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Universidade Federal Fluminense (UFF) 
Curso de Administração Pública Disciplina: Auditoria e Conntroladoria 
Polo: Paracambi Matrícula: 19213110101 
Aluna: Pamela de Andrade de Souza Oliveira 
AVALIAÇÃO À DISTÂNCIA - AD1 / 2023-1 
AD1 – A Improbidade Administrativa e o exercício do controle Social no Brasil existem? 
Fundamente sua resposta. Mínimo de 2 laudas e máximo de 4 laudas (folha A4). 
Antes de descrever sobre Improbidade Administrativa, vale lembrar que os princípios que regem 
a Administração Pública Estatal brasileira estão fundamentados na legislação, previstos 
na Constituição Federal de 1988, trazendo um marco evolutivo definindo princípios fundamentais 
na Administração Pública, especificamente no artigo 37 do texto: 
“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:” (BRASIL, 1998, 
art.37) 
A Improbidade Administrativa, pode ser traduzida como desonestidade e mal caráter, definida 
como “corrupção administrativa”, conduta inadequada, conhecida popularmente como “lei do 
colarinho branco”, daquele que exerce uma função dentro da Administração Pública, utilizando 
seu cargo, mandato ou outra entidade pública para adquirir vantagem econômica que beneficie o 
próprio ou terceiros. Na Lei n. 8.429/92, conhecida como Lei de Improbidade Administrativa 
(LIA), as ações de improbidade podem manifestar de três formas: Enriquecimento ilícito, temos 
como exemplo a compra de um móvel de milhões de reais, quando na realidade o agente não teria 
a real renda de compra-lo; Atos que causem prejuízo ao erário (União), atitudes que causam perda 
dos recursos financeiros da União, como a aplicação irregular de verba pública ou o facilitamento 
do enriquecimento a terceiros, baseado no dinheiro público; e os Atos que violem os princípios da 
Administração Pública, todo tipo de conduto que viola os princípios da Administração Pública, 
exemplo quando um servidor deixa de prestar contas quando tem a obrigação de fazê-lo. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
“Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito 
auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em 
razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades 
referidas...” (BRASIL, 1992, art.9º) 
Infelizmente, no Brasil existem históricos contínuos da improbidade na máquina administrativa, 
seja ela de forma intuitiva ou acidental, causando assim, danos irreparáveis na carreira do agente 
público, como descreve o artigo 37, parágrafo 4º. 
“4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda 
da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação 
previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.” (BRASIL,1988, art.37, par.4) 
No Brasil existe a Lei da Ficha Limpa, sancionada em 2010, baseados em critérios legais, 
teoricamente é uma forma de impedir que um político condenado por ato doloso de improbidade 
administrativa concorra a cargos públicos, ficando inelegíveis por oito anos após o cumprimento 
da pena. (BRASIL, Lei Complementar n. 64/1990 e Lei Complementar n. 135/2010) 
A Lei da Improbidade Administrativa é uma grande aliada do cidadão no controle social, como 
forma de solicitar ao Ministério Público uma apuração do ato lesivo ao patrimônio público. Após 
a Constituição Federal o controle social passou a ter um vínculo amigável, incluindo participação 
da sociedade nas políticas públicas, passando a construir um Estado Democrático de Direito, 
garantindo que a sociedade utilize do Princípio da Transparência, introduzido na Lei de 
Responsabilidade Fiscal, tendo como objetivo tornar realidade o comprimento do princípio 
constitucional da publicidade, gerando informações e a concretização do juízo de valor por parte 
do cidadão (CRUZ et al. 2012). 
“Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de 
controle interno com a finalidade de: § 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou 
sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante 
o Tribunal de Contas da União.” (Constituição Federal, art.74/1988) 
A transparência pública é um instrumento de participação social e de controle da corrupção, a 
partir do momento em que a sociedade organizada vigia mais de perto, a atuação de seus 
representantes, escolhidos por meio de votos, durante todo o seu mandato, avaliando suas tomadas 
de decisões e o uso do recurso público. 
“Quando o cidadão exerce o direito do voto, ele autoriza alguém a lhe representar, depois, ele 
deve exigir a prestação de contas. A responsabilidade, a obrigação ou o dever de prestar contas, 
que possui o gestor público, é chamada de accountability.” (CRUZ, Flavio. Auditoria e 
controladoria, 2012, 74p.) 
A participação contínua da sociedade na gestão pública é um direito assegurado pela Constituição, 
incentivando a população popular na elaboração dos planos orçamentários e das audiências 
públicas, a lei esclarece que qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte 
legítima para denunciar ao respectivo Tribunal de Contas e ao órgão competente do Ministério 
Público o descumprimento das prescrições nela contidas. 
“I– Promover uma administração pública mais transparente e aberta à participação social; II - 
apoiar a adoção de medidas para a implementação da Lei de Acesso à Informação e outros 
diplomas legais sobre transparência; III - conscientizar e capacitar servidores públicos para que 
atuem como agentes de mudança na implementação de uma cultura de acesso à informação...” 
(Lei de Acesso à Informação, Portaria 277/2013) 
Um dos aspectos que dificultam o controle da sociedade sobre a atuação dos agentes é a falta de 
informação por parte do governo, quando essa informação chega à sociedade muitas das vezes são 
disponibilizadas de forma parcial ou em linguagem extremamente técnica, dificultando a 
compreensão da população. Infelizmente o controle social no Brasil é um processo lento pelo fato 
da sociedade não conhecer seus direitos, quando nos referimos aos instrumentos de fiscalização 
percebemos que não são eficientes, fazendo com que o cidadão não usufrua da sua cidadania em 
sua plenitude. 
Referências Bibliográficas: 
CRUZ, Flávio da. Auditoria e controladoria – Florianópolis: Departamento de Ciências da 
Administração / UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2012. 182p. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, Senado Federal, 1988. 
DROPA, Romualdo Flávio. Improbidade administrativa e controle social. Âmbito Jurídico. SP. 
2004. Acessado em: 26/02/2023. Disponível em: https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-
administrativo/improbidade-administrativa-e-controle-social/

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