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“Desde a história da humanidade, o sangue foi associado ao conceito de vida. Entretanto, o uso inadequado do sangue e produtos sanguíneos aumenta o risco de complicações relacionadas à transfusão e eventos adversos para os destinatários. Também contribui para a escassez de produtos derivados do sangue e a possibilidade de não estarem disponíveis, quando necessário, para outros pacientes que deles realmente necessitem” (FLAUSINO et al., 2015, p. 273).
FONTE: FLAUSINO, G. F. et al. O ciclo de produção do sangue e a transfusão: o que o médico deve saber. Rev Med Minas Gerais, n. 25, v. 2, p. 269-279, 2015.
Diante do exposto, descreva sobre o sangue e cite sua principal função.
O sangue é um tecido vivo que circula pelo corpo responsável por levar oxigênio, nutrientes e hormônios para todas as células do corpo (levando cada umas dessas coisas ao lugar certo), defender o organismo contra infecções e participar do processo de coagulação; ele é composto por uma parte liquida, o plasma, constituída por sais e vitaminas e por uma parte solida, que são as hemácias, plaquetas e leucócitos. As hemácias (glóbulos vermelhos) são responsáveis pelo transporte de O² e CO², as plaquetas pela coagulação e os leucócitos (glóbulos brancos) atuam na defesa do organismo, protegendo contra infecções. A produção do sangue se dá na medula óssea, através da célula tronco.
O sangue é composto por plasma, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Funções: o sangue tem inúmeras funções, as quais estão associadas aos seus componentes, entre elas se destaca o transporte de oxigênio que vai dos pulmões aos tecidos, e o CO2 que vai dos tecidos aos pulmões; tem função de transporte dos nutrientes principalmente aqueles que são absorvidos pelo trato gastrointestinal, que vão para o fígado e aqueles do fígado que vão para os demais tecidos. Interligando o transporte de hormônios, medicamentos e excreção de resíduos sanguíneos. É nesse sistema que se concentra a defesa do organismo, presença de imunoglobulinas e proteínas. Nele encontramos as plaquetas que atuam na hemostasia e na reconstituição endotelial. Se observam células capazes de regular a manutenção do pH participando do equilíbrio ácido-base e na manutenção do equilíbrio iônico mediante a transferência de íons, assim como na manutenção da hidratação residual, e na manutenção da temperatura corporal.
Mulher de 60 anos, portadora da doença de Von Willebrand tipo I e em tratamento clínico para a doença desde a infância, deu entrada em nosso serviço no dia 14 de janeiro de 2005 com história de dispneia aos esforços habituais nos dois meses antecedentes. A paciente estava em uso de digoxina, 0,25 mg/dia, e furosemida 40 mg/dia. 
FONTE: Ally Nader Roquetti Saroute, Carlos Manuel de Almeida Brandão, Marco Antônio Vieira Guedes, Cyrillo Cavalheiro
Filho, Pablo Maria Alberto Pomerantzeff. Paciente Portadora de Doença de Von Willebrand Submetida a Cirurgia da Valva Mitral: uma Estratégia para o Controle da Coagulopatia. Patient with Von Willebrand Disease Undergoing Mitral Valve Repair: A Strategy for the Control of the Coagulopathy. Instituto do Coração do Hospital das Clínicas – FMUSP - São Paulo, SP. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abc/a/sfdgg8WntyDkswDkWd7hMND/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 29 set. 2021. 
Diante do quadro exposto a respeito da paciente, disserte sobre a doença de Von Willebrand.
Resposta esperada
A doença de Von Willebrand é uma condição hereditária ou adquirida que afeta a capacidade do sangue de coagular normalmente. A VWD é o distúrbio hemorrágico hereditário comum. De modo geral, a doença é autossômica dominante com expressão variável, dependendo do tipo de mutação e dos efeitos genéticos epistáticos. Em geral, há sangramentos de mucosa, perda sanguínea excessiva depois de cortes e escoriações superficiais, e hemorragias pós-traumáticas e pós-operatórias.
Ela ocorre devido a uma deficiência ou disfunção do fator de coagulação conhecido como "fator de Von Willebrand," que desempenha um papel crucial na adesão das plaquetas e na estabilidade do fator VIII de coagulação no sangue. No caso da paciente de 60 anos mencionada, que tem a doença de Von Willebrand tipo I e está em tratamento desde a infância, isso sugere que ela possui uma forma mais leve da doença, caracterizada por uma redução na quantidade funcional do fator de Von Willebrand. Os principais sintomas dessa condição podem incluir sangramentos excessivos, principalmente após traumas ou cirurgias, além de sangramento nas gengivas, nariz e menstruações prolongadas nas mulheres. No contexto do artigo citado, a paciente precisou passar por uma cirurgia de valva mitral. Nesses casos, o manejo da coagulação é fundamental, uma vez que a cirurgia pode aumentar o risco de sangramento. O uso de medicamentos como digoxina e furosemida pode ter sido necessário para tratar problemas cardíacos associados à doença de Von Willebrand. O tratamento da doença de Von Willebrand geralmente envolve a reposição do fator de Von Willebrand por meio de medicamentos, como o concentrado de fator de Von Willebrand, para controlar os episódios de sangramento. A abordagem terapêutica varia de acordo com a gravidade da doença e as necessidades individuais do paciente. É importante destacar que a doença de Von Willebrand é uma condição crônica que requer acompanhamento médico regular e um plano de tratamento personalizado para garantir a qualidade de vida e minimizar os riscos de sangramento excessivo.

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