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 Natalia Quintino Dias 
 
Trauma geniturinário 
Anatomia 
Uretra: é dividida em 2 porções (segmento anterior 
e segmento posterior). 
A porção anterior é composta pela uretra 
navicular, peniana e bulbar. Já a posterior é 
composta pelas uretras prostática e membranosa. 
 
Bexiga: órgão muscular oco e tem um formato 
tetraédrico, com teto, duas paredes laterais e a 
base ou o assoalho. O tamanho e a forma 
dependem do sexo, idade e quantidade de urina. 
A bexiga é recoberta por peritônio na parte 
superior, que continua como lâmina parietal 
anterior na face ventral. 
Na região posterior, a bexiga reflete sobre o útero 
(mulher) e sobre o reto (homem). 
Trígono vesical = região de forma triangular 
formada pelos dois óstios ureterais e pelo orifício 
interno da uretra. 
 
Trauma urológico 
Trauma uretral 
É associada mais frequentemente a fraturas 
pélvicas ou à “queda a cavaleiro”. Por ser mais 
longa e mais exposta do que a feminina, a uretra 
masculina é envolvida com maior frequência. 
A uretra pode ser lesionada em dois locais: uretra 
posterior e uretra anterior. 
A lesão de uretra posterior (segmentos prostático 
e membranoso) tem relação direta com fraturas 
pélvicas. A porção membranosa é mais acometida 
 Natalia Quintino Dias 
 
do que a porção prostática (+ protegida; dentro da 
próstata). 
Já a lesão de uretra anterior (uretra peniana e 
bulbar) tem associação com trauma contuso, 
fratura peniana, queda a cavaleiro (esmagamento 
da uretra) e lesões iatrogênicas. 
Trauma Pélvico tem relação com lesão de uretra 
Posterior (segmentos prostático e membranoso). 
Lesão de uretra Anterior (uretra peniana e bulbar) 
= queda A cavaleiro. 
Quadro clinico 
Principais sintomas: uretrorragia, retenção urinária 
com distensão da bexiga, equimose perineal, 
sangue no saco escrotal e próstata em posição alta 
identificada ao toque retal (próstata flutuante). 
Tríade clássica de lesão de uretra: utetrorragia + 
retenção vesical (incapacidade de urinar) + globo 
vesical palpável (bexigoma). 
O cateterismo vesical está contraindicado nesses 
casos, pois pode agravar a lesão. 
Diagnóstico: uretrografia retrógrada. 
Tratamento: cistostomia suprapúbica. 
• Utetroplastia é realizada tardiamente. 
Trauma vesical 
A lesão da bexiga é mais frequente após 
traumatismo fechado, geralmente associado à 
fratura de bacia (70% dos casos) ou à contusão, 
acometendo o andar inferior do abdome. 
A lesão da bexiga pode ser extraperitoneal ou 
intraperitoneal. As lesões extraperitoneais estão 
associadas à fratura da pelve por perfuração dos 
fragmentos ósseos. Já a ruptura intraperitoneal é 
secundária a traumatismos fechados em andar 
inferior de abdome, sobretudo se a bexiga estiver 
cheia (ocorre explosão da bexiga). 
Principal sinal: hematúria franca. 
Diagnóstico: cistografia retrógrada. 
 
Tratamento: varia de acordo com o tipo da lesão. 
● Lesões intraperitoneais: laparotomia com rafia 
da lesão. 
● Lesões extraperitoneais: conduta conservadora 
com descompressão vesical (Sonda de Foley por 
pelo menos 14 dias). 
Trauma renal 
É pouco frequente e está presente em 10% dos 
traumas abdominais fechados. 
Suspeitar se acidente automobilísticos om 
contusão direta e fratura de costelas inferiores, 
sobretudo se houver hematúria. 
A hematúria, apesar de inespecífica, é a 
manifestação mais frequente do trauma renal. 
Diagnóstico: TC de abdome com contraste em 3 
fases (arterial, venosa e excretora) – padrão-ouro 
→ paciente estável hemodinamicamente. 
 
 Natalia Quintino Dias 
 
Lesões de graus I, II, III: conduta expectante com 
repouso + analgesia + reavaliação clínica e 
vigilância hematimétrica. 
Lesão IV: cirurgia ou se possível conduta não 
operatória, caso o paciente esteja estável 
hemodinamicamente. 
As indicações cirúrgicas em pacientes estáveis 
ficam reservadas para quando há extravasamento 
urinário extenso, lesão do “pedículo renal” ou 
trombose de veia renal.

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