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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA
Introdução
Para o controle do câncer, a OMS recomenda ações de prevenção, detecção precoce e acesso ao tratamento.
· Detecção precoce → 2 estratégias → rastreamento, que tem por objetivo encontrar o câncer pré-clínico ou as lesões pré-cancerígenas, e o diagnóstico precoce, o qual busca identificar o câncer em estágio inicial. 
Quais são as propriedades dos testes diagnósticos?
· Confiabilidade → capacidade de um teste ser reprodutível → produzir resultados consistentes quando realizado várias vezes sob as mesmas condições.
· Validade ou acurácia →representa a proporção de acertos de um teste.
· Sensibilidade → probabilidade de um teste ser positivo na presença da doença.
· Especificidade → probabilidade de um teste ser negativo na ausência da doença.
	😷 Um teste muito sensível raramente deixará de diagnosticar indivíduos com a doença e um teste muito específico dificilmente classificará como doente um indivíduo que não está.
E o que é o valor preditivo?
· Corresponde à probabilidade de ter uma doença, dados os resultados de um teste já realizado. 
· No caso do rastreamento, o Valor Preditivo Positivo é a proporção de verdadeiros-positivos entre todos os indivíduos com rastreamento positivo, e o Valor Preditivo Negativo é a proporção de verdadeiros-negativos entre todos com rastreamento negativo. 
Qual a importância dessas propriedades?
· Garantir que haja mais benefícios que riscos nessa etapa. 
☠️ Os riscos associados ao excesso de rastreamento estão interligados ao teste em si e toda a cascata iatrogênica de procedimentos e eventos que decorre da realização do rastreio.
Previsão Br 2023
Rastreamento do Câncer
Caracterizado pela realização de testes em pessoas assintomáticas, em uma população-alvo definida, com o objetivo de reduzir a morbimortalidade atribuída a uma doença específica.
Pode ser oportunístico ou organizado!
Programas de rastreamento organizado tendem a ser mais custo-efetivos → têm maiores efeitos benéficos a um custo menor do que os programas oportunísticos, além de causarem menos danos. 
· A convocação e o monitoramento da população permitem alcançar os indivíduos que devem realizar o exame na idade e na periodicidade recomendadas, reduzindo a possibilidade de repetições desnecessárias de exames e de rastreamento em indivíduos fora da população-alvo.
Benefícios e riscos
Benefício do rastreamento → pressuposto de que ao identificar o câncer em um estágio assintomático resulta em aplicação de tratamentos menos agressivos, maior possibilidade de sucesso no tratamento e aumento da sobrevida. 
Malefícios do rastreamento → riscos à saúde com resultados falso-positivos, falso-negativos, sobrediagnóstico e sobretratamento. 
Resultados falso-positivos
· Resultado do exame POSITIVO quando NÃO tem doença.
· Ocorre quando o teste diagnóstico possui ↑ sensibilidade e ↓ especificidade. 
Resultados falso-negativos
1. Resultado do exame NEGATIVO quando TEM doença.
2. Ocorre quando o teste possui ↓ sensibilidade.
Sobrediagnóstico
· Diagnóstico de um câncer que não evoluiria clinicamente e não causaria danos durante a vida, como nos cânceres que tem evolução muito lenta. Ex.: próstata. 
 
Sobretratamento
· Consequência do sobrediagnóstico. 
· Expõe indivíduos sadios – ou com uma doença que nunca iria evoluir – a riscos decorrentes de tratamentos. 
· Diminuição da qualidade de vida, impactos psicológicos, incapacidade física, práticas mutilantes, complicações cirúrgicas e até a morte. 
 
Vieses dos estudos
A análise das evidências científicas deve considerar possíveis fragilidades dos estudos que levam à supervalorização dos benefícios, como vieses de tempo de duração e de antecipação. 
Viés de tempo de duração → identificação de cânceres de melhor prognóstico, uma vez que o rastreamento tende a identificar preferencialmente tumores mais lentos, muito lento ou que não tem evolução e, assim, que naturalmente já teriam uma melhor resposta ao tratamento. 
Viés do tempo de antecipação ou de tempo de ganho → relacionado ao aumento artificial da sobrevida em razão apenas da antecipação do diagnóstico, já que a sobrevida é definida como tempo a partir do diagnóstico. 
Cenário sem rastreamento
· Uma mulher descobre o câncer de mama aos 56 anos, ao palpar um nódulo quando tomava banho. Ela morre aos 60 anos, tendo tido uma sobrevida de quatro anos.
 
Cenário com rastreamento
· Uma mulher é diagnosticada com câncer de mama aos 51 anos, quando foi submetida ao rastreamento com mamografia. Essa mulher também morreu aos 60 anos, entretanto seu tempo de sobrevida foi de nove anos.
 
🤔 Em ambos os casos, a doença teve o mesmo tempo de duração, sendo que, no cenário com rastreamento, a doença foi diagnosticada mais cedo. → Sobrevida foi maior com o rastreamento, mas não houve alteração no tempo de evolução da doença até a morte. Isso pode ocorrer caso a antecipação das terapias disponíveis não modifique o curso da doença.
O rastreamento é avaliado em relação a efetividade através da incidência e mortalidade por câncer. 
· A redução da incidência só pode ocorrer em cânceres nos quais o rastreamento consegue identificar lesões pré-cancerígenas, como CCU e colorretal.
Decisão compartilhada
· Conversa esclarecedora entre o profissional de saúde e o paciente, considerando as preferências e valores de cada indivíduo. Dessa forma, a decisão deve ser guiada pelo conhecimento científico e ponderada por características especificas e valores pessoais. 
Diagnóstico Precoce do Câncer
Direcionado a indivíduos com sinais e/ou sintomas suspeitos (período clínico da doença), a fim de identificar câncer em estágio inicial. → Muitos cânceres não conseguem se beneficiar do diagnóstico precoce, pois só apresentam sinais e sintomas em estágios mais avançados.
· Para que seja eficaz → diminuir as barreiras de acesso e qualificar a oferta de serviços + garantir a integralidade e a continuidade do cuidado na Rede de Atenção à Saúde.
3 etapas:
1. Conscientização e busca por assistência à saúde; 
· Consiste na conscientização do indivíduo quanto ao conhecimento e à percepção de sinais e sintomas suspeitos, incentivando-a a buscar atendimento ao identificá-los. 
· Orientar sobre COMO e ONDE buscar atendimento.
2. Avaliação clínica e diagnóstica;
· Diagnóstico clínico realizado pelo profissional, fazendo a investigação e estadiamento.
· Identificar os indivíduos que se apresentam com quadro suspeito → Atenção Básica/Primária.
· Realizar testes diagnósticos para confirmação do câncer → Média Complexidade/Atenção Secundária.
· Avaliar a extensão da doença (estadiamento), para definição do tratamento → Alta Complexidade/Atenção Terciária.
3. Acesso ao tratamento
· Reconhecer os sinais de alerta dos cânceres mais comuns 
· Barreiras
· Baixa compreensão da população quanto às manifestações clínicas da doença
· Estigma do câncer como doença incurável, que leva a população a não procurar o serviço de saúde
· Má formação e a desatualização dos profissionais de saúde, que afetam a identificação e o seguimento dos casos de câncer; 
· Dificuldade de acesso aos serviços para avaliação, investigação diagnóstica e tratamento.
Câncer de Próstata
No adulto jovem, a próstata possui o tamanho de uma noz → pode aumentar de tamanho fisiologicamente com o envelhecimento. 
· Zonas de McNeal → transição (contato com a uretra; hiperplasia), periférica (maior incidência de câncer), anterior e central. A zona periférica é separada das demais por uma fina camada de tecido fibroelástico: a cápsula cirúrgica. 
A próstata tem como função a produção do líquido prostático, o qual, em conjunto com o líquido seminal, nutre os espermatozoides e os auxiliam na mobilidade.
Epidemiologia: 
· Aumento da incidência nas últimas décadas → ú efeito combinado de envelhecimento da população, melhoria da sensibilidade das técnicas diagnósticas e disseminação do rastreamento com os testes do Antígeno ProstáticoEspecífico (PSA) e do toque retal. 
· História natural é longa
· 2ª causa de câncer no homem (30%)
· 2ª causa de morte por câncer no homem.
· 1 em 8 homens vão ter câncer de próstata
· Iniciação cria a doença latente e progressão torna a doença clinicamente manifesta
Comportamento bastante indolente e taxas de sobrediagnóstico → taxas de mortalidade não acompanham a alta da incidência. 
· Alguns tumores podem crescer de forma rápida, espalhar-se para outros órgãos e levar à morte, enquanto outros possuem comportamento indolente, crescendo de forma lenta, sem chegar a apresentar sinais durante a vida e nem ameaçar a saúde do homem. 
	🧓 Uma revisão sistemática sobre a prevalência do câncer de próstata em autópsias de homens que morreram por outras causas demonstrou que, entre os homens com idade de 40 a 50 anos, 37% dos investigados possuíam achados histológicos compatíveis com câncer, e, em homens com idade acima de 79 anos, essa taxa subiu para 60% (BELL et al., 2015). Com o rastreamento, muitos desses cânceres acabariam sendo detectados, gerando sobrediagnóstico e sobretratamento
Fatores de risco:
· Obesidade/ dieta rica em gorduras → tem associação com pior prognóstico.
· Idade (> 65 anos) – abaixo disso o prognóstico é ruim
· Etnia (+ comum em afrodescendentes)
· História familiar (15%) – irmão afetado é pior que pai afetado
· Mutações BRCA-1 e BRCA-2
· Mutações HPC-1 
· IGF-1
· Prostatite crônica
Detecção precoce
Não há “consenso” devido aos riscos x benefícios. Todavia, os exames utilizados para rastreio são PSA e toque retal.
PSA 
· Proteína produzida pela próstata. 
· Níveis alterados podem indicar alterações na próstata.
· Eleva-se em qualquer patologia prostática inflamatória ou neoplásica.
· > 60 anos = valor inferior a 4 ng/mL
· > 1,6 ng/mL = risco de progressão da HPB
· Preditor da intensidade dos sintomas, retenção urinária aguda e crescimento prostático.
· HPB – alguns pacientes entre 4-10 ng/mL = zona cinzenta 
· Valor maior igual a 3ng/mL = considerar biópsia
· > 10 = Bx-TRUS
· Derivativos- refinamentos
· Velocidade de aumento > 0,75 ao ano
· PSA livre/PSA livre total < 15% sugere câncer, 15-25% indeterminado e acima de 25% benignidade
· Densidade: PSA (ng/mL)/peso > 0,15
· 1 g leva a um aumento de 0,15 no PSA
· Tem uma alta taxa de falsos-positivos e, quando está alterado, o paciente é encaminhado para investigação diagnóstica com realização de biópsia. A biópsia pode culminar em hematúria e infecção, além de danos psicológicos.
Toque retal: 
· Avalia o tamanho, volume, textura e o formato da próstata.
· Sulco mediano → sinal de hiperplasia prostática.
· Uma polpa digital → 10g
· Normal 3-4
· Área suspeita (nódulo ou induração ou assimetria lobar acentuada) = Bx-TRUS
· T1 = normal = fibroelástica sem nódulos
· T2 = nódulo circunscrito endurecido
· T3 = endurecimento/ nódulo mal delimitado
· T4 = próstata pétrea, fixa, aderida
🚨 Ambos os exames podem sofrer alterações na presença de doenças benignas, como infecção do trato urinário, hipertrofia prostática benigna e prostatite. 
	🧓 Um estudo europeu mostrou redução de 27% na mortalidade específica com o rastreamento, após 13 anos de acompanhamento. No entanto, houve 41% de sobrediagnóstico. Além deste estudo, a revisão sistemática da Força Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA apontou que pode haver uma redução da taxa de mortalidade específica, embora teve 50% de sobrediagnóstico também. 
NÃO É RECOMENDADO O RASTREAMENTO do câncer de próstata e, caso o homem deseje realizar esses exames, essa prática deve ser uma decisão compartilhada.
· Tratamento pode levar a disfunção sexual erétil, incontinência urinária, retite actínica e um grande impacto psicológico. 
Sinais e sintomas de alerta
· Dificuldade de urinar;
· Demora em iniciar ou finalizar o jato urinário;
· Diminuição do jato urinário;
· Poliúria;
· Hematúria.
Opção terapêutica para reduzir danos associados ao sobretratamento
· Vigilância ativa → recomendada em casos de tumores de bom prognóstico ou em pacientes com comorbidades.
· Dosagem seriada do PSA e toque retal, associadas a biópsias prostáticas anuais.
Câncer de Mama
Há subtipos de tumores que evoluem mais rapidamente para metástase em órgãos vizinhos ou distantes, como ossos, fígado, pulmão e cérebro. Entretanto, a MAIORIA apresenta característica de menor agressividade e melhor prognóstico.
O câncer de mama desenvolve-se, mais comumente, nos ductos mamários (carcinoma ductal), mas também pode ter origem nos lobos mamários (carcinoma lobular).
· In situ → quando não ultrapassa a membrana basal do tecido epitelial
· Invasivo → rompe a membrana basal do tecido epitelial
Epidemiologia
· Maior causa de morte por câncer em mulheres, com sul e sudeste com maiores taxas.
· Número de casos novos de câncer de mama para o Brasil por ano = 66.280 (estimativa para 2022).
· Acomete homens = 1% de todos os casos
· Grave problema de saúde pública
· Faz jus a grandes investimentos em pesquisa, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.
Fatores de risco:
· Idade: > 50 anos;
· Sobrepeso e obesidade após a menopausa;
· Etilismo;
· Histórico familiar em 1º grau
· Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.
· Hiperplasias atípicas
· Ser mulher
· Menarca precoce
· Menopausa tardia
· Dieta rica em gordura/obesidade
· ↑ exposição ao estrogênio: menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, uso de terapia hormonal, contraceptivos orais.
· Lesões de risco: hiperplasia ductal atípica, hiperplasia lobular atípica, carcinoma lobular in situ.
· Lesões que NÂO POSSUEM RISCO: ectasia ductal, fibroadenoma, cistos, AFBM, mastite, fibrose, hamartoma, adenose não esclerosante, metaplasia apócrina/escamosa.
🌹 A prevenção primária do câncer de mama envolve reduzir a exposição a fatores de risco modificáveis e promover fatores de proteção, como controlar o peso corporal, prática de atividade física, aleitamento materno.
Detecção precoce
É realizado por meio do RASTREAMENTO E DO DIAGNÓSTICO PRECOCE. O exame padrão é a mamografia e os principais benefícios para o rastreamento são encontrar a doença em fase inicial e ter melhor prognóstico.
	Ministério da Saúde
♀️ MAMOGRAFIA EM MULHERES DE 50 A 69 ANOS, a cada 2 anos.
· < 50 anos, a mama tem mais tecido glandular e menor gordura (+ densas), diminuindo a acurácia da mamografia. 
· > 70 anos há maior risco de sobrediagnóstico.
· Exame físico a partir dos 40 anos
· Em pacientes com fatores de risco: inicia tudo aos 35 anos 
American Cancer Society e Febrasgo
· Exame físico anual em pacientes acima de 40 anos e trienal entre 20 e 39 anos.
· Mamografia anual acima de 40 anos
· Em pacientes com fatores de risco → inicia tudo aos 30 anos + RM
🤔 Para as mulheres classificadas como de alto risco para desenvolvimento de câncer de mama, ainda não foram identificados, na literatura, ensaios clínicos que tenham validado estratégias de rastreamento diferenciadas e eficazes para reduzir a mortalidade por câncer de mama. Para esse grupo, até o momento, recomenda-se acompanhamento clínico individualizado para a definição da conduta, em um processo de decisão compartilhada, considerando os riscos e benefícios para a saúde da mulher.
· Parente 1º grau antes dos 50 anos
· Parente 1º grau CA ovário ou CA mama bilateral
· Parente masculino CA mama
· Lesões atípicas ou Ca lobular in situ
· História de mutações BRCA1 e BRCA2
· Radioterapia entre 10 e 30 anos de idade.
Sinais e sintomas de alerta
O mais comum é o nódulo fixo, indolor, duro e irregular. Qualquer nódulo diferente da nodulação normal da mama, em mulheres com 50 anos ou mais deve ser investigado, bem como os que persistirem por mais de um ciclo menstrual em mulheres com mais de 30 anos.
Outros sinais de câncer:
· Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho em mulheres adultas de qualquer idade;
· Descarga papilar sanguinolenta unilateral;
· Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamento tópicos;
· Presença de linfadenopatia axilar;
· Aumento progressivo do tamanho da mama com a presençade sinais de edema (casca de laranja);
· Retração na pele da mama;
· Mudança no formato do mamilo;
· Tumoração palpável unilateral em homens > 50 anos.
🚨Prioridade de atendimento e na marcação de exames deve ser dada às mulheres sintomáticas e que apresentem alguma alteração suspeita na mama.
Autoexame das mamas
· Ensaios clínicos mostraram que o autoexame NÃO reduziu a mortalidade e as mulheres continuaram a descobrir o tumor elas mesmas, mas geralmente de forma casual e não necessariamente na rotina do autoexame.
BI-RADS
Câncer de Pele
Classificado de acordo com as células que lhe deram origem, sendo os mais comuns o não melanoma e o melanoma.
· Não melanoma→ tipo mais comum no Brasil e no mundo. Os casos mais frequentes são em países com predomínio da população com cor de pele clara.
Fatores de risco
☀️ O principal agente causal do câncer de pele é a radiação ultravioleta (UV) proveniente do sol ou de câmaras de bronzeamento, que danifica o ácido desoxirribonucleico (DNA) das células da pele. A exposição solar crônica está associada principalmente ao câncer de pele espinocelular. Já as exposições durante a infância, com história de uma ou mais queimaduras solares, têm associação com os basocelulares e melanomas.
Outros:
· Presença de ceratose actínica;
· Cor de pele, olhos e cabelos;
· Imunossupressão;
· Presença de vários nevos atípicos;
· História familiar ou pessoal de câncer de pele.
· Fatores ambientais e ocupacionais → exposição a produtos utilizados em metalurgia, agricultura e diversas indústrias, que podem aumentar o risco do desenvolvimento do câncer de pele.
Detecção precoce
NÃO HÁ RASTREAMENTO → recomendam o seguimento periódico de pessoas com alto risco.
A provável ineficácia do rastreamento de melanomas relaciona-se a algumas particularidades:
· O melanoma nodular (em torno de 10% dos casos) é um câncer agressivo e de rápido crescimento e o rastreamento, muito provavelmente, não é capaz de detectá-lo em uma fase curável.
· Alguns melanomas detectados pelo rastreamento são tumores indolentes que, provavelmente, não representam ameaça à vida do indivíduo.
· O rastreamento de melanoma, a exemplo de outras doenças que têm baixa incidência na população, tem potencialmente pequeno benefício absoluto e mais resultados equivocados.
A detecção precoce do câncer de pele se dá por meio da ESTRATÉGIA DE DIAGNÓSTICO PRECOCE com orientação de que a população e os profissionais de saúde estejam alertas para lesões de pele com características anormais e de que seja realizada a confirmação diagnóstica.
Sinais e sintomas de alerta
Não melanoma
· Ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas. 
· Apresenta-se como:
· Manchas ou nódulos na pele que podem variar de cor branca, avermelhada a castanha, que coçam, ardem, descamam ou sangram;
· Feridas que não cicatrizam em 4 semanas.
Melanoma
· Geralmente, não apresenta sintomas nas fases iniciais. 
· Pode se localizar tanto em regiões expostas ao sol, como face, pescoço, tronco (local mais comum em homens) e pernas (mais comum em mulheres), quanto em palma e planta dos pés, unhas e mais raramente em áreas de mucosa como boca e regiões genital e anal.
· Pintas ou manchas que surgem na pele normal ou sobre uma lesão pigmentada preexistente, ocorrendo alterações em sua coloração, forma e aumento de tamanho, apresentando também bordas irregulares.
O controle do câncer de pele se dá pelo DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE PREVENÇÃO, principalmente de redução à exposição solar, do diagnóstico precoce, por meio da sensibilização da população e dos profissionais de saúde para o reconhecimento de lesões suspeitas, além da garantia de acesso aos meios de confirmação diagnóstica e ao tratamento.
Câncer Colorretal
São tumores que acometem o cólon e o reto, sendo cerca de 50% localizado no reto e sigmóide e 30% no ceco.
· Doença heterogênea e tem como principal etiologia o adenocarcinoma, advindo dos pólipos adenomatosos (benignos). A progressão de adenoma para o câncer pode levar mais de 20 anos. Além desta, outra etiologia é por meio dos pólipos serrilhados.
A maioria dos pólipos NÃO evoluem para câncer, mas suas principais características de malignidade são: > 10mm, viloso e displasia de alto grau.
Em seu processo de crescimento, os pólipos podem sofrer erosões e apresentar pequenos sangramentos, que podem ser identificados nas fezes por meio de exames laboratoriais. Quando essas lesões precursoras são identificadas e retiradas precocemente, antes de sua malignização, a progressão da doença é interrompida, prevenindo o surgimento do câncer colorretal.
Fatores de risco:
· > 50 anos;
· Pólipos intestinais;
· Obesidade e sobrepeso;
· Inatividade física;
· Etilismo e tabagismo;
· História familiar de câncer colorretal;
· DII;
Detecção precoce
É realizado o rastreamento!!!!!!!!!!
· O método inicial é pelo SANGUE OCULTO NAS FEZES A CADA 2 ANOS, em adultos de 50 a 75 anos. Caso seja positivo, serão necessários outros exames completares ou confirmatórios.
· Simples, de baixo custo e ausência de complicações.
· Os exames endoscópicos, como retossigmoidoscopia e colonoscopia, são testes alternativos de rastreamento e, também, são os confirmatórios!
· Por questão de custo → apenas indivíduos de alto risco
· História familiar de câncer colorretal, história pessoal de DII ou história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama.
A OMS recomenda que, em países que não possuem infraestrutura adequada para adoção do rastreamento populacional, devem-se priorizar o diagnóstico precoce com o reconhecimento dos sinais e sintomas e o tratamento em tempo oportuno.
Sinais e sintomas de alerta
· Mudanças de hábitos intestinais;
· Anemia;
· Perda inexplicável de peso;
· Fezes escuras ou com sangue visível;
· Massa abdominal;
· Dor ou desconforto abdominal constante
💌 A Unidade Básica de Saúde deverá encaminhar o paciente com sinais e sintomas suspeitos dos cânceres de cólon e reto para a atenção especializada, a fim de investigar e confirmar o diagnóstico, seguindo o fluxo de regulação definido e estabelecido em protocolos.
 
Câncer do Colo do útero
Cerca de 90% do CCU ocorre na zona de transformação, onde o epitélio colunar foi e/ou está sendo substituído por epitélio escamoso metaplásico. Os tipos histológicos + comuns são o carcinoma epidermóide e o adenocarcinoma.
· Tem como etiologia a infecção por HPV, principalmente o tipo 16 e 18. Entretanto, é necessário que haja uma infecção persistente para o desenvolvimento do câncer. → Na maioria das mulheres, a resposta imunológica ajuda a eliminar a infecção por HPV de 12 a 24 meses.
· As alterações nas células cervicais podem progredir para o câncer, mas essa evolução ocorre geralmente de forma lenta, podendo durar de 10 a 20 anos, passando por lesões precursoras, como NIC II e III. Quando tratadas adequadamente, essas lesões são curadas.
As alterações celulares no colo do útero podem ser identificadas por meio do EXAME CITOPATOLÓGICO, ainda na fase pré-clínica. Nessa fase, as medidas de prevenção secundária, como a identificação das lesões precursoras por meio do rastreamento, da confirmação diagnóstica e do tratamento, tornam-se efetivas ao inibir a progressão da doença, com medidas mais simples, em nível ambulatorial.
Classificação atual:
· LIE-BG (LSIL) → lesão intraepitelial escamosa de baixo grau. (NIC 1)
· Refletem a manifestação citológica da infecção por HPV e não representam lesões verdadeiramente precursoras de câncer, regredindo espontaneamente na maior parte dos casos.
· ASC-US → atipia escamosa celular não identificada, possivelmente não neoplásica.
· ASC-H → lesão escamosa de alto risco.
· AGC (AGUS) → atipia glandular
· LIE-AG (HSIL) → lesão intraepitelial escamosa de alto grau.. (NIC 2 e 3)
· Apresentam potencial para progressão, tornando sua detecção o objetivo primordial da prevenção secundária
Fatores de risco:
· > 30 anos;
· Sexarca precoce
· Múltiplos parceiros sexuais
· IST
· ACO
· Tabagismo
· Baixa imunidade
· Desnutrição
· Má higienegenital
· Multiparidade
· Baixo nível socioeconômico
· Radiação ionizante
· Infecção pelo HPV
HPV
· Os tipos de baixo risco, como o HPV 6 e 11, não se integram ao genoma do hospedeiro e causam apenas lesões de baixo grau (NIC 1) e verrugas genitais condilomatosas benignas. → Não é câncer e não resulta em câncer.
· Os tipos de HPV de alto risco, como 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, estão fortemente associados a lesões de alto grau (NIC 2,3) e progressão para câncer invasivo, embora também possam estar associados a lesões de baixo grau. Os HPV 16 e 18 têm o maior risco de desenvolver NIC 3 ou superior.
Os subtipos de HPV associados ao carcinoma de células escamosas (16) diferem um pouco daqueles associados ao adenocarcinoma (18). → Se a paciente tem um desses dois tipos não quer dizer necessariamente que ela vai desenvolver câncer.
Idade e persistência
· A maioria das infecções cervicais por HPV são transitórias e ocorrem em pacientes jovens. A infecção persistente com subtipos oncogênicos de HPV é um fator chave no desenvolvimento de lesões cervicais de alto grau e câncer cervical, enquanto a eliminação da infecção pelo HPV prediz a regressão da NIC.
· Probabilidade de persistência → idade avançada, duração da infecção, subtipo de HPV de alto risco oncogênico
Vacina
Detecção precoce
TEM RASTREAMENTO! É realizado pelo EXAME CITOPATOLÓGICO em mulheres sexualmente ativas entre 25-69 ANOS.
Sinais e sintomas de alerta
· Sangramento vaginal;
· Corrimento vaginal;
· Dor na região pélvica;
· Perda de peso.
 
Cânceres de Lábio e Cavidade Oral
Os cânceres de lábio e cavidade oral estão no grupo de tumores de cabeça e pescoço e reúnem neoplasias malignas que acometem, além dos lábios, vários sítios anatômicos da cavidade oral sem que haja, contudo, um consenso sobre quais sítios devem ser incluídos nesse conjunto de neoplasias.
O carcinoma de células escamosas é o tipo MAIS comum da cavidade oral, correspondendo a 90% das lesões malignas desta região. As características clínicas podem variar de:
· Lesão exofítica → formação de massa fungiforme, papular ou verrucosa, cuja cor pode ser normal, vermelha ou branca, com superfície ulcerada 
E/OU
· Lesão endofítica: tumor duro à palpação, com lesão invasiva, área central ulcerada e borda circundante enrolada de mucosa normal, vermelha ou branca.
Incialmente, a maioria das lesões são assintomáticas e, a partir da evolução da doença, a sintomatologia varia de acordo com o comprometimento de estruturas ou espaços adjacentes.
Fatores de risco
· Sexo e idade: homens brancos > 40 anos;
· Exposição à radiação solar;
· Imunossupressão;
· HPV;
· Hábito de mascar betel;
· Tabagismo;
· Etilismo.
Prevenção primária: atuar nos principais fatores de risco, como tabaco, álcool e HPV.
Detecção precoce
NÃO existem evidências suficientes sobre benefícios X risco para rastreamento. → a estratégia de detecção precoce recomendada é o DIAGNÓSTICO PRECOCE das lesões suspeitas.
A confirmação diagnóstica é feita por biópsia e exame anatomopatológico.
Sinais e sintomas de alerta
· Placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato e mucosa jugal que não decorrem de outra doença ou causa conhecida;
· Nódulos no pescoço;
· Rouquidão persistente;
· Dificuldade de mastigação e deglutição;
· Dificuldade na fala;
· Assimetria facial.
👄 Qualquer lesão na boca que não cicatrize em até 15 dias precisa ser investigada. A inspeção das estruturas da cavidade oral tem por finalidade observar o volume e o contorno, assim como a cor e a textura da mucosa de revestimento, em busca de alterações teciduais.
 Câncer de Pulmão
Maior causa de mortalidade cancerígena no mundo. Esse câncer apresenta alto potencial de prevenção com a cessação do tabagismo.
Seus sinais e sintomas iniciais são bem inespecíficos e o câncer tem uma rápida evolução.
Existem 2 principais tipos: não pequenas células e pequenas células (OAT-CELL). O mais comum é o de não pequenas células, tendo como maior representante o adenocarcinoma.
Fatores de risco:
· Tabagismo
· DPOC;
· Exposição às toxinas ambientais;
· Poluição do ar.
Detectação precoce
NÃO HÁ RASTREAMENTO EFICAZ para a população no geral, porém pode ser feito rastreamento em pessoas de alto risco a partir da TC de baixa dosagem (NÃO tem no SUS e é caro).
· Idade > 50 e < 80 anos;
· Carga tabágica: ≥ 20 maços/ano;
· Fumante ou ex-fumante (dentro do período de 15 anos)
Indivíduos submetidos ao rastreamento com tomografia de baixa dose têm nódulos pulmonares não calcificados detectados em cerca de 15 a 20% dos casos. No entanto, o National Lung Screening Trial relata que apenas um em cada 20 nódulos detectados é realmente câncer de pulmão.
🌬️ Brasil: muita tuberculose → pode confundir + caro.
Sinais e sintomas de alerta
· Hemoptise;
· Tosse, rouquidão persistente por > 2 semanas;
· Dor torácica
· Dispneia
· Astenia;
· Perda de peso;
· Pneumonias de repetição.
 Pet Scan
Técnica de medicina nuclear que opera em um nível molecular de forma a produzir imagens tridimensionais que retratam os processos bioquímicos e metabólicos do corpo. É realizada com um radioisótopo produtor de pósitron (elétron positivo) ligado a um alvo farmacêutico. A molécula-alvo mais comumente usada na PET é um análogo da glicose chamado fluorodesoxiglicose (FDG)
Mais frequentemente usado no diagnóstico e acompanhamento do tratamento do câncer. 
· Localizar metástases ocultas de um tumor conhecido ou para detectar recidivas. 
· A PET oncológica representa cerca de 90% do uso clínico da PET. → Alguns tumores captam mais radiotraçador do que outros e são chamados de tumores ávidos por FDG
A biodistribuição normal de FDG-18F no organismo são o cérebro, coração, cordas vocais, glândulas salivares, fígado, rins, bexiga, trato gastrointestinal, amígdalas palatinas, músculos,
gordura marrom e timo.
· Como age para identificar os tumores? → Identifica áreas de metabolismo aumentado, como ocorre em tumores, assim como em processos inflamatórios e infecciosos, principalmente os granulomatosos. Os tumores de alto grau apresentam uma maior captação de FDG-18F, enquanto que os tumores de menor grau apresentam baixa, ou mesmo ausência, captação deste traçador. → Nem todos os tipos tumorais podem ou devem ser avaliados por exames de PET/CT com 18F-FDG.
Indicação
· Linfomas, cânceres de pulmão, colorretal, melanoma, de mama, de cabeça e pescoço, de esôfago, colo de útero e os sarcomas, além de outros menos comuns.
· Algumas neoplasias, devido à sua localização ou à biologia tumoral, não são muito bem avaliadas pelo PET/CT com 18F-FDG, tais como os tumores do trato geniturinário (ex.: câncer renal ou de bexiga), câncer de próstata e tumores do sistema nervoso central. → Utilização do PET é restrita a indicações muito específicas.
O momento de realização do exame varia, dependendo do tipo tumoral e, principalmente, de acordo com o motivo pelo qual se está solicitando!!!!!!
· Estadiamento inicial → logo após a confirmação diagnóstica e antes do início da terapia (estadiamento 
· Avaliar resposta terapêutica e/ou a presença de doença ativa em massas residuais, identificadas por outros métodos de imagem; 
· Detecção de doença metastática à distância 
· Confirmar a possibilidade de recidiva tumoral ou lesões metastáticas, indicadas por outros exames de imagem ou elevação de marcadores tumorais, em pacientes com diagnóstico de neoplasia prévia.
💣 E quando não é indicado?
· Não está indicado, de forma rotineira, no acompanhamento de rotina de pacientes oncológicos, principalmente os assintomáticos e sem alterações em outros exames de imagem ou laboratoriais. → Ou seja, no seguimento. 
· Faz a critério do onco quando surge alguma alteração neste período.
💊Resposta terapêutica → algumas medicações quimioterápicas e, principalmente, a radioterapia induzem a alterações inflamatórias que podem elevar o metabolismo nas áreas tratadas, dificultando a análise do exame com a possibilidade de ocorrência de resultados falso positivos ou duvidosos. 
· Sempre que possível, estabelecer um intervaloentre o final do tratamento e a realização do PET/CT, que pode ser ao redor de 03 meses após o término da radioterapia e de 04 a 06 semanas após o último ciclo de quimioterapia (ou realizar imediatamente antes do próximo ciclo quimioterápico, quando este ocorrer em um intervalo menor).
Indicações não-oncológicas
· Detectar sítios de inflamação ou infecção
· Neurologia → localização de foco epileptogênico; diagnóstico diferencial de demências
· Cardiologia → viabilidade miocárdica
Sus
Em dezembro de 2014 o Ministério da Saúde publicou a Portaria Nº 1.340, incorporação do PET-CT no SUS para os seguintes tumores: pulmão de células não pequenas potencialmente ressecável; metástase exclusivamente de câncer colorretal; e para o estadiamento e avaliação da resposta ao tratamento de linfomas de Hodgkin e não Hodgkin. Antes da publicação de dezembro de 2014, o PET-CT era realizado por meio de judicialização..
Tem no HC em Recife!
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