhavam a luz interior de sua alegria de viver e
jovialidade. Os traços bem desenhados compunham uma fisionomia calma, que mais
parecia uma pintura.
Narrativo
Caracteriza-se pelo fato e pela ação. No parágrafo narrativo há o predomínio dos
verbos de ação que se referem a personagens e as indicações de circunstâncias
relativas ao fato: onde ocorreu, quando ocorreu, por que ocorreu, etc.
Resumindo, o parágrafo (ou texto) narrativo apresenta um ou mais fatos que ocorreram
em determinado tempo e lugar, envolvendo certas personagens.
Veja um exemplo:
Em uma noite chuvosa do mês de agosto, Paulo e o irmão caminhavam pela rua mal-
iluminada que conduzia à sua residência. Subitamente foram abordados por um
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 19
homem estranho. Pararam, atemorizados, e tentaram saber o que o homem queria,
receosos de que se tratasse de um assalto. Era, entretanto, somente um bêbado que
tentava encontrar, com dificuldade, o caminho de sua casa.
Note que nesse texto há uma seqüência, os fatos se sucedem; são fatos que ocorrem
em uma seqüência, desencadeando modificações, atuando sobre os personagens,
transformando e dando corpo à história.
Dissertativo
Caracteriza-se pela defesa de uma idéia, de um ponto de vista ou pelo questionamento
sobre um determinado assunto. No parágrafo dissertativo são expostas idéias,
seguidas da apresentação de argumentos que as comprovem. Nesse tipo de texto, o
objetivo é argumentar e defender determinado ponto de vista, interpretar e analisar,
expressar uma opinião.
Então, vejamos um exemplo de dissertação:
“A ditadura Militar, fez muito mal ao país, mergulhou-nos em uma repressão sem
precedentes, instalou a censura e impediu o avanço cultural do nosso povo durante
vinte longos anos. Não bastasse isso, ainda torturou, matou e mutilou pessoas em
nome da Segurança Nacional ...“
Esse texto propõe-se a analisar e expor o ponto de vista do autor sobre o período da
Ditadura Militar no Brasil. Nesse caso, o autor expressa sua opinião quando diz que “A
ditadura militar fez muito mal ao país...”, esse é o ponto de vista do escritor. Se
perguntássemos a um general, talvez sua avaliação não fosse a mesma.
Provavelmente ele não diria que a ditadura foi ruim ao país, ou, se dissesse, faria de
uma outra maneira, menos agressiva, mais sutil. Pois é, quando isso ocorre, temos um
texto em que o argumento é predominante, portanto, temos um texto dissertativo.
É importante destacar que, embora haja essa classificação para os tipos de
parágrafo, num mesmo parágrafo ou num mesmo texto composto por vários
parágrafos poderão estar presentes as características de mais de um tipo; porém,
sempre há a predominância de características de um dos três tipos.
Comunicação
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3. Exemplos de parágrafos
Parágrafos Narrativos
Gilda entra em casa depois de um exaustivo dia de trabalho. Encontra Fernandinho,
seu filho de três anos, sentado no sofá, cabisbaixo e zangado. Ela sorri, como todos os
dias, mas o garoto não se move. Diante disso, a mulher não diz nada. Apenas o
abraça, esperando o momento adequado de perguntar o que havia acontecido.
Na vila, o domingo era um dia importante. O sino da igreja tocava, chamando para a
missa; as crianças, livres da escola, corriam pela pracinha. Das estradas apareciam
sitiantes a cavalo; até algum rádio tocava mais alto.
Ontem foi um dia de alegria e tristezas! A interrupção da energia elétrica e o dilúvio
que caiu sobre nossa cidade obrigaram a diretora a suspender as aulas. Ficamos
felizes por isso. No entanto, a felicidade durou pouco. A chuva causou vários danos em
muitas casas e alguns colegas ficaram desabrigados. Hoje tudo voltou ao normal:
temos luz, não choveu e meus colegas já voltaram para suas casas.
Por que mamãe estava tão triste? Depois de observar cada uma das suas atitudes,
arriscando, ainda, uma e outra pergunta com a displicência de um curioso comum,
cheguei a uma ameaçadoraconclusão. Compreendi, com pesar, porque a pessoa que
sempre resolvia todos os problemas caseiros (os nossos e os dela que ficavam sempre
para uma segunda oportunidade) de maneira lúcida e sem lamentações, agia, agora,
de modo tão diferente: papai estava prestes a perder o emprego.
Parágrafos descritivos
O cabelo, em falripas sujas, como que gasto, acabado, caía, por cima do rosto,
envesgando os olhos, roçando na boca. A pele, empretecida como uma casca,
pregueava nos braços e nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada descobriam. A
aparência da mulher de Chico Bento causava pena.
(Adaptado - Rachel de Queiroz - O Quinze)
No rancho azul e branco havia passistas vestidos à Luís XV e sua porta-estandarte de
peruca prateada em forma de pirâmide, os cachos desabados na testa, a cauda do
vestido de cetim arrastando-se enxovalhada pelo asfalto. O negro do bumbo fez uma
profunda reverência diante das duas mulheres debruçadas na janela e prosseguiu com
seu chapéu de três bicos, fazendo flutuar a capa encharcada de suor.
(Lígia F. Telles - Antes do Baile Verde)
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 21
A roça fazia-me lembrar meu pai: um homem forte, de cabelos crespos, dente de ouro
bem na frente; quando não estava bêbado, o olhar era limpo e tinha um jeito aprumado
de jogador de futebol...
Parágrafos dissertativos
A colocação dos artigos na prateleira é matematicamente calculada. Os que têm saída
certa ficam embaixo. Os de venda difícil são colocados à altura dos olhos. Dos olhos e
principalmente das mãos. E há ainda as embalagens, feitas de forma a atrair o
consumidor. Tem muita gente que só compra pela embalagem. E tem gente que faz
ainda pior. Só come a embalagem.
Para as crianças o computador é um desafio fascinante, excitante e divertido. Seja
pelo raciocínio lógico, seja pela ausência de preconceitos ou inibições, elas aprendem
com muito mais facilidade que os adultos, para os quais o computador é um "bicho de
sete cabeças". Por isso, o computador torna-se um precioso auxiliar no aprendizado
escolar.
Agora, com essas informações sobre uso do dicionário, estrutura e tipos de
parágrafo, já podemos estudar algumas técnicas de intelecção de textos.
Técnicas de intelecção de textos.
A. Introdução
• Intelecção: ato de entender, compreender;
• Compreender: perceber ou alcançar as intenções ou o sentido de; entender;
• Entender: ter idéia clara de, compreender, perceber; deduzir, concluir, depreender;
interpretar; alcançar a significação, o sentido, a idéia de.
• Interpretação: ato ou efeito de interpretar.
• Interpretar: ajuizar a intenção, o sentido de; explicar, explanar ou aclarar o sentido
de uma palavra, um texto, uma lei, etc.
A todo momento, estamos diante de situações em que precisamos interpretar textos.
Essa necessidade se dá nos mais diversos contextos de nosso dia-a-dia, pois os
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET22
“textos e contextos” podem estar presentes nas mais diferentes formas de
comunicação: num livro escolar ou num romance, numa notícia de jornal, numa
propaganda, num catálogo de um produto qualquer, numa instrução de serviço, nos
diálogos e imagens de um filme ou novela, numa questão de prova de seleção, num
programa jornalístico ou de entrevistas, numa lei, num procedimento que precisamos
cumprir, numa instrução de trânsito, numa bula de remédio, enfim, o texto é parte de
nossas vidas.
B. Técnica para intelecção de textos
A seguir, propomos uma técnica para interpretar textos. Para aplicação dessa técnica
há um roteiro e ela está fundamentada, basicamente, na:
• Análise textual - que se refere à estrutura do texto,
• Análise temática - que se refere ao tema, ao assunto, às idéias expressas no texto.
Isso significa que a análise é feita sempre sobre esses dois aspectos: o da estrutura e
o das idéias.
Você vai perceber que nessa proposta não há “perguntas sobre o texto”, nem questões
com espaços” para serem preenchidos, pois o objetivo é que você, ao precisar
compreender um assunto, “faça as suas próprias perguntas” e analise o texto como um
todo.
Quando você for elaborar um texto, pense também nesses aspectos que você utiliza
para entender um texto; ou seja, para redigir é preciso considerar que “todo texto tem
uma estrutura e um assunto”.
Esse roteiro e a habilidade de analisar (e elaborar) textos poderão ser aplicados
sempre que houver a necessidade de interpretar e ou resumir, seja um texto técnico,
literário, informativo, jornalístico, didático...
C. Roteiro para Intelecção de Textos
1. Leia o texto para obter uma visão global, para “se inteirar do assunto”.
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2. Faça uma segunda leitura, agora com o objetivo de identificar palavras e
expressões desconhecidas, termos fundamentais, trechos mais complexos,
aspectos importantes, conceitos desconhecidos e ou novos...
3. Elimine as dúvidas levantadas, discutindo com colegas e docentes, consultando
dicionários e livros, enfim buscando as mais diversas fontes de consulta e
referência.
4. Releia o texto, agora mais atentamente, para obter uma compreensão mais
aprofundada.
5. Analise os parágrafos do texto, identificando neles a idéia principal e as idéias
secundárias.
6. Analise as relações entre idéias principais e secundárias de cada parágrafo.
7. Analise as relações existentes entre os parágrafos, no que se refere a coerência
e seqüência de idéias.
Para auxiliá-lo na análise das relações existentes dentro de um mesmo parágrafo e
entre os vários parágrafos de um texto, há uma outra “dica”: os conectivos.
Conectivos: são palavras ou expressões que servem para estabelecer elos, para
criar e estabelecer relações entre as orações que formam os períodos e os
parágrafos.
Veja alguns conectivos que são utilizados para se estabelecer relações
textuais:
assim, desse modo, dessa forma, sendo assim;
e, ainda;
aliás, além do mais,
além de tudo, além disso;
isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras;
mas, porém; embora, ainda que, mesmo que;
ou;
que, pois, porque, uma vez que, já que, visto que;
portanto, logo, por isso; de modo que;
se, desde que;
como, conforme;
quando, antes que, desde que, depois que;
a fim de que, para que;
à proporção que, à medida que ...
por outro lado;
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tendo em vista..;
8. Identifique o assunto do texto. O assunto pode ser identificado a partir da seguinte
questão: “De que trata o texto?” A resposta a essa pergunta é o assunto.
A partir desse roteiro é possível também fazer um resumo, pois você já tem todas as
informações para isso.
Resumo: apresentação concisa (breve, resumida) dos pontos relevantes de um texto.
Assim sendo, se você fez, por exemplo, uma pesquisa para um “trabalho escolar” ou
para “estudar algum assunto” ou para “informar alguém sobre algum assunto”, enfim
para obter e registrar informações importantes, esta técnica para entendimento pode
ser aplicada e a ela pode ser acrescentado o Resumo do texto.
Mais uma “dica”: ao elaborar um resumo, procure:
1. Manter a idéia principal de cada parágrafo;
2. Escolher, entre as secundárias, as mais significativas;
3. Manter a estrutura textual: introdução, desenvolvimento e conclusão;
4. Utilizar, sempre que possível, “suas próprias palavras”.
D. Exemplo de Análise de um Texto a partir do Roteiro proposto
NOSSAS CIDADES
Nossas cidades não são uma selva de asfalto e concreto, / são enormes zoológicos
humanos, / onde vivemos em condições que não são naturais para a nossa espécie / e
onde corremos perigo também de enlouquecer de tensão, / de adoecermos de
civilização, pelo nariz, pela boca, pelos ouvidos. /
Você, por exemplo, respira de vinte mil a trinta mil vezes por dia, inspirando, de cada
vez, mais ou menos meio litro de ar. / Cerca de trinta por cento desse ar enche
trezentos e cinqüenta milhões de minúsculos compartimentos no pulmão, / onde o
sangue troca o venenoso dióxido de carbono por oxigênio, / sem o qual a vida é
impossível. Nas grandes cidades, o arcontém centenas de toxinas que prejudicam o
desenvolvimento normal das células. Os gases que escapam dos veículos a gasolina,
por exemplo, impedem a perfeita oxigenação do sangue / e provocam alergias,
doenças do coração, câncer. / O monóxido de carbono é assimilado pelos glóbulos
vermelhos duzentas vezes mais depressa que o oxigênio. / E o chumbo, derivado do
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tetraetileno de chumbo, é prejudicial acima de cem milionésimos de grama por metro
cúbico de ar, / concentração que já existe em qualquer cidade de tamanho médio, no
Brasil. /
E a água que bebemos? Os rios, principal fonte de água potável, são usados como
canais de esgoto e de despejo. / A vida animal, na maior parte dos rios que abastecem
as grandes cidades, já não existe, / porque a vida é impossível, / não está para peixe.
/ Esse líquido clorado, recuperado, da nossa era higiênica tem muito pouco a ver com
a água potável, de nascente, digna de peixe e de homem. / Estações de tratamento,
filtros, toda a química disponível não consegue esconder que estamos bebendo um
líquido que supre as nossas necessidades vitais, / mas que é chamado água apenas
por hábito. /
Além de tudo, estamos ficando surdos. Em cada cem cariocas (ou paulistas, ou
gaúchos) dez têm problemas de audição e cinco foram vítimas da poluição sonora. /
Hoje em dia há duas vezes mais pessoas surdas que há dez anos, / e a gente da
cidade só ouve sons a partir de 30 decibéis, 10 na melhor hipótese, / enquanto o
homem do campo ouve ruídos até de 1 decibel. /
Dor de cabeça, fadiga excessiva, nervosismo, distúrbios de equilíbrio, afecções
cardíacas e vasculares, anemias, úlceras de estômago, distúrbios gastrintestinais,
neuroses, distúrbios glandulares, curtos-circuitos nervosos, tudo isso pode ser
provocado pelo barulho das grandes cidades. E nem é preciso que seja barulho
excessivo, / porque, na maior parte das vezes, ele já é incômodo e contínuo. /
Enjaulados, / enquanto não fizermos desse zoológico um jardim mais verde, mais
limpo, mais saudável, menos neurótico /, a única solução é sairmos de vez em quando
/ para respirar ar puro, / beber água de verdade, / ouvir o silêncio, / sentir os cheiros
da vida / e reconquistar a tranqüilidade perdida. /
LOBO, Luís. In Turismo em Foco. Ano IV, nº 19, p. 19.
Exemplo da Análise feita:
1. Leia o texto para obter uma visão global, para “se inteirar do assunto”.
2. Faça uma segunda leitura, agora com o objetivo de: identificar palavras e
expressões desconhecidas, termos fundamentais, trechos mais complexos,
aspectos importantes, conceitos desconhecidos e/ou novos...
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3. Elimine as dúvidas levantadas, discutindo com colegas e docentes, consultando
dicionários e livros, enfim buscando as mais diversas fontes de consulta e
referência.
Palavras e expressões em negrito:
• enlouquecer de tensão: não suportar a pressão e as tensões provocadas pelo
modo de vida da cidade grande.
• adoecermos de civilização: os avanços de uma vida moderna, que poderiam
trazer benefícios ao homem, acabam por prejudicá-lo a ponto de provocar
doenças.
• dióxido: composto químico; dióxido de carbono - gás carbônico.
• toxina: substância venenosa.
• monóxido: óxido com um só átomo de oxigênio; monóxido de carbono -
substância gasosa muito tóxica, formada na combustão incompleta de
compostos orgânicos e presente, por exemplo, nos gases de escapamento dos
motores a explosão e na fumaça do cigarro.
• tetraetileno: etileno ou eteno-hidrocarboneto não-saturado, gasoso, incolor
tetraetileno - lembram-se de tetracampeão? 4 vezes campeão; então,
podemos concluir que tetraetileno é um gás que contém 4 moléculas de etileno.
Essa informação, para o entendimento do texto, já nos basta; não há
necessidade de aprofundarmos “na química” nesse momento.
• “não está para peixe”: há uma expressão que diz “o mar não está para peixe”
que significa que algo não vai bem, que a situação está difícil, complicada, não
está favorável.
• era higiênica: é uma forma irônica de referir-se ao fato de termos hoje tantos
marcas e tipos de produtos “biodegradáveis” utilizados para limpeza, de haver
tanta preocupação em não poluir ou “despoluir” os rios e, no entanto, o que
vemos é o meio ambiente cada vez mais agredido e descuidado, principalmente
os rios e mares
• supre: de acordo com as regras de “consulta a dicionário”, temos que procurar
o verbo no infinitivo, não conjugado, que é suprir: preencher - então, supre:
preenche, satisfaz.
• cariocas (ou paulistas, ou gaúchos): refere-se às grandes capitais do país.
• decibéis: de acordo com as regras de “consulta a dicionário”, temos que
procurar a palavra no singular, que é decibel: unidade de medida da
intensidade do som; a décima parte do bel. É o som mais fraco audível pelo
ouvido humano. O âmbito dos sons perceptíveis pelo ouvido humano é de
cerca de 130 decibéis. Bel - tem origem no nome de Alexander Graham Bell,
inventor do telefone.
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• distúrbio: perturbação.
• afecção: doença, enfermidade.
• vasculares: vascular - relativo ou pertencente aos vasos e particularmente aos
vasos sangüíneos.
• curtos-circuitos nervosos: - curto-circuito: contato entre fios de um mesmo
circuito, com produção de calor, que pode pôr em perigo a instalação ou o
respectivo aparelho, ou causar incêndio se o circuito não for interrompido por
fusíveis. No texto a expressão está em linguagem figurada, significando que o
sistema emocional e nervoso pode estar ameaçado, a pessoa pode ficar sem
controle sobre as emoções e sentimentos, ou seja o estresse, a pressão e o
barulho das grandes cidades pode “pôr em perigo o sistema nervoso, que
controla nossas emoções e atitudes”.
• ouvir o silêncio: linguagem figurada com o significado de “desfrutar, ou curtir o
silêncio”, livrar-se da poluição sonora.
• sentir os cheiros da vida: linguagem figurada, com o significado de estar num
lugar sem poluição do ar, onde não há odores prejudiciais à saúde, onde os
cheiros são puros, vêm da natureza e não das fumaças de chaminés e
escapamento de carros.
4. Releia o texto, agora mais atentamente, para obter uma compreensão mais
aprofundada.
5. Analise os parágrafos do texto, identificando neles a idéia principal e as idéias
secundárias.
• Idéias principais - estão sublinhadas;
• Idéias secundárias - estão separadas por barras (/).
6. Analise as relações entre idéias principais e secundárias de cada parágrafo.
• 1º§ - na idéia principal, o autor faz uma afirmação: que as cidades são selvas
de asfalto e concreto, são zoológicos humanos...
− todas as secundárias estão explicando, esclarecendo, justificando,
comprovando a declaração feita por ele.
• 2º§ - na idéia principal, o autor declara que o ar, nas grandes cidades,
contém elementos tóxicos que prejudicam a saúde do homem.
- todas as idéias secundárias desse parágrafo estão explicando, justificando,
esclarecendo a afirmação sobre o ar.
• Nos 3º, 4º e 5º parágrafos - podemos concluir que: há uma idéia principal e que
as secundárias explicam, justificam, esclarecem, enfim, estão todas
relacionadas às respectivas principais.
• No 6º§ o autor declara que já que estamos enjaulados, a única solução é
sairmos de vez em quando.
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- as secundárias utilizadas por ele explicam porque ele fez a proposta de sair:
para respirar ar puro, beber água de verdade, estar num lugar sem
barulho... Conclui-se, então, que essas idéias mantêm relação com a sua
principal.
7. Analise as relações existentes entre os parágrafos, no que se refere a
coerência e seqüência de idéias.
• No 1º§ faz uma afirmação sobre as condições de vida ruins das grandes cidades e
a justifica com secundárias que expressam porque a vida nessas cidades é ruim e
que conseqüências isso tem na vida humana: as pessoas podem contrair doenças
por causa do alto nível de tensão, por causa dos avanços ocorridos pela
“civilização ou modernidade”,pelo nariz, pela boca e pelos ouvidos. Ele afirma
que essas doenças são provocadas pelo meio ambiente poluído e pelas más
condições de vida à qual o homem tem que se submeter.
• Nos parágrafos 2, 3, 4 e 5, ele trata de cada um desses fatores das idéias
secundárias: “nariz/poluição do ar, boca/poluição dos rios e da água,
ouvido/poluição sonora; tensão e modernidade/ doenças físicas e psicológicas.
Podemos concluir que esse texto tem uma lógica e uma coerência entre os
parágrafos, pois o autor manteve o assunto, não “fugiu” do assunto sobre o
qual se propôs a escrever.
• No 6º§, o autor volta à idéia principal da introdução (1º§) - enjaulados, ou seja, de
que nas cidades grandes vivemos como nas selvas e nos zoológicos, e propõe
uma solução para diminuir os efeitos de se viver assim. Esse último parágrafo,
portanto, tem relação com todos os demais § do texto.
E. Considerações finais sobre o texto analisado
A partir da análise, aplicando o roteiro, podemos concluir que:
1. Os parágrafos do texto são “parágrafos” porque todos eles têm Idéia Principal e
Idéias Secundárias e mantêm a coerência entre elas;
2. Todos os parágrafos se relacionam entre si com coerência e lógica;
3. O 1º§ é um parágrafo de INTRODUÇÃO, não porque está no começo do texto,
mas porque apresenta o assunto de forma ampla, geral;
4. Os parágrafos 2, 3, 4 e 5 são de DESENVOLVIMENTO, não porque estão no meio
do texto, mas principalmente porque todos eles fazem referência às idéias
apresentadas na introdução; todas as idéias que ele citou no 1º parágrafo ele
explicou, esclareceu, argumentou, apresentou justificativas e informou em cada um
desses.
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Observe, também, que ele transformou as idéias secundárias da introdução em
idéias principais dos parágrafos 2, 3, 4 e 5, que é uma forma segura de manter o
assunto, de “não se perder” ao escrever um texto.
5. O 6º§ é um parágrafo de CONCLUSÃO, não porque está no final do texto, mas
porque retoma a idéia do parágrafo de introdução e apresenta uma proposta,
uma solução para os problemas citados nos demais parágrafos, enfim, conclui o
assunto sobre o qual se propôs a escrever.
6. Se você quiser, tente fazer o resumo desse texto, baseando-se nos detalhes
apresentados na análise.
Propostas de exercícios - intelecção de texto
A seguir, há 3 textos que podem ser utilizados para exercitar a habilidade de
interpretar, utilizando o roteiro apresentado nesse material.
Texto 1 - A qualidade de vida na cidade e no campo
Texto 2 - Tempos de hoje
Texto 3 - Heróis do nosso tempo
A proposta é a seguinte:
1. Fazer a intelecção do Texto 1, sendo que poderão:
• Definir a estratégia que for melhor para o docente e para a turma: em duplas ou
individualmente;
• Apresentar o trabalho final para a classe, definindo, também em conjunto, de
que forma será a apresentação, quantas apresentações serão feitas, dividindo
os itens do roteiro entre os alunos ou entre os grupos, enfim, o importante é que
seja um consenso, considerando-se os aspectos de tempo, de características
da turma, de possibilidades de recursos e outros fatores que envolvam a
atividade.
2. Com relação aos demais textos, a realização do exercício poderá ser feita, se
houver tempo, definindo as estratégias mais adequadas para a turma: em equipe,
individualmente, cada equipe escolhe um texto, as equipes propõe novos textos,
enfim, a decisão deve ser em consenso, considerando todos os aspectos que
permitam ou não a realização do exercício.
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De qualquer forma, se não houver possibilidade de realizar mais um exercício na
escola, é fundamental que, individualmente e quando for possível, essa habilidade de
interpretar seja “treinada” mais vezes.
Texto 1: A qualidade de vida na cidade e no campo
É de conhecimento geral que a qualidade de vida nas regiões rurais é, em alguns
aspectos, superior à da zona urbana, porque no campo inexiste a agitação das
grandes metrópoles, há maiores possibilidades de se obterem alimentos adequados e,
além do mais, as pessoas dispõem de maior tempo para estabelecer relações
humanas mais profundas e duradouras.
Ninguém desconhece que o ritmo de trabalho de uma metrópole é intenso. O espírito
de concorrência, a busca de se obter uma melhor colocação profissional, enfim, a
conquista de novos espaços lança o habitante urbano em meio a um turbilhão de
constantes solicitações. Esse ritmo excessivamente intenso torna a vida bastante
agitada, ao contrário do que se poderia dizer sobre os moradores da zona rural.
Por outro lado, nas áreas campestres há maior quantidade de alimentos saudáveis.
Em contrapartida, o homem da cidade costuma receber gêneros alimentícios colhidos
antes do tempo de maturação, para garantir maior durabilidade durante o período de
transporte e comercialização.
Ainda convém lembrar a maneira como as pessoas se relacionam nas zonas rurais.
Ela difere da convivência habitual estabelecida pelos habitantes metropolitanos. Os
moradores das grandes cidades, pelos fatores já expostos, de pouco tempo dispõem
para alimentar relações humanas mais profundas.
Por isso tudo, entendemos que a zona rural propicia a seus habitantes maiores
possibilidades de viver com tranqüilidade. Só nos resta esperar que as dificuldades
que afligem os habitantes metropolitanos não venham a se agravar com o passar do
tempo.
Texto extraído da obra Técnicas Básicas de Redação, de Branca Granatic,
S.Paulo, Scipione, 1988.
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Texto 2: Tempos de hoje
O mundo moderno caminha atualmente para sua própria destruição, pois tem havido
inúmeros conflitos internacionais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério
desequilíbrio ecológico e, além do mais, permanece o perigo de uma catástrofe
nuclear.
Nessas últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos inúmeros
conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança
das guerras do Vietnã e da Coréia, as quais provocaram grande extermínio. Em
nossos dias, testemunhamos conflitos na América Central que, envolvendo as grandes
potências internacionais, poderiam conduzir-nos a um confronto de proporções
incalculáveis.
Outra ameaça constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela ambição
desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as
águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de
tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.
Além disso, enfrentamos sério perigo relativo à utilização da energia atômica. Quer
pelos acidentes que já ocorreram e podem acontecer novamente nas usinas nucleares,
quer por um eventual confronto em uma guerra mundial, dificilmente poderíamos
sobreviver diante do poder avassalador desses sofisticados armamentos.
Em virtude dos fatos mencionados, somos levados a acreditar na possibilidade de
estarmos a caminho do nosso próprio extermínio. É desejo de todos nós que algo
possa ser feito no sentido de conter essas diversas forças destrutivas, para podermos
sobreviver às adversidades e construir um mundo que, por ser pacífico, será mais
facilmente habitado pelas futuras gerações.
Texto extraído da obra Técnicas Básicas de Redação, de Branca Granatic,
S.Paulo, Scipione, 1988.
Texto 3: Heróis do nosso tempo
Apesar dos erros, enganos e recados, é importante reconhecer os méritos da TV, esse
insuperável veículo de comunicação, levando-se em consideração o milagre eletrônico
que ela representa. Por exemplo, a TV torna a comunicação mais acessível e
democratiza a informação em relação à apresentação de fatos sociais e culturais.
Comunicação
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O acesso à informação e à comunicação é aberto a qualquer tipo de pessoa, por mais
humilde que seja, por mais distante que viva. Nota-se isso, especialmente depois que
se inauguraram esses programas de consulta popular, em que o repórter sai pela rua,
interpelando o transeunte a respeito dequalquer problema da comunidade. Chega a
haver muita gente que se esquiva, outras saem ansiosas à procura da moça do
microfone, para dar o seu recado a respeito do que as atormenta ou revolta. O
liberador desabafo que só a TV pode fazer.
Hoje, os repórteres têm sua função social, dirigem-se a um ponto específico,
informando acerca de uma circunstância também específica. Heróis do nosso tempo,
saem pelos cafundós do sertão ou pelas selvas de pedra, com seus microfones e
câmeras, dando voz e imagem aos que ninguém pensava que tinham rosto ou
soubessem falar. O que se observa é que mal acontece um fato social importante –
calamidade ou descoberta do ouro - há sempre uma equipe deles próxima ao local
para o indispensável testemunho.
Outro mérito da moderna TV: a democratização do acesso à comunicação, através de
certos programas de auditório, especialmente as chamadas “mesas-redondas”. Numa
mesa redonda podem estar presentes, ombro a ombro, o alfa e o ômega da sociedade.
Num programa de higiene sanitária comparecerem tanto o cientista de renome
internacional quanto o representante dos lixeiros, debatendo os problemas da sua
especialidade. Uma princesa e uma favelada, uma estrela de teatro e um figurante,
todos com direito à intervenção e ao debate.
Perdoem-se, portanto, à TV os seus grandes e vários pecados, por amor do muito que
ela também pode fazer. Aquela câmera que fotografa em ângulos escandalosos os
remelexos da sambista pode ser a mesma câmera que, ao lado dos bombeiros, se
afunda pelas crateras dos desmoronamentos e dá a identidade das vítimas e pede
com urgência o socorro.
Adaptado do texto de Rachel de Queiroz, publicado em “O Estado de São Paulo”.
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Descrição técnica
Descrição é a apresentação de um ser ou de um objeto, de um processo ou de um
local, por meio de palavras, com indicação do que lhes é característico.
Descrever é expor com detalhes.
A descrição técnica caracteriza-se por: precisão de vocabulário, exatidão de detalhes
significativos, linguagem objetiva e técnica, com frases diretas.
A descrição técnica deve esclarecer por meio de detalhes.
Há também a descrição literária que tem finalidade distinta da descrição técnica.
Por exemplo: uma flor pode ser descrita por um poeta para compará-la artisticamente à
sua amada - descrição literária; ou ser descrita por um botânico para um estudo de
suas características - descrição técnica.
Suponhamos, ainda, a descrição de uma sala onde houvesse ocorrido um crime de
morte. A abordagem feita por um escritor seria bem diferente da que faria um policial
encarregado de descrevê-la num relatório.
De acordo com a finalidade, assim se descreve. É diferente a descrição de um
aparelho para que um leigo saiba usá-lo ou para que um técnico tenha as indicações
necessárias a fim de poder montá-lo ou colocá-lo em funcionamento ou fazer-lhe um
conserto.
A partir da finalidade escolhe-se o enfoque: o que deve ser apresentado com
destaque, que pormenores devem ser escolhidos.
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Definido o enfoque, temos os seguintes elementos para descrever:
• Qual é o objeto, o processo ou o local a ser descrito;
• Que partes ou etapas ou fases devem ser ressaltados;
• De que ângulo devem ser enfocados;
• Que pormenores ou detalhes devem ser valorizados;
• A quem, a que espécie de leitor se destina a um leigo ou a um técnico.
Uma máquina de costura, por exemplo, pode ser descrita do ponto de vista:
• Do possível comprador (texto para propaganda);
• Do usuário (manual de funcionamento);
• Do encarregado da sua instalação (manual de instalação);
• Do técnico que terá de montá-la ou consertá-la (manuais de montagem ou de
reparo).
Estrutura da descrição
A descrição caracteriza-se pela seguinte estrutura:
• Introdução: observação de caráter geral, com a apresentação do que vai ser
descrito;
• Desenvolvimento: detalhamento, e;
• Conclusão: observação de caráter geral que conclui a descrição.
A descrição técnica pode aplicar-se a:
• Instrumentos, ferramentas, aparelhos, equipamentos, máquinas - Descrição de
objeto;
• Funcionamento de mecanismos, processo de fabricação, procedimentos, fases de
acontecimentos - Descrição de processo;
• Lugares - Descrição de ambiente.
1. Descrição de objeto
A descrição de objeto define, apresenta características, mostra as partes e
funções, indica finalidades.
Devem ser abordados aspectos relativos a: partes que compõem o objeto, forma,
cor, aparência, dimensões, peso, material de que é feito, para que é utilizado etc.
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2. Descrição de processo
A descrição de processo caracteriza-se pela ação, pelos movimentos, próprios de
todo e qualquer processo.
Devem ser apresentadas as fases e ou etapas do processo, como elas ocorrem e
se desenvolvem e quais os resultados.
Observação:
É importante registrar que a separação entre as descrições de objeto e de
processo está expressa aqui para atender ao processo de ensino e aprendizagem,
pois, na descrição de um objeto qualquer pode ser abordado também o seu
funcionamento, que é o processo.
3. Descrição de ambiente
A descrição de ambiente apresenta as características de determinado local, como
por exemplo, descrição de oficinas; disposição de máquinas, ferramentas,
equipamentos em oficinas e ou laboratórios; descrição de indústrias.
Devem ser abordados os aspectos relativos a dimensões, estrutura, disposição de
objetos existentes no ambiente, aspectos técnicos de estrutura física, enfim, tudo
aquilo que caracteriza determinado ambiente.
Resumindo, temos:
Estrutura da descrição de objetos
• Introdução - geralmente composta de um parágrafo, deve conter observações de
caráter geral do objeto: forma, cor, peso, dimensões, de que material é feito e
também as partes que o compõem.
• Desenvolvimento - Cada parte do objeto abordada detalhadamente.
• Conclusão - apresenta a apreciação das qualidades, a utilidade, ou, ainda,
qualquer afirmação que se refira ao todo do objeto. Normalmente está contida em
um único parágrafo.
Estrutura da descrição de processos
• Introdução - Geralmente composta de um parágrafo, deve conter observações de
caráter geral sobre:
- o princípio científico em que se baseia o processo;
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- normas a serem seguidas para seu funcionamento ou para a sua fabricação.
• Desenvolvimento - cada fase ou estágio do processo, do fato, do acontecimento
descrito detalhadamente.
• Conclusão - apresenta a apreciação das qualidades, a utilidade, ou, ainda,
qualquer afirmação que se refira ao todo, ou às aplicações do processo.
Normalmente está contida em um único parágrafo.
Estrutura da descrição de ambientes
• Introdução - geralmente composta de um parágrafo, deve conter observações de
caráter geral do local.
• Desenvolvimento - deve apresentar os aspectos relevantes do ambiente, isto é,
detalhes referentes à estrutura global: paredes, janelas, portas, chão, teto,
luminosidade, odor, ruído, ventilação, dimensões etc. Pode ainda apresentar
detalhes específicos em relação aos objetos significativos existentes.
• Conclusão - apresenta a apreciação das qualidades, a utilidade e observações
sobre o aspecto geral do local. Normalmente está contida em um único parágrafo.
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Exemplos de descrição técnica
I. Descrição de objeto
Graminho de centragem
O graminho de centragem é um instrumento de utilização manual composto de quatro
partes distintas: base, haste central, regulador e agulha ou haste de traçagem.
A base, geralmente construída de ferro fundido, é de forma circular e sua altura não
ultrapassa a dez por cento da altura da haste. Essa parte tem como função principal
dar sustentação e equilíbrio ao instrumento, pois é onde se encontra a maior parte do
peso do conjunto.
De forma cilíndrica, a haste central é construída de aço e serve como eixo de
deslizamento para o regulador. Sua extremidade inferior é fixada àbase por meio de
uma rosca que fica deslocada do centro da base. Por motivo de segurança no
manuseio desse instrumento, sua extremidade superior tem forma arredondada.
O regulador é um bloco com dois furos e um entalhe, sendo que, através de um dos
furos, ele se encaixa na haste. O outro furo será utilizado pelo parafuso de fixação da
agulha que, ao ser apertado, fixará automaticamente a agulha e a haste na posição
desejada.
A agulha, cujo comprimento equivale a cinqüenta por cento da haste central, é
constituída por duas extremidades pontiagudas, sendo uma reta e a outra curvada.
Essa parte do instrumento, acoplada ao regulador, será utilizada como referencial para
centragem e ou nivelamento.
Assim constituído, esse instrumento é utilizado para centragem de peças, em
superfícies irregulares, em tornos, para centragem em placa de quatro castanhas, em
máquinas operatrizes em geral. Enfim, em casos de comparação que não exijam muita
precisão.
Exemplo elaborado por Claudemir C. Alves, Edson Vismara, Denivaldo C. Antonio,
Carlos Alberto Barbosa, Evandro Luiz Trombini e Luis Carlos N. Carvalho, alunos do
“Programa de Formação de Docentes do SENAI/SP”, em maio/95, no CFP 1.01.
Revisão e adaptação feitas pelas Técnicas em Educação da Divisão de Planejamento
Curricular - DPC - 3, Núcleo de Desenvolvimento de Currículos, Eliana Misko Soler e
Margarida Maria Scavone Ferrari (agosto/95).
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Lâmpada incandescente
A lâmpada incandescente é um dispositivo elétrico. Tem o formato aproximado de uma
pêra e é composta, basicamente, de quatro partes: bulbo, filamento, hastes do
filamento (esteme) e base.
O bulbo, feito de vidro, está em contato direto com a rosca e contém em seu interior o
filamento. Sua função principal é manter o filamento sem contato com o ar. Além disso,
por ser de forma arredondada, protege o filamento contra choques mecânicos. Em sua
extremidade maior, traz externamente impresso os dados do fabricante e outras
informações para aplicação, como potência e tensão.
De forma helicoidal, o filamento está ligado diretamente à base por meio de dois
pontos de contato. É feito de tungstênio e assim sendo apresenta grande resistência
elétrica, suportando altas temperaturas. O filamento é o elemento resistivo do
componente e transforma a passagem da corrente elétrica em energia de forma
radiante luminosa.
As hastes, responsáveis pela conexão elétrica entre os contatos da base e o filamento,
são fabricadas em cobre e revestidas com estanho.
A base, feita de alumínio, tem a função de conduzir a energia elétrica ao filamento.
Está diretamente acoplada ao bulbo e tem a forma de um cilindro roscado,
possibilitando, assim, conexão mais prática com a rede elétrica. Em seu interior, há um
material isolante que separa os pontos de contato do filamento. A lâmpada
incandescente tem a finalidade de produzir luz, por meio da transformação da energia
elétrica em energia luminosa.
Exemplo elaborado por Eduardo Cestari, Nilton Abrão, Nilton Serigioli e Paulo
Watanabe, alunos do “Programa de Formação de Docentes do SENAI/SP”, em
maio/95, no CFP 1.01. Revisão e adaptação feitas pelas Técnicas em Educação da
Divisão de Planejamento Curricular - DPC - 3, Núcleo de Desenvolvimento de
Currículos, Eliana Misko Soler e Margarida Maria Scavone Ferrari (agosto/95).
Fresadora
A máquina de fresar ou fresadora é uma máquina ferramenta de movimento contínuo e
compõe-se das seguintes partes: corpo, mesa, suporte da mesa, eixo principal, caixa
de velocidade do eixo principal, carro transversal, caixa de velocidades dos avanços,
torpedo.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 39
O corpo é uma espécie de carcaça de ferro fundido, de base reforçada e geralmente
de forma retangular, por meio da qual a máquina apóia-se ao solo. É a parte que serve
de sustentação aos demais órgãos da fresadora.
O eixo principal é um dos órgãos essenciais da máquina, pois é o suporte da
ferramenta.
De ferro fundido, o carro transversal é uma estrutura de forma retangular, cuja parte
superior é móvel. Na base inferior, por meio de guias, esse carro está acoplado ao
suporte da mesa por meio de fuso e porca, contendo, ainda, um dispositivo que
permite a sua imobilização.
Essa máquina, correntemente usada nas oficinas de conformação mecânica, destina-
se à usinagem de materiais, por meio de uma ferramenta de corte chamada fresa, e
permite realizar operações de fresagem de superfícies das mais variadas formas:
planas, côncavas, convexas e combinadas.
Exemplo extraído e adaptado da Série Metódica Ocupacional - Mecânico Geral -
Operador de Fresadora - SENAI/SP. Por se tratar de exemplo, não foram descritas
todas as partes do objeto.
II. Descrição de processos
Fresagem de ranhuras retas
Essa operação compreende a abertura de uma ranhura em forma de “T”, feita na
fresadora, por meio da remoção de cavacos, utilizando uma ferramenta Woodruf, presa
no cabeçote vertical da máquina, e é executada em duas etapas: desbaste e
acabamento.
Para executar essa operação é necessário, inicialmente, que se faça a montagem e o
alinhamento do material. Em seguida, seleciona-se e monta-se a fresa (preferivelmente
de três cortes) para fresar a ranhura retangular inicial; seleciona-se e regula-se a rpm e
o avanço.
A partir daí, inicia-se a operação propriamente dita, obedecendo-se aos seguintes
passos: fresar a ranhura retangular, determinando-se a largura definitiva e deixando
0,5 mm a menos na profundidade; trocar a fresa para a fresagem da ranhura em “T”,
selecionando-se uma fresa de menores dimensões que as da ranhura em execução;
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET40
desbastar a ranhura perpendicular à anterior; trocar a fresa, montando uma que tenha
as dimensões definitivas da ranhura.
O último passo compreende em terminar a ranhura em “T”. Para isso deve-se centrar a
fresa e colocá-la na altura definitiva. Nessa etapa devem ser, ainda observados os
seguintes cuidados: o avanço dado deve ser mínimo e, durante o acabamento, a peça
deve ser refrigerada abundantemente e os cavacos devem ser retirados da ranhura.
A fresagem de ranhuras retas - secção em “T” - é aplicada nas mesas, acessórios e
dispositivos de máquinas-ferramentas, e permite o alojamento de parafusos e peças
que devem deslocar-se guiadas.
Exemplo extraído e adaptado da Série Metódica Ocupacional - Mecânico Geral
Operador de Fresadora - SENAI/SP.
Recartilhar no torno
Essa operação compreende a execução de sulcos paralelos ou cruzados que são
feitos sob compressão dos dentes de uma ferramenta chamada recartilha, sobre um
material em movimento.
O primeiro passo para executá-la é tornear a parte que será recartilhada, deixando-a
lisa e limpa e com um diâmetro ligeiramente menor que a medida final dependendo do
material da peça, do passo e do ângulo das estrias do rolete. Para executar
corretamente esse passo, deve-se consultar a tabela dos recartilhados. Em seguida,
monta-se a recartilha que deverá ficar na altura do eixo da peça e perpendicular à
superfície a ser recartilhada.
Feito isso, inicia-se a operação propriamente dita: desloca-se a recartilha até que
esteja próxima ao extremo da parte a ser recartilhada e liga-se o torno, consultando a
tabela a fim de determinar o avanço e a rotação. Depois disso, avança-se a recartilha
transversalmente, até marcar o material, deslocando-a no sentido longitudinal. Desliga-
se, então, o torno para examinar a área já recartilhada. Conferido esse passo, liga-se o
torno e engata-se o carro longitudinal, recartilhando agora toda a superfície desejada e
removendo as partículas do material com querosene. Avança-se, a seguir, o carro em
sentido contrário e repassa-se a recartilha.
Finalmente, faz-se o acabamento do recartilhado. Para isso, afasta-se a recartilha,
limpa-se o recartilhado com uma escova de aço apropriada, movimentando-a no
sentido das estrias. Depois chanfra-se os cantos a fim de eliminar as rebarbas.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 41O recartilhado é feito para evitar que a mão deslize indevidamente quando se manipula
uma peça e, em determinados casos, para melhorar seu aspecto.
Exemplo elaborado pela Professora Heloíza Fiúza Pupatto Andrade, do CFP 1.13.
Revisão e adaptação feitas por Eliana Misko Soler e Maragarida Maria Scavone Ferrari
- DPC/3.
Conectar condutores com olhal
Essa operação consiste em preparar e fixar condutores (rígidos e flexíveis) aos bornes
de elementos, tais como interruptores, tomadas de correntes, dispositivos de controle e
outros.
Inicialmente deve ser feito o olhal no extremo do condutor. Para isso, desencapa-se e
limpa-se o extremo do condutor a conectar, num comprimento de aproximadamente
cinco vezes o diâmetro do parafuso que o fixará. Em seguida, coloca-se a ponta do
condutor entre os mordentes do alicate de pontas redondas, no ponto onde eles têm
aproximadamente o diâmetro do parafuso a ser conectado. Depois, inicia-se a curva,
dando um giro no alicate até que a ponta do condutor complete uma volta. O olhal
deve ser feito, obedecendo ao sentido horário, para evitar que se abra durante o aperto
do parafuso.
Dá-se seqüência a operação, obedecendo ao seguinte passo: torcer o olhal com a
parte mais fina da ponta do alicate, em sentido contrário, até que o eixo do condutor
coincida com o centro do olhal.
A última etapa compreende a fixação do condutor. Para isso, retira-se o parafuso do
borne, introduzindo-o no olhal e aparafusando-o ao borne de modo que fique firme. Se
o parafuso não for removível, deve-se preparar um olhal semifechado de maneira que
se possa introduzi-lo debaixo da cabeça e fixá-lo em seguida.
Esse tipo de operação é muito simples, porém é, ainda, muito utilizada em instalações
elétricas.
Exemplo elaborado pela Professora Heloíza Fiúza Pupatto Andrade, do CFP 1.13.
Revisão e adaptação feitas por Eliana Misko Soler e Maragarida Maria Scavone Ferrari
- DPC/3.
III. Descrição de ambiente
Oficina de tornearia
A oficina de tornearia do Curso de Aprendizagem Industrial mede 187,50 m2, dos quais
150 m2 são utilizados para o desenvolvimento das aulas de Prática de Operações,
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET42
compondo a oficina propriamente dita. Nos 37,50 m2 restantes há uma sala de aula
para 16 alunos. Esta sala é utilizada para aulas de Preparação da Tarefa de Oficina -
PTO.
Esta oficina é de alvenaria: as paredes, que são brancas, possuem um barrado de cor
creme com 1,5 m de altura, as portas são envernizadas e as janelas são de esquadrias
metálicas e vidro. O chão é de piso de madeira, o teto é forrado com placas de fibra de
vidro, material antichamas e antitérmico, e possui 15 luminárias com 2 lâmpadas HO
em cada uma, o que permite obter-se nível de iluminamento de acordo com a norma
da ABNT.
Pode-se observar, ainda, que as condições de arejamento da oficina possibilitam
conforto térmico aos instrutores e aprendizes; não há presença de odores provenientes
de agentes químicos; o ruído existente não caracteriza uma situação de poluição
sonora.
Na oficina propriamente dita há 16 tornos mecânicos, 1 afiadora de ferramentas, 1
furadeira de bancada, 1 bancada de manutenção e 3 armários de madeira pintados na
cor creme. Um dos armários é utilizado para a guarda do material didático do instrutor;
no outro, é colocado o material dos alunos, e, no terceiro, são mantidas as ferramentas
de uso comum.
As máquinas estão alinhadas em um ângulo de 45º e o modo como estão dispostas
leva em consideração os aspectos relativos à segurança e à entrada de luz natural,
que deve ser sempre à direita do operador. Assim, pode-se observar faixas amarelas
que delimitam o espaço tanto para o operador de cada máquina, quanto para a área de
circulação. Convém, ainda, ressaltar que as partes das máquinas estão pintadas de
verde, creme, preto e azul, de acordo com as normas vigentes.
A sala de Preparação da Tarefa de Oficina possui 16 carteiras, 1 aparelho de vídeo
com monitor, 1 quadro-de-giz e 2 armários de madeira envernizada, onde estão os
recursos didáticos auxiliares.
Assim montada, a Oficina de Tornearia atende adequadamente aos objetivos a que se
propõe: o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
Exemplo elaborado por Eliana Misko Soler e Margarida Maria Scavone Ferrari.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 43
Propostas de exercícios de descrição técnica
Descrição de objeto:
1. 
a. Identifique, nos exemplos apresentados, as características das partes da
descrição de objeto: introdução, desenvolvimento e conclusão.
b. Registre os aspectos relevantes que você identificou.
c. Discuta com os colegas e com o professor sobre os aspectos identificados por
você e que caracterizam uma descrição de objeto.
2. 
a. Faça um levantamento, na empresa, de alguns objetos da área.
b. Identifique as partes dos objetos e os detalhes de cada parte, registrando o
nome dessas partes, utilizando vocabulário técnico específico.
c. Escolha um dos objetos identificados por você e escreva a introdução de sua
descrição.
d. Discuta sobre o seu texto (introdução) com colegas, com o professor e com o
seu monitor na empresa.
e. Depois de certificar-se que seu texto está atendendo ao que caracteriza um
parágrafo de introdução de descrição de objeto, elabore agora o
desenvolvimento da descrição.
f. Proceda da mesma forma expressa nos itens “d” e “e”.
g. Elabore o parágrafo de conclusão da descrição do objeto selecionado por você.
h. Proceda da mesma forma expressa nos itens “d” e “e”.
i. Selecione mais um objeto da área e elabore uma descrição completa.
j. Apresente-a aos colegas, ao professor e ao seu monitor da empresa. Apontem,
se for o caso, em conjunto e em consenso, aspectos que podem ser
aprimorados no seu texto. Se necessário, consultem gramáticas e dicionários.
Descrição de processo:
1. 
a. Identifique, nos exemplos apresentados, as características das partes da
descrição de processo: introdução, desenvolvimento e conclusão.
b. Registre os aspectos relevantes que você identificou.
c. Discuta com os colegas e com o professor sobre os aspectos identificados por
você e que caracterizam uma descrição de processo.
2. 
a. Faça um levantamento, na empresa, de alguns processos da área.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET44
b. Identifique as etapas e fases dos objetos e os detalhes de cada etapa e ou
fase, registrando os aspectos identificados por você, utilizando vocabulário
técnico específico.
c. Escolha um dos processos identificados por você e escreva a introdução de
sua descrição.
d. Discuta sobre o seu texto (introdução) com colegas, com o professor e com o
seu monitor na empresa.
e. Depois de certificar-se que seu texto está atendendo ao que caracteriza um
parágrafo de introdução de descrição de processo, elabore agora o
desenvolvimento da descrição.
f. Proceda da mesma forma expressa nos itens “d” e “e”.
g. Elabore o parágrafo de conclusão da descrição do processo selecionado por
você.
h. Proceda da mesma forma expressa nos itens “d” e “e”.
i. Selecione mais um processo da área e elabore uma descrição completa.
j. Apresente-a aos colegas, ao professor e ao seu monitor da empresa. Apontem,
se for o caso, em conjunto e em consenso, aspectos que podem ser
aprimorados no seu texto. Se necessário, consultem gramáticas e dicionários.
Descrição de ambiente:
1. 
a. Identifique, nos exemplos apresentados, as características das partes da
descrição de ambiente: introdução, desenvolvimento e conclusão.
b. Registre os aspectos relevantes que você identificou.
c. Discuta com os colegas e com o professor sobre os aspectos identificados por
você e que caracterizam uma descrição de ambiente.
2. 
a. Faça um levantamento, na empresa, de alguns ambientes técnicos.
b. Identifique aspectos relevantes do ambiente, isto é, detalhes referentes à
estrutura global, registrando-os, utilizando vocabulário técnico específico.
c. Escolha um dos ambientes identificados por você e escreva a introdução de
sua descrição.
d. Discuta sobreo seu texto (introdução) com colegas, com o professor e com o
seu monitor na empresa.
e. Depois de certificar-se que seu texto está atendendo ao que caracteriza um
parágrafo de introdução de descrição de ambiente, elabore agora o
desenvolvimento da descrição.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 45
f. Proceda da mesma forma expressa nos itens “d” e “e”.
g. Elabore o parágrafo de conclusão da descrição do processo selecionado por
você.
h. Proceda da mesma forma expressa nos itens “d” e “e”.
i. Selecione mais um processo da área e elabore uma descrição completa.
Apresente-a aos colegas, ao professor e ao seu monitor da empresa. Apontem, se for
o caso, em conjunto e em consenso, aspectos que podem ser aprimorados no seu
texto. Se necessário, consultem gramáticas e dicionários.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET46
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 47
Estruturas-padrão:
documentação técnica e
correspondência comercial,
segundo normas e padrões
de redação oficial
Introdução
Nesta unidade, serão apresentados alguns tipos de estruturas-padrão de
documentação técnica e correspondência comercial, segundo normas e padrões de
redação oficial, que irão ajudá-lo na elaboração de documentos. Abordaremos apenas
as estruturas mais usuais e que julgamos lhe serão úteis na vida profissional, escolar e
pessoal.
Há muitos outros tipos de documentação e correspondência, mas que, em função da
carga horária de que dispomos, não será possível estudarmos neste momento. O
importante é que você conheça algumas delas e saiba que essa é uma forma de
comunicação imprescindível e que deve ser utilizada com cuidado e adequadamente.
É importante, ainda, que você esteja sempre atento e pronto para aprender outros
modelos e assim possa utilizar esse instrumento de comunicação dentro do contexto
que se apresentar, fazendo as adaptações necessárias.
Faz-se necessário esclarecer que a norma-base que rege a elaboração de
documentos oficiais e comerciais é a da Associação Brasileira de Normas Técnicas -
ABNT. Entretanto, há diversas opções aceitas, dependendo do grau de formalidade do
texto.
Note que, neste material, apresentamos alguns tipos de documentos e enfocamos a
estrutura de cada um deles, sempre seguida de um exemplo. Ressaltamos que são
exemplos e não “modelos”, pois o objetivo é que você conheça a estrutura e, de
acordo com a situação e contexto, faça as adaptações necessárias quando precisar
elaborar ou preencher esse tipo de documento.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET48
Memorando
O memorando é um meio ofício, uma carta reduzida e é utilizado para comunicação
entre departamentos de uma mesma empresa ou organização. Portanto, o conteúdo
de um memorando refere-se a comunicados internos tais como avisos, consultas,
informações breves, diretrizes adotadas, procedimentos implantados, consultas
técnicas, entre outros.
Estrutura do memorando:
Veja os exemplos:
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 49
Ordem de serviço
A ordem de serviço é um documento que geralmente contém uma orientação exata e
precisa para a realização de serviços ou para cumprimento de atividades e ou
obrigações.
Estrutura de ordem de serviço
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET50
Veja os exemplos de ordem de serviço:
Veja a proposta para exercícios na pág. 64.
Orçamento
O orçamento compreende, basicamente, o cálculo do custo para a realização de
um trabalho.
É um documento utilizado por profissionais ou por empresas de prestação de serviços.
Pode ser de reparos ou de produção.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 51
Estrutura do orçamento:
Para a estruturação de um orçamento, os itens abaixo devem ser considerados:
1. diagnóstico de falhas ou de defeitos;
2. memorial descritivo;
3. relação de materiais;
4. tempo de execução;
5. custos;
6. apresentação do orçamento.
1. Diagnóstico de falhas ou de defeitos
O diagnóstico de falhas ou de defeitos, para trabalhos de reparo, é realizado a
partir da análise de todos os elementos que podem estar comprometendo o
funcionamento de um determinado instrumento ou equipamento.
Para a apresentação do diagnóstico, geralmente é utilizado um impresso próprio.
Dele constam itens que são assinalados ou não, de acordo com os defeitos
encontrados.
2. Memorial descritivo
Memorial descritivo é um conjunto de informações técnicas, que não constam de
um desenho ou de um projeto de produção ou reparo e são imprescindíveis para a
execução do trabalho.
Neste item deve-se escrever com exatidão o que será necessário para a realização
do reparo ou da produção.
3. Relação de materiais
Neste item devem ser relacionados os materiais a serem utilizados para a
realização do trabalho, seja ele de produção, ou de reparo, especificando-se
quantidade, dimensões, tipos e até marca, se isso significar uma variação do custo
final.
4. Tempo de execução
O tempo de execução compreende a referência ao período de tempo necessário
para a realização do trabalho (produção ou reparo). Este período pode ser indicado
pelo horário ou pelas datas, de início e fim do trabalho.
5. Custos
Para se fazer o cálculo dos custos de um trabalho de produção ou de reparo,
devem ser considerados: materiais empregados, equipamentos utilizados, o valor
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET52
da hora-homem, o número de pessoas envolvidas, o tempo de execução e a
porcentagem de lucro.
6. Apresentação do Orçamento
A forma de apresentação não precisa ser rígida. No caso de empresas que tenham
impresso próprio, este deve ser preenchido com clareza. Em outras situações, o
orçamento deve ser elaborado criteriosamente, fazendo-se as adaptações
necessárias e possíveis, de acordo com o que vai ser realizado.
A seguir será apresentado um exemplo de orçamento de reparo:
Reforma da Plaina Limadora - ZOCCA 450
Diagnóstico de falhas ou de defeitos:
• Pintura - velha, sem brilho, com falhas, lascada.
• Torpedo - empenado e desgastado.
• Vazamento de óleo - juntas e retentores danificados.
• Lubrificação - defeito no sistema de lubrificação da biela-manivela.
• Transmissão - engrenagem com dentes quebrados e chavetas danificadas.
• Fuso - rosca danificada.
• Mesa - desgastada e fora de geometria.
• Rolamento – danificado.
• Mancais - trincas, desgaste e folgas excessivas nas buchas.
• Parafusos - espanados e engripados.
Memorial descritivo:
• Pintura - remoção de tinta velha, masseamento, lixamento e pintura nova com duas
demãos de tinta esmalte Coralit.
• Torpedo - retificar e rasquetear.
• Vazamento de óleo - troca de retentores e juntas.
• Lubrificação - troca de filtros e tubos de cobre, limpeza do sistema.
• Transmissão - troca de engrenagens danificadas e chavetas.
• Fuso - repassar rosca no torno (recondicionar).
• Mesa - retificar e rasquetear.
• Rolamento - troca de rolamentos danificados.
• Mancais - troca de (mancais). buchas gastas e trincadas.
• Parafusos - troca de parafusos engripados e espanados.
AJUSTES GERAIS, MONTAGEM E TESTE FINAL.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 53
Relação de materiais:
Pintura
• 01 lata de massa branca sintética para nivelamento da superfície
• 10 folhas de lixa para ferro 80
• 10 folhas de lixa para ferro 220
• 01 galão de 3,6 L de tinta (sintética) esmalte Coralit verde
• 01 galão de 3,6 L de tinta (sintética) esmalte Coralit creme
• 01 lata de 1 litro de Tinner
• 01 fita crepe - largura 20 mm
• 05 litros de removedor Pintoff para tinta velha
Vazamento de óleo
• 01 metro de papel guarnital para confecção de juntas
• 02 retentores BRI - 00795
Lubrificação
• 02 metros de tubo de cobre / 1/8” x 400mm
• 01 metro de tubo de cobre / 3/16“ x 480mm
• 01 filtro de óleo 58 GG
Transmissão
• 01 engrenagem de dentes retos (recondicionar)
• 01 engrenagem pinhão (fazer nova)
• Aço ABNT 1010-1020 / 3/8” x 100mm, para confecção de chavetas
• Aço ABNT 1045 / 2 1/2” x 50 mm, para confecção do pinhão
Rolamentos
• 01 rolamento de esferas no 6206
• 03 rolamentos de esferas no 6205
Mancais
• 02 buchas - bronze TM / 2” x 200mm
Parafusos• 09 parafusos de cabeça sextavada NC 1/4” x 3/4”
• 02 parafusos Allen, sem cabeça, NC 1/2” x 1/2”
• 02 parafusos de cabeça chata M6 x 10
• 01 parafuso Allen, com cabeça, M6 x 25
 
Tempo de execução:
• início: 01/04/95
• término: 01/06/95
• Total de horas: 280 h
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET54
Custos:
Materiais
• valor total: R$ 5.795,00
Mão-de-obra
• valor da hora-homem: R$ 30,00 x 280 horas
• total por pessoa: R$ 8.400,00
• TOTAL - 02 pessoas: R$ 16.800,00
Equipamentos utilizados
• Fresadora Universal ....30h a R$ 200,00 por hora
TOTAL: R$ 6.000,00
• Retífica Plana ..............10h a R$ 300,00 por hora
TOTAL: R$ 3.000,00
• Torno Mecânico ..........20h a R$ 180,00 por hora
TOTAL: R$ 3.600,00
Total Geral: R$ 35.195,00 (equipamentos utilizados + hora-homem + materiais)
Total do orçamento da reforma: R$ 35.195,00
Forma de pagamento: 50% de sinal e o restante do pagamento na data de
entrega da máquina, corrigido pela respectiva inflação do período.
Veja a proposta de exercícios na pág. 64.
Carta comercial
Carta comercial é um instrumento de comunicação de que se utilizam as empresas ou
pessoas no relacionamento comercial.
As cartas comerciais têm grande importância na administração de qualquer
empreendimento; cartas mal redigidas comprometem a imagem de eficácia e
competência sua e de sua empresa. Por isso, não basta que transmitam um conteúdo,
mas que o faça de maneira que impressionem bem. Para tanto, é necessário que elas
tenham uma boa apresentação e que causem, no primeiro contato, uma impressão de
ordem, organização, clareza e competência profissional.
Estrutura da carta comercial:
• Timbre da empresa
quatro espaços
texto alinhado do lado esquerdo da folha
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 55
• Índice ou iniciais da seção que emite a carta (por exemplo: Departamento de
Vendas: DV) seguido do número da carta que deve ser feito em ordem crescente a
partir do início do ano.
• Abaixo da seção emitente: iniciais maiúsculas do redator e, em seguida, as iniciais
maiúsculas do digitador.
− dois espaços
• Data (não se usa ponto final após a data e não se coloca ponto entre o milhar e a
centena do ano) (se a cidade for a mesma do timbre da empresa, não é preciso
indicar a localidade).
− dois espaços
• Endereçamento interno
- dois espaços
• Invocação (a invocação “Prezados senhores” tem o vocábulo “senhores” grafado
com “s” minúsculo e deve ser seguida de dois pontos).
- dois espaços
• Referência: é uma espécie de resumo do assunto a ser tratado. Modernamente,
evita-se o uso da abreviatura “Ref.” ou mesmo da palavra “Referência”. Deve-se
escrever, em poucas palavras, apenas o assunto a ser tratado.
- dois espaços
• Corpo do texto.
- dos espaços
• Fecho.
• Assinatura de quem solicitou a redação do texto + carimbo com nome e RG.
- dois espaços
• Anexos (Anexo (a) (s) é adjetivo e concorda com o substantivo a que se refere) (A
expressão “em anexo” é invariável)
Ex.: Anexa lista de preços
Anexas listas de preço
Anexo relatório final
Anexos relatórios finais
Em anexo lista de preços / Em anexo listas de preço
Em anexo relatório final / Em anexo relatórios finais
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET56
A seguir, um exemplo de carta comercial:
INDÚSTRIAS QUÍMICAS SANTA ROSA
RUA MOREIRA DE GODOI, 257 – IPIRANGA – SÃO PAULO
CEP 015028-000 TELEFAX 4343.1825
DV nº 26/03
JM/HC
17 de julho de 2003
A
Indústrias de Papel Bom Pastor S.A.
Rua Bom Pastor, 77
Ipiranga - São Paulo - SP
Prezados senhores:
Alteração de preço de produto
Conforme contato telefônico em 10/07 p.p. gostaríamos de oficializar a informação de que o material
químico para dissolução de papel e posterior processo de pasta, tipo I, referência 531.768, sofreu
majoração de preço.
Estamos anexando à presente, para informação e consulta, a nova lista de preços que entrou em vigor
a partir de 01/07.
Caso necessitem de informações adicionais, teremos imenso prazer em atendê-los.
Ficamos à disposição de V.Sª para quaisquer esclarecimentos ou entendimentos que se fizerem
necessários, de segunda à sexta, das 8h30 às 18h15.
Atenciosamente
André Camargo
Diretor Comercial
RG 78.881.609
Anexa lista de preços atualizados.
Veja proposta para exercícios na pág. 64.
Ficha técnica
Ficha Técnica é o registro de informações técnicas referentes a um produto para que
essa informações sejam transmitidas ao setor produtivo.
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET 57
Esse documento técnico é um meio de comunicação amplamente utilizado nas
indústrias de confecção, uma vez que é uma maneira eficaz de assegurar a qualidade
do produto a ser confeccionado.
Uma ficha técnica deve conter, basicamente, informações referentes a:
• Modelagem (dimensões);
• Corte;
• Materiais;
• Processo de produção;
• Outras que se fizerem necessárias.
O leiaute, os campos, enfim, o modelo de uma ficha técnica pode variar de acordo com
as características da empresa e de seu produto. A seguir serão apresentados dois
exemplos de Ficha Técnica
Ficha técnica
Designação: ________________________________________________
Coleção: ___________________________________________________
Data: ______________________________________________________
Desenho Matéria-prima Fornecedor Largura do tecido
Gastos
Gasto Prev. Gasto Real Custos
Tamanho
EP P M G EG
Ordem:
Quantidade:
Tecidos/Cores
Observação:__________________________________________________________________________
Comunicação
SENAI-SP - INTRANET58
Ficha Técnica de Produtos
Descrição
Referência
Material Cor Consumo
Forro Cor Consumo
Recouro Cor Consumo
Espuma Cor Consumo
Aviamentos
Cálculo Bruto
Linha Ref. Cor Qtde.
Zíper Ref. Cor Qtde.
Cursor Ref. Cor Qtde.
Fivela Ref. Cor Qtde .
Velcro Ref. Cor Qtde.
Vivo Ref. Cor Qtde.
Argola Ref. Cor Qtde.
Botão Ref. Cor Qtde.
Fecho Ref. Cor Qtde.
Ferragem Ref. Cor Qtde.
Mosquetão Ref. Cor Qtde.
Outros
Considerações finais
Conforme exposto no início dessa unidade, nosso objetivo não é o de esgotar todos os
tipos de documentos, mas essencialmente que você apreenda alguns conceitos sobre
documentação e correspondência comercial e técnica, segundo normas e padrões de
redação oficial; que você adquira e aprimore a habilidade de elaborar ou de preencher
ou até mesmo de criar novos “modelos” de documentos técnicos de acordo com a
necessidade e com o contexto.
Para desenvolver essa competência, é recomendável que você realize os exercícios
propostos e, mais do que isso, que você compreenda que os registros e a
documentação técnica são formas de comunicação e assim sendo devem contribuir
para o aprimoramento dos processos e das relações humanas e profissionais.
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É extremamente importante, ainda, que você esteja sempre atento à documentação
existente nas empresas, instituições e organizações e procure aprender mais sobre
cada um deles.
A seguir, relacionamos alguns outros tipos de documentos oficiais e técnicos,
lembrando que eles, em particular os técnicos, podem adquirir “nomes e formatos”
diferentes, de acordo com a empresa, instituição ou organização.
Documentos oficiais
Ata
Declaração
Procuração
Ofício
Abaixo-assinado
Requerimento
Curriculum Vitae
Atestado
Circular
Edital
Documentos técnicos
Folha ou Ficha de Processos
Requisição de material
Ficha de Manutenção
Ficha de Controle de Produção
Ficha de Expedição (verificação ou check-list ou conferência do produto final)
Ficha de Controle de Estoque
Lista de Verificação (utilizada antes de operação de máquinas)
Formulários de Manutenção Corretiva, Preventiva, Preditiva
Proposta de exercícios - memorando, ordem de serviço, carta comercial, ficha
técnica
Embora haja essa proposta para realização de exercícios, é importante deixar claro
que:
• Em função da carga horária e de outras variáveis que possam ocorrer, talvez
não seja possível realizar os exercícios de todos os tipos de estruturas-padrão;
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• Deve haver um consenso entre alunos e docente sobre oque será melhor para
todos;
• Não havendo possibilidade de todos os alunos fazerem todos os exercícios, o
grupo poderá selecionar alguns deles, aqueles que julgarem mais relevantes para a
turma. Nesse sentido, há ainda outras estratégias que podem ser aplicadas, por
exemplo: dividir a classe em equipes e definir um tipo (ou dois) de estrutura para
cada equipe; cada equipe poderá apresentar o trabalho para a classe e
providenciar uma cópia impressa para cada aluno.
Além disso, docente e alunos podem propor outras estratégias que sejam mais
adequadas à situação, à turma e à carga horária disponível para esse conteúdo.
Memorando - faça um levantamento de situações ou acontecimentos ou fatos,
hipotéticos ou reais, que possam gerar um memorando. O acontecimento que vai
gerar o documento pode estar relacionado ao dia-a-dia da empresa ou da escola.
Anote os dados disponíveis e necessários para a realização do exercício e elabore um
memorando.
Ordem de serviço - faça um levantamento de situações, atividades, acontecimentos
ou fatos, hipotéticos ou reais, que possam gerar uma ordem de serviço. O
acontecimento que vai gerar o documento pode estar relacionado ao dia-a-dia da
empresa ou da escola. Anote os dados disponíveis e necessários para a realização do
exercício e elabore uma ordem de serviço.
Orçamento - faça um levantamento de situações, atividades, acontecimentos ou fatos,
hipotéticos ou reais, que possam gerar um orçamento. O acontecimento que vai gerar
o documento pode estar relacionado ao dia-a-dia da empresa ou da escola. Anote os
dados disponíveis e necessários para a realização do exercício e elabore um
orçamento.
Carta comercial - faça um levantamento de situações, atividades, acontecimentos ou
fatos, hipotéticos ou reais, que possam gerar uma carta comercial. A situação a qual
vai gerar o documento deve estar relacionada ao dia-a-dia da empresa. Anote os
dados disponíveis e necessários para a realização do exercício e elabore uma carta
comercial.
Ficha técnica - faça um levantamento de atividades ou situações, hipotéticos ou reais,
que possam gerar uma ficha técnica. A situação que vai gerar o documento deve
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estar relacionado ao dia-a-dia da empresa. Anote os dados disponíveis e necessários
para a realização do exercício e elabore uma ficha técnica.
É importante que, após a realização dos exercícios, sejam feitas apresentações dos
trabalhos para que todos os alunos da turma possam conhecer a variedade de
modelos de uma Ficha Técnica.
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Relatório
Relatório: documento por meio do qual se expõem resultados de atividades variadas.
É a exposição feita a partir da análise de um fato, acontecimento ou fenômeno,
podendo ser apresentadas soluções para um "problema".
Há empresas que adotam um modelo próprio de relatório, com campos predefinidos
para atender às necessidades específicas de suas atividades. Nesse caso, basta que
sejam preenchidos os campos com dados ou informações adequadas.
No entanto, vamos estudar aqui um modelo completo de relatório e você poderá,
então, utilizar um modelo existente na empresa, elaborar um completo ou fazer ajustes
de acordo com a necessidade que se apresentar.
Tipos de relatórios
O relatório pode ser escrito com diversas finalidades:
• Providenciar o registro do trabalho executado, de modo que toda a informação
possa ser aproveitada posteriormente;
• Apresentar e discutir informações e fornecer recomendações que possam guiar os
responsáveis nas tomadas de decisões e definições;
• Manter os demais membros da organização informados sobre investigações,
ocorrências, etc..
Evidentemente estas três finalidades não se aplicam necessariamente a um mesmo
relatório. É importante considerar que o relatório assume cada vez mais importância na
administração moderna, pois é impossível para um administrador ou um técnico, em
cargos executivos, conhecer e acompanhar pessoalmente todos os fatos, situações,
dados ou problemas de uma organização e que precisem ser examinados.
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Assim, podem ser redigidos os seguintes tipos:
• Relatórios de Estudo ou de Pesquisa:
- Relatório de Experiências,
- Relatório de Estágio.
• Relatórios de Ocorrência:
- Relatório de Manutenção,
- Relatório de Acidentes.
• Relatórios de Atividades:
- Relatório de Visitas;
- Relatório de Viagem;
- Relatório de Trabalho;
- Relatório de Produção.
Estrutura do relatório
O relatório tem como estrutura mínima as seguintes partes: introdução,
desenvolvimento e conclusão. Cada uma dessas partes pode tornar-se mais
complexa, dependendo das informações que deva conter:
• Introdução
A introdução deve apresentar o objetivo:
Por exemplo:
- "Este relatório tem a finalidade de informar sobre o desenvolvimento do projeto
referente a automação das máquinas da oficina de..."
- "Este relatório visa fornecer recomendações para a utilização segura das novas
máquinas a comando numérico..."
- "O objetivo desta pesquisa aqui relatada consiste em apresentar conclusões
sobre a automação industrial e sua viabilidade ..."
- "Esse relatório tem por objetivo apresentar informações sobre o projeto de
atualização do processo utilizado na confecção de ..., implantado
experimentalmente a partir de ...."
• Desenvolvimento
Essa parte deve conter as constatações exatas, objetivas, em seqüência. É o corpo
do relatório, isto é, o relato da experiência ou do trabalho. É o "miolo", a substância
do relatório de natureza técnica ou científica. Geralmente constam as informações
referentes a quando, onde, o quê e como.
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Além do relato em si, no desenvolvimento podem estar presentes os seguintes
campos:
- Resultados
O resultado é o efeito, a conseqüência que se visava ou se visa alcançar. Como
o nome indica, são apresentados os resultados, isto é, o que realmente se
apurou ou que se constatou.
- Discussão
A discussão é a interpretação dos resultados - da investigação, da experiência
ou do trabalho - a partir da comparação entre o objetivo a ser atingido e o
resultado obtido.
Neste tópico, o parágrafo inicial é bastante objetivo, podendo ser escrito das
seguintes maneiras:
"O principal interesse destas experiências reside no fato de que..."
"A interpretação dos resultados é que..."
Algumas "Dicas" quanto às características do desenvolvimento:
1. Apresentar os fatos de maneira objetiva, sem rodeios, de modo a
constituírem fortes argumentos para as recomendações e conclusões.
2. Caracterizar-se pela exatidão das definições e das descrições, evitando o
emprego da linguagem afetiva, utilizando vocabulário exclusivamente
técnico.
3. Redigir sempre na 3ª pessoa, para dar característica de impessoalidade que
é própria de um relatório técnico.
4. Seguir sempre um encadeamento de idéias de maneira lógica, coerente,
objetiva.
5. Utilizar com cuidado as palavras relacionais, vinculando claramente uma
idéia à outra.
6. Documentar ou ilustrar com gráficos, mapas, tabelas, figuras, fluxogramas
etc., quando necessários, em lugar adequado, mesmo que tais elementos
venham em anexos.
• Conclusão
Nesta parte é retomada a idéia-núcleo do relatório e, a partir daí, devem ser
apresentadas as conclusões, deixando claro se os objetivos anteriormente
propostos foram alcançados ou se novas propostas ou providências se fazem
necessárias.
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O parágrafo de conclusão pode apresentar-se da seguinte forma:
"Conclui-se, assim, que:
1º ...
2º ...
3º ..."
"Conclui-se, portanto, que:
1º ...
2º ..."
"Conclui-se, em vista do exposto, que:
1º ...
2º ...";
Outras partes que podem compor um relatório
Agradecimentos
Muitos trabalhos de pesquisa sob forma de relatório, quando recebem subvenção ou
patrocínio de instituições, ou ainda, auxílio de pessoas da área técnica específica,
podem trazer, logo após a conclusão, os agradecimentos do autor.Anexos
Os relatórios podem conter anexos, constituídos por gráficos, mapas, tabelas, dados
estatísticos, fluxogramas e outras espécies de documentação, além das que possam
ter sido inseridas no próprio texto.
Os anexos têm paginação própria, não seqüencial à do relatório.
Bibliografia
Todo trabalho que exija pesquisa deve vir acompanhado de referências bibliográficas,
que são feitas de acordo com as convenções internacionais.
A elaboração desta lista bibliográfica deve ser realizada, levando-se em consideração
as normas citadas abaixo, quando se tratar de referências mais simples e as normas
adotadas pela ABNT (NBR 6023), quando as informações forem mais complexas.
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A seguir, alguns procedimentos para elaboração de referência bibliográfica, segundo o
padrão oficial:
1. Sobrenome do autor em letras maiúsculas, seguido pelo(s) prenome, em letra
minúscula e separado(s) por vírgula; título da obra; edição, Estado de publicação;
nome da editora; ano de edição.
Exemplo
MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. Segunda Edição. São Paulo,.
Cultrix, 1978.
2. Quando a obra tem dois autores, citam-se ambos. Sendo mais de dois os autores,
menciona-se apenas o primeiro, seguido da expressão et alii, (que significa “e
outros”).
Exemplos
CAPUANO, Francisco Gabriel e MARINO, Maria Aparecida Mendes. Laboratório de
eletricidade e eletrônica. 3ª ed. São Paulo, Ed. Erica, 1988.
BRITO, Sulami Pereira et alii. Psicologia da aprendizagem centrada no estudante.
3ª ed. Campinas, Papirus, 1989.
3. Quando o autor for uma entidade, cita-se o nome ou a sigla;
Exemplo
SENAI-DN. A Avaliação da Aprendizagem. Por José Maria da Silva. Rio de Janeiro,
1990.
Apresentação gráfica de relatório
A apresentação gráfica de um documento é muito importante, pois, de certo modo,
predispõe o leitor a valorizar ou não o trabalho feito. Assim, é recomendável que o
texto seja datilografado ou, no caso de impossibilidade, manuscrito com letra legível.
Recomenda-se que um relatório concluído apresente-se conforme a seqüência
sugerida abaixo:
• Capa - no topo da página: o nome da instituição;
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no meio da página: o título do relatório;
no rodapé da página, canto direito: cidade, mês e ano.
• Sumário;
• Introdução;
• Desenvolvimento e ou os tópicos que o compõem;
• Conclusão;
• Agradecimentos (quando for o caso);
• Bibliografia (quando for o caso);
• Anexos (quando houver).
No final de um relatório deverão sempre aparecer o nome e a assinatura do(s)
autor(es).
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Exemplos de relatórios
Os dois exemplos apresentados a seguir foram elaborados por alunos do SENAI-SP.
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Proposta para elaboração de relatórios
1. Faça um levantamento de situações ou acontecimentos ou fatos que possam gerar
um relatório técnico. O acontecimento que vai gerar o relatório pode se dar na
empresa, na escola, ou até mesmo qualquer outra alternativa que for mais viável
para a realização do exercício.
2. Anote todos os dados disponíveis e necessários para a elaboração do seu texto.
Lembre-se de aplicar os conhecimentos, informações e procedimentos que você já
adquiriu, tais como, uso de dicionário, pesquisa em livros (pesquisa bibliográfica),
estruturação de parágrafos, roteiro para intelecção de textos, entre outros.
3. Converse com o docente, com seu monitor na empresa e com seus colegas de
turma para decidirem qual a melhor estratégia - em equipe, em duplas ou
individualmente; se há possibilidade de estruturá-lo utilizando computador ou se
será manuscrito; quantos relatórios será possível elaborar dentro da carga horária
disponível; enfim, será preciso um planejamento prévio dessa atividade.
É importante que seja analisada, também, a possibilidade de se fazer uma
apresentação dos trabalhos para a classe, pois, dessa forma, todos teriam a
oportunidade de conhecer diferentes textos elaborados.
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SENAI-SP., Módulo Intelecção de Textos. Por Soler, Eliana Misko e Ferrari,
Margarida Maria Scavone, para o Programa “Preparação e Aperfeiçoamento de
Docentes” da Divisão de Recursos Humanos. São Paulo, 1995.
________. Elementos Curriculares do Componente Curricular - Português, Por
Soler, Eliana Misko e Ferrari, Margarida Maria Scavone (Para Cursos de
Aprendizagem Industrial), SENAI-SP. 1992.
________. Programa “Preparação e Aperfeiçoamento de Docentes” - Divisão de
Recursos Humanos- DRH, Módulo Descrição Técnica", Por Soler, Eliana Misko e
Ferrari, Margarida Maria Scavone, Divisão de Planejamento Curricular, SENAI-SP,
1995.
________.Programa “Preparação e Aperfeiçoamento de Docentes” – Divisão de
Recursos Humanos- DRH. “Módulo Relatório Técnico”, por Soler, Eliana Misko e
Ferrari, Margarida Maria Scavone, Divisão de Planejamento Curricular, SENAI-SP,
1995.
SEVERIMO, Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. Cortez, 20ª
edição revista e ampliada. São Paulo. 1996.

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