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Física
 
Simétrico Pré-Universitário – Há 25 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 
75 
Questão 7 
Na questão anterior, se o sistema for abandonado do repouso, 
quanto tempo a caixa B leva para atingir o solo ? 
a) 1 s b) 2 s c) 3 s d) 4 s e) 5 s 
 
Questão 8 
Ainda na questão 6, com que velocidade ela chegará ao solo ? 
a) 3 m/s b) 6 m/s c) 8 m/s d) 12 m/s e) 24 m/s 
 
 Questão 9 
A figura mostra dois blocos A e B, de massas 6 kg e 4 kg, presos 
entre si através de um fio ideal que passa por uma polia sem atrito. 
Se a aceleração da gravidade vale g = 10 m/s2, as trações T1 e 
T2 valem, respectivamente: 
a) 72 N, 144 N 
b) 36 N, 72 N 
c) 48N, 24 N 
d) 48 N, 96 N 
1
2
A B
 
Questão 10 
Consideremos um corpo de massa m = 15kg pendurado em um 
dinamômetro, o qual está preso no teto de um elevador. A 
aceleração da gravidade tem intensidade g = 10m/s2. LeoNerd 
dentro do elevador observa que a marcação do dinamômetro é 
180N. 
m
 
a) Qual o módulo da aceleração do elevador ? 
b) O que podemos dizer sobre o movimento do elevador (subindo 
/ descendo / acelerado / retardado) ? 
Dica: a marcação de um dinamômetro sempre é o próprio valor da tração 
T no fio em que ele se encontra inserido. 
Questão 11 
Uma pessoa está dentro de um elevador sobre uma balança mas 
não se conforma com o fato de a mesma estar acusando um valor 
acima do peso dele. Para que essa situação ocorra, o elevador: 
a) Está necessariamente subindo; 
b) O elevador está necessariamente descendo; 
c) O elevador pode estar em movimento uniforme; 
d) O elevador pode estar subindo ou descendo, mas certamente 
tem aceleração para cima; 
e) O elevador pode estar subindo ou descendo, mas certamente 
tem aceleração para baixo. 
Questão 12 (UFRN 2012) 
Um ascensorista leu a respeito das famosas leis de Newton do 
movimento e decidiu testar a sua aplicabilidade. Para tanto, subiu 
em uma balança dentro de um elevador em repouso e observou o 
valor do seu peso. Em seguida, ainda sobre a balança, fez com 
que o elevador subisse com aceleração vertical constante. Nessas 
condições, ele observou que o seu peso: 
a) diminuiu como previsto pela 2ª lei de Newton. 
b) aumentou como previsto pela 3ª lei de Newton. 
c) aumentou como previsto pela 2ª lei de Newton. 
d) diminuiu como previsto pela 3ª lei de Newton. 
 
Questão 13 
Nosso amigo LeoNerd, de massa 40 kg, está de pé sobre uma 
balança de mola (aparelho que mede normal ou peso aparente) 
fixa no piso de um elevador, como mostra a figura. A aceleração 
da gravidade tem módulo g = 10m/s2. O gráfico abaixo mostra a 
rapidez do elevador durante um trecho de subida: 
 
V(cm/s)
t(s)
120
0,5 1,0 1,5 2,0
 
 
a) Em quais intervalos de tempo Leonerd se sentirá mais pesado 
que o normal ? 
b) Quanto marcará a balança nesses intervalos ? 
c) Em quais intervalos de tempo Leonerd sentirá seu peso 
normal ? 
d) Quanto marcará a balança nesses intervalos ? 
e) Em quais intervalos de tempo Leonerd se sentirá mais leve que 
o normal ? 
f) Quanto marcará a balança nesses intervalos ? 
 
Questão 14 
Admita que você acabou de ter aula no Simétrico e tomou o 
elevador do L7 ao L1 para sair do Shopping Aldeota. Considerando 
que no intervalo do elevador havia uma balança, assinale o gráfico 
que melhor descreve a marcação da balança (peso aparente, ou 
seja, a normal N) durante esse episódio: 
 
a) 
P
t
 
b) 
P
t 
c) 
P
t
 
 
 
Física
 
Simétrico Pré-Universitário – Há 25 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 
76 
d) 
P
t 
e) 
P
t 
Questão 15 
Admita você tomou o elevador do Shopping Aldeota no L1 e dirigiu-
se até o L7 para vir assistir aula no melhor pré-vestibular da cidade, 
o simétrico. Considerando que no interior do elevador havia uma 
balança, assinale o gráfico que melhor descreve a marcação da 
balança (peso aparente) durante esse episódio: 
 
a) 
P
t 
b) 
P
t 
c) 
P
t 
 
d) 
P
t
 
e) 
P
t 
 
 
Questão 16 
Uma pilha de seis blocos iguais, de mesma massa m, repousam 
sobre o piso de um elevador, como mostra a figura. O elevador 
está subindo em movimento uniformemente acelerado com uma 
aceleração de módulo a. O módulo da força que o bloco 3 exerce 
sobre o bloco 2 é dado por: 
a) 3m (g + a). 
b) 3m (g – a). 
c) 2m (g + a). 
d) 2m (g – a). 
e) m (2g – a). 
 
 
Questão 17 
Um bloco de massa 4 kg se move em MRUV de acordo com a 
função horária S = 1 + 2.t + b.t2, no SI. Se a posição do bloco no 
instante t = 1 s vale S = 6 m, a força resultante que age sobre o 
bloco vale: 
a) 24 N b) 12 N c) 36 N d) 4 N e) 16 N 
 
Dica: b = a / 2, a = aceleração do MUV 
 
Questão 18 -  
A tabela abaixo mostra como varia a velocidade de um bloco de 
massa 10 kg, que se desloca horizontalmente sob ação de uma 
força F conforme o esquema: 

F
 
V (m/s) 15 25 35 45 55 
T (s) 1 3 5 7 9 
Sendo  = 60, determine a intensidade da força normal de 
contato entre o bloco e o solo durante seu movimento. 
Dado sen 60 = 0,86 e cos 60 = 0,50 
a) 14 N b) 100 N c) 50 N d) 36 N e) 86 N 
 
Questão19 
No sistema representado na figura, os blocos A, B e C têm 
massas, respectivamente iguais a 42 kg, 10 kg e 8 kg. Uma 
força F é aplicada ao bloco A, de modo que o conjunto todo se 
move em relação ao solo, mas os blocos B e C permanecem em 
repouso, em relação a C. Sabendo que não há contato entre os 
blocos A e C e todos os atritos são desprezíveis, determine o 
módulo: 
a) da aceleração do conjunto em relação ao solo; 
b) da força F. 
A
F
B
c
 
Questão 20 -  
Um sistema formado por dois blocos A e B, um fio ideal e uma 
polia também ideal foi montado sobre um plano que tem inclinação 
 em relação a um plano horizontal, como mostra a figura 
 
A B 
 
 
As massas de A e B são respectivamente iguais a 5 kg e 15kg. 
Desprezando o atrito, calcule: 
a) o módulo da aceleração do bloco B; 
b) o módulo da tração no fio. 
São dados: g = 10m/s2 e sen  = 0,60 e cos  = 0,80. 
 
Questão 21 -  
A figura abaixo mostra duas caixas de mesma massa M = 10 kg 
conectadas entre si através de um fio ideal. A rampa lisa 
apresenta inclinação  = 30o. Se a gravidade local vale g = 10 m/s2, 
o prof Renato Brito pede que você determine: 
a) a aceleração com que se moverá o sistema; 
b) a tração T no fio. 
M
M

 
Física
 
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Questão 22 
A figura mostra um prisma triangular de massa M = 6 kg está 
apoiado sobre uma superfície horizontal lisa. Um bloco de massa 
m = 3 kg encontra-se apoiado sobre sua superfície lisa. Determine 
o valor da força F horizontal capaz de fazer com que o sistema se 
mova com o bloco ficando em repouso em relação ao prisma. 
Todos os atritos são desprezíveis. 
São dados: g = 10m/s2 e sen = 0,80 e cos = 0,60. 
M
F

m
 
Questão 23 
Uma bolinha pendurada na extremidade de uma 
mola vertical executa um movimento oscilatório. 
Na situação da figura, a mola encontra-se 
comprimida e a bolinha está subindo com 
velocidade V. Indicando por Fel a força da mola 
e por P a força peso aplicadas na bolinha, o 
único esquema que pode representar tais forças 
na situação descrita acima é: 
P Fel
a)
P
b)
P
c)
Fel
P
d)
Fel
P
e)
Fel
 
K
V
 
Questão 24 -  
A figura mostra uma caixa de massa M apoiada sobre uma 
balança calibrada em newtons. No seu interior, uma bola de 
boliche de massa m está conectada ao teto através de uma mola 
ideal de constante elástica K e oscila verticalmente entre duas 
posições extremas . A respeito da marcação da balança, pode-se 
afirmar que: 
 
a) Sempre acusará um peso maior que M.g 
b) Quando a esfera pára na altura máxima, supondo a mola 
comprimida, a balança acusará um peso maior que M.g 
c)Quando a esfera sobe em movimento acelerado, a balança 
acusará um peso menor que M.g 
d) Quando a esfera passa pela posição em que a mola encontra-
se no seu comprimento natural, a balança acusará um peso 
M.g 
e) Quando a esfera passa pela sua posição de equilíbrio, a 
balança acusará um peso M.g 
Dica: Veja questão 12 de classe página 73 
Questão 25 
Um vagão move-se sobre trilhos retos e horizontais numa região 
em que g = 10 m/s2. Preso ao teto do vagão através de uma mola 
ideal há um pêndulo simples que se mantêm em repouso em 
relação ao vagão, formando ângulo  (sen = 0,60 e cos = 0,80) 
com a vertical. Sabendo que a massa da partícula presa ao fio é 
m = 4 kg e a constante elástica da mola vale K = 2500 N/m, o prof 
Renato Brito pergunta: 
a) O que se pode afirmar sobre o movimento horizontal do vagão 
(se move para a esquerda / direita / acelerado / retardado ) ? 
b) A aceleração do vagão aponta para a esquerda ou para a 
direita ? e a sua velocidade ? 
c) Qual o módulo da aceleração do vagão ? 
d) Qual o módulo da tração no fio ? 
e) Qual a deformação apresenta pela mola durante o movimento 
do vagão ? 
 
 
 
Dica: Veja questão 6 de classe página 71 
 
Questão 26 -  
Consideremos um bloco de massa m = 2 kg inicialmente em 
repouso sobre uma superfície plana horizontal sem atrito. A partir 
de determinado instante, duas forças F1 = 40 N e F2 = 30 N 
passam a atuar sobre o bloco conforme o esquema abaixo. 
A intensidade da aceleração adquirida pelo bloco vale : 
a) 1 m/s2 
b) 2 m/s2 
c) 3 m/s2 
d) 4 m/s2 
e) 5 m/s2 
 
F1
F2 60o
 
 
Questão 27 -  
No esquema abaixo, os blocos A e B, de massas 8 kg e 6 kg, 
são submetidos às forças F1 e F2 de intensidades respectiva-
mente iguais a 41 N e 13 N. A força de contato que um bloco 
exerce no outro vale : 
a) 16 N 
b) 30 N 
c) 28 N 
d) 25 N 
e) 40 N 
 
F2
F1
A
B
 
 Dica: Veja questão 11 de classe página 71 
 
 
 
Estudo do AtritoAula 3
 
Simétrico Pré-Universitário – Há 25 anos ensinando com excelência os estudantes cearenses – www.simétrico.com.br 
3.1– Força de Atrito seco de escorregamento entre Sólidos 
Quando duas superfícies deslizam ou tendem a deslizar uma 
sobre a outra, atua uma força de atrito. Quando se aplica uma 
força a um objeto, geralmente uma força de atrito reduz a força 
resultante agindo sobre ele e, consequentemente sua aceleração. 
O atrito é causado pelas irregularidades nas superfícies em 
contato mútuo, e depende dos tipos de materiais e de como eles 
são pressionados mutuamente. Mesmo as superfícies que 
aparentam ser muito lisas têm irregularidades microscópicas que 
obstruem o movimento. Os átomos agarram-se nos muitos pontos 
de contato. Quando um objeto desliza sobre outro, ele deve ou 
elevar-se sobre as saliências ou senão desfazer-se de átomos. 
Ambos os modos requerem força. Falaremos mais sobre isso 
adiante. 
 
 
d F
 
Figura 36 – Em termos macroscópicos, dizemos que há um contato 
entre o pé do Ronaldinho e a bola de futebol durante um chute. 
Entretanto, do ponto de vista microscópico, quando o pé do jogador 
chega a uma distância d muito pequena da superfície da bola 
(imperceptível a olho nu), os átomos do pé do atleta exercem uma 
força elétrica de repulsão F muito intensa sobre os átomos da bola 
(repulsão núcleo-núcleo), fazendo com que ela se movimente, sem 
que haja propriamente contato contato entre o pé e a bola. Forças de 
contato como normal, atrito, tração, em última análise, são forças de 
natureza eletromagnética. 
 
O sentido da força de atrito é sempre oposto à tendência de 
escorregamento relativo entre as duas superfícies. Um objeto 
escorregando para baixo numa rampa experimenta um atrito que 
aponta rampa acima; um objeto que escorrega para a direita 
experimenta um atrito direcionado para a esquerda. 
Fat Fat
 
Figura 37 – O garoto aplica sobre o solo uma força (fat) empurrando-
o para trás. O solo, por sua vez, reage e aplica uma força (fat) sobre 
os pés do garoto, empurrando-o para frente. Assim, o menino anda. 
 
Quando um carro se desloca, é interessante perceber como a 
força de atrito trocada na interação entre o pneu e o solo atua de 
forma a propiciar o movimento do veículo (Figura 38). 
Fat
Fat
 
Figura 38 - Roda de tração é a roda acionada pelo motor que 
transmite o movimento de rotação a ela através do eixo. 
 
Num carro com tração nas rodas dianteiras (por exemplo), o motor 
transmite o movimento de rotação apenas para as rodas da frente. 
Estas por sua vez, ao tentarem girar em torno do seu eixo, acabam 
empurrando o solo para trás, devido ao atrito entre elas. O solo, 
por sua vez, reage e empurra essas rodas para a frente, dando o 
movimento ao carro (Figura 39). Nesse carro, as rodas traseiras 
não recebem a tração motora e o seu movimento é devido ao 
contato entre elas e o solo (Figura 40). 
 
Movimento
acelerado
atF

atF


 
Movimento
acelerado
atF

atF


 
 
Figura 39 - Força de atrito trocada 
entre o solo e a roda de tração. 
Esta roda gira porque recebe a 
tração do motor através do seu 
eixo. 
 
Figura 40 - Força de atrito trocada 
entre o solo e a roda sem tração 
motora. Esta roda gira porque o 
solo a empurra no sentido da 
rotação. 
 
Para que haja atrito entre duas superfícies, são necessárias três 
condições básicas: 
I – deve haver contato entre as superfícies; 
II – o contato deve ser áspero. Na prática, toda superfície é áspera 
na escala microscópica. Entretanto, algumas vezes admitimos 
situações idealizadas onde as superfícies em contato são 
consideradas perfeitamente lisas ( = 0) por simplicidade; 
III – deve haver, pelo menos, uma tendência de movimento relativo 
entre essas superfícies. A força de atrito sempre age no 
sentido de contrariar essa tendência de escorregamento. Caso 
essa tendência não exista, não haverá força de atrito (Fat = 0). 
 
P
N
 
 
Figura 41a 

Psen
Fat
 
 
Figura 41b 
Na figura 41a, por exemplo, o bloco encontra-se em repouso sobre 
uma superfície áspera. Apenas as condições I e II são satisfeitas, 
visto que o bloco não tem nenhuma tendência de se mover ao 
longo da superfície horizontal. Assim, como a condição III não foi 
satisfeita, temos que Fat = 0. 
Considere agora a figura 41b, na qual o bloco permanece em 
equilíbrio sobre um plano inclinado áspero graças à tração da força 
de atrito, que cancela a tendência de movimento (P.sen) 
impedindo o escorregamento do bloco ladeira abaixo. Nesse caso, 
as três condições foram satisfeitas e, portanto, Fat = P.sen. 
Curiosamente, o atrito não depende da área de contato entre as 
superfícies. Se você fizer um caixote deslizar sobre sua superfície 
de menor área, estará meramente concentrando o mesmo peso 
sobre uma área menor, mas o atrito resultará o mesmo. Ainda que 
esse propriedade não seja intuitiva, ela e todas as demais 
propriedades da força de atrito são obtidas experimentalmente. 
 
Física
 
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Figura 42 – Pneus extra largos (da Glaslite) dissipam melhor o 
calor recebido do solo, por ter maior área de contato. Assim, 
por amenizar o aquecimento das rodas, os pneus acabem 
tendo menor desgaste e maior durabilidade. Essa é a 
vantagem do pneu largo. 
 
Assim, os pneus extra largos que se vê em alguns carros não 
fornecem mais atrito que os pneus mais estreitos. Eles 
simplesmente distribuem o peso do carro sobre uma superfície de 
maior área a fim de reduzir o aquecimento e o desgaste. De 
maneira semelhante, o atrito entre um caminhão e o piso é o 
mesmo, tendo ele 4 pneus ou 18 ! Curiosamente, a distância de 
parada quando os freios são acionados não é determinada pelo 
número de pneus, mas o desgaste que experimentam os pneus 
depende muito desse número. A seguir, faremos a distinção entre 
a força de atrito estática e a força de atrito cinética. 
 
3.2– Força de Atrito Estático e CinéticoPara facilitar o estudo do atrito seco, dividimos essa interação em 
duas categorias. A força de atrito estática e a força de atrito 
cinética: 
Atrito estático – É o nome dado à força de atrito que atua entre 
duas superfícies, enquanto não houver deslizamento relativo entre 
elas. É uma força que tem intensidade variável, podendo aumentar 
até um valor máximo, denominado Fat estático máximo. Esse 
máximo valor que o Fat estático pode atingir é dado por: 
 
Fat-e-max = E . N 
 
onde N é a força normal trocada no contato entre o par de 
superfícies e E é o chamado coeficiente de atrito estático. Esse 
coeficiente é tabelado experimentalmente, e seu valor é 
característico para cada par de materiais em contato. 
 
Materiais E C 
Aço sobre aço 0,7 0,6 
Latão sobre aço 0,5 0,4 
Cobre sobre ferro fundido 1,1 0,3 
Vidro sobre vidro 0,8 0,5 
Borracha sobre concreto seco 1,0 0,8 
Borracha sobre concreto molhado 0,1 0,05 
 
Atrito cinético– É o nome dado à força de atrito que atua entre 
duas superfícies ásperas que já estão escorregando, uma em 
relação a outra. A intensidade da força de atrito cinética é 
constante, e seu valor independe da velocidade relativa entre as 
superfícies, sendo dado por: 
Fat-C = C . N 
onde N é a força normal trocada no contato entre o par de 
superfícies e C é o chamado coeficiente de atrito cinético. Esse 
coeficiente é tabelado experimentalmente, e seu valor é 
característico para cada par de materiais em contato. Resultados 
experimentais mostram que o coeficiente de atrito estático é 
sempre maior que o cinético, para cada par de materiais, 
ou seja, E > C. 
 
Autoteste 1 
Você comprou uma geladeira nova, empacotada numa caixa de 
papelão robusta, e deseja empurrá-la da sala até a cozinha. Em 
termos de atrito, é preferível empurrar a caixa deitada ou em pé ? 
 
 
Para melhor compreender a atuação da força de atrito, considere 
um bloco de vidro de peso 50N em repouso sobre uma superfície 
de vidro (E=0,8 e C=0,5) como mostra a Figura 43a. 
Aplicando-se uma força F = 10N sobre o bloco (Figura 43b), 
verifica-se que o mesmo permanece em repouso, de onde se 
conclui que o Fat estático que a superfície exerce sobre o bloco 
vale Fat-e = 10N. 
Aumentando-se a intensidade da força para F = 15N, verifica-se 
que o bloco ainda permanece em repouso, donde se conclui que a 
intensidade do atrito estática aumentou para Fat-e = 15N. Assim, 
vemos que o Fat estático está aumentando progressivamente, 
sempre empatando com a força aplicada F, de forma a impedir o 
escorregamento relativo entre as superfícies. 
 
Para saber a resposta,
precisamos calcular o
v alor do Fat-e-max . Veja
a seguir.
Mas a força de atrito estática não
pode aumentar indefinidamente.
Qual o maior valor que o Fat-e
poderá atingir ?
 
 
Fat-e-max = E.N = 0,8 . 50 = 40N 
Esse resultado encontrado indica que o fat estático só pode 
assumir valores na faixa 0  fat-e  40 N. 
 
Autoteste 1 Comentado 
A força de atrito entre superfícies sólidas é aproximadamente 
independente da área de contato entre os corpos. Esse fato é 
comprovado experimentalmente. Assim, carregá-la em pé ou 
deitada é indiferente. Na verdade, devemos empurrar a geladeira 
em pé por outro motivo: se você deitá-la, o fluido refrigerante dela 
vaza e ela deixará de gelar. Geladeiras não podem ser deitadas. 
 
 
Assim, o que ocorrerá se aplicarmos ao bloco de vidro uma força 
de intensidade F = 30 N (Figura 43c) ? A força de atrito é capaz 
de “segurar” uma força F desse valor ? A resposta é sim, visto que 
F  Fat-e-max, ou seja 30N  40 N. Assim, o bloco permanecerá 
Física
 
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em repouso, e a força de atrito nesse caso valerá apenas 
Fat-e = 30 N. 
P
N = 50 N
P = 50 N
F = 10 N Fat-e = 10 N
Fat-c = 25 N
a = 4 m/s2
V
a)
b)
c)
d)
e)
f)
e
m
 re
p
ou
so
 - 
F
at
 e
st
át
ic
o
ve
lo
ci
d
ad
e
co
n
st
a
nt
e
a
ce
le
ra
d
o
F = 40 N Fat-e = 40 N
F = 30 N Fat-e = 30 N
F = 45 N
Fat-c = 25 NF = 25 N
Figura 43 
 
Aumentando-se progressivamente a força F = 10, 20, 30...., 
teremos sempre Fat-e = F = 10, 20, 30..... até que a força F atinja 
o valor crítico F = 40 N. Nesse ponto, teremos 
F = Fat-e-max = 40N e diremos que o corpo está na iminência 
de movimento (figura 43d) e ainda não se moverá. 
Note que a força de atrito estática, até então, foi sempre menor 
que E.N, ou seja, fat-e < E.N nas figuras 43a, 43b e 43c. A 
força de atrito só atinge o valor crítico Fat-e = E.N na situação de 
iminência de movimento (Figura 43d). Portanto, perceba que não 
existe uma fórmula pronta para se determinar o valor do Fat-e em 
todo instante, visto que ele pode variar conforme a força aplicada 
F. A fórmula que dispomos só é capaz de meramente calcular o 
Fat-e máximo, que só é atingido na situação de iminência. 
A partir da figura 43d, qualquer aumento adicional da força F irá 
romper o repouso do bloco, que deslizará ao longo da superfície. A 
partir desse ponto, o fat passa a ser do tipo cinético, cujo valor é 
constante (enquanto houver movimento relativo) e vale: 
Fat-c = C.N = 0,5 . 50 = 25N 
 
Assim, aplicando-se uma força de intensidade F = 45N (Figura 
43e), o bloco entrará em movimento acelerado, cuja aceleração é 
dada pela Lei de Newton: 
FR = F – fat-c = m.a 
45 – 25 = 5.a 
a = 4 m/s2 
 
Se, em seguida, a intensidade da força F for reduzida a 
F = Fat-c = 25N, o bloco permanecerá em movimento retilíneo e 
uniforme por inércia (figura 43f). 
Vemos, então, que o difícil é fazer o bloco sair do repouso, pois é 
preciso vencer a força de atrito estática máxima (40N no exemplo). 
Estando o bloco em movimento, para mantê-lo em MRU, é 
suficiente aplicar uma força F que cancele apenas o Fat cinético 
(apenas 25N, no exemplo). 
 
3.3 – A força de atrito na escala microscópica 
Embora a transição da força de atrito estática para a cinética 
pareça brusca, ela não é instantânea. De fato, o atrito cinético 
trocado entre as superfícies não lubrificadas a baixas velocidades 
é produzido por um processo de “prende-e-solta”. 
É esse “prende-e-solta” repetitivo que provoca um rangido no 
movimento relativo entre duas superfícies não-lubrificadas. Por 
isso, um pneu “canta” durante uma derrapagem em pista seca, as 
dobradiças enferrujadas produzem um chiado e o rangido de um 
giz num quadro de escrita provoca um som desconfortável. 
Algumas vezes, o atrito seco provoca sons agradáveis como, por 
exemplo, o do prende-e-desliza do arco sobre as cordas de um 
violino. 
Basicamente, a força de atrito é uma força que atua entre os 
átomos superficiais de dois corpos em contato. Se duas 
superfícies metálicas, altamente polidas e cuidadosamente limpas, 
forem colocadas em contato numa região de alto vácuo, não 
conseguirão deslizar uma sobre a outra. Ao contrário, as duas 
peças se soldarão a frio no mesmo instante, formando um pedaço 
único de metal. Se blocos metálicos polidos forem mantidos juntos 
em presença do ar, aderem um ao outro quase tão intensamente 
como no caso anterior e só conseguem ser separados por meio de 
um puxão. 
 
 
Figura 44a – O mecanismo do atrito de deslizamento. (a) numa visão 
macroscópica, a superfície superior está deslizando para a direita 
sobre a inferior. (b) O detalhe mostra os dois pontos onde ocorre a 
fusão. É necessário uma força para romper essas soldas e manter o 
movimento. 
	aula 3 e 4 - atritoectp

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