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As aves são animais sensíveis devido a seu metabolismo acelerado e sofrem com diversas doenças, inclusive de caráter zoonóticas. • Em escala comercial grande parte das aves acometidas por determinadas doenças são abatidas; • Tratamentos são caros, especialmente antibioticoterapia; Qualquer infecção localizada ou sistêmica causada pela bactéria Eschirichia coli. • É uma zoonose; • Faz parte da microbiota intestinal – sorogrupos diferenciam-se em infecções intestinais e extra-intestinais; • Eliminação contínua do agente x resistência em ambiente; • Aves e mamíferos são seus hospedeiros; Essa doença é de extrema importância econômica, sendo uma das doenças mais comuns responsável por morte embrionária Transmissão • Vertical – via oviduto e casca de ovo; • Horizontal – cama contaminada, poeira, alimentos, água, fezes de roedores e principalmente o cascudinho (inseto); *Cascudinho – prega em camas* Quando a contaminação é horizontal é consequência do comprometimento de alguma barreira da pele ou mucosa Eliminação • Fezes; • Comida e água; • Animais assintomáticos também eliminam o agente; Porta de Entrada • Mucosas oral, transovariana e inalatória; Rota primária • Sistema respiratório; • Sistema gastrointestinal; O agente etiológico é o Eschirichia coli. • São bacilos não esporulados; • Gram negativos; • Muitas cepas são móveis e possuem flagelos; • Crescem bem na maioria dos meios de cultura; A doença pode ocorrer de forma aguda ou crônica. • Aguda – forma septicêmica (morte em sintomas); • Crônica – penas arrepiadas, debilidade, crescimento retardado, dispnéia, tosse, secreção nasal (doença respiratória crônica), sinovite, enterite e diarréia; *Penas eriçadas* Animais jovens possuem alta mortalidade por onfalite (infecção da pele e tecidos moles do umbigo e regiões circundantes) *Alterações anatomopatológicas* Alterações anatomopatológicas: • Exsudato caseoso em trato respiratório superior e oviduto; • Folículos ovarianos degenerados em peritônio; • Aerossaculite adjacente ao oviduto; • Celulite; O diagnóstico se dá através de: • Exames bacteriológicos – cultura e antibiograma de sangue, muco e órgãos; • Análise de fragmentos de lesões e de órgãos; Diagnóstico diferencial • Pasteurelose, Salmonelose,Micoplasma, Clamidofilose; • O tratamento é feito com antibioticoterapia, alto custo ao produtor; • Boas condições de manejo e biossegurança; • Evitar agentes imunossupressores como vírus de Gumboro, Micotoxinas, etc; • Evitar circulação ineficiente, superlotação; • Cuidado no manejo de ovos para evitar a contaminação da casca; A prevenção sempre será a melhor forma de enfrentar uma doença em escala comercial *conjuntivite* A doença é causada pela bactéria Avibacterium paragallinarum. • Altamente contagiosa; • Acomete trato respiratório superior; • Pode estar associada a outros agentes; Epidemiologia • Cosmopolita (comum de centros urbanos); • Queda na postura; • Refugagem (apatia e falta de mobilidade); • Biosseguridade importante; Aves de fundo de quintal não possuem Impacto Econômico • Antes se falava sobre a bactéria Haemophilus gallinarum, hoje é considerada a Avibacterium paragallinarum; • No Brasil não há registro de surtos, pois é uma doença controlada em aves comerciais pela vacinação; • Nos EUA houve bastante impacto, mortalidade de 48%, queda de 75% na produção de ovos, e condenação de lote de “Frango Alabama” em 69,8% devido à aerossaculite; *Aerossaculite* O agente etiológico é a bactéria Avibacterium paragallinarum. • Gram negativa; • É um bacilo; A transmissão ocorre de forma horizontal (direta e indireta). • Assintomáticas / crônicas; • Moscas / fômites (vetores); • Período de incubação de 24 a 48 horas; • Curso da doença de 2 a 3 semanas; Interações entre o agente e o hospedeiro que levam a promoção da doença. • Adesão ao epitélio; • Descamação; • Edema; • Obstrução; A Coriza pode se apresentar de duas formas: • Descomplicada; • Complicada; Descomplicada • Exsudato seroso / mucoide; • Espirros; • Conjuntivite; • Edema facial (visão); • Tosse; • Anorexia; • Queda da produção; *Edema facial* Complicada Quando associada a outros patógenos. • Depende do agente; • Dispnéia, pneumonia, aerossaculite; • Mais intensos – doença renal crônica (DRC), processo inflamatório no fígado, pericardite; *Sinusite crônica acentuada* • Clínico – exsudato (seios nasais); • Histórico; • Laboratoriais – isolamento bacteriano, PCR; • Necropsia; Achados de necropsia • Inflamação catarral ou fibrinopurulenta das vias nasais e seios nasais; • Edema subcutâneo de face e barbelas; • Traqueíte; • Aerossaculite; • Degeneração celular com hiperplasia do epitélio; • Lesões de órgãos; *Seio paranasal preenchido por exsudato caseoso* • Antimicrobianos – sulfas, eritromicina, tilosina, tetraciclinas, estreptomicinas, enrofloxacinas, dentre outros; • Pode haver recorrência dos casos; • Dificilmente sobrevive fora do hospedeiro, baixa resistência; Graças a sua baixa resistência é uma bactéria fácil de eliminar do ambiente Através de medidas de biosseguridade. • Sistema all in/all out; • Desinfecção; • Abate ou afastamento + tratamento de lotes afetados; • Desinfecção; • Vazio sanitário; • Água clorada; A vacinação é uma forma de controle da doença, sendo feita em animais de escala comercial. • Evita surtos; • Bactéria inativada; • Vacina oleosa (aplicada no peito); • Aplicação de 12 a 16 semanas de vida do animal; É uma infecção bacteriana dada através da bactéria do gênero Mycoplasma. • M. gallisepticum e M. synoviae estão disseminadas na classe Aves e ocorrem em várias espécies das ordens Anseriformes, Psittaciformes, Galliformes, Columbiformes e outras ordens de aves; • Muito raro um micoplasma não-humano provocar alguma reação no home, contudo, existem casos, considerados aberrações; *Ave acometida por Mycoplasma* Doença de categoria 3 – requer notificação imediata de qualquer caso confirmado. Não é uma zoonose Perdas Econômicas É uma doença que causa grandes perdas econômicas na avicultura brasileira e mundial. • Baixo ganho de peso (20 a 30%); • Baixa conversão alimentar (10 a 20%); • Baixa taxa de postura (10 a 20%); • Mortalidade embrionária (5 a 10%); No Brasil, perda de 30 mil toneladas de carne de frango por problemas respiratórios, acarretando prejuízos de U$30 milhões. O agente etiológico é a bactéria M. gallisepticum, M. synoviae e M. meleagridis. • Fámilia Mycoplasmatales, gênero Mycoplasma; • Não possuem parede celular, são Gram negativas; • São resistentes a antibióticos que atuam impedindo a síntese da parede celular das bactérias (penicilina); Esses organismos crescem produzindo colônias em forma de “ovo frito” *Colônias em ovo frito* Pode ocorrer de forma vertical e horizontal (direta e indireta). • Direta – aerossóis respiratórios e proximidade; • Indireta – fômites, roupas, equipamentos; M. gallisepticum permanece viável nas fezes por 1 a 3 dias (20°C), na gema de ovos por 18 semanas (37°C) e seis semanas (20°C). • As aves infectadas excreta, micoplasma por aerossóis que atingem o trato respiratório superior; • A infecção é dependente da propriedade de adesão dos micoplasmas (fixação às membranas mucosas), causando a morte celular ou provocando infecção crônica; • O período de incubação é variado, dependendo da via de entrada, dose infectante, virulência das cepas, fatores de risco e suscetibilidade do hospedeiro;• Em aves provenientes de ovos infectados, o período de incubação é em média de 40 dias; *Patogenia* • Doença respiratória crônica (DCR) das galinhas causada por M. gallisepticum; • Sinovite infeciosa dos perus causada por M. synoviae; • Sinovite infecciosa e aerossaculite das aves causada por M. gallisepticum e M. synoviae; Sinais clínicos gerais • Secreção ocular; • Edema supraorbital; • Conjuntivite; • Secreção nasal; • Tosse; • Espirros; • Sinusite; • Dispnéia; • Artrites; *Sinusite, secreção e edema* Sinais específicos - M. gallisepticum • Causa primária da enfermidade respiratória crônica, sinusite e conjuntivite; • Alta morbidade e baixa mortalidade; • Patógenos associados – severa (considerar abate); • Cosmopolita; Sinais específicos – M. synoviae • Artrite, com aumento articular, inchaço, hiperemia, exsudato leitoso sinovial, claudicação e imobilidade articular; • Atinge também o sistema respiratório, e os efeitos clínicos podem também ser dependentes das coinfecções; *Articulação atingida* M. meleagridis e M. iowae São principalmente patógenos para perus. • Doença respiratória e reprodutiva. Com redução da eclodibilidade e mortalidade embrionária; • A transmissão vertical e a infecção embrionária por M. meleagridis resultam na doença em jovens logo após a eclosão; • M. iowae tem sido relacionada à redução na eclodibilidade e à mortalidade embrionária em perus; *Redução da eclodibilidade e mortalidade embrionária* • A sorologia rápida, com antígeno colorido específico para cada uma das espécies de micoplasma é o diagnóstico oficial recomendado (é sensível, mas pouco específico, e exige reteste dos soros reagentes); • Inibução da hemaglutinação (IH); • Ensaio imunoenzimático (ELISA); • PCR (poderá ser de 3 aves para cada mil, quando não for possível a coleta por SWAB); PNSA – estabelecimento de controle permanente (reprodutores elite, bisavós, avós e matrizes), avaliação periódica (3 meses). • É obrigatória a erradicação de Mycoplasmas para reprodutores comerciais, sendo proibido tratamento antibacteriano antes das amostragens, pois podem interferir nos resultados da sorologia (falso-negativo); *Aglutinou = positivo* *Ovo frito na cultura = mycoplasma* • Programas de biosseguridade; • Para poedeiras em regiões endêmicas com múltiplas idades, a vacinação pode representar benefício na produtividade; • Vacinas atenuadas ou vivas foram desenvolvidas e estão disponíveis tanto no mercado nacional quanto no internacional; • Protegem bem contra aerossaculite e perdas na produção de ovos, mas conferem pouca proteção contra a colonização por amostra de campo de M.g; • A maior desvantagem é a necessidade de duas doses para a proteção ideal e seu custo de administração; Apesar de diminuir o índice de manifestações clínicas e também a taxa de transmissão não erradica o M.s do plantel. • Antimicrobianos; • Recomendado para poedeiras e frangos de corte; • Via oral ou parenteral; Também conhecida como “Cólera Aviária”. É uma doença bacteriana altamente contagiosa causada pela bactéria Pausterella multocida. • Doença de categoria 4 – requer notificação mensal de qualquer caso confirmado; • Se manifesta como doença septicêmica com alta morbidade e mortalidade (até 80%); • Acomete aves de criação industrial, silvestres e de fundo de quintal e humanos* (não é tida como zoonose); É considera agente patogênico secundário por estar presente na flora do sistema respiratório • Mortes súbitas podem ocorrer, portanto é necessário diferenciar de envenenamento, Newcastle e Influenza; Epidemiologia • Surtos afeta mais galinhas, perus, patos e gansos; • Frequência maior em temperaturas mais baixas (queda da resistência das aves); • Reservatórios – lotes clinicamente recuperados permanecem como carreadores da Pateurella; • Em animais silvestres nem todas as cepas são patogênicas; *Pasteurella* É uma bactéria presente no organismo, portanto sua alteração se dá por consequência a uma imunossupressão O agente etiológico mais importante para a veterinária é a bactéria Pasteurella. Multocida. • Família Pasteurellaceae; • G~enero Pasteurella; • Subspécies – séptica, gallicida, tigres; *Pasteurella multocida* • Bactéria bacilo, gram negativa; • Aeróbica facultativa; • Ideal para crescimento T 37°C e pH entre 7,2 e 7,8; • Microorganismos oportunistas; • Apresenta resistência pois é encapsulada (inativada pelos desinfetantes formol 1%, hidróxio de sódio, glutaraldeido, e luz solar entre 56°C e 60°C); A transmissão se dá de forma horizontal. • Oral, respiratória ou cutânea; • Ave – ave; • Moscas, ectoparasitos, pássaros, pombos e roedores; • Água e alimentos contaminados; • Costuma acometer animais com mais de 6 semanas de vida; • Resistência ambiente de até 3 meses (carcaças de animais que morreram com a doença); • Fonte de infecção – aves enfermas e reservatórios; • Via de eliminação – excreções oro- nasais e conjuntivais, fezes; • Vias de transmissão – água, ração, instalações, vetores, fômites; • Porta de entrada – mucosa oral e do trato respiratório superior, conjuntiva e pele; É uma doença que se dá de forma secundária a algum fator estimulante de imunossupressão. • Manejo inadequado; • Estresse; É uma bactéria habitante normal das vias aéreas *ave com otite* • TRS (menos em TGI) – replicação e atinge o sistema vascular; • Septicemia – outros órgãos; • Resistência ao sistema imune pela presença de cápsula e LPS (lipopolissacarídeos); • Lise e liberação de endotoxinas que causam lesões teciduais; • Necrose; A doença pode se apresentar de forma aguda e crônica. • Gravidade do quadro é influenciado por – espécie afetada, estado de saúde da ave, ambiente e manejo; Forma Aguda • Aves recusam a andar; • Apatia; • Penas eriçadas; • Hiperemia; • Descarga de mucosa pela boca; • Taxa respiratória elevada; • Diarréia; • Cianose em crista e barbelas; • Convulsões; • Morte; *Cianose em crista e barbela* • Distúrbios circulatórios como – hemorragia petequial nas serosas do coração, pulmão, gordura abdominal, proventrículo, mucosa intestinal, duodeno e reto; • Aumento dos fluidos do pericárdio e peritônio; • Hiperplasia de fígado; *Petéquias* Forma Crônica • Enfraquecimento; • Palidez de crista e barbelas; • Barbelas inchadas; • Osteomielite. • Artrite; • Conjuntivite; • Lesões na faringe; • Muco na traquéia; • Dispneia; • Torcicolo; • Opistótono; • Edema nos seis infraorbitários; • Aerossaculite; *Barbelas inchadas* Os sinais clínicos são inespecíficos, portanto, necessário exames laboratoriais. • ELISA; • PCR; • Parasitológico de fezes; • Amostras de fígado, medula óssea, sangue e fragmentos do cérebro; • Biosseguridade; • Desinfecção; • Multiplicidade de idade; • Vazio sanitário; • Aplicada junto com o Tifo aviário (Salmonella gallinarum); • Administrar por via intramuscular (músculo do peito); • 1° dose às 12 semanas de vida, 2° dose às 15 semanas de vida; • Outros esquemas de vacinação poderão ser adotados sob a responsabilidade exclusiva do Médico Veterinário, principalmente em casos de surto; Uso de sulfas na água. • Bacteriostática; • Toxicidade; • Fazer antibiograma; *Cultura de Pasteurella* É uma doença infecciosa bacteriana aguda ou crônica causada pelas salmonelas. • Grande impacto econômico; • Alta mortalidade; • Sistêmica / entérica; • Causa infecção alimentar; • Risco a saúde pública; • Septicemia; É uma doença de caráterzoonótico • Aves ou ovos férteis de linhas puras, bisavós e avós nascidas no brasil ou importadas positivas para Salmonelose – abate do núcleo e eliminação de todos os ovos; • Matrizes – S. gallinarum e S. pullorum (abate do núcleo e eliminação dos ovos), S. enteritidis e S. Typhimurim (haverá cancelamento da certificação de livre e passará a ser considerado controlado); Os agentes etiológicos são as bactérias Salmonella pullorum, Salmonella gallinarum, S. typhimurium e S. enteritidis. • Família – enterobacteriacea; • Gênero – salmonella; • Espécies – S. entérica e S. bongoni; • Gram negativas; • Não esporularam; • Motilidade – tem flagelos para locomoção; Epidemiologia • Cosmopolita; • Acomete galinhas, perus, pardais, canários, codornas e papagaios; Apresenta 3 classificações. • Pulorose – S. pullorum; • Tifo – S. gallinarum; • Paratifo – S. typhimurium e S. enteritidis (importantes nas intoxicações alimentares); Causada pela bactéria S. pullorum. • Sinal específico – diarréia branca; • Septicemia fatal dos pintinhos; Cadeia epidemiológica • Hospedeiro suscetível – galinhas, perus, pardais, canários, codornas e papagaios, aves jovens (- 4 semanas); • Via de transmissão – vertical e horizontal; • Via de eliminação – fezes; • Porta de entrada – trato gastrointestinal; *diarréia branca* Sinais clínicos • Jovens – inapetência, fraqueza, penas eriçadas, diarréia branca, amontoados em campânulas (hipotermia); • Adultos – inespecífico (queda de produtividade), crista pálida e retraída, penas eriçadas, desidratação, diarréia branco-amarelada (portadora assintomática); Alterações anatomopatológicas • Jovens – congestão em baço, fígado e rins, saco da gema com consistência caseosa, má-absorção, nódulos branco- amarelados em pulmão, TGI, coração, pâncreas, moela, parece de ceco e duodeno, pericárdio e parede intestinal espessados, fluido viscoso e amarelado nas articulações, líquido viscoso em peritônio; • Adultos – folículo ovariano deformado, postura intra-abdominal (fora do infundíbulo), peritonite fibrinosa, peri- hepatite, pericardite, nódulos branco amarelados em músculo cardíaco e nos testículos; *Peri-hepatite* Controle e prevenção • Sacrifício de lotes contaminados; • Vacina não recomendada – pouco eficaz; Diagnóstico • ELISA; • PCR; Tratamento Feito através de cloranfenicol e sulfonamidas. • Não elimina, apenas diminui a mortalidade; Causado pela bactéria S. gallinarum. • Septicemia; • Acomete aves jovens e adultas; • Mortalidade alta e progressiva; • Profilaxia – vacina viva (cepa 9R ou inativada); *Fraqueza* Cadeia epidemiológica • Não possui flagelos, diferenciar de NewCastle; • HS – galináceos, chimpanzé, raposas, ratos, coelhos e cobaias; • VT – horizontal; • VE – fezes; • PE – trato gastrointestinal; Sinais Clínicos • Inapetência; • Fraqueza; • Penas eriçadas; • Diarreia branco-esverdeada; *Fígado aumentado* Alterações anatomopatológicas • Fígado aumentado (3 a 4x), cor esverdeado ou amarelo-esverdeado à bronzeado, friável, pontos necróticos esbranquiçados e hemorrágico; • Vesícula biliar aumentada; • Baço aumentado; • Processo inflamatório com nódulo branco no coração, baço, pulmões, rins, moela, pâncreas, duodeno e cecos; • Líquido pericárdio com coloração opaca; • Ovários com cistos disformes e hemorragias, rins amarelados; Causada pelas bactérias S. thyphimurium e S. enteritidis. Essa é zoonótica. • Mortalidade variável de 20%; • Associada a doenças imunossupressoras; • Diarreia leve; • Jovens susceptíveis; • Afeta a saúde pública; • Tem flagelos; Cadeia Epidemiológica • HS – peru, galinhas (especialmente jovens); • VT – vertical (ovário – oviduto, cloaca) e horizontal (ave – ave); • VE – fezes; • PE – oral, cloacal; Sinais clínicos • Jovens (ovos contaminados) – morte embrionária, morte de recém nascidos, quadro severo de inapetência, fraqueza, penas eriçadas, asas caídas, cegueira e claudicação; • Adultos (quadro severo) – septicemia aguda e morte, inapetência, diminui a produção, diarréia, mortalidade não é comum; *ovo contaminado* Alterações anatomopatológicas • Jovens – enterite severa com focos necróticos, ceco com espessamento de parede, baço, fígado e rins congestos e edemaciados, hepatite e pericardite fibrino-purulenta, gema não absorvida, necrótica, coagulada e caseosa; • Adultos – atrofia de ovário, folículos estarão murchos, hemorrágicos ou caseosos; Diagnóstico • Clínico – idade; • Institutos credenciados; • ELISA e PCR; • Soroaglutinação rápida em placa (aglutinou = positivo); • Exame bacteriológico – baço, fígado, coração, ovário, ceco, saco de gema; *soroaglutinação* Tratamento • Tetraciclina, cloranfenicol, gentamicina; • Tífica – abate + vazio sanitário; • Inviável em aves de corte – custo; Controle e prevenção • Monitoramento bacteriológico (reprodutoras); • Monitoramento sorológico; • Vacinas – reprodutoras e poedeiras; • Medidas de biosseguridade; É uma enfermidade viral, aguda, causada pelos vírus do gênero Avulavírus. • Altamente contagiosa; • Considerada a mais devastadora entre as doenças da indústria de aves; • Doença de maior impacto econômico entre todas; • É uma zoonose – infecção humana por qualquer estirpe incluindo as vacinas; *torcicolo* Doença de categoria 2, requer notificação imediata de qualquer caso suspeito Situação epidemiológica • Última ocorrência em 2006, no mato grosso; • Infecção PPWV-1 – presente em pombos comuns e avoantes; • Família Paramyxoviridea; • Gênero Avulovirus (Paramixovírus -1 ou APMV – 1) causador da newcastle; • 9 sorotipos (APMV -1 a APMV -9); • APMV -1 de maior ocorrência e maior importância; • O vírus da DN usa as proteínas por ele codificadas para transcrição e replicação de seu genoma, e utiliza proteínas do hospedeiro para transporte; • Proteína de Fusão (F), mediadora da fusão do envelope com as membranas da célula; • Estirpes patogênicas evoluem de estirpes não patogênicas (por mutações na região F); De acordo com a virulência (capacidade de multiplicação), as estirpes são divididas em: 1. Velogênicas – altamente patogênicas (100% de mortalidade), viscerotrópicas ou neurotrópicas; 2. Mesogênicas – média patogenicidade (média a baixa mortalidade), afeta o sistema respiratório; 3. Lentogênicas – pouco patogênicas (usadas em vacinas), podem causar diminuição da produção de carne e ovos; 4. Entérica assintomática – infecções entéricas; Período de incubação • APMV – 1 até 21 dias, cepas velogênicas tem período de incubação mais curto; • PPMV – 1 até 4 semanas; Não há aves reservatórios de estirpes patogênicas. • Direta – de ave para ave (aerossóis, respiratório, excretas e quaisquer secreções); • Indireta – equipamentos, comedouros e bebedouros; • Anseriformes são resistentes e podem infectar Galiformes; • Humanos apresentando conjuntivite por ND que não usam proteção; Velogênicas (severa e fatal 100% das aves não vacinadas) • Viscerotrópico – morte súbita, apatia, sinais respiratórios, cianose, diarréia esverdeada; • Neurotrópico – sinais respiratórios, inchaço de cabeça, sinais nervosos (torcicolo, paralisia); Mesogênicas (mortalidade média a baixa) • Sistema respiratório, gastrointestinal e nervoso; *sinal neurotrópico* • Suspeitar em casos de morte súbita com alta mortalidade em planteis não vacinados; • Entrar em contato com o serviço oficial de vigilância do seu estado que fará a colheita do material e enviará ao Lanagro; Laboratorial • Isolamento e identificaçãodo APMV – 1; • Detecção do ácido ribonucleico específico (RNA); • Determinação do índice de patogenicidade intracerebral (IPIC); • Sequenciamento genético; • Inibição da hemoaglutinação para caracterização viral; • Vacina facultativa, depende da situação epidemiológica do local; • Obrigatória em estabelecimentos de controle permanente ou eventuais (MAPA); • Os núcleos ou granjas de produção e de reprodução, devem estar localizadas em áreas livres de estirpes patogênicas de APMV – 1; • Vacinação nos planteis de aves de reprodução e comerciais somente porderá ser realizada com vacina devidamente registrada no MAPA; • As aves reprodutoras, de postura comercial e aves ornamentais realizarão vacinação sistemática contra DN; • No brasil a DN pode ser prevenida por vacinação, com vacinas vivas preparadas com estirpes não patogênicas, por exemplo no 1° dia de vida (estirpes Hitchner B1 ou HB1) e revacinações periódicas; É uma enfermidade viral indutora da imunossupressão. • Afeta populações de aves no mundo todo; • Causa grandes perdas econômicas – não possui tratamento; • Vacinação – prevenção; • Doença de categoria 4 – requer notificação mensal de qualquer caso confirmado; *galinha paralisada, típico de Marek* Não é uma zoonose Histórico • Causa tumores em galinhas – modelo de estudo para tumores em humanos, DM foi a primeira doença tumoral prevenida por vacina; • Forma não neoplásica – causa arterioesclerose (modelo para arterioesclerose causada por vírus); *paralisia* Situação atual • A DM causou grande impacto na avicultura de galinhas em 1970; • Atualmente são raros os episódios, e muitos estão relacionados a falhas vacinais que impedem a resposta imune; Impactos na avicultura • Antes da vacina – mortalidade > 60% (efeitos negativos impactantes); • Depois da vacina – mortalidade de 3 a 5% (reduzidos significativamente); Vacinação obrigatória para todas as galinhas e frangos industriais no Brasil. • Vacina “in ovo” no 18° dia de incubação; • Vacina SC em pintos de 1 dia no incubatório; • Família Herpesviridae (DNA de fita dupla); • Subfamília Alphaherpesvirinae; • Gênero Mardivirus (GaHV – 2); *Marek* • A doença de marek é uma desordem linfoproliferativa; • Linfócitos se proliferam em quantidades excessivas; • Altamente contagiosa; • Herpesvírus oncogênico – lesão mais característica é aumento dos nervos periféricos; Transmissão horizontal entre galinhas e pintinhos. • Via aerógena; • Pele descamada; • Insetos (cascudinhos); • Equipamentos contaminados; • Comum na avicultura de subsistência (essas aves podem atuar como reservatório de vírus patogênicos); *Acometimento* Relembrando... Linfócitos B • Resposta imunológica realizada pela produção de anticorpos; • Baço, linfonodos e Bursa de Fabricius; Linfócitos T • Reconhecer e destruir células anormais do corpo, como as células infectadas por vírus; • Timo; Todos os linfócitos são produzidos na medula óssea a partir de células-tronco. Aves não possuem linfonodos! 1. O pintinho inala a poeira do ambiente (pele descamada infectada); 2. A poeira é fagocitada por macrófagos nos capilares pulmonares; 3. O vírus livre ou macrófagos infectados entram na circulação e transferem a infecção para Linfócitos B (baço e bursa) resultando na destruição dos mesmos (imunossupressão); 4. Nesta fase inicial, a replicação vieral se estende aos linfócitos T (timo) = atrofia 9timo, baço e Bursa); 5. Persistência da viremia e há integração do genoma do GaHV2 no genoma celular, transformando Linfócitos T ativos, em Linfócitos T neoplásicos (metástase); Primeira fase (fase citolítica) • Fase de replicação, podemos detectar antígenos virais e causa um estado de imunossupressão; • Múltiplos focos de necrose (infecção dos órgãos linfóides); • Primeiros 4 a 7 dias após a infecção; Segunda fase (fase de infecção latente) • Pós fase citolítica, ou seja, 5 a 7 dias pós-infecção; • O objetivo do vírus são nos linfócitos T que são transformados em T neoplásicos; A expressão dos sinais clínicos e as lesões podem ser influenciadas pela idade, imunocompetência e resistência genética. • Aves a partir da 6° semana de idade, sendo mais comum entre a 12° e 24° semana; • O período de incubação é variável de 3 a 4 semanas ou até meses; • Do ponto de vista clínico são conhecidas 3 formas: clássica, aguda e cutânea; Sinais – forma clássica É a forma neurológica. • Paralisia unilateral (linfócitos T neoplásicos infiltram nervos e causam processo inflamatório); • Aves de 18 meses de idade; • Mortalidade de 3 a 10%; • Asas caídas e incoordenação; • Abertura das pernas – uma pra frente e outra pra trás; • Dilatação do papo – envolvimento do nervo vago; *Abertura das pernas e dilatação do papo* Sinais – forma aguda Forma mas rápida e mais grave. • 7 a 8 semanas de idade; • Há infiltração tumoral disseminada para órgãos vitais (morbidade e mortalidade altas); • Tumores múltiplos; • Palidez da crista e patas, letargia, perda de peso e postura; • Cegueira (lesões na íris); *lesões na íris* Sinais – forma cutânea • Infiltração de linfoblastos nos folículos das penas; • Ploliferação intensa - invade a epiderme e causa ulcerações na região de cabeça (periocular); • Diagnóstico diferencial – bouba aviária; *ulcerações* • Suspeitar em aves com paralisia de pernas (unilateral) especialmente em aves não-vacinadas; • Lesões de pele são sugestivas = necropsia para procurar tumores viscerais; • Necropsia – alteração do calibre dos nervos, com hiperemia e/ou hemorragia; Confirmação • Depende da visualização macroscópica das células tumorais e/ou deteção do antígeno, ou genoma viral nos tecidos; • Fazer histopatológico HE para confirmar (infiltrados de células linfoblásticas pleomórficas); • PCR; *tumor nodular em fígado* Conhecida também como varíola aviária. É uma doença viral causada pelo Avipoxvírus. *lesões cutâneas* • Cosmopolita; • Acomete várias espécies, em animais jovens é grave; • Prevenção através de vacinação e profilaxia; • Não é uma zoonose; • Doença de categoria 4 – requer notificação mensal de qualquer caso confirmado Características gerais • Infecção normalmente branda, causa prejuízos econômicos pois diminui o crescimento e ganho de peso das aves de corte e reduz a taxa de postura; • Curso clínico de 3 a 4 semanas, e na maioria dos casos ocorre cura espontânea; • Não há tratamento específico, apenas cuidados paliativos e tratamento sintomático; • Possui diversas características patognomônicas (vesículas crostosas, histopatológico, vacina); Gênero Paxvirus, família Avipoxviridae Avipoxvirus. • Vírus de DNA; • Envelopados e grandes (sobrevive vários meses em ambientes de baixas temperaturas); • A espécie é subdividida em 3 grupos genéticos, sendo a estirpe Fowlpox-like a que acomete Galliformes e Columbiformes; • Mesma estirpe acomete espécie diferentes de aves; Marrecos, patos e gansos não contratem o patógeno Sensibilidade • Desinfetantes no geral; • Soda cáustica; • 50°C por 30 min; • 60°C por 8 min; • Hidróxio de potássio 1%; • Hidróxio de sódio 2%; • Fenol 5%; Se ressecados ficam mais resistentes, vírus é altamente resistente ao sol e à luz *lesões crostosas* Principal é através das escamas da pele que se desintegram depois de desprendidas. • Vento; • Fômites; • Manipulação (funcionário); • Artrópodes – mosquito, moscas e piolhos; • Ácaros; Animais podem transmitir mesmo sem sintomatologia • Hiperplasia epitelial (DNA)– primeiras 36h, resposta inflamatória; • Viroplasma (local) – replicação obrigatória no citoplasma da célula hospedeira; • Corpúsculo de Bollinger ou Borral – viroplasmas acoplados ao retículo endoplasmático rugoso gerando corpúsculos de inclusão basofílicos, corados com hematoxilina-eosina; *Corpúsculo de Bollinger ou Borral* A infecção pode se apresentar em três formas diferentes: • Epiteliomatosa ou cutânea (seca); • Diftérica (úmida); • Septicêmica; Forma cutânea (seca) • Nódulos nas áreas sem penas; • Evoluem para pústulas; • Formam crostas; • Queda no ganho de peso e produção de ovos; • Olho – lesão na córnea; • Mortalidade baixa; *forma cutânea* • Áreas glabras – barbelas, cristas, patas e pálpebras; • Inicial – aspecto vesicular (lesões esbranquiçadas ou amareladas); • Intermediário – proliferação viral em células epiteliais, aparência nodular (espessamento, lesões mais escuras e crostosas); • Final – lesões hemorrágicas (descamam com facilidade, principal fase de transmissão); Forma diftérica (úmida) • Conjuntivite, úlcera na córnea; • Lesões na boca e língua; • Espalha para faringe, laringe, esôfago ou traquéia; • Secreção nasal e ocular; • Comprometimento do TRS e TGI; • Dispnéia e dificuldade de comer e beber; • Mortalidade alta – até 50%; *placas amareladas em mucosa* • Lesões em mucosas – placas amareladas; • Lesões nodulares caseosas – interferem na alimentação e respiração; Forma Septicêmica • Sinais súbitos; • Perda do apetite. • Pneumonia > cianose; • Sepse; • Morte em 3 dias; *bouba no olho* • Sinais clínicos – lesões cutâneas (diferencial Gumboro, Marek, Candidíase e Aspergilose); • ELISA; • PCR; • Isolamento viral; Histopatológico • Hiperplasia do epitélio e alargamento das células; • Hipertrofia – produção de muco; • Corpúsculo de Bollinger (específico dessa doença); Existem 2 tipos, fraca e forte. • Fraca – feita no incubatório em embriões de 18 dias SC ou em pintos de 1 dia SC; • Forte – galinhas reprodutoras, poedeiras comerciais e frangos de corte; Existe apenas um sorotipo de vírus de Bouba, o que torna a vacinação simples e eficiente Aplicação da vacina • Punção na asa (aplicador); • Escarificação de coxa; Após 7 dias verificar a “pega” da vacina (nódulos), em poucos dias desaparecem. Se a reação não ocorrer, deve-se repetir a vacinação *membrana da asa* Não há tratamento curativo. • Remoção das crostas volumosas e cauterização das feridas com tintura de iodo ou nitrato de prata; • As placas diftéricas podem ser lavadas com soluções fracas de permanganato de potássio; • Deve ser usado antibióticos para evitar e tratar as infecções bacterianas 2°; • Controle – princípios da biosseguridade; É uma doença infecciosa Bursal (DIB). • Altamente contagiosa (porta de entrada para patógenos oportunistas); • Compromete o sistema imune (imunossupressão); • Atinge a Bursa de Fabrícius (cloaca); • Prevenção feita na vacinação das matrizes (imunidade materna); • Doença de categoria 4; Importância • Moderada mortalidade e alta morbidade; • Imunodepressão – redução da viabilidade das aves industriais, aumento da condenação por oportunismo infecioso; • Coinfecções são comuns (Circovírus, Adenovírus, Reovírus, E coli e Clostridium); • IBDV – Birnavírus; • Família Birnaviridae (RNA); • Sem envelope; • Cápsula proteica com proteína VP2 (principal antígeno determinante da patogenicidade e imunogenicidade); • A doença por estirpes vvIBDB (alta virulência) são mais graves, mortalidade próxima a 100%; Características do vírus • Resistente – éter, cloformio, amônia; • Sensível – formalina, cloramina, iodóforos; • É um vírus muito resistente no ambiente; Distribuição geográfica • Sorotipo 1 – cosmopolita em plantéis comerciais, alta incidência (biosseguridade ineficiente); • Sorotipo 2 – ampla distribuição, não descrito no Brasil; Transmissão horizontal direta e indireta. • Principalmente fecal-oral, também inalação de poeira; • Não há transmissão vertical; • Aves infectadas transmitem o vírus por 10 a 14 dias pelas fezes; 1. O vírus adentra o hospedeiro e chega ao intestino; 2. Replicação viral em linfócitos e macrófagos na mucosa intestinal; 3. 1° viremia após 12 horas a infecção; 4. Replicação viral em fígado em macrófagos hepáticos e 2° viremia; 5. Atinge linfócitos B da Bursa e replicação viral em órgãos linfoides (timo e baço); 6. Destruição das células linfoides > imunossupressão > acometimento de outros órgãos (rins); Atrofia e necrose da Bursa de Fabricius, órgão linfoide primário das aves responsáveis pela produção de linfócitos B • Aumento de volume na Bursa com edema, hemorragia, transudato fibrinoso e muco (até o 4° dia após a infecção); • 7° dia – atrofia da Bursa (perda da competência humoral), animais que sobrevivem imunodeprimidos são abatidos; *Bursite* *edema e hemorragia de Bursa* Sinais – forma aguda • Aves de 3 a 6 semanas; • Baixa imunidade materna; • Depressão, febre, anorexia, letargia, desidratação, morte súbita; • Pico de mortalidade entre 5 a 7 dias; • Hemorragias nos músculos peitorais, proventrículo e moela; Sinais – forma subclínica • Pintinhos com menos de 3 semanas, com baixa imunidade materna; • Atrofia da Bursa, perda de desempenho e diarreia leve; • Infecções secundárias (E. coli); • Aumento dos casos de outras doenças; • Febre, depressão, penas eriçadas, prurido, prolapso cloacal, desidratação; *pintinhos acometidos* Alterações anatomopatológicas • Hemorragias em musculatura de coxas, pernas e peito, BF aumentada ou atrofiada; • Petéquias ou hemorragias na Bursa; • Rins aumentados e pálidos (acúmulo de urato) ou hemorrágicos; • Lesões no fígado; *lesão hemorrágica na Bursa* • Quadro clínico (diferenciar de outras doenças); • Direto – isolamento viral pelo tecido da Bursa; • Indireto – análise sorológica e ELISA; • Microscopia eletrônica; • Imuno-histoquímica e PCR; Não existe tratamento específico Vacinação obrigatória para todas as galinhas e frangos industriais no Brasil. • Reprodutoras – vacinas vivas ou inativadas; • Pintinhos – 14 dias (anticorpos maternor) e 30 dias, 9 dias (Gumboro e BIG), 7 dias (Newcastle, Gumboro e BIG); • Prevenção contra as estirpes de alta virulência (vvIBDV) em pintinhos é pela vacinação precoce, no 18° dia de incubação ou no 1° dia de vida; Também conhecida com gripe aviária, é uma enfermidade viral exótica na avicultura comercial do Brasil. • Vírus AIV (avian influenza vírus); • AIV possui diversas espécies; • A variante H5N1 é uma zoonose; • Reservatórios naturais – aves aquáticas (migratórias); • Ações de abate e destruição de aves; • Doença de categoria 1 – notificação imediata de caso suspeito ou diagnóstico laboratorial; Aves Albatroz são sentinelas das condições epidemiológicas *animal sentinela* História e atualidades • Surtos em aves domésticas em proximidade com aves que são reservatórios naturais; • 1997 Hong Kong – surgimento de estirpes (H5N1), impacto em aves e humanos; • 2017 – 33 países (Chile); • 2023 – diversos países já notificaram essa doença, e ela chegou ao Brasil; *22/05/2023* *22/05/2023* *22/05/2023* • Aberrante em humanos – infecção de humanos adquirida de aves infectadas, aerossóis; • Altos índices de letalidade 60% - contato com reservatório animal (feiras com aves vivas); • Família Orthomyxoviridae; • Gênero Influenzavírus A; *exame laboratorial* • O vírus se multiplica no epitélio nasal e/ou faringe ese espalha nas mucosas do sistema respiratório (forma sistêmica pode disseminar por todo o organismo); • O fator mais importante que determina o quadro sintomático é a patogenicidade do vírus – baixa (LPAIV), alta (HPAIV); • Período de incubação de poucas horas a 14 dias; Transmissão ocorre de forma horizontal. • Direta – ave para ave (aerossóis respiratórios, excretas e quaisquer secreções); • Indireta – equipamentos, comedouros e bebedouros; • Disseminação rápida; • Mortalidade pode atingir 100% em menos de 48h; Possui uma grande variedade de sinais (depende do sorovar). • LPAIV – redução de atividade do consumo de alimento e produção; • HPAIV – doença hiperaguda, extrema prostração, óbito em horas; *lesões e prostração* Lesões de LPAIVA (baixa pat.) • Bllefarite, conjuntivite, sinusite; • Broncopneumonia fibrinopurulenta (espirros, dispneia); • Hemorragias e hiperemias no sistema digestório (diarreia as vezes); • Inflamação catarral fibrinosa *inflamação catarral fibrinosa* Lesões HPAIV (alta pat.) • Morte aguda sem lesões; • Lesões hemorrágicas / necróticas em pele; • Pneumonia (intersticial com edema); • Lesões hemorrágicas em sistema digestório, epicárdio de músculos peitorais, ventrículo e proventrículo; • Edema de cabeça, necrose neuronal; *lesão hemorrágica* Confirmação laboratorial. • Suspeitar de doenças hiperagudas e hemorrágicas de alta mortalidade; • Diferencias de outras doenças; • Encaminhas material fresco por médico veterinário credenciado e/ou fiscal agropecuário SVO ou MAPA; Diagnóstico oficial • Laboratório Nacional de Referência do MAPA (Lanagro) – Campinas / SP; • PCR (secreções e órgãos); • MAPA, Ibama e Ministério da Saúde cuidam em aves migratórias; • PNSA – plantéis avícolas industriais; • Mortalidade > 10% na granja e > 1% no transporte (notificação e diagnóstico); • Médico Veterinário principal ator no controle; • Biosseguridade, controle de trânsito e proibição do comércio de aves vivas; Medidas para controle e erradicação segundo PNSA: 1. Notificação de focos da doença (e confirmação laboratorial); 2. Assistência a focos; 3. Medidas de desinfecção; 4. Abate sanitário; 5. Vazio sanitário; 6. Vacinação dos plantéis ou esquemas emergenciais; 7. Controle e fiscalização dos animais susceptíveis; 8. Outras medidas sanitárias; Zona de Proteção e Vigilância • A demarcação de zona de proteção num raio de 3km, ao redor do foco de infecção (21 dias após o abate e destruição das aves); • A demarcação de zona de vigilância com raio mínimo de 7km, ao redor da zona de proteção 9dentro dessas áreas, rigorosas medidas de erradicação e controle serão aplicadas); Aves de estimação localizadas dentro do estabelecimento onde foi detectada a presença de vírus IA de alta patogenicidade deverão ser sacrificadas Além das ações... 1. Suspensão por tempo indeterminado da importação de aves, seus produtos e subprodutos, procedentes dos países afetados pela doença; 2. Intensificação das medidas de fiscalização para aves e produtos avícolas importados; 3. Elaboração e divulgação de notas técnicas sobre a doença; 4. Atualização do cadastro georreferenciado das propriedades de criação avícola industrial; 5. Realização de estudo de vigilância ativa; 6. Realização de inquéritos soroepidemiológicos em aves migratórias; 7. Treinamento e capacitação de veterinários dor serviços oficias de defesa sanitária animal (federal e estadual) e da iniciativa privada; E para humanos? • Monitoramento de quadros de doença respiratória (viajantes provenientes da Ásia e áreas atingidas); • Monitoramento de portos e aeroportos; É proibida pela legislação brasileira. • Diminui a gravidade dos sinais clínicos (mascara a doença, mais difícil o controle); • Entretanto, para a contenção do foco, quando ocorrer, haverá vacinação em um raio de 10km do foco inicial;