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Objetivos
Módulo 1
Conceituação de sistemas de
transportes
Reconhecer a conceituação de
sistemas de transportes.
Acessar módulo
Módulo 2
Malha de transportes brasileira
Reconhecer a malha de transporte
brasileira.
Acessar módulo
Módulo 3
Estratégia e aspectos logísticos
Reconhecer a estratégia da logística
brasileira e as principais cadeias de
produção.
Módulo 4
Aspectos da concessão dos
transportes
Identificar os aspectos da concessão
dos transportes.
Sistemas de
transportes
Prof. Mauro Rezende Filho
Descrição Verificação dos sistemas das malhas de transporte
como uma operação logística.
Propósito É essencial para um engenheiro compreender a
necessidade da aplicação dos conceitos de
logística quando requisitada a ação de transporte,
seja de cargas, de pessoas ou animais para garantir
o sucesso do transporte e mitigar os custos desta
etapa.
Acessar módulo Acessar módulo
Introdução
Neste vídeo, você conhecerá um pouco sobre a conceituação de sistemas
de transportes.
1
Conceituação de sistemas de transportes
Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer a conceituação de sistemas de transportes.

Vamos começar!
Malhas de transportes: conceito
Neste vídeo, você conhecerá um pouco sobre o conceito de malhas de
transportes.

O conceito de transporte
A mobilidade sempre foi um componente fundamental da vida econômica e
social. Os processos econômicos contemporâneos têm sido acompanhados por
um aumento significativo da mobilidade e níveis mais elevados de
acessibilidade. Uma perspectiva histórica sobre a evolução dos sistemas de
transporte destaca os impactos das inovações tecnológicas e a forma como as
melhorias no transporte foram dependentes das mudanças econômicas, sociais
e espaciais. Assim, os atuais sistemas de transporte são o resultado de uma
longa evolução histórica marcada por períodos de rápidas mudanças, em que
novas tecnologias de transporte foram adotadas.
Após a Revolução Industrial, no século XIX, os sistemas de transporte foram
mecanizados, a partir do desenvolvimento da tecnologia de motores a vapor, o
que permitiu a configuração de redes de atendimento às regiões. Esse processo
foi expandido ainda mais no século XX, com o transporte aéreo global,
transporte de contêineres e redes de telecomunicações. No entanto, isso requer
a capacidade de gerenciar, apoiar e expandir a mobilidade de passageiros e
cargas, bem como seus fluxos de informações subjacentes.
Veja, a seguir, duas definições de transporte:
As sociedades tornaram-se cada vez mais dependentes de seus sistemas de
transporte para apoiar uma ampla variedade de atividades, desde deslocamento,
turismo, fornecimento de energia e distribuição de peças e bens finais. O
desenvolvimento de sistemas de transporte para satisfazer às necessidades de
mobilidade, apoiar o desenvolvimento econômico e participar da economia
global tem sido um desafio contínuo.
Os seguintes métodos de transporte são usados atualmente para mover
mercadorias:
Veículos rodoviários (caminhões, vans, carros, motocicletas)
Ferrovias
Vias navegáveis interiores (barcaças)
Mar profundo
Aéreo (aeronaves e drones)
Oleodutos
Uma combinação do acima chamado intermodal ou multimodal
Movimentação 
Serviço 
Cada modo de transporte tem suas vantagens e desvantagens, como podemos
ver na tabela a seguir.
Características Ferrovia Rodovia
Serviços porta a
porta
às vezes sim
Preço baixo elevado
Velocidade lenta média
Confiabilidade média média
Necessidade de
embalagem
alta média
Risco de
perdas/danos
médio médio
Flexibilidade baixa elevada
Impacto ambiental baixo médio
Tabela: Vantagens e desvantagens de cada modo de transporte
Mauro Rezende Filho
Conceito de transporte público
Por definição, transporte público é “um sistema de veículos como ônibus, metrô
e trens, que operam em horários regulares em rotas fixas e são usados pelo
público”. Os quatro objetivos básicos da operação de transporte público incluem:
 Fornecer o acesso a emprego, educação, comércio, saúde,
instalações recreativas etc.
 Garantir a possibilidade de deslocamento para todos os
habitantes que não podem ou não querem usar carros
particulares.
Os serviços de transporte público podem ser prestados, entre outros, pelos
seguintes meios:
Todos esses veículos diferem entre si nas características operacionais
(conforme mostra a tabela a seguir). Assim, a maioria dos sistemas de
transporte público utiliza mais de um tipo de veículo, o que ajuda a obter um
efeito de sinergia. As características dos veículos de transporte público também
são determinadas pela distância de viagem que eles precisam percorrer. Devido
à distância ou à área operacional, o transporte público pode ser dividido em
transporte local (urbano), regional, nacional e internacional.
 Oferecer viagens em que o uso de carro particular é ineficaz,
por razões econômicas, temporais ou ecológicas.
 Ser a alternativa real ao carro particular.
 Veículos rodoviários: carros, ônibus, trólebus, vans.
 Veículos ferroviários: trem pesado, trem suburbano, bonde,
metrô.
 Veículos que utilizam “outros trilhos fixos”: teleférico,
monotrilho, trânsito em trilho automatizado.
 Veículos aquáticos: balsas de passageiros e de veículos,
táxis aquáticos.
Capacidade
Média de
passageiros por
veículo
Metrô alta
65-75 sentados
100-120 no total
Trem alta
65-75 sentados
100-120 no total
Trem leve média-alta
40-80 sentados
180 no total
BRT média-alta
60 sentados 100-
110 no total
Ônibus alta
40-60 sentados 60-
105 no total
Carro baixa
3 sentados 5 no
total
Tabela: Veículos e suas características operacionais
Mauro Rezende Filho
Um dos principais fatores que afetam o volume de demanda relatada por
serviços de transporte público é a sua qualidade. A qualidade dos sistemas de
transporte público pode ser percebida pelos usuários sob várias perspectivas,
incluindo:
Disponibilidade 
Cobertura 
Frequência 
Velocidade de deslocamento 
Confiabilidade 
Integração 
Estrutura 
Conforto 
Para tornar os serviços de transporte público mais atraentes e, assim, reduzir o
uso do automóvel, as regiões, bem como as empresas de transporte público,
poderiam garantir a alta qualidade do serviço do sistema de transporte público,
entre outros, implementando as seguintes medidas:
Aumentar e simplificar a rede de transportes públicos;
Modernização da infraestrutura (especialmente nos nós intermodais),
tornando mais confortável toda a viagem em transporte público;
Reduzir o tempo de viagem (por exemplo, faixas de ônibus);
Melhorar a acessibilidade para todas as pessoas, especialmente para
pessoas com necessidades especiais;
Melhorar a segurança e proteção nas estações, paradas e veículos para
passageiros e motoristas, bem como para equipamentos de
infraestrutura;
Recolher informações mais precisas e detalhadas sobre as reais
necessidades de transporte entre os cidadãos e realizar esforços para
atendê-las.
Transporte urbano
Considerando que uma parcela crescente da população mundial vive nas
cidades, as questões de transporte urbano são de suma importância para apoiar
a mobilidade dos passageiros em grandes aglomerações urbanas. O transporte
em áreas urbanas é altamente complexo devido aos modos envolvidos, à
multiplicidade de origens e destinos e à quantidade e variedade de tráfego.
Acessibilidade 
Design universal 
Preço acessível 
Informações 
Estética 
Amenidades 
Comentário

Conceitualmente, o sistema de transporte urbano está intrinsecamente ligado à
forma urbana e à estrutura espacial. O trânsito urbano é uma dimensão
importante da mobilidade, principalmente em áreas de alta densidade.
A urbanização foi uma das mudanças econômicas e sociais dominantes do
século XX, especialmente no mundo em desenvolvimento. Embora as cidades
tenham desempenhado um papel significativo ao longo da história da
humanidade, não foi até a Revolução Industrial que uma rede de grandes cidades
começou asurgir nas partes economicamente mais avançadas do mundo.
Desde 1950, a população urbana mundial mais que dobrou, chegando a quase
4,2 bilhões em 2018, cerca de 55,2% da população global. Espera-se que essa
transição continue até a segunda metade do século XXI, uma tendência refletida
no tamanho crescente das cidades e na proporção crescente da população
urbanizada. Em 2050, 70% da população global poderá ser urbanizada,
representando 6,4 bilhões de habitantes urbanos. As cidades também dominam
a produção econômica nacional, pois respondem pela maior parte da produção,
distribuição e consumo. (RODRIGUE, 2020)
Por meio da urbanização, foram observadas mudanças fundamentais no
ambiente socioeconômico das atividades humanas. O que impulsiona a
urbanização é uma mistura complexa de fatores econômicos, demográficos e
tecnológicos. O crescimento do PIB per capita é um fator dominante da
urbanização, sendo apoiado por desenvolvimentos correspondentes em
sistemas de transporte. A urbanização envolve novas formas de emprego,
atividade econômica e estilo de vida.
Tradicionalmente, o foco do transporte urbano tem
sido nos passageiros, pois as cidades eram vistas
como locais de máxima interação humana com
intrincados padrões de tráfego ligados a
deslocamentos, transações comerciais e atividades
culturais/de lazer. No entanto, as cidades também
são locais de produção, consumo e distribuição,
vinculados à mobilidade de cargas.
As tendências globais atuais indicam
um crescimento de cerca de 50
milhões de habitantes urbanos a cada
ano, cerca de um milhão por semana.
Mais de 90% desse crescimento
ocorre nas economias em
desenvolvimento, o que coloca
intensas pressões sobre as
infraestruturas urbanas para lidar com
a situação, particularmente o
transporte. O que é considerado
urbano inclui todo um continuum de
estruturas espaciais urbanas, desde
pequenas cidades até grandes
aglomerações urbanas.
A urbanização envolve um aumento do número de viagens em áreas urbanas.
Tradicionalmente, as cidades respondem ao crescimento da mobilidade,
expandindo a oferta de transporte por meio da construção de novas rodovias e
linhas de transporte público. Isso significou principalmente a construção de mais
estradas para acomodar um número cada vez maior de veículos. Várias
estruturas espaciais urbanas surgiram nesse sentido, sendo a dependência do
automóvel o fator discriminatório mais importante.
Quatro tipos principais podem ser identificados na escala metropolitana:
Comentário
Isso também traz a questão sobre o tamanho ideal
da cidade, uma vez que as limitações técnicas
(estradas, serviços públicos) não são um grande
impedimento na construção de cidades muito
grandes. Muitas das maiores cidades do mundo
podem ser rotuladas como disfuncionais,
principalmente porque, à medida que o tamanho da
cidade aumenta, as crescentes complexidades
operacionais e de infraestrutura não são
efetivamente enfrentadas com a experiência
gerencial.

Com a expansão das áreas urbanas, problemas de congestionamento e a
crescente importância dos movimentos interurbanos, a estrutura existente de
vias urbanas foi julgada inadequada. Vários anéis viários foram construídos ao
redor das grandes cidades e se tornaram um importante atributo das estruturas
espaciais das cidades. Os intercâmbios rodoviários em áreas suburbanas são
exemplos notáveis de clusters (aglomerados) de desenvolvimento urbano, que
moldaram o caráter multicêntrico de muitas cidades.
A extensão (e a super extensão) das áreas urbanas criou o que pode ser
chamado de áreas periurbanas. Elas estão localizados bem fora do núcleo
urbano e dos subúrbios, mas a distâncias razoáveis de deslocamento; o termo
“cidades de ponta” tem sido usado para rotular um conjunto de desenvolvimento
urbano que ocorre em ambientes suburbanos.
 Rede totalmente motorizada
Representando uma cidade dependente do automóvel com
centralidade limitada e atividades dispersas.
 Centro fraco
Representando a estrutura espacial onde muitas atividades
estão localizadas na periferia.
 Centro forte
Representando centros urbanos de alta densidade com
sistemas de transporte público bem desenvolvidos.
 Limitação de tráfego
Representando áreas urbanas que implementaram controle
de tráfego e preferência modal em sua estrutura espacial.
Comumente, a área central é dominada pelo transporte
público.
Tempo médio diário de deslocamento diário, países selecionados, 2016 (em minutos) OECD - Organization
for Economic Co-operation and Development
Desa�os do trânsito urbano
Mesmo em cidades orientadas para o trânsito, os sistemas de trânsito
dependem maciçamente de subsídios governamentais. Pouca ou nenhuma
competição dentro do sistema de transporte público é permitida, pois os salários
e as tarifas são regulamentados, prejudicando quaisquer ajustes de preços para
alterações de passageiros. Assim, o transporte público, muitas vezes, atende a
uma função social (serviço público), já que proporciona acessibilidade e
equidade social, mas com relações limitadas com as atividades econômicas.
Entre os desafios enfrentados pelo trânsito urbano estão:
Descentralização 
Fixação 
Conectividade 
Competição automobilística 
Custos de construção e manutenção 
Estruturas tarifárias 
Custos legados 
Veículos autônomos 
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do
conteúdo que você acabou de estudar.
Módulo 1 - Vem que eu te explico!
Os problemas dos modais de transporte
no Brasil
Módulo 1 - Vem que eu te explico!
Os problemas do transporte público no
Brasil
Módulo 1 - Vem que eu te explico!
O futuro do transporte urbano

Questão 1
De modo a reduzir o tráfego em núcleos urbanos com uma grande
concentração de pessoas, o planejamento do trânsito urbano das cidades,
atualmente, busca alternativas e soluções para este problema. Alguns
estudos mostram que uma boa solução é o de adotar a implantação de
Questão 2
Sobre os vários tipos e usos dos transportes, considere as afirmações a
seguir:

Vamos praticar
alguns conceitos?
Falta pouco
para atingir
seus
objetivos.
A
várias vias radiais, com o objetivo de aumentar o fluxo ao redor
do perímetro urbano.
B
rodovias de alta velocidade, de modo a aumentar o fluxo de
acesso aos núcleos centrais.
C
anéis viários expressos, conectando os núcleos centrais aos
perímetros urbanos.
D
vias radias que circundam as áreas centrais, com o objetivo de
reduzir a quantidade de veículos nestas áreas.
E
anéis viários no limite urbano, com o objetivo de reduzir o
número de veículos nos núcleos centrais.
Responder
I. Recomenda-se para distâncias menores, porém os custos são mais
elevados. A vantagem está em transportar o produto ponto a ponto, ou seja,
retira-o de seu local de produção/venda e entrega no destino, sem a
necessidade de outros meios de transporte.
II. Recomenda-se para grandes distâncias, envolvendo principalmente o
deslocamento de pessoas/mercadorias de valor agregado mais elevado.
Apresenta custo alto, entretanto uma velocidade maior.
III. Recomenda-se para países de grande extensão territorial, apresentando
altos custos em sua implantação, porém com baixos custos de manutenção.
Transporta pessoas/mercadorias, consumindo uma quantidade de energia
relativamente pequena.
As proposições acima representam, respectivamente, as descrições dos
seguintes modais de transporte
2
Malha de transporte brasileira
Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer a malha de transporte brasileira.
A rodoviário, ferroviário e hidroviário
B ferroviário, rodoviário e aéreo
C marítimo, pluvial e aéreo
D aéreo, manual e hidroviário
E rodoviário, aéreo e ferroviário.
Responder
Vamos começar!
A malha de transporte no país
Neste vídeo, você conhecerá um pouco sobre a malha de transporte no país.

Malha de transporte no brasil
No Brasil, a utilização do transporte intermodal para carga geral ainda é
incipiente. Estudosrealizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres
(ANTT), órgão regulador federal do transporte terrestre, indicam que
aproximadamente 87% da carga geral é transportada por caminhões e trens.
Como os transportes ferroviário, costeiro e fluvial têm custos unitários menores
do que o transporte rodoviário, mudanças na matriz de transporte brasileira
permitiriam que as mercadorias chegassem ao consumidor final com custos
menores.
Apesar dessa relutância dos embarcadores e de infraestrutura, as ferrovias
brasileiras têm transportado quantidades crescentes de carga geral,
principalmente em contêineres. Essa tendência tornou-se marcadamente mais
forte após a privatização do sistema ferroviário nacional, na década de 1990.
Segundo a ANTT, em 1997, as ferrovias do país transportavam 3 mil TEUs
(unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), enquanto em 2020 esse número
era de 468 mil TEUs, um aumento de 13.426%.
O Brasil é o quinto maior país do mundo em área e o maior país da América
Latina. Suas maiores distâncias norte-sul e leste-oeste são de aproximadamente
4.300km. Embora essas longas distâncias favoreçam modais de transporte de
cargas de alta capacidade e maior eficiência energética, como ferrovias e
hidrovias, 65% das cargas transportadas no Brasil, em 2015, foram rodoviárias.
Conforme mostrado na imagem a seguir, o transporte ferroviário representou
outros 15%, e as vias navegáveis interiores e a cabotagem marítima
representaram juntos 16%. (Dados de EPL – Empresa de Planejamento e
Logística S.A., 2015)
Gráfico: Participação do modo de transporte de carga em 2015 (% do total de toneladas)
EPL – Empresa de Planejamento e Logística S.A., 2015
O Plano Nacional de Logística 2025 (EPL, 2018) contempla diferentes cenários
para alcançar melhor eficiência na matriz de transportes do Brasil. O “Cenário
Rede Básica” considera a rede de transporte existente e com obras em
andamento ou programadas. Um segundo cenário, denominado “Cenário PNL
2025”, considera também as rodovias, ferrovias e hidrovias que deverão estar em
construção ou em operação até 2025. E, por fim, o “Cenário PNL 2025 sem
adequação de capacidade” contabiliza os mesmos investimentos do cenário
anterior, mas sem considerar a adequação de capacidade em algumas ferrovias.
Este último cenário visa isolar o impacto dos novos investimentos em ferrovias
já concedidos. A imagem, a seguir, ilustra a participação dos diferentes modos
em cada cenário.
Gráfico: Eficiência na Matriz de Transportes
EPL – Empresa de Planejamento e Logística S.A., 2015
Gráfico: Eficiência na Matriz de Transportes
EPL – Empresa de Planejamento e Logística S.A., 2015
Gráfico: Eficiência na Matriz de Transportes
EPL – Empresa de Planejamento e Logística S.A., 2015
Em cada um desses cenários, o Brasil continua a depender de rodovias e
ferrovias, em pelo menos metade do transporte de cargas, em 2025. Portanto,
ações para melhorar a eficiência energética do transporte rodoviário devem ser
prioritárias.
Transporte rodoviário
O transporte rodoviário é responsável por seis em cada dez quilos de cargas
distribuídas no Brasil. É um mercado que envolve a participação de 671 mil
operadoras proprietárias, 127 mil empresas transportadoras e 623 cooperativas,
gerando mais de 3,5 milhões de empregos.
A frota de transporte rodoviário de cargas é atualmente composta por 1.329.390
veículos, dos quais 46% são operados por operadores proprietários, 53% por
transportadoras e 1% por cooperativas. Os veículos dos operadores proprietários
têm, em média, 18,9 anos e a dos veículos cooperados é de 14,4 anos, enquanto
os veículos das empresas transportadoras têm, em média, 8,5 anos.
Apesar de um número crescente de estradas no Brasil, os indicadores de
densidade de transporte são muito conservadores em comparação com outros
países. Em 2000, o país tinha em média 30,51 milhas de estradas pavimentadas
por 1.000 milhas quadradas contra uma média de 658,38 milhas de estradas
pavimentadas por 1.000 milhas quadradas nos Estados Unidos. A imagem, a
seguir, apresenta a malha rodoviária brasileira.
Malha rodoviária brasileira.
Comentário
Atualmente, a malha rodoviária brasileira conta com
1.580.890km de estradas, dos quais apenas
212.618km (13%) são pavimentados. Uma pesquisa
desenvolvida pela CNT, em 2011, analisou 89.552km
dessas estradas pavimentadas e concluiu que 69%
delas apresentavam problemas como deficiências de
pavimentação, sinalização ou geometria,
comprometendo, assim, a segurança viária e

Transporte ferroviário
Dado o tamanho do Brasil – segundo dados do IBGE, com cerca de 8,5 milhões
de quilômetros quadrados, sendo a quinta maior nação do mundo, logo atrás da
China –, os benefícios potenciais de uma rede ferroviária de carga confiável e
bem implementada são claros há décadas. Mas, por anos, a má gestão de
projetos impediu o desenvolvimento de uma rede que atendesse
adequadamente às empresas brasileiras, criando um legado que viu as ferrovias
marginalizadas na infraestrutura de transporte do país, com uma dependência
excessiva de estradas para manter o frete em movimento.
Com os custos mais altos e o potencial de atrasos envolvidos no transporte de
mercadorias por caminhão, é extremamente necessária uma ampla transição de
investimento para frete ferroviário. A imagem a seguir mostra a malha ferroviária
no Brasil.
reduzindo a possibilidade de integração com outros
modais.
Comentário
O transporte ferroviário de mercadorias é dominado
pelo transporte de matérias-primas, principalmente,
minério de ferro e produtos agrícolas, como soja e
milho. Em termos de carga conteinerizada, as
ferrovias do Brasil são ainda mais marginalizadas,
com apenas 3-4% dos contêineres de carga
movimentados por ferrovia; o Governo Federal tem
como meta aumentar essa participação para 20%
(CALATAYUD, MONTES, 2021).

Malha ferroviária no Brasil.
Transporte dutoviário
Oleoduto atua como um importante meio de transporte para petróleo bruto,
derivados de petróleo e gás natural. No Brasil, os dutos atuam como um
importante meio de transporte de gás natural. Os gasodutos do Brasil foram
instalados devido aos seus desenvolvimentos em seus campos domésticos de
petróleo e gás e às importações de gás natural da Bolívia.
Em 2018, a malha brasileira era composta de 5.959km de produtos petrolíferos
refinados (1.165km de distribuição, 4.794km de transporte), 11.696km de gás
natural (2.274km de distribuição, 9.422km de transporte), 1.985km de petróleo
bruto (distribuição), 77km de etanol/petroquímico (37km de distribuição, 40km
de transporte).
Infraestrutura de gasodutos de transporte no Brasil.
Transporte hidroviário
As hidrovias são meios de transporte que utilizam a água de grandes lagos e rios
para transportar mercadorias e pessoas. É um modal que aumenta as vantagens
de competitividade, pois tem um baixo custo por tonelada transportada. Além
disso, por sua alta capacidade de transporte, países com amplas dimensões
territoriais devem considerar a hidrovia como opção. No entanto, a utilização do
transporte hidroviário no mundo é pequena diante de sua potencialidade.
Os rios brasileiros, frequentemente de grande volume, são considerados uma
alternativa para redução de custos em transporte, mas nem sempre são
navegáveis devido ao seu desnível. No entanto, de acordo com o Relatório
Hidroviário Brasileiro produzido pela Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (FGV, 2020), cerca de 13.646km são efetivamente utilizados para
navegação.
Aquavias brasileiras.
Atenção!
Com um grande litoral, o Brasil possui muitos rios
navegáveis, porém esse nunca foi o modal de
transporte de cargas mais utilizado, no qual sua
participação é inferior a 15%, em comparação ao
transporte marítimo. O Brasil possui 63.000km de
hidrovias, sendo que 40.000 e 50.000km de rios,
lagos e lagoas podem ser considerados
potencialmente navegáveis, onde 29.000km terão sua
estrutura aprimorada, de acordo com o Plano
Nacionalde Logística e Transportes (FGV, 2020).

Custos de transporte de carga no
Brasil
O transporte de cargas no Brasil não é barato. Apesar da existência de muitos
rios navegáveis e de um grande espaço para construir ou melhorar a malha
ferroviária, o país ainda insiste em trabalhar com um sistema logístico muito
caro.
O governo começou a investir no transporte terrestre no século XX, construindo
rodovias, quando a indústria automotiva começou a operar no Brasil.
Indiretamente, esse crescimento da indústria levou o Estado brasileiro a
trabalhar em melhorias de ruas, avenidas e rodovias.
Os caminhões são os grandes responsáveis pelo transporte de cargas em todo o
Brasil. Ainda assim, quando comparados aos trens, eles podem não ser a melhor
opção, pois um caminhão de carga pode transportar apenas 30 toneladas,
enquanto um trem pode transportar três mil toneladas. Por outro lado, a malha
ferroviária brasileira é muito precária e os trens de carga são obrigados a operar
principalmente à noite e a 20km/h.
Quanto custa?
Os custos variam de acordo com o produto que se planeja transportar, mas, se
usar caminhões, será caro, independente do produto. Só para ter uma ideia do
quanto pode ser caro, às vezes, o transporte de produtos dentro do país pode ser
três vezes mais caro do que transportá-los para a China, por exemplo.
Se o produto for tecnológico, o seguro de transporte pode ser responsável por
grande parte do custo final. Dependendo da empresa, o seguro pode agregar
30% ao preço final do produto. Algumas grandes empresas gastam mais de
R$10 mil mensais apenas investindo em segurança.
Atenção!
Tal investimento seria bom e favorável à população
se o país realmente precisasse de todo esse apoio
para o transporte de cargas. No entanto, o país tem
boas condições para investir em formas mais baratas
de transporte de cargas, como boas hidrovias e
ferrovias, por exemplo.

Os problemas relacionados aos custos não se restringem às empresas – que
costumam gastar muito mais dinheiro porque o país não dispõe de infraestrutura
adequada para criar outras opções além das caras –, mas a população é afetada
diretamente por essa falta de investimento governamental, uma vez que os
custos de transporte serão adicionados ao preço do produto.
Como a divulgação de dados no Brasil é sempre defasada, veja, a seguir, o custo
total de transporte no Brasil em 2004:
R$ bilhões
Rodoviário 109,2
Aquaviário 12,5
Ferroviário 7,5
Dutoviário 2,1
Aéreo 2
Total 133,3
% do PIB 7,50%
Tabela: Custo total de transporte no Brasil em 2004
Informações consolidadas de ILOS (Institute of Logistics and Supply Chain)
A composição de todos os custos logísticos do Brasil em 2004 chega a um total
de R$222 bilhões, o equivalente a 12,6% do PIB:
Atenção!
A distância é outro ponto a ser considerado devido ao
custo do combustível. Devemos lembrar que a
maioria dos caminhões usa diesel, que um litro de
diesel custa em média US$1,00 e que a maioria dos
caminhões faz 6km/l. Assim, um serviço de
transporte de 500km cobraria custaria
aproximadamente US$83,00 apenas pelo custo do
combustível (NOVO, 2020).

% do PIB
Transporte 7,5%
Estoque 3,9%
Armazenagem 0,7%
Administrativo 0,5%
Total 12,6%
Tabela: Custos logísticos no Brasil em 2004
Informações consolidadas de ILOS (Institute of Logistics and Supply Chain)
Por que o transporte de cargas é tão caro no Brasil?
Conforme já comentado, o investimento para transporte de cargas no Brasil está
focado no transporte terrestre, que não é barato por vários motivos, mas
principalmente por (REVISTA APÓLICE, s. d.):
Veja, no quadro a seguir, um comparativo entre Brasil e Estados Unidos com
relação ao custo de transportar soja:
 
  Bras
Região de origem
Noroeste RS Porto
de Rio Grande
Norte MT Porto de
Paranaguá
Total de transporte 72 106,8
Frete rodoviário 16,2 49,5
Segurança 
Infraestrutura 
Restrições de circulação 
Impostos 
 
  Bras
Frete marítimo 55,8 57,3
Frete fluvial    
Valor na fazenda 210,3 164,9
Custo total 282,3 271,7
Participação do
transporte no custo
total
25,50% 39,31%
Tabela: Comparativo entre Brasil e Estados Unidos com relação ao custo de transportar soja
Brazil Soybean Trasnportation Guide, US Department of Agriculture
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do
conteúdo que você acabou de estudar.
Módulo 2 - Vem que eu te explico!
A rede modal brasileira
Módulo 2 - Vem que eu te explico!
Como melhorar os custos logísticos no
Brasil

Questão 1
O modal ferroviário é indicado como a melhor opção para o escoamento de
cargas/pessoas em todo o território nacional. Dentre as opções abaixo,
assinale a alternativa que indica uma vantagem que esse tipo de modal
oferece:

Vamos praticar
alguns conceitos?
Falta pouco
para atingir
seus
objetivos.
A Altos custos de manutenção e consumo baixos.
B
Participação no deslocamento de todo o percurso da
mercadoria a ser entregue.
C Piora do trânsito nas rodovias.
Questão 2
O modal rodoviário é uma modalidade de transporte:
3
Estratégia e aspectos logísticos
Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer a estratégia da logística brasileira e as principais cadeias de produção.
D
Melhorias na relação entre cargas transportadas e combustível
consumido.
E Maior quantidade de acidentes e perdas de carga.
Responder
A Por rios e lagos
B Por dutos
C Por estradas e rodovias
D Aéreo
E Por mar aberto
Responder
Vamos começar!
Estratégia e logísticas
Neste vídeo, você conhecerá um pouco sobre estratégia e logísticas.

Estratégia da logística brasileira
para 2025
Como já comentado nos módulos anteriores, embora o Brasil tenha 1,58 milhão
de quilômetros de rodovias, apenas 213 mil quilômetros são asfaltados, o
equivalente a 12% de toda a malha rodoviária. Dentre essas rodovias de
pavimentação, pouco mais de 10% foram cedidas à iniciativa privada, em regime
de concessão. A maioria das rodovias ainda é administrada pelo governo, e a
última pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) classificou 66%
delas como regular, ruim ou extremamente ruim.
Em queda desde 2010, os investimentos em infraestrutura de transporte
seguiram em queda em 2020, devido à pandemia da covid-19, conforme gráfico
a seguir.
Gráfico: Progressão dos investimentos em transporte.
Adaptado por Mauro Rezende Filho consolidando dados da CNT.
Apresentado em 2015 pelo governo brasileiro, o Plano Nacional de Logística
(PNL) é dividido por modal para o ano de referência, movimentando um total de
2,4 toneladas de frete km (FTK), além de simulações para o cenário de 2025
(EPL). O PNL apresenta um planejamento estratégico para aperfeiçoar o
transporte de cargas, levando em consideração o potencial de cada modo de
transporte.
Vale ressaltar que o cenário é baseado na demanda por meio da Matriz
Origem/Destino (O/D Matrix) para 2025, com o fornecimento da rede multimodal
para 2015, além de obras na BR-163/230 e BR-135 no estado do Pará e BR-242
estados da Bahia e Minas Gerais, além da duplicação da Estrada de Ferro
Carajás – EFC. Para a demanda, o cenário 2025 utilizou essa mesma Matriz O/D
2025, mas com a oferta aumentada por novos segmentos que entrarão em
operação até 2025. Essas divisões de modais para os cenários 2015 e 2025 são
apresentadas nos gráficos a seguir.
Gráfico: Divisões de modais para os cenários 2015 e 2025
Mauro Rezende Filho consolidando dados da EPL (Empresa de Planejamento e Logística S.A. 2015)
De acordo com dados divulgados em 2020, pelo Instituto de Logística e Cadeia
de Suprimentos (ILOS), para os volumes transportados no Brasil, 61% das cargas
são transportadas por rodovias, 21% por ferrovias, 12% por cabotagem, 4% por
dutos, 2% por via navegável e menos de 1% por via aérea. A Matriz de Transporte
de Cargas do Brasil é apresentada na figura a seguir, em uma comparação com
essa distribuição em outros seis países.
Gráfico: Matriz de transporte de cargas.
Mauro RezendeFilho consolidando dados da ILOS (2020).
Coordenado pelo Estado-Maior da Presidência do Brasil, o Programa de
Parcerias de Investimentos (PPI) foi criado para ampliar e fortalecer as
interações entre o Estado e a iniciativa privada. Seu portfólio abrange 119
projetos e nove políticas em desenvolvimento.
Para o transporte rodoviário, estão em andamento 21 projetos. Oito projetos
estão em fase de licenciamento ambiental, com 13 prontos para concessão à
iniciativa privada. A imagem, a seguir, mostra esses projetos em um mapa.
Projetos Ferroviários 1
Para o transporte ferroviário, há quatro projetos listados, dos quais dois são
concessões, um é privatização e um é uma subconcessão. Esses projetos são
mostrados no mapa na imagem a seguir.
Projetos Ferroviários 2
O único projeto hidroviário listado para o PPI está relacionado ao licenciamento
ambiental do projeto de dragagem e limpeza da hidrovia navegável do Pedral do
Lourenço, ao longo do rio Tocantins.
No entanto, são apresentados 29 projetos para cabotagem e portos. A imagem,
a seguir, apresenta os projetos agrupados por região.
Projetos hidroviários por região
O transporte aéreo está incluído no PPI com três projetos, todos destinados a
concessões privadas. Esses projetos estão espalhados por todo o Brasil. A
imagem a seguir apresenta com mais detalhes os Blocos Norte I, Central e Sul.
Projetos aéreos.
Principais cadeias de produção
Para definir as principais cadeias produtivas do Brasil, o mercado adota uma
abordagem baseada nas contribuições para o PIB de diferentes setores da
economia. Segundo dados divulgados pelo IBGE (2018), o setor de maior
contribuição para o PIB do Brasil é o de Serviços (aproximadamente 73%),
seguido pela Indústria (21%) e Pecuária e Agropecuária (6%). As principais
cadeias produtivas do Brasil foram selecionadas nos segmentos Pecuária e
Agropecuária e Indústria, escolhidos por sua importância em termos de
demanda interna e exportação.
As cadeias produtivas foram selecionadas desses segmentos por volume de
cargas transportadas e contribuições para a balança comercial do Brasil.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério dos Transportes, Portos e
Aviação Civil (2018), atual Ministério da Infraestrutura, os principais produtos
para este estudo são: soja, petróleo e combustíveis, minério de ferro, cana de
açúcar, carne e automóveis. Uma breve descrição de cada cadeia é fornecida
adiante para cada produto principal.
Soja
Em 2021, o Brasil exportou aproximadamente (dados preliminares) 86,79
milhões de toneladas de soja, sendo a China o principal destino, absorvendo
cerca de 80% de todas as exportações em 2021 (CONAB, 2020). Segundo dados
divulgados pela EMBRAPA (2020), 63% da soja cultivada no Brasil são
destinadas à exportação, sendo o restante consumido no mercado interno.
Rank País Safra (2019/2020)
1 Brasil 124
2 USA 97
3 Argentina 51
4 China 18
5 Paraguai 10
6 Índia 9
7 Canadá 6
Tabela: Cultivo da Soja
WorldAtlas (2022)
Óleo e combustíveis
O petróleo é uma das principais fontes de energia utilizadas em todo o mundo.
Produtos importantes são feitos pelo refino de petróleo, incluindo gasolina, óleo
diesel, querosene de aviação (ATF), gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta,
lubrificantes e óleo combustível. Em 2018, o consumo global atingiu cerca de
98,82 milhões de barris por dia, segundo a Organização dos Países Exportadores
de Petróleo (OPEP). As nações com maiores reservas globais são Venezuela,
Arábia Saudita, Canadá, Irã e Iraque, segundo a Agência Central de Inteligência
dos EUA (CIA), com o Brasil na 15ª posição (MINFRA, 2020).
Produto Produção Importação
Óleo 150.102 10.805
Gasolina A 23.707 2.966
Diesel 41.880 11.650
Aviação 6.376 868
Biodiesel 5.350
Etanol 33.056 1.737
Tabela: Produção, Importação e Exportação de combustíveis
MINFRA (2020) – Data: ANP/SECEX (2018)
Minério de ferro
O setor de minérios e mineração responde por cerca de 4% do PIB brasileiro,
segundo dados divulgados pelo IBGE e pela Secretaria de Geologia, Mineração e
Processamento de Minério do Ministério de Minas e Energia (SGM/MME). Esses
4% incluem contribuições dos segmentos de extração e processamento de
minério (metais e não-metais), além de petróleo e gás. Durante o primeiro
trimestre de 2020, o setor de minérios e mineração registrou receita de R$36
bilhões, excluindo petróleo e gás (IBRAM, 2020).
Rank País
Produção (2017)
000 tons
1 Austrália 883,4
2 Brasil 435,5
3 Índia 201,8
4 China 115
5 África do Sul 62,3
6 Canadá 49
Tabela: Mineração Mundial
United Nations (2020)
Açúcar de cana
A indústria da cana-de-açúcar tem uma longa história no Brasil, pois o país é
dotado de condições naturais que o tornam o local perfeito para o plantio dessa
cultura. Ao longo de sua história, as exportações de açúcar geraram cinco vezes
mais divisas do que outros produtos agrícolas enviados para o mercado externo,
conforme dados do Ministério da Infraestrutura (MINFRA).
Rank País
Produção (2017)
000 tons
1 Brasil 793.300
2 Índia 341.200
3 China 125.500
4 Tailândia 100.100
5 Paquistão 63.800
6 México 61.200
Rank País
Produção (2017)
000 tons
7 Colômbia 34.900
Tabela: Indústria açucareira
WorldAtlas (2022)
Carne bovina
No mundo, o Brasil ocupa o segundo lugar em produção de carne bovina, atrás
apenas dos EUA (USDA, 2020) e seguido pela União Europeia e China, conforme
mostrado na tabela a seguir. De acordo com a Pesquisa de Estatísticas de
Produção Pecuária, de janeiro a junho de 2020 (IBGE, 2020), o número de
bovinos abatidos no período caiu, apesar do aumento nas exportações de carne
bovina impulsionado pelo aumento da demanda na China.
Rank País
Produção (2017)
000 tons
1 USA 12.514
2 Brasil 10.200
3 União Europeia 7.900
4 China 6.670
5 Índia 4.305
6 Argentina 3.420
7 Austrália 2.432
Tabela: Produção Mundial de Carne Bovina
USDA (2020)
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do
conteúdo que você acabou de estudar.
Módulo 3 - Vem que eu te explico!
Investimentos em logística para 2035

Módulo 3 - Vem que eu te explico!
Brasil será o futuro celeiro do mundo?

Vamos praticar
alguns conceitos?
Falta pouco
para atingir
seus
objetivos.
Questão 1
Avalie as afirmativas, a seguir, a respeito da atual matriz de transportes
brasileira.
I. Grande concentração de ferrovias na região Centro-Oeste devido a
investimentos internacionais.
II. O incremento de investimento/regulamentação estatal na infraestrutura
aérea possibilitará um escoamento significativo da exportação dos produtos
agrícolas.
III. Devido à sua maior capacidade de carga, há preferência pelas ferrovias
em detrimento da navegação de cabotagem.
IV. A modalidade rodoviária apresenta um percentual de utilização superior
às demais tipologias.
V. A expansão da rede dutoviária, a partir do final do século XX, efetivou-se
alinhada com o processo de diversificação da matriz energética brasileira.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Questão 2
No Brasil, o rendimento obtido com os serviços da pecuária e agropecuária
contribui com aproximadamente 6% do PIB, como divulgado pelo IBGE em
2018. Apesar de parecer um número baixo, ele é expressivo, por movimentar
bilhões, além de contribuir para realização de comércios exteriores (acordos
de importação e exportação). Apesar de pouco expressivo em porcentagem
no PIB, o Brasil investe expressivamente nesta prática, assim como também
nos serviços de transporte que atendem a este setor, porque
A I e II
B I e III
C II e IV
D III e V
E IV e V
Responder
A
o Brasil é o segundo maior exportador de carne bovina do
mundo.
4
Aspectos da concessão dos transportes
Ao final deste módulo, você será capaz de identificar os aspectos da concessão dos transportes.
B o Brasil é o maior exportador de minério de ferro do mundo.
C o Brasil é o maior exportador de óleo do mundo.
D o Brasil é o terceiro maior exportador de soja do mundo.
E
o Brasil é o segundo maior produtorde minério de prata do
mundo.
Responder
Vamos começar!
Concessão de transportes
Neste vídeo, você conhecerá um pouco sobre concessão de transportes.
Serviços públicos
A lei brasileira considera como “serviços públicos” todas as atividades
econômicas que visem à satisfação de necessidades coletivas essenciais, que
sejam relevantes para o bem-estar geral.
O artigo 175 da Constituição brasileira afirma que “compete ao poder público, na
forma da lei, prestar serviços de utilidade pública, diretamente ou por concessão
ou permissão, que sempre se dará por meio de licitação pública”.
Assim, as atividades qualificadas como “serviços públicos” são retiradas do
mercado e colocadas sob propriedade do Estado, deixando de estar disponíveis

para serem exercidas livremente por empresários privados. Em alguns casos,
como “concessões” e “permissões”, empresas privadas ainda podem prestar o
serviço, mas sob absoluto controle governamental.
Os artigos 21, 25 e 30 da Constituição brasileira definem uma série de serviços
como “públicos”, atribuindo-os respectivamente à União (ou seja, ao Governo
Federal), aos estados ou aos municípios. Por exemplo, serviços postais,
telecomunicações, energia elétrica e navegação aérea, entre outros, são
fornecidos pela União. Os serviços de “interesse local”, como transporte público
e saneamento, são reservados aos municípios, e os serviços residuais são
atribuídos aos estados.
Concessões e permissões
Como comentado, o artigo 175 da Constituição brasileira permite que o governo
preste serviços públicos por meio de franquia (“por concessão ou permissão”).
Nesses casos, a efetiva prestação do serviço é transferida para uma empresa
privada (“concessionária”), mas a titularidade e a regulamentação do serviço
ainda ficam sob responsabilidade do governo.
“Concessões” e “permissões” diferem em estabilidade, ou seja, em sua duração
e garantias concedidas à empresa privada.
Os contratos de concessão devem ser sempre precedidos de licitação pública, e
durar apenas um período finito (geralmente de 15 a 30 anos), em que a empresa
privada pode exercer as atividades – sempre sob vigilância governamental. Isso
significa que apenas a prestação do serviço é transferida para a empresa
privada. A propriedade do serviço e sua regulamentação permanecem nas mãos
do governo.
Atenção!
As concessões são consideradas mais estáveis que
as permissões, pois se referem a serviços que
exigem maiores investimentos iniciais. Mas, o
alcance exato de ambos os conceitos nem sempre é
claro: os serviços de ônibus, por exemplo, foram
considerados por muito tempo como permissões,
porém, nos últimos 10-15 anos, as concessões estão
se tornando mais comuns nesse setor.

A intervenção do governo nos contratos de concessão pode ser forte (por
exemplo, o governo tem a prerrogativa de alterar unilateralmente certos
aspectos do contrato), mas a proteção econômico-financeira contra quaisquer
efeitos negativos é legalmente concedida à concessionária.
Licitações públicas
No Brasil, as concessões a as permissões para empresas privadas sempre
requerem um processo de licitação pública. Os processos licitatórios de
concessões são regulamentados pelas Leis Federais nº 8.666 (normas gerais
sobre licitações) e nº 8.987 (regras específicas sobre concessões).
Para lançar um concurso público para a exploração de um serviço público, o
governo é obrigado a preparar estudos de viabilidade sobre, pelo menos, os
seguintes tópicos:
aspectos financeiros e econômicos;
aspectos técnicos;
aspectos ambientais;
aspectos legais.
Esses estudos podem ser elaborados pelo próprio governo, por consultores
contratados especificamente para esse fim ou mesmo por particulares
interessados – a última opção é conhecida como “PMI”, que significa “Processo
de Manifestação de Interesse”.
A Nova Lei Brasileira de Licitações (Lei nº 14.133/2021) foi sancionada pelo
Presidente da República e publicada no Diário Oficial da União em 01.04.2021,
data em que entrou em vigor. Mais de 20 (vinte) dispositivos foram vetados e a
nova lei substituirá, no prazo de 2 (dois) anos, a Lei nº 8.666/1993 (atual Lei de
Licitações), a Lei nº 10.520/2002 (Lei de Leilões) e a Lei 12.462/2011 (Lei do
Regime de Contratação Diferenciado – “Lei RDC”).
A nova legislação, após a longa espera de 27 anos, prevê atualizações relevantes
do ponto de vista do compliance, tais como:
1. Reforço do controle interno e externo da contratação pública;
2. Fortalecer a relevância de um Programa de Compliance para empresas
dispostas a fazer negócios com o Governo;
3. Aumento das sanções por irregularidades na contratação pública.
Com base na nova lei, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
publicou, em 19 de agosto de 2021, o edital de concessão pública do trecho
rodoviário que compreende a BR-116/101/RJ/SP (Rodovia Presidente Dutra), BR-
116/RJ, de entroncamento com a rodovia BR-465, no município de Seropédica
(km 214,7), até a divisa RJ/SP (km 339,6), e a BR-116/SP, da divisa RJ/SP (km 0)
até o entroncamento com BR-381/SP-015, Marginal Tietê (km 230,6); rodovia BR-
101/RJ, do entroncamento com a BR-465, no município do Rio de Janeiro
(Campo Grande) (Km 380,8), até o limite RJ/SP (km 599); e rodovia BR-101/SP –
do limite RJ/SP (km 0) até Praia Grande, Ubatuba (km 52,1).
Em poucas palavras, a licitação pública visa à concessão de serviço público
precedido da execução de projetos públicos, consistindo na exploração por trinta
anos de infraestrutura e prestação de serviço público de recuperação,
conservação, manutenção, operação, implantação de melhorias e ampliação de
capacidade. O critério de avaliação do leilão será híbrido, combinando a maior
oferta para outorga da concessão com o menor preço de pedágio, que terá um
mínimo estipulado. O modelo regulatório também será aprimorado, adotando
mecanismo de hedge e maior clareza nas regras de rescisão antecipada do
contrato.
Atenção!
Trata-se de um dos projetos de infraestrutura mais
aguardados do país, com investimentos estimados
em cerca de R$15 bilhões, em um contrato de trinta
anos. O projeto tem 625km de extensão e liga as
duas maiores regiões metropolitanas do país, São
Paulo e Rio de Janeiro, do litoral sul fluminense até a
cidade de Ubatuba (SP). Atualmente, a concessão da

O edital também descreve a necessidade de incorporar inovações para aumentar
a segurança dos usuários e diminuir custos, como trechos com sistema Free
Flow, composto por cobrança eletrônica de pedágio sem interrupção do fluxo de
tráfego, tarifa sazonal, desconto para usuários frequentes, sistemas de
gerenciamento remoto e iluminação inteligente.
Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG -
Environmental, Social and Corporate Governance)
O antigo estatuto já previa expressamente o “desenvolvimento nacional
sustentável” como pilar dos processos de contratação pública e alguns
incentivos à adoção de boas práticas ESG pelos contratantes.
O novo projeto de lei traz novos incentivos nesse sentido, como:
Dutra pertence à CCR, que teve receita bruta de
R$1,43 bilhão em 2019.
Comentário
O Ministério da Infraestrutura brasileiro espera que
essa nova concessão reduza em até 35% o pedágio
atual. Entre as intervenções realizadas, destacam-se
o investimento em 80,2km de duplicação de pista BR-
101/RJ, faixas adicionais, passarela de pedestres,
trevos, retornos, rotatórias e desníveis.

 Em caso de ilegalidades detectadas em licitações e
contratos, o órgão público deve considerar os impactos
socioambientais do contrato na avaliação de eventual
rescisão.
Apesar dos avanços positivos nas questões de Direitos Humanos relacionadas
às condições de trabalho, o projeto de lei não contemplou a amplitude
estabelecida pelas Diretrizes Nacionais de Empresas e Direitos Humanos
(Resolução nº 05/2020). As Diretrizes Nacionais estabelecem que o Poder
Público cessará quaisquer contratos ou relações com empresas envolvidas em
violações de Direitos Humanosdecorrentes direta ou indiretamente de suas
atividades. O projeto de lei não abrange expressamente outras formas de
violação de Direitos Humanos e aquelas causadas indiretamente pela pessoa ou
empresa.
 A remuneração da contratada pode ser definida com base
no desempenho, que será medido segundo critérios de
sustentabilidade ambiental, padrões de qualidade e prazos.
 Adoção de programa de compliance por empresas que
celebrem contratos com valores superiores a R$200
milhões (ou para reabilitação em caso de imposição de
determinadas sanções).
 A ficha de referência do processo de compras deve incluir
descrição dos impactos sociais, fatores mitigantes,
requisitos de baixo consumo de energia, logística reversa
para reciclagem.
 O projeto de lei também proíbe a participação em qualquer
contratação pública de pessoas e empresas que tenham
sido proferidas sentença final e vinculante por trabalho
infantil, submissão de trabalhadores a condições análogas à
de escravo ou contratação de adolescentes em casos
ilícitos.
 As entidades governamentais podem exigir de seus
contratantes que um percentual mínimo da força de
trabalho responsável pela execução do contrato seja
composta por mulheres que sofreram violência ou cidadãos
que deixaram o sistema prisional.
Vendendo para o governo
De acordo com a Lei de Compras do GOB (8.666), aprovada em 1993, o preço era
tradicionalmente o principal fator na seleção de fornecedores e o GOB está
impedido de fazer distinção entre empresas nacionais e estrangeiras durante o
processo de licitação.
No entanto, uma nova reforma tornou mais fácil para empresas estrangeiras
competirem em licitações do setor público. A partir de outubro de 2020, as
empresas estrangeiras podem licitar sem a necessidade de estabelecer primeiro
um representante local. Somente na assinatura do contrato, a empresa
estrangeira precisa ter um parceiro local. O Ministério da Fazenda acredita que
esse processo agilizado deve trazer mais concorrência ao setor público, um
mercado de cerca de US$13 bilhões por ano.
Para uma empresa internacional concorrer com sucesso em compras públicas,
licitações, concessões ou leilões no Brasil, ela deve entender as disposições e
procedimentos da legislação brasileira. As características e os desafios podem
ser específicos do setor. As licitações podem exigir apresentações sobre
financiamento, engenharia, capacidades de equipamentos, treinamento e serviço
pós-venda, que terão origem e serão realizadas no Brasil. As propostas
vencedoras são escolhidas com base em três princípios: preço mais baixo,
melhor tecnologia ou uma combinação de ambos. Quando dois fornecedores
igualmente qualificados são considerados, os regulamentos de implementação
da lei dão preferência a bens e serviços brasileiros.
Atenção!
O Brasil permite que empresas estrangeiras com
pessoas jurídicas estabelecidas no Brasil concorram
para aquisições financiadas por empréstimos
multilaterais de bancos de desenvolvimento.

Conforme mencionado na seção introdutória, em preparação para a adesão do
Brasil ao Acordo de Compras Governamentais da OMC (Organização Mundial do
Comércio), o país está adotando uma nova lei de licitações (PL 4.253/2020), que
terá implementação faseada nos próximos dois anos.
As empresas internacionais que participam das compras públicas do Brasil
devem ver melhorias substanciais, incluindo padronização de prazos de
licitação, implementação de processos de licitação eletrônica, publicação de
licitações governamentais em um portal nacional de compras e mais
flexibilidade no acesso e igualdade para estrangeiros em relação à
documentação necessária.
Para projetos de serviços de arquitetura e engenharia, o Brasil exigirá que os
licitantes utilizem Building Information Modeling ou padrão internacional similar
em seus projetos. Continuará a haver preferências nacionais, para pequenas
empresas, por exemplo, mas o objetivo geral é que as licitações públicas nas
esferas federal, estadual e municipal se alinhem aos padrões da OMC e
internacionais.
Vem que eu te explico!
Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do
conteúdo que você acabou de estudar.
Módulo 4 - Vem que eu te explico!
Qual o futuro dos serviços públicos no
Brasil?
Módulo 4 - Vem que eu te explico!
Novos contratos de licitações, problemas

Questão 1
A Lei Federal nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012 (Política Nacional de
Mobilidade Urbana), classifica o transporte coletivo em duas modalidades,
de acordo com a natureza dos serviços prestados: público ou privado. Com
base nessa distinção, é correto afirmar que o transporte público coletivo
deve ser objeto de

Vamos praticar
alguns conceitos?
Falta pouco
para atingir
seus
objetivos.
A
concessão ou permissão; o transporte privado coletivo deve ser
objeto de autorização.
B
permissão ou autorização; o transporte privado coletivo não
depende da produção de ato administrativo para ser prestado.
C
concessão; o transporte privado coletivo deve ser objeto de
permissão ou autorização.
Questão 2
De acordo com as licitações públicas, analise as asserções abaixo:
I- A licitação pública concede serviços públicos a empresas privadas.
PORQUE
II- A lei 12.462/2011 impõe que 30% de todo o serviço público deve ser
licitado e passado para a iniciativa privada.
Após a análise das asserções acima, assinale a opção que apresenta a
correta razão entre elas:
Considerações �nais
D
concessão patrocinada; o transporte privado coletivo deve ser
objeto de concessão administrativa.
E
concessão ou autorização; o transporte privado coletivo deve
ser objeto de permissão.
Responder
A
As asserções I e II estão corretas, e a asserção II é uma
explicação para a asserção I.
B
As asserções I e II estão corretas, e a asserção II não é uma
explicação para a asserção I.
C As asserções I e II estão incorretas.
D A asserção I está correta e a asserção II está incorreta.
E A asserção I está incorreta e a asserção II está correta.
Responder
Vimos que um sistema de transporte mais inteligente e interoperável permite
uma gestão mais eficaz do tráfego e da mobilidade entre os modais, o que
facilita a combinação dos modos de transporte mais sustentáveis.
Estudamos também que, embora os investimentos em infraestrutura para
transporte de tenham aumentado recentemente, a oferta de transporte público e
infraestrutura rodoviária de alta qualidade não acompanhou o crescimento da
demanda de transporte. Instituições fracas e supervisão governamental também
exacerbaram a ineficiência e a informalidade dos sistemas de transporte.
Por fim, verificamos que existem licitações para concessão de direitos de
exploração de algum serviço, previsto em legislação, que parametriza tanto a
licitação quanto a operação do vencedor da licitação.
Podcast
Neste podcast, você conhecerá um pouco mais sobre os sistemas de
transportes.
00:00 04:38
1x
Explore +
Para entenda melhor sobre a importância do transporte para o Brasil, leia o
artigo Transportes e a logística frente à reestruturação econômica no Brasil, de
Marcio Rogério Silveira, disponível no portal da Scielo.
Referências
ANTT. Agência Nacional de Transportes Terrestres. Gráficos e estatísticas.
Consultado na internet em: 10 maio 2022.
ARAÚJO, M. P. S.; CAMPOS, V. B. G.; BANDEIRA, R. A. M. An Overview of Road
Cargo Transport in Brazil. International Conference on Industrial Engineering and
Operations Management (ICIEOM), 2012.
CALATAYUD, A.; MONTES, L. (Eds.) Logistics in Latin America and the Caribbean:
opportunities, challenges, and courses of action. Inter-American Development
Bank (IDB), 2021.
CARGA PESADA. NOVO Actros faz 2,09km por litro de diesel. Publicado em: 20
maio 2020.


https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212en/03549/index.html
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212en/03549/index.html
CNT. Confederação Nacional de Transporte. Anuário CNT do Transporte – 2021.
Consultado na internet em: 10 maio 2022.
FGVTRANSPORTES. Overview of the Logistics Sector in Brazil – Cambridge
version. Rio de Janeiro: FGV, 2020.
OECD. Organisation for Economic Co-operation and Development. 2019
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