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Aula 5 – Extensão Territorial e Invasões Estrangeiras 259 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência Questão 15 "Foi assim possível dispor um segundo ataque ao Brasil, desta vez contra uma capitania mal aparelhada na sua defesa, mas o principal e a mais rica região produtora de açúcar do mundo de então. Existiam aí e nas capitanias vizinhas mais de 130 engenhos que, nas melhores safras, davam mais de mil toneladas do produto." (J. A. Gonçalves de Mello.) O texto refere-se à a) Guerra dos Mascates. b) invasão francesa. c) invasão holandesa. d) Revolta de Beckman. CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL Prof. Márcio Michiles VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência REVOLTAS COLONIAIS-MOVIMENTOS NATIVISTAS E EMANCIPACIONISTAS CONTEXTO Durante a colonização do Brasil, muitos problemas foram se apresentando. Tais problemas abrangiam situações como a forma de concessão de terrenos para colonos e aventureiros que vinham de Portugal para aqui se estabelecer, a extração de recursos naturais, como o pau-brasil, o apresamento e o tráfico de indígenas, entre outras coisas. Essas situações acabaram promovendo as chamadas contradições da colonização. De tais contradições, as Rebeliões Nativistas acabariam por se tornar emblemáticas. A expressão “Rebeliões Nativistas” refere-se às revoltas e tentativas de revoluções políticas que se desenrolaram em solo brasileiro entre os séculos XVII e XVIII. Essas rebeliões aconteceram nesse período especialmente porque o sistema colonial (começado efetivamente em 1530) já estava consolidado no Brasil e a Corte Portuguesa já conseguia exercer sua autoridade na maior parte do território que dominava, sobretudo naqueles que se tornaram os grandes polos de atividade econômica: a Capitania de Pernambuco e a Capitania de Minas Gerais. Contudo, o estabelecimento pela Coroa de regras e de exigências para os colonos, como a cobrança de impostos sobre o que se produzia, chocava-se com as perspectivas dos próprios nativos, que aqui passaram a fazer suas próprias regras, inclusive, em alguns momentos, articulando-se com outros povos europeus, como os holandeses e os espanhóis. Esse choque de perspectivas gerou situações extremas, provocando confrontos e tentativas de instituição de governos paralelos com autonomia política. A chamada Aclamação de Amador Bueno, que ocorreu na Capitania de São Paulo, por exemplo, consistiu em uma tentativa dos bandeirantes paulistas de elegerem o fazendeiro e também bandeirante, Amador Bueno, governador da referida Capitania à revelia da Coroa. As razões para tanto vinham das restrições que a Coroa Portuguesa, após o fim da União Ibérica, passou a impor ao tráfico de índios na colônia (uma das atividades mais lucrativas para os bandeirantes) e, sobretudo à comercialização com os espanhóis por meio das fronteiras na região Sul. Outro exemplo foi a Revolta de Beckman, ocorrida em 1684, na cidade de São Luís do Maranhão. Essa revolta teve como motivo central as exigências de melhorias nas relações entre Maranhão e a Coroa Portuguesa, que, segundo os revoltosos, não garantia o devido amparo à região. Os líderes da revolta eram irmãos (Tomás e Manuel) Beckman e deram nome ao evento. A rebelião durou cerca de um ano e foi debelada por tropas portuguesas em 1685. Nas primeiras décadas do século XVIII, alguns confrontos tornaram-se notórios e todos estavam direta ou indiretamente associados à administração da Coroa Portuguesa no Brasil. Três deles são notórios e seguem abaixo: A Guerra dos Mascates: Esse conflito ocorreu em meio à situação em que a Capitania de Pernambuco encontrava-se nas décadas que se seguiram após a expulsão dos holandeses em 1654. A situação financeira dos senhores de engenho, cujo centro político estava na cidade de Olinda, agravava-se, haja vista que os bancos da Holanda que os financiavam no passado não mais o faziam. Como tinham controle sobre a autoridade local, a Câmara de Olinda, esses senhores de engenho induziram o governo a aumentar os impostos que os comerciantes tributavam. A maior parte desses comerciantes estava em Recife e, em protesto, entre os anos de 1710 e 1711, rebelou-se contra Olinda. Esses comerciantes eram chamados de mascates, por isso o nome da revolta. A Guerra dos Emboabas: Essa guerra ocorreu dois anos antes da Guerra dos Mascates, porém na Capitania de Minas de Gerais. Assim como o termo “mascate” era atribuído pejorativamente aos comerciantes recifenses pelos senhores de Engenho de Pernambuco, o termo “emboaba” era usado pelos mineiros, em geral bandeirantes paulistas estabelecidos na Capitania de Minas Gerais, em referência aos estrangeiros que vinham a essa Capitania à procura de metais preciosos. A Guerra aconteceu, portanto, entre paulistas e os “emboabas”, tendo solução apenas no ano de 1709. A Revolta de Vila Rica: Essa revolta, conhecida também como Revolta Felipe dos Santos, também ocorreu na Capitania de Minas Gerais, porém não entre mineiros ou prospectores de metais, mas entre líderes políticos locais e a autoridade real da Coroa Portuguesa. Os motivos da Revolta de Vila Rica (lugar onde o conflito estourou) eram semelhantes às das outras: a imposição de alta carga tributária (impostos) aos nativos pela Coroa. O conflito se deu no ano de 1720, e o seu nome secundário remete a um dos revoltosos, o tropeiro Felipe dos Santos. A Revolta de Vila Rica, em especial, tornou-se um preâmbulo para as chamadas Rebeliões Separatistas, como a Inconfidência Mineira CRISE COLONIAL Os monopólios, a severa fiscalização e a alta tributação coincidiram com uma situação internacional propicia a independência. O pacto colonial, antes considerado um pacto entre irmãos, ficava nitidamente caracterizado como beneficiador apenas da metrópole. As primeiras rebeliões não se manifestaram com a ideia de conseguir a independência. Eram as rebeliões nativistas que a princípio contestavam alguns aspectos específicos do pacto colonial, não a dominação da metrópole como um todo. Além de serem regionais sem uma preocupação nacional. Somente um século depois, quando a exploração da colônia se agravou é que as rebeliões adquiriram caráter de libertação nacional. Os objetivos deixaram de ser restritos exigindo-se a extinção do pacto colonial e autonomia política. REBELIOES NATIVISTAS - REVOLTA DE BECKMAN- MARANHAO-1684 No Maranhao a falta de mão-de-obra para as plantações tornou-se um serio problema, a solução foi a utilização do índio. Entretando os habitantes do Maranhao defrontaram-se com a resistência dos jesuítas. Para resolver o problema a coroa portuguesa criou a Companhia Geral de Comercio do Maranhao que monopolizaria o comercio da região, tendo entre outras obrigações o fornecimento de 500 escravos negros por ano durante 20 anos. Deveria também fornecer aos habitantes gêneros alimentícios importados e adquirir tudo que fosse produzido na região para exportação. Os administradores da Companhia não so faltaram com as obrigações, mas abusaram de todo tipo de roubos. Os pesos e medidas eram falsos, colocavam os gêneros que deveriam http://brasilescola.uol.com.br/historiab/contradicoes-da-colonizacao.htm http://brasilescola.uol.com.br/historiab/aclamacao-amador-bueno.htm http://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-beckman.htm http://brasilescola.uol.com.br/historiab/guerra-dos-mascates.htm http://brasilescola.uol.com.br/historiab/guerra-dos-emboabas.htm http://brasilescola.uol.com.br/historiab/revolta-vila-rica.htm http://brasilescola.uol.com.br/historiab/rebelioes-separatistas.htm http://brasilescola.uol.com.br/historiab/inconfidencia-mineira.htm http://brasilescola.uol.com.br/historiab/inconfidencia-mineira.htm Aula 6 – Revoltas Coloniais Nativistase Emancipacionistas 261 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência abastecer a venda tudo em pouca quantidade e por preços superiores aos de mercado, inclusive com os escravos. Os habitantes da região exigiram na revolta a expulsão dos jesuítas e a revogação do monopólio da Companhia, conseguiram a revogação da Companhia e a nomeação de um novo governador para o estado. Mesmo assim o movimento perdeu força e dois de seus lideres foram executados e os jesuítas retornaram a região. GUERRA DOS EMBOABAS- SÃO PAULO- 1707-1709 A descoberta das minas provocou um intenso fluxo migratório para Minas Gerais. Todos os recém-chegados eram chamados de emboabas pelos paulistas que já habitavam a região e que ali tinham descoberto ouro. A maioria dos emboabas dedicaram-se ao comercio, por causa da alta dos preços dos manufaturados e dos gêneros alimentícios. Os mineradores acabaram se endividando sendo obrigados a hipotecar suas propriedades, acabou provocando conflitos entre estes grupos. O governo interveio criando a capitania de São Paulo e da Minas do Ouro. GUERRA DOS MASCATES- PERNAMBUCO- 1710 Quando os holandeses foram expulsos os produtores pernambucanos perderam o mercado de açúcar para os antilhano, a elite comercial de Recife, formada por portugueses passou a financiar a produção açucareira, centralizada em Olinda, cobrando elevadas taxas e executando hipotecas. Apesar da superioridade econômica, os comerciantes portugueses de Recife não tinham autoridade politica porque a Camara Municipal ficava em Olinda. Em 1710 , os recifenses conseguiram a carta regia de emancipação politica e administrativa, construindo na cidade o pelourinho o símbolo de autonomia. Os olindeses não aceitaram a perda do controle administrativo de Recife e invadiram a cidade e derrubaram o pelourinho. Os mascates revidaram o ataque. A coroa resolveu intervir e deu a autonomia de Recife. REVOLTA DE VILA RICA OU FILIPE DOS SANTOS- MINAS GERAIS- 1720 Mesmo rígida a fiscalização portuguesa não conseguiu controlar o contrabando de ouro e diamantes. Usava-se de toda artimanha, engolir as pepitas, esconder nos pés e unhas, narinas, cabelos e até a própria Igreja nos santinhos de pau oco. A Intendencia das Minas, órgão encarregado pela administração da região criou as casas de fundição, por onde o ouro deveria ser fundido, transformado em barra, selado e depois cobrado o quinto real. Circular com ouro em pó era crime. Além de pagar a fundição os exploradores tinham de fazer longas caminhadas perdendo tempo, fora o tempo perdido com o despacho de requerimentos, e o ouro precisava ser purificado e neste processo perdia-se peso. Um grupo de rebeldes liderado pelo minerador Filipe dos Santos saiu as ruas para se manifestar. O governo foi violentamente repressor, os lideres foram presos e Filipe foi enforcado e esquartejado sem julgamento. MOVIMENTOS DE LIBERTAÇAO NACIONAL OU EMANCIPATORIOS - CONJURAÇAO MINEIRA- 1789 Os aluviões de ouro esgotavam-se e os conflitos com a metrópole aumentavam. Em 1788, desembarcou no Brasil o Visconde de Barbacena, com a missão de executar a derrama. Era esperada violência por parte das autoridades, os dragões invadiriam domicílios, realizariam saques e encarcerariam e ate torturariam os que protestassem. A influencia do iluminismo somado a crise da região e a opressão fiscal da metrópole fizeram nascer a conjura. Os rebeldes defendiam o fim do pacto colonial e o desenvolvimento de manufaturas têxteis e siderúrgicas, além do estimulo a produção agrícola. No plano politico, alguns almejavam a república, enquanto outros a monarquia constitucional. A maioria era contra a abolição. O movimento não conseguiu sucesso , isolados da massa popular, denuncias acabaram com o planejamento. O traidor foi Joaquim Silvério, devedor de enormes quantias aos cofres reais, com a delação teve sua dívida perdoada. A derrama foi suspensa e iniciou-se a captura dos envolvidos. A investigação durou 3 anos e foram 11 condenados a morte, mas a sentença foi alterada pela rainha D. Maria I foi estabelecido o degredo perpetuo para os inconfidentes e 1 seria o bode expiatório: Tiradentes. CONJURAÇAO DO RIO DE JANEIRO-1794 Membros da Sociedade Literaria do Rio de Janeiro foram presos acusados de proferirem “Os reis são uns tiranos”. Após 2 anos de cárcere os implicados foram considerados inocentes e postos em liberdade e foram obrigados a por fim a sociedade literária. CONJURAÇAO BAIANA OU DOS ALFAIATES-1798 Em 1798, a conspiração se transformava em rebelião contra as autoridades metropolitanas. As pessoas de Salvador encontraram nas paredes e muros “animais-vos povo bahiense, que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que seremos todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais.” Como articuladores do movimento destacavam-se Joao de Deus ,Manuel Faustino ambos mulatos e alfaiates, tiveram papel de organização os soldados Luis Gonzaga e Lucas Dantas também mulatos e o tenente Aguilar Pantoja chefiava militarmente o movimento. Os revolucionários preocupavam-se com os problemas específicos das camadas populares, protestavam contra os impostos, defendiam a abolição e propunham aumento do soldo. Pregavam pontos coincidentes com as doutrinas sociais francesas e a representação popular soberana além da liberdade comercial. O projeto igualitário beneficiaria mulatos pobres e soldados mas aos senhores. Depois de publicados e distribuídos boletins revolucionários, os conjurados mandaram uma carta ao governador pedindo adesão ao movimento, este não aderiu e organizou investigações e o soldado Luis Gonzaga foi preso. Na intenção de liberta-lo Joao de Deus recrutou pessoas de ultima hora e acabou levando 3 espiões. Nos últimos preparativos para tentativa de libertação da prisão foram cercados e os conspiradores se dispersaram. Os cárceres ficaram abarrotados de rebeldes. A violência da repressão expressou a popularidade do movimento. A coroa passou a conceder prêmios em dinheiro, privilégios e cargos importantes aos denunciantes dos chamados crimes de lesa- majestade. Concluindo, a conjuração baiana mostrou um caráter democrático, igualitário e popular pelo fim da dominação metropolitana e não um simples projeto de independência sem alterar a estrutura escravista tradicional. INSURREIÇAO PERNAMBUCANA DE 1817 Em 1808, com a chegada da família Real no Brasil, os custos para a colônia cresceram, para cobrir os impostos foram aumentados e com eles as tensões coloniais. Ciente do movimento o governador ordenou a prisão dos conspiradores, o major Jose de Barros 262 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL – (Prof. Márcio Michiles) resistiu e matou o oficial português encarregado de prendê-lo, foi o estopim da rebelião. Os rebeldes dominaram Recife e constituíram um governo revolucionário com representantes de várias classes. Os presos políticos foram libertados, criou-se uma bandeira republicana pernambucana, extinguiram-se os títulos de nobreza e aumentou- se o soldo dos soldados. Foram enviados emissários para o Norte e Nordeste. O impacto da repressão oficial começou a desintegrar o movimento. As tropas oficiais atacaram a republica pernambucana por terra e por mar, cercando Recife. Os que não morreram em combate foram presos, ocorrendo execuções sumarias na maioria dos casos. Aula 6 – Revoltas Coloniais Nativistas e Emancipacionistas 263 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM Questão 01 "A confrontação entre a loja e o engenho tendeu principalmente a assumir a forma de uma contenda municipal, de escopo jurídico-institucional,entre um Recife florescente que aspirava à emancipação e uma Olinda decadente que procurava mantê-lo numa sujeição irrealista. Essa ingênua fachada municipalista não podia, contudo, resistir ao embate dos interesses em choque. Logo revelou-se o que realmente era, o jogo de cena a esconder uma luta pelo poder entre o credor urbano e o devedor rural." (Evaldo Cabral de Mello."A fronda dos mazombos", São Paulo, Cia. das Letras, 1995, p. 123). O autor refere-se: a) ao episódio conhecido como a Aclamação de Amador Bueno. b) à chamada Guerra dos Mascates. c) aos acontecimentos que precederam a invasão holandesa de Pernambuco. d) às consequências da criação, por Pombal, da Companhia Geral de Comércio de Pernambuco. e) às guerras de Independência em Pernambuco. Questão 02 A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como: a) movimentos isolados em defesa de ideias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos. b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política. c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam aspectos da política econômica de dominação do governo português. d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas, contra as elites locais, negando a autoridade do governo metropolitano. Questão 03 Sobre as rebeliões ocorridas no Brasil, durante o período colonial, é correto afirmar: ( ) A Revolta de Beckmann (1684), no Maranhão, pode ser considerada a primeira rebelião de cunho social no país, pois, com o apoio dos jesuítas, uniu brancos, escravos negros e índios contra os desmandos da Coroa Lusitana. ( ) A Guerra dos Emboabas (1707-1709), em Minas Gerais, é considerada precursora dos ideais da Inconfidência Mineira, pois sua liderança tentava unir mineradores paulistas e portugueses na luta contra a expoliação da riqueza aurífera pela Metrópole. ( ) A Guerra dos Mascates (1710-1712), ocorrida em Pernambuco, não pode ser entendida como uma revolta contra o jugo colonial, pois ela foi motivada, principalmente, por causa da disputa pelo controle econômico e político local entre comerciantes do Recife e senhores de engenho de Olinda. ( ) A Inconfidência Mineira (1789) teve maior conotação colonial do que social, porque foi movimento de reação dos colonos contra as pressões exercidas pela Metrópole, e porque o objetivo principal de sua liderança era obter a separação política do Brasil de Portugal. ( ) A Conjuração Baiana (1798) teve maior conotação social do que colonial, porque sua liderança não propunha a separação política, além de defender a Monarquia Portuguesa. Questão 04 A coalizão de magnatas comprometidos com a revolução mineira não era monolítica, tendo na multiplicidade de motivações e de elementos envolvidos uma debilidade potencial. Os magnatas esperavam alcançar seus objetivos sob cobertura de um levante popular. (Kenneth Maxwell - A devassa da devassa). Assinale a interpretação correta sobre o texto referente à Inconfidência Mineira. a) A Inconfidência Mineira era um movimento de elite, com propostas sociais indefinidas e que pretendia usar a derrama como pretexto para o levante popular. b) O movimento mineiro tinha sólido apoio popular e eclodiria com a adesão dos dragões: a polícia local. c) Os envolvidos não tinham motivos pessoais para aderir à revolta, articulada em todo o país através de seus líderes. Anotações 264 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL – (Prof. Márcio Michiles) d) A conspiração entrou na fase da luta armada, sendo derrotada por tropas metropolitanas. e) A segurança perfeita e o sigilo do movimento impediram que delatores denunciassem a revolta ao governo. Questão 05 "Rebelião que expressou as contradições do Antigo Sistema Colonial. Teve influência maçônica iluminista, revelou objetivos emancipacionista e republicano. O movimento se diferenciou dos demais pelo caráter social, a igualdade racial declarada nos boletins, e pela participação de elementos provenientes das camadas populares da população (soldados, artesãos, ourives, alfaiates, domésticas, negros escravos e forros)". O texto refere-se à: a) Balaiada. d) Confederação do Equador. b) Conjuração Baiana. e) Guerra dos Mascates. c) Revolta Farroupilha. Questão 06 A chamada Guerra dos Mascates, ocorrida em Pernambuco em 1710, deveu-se: a) ao surgimento de um sentimento nativista brasileiro, em oposição aos colonizadores portugueses. b) ao orgulho ferido dos habitantes da vila de Olinda, menosprezados pelos portugueses. c) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda pelo controle da mão-de-obra escrava. d) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda cujas relações comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores. e) a uma disputa interna entre grupos de comerciantes, que eram chamados depreciativamente de mascates. Questão 07 "Cada um soldado é cidadão mormente os homens pardos e pretos que vivem escornados, e abandonados, todos serão iguais, não haverá diferença, só haverá liberdade, igualdade e fraternidade." (Manifesto dirigido ao "Poderoso e Magnífico Povo Bahiense Republicano", em 1798. Cit. por NEVES, Joana e NADAI, Elza. HISTÓRIA DO BRASIL. DA COLÔNIA À REPÚBLICA. 13 ed. São Paulo: Saraiva, 1990. p. 119.) Assinale a opção que melhor expressa as diferenças entre a Conjuração Baiana e a Inconfidência Mineira: a) os mineiros eram mais radicais do que os baianos com relação à escravidão, pois defendiam não só liberdade dos negros mas sua participação no governo. b) enquanto em Minas os revoltosos evitavam tocar em questões delicadas como a escravidão, na Bahia a influência da Revolução Francesa era mais marcante. c) a revolta na Bahia foi liderada e apoiada por setores instruídos da população, o que ditou seu tom mais moderado, mas em Minas a população pobre foi às ruas e expulsou as lideranças conciliadoras. d) a influência da Independência dos EUA foi mais intensa na revolta baiana, enquanto que, em Minas, a presença dos ideais franceses foi mais forte. Questão 08 Durante as últimas décadas do século XVIII, a colônia portuguesa na América foi palco de movimentos como a Inconfidência Mineira (1789), a Conjuração do Rio de Janeiro (1794) e a Conjuração Baiana (1798). A respeito desses movimentos pode-se afirmar que: a) demonstravam a intenção das classes proprietárias, adeptas das ideias liberais de seguirem o exemplo da Revolução Americana (1776) e proclamarem a independência, construindo uma sociedade democrática em que todos os homens seriam livres e iguais. b) expressavam a crise do Antigo Sistema Colonial através da tomada de consciência, por parte de diferentes setores da sociedade colonial, de que a exploração exercida pela Metrópole era contrária aos seus interesses e responsável pelo empobrecimento da Colônia. c) denunciavam a total adesão dos colonos às pressões da burguesia industrial britânica a favor da independência e da abolição do tráfico negreiro para se constituir, no Brasil, um mercado de consumo para os manufaturados. d) representavam uma forma de resistência dos colonos às tentativas de recolonização empreendidas, depois da Revolução do Porto, pelas Cortes de Lisboa, liberais em Portugal, que queriam reaver o monopólio do comércio com o Brasil. e) tinham cunho separatista e uma ideologia marcadamente nacionalista, visando à libertação da Colônia da Metrópole e à formação de um Império no Brasil através da união das várias regiões até então desunidas. Anotações SEMANA 06 - H. BRASIL - REVOLTAS COLONIAIS NATIVISTAS E EMANCIPACIONISTAS- MICHILIES - após correção do professor