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5930231 – Química Geral AULA 26 – ENTROPIA e ENERGIA LIVRE DE GIBBS Profa. Sofia Nikolaou (bacharelado) Prof. Antonio G. S . de Ol iveira F i lho ( l icenciatura) 2º semestre de 2020 P. A t k i n s & L . J o n e s , P r i n c í p i o s d a Q u í m i c a , 5 o e d i ç ã o , e d i t o r a B o o k m a n C a p í t u l o 8 B r o w n , Q u í m i c a : u m a c i ê n c i a c e n t r a l , 1 3 º e d i ç ã o C a p í t u l o 1 9 Segunda lei da termodinâmica A entropia de todos os cristais perfeitos se aproxima de zero quando a temperatura absoluta se aproxima de zero. Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 2 Terceira lei da termodinâmica A entropia de um sistema isolado aumenta durante uma mudança espontânea. Entropias padrão molares Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 3 Entropias padrão molares Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 4 Entropia padrão molar (𝑆!° ): a entropia molar de uma substância pura, em 1 bar. As entropias padrão molares aumentam quando a complexidade de uma substância aumenta. As entropias padrão molares dos gases são maiores do que as de sólidos e líquidos comparáveis na mesma temperatura. Entropias padrão de reação Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 5 Entropia padrão de reação (∆𝑆°): diferença entre as entropias padrão molares dos produtos e dos reagentes, levando em conta os coeficientes estequiométricos. Exemplo: Em geral: Variações globais de entropia A segunda lei refere-se somente aos sistemas isolados. Para interpretar a segunda lei corretamente, qualquer sistema precisa ser tratado como parte de um sistema isolado mais amplo, que inclui a vizinhanças do sistema de interesse. Somente se a variação de entropia total, a soma das variações do sistema e da vizinhança, for posi?va é que o processo é espontâneo. Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 6 Variações globais de entropia Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 7 A variação de entropia da vizinhança em um processo que ocorre em pressão e temperatura constantes é igual a –ΔH/T, em que ΔH é a variação de entropia do sistema na temperatura T. Variação da entropia total Para usar a entropia na avaliação da direção da mudança espontânea, você̂ precisa considerar as variações de entropia do sistema e da vizinhança: • Se ΔStot é posi*vo (aumento), o processo é espontâneo. • Se ΔStot é nega*vo (diminuição), o processo inverso é espontâneo. • Se, ΔStot = 0, o processo não tende à direção alguma (equilíbrio). Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 8 A desigualdade de Clausius Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 9 Processo reversível produz trabalho máximo: 𝑤#$% mais negaHvo que 𝑤&##$% 𝑤#$% < 𝑤&##$% 𝑤 = −( '! '" 𝑃𝑑𝑉 𝑈 é função de estado. ∆𝑈 é independente do caminho. (primeira lei) ∆𝑈 = 𝑞#$% + 𝑤#$% = 𝑞&##$% + 𝑤&##$% 𝑞#$% > 𝑞&##$% 𝑞#$% 𝑇 > 𝑞&##$% 𝑇∆𝑆 = A desigualdade de Clausius Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 10 • Igualdade válida para processos reversíveis (equilíbrio). • Desigualdade válida para processos irreversíveis (espontâneos). Equivalente a terceira lei da termodinâmica: em sistema isolado 𝑞 = 0 Critérios para a espontaneidade Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 11 A energia livre de Gibbs Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 12 Essa equação permite calcular a variação total de entropia usando informações somente do sistema. Mais conveniente definir uma nova função de estado, a energia livre de Gibbs, G: Para um processo a temperatura constante A energia livre de Gibbs Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 13 Em temperatura e pressão constantes, a direção da mudança espontânea é a direção da diminuição da energia livre de Gibbs. A energia livre de Gibbs Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 14 Energia livre de Gibbs de reação Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 15 Energia livre de Gibbs de reação, ΔG: a diferença entre as energias livres de Gibbs molares, Gm, de produtos e reagentes. Exemplo: Energia livre de Gibbs padrão de reação Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 16 Energia livre de Gibbs padrão de reação, ∆𝐺°: definida da mesma forma que a energia livre de Gibbs da reação, mas em termos das energias livres de Gibbs molares padrão dos reagentes e produtos. A energia livre de Gibbs padrão de reação é a diferença de energia livre de Gibbs entre os produtos nos seus estados padrão e os reagentes nos seus estados padrão (na temperatura especificada) Estado padrão: substância pura a 1 bar Energia livre de Gibbs de reação • ΔG° é fixo para uma dada reação e temperatura e, por isso, não varia durante a reação. • ΔG depende da composição da mistura de reação; logo, varia quando a reação prossegue. Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 17 Energia livre de Gibbs padrão de formação Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 18 Energia livre de Gibbs padrão de formação (∆𝐺(°): energia livre de Gibbs padrão de reação por mol de formação de um composto a parHr de seus elementos na forma mais estável. Análogo a ∆𝐻(° . Exemplo: Por definição, as energias livres de Gibbs padrão de formação dos elementos na sua forma mais estável são iguais a zero. Energia livre de Gibbs padrão de formação Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 19 Energia livre de Gibbs padrão de formação Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 20 É possível combinar energias livres de Gibbs padrão de formação para obter energias livres de Gibbs padrão de reação: A energia livre de Gibbs e o trabalho de não expansão Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 21 Variação infinitesimal de 𝐺 a temperatura constante: 𝑑𝐺 = 𝑑𝐻 − 𝑇𝑑𝑆 (𝑇 constante) Variação infinitesimal de 𝐻 a pressão constante: 𝑑𝐻 = 𝑑𝑈 + 𝑃𝑑𝑉 (𝑃 constante) Combinando os resultados: 𝑑𝐺 = 𝑑𝑈 + 𝑃𝑑𝑉 − 𝑇𝑑𝑆 (𝑃 e 𝑇 constantes) Como 𝑑𝑈 = 𝑑𝑤 + 𝑑𝑞 𝑑𝐺 = 𝑑𝑤#$% + 𝑑𝑞#$% + 𝑃𝑑𝑉 − 𝑇𝑑𝑆 (𝑃 e 𝑇 constantes) A energia livre de Gibbs e o trabalho de não expansão Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 22 𝑑𝐺 = 𝑑𝑤#$% + 𝑑𝑞#$% + 𝑃𝑑𝑉 − 𝑇𝑑𝑆 (𝑃 e 𝑇 constantes) Note que 𝑑𝑆 = 𝑑𝑞#$%/𝑇 → 𝑑𝑞#$% = 𝑇𝑑𝑆 𝑑𝐺 = 𝑑𝑤#$% + 𝑃𝑑𝑉 (𝑃 e 𝑇 constantes) Dividimos o trabalho em de expansão (𝑑𝑤#$%,$*+) e de não expansão (𝑑𝑤#$%,,$*+) 𝑑𝑤#$% = 𝑑𝑤#$%,$*+ + 𝑑𝑤#$%,,$*+ Como 𝑑𝑤#$%,$*+ = −𝑃𝑑𝑉 𝑑𝐺 = 𝑑𝑤#$%,,$*+ A energia livre de Gibbs e o trabalho de não expansão Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 23 𝑑𝐺 = 𝑑𝑤#$%,,$*+ 𝑑𝑤#$%,,$*+ é a quanHdade máxima de trabalho de não expansão que o sistema pode realizar (porque foi aHngido reversivelmente). A variação de energia livre de Gibbs que acompanha um processo permite predizer o trabalho máximo de não expansão que um processo pode realizar em temperatura e pressão constantes. Em outras palavras, a energia livre de Gibbs é uma medida da energia que está livre para realizar o trabalho de não expansão. ∆𝐺 = 𝑤,$*+,-.* (𝑃 e 𝑇 constantes) O efeito da temperatura Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 24 Assumindo que ∆𝐻° e ∆𝑆° não variam muito com a temperatura (válido um intervalosuficientemente pequeno), a dependência de ∆𝐺° com a temperatura pode ser facilmente determinada a parHr de ∆𝐺° = ∆𝐻° − 𝑇∆𝑆°. (a) No caso de uma reação exotérmica (Δ𝐻° < 0) com uma entropia de reação negaHva (Δ𝑆° < 0), – 𝑇Δ𝑆° contribui como termo posiHvo para Δ𝐺°. Em temperaturas elevadas,–TΔS° prevalece sobre Δ𝐻°, e Δ𝐺° é posiHva. Em temperaturas baixas, Δ𝐻° prevalece sobre – 𝑇Δ𝑆° e, por isso, Δ𝐺° é negaHva. A temperatura na qual Δ𝐺° muda de sinal é 𝑇 = Δ𝐻°/Δ𝑆°. O efeito da temperatura Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 25 (b) No caso de uma reação endotérmica (Δ𝐻° > 0) com uma entropia de reação posiHva (Δ𝑆° > 0), o inverso é verdadeiro. Neste caso, Δ𝐺° é posiHva em temperaturas baixas, mas pode tornar-se negaHva quando a temperatura cresce e 𝑇Δ𝑆° supera Δ𝐻°. Na reação exotérmica, a temperatura na qual Δ𝐺° muda de sinal é 𝑇 = Δ𝐻°/Δ𝑆°. ∆𝐺° = ∆𝐻° − 𝑇∆𝑆° O efeito da temperatura Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 26 (c) Para uma reação endotérmica (Δ𝐻° > 0) com uma entropia de reação negaHva (Δ𝑆° < 0), Δ𝐺° > 0 em todas as temperaturas, e a reação direta não é espontânea qualquer que seja a temperatura porque as entropias do sistema e da vizinhança diminuem durante o processo. ∆𝐺° = ∆𝐻° − 𝑇∆𝑆° O efeito da temperatura Química Geral - Prof. Sofia Nikolaou e Prof. Antonio G. S. de Oliveira Filho 27 (d) Para uma reação exotérmica (Δ𝐻° < 0) com uma entropia de reação posiHva (Δ𝑆° > 0), Δ𝐺° < 0 e a formação de produtos a parHr dos reagentes puros é espontânea em qualquer temperatura. ∆𝐺° = ∆𝐻° − 𝑇∆𝑆°