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Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Hipertensão arterial sistêmica A hipertensão arterial é uma doença crônica não transmissível, definida por níveis pressóricos, em que os benefícios do tratamento (não medicamentoso e/ou medicamentoso) superam os riscos Trata-se de uma condição multifatorial que depende de fatores genéticos/ epigenéticos, ambientais e sociais, caracterizada por elevação persistente da pressão arterial IMPORTÂNCIA Prevalência de 32,3% no Brasil Homens 35,8% x mulheres 29,6% Prevalência aumenta com a idade Mais de 60% dos idosos Contribui direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular → doenças cardiovasculares serão consequência da hipertensão FATORES DE RISCO Idade → maior idade Sexo → masculino Excesso de peso e obesidade Ingestão de sódio Ingestão de álcool Sedentarismo Fatores socioeconômicos → pacientes com menor nível socioeconômico costumam ter pouco acesso à saúde, sendo, por exemplo, o LOA que leva o paciente ao atendimento médico Apneia obstrutiva do sono Espiritualidade é um fator protetor AVALIAÇÃO CLÍNICA E LABORATORIAL Corticoides e anti-inflamatórios levam à aumento da pressão Risco CV global é o escore global Pacientes novos hipertensos deve levar a pensar se não é causa secundária de uma outra doença Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros DIAGNÓSTICO Anamnese Exame físico - Decúbito dorsal - PA membro superior direito - Ectoscopia - Ausculta cardíaca - Ausculta de carótida - Ausculta de região epigástrica - Palpações de abdome, percussão - Membros inferiores → palpação de pulsos, questiona edema - Paciente sentado - Afere PA do membro superior esquerdo - Ausculta pulmonar - Palpação de tireoide Tolerável de 15 a 20 mmHg de um braço para o outro durante a mudança de decúbito Hipotensão postural: afere no mesmo membro → aquele que der a maior pressão Medição da pressão arterial sistêmica MAPA MRPA CLASSIFICAÇÃO Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Se é um paciente com fator de risco e tem mais idade, com PA ótima, repetir de 6 meses a 1 ano → individualizar o paciente MRPA permite excluir hipertensão mascarada ou hipertensão do avental branco EXAMES COMPLEMENTARES DE ROTINA Exame de urina Hemograma Potássio Glicemia de jejum e Hb glicada Ritmo de filtração glomerular estimado Creatinina Colesterol total e frações (HDL, LDL e triglicérides) Ácido úrico → identificar se paciente tem crise de gota, quadro que pode descompensar Função hepática Vitamina D Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Função tireoidiana Eletrocardiograma Radiografia de tórax Ecocardiograma transtorácico → precisa identificar se o paciente já fez cardiopatia hipertensiva - O eletro mostra a parte elétrica do coração - O ecocardiograma permite avaliar estrutura do coração US de carótidas → visualizar doença aterosclerótica documentada - A espessura da íntima, acima de 9mm é considerada anormal, por mais que não haja placa aumentada US renal → de abdome total - Estenose de artéria renal - Sopro abdominal → USG com doopler de artéria aorta e seus ramos Busca por lesões de órgão alvo A hemoglobina glicada é a estimativa da média de 3 meses de glicose No teste ergométrico, terá aumento da pressão e da FC → a depender dos seus parâmetros, não pode fazer o teste Visualizar AVC prévio que nunca foi documentado → RM, TC ESTRATIFICADORES DE RISCO Fatores de risco cardiovascular Pesquisa de lesão de órgão alvo Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Razões para realizar a estimativa de avaliação de risco Estimar o risco de eventos cardiovasculares Determinar o nível de atenção à saúde Determinar a precocidade de início do tratamento farmacológico Determinar a intensidade do controle dos fatores de risco modificáveis Fatores de risco coexistentes na HAS Sexo masculino Idade DCV prematura em parentes de primeiro grau - < 55 anos em mulher e < 65 anos em homem Tabagismo Dislipidemia Diabetes Obesidade Estratificação de risco do paciente hipertenso Depende do aumento da pressão e de fatores de risco TRATAMENTO Prevenção primária Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Tem que tomar cuiado se o paciente é nefropata → se for nefropata, terá aumento de potássio por si só Controle de peso Dieta DASH → consumo de frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura, cereais integrais, frango, peixe Redução do consumo de sódio → 2g de sódio ou 5g de cloreto de sódio Exercício físico Álcool Controle dos outros fatores Tratamento medicamentoso Anti-hipertensivos disponíveis: - DIU - Inibidores adrenérgicos - Ação central → agonistas alfa-2 centrais - Bloqueadores beta-adrenérgicos - Alfabloqueadores → bloqueadores alfa-adrenérgicos - Vasodilatadores diretos - Bloqueadores de canais de cálcio (BCC) - Inibidores da ECA (iECA) - Bloqueadores de receptores de angiotensina (BRA) - Inibidor direito da renina Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Normalmente começa com iECA, com dose otimizada para depois pensar em associação - iECA e BRA juntos NUNCA! A meta é individual Espiro é diurético poupador de potássio → uso na ICC porque faz remodelamento cardíaco reverso, ajudando no controle da ICC Beta bloqueador em IAM, angina, necessidade de controlar a frequência cardíaca Metildopa (uso em grávidas) e clonidina (uso em hipertenso refratário porque faz que faz muita hipotensão) Metas para o tratamento Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Paciente idoso não precisa de 120x80 → pode fazer hipoperfusão cerebral, hipotensão postural Idoso tem hipertensão arterial sistólica isolada porque tem enrijecimento arterial Modificação de estilo de vida deve ser feita para todos Sempre realizar um acompanhamento frequente CONCLUSÃO Alta prevalência Assintomática Lesão de órgão alvo Tratamento leva à diminuição de eventos cardiovasculares, principalmente AVC e IAM Uso de remédio tem que ser contínuo porque se parar, pode ter evento arterial URGÊNCIA E EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA O que diferencia não é o valor Alice Santos de Lima 5º período 2022/2 Esse resumo não está isento de erros Quando tem urgência hipertensiva, tem aumento da pressão (acima de 180/ 110) sem LOA - Risco aumentado - Nível pressórico elevado documentado Na emergência hipertensiva tem LOA, devendo ser feito medicamento parenteral, tendo em vista a necessidade de reduzir a pressão rapidamente - Paciente tem risco de morte iminente Emergências hipertensivas e sintomas Emergências hipertensivas: - Dissecção de aorta - IAM - Síndrome coronariana aguda - Edema agudo de pulmão Dor no tórax Dispneia Tosse Quadro neurológico → tontura, cefaleia