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CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO Curso Superior em Gestão da Tecnologia da Informação EAD Aluna: Daiana Santos Santana Matrícula: 2210284905 Disciplina: Cultura e Contemporaneidade (IL70048) Tutora: Joelma Cerqueira De Oliveira A CULTURA TRADICIONAL NA CONTEMPORANEIDADE NO BRASIL SALVADOR/BA 2023 A Cultura Tradicional na Contemporaneidade no Brasil Como se sabe, entender as culturas na contemporaneidade é fundamental não apenas para o crescimento pessoal, uma vez que vivemos em uma sociedade na qual a diversidade cultural está cada vez mais presente, mas também para o crescimento profissional. Deste modo, podemos reconhecer o quanto da dimensão humana se encontra presente em nossa cultura, assim como os elementos que a compõem. Tais fatos nos permitem perceber que muitas de suas características são comuns a outros grupos sociais e a outras manifestações culturais. Tal mecanismo evidencia as dimensões de poder, com seus conflitos e suas negociações presentes naquelas mesmas manifestações culturais e nos grupos sociais. Como vimos ao longo desta disciplina, as identidades culturais com a aceleração da globalização têm passado por um processo de reconstrução cada vez mais intenso. Desta forma, alguns conceitos como interculturalidade e hibridismo cultural são importantíssimos para analisa-las. No Brasil, o processo descrito também ocorre fazendo com que não apenas a identidade e a própria cultura nacional sejam revistas, mas também as suas identidades e culturas particulares como por exemplo as culturas e identidades das etnias indígenas e dos afrobrasileiros. Procedimentos para elaboração do TD Escolha um dos inúmeros povos tradicionais (indígenas ou afrobrasileiros) existentes no Brasil contemporâneo. Utilizando os conceitos apresentados ao longo do curso, explique como foi o processo que este povo tradicional escolhido por você adotou para (re)construir a sua identidade e cultura na contemporaneidade. Sublinhe quais foram as características que permaneceram ou não na respectiva identidade e cultura deste povo e se elas possuem ou não os mesmos significados que possuíam anteriormente. 4. Elabore um texto com 2 páginas, no máximo, contendo as suas respostas. Povo Bororo O povo Bororo, ao denominados Boe, estão localizados no estado do Mato Grosso, mais especificamente em Goiás, onde se estima que o povo tenha habitado a região por pelo menos sete mil anos. Ao longo da história, outros nomes foram usados para identificar esse povo, tais como: Coxiponé, Araripoconé, Araés, Cuiabá, Coroados, Porrudos, Bororos da Campanha (referente aos que habitavam a região próxima a Cáceres), Bororos Cabaçais (aqueles da região da Bacia do Rio Guaporé), Bororos Orientais e Bororos Ocidentais (divisão arbitrária feita pelo governo do Mato Grosso, no período minerador, que tem o rio Cuiabá como ponto de referência). Tendo o Boe Wadáru como sua língua mãe por quase toda população, apesar de hoje em dia os Bororo terem sua língua original resgatado e tendo um ensino bilíngue (Boe Wadáru e Português), até o final da década de 1970, por imposições feitas por regime escolar de missão indígena, ainda havia proibição referente a língua, entre crianças e jovens, mas especificamente nas aldeias de Mercuri e Sangradouro. Conhecidos por terem servidos de guias aos índios, trabalhando nas fazendas e aliados dos bandeirantes a partir do século XVII, onde se estima que foi feito o primeiro contato, quando as “bandeiras jesuítas” vieram de Belém rumo à região da Bacia do Rio Araguaia e seguiram pelos rios Taquari e São Lourenço, em direção ao Rio Paraguai. Posteriormente através dos salesianos (congregação religiosa da Igreja Católica), responsáveis por “pacificar” o local que era palco de constantes conflitos violentos e catequiza-los no final do século XIX. Os Bororo através da sua peculiaridade e originalidade tentam manter só as características culturais originais através de ritual que segundo a antropóloga Sylvia Caiuby Novaes diz, “Através destes rituais se os Bororo transgredem a ordem que se quer esta eleger para eles e se contrapõem, firmemente, ‘a remoinhosa integração à sociedade nacional’ (1993:132 -133). Sua autonomia em relação a vida regional, está mais desenvolvida no âmbito social, através de relacionamento e casamento com regionais e político, onde já se tem conseguido eleger até o momento um vereador e um prefeito, sendo 50% dos consumidores locais e cone caídos pela sua identidade. Já seu sistema econômico baseia-se basicamente pelas atividades de coleta, caça, pesca e agricultura, onde pelo com tato com os não índios, iniciou novos formatos sócios-econômicos como: trabalho assalariado, a venda de artesanatos e aposentadoria, porém suas atividades ainda estão bastante arraigadas pelo conhecimento da natureza, suas potencialidades e restrições. Tanto a caça quanto a pesca, pelas quais o povo Bororo é conceituado, marca outra atividade que ainda possui papel importante em cultura, tanto na alimentação cotidiana quanto para fins cerimoniais, e ainda para fins sociais, prestigiando os bons caçadores ou pescadores, atividade essa feita exclusivamente pelos homens da aldeia. Por outro lado, a e extinção das atividades nômades praticadas pelos Bororo, foi a mudança mais notável desde o contato fé isto pelos “homens brancos”, no qual eram feitas durante épocas de secas, quando boa parte da aldeia se deslocava a para explorações territoriais em longas viagens. Contudo, as atividades agrícolas com a iniciação de novas técnicas e de novos cultivos, passou a se intensificar e a ter uma importância maior, tendo como cultivo principal o arroz, a mandioca, o feijão, a abobora, e o milho, sendo esse último, ainda seguindo orientações superiores e em algumas sanções sobrenaturais, principalmente para com sumo de um novo milho, onde se faz necessário a cerimônia de purificação chamada Guiada Paru. Em contrapartida, em algumas aldeias, mais especificamente a Mercuri, existe uma dependência atualmente muito forte de tecnologia, como tratores por exemplo, para a derrubada e preparo da terra. Outra mudança que merece destaque também foi nas aldeias, nas regiões onde é lãs tiveram suas condições de moradias trocadas de choupanas tradicionais para casas de alvenaria, foram constatado um índice maior de problemas relacionados ao saneamento básico e a condições de conforto ambiental. Referências Povos Indígenas no Brasil: Bororo. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Bororo Acesso em: 02 de setembro de 2023 Bororos. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bororos Acesso em: 01 de setembro de 2023 Protagonismo de povos indígenas e comunidades tradicionais na conservação do meio ambiente. Disponível em: https://www.tnc.org.br/o-que-fazemos/nossas-iniciativas/povos- indigenas/?gclid=CjwKCAjwkoz7BRBPEiwAeKw3q_e44lksObrskZPrLMANVqaGwOa Et2nwhcki6lC227srad9aXpiNWRoCaooQAvD_BwE Acesso em: 01 de setembro de 2023 Os índios do Século XXI. Disponível em: http://www4.planalto.gov.br/consea/comunicacao/artigos/2012/os- indios-do-seculo-xxi Acesso em: 02 de setembro de 2023 https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Bororo https://pt.wikipedia.org/wiki/Bororos https://www.tnc.org.br/o-que-fazemos/nossas-iniciativas/povos-indigenas/?gclid=CjwKCAjwkoz7BRBPEiwAeKw3q_e44lksObrskZPrLMANVqaGwOaEt2nwhcki6lC227srad9aXpiNWRoCaooQAvD_BwE https://www.tnc.org.br/o-que-fazemos/nossas-iniciativas/povos-indigenas/?gclid=CjwKCAjwkoz7BRBPEiwAeKw3q_e44lksObrskZPrLMANVqaGwOaEt2nwhcki6lC227srad9aXpiNWRoCaooQAvD_BwE https://www.tnc.org.br/o-que-fazemos/nossas-iniciativas/povos-indigenas/?gclid=CjwKCAjwkoz7BRBPEiwAeKw3q_e44lksObrskZPrLMANVqaGwOaEt2nwhcki6lC227srad9aXpiNWRoCaooQAvD_BwEhttp://www4.planalto.gov.br/consea/comunicacao/artigos/2012/os-indios-do-seculo-xxi http://www4.planalto.gov.br/consea/comunicacao/artigos/2012/os-indios-do-seculo-xxi