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Teorias, métodos e técnicas de 
planejamento urbano
APRESENTAÇÃO
Hoje, mais da metade dos seres humanos vive em áreas urbanas. Esse ambiente complexo de 
trocas de bens e serviços é um dos motores do avanço da qualidade de vida nos últimos séculos. 
As cidades podem ser compreendidas como grandes mecanismos de cooperação. Elas permitem 
que um sem-número de estranhos viva em relativa harmonia e fornece o meio material para que 
colaborem uns com os outros.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá reconhecer as teorias sobre o espaço urbano e refletir 
sobre métodos e ideias relativas à análise da forma da cidade. Além disso, irá perceber como um 
agente imaterial, como a legislação, é capaz de moldar o ambiente do dia a dia.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Definir as teorias urbanas.•
Identificar os métodos de análise urbana.•
Demonstrar métodos e técnicas de planejamento urbano.•
DESAFIO
O plano diretor, instrumento regulatório previsto pela Constituição de 1988 para todas as 
cidades com mais de vinte mil habitantes, pode ser definido como um conjunto de normas e 
regras para o uso e ocupação do solo, de maneira que as atividades urbanas sejam compatíveis 
com a infraestrutura e com as características do ambiente urbano. Os índices urbanísticos, um 
dos parâmetros dos planos diretores, definem os modelos de assentamento urbano em função da 
densidade edílica desejável. Entre eles, destacam-se a taxa de ocupação, o coeficiente de 
aproveitamento, os recuos, os gabaritos das edificações e a taxa de permeabilidade.
Com estas informações, observe o terreno a seguir e a tabela com seus índices urbanísticos:
 
Agora que você conhece o terreno que está trabalhando, faça uma simulação das áreas de 
projeto em resposta aos índices urbanísticos, contendo:
a) Tabela de áreas com projeção da edificação (TO), área máxima (CA) e área permeável 
mínima. 
b) Número de pavimentos, considerando o pavimento com a maior área permitida pela TO. 
c) Recuo mínimo permitido em razão da altura da edificação.
INFOGRÁFICO
É consenso na atualidade que ruas com mais pedestres são mais seguras do que vias onde só 
existe o tráfego veicular. O planejamento urbano contém ferramentas de desenho que podem 
tornar um espaço mais amigável ou mais hostil para os pedestres.
Neste Infográfico, você conhecerá quatro situações em que os pedestres são tratados de 
maneiras diferentes pelo desenho urbano.
CONTEÚDO DO LIVRO
Planejamento urbano e sociedade são conceitos que caminham juntos. O desenvolvimento 
dessa, inevitavelmente, implicará em uma reflexão mais profunda sobre o modo de ocupar o 
espaço, de modo que pensar um é considerar o outro, e vice-versa. Essa dificuldade de definição 
do objeto não constituiu obstáculo instransponível para elaboração de uma série de teorias sobre 
a melhor forma de entender esse fenômeno complexo que constitui o meio material para a vida 
de bilhões de seres humanos.
No capítulo Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano, da obra Arquitetura e 
Urbanismo, você reconhecerá as teorias e os modelos de cidades que foram propostos ao longo 
da história ocidental, entrará em contato com métodos de análise da forma desse espaço e 
refletirá sobre ideias que, embora tenham origem remota, têm grande impacto na configuração 
do espaço onde você vive.
Boa Leitura!
DESAFIO:
a) Tabela de áreas: IMAGEM 1
​​​​​​​b) Número de pavimentos e altura:
Número de pavimentos pode ser calculado pela divisão da área máxima pela taxa de ocupação:
2.280 m² / 840 m² = 2,714 pavimentos
Como não é possível construir 0,714 pavimentos, trabalha-se com três pavimentos.
2.280 m² / 3 pavimentos = 760 m²
A altura pode ser calculada multiplicando-se o número de pavimentos por três metros:
3 pavimentos x 3 m = 9 m
c) Recuos:
O recuo mínimo da edificação é de 20% da altura da edificação, ou seja:
9 m x 20% = 1,8 m
COMUNICAÇÃO 
INTERNA 
Nanci Maziero Trevisan
Teorias, métodos e técnicas 
de planejamento urbano
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Definir as teorias urbanas.
  Identificar os métodos de análise urbana.
  Demonstrar métodos e técnicas de planejamento urbano.
Introdução
A cidade é uma das maiores realizações humanas. Dos primeiros agrupa-
mentos, com um número reduzido de indivíduos, às grandes metrópoles 
contemporâneas, com milhões de habitantes, poucos séculos se passa-
ram. Esses ambientes permitem que uma maioria de estranhos entre si 
usufruam de bens, serviços e relacionamentos que tornam suas vidas 
melhores e mais longas do que seriam se estivessem fora da civilização.
Neste capítulo, você conhecerá as principais teorias sobre o espaço ur-
bano e identificará métodos de análise da forma urbana, compreendendo 
o papel de um agente imaterial — o Direito — na definição da forma 
das nossas cidades.
Teorias urbanas
A cidade é formada, segundo Leonardo Benevolo (1997), quando as indústrias e 
serviços já não são executados pelas pessoas que cultivam a terra, mas sim por 
outros grupos que, uma vez tendo sua subsistência garantida pelo excedente da 
produção dos agricultores, podem se dedicar a outras atividades. Inicialmente, 
estas cidades cresciam de maneira espontânea; foi apenas na Grécia Antiga, 
no século V a.C., que apareceram as primeiras evidências de traçados urbanos 
feitos de maneira intencional. O grego Hipódamo de Mileto é considerado o pai 
do planejamento urbano, tendo sido um precursor do sistema de quadrículas 
no desenho de cidades, conhecido como “hipodâmico”, em sua homenagem. 
Na Figura 1 vemos a planta da cidade de Mileto, na Grécia.
Figura 1. Cidade de Mileto, projeto de Hipódamo de Mileto do século V a.C.
Fonte: Wall e Waterman (2012, p. 26). 
Com o declínio do período clássico e o desenvolvimento da Idade Média, 
o traçado regular preconizado por Hipódamo de Mileto deu lugar ao tra-
çado orgânico típico das cidades medievais. Nessas cidades as ruas parecem 
não obedecer a uma lógica prévia, e sim surgir do agrupamento espontâneo 
de edificações. No entanto, estudiosos contemporâneos veem nas cidades 
medievais uma resposta mais adequada à topografia, em comparação aos 
exemplares reticulares.
Durante o período do Renascimento, a tendência de criar cidades fortifi-
cadas levou à retomada do planejamento minucioso do traçado urbano. Uma 
vez que as cidades agora possuíam um perímetro formal delimitado, tornou-se 
Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano2
necessário racionalizar tanto a geometria dos quarteirões quanto a distribuição 
dos diferentes usos – como se pode ver na Figura 2. Surge, portanto, a figura 
do zoneamento urbano, no qual as funções como habitação, trabalho e religião 
têm um espaço específico relacionado com a lógica compositiva da cidade.
Figura 2. Cidade de Neuf-Brisarch, projeto de 1699 do Marquês de Vauban.
Fonte: Wall e Waterman (2012, p. 28).
Os avanços tecnológicos do século XVIII, como o motor a vapor e as má-
quinas de manufatura, permitiram o desenvolvimento de máquinas-ferramentas 
que traçaram o caminho para a revolução industrial e a fabricação de itens de 
ferro forjado. O surgimento da indústria aumentou rapidamente a população 
das cidades, causando problemas de habitabilidade, como falta de saneamento 
e fome. Tais problemas levaram a um movimento sanitarista, no século XIX, 
que via a necessidade de planejar as cidades de modo a evitar as mazelas da 
revolução industrial.
3Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano
O escritor inglês Charles Dickens, que viveu no século XIX, narrou em seus livros o 
cotidiano da classe trabalhadora da Inglaterra vitoriana no auge da revolução industrial. 
Observe a reflexão do personagem Pip sobre a cidade de Londres, no livro Grandes 
esperanças, de 1860: 
Nós, britânicos, naquela época tínhamos certeza de que constituía 
traição duvidar que tudo que havia de nosso erasempre o melhor: não 
fosse por isso, embora me assustasse a imensidão de Londres, creio 
que teria me ocorrido uma impressão vaga de que a cidade era feia, 
torta, estreita e suja (DICKENS, 2012, cap. 2, p. 1).
Ainda no século XIX, agruras da cidade da revolução industrial foram combati-
das por planejadores urbanos. É possível identificar duas vertentes principais nestes 
esforços: de um lado, as grandes reformas urbanas, cujos expoentes principais 
são a Paris Hausmaniana (Figura 3) e o Plano Cerdà, em Barcelona; de outro, os 
esforços bucólicos das cidades jardim propostas por Ebenezer Howard (Figura 4).
Figura 3. A Étoile, em Paris. O termo étoile é de origem francesa e significa estrela. Observa-
-se na imagem o desenho formado pelas ruas de Paris, que, ao se encontrarem na praça 
do Arco do triunfo, formam a figura de uma estrela.
Fonte: Christian Wittmann/Shutterstock.com.
Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano4
Figura 4. Cidade Jardim Ideal, de Ebenezer Howarde. A ideia da proposta é o desenvolvi-
mento de uma cidade autônoma cercada por um cinturão verde que proporcionaria aos 
moradores as vantagens de uma vida no campo, sem os problemas típicos de uma cidade.
Fonte: Wall e Waterman (2012, p. 30).
O século XX viu a continuidade das reflexões sobre a higienização das 
grandes cidades. O urbanismo da primeira metade daquele século foi marcado 
em grande parte pelos ideais da Carta de Atenas, redigida no quarto Congresso 
Internacional de Arquitetura Moderna sob a liderança de Le Corbusier, em 1933:
O acaso cederá diante da previsão, o programa sucederá a improvisação. 
Cada caso será inscrito no planejamento regional; os terrenos serão aferidos 
e atribuídos a diversas atividades: clara ordenação no empreendimento que 
será iniciado a partir de amanhã e continuado, pouco a pouco, por etapas 
sucessivas (LE CORBUSIER, 2012, pt. 3, n. p.).
Os ideais de separação de fluxos e usos chegaram ao seu ápice no projeto 
para Brasília (Figura 5), realizado por Lucio Costa no final dos anos 1950.
5Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano
Figura 5. Vista aérea de Brasília, cidade cujo formato foi delimitado pelas curvas de nível 
e margens do rio, a partir do traçado principal em formato de cruz.
Fonte: Luciano Joaquim/Shutterstock.com.
Na segunda metade do Século XX, a crítica à cidade da arquitetura moderna 
foi a grande tônica nas discussões sobre planejamento urbano. Nos Estados 
Unidos, cabe destacar o livro da Jornalista Jane Jacobs, Morte e Vida das 
Grandes Cidades, que narra o declínio da vitalidade das cidades americanas 
com as intervenções que priorizavam o trânsito veicular. Leia no parágrafo 
a seguir um relato da autora sobre o movimento diário no bairro Greenwich 
Village, em Nova York, fenômeno que ela chama de "balé", e que, segundo a 
autora, é um sinal de uma comunidade segura:
Está na hora de eu também me apressar para o trabalho, e troco um cumpri-
mento ritual com o Sr. Lofaro, o quitandeiro, baixo, atarracado, sempre de 
avental branco, que se posta do lado de fora da porta, um pouco acima na rua, 
braços cruzados, pés fincados no chão, dando a impressão de ser tão sólido 
quanto o solo. Acenamos; nós dois olhamos rápido para baixo e para cima 
da rua, daí nos entreolhamos de novo e sorrimos. Temos feito isso inúmeras 
manhãs durante mais de dez anos, e sabemos o que significa: está tudo em 
ordem (JACOBS, 2014, n. p.).
Já no final do Século XX e início do XXI, surgiu uma nova onda de pla-
nejadores urbanos, capitaneada pelo dinamarquês Jan Gehl, propondo uma 
Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano6
relação humanizada e franca dos moradores com a cidade, em resposta às 
provocações de Jane Jacobs nos anos 1960. O já clássico "Cidades para pessoas", 
escrito por Gehl e publicado originalmente em 2010, reúne as experiências do 
dinamarquês em projetos de planejamento urbano na Escandinávia, ilustrando 
com exemplos próprios os ideais defendidos desde os anos 1980 em seus livros. 
Jan Gehl defende que, através da observação dos padrões de comportamento 
humano na cidade, é possível chegar a soluções de planejamento que poten-
cializem o bem-estar da população, como a conversão da Times Square em 
um espaço mais convidativo para os pedestres (GEHL, 2010), o que pode ser 
visto na Figura 6.
Figura 6. Times Square, projeto de adaptação de Jan Gehl.
Métodos de análise urbana
O planejamento urbano é uma disciplina que evoluiu em conjunto com as 
sociedades e de maneira intimamente ligada a elas. Por isso, ao estudar o 
planejamento urbano no início do século XX, é preciso reconhecer as pres-
sões, limites e condicionantes a que aquela sociedade estava submetida. O 
mesmo com a cidade da pré-industrial, medieval, antiga, etc. Isso equivale 
7Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano
a dizer que é impossível estabelecer regras absolutas para aferir a qualidade 
do espaço urbano. O que não impediu o esforço para encontrar característi-
cas comuns ou pontos de convergência entre espaços reconhecidos como de 
grande qualidade. A história do pensamento urbano é bastante rica. A seguir 
são destacados alguns pensadores e suas contribuições para os métodos de 
análise e compreensão da forma urbana.
Kevin Lynch
O livro mais célebre de Kevin Lynch foi publicado em 1960. “A Imagem da 
Cidade” condensa anos de estudo sobre a forma urbana e a maneira como 
ela é percebida pelos usuários. Lynch (2011) identifi ca cinco elementos que 
compõem o espaço urbano: 
  Bairros: regiões médias ou grandes com extensão bidimensional, têm 
características comuns que os tornam identificáveis. Podem ter fronteiras 
legíveis ou incertas.
  Cruzamentos: pontos ou locais estratégicos na cidade, podem ser sim-
ples concentrações de alguns atos, como praças e cruzamento de vias 
importantes.
  Limites: elementos lineares não usados ou entendidos como vias, são 
fronteiras que dividem o espaço urbano em duas ou mais partes, como 
ferrovias, margens de rios, praias.
  Marcos: são referências externas, normalmente representadas por ob-
jetos físicos, como o Cristo Redentor (Rio de Janeiro).
  Vias, canais de circulação, como avenidas, ruas, canais. Cada pessoa 
forma uma imagem da cidade, ainda que possam existir consensos. 
Lynch (2011) propõe uma metodologia de análise da forma urbana que 
permanece sendo usada como referência. Um exemplo disto é a imagem de 
Buenos Aires da Figura 7, a seguir.
Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano8
Figura 7. Buenos Aires, Argentina. Nessa imagem é possível identificar alguns dos elementos 
de análise propostos por Lynch, como um marco (obelisco), uma via (avenida 9 de julho) 
e limites (edificações).
Colin Rowe
Classifi cado como um pensador contextualista, Rowe considera integração e 
adaptação fundamentais na construção de cidades. Esse pensamento vai ao 
encontro do ideal moderno de cidade como ambiente ordenado e planejado, 
submetido a uma ordem estruturante maior. Em sua obra de referência, Collage 
city (1978), Rowe e Koetter elaboram uma das teorias mais infl uentes do pós-
-guerra nos Estados Unidos. No livro, Rowe e Fred Koetter (1978) fazem uma 
crítica ao urbanismo da arquitetura moderna e ao pouco que ela conseguiu 
alcançar. O argumento principal do texto é que a cidade é uma espécie de 
colagem com sobreposições de fi gura e fundo. A Figura 8 exemplifi ca um 
caso de contraste e integração entre uma edifi cação moderna e um contexto 
de edifi cações tradicionais.
9Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano
Figura 8. Centro Charles Pompidou, França. Edificação moderna que contrasta, mas se 
integra a um contexto de edificações tradicionais.
Fonte: konstantinks/Shutterstock.com.
Jane Jacobs
Jane Jacobs foi uma jornalista e intelectual norte-americana que exerceu grande 
infl uência no pensamento urbano do século XX. A ideia principal de sua obra 
é que o espaço urbano de qualidade é o espaço ativo: um lugar em que as 
pessoas se sintam à vontade e seguraspara circular. Além da vivacidade, essa 
possibilidade de usar o espaço público teria consequências positivas indiretas, 
como o aumento da segurança. Para atingir tais objetivos, proporá soluções 
que infl uenciam bastante a confi guração do espaço urbano, como uso misto, 
incentivo ao uso de calçadas, quadras curtas (pequenos blocos atuariam como 
um incentivo à circulação de pessoas, ao contrário de grandes extensões de 
edifi cações). Uma das principais contribuições de Jacobs é atribuir um papel 
ativo ao cidadão na qualifi cação do espaço urbano. Ao poder público caberia 
o papel de garantir que as condições físicas fossem propícias para que isso 
acontecesse.
Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano10
Jan Gehl
Talvez o urbanista mais famoso da atualidade seja o arquiteto dinamarquês 
Jan Gehl. O trabalho que ele desenvolve pode ser compreendido como uma 
continuação das ideias de Jacobs. Crítico da cidade moderna, que afi rma ter 
sido projetada para ser vista da janela do avião, Gehl estuda espaços urbanos 
do mundo inteiro para identifi car características comuns daqueles amplamente 
considerados como bem-sucedidos. Dentro daquilo que chama de urbanismo 
humanista, a diversidade formal (uso misto, fachadas diversifi cadas) e a ên-
fase na mobilidade urbana (ciclovias, calçadas largas e limitação do uso do 
automóvel em certas áreas) são as bandeiras defendidas pela Gehl Architects 
em seus projetos desenvolvidos ao redor do mundo, inclusive no Brasil.
Neste vídeo, o urbanista dinamarquês Jan Gehl comenta o legado da escritora norte-
-americana Jane Jacobs no urbanismo contemporâneo. O elo entre o trabalho dos 
dois é amplamente reconhecido por Gehl, naquilo que identificou como dimensão 
humanista do urbanismo (legendas em português podem ser ativadas).
https://qrgo.page.link/FHina
Métodos e técnicas de planejamento urbano
José Arcadio Buendía, que era o homem mais empreendedor que se poderia 
ver na aldeia, determinara de tal modo a posição das casas que a partir de cada 
uma se podia chegar ao rio e se abastecer de água com o mesmo esforço; e 
traçara as ruas com tanta habilidade que nenhuma casa recebia mais sol que 
a outra na hora do calor (GARCÍA MÁRQUES, 2003, p. 140).
Este trecho pertence ao romance Cem anos de solidão (2003), de Gabriel 
García Márquez, e serve de início para a nossa reflexão sobre os mecanismos 
de controle do espaço urbano. Imagine uma sociedade hipotética formada 
por você e mais um vizinho. Considerando que um não dispõe de meios para 
subjugar o outro, seria relativamente simples estipular regras de convivência 
e do uso do solo. Como no romance, vocês poderiam estabelecer afastamento 
11Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano
entre suas residências de modo a garantir a ambos insolação adequada, ou 
dispor sobre o acesso a recursos naturais como a água. Imagine agora que, ao 
invés de duas, essa sociedade hipotética compreendesse 20 pessoas. Embora 
pequena, estabelecer regras para a segunda comunidade é mais difícil do que 
para a do primeiro exemplo; provavelmente, os mecanismos de formação de 
consenso não seriam os mesmos. Pense agora na cidade de São Paulo, cuja 
região metropolitana tem mais de 21 milhões de habitantes segundo estimativa 
calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2016). Como 
gerenciar e conduzir o uso do espaço urbano por tanta gente?
Uma das conquistas do Estado liberal moderno é a primazia da lei, ou seja, 
o que rege a relação entre os particulares e o estado e entre aqueles entre si são 
critérios impessoais e abstratos definidos com antecedência: a lei. Essa é uma 
conquista de valor extraordinário. Primeiro, porque diminui a arbitrariedade; 
a autoridade não pode expulsá-lo da sua residência porque você é inimigo do 
governante local ou fez algo que o desagradou. Além disso, permite que um 
grande número de seres humanos cooperem pacificamente, pois as regras do 
jogo são conhecidas de antemão. Por isso, um modelador do espaço urbano 
é algo que não tem forma, que não conseguimos enxergar, mas sentimos 
diariamente suas consequências: o Direito. 
Constituição Federal de 1988
A lei maior da República Federativa do Brasil é a Constituição Federal de 1988 
(BRASIL, 1988). Símbolo da redemocratização, essa Constituição também 
fi cou conhecida como Constituição Cidadã. E não é à toa; a CF consagrou 
uma série de direitos sociais, como saúde, segurança, lazer, moradia (CF/1988 
art. 6º). Estabeleceu também algumas regras sobre a política urbana. Confi ra a 
redação do seu Artigo 182: “A política de desenvolvimento urbano, executada 
pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fi xadas em lei, tem 
por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e 
garantir o bem-estar de seus habitantes” (BRASIL, 1988, documento on-line).
Algumas considerações sobre esse artigo. A Constituição faz menção à 
função social da cidade, disso podemos concluir que o legislador atribui ao 
espaço urbano um papel ativo na realização dos fins sociais do Estado. Não 
haveria como ser diferente, uma vez que a cidade é o local da troca de infor-
mações, vivências, mercadorias e serviços, faz sentido lhe atribuir um papel 
ativo em uma sociedade que tinha pela frente o desafio da redemocratização. 
O próprio direito de propriedade (CF art. 5º, XXII), embora uma garantia 
fundamental, também deverá atender sua função social (CF art. 5º, XXIII), ou 
Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano12
seja, ela perde o caráter absoluto e ganha um dever de servir de instrumento 
para realização de objetivos sociais (BRASIL, 1988).
É possível perceber, também, que a Constituição elegeu os municípios como 
entes da federação aptos a realizar a política de desenvolvimento urbano. A 
ideia por trás dessa atribuição é a da proximidade: quem está mais perto das 
pessoas tem condições melhores para definir regras que afetem seu dia a dia. 
Imagine se a política de desenvolvimento urbano dos mais de 5.500 municípios 
brasileiros fosse definida por uma autoridade central em Brasília? Com certeza 
necessidades específicas da maioria deles seriam ignoradas.
Além disso, o art. 182º da Constituição é uma norma de eficácia contida, 
isto é, necessita de lei que regule aquilo que é expresso no seu texto. Isso se 
depreende do próprio dispositivo que faz menção a "diretrizes gerais fixadas 
em lei". Quais são essas leis? Podemos falar dos planos diretores (CF/1988 
art. 182, § 1º) (BRASIL, 1988) e do Estatuto da Cidade.
Estatuto da Cidade, Lei nº. 10.257, de 10 de julho de 
2001
O Estatuto da Cidade (BRASIL, 2001a) estabelece normas de ordem pública e 
interesse social para regular o uso da propriedade urbana, tendo como objetivo 
o bem coletivo, a segurança e o bem-estar dos cidadãos e o equilíbrio ambien-
tal. Os instrumentos de gestão por ele previstos, dentre os quais destaca-se o 
plano diretor, constituem uma tentativa de democratizar a gestão das cidades. 
O Estatuto determina diretrizes para orientar o crescimento urbano, o uso 
e a ocupação do solo, envolvendo tanto o governo quanto a população em prol 
do desenvolvimento (BRASIL, 2001a). O papel do governo é de determinar 
leis e normas que regularizem o uso e a ocupação do solo e utilizar os recursos 
disponíveis de maneira adequada. Cabe à população participar das decisões 
através de audiências públicas que discutem os projetos e planos.
Plano diretor
O plano diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de 
expansão urbana de uma cidade; deve ser aprovado pela câmara municipal. Sua 
regulamentação é dada pela Lei nº. 10.257/2001 (BRASIL, 2001b), Estatuto 
da Cidade (BRASIL, 2001a), pelo Código Florestal (Lei nº. 4.771, de 15 de 
setembro de 1965) (BRASIL, 1965) e pela Lei de Parcelamento do Solo Urbano 
(Lei nº. 6.766, de 19 de dezembro de 1979) (BRASIL, 1979).
13Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano
O plano traz consigo a ideia de um caminho para alcançar um objetivo ouum conjunto deles (SABOYA, 2006). O plano diretor pode ser definido, de 
maneira mais ampla, como um conjunto de normas que disciplina a ocupação 
do solo, de maneira que as atividades desenvolvidas sejam compatíveis com 
as características do ambiente urbano. A Constituição Federal traz alguns 
parâmetros para a obrigatoriedade de plano diretor: cidades com mais de vinte 
mil habitantes; cidades integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações 
urbanas em que o município pretenda usar instrumentos de coerção para forçar 
a propriedade a cumprir sua função social independentemente do tamanho da 
população (CF art. 182º, §4º) (BRASIL, 1988); e as cidades integrantes de áreas 
de interesse turístico inseridas na área de influência de empreendimentos ou 
atividades com significativo impacto de âmbito regional ou nacional.
Os planos diretores trazem estratégias de divisão da cidade em áreas 
diferenciadas pelos seus usos. Esse sistema de setorização — o zoneamento 
— é um instrumento destinado a fixar os usos adequados à determinadas 
regiões da cidade, ou o contrário, fixar as áreas próprias para o exercício de 
cada função (SILVA, 2006). As modalidades de uso mais conhecidas são: 
residencial, industrial, comercial, serviços, institucional e especial.
Os índices urbanísticos definem os modelos de assentamento urbano em 
função da densidade edílica desejável. Entre eles destacam-se a taxa de ocupa-
ção, o coeficiente de aproveitamento, os recuos, os gabaritos das edificações e 
a taxa de permeabilidade. A ocupação do solo propriamente dita refere-se ao 
modo como o terreno é povoado, relacionando a área do lote com a quantidade 
de edificação sobre ele. A implantação do edifício no lote está subordinada 
a índices urbanísticos específicos previstos no plano diretor para cada zona 
de uso. O Quadro 1, que encerra o capítulo, mostra alguns desses principais 
índices e seus valores, de acordo com seus usos.
A taxa de ocupação é uma relação matemática que define a área máxima 
do solo que a edificação pode ocupar. É obtida através da área da projeção 
horizontal da construção pela área do lote. É expressa em forma de porcen-
tagem ou índice que varia de 0 a 1. Por exemplo: uma taxa de ocupação de 
75%, ou 0,75, significa que a projeção horizontal da edificação no lote pode 
corresponder a 75% da área do lote. Disso se depreende que esse índice nunca 
poderá ser superior a 1. Já o coeficiente de aproveitamento, ou índice de 
aproveitamento, diz respeito ao limite do potencial construtivo do terreno. 
Ao contrário da taxa de ocupação, pode ser superior a 1, pois sua efetivação 
não é limitada pela superfície do lote. Um terreno de 500 m2 que tenha um 
índice de aproveitamento de 2,5 terá área máxima de construção de 2,5 × 500 
m2, 1.250 m2. Perceba agora o impacto que esses dois números têm na forma 
Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano14
da edificação e, consequentemente, na forma da cidade: o aumento do índice 
de aproveitamento permitirá a elevação vertical da construção; o aumento da 
taxa de ocupação possibilitará construções mais baixas, sacrificando espaços 
livres dentro do lote (SILVA, 2006).
Os recuos dizem respeito ao afastamento que as edificações devem manter 
dos limites dos terrenos e umas das outras. Podem ser de frente, de fundos 
e laterais, e dizem respeito ao afastamento da edificação ao lote. A impo-
sição dos recuos garante condições mínimas de ventilação e iluminação e 
a disponibilidade de espaços de distração e de vegetação. Por gabarito das 
edificações entende-se a altura máxima das construções. Essa determinação 
pode ser expressa na forma de medidas lineares (altura máxima) ou de número 
de pavimentos.
A taxa de permeabilidade diz respeito à área do terreno que deve ser livre 
de edificação, mantendo-se permeável ou semipermeável. O objetivo dessa 
ferramenta é garantir que haja superfície suficiente para permitir a absorção 
das águas pluviais.
Na definição dos valores desses índices, forças sociais distintas como 
teorias sobre o espaço urbano, heranças históricas e interesses de grandes 
construtoras. Logo, fique atento às propostas de modificação do espaço urbano 
de sua cidade e tente relacioná-las com o que você aprendeu neste capítulo!
No link a seguir você encontra um blog, mantido pelo arquiteto Anthony Ling, que 
traz reflexões interessantes sobre cidades contemporâneas.
www.caosplanejado.com
15Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano
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Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano16
BENEVOLO, L. História da cidade. São Paulo: Perspectiva, 1997.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Estatuto da cidade: guia para implementação pelos 
municípios e cidadãos. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 
2001a.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Lei nº. 4.771, de 15 de setembro de 1965. Institui o novo 
Código Florestal. Brasília, DF, 1965. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/
fed/lei/1960-1969/lei-4771-15-setembro-1965-369026-publicacaooriginal-1-pl.html. 
Acesso em: 24 jul. 2019.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988. Brasília, DF, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 24 jul. 2019.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº. 6.766, de 19 de dezembro de 1979. 
Dispõe sobre o parcelamento do solo urbano e dá outras providências. Brasília, DF, 
1979. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6766.htm. Acesso 
em: 24 jul. 2019.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei nº. 10.257, de 10 de julho de 2001. Regula 
os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana 
e dá outras providências. Brasília, DF, 2001. Disponível em: http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm. Acesso em: 24 jul. 2019.
DICKENS, C. Grandes esperanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
GARCÍA MÁ RQUEZ, G. Cem anos de solidão. São Paulo: Folha de São Paulo, 2003.
GEHL, J. Cidade para pessoas. São Paulo: Perspectivas, 2010.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA — IBGE. Estimativas da população 
residente para os municípios e para as unidades da federação brasileiros com data de 
referência em 1º de julho de 2016. 2016. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/
visualizacao/livros/liv97868.pdf. Acesso em: 24 jul. 2019.
JACOBS, J. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2014. 
LE CORBUSIER. A Carta de Atenas. São Paulo: Hucitec; Edusp, 1993.
LYNCH, K. A imagem da cidade. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
ROWE, C.; KOETTER, F. Collage city. Cambridge, MA: MIT Press, 1978.
SABOYA, R. Planos diretores como instrumento de orientação das ações de desenvolvi-
mento urbano. Vitruvius,n. 074.05, ano 7, jul. 2006. Disponível em: http://www.vitruvius.
com.br/revistas/read/arquitextos/07.074/338. Acesso em: 24 jul. 2019.
17Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano
SANTO ANDRÉ. Câmara Municipal. Plano diretor. Disponível em: http://www.cmsandre.
sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=505&Itemid=64. Acesso 
em: 24 jul. 2019.
SILVA, J. A. Direito urbanístico brasileiro. São Paulo: Malheiros Editores, 2006.
WALL, E.; WATERMAN, T. Desenho urbano. Porto Alegre: Bookman, 2012.
Teorias, métodos e técnicas de planejamento urbano18
DICA DO PROFESSOR
Um urbanista precisa ter ferramentas de análise e projeto que permitam que esse profissional 
tome decisões informadas quando precisar intervir no espaço.
Na Dica do Professor, você conhecerá uma técnica de análise urbana chamada "Safari urbano". 
Com ela, é possível aferir a qualidade de calçadas e espaços públicos de maneira sistemática.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
EXERCÍCIOS
1) O Plano Diretor é um instrumento previsto pela Constituição Federal de 1988, cujo 
uso é de grande importância nas políticas urbanas. Considere as afirmações a seguir 
sobre essa ferramenta:
I - Prevê como instrumento de gestão o Estatuto da cidade. 
II - É obrigatório para cidades com mais de 10 mil habitantes. 
III - Incorpora, em suas definições, estratégias de divisão da cidade em áreas 
diferenciadas pelos seus usos.
Pode-se afirmar que:
A) As afirmações I e III estão corretas.
B) Somente a afirmação I está correta.
C) As afirmações II e III estão corretas.
D) Somente a afirmação III está correta.
E) As afirmações I, II e III estão corretas.
O Plano Diretor é um instrumento de gestão previsto pelo Estatuto da cidade, e não o contrário. Nele, são incorporadas estratégias de divisão da cidade em áreas diferenciadas pelos seus usos. Cidades com população superior a 20 mil habitantes devem, obrigatoriamente, elaborar um Plano Diretor.
2) A elaboração de um Plano Diretor é de responsabilidade do poder público. A qual 
ente da Federação cabe a sua elaboração?
A) União.
B) Estados-membros.
C) Municípios.
D) Distrito Federal.
E) Capital do estado.
3) No século XIX, a população das cidades foi drasticamente afetada com o surgimento 
e o desenvolvimento das indústrias. Em uma tentativa de mitigar o impacto negativo 
causado pelas novidades desse período, surgem algumas vertentes de planejamento 
urbano. É correto afirmar:
A) O Plano Cerdà, em Paris, e as cidades-jardim de Ebenezer Howard foram duas vertentes 
distintas do período.
B) A Paris Hausmaniana surge como uma vertente de grande reforma urbana junto, assim, 
como o Plano Cerdá, em Barcelona.
C) O projeto de Brasília, de Lúcio Costa, surge nesse período como movimento sanitarista.
D) Uma das vertentes do século XIX, liderada por Jan Gehl, propunha a separação de fluxos 
na cidade.
O modelo urbanístico defendido por Le Corbusier propunha uma relação humanizada dos E) 
A elaboração de Plano Diretor, segundo define a Constituição Federal de 1988, é de responsabilidade dos Municípios. A justificativa para tal atribuição é a proximidade do município com a população, facilitando a definição de regras que afetem o cotidiano.
No século XIX, puderam ser observadas duas vertentes distintas de planejamento urbano: as grandes reformas urbanas, representadas pela Paris Hausmaniana e pelo Plano Cerdà, em Barcelona; e os esforços bucólicos das cidades-jardim de Ebenezer Howard. O projeto de Brasília surge somente no século XX, buscando ideais de separação de fluxos e usos. A relação humanizada e franca dos moradores com a cidade começou a ser defendida somente no século XXI pelo dinamarquês Jan Gehl.
Highlight
Highlight
moradores com a cidade por meio das cidades-jardim.
4) Uma das atribuições do Plano Diretor é criar estratégias de divisão da cidade em 
áreas diferenciadas pelos seus usos, ou seja, elaborar um zoneamento do espaço. Para 
cada área da cidade e atividades ali permitidas são definidos índices urbanísticos, 
cuja finalidade é prever o modelo de assentamento urbano em função da densidade 
edílica desejada em cada local. Considere as seguintes afirmações:
I- A taxa de permeabilidade diz respeito à porção de terreno que não deve ser 
edificada, mantendo-se permeável ou semipermeável. 
II- A taxa de ocupação se refere ao limite do potencial construtivo do terreno, não 
podendo ser um número inferior a 1. 
III- O gabarito trata da altura máxima das edificações, sendo expresso em metros ou 
em número de pavimentos.
É correto afirmar:
A) Somente a afirmação I está correta.
B) Somente a afirmação II está correta.
C) As afirmações II e III estão corretas.
D) As afirmações I e III estão corretas. 
E) As afirmações I, II e III estão corretas.
5) A análise e a compreensão da forma urbana compreendem muitas possibilidades 
metodológicas. Ao longo do tempo, muitos pensadores desenvolveram métodos para 
analisar esse fenômeno complexo que é a cidade. A noção de que a cidade é uma 
colagem entre diferentes camadas, cada uma delas de tempos e com características 
diferentes, pode ser atribuída a qual pensador?
A taxa de permeabilidade diz respeito à área do terreno que deve ser livre de edificação, mantendo-se permeável ou semipermeável. O objetivo dessa ferramenta é garantir que haja superfície suficiente para permitir a absorção das águas pluviais. A taxa de ocupação (TO) é uma relação matemática que define a área máxima do solo que a edificação pode ocupar. É obtida por meio da área da projeção horizontal da construção pela área do lote e, por essa razão, não pode ser um número superior a 1. O gabarito é a altura máxima das construções. Essa determinação pode ser expressa na forma de medidas lineares (altura máxima) ou do número de pavimentos.
A) Jane Jacobs.
B) Jan Gehl.
C) Kevin Lynch.
D) Le Corbusier.
E) Colin Rowe.
NA PRÁTICA
Os planos diretores são, normalmente, considerados entraves no processo de projeto. No 
entanto, o arquiteto pode e deve tomar partido desses limitantes para criar um projeto mais 
interessante.
Na Prática, você vai conhecer um projeto da arquiteta Ana Cristina, que tomou partido do plano 
diretor para criar um edifício habitacional com características únicas.
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SAIBA MAIS
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do 
professor:
Jan Gehl explica o conceito de cidades para pessoas
Na entrevista a seguir, o urbanista dinamarquês Jan Gehl apresenta os conceitos de cidade para 
pessoas e como eles podem ser utilizados para tornar os espaços urbanos mais convidativos.
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Cidade caminhável: as características do design urbano amigável
Tanto Jane Jacobs quanto Jan Gehl são representantes do que Gehl chama de Urbanismo humanista ou humanístico. Eles dão ênfase não para os aspectos formais, mas ao comportamento humano e como aqueles influenciam esse. Kevin Lynch propôs no início dos anos 1960 uma metodologia de análise da forma, por meio de elementos predefinidos, que influenciou fortemente o pensamento urbano nas décadas seguintes. Le Corbusier foi um dos principais expoentes da Arquitetura Moderna. O seu pensamento influenciou o Urbanismo moderno e a construção de cidades planejadas, como Brasília. Colin Rowe identificou a existência dessa sobreposição de camadas no tecido urbano, sendo classificado como um pensador contextualista.
Os carros dominaram o planejamento das cidades ao longo do século XX e pouco se pensou nos 
pedestres, mas a mudança desse conceito é tendência global. Este vídeo apresenta as 
características do desenho urbano focado nos pedestres.
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Estatuto da cidade: antecedentes e perspectivas
Assista ao vídeo com José Roberto Bassul, arquiteto e urbanista, mestre em Planejamento 
Urbano pela Universidade de Brasília (UNB), no qualele contextualiza o “Estatuto da cidade”, 
aprovado em 2001.
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