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Aula 5 – Extensão Territorial e Invasões Estrangeiras 
 
 
 
 
 
259 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
Questão 15 
"Foi assim possível dispor um segundo ataque ao Brasil, desta vez 
contra uma capitania mal aparelhada na sua defesa, mas o 
principal e a mais rica região produtora de açúcar do mundo de 
então. Existiam aí e nas capitanias vizinhas mais de 130 engenhos 
que, nas melhores safras, davam mais de mil toneladas do 
produto." 
 (J. A. Gonçalves de Mello.) 
 
O texto refere-se à 
a) Guerra dos Mascates. 
b) invasão francesa. 
c) invasão holandesa. 
d) Revolta de Beckman. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL 
Prof. Márcio Michiles 
VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
 
REVOLTAS COLONIAIS-MOVIMENTOS NATIVISTAS 
E EMANCIPACIONISTAS 
 
CONTEXTO 
Durante a colonização do Brasil, muitos problemas foram se 
apresentando. Tais problemas abrangiam situações como a forma 
de concessão de terrenos para colonos e aventureiros que vinham 
de Portugal para aqui se estabelecer, a extração de recursos 
naturais, como o pau-brasil, o apresamento e o tráfico de 
indígenas, entre outras coisas. Essas situações acabaram 
promovendo as chamadas contradições da colonização. De tais 
contradições, as Rebeliões Nativistas acabariam por se tornar 
emblemáticas. 
A expressão “Rebeliões Nativistas” refere-se às revoltas e 
tentativas de revoluções políticas que se desenrolaram em solo 
brasileiro entre os séculos XVII e XVIII. Essas rebeliões 
aconteceram nesse período especialmente porque o sistema 
colonial (começado efetivamente em 1530) já estava consolidado 
no Brasil e a Corte Portuguesa já conseguia exercer sua 
autoridade na maior parte do território que dominava, sobretudo 
naqueles que se tornaram os grandes polos de atividade 
econômica: a Capitania de Pernambuco e a Capitania de Minas 
Gerais. 
Contudo, o estabelecimento pela Coroa de regras e de exigências 
para os colonos, como a cobrança de impostos sobre o que se 
produzia, chocava-se com as perspectivas dos próprios nativos, 
que aqui passaram a fazer suas próprias regras, inclusive, em 
alguns momentos, articulando-se com outros povos europeus, 
como os holandeses e os espanhóis. Esse choque de perspectivas 
gerou situações extremas, provocando confrontos e tentativas de 
instituição de governos paralelos com autonomia política. 
A chamada Aclamação de Amador Bueno, que ocorreu 
na Capitania de São Paulo, por exemplo, consistiu em uma 
tentativa dos bandeirantes paulistas de elegerem o fazendeiro e 
também bandeirante, Amador Bueno, governador da referida 
Capitania à revelia da Coroa. As razões para tanto vinham das 
restrições que a Coroa Portuguesa, após o fim da União Ibérica, 
passou a impor ao tráfico de índios na colônia (uma das atividades 
mais lucrativas para os bandeirantes) e, sobretudo à 
comercialização com os espanhóis por meio das fronteiras na 
região Sul. 
Outro exemplo foi a Revolta de Beckman, ocorrida em 1684, na 
cidade de São Luís do Maranhão. Essa revolta teve como motivo 
central as exigências de melhorias nas relações entre Maranhão e 
a Coroa Portuguesa, que, segundo os revoltosos, não garantia o 
devido amparo à região. Os líderes da revolta eram irmãos (Tomás 
e Manuel) Beckman e deram nome ao evento. A rebelião durou 
cerca de um ano e foi debelada por tropas portuguesas em 1685. 
Nas primeiras décadas do século XVIII, alguns confrontos 
tornaram-se notórios e todos estavam direta ou indiretamente 
associados à administração da Coroa Portuguesa no Brasil. Três 
deles são notórios e seguem abaixo: 
A Guerra dos Mascates: Esse conflito ocorreu em meio à situação 
em que a Capitania de Pernambuco encontrava-se nas décadas 
que se seguiram após a expulsão dos holandeses em 1654. A 
situação financeira dos senhores de engenho, cujo centro político 
estava na cidade de Olinda, agravava-se, haja vista que os bancos 
da Holanda que os financiavam no passado não mais o faziam. 
Como tinham controle sobre a autoridade local, a Câmara de 
Olinda, esses senhores de engenho induziram o governo a 
aumentar os impostos que os comerciantes tributavam. A maior 
parte desses comerciantes estava em Recife e, em protesto, entre 
os anos de 1710 e 1711, rebelou-se contra Olinda. Esses 
comerciantes eram chamados de mascates, por isso o nome da 
revolta. 
A Guerra dos Emboabas: Essa guerra ocorreu dois anos antes da 
Guerra dos Mascates, porém na Capitania de Minas de Gerais. 
Assim como o termo “mascate” era atribuído pejorativamente aos 
comerciantes recifenses pelos senhores de Engenho de 
Pernambuco, o termo “emboaba” era usado pelos mineiros, em 
geral bandeirantes paulistas estabelecidos na Capitania de Minas 
Gerais, em referência aos estrangeiros que vinham a essa 
Capitania à procura de metais preciosos. A Guerra aconteceu, 
portanto, entre paulistas e os “emboabas”, tendo solução apenas 
no ano de 1709. 
A Revolta de Vila Rica: Essa revolta, conhecida também 
como Revolta Felipe dos Santos, também ocorreu na Capitania de 
Minas Gerais, porém não entre mineiros ou prospectores de 
metais, mas entre líderes políticos locais e a autoridade real da 
Coroa Portuguesa. Os motivos da Revolta de Vila Rica (lugar onde 
o conflito estourou) eram semelhantes às das outras: a imposição 
de alta carga tributária (impostos) aos nativos pela Coroa. O 
conflito se deu no ano de 1720, e o seu nome secundário remete a 
um dos revoltosos, o tropeiro Felipe dos Santos. 
A Revolta de Vila Rica, em especial, tornou-se um preâmbulo para 
as chamadas Rebeliões Separatistas, como a Inconfidência 
Mineira 
 
CRISE COLONIAL 
Os monopólios, a severa fiscalização e a alta tributação 
coincidiram com uma situação internacional propicia a 
independência. O pacto colonial, antes considerado um pacto entre 
irmãos, ficava nitidamente caracterizado como beneficiador apenas 
da metrópole. 
As primeiras rebeliões não se manifestaram com a ideia de 
conseguir a independência. Eram as rebeliões nativistas que a 
princípio contestavam alguns aspectos específicos do pacto 
colonial, não a dominação da metrópole como um todo. Além de 
serem regionais sem uma preocupação nacional. 
Somente um século depois, quando a exploração da colônia se 
agravou é que as rebeliões adquiriram caráter de libertação 
nacional. Os objetivos deixaram de ser restritos exigindo-se a 
extinção do pacto colonial e autonomia política. 
 
REBELIOES NATIVISTAS - REVOLTA DE BECKMAN- 
MARANHAO-1684 
No Maranhao a falta de mão-de-obra para as plantações tornou-se 
um serio problema, a solução foi a utilização do índio. Entretando 
os habitantes do Maranhao defrontaram-se com a resistência dos 
jesuítas. Para resolver o problema a coroa portuguesa criou a 
Companhia Geral de Comercio do Maranhao que monopolizaria o 
comercio da região, tendo entre outras obrigações o fornecimento 
de 500 escravos negros por ano durante 20 anos. Deveria também 
fornecer aos habitantes gêneros alimentícios importados e 
adquirir tudo que fosse produzido na região para exportação. 
Os administradores da Companhia não so faltaram com as 
obrigações, mas abusaram de todo tipo de roubos. Os pesos e 
medidas eram falsos, colocavam os gêneros que deveriam 
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/contradicoes-da-colonizacao.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/aclamacao-amador-bueno.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-beckman.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/guerra-dos-mascates.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/guerra-dos-emboabas.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-vila-rica.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/rebelioes-separatistas.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/inconfidencia-mineira.htm
http://brasilescola.uol.com.br/historiab/inconfidencia-mineira.htm
Aula 6 – Revoltas Coloniais Nativistase Emancipacionistas 
 
 
 
 
 
261 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
abastecer a venda tudo em pouca quantidade e por preços 
superiores aos de mercado, inclusive com os escravos. 
Os habitantes da região exigiram na revolta a expulsão dos 
jesuítas e a revogação do monopólio da Companhia, conseguiram 
a revogação da Companhia e a nomeação de um novo governador 
para o estado. Mesmo assim o movimento perdeu força e dois de 
seus lideres foram executados e os jesuítas retornaram a região. 
 
GUERRA DOS EMBOABAS- SÃO PAULO- 1707-1709 
A descoberta das minas provocou um intenso fluxo migratório para 
Minas Gerais. Todos os recém-chegados eram chamados de 
emboabas pelos paulistas que já habitavam a região e que ali 
tinham descoberto ouro. 
A maioria dos emboabas dedicaram-se ao comercio, por causa da 
alta dos preços dos manufaturados e dos gêneros alimentícios. Os 
mineradores acabaram se endividando sendo obrigados a 
hipotecar suas propriedades, acabou provocando conflitos entre 
estes grupos. 
O governo interveio criando a capitania de São Paulo e da Minas 
do Ouro. 
 
GUERRA DOS MASCATES- PERNAMBUCO- 1710 
Quando os holandeses foram expulsos os produtores 
pernambucanos perderam o mercado de açúcar para os antilhano, 
a elite comercial de Recife, formada por portugueses passou a 
financiar a produção açucareira, centralizada em Olinda, cobrando 
elevadas taxas e executando hipotecas. 
Apesar da superioridade econômica, os comerciantes portugueses 
de Recife não tinham autoridade politica porque a Camara 
Municipal ficava em Olinda. Em 1710 , os recifenses conseguiram 
a carta regia de emancipação politica e administrativa, construindo 
na cidade o pelourinho o símbolo de autonomia. 
Os olindeses não aceitaram a perda do controle administrativo de 
Recife e invadiram a cidade e derrubaram o pelourinho. Os 
mascates revidaram o ataque. A coroa resolveu intervir e deu a 
autonomia de Recife. 
 
REVOLTA DE VILA RICA OU FILIPE DOS SANTOS- MINAS 
GERAIS- 1720 
Mesmo rígida a fiscalização portuguesa não conseguiu controlar o 
contrabando de ouro e diamantes. Usava-se de toda artimanha, 
engolir as pepitas, esconder nos pés e unhas, narinas, cabelos e 
até a própria Igreja nos santinhos de pau oco. 
A Intendencia das Minas, órgão encarregado pela administração da 
região criou as casas de fundição, por onde o ouro deveria ser 
fundido, transformado em barra, selado e depois cobrado o quinto 
real. Circular com ouro em pó era crime. 
Além de pagar a fundição os exploradores tinham de fazer longas 
caminhadas perdendo tempo, fora o tempo perdido com o 
despacho de requerimentos, e o ouro precisava ser purificado e 
neste processo perdia-se peso. 
Um grupo de rebeldes liderado pelo minerador Filipe dos Santos 
saiu as ruas para se manifestar. O governo foi violentamente 
repressor, os lideres foram presos e Filipe foi enforcado e 
esquartejado sem julgamento. 
 
MOVIMENTOS DE LIBERTAÇAO NACIONAL OU 
EMANCIPATORIOS - CONJURAÇAO MINEIRA- 1789 
Os aluviões de ouro esgotavam-se e os conflitos com a metrópole 
aumentavam. Em 1788, desembarcou no Brasil o Visconde de 
Barbacena, com a missão de executar a derrama. Era esperada 
violência por parte das autoridades, os dragões invadiriam 
domicílios, realizariam saques e encarcerariam e ate torturariam os 
que protestassem. A influencia do iluminismo somado a crise da 
região e a opressão fiscal da metrópole fizeram nascer a conjura. 
Os rebeldes defendiam o fim do pacto colonial e o desenvolvimento 
de manufaturas têxteis e siderúrgicas, além do estimulo a produção 
agrícola. No plano politico, alguns almejavam a república, enquanto 
outros a monarquia constitucional. A maioria era contra a abolição. 
O movimento não conseguiu sucesso , isolados da massa popular, 
denuncias acabaram com o planejamento. O traidor foi Joaquim 
Silvério, devedor de enormes quantias aos cofres reais, com a 
delação teve sua dívida perdoada. A derrama foi suspensa e 
iniciou-se a captura dos envolvidos. A investigação durou 3 anos e 
foram 11 condenados a morte, mas a sentença foi alterada pela 
rainha D. Maria I foi estabelecido o degredo perpetuo para os 
inconfidentes e 1 seria o bode expiatório: Tiradentes. 
 
CONJURAÇAO DO RIO DE JANEIRO-1794 
Membros da Sociedade Literaria do Rio de Janeiro foram presos 
acusados de proferirem “Os reis são uns tiranos”. Após 2 anos de 
cárcere os implicados foram considerados inocentes e postos em 
liberdade e foram obrigados a por fim a sociedade literária. 
 
CONJURAÇAO BAIANA OU DOS ALFAIATES-1798 
Em 1798, a conspiração se transformava em rebelião contra as 
autoridades metropolitanas. As pessoas de Salvador encontraram 
nas paredes e muros “animais-vos povo bahiense, que está por 
chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que seremos 
todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais.” 
Como articuladores do movimento destacavam-se Joao de Deus 
,Manuel Faustino ambos mulatos e alfaiates, tiveram papel de 
organização os soldados Luis Gonzaga e Lucas Dantas também 
mulatos e o tenente Aguilar Pantoja chefiava militarmente o 
movimento. 
Os revolucionários preocupavam-se com os problemas específicos 
das camadas populares, protestavam contra os impostos, 
defendiam a abolição e propunham aumento do soldo. Pregavam 
pontos coincidentes com as doutrinas sociais francesas e a 
representação popular soberana além da liberdade comercial. 
O projeto igualitário beneficiaria mulatos pobres e soldados mas 
aos senhores. Depois de publicados e distribuídos boletins 
revolucionários, os conjurados mandaram uma carta ao governador 
pedindo adesão ao movimento, este não aderiu e organizou 
investigações e o soldado Luis Gonzaga foi preso. Na intenção de 
liberta-lo Joao de Deus recrutou pessoas de ultima hora e acabou 
levando 3 espiões. Nos últimos preparativos para tentativa de 
libertação da prisão foram cercados e os conspiradores se 
dispersaram. 
Os cárceres ficaram abarrotados de rebeldes. A violência da 
repressão expressou a popularidade do movimento. A coroa 
passou a conceder prêmios em dinheiro, privilégios e cargos 
importantes aos denunciantes dos chamados crimes de lesa-
majestade. 
Concluindo, a conjuração baiana mostrou um caráter democrático, 
igualitário e popular pelo fim da dominação metropolitana e não um 
simples projeto de independência sem alterar a estrutura escravista 
tradicional. 
 
INSURREIÇAO PERNAMBUCANA DE 1817 
Em 1808, com a chegada da família Real no Brasil, os custos para 
a colônia cresceram, para cobrir os impostos foram aumentados e 
com eles as tensões coloniais. Ciente do movimento o governador 
ordenou a prisão dos conspiradores, o major Jose de Barros 
 
 
 
 
 262 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL – (Prof. Márcio Michiles) 
resistiu e matou o oficial português encarregado de prendê-lo, foi o 
estopim da rebelião. 
Os rebeldes dominaram Recife e constituíram um governo 
revolucionário com representantes de várias classes. Os presos 
políticos foram libertados, criou-se uma bandeira republicana 
pernambucana, extinguiram-se os títulos de nobreza e aumentou-
se o soldo dos soldados. Foram enviados emissários para o Norte 
e Nordeste. 
O impacto da repressão oficial começou a desintegrar o 
movimento. As tropas oficiais atacaram a republica pernambucana 
por terra e por mar, cercando Recife. Os que não morreram em 
combate foram presos, ocorrendo execuções sumarias na maioria 
dos casos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 6 – Revoltas Coloniais Nativistas e Emancipacionistas 
 
 
 
 
 
263 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM 
 
Questão 01 
"A confrontação entre a loja e o engenho tendeu principalmente a assumir a forma de uma contenda 
municipal, de escopo jurídico-institucional,entre um Recife florescente que aspirava à emancipação e 
uma Olinda decadente que procurava mantê-lo numa sujeição irrealista. Essa ingênua fachada 
municipalista não podia, contudo, resistir ao embate dos interesses em choque. Logo revelou-se o que 
realmente era, o jogo de cena a esconder uma luta pelo poder entre o credor urbano e o devedor 
rural." 
(Evaldo Cabral de Mello."A fronda dos mazombos", São Paulo, Cia. das Letras, 1995, p. 123). 
 
O autor refere-se: 
a) ao episódio conhecido como a Aclamação de Amador Bueno. 
b) à chamada Guerra dos Mascates. 
c) aos acontecimentos que precederam a invasão holandesa de Pernambuco. 
d) às consequências da criação, por Pombal, da Companhia Geral de Comércio de Pernambuco. 
e) às guerras de Independência em Pernambuco. 
 
Questão 02 
A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas 
do século XVIII, podem ser caracterizadas como: 
a) movimentos isolados em defesa de ideias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se 
criarem governos republicanos. 
b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à 
independência política. 
c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam aspectos da política econômica de 
dominação do governo português. 
d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas, contra as elites locais, negando a 
autoridade do governo metropolitano. 
 
Questão 03 
Sobre as rebeliões ocorridas no Brasil, durante o período colonial, é correto afirmar: 
( ) A Revolta de Beckmann (1684), no Maranhão, pode ser considerada a primeira rebelião de cunho 
social no país, pois, com o apoio dos jesuítas, uniu brancos, escravos negros e índios contra os 
desmandos da Coroa Lusitana. 
( ) A Guerra dos Emboabas (1707-1709), em Minas Gerais, é considerada precursora dos ideais da 
Inconfidência Mineira, pois sua liderança tentava unir mineradores paulistas e portugueses na luta 
contra a expoliação da riqueza aurífera pela Metrópole. 
( ) A Guerra dos Mascates (1710-1712), ocorrida em Pernambuco, não pode ser entendida como 
uma revolta contra o jugo colonial, pois ela foi motivada, principalmente, por causa da disputa pelo 
controle econômico e político local entre comerciantes do Recife e senhores de engenho de Olinda. 
( ) A Inconfidência Mineira (1789) teve maior conotação colonial do que social, porque foi movimento 
de reação dos colonos contra as pressões exercidas pela Metrópole, e porque o objetivo principal de 
sua liderança era obter a separação política do Brasil de Portugal. 
( ) A Conjuração Baiana (1798) teve maior conotação social do que colonial, porque sua liderança 
não propunha a separação política, além de defender a Monarquia Portuguesa. 
 
Questão 04 
A coalizão de magnatas comprometidos com a revolução mineira não era monolítica, tendo na 
multiplicidade de motivações e de elementos envolvidos uma debilidade potencial. Os magnatas 
esperavam alcançar seus objetivos sob cobertura de um levante popular. 
(Kenneth Maxwell - A devassa da devassa). 
 
Assinale a interpretação correta sobre o texto referente à Inconfidência Mineira. 
a) A Inconfidência Mineira era um movimento de elite, com propostas sociais indefinidas e que 
pretendia usar a derrama como pretexto para o levante popular. 
b) O movimento mineiro tinha sólido apoio popular e eclodiria com a adesão dos dragões: a polícia 
local. 
c) Os envolvidos não tinham motivos pessoais para aderir à revolta, articulada em todo o país através 
de seus líderes. 
Anotações 
 
 
 
 
 
 264 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL – (Prof. Márcio Michiles) 
d) A conspiração entrou na fase da luta armada, sendo derrotada por tropas metropolitanas. 
e) A segurança perfeita e o sigilo do movimento impediram que delatores denunciassem a revolta ao 
governo. 
 
Questão 05 
"Rebelião que expressou as contradições do Antigo Sistema Colonial. Teve influência maçônica 
iluminista, revelou objetivos emancipacionista e republicano. O movimento se diferenciou dos demais 
pelo caráter social, a igualdade racial declarada nos boletins, e pela participação de elementos 
provenientes das camadas populares da população (soldados, artesãos, ourives, alfaiates, 
domésticas, negros escravos e forros)". 
O texto refere-se à: 
a) Balaiada. d) Confederação do Equador. 
b) Conjuração Baiana. e) Guerra dos Mascates. 
c) Revolta Farroupilha. 
 
Questão 06 
A chamada Guerra dos Mascates, ocorrida em Pernambuco em 1710, deveu-se: 
a) ao surgimento de um sentimento nativista brasileiro, em oposição aos colonizadores portugueses. 
b) ao orgulho ferido dos habitantes da vila de Olinda, menosprezados pelos portugueses. 
c) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda pelo controle 
da mão-de-obra escrava. 
d) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda cujas relações 
comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores. 
e) a uma disputa interna entre grupos de comerciantes, que eram chamados depreciativamente de 
mascates. 
 
Questão 07 
"Cada um soldado é cidadão mormente os homens pardos e pretos que vivem escornados, e 
abandonados, todos serão iguais, não haverá diferença, só haverá liberdade, igualdade e 
fraternidade." 
(Manifesto dirigido ao "Poderoso e Magnífico Povo Bahiense Republicano", em 1798. Cit. por NEVES, Joana e NADAI, Elza. 
HISTÓRIA DO BRASIL. DA COLÔNIA À REPÚBLICA. 13 ed. São Paulo: Saraiva, 1990. p. 119.) 
 
Assinale a opção que melhor expressa as diferenças entre a Conjuração Baiana e a Inconfidência 
Mineira: 
a) os mineiros eram mais radicais do que os baianos com relação à escravidão, pois defendiam não só 
liberdade dos negros mas sua participação no governo. 
b) enquanto em Minas os revoltosos evitavam tocar em questões delicadas como a escravidão, na 
Bahia a influência da Revolução Francesa era mais marcante. 
c) a revolta na Bahia foi liderada e apoiada por setores instruídos da população, o que ditou seu tom 
mais moderado, mas em Minas a população pobre foi às ruas e expulsou as lideranças conciliadoras. 
d) a influência da Independência dos EUA foi mais intensa na revolta baiana, enquanto que, em Minas, 
a presença dos ideais franceses foi mais forte. 
 
Questão 08 
Durante as últimas décadas do século XVIII, a colônia portuguesa na América foi palco de movimentos 
como a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração do Rio de Janeiro (1794) e a Conjuração Baiana 
(1798). A respeito desses movimentos pode-se afirmar que: 
a) demonstravam a intenção das classes proprietárias, adeptas das ideias liberais de seguirem o 
exemplo da Revolução Americana (1776) e proclamarem a independência, construindo uma sociedade 
democrática em que todos os homens seriam livres e iguais. 
b) expressavam a crise do Antigo Sistema Colonial através da tomada de consciência, por parte de 
diferentes setores da sociedade colonial, de que a exploração exercida pela Metrópole era contrária 
aos seus interesses e responsável pelo empobrecimento da Colônia. 
c) denunciavam a total adesão dos colonos às pressões da burguesia industrial britânica a favor da 
independência e da abolição do tráfico negreiro para se constituir, no Brasil, um mercado de consumo 
para os manufaturados. 
d) representavam uma forma de resistência dos colonos às tentativas de recolonização empreendidas, 
depois da Revolução do Porto, pelas Cortes de Lisboa, liberais em Portugal, que queriam reaver o 
monopólio do comércio com o Brasil. 
e) tinham cunho separatista e uma ideologia marcadamente nacionalista, visando à libertação da 
Colônia da Metrópole e à formação de um Império no Brasil através da união das várias regiões até 
então desunidas. 
Anotações 
 
	SEMANA 06 - H. BRASIL - REVOLTAS COLONIAIS NATIVISTAS E EMANCIPACIONISTAS- MICHILIES - após correção do professor

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