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Hiperuricemia e Osteoporose Profª: Dra. Bianca Saguie Objetivos da aula ➢ Metabolismo de purinas; ➢ Hiperuricemia e gota; ➢ Homeostase do osso; ➢ Osteoporose; ➢ Terapia nutricional. Hiperuricemia e gota Hiperuricemia • Concentração sérica de ácido úrico igual ou superior a 6,8mg/dL; • Produção excessiva, diminuição da sua excreção ou ambos; • Pode ser assintomática ou não. Hiperuricemia • FR principal para gota; • Gota ou Artrite gotosa – H>45a; 4:1 (Homens e Mulheres); • FR – doença renal – cristais de urato nos ductos + inflamação; • FR – DCV – disfunção endotelial – excesso de ácido úrico. O metabolismo do ácido úrico • Ácido úrico - produto final do metabolismo das purinas; • Endógena-degradação de purinas (2/3 reservas; 1/3 dieta); • Homeostase do ác - produção e excreção renal. Gota • Depósito de cristais (urato monossódico) - articulações e tc moles; Gota Gota Gota • Hiperuricemia - depuração renal ineficiente – acúmulo de cristais de urato monossódico se acumulam nas cartilagens e tecidos fibrosos; • Cristais podem se desprender - partículas imunogênicas; • Fagocitose + citocinas - resposta inflamatória articular; • Acúmulo persistente - lesão articular - artrite. Gota Tratamento medicamentoso Gota • Medidas farmacológicas x Medidas não-farmacológicas; • Hipouricemiantes; Antinflamatórios. • Colchicina – dor e inflamação; • Uricostáticos – reduz síntese - Alopurinol e Febuxostate; • Uricosúricos – aumenta excreção (bloqueia reabç renal) – Sulfimpirazona, Probenecida, Benzbromarona; • Pegloticase - uricase recombinante – converte ác em alantoína. Tratamento medicamentoso Gota • Mudança de estilo de vida! • Controlar consumo de álcool, carnes e miúdos; • Frutose (por add) - eleva [] séricas de urato - alto risco. Tratamento nutricional Não é só controlar o consumo de purinas! Gota Tratamento nutricional Gota Gota • Plano equilibrado; • Limitado de alimentos de origem animal e álcool – purinas; • Limitar fontes de frutose em adição; • Controlar CHO simples num geral; • Controlar porções; • Peso saudável – perda quando necessário. Tratamento nutricional Gota Tratamento nutricional Gota Tratamento nutricional Osteoporose Osteoporose • Osso – órgão (fêmur) ou tecido (tecido ósseo trabecular); • Modelagem (crescimento) e remodelagem; • Massa óssea – conteúdo mineral ósseo (CMO); • A densidade mineral óssea (DMO) = CMO/área do osso. Osteoporose • Células do tecido ósseo: • Osteoclastos - reabsorção ou degradação óssea; • Osteoblastos - formação ou produção de tecido ósseo. Osteoporose Osteoporose • Osso – reservatório de cálcio e minerais; • Homeostasia do cálcio: • Baixo consumo – retirada do mineral do osso; • Concentração regulada pelo paratormônio, calcitocina e 1,25 dihidroxicolecalciferol. Osteoporose • Paratormônio • Aumenta reabsorção óssea; • Aumenta reabsorção de cálcio renal; • Estimula ativação de 25[OH] vitamina D em 1,25[OH] vitamina D Osteoporose PTH Osteoporose • Vitamina D • Aumenta absorção intestinal de cálcio; • Potencializa reabsorção óssea. Osteoporose Osteoporose • Calcitonina • Diminui concentração de cálcio; • Diminui reabsorção óssea. Osteoporose • Modelagem óssea – crescimento até estrutura madura; • Formação excede reabsorção • Ingestão adequada de nutrientes, atividade física e genética; • Remodelagem óssea. Osteoporose • Remodelagem óssea – reabsorção e deposição; • Osteoclastos – ácidos e enzimas proteolíticas – reabç mineral; • Reabsorção – rápido – dias; • Deposição – lenta – 3-12 meses. Osteoporose Osteoporose • Primária - sexo, idade e tipo de osso acometido; • Secundária - fármaco ou processo patológico Osteoporose Osteoporose Osteoporose • Nutrientes x Saúde óssea • Cálcio, vitamina D, fosfato; • Medicamentos • Costicoesteroides afetam metabolismo da vitamina D; • Hormônios tireoidianos em excesso podem gerar perda óssea. Osteoporose • Densitometria óssea; • T-score da DMO: - 2,5 desvios-padrão abaixo da média -osteoporose; - entre 1 e 2,5 D-P baixa massa óssea ou osteopenia; - dentro de 1 D-P - normal. Osteoporose • Classificação 25(OH)D sérica OMS (2011): • Deficientes: < 20ng/mL; • Insuficientes: insuficientes entre 20 e 29,9ng/mL • Sem deficiência: > 30ng/Ml • Vitamina K – participa da síntese de ptns de matriz; • Na – consumo pode contribuir para osteoporose (excreção de Ca); • Nutricionista - avaliar dieta do paciente e preferências pessoais; • Exercícios - não se recomendam impacto nos ossos frágeis. Osteoporose • Dieta equilibrada com boas fontes de cálcio e exposição solar; • Suplemento cálcio (1.000 mg/dia) e vitamina D (800 a 1.000 UI/dia); • Carbonato de cálcio (mais comum) - junto aos alimentos - acidez; • Citrato de cálcio; • Refrigerantes - desequilíbrio consumo de cálcio e fósforo. Tratamento nutricional Osteoporose Pele 7 - dehidrocolesterolColecalciferol (Vitamina D3) FÍGADO Colcecalciferol Ergocalciferol (vitamina D2) 25-hidroxivitamina D3 RIM 1-hidroxilase 1, 25-hidroxivitamina D3 (Calcidiol) PTH Cálcio Fosfato METABOLISMO DA VITAMINA D UL = 100 μg (4.000 UI) para todos os indivíduos com mais de 8 anos bianca.saguie@estacio.br AB, 70 anos, mulher, 1,58m, 60kg, branca, não faz reposição hormonal, aposentada, mora sozinha e permanece dentro de casa a maior parte do dia assistindo televisão (sedentária). Costuma consumir refrigerantes diariamente e só consome produtos lácteos na forma de café com leite. A paciente acabou de receber diagnóstico de osteoporose. O médico prescreveu suplemento de cálcio (1.000 mg/dia) e vitamina D (800 unidades/dia) e encaminhou a paciente ao nutricionista. Você é o nutricionista encarregado. 1 – Quais orientações para a paciente? 2 – Que medidas podem ser tomadas para aumentar o consumo de cálcio? 3 – E a absorção de vitamina D? 4 – Calcule o VET. 5 – Distribua macros. Caso clínico 11