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AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL UREIA Catabolismo proteico aminoácidos (desaminação) Amônia (TÓXICA) FÍGADO Associado a CO2 Ureia transportada até os rins Filtrada URINA A ureia constitui 45% do nitrogênio não-protéico no sangue UREMIA ➢ ↑ da ureia no sangue; ➢ Comprometimento da capacidade renal em depurar o sangue dos produtos nitrogenados (ureia e creatinina); CAUSAS: ➢ Dieta hiper proteica; ➢ Degradação aumentada de proteínas (cirurgia, trauma, câncer); ➢ Hemorragias gastrointestinais; ➢ Drogas (tetraciclinas, corticosteroides). HIPOUREMIA HEPATOPATIA grave: Fígado lesado síntese ureia excreção ureia amônia sg Encefalopatia hepática CREATININA ➢ É produzida como resultado da desidratação não-enzimática da creatina muscular e excretada via renal; ➢ A creatinina excretada diariamente é proporcional à massa muscular; DEPURAÇÃO DA CREATININA ➢ Creatinina é livremente filtrada, não sofre reabsorção renal; ➢ Se a filtração do rim está deficiente, os níveis sanguíneos aumentam → indicador da função renal; ➢ Aumento→ dano aos néfrons; ➢ Usado classicamente para medir a taxa de filtração glomerular; ➢ Também pode estar ↑ em pacientes que utilizam a creatina como suplemento (isso não significa que o paciente tem problema renal). ÁCIDO ÚRICO ➢ Metabólito final das purinas; ➢ Excretado pelos rins; ➢ Depende ➢ Hiperuricemia: gota, litíase de ácido úrico, insuficiência renal, algumas neoplasias, psoríase; ➢ Associada com a ingestão de álcool (precipita o ácido úrico). Equilíbrio da ingestão; Síntese endógena; Filtração glomerular; Sistema de reabsorção e excreção EXCREÇÃO URINÁRIA DE ALBUMINA Overnight 24h Normal < 20 < 30 Microalbuminúria 20 - 200 30 – 300 Proteinúria > 200 > 300 PROTEÍNA E LESÃO GLOMERULAR: ➢ A função glomerular (particularmente a função de exclusão de albumina da urina excretada) reflete a função endotelial e funciona como preditor de doença vascular. ➢ MICROALBUMINURIA → fator de risco para doença arterial coronariana e doença renal progressiva em pacientes com DM. EXCREÇÃO NORMAL DE ALBUMINA →MICROALBUMINÚRIA → PROTEINÚRIA EXCREÇÃO URINÁRIA DE ALBUMINA CÁLCIO ➢ Mineral mais abundante do corpo: 1 a 2% do peso corporal total; ➢ 99% está nos ossos e dentes: restante está no sangue, fluidos extracelulares, músculo e outros tecidos; ➢ Participa como sinalizador da vasoconstrição e vasodilatação, transmissão de impulsos nervosos, contração muscular e secreção de hormônios como a insulina; ➢ Cálcio também tem função reguladora para estabilizar proteínas dependentes de vitamina K que participam do processo de coagulação sanguínea. POOL DE CÁLCIO NO ORGANISMO Modificado de Cozzolino SMF. Biodisponibilidade de nutrientes, 5ª ed., 2018. Suor, sêmen, menstruação, leite (lactantes) Ca ingerido Ca absorvido Ca excretado nas fezes Ca endógeno perdido nas fezes Ca excretado na urina Ca depositado no osso Ca liberado do osso Balanço de Ca no osso = Vo+ - Vo- REGULAÇÃO DOS NÍVEIS DE Ca NO SANGUE REGULAÇÃO DOS NÍVEIS DE Ca NO SANGUE ➢ O Ca sérico permanece constante e não reflete o estado nutricional; CÁLCIO: AVALIAÇÃO LABORATORIAL Cálcio total = cálcio ligado às proteínas (47%) + cálcio livre (43%) Cálcio iônico = fração biologicamente ativa do cálcio sérico ➢ Caso o Ca total ou iônica esteja alterado com níveis normais de 25 (OH)D. → Encaminhamento médico para avaliação hormonal, principalmente do PTH. HIPOPARATIREOIDISMO (↓ PTH) ➢ Condição na qual há deficiência de PTH →↓ do Ca sérico 25(OH)D 1,25(OH)2D PTH HIPOPARATIREOIDISMO (PTH ↓) CAUSAS SINTOMAS ➢ Destruição da glândula durante cirurgias de retirada da tireoide (principal causa); ➢ Doenças autoimunes; ➢ Radiação na cabeça ou pescoço; ➢ Hipomagnesemia; ➢ Dormência e formigamentos em face e extremidades, fraqueza muscular, câimbras; ➢ Casos mais graves → convulsões, espasmo da laringe, catarata e calcificações cerebrais; ➢ A hipocalcemia crônica pode ser assintomática durante muitos anos; HIPERPARATIREOIDISMO (↑ PTH) CAUSAS SINTOMAS ➢ Hiperparatireoidismo primário: doença das paratireoides que provoca um hipersecreção de PTH; ➢ Hiperparatireoidismo secundário: distúrbio secundário à alguma insuficiência, como insuficiência renal, o que provoca ↓ nos níveis de Ca e P na circulação; ➢ Hipomagnesemia; ➢ ↑ do risco de fraturas; ➢ Fraqueza muscular; ➢ Nefrolitíase; ➢ Dor constante na barriga; ➢ Cansaço excessivo; ➢ Insuficiência renal ou pancreatite; ➢ Náuseas, vômitos e perda de apetite; Sahota O, et al. Osteoporosis International, 2006. REGULAÇÃO DO PTH Secreção regulada principalmente pelo cálcio, mas também pelo magnésio. MAGNÉSIO E PTH ➢ A deficiência de vitamina D é comum, entretanto os níveis de PTH variam entre os indivíduos; ➢ Em pacientes com ↓ de PTH, a deficiência de magnésio pode contribuir com esta ↓ ➢ O trabalho comparou, em pacientes com osteoporose e diferentes níveis de vitamina D e PTH a presença ou não da deficiência de magnésio (avaliada por um teste de retenção de Mg→ níveis séricos não são bom indicador do estado nutricional); ➢ Estudo avaliou também o efeito da suplementação de Mg no eixo cálcio – PTH e turnover ósseo. Sahota O, et al. Osteoporosis International, 2006. Sahota O, et al. Osteoporosis International, 2006. RESULTADOS ➢ Todos os indivíduos com ↓ níveis de vitamina D e PTH tinham depleção de magnésio (retenção média de 70,3%); ➢ Nos indivíduos com ↓ vitamina D e ↑ PTH, a retenção foi de ~ 55,9%; ➢ Os resultados confirmam que em indivíduos com osteoporose, existe um subgrupo com ↓s níveis de vitamina D e PTH e a deficiência de magnésio é um fator que contribui para esta condição. Aparentemente: ➢ Deficiência leve-moderada de Mg pode ocorrer ↑ do PTH. ➢ Na deficiência severa pode ocorrer ↓ do PTH. CÁLCIO URINÁRIO ➢ Não reflete diretamente o estado nutricional do cálcio, mas principalmente o equilíbrio ácido-base. Arnett TR. J Nutr, 138: 415S – 418S, 2008. Arnett TR. J Nutr, 138: 415S – 418S, 2008. Buclin T, et al. Osteoporosis, 2001. ➢ 8 voluntários saudáveis consumiram duas dietas: ➢ A: acidificante; ➢ B: alcalinizante (incluindo o consumo de água rica em bicarbonato; ➢ Ambas dietas com conteúdo similar de cálcio, fosfato, sódio, proteína e calorias. A B Buclin T, et al. Osteoporosis, 2001. DIETAS A B Buclin T, et al. Osteoporosis, 2001. A B SUPLEMENTAÇÃO DE CÁLCIO 3 dias 1g de cálcio na forma carbonato ou gliconato. 4º dia Buclin T, et al. Osteoporosis, 2001. RESULTADOS A B gliconato de Ca, dieta acidificante carbonato de Ca , dieta acidificante gliconato de Ca, dieta alcalinizante carbonato de Ca , dieta alcalinizante Buclin T, et al. Osteoporosis, 2001. EXCREÇÃO URINÁRIA DE CÁLCIO A B gliconato de Ca, dieta acidificante carbonato de Ca , dieta acidificante gliconato de Ca, dieta alcalinizante carbonato de Ca , dieta alcalinizante Buclin T, et al. Osteoporosis, 2001. CONSIDERAÇÕES FINAIS ➢ Evitar um ↑ consumo de alimentos acidificantes e ↑ o consumo de alimentos alcalinizantes pode ser uma estratégia importante na manutenção da massa óssea e prevenção da osteoporose. RECOMENDAÇÕES ➢ Uma estratégia simples, fácil e econômica pode ser avaliar o pH urinário (tirinhas de pH).