Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Livro Eletrônico
Aula 02
Direito do Trabalho p/ TRT 6ª (Técnico Judiciário - Área Administrativa) Pós-Edital -
Com videoaulas
Professor: Antonio Daud Jr
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Sumário 
 
1 - Considerações Iniciais ................................................................................................ 2 
2 - Relação de trabalho e relação de emprego ................................................................... 3 
2.1 - Relação de emprego ............................................................................................. 3 
2.2 - Relações de trabalho lato sensu ........................................................................... 10 
2.2.1 - Estágio ........................................................................................................ 10 
2.2.2 - Trabalhador autônomo .................................................................................. 13 
2.2.2.1. Autônomo exclusivo .................................................................................... 14 
2.2.3 – Trabalho eventual ........................................................................................ 15 
2.2.4 – Cooperados ................................................................................................. 16 
2.2.5 – Trabalhador avulso ....................................................................................... 18 
2.2.6 – Trabalhado voluntário ................................................................................... 19 
2.2.7 – Profissional-Parceiro de salões de beleza ......................................................... 20 
3 - A figura jurídica do empregado ................................................................................. 22 
3.1 – Altos empregados .............................................................................................. 24 
3.2 – Empregado rural ................................................................................................ 27 
3.3 – Empregado doméstico ........................................................................................ 29 
3.4 – Aprendiz ........................................................................................................... 32 
3.5 – Empregado público ............................................................................................ 35 
3.6 – Teletrabalhador ................................................................................................. 37 
3.7 – Trabalhador temporário ...................................................................................... 38 
4 – A figura jurídica do empregador................................................................................ 40 
4.1 – Grupo econômico ............................................................................................... 44 
4.2 – Sucessão de empregadores ................................................................................. 48 
4.2.1. Restrições à sucessão de empregadores ........................................................... 53 
4.3 – Responsabilidade do sócio .................................................................................. 54 
5 – Questões comentadas ............................................................................................. 57 
6 – Lista das Questões Comentadas ............................................................................. 117 
7 – Gabarito .............................................................................................................. 141 
8 – Resumo da aula .................................................................................................... 148 
9 – Conclusão ............................................................................................................ 150 
10 – Lista de Legislação, Súmulas e OJ do TST relacionados à aula .................................. 151 
 
 
 
AULA 02 
Relações de trabalho e emprego. Empregado e 
empregador. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 2 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
AULA 02 - RELAÇÕES DE TRABALHO E EMPREGO. 
EMPREGADO E EMPREGADOR. 
1 - Considerações Iniciais 
Oi amigos (as), 
Sejam bem-vindos (as) a mais uma aula do nosso curso de Direito do Trabalho. 
Os assuntos da aula de hoje são bastante importantes, e frequentes em 
concursos públicos. 
Esta aula, juntamente com as aulas 04, 05 e 06 , é uma das principais aulas do 
curso. Elas têm um tamanho considerável e estão recheadas de questões que 
demonstram a importância destes temas para a Banca. 
Nestas aulas maiores, não se desanimem! Grande parte da aula são questões 
comentadas. Pense, também, que é aqui que seu concorrente poderá desanimar, 
mas você não! 
Em frente! 
 
 
 
Vamos literalmente ao trabalho! 
 
 
 
Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da 
Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras 
providências. 
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que 
elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente 
através do site Estratégia Concursos ;-) 
 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 3 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
2 - Relação de trabalho e relação de emprego 
Iniciaremos o tópico fazendo a distinção entre relação de trabalho e relação de 
emprego. 
Relação de trabalho é uma expressão ampla, que engloba os mais diversos 
tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado no sumário de nossa aula, a 
expressão abrange, por exemplo, as relações empregatícias, estagiários, 
trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc. 
Já a relação de emprego tem lugar quando estão presentes os seus 
pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de 
gênero relações de trabalho. 
Recorrendo novamente a um esquema, pois eles facilitam a memorização: 
 
Relações de Trabalho 
 
 
 
 
Relações de emprego 
 
 
 
Trabalhador avulso 
Trabalhador autônomo 
Trabalhador eventual 
Estagiário 
etc. 
Empregado urbano 
Empregado rural 
Empregado doméstico 
Aprendiz 
etc. 
 
 
 
2.1 - Relação de emprego 
A relação de emprego se configura quando presentes os elementos fático-
jurídicos componentes da relação de emprego, que são o trabalho prestado por 
pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade e não eventualidade. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 4 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
Elementos fático-jurídicos componentes da 
relação de emprego: pessoa física, 
pessoalidade, subordinação, onerosidade e 
não eventualidade. 
 
É importante decorar o artigo 3º da CLT, principalmente se o assunto “relação de 
emprego” cair em provas discursivas: 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste 
e mediante salário. 
 
Resumindo, teríamos o seguinte: 
 
 Pessoa física Pessoalidade 
 
 
 
 
Onerosidade 
 
 
 
Empregado 
 
 Não eventualidade 
 
 
 
 
 
 
 Subordinação 
jurídica 
 
 
Vamos agora esmiuçar cada um destes elementos fático-jurídicos. 
➢ Pessoa Física 
Para que se possa falar em relação de emprego deve haver a prestação de serviço 
por pessoa física. Assim, se existe prestação de serviço de pessoa jurídica para 
pessoa jurídica, não caberá aplicação das normas justrabalhistas. 
É importante frisar que existem tentativas de mascaramento de típicas relações 
de emprego, onde se tentacamuflar o vínculo empregatício com o uso artificial 
de pessoa jurídica. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 5 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Com fundamento no princípio da primazia da realidade pode-se desconstituir tais 
situações (com utilização de pessoa jurídica) e reconhecer o vínculo empregatício. 
Neste sentido Mauricio Godinho Delgado1: 
“Obviamente que a realidade concreta pode evidenciar a utilização 
simulatória de roupagem de pessoa jurídica para encobrir prestação efetiva 
de serviços por uma específica pessoa física, celebrando-se uma relação 
jurídica sem a indeterminação de caráter individual que tende a caracterizar 
a atuação de qualquer pessoa jurídica. Demonstrado, pelo exame concreto 
da situação examinada, que o serviço diz respeito apenas e to somente a 
uma pessoa física, surge o primeiro elemento fático-jurídico da relação 
empregatícia.” 
➢ Pessoalidade 
A pessoalidade tem lugar quando o prestador de serviços é sempre o mesmo, 
havendo, então, prestação de serviço intuitu personae. 
A pessoalidade se faz presente quando o prestador de serviços não pode se fazer 
substituir por terceiros, o que confere vínculo com caráter de infungibilidade. 
Recorrendo ao dicionário (para facilitar a compreensão), vemos que fungível é o 
bem que pode ser substituído por outro de mesma espécie, como o dinheiro. 
Como o empregado não pode deixar de ir trabalhar em determinado dia e mandar 
um amigo ou parente em seu lugar, tem-se que o vínculo empregatício possui 
caráter de infungibilidade (em relação ao prestador de serviços – empregado). 
Destaquei ao final da frase que a infungibilidade se dá em relação ao prestador 
de serviços, porque no outro pólo da relação de emprego (o empregador) não 
existe a infungibilidade (no caso, haveria fungibilidade). Tanto é que, mesmo 
havendo sucessão de empregadores (como vimos na aula 01), isto não afeta os 
contratos de trabalho: 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
Assim, no contrato de trabalho temos quanto ao: 
- empregado, a infungibilidade (pessoalidade, prestação de serviços intuitu 
personae). 
- empregador, a fungibilidade (de que é exemplo a sucessão de 
empregadores). 
Ainda quanto à pessoalidade é de se ressaltar que existem afastamentos legais 
(mandato de dirigente sindical, férias, licenças, etc.) e, nestes casos, apesar do 
contrato de trabalho ser interrompido (ou suspenso) isto não prejudica a 
pessoalidade do trabalhador. 
 
1 DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 13 ed. São Paulo: LTr, 2013, p. 283. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 6 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
➢ Subordinação 
A subordinação é tida como o elemento mais marcante para a configuração da 
relação de emprego, e ela se verifica quando o empregador tem poder diretivo 
sobre o trabalho do empregado, dirigindo, coordenando e fiscalizando a prestação 
dos serviços executados pelo trabalhador. 
A doutrina já conferiu à subordinação, ao longo do tempo, as dimensões técnica, 
econômica e jurídica. 
A subordinação (ou dependência) seria técnica porque seria do empregador o 
conhecimento técnico do processo produtivo; seria econômica porque o 
empregado dependeria do poder econômico do empregador; por fim, seria 
jurídica porque o contrato de trabalho, assim como o poder diretivo do 
empregador, tem caráter jurídico. 
Atualmente há consenso doutrinário de que a subordinação da relação 
empregatícia tem viés jurídico. 
A subordinação como elemento fático-jurídico da relação de emprego 
 
técnica jurídica econômica 
 
Retomando o artigo 3º da CLT, temos que fazer outro comentário: 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste 
e mediante salário. 
O artigo fala em “dependência”, que era o enfoque doutrinário nas ópticas de 
dependência técnica e econômica, e hoje o mais adequado é falar-se em 
subordinação [jurídica, no caso]. 
Ainda quanto à subordinação na Consolidação das Leis do Trabalho é relevante 
mencionar seu artigo 6º, alterado em 2011: 
CLT, art. 6º, parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de 
comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação 
jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão 
do trabalho alheio. 
A alteração da CLT em estudo teve como objetivo equiparar os efeitos jurídicos 
da subordinação (jurídica) exercida por meios telemáticos e informatizados à 
exercida por meios pessoais e diretos. 
 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 7 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
➢ Onerosidade 
Na relação de emprego o trabalhador coloca sua força de trabalho à disposição 
do empregador para receber contraprestação salarial. Deste modo, a relação 
empregatícia é onerosa. 
A legislação prevê diferentes possibilidades de contraprestação salarial: 
pagamento em dinheiro, pagamento em utilidades, parcelas fixas, parcelas 
variáveis, prazos de pagamento diário, semanal, mensal. Em todos esses casos 
poderemos identificar a onerosidade da relação empregatícia. 
E se o trabalhador colocou sua força de trabalho à disposição do empregador, 
mas, descumprindo a lei, este último deixou de pagar os salários devidos; isto 
retira o caráter oneroso da relação estabelecida entre as partes? 
A resposta é negativa. O atraso (ou inadimplemento) do salário não retira o 
caráter oneroso da relação de emprego. 
Nos casos onde o empregador não paga salários, ou até mesmo impõe uma 
situação de servidão disfarçada (onde há prestação de serviços sem a 
contraprestação salarial) deve-se analisar o animus contrahendi. 
Podemos definir o animus contrahendi como a intenção das partes (notadamente 
do prestador dos serviços) ao firmar a relação de trabalho: o empregado 
disponibilizou sua força de trabalho com interesse econômico, objetivando 
receber salário? 
Se a resposta for positiva, configurar-se-á a onerosidade (mesmo que no caso 
fático o empregador não tenha cumprido sua parte – pagamento do salário). 
Se a resposta for negativa, ou seja, a pessoa realizou o trabalho sem intenção 
onerosa, não poderemos entender a relação como um vínculo de emprego. Este 
é o caso do trabalho voluntário, como veremos no próximo tópico desta aula. 
➢ Não eventualidade 
Se a pessoa trabalha de modo apenas eventual, teremos uma relação de 
trabalho, mas não poderemos enxergá-la como relação de emprego. Este seria o 
caso de um trabalhador eventual, como veremos adiante, cujo labor é prestado 
de forma esporádica. 
Para configuração da relação de emprego a prestação laboral deve ser não 
eventual, ou seja, o trabalhador deve disponibilizar sua força de trabalho de 
forma permanente. 
 
Para que se considere a relação permanente, é impositivo que o trabalho seja 
prestado todos os dias? 
A resposta é negativa. 
 
Vamos ao exemplo dos bares e restaurantes. Neste segmento econômico é 
comum encontrar estabelecimentos que só abrem de quarta-feira a sábado, ou 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 8 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
até mesmo somente em finais de semana. Em outros casos, até abrem todos os 
dias, mas como o público frequentador é muito maior aos sábados e domingos, 
uma parte dos empregados não labora em todos os dias da semana. 
Apesar de não trabalharem todos os dias, existe a prestação laboral em caráter 
permanente, ao longo do tempo, para o mesmo empregador. Assim, não 
podemos dizer que este trabalho seja esporádico; ele tem caráterde 
permanência. 
Atentem para o fato de que a permanência (aludida no parágrafo anterior) não 
é sinônima de continuidade. 
A continuidade está expressa na LC 150/15 (que dispõe sobre a profissão do 
empregado doméstico, objeto de estudo em tópico específico desta aula): 
 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços 
de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante 
salário. 
≠ 
LC 150/2015, art. 1º Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que 
presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de 
finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por 
mais de 2 (dois) dias por semana, aplica-se o disposto nesta Lei. 
 
Resumindo, quando estivermos tratando dos elementos fático-jurídicos dos 
empregados em geral precisamos ter em mente a ideia de não eventualidade 
(e não da continuidade). 
Em que pese esta distinção teórica, vez outra as Bancas entendem que a 
continuidade é elemento fático-jurídico nas relações de emprego em geral, como 
na questão abaixo, cujo gabarito foi (C): 
FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2013 
Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços a 
empregador com as características de 
(A) impessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica. 
(B) pessoalidade, continuidade, exclusividade e subordinação. 
(C) pessoalidade, continuidade, onerosidade e subordinação. 
(D) pessoalidade, continuidade, confidencialidade e subordinação. 
(E) pessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica. 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 9 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Sobre a distinção entre eventual e não eventual é oportuno citar a seguinte 
passagem da obra de Valentin Carrion2 
“Não eventual: permanente ou por tempo determinado. Eventual: 
ocasional, esporádico. Aqui o conceito não é apenas temporal, pois não 
deve ser atribuído o caráter de eventualidade: a) quando o trabalho tem 
por objeto necessidade normal da empresa, que se repete periódica e 
sistematicamente (ex.: vendedora de ingressos em teatro, uma hora por 
dia; músico de um clube, dois dias por semana; professor de escola, duas 
aulas por semana); b) trabalhador contratado para reforçar a produção por 
pouco tempo (deve ser contratado por tempo determinado, e não como 
eventual).” 
Acerca das atividades que se repetem “periódica e sistematicamente”, como 
ressaltou o autor, é interessante notar que abrangem atividades-fim e atividades-
meio. 
Assim, a repetibilidade (ou habitualidade) que confere o caráter de permanência 
da atividade desenvolvida pode se dar tanto nas atividades-fim - como a 
elaboração do produto ou serviço que a empresa produz - quanto nas atividades-
meio - como a realização de limpeza ou serviço de manutenção das instalações 
do estabelecimento. 
Ainda sobre a não eventualidade, é de se ressaltar, mais uma vez, que ela pode 
restar configurada mesmo quando o empregado não labore todos os dias da 
semana. 
Por que toquei neste assunto novamente? Para tecer um último comentário: a 
mesma pessoa física pode ter mais de uma relação de emprego, com 
empregadores distintos (mantendo com ambos, no caso, a não eventualidade). 
Neste contexto, nota-se que não se exige exclusividade na prestação de serviços 
para o reconhecimento do vínculo de emprego: estando presentes todos os 
elementos fático jurídicos da relação de emprego (entre eles a não 
eventualidade), a mesma pessoa física poderá ter relação de emprego com mais 
de um empregador. 
Para finalizar este tópico vamos retomar então este aspecto relevante: o trabalho 
em jornada menor que a legal, ou então em poucos dias na semana não 
desconstitui a permanência, que é a prestação laboral permanente ao longo do 
tempo, com ânimo definitivo. 
➢ Alteridade 
A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um requisito 
existente nas relações de emprego. 
É pouco explorado em provas, mas pode vir a surgir em alguma questão. 
 
2 CARRION, Valentin. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 37 ed. Atualizada por 
Eduardo Carrion. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 44. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 10 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo 
empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado 
os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo empregador. 
A alteridade encontra-se presente no seguinte dispositivo da CLT: 
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, 
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e 
dirige a prestação pessoal de serviço. 
 
2.2 - Relações de trabalho lato sensu 
Estudaremos agora as relações de trabalho lato sensu, conceito que abarca 
relações de trabalho que não configuram relação de emprego. 
 
Retomando o esquema para todos se orientarem: 
Relações de Trabalho 
 
 
 
 
Relações de emprego 
 
 
 
 
 
Trabalhador avulso 
Trabalhador 
autônomo 
Trabalhador eventual 
Estagiário 
etc. 
Empregado urbano 
Empregado rural 
Empregado doméstico 
Aprendiz 
etc. 
 
 
 
2.2.1 - Estágio 
O estágio é regulado pela Lei 11.788/08, que define estágio como “ato educativo 
escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à 
preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o 
ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, 
de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, 
na modalidade profissional da educação de jovens e adultos”. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 11 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Atendidos os requisitos formais e materiais da Lei 11.788/08, o estagiário não 
será considerado empregado. Assim, para que de fato não haja vínculo 
empregatício entre o estagiário e a parte concedente do estágio deve-se seguir 
todos os preceitos da lei supracitada. 
Segue o trecho mais importante (para fins de concurso) da lei supracitada: 
Lei 11.788/08, art. 3º O estágio (...) não cria vínculo empregatício de 
qualquer natureza, observados os seguintes requisitos: 
I – matrícula e freqüência regular do educando em curso de educação 
superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e 
nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da 
educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino; 
II – celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte 
concedente do estágio e a instituição de ensino; 
III – compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas 
previstas no termo de compromisso. 
Percebam então que o estágio subentende uma relação trilateral, com a 
participação do estagiário, do concedente do estágio e de instituição de ensino. 
 
 Estagiário 
 
Instituição de 
ensino Estágio 
Concedente do 
estágio 
 
Deste modo, se, por exemplo, não há formalização de termo de compromisso ou 
não há participação de instituição de ensino, estaremos diante de um vínculo 
empregatício, e não de estágio. 
No próprio dizer da lei, caso seja verificado que não estão sendo respeitados os 
requisitos estudados acima, caracterizar-se-á a relação de emprego: 
Lei 11.788/08, art. 3º, § 2º O descumprimento de qualquer dos incisos 
deste artigo ou de qualquer obrigação contida no termo de compromisso 
caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte concedente 
do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e previdenciária. 
No capítulo relativo à fiscalização, novamente a lei remete à consequênciado 
estágio irregular: 
Lei 11.788/08, art. 15. A manutenção de estagiários em desconformidade 
com esta Lei caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte 
concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e 
previdenciária. 
Há toda essa ênfase legal quantos aos requisitos do estágio porque, na prática, 
é comum encontrar verdadeiros empregados que estão sendo admitidos como 
“estagiários”, como o objetivo de retirar destas pessoas os direitos trabalhistas 
assegurados pela CF/88 e CLT (férias, FGTS, 13º, etc.). 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 12 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A duração do estágio, na mesma parte concedente, não poderá exceder 2 (dois) 
anos, exceto quando se tratar de estagiário portador de deficiência. 
Com relação aos elementos fático-jurídicos característicos da relação 
empregatícia, podemos perceber que no estágio remunerado não se pode falar 
em ausência de determinado requisito que justifique nitidamente a ausência de 
vínculo de emprego. 
Então por que o estagiário não é considerado empregado? 
Bem, apesar de haver pessoalidade, onerosidade (quando o estágio é 
remunerado), subordinação e não eventualidade, se atendidos os requisitos da 
lei 11.788/08 este diploma retirou do estágio a proteção trabalhista. 
Isto porque o estágio não foi concebido para que a pessoa (estagiário) labore em 
prol da atividade empresarial pura e simplesmente, mas sim com o objetivo de 
integrar o itinerário formativo do educando. 
No dizer da própria Lei, 
Lei 11.788/08, art. 1º, § 2º O estágio visa ao aprendizado de competências 
próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, 
objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o 
trabalho. 
------------------------------- 
Consta também da lei que estágios superiores a 1 ano dão direito, ao estagiário, 
do gozo de recesso de 30 dias, nos seguintes termos: 
Lei 11.788/08, art. 13 É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio 
tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 
(trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares. 
Como o estagiário não é empregado regido pela CLT, é de se notar que a previsão 
normativa é de “recesso” de 30 (trinta) dias - e não de “férias”. 
Além das 3 partes já mencionadas (estagiário, concedente do estágio e instituição 
de ensino), é possível que também participem do estágio os agentes de 
integração, que têm funções auxiliares no processo de contratação e realização 
do estágio. 
Estes agentes de integração (públicos ou privados) terão a função de interlocutor, 
auxiliando no processo de contratação dos estagiários pelas empresas 
interessadas. 
As disposições sobre os agentes de integração seguem abaixo: 
Lei 11.788/08, art. 5º As instituições de ensino e as partes cedentes de 
estágio podem, a seu critério, recorrer a serviços de agentes de integração 
públicos e privados, mediante condições acordadas em instrumento jurídico 
apropriado, devendo ser observada, no caso de contratação com recursos 
públicos, a legislação que estabelece as normas gerais de licitação. 
§ 1º Cabe aos agentes de integração, como auxiliares no processo de 
aperfeiçoamento do instituto do estágio: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 13 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
I – identificar oportunidades de estágio; 
II – ajustar suas condições de realização; 
III – fazer o acompanhamento administrativo; 
IV – encaminhar negociação de seguros contra acidentes pessoais; 
V – cadastrar os estudantes. 
§ 2º É vedada a cobrança de qualquer valor dos estudantes, a título de 
remuneração pelos serviços referidos nos incisos deste artigo. 
2.2.2 - Trabalhador autônomo 
O trabalhador autônomo labora sem subordinação, e a falta deste elemento 
fático-jurídico é que não permite falar-se em relação empregatícia. 
A expressão “autônomo” representa este fato, no sentido de que o profissional 
possui autonomia para exercer suas funções (ou seja, não está sob o poder de 
direção de um empregador). 
A compreensão deste fato foi explorada na questão abaixo, correta: 
Cespe/TRT17 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2009 
O elemento diferenciador entre o empregado e o trabalhador autônomo é 
a subordinação. 
O contraponto à condição de autônomo seria a subordinação, situação na qual o 
tomador de serviços utilizaria poder diretivo para determinar como o trabalho 
deve ser executado, além de fiscalizar e dirigir a prestação laboral. Neste caso, 
teríamos então vínculo empregatício, e não trabalho autônomo. 
Exemplos de trabalho autônomo são a empreitada (de obra, onde o empreiteiro 
fornece mão de obra e/ou materiais), regulada pelos artigos 610 a 626 do Código 
Civil (Lei 10.406/02), e a profissão de representante comercial autônomo, 
regulada pela Lei 4.886/65: 
Lei 4.886/65, art. 1º Exerce a representação comercial autônoma a pessoa 
jurídica ou a pessoa física, sem relação de emprego, que desempenha, em 
caráter não eventual por conta de uma ou mais pessoas, a mediação para 
a realização de negócios mercantis, agenciando propostas ou pedidos, para, 
transmiti-los aos representados, praticando ou não atos relacionados com 
a execução dos negócios. 
No trabalho autônomo também não existe, em regra, o elemento pessoalidade. 
Relembrando, a pessoalidade se faz presente quando o prestador de serviços não 
pode se fazer substituir por terceiros, o que confere vínculo com caráter de 
infungibilidade. 
Tratando da pessoalidade em relação ao autônomo o Ministro Godinho3 esclarece 
que: 
 
3 DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 13 ed. São Paulo: LTr, 2013, p. 340. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 14 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
“Um serviço cotidiano de transporte escolar, por exemplo, pode ser 
contratado ao motorista do veículo, que se compromete a cumprir os 
roteiros e horários pre-fixados, ainda que se fazendo substituir 
eventualmente por outro(s) motorista(s). A falta de pessoalidade, aqui, 
soma-se à ausência de subordinação, para distanciar essa relação jurídica 
de trabalho da figura empregatícia da CLT (...). O trabalho autônomo pode, 
contudo, ser pactuado com cláusula de rígida pessoalidade – sem prejuízo 
da absoluta ausência de subordinação. É o que tende a ocorrer com a 
prestação de serviços contratada a profissionais de nível mais sofisticado 
de conhecimento ou habilidade, como médicos, advogados, artistas, etc.” 
2.2.2.1. Autônomo exclusivo 
Como vimos, a lição clássica de trabalho autônomo indica que é a situação em 
que a pessoa labora sem subordinação, e a falta deste elemento fático-jurídico 
é que não permite falar-se em relação empregatícia. A expressão “autônomo” 
representa este fato, no sentido de que o profissional possui autonomia para 
exercer suas funções (ou seja, não está sob o poder de direção de um 
empregador). 
A Lei da reforma trabalhista chegou a prever na CLT a figura do trabalhador 
autônomo exclusivo, que poderia prestar serviços para um único empregador 
de forma contínua, tendo afastada a caracterização do vínculo empregatício: 
CLT, art. 442-B. A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as 
formalidades legais, com ou sem exclusividade, de forma contínua ou 
não, afasta a qualidade de empregado prevista no art. 3º desta 
Consolidação [requisitos da relação de emprego]. 
A MP 808, por sua vez, alterou tal regulamentação, vedando a cláusula de 
exclusividade no contrato de autônomo: 
CLT, art. 442-B. A contratação do autônomo, cumpridas por este todas 
as formalidades legais, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de 
empregado prevista no art. 3º desta Consolidação.§ 1º É vedada a celebração de cláusula de exclusividade no contrato 
previsto no caput. 
Por outro lado, deixa claro que não caracteriza a qualidade de empregado prevista 
no art. 3º o fato de o autônomo prestar serviços a apenas um tomador de 
serviços. 
CLT, art. 442-B, § 2º Não caracteriza a qualidade de empregado prevista no 
art. 3º o fato de o autônomo prestar serviços a apenas um tomador de 
serviços. 
Portanto, veda-se a exclusividade “contratual”, que é aquela prevista como 
cláusula do contrato de prestação de serviços do autônomo, mas permite-se a 
exclusividade “fática”, observada quando um trabalhador presta serviços a um 
único tomador. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 15 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A MP 808 deixa claro, ainda, que o autônomo poderá recusar a realização de 
atividades demandadas pelo contratante e afirma que motorista, corretor de 
imóvel, representante comercial e outras categorias poderão ser contratados 
como autônomos: 
CLT, art. 442-B, § 3º O autônomo poderá prestar serviços de qualquer 
natureza a outros tomadores de serviços que exerçam ou não a mesma 
atividade econômica, sob qualquer modalidade de contrato de trabalho, 
inclusive como autônomo. 
§ 4º Fica garantida ao autônomo a possibilidade de recusa de realizar 
atividade demandada pelo contratante, garantida a aplicação de cláusula de 
penalidade prevista em contrato. 
§ 5º Motoristas, representantes comerciais, corretores de imóveis, parceiros, 
e trabalhadores de outras categorias profissionais reguladas por leis 
específicas relacionadas a atividades compatíveis com o contrato 
autônomo, desde que cumpridos os requisitos do caput, não possuirão a 
qualidade de empregado prevista o art. 3º. 
A MP 808 afirma, ao fim, que é permitido a contratação de autônomo ainda que 
o trabalhador exerça atividade relacionada ao negócio da empresa contratante 
(atividade-fim): 
CLT, art. 442-B, § 7º O disposto no caput se aplica ao autônomo, ainda que 
exerça atividade relacionada ao negócio da empresa contratante. 
Encerrando este tópico, ressalta-se que para tal contratação ocorrer legalmente, 
é necessário que realmente inexista subordinação em relação ao tomador dos 
serviços. De todo modo, caberá à Justiça do Trabalho avaliar, nos casos que lhe 
forem submetidos, a efetiva inexistência da subordinação nessas relações de 
emprego, ante o princípio da primazia da realidade. 
2.2.3 – Trabalho eventual 
Quando falamos em trabalhador eventual temos que lembrar a ausência do 
elemento fático-jurídico não eventualidade. Em outras palavras, estaremos 
diante da eventualidade na prestação dos serviços. 
Como o próprio nome faz crer, esta pessoa trabalha de forma eventual, 
esporádica, e por isso não se configura o vínculo empregatício. 
Segue um trecho do livro do Ministro Godinho4 em que o autor propõe a 
caracterização do trabalho de natureza eventual – o(a) concurseiro(a) já enxerga 
isso como 5 alternativas de uma questão de múltipla escolha ;-) 
Caracterizaçã
o do trabalho 
de natureza 
eventual 
» 
Descontinuidade da prestação do trabalho, entendida 
como a não permanência do empregado em uma 
organização com ânimo definitivo. 
 
 
4 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 288. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 16 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
» 
Não fixação jurídica a uma única fonte de trabalho, 
com pluralidade variável de tomadores de serviços. 
 
» Curta duração do trabalho prestado. 
 
» 
Natureza do trabalho tende a ser concernente a 
evento certo, determinado e episódico no tocante 
à regular dinâmica do empreendimento tomador de 
serviços. 
 
» 
A natureza do trabalho prestado tenderá a não 
corresponder, também, ao padrão dos fins normais 
do empreendimento. 
 
Amauri Mascaro Nascimento5 cita os seguintes exemplos de trabalhador 
eventual: 
“Há exemplos que podem, de algum modo, facilitar a compreensão do 
conceito de trabalhador eventual: o “bóia-fria”, volante rural, que cada dia 
vai trabalhar numa fazenda diferente, ganhando por dia, sem se fixar em 
nenhuma delas; o “chapa”, que faz carga e descarga de mercadorias de 
caminhões, recebendo cada dia de um motorista diferente ou de uma 
empresa diferente dentre as muita para as quais, sem fixação, faz esse 
serviço e a diarista que vai de vez em quando fazer a limpeza da residência 
da família.” 
 
2.2.4 – Cooperados 
O cooperativismo surgiu para que pessoas que desenvolvem atividades 
semelhantes possam ter melhores condições de oferecer seus produtos e serviços 
(ganhando em escala, unindo esforços para obter acesso a empréstimos, 
utilizando espaços comuns no processo produtivo, etc.). 
Assim, produtores de hortifrutigranjeiros, por exemplo, podem se estruturar em 
cooperativa para negociar em condição mais vantajosa com os revendedores de 
seus produtos, podem construir espaço de uso comum para estocar e produzir, 
podem comprar insumos de forma centralizada com preços mais baixos, entre 
outros benefícios. 
 
5 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Iniciação ao Direito do Trabalho. 37 ed. São Paulo: LTr, 2012, p. 
178. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 17 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
O problema que ocorre na prática é a tentativa de mascarar relação de emprego 
sob a roupagem de cooperados. Assim, caso estejam presentes os elementos 
fático-jurídicos da relação de emprego estará descaracterizada a situação de 
cooperado. 
O verdadeiro cooperado é um trabalhador autônomo, pois não é subordinado à 
cooperativa. 
Segue abaixo um dispositivo da CLT sobre cooperativas: 
CLT, art. 442, parágrafo único6 - Qualquer que seja o ramo de atividade da 
sociedade cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus 
associados, nem entre estes e os tomadores de serviços daquela. 
A CLT fala em “qualquer que seja o ramo de atividade” porque podem existir 
cooperativas de produtores, de médicos, artesãos, taxistas, etc. 
Conforme ensina Mauricio Godinho Delgado7, a verdadeira relação cooperativista, 
para se configurar, deve atender aos princípios da dupla qualidade e da 
retribuição pessoal diferenciada. 
➢ Princípio da dupla qualidade 
Este princípio se relaciona à necessidade de que o filiado à cooperativa (o 
cooperado, no caso) tenha benefícios desta situação, ou seja, a cooperativa deve 
prestar serviços que beneficiem seus associados. 
Voltando ao exemplo da cooperativa de produtores de hortifrutigranjeiros, estes 
serviços que a cooperativa presta seus associados poderiam ser materializados, 
por exemplo, na compra centralizada de sementes e fertilizantes, oferecimento 
de assistência técnica de agrônomo, transporte da produção das propriedades 
até o estabelecimento do comprador, etc. 
Nesta linha, o cooperado se utiliza da cooperativa para vender produtos ou 
serviços e também é cliente da própria cooperativa, no sentido de receber 
benefícios de tal condição. Esta é a dupla qualidade a que alude o princípio em 
estudo. 
➢ Princípio da retribuição pessoal diferenciada 
 Este princípio foi construído pelo Ministro Godinho8, segundo o qual 
“O princípio da retribuição pessoal diferenciada é a diretriz jurídica que 
assegura ao cooperado um complexo de vantagens comparativas de 
natureza diversa muito superior ao patamar que obteria caso atuando 
destituído da proteção cooperativista.” 
Assim, o profissional cooperado tem retribuição pessoal diferenciada 
justamente por ser cooperado, condição esta que deve conferir à pessoa 
 
6 O dispositivo continua vigente, mesmo havendo uma nova lei que regula especificamente as 
Cooperativas de Trabalho – Lei 12.690/2012. 
7 DELGADO, Mauricio Godinho. Op.cit., p. 331. 
8 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 331. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 18 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
vantagens econômicas superiores às que obteria caso atuasse isoladamente, sem 
o auxílio da cooperativa. 
2.2.5 – Trabalhador avulso 
O trabalhador avulso pode ser enquadrado como uma espécie de trabalhador 
autônomo, havendo, é claro, dessemelhanças que justificam seu estudo em 
tópico apartado. 
Podemos citar como exemplo de avulso os trabalhadores que realizam carga e 
descarga de mercadorias em navios e armazéns de portos. 
Assim como o trabalhador eventual, no caso dos avulsos não temos o elemento 
fático-jurídico não eventualidade, visto que o avulso presta serviços a diversos 
tomadores em curtos intervalos de tempo. Em outras palavras, no caso dos 
avulsos temos a eventualidade na prestação dos serviços. 
Uma diferença marcante na atuação dos avulsos é que estes realizam tarefas 
para os tomadores com a intermediação de uma entidade representativa, que é 
chamada de Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO): 
Lei 12.815/2013, art. 32. Os operadores portuários, devem constituir, em 
cada porto organizado, um órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho 
portuário (...) 
A Lei 12.815/2013 (resultante da conversão da MP 595/2012) determina que o 
OGMO tenha atribuições de administrar o fornecimento da mão de obra dos 
avulsos, selecionar, registrar e manter o cadastro dos avulsos, arrecadar e 
repassar a eles a remuneração paga pelos operadores portuários, etc. 
A categoria dos avulsos tem, historicamente, obtido conquistas por meio de 
movimentos sindicais e organização coletiva, tanto é que têm direito a uma série 
de proteções e direitos não estendidos a categorias cujos vínculos não sejam de 
emprego. 
Como vimos no estudo do artigo 7º da CF/88, nossa Constituição prevê: 
CF/88, art. 7º, XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com 
vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. 
Deste modo, os avulsos, apesar de não constituírem vínculo empregatício (pela 
eventualidade de seu trabalho) têm direito a FGTS, repouso semanal, 13º, 
adicional de trabalho noturno, etc. 
Além dos avulsos portuários (que laboram nos portos e cercanias) existe também 
trabalho avulso em regiões do interior, situação regulamentada pela Lei 
12.023/09, que dispõe sobre as atividades de movimentação de mercadorias em 
geral e sobre o trabalho avulso. 
De acordo com esta lei os avulsos regidos por ela (o que exclui os avulsos 
portuários, regidos por lei própria) realizarão atividades de movimentação de 
mercadorias em geral, desenvolvidas em áreas urbanas ou rurais sem vínculo 
empregatício, mediante intermediação obrigatória do sindicato da 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 19 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
categoria, por meio de Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho para execução 
das atividades. 
O conceito de movimentação de mercadorias foi objetivamente definido em seu 
artigo 2º: 
Lei 12.023/09, art. 2º São atividades da movimentação de mercadorias 
em geral: 
I – cargas e descargas de mercadorias a granel e ensacados, costura, 
pesagem, embalagem, enlonamento, ensaque, arrasto, posicionamento, 
acomodação, reordenamento, reparação da carga, amostragem, 
arrumação, remoção, classificação, empilhamento, transporte com 
empilhadeiras, paletização, ova e desova de vagões, carga e descarga em 
feiras livres e abastecimento de lenha em secadores e caldeiras; 
II – operações de equipamentos de carga e descarga; 
III – pré-limpeza e limpeza em locais necessários à viabilidade das 
operações ou à sua continuidade. 
 
Assim como ocorreu no trabalho avulso portuário, em que o OGMO recebe a 
remuneração do tomador de serviços e a repassa aos avulsos, na Lei 12.023/09 
a sistemática é a mesma: o sindicato da categoria recebe os valores pagos pelo 
tomador de serviços e tem a atribuição de repassá-los aos beneficiários. 
2.2.6 – Trabalhado voluntário 
O trabalho voluntário é regido pela Lei 9.608/98, que dispõe sobre o serviço 
voluntário e dá outras providências: 
Lei 9.608/98, art. 1º Considera-se serviço voluntário, para os fins desta 
Lei, a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade 
pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos 
que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos 
ou de assistência à pessoa. 
Parágrafo único. O serviço voluntário não gera vínculo empregatício, nem 
obrigação de natureza trabalhista previdenciária ou afim. 
Neste caso haverá a falta do elemento fático-jurídico onerosidade, típico da 
relação de emprego. 
Lembrando o que comentamos sobre a onerosidade, nos casos onde o 
empregador não paga salários, deve-se analisar o animus contrahendi 
(intenção do prestador dos serviços ao firmar a relação de trabalho): o 
trabalhador disponibilizou sua força de trabalho com interesse econômico, 
objetivando receber salário? 
Se a resposta for afirmativa, podemos estar diante de relação de emprego 
dissimulada. Exemplo: há casos de fiscalização do MTb em empresa onde todos 
os empregados eram “voluntários”: laboravam com pessoalidade, onerosidade, 
subordinação e não eventualidade, mas tinham assinado um termo de adesão ao 
c
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 20 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
voluntariado (como exigido pela Lei 9.608/98) e recebiam uma “ajuda de custo” 
de um salário mínimo por mês  
A empresa foi autuada e notificada para registrar todos como empregados 
(retroativamente ao início da prestação laboral), recolher o FGTS em atraso, etc. 
Aplicação prática do princípio da primazia da realidade sobre a forma. 
Antes de encerrar este tópico, relembro que o exercício de um trabalho voluntário 
deve ser precedido da celebração de um termo de adesão (que se difere de um 
“contrato de trabalho”): 
Lei 9.608/98, a. 2º O serviço voluntário será exercido mediante a celebração 
de termo de adesão entre a entidade, pública ou privada, e o prestador do 
serviço voluntário, dele devendo constar o objeto e as condições de seu 
exercício. 
Segue uma questão de prova sobre o trabalho voluntário: 
ESAF/TRT7 – Juiz do Trabalho Substituto - 2005 
Para a finalidade legal, considera-se serviço voluntário aquele prestado sem 
remuneração, por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, 
ou a instituição privada, com ou sem fins lucrativos, que tenha objetivos 
cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência 
social, inclusive mutualidade. 
Alternativa incorreta. A Lei 9.608/98 não admite a prestação de trabalho 
voluntário em empresas privadas com fins lucrativos. 
 
2.2.7 – Profissional-Parceiro de salões de beleza 
Em outubro de 2016, foi publicada a Lei 13.352 que criou a figura da parceria 
entre salões de beleza e profissionais. Dessa forma, profissionais que 
desempenham atividades de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, 
pedicure, depilador e maquiador podem firmar um contrato de parceria com o 
salão de beleza. Ao se firmar este contrato, a Lei prevê que 
Lei nº 12.592/2012 (com redação dada pela Lei 13.352/2016), art. 1-A, § 
11. O profissional-parceiro não terá relação de emprego ou de sociedade 
com o salão-parceiro enquanto perdurar a relação de parceria tratada nesta 
Lei. 
Portanto, trata-se do afastamento do vínculo empregatício promovido por opção 
do legislador, com o intuito de reduzir os índices de informalidade no setor de 
beleza. Trata-se, portanto, de trabalhadores que poderão laborar como 
parceiros dos salões de beleza (e, portanto, não serão empregados desses 
salões). 
Agora, caso as condições da Lei sejam descumpridas, o vínculo empregatício 
poderá ser reconhecido:Lei nº 12.592/2012, art. 1º-C Configurar-se-á vínculo empregatício 
entre a pessoa jurídica do salão-parceiro e o profissional-parceiro quando: 
a
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 21 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
I - não existir contrato de parceria formalizado na forma descrita nesta 
Lei; e 
II – o profissional-parceiro desempenhar funções diferentes das 
descritas no contrato de parceria. 
 
Os efeitos da parceria irregular foram cobrados na questão abaixo, correta: 
FCC/Juiz do Trabalho – 1º Concurso Nacional – 2017 (adaptada) 
O vínculo empregatício entre o salão-parceiro e o profissional-parceiro ficará 
configurado quando, mesmo havendo contrato de parceria por escrito, com 
homologação sindical ou, na ausência, pelo órgão do Ministério do Trabalho 
e Emprego, perante duas testemunhas, o profissional-parceiro desempenhar 
funções diferentes das descritas no contrato de parceria. 
 
E como funciona essa parceria? 
Basicamente, o salão recebe todos os pagamentos, arca com as despesas do 
funcionamento do estabelecimento, faz o rateio e repassa para o profissional seu 
percentual e recolhe os tributos devidos por ele e também pelo profissional-
parceiro: 
Lei nº 12.592/2012, art. 1º-A, § 2º O salão-parceiro será responsável pela 
centralização dos pagamentos e recebimentos decorrentes das atividades de 
prestação de serviços de beleza realizadas pelo profissional-parceiro na 
forma da parceria prevista no caput. 
§ 3º O salão-parceiro realizará a retenção de sua cota-parte percentual, 
fixada no contrato de parceria, bem como dos valores de recolhimento de 
tributos e contribuições sociais e previdenciárias devidos pelo profissional-
parceiro incidentes sobre a cota-parte que a este couber na parceria. 
 
Vimos que a existência do “contrato de parceria” é fundamental para a legalidade 
desse instituto. Sobre ele, precisamos conhecer dois aspectos importantes: a 
formalidade exigida e as cláusulas. 
Sobre a formalidade, exige-se que o contrato seja escrito e homologado 
perante o sindicato profissional (ou, na sua falta, perante o Ministério do 
Trabalho): 
Lei nº 12.592/2012, art. 1º-A, § 8o O contrato de parceria de que trata esta 
Lei será firmado entre as partes, mediante ato escrito, homologado pelo 
sindicato da categoria profissional e laboral e, na ausência desses, pelo 
órgão local competente do Ministério do Trabalho e Emprego, perante duas 
testemunhas. 
§ 9o O profissional-parceiro, mesmo que inscrito como pessoa jurídica, 
será assistido pelo seu sindicato de categoria profissional e, na ausência 
deste, pelo órgão local competente do Ministério do Trabalho e Emprego. 
5
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 22 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
Em relação às cláusulas, a Lei exige o seguinte: 
Lei nº 12.592/2012, art. 1º-A, § 10. São cláusulas obrigatórias do contrato 
de parceria, de que trata esta Lei, as que estabeleçam: 
I - percentual das retenções pelo salão-parceiro dos valores recebidos por 
cada serviço prestado pelo profissional-parceiro; 
II - obrigação, por parte do salão-parceiro, de retenção e de 
recolhimento dos tributos e contribuições sociais e previdenciárias 
devidos pelo profissional-parceiro em decorrência da atividade deste na 
parceria; 
III - condições e periodicidade do pagamento do profissional-parceiro, 
por tipo de serviço oferecido; 
IV - direitos do profissional-parceiro quanto ao uso de bens materiais 
necessários ao desempenho das atividades profissionais, bem como sobre o 
acesso e circulação nas dependências do estabelecimento; 
V - possibilidade de rescisão unilateral do contrato, no caso de não subsistir 
interesse na sua continuidade, mediante aviso prévio de, no mínimo, trinta 
dias; 
VI - responsabilidades de ambas as partes com a manutenção e higiene de 
materiais e equipamentos, das condições de funcionamento do negócio e do 
bom atendimento dos clientes; 
VII - obrigação, por parte do profissional-parceiro, de manutenção da 
regularidade de sua inscrição perante as autoridades fazendárias. 
 
Por fim, apesar de não se tratar de emprego, a própria lei prevê a aplicação da 
CLT no que diz respeito à fiscalização e imposição de multas aos salões de beleza: 
Lei nº 12.592/2012, art. 1º-D O processo de fiscalização, de autuação e de 
imposição de multas reger-se-á pelo disposto no Título VII da Consolidação 
das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de 
maio de 1943. 
 
3 - A figura jurídica do empregado 
Empregado é a pessoa natural (física) que dispõe sua força de trabalho a um 
tomador com pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e subordinação. 
Esta definição está consubstanciada no artigo 3º da CLT: 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste 
e mediante salário. 
c
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 23 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Lembremos que a “dependência” aludida na CLT, hoje, se traduz na 
subordinação. Vejamos uma questão de prova sobre a figura jurídica do 
empregado: 
FCC/TRT24 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 2011 
Para a configuração da relação de emprego é preciso que o empregado seja 
uma pessoa física ou jurídica que preste serviços com habitualidade, 
onerosidade, subordinação e pessoalidade. 
 
Alternativa incorreta, pois empregado, necessariamente, é pessoa física 
(natural). 
Além disso, a questão propõe que a configuração de emprego demande 
“habitualidade”, enquanto o elemento fático-jurídico ínsito ao caráter permanente 
da relação empregatícia é adequadamente nominado não eventualidade. 
Esquematizando os pressupostos da relação de emprego: 
 Pessoa física Pessoalidade 
 
 
 
 
Onerosidade 
 
 
 
Empregado 
 
 Não eventualidade 
 
 
 
Subordinação 
jurídica 
 
Quanto aos diferentes tipos de trabalho, a Constituição de 1988 possui dispositivo 
referente à não discriminação, no sentido de assegurar como direito dos 
trabalhadores urbanos e rurais: 
CF/88, art. 7º, XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico 
e intelectual ou entre os profissionais respectivos; 
Frise-se que neste aspecto a CF/88 não inovou, pois já havia tal previsão em 
Constituições anteriores e na CLT: 
CLT, art. 3º, parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de 
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, 
técnico e manual. 
Também é importante mencionar que, mesmo nos casos em que o empregado 
preste serviços em sua residência, isto não obsta o reconhecimento da relação 
de emprego. Neste aspecto, a CLT foi alterada em 2011 e atualmente seu artigo 
6º conta com a seguinte redação: 
9
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 24 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 6º Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento 
do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a 
distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de 
emprego. 
Exemplo: em determinada empresa do setor de confecções encontrei diversas 
pessoas que laboravam em suas próprias casas (costureiras), recebendo as peças 
de vestuário pré-prontas da fábrica para fazer o acabamento. No caso havia 
pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e subordinação (pressupostos da 
relação de emprego), e com isso não restava dúvida de que havia a relação de 
emprego. 
Deste modo, o tratamento a ser dado ao empregado que executa suas tarefas no 
seu domicílio deve ser o mesmo dos empregados em geral; a questão abaixo, 
incorreta, tentou confundir a situaçãodo empregado a domicílio com o 
doméstico, que são situações completamente distintas: 
Cespe/MPU – Analista Processual - 2010 
Ao empregado em domicílio, entendido como aquele que presta serviços na 
residência do empregador, são assegurados os mesmos benefícios 
definidos em lei para o empregado doméstico. 
 
Ainda quanto à parte final do artigo 6º da Consolidação, alterado em 2011, 
precisamos falar sobre o trabalho a distância. 
A alteração da CLT em estudo teve como objetivo equiparar os efeitos jurídicos 
da subordinação (jurídica) exercida por meios telemáticos e informatizados à 
exercida por meios pessoais e diretos, nos seguintes termos: 
CLT, art. 6º, parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de 
comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação 
jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão 
do trabalho alheio. 
Quanto à configuração do vínculo empregatício, ressalte-se que não é exigida 
exclusividade na prestação dos serviços. Assim, estando presentes os elementos 
fático-jurídicos da relação de emprego, é irrelevante se o empregado labora para 
apenas um empregador, ou se presta serviços para vários. 
 
Não são relevantes para caracterização do 
vínculo de emprego o local e nem a 
exclusividade na prestação dos serviços! 
3.1 – Altos empregados 
A expressão “altos empregados” abrange as situações nas quais o pressuposto 
da relação de emprego subordinação é mitigada, tendo em vista as 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 25 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
peculiaridades do exercente das funções de chefia e/ou cargos de elevada fidúcia 
(confiança). 
No cotidiano das relações de emprego, há variados níveis desta redução da 
subordinação. Seguindo a sugestão da Profa. Vólia Bomfim9 vamos aqui dividir o 
estudo em grupos de trabalhadores. 
3.1.1. Empregados com atribuições de gestão 
Estes empregados possuem algumas atribuições de gestão, como a emissão de 
ordens a outros empregados, contratar, representar o empregador etc. 
Entre outras diferenças, eles estão sujeitos à alteração unilateral de local de 
prestação de serviços (pelo empregador, quando houver comprovada 
necessidade): 
CLT, art. 469 - Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua 
anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato (...) 
§ 1º - Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os empregados 
que exerçam cargo de confiança (...). 
Seguindo adiante, podemos incluir neste tópico alguns exercentes de função de 
confiança do setor bancário que, quando desempenharem suas funções com 
poderes de gestão elevados e distinção remuneratória, também terão alguns 
direitos trabalhistas mitigados (atenuados). 
CLT, art. 224 - § 2º - As disposições deste artigo [duração do trabalho dos 
bancários] não se aplicam aos que exercem funções de direção, gerência, 
fiscalização, chefia e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de 
confiança, desde que o valor da gratificação não seja inferior a 1/3 (um 
terço) do salário do cargo efetivo10. 
3.1.2. Gerentes 
Estão incluídos no conceito os gerentes, conforme definido na CLT. Estes 
possuem um poder de gestão mais elevado que o grupo anterior. A estes 
empregados não se aplica a limitação de jornada, conforme observamos a seguir: 
CLT, art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da 
Duração do Trabalho]: 
(...) 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, 
aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores 
e chefes de departamento ou filial. 
 
9 CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 14ª ed. Ed. Método. 2017. p. 307 
10 No art. 62, II, da CLT se enquadra o gerente geral das agências bancárias, que deixará de contar com as 
regras protetivas do Capítulo [Da Duração do Trabalho] se receber adicional de função não inferior a 40%. Já 
no art. 224, §2º, da CLT se enquadram os demais gerentes (gerente de contas, gerente de relacionamento, 
etc.). 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 26 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos 
empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do 
cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, 
for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% 
(quarenta por cento). 
Deste modo, não basta que o gerente (ou equiparados) seja designado como tal 
para serem entendidos como alto funcionário: deve haver poder de gestão e 
padrão salarial diferenciado. 
3.1.3. Diretores de S.A. 
Continuando, podemos incluir neste tópico do curso os diretores de sociedades 
anônimas, que são recrutados externamente (fora da empresa) para dirigi-la 
ou, então, são empregados efetivos eleitos para geri-la. 
Há várias interpretações sobre as consequências da eleição do empregado a 
diretor, e a posição dominante é que, caso o empregado seja eleito e permaneça 
a subordinação jurídica caracterizadora da relação de emprego, o diretor manterá 
esta condição: 
SUM-269 DIRETOR ELEITO. CÔMPUTO DO PERÍODO COMO TEMPO DE 
SERVIÇO 
O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato 
de trabalho suspenso, não se computando o tempo de serviço desse 
período, salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação 
de emprego. 
A questão abaixo (correta) explorou este entendimento do TST: 
ESAF/MTE – Auditor Fiscal do Trabalho - 2010 
É possível reconhecer-se a condição de empregado, com cômputo do tempo 
de serviço, ao eleito para ocupar cargo de diretor quando, a despeito da 
nova posição ocupada na estrutura hierárquica da empresa, ainda se 
fizerem presentes os traços característicos da subordinação jurídica. 
Importante mencionar, ainda, os casos em que pessoas são incluídas na 
sociedade como sócios e que, na verdade, prestam serviços com habitualidade, 
onerosidade, subordinação e pessoalidade. 
É o caso, por exemplo, de clínicas onde os veterinários não são registrados: todos 
são admitidos como “sócios”, cada um com 1% do capital social; quando o 
veterinário se desliga do empreendimento, é feita alteração do contrato social 
retirando o mesmo e incluindo outro “sócio”, também com 1% do capital, de 
modo que nenhum deles possui qualquer poder diretivo ou ingerência sobre a 
sociedade, não participam de distribuição de lucros, enfim, a sociedade pode se 
configurar como ato simulado. 
Nestes casos é possível reconhecer-se relação de emprego, com fundamento no 
artigo 9º da CLT: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 27 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo 
de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na 
presente Consolidação. 
3.1.4. Alto salário + nível superior 
A Lei 13.467 (reforma trabalhista) criou uma outra distinção para os chamados 
“altos empregados”. Segundo a alteração promovida na CLT, empregados que 
percebem salário igual ou superior a duas vezes o teto dos benefícios do RGPS 
(em torno de R$ 11 mil) e têm nível superior terão relações contratuais 
regulamentadas, de forma preponderante, por simples acordo individual. 
O legislador presumiu que estes altos empregados não estão em situação de 
hipossuficiência, de sorte que eles possuiriam condições de negociar em 
condições de igualdade diretamente com seus empregadores. 
Assim, para estes empregados (nível superior + dobro do teto do RGPS), a CLT 
confere a faculdade de o empregado negociar livremente, por meio de acordo 
individual, com seu empregador, a respeito de determinados direitos (a exemplo 
daqueles listados no art. 611-A da CLT):CLT, art. 444, parágrafo único. A livre estipulação a que se refere o caput 
deste artigo aplica-se às hipóteses previstas no art. 611-A desta 
Consolidação [prevalência do negociado sobre o legislado], com a mesma 
eficácia legal e preponderância sobre os instrumentos coletivos, no 
caso de empregado portador de diploma de nível superior e que perceba 
salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos 
benefícios do Regime Geral de Previdência Social. 
Agora vejam os termos em que a “livre negociação” foi prevista no referido caput 
(que não foi alterado pela Lei 13.467): 
CLT, art. 444. As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre 
estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às 
disposições de proteção ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam 
aplicáveis e às decisões das autoridades competente 
Como o assunto é relativamente recente, é preciso deixar claro que os limites 
aceitáveis desta livre negociação ainda não estão claros, devendo ser objeto de 
acalorados debates nos próximos tempos. 
3.2 – Empregado rural 
O empregado rural é enquadrado nesta condição de acordo com seu empregador 
ser ou não considerado como empregador rural. 
À primeira vista parece simples diferenciar empregado rural do empregado 
urbano, mas veremos que o tipo de atividade exercida não é determinante para 
este enquadramento. 
De acordo com a Lei 5.889/73 (que estatui normas reguladoras do trabalho 
rural), 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 28 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Lei 5.889/73, art. 2º Empregado rural é toda pessoa física que, em 
propriedade rural ou prédio rústico, presta serviços de natureza não 
eventual a empregador rural, sob a dependência deste e mediante salário. 
Deste dispositivo podemos verificar os elementos fático-jurídicos da relação de 
emprego (pessoa física, pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e 
subordinação), além da indicação de outros 2 elementos que se relacionam ao 
empregado rural: a prestação de serviços a empregador rural e o labor prestado 
em propriedade rural ou prédio rústico. 
Na mesma lei consta a definição do empregador rural, que é 
Lei 5.889/73, art. 3º - Considera-se empregador rural, para os efeitos desta 
Lei, a pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, que explore atividade 
agro-econômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou 
através de prepostos e com auxílio de empregados. 
§ 1º Inclui-se na atividade econômica referida no caput deste artigo, além 
da exploração industrial em estabelecimento agrário não compreendido na 
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 
5.452, de 1º de maio de 1943, a exploração do turismo rural ancilar à 
exploração agroeconômica. 
 
Na expressão atividade agro-econômica podemos incluir atividades agrícolas, 
pecuárias e agroindustriais. O exame da(s) atividade(s) do estabelecimento pode 
suscitar controvérsia sobre ser(em) ou não preponderantemente agrária(s), o 
que influenciará na caracterização (ou não) do empregador como rural. 
Quanto ao local de prestação de serviços, propriedade rural é aquela localizada 
na área rural, e o prédio rústico pode ser definido como local onde se exercem 
atividades agropastoris (e que pode se localizar na área urbana). 
Deste modo, além dos pressupostos característicos da relação de emprego 
urbana (pessoa física, pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e 
subordinação) a identificação do rurícola depende também de haver: 
 
Trabalho em 
propriedade rural 
ou prédio rústico 
 
Empregado rural 
 Trabalho prestado a 
empregador rural 
 
Ainda sobre o assunto enquadramento do rurícola é oportuno mencionar a 
Orientação Jurisprudencial abaixo, que transparece esta questão do 
enquadramento como rurícola depender da atividade preponderante da 
empresa (empregador): 
OJ-SDI1-38 EMPREGADO QUE EXERCE ATIVIDADE RURAL. EMPRESA DE 
REFLORESTAMENTO. PRESCRIÇÃO PRÓPRIA DO RURÍCOLA. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 29 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
O empregado que trabalha em empresa de reflorestamento, cuja atividade 
está diretamente ligada ao manuseio da terra e de matéria-prima, é rurícola 
e não industriário, (...) pouco importando que o fruto de seu trabalho seja 
destinado à indústria (...) 
 
Ressaltamos, ainda, o cancelamento das OJs 315 e 419 ao final de 2015, por 
perda de consenso a respeito do assunto: 
OJ-SDI1-315 MOTORISTA. EMPRESA. ATIVIDADE PREDOMINANTEMENTE 
RURAL. ENQUADRAMENTO COMO TRABALHADOR RURAL 
É considerado trabalhador rural o motorista que trabalha no âmbito de 
empresa cuja atividade é preponderantemente rural, considerando que, de 
modo geral, não enfrenta o trânsito das estradas e cidades. 
 
OJ-SDI1-419 ENQUADRAMENTO. EMPREGADO QUE EXERCE ATIVIDADE EM 
EMPRESA AGROINDUSTRIAL. DEFINIÇÃO PELA ATIVIDADE 
PREPONDERANTE DA EMPRESA. 
Considera-se rurícola empregado que, a despeito da atividade exercida, 
presta serviços a empregador agroindustrial (art. 3º, § 1º, da Lei nº 5.889, 
de 08.06.1973), visto que, neste caso, é a atividade preponderante da 
empresa que determina o enquadramento. 
 
Quanto à legislação aplicável ao empregado rural (rurícola), a Lei 5.889/73 
estende as disposições da CLT no que esta não colidir com seu próprio 
regramento: 
Lei 5.889/73, art. 1º As relações de trabalho rural serão reguladas por esta 
Lei e, no que com ela não colidirem, pelas normas da Consolidação das Leis 
do Trabalho. 
Além disso, é bom relembrar que o artigo 7º da Constituição Federal também se 
aplica aos rurícolas, por força de seu caput: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social (...) 
Veremos as demais disposições da Lei 5.889/73 nas aulas próprias 
(remuneração, jornada de trabalho etc). 
3.3 – Empregado doméstico 
Esta categoria é agora regulada pela LC 150/2015, que revogou a Lei 5.859/72. 
Conforme a citada Lei, é considerado empregado doméstico aquele que presta 
serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família 
no âmbito residencial destas. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 30 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Percebam então que, assim como no caso do rurícola, aqui também temos 
elementos fático-jurídicos diferenciados característicos da relação de emprego 
doméstico. 
Relembrando o esquema anterior dos empregados urbanos: 
 Pessoa física Pessoalidade 
 
 
 
 
 
 
Onerosidade 
 
 
 
Empregado 
 
 Não eventualidade 
 
 
 
 Subordinação 
jurídica 
 
Agora vamos comentar as diferenças existentes no vínculo do doméstico. 
Enquanto no vínculo empregatício urbano e rural falamos em não eventualidade, 
aqui tem lugar a continuidade. 
Ainda não há Súmula ou Orientação Jurisprudencial do TST sobre o tema, mas a 
doutrina dominante entende que continuidade não é sinônimo de não 
eventualidade. 
A nova Lei definiu que será considerado doméstico aquele que trabalhar mais 
de dois dias por semana à mesma pessoa ou família, encerrando a divergência 
que havia a respeito. 
Vimos quanto ao empregado urbano que seu empregador pode ter ou não 
finalidade lucrativa, e que isto seria indiferente para a configuração do vínculo de 
emprego. 
No caso do trabalho doméstico a situação muda de figura: só podemos falar em 
empregado doméstico quando o serviço seja prestado com finalidade não 
lucrativa (a pessoa ou família). 
Assim, para que configuremos o labor doméstico os serviços prestados não 
podem ter a finalidade de produzir mercadorias ou serviços para revenda. 
Se o caseiro da chácara (ambiente urbano ou rural) cuida da horta, do galinheiro, 
do pomar e o produto destas atividadesse destina ao consumo da família, ele 
poderá se enquadrar como doméstico (atendidos os demais requisitos). Se as 
frutas, hortaliças e ovos são comercializados, o caseiro é força de trabalho 
utilizado em processo produtivo, então não será doméstico. 
Acerca do tipo de trabalho, vejam na definição da lei que este requisito não é 
distintivo, motivo pelo qual a prestação de labor sem finalidade lucrativa no 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 31 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
âmbito residencial, como os prestados por enfermeira particular, mordomo, 
caseiro, cozinheira, etc., podem, todos, enquadrar-se como doméstico. 
Desta forma, podemos dizer que a natureza do serviço prestado não é relevante 
para a caracterização do vínculo empregatício. 
Em relação ao empregador doméstico, percebam que este é pessoa física ou 
família: é inadmissível em nosso ordenamento empregador doméstico pessoa 
jurídica. 
Além de pessoa física e família, a doutrina admite que grupo unitário de pessoas 
(como república estudantil) possa tomar trabalho doméstico. 
Este tema foi explorado pela FCC na seguinte questão: 
FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2011 
Karina e Mariana residem no pensionato de Ester, local em que dormem e 
realizam as suas refeições, já que Gabriela, proprietária do pensionato, 
contratou Abigail para exercer as funções de cozinheira. Jaqueline reside 
em uma república estudantil que possui como funcionária Helena, 
responsável pela limpeza da república, além de cozinhar para os estudantes 
moradores. Abigail e Helena estão grávidas. Neste caso, 
(A) nenhuma das empregadas são domésticas, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(B) ambas são empregadas domésticas e terão direito a estabilidade 
provisória decorrente da gestação. 
(C) somente Helena é empregada doméstica, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(D) somente Abigail é empregada doméstica, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(E) ambas são empregadas domésticas, mas não terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
O gabarito é (C), pois Helena labora em âmbito residencial do grupo estudantil, 
sem finalidade lucrativa. 
Já as outras laboram para um pensionato (que é um empreendimento com fins 
lucrativos), e por isso não são domésticas. Falaremos sobre estabilidade em outra 
aula, mas quem conseguiu caracterizar o doméstico já teria condições de acertar 
a questão. 
Assim, adaptando o esquema anterior do empregado urbano teríamos os 
seguintes pressupostos do vínculo de emprego doméstico: 
 Pessoa física Pessoalidade 
 
 
 
 
 
 
Onerosidade 
 
 
 
Empregado doméstico 
 
Continuidade 
Não eventualidade 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 32 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
 
 Subordinação jurídica 
Finalidade não lucrativa de labor 
prestado em âmbito residencial a pessoa 
física ou família 
 
3.4 – Aprendiz 
Comentaremos nesta seção da aula os tópicos mais relevantes da Consolidação 
das Leis do Trabalho e do Decreto 5.598/05, que regulamenta a contratação de 
aprendizes e dá outras providências. 
Aprendiz é o maior de 14 e menor de 24 anos que celebra contrato de 
aprendizagem (a idade máxima não se aplica a aprendizes portadores de 
deficiência). 
Conforme artigo 428 da CLT, contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho 
especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador 
se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em 
programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica, compatível 
com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar 
com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação. 
O Decreto 5.598/05 define formação técnico-profissional metódica como 
programas de aprendizagem organizados e desenvolvidos sob a orientação e 
responsabilidade de entidades qualificadas em formação técnico-profissional 
metódica, que são os Serviços Nacionais de Aprendizagem (chamados de Sistema 
“S”: SENAC, SENAI, SENAT, etc.), escolas técnicas de educação, inclusive as 
agrotécnicas e entidades sem fins lucrativos com este objeto. 
O fundamento desta regra é a própria CLT, na passagem em que dispõe: 
CLT, art. 428, § 4º A formação técnico-profissional a que se refere o caput 
deste artigo caracteriza-se por atividades teóricas e práticas, 
metodicamente organizadas em tarefas de complexidade progressiva 
desenvolvidas no ambiente de trabalho. 
Desta maneira, a aprendizagem envolve três agentes, como ilustrado a seguir: 
 Aprendiz 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 33 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Instituição de 
ensino de 
aprendizagem 
(Sistema “S” ou 
similares) 
 
Aprendizagem 
 
Empregador 
 
Como o aprendiz é empregado, deve-se anotar esta condição em sua Carteira de 
Trabalho e Previdência Social (CTPS): 
CLT, art. 428, § 1º A validade do contrato de aprendizagem pressupõe 
anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, matrícula e 
freqüência do aprendiz na escola, caso não haja concluído o ensino médio, 
e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob orientação de 
entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica. 
Nos casos em que as formalidades não sejam cumpridas (exemplos: não há 
instituição de ensino que oriente a formação, o aprendiz não concluiu o ensino 
médio e não vai à escola) poderemos estar diante de uma fraude trabalhista. 
Em determinada fiscalização identifiquei 2 menores laborando como serventes de 
pedreiro. Eles estavam registrados como “aprendizes”, mas não havia 
participação de entidade qualificada para formação técnico-profissional metódica, 
o ambiente de trabalho era inadequado, a jornada de trabalho não obedecia ao 
máximo permitido, etc. 
Quando isso é verificado o pretenso contrato de aprendizagem será nulo 
(lembremo-nos do princípio da primazia da realidade sobre a forma): 
Decreto 5.598/05, art. 5º O descumprimento das disposições legais e 
regulamentares importará a nulidade do contrato de aprendizagem, nos 
termos do art. 9º da CLT, estabelecendo-se o vínculo empregatício 
diretamente com o empregador responsável pelo cumprimento da cota de 
aprendizagem. 
 
O citado artigo 9º da CLT segue abaixo, para conhecimento: 
CLT, art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo 
de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na 
presente Consolidação. 
O artigo 5º do Decreto (citado acima) fala da nulidade do contrato de 
aprendizagem e que com isso “estabelecer-se-ia o vínculo empregatício 
(...)”. 
Como vimos, já existe o vínculo de natureza empregatícia e, com a nulidade, este 
vínculo deixará de ser de natureza especial (aprendizagem) e passará a ser um 
contrato empregatício “normal”, com prazo indeterminado. 
Neste aspecto, frise-se que o contrato de aprendizagem (que segue as 
disposições legais) é de no máximo 2 anos: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 34 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 428, § 3º O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado 
por mais de 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de aprendiz portador de 
deficiência. 
Acerca da obrigatoriedade de contratar aprendizes precisamos comentar os 
seguintes dispositivos: 
Decreto 5.598/05, art. 9º Os estabelecimentos de qualquer natureza são 
obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de 
Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no 
mínimo, e quinze por cento, no máximo,dos trabalhadores existentes em 
cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional. 
Verifica-se que a base de cálculo para encontrar a quantidade de aprendizes a 
serem contratados não é a quantidade total de empregados, mas apenas aqueles 
cujas funções demandem formação profissional. 
Para a definição das funções que demandem formação profissional, deverá ser 
considerada a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), elaborada pelo 
Ministério do Trabalho, estando excluídas funções de direção, chefia, gerência e 
outras que demandem, para o seu exercício, habilitação profissional de nível 
técnico ou superior. 
Decreto 5.598/05, art. 9º, § 1º No cálculo da percentagem de que trata o 
caput deste artigo [5% a 15%], as frações de unidade darão lugar à 
admissão de um aprendiz. 
Assim, se a empresa possui 25 empregados cujas funções demandem formação 
profissional, a cota mínima legal será 25 x 5% = 1,25 ›› 2 aprendizes 
Uma dúvida frequente é a seguinte: como há proibição de trabalho de menores 
em ambiente insalubre e perigoso, as funções onde há insalubridade e 
periculosidade integrarão a base de cálculo da aprendizagem? A resposta é sim, 
integrarão! 
Isto quando estas funções demandem formação profissional, casos em que o 
aprendiz não será contratado para exercer tais funções no ambiente impróprio 
(pode-se, por exemplo, realizar a parte prática da aprendizagem em ambiente 
simulado): 
Decreto 5.598/05, art. 9º, § 2º Deverão ser incluídas na base de cálculo 
todas as funções que demandem formação profissional, 
independentemente de serem proibidas para menores de dezoito anos. 
Em relação à cota obrigatória, a CLT, alterada pela Lei 13.420/2017 (que buscou 
incentivar o esporte), prevê que até 10% da cota possa ser destinada nas 
seguintes áreas: 
CLT, art. 429, § 1º-B Os estabelecimentos a que se refere o caput poderão 
destinar o equivalente a até 10% (dez por cento) de sua cota 
de aprendizes à formação técnico-profissional metódica em áreas 
relacionadas a práticas de atividades desportivas, à prestação de serviços 
relacionados à infraestrutura, incluindo as atividades de construção, 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 35 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
ampliação, recuperação e manutenção de instalações esportivas e à 
organização e promoção de eventos esportivos. 
 
 
Não confunda aprendizagem com estágio; 
são situações muito distintas! 
Vamos analisar as diferenças abaixo: 
 
 Aprendizagem Estágio 
Relação De emprego De trabalho lato sensu (não é 
relação de emprego) 
Agentes 
envolvidos 
Aprendiz, empregador e 
entidade qualificada em 
formação técnico-
profissional metódica 
Estagiário, concedente de 
estágio e instituição de ensino 
Formalização 
Contrato escrito de 
aprendizagem (é 
contrato especial de 
trabalho) 
Termo de Compromisso 
CTPS* 
A aprendizagem 
demanda registro na 
CTPS 
Não é relação de emprego, 
então não há registro em 
CTPS 
Cota legal 
5% a 15% dos 
trabalhadores cujas 
funções demandem 
formação profissional** 
Não há obrigatoriedade legal 
de se manter estagiários*** 
Duração 
Não superior a 2 anos, 
exceto quando se tratar 
de aprendiz portador de 
deficiência 
Não poderá exceder 2 anos, 
exceto quando se tratar de 
estagiário portador de 
deficiência 
Regulamentação CLT e Decreto 5.598/05 Lei 11.788/08 
* Carteira de Trabalho e Previdência Social 
** ME/EPP e as entidades sem fins lucrativos que tenham por objetivo a educação 
profissional estão dispensadas de contratar aprendizes. 
*** Caso a empresa mantenha, deve respeitar os limites máximos definidos na lei (varia 
de acordo com a quantidade de empregados do estabelecimento). 
 
3.5 – Empregado público 
Inicialmente é necessário não confundir servidor público com empregado público. 
Os agentes públicos como Auditores-Fiscais do Trabalho, Analistas e Técnicos 
Judiciários são servidores públicos, regidos por estatuto (no caso, a Lei 
8.112/90), ou seja, são leis próprias que disciplinam suas relações jurídicas. 
Estudamos tais relações em Direito Administrativo. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 36 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Já o empregado público (na esfera federal) é regido pela Lei 9.962/00, que 
disciplina o regime de emprego público do pessoal da Administração federal 
direta, autárquica e fundacional, e dá outras providências. 
Segundo esta lei, 
Lei 9.962/00, art. 1º O pessoal admitido para emprego público na 
Administração federal direta, autárquica e fundacional terá sua relação de 
trabalho regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (...) e legislação 
trabalhista correlata, naquilo que a lei não dispuser em contrário. 
Não há histórico de questões de concurso sobre o tema, então não iremos nos 
aprofundar na problemática existente sobre o regime jurídico único (RJU). O 
assunto envolve a alteração do artigo 39 da CF/88. 
Convém também trazer à aula a disposição da nossa Constituição, que condiciona 
a investidura em emprego público à prévia aprovação em concurso público: 
CF/88, art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia 
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a 
natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, 
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre 
nomeação e exoneração; 
Sobre o assunto admissão sem concurso público, é importante ter conhecimento 
da Súmula 430, publicada em 2012, que convalida os efeitos do contrato de 
trabalho do admitido sem concurso quando o vínculo permanece após a 
privatização da entidade: 
SUM-430 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA. CONTRATAÇÃO. AUSÊNCIA 
DE CONCURSO PÚBLICO. NULIDADE. ULTERIOR PRIVATIZAÇÃO. 
CONVALIDAÇÃO. INSUBSISTÊNCIA DO VÍCIO 
Convalidam-se os efeitos do contrato de trabalho que, considerado nulo por 
ausência de concurso público, quando celebrado originalmente com ente da 
Administração Pública Indireta, continua a existir após a sua privatização. 
É basicamente o seguinte: a Constituição exige aprovação prévia em concurso 
público para a investidura em cargo público (inclusive na Administração Indireta 
– autarquias, fundações, empresas públicas, etc.). 
O que a Súmula dispõe é que, quando o empregado é admitido sem concurso e 
a entidade é privatizada, convalidam-se os efeitos da admissão irregular. 
A convalidação significa regularizar o ato (a admissão, no caso), de modo que 
ele continue válido e produza seus efeitos regulares (seria a continuidade da 
existência do vínculo empregatício, nesta situação fática). 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 37 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
3.6 – Teletrabalhador 
A CLT, com o advento da Lei 13.467/2017, passou a prever regras específicas 
para o teletrabalho (também chamado de home-office). 
Nesta modalidade, por meio dos recursos tecnológicos (internet, aplicativos de 
comunicação etc) o empregado trabalha à distância durante a maior parte do 
tempo, mas não chega a ser considerado um trabalhador externo. Em muitos 
casos, o empregado trabalha da sua própria residência. 
Vejam como o legislador definiu tal modalidade: 
CLT, art. 75-B. Considera-se teletrabalho a prestação de serviços 
preponderantemente fora das dependências do empregador, com a 
utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua 
natureza, não se constituam como trabalho externo. 
Parágrafo único. O comparecimento às dependências do empregador para 
a realizaçãode atividades específicas que exijam a presença do empregado 
no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho. 
 
Vejam, portanto, que, uma vez enquadrado como teletrabalhador, o 
comparecimento às dependências do empregador para atividades específicas não 
descaracteriza tal regime. Vai prevalecer o teletrabalho caso a prestação de 
serviços se dê, de modo preponderante, fora das dependências do 
empregador. 
Como será detalhado em outros momentos do curso, o teletrabalhador foi 
excluído do controle de jornada, não possuindo, portanto, direito a horas extras 
(CLT, art. 62, III). 
Além disso, um mesmo empregado pode ter alterado seu regime de trabalho 
entre presencial e de teletrabalho, desde que haja mútuo acordo entre as partes, 
registrado em aditivo contratual (CLT, art. 75-C, §§1º e 2º). 
A CLT deixa claro, ainda, que equipamentos eventualmente fornecidos pelo 
empregador para viabilizar o teletrabalho não integram a remuneração daquele 
trabalhador (CLT, art. 75-D, parágrafo único). São, portanto, utilidades sem 
natureza salarial. 
 
Por fim, destaco que o teletrabalho é um dos temas 
em que o negociado irá se sobrepor ao legislado (CLT, 
art. 611-A, VIII). 
 
Resumindo os principais pontos sobre o teletrabalhador (que vimos acima e 
aqueles que ainda estudaremos no curso), temos o seguinte quadro: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 38 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
 
3.7 – Trabalhador temporário 
O trabalhador temporário é aquele que possui vínculo com a empresa de trabalho 
temporário, e presta serviços para outra empresa – a tomadora de serviços. 
O trabalho temporário é regido pela Lei 6.019/74, de onde podemos extrair o 
conceito de trabalho temporário: 
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa 
física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à 
disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à 
necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à 
demanda complementar de serviços. 
É nesta mesma lei onde consta a definição de empresa de trabalho temporário 
(ETT): 
Lei 6.019/74, art. 4º - Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica, 
devidamente registrada no Ministério do Trabalho, responsável pela 
colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas 
temporariamente. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 39 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
O trabalho temporário, assim, se destina a permitir que a empresa de trabalho 
temporário forneça trabalhadores a outras empresas, sendo relação excepcional 
que só é admitida nas estritas hipóteses do art. 2º da Lei 6.019/74. 
Como a empresa de trabalho temporário não é contratada para realizar serviços, 
mas sim intermediar mão de obra, percebam que este é um caso em que o 
trabalhador da empresa prestadora será alocado na dinâmica industrial da 
tomadora, ou seja, realizará suas atividades de forma subordinada à tomadora. 
Segue abaixo um esquema que representa a vinculação jurídica entre os agentes 
envolvidos no trabalho temporário: 
 
Empresa tomadora 
de mão de obra «» 
Contrato de natureza 
civil (intermediação 
de mão de obra) 
«» 
Empresa de 
trabalho temporário 
 
 
Trabalho subordinado 
(entretanto não há 
vínculo de emprego) 
 
Relação de trabalho 
 
 
Trabalhador 
temporário 
 
Como a utilização do trabalho temporário pela tomadora se dá em circunstâncias 
restritas, a Lei estipula limite máximo de tempo em que um mesmo empregado 
da prestadora pode laborar na tomadora de serviços: 
Lei 6.019/74, art. 10, § 1º O contrato de trabalho temporário, com relação 
ao mesmo empregador, não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta 
dias, consecutivos ou não. 
Caso a tomadora se interesse por contratar o temporário (que originalmente era 
empregado da empresa de trabalho temporário) isto deve ser permitido, não 
sendo admitida cláusula de reserva: 
Lei 6.019/74, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer 
cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela empresa 
tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua 
disposição pela empresa de trabalho temporário. 
O conhecimento destas regras acerca do trabalhador temporário foi objeto de 
cobrança, pela FCC, na questão abaixo: 
FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
==ca5c9==
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 40 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Em relação ao trabalho temporário, com fundamento na legislação 
aplicável, é correto afirmar: 
(A) A jornada normal de trabalho do temporário não poderá exceder de 6 
horas diárias, remuneradas as horas extras com adicional de 20% sobre o 
valor da hora normal. 
(B) A empresa de trabalho temporário é a pessoa física ou jurídica, urbana 
ou rural, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras 
empresas, temporariamente, trabalhadores devidamente qualificados, por 
ela remunerados e assistidos. 
(C) Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a 
contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do 
prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de 
trabalho temporário. 
(D) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa 
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá 
exceder de seis meses, salvo mediante autorização do Ministério do 
Trabalho. 
(E) O contrato de trabalho celebrado entre a empresa de trabalho 
temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição da empresa 
tomadora ou cliente poderá ser celebrado verbalmente ou por escrito, 
sendo vedada a modalidade de contrato tácito. 
Pelo que comentamos no tópico, o gabarito é (C). 
Ressalto, ainda, a existência de divergências jurisprudenciais11 quanto ao 
enquadramento ou não do trabalhador temporário como empregado. 
 
4 – A figura jurídica do empregador 
A definição celetista de empregador é a seguinte: 
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, 
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige 
a prestação pessoal de serviço. 
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação 
de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as 
associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que 
admitirem trabalhadores como empregados. 
Aprendemos anteriormente que empregado é sempre pessoa física, e 
empregador pode ser pessoa física ou jurídica. 
Com isso pode-se concluir que a definição da CLT, no sentido de que “empregador 
é empresa”, na verdade, não foi muito adequada. 
 
11 RR-100-466.2014.5.09.0009, DEJT 30.9.2016. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 41 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Assim, é importante frisarmos que empregador pode ser pessoa física ou jurídica, 
mas se na prova a banca colocar o texto literal do artigo 2º, provavelmente a 
alternativa estará correta! 
Por outro lado, alguns entendem que a definição da CLT reforça a idéia de 
despersonalização do empregador, a partir da qual se ressalta que a 
alteração de propriedade da empresa não afeta os contratos de trabalho de seus 
empregados (esta interpretação se alinha à sucessão de empregadores). 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle 
ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma 
sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis 
solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação deemprego. 
Quando estudamos sobre os empregados comentamos detalhadamente sobre os 
elementos fático-jurídicos (pessoa física, pessoalidade, subordinação, 
onerosidade e não eventualidade). 
No caso de estarem presentes os elementos acima, haverá relação de emprego 
e poderemos falar, consequentemente, de empregado e de empregador. 
Arrematando o que acabamos de estudar, vejamos a conceituação de 
empregador proposta por Mauricio Godinho Delgado12: 
“Empregador define-se como a pessoa física, jurídica ou ente 
despersonificado que contrata a uma pessoa física a prestação de seus 
serviços, efetuados com pessoalidade, onerosidade, não eventualidade e 
sob sua subordinação. A noção jurídica de empregador, como se percebe, 
é essencialmente relacional à do empregado: existindo esta última figura 
no vinculo laboral pactuado por um tomador de serviços, este assumirá, 
automaticamente, o caráter de empregador na relação jurídica 
consubstanciada.” 
No caso da caracterização do empregador não há elementos fático-jurídicos, mas 
é possível verificar-se efeitos jurídicos denominados despersonalização e 
assunção de riscos. 
A despersonalização, como vimos acima, mantém o contrato de trabalho válido 
mesmo quando há modificação do sujeito passivo (empregador), como ocorre na 
sucessão trabalhista: 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
Percebam, então, que o conceito de empregado se relaciona à pessoalidade, 
enquanto o conceito de empregador se vincula à impessoalidade. 
Já a assunção dos riscos (alteridade) é efeito jurídico decorrente do risco do 
empreendimento, que deve ser suportado pelo empregador: caso a atividade 
 
12 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit. p. 400. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 42 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
empresarial apresente resultados negativos (prejuízo), o empregador deve 
assumi-los integralmente, não podendo transferir o risco para os empregados. 
Exemplo: a empresa enfrenta forte concorrência e começa a operar com 
resultado negativo (despesas maiores que as receitas). Mesmo nestes casos o 
empregador deve pagar os salários (e demais direitos) aos seus empregados, 
visto que ele é que deve assumir integralmente o risco da atividade. 
➢ Microempreendedor individual 
Este assunto ainda não foi explorado em provas, mas considerei interessante 
inseri-lo na aula em face de sua situação peculiar. 
A Lei Complementar 128, de 19 de dezembro de 2008, instituiu a figura do 
Microempreendedor Individual – MEI. 
O objetivo da criação do MEI foi legalizar pequenos empresários (cabeleireiros, 
feirantes, eletricistas, camelôs, etc.), permitindo-lhes inscrição no Cadastro 
Nacional das Pessoas Jurídicas, redução de tributos incidentes sobre a atividade, 
simplificação de trâmites burocráticos, emissão de notas fiscais e acesso facilitado 
a crédito. 
Segundo a citada lei, 
Lei Complementar 128/08, art. 18-A. O Microempreendedor Individual - 
MEI poderá optar pelo recolhimento dos impostos e contribuições 
abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais, 
independentemente da receita bruta por ele auferida no mês, na forma 
prevista neste artigo. 
§ 1o Para os efeitos desta Lei Complementar, considera-se MEI o empresário 
individual que se enquadre na definição do art. 966 da Lei nº 10.40613, de 
10 de janeiro de 2002 - Código Civil, ou o empreendedor que exerça as 
atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no 
âmbito rural, que tenha auferido receita bruta, no ano-calendário anterior, 
de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), que seja optante pelo Simples 
Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista neste 
artigo. 
Pois bem. O MEI, em que pese não ter sócios e nem ser considerado empresa, 
foi autorizado por lei a possuir 1 (um) empregado, nas seguintes condições: 
Lei Complementar 123/08, art. 18-C. Observado o disposto no art. 18-A, e 
seus parágrafos [tratam de obrigações tributárias], desta Lei 
Complementar, poderá se enquadrar como MEI o empresário individual que 
possua um único empregado que receba exclusivamente 1 (um) salário 
mínimo ou o piso salarial da categoria profissional. 
Ainda sobre a condição do MEI, cite-se que a Lei 8.213/91 (Plano de Benefícios 
da Previdência Social), inclui, para a empregada do MEI, a mesma regra existente 
 
13 Lei 10.406/02, art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 43 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
para o trabalhador avulso (que não possui empregador) no tocante ao salário-
maternidade: 
Lei 8.213/91, art. 72, § 3º O salário-maternidade devido à trabalhadora 
avulsa e à empregada do microempreendedor individual (...), será pago 
diretamente pela Previdência Social. 
Sobre esta inovação jurídica, Amauri Mascaro Nascimento14 entende que 
“Como por lei não é empregador mesmo que tenha um empregado, o seu 
enquadramento jurídico na classificação tradicional do direito do trabalho 
(...) pode ser explicada como figura especial sui generis de empregador com 
algumas concessões legais de estímulo a suas atividades, em especial 
quanto às obrigações tributárias. Logo, não se figura emprego entre o 
empregado único e o microempreendedor.” 
A figura do MEI, portanto, demanda análise apurada das reais condições em que 
exerce suas atividades, podendo enquadrar-se tanto como empregador quanto 
como empregado. 
O MEI poderá ser considerado autêntico empregador se descumprir as condições 
estabelecidas na Lei Complementar 128/08 (ter mais de um empregado, seu 
empregado receber mais do que o piso salarial da categoria, ultrapassar o 
faturamento máximo, etc.). 
O pretenso MEI poderá, também, ter sua condição de empregado reconhecida, 
caso despontem todos os elementos fático-jurídicos da relação de emprego. 
Exemplo: a fiscalização trabalhista já encontrou obra de construção civil em que 
os pedreiros e serventes de pedreiro não estavam registrados pela construtora; 
esta última alegou que tinha contratos de prestação de serviços com os 
trabalhadores, que eram “MEI” 
É claro que não é este o objetivo da lei, e a empresa foi autuada e notificada a 
registrar todos como empregados: é a aplicação do princípio da primazia da 
realidade sobre a forma que, em questões de prova, surge em questões desta 
maneira: 
FCC/TST – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012 
A descaracterização de uma pactuada relação civil de prestação de serviços, 
desde que no cumprimento do contrato se verifiquem os elementos fáticos 
e jurídicos da relação de emprego, é autorizada pelo princípio do Direito do 
Trabalho denominado 
(A) boa-fé contratual. 
(B) inalterabilidade contratual. 
(C) primazia da realidade sobre a forma. 
(D) continuidade da relação de emprego. 
(E) intangibilidade salarial. 
O gabarito, no caso, é a alternativa (C). 
 
 
14 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Iniciação ao Direito do Trabalho. 37 ed. São Paulo: LTr, 2012, p. 
140. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 44 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
4.1 – Grupo econômico 
O conceito de grupo econômico surgiu para que aumentassem as chances de 
garantir o crédito trabalhista (valores devidos aos empregados). 
Podemos identificar o conceito de grupo econômico no artigo 2º, §§ 2º e 3º, 
da CLT (alterados pela Lei 13.467/2017): 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiveremsob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, 
sendo necessárias, para a configuração do grupo, a demonstração do 
interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação 
conjunta das empresas dele integrantes. 
Exemplo: imaginemos a situação de um grupo empresarial formado por dois 
supermercados e dois postos de combustível, sendo que um destes últimos faliu 
e não tem patrimônio suficiente para honrar os valores devidos a seus 
empregados: 
 
Supermercado 
X 
«» 
Supermercado 
Y 
«
» 
Posto de 
combustível 1 
«
» 
Posto de 
combustível 2 
 
 
Empregados 
do posto 2 
 
Verificando-se, no caso exemplificativo, que de fato existe o grupo econômico 
para fins trabalhistas (conforme definido no artigo 2º, §§ 2º e 3º, da CLT), os 
valores devidos aos empregados do posto 2 poderão ser exigidos de quaisquer 
das empresas integrantes do grupo. 
Neste contexto, podemos concluir que há responsabilidade solidária de empresas 
do mesmo grupo econômico quanto aos créditos trabalhistas. Este é o conceito 
de solidariedade passiva. 
Ressalte-se que estudaremos os efeitos do grupo econômico no âmbito do direito 
do trabalho, não sendo correto estender este conceito da CLT a outros ramos do 
direito (como o tributário e o civil, por exemplo). 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 45 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Assim, para verificarmos se há grupo econômico para fins trabalhistas devemos 
observar os requisitos do artigo 2º, §§ 2º e 3º, da CLT, não sendo necessário 
que haja formas jurídicas exigidas em outros ramos do direito, como a existência 
de holdings ou pools de empresas. 
Segue uma questão de concurso onde a Banca sugere (incorretamente) que o 
grupo econômico para fins trabalhistas demandaria requisitos não exigidos pelo 
artigo 2º, §§ 2º e 3º, da CLT: 
FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Execução de Mandados - 2011 
O Grupo econômico, para fins trabalhistas, necessita de prova cabal de sua 
formal institucionalização cartorial, tal como holdings, consórcios, pools etc. 
 
 
Em relação à caracterização do grupo econômico, a Lei 13.467, de julho de 
2017, estabeleceu na CLT possibilidades adicionais para a caracterização do 
grupo econômico. 
Nesse sentido, pode-se inferir que a CLT passa a permitir também a formação do 
chamado “grupo por coordenação”, além do “grupo por subordinação”, que já 
era expressamente previsto no texto celetista. 
Até então, havia um embate doutrinário entre os defensores do grupo por 
subordinação e do grupo por coordenação. 
A corrente defensora do grupo econômico por subordinação (ou “grupo 
vertical”) dizia que restaria configurado o grupo econômico para fins trabalhistas 
se houvesse subordinação jurídica entre as empresas, pois a CLT fala em “sob a 
direção, controle ou administração de outra”. Exemplo desse arranjo consiste na 
holding que detém a propriedade e, portanto, controla três empresas de certo 
grupo. 
A outra corrente (que já era dominante na doutrina e na jurisprudência), de outro 
lado, entende que, para a caracterização do grupo econômico, basta a existência 
de coordenação interempresarial, ou seja, não há necessidade de subordinação 
(assimetria) entre as empresas para formação do grupo, podendo haver grupo 
por mera coordenação (ou “grupo horizontal”). 
Por exemplo, pessoas jurídicas que, embora não sejam controladas, 
administradas ou dirigidas umas pelas outras, optem por atuar em conjunto por 
meio de outro arranjo empresarial. 
 
Com a reforma trabalhista, o grupo por coordenação foi alçado ao texto celetista. 
Veja como foi a alteração: 
Antes Depois 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 46 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou 
mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica 
própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, 
constituindo grupo industrial, comercial 
ou de qualquer outra atividade 
econômica, serão, para os efeitos da 
relação de emprego, solidariamente 
responsáveis a empresa principal e cada 
uma das subordinadas. 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma 
ou mais empresas, tendo, embora, 
cada uma delas, personalidade 
jurídica própria, estiverem sob a 
direção, controle ou administração 
de outra, ou ainda quando, 
mesmo guardando cada uma 
sua autonomia, integrem grupo 
econômico, serão responsáveis 
solidariamente pelas obrigações 
decorrentes da relação de 
emprego. 
 
Retomando o assunto, vamos ver que foram inseridos requisitos adicionais para 
a caracterização do grupo por coordenação. Assim, não basta a existência de 
empresas com objetivos comuns. Para a caracterização do grupo econômico por 
coordenação, para fins trabalhistas, é necessário que exista atuação conjunta 
entre as empresas. 
Do contrário, teremos uma situação absurda, como por exemplo na franquia 
(franchising), em que a unidade central (franqueadora) poderia ser acionada 
como responsável solidária pelas dívidas trabalhistas de uma das empresas 
franqueadas. 
Como exemplo, temos o julgado abaixo em que o TST impede a caracterização 
do grupo em tal situação: 
FRANCHISING. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. GRUPO ECONÔMICO 
O contrato mercantil de franchising, de que trata a Lei nº 8.955/94, em 
especial o art. 2º, caracterizado entre as empresas-demandadas, 
autônomas, com personalidades jurídicas próprias e diversidade de sócios, 
impede a caracterização do grupo econômico, e, por conseqüência, o 
reconhecimento da responsabilidade solidária prevista no artigo 2º, § 2º da 
CLT. 
(TST - RR: 5654334619995105555 565433-46.1999.5.10.5555) 
 
Nesse exato sentido, o §3º, inserido pela reforma trabalhista exige elementos 
adicionais para a caracterização do grupo por coordenação: 
CLT, art. 2º, § 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de 
sócios, sendo necessárias, para a configuração do grupo, a 
demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de 
interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes. 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 47 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Até então, havendo quadro societário idêntico entre duas ou mais empresas, 
embora não houvesse direção, controle ou administração comum, o Poder 
Judiciário vez ou outra reconhecia o grupo para fins trabalhistas. 
A partir da reforma trabalhista, o legislador deixa claro que não basta a mera 
identidade de sócios para o surgimento do grupo econômico. Para que reste 
caracterizado o grupo por coordenação para fins trabalhistas, deve haver: 
✓ demonstração do interesse integrado; 
✓ efetiva comunhão de interesses; e 
✓ atuação conjunta das empresas. 
 
Assim, deve existir, por exemplo, interesses em comum entre as empresas e 
atuação conjunta, como, por exemplo, por meio de um setor de RH comum às 
empresas, atividades empresariais conjuntas etc. 
No exemplo do início deste tópico, para a caracterização do grupo, os dois 
supermercados e os postos de combustível, caso não estivessem subordinadas 
umas às outras, teriam que agir conjuntamente, por exemplo por meio de 
promoções integradas, e possuir interesses comuns e integrados. 
Criticando a redação do §3º acima, o Ministro Godinho alerta para a necessidade 
de se interpretar de forma sistemática o dispositivo, nos seguintes termos15: 
Ou seja: a nova exceção legal tem de ser bem compreendida, a fim de que 
não produz injustificável regressão jurídica, instigando o esvaziamento do 
instituto regulado pelo art. 2º, §2º, da CLT (isto é,do grupo econômico 
justrabalhista por simples coordenação interempresarial). 
Nessa linha, é preciso que fique claro que qualquer participação societária 
que não seja irrisória, minúscula, insignificante, evidencia, sim, por si 
somente, a óbvia demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão 
de interesse e a atuação conjunta das empresas componentes do grupo 
econômico para fins justrabalhistas. 
 
 
Seguindo adiante, antes da reforma trabalhista era apontado um outro efeito do 
grupo econômico para fins trabalhistas: a solidariedade ativa, segundo a qual 
o empregado de uma empresa do grupo econômico poderia prestar serviços a 
outra(s) empresas do grupo sem que isso gerasse, necessariamente, mais de um 
contrato de trabalho. 
 
15 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com 
os comentários à Lei n. 13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 101 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 48 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Assim, no exemplo anterior, caso um empregado do posto 2 fosse designado para 
realizar, por exemplo, limpeza nos postos de combustível e em um dos 
supermercados, isso, por si só, não iria caracterizar a coexistência de mais de 
um contrato de trabalho. Tal entendimento (da solidariedade ativa) vinha 
sendo fundamentado na jurisprudência do TST: 
SUM-129 CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO 
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo 
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a 
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário. 
 
Para finalizar, destaco que, com a reforma trabalhista, o legislador buscou 
restringir a solidariedade do grupo econômico somente para as “obrigações 
decorrentes da relação de emprego”, de forma a esvaziar a solidariedade ativa. 
Com relação à natureza do grupo que responderá solidariamente pelos créditos 
trabalhistas, observem que a lei fala de grupo econômico, e por isso nem todos 
os empregadores poderão constituir grupo econômico: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle 
ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada 
uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis 
solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. 
Tal requisito foi explorado na questão abaixo, correta: 
Cespe/TRT17 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 2009 
A CLT instituiu a responsabilidade solidária entre as empresas pertencentes 
a um mesmo grupo econômico. Para que se possa caracterizar o grupo 
econômico, é necessária a existência da natureza econômica do grupo de 
empresas. 
 
Além da previsão celetista, ressalte-se que o conceito de grupo econômico 
trabalhista também foi materializado na Lei 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural): 
Lei 5.889/73, art. 3º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, embora 
tendo cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob 
direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico ou 
financeiro rural, serão responsáveis solidariamente nas obrigações 
decorrentes da relação de emprego. 
 
4.2 – Sucessão de empregadores 
Sucessão de empregadores é sinônimo de sucessão trabalhista e alteração 
subjetiva do contrato (pois se altera o sujeito do empregador). 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 49 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Os fundamentos legais da sucessão de empregadores são os artigos 10 e 448 da 
CLT: 
CLT, art. 10 - Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não 
afetará os direitos adquiridos por seus empregados. 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
Podemos verificar, então, que nos casos em que haja mudança na propriedade 
da empresa haverá a transferência dos créditos e dívidas trabalhistas. 
Assim, por exemplo, se uma livraria é vendida para outros proprietários, isto não 
irá prejudicar a continuidade dos contratos de trabalho dos empregados do 
estabelecimento. Caso haja dívida trabalhista, ela permanecerá existindo. 
Outro exemplo: se a livraria estava juridicamente constituída como sociedade 
limitada, e posteriormente passou a se estruturar como sociedade anônima, este 
fato também não afetará os contratos de trabalho existentes. 
Além disso, podemos enxergar a sucessão nos casos em que a empresa sofre 
fusão, cisão ou incorporação: no caso da nossa livraria, poderíamos imaginar sua 
fusão com outra empresa, dando lugar a nova pessoa jurídica, situação que, da 
mesma forma, não afetará a continuidade dos contratos de trabalho. 
Segue abaixo Orientação Jurisprudencial do TST que se relaciona ao tema: 
OJ-SDI1-261 BANCOS. SUCESSÃO TRABALHISTA 
As obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os 
empregados trabalhavam para o banco sucedido, são de responsabilidade 
do sucessor, uma vez que a este foram transferidos os ativos, as agências, 
os direitos e deveres contratuais, caracterizando típica sucessão 
trabalhista. 
É interessante notar que a sucessão terá lugar quando haja transferência de 
unidade econômico-jurídica, e alterações singulares não ensejarão a sucessão 
trabalhista. 
Se, por exemplo, uma empresa gráfica (que edita e publica livros) possui uma 
matriz e uma filial, e sua filial é transferida a terceiros, poderemos verificar a 
sucessão trabalhista em relação aos empregados da filial. 
Entretanto, se algumas máquinas da filial são vendidas para outra empresa, não 
poderemos, em princípio, falar em sucessão trabalhista pela venda do 
maquinário, pois neste caso não estará havendo transferência de unidade 
econômico-jurídica, mas apenas de suas máquinas. 
Importante mencionar, porém, que a CLT dispõe que “qualquer alteração na 
estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus 
empregados”, e isso permite a interpretação de que alterações significativas 
poderão configurar a sucessão (mesmo quando não haja a transferência de toda 
a unidade econômico-jurídica), desde que estas alterações sejam significativas a 
ponto de afetar os contratos de trabalho. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 50 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
No exemplo acima (da venda do maquinário), caso se verifique que não houve a 
transferência de propriedade da totalidade da filial, mas todas as suas máquinas 
foram vendidas a terceira empresa, sendo o principal patrimônio do 
estabelecimento, e que isto afetará de modo significativo os contratos de 
trabalho, pode-se configurar a sucessão trabalhista. 
Além disso, a doutrina também considera como requisito da sucessão trabalhista 
a continuidade da atividade empresarial. Assim, estamos diante de sucessão 
empresarial quando o estabelecimento ou empresa sejam transferidos e 
continuem a funcionar. 
 
 
Tudo bem, consegui captar os 
requisitos da sucessão! 
Mas, e na prática, o que isso significa? 
 
Buscando dar uma resposta exata a esta pergunta, a reforma trabalhista, inseriu 
na CLT a regra quanto à responsabilidade do sucessor e do sucedido no caso de 
sucessão empresarial (conforme já vinha entendendo o TST): 
CLT, art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de 
empregadores prevista nos arts. 10 e 448 desta Consolidação, as 
obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os 
empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de 
responsabilidade do sucessor. 
Portanto, em regra, o sucedido não responde pelos débitos trabalhistas dos 
contratos em vigor à época da sucessão,mesmo aqueles contraídos antes da 
sucessão (em regra, apenas o sucessor responderá). 
Por exemplo: na livraria que foi vendida para outros proprietários, os novos 
proprietários (sucessores) irão responder pelas verbas trabalhistas dos contratos 
que estavam em vigor, mesmo que sejam dívidas anteriores à venda. 
É comum haver cláusula de não responsabilização na alteração de 
titularidade de empresas: no contrato de venda, por exemplo, consta cláusula 
onde “o adquirente se responsabiliza pelos valores devidos aos empregados a 
partir da transferência de propriedade, e as dívidas anteriores permanecem sob 
responsabilidade do antigo proprietário”. 
Este tipo de cláusula tem validade no direito civil, à medida que permitirá ao 
adquirente da empresa acionar o vendedor na Justiça caso tenha que assumir 
dívidas antigas. 
No âmbito do direito do trabalho, entretanto, esta cláusula não possuirá validade, 
e o adquirente responderá pelas dívidas existentes, mesmo que originadas antes 
da transferência de propriedade (houve a sucessão de empregadores). Nestes 
casos, a empresa sucedida será subsidiariamente responsável pelos créditos 
trabalhistas existentes à época da mudança de propriedade. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Sobre a responsabilidade de empregadores sucessor e sucedido, Mauricio 
Godinho Delgado16 ensina que 
“A sucessão trabalhista opera uma assunção plena de direitos e obrigações 
trabalhistas pelo novo titular da empresa ou estabelecimento – que passa 
a responder, na qualidade de empregador sucessor, pelo passado, presente 
e futuro dos contratos empregatícios. (...) Pode-se afirmar que o Direito do 
Trabalho, como regra geral, não preserva, em princípio, qualquer 
responsabilidade (solidária ou subsidiária) do alienante pelos créditos 
trabalhistas relativos ao período anterior à transferência. Essa é a regra 
geral, que resulta da consumação plena dos efeitos da figura sucessória: o 
sucessor assume, na integralidade, o papel de empregador, respondendo 
por toda a história do contrato de trabalho.” 
 
Por outro lado, no caso de sucessão fraudulenta, a empresa sucedida também 
será alcançada, como já vinha entendendo a jurisprudência do TST. Todavia, a 
ciência da Lei 13.467 é pela responsabilidade solidária da sucedida (e não mais 
subsidiária como vinha entendendo o TST): 
CLT, art. 448-A, parágrafo único. A empresa sucedida responderá 
solidariamente com a sucessora quando ficar comprovada fraude na 
transferência. 
 
 
 
Portanto, a respeito da sucessão trabalhista na CLT, podemos concluir o seguinte: 
- sucessão típica: responsabilidade exclusiva do sucessor; 
- sucessão com fraude comprovada: haverá a corresponsabilização da 
empresa sucedida, da seguinte forma: 
 - sucessor e sucedida são responsáveis solidários. 
 
Além disso, a jurisprudência, com fundamento nos mencionados artigos 10 e 448 
da CLT, tem enxergado a responsabilidade subsidiária do empregador 
sucedido nas situações que coloquem em risco as verbas devidas aos 
empregados, ampliando a as possibilidades de responsabilização subsidiária do 
sucedido, mesmo sem indícios de fraude. 
 
16 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit. p. 429. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 52 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Quanto a isto, o Ministro17 destaca o cabimento da responsabilidade subsidiária 
nos casos em que 
“(...) a jurisprudência também tem inferido (...) a existência de 
responsabilidade subsidiária do antigo empregador pelos valores 
resultantes dos respectivos contratos de trabalho, desde que a modificação 
ou transferência empresariais tenham sido aptas a afetar (arts. 10 e 448) 
os contratos de trabalho. Ou seja, as situações de sucessão trabalhista 
propiciadoras de um comprometimento das garantias empresariais 
deferidas aos contratos de trabalho seriam, sim, aptas a provocar a 
incidência da responsabilização subsidiária da empresa sucedida. Isso 
significa que a jurisprudência tem ampliado as possibilidades de 
responsabilização subsidiária do antigo titular do empreendimento por além 
das situações de fraude comprovada no contexto sucessório (art. 9º, CLT18; 
art. 159, CCB/1916, e art. 186, CCB/2003 combinados com art. 8º, 
parágrafo único, CLT). Mesmo que não haja fraude, porém 
comprometimento das garantias empresariais deferidas aos contratos de 
trabalho, incidiria a responsabilidade subsidiária da empresa sucedida.” 
 
 
 
Seguindo adiante, outros aspectos a se considerar na sucessão seriam a 
possibilidade de o empregado não aceitar a sucessão trabalhista e, também, a 
continuidade de contagem de tempo de serviço e demais aspectos concernentes 
à prestação laboral após o procedimento sucessório. 
Sobre tais aspectos Sérgio Pinto Martins19 se posiciona no sentido de que 
“O empregado não poderá recusar-se a prestar serviços ao sucessor. O 
tempo de serviço será computado na mudança, inclusive para efeito de 
indenização e férias. Será desnecessária elaboração de novo registro de 
empregado, exceto se houver alteração na razão social da empresa, quando 
será preciso fazer a anotação na CTPS do empregado e na ficha de registro 
da respectiva mudança.” 
Nesta mesma linha Valentim Carrion20 21 
“O contrato de trabalho é intuitu personae (ou infungível) com referência 
ao empregado (art. 2º), mas não quanto ao empregador (art. 448); assim, 
 
17 Idem, ibidem. 
18 CLT, art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou 
fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação. 
19 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 27 ed. São Paulo: Atlas, 2011, p. 212. 
20 CARRION, Valentim. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 37 ed. Atualizada por 
Eduardo Carrion. São Paulo: Saraiva, 2012, p. 343-344. 
21 Idem, p. 89. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 53 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
o empregado não pode recusar-se a trabalhar para o novo empregador 
(...).” 
“A CLT tem por objetivo (...) b) a continuidade no emprego (art. 448); c) 
os direitos adquiridos (...). Garantem-se, assim, o tempo de serviço 
anterior para efeitos de indenização, férias, etc.; a inalterabilidade 
contratual (salário, hierarquia, jornada, direito à promoção, etc.) e demais 
direitos.” 
Cite-se, por fim, Amauri Mascaro Nascimento22 
“Quando há sucessão de empresas o direito do trabalho garante o 
empregado. (...) A contagem do tempo de serviço não é interrompida e a 
antiguidade no emprego é contada a partir da efetiva admissão do 
trabalhador na empresa, quando pertencia ao antigo e primeiro titular. (...) 
A contagem dos períodos aquisitivos de férias dos trabalhadores prossegue 
normalmente. A sucessão não é justa causa, de outro lado, para que o 
empregado dê por rescindido o contrato de trabalho, nem para que pleiteie 
indenizações.” 
 
4.2.1. Restrições à sucessão de empregadores 
Falência 
Uma restrição legal imposta à sucessão de empregadores, que pode ser 
explorada em provas, é a que ocorre nos casos de falência. 
A Lei 11.102/05, conhecida como Lei de Falências e Recuperação Judicial, dispôs 
que no caso de falência não incidirá a sucessão de empregadores. Seguem abaixo 
os dispositivos: 
Lei 11.102/05, art. 141, II – o objeto da alienação estará livre de qualquer 
ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, 
inclusive as de natureza tributária, as derivadas da legislação do trabalho e 
as decorrentes de acidentes de trabalho. 
Lei 11.102/05, art. 141, § 2º Empregados do devedor contratados pelo 
arrematante serão admitidos mediante novos contratos de trabalho e o 
arrematante não respondepor obrigações decorrentes do contrato anterior. 
É de ressaltar, entretanto, que a própria lei 11.102/05 não inviabiliza a figura 
sucessória nos casos de recuperação extrajudicial: 
Lei 11.102/05, art. 161, § 1º Não se aplica o disposto neste Capítulo [DA 
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL] a titulares de créditos de natureza 
tributária, derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidente de 
trabalho (...). 
 
 
22 NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Op. cit. p. 241-242. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 54 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Aquisição de uma empresa pertencente a grupo econômico – não sucessão em 
relação às demais empresas do grupo 
Vamos supor o seguinte exemplo. Uma empresa adquire outra, a qual era 
integrante de um grupo econômico. Percebam que a empresa adquirente não 
adquiriu as demais empresas do grupo, mas apenas uma delas. Neste caso, o 
TST entende que este adquirente, em regra, não responde pelas dívidas 
trabalhistas das outras empresas do grupo: 
OJ 411 – SDI-1. SUCESSÃO TRABALHISTA. AQUISIÇÃO DE EMPRESA 
PERTENCENTE A GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO 
SUCESSOR POR DÉBITOS TRABALHISTAS DE EMPRESA NÃO ADQUIRIDA. 
INEXISTÊNCIA. 
O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de empresa 
não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa sucedida, 
quando, à época, a empresa devedora direta era solvente ou idônea 
economicamente, ressalvada a hipótese de má-fé ou fraude na sucessão. 
 
 
 
4.3 – Responsabilidade do sócio 
Outra regra prevista na CLT pela reforma trabalhista foi a responsabilidade dos 
sócios, em relação às dívidas trabalhistas da empresa. 
Foi definida, ainda, até quando respondem os antigos sócios da empresam 
(chamados “sócios retirantes”), além dos atuais sócios, aplicando regra do Código 
Civil23. 
Exemplo: Alice é empregada da empresa SomoMais Ltda há cinco anos. A 
empresa tem como sócios, desde sua constituição, os irmãos Huguinho, Zezinho 
e Luisinho. Em determinado momento, Huguinho se desentende com seus irmãos 
e se retira da sociedade. Para formalizar sua retirada, averba a modificação do 
contrato social da empresa na junta comercial. 
Passado algum tempo, a empresa dispensa Alice e deixa de pagar suas verbas 
rescisórias, alegando que não possui os recursos financeiros necessários. 
Pergunta: Alice poderá também cobrar dos sócios da empresa? E do sócio que 
havia se retirado (Huguinho)? 
A resposta está no art. 10-A da CLT: 
 
23 CCB, art. 1.003. A cessão total ou parcial de quota, sem a correspondente modificação do contrato social 
com o consentimento dos demais sócios, não terá eficácia quanto a estes e à sociedade. 
Parágrafo único. Até dois anos depois de averbada a modificação do contrato, responde o cedente 
solidariamente com o cessionário, perante a sociedade e terceiros, pelas obrigações que tinha como sócio. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 55 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 10-A. O sócio retirante responde subsidiariamente pelas 
obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou 
como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de 
averbada a modificação do contrato, observada a seguinte ordem de 
preferência: 
I - a empresa devedora; 
II - os sócios atuais; e 
III - os sócios retirantes. 
 
Portanto, Alice pode cobrar de Huguinho (sócio retirante), de forma subsidiária, 
desde que a ação trabalhista seja ajuizada até dois anos da averbação da sua 
retirada do quadro societário daquela empresa. 
Segundo a ordem de preferência, de acordo com o nosso exemplo, primeiramente 
responderia a empresa, SomosMais Ltda. Caso a dívida não seja satisfeita, cobra-
se dos sócios atuais (Zezinho e Luisinho) e, em última hipótese, cobra-se do sócio 
retirante (Huguinho). 
Em relação aos sócios retirantes, o marco temporal para a contagem dos 2 anos 
é a averbação da alteração do quadro societário24. Até que a averbação ocorra, 
não é iniciada a contagem deste prazo. 
O Ministro Godinho destaca que pouco importa o ingresso do sócio retirante no 
processo judicial, importando tão-somente a data do ajuizamento da ação25: 
não importa a data de inserção do sócio no pólo passivo do processo judicial 
contra a entidade societária, mesmo que essa inserção aconteça vários anos 
após o início desse processo trabalhista; o que importa é que a respectiva 
ação seja ajuizada, para fins de futura e potencial responsabilização do sócio 
até, no máximo, ‘dois anos depois de averbada a modificação do contrato’ 
 
Para se cobrar dos sócios (atuais e retirantes), utiliza-se o art. 855-A da CLT, que 
regulamenta a desconsideração da personalidade jurídica no âmbito trabalhista. 
Esta ordem de preferência foi cobrada na questão abaixo, gabarito (C): 
FCC/TRT-RN – Analista Judiciário – 2017 (adaptada) 
O sócio retirante responde subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas da 
sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, somente em 
ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato, 
observada a ordem de preferência estabelecida em lei: a empresa devedora, 
os sócios atuais e os sócios retirantes. 
 
24 Resumidamente, destaco que, em primeiro lugar, é feita a alteração no quadro societário. Em segundo, esta 
alteração precisa ser averbada na junta comercial ou no cartório de pessoas jurídicas. 
25 DELGADO, Maurício Godinho. DELGADO, Gabriela Neves. A Reforma Trabalhista no Brasil: com 
os comentários à Lei n. 13.467/2017. 1ª ed. São Paulo: LTr, 2017. P. 110 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 56 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
Avançando um pouco mais, surge a seguinte dúvida. E se a retirada de Luisinho 
da empresa tiver sido fraudulenta? 
Neste caso, ele responderá de forma solidária com os sócios atuais. Por exemplo, 
foi feita a averbação da retirada de Luisinho no cartório, mas, na prática, ele 
continua atuando como sócio. Assim, Alice cobraria primeiramente da empresa 
e, caso não satisfeita a dívida, poderia cobrar de qualquer dos três irmãos, de 
forma solidária, como prevê a CLT: 
CLT, art. 10-A, parágrafo único. O sócio retirante responderá 
solidariamente com os demais quando ficar comprovada fraude na 
alteração societária decorrente da modificação do contrato. 
 
 
 
Portanto, a respeito da responsabilidade do sócio retirante, podemos concluir 
o seguinte: 
i) retirada típica: responsabilidade subsidiária até 2 anos da averbação 
da sua retirada; 
ii) retirada com fraude comprovada: responsabilidade solidária com os 
sócios atuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 57 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
5 – Questões comentadas 
5.1 – Relação de trabalho e relação de emprego 
1. Daud/2018 
Segundo a legislação trabalhista, é vedada a previsão contratual de 
exclusividade para a prestação de serviços do trabalhador autônomo. 
Comentários 
Gabarito (C) 
A Lei 13.467/2017 chegou a prever a figura do trabalhador autônomo 
exclusivo, que poderia prestar serviços a um único empregador de forma 
contínua, tendo afastada a caracterização do vínculo empregatício. 
A MP 808, por sua vez, vedou a cláusula de exclusividade em um contrato de 
autônomo: 
CLT, art. 442-B, § 1º É vedada a celebração de cláusula de exclusividade 
no contrato previsto no caput. 
Por outro lado, deixa claro que não caracteriza a qualidade de empregado prevista 
no art. 3º o fato de o autônomo prestar serviços a apenas um tomador de 
serviços. 
Portanto, veda-se a exclusividade “contratual”,que é aquela prevista como 
cláusula do contrato de prestação de serviços do autônomo, mas permite-se a 
exclusividade “fática”, observada quando um trabalhador presta serviços a um 
único tomador. 
 
2. Daud/2018 
De acordo com a CLT, caso obedecidas todas as formalidades legais na 
contratação de autônomo, fica afastada a condição de empregado, situação 
que persiste diante da continuidade da prestação e da caracterização de 
subordinação em relação ao tomador dos serviços. 
Comentários 
Gabarito (E) 
Para que a contratação do autônomo se dê regularmente, é necessário que 
efetivamente inexista subordinação em relação ao tomador dos serviços: 
CLT, art. 442-B. A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as 
formalidades legais, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de 
empregado prevista no art. 3º desta Consolidação. 
Reparem que pode haver continuidade, desde que inexista subordinação, 
conforme se depreende inclusive do seguinte trecho legal: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 58 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 442-B, § 6º Presente a subordinação jurídica, será 
reconhecido o vínculo empregatício. 
 
3. Daud/2018 
Até mesmo trabalhadores pertencentes a categorias profissionais reguladas 
por leis específicas, como motoristas e corretores de imóveis, podem ser 
contratados mediante autônomos, para exercer atividades compatíveis com 
tal vínculo. 
Comentários 
Gabarito (C) 
O fato de o trabalhador pertencer a categorias com profissões regulamentadas 
não lhe retira a possibilidade de ser contratado como autônomo, caso as 
formalidades legais sejam obedecidas e as atividades desempenhadas sejam 
compatíveis com o contrato de autônomo: 
CLT, art. 442-B, § 5º Motoristas, representantes comerciais, 
corretores de imóveis, parceiros, e trabalhadores de outras categorias 
profissionais reguladas por leis específicas relacionadas a atividades 
compatíveis com o contrato autônomo, desde que cumpridos os requisitos 
do caput, não possuirão a qualidade de empregado prevista o art. 3º. 
 
4. Daud/2018 
De acordo com a CLT, fica garantida ao autônomo a possibilidade de recusa 
de realizar atividade demandada pelo contratante, obstando aplicação de 
qualquer penalidade ao trabalhador, em razão dos princípios da liberdade de 
trabalho e da dignidade da pessoa humana. 
Comentários 
Gabarito (E) 
De fato, a CLT, com redação dada pela MP 808, deixa claro que o autônomo 
poderá recusar a realização de atividades demandadas pelo contratante. 
Todavia, o tomador dos serviços está autorizado a aplicar penalidade ao 
trabalhador, desde que esta esteja prevista contratualmente: 
CLT, art. 442-B, § 4º Fica garantida ao autônomo a possibilidade de 
recusa de realizar atividade demandada pelo contratante, garantida 
a aplicação de cláusula de penalidade prevista em contrato. 
 
5. Cespe/TRT-7 – Técnico Judiciário - 2017 
Empregado e empregador são os sujeitos do contrato de emprego. 
Analisados isoladamente, o conceito de empregado demanda a presença de 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 59 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A) pessoa física, pessoalidade, não eventualidade, dependência e 
onerosidade. 
B) pessoa jurídica, pessoalidade, não eventualidade, dependência e 
onerosidade. 
C) pessoa jurídica, impessoalidade, não eventualidade, independência e 
onerosidade. 
D) pessoa física, pessoalidade, eventualidade, independência e onerosidade. 
Comentários 
Gabarito (A) 
A questão aborda os requisitos da relação de emprego atinentes à figura do 
empregado, previstos no caput do art. 3º da CLT: 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência 
deste e mediante salário. 
 
6. FCC/TRT24 – Técnico Judiciário - 2017 
Dentro do universo das relações jurídicas, encontram-se as relações de 
trabalho e as relações de emprego. No tocante a essas relações, seus 
sujeitos e requisitos, segundo a legislação vigente, 
(A) se equiparam ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de 
emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as 
associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que 
admitirem trabalhadores como empregados. 
(B) considera-se empregado toda pessoa física ou jurídica que prestar 
serviços de natureza exclusiva e não eventual a empregador, sob a 
dependência deste e mediante salário. 
(C) considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, mesmo 
sem assumir os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a 
prestação pessoal de serviço. 
(D) são distintos o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o 
executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, mesmo que 
estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. 
(E) os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão 
não se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e 
diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio. 
Comentários 
Gabarito (A). Nesta alternativa a Banca transcreveu o art. 2º, §1º, da CLT: 
CLT, art. 2º, § 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos 
da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 60 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins 
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
A letra (B), incorreta, por dois motivos. Primeiramente, empregado é apenas 
pessoa física (ou, como alguns chamam, ‘pessoal natural’). Além disso, os 
serviços prestados pelo empregado não têm natureza exclusiva. 
A letra (C), incorreta, já que o empregador necessariamente assume os riscos 
da atividade econômica (CLT, art. 2º, caput), de onde se extrai o elemento da 
alteridade. 
As letras (D) e (E), incorretas, contrariam o disposto no art. 6º da CLT: 
CLT, art. 6º Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento 
do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a 
distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de 
emprego. 
Parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de comando, 
controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos 
meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho 
alheio. 
 
7. FCC/TRT20 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2016 
A Consolidação das Leis do Trabalho elenca na combinação dos artigos 2º e 
3º os requisitos fáticos e jurídicos da relação de emprego. Nesse sentido, 
(A) tornando-se inviável a prestação pessoal do trabalho, no curso do 
contrato, por certo período, o empregado poderá se fazer substituir por outro 
trabalhador. 
(B) um trabalhador urbano que preste serviço ao tomador com finalidade 
lucrativa, mesmo que por diversos meses seguidos, mas apenas em 
domingos ou finais de semana, configura-se como trabalhador eventual. 
(C) considerando que nem todo trabalho é passível de mensuração 
econômica, não se pode estabelecer que a onerosidade constitui-se em um 
elemento fático-jurídico da relação de emprego. 
(D) somente o empregador é que, indistintamente, pode ser pessoa física ou 
jurídica, com ou sem finalidade lucrativa, jamais o empregado. 
(E) na hipótese de trabalhador intelectual, a subordinação está relacionada 
ao poder de direção do empregador, mantendo o empregado a autonomia 
da vontade sobre a atividade desempenhada, sem se reportar ao 
empregador. 
Comentários 
Gabarito (D), com fundamento nos elementos fático-jurídicos da relação de 
emprego (CLT, arts. 2º e 3º): 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br61 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 Pessoa física Pessoalidade 
 
 
 
 
Onerosidade 
 
 
 
Empregado 
 
 Não eventualidade 
 
 
 
 
 
 
 Subordinação 
jurídica 
 
8. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2016 
No que se refere à relação de trabalho e à relação de emprego, assinale a 
opção correta. 
(A) A relação de emprego é espécie da relação de trabalho, gênero que 
engloba a prestação de serviços do funcionário público, do empregado, do 
avulso, do autônomo, do eventual, do empresário. 
(B) Nos termos da CLT, considera-se empregado toda pessoa física ou 
jurídica que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob 
a dependência deste e mediante pagamento de valor mensal. 
(C) Dado o poder de controle e fiscalização do empregador, pode ele 
realizar revista íntima em suas empregadas. 
(D) O contrato de trabalho somente será válido se realizado de forma 
expressa e por escrito. 
(E) A alteridade, a pessoalidade, a subordinação e a exclusividade são 
requisitos do contrato de trabalho. 
Comentários 
Gabarito (A). É isso mesmo, trabalho é gênero do qual são espécies, por 
exemplo: o emprego, o estágio, o cargo público, o autônomo etc. 
A alternativa (B) está incorreta, pois pessoa jurídica não pode ser considerada 
empregada (apenas pessoas naturais – também chamada de físicas). 
A alternativa (C) está igualmente incorreta, já que é expressamente vedada a 
realização de revistas íntimas: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 62 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, Art. 373-A. Ressalvadas as disposições legais destinadas a corrigir as 
distorções que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho e certas 
especificidades estabelecidas nos acordos trabalhistas, é vedado: 
(...) 
VI - proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas 
empregadas ou funcionárias. 
A alternativa (D) também está incorreta. O contrato de trabalho pode ser verbal 
e, até mesmo, tácito (CLT, arts. 442 e 443). 
Por fim, a alternativa (E) está incorreta, já que a exclusividade não é um 
requisito da relação de emprego (que se forma no contrato de trabalho). Estando 
presentes todos os elementos fático jurídicos da relação de emprego, a mesma 
pessoa física poderá ter relação de emprego com mais de um empregador. 
 
9. Cespe/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2016 
No que concerne à relação de emprego, aos poderes do empregador e ao 
contrato individual de trabalho, assinale a opção correta. 
(A) Na relação trabalhista, o poder de direção do empregador é ilimitado. 
(B) A prestação de serviços é o bem jurídico tutelado e, por isso, o objeto 
mediato do contrato individual de trabalho. 
(C) O termo “contrato de atividade” vincula-se ao fato de as prestações 
serem equivalentes. 
(D) Não se reconhece relação de emprego fundamentada em acordo tácito. 
(E) A continuidade e a subordinação são requisitos da relação empregatícia. 
Comentários 
Gabarito (E). Apesar de controverso, o gabarito definitivo confirmou a 
alternativa (E) como correta. 
De fato, a subordinação é um requisito da relação de emprego (CLT, art. 3º). 
Entretanto, a continuidade é requisito apenas da relação de emprego doméstico 
(LC 150, art. 1º). 
A alternativa (A) está incorreta, já que o poder de direção do empregador é 
limitado. Ele encontra limites na própria legislação e nas demais fontes do Direito 
do Trabalho. 
A alternativa (B) está incorreta, já que o objeto imediato do contrato de 
trabalho é que consiste na prestação de serviços pelo empregado. Já o objeto 
mediato ou remoto é o bem jurídico tutelado, ou seja, o trabalho em si. 
A alternativa (C) está incorreta, já que o contrato de trabalho é de atividade 
porque representa uma prestação de fazer (o labor). A obrigação do empregado 
é dispor de sua energia nas tarefas designadas pelo empregador, não sendo 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 63 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
possível se falar em contrato de resultado. O risco do empreendimento deve ser 
suportado pelo empregador, que assumirá lucros e prejuízos do negócio. 
A alternativa (D) está incorreta, já que se admite o contrato de trabalho tácito: 
CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou 
expresso, correspondente à relação de emprego. 
 
10. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal - 
2016 
Thales prestou serviços à empresa Celestial Produções pelo prazo de 10 
meses. Para que se configure o vínculo empregatício, ou seja, relação de 
emprego, entre as partes referidas é necessário que se comprovem os 
seguintes requisitos legais: 
(A)Boa fé contratual, autonomia, onerosidade, pessoalidade e 
eventualidade. 
(B)Exclusividade, onerosidade e habitualidade. 
(C)Subordinação, imprescindibilidade, indisponibilidade e 
irrenunciabilidade. 
(D)Pessoalidade na prestação dos serviços, subordinação jurídica, não 
eventualidade e onerosidade. 
(E)Subordinação econômica, comutatividade com divisão dos riscos, 
continuidade e exclusividade. 
Comentários 
Gabarito (D). A relação de emprego se configura quando presentes os 
elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o 
trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade e 
não eventualidade. 
 
 
11. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016 
Quanto aos institutos jurídicos denominados “relação de trabalho” e 
“relação de emprego” é correto afirmar: 
(A) A relação de emprego é uma espécie do gênero relação de trabalho. 
(B) Possuem características idênticas, podendo se afirmar que são 
expressões sinônimas. 
(C) A relação de trabalho é modalidade derivada da relação de emprego. 
(D) Não há relação de trabalho se não houver relação de emprego. 
(E) São institutos independentes e não guardam nenhuma relação entre si. 
Comentários 
Gabarito (A), já que, de fato, relação de trabalho é uma expressão ampla, 
que engloba os mais diversos tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 64 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
no sumário de nossa aula, a expressão abrange, por exemplo, as relações 
empregatícias, estagiários, trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc. 
A relação de emprego, por sua vez, tem lugar quando estão presentes os seus 
pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de 
gênero relações de trabalho, como aduzido na questão. 
 
12. FCC/TRT14 – Técnico Judiciário - 2016 
É certo que a relação de trabalho se distingue da relação de emprego, sendo 
que a primeira abrange a segunda. A Consolidação das Leis do Trabalho 
apresenta os elementos caracterizadores da relação de emprego, NÃO se 
inserindo, dentre eles, 
(A) a subordinação jurídica. 
(B) a pessoalidade na prestação dos serviços. 
(C) a exclusividade dos serviços prestados. 
(D) a onerosidade. 
(E) o trabalho não eventual. 
Comentários 
Gabarito (C), já que não se exige exclusividade na prestação de serviços para 
o reconhecimento do vínculo de emprego: estando presentes todos os elementos 
fático jurídicos da relação de emprego (entre eles a não eventualidade), a mesma 
pessoa física poderá ter relação de emprego com mais de um empregador. 
Todas as demais alternativas contêm requisitos da relação de emprego. 
 
13. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016 
Em relação aos trabalhadores movimentadores de carga avulsos, regidos 
pela Lei nº 12.023/2009, é dever do sindicato que faz a intermediação do 
trabalho 
(A) repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72 horas 
úteis, contadas a partir de seu arrecadamento, os valores devidos e pagospelos tomadores do serviço, relativos à remuneração do trabalhador avulso. 
(B) entregar ao tomador de serviços as escalas de trabalho, a quem caberá 
informá-la aos trabalhadores com antecedência de 24 horas. 
(C) recolher os valores devidos ao FGTS, acrescidos dos percentuais 
relativos ao 13º salário, férias, encargos fiscais, sociais e previdenciários, 
observando o prazo legal. 
(D) firmar acordo coletivo de trabalho com os tomadores de serviço 
contendo previsão expressa do direito a horas extras, sem o que não será 
efetuado o pagamento de eventuais horas extras prestadas pelos 
trabalhadores. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 65 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(E) firmar documento específico indicando a cada trabalhador avulso o 
prazo que o mesmo terá para levantar as parcelas referentes ao 13º salário 
e às férias e o FGTS depositados na respectiva conta individual vinculada. 
Comentários 
Gabarito (A), conforme art. 5º da Lei nº 12.023/2009 (que dispõe sobre as 
atividades de movimentação de mercadorias em geral e sobre o trabalho avulso): 
Lei nº 12.023/2009, art. 5º São deveres do sindicato intermediador: 
I – divulgar amplamente as escalas de trabalho dos avulsos, com a 
observância do rodízio entre os trabalhadores; 
II – proporcionar equilíbrio na distribuição das equipes e funções, visando 
à remuneração em igualdade de condições de trabalho para todos e a 
efetiva participação dos trabalhadores não sindicalizados; 
III – repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72 
(setenta e duas) horas úteis, contadas a partir do seu arrecadamento, 
os valores devidos e pagos pelos tomadores do serviço, relativos à 
remuneração do trabalhador avulso; 
IV – exibir para os tomadores da mão de obra avulsa e para as fiscalizações 
competentes os documentos que comprovem o efetivo pagamento das 
remunerações devidas aos trabalhadores avulsos; 
V – zelar pela observância das normas de segurança, higiene e saúde no 
trabalho; 
VI – firmar Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho para 
normatização das condições de trabalho. 
Tais deveres não podem ser confundidos com as atribuições do tomador de 
serviços: 
Lei nº 12.023/2009, art. 6º São deveres do tomador de serviços: 
I – pagar ao sindicato os valores devidos pelos serviços prestados ou 
dias trabalhados, acrescidos dos percentuais relativos a repouso 
remunerado, 13o salário e férias acrescidas de 1/3 (um terço), para 
viabilizar o pagamento do trabalhador avulso, bem como os percentuais 
referentes aos adicionais extraordinários e noturnos; 
II – efetuar o pagamento a que se refere o inciso I, no prazo máximo de 
72 (setenta e duas) horas úteis, contadas a partir do encerramento do 
trabalho requisitado; 
III – recolher os valores devidos ao Fundo de Garantia por Tempo de 
Serviço, acrescido dos percentuais relativos ao 13o salário, férias, 
encargos fiscais, sociais e previdenciários, observando o prazo legal. 
 
14. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Avaliador Federal - 2015 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 66 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Anacleto, policial militar, trabalhou para a empresa Indústria Mundo Novo 
Ltda. como agente de segurança, nos horários em que não estava a serviço 
da corporação militar. Na referida empresa, Anacleto cumpria 
expressamente as ordens emanadas da direção, recebia um salário mensal, 
e trabalhava de forma contínua e ininterrupta, todas as vezes que não 
estava escalado na corporação. Considerando a situação apresentada, 
(A) estando presentes as características da relação de emprego, existe 
vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e 
Anacleto, porém a situação de militar de Anacleto impede o reconhecimento 
desse vínculo. 
(B) não existe vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo 
Ltda. e Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa 
empresa ocorria apenas nas ocasiões em que Anacleto não estava escalado 
na corporação, caracterizando, portanto, trabalho eventual. (C) não existe 
vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e 
Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa empresa 
constitui trabalho autônomo. 
(D) o vínculo de emprego entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e 
Anacleto somente pode ser reconhecido nos períodos em que Anacleto não 
estava escalado na corporação e em que houve trabalho efetivo em favor 
da empresa Indústria Mundo Novo Ltda. 
(E) estando presentes as características da relação de emprego, é legítimo 
o reconhecimento do vínculo de emprego entre a empresa Indústria Mundo 
Novo Ltda. e Anacleto, independentemente do eventual cabimento de 
penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. 
Comentários 
Gabarito (E), com fundamento na SUM-386 do TST: 
SUM-386 POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO 
EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA 
Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento 
de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, 
independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar 
prevista no Estatuto do Policial Militar. 
 
15. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015 
A relação de trabalho é o gênero do qual a relação de emprego é uma 
espécie. 
Dentre os requisitos legais previstos na Consolidação das Leis do Trabalho 
que caracterizam a relação empregatícia, NÃO está inserida a 
(A) subordinação jurídica do trabalhador ao empregador. 
(B) infungibilidade em relação ao obreiro. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 67 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(C) eventualidade dos serviços prestados. 
(D) onerosidade da relação contratual. 
(E) prestação dos serviços por pessoa física ou natural. 
Comentários 
Gabarito (C), pois é a única opção que não representa um requisito da relação 
de EMPREGO. 
Na verdade, o requisito para a relação de emprego é o contrário, ou seja, a “não 
eventualidade”. 
 
16. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Avaliador Federal - 2015 
Na análise da dicotomia entre relação de trabalho versus relação de 
emprego é correto afirmar que 
(A) toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego, mas 
o contrário nem sempre é verdadeiro. 
(B) na relação de trabalho autônomo o prestador de serviços assume o risco 
da atividade desenvolvida. 
(C) não há previsão constitucional que assegure a igualdade de direitos 
entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador 
avulso. 
(D) as relações de trabalho autônomo, temporário e não eventual se 
assemelham as relações de trabalho avulso em todas as suas 
características. 
(E) a relação de trabalho temporário é uma relação triangular na qual há 
intermediação de mão de obra que rompe com a simetria da relação entre 
empregado e empregador. 
Comentários 
Questão anulada. O Gabarito preliminar foi (E), já que a relação de trabalho 
temporário é realmente triangular, com a presença de três polos. Entretanto, no 
gabarito definitivo, a FCC decidiu anular esta questão, muito provavelmente 
devido à alternativa B também estar correta. 
O trabalhador temporário é aquele que possui vínculo de emprego com empresa 
de trabalho temporário e presta serviços para outra empresa – a tomadora de 
serviços. O trabalho temporário, assim, se destina a permitir que a empresa de 
trabalho temporário forneça seus empregados a outras empresas, sendo relação 
excepcional que só é admitida nas estritas hipóteses do art. 2º da Lei 6.019/74. 
Por fim, em relação à alternativa B, vale ressaltar que o prestador autônomo 
assume os riscos da atividade desenvolvida, já que atua por conta própria. 
 
17. FCC/TRT5 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
 
 
 
Prof.Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 68 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A relação de trabalho é diversa da relação de emprego, visto que essa 
última deve conter requisitos previstos na legislação trabalhista para sua 
configuração. Segundo esses requisitos, haverá relação de emprego, na 
situação de 
(A) contrato de estágio. 
(B) empreiteiro de construção civil autônomo. 
(C) trabalho voluntário para instituição de caridade. 
(D) acompanhante de idoso, remunerado e com trabalho diário. 
(E) associado de cooperativa. 
Comentários 
Gabarito (D). Relação de trabalho é uma expressão ampla, que engloba os 
mais diversos tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado no sumário de 
nossa aula, a expressão abrange, por exemplo, as relações empregatícias, 
estagiários, trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc. 
Já a relação de emprego tem lugar quando estão presentes os seus 
pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de 
gênero relações de trabalho. 
A alternativa (A) citou o estagiário, que é uma espécie de relação de trabalho. 
Atendidos os requisitos formais e materiais da Lei 11.788/08, o estagiário não 
será considerado empregado. Assim, para que de fato não haja vínculo 
empregatício entre o estagiário e a parte concedente do estágio deve-se seguir 
todos os preceitos da lei supracitada. 
Segue o trecho mais importante (para fins de concurso) da lei supracitada: 
Lei 11.788/08, art. 3º O estágio (...) não cria vínculo empregatício de 
qualquer natureza, observados os seguintes requisitos (...). 
A alternativa (B) citou o empreiteiro autônomo, situação na qual não existe 
relação de emprego: a empreitada de mão de obra é regida pelo Código Civil (Lei 
10.406/02). 
Por sua vez, o trabalho voluntário, citado na alternativa (C), deixa de ser 
relação de empregado por não haver o caráter contraprestativo, ou seja, não 
existe a onerosidade característica de uma relação de emprego. 
Já a alternativa (D), que é o gabarito, menciona um trabalho prestado com 
remuneração e não eventualidade. É bem verdade que os outros requisitos não 
ficaram claros, mas sem dúvida, por eliminação, é essa a alternativa que mais se 
encaixa no conceito de relação de emprego. 
Por fim, na alternativa (E) a questão citou o associado de cooperativa que, em 
regra, não é empregado – é, sim, um cooperado. 
 
18. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 69 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Os salários devem ser pagos ao empregado, independentemente da 
empresa ter auferido lucros ou prejuízos, uma vez que os riscos da 
atividade econômica pertencem única e exclusivamente ao empregador. Tal 
assertiva baseia-se no requisito caracterizador da relação de emprego 
denominado 
(A) pessoalidade. 
(B) alteridade. 
(C) não eventualidade. 
(D) onerosidade. 
(E) subordinação. 
Comentários 
Gabarito (B). A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um 
requisito existente nas relações de emprego. 
A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo 
empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado 
os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo empregador. 
A alteridade encontra-se presente no seguinte dispositivo da CLT: 
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, 
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e 
dirige a prestação pessoal de serviço. 
 
19. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
A Consolidação das Leis do Trabalho − CLT prevê requisitos indispensáveis 
para configuração do contrato individual de trabalho, que é o acordo tácito 
ou expresso, correspondente a uma relação de emprego. Assim, conforme 
normas legais, NÃO é requisito da relação de emprego: 
(A) exclusividade na prestação dos serviços. 
(B) não eventualidade dos serviços. 
(C) onerosidade dos serviços prestados. 
(D) prestação pessoal dos serviços. 
(E) subordinação jurídica do empregado ao empregador. 
Comentários 
Gabarito (A). A relação de emprego se configura quando presentes os 
elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o 
trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade e 
não eventualidade. 
É importante decorar o artigo 3º da CLT: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 70 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste 
e mediante salário. 
Resumindo, teríamos o seguinte: 
 Pessoa física Pessoalidade 
 
 
 
 
Onerosidade 
 
 
 
Empregado 
 
 Não eventualidade 
 
 
 
 Subordinação 
jurídica 
 
A mesma pessoa física pode ter mais de uma relação de emprego, com 
empregadores distintos (mantendo com ambos, no caso, a não eventualidade). 
Neste contexto, nota-se que não se exige exclusividade na prestação de serviços 
para o reconhecimento do vínculo de emprego: estando presentes todos os 
elementos fático jurídicos da relação de emprego (entre eles a não 
eventualidade), a mesma pessoa física poderá ter relação de emprego com mais 
de um empregador. 
 
20. FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços a 
empregador com as características de 
(A) impessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica. 
(B) pessoalidade, continuidade, exclusividade e subordinação. 
(C) pessoalidade, continuidade, onerosidade e subordinação. 
(D) pessoalidade, continuidade, confidencialidade e subordinação. 
(E) pessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica. 
Comentários 
Gabarito (C). A relação de emprego se configura quando presentes os 
elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o 
trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, a subordinação, a 
onerosidade e a não eventualidade: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 71 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência 
deste e mediante salário. 
A continuidade está expressa na LC 150/2015 (que dispõe sobre a profissão do 
empregado doméstico). 
Apesar da diferença conceitual entre as expressões não eventualidade e 
continuidade, a Banca FCC tem utilizado a expressão continuidade como 
elemento fático-jurídico das relações de emprego em geral. 
 
21. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Conforme previsto em lei, a existência da relação de emprego somente se 
verifica quando estiverem presentes algumas características, dentre as 
quais NÃO se inclui a 
(A) exclusividade. 
(B) continuidade. 
(C) pessoalidade. 
(D) onerosidade. 
(E) subordinação. 
Comentários 
Gabarito (A), pois nada impede que a mesma pessoa labore para mais de um 
empregador. 
Como mencionado anteriormente, existe diferenciação teórica entre não 
eventualidade e continuidade. Entretanto, a Banca FCC tem utilizado a 
expressão continuidade (prevista na Lei dos Domésticos) como elemento fático-
jurídico das relações de emprego em geral. 
 
22. FCC/TRT12 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Considerando-se que a CLT prevê requisitos para a configuração da relação 
de emprego, é um dos elementos essenciais da relação entre empregado e 
empregador, previsto na CLT: 
(A) a eventualidade na prestação dos serviços. 
(B) o trabalho do empregado sujeito a controle de horário. 
(C) a remuneraçãopaga por produtividade e desempenho do empregado. 
(D) a pessoalidade na prestação dos serviços. 
(E) a exclusividade do trabalho do empregado. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 72 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Comentários 
Gabarito (D). A relação de emprego se configura quando presentes os 
elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o 
trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade e 
não eventualidade. 
Se existe eventualidade, como sugerido na alternativa (A), não estaremos 
diante de relação de emprego. 
A alternativa (B) também está incorreta porque existem empregados não 
sujeitos a controle de horário, como gerentes e os que exercem atividade externa 
incompatível com tal controle. 
A remuneração por produtividade, citada na alternativa (C), também não é 
pressuposto de relação de emprego, pois é perfeitamente possível (e até normal) 
que o salário do empregado seja composto unicamente por parcela fixa. 
Por fim, a alternativa (E) está incorreta tendo em vista que não se exige 
exclusividade na prestação dos serviços para a caracterização de relação de 
emprego. 
 
23. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Analisando os requisitos e distinções entre os institutos da relação de 
trabalho e da relação de emprego, nos termos da doutrina e da legislação 
brasileira, 
(A) contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, 
correspondente à relação de emprego. 
(B) toda relação de trabalho é caracterizada como relação de emprego, 
sendo que o contrário não é verdadeiro. 
(C) trabalho realizado de forma eventual constitui-se em uma das 
modalidades de contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis do 
Trabalho − CLT. 
(D) o vínculo formado entre empregado e empregador é uma relação de 
trabalho que não possui natureza jurídica contratual, conforme previsão 
expressa da Consolidação das Leis do Trabalho − CLT. 
(E) o trabalhador avulso é uma das espécies de empregado, embora não 
haja igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício 
permanente e o trabalhador avulso. 
Comentários 
Gabarito (A), como previsto na CLT: 
CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou 
expresso, correspondente à relação de emprego. 
Sobre a alternativa (B), segue abaixo uma explicação. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 73 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Relação de trabalho é uma expressão ampla, que engloba os mais diversos 
tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado no sumário de nossa aula, a 
expressão abrange, por exemplo, as relações empregatícias, estagiários, 
trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc. 
Já a relação de emprego tem lugar quando estão presentes os seus 
pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de 
gênero relações de trabalho. 
A alternativa (C) está incorreta porque um dos elementos fático-jurídicos da 
relação de emprego é a não eventualidade; se o trabalho é eventual, tratar-se-á 
de relação de trabalho, mas não de emprego. 
A alternativa (D) está incorreta porque irá se tratar, sim, de relação contratual. 
Por fim, a alternativa (E) tem 2 erros: um porque o avulso não é empregado (é 
uma relação de trabalho em sentido amplo) e outro porque existe igualdade de 
direitos, como previsto na Constituição: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social: 
(...) 
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício 
permanente e o trabalhador avulso. 
 
24. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015 
Quanto aos sujeitos da relação de emprego, ou seja, empregado e 
empregador, conforme normas contidas na CLT, 
(A) a empresa individual e as instituições sem finalidade lucrativa não 
podem admitir trabalhadores como empregados, exceto na qualidade de 
domésticos, em razão da ausência de sua finalidade lucrativa. 
(B) poderá haver distinção relativa à espécie de emprego e à condição do 
trabalhador, bem como entre o trabalho intelectual, técnico e manual. 
(C) o empregador poderá, em algumas circunstâncias especiais previstas 
em lei, dividir os riscos da atividade econômica com o empregado, não os 
assumindo integralmente. 
(D) haverá distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do 
empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a 
distância, mesmo que estejam caracterizados os pressupostos da relação 
de emprego. 
(E) havendo formação de grupo econômico, para os efeitos da relação de 
emprego, serão solidariamente responsáveis a empresa principal e cada 
uma das subordinadas. 
Comentários 
Gabarito (E), em face da seguinte previsão celetista: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 74 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
A alternativa (A) está incorreta porque não se exige finalidade lucrativa para o 
reconhecimento da condição de empregador: 
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, 
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige 
a prestação pessoal de serviço. 
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação 
de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as 
associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que 
admitirem trabalhadores como empregados. 
A alternativa (B) contrariou a CLT e a CF/88: 
CLT, art. 3º, parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de 
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, 
técnico e manual. 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social: 
(...) 
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual 
ou entre os profissionais respectivos; 
A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um requisito 
existente nas relações de emprego. Sobre ela é que se fundamenta a alternativa 
(C), incorreta. 
A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo 
empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado 
os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo empregador. 
Sobre a alternativa (D), não se admite tal distinção: 
CLT, art. 6º Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento 
do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a 
distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de 
emprego. 
 
25. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador - 2013 
A doutrina que orienta a disciplina do Direito do trabalho prevê distinções 
entre os institutos da relação de trabalho e relação de emprego. Configura 
relação de emprego 
(A) o trabalho realizado de forma eventual. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 75 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(B) a prestação de serviços autônomos. 
(C) o contrato individual de trabalho. 
(D) a realização do estágio não remunerado. 
(E) o serviço prestado por voluntários. 
Comentários 
Gabarito (C). A questão versa sobre os pressupostos para formação da relação 
de emprego, distinguindo-a da relação de trabalho. Vamos por eliminação!No trabalho realizado de forma eventual – letra (A) – falta o requisito da não-
eventualidade para configuração da relação de emprego. 
Já no caso dos autônomos – letra (B) – falta o requisito da subordinação, 
impedindo a formação de vínculo empregatício. Notem que o próprio termo 
“autônomo” indica que esses profissionais possuem “autonomia”, isto é, presta 
serviços de forma não subordinada a outrem. 
Também no caso do estágio – letra (D) –, caso sejam respeitadas todas as 
condições impostas pela Lei 11.788/08, teremos efetivamente uma relação de 
trabalho sem formação de vínculo empregatício, visto que o objetivo é a 
preparação do estagiário para o mercado de trabalho. 
E, ainda, no caso do trabalho voluntário – letra (E) – não há igualmente 
formação de vínculo empregatício, visto que não se encontra presente o requisito 
da onerosidade, conforme Lei 9.608/98, art. 1º, parágrafo único. 
Portanto, como nas letras (A), (B), (D) e (E) faltam algum dos requisitos para 
formação do vínculo empregatício, por eliminação marcamos a letra (C). Além 
disso, o contrato de trabalho, ainda que tácito, ou verbal, dá origem à relação de 
emprego, caso presentes os requisitos formadores. 
 
26. Cespe/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
São requisitos que caracterizam vínculo de emprego 
(A) onerosidade, exclusividade, subordinação jurídica e alteridade. 
(B) continuidade, subordinação, impessoalidade e alteridade. 
(C) onerosidade, pessoalidade, eventualidade e exclusividade. 
(D) subordinação, continuidade, onerosidade e pessoalidade. 
(E) eventualidade, pessoalidade, onerosidade e subordinação jurídica. 
Comentários 
Gabarito (D). É importante decorar o artigo 3º da CLT: 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste 
e mediante salário. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 76 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um requisito 
existente nas relações de emprego. Encontra-se presente no seguinte dispositivo 
da CLT: 
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, 
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e 
dirige a prestação pessoal de serviço. 
Frise-se, mais uma vez, que não se exige exclusividade na prestação de serviços 
para o reconhecimento do vínculo de emprego: estando presentes todos os 
elementos fático jurídicos da relação de emprego (entre eles a não 
eventualidade), a mesma pessoa física poderá ter relação de emprego com mais 
de um empregador. 
 
27. Cespe/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Em relação ao contrato de trabalho e ao contrato de emprego, assinale a 
opção correta. 
(A) Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, inclui-se no conceito 
de empregado a empresa individual que prestar serviço a empregador 
mediante salário. 
(B) As expressões relação de trabalho e relação de emprego referem-se à 
mesma situação fático-jurídica, visto que, em ambas, é caracterizada uma 
prestação de serviços com pagamento em contraprestação pelos serviços 
prestados, razão pela qual deve haver o mesmo tratamento jurídico no que 
se refere ao direito das partes envolvidas. 
(C) Considera-se relação de trabalho a prestação de serviço autônomo. 
(D) Para a caracterização de contrato de emprego, é imprescindível a 
existência concomitante dos seguintes requisitos: onerosidade, 
pessoalidade, subordinação jurídica, não eventualidade e exclusividade. 
(E) Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assumir 
os riscos da atividade econômica, pagar salário e dirigir a prestação pessoal 
do serviço, não se admitindo, conforme a lei, a equiparação da figura do 
empregador para efeito de relação de emprego. 
Comentários 
Gabarito (C). Vejamos cada uma das assertivas: 
Alternativa (A): está incorreta porque a empresa individual não pode ser 
considerada empregado, já que apenas pessoas naturais (físicas) podem ser 
empregados. Não se esqueçam de que empregado sempre é pessoa física. Na 
verdade, o examinador trocou trechos do caput do art. 2º com o art. 3º da CLT; 
Alternativa (B): como visto, relação de trabalho não se confunde com relação 
de emprego, já que esta é uma espécie do gênero relação de trabalho. Para a 
formação da relação de emprego são necessários todos os pressupostos 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 77 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
comentados até aqui (não eventualidade, onerosidade, subordinação, 
pessoalidade quanto ao empregado e alteridade); 
Alternativa (C): está correta, pois o trabalhador autônomo, apesar de não ser 
considerado empregado (pois lhe falta o requisito da subordinação), presta 
serviços a outrem, de onde se conclui que é uma relação de trabalho, não 
empregatícia; 
Alternativa (D): está incorreta, visto que a exclusividade não é um requisito 
para a formação da relação de emprego. Todos os demais pressupostos citados 
na alternativa estão corretos; 
Alternativa (E): a alternativa começa muito bem, mas peca ao final, ao afirmar 
que não existe equiparação do empregador por vedação legal. Ora, é justamente 
no sentido oposto que dispõe o § 1º do art. 2º da CLT: 
CLT, art. 2º, § 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos 
da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de 
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins 
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
 
28. FCC/TRT11 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2012 
São requisitos legais da relação de emprego e do contrato de trabalho: 
(A) pessoalidade do empregado; subordinação jurídica do empregado; 
exclusividade na prestação dos serviços. 
(B) exclusividade na prestação dos serviços; eventualidade do trabalho; 
pessoalidade do empregador. 
(C) eventualidade do trabalho; alteridade; onerosidade. 
(D) onerosidade; não eventualidade do trabalho; pessoalidade do 
empregado. 
(E) alteridade; habitualidade; impessoalidade do empregado. 
Comentários 
Gabarito (D). Os elementos fático-jurídicos componentes da relação de 
emprego são o trabalho prestado por pessoa física, pessoalidade, subordinação, 
onerosidade e não eventualidade. 
Também é interessante notar que a pessoalidade atinge a figura do empregado, 
mas não a do empregador. 
Como o empregado não pode deixar de ir trabalhar em determinado dia e mandar 
um amigo ou parente em seu lugar, tem-se que o vínculo empregatício possui 
caráter de infungibilidade (em relação ao prestador de serviços – empregado). 
Assim, no contrato de trabalho temos quanto ao 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 78 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
- empregado, a infungibilidade (pessoalidade, prestação de serviços intuitu 
personae). 
- empregador, a fungibilidade (de que é exemplo a sucessão de 
empregadores). 
A alteridade, por sua vez, também é enquadrada como elemento fático-
jurídico componentes da relação de emprego, visto que os riscos do 
empreendimento devem ser do empregador. 
 
29. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2011 
Considere: 
I. Prestação de trabalho por pessoa jurídica a um tomador. 
II. Prestação de trabalho efetuada com pessoalidade pelo trabalhador. 
III. Subordinação ao tomador dos serviços. 
IV. Prestação de trabalho efetuada com onerosidade. 
São elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego os 
indicados APENAS em 
(A) III e IV. 
(B) I, II e III. 
(C) I, III e IV. 
(D) II e IV. 
(E) II, III e IV. 
Comentários 
Gabarito (E). Não há como considerar pessoa jurídica como empregado, e por 
isso a proposição I está errada. Empregadosempre é pessoa física. 
As demais proposições trazem elementos fático-jurídicos da relação de emprego. 
 
30. FCC/TRT24 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2011 
Para a configuração da relação de emprego 
(A) não é necessário o recebimento de salário, uma vez que há relação de 
emprego configurada mediante trabalho voluntário. 
(B) é necessária a existência de prestação de contas, requisito inerente à 
subordinação existente. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 79 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(C) é preciso que o empregado seja uma pessoa física ou jurídica que preste 
serviços com habitualidade, onerosidade, subordinação e pessoalidade. 
(D) não é necessária a exclusividade da prestação de serviços pelo 
empregado. 
(E) é necessária a existência de prestação de trabalho intelectual, técnico 
ou manual, de natureza não eventual, por pessoa física, jurídica ou grupo 
de empresas, sem alteridade e com subordinação jurídica. 
Comentários 
Gabarito (D). Havendo pessoalidade, subordinação, onerosidade e não 
eventualidade estaremos diante de uma relação de emprego, independentemente 
de a pessoa física prestar serviços a um ou a mais de um empregador. 
Um dos elementos da relação de emprego é a onerosidade, e por isso a 
alternativa (A) está errada. 
Não há qualquer previsão normativa ou jurisprudencial sobre prestar contas em 
relação de emprego, então a alternativa (B) é incorreta. 
As alternativas (C) e (D) estão erradas porque, como vimos anteriormente, 
empregado é pessoa física. 
 
5.2 – A figura jurídica do empregado 
31. FCC/TRT20 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 
2016 
Em relação à figura jurídica do empregado, conforme definição legal, 
(A) pode ser pessoa física ou jurídica, desde que preste seus serviços com 
natureza eventual, sob a subordinação jurídica do empregador e mediante 
remuneração. 
(B) é obrigatório que o empregado exerça seus serviços no estabelecimento 
do empregador para que possa ser verificado o requisito da subordinação. 
(C) um dos requisitos essenciais para caracterização da relação de emprego 
é a exclusividade na prestação dos serviços para determinado empregador. 
(D) o estagiário que recebe bolsa de estudos em dinheiro do contratante 
será considerado empregado. 
(E) o elemento fundamental que distingue o empregado em relação ao 
trabalhador autônomo é a subordinação jurídica. 
Comentários 
Gabarito (E). 
Como vimos, segundo o art. 3º da CLT, o empregado deve ser necessariamente 
pessoa física (diferentemente do empregador) e não há que se falar em 
exclusividade em uma relação de emprego. Além disso, a ausência do empregado 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 80 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
no local de trabalho não afasta a caracterização da relação do emprego, já que 
podemos ter, até mesmo, teletrabalho (ou “trabalho à distância” - CLT, art. 6º). 
Além disso, ressalto que a subordinação é, de fato, o elemento mais marcante 
da relação de emprego (muitos estudiosos chamam “emprego” de “trabalho 
subordinado”). 
Por fim, é lícito que o estagiário receba sua bolsa (Lei 11.788/2008, art. 12) e 
isto, por si só, não transforma a relação de estágio em relação de emprego. 
 
32. FCC/TRT20 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2016 
(adaptada) 
Considere: 
I. Ulisses presta serviços por três meses para a empresa Ajax Estruturas S/A 
para suprir necessidade transitória de substituição do seu pessoal regular e 
permanente, por intermédio da empresa Delta Mão de Obra Ltda. 
II. Isis trabalha na produção de uma peça teatral durante a temporada de 
oito meses no teatro municipal, com ajuste de pagamento por obra certa. 
III. Hermes é psicoterapeuta e faz palestras e consultas em centro de apoio 
à criança com deficiência motora, realizando dois plantões semanais de doze 
horas cada um, com ajuste apenas do ressarcimento das despesas que 
comprovadamente realizou no desempenho de suas atividades. 
A relação de trabalho apresentada no item I, II e III corresponde, 
respectivamente, a 
(A) autônomo; eventual; avulso. 
(B) terceirizado; avulso; autônomo. 
(C) avulso; eventual; terceirizado. 
(D) voluntário; aprendiz; autônomo. 
(E) temporário; eventual; voluntário. 
Comentários 
Gabarito (E). 
O caso do item I, Ulisses, é de um trabalhador temporário, conforme definições 
contidas na respectiva lei, Lei 6.019/74, arts. 2º e 10: 
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa 
física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à 
disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à 
necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à 
demanda complementar de serviços. 
Lei 6.019, art. 10, § 1º O contrato de trabalho temporário, com relação ao 
mesmo empregador, não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta dias, 
consecutivos ou não. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 81 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Já o item II, Isis, trata de uma trabalhadora eventual, que labora sem ânimo 
definitivo e sem fixação jurídica ao empregador. 
Por fim, o item III, Hermes, exemplifica caso de trabalho voluntário, conforme 
Lei 9.608/98, arts. 1º e 3º: 
Lei 9.608/98, art. 1o Considera-se serviço voluntário, para os fins desta 
Lei, a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade 
pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos 
que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos 
ou de assistência à pessoa. 
Art. 3º O prestador do serviço voluntário poderá ser ressarcido pelas 
despesas que comprovadamente realizar no desempenho das atividades 
voluntárias. 
 
33. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 
2016 (adaptada) 
Quanto à relação de trabalho temporário, nos termos da legislação que 
disciplina tal atividade, é INCORRETO afirmar: 
(A) Há um vínculo jurídico de natureza civil entre a empresa cliente 
tomadora dos serviços e a empresa de trabalho temporário registrada no 
Ministério do Trabalho e Emprego por meio de contrato obrigatoriamente 
escrito. 
(B) Forma-se um vínculo de natureza trabalhista entre o trabalhador 
temporário e a empresa fornecedora, que o assalaria e responde 
diretamente pelos direitos assegurados em Clei. 
(C) É lícito estabelecer cláusula de reserva, vedando a contratação do 
trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao final do prazo em que 
tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho temporário. 
(D) Fica assegurada ao trabalhador temporário a remuneração equivalente 
à percebida pelos empregados da mesma categoria da empresa tomadora 
ou cliente, calculados à base horária, garantida, em qualquer hipótese, a 
percepção do salário mínimo. 
(E) Trabalho temporário é permitido para atender à necessidade transitória 
de substituição de pessoal regular e permanente ou à demanda 
complementar de serviços da empresa tomadora. 
Comentários 
Gabarito (C), que é a incorreta, já que é vedado o estabelecimento de cláusula 
de reserva no trabalho temporário: 
Lei 6.019, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer 
cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela empresa 
tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua 
disposição pela empresa de trabalho temporário. 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 82 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
34. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016 
A relação de trabalho temporário é desenvolvida entre uma empresa 
tomadora de serviços, uma empresa de trabalho temporário e o trabalhador 
temporário. Há, portanto, umaintermediação de mão de obra que rompe 
com a tradicional simetria da relação mantida entre empregado e 
empregador. Nesse contexto, considere: 
I. O contrato entre a empresa de trabalho temporário e o trabalhador 
temporário pode conter cláusula de reserva proibindo a contratação deste 
pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que esteve à sua 
disposição. 
II. O trabalho é prestado indistintamente em favor da empresa de trabalho 
temporário e da empresa tomadora ou cliente. 
III. A direção da prestação pessoal de serviços fica a cargo da tomadora 
dos serviços. 
IV. A responsabilidade pelo pagamento dos salários e pelos direitos 
assegurados em lei ao trabalhador temporário permanece com a empresa 
de trabalho temporário. 
V. Ao colocar à disposição da empresa tomadora ou cliente a mão de obra 
do trabalhador temporário, a empresa de trabalho temporário abre mão do 
vínculo de subordinação, não havendo possibilidade de caracterização de 
prática de justa causa pelo trabalhador em relação a ela. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) I e II. 
(B) I, III e V. 
(C) II e V. 
(D) III e IV. 
(E) II, III e V. 
Comentários 
Gabarito (D), pois apenas III e IV estão corretas. 
A assertiva I está incorreta. Caso a tomadora se interesse por contratar o 
temporário (que originalmente era empregado da empresa de trabalho 
temporário) isto deve ser permitido, não sendo admitida cláusula de reserva: 
Lei 6.019/74, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer 
cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela empresa 
tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua 
disposição pela empresa de trabalho temporário. 
A assertiva II está incorreta, pois o trabalho temporário é prestado em favor da 
empresa tomadora dos serviços. Se fosse prestado em favor da própria empresa 
de trabalho temporário, seria uma relação de trabalho comum (bilateral). 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 83 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A assertiva III está correta, já que a direção da prestação dos serviços é feita 
pela empresa tomadora dos serviços e esta pode se dar de forma pessoal (único 
caso de terceirização em que pode haver pessoalidade). 
A assertiva IV está correta, pois os pagamentos são feitos pela empresa de 
trabalho temporário, não pela tomadora. 
A assertiva V está incorreta, pois o dever de subordinação (e demais deveres 
do empregado) se dá tanto em relação à empresa tomadora quanto em relação 
à empresa de trabalho temporário: 
Lei 6019, art. 13 - Constituem justa causa para rescisão do contrato do 
trabalhador temporário os atos e circunstâncias mencionados nos artigos 
482 e 483, da Consolidação das Leis do Trabalho, ocorrentes entre o 
trabalhador e a empresa de trabalho temporário ou entre aquele e 
a empresa cliente onde estiver prestando serviço. 
 
35. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Execução de 
Mandados – 2013 (adaptada) 
Em relação ao trabalho temporário, é correto afirmar: 
(A) O trabalho temporário pode ser contratado para substituição do pessoal 
regular e permanente da empresa ou em caso de serviços excepcionais que 
não se inserem na atividade fim da empresa contratante. 
(B) Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica que tem por 
atividade colocar à disposição de outras empresas, temporariamente, 
trabalhadores. 
(C) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a tomadora de 
serviço ou cliente pode ser escrito ou verbal, desde que fique claro o motivo 
justificador da demanda de trabalho temporário. 
(D) É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação 
de estrangeiros com visto provisório de permanência no país. 
(E) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa 
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá 
exceder de cento e vinte dias, salvo autorização do Ministério do Trabalho. 
Comentários 
Gabarito (D). Questão difícil que explorou alguns artigos da Lei 6.019/74 
raramente - ou nunca antes - exigidos em concursos. 
Segue abaixo um esquema da terceirização envolvendo o trabalho temporário: 
 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 84 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Empresa tomadora 
de mão de obra 
«» 
Contrato de 
natureza civil 
(intermediação de 
mão de obra) 
«» 
Empresa de 
trabalho 
temporário 
 
 
Trabalho subordinado 
(entretanto não há 
vínculo de emprego) 
 
Relação de emprego 
 
 
Trabalhador 
temporário 
 
 
Iniciando pelo gabarito: 
Lei 6.019/74, art. 17 - É defeso às empresas de prestação de serviço 
temporário a contratação de estrangeiros com visto provisório de 
permanência no País. 
A alternativa (A) está incorreta porque a Lei não restringe às atividades-meio 
a contratação dos temporários: 
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa 
física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à 
disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à 
necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à 
demanda complementar de serviços. 
A alternativa (B) foi considerada incorreta por estar incompleta; segundo a Lei 
do Trabalho Temporário, 
Lei 6.019/74, art. 4º - Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica, 
devidamente registrada no Ministério do Trabalho, responsável pela 
colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas 
temporariamente. 
Sobre a alternativa (C), a lei exige formalização escrita do contrato (de natureza 
civil) entre a empresa terceirizante e a tomadora dos serviços: 
Lei 6.019/74, art. 9º - O contrato celebrado pela empresa de trabalho 
temporário e a tomadora de serviços será por escrito, ficará à disposição 
da autoridade fiscalizadora no estabelecimento da tomadora de serviços e 
conterá: (..) 
Por fim, a alternativa (E) está incorreta em face do limite máximo do contrato 
de trabalho temporário entre terceirizante e tomadora em relação a um mesmo 
empregado: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 85 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Lei 6.019/74, art. 10, §1º - O contrato de trabalho temporário, com relação 
ao mesmo empregador, não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta 
dias, consecutivos ou não. 
 
36. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Em relação ao trabalho temporário, com fundamento na legislação 
aplicável, é correto afirmar: 
(A) A jornada normal de trabalho do temporário não poderá exceder de 6 
horas diárias, remuneradas as horas extras com adicional de 20% sobre o 
valor da hora normal. 
(B) A empresa de trabalho temporário é a pessoa física ou jurídica, urbana 
ou rural, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras 
empresas, temporariamente, trabalhadores devidamente qualificados, por 
ela remunerados e assistidos. 
(C) Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a 
contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do 
prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de 
trabalho temporário. 
(D) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa 
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá 
exceder de seis meses, salvo mediante autorização do Ministério do 
Trabalho. 
(E) O contrato de trabalho celebrado entre a empresa de trabalho 
temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição da empresa 
tomadora ou cliente poderá ser celebrado verbalmente ou por escrito, 
sendo vedada a modalidade de contrato tácito. 
Comentários 
Gabarito (C), tendo em vista que a Lei 6.019/74, que dispõe sobre o trabalho 
temporário, não admite tal cláusula nos contratos: 
Lei 6.019/74, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direitoqualquer 
cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela empresa 
tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua 
disposição pela empresa de trabalho temporário. 
Em relação à jornada do trabalhador temporário, citada na alternativa (A), a 
mesma é de 8 (oito) horas: 
Lei 6.019/74, art. 12 - Ficam assegurados ao trabalhador temporário os 
seguintes direitos: 
(...) 
b) jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordinárias não 
excedentes de duas, com acréscimo de 20% (vinte por cento); 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 86 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Sobre este dispositivo legal é de se notar que o mesmo deve ser interpretado de 
acordo com a atual Constituição Federal26, que prevê duração do trabalho diário 
de 08 (oito) horas e semanal de 44 (quarenta e quatro), além do adicional mínimo 
de 50%. 
Sobre a alternativa (B), incorreta à época da prova, já que a Lei 6.019/74 
conceituava a empresa de trabalho temporário como sendo: 
Lei 6.019/74, art. 4º - Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica, 
devidamente registrada no Ministério do Trabalho, responsável pela 
colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas 
temporariamente. 
A letra (B) estava incorreta à época da prova, tendo em vista que a redação 
anterior deste art. 4º vedava trabalho temporário no meio rural. 
A alternativa (D), também incorreta, errou no prazo máximo admitido pela Lei 
para que um mesmo empregado da empresa de trabalho temporário preste 
serviço a uma tomadora: 
Lei 6.019/74, art. 10, §1º O contrato de trabalho temporário, com relação 
ao mesmo empregador, não poderá exceder ao prazo de cento e oitenta 
dias, consecutivos ou não. 
A alternativa (E), por fim, errou ao sugerir que o contrato de trabalho entre a 
empresa de trabalho temporário e o trabalhador temporário possa ser verbal: 
Lei 6.019/74, art. 11 - O contrato de trabalho celebrado entre empresa 
de trabalho temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição 
de uma empresa tomadora ou cliente será, obrigatoriamente, escrito e 
dele deverão constar, expressamente, os direitos conferidos aos 
trabalhadores por esta Lei. 
Esta é, portanto, uma exceção à regra geral celetista que admite os contratos 
verbais ou escritos, expressos ou tácitos27. 
 
37. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013 
(adaptada) 
O trabalho prestado por pessoa física a uma empresa, para atender a 
necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e 
 
26 CF/88, Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria 
de sua condição social: 
 (...) 
 XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, 
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de 
trabalho; 
 (...) 
 XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal; 
 
27 CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação 
de emprego. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 87 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
permanente ou à demanda complementar de serviços, é o conceito legal 
de trabalho 
(A) autônomo. 
(B) temporário. 
(C) cooperado. 
(D) eventual. 
(E) avulso. 
Comentários 
Gabarito (B), transcrição do dispositivo legal abaixo. 
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa 
física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à 
disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à 
necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à 
demanda complementar de serviços. 
 
38. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Em relação ao trabalho do menor, é correto afirmar: 
(A) É proibido o trabalho perigoso, insalubre e noturno do menor de vinte 
e um anos de acordo com a Constituição Federal. 
(B) O contrato de aprendizagem pode ser celebrado com aprendiz com 
idade entre quatorze e dezoito anos. 
(C) É permitida a compensação de jornada para os aprendizes. 
(D) O contrato de aprendizagem não pode ser extinto antecipadamente, 
salvo se houver prática de falta grave por parte do aprendiz. 
(E) É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Tratando-
se, porém de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de 
dezoito anos dar, sem assistência dos pais ou responsáveis legais, quitação 
ao empregador pelo recebimento de indenização que lhe for devida. 
Comentários 
Gabarito (E). De fato, o menor pode receber salário, mas, quando se tratar de 
quitação das verbas rescisórias, ele deve ser assistido pelo responsável legal: 
CLT, art. 439 - É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. 
Tratando-se, porém, de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao 
menor de 18 (dezoito) anos dar, sem assistência dos seus responsáveis 
legais, quitação ao empregador pelo recebimento da indenização que lhe 
for devida. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 88 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A alternativa (A) está incorreta porque a CF/88 dispõe sobre proibição dos 
referidos trabalhos aos menores de 18 anos: 
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social: 
(...) 
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores 
de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na 
condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; 
A alternativa (B) está incorreta porque o contrato de aprendizagem pode ser 
celebrado com o maior de 14 e menor de 24 (não se aplicando o limite máximo 
aos portadores de deficiência): 
CLT, art. 428. Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, 
ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se 
compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e menor de 24 
(vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem formação 
técnico-profissional (...). 
Sobre a alternativa (C), a CLT não permite prorrogação e nem compensação de 
jornada de aprendizes: 
CLT, art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis 
horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. 
Por fim, a alternativa (D) está incorreta porque existem outras hipóteses legais 
de extinção antecipada do contrato de aprendizagem, a saber: 
CLT, art. 433. O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou 
quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a 
hipótese prevista no § 5º do art. 428 desta Consolidação, ou ainda 
antecipadamente nas seguintes hipóteses: 
I - desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz, salvo para o 
aprendiz com deficiência quando desprovido de recursos de acessibilidade, 
de tecnologias assistivas e de apoio necessário ao desempenho de suas 
atividades; 
II – falta disciplinar grave; 
III – ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; ou 
IV – a pedido do aprendiz. 
 
39. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2012 
O filho não poderá ser considerado empregado do pai em razão do grau de 
parentesco, ainda que presentes os requisitos caracterizadores da relação 
de emprego. 
Comentários 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 89 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Alternativa incorreta, pois não existe previsão legal neste sentido; estando 
presentes os pressupostos da relação de emprego, caracterizar-se-á o vínculo, 
independente de relação de parentesco: 
CLT, art.3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste 
e mediante salário. 
 
Esquematizando os pressupostos da relação de emprego: 
 Pessoa física Pessoalidade 
 
 
 
 
Onerosidade 
 
 
 
Empregado 
 
 Não eventualidade 
 
 
 
 Subordinação 
jurídica 
 
 
 
40. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2011 
Karina e Mariana residem no pensionato de Ester, local em que dormem e 
realizam as suas refeições, já que Gabriela, proprietária do pensionato, 
contratou Abigail para exercer as funções de cozinheira. Jaqueline reside 
em uma república estudantil que possui como funcionária Helena, 
responsável pela limpeza da república, além de cozinhar para os estudantes 
moradores. Abigail e Helena estão grávidas. Neste caso, 
(A) nenhuma das empregadas são domésticas, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(B) ambas são empregadas domésticas e terão direito a estabilidade 
provisória decorrente da gestação. 
(C) somente Helena é empregada doméstica, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(D) somente Abigail é empregada doméstica, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(E) ambas são empregadas domésticas, mas não terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
Comentários 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 90 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
O gabarito é (C), pois Helena labora em âmbito residencial do grupo 
estudantil, sem finalidade lucrativa. 
Já as outras laboram para um pensionato (que é um empreendimento com fins 
lucrativos), e por isso não são domésticas. Falaremos sobre estabilidade em 
outra aula, mas quem conseguiu caracterizar o doméstico já teria condições de 
acertar a questão. 
Relembrando o esquema com os pressupostos do vínculo de emprego doméstico: 
 Pessoa física Pessoalidade 
 
 
 
 
Onerosidade 
 
 
 
Empregado doméstico 
 
 
Continuidade 
Não eventualidade 
 
 
 
 
 
Subordinação jurídica 
Finalidade não lucrativa de labor 
prestado em âmbito residencial a 
pessoa física ou família 
 
41. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Execução de 
Mandados - 2011 
Com relação à proteção ao trabalho do menor, a Consolidação das Leis do 
Trabalho prevê o contrato de aprendizagem. 
Este contrato é um contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por 
prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao 
aprendiz formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu 
desenvolvimento físico, moral e psicológico. Este contrato pode ser 
celebrado com pessoa maior de 14 anos e menor de 
(A) 26 anos. 
(B) 24 anos. 
(C) 22 anos. 
(D) 21 anos. 
(E) 18 anos. 
Comentários 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 91 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
O gabarito é (B), pois aprendiz é o maior de 14 e menor de 24 anos que celebra 
contrato de aprendizagem (a idade máxima não se aplica a aprendizes 
portadores de deficiência). 
Conforme artigo 428 da CLT, contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho 
especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador 
se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em 
programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica, compatível 
com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar 
com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação. 
 
42. FCC/TRT7 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 
2009 (adaptada) 
Jair trabalha como estivador no Porto de Santos; Patrícia foi contratada 
para trabalhar em uma loja de shopping na época do Natal, pois nessa 
época há demanda complementar de serviços; e Ana presta serviços de 
natureza contínua e de finalidade não lucrativa na residência de Lúcia. É 
correto afirmar que Jair é 
(A) trabalhador avulso, Patrícia é empregada avulsa e Ana é trabalhadora 
temporária. 
(B) trabalhador temporário, Patrícia é trabalhadora avulsa e Ana é 
empregada doméstica. 
(C) empregado doméstico, Patrícia é trabalhadora avulsa e Ana é 
trabalhadora temporária. 
(D) trabalhador avulso, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é 
empregada doméstica. 
(E) empregado temporário, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é 
trabalhadora doméstica. 
Comentários 
O gabarito é (D), pois o estivador é um trabalhador avulso (portuário), a 
demanda complementar de serviços é hipótese permissiva do trabalho 
temporário (vide artigo abaixo) e o trabalho residencial com finalidade não 
lucrativa se relaciona ao empregado doméstico. 
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa 
física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à 
disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à 
necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à 
demanda complementar de serviços. 
 
5.3 – A figura jurídica do empregador 
43. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 92 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Maria, durante três anos, prestou serviços ao Clube de Mães Madalena 
Arraes, que é uma entidade sem fins lucrativos instituída para desenvolver 
atividades culturais e filantrópicas com a comunidade carente. Cumpria 
jornada de trabalho diário das 8 às 17 horas, com uma hora de intervalo 
para repouso e alimentação, devidamente controlada, e, enquanto estava 
trabalhando era obrigada a usar uniforme. Entregava relatórios semanais 
sobre as suas atividades e os resultados obtidos com as crianças e recebia 
mensalmente um valor fixo pelo trabalho prestado. Em relação à situação 
descrita, 
(A) presentes as características da relação de emprego na relação mantida 
entre Maria e o Clube de Mães, deve ser reconhecido o vínculo de emprego 
entre as partes, não sendo óbice para tal reconhecimento o fato de o Clube 
de Mães ser entidade filantrópica sem finalidade lucrativa. 
(B) embora presentes as características da relação de emprego, o fato de 
o Clube de Mães ser entidade filantrópica sem finalidade lucrativa impede 
o reconhecimento do vínculo de emprego entre as partes. 
(C) somente seria possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre 
as partes se presente a subordinação de Maria em relação ao Clube de 
Mães, o que não se verifica no presente caso. 
(D) os serviços prestados à entidade sem fins lucrativos, desde que 
instituída para desenvolver atividades culturais e filantrópicas, não 
caracteriza vínculo de emprego, mas sim trabalho voluntário, sendo 
irrelevante estarem presentes as características da relação de emprego. 
(E) a finalidade lucrativa do empregador e o recebi- mento de participação 
do trabalhador nesse lucro é essencial para a caracterização do vínculo de 
emprego. 
Comentários 
Gabarito (A), já que as instituições que, embora não explorem atividade 
econômica, admitam trabalhadores como empregados, serão equiparadas a 
empregadores: 
CLT, art. 2º, § 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos 
exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições 
de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins 
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
 
44. FCC/TRT1 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
A respeito da relação de emprego e dos seus sujeitos, é INCORRETO 
afirmar: 
(A) A relação de emprego se desenvolve com pessoalidade, ou seja, o 
empregado tem que prestar o serviço pessoalmente, não podendo mandar 
qualquer pessoa trabalhar em seu lugar. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 93de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(B) Empregado é sempre pessoa física. 
(C) Entidade beneficente, sem finalidade lucrativa, pode ser empregadora. 
(D) Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de 
trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual. 
(E) Empregador é sempre pessoa jurídica. 
Comentários 
Gabarito (E), pois nem sempre o empregador será pessoa jurídica. 
Relembrando a definição constante da CLT: 
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, 
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige 
a prestação pessoal de serviço. 
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação 
de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as 
associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que 
admitirem trabalhadores como empregados. 
 
45. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador 
Federal - 2013 
A Consolidação das Leis do Trabalho prevê que o contrato individual de 
trabalho corresponde à relação de emprego, além de criar normas 
classificando e atribuindo características ao contrato. Segundo essas 
regras, 
(A) o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de 
experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de 
atividade, para fins de contratação. 
(B) o contrato individual de trabalho poderá ser acordado somente de forma 
expressa e por escrito, podendo, em qualquer situação ser firmado por 
prazo determinado ou indeterminado. 
(C) o contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado 
por mais de quatro anos, podendo ser prorrogado por até duas vezes, 
dentro desse período. 
(D) o contrato de experiência é uma das modalidades legais de contrato 
por prazo determinado e não poderá exceder seis meses. 
(E) a mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa afetará 
os contratos de trabalho dos respectivos empregados, se constituindo uma 
nova relação de emprego a partir da alteração. 
Comentários 
Gabarito (A), em face de artigo inserido na CLT em 2008: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 94 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do 
candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo 
superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade. 
A alternativa (B) está incorreta porque os contratos a prazo determinado são 
uma exceção, somente sendo admitidos quando a lei autorizar. Além disso, eles 
podem ser tácitos ou expressos (neste último caso, escritos ou verbais): 
CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou 
expresso, correspondente à relação de emprego. 
A alternativa (C), por sua vez, errou no prazo máximo e na prorrogação dos 
contratos a termo: 
CLT, art. 445 - O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá 
ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, observada a regra do art. 451. 
CLT, art. 451 - O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita 
ou expressamente, for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem 
determinação de prazo. 
O prazo máximo do contrato de experiência (que é um contrato por prazo 
determinado) é de 90 dias, e por isso a alternativa (D) está errada: 
CLT, art. 445, parágrafo único. O contrato de experiência não poderá 
exceder de 90 (noventa) dias. 
A alternativa (E) inverteu a regra do art. 448 da CLT, recorrente em provas de 
concurso público: 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
 
46. FCC/TRT18 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
O contrato individual de trabalho caracteriza-se por um acordo bilateral 
correspondente à relação de emprego formada entre empregado e 
empregador. 
Nos termos da Consolidação das Leis de Trabalho, é correto afirmar: 
(A) A subordinação, a onerosidade e a não eventualidade são pressupostos 
do contrato de trabalho, diferentemente do que ocorre com a pessoalidade 
e a exclusividade na prestação dos serviços. 
(B) Os riscos da atividade econômica são assumidos pelos dois sujeitos do 
contrato de trabalho na relação de emprego. 
(C) As pessoas físicas ou os profissionais liberais autônomos não podem 
admitir trabalhadores como empregados. 
(D) As instituições de beneficência ou outras instituições sem fins lucrativos 
não são equiparadas ao empregador, em razão da ausência de atividade 
econômica. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 95 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(E) O trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado 
no domicílio do empregado ou à distância, não se distinguem, desde que 
presentes os pressupostos da relação de emprego. 
Comentários 
Gabarito (E). 
Assertiva (A) incorreta: apesar de a exclusividade não ser pressuposto da 
relação de emprego, subordinação, onerosidade, não eventualidade e também 
pessoalidade são requisitos; 
Assertiva (B) incorreta: em decorrência do requisito da alteridade, os riscos 
da atividade econômica são integralmente assumidos pelo empregador, não 
sendo compartilhados com o empregado; 
Assertivas (C) e (D) incorretas: os profissionais liberais e as instituições 
beneficentes ou sem fins lucrativos, apesar de não se enquadrarem como 
empresa, equiparam-se à figura do empregador caso admitam trabalhadores 
como empregados: 
CLT, art. 2º, § 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos 
exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições 
de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins 
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
Assertiva (E) correta: a assertiva versa sobre a desnecessidade da presença 
física do empregado nos estabelecimentos do empregador para fins de 
caracterização da relação de emprego. Nesse sentido, destaca-se a possibilidade 
de relação de um empregado desenvolver suas atividades por meio de tele-
trabalho. Vejamos o que dispõe a CLT: 
CLT, art. 6º - Não se distingue entre o trabalho realizado no 
estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e 
o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos 
da relação de emprego. 
 
47. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2012 
Não se equipara ao empregador a instituição sem fins lucrativos que 
admita, assalaria, dirige a prestação pessoal dos serviços, assumindo o 
risco da atividade. 
Comentários 
A alternativa está incorreta, pois existe, sim, a equiparação: 
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, 
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige 
a prestação pessoal de serviço. 
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da 
relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 96 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins 
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
 
5.4 – Grupo econômico e Sucessão Trabalhista 
48. Cespe/TRT-7 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2017 
A empresa A adquiriu a empresa B, que pertencia ao mesmo grupo 
econômico da empresa C, a qual não foi adquirida pela empresa A. Meses 
depois, a empresa A foi surpreendida com reclamação trabalhista de um 
empregado da empresa C, o qual requereu a condenação solidária das 
empresas A e B sob o fundamento de que, na época da compra da empresa 
B pela empresa A, a empresa C era reconhecidamente inidônea. Nessa 
situação, o pedido decondenação está 
A) correto, porque o simples fato de as empresas pertencerem ao mesmo 
grupo econômico é suficiente para a condenação solidária em qualquer caso 
de sucessão trabalhista. 
B) errado, porque a empresa C não foi adquirida pela empresa A, de modo 
que esta não responde pelos débitos trabalhistas daquela. 
C) correto, porque as empresas A e B são responsáveis solidariamente pelas 
condenações da empresa C face à sucessão trabalhista operada. 
D) errado, porque a única hipótese de condenação solidária na sucessão 
trabalhista seria diante da comprovação de fraude na sucessão. 
Comentários 
Gabarito (C) 
Trata-se da hipótese prevista na parte final da OJ 411 da SDI-1 do TST. 
Em regra, não responde a empresa que não adquire empresa integrante do 
mesmo grupo econômico da empresa adquirida. 
Entretanto, o enunciando mencionou que a empresa não adquirida (empresa “C”) 
era “reconhecidamente inidônea”, o que nos leva a entender que a sucessão 
operou-se com má-fé ou para fraudar os direitos dos empregados da empresa 
“C”. Assim, a empresa adquirente (empresa “A”) poderá responder pelos débitos 
trabalhistas de “C”. Segue abaixo a literalidade da OJ 411: 
OJ 411 – SDI-1. SUCESSÃO TRABALHISTA. AQUISIÇÃO DE EMPRESA 
PERTENCENTE A GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO 
SUCESSOR POR DÉBITOS TRABALHISTAS DE EMPRESA NÃO ADQUIRIDA. 
INEXISTÊNCIA. 
O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de empresa 
não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa sucedida, 
quando, à época, a empresa devedora direta era solvente ou idônea 
economicamente, ressalvada a hipótese de má-fé ou fraude na 
sucessão. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 97 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
49. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2017 
Atenas foi empregada da empresa Delta Operadora Cambial que é dirigida, 
administrada e controlada pela empresa Delta Empreendimentos S/A, 
situação esta que caracteriza a existência de grupo econômico para fins 
trabalhistas. Após dois anos de contrato de trabalho Atenas foi dispensada 
sem justa causa, mas não recebeu as verbas rescisórias devidas. Nessa 
situação, conforme previsão contida na Consolidação das Leis do Trabalho, 
a responsabilidade pelo pagamento será 
(A) das empresas Delta Operadora Cambial e Delta Empreendimentos S/A 
de forma solidária. 
(B) da empresa empregadora Delta Operadora Cambial e subsidiariamente 
da empresa controladora Delta Empreendimentos S/A. 
(C) da empresa controladora Delta Empreendimentos S/A e 
subsidiariamente da empresa empregadora Delta Operadora Cambial. 
(D) apenas da empresa Delta Operadora Cambial porque era a efetiva 
empregadora. 
(E) apenas a empresa Delta Empreendimentos S/A porque é a principal, que 
dirige, administra e controla. 
Comentários 
Gabarito (A) 
Como a própria questão mencionou a existência de grupo econômico, 
concluímos que a responsabilidade será de ambas as empresas pertencentes 
ao grupo (“Delta Operadora Cambial” e “Delta Empreendimentos”), de forma 
solidária, segundo disposto na CLT: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
 
50. FCC/TRT24 – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2017 
Em razão de problemas de saúde os sócios proprietários da empresa 
Celestial Peças e Componentes Eletrônicos transferiram todas as suas cotas 
sociais para seus sobrinhos. Houve alteração da razão social da empresa, 
mas permaneceram explorando o mesmo ramo de atividades, sem alteração 
de endereço e com a utilização dos mesmos maquinários e empregados. A 
situação caracterizou a sucessão de empregadores. Nesse sentido, em 
relação aos contratos de trabalho dos empregados da empresa sucedida, 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 98 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(A) as obrigações anteriores à alteração recairão sobre a empresa sucedida, 
e as posteriores sobre a sucessora. 
(B) as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho deverão 
ser repactuadas entre os empregados e o novo empregador, com 
participação do ente sindical. 
(C) a mudança na propriedade da empresa não afetará os contratos de 
trabalho dos respectivos empregados. 
(D) a transferência de obrigações dependerá das condições em que a 
sucessão foi pactuada entre as partes. 
(E) os contratos de trabalho serão extintos, devendo haver novos registros 
em carteira profissional em razão das novas relações contratuais. 
Comentários 
Gabarito (C) 
Vejam que mesmo após a transferência, a atividade anterior continuou a ser 
explorada e os empregados continuaram a prestar serviços, operando-se a 
sucessão trabalhista, como a própria questão noticiou. 
Dessa sorte, sabemos que a alteração empresarial não afeta ou altera os 
contratos de trabalho em vigor: 
CLT, art. 10 - Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não 
afetará os direitos adquiridos por seus empregados. 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
Por consequência, as obrigações relativas aos contratos de trabalho em vigor 
(sejam pretéritas, presentes ou futuras), recairão sobre a empresa sucessora, 
como regra geral: 
CLT, art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de 
empregadores prevista nos arts. 10 e 448 desta Consolidação, as 
obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os 
empregados trabalhavam para a empresa sucedida, são de 
responsabilidade do sucessor. 
 
51. FCC/TRT20 – Oficial de Justiça Avaliador – 2016 
A Rede de Drogarias Ômega sucedeu a Farmácia Delta por incorporação, 
ocupando o mesmo local, as mesmas instalações e o fundo de comércio, 
mantendo ainda as mesmas atividades e empregados. Nessa situação, os 
contratos de trabalho dos empregados da empresa sucedida 
(A) permanecerão inalterados e seguirão seu curso normal, visto que as 
alterações na propriedade da empresa não afetam os contratos de trabalho 
dos empregados nem os direitos adquiridos por eles. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 99 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(B) continuarão vigentes desde que as obrigações trabalhistas anteriores 
recaiam sobre a empresa sucedida, e as posteriores sobre a sucessora. 
(C) passarão por obrigatória repactuação com o novo empregador quanto às 
cláusulas e condições estabelecidas originalmente. 
(D) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações 
contratuais com a empresa sucessora. 
(E) permanecem vigentes e inalterados pelo prazo de um ano, mas a 
transferência de obrigações trabalhistas dependerá das condições em que a 
sucessão foi pactuada. 
Comentários 
Gabarito (A). 
A questão aborda caso de sucessão trabalhista, a qual, segundo art. 448 da CLT, 
não provoca alterações nos contratos de trabalho em vigor: 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
 
52. FCC/TRT20 – Oficial de Justiça Avaliador – 2016 
Saturno firmou contrato de trabalho com a empresa Zetha Processamento 
de Dados que está sob a direção, controle ou administração do Banco Zetha 
S/A. Durante três anos, Saturno trabalhou diretamente para a empresa que 
o contratou, sendo transferido para o Banco Zetha, onde trabalhou por mais 
um ano, quando foi dispensado, sem receber verbas rescisórias e outros 
títulos trabalhistas devidos. Nessa situação, a responsabilidadeem relação 
aos direitos trabalhistas de Saturno será 
(A) apenas da empresa Zetha Processamento de Dados porque foi com esta 
firmado o contrato de trabalho, ficando o Banco Zetha responsável 
subsidiário se participou da relação processual como reclamado na fase de 
conhecimento. 
(B) de ambas as empresas porque fazem parte do mesmo grupo econômico, 
ficando delimitada a responsabilidade de cada empresa pelo período 
trabalhado pelo empregado. 
(C) das duas empresas, sendo que o Banco Zetha será o responsável 
principal e a Zetha Processamento de Dados responsável subsidiária porque 
o primeiro detém maior potencial econômico e é o controlador, podendo 
responder apenas em fase de execução. 
(D) apenas do Banco Zetha porque detém maior potencial econômico e é o 
controlador, não havendo assim a formação de litisconsórcio passivo na ação 
trabalhista em qualquer fase processual. 
(E) solidária das duas empresas em razão da existência de grupo econômico, 
não sendo necessária que a ação seja movida em face de todas as empresas 
do grupo, podendo ser verificada a existência do grupo na fase de execução. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 100 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Comentários 
Gabarito (E). 
Podemos identificar a existência de grupo econômico no enunciado da questão. 
Neste caso, segundo artigo 2º, § 2º, da CLT, as empresas do grupo serão 
responsáveis solidárias: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
 
53. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária OJAF - 
2016 (adaptada) 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação vigente e a 
jurisprudência do TST. 
( ) O conceito de grupo econômico, por pressupor a existência de duas ou 
mais empresas, é incompatível com a atividade e o meio rural. 
Comentários 
Gabarito (E), já que, além da previsão celetista, há previsão do grupo 
econômico trabalhista também na Lei do Trabalho Rural (Lei 5.889/73): 
Lei 5.889/73, art. 3º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, embora 
tendo cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob 
direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico ou 
financeiro rural, serão responsáveis solidariamente nas obrigações 
decorrentes da relação de emprego. 
 
54. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária OJAF - 
2016 (adaptada) 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação vigente e a 
jurisprudência do TST. 
( ) Quando uma ou mais empresas com personalidades jurídicas próprias 
estiverem sob a direção, o controle ou a administração de outra, 
constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade 
econômica, serão, para os efeitos da relação de emprego, subsidiariamente 
responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. 
Comentários 
Gabarito (E), já que, no caso de grupo econômico, a responsabilidade é 
solidária: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 101 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
 
55. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária OJAF - 
2016 (adaptada) 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação vigente e a 
jurisprudência do TST. 
( ) Em qualquer caso de aquisição de empresa pertencente a grupo 
econômico, o sucessor sempre responde solidariamente por débitos 
trabalhistas de empresa não adquirida que pertença ao mesmo grupo de 
empresas. 
 
Comentários 
Gabarito (E), em decorrência da OJ 411 da SDI-1 do TST: 
411. SUCESSÃO TRABALHISTA. AQUISIÇÃO DE EMPRESA PERTENCENTE A 
GRUPO ECONÔMICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO SUCESSOR POR 
DÉBITOS TRABALHISTAS DE EMPRESA NÃO ADQUIRIDA. INEXISTÊNCIA. 
(DEJT divulgado em 22, 25 e 26.10.2010) 
O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de 
empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa 
sucedida, quando, à época, a empresa devedora direta era solvente ou 
idônea economicamente, ressalvada a hipótese de má-fé ou fraude na 
sucessão. 
 
56. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária OJAF - 
2016 (adaptada) 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação vigente e a 
jurisprudência do TST. 
( ) Na análise da existência de grupo econômico entre empresas, não se 
aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 
Comentários 
Gabarito (E), já que, havendo responsabilização solidária dos integrantes do 
grupo econômico, fica clara a aplicação da desconsideração da personalidade 
jurídica. Aliás, o conceito de empregador se vincula à impessoalidade, o que 
reforça a ideia de despersonalização do empregador. 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 102 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
57. FCC/TRT23 – Oficial de Justiça Avaliador - 2016 
No que concerne às responsabilidades decorrentes da existência de grupo 
econômico, 
(A) mesmo sem previsão nesse sentido em seu contrato de trabalho, 
Agnaldo presta serviços a todas as empresas do grupo econômico a que 
pertence seu empregador. Entendendo que tal situação caracteriza a 
coexistência de mais de um contrato de trabalho, Agnaldo pretende o 
recebimento de direitos trabalhistas de todas as empresas para as quais 
presta serviços. 
(B) Marcelo, empregado de empresa de processamento de dados que 
presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, pretende o 
reconhecimento de sua condição de bancário, tendo em vista que a 
empresa de processamento de dados empregadora não presta serviços a 
qualquer outro cliente que não o banco. 
(C) Paula, empregada de banco, que vende valores mobiliários de empresa 
pertencente ao mesmo grupo econômico de seu empregador, pretende a 
integração na sua remuneração da vantagem pecuniária auferida em 
decorrência dessa atividade. No entanto, considerando tratar-se de 
atividades correlatas, ligadas à atividade bancária em geral, não procede a 
pretensão de Paula. 
(D) o sucessor responde solidariamente por débitos trabalhistas de 
empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa 
sucedida, tendo em vista que, com a sucessão, o sucessor assume todas 
as dívidas do sucedido. 
(E) a responsabilidade solidária decorrente da existência de grupo 
econômico somente pode ser reconhecida judicialmente, e desde que o 
trabalhador ajuíze a ação em face de todas as empresas integrantes do 
grupo econômico. 
Comentários 
Gabarito (B), conforme SUM-239 do TST: 
É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que 
presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, exceto 
quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a 
empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros. 
A letra (A) está incorreta com o que dispõe a SUM-129, já que, ante a ausência 
de previsão, a presunção é pela solidariedade ativa (ou seja, apenas um contrato 
de trabalho): 
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo 
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a 
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário. 
Na sequência, a letra (C), incorreta, contraria a SUM-93 do TST:Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 103 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Integra a remuneração do bancário a vantagem pecuniária por ele auferida 
na colocação ou na venda de papéis ou valores mobiliários de empresas 
pertencentes ao mesmo grupo econômico, se exercida essa atividade no 
horário e no local de trabalho e com o consentimento, tácito ou expresso, 
do banco empregador 
A letra (D) está em desacordo com a OJ-SDI1-411 
O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de 
empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa 
sucedida, quando, à época, a empresa devedora direta era solvente ou 
idônea economicamente, ressalvada a hipótese de má-fé ou fraude na 
sucessão 
Por fim, a letra (E) está incorreta, já que a SUM-205, que previa a necessidade 
de ajuizamento em face de todas as empresas, encontra-se cancelada: 
Súmula 205 TST: O responsável solidário, integrante do grupo econômico, 
que não participou da relação processual como reclamado e que, portanto, 
não consta no título executivo judicial como devedor, não pode ser sujeito 
passivo na execução 
 
58. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015 
A solidariedade quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas exige 
(A) a existência de empresas com a mesma personalidade jurídica. 
(B) a existência de direção, controle ou administração de uma empresa em 
relação a outras, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer 
atividade econômica, embora cada uma com personalidade jurídica própria. 
(C) a existência de empresas com personalidade jurídica e direção 
diferentes, mas com unidade de objeto social. 
(D) a existência de previsão nos contratos sociais das empresas, pois a lei 
civil dispõe que a solidariedade decorre da lei ou do contrato. 
(E) acordo entre empregado e o empregador, não bastando a simples 
configuração de grupo de empregadores. 
Comentários 
Gabarito (B), já que a solidariedade no direito do trabalho decorre da existência 
de grupo econômico. Com relação à natureza do grupo que responderá 
solidariamente pelos créditos trabalhistas, observem que a lei fala de natureza 
econômica, e por isso nem todos os empregadores poderão constituir grupo 
econômico: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 104 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
A questão é anterior à reforma trabalhista. Atualmente, é preciso levar em 
consideração, também, o que diz o §3º do mesmo artigo, a respeito da atuação 
conjunta e dos interesses comuns: 
CLT, art. 2º, § 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de 
sócios, sendo necessárias, para a configuração do grupo, a 
demonstração do interesse integrado, a efetiva comunhão de 
interesses e a atuação conjunta das empresas dele integrantes. 
 
59. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2014 
Considere as assertivas: 
I. As instituições beneficentes, para os efeitos da relação de emprego, são 
equiparadas ao empregador quando admitirem trabalhadores como 
empregados. 
II. Não há solidariedade pelas obrigações trabalhistas entre as empresas 
de um grupo econômico quando cada qual é dotada de personalidade 
jurídica própria. 
III. Embora o empregado doméstico não desempenhe atividade econômica, 
diversos direitos atribuídos aos trabalhadores urbanos são garantidos aos 
trabalhadores domésticos, como, por exemplo, férias, 13º salário, aviso-
prévio. 
IV. O trabalho temporário difere da relação de emprego por ser exercido 
sem subordinação e sem onerosidade. 
V. O constituinte assegurou aos empregados rurais os mesmos direitos dos 
empregados urbanos. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) II, III e IV. 
(B) III, IV e V. 
(C) II e IV. 
(D) I, II, III e IV. 
(E) I, III e V. 
Comentários 
Gabarito (E). 
A assertiva I, correta, nos traz praticamente a literalidade do art. 2º, § 1º, da 
CLT. Vejamos: 
CLT, art. 2º, § 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos 
da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 105 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins 
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
A assertiva II está incorreta, pois dispõe exatamente no sentido contrário ao do 
art. 2º, § 2º, da CLT, que prevê a solidariedade das empresas de um mesmo 
grupo econômico pelos créditos trabalhistas. Vejamos: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
A assertiva III, correta, tem como objeto os direitos sociais assegurados aos 
trabalhadores domésticos. A Constituição assegura vários direitos aos domésticos 
no parágrafo único do art. 7º, dentre os quais estão sim férias, décimo terceiro 
e aviso-prévio. 
A assertiva IV está incorreta, uma vez que no trabalho temporário estão 
presentes todos os requisitos da relação de emprego, inclusive subordinação e 
onerosidade. 
A assertiva V está correta porque o Constituinte realmente assegurou os 
mesmos direitos dos trabalhadores urbanos aos rurais por meio do caput do art. 
7º: 
CF, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de 
outros que visem à melhoria de sua condição social: (..) 
 
60. FCC/TRT5 – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2013 
O empregador é um dos sujeitos da relação de emprego, com definição 
legal contida na Consolidação das Leis do Trabalho. Sobre tal figura do 
contrato de trabalho é correto afirmar que 
(A) havendo formação de grupo econômico, a responsabilidade da empresa 
controladora do grupo em relação aos direitos trabalhistas de empregados 
das empresas subordinadas é subsidiária. 
(B) em caso de sucessão de empregadores, os contratos de trabalho são 
interrompidos, iniciando-se novo vínculo de emprego com os sucessores. 
(C) o empregador deverá assumir, exclusivamente, todos os riscos da 
atividade econômica, não podendo transferi-los aos empregados. 
(D) tanto no caso de grupo econômico como em situação de sucessão de 
empregadores não incidirá responsabilidade solidária ou subsidiária por 
débitos trabalhistas. 
(E) as instituições de beneficência sem fins lucrativos, em nenhuma 
situação se equiparam ao empregador para efeitos da relação de emprego. 
Comentários 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 106 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Gabarito (C). A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um 
requisito existente nas relações de emprego. 
A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo 
empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado 
os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo empregador. 
A alternativa (A) está incorreta porque se trata de responsabilidade solidária 
de grupo econômico: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia,integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
Na alternativa (D) há dois erros, porque no grupo econômico existe a 
responsabilidade solidária, como visto acima, e, na sucessão de empregadores, 
como regra geral, existe a responsabilidade subsidiária do empregador sucedido. 
Na alternativa (B) foi tratado de alteração subjetiva do empregador – 
sucessão trabalhista -, na qual os contratos permanecem inalterados: 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
Por fim, a alternativa (E) colidiu com a previsão celetista da equiparação a 
empregador: 
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, 
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige 
a prestação pessoal de serviço. 
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da 
relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de 
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins 
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
 
61. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Após trabalhar como empregada para a empresa Gama Marketing por dois 
anos, Minerva foi dispensada sem justa causa e não recebeu verbas 
rescisórias. Em reclamação trabalhista Minerva acionou duas empresas, a 
sua empregadora Gama Marketing e a empresa controladora do grupo 
econômico Gama Participações, sendo que essa última, 
(A) não responderá por não ter sido empregadora da reclamante. 
(B) responderá de forma subsidiária se houver previsão contratual nesse 
sentido. 
(C) responderá subsidiariamente somente se for decretada falência da 
empresa empregadora. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 107 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(D) será responsável solidariamente por força de disposição legal. 
(E) responderá solidariamente ou subsidiariamente apenas por metade das 
verbas rescisórias. 
Comentários 
Gabarito (D), pois se trata de grupo econômico. 
O conceito de grupo econômico surgiu para que aumentassem as chances de 
garantir o crédito trabalhista (valores devidos aos empregados). Podemos 
identificar o conceito de grupo econômico no artigo 2º, §§ 2º e 3º, da CLT: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, 
sendo necessárias, para a configuração do grupo, a demonstração do 
interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação 
conjunta das empresas dele integrantes. 
 
62. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Em relação ao contrato individual de trabalho, de acordo com a CLT: 
(A) A mudança na propriedade da empresa não afetará os contratos de 
trabalho dos respectivos empregados. 
(B) A alteração na estrutura jurídica da empresa afetará os contratos de 
trabalho dos respectivos empregados. 
(C) A alteração na estrutura jurídica da empresa afetará os direitos 
adquiridos por seus empregados. 
(D) A responsabilidade das empresas integrantes de grupo econômico em 
relação aos direitos dos empregados é subsidiária. 
(E) Poderá ser solidária ou subsidiária a responsabilidade das empresas 
integrantes de grupo econômico não formalizado nos termos da lei, pelos 
direitos dos empregados. 
Comentários 
Gabarito (A). Esta questão se resolve com o conhecimento de dois dispositivos 
da CLT que são estudados nos tópicos “Sucessão de empregadores” e “Grupo 
econômico”: 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 108 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(..) 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, 
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis 
solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. 
 
63. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador 
Federal - 2013 
Afrodite foi empregada da empresa "Alfa Seguradora" por dois anos, sendo 
dispensada sem receber nenhuma verba rescisória. Ingressou com uma 
reclamação trabalhista acionando a sua empregadora e a empresa "Alfa 
Banco de Investimentos", que é empresa controladora do grupo econômico. 
Nessa situação: 
(A) não há responsabilidade da empresa controladora porque não foi 
empregadora de Afrodite. 
(B) haverá responsabilidade subsidiária da controladora pelos débitos 
trabalhistas das empresas do grupo econômico. 
(C) a Consolidação das Leis do Trabalho não possui regra própria para 
regular a situação, portanto, não haverá responsabilidade de empresa 
distinta. 
(D) a responsabilidade da empresa do grupo econômico é solidária, 
conforme previsão expressa da Consolidação das Leis do Trabalho. 
(E) somente haveria responsabilidade solidária ou subsidiária por parte da 
empresa controladora do grupo em caso de decretação de falência da 
empresa controlada. 
Comentários 
Gabarito (D), com base no art. 2º, § 2º da CLT (recorrente em provas): 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
 
64. FCC/TRT15 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador - 2013 
Regis é empregado da empresa “FGF Ltda.”. Regis presta serviços, durante 
a mesma jornada de trabalho, para a empresa empregadora e para a 
empresa “FTT Ltda.”, empresa esta pertencente ao mesmo grupo 
econômico da empresa “FGF Ltda.”. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 109 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
De acordo com entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, 
em regra, a prestação de serviços de Regis para a empresa “FGF Ltda.” e 
para a empresa “FTT Ltda.”, durante a mesma jornada de trabalho, 
(A) só configura a coexistência de dois contratos de 
trabalho, se Regis trabalhar mais de vinte e cinco horas semanais para a 
empresa “FTT Ltda”, havendo controle de horário. 
(B) caracteriza a coexistência de dois contratos de trabalho em razão da 
simultaneidade na prestação de serviços. 
(C) só caracteriza a coexistência de dois contratos de trabalho, se Regis 
trabalhar mais de vinte horas semanais para a empresa “FTT Ltda”, 
havendo controle de horário. 
(D) não configura a coexistência de dois contratos de trabalho. 
(E) só configura a coexistência de dois contratos de trabalho, se Regis 
receber ordens direta de superior hierárquico contratado pela empresa “FTT 
Ltda”, bem como houver controle de horário. 
Comentários 
Gabarito (D), conforme Súmula 129 do TST: 
SUM-129 CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO 
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo 
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a 
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário. 
 
65. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Diana trabalhou por dois anos para a empresa Delta Administradora de 
Créditos, controlada e administrada pelo BancoDelta, formando grupo 
econômico. Houve a dispensa sem justa causa e a empregada não recebeu 
as verbas rescisórias devidas. 
Nessa situação, quanto à dívida trabalhista é correto afirmar que 
(A) a CLT não prevê nenhum tipo de responsabilidade de empresas que 
pertençam ao mesmo grupo econômico por débitos trabalhistas, ficando a 
critério do juiz a aplicação de normas do direito comum. 
(B) a empresa Delta Administradora de Crédito será a única responsável 
pelo pagamento por ser a real empregadora de Diana. 
(C) o Banco Delta somente responderá pelo débito de forma subsidiária, 
caso ocorra a falência da empresa Delta Administradora de Créditos. 
(D) o Banco Delta responderá solidariamente em razão da formação do 
grupo econômico por expressa determinação da CLT. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 110 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(E) a responsabilidade do Banco Delta será subsidiária por determinação 
prevista na CLT, após esgotado o patrimônio da empresa Delta 
Administradora de Créditos. 
Comentários 
Gabarito (D). Conforme comentado no tópico 4.1 desta aula, quando existe um 
grupo econômico, há solidariedade entre as empresas do mesmo grupo. 
Em decorrência desta solidariedade, não só o empregador responde pelos 
créditos trabalhistas, mas também todas as empresas integrantes daquele grupo. 
Portanto, no caso, o empregado pode cobrar seus créditos trabalhistas, tanto da 
Delta Administradora de Crédito, quanto do Banco Delta. Tudo isto decorre do 
seguinte dispositivo da CLT: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
 
66. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
A Consolidação das Leis do Trabalho apresenta normas que regulam os 
sujeitos do contrato individual de trabalho, conceituando e caracterizando 
o empregado e o empregador. 
Segundo essas normas, é INCORRETO afirmar: 
(A) A empresa principal será responsável subsidiária em relação às 
subordinadas, em caso de formação de grupo econômico para os efeitos da 
relação de emprego. 
(B) O empregador assume os riscos da atividade econômica, admitindo, 
assalariando e dirigindo a prestação pessoal dos serviços do empregado. 
(C) O empregado é a pessoa física que presta serviços de natureza não 
eventual, sob a dependência do empregador que lhe remunera. 
(D) O empregador não poderá fazer distinções relativas à espécie de 
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, 
técnico e manual. 
(E) As alterações na estrutura jurídica da empresa, como, por exemplo, a 
mudança do quadro societário, não afetarão os direitos adquiridos por seus 
empregados. 
Comentários 
Gabarito (A), incorreta. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 111 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A assertiva (A) está incorreta, pois no caso do grupo econômico há 
solidariedade e não subsidiariedade. 
A assertiva (B) dispõe acerca do princípio da alteridade, o qual prevê que o 
risco do negócio deve ser assumido pelo empregador. Nesta linha, não se 
admite que sejam transferidos ao empregado os riscos do empreendimento, pois 
estes devem ser suportados pelo empregador. 
As assertivas (C) e (D) trazem o conceito de empregado e a vedação à 
discriminação da natureza do trabalho dispostos no art. 3º da CLT: 
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar 
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste 
e mediante salário. 
Parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e 
à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e 
manual. 
A assertiva (E) decorre da despersonalização do empregador, o qual 
mantém o contrato de trabalho válido mesmo quando há modificação do sujeito 
passivo (empregador), como ocorre na sucessão trabalhista: 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
 
67. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
O empregado que não recebe os salários da empresa empregadora poderá 
pleitear o pagamento por parte de outra empresa que pertença ao mesmo 
grupo econômico de sua empregadora, embora não tenha prestado serviços 
a essa empresa? 
(A) Não, porque o empregado não prestou serviços para a outra empresa 
do grupo econômico. 
(B) Sim, desde que essa responsabilidade esteja expressamente prevista 
no contrato de trabalho. 
(C) Não, visto que são empresas com personalidade jurídica própria, não 
havendo previsão legal para tal responsabilidade. 
(D) Sim, respondendo a empresa do grupo de forma solidária, por força de 
dispositivo legal trabalhista. 
(E) Sim, havendo apenas a responsabilidade subsidiária da empresa do 
grupo que não foi empregadora. 
Comentários 
Gabarito (D). Vejam que grupo econômico é tema BASTANTE exigido em 
provas! 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 112 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Conforme comentado no tópico 4.1 desta aula, quando existe um grupo 
econômico, há solidariedade entre as empresas do mesmo grupo. 
Em decorrência desta solidariedade, não só o próprio empregador responde pelos 
créditos trabalhistas, mas também todas as empresas integrantes daquele grupo. 
Tudo isto decorre do seguinte dispositivo da CLT: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
 
68. FCC/TRT6 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012 
Por razões de interesse econômico, os proprietários da empresa Tetra 
Serviços Ltda. transferiram o negócio para terceiros. 
Houve alteração da razão social, mas não ocorreu alteração de endereço, 
do ramo de atividades, nem de equipamentos. 
Manteve-se o mesmo quadro de empregados. Tal situação caracterizou a 
sucessão de empregadores. Neste caso, quanto aos contratos de trabalho 
dos empregados da empresa sucedida, 
(A) os contratos de trabalho se manterão inalterados e seguirão seu curso 
normal. 
(B) a transferência de obrigações depende das condições em que a 
sucessão foi pactuada. 
(C) as obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as 
posteriores sobre a sucessora. 
(D) todas as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho 
deverão ser repactuadas entre os empregados e o novo empregador. 
(E) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações 
contratuais. 
Comentários 
O gabarito é (A), em questão que se relaciona sucessão de empregadores 
(artigos 10 e 448 da CLT): 
CLT, art. 10 - Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não 
afetará os direitos adquiridos por seus empregados. 
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da 
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 113 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
69. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Execução de 
Mandados - 2012 
A empresa Gama foi sucedida pela empresa Delta, ocupando o mesmo 
local, utilizando as mesmas instalações e fundo de comércio, assim como 
mantendo as mesmas atividades e empregados. Em relaçãoaos contratos 
de trabalho dos empregados da empresa sucedida é correto afirmar que 
(A) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações 
contratuais. 
(B) as obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as 
posteriores sobre a sucessora. 
(C) as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho serão 
obrigatoriamente repactuadas entre os empregados e o novo empregador 
individual. 
(D) a transferência de obrigações trabalhistas dependerá das condições em 
que a sucessão foi pactuada. 
(E) os contratos se manterão inalterados e seguirão seu curso normal. 
Comentários 
O gabarito é (E), havendo, como na questão anterior, caso de sucessão 
trabalhista, em que os contratos de trabalho continuam vigentes. 
 
70. FCC/TST – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012 
Durante três anos Thor foi empregado da empresa Ajax Manutenção 
Industrial, que faz parte do grupo econômico Ajax, constituído por quatro 
empresas. Em razão de problemas financeiros, Thor foi dispensado sem 
justa causa. Não houve pagamento de verbas rescisórias. Nesta situação, 
caberia algum tipo de responsabilidade para as demais empresas do grupo 
Ajax? 
(A) Depende da existência de contrato firmado entre as empresas do grupo 
prevendo a responsabilidade solidária, visto que Thor não prestou serviços 
para todas as empresas do grupo. 
(B) Sim, sendo qualquer uma das empresas do grupo responsável 
subsidiária pelas dívidas trabalhistas da outra empresa. 
(C) Não, porque cada empresa do grupo possui personalidade jurídica 
própria e responde apenas por dívidas com seus próprios empregados. 
(D) Sim, porque havendo a constituição de grupo econômico serão, para 
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis as empresas 
do grupo. 
(E) Não, porque não há previsão legal para responsabilidade patrimonial de 
empresas que pertençam ao mesmo grupo econômico, sendo que entre os 
sócios haverá responsabilidade subsidiária. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 114 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Comentários 
Gabarito (D), pois entre as empresas do mesmo grupo econômico a 
responsabilidade trabalhista é solidária: 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada 
uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão 
responsáveis solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de 
emprego. 
 
71. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2012 
No grupo econômico entre empresas, apenas a empresa principal, que 
empregou o trabalhador, responderá por seus direitos trabalhistas, não 
havendo qualquer responsabilidade das demais empresas subordinadas. 
Comentários 
A alternativa está incorreta. 
O objetivo de se reconhecer o grupo econômico é justamente permitir que haja 
responsabilidade solidária entre as empresas, de modo a aumentar as 
possibilidades de cobrança dos créditos trabalhistas. 
Verificando-se no caso concreto que de fato existe o grupo econômico para fins 
trabalhistas (conforme definido no artigo 2º, § 2º, da CLT), os valores devidos 
ao empregado de uma empresa poderão ser exigidos de quaisquer das empresas 
integrantes do grupo. 
 
72. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Execução de 
Mandados - 2011 
Considere as seguintes assertivas a respeito do Grupo Econômico: 
I. O Grupo econômico, para fins trabalhistas, necessita de prova cabal de 
sua formal institucionalização cartorial, tal como holdings, consórcios, pools 
etc. 
II. As associações, entidades beneficentes e sindicatos podem ser 
considerados como grupo de empresas, se presentes os requisitos legais. 
III. Cada empresa do grupo é autônoma em relação às demais, mas o 
empregador real é o próprio grupo. 
IV. Nada impede que a admissão do empregado seja feita em nome de uma 
empresa do grupo e a baixa em nome de outra. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) I, III e IV. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 115 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(B) I, II e III. 
(C) II, III e IV. 
(D) I e IV. 
(E) III e IV. 
Comentários 
Gabarito (E), pois apenas III e IV estão corretas. 
Vimos que a identificação do grupo econômico para fins trabalhista não requer as 
formalidades exigidas em outros ramos do direito, bastando que se verifique a 
relação integração interempresarial. Portanto, a proposição I está incorreta. 
Na proposição II há equívoco quanto à inclusão de associações, entidades 
beneficentes e sindicatos como integrantes de grupos econômicos para fins 
trabalhistas. 
Como estudado, as empresas integrantes de grupo desenvolvem atividades 
econômicas, não sendo incluídas associações, entidades beneficentes, 
empregador doméstico etc. 
 
73. FCC/TRT22 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2010 
Joana presta serviços na qualidade de empregada para mais de uma 
empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de 
trabalho. Neste caso, salvo ajuste em contrário, 
(A) não está caracterizada a coexistência de mais de um contrato de 
trabalho. 
(B) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho, 
limitado em três, tendo em vista que as empresas possuem personalidades 
jurídicas distintas. 
(C) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho, 
limitado em dois, tendo em vista que as empresas possuem personalidades 
jurídicas distintas. 
(D) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho, 
sem limitação, em razão da prestação de serviços acontecer durante a 
mesma jornada de trabalho. 
(E) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho, 
sem limitação, tendo em vista que as empresas possuem personalidades 
jurídicas distintas. 
Comentários 
O gabarito é (A), e a questão se relaciona ao conceito de empregador único 
(solidariedade ativa do grupo econômico). O fundamento é a Súmula 129 do 
TST: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 116 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
SUM-129 CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO 
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo 
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a 
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário. 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 117 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
6 – Lista das Questões Comentadas 
6.1 – Relação de trabalho e relação de emprego 
1. Daud/2018 
Segundo a legislação trabalhista, é vedada a previsão contratual de 
exclusividade para a prestação de serviços do trabalhador autônomo. 
 
2. Daud/2018 
De acordo com a CLT, caso obedecidas todas as formalidades legais na 
contratação de autônomo, fica afastada a condição de empregado, situação 
que persiste diante da continuidade da prestação e da caracterização de 
subordinação em relação ao tomador dos serviços. 
 
3. Daud/2018 
Até mesmo trabalhadores pertencentes a categorias profissionais reguladas 
por leis específicas, como motoristas e corretores de imóveis, podem ser 
contratados mediante autônomos, para exercer atividades compatíveis com 
tal vínculo. 
 
4. Daud/2018 
De acordo com a CLT, fica garantida ao autônomo a possibilidade de recusa 
de realizar atividade demandada pelo contratante, obstando aplicação de 
qualquer penalidade ao trabalhador, em razão dos princípios da liberdade de 
trabalho e da dignidade da pessoa humana. 
 
5. Cespe/TRT-7 – Técnico Judiciário - 2017 
Empregado e empregador são os sujeitos do contrato de emprego. 
Analisados isoladamente, o conceito de empregado demanda a presença deA) pessoa física, pessoalidade, não eventualidade, dependência e 
onerosidade. 
B) pessoa jurídica, pessoalidade, não eventualidade, dependência e 
onerosidade. 
C) pessoa jurídica, impessoalidade, não eventualidade, independência e 
onerosidade. 
D) pessoa física, pessoalidade, eventualidade, independência e onerosidade. 
 
6. FCC/TRT24 – Técnico Judiciário - 2017 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 118 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Dentro do universo das relações jurídicas, encontram-se as relações de 
trabalho e as relações de emprego. No tocante a essas relações, seus 
sujeitos e requisitos, segundo a legislação vigente, 
(A) se equiparam ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de 
emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as 
associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que 
admitirem trabalhadores como empregados. 
(B) considera-se empregado toda pessoa física ou jurídica que prestar 
serviços de natureza exclusiva e não eventual a empregador, sob a 
dependência deste e mediante salário. 
(C) considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, mesmo 
sem assumir os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a 
prestação pessoal de serviço. 
(D) são distintos o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o 
executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, mesmo que 
estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. 
(E) os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão 
não se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e 
diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio. 
 
7. FCC/TRT20 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2016 
A Consolidação das Leis do Trabalho elenca na combinação dos artigos 2º e 
3º os requisitos fáticos e jurídicos da relação de emprego. Nesse sentido, 
(A) tornando-se inviável a prestação pessoal do trabalho, no curso do 
contrato, por certo período, o empregado poderá se fazer substituir por outro 
trabalhador. 
(B) um trabalhador urbano que preste serviço ao tomador com finalidade 
lucrativa, mesmo que por diversos meses seguidos, mas apenas em 
domingos ou finais de semana, configura-se como trabalhador eventual. 
(C) considerando que nem todo trabalho é passível de mensuração 
econômica, não se pode estabelecer que a onerosidade constitui-se em um 
elemento fático-jurídico da relação de emprego. 
(D) somente o empregador é que, indistintamente, pode ser pessoa física ou 
jurídica, com ou sem finalidade lucrativa, jamais o empregado. 
(E) na hipótese de trabalhador intelectual, a subordinação está relacionada 
ao poder de direção do empregador, mantendo o empregado a autonomia 
da vontade sobre a atividade desempenhada, sem se reportar ao 
empregador. 
 
8. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2016 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 119 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
No que se refere à relação de trabalho e à relação de emprego, assinale a 
opção correta. 
(A) A relação de emprego é espécie da relação de trabalho, gênero que 
engloba a prestação de serviços do funcionário público, do empregado, do 
avulso, do autônomo, do eventual, do empresário. 
(B) Nos termos da CLT, considera-se empregado toda pessoa física ou 
jurídica que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob 
a dependência deste e mediante pagamento de valor mensal. 
(C) Dado o poder de controle e fiscalização do empregador, pode ele 
realizar revista íntima em suas empregadas. 
(D) O contrato de trabalho somente será válido se realizado de forma 
expressa e por escrito. 
(E) A alteridade, a pessoalidade, a subordinação e a exclusividade são 
requisitos do contrato de trabalho. 
 
9. Cespe/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2016 
No que concerne à relação de emprego, aos poderes do empregador e ao 
contrato individual de trabalho, assinale a opção correta. 
(A) Na relação trabalhista, o poder de direção do empregador é ilimitado. 
(B) A prestação de serviços é o bem jurídico tutelado e, por isso, o objeto 
mediato do contrato individual de trabalho. 
(C) O termo “contrato de atividade” vincula-se ao fato de as prestações 
serem equivalentes. 
(D) Não se reconhece relação de emprego fundamentada em acordo tácito. 
(E) A continuidade e a subordinação são requisitos da relação empregatícia. 
 
10. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal - 
2016 
Thales prestou serviços à empresa Celestial Produções pelo prazo de 10 
meses. Para que se configure o vínculo empregatício, ou seja, relação de 
emprego, entre as partes referidas é necessário que se comprovem os 
seguintes requisitos legais: 
(A)Boa fé contratual, autonomia, onerosidade, pessoalidade e 
eventualidade. 
(B)Exclusividade, onerosidade e habitualidade. 
(C)Subordinação, imprescindibilidade, indisponibilidade e 
irrenunciabilidade. 
(D)Pessoalidade na prestação dos serviços, subordinação jurídica, não 
eventualidade e onerosidade. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 120 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(E)Subordinação econômica, comutatividade com divisão dos riscos, 
continuidade e exclusividade. 
 
11. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016 
Quanto aos institutos jurídicos denominados “relação de trabalho” e 
“relação de emprego” é correto afirmar: 
(A) A relação de emprego é uma espécie do gênero relação de trabalho. 
(B) Possuem características idênticas, podendo se afirmar que são 
expressões sinônimas. 
(C) A relação de trabalho é modalidade derivada da relação de emprego. 
(D) Não há relação de trabalho se não houver relação de emprego. 
(E) São institutos independentes e não guardam nenhuma relação entre si. 
 
12. FCC/TRT14 – Técnico Judiciário - 2016 
É certo que a relação de trabalho se distingue da relação de emprego, sendo 
que a primeira abrange a segunda. A Consolidação das Leis do Trabalho 
apresenta os elementos caracterizadores da relação de emprego, NÃO se 
inserindo, dentre eles, 
(A) a subordinação jurídica. 
(B) a pessoalidade na prestação dos serviços. 
(C) a exclusividade dos serviços prestados. 
(D) a onerosidade. 
(E) o trabalho não eventual. 
 
13. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016 
Em relação aos trabalhadores movimentadores de carga avulsos, regidos 
pela Lei nº 12.023/2009, é dever do sindicato que faz a intermediação do 
trabalho 
(A) repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72 horas 
úteis, contadas a partir de seu arrecadamento, os valores devidos e pagos 
pelos tomadores do serviço, relativos à remuneração do trabalhador avulso. 
(B) entregar ao tomador de serviços as escalas de trabalho, a quem caberá 
informá-la aos trabalhadores com antecedência de 24 horas. 
(C) recolher os valores devidos ao FGTS, acrescidos dos percentuais 
relativos ao 13º salário, férias, encargos fiscais, sociais e previdenciários, 
observando o prazo legal. 
(D) firmar acordo coletivo de trabalho com os tomadores de serviço 
contendo previsão expressa do direito a horas extras, sem o que não será 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 121 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
efetuado o pagamento de eventuais horas extras prestadas pelos 
trabalhadores. 
(E) firmar documento específico indicando a cada trabalhador avulso o 
prazo que o mesmo terá para levantar as parcelas referentes ao 13º salário 
e às férias e o FGTS depositados na respectiva conta individual vinculada. 
 
14. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Avaliador Federal - 2015 
Anacleto, policial militar, trabalhou para a empresa IndústriaMundo Novo 
Ltda. como agente de segurança, nos horários em que não estava a serviço 
da corporação militar. Na referida empresa, Anacleto cumpria 
expressamente as ordens emanadas da direção, recebia um salário mensal, 
e trabalhava de forma contínua e ininterrupta, todas as vezes que não 
estava escalado na corporação. Considerando a situação apresentada, 
(A) estando presentes as características da relação de emprego, existe 
vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e 
Anacleto, porém a situação de militar de Anacleto impede o reconhecimento 
desse vínculo. 
(B) não existe vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo 
Ltda. e Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa 
empresa ocorria apenas nas ocasiões em que Anacleto não estava escalado 
na corporação, caracterizando, portanto, trabalho eventual. (C) não existe 
vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e 
Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa empresa 
constitui trabalho autônomo. 
(D) o vínculo de emprego entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e 
Anacleto somente pode ser reconhecido nos períodos em que Anacleto não 
estava escalado na corporação e em que houve trabalho efetivo em favor 
da empresa Indústria Mundo Novo Ltda. 
(E) estando presentes as características da relação de emprego, é legítimo 
o reconhecimento do vínculo de emprego entre a empresa Indústria Mundo 
Novo Ltda. e Anacleto, independentemente do eventual cabimento de 
penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar. 
 
15. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015 
A relação de trabalho é o gênero do qual a relação de emprego é uma 
espécie. 
Dentre os requisitos legais previstos na Consolidação das Leis do Trabalho 
que caracterizam a relação empregatícia, NÃO está inserida a 
(A) subordinação jurídica do trabalhador ao empregador. 
(B) infungibilidade em relação ao obreiro. 
(C) eventualidade dos serviços prestados. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 122 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(D) onerosidade da relação contratual. 
(E) prestação dos serviços por pessoa física ou natural. 
 
16. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Avaliador Federal - 2015 
Na análise da dicotomia entre relação de trabalho versus relação de 
emprego é correto afirmar que 
(A) toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego, mas 
o contrário nem sempre é verdadeiro. 
(B) na relação de trabalho autônomo o prestador de serviços assume o risco 
da atividade desenvolvida. 
(C) não há previsão constitucional que assegure a igualdade de direitos 
entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador 
avulso. 
(D) as relações de trabalho autônomo, temporário e não eventual se 
assemelham as relações de trabalho avulso em todas as suas 
características. 
(E) a relação de trabalho temporário é uma relação triangular na qual há 
intermediação de mão de obra que rompe com a simetria da relação entre 
empregado e empregador. 
 
17. FCC/TRT5 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
A relação de trabalho é diversa da relação de emprego, visto que essa 
última deve conter requisitos previstos na legislação trabalhista para sua 
configuração. Segundo esses requisitos, haverá relação de emprego, na 
situação de 
(A) contrato de estágio. 
(B) empreiteiro de construção civil autônomo. 
(C) trabalho voluntário para instituição de caridade. 
(D) acompanhante de idoso, remunerado e com trabalho diário. 
(E) associado de cooperativa. 
 
18. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Os salários devem ser pagos ao empregado, independentemente da 
empresa ter auferido lucros ou prejuízos, uma vez que os riscos da 
atividade econômica pertencem única e exclusivamente ao empregador. Tal 
assertiva baseia-se no requisito caracterizador da relação de emprego 
denominado 
(A) pessoalidade. 
(B) alteridade. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 123 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(C) não eventualidade. 
(D) onerosidade. 
(E) subordinação. 
 
19. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
A Consolidação das Leis do Trabalho − CLT prevê requisitos indispensáveis 
para configuração do contrato individual de trabalho, que é o acordo tácito 
ou expresso, correspondente a uma relação de emprego. Assim, conforme 
normas legais, NÃO é requisito da relação de emprego: 
(A) exclusividade na prestação dos serviços. 
(B) não eventualidade dos serviços. 
(C) onerosidade dos serviços prestados. 
(D) prestação pessoal dos serviços. 
(E) subordinação jurídica do empregado ao empregador. 
 
20. FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços a 
empregador com as características de 
(A) impessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica. 
(B) pessoalidade, continuidade, exclusividade e subordinação. 
(C) pessoalidade, continuidade, onerosidade e subordinação. 
(D) pessoalidade, continuidade, confidencialidade e subordinação. 
(E) pessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica. 
 
21. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Conforme previsto em lei, a existência da relação de emprego somente se 
verifica quando estiverem presentes algumas características, dentre as 
quais NÃO se inclui a 
(A) exclusividade. 
(B) continuidade. 
(C) pessoalidade. 
(D) onerosidade. 
(E) subordinação. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 124 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
22. FCC/TRT12 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Considerando-se que a CLT prevê requisitos para a configuração da relação 
de emprego, é um dos elementos essenciais da relação entre empregado e 
empregador, previsto na CLT: 
(A) a eventualidade na prestação dos serviços. 
(B) o trabalho do empregado sujeito a controle de horário. 
(C) a remuneração paga por produtividade e desempenho do empregado. 
(D) a pessoalidade na prestação dos serviços. 
(E) a exclusividade do trabalho do empregado. 
 
23. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Analisando os requisitos e distinções entre os institutos da relação de 
trabalho e da relação de emprego, nos termos da doutrina e da legislação 
brasileira, 
(A) contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, 
correspondente à relação de emprego. 
(B) toda relação de trabalho é caracterizada como relação de emprego, 
sendo que o contrário não é verdadeiro. 
(C) trabalho realizado de forma eventual constitui-se em uma das 
modalidades de contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis do 
Trabalho − CLT. 
(D) o vínculo formado entre empregado e empregador é uma relação de 
trabalho que não possui natureza jurídica contratual, conforme previsão 
expressa da Consolidação das Leis do Trabalho − CLT. 
(E) o trabalhador avulso é uma das espécies de empregado, embora não 
haja igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício 
permanente e o trabalhador avulso. 
 
24. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015 
Quanto aos sujeitos da relação de emprego, ou seja, empregado e 
empregador, conforme normas contidas na CLT, 
(A) a empresa individual e as instituições sem finalidade lucrativa não 
podem admitir trabalhadores como empregados, exceto na qualidade de 
domésticos, em razão da ausência de sua finalidade lucrativa. 
(B) poderá haver distinção relativa à espécie de emprego e à condição do 
trabalhador, bem como entre o trabalho intelectual, técnico e manual. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 125 de 163 
DIREITO DO TRABALHOP/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(C) o empregador poderá, em algumas circunstâncias especiais previstas 
em lei, dividir os riscos da atividade econômica com o empregado, não os 
assumindo integralmente. 
(D) haverá distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do 
empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a 
distância, mesmo que estejam caracterizados os pressupostos da relação 
de emprego. 
(E) havendo formação de grupo econômico, para os efeitos da relação de 
emprego, serão solidariamente responsáveis a empresa principal e cada 
uma das subordinadas. 
 
25. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador - 2013 
A doutrina que orienta a disciplina do Direito do trabalho prevê distinções 
entre os institutos da relação de trabalho e relação de emprego. Configura 
relação de emprego 
(A) o trabalho realizado de forma eventual. 
(B) a prestação de serviços autônomos. 
(C) o contrato individual de trabalho. 
(D) a realização do estágio não remunerado. 
(E) o serviço prestado por voluntários. 
 
26. Cespe/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
São requisitos que caracterizam vínculo de emprego 
(A) onerosidade, exclusividade, subordinação jurídica e alteridade. 
(B) continuidade, subordinação, impessoalidade e alteridade. 
(C) onerosidade, pessoalidade, eventualidade e exclusividade. 
(D) subordinação, continuidade, onerosidade e pessoalidade. 
(E) eventualidade, pessoalidade, onerosidade e subordinação jurídica. 
 
27. Cespe/TRT8 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Em relação ao contrato de trabalho e ao contrato de emprego, assinale a 
opção correta. 
(A) Nos termos da Consolidação das Leis do Trabalho, inclui-se no conceito 
de empregado a empresa individual que prestar serviço a empregador 
mediante salário. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 126 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(B) As expressões relação de trabalho e relação de emprego referem-se à 
mesma situação fático-jurídica, visto que, em ambas, é caracterizada uma 
prestação de serviços com pagamento em contraprestação pelos serviços 
prestados, razão pela qual deve haver o mesmo tratamento jurídico no que 
se 
refere ao direito das partes envolvidas. 
(C) Considera-se relação de trabalho a prestação de serviço autônomo. 
(D) Para a caracterização de contrato de emprego, é imprescindível a 
existência concomitante dos seguintes requisitos: onerosidade, 
pessoalidade, subordinação jurídica, não eventualidade e exclusividade. 
(E) Considera-se empregador a empresa individual ou coletiva que assumir 
os riscos da atividade econômica, pagar salário e dirigir a prestação pessoal 
do serviço, não se admitindo, conforme a lei, a equiparação da figura do 
empregador para efeito de relação de emprego. 
 
28. FCC/TRT11 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2012 
São requisitos legais da relação de emprego e do contrato de trabalho: 
(A) pessoalidade do empregado; subordinação jurídica do empregado; 
exclusividade na prestação dos serviços. 
(B) exclusividade na prestação dos serviços; eventualidade do trabalho; 
pessoalidade do empregador. 
(C) eventualidade do trabalho; alteridade; onerosidade. 
(D) onerosidade; não eventualidade do trabalho; pessoalidade do 
empregado. 
(E) alteridade; habitualidade; impessoalidade do empregado. 
 
29. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2011 
Considere: 
I. Prestação de trabalho por pessoa jurídica a um tomador. 
II. Prestação de trabalho efetuada com pessoalidade pelo trabalhador. 
III. Subordinação ao tomador dos serviços. 
IV. Prestação de trabalho efetuada com onerosidade. 
São elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego os 
indicados APENAS em 
(A) III e IV. 
(B) I, II e III. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 127 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(C) I, III e IV. 
(D) II e IV. 
(E) II, III e IV. 
 
30. FCC/TRT24 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2011 
Para a configuração da relação de emprego 
(A) não é necessário o recebimento de salário, uma vez que há relação de 
emprego configurada mediante trabalho voluntário. 
(B) é necessária a existência de prestação de contas, requisito inerente à 
subordinação existente. 
(C) é preciso que o empregado seja uma pessoa física ou jurídica que preste 
serviços com habitualidade, onerosidade, subordinação e pessoalidade. 
(D) não é necessária a exclusividade da prestação de serviços pelo 
empregado. 
(E) é necessária a existência de prestação de trabalho intelectual, técnico 
ou manual, de natureza não eventual, por pessoa física, jurídica ou grupo 
de empresas, sem alteridade e com subordinação jurídica. 
 
6.2 – A figura jurídica do empregado 
31. FCC/TRT20 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 
2016 
Em relação à figura jurídica do empregado, conforme definição legal, 
(A) pode ser pessoa física ou jurídica, desde que preste seus serviços com 
natureza eventual, sob a subordinação jurídica do empregador e mediante 
remuneração. 
(B) é obrigatório que o empregado exerça seus serviços no estabelecimento 
do empregador para que possa ser verificado o requisito da subordinação. 
(C) um dos requisitos essenciais para caracterização da relação de emprego 
é a exclusividade na prestação dos serviços para determinado empregador. 
(D) o estagiário que recebe bolsa de estudos em dinheiro do contratante 
será considerado empregado. 
(E) o elemento fundamental que distingue o empregado em relação ao 
trabalhador autônomo é a subordinação jurídica. 
 
32. FCC/TRT20 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2016 
Considere: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 128 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
I. Ulisses presta serviços por três meses para a empresa Ajax Estruturas S/A 
para suprir necessidade transitória de substituição do seu pessoal regular e 
permanente, por intermédio da empresa Delta Mão de Obra Ltda. 
II. Isis trabalha na produção de uma peça teatral durante a temporada de 
oito meses no teatro municipal, com ajuste de pagamento por obra certa. 
III. Hermes é psicoterapeuta e faz palestras e consultas em centro de apoio 
à criança com deficiência motora, realizando dois plantões semanais de doze 
horas cada um, com ajuste apenas do ressarcimento das despesas que 
comprovadamente realizou no desempenho de suas atividades. 
A relação de trabalho apresentada no item I, II e III corresponde, 
respectivamente, a 
(A) autônomo; eventual; avulso. 
(B) terceirizado; avulso; autônomo. 
(C) avulso; eventual; terceirizado. 
(D) voluntário; aprendiz; autônomo. 
(E) temporário; eventual; voluntário. 
 
33. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal – 
2016 (adaptada) 
Quanto à relação de trabalho temporário, nos termos da legislação que 
disciplina tal atividade, é INCORRETO afirmar: 
(A) Há um vínculo jurídico de natureza civil entre a empresa cliente 
tomadora dos serviços e a empresa de trabalho temporário registrada no 
Ministério do Trabalho e Emprego por meio de contrato obrigatoriamente 
escrito. 
(B) Forma-se um vínculo de natureza trabalhista entre o trabalhador 
temporário e a empresa fornecedora, que o assalaria e responde 
diretamente pelos direitos assegurados em Clei. 
(C) É lícito estabelecer cláusula de reserva, vedando a contratação do 
trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao final do prazo em que 
tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho temporário. 
(D) Fica assegurada ao trabalhador temporário a remuneração equivalente 
à percebida pelos empregados da mesma categoria da empresa tomadora 
ou cliente, calculados à base horária, garantida, em qualquer hipótese, a 
percepção do salário mínimo.(E) Trabalho temporário é permitido para atender à necessidade transitória 
de substituição de pessoal regular e permanente ou à demanda 
complementar de serviços da empresa tomadora. 
 
34. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 129 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A relação de trabalho temporário é desenvolvida entre uma empresa 
tomadora de serviços, uma empresa de trabalho temporário e o trabalhador 
temporário. Há, portanto, uma intermediação de mão de obra que rompe 
com a tradicional simetria da relação mantida entre empregado e 
empregador. Nesse contexto, considere: 
I. O contrato entre a empresa de trabalho temporário e o trabalhador 
temporário pode conter cláusula de reserva proibindo a contratação deste 
pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que esteve à sua 
disposição. 
II. O trabalho é prestado indistintamente em favor da empresa de trabalho 
temporário e da empresa tomadora ou cliente. 
III. A direção da prestação pessoal de serviços fica a cargo da tomadora 
dos serviços. 
IV. A responsabilidade pelo pagamento dos salários e pelos direitos 
assegurados em lei ao trabalhador temporário permanece com a empresa 
de trabalho temporário. 
V. Ao colocar à disposição da empresa tomadora ou cliente a mão de obra 
do trabalhador temporário, a empresa de trabalho temporário abre mão do 
vínculo de subordinação, não havendo possibilidade de caracterização de 
prática de justa causa pelo trabalhador em relação a ela. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) I e II. 
(B) I, III e V. 
(C) II e V. 
(D) III e IV. 
(E) II, III e V. 
 
35. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Execução de 
Mandados – 2013 (adaptada) 
Em relação ao trabalho temporário, é correto afirmar: 
(A) O trabalho temporário pode ser contratado para substituição do pessoal 
regular e permanente da empresa ou em caso de serviços excepcionais que 
não se inserem na atividade fim da empresa contratante. 
(B) Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica que tem por 
atividade colocar à disposição de outras empresas, temporariamente, 
trabalhadores. 
(C) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a tomadora de 
serviço ou cliente pode ser escrito ou verbal, desde que fique claro o motivo 
justificador da demanda de trabalho temporário. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 130 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(D) É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação 
de estrangeiros com visto provisório de permanência no país. 
(E) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa 
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá 
exceder de cento e vinte dias, salvo autorização do Ministério do Trabalho. 
 
36. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Em relação ao trabalho temporário, com fundamento na legislação 
aplicável, é correto afirmar: 
(A) A jornada normal de trabalho do temporário não poderá exceder de 6 
horas diárias, remuneradas as horas extras com adicional de 20% sobre o 
valor da hora normal. 
(B) A empresa de trabalho temporário é a pessoa física ou jurídica, urbana 
ou rural, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras 
empresas, temporariamente, trabalhadores devidamente qualificados, por 
ela remunerados e assistidos. 
(C) Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a 
contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do 
prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de 
trabalho temporário. 
(D) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa 
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá 
exceder de seis meses, salvo mediante autorização do Ministério do 
Trabalho. 
(E) O contrato de trabalho celebrado entre a empresa de trabalho 
temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição da empresa 
tomadora ou cliente poderá ser celebrado verbalmente ou por escrito, 
sendo vedada a modalidade de contrato tácito. 
 
37. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2013 
(adaptada) 
O trabalho prestado por pessoa física a uma empresa, para atender a 
necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e 
permanente ou à demanda complementar de serviços, é o conceito legal 
de trabalho 
(A) autônomo. 
(B) temporário. 
(C) cooperado. 
(D) eventual. 
(E) avulso. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 131 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
38. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Em relação ao trabalho do menor, é correto afirmar: 
(A) É proibido o trabalho perigoso, insalubre e noturno do menor de vinte 
e um anos de acordo com a Constituição Federal. 
(B) O contrato de aprendizagem pode ser celebrado com aprendiz com 
idade entre quatorze e dezoito anos. 
(C) É permitida a compensação de jornada para os aprendizes. 
(D) O contrato de aprendizagem não pode ser extinto antecipadamente, 
salvo se houver prática de falta grave por parte do aprendiz. 
(E) É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Tratando-
se, porém de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de 
dezoito anos dar, sem assistência dos pais ou responsáveis legais, quitação 
ao empregador pelo recebimento de indenização que lhe for devida. 
 
39. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2012 
O filho não poderá ser considerado empregado do pai em razão do grau de 
parentesco, ainda que presentes os requisitos caracterizadores da relação 
de emprego. 
 
40. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2011 
Karina e Mariana residem no pensionato de Ester, local em que dormem e 
realizam as suas refeições, já que Gabriela, proprietária do pensionato, 
contratou Abigail para exercer as funções de cozinheira. Jaqueline reside 
em uma república estudantil que possui como funcionária Helena, 
responsável pela limpeza da república, além de cozinhar para os estudantes 
moradores. Abigail e Helena estão grávidas. Neste caso, 
(A) nenhuma das empregadas são domésticas, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(B) ambas são empregadas domésticas e terão direito a estabilidade 
provisória decorrente da gestação. 
(C) somente Helena é empregada doméstica, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(D) somente Abigail é empregada doméstica, mas ambas terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
(E) ambas são empregadas domésticas, mas não terão direito a 
estabilidade provisória decorrente da gestação. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 132 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
41. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Execução de 
Mandados - 2011 
Com relação à proteção ao trabalho do menor, a Consolidação das Leis do 
Trabalho prevê o contrato de aprendizagem. 
Este contrato é um contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por 
prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao 
aprendiz formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu 
desenvolvimento físico, moral e psicológico. Este contrato pode ser 
celebrado com pessoa maior de 14 anos e menor de 
(A) 26 anos. 
(B) 24 anos. 
(C) 22 anos. 
(D) 21 anos. 
(E) 18 anos. 
 
42. FCC/TRT7 – Técnico Judiciário – Área Administrativa – 
2009 (adaptada) 
Jair trabalha como estivador no Porto de Santos; Patrícia foi contratada 
para trabalhar em uma loja de shopping na época do Natal, pois nessa 
época há demanda complementar de serviços; e Ana presta serviços de 
natureza contínua e de finalidade não lucrativana residência de Lúcia. É 
correto afirmar que Jair é 
(A) trabalhador avulso, Patrícia é empregada avulsa e Ana é trabalhadora 
temporária. 
(B) trabalhador temporário, Patrícia é trabalhadora avulsa e Ana é 
empregada doméstica. 
(C) empregado doméstico, Patrícia é trabalhadora avulsa e Ana é 
trabalhadora temporária. 
(D) trabalhador avulso, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é 
empregada doméstica. 
(E) empregado temporário, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é 
trabalhadora doméstica. 
 
6.3 – A figura jurídica do empregador 
43. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015 
Maria, durante três anos, prestou serviços ao Clube de Mães Madalena 
Arraes, que é uma entidade sem fins lucrativos instituída para desenvolver 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 133 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
atividades culturais e filantrópicas com a comunidade carente. Cumpria 
jornada de trabalho diário das 8 às 17 horas, com uma hora de intervalo 
para repouso e alimentação, devidamente controlada, e, enquanto estava 
trabalhando era obrigada a usar uniforme. Entregava relatórios semanais 
sobre as suas atividades e os resultados obtidos com as crianças e recebia 
mensalmente um valor fixo pelo trabalho prestado. Em relação à situação 
descrita, 
(A) presentes as características da relação de emprego na relação mantida 
entre Maria e o Clube de Mães, deve ser reconhecido o vínculo de emprego 
entre as partes, não sendo óbice para tal reconhecimento o fato de o Clube 
de Mães ser entidade filantrópica sem finalidade lucrativa. 
(B) embora presentes as características da relação de emprego, o fato de 
o Clube de Mães ser entidade filantrópica sem finalidade lucrativa impede 
o reconhecimento do vínculo de emprego entre as partes. 
(C) somente seria possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre 
as partes se presente a subordinação de Maria em relação ao Clube de 
Mães, o que não se verifica no presente caso. 
(D) os serviços prestados à entidade sem fins lucrativos, desde que 
instituída para desenvolver atividades culturais e filantrópicas, não 
caracteriza vínculo de emprego, mas sim trabalho voluntário, sendo 
irrelevante estarem presentes as características da relação de emprego. 
(E) a finalidade lucrativa do empregador e o recebi- mento de participação 
do trabalhador nesse lucro é essencial para a caracterização do vínculo de 
emprego. 
 
44. FCC/TRT1 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
A respeito da relação de emprego e dos seus sujeitos, é INCORRETO 
afirmar: 
(A) A relação de emprego se desenvolve com pessoalidade, ou seja, o 
empregado tem que prestar o serviço pessoalmente, não podendo mandar 
qualquer pessoa trabalhar em seu lugar. 
(B) Empregado é sempre pessoa física. 
(C) Entidade beneficente, sem finalidade lucrativa, pode ser empregadora. 
(D) Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de 
trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual. 
(E) Empregador é sempre pessoa jurídica. 
 
45. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador 
Federal - 2013 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 134 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
A Consolidação das Leis do Trabalho prevê que o contrato individual de 
trabalho corresponde à relação de emprego, além de criar normas 
classificando e atribuindo características ao contrato. Segundo essas 
regras, 
(A) o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de 
experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de 
atividade, para fins de contratação. 
(B) o contrato individual de trabalho poderá ser acordado somente de forma 
expressa e por escrito, podendo, em qualquer situação ser firmado por 
prazo determinado ou indeterminado. 
(C) o contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado 
por mais de quatro anos, podendo ser prorrogado por até duas vezes, 
dentro desse período. 
(D) o contrato de experiência é uma das modalidades legais de contrato 
por prazo determinado e não poderá exceder seis meses. 
(E) a mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa afetará 
os contratos de trabalho dos respectivos empregados, se constituindo uma 
nova relação de emprego a partir da alteração. 
 
46. FCC/TRT18 – Técnico Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
O contrato individual de trabalho caracteriza-se por um acordo bilateral 
correspondente à relação de emprego formada entre empregado e 
empregador. 
Nos termos da Consolidação das Leis de Trabalho, é correto afirmar: 
(A) A subordinação, a onerosidade e a não eventualidade são pressupostos 
do contrato de trabalho, diferentemente do que ocorre com a pessoalidade 
e a exclusividade na prestação dos serviços. 
(B) Os riscos da atividade econômica são assumidos pelos dois sujeitos do 
contrato de trabalho na relação de emprego. 
(C) As pessoas físicas ou os profissionais liberais autônomos não podem 
admitir trabalhadores como empregados. 
(D) As instituições de beneficência ou outras instituições sem fins lucrativos 
não são equiparadas ao empregador, em razão da ausência de atividade 
econômica. 
(E) O trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado 
no domicílio do empregado ou à distância, não se distinguem, desde que 
presentes os pressupostos da relação de emprego. 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 135 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
47. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2012 
Não se equipara ao empregador a instituição sem fins lucrativos que 
admita, assalaria, dirige a prestação pessoal dos serviços, assumindo o 
risco da atividade. 
 
6.4 – Grupo econômico e Sucessão Trabalhista 
48. Cespe/TRT-7 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2017 
A empresa A adquiriu a empresa B, que pertencia ao mesmo grupo 
econômico da empresa C, a qual não foi adquirida pela empresa A. Meses 
depois, a empresa A foi surpreendida com reclamação trabalhista de um 
empregado da empresa C, o qual requereu a condenação solidária das 
empresas A e B sob o fundamento de que, na época da compra da empresa 
B pela empresa A, a empresa C era reconhecidamente inidônea. Nessa 
situação, o pedido de condenação está 
A) correto, porque o simples fato de as empresas pertencerem ao mesmo 
grupo econômico é suficiente para a condenação solidária em qualquer caso 
de sucessão trabalhista. 
B) errado, porque a empresa C não foi adquirida pela empresa A, de modo 
que esta não responde pelos débitos trabalhistas daquela. 
C) correto, porque as empresas A e B são responsáveis solidariamente pelas 
condenações da empresa C face à sucessão trabalhista operada. 
D) errado, porque a única hipótese de condenação solidária na sucessão 
trabalhista seria diante da comprovação de fraude na sucessão. 
 
49. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2017 
Atenas foi empregada da empresa Delta Operadora Cambial que é dirigida, 
administrada e controlada pela empresa Delta Empreendimentos S/A, 
situação esta que caracteriza a existência de grupo econômico para fins 
trabalhistas. Após dois anos de contrato de trabalho Atenas foi dispensada 
sem justa causa, mas não recebeu as verbas rescisórias devidas. Nessa 
situação, conforme previsão contida na Consolidação das Leis do Trabalho, 
a responsabilidade pelo pagamento será 
(A) das empresas Delta Operadora Cambial e Delta Empreendimentos S/A 
de forma solidária. 
(B) da empresa empregadora Delta Operadora Cambial e subsidiariamente 
da empresa controladora Delta Empreendimentos S/A. 
(C) da empresa controladora Delta Empreendimentos S/A e 
subsidiariamente da empresa empregadora Delta Operadora Cambial. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br136 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(D) apenas da empresa Delta Operadora Cambial porque era a efetiva 
empregadora. 
(E) apenas a empresa Delta Empreendimentos S/A porque é a principal, que 
dirige, administra e controla. 
 
50. FCC/TRT24 – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2017 
Em razão de problemas de saúde os sócios proprietários da empresa 
Celestial Peças e Componentes Eletrônicos transferiram todas as suas cotas 
sociais para seus sobrinhos. Houve alteração da razão social da empresa, 
mas permaneceram explorando o mesmo ramo de atividades, sem alteração 
de endereço e com a utilização dos mesmos maquinários e empregados. A 
situação caracterizou a sucessão de empregadores. Nesse sentido, em 
relação aos contratos de trabalho dos empregados da empresa sucedida, 
(A) as obrigações anteriores à alteração recairão sobre a empresa sucedida, 
e as posteriores sobre a sucessora. 
(B) as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho deverão 
ser repactuadas entre os empregados e o novo empregador, com 
participação do ente sindical. 
(C) a mudança na propriedade da empresa não afetará os contratos de 
trabalho dos respectivos empregados. 
(D) a transferência de obrigações dependerá das condições em que a 
sucessão foi pactuada entre as partes. 
(E) os contratos de trabalho serão extintos, devendo haver novos registros 
em carteira profissional em razão das novas relações contratuais. 
 
51. FCC/TRT20 – Oficial de Justiça Avaliador – 2016 
A Rede de Drogarias Ômega sucedeu a Farmácia Delta por incorporação, 
ocupando o mesmo local, as mesmas instalações e o fundo de comércio, 
mantendo ainda as mesmas atividades e empregados. Nessa situação, os 
contratos de trabalho dos empregados da empresa sucedida 
(A) permanecerão inalterados e seguirão seu curso normal, visto que as 
alterações na propriedade da empresa não afetam os contratos de trabalho 
dos empregados nem os direitos adquiridos por eles. 
(B) continuarão vigentes desde que as obrigações trabalhistas anteriores 
recaiam sobre a empresa sucedida, e as posteriores sobre a sucessora. 
(C) passarão por obrigatória repactuação com o novo empregador quanto às 
cláusulas e condições estabelecidas originalmente. 
(D) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações 
contratuais com a empresa sucessora. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 137 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(E) permanecem vigentes e inalterados pelo prazo de um ano, mas a 
transferência de obrigações trabalhistas dependerá das condições em que a 
sucessão foi pactuada. 
 
52. FCC/TRT20 – Oficial de Justiça Avaliador – 2016 
Saturno firmou contrato de trabalho com a empresa Zetha Processamento 
de Dados que está sob a direção, controle ou administração do Banco Zetha 
S/A. Durante três anos, Saturno trabalhou diretamente para a empresa que 
o contratou, sendo transferido para o Banco Zetha, onde trabalhou por mais 
um ano, quando foi dispensado, sem receber verbas rescisórias e outros 
títulos trabalhistas devidos. Nessa situação, a responsabilidade em relação 
aos direitos trabalhistas de Saturno será 
(A) apenas da empresa Zetha Processamento de Dados porque foi com esta 
firmado o contrato de trabalho, ficando o Banco Zetha responsável 
subsidiário se participou da relação processual como reclamado na fase de 
conhecimento. 
(B) de ambas as empresas porque fazem parte do mesmo grupo econômico, 
ficando delimitada a responsabilidade de cada empresa pelo período 
trabalhado pelo empregado. 
(C) das duas empresas, sendo que o Banco Zetha será o responsável 
principal e a Zetha Processamento de Dados responsável subsidiária porque 
o primeiro detém maior potencial econômico e é o controlador, podendo 
responder apenas em fase de execução. 
(D) apenas do Banco Zetha porque detém maior potencial econômico e é o 
controlador, não havendo assim a formação de litisconsórcio passivo na ação 
trabalhista em qualquer fase processual. 
(E) solidária das duas empresas em razão da existência de grupo econômico, 
não sendo necessária que a ação seja movida em face de todas as empresas 
do grupo, podendo ser verificada a existência do grupo na fase de execução. 
 
53. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária OJAF - 
2016 (adaptada) 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação vigente e a 
jurisprudência do TST. 
( ) O conceito de grupo econômico, por pressupor a existência de duas ou 
mais empresas, é incompatível com a atividade e o meio rural. 
 
54. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária OJAF - 
2016 (adaptada) 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 138 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação vigente e a 
jurisprudência do TST. 
( ) Quando uma ou mais empresas com personalidades jurídicas próprias 
estiverem sob a direção, o controle ou a administração de outra, 
constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade 
econômica, serão, para os efeitos da relação de emprego, subsidiariamente 
responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. 
 
55. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária OJAF - 
2016 (adaptada) 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação vigente e a 
jurisprudência do TST. 
( ) Em qualquer caso de aquisição de empresa pertencente a grupo 
econômico, o sucessor sempre responde solidariamente por débitos 
trabalhistas de empresa não adquirida que pertença ao mesmo grupo de 
empresas. 
 
 
56. Cespe/TRT8 – Analista Judiciário – Área Judiciária OJAF - 
2016 (adaptada) 
Assinale a opção correta de acordo com a legislação vigente e a 
jurisprudência do TST. 
( ) Na análise da existência de grupo econômico entre empresas, não se 
aplica a teoria da desconsideração da personalidade jurídica. 
 
57. FCC/TRT23 – Oficial de Justiça Avaliador - 2016 
No que concerne às responsabilidades decorrentes da existência de grupo 
econômico, 
(A) mesmo sem previsão nesse sentido em seu contrato de trabalho, 
Agnaldo presta serviços a todas as empresas do grupo econômico a que 
pertence seu empregador. Entendendo que tal situação caracteriza a 
coexistência de mais de um contrato de trabalho, Agnaldo pretende o 
recebimento de direitos trabalhistas de todas as empresas para as quais 
presta serviços. 
(B) Marcelo, empregado de empresa de processamento de dados que 
presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, pretende o 
reconhecimento de sua condição de bancário, tendo em vista que a 
empresa de processamento de dados empregadora não presta serviços a 
qualquer outro cliente que não o banco. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 139 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(C) Paula, empregada de banco, que vende valores mobiliários de empresa 
pertencente ao mesmo grupo econômico de seu empregador, pretende a 
integração na sua remuneração da vantagem pecuniária auferida em 
decorrência dessa atividade. No entanto, considerando tratar-se de 
atividades correlatas, ligadas à atividade bancária em geral, não procede a 
pretensão de Paula. 
(D) o sucessor responde solidariamente por débitos trabalhistas de 
empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa 
sucedida, tendo em vista que, com a sucessão, o sucessor assume todas 
as dívidas do sucedido. 
(E) a responsabilidade solidária decorrente da existência de grupo 
econômico somente pode ser reconhecida judicialmente, e desde que o 
trabalhador ajuíze a ação em face de todas as empresas integrantes do 
grupo econômico. 
 
58. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015 
A solidariedade quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas exige 
(A) a existênciade empresas com a mesma personalidade jurídica. 
(B) a existência de direção, controle ou administração de uma empresa em 
relação a outras, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer 
atividade econômica, embora cada uma com personalidade jurídica própria. 
(C) a existência de empresas com personalidade jurídica e direção 
diferentes, mas com unidade de objeto social. 
(D) a existência de previsão nos contratos sociais das empresas, pois a lei 
civil dispõe que a solidariedade decorre da lei ou do contrato. 
(E) acordo entre empregado e o empregador, não bastando a simples 
configuração de grupo de empregadores. 
 
59. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2014 
Considere as assertivas: 
I. As instituições beneficentes, para os efeitos da relação de emprego, são 
equiparadas ao empregador quando admitirem trabalhadores como 
empregados. 
II. Não há solidariedade pelas obrigações trabalhistas entre as empresas 
de um grupo econômico quando cada qual é dotada de personalidade 
jurídica própria. 
III. Embora o empregado doméstico não desempenhe atividade econômica, 
diversos direitos atribuídos aos trabalhadores urbanos são garantidos aos 
trabalhadores domésticos, como, por exemplo, férias, 13º salário, aviso-
prévio. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 140 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
IV. O trabalho temporário difere da relação de emprego por ser exercido 
sem subordinação e sem onerosidade. 
V. O constituinte assegurou aos empregados rurais os mesmos direitos dos 
empregados urbanos. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) II, III e IV. 
(B) III, IV e V. 
(C) II e IV. 
(D) I, II, III e IV. 
(E) I, III e V. 
 
60. FCC/TRT5 – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2013 
O empregador é um dos sujeitos da relação de emprego, com definição 
legal contida na Consolidação das Leis do Trabalho. Sobre tal figura do 
contrato de trabalho é correto afirmar que 
(A) havendo formação de grupo econômico, a responsabilidade da empresa 
controladora do grupo em relação aos direitos trabalhistas de empregados 
das empresas subordinadas é subsidiária. 
(B) em caso de sucessão de empregadores, os contratos de trabalho são 
interrompidos, iniciando-se novo vínculo de emprego com os sucessores. 
(C) o empregador deverá assumir, exclusivamente, todos os riscos da 
atividade econômica, não podendo transferi-los aos empregados. 
(D) tanto no caso de grupo econômico como em situação de sucessão de 
empregadores não incidirá responsabilidade solidária ou subsidiária por 
débitos trabalhistas. 
(E) as instituições de beneficência sem fins lucrativos, em nenhuma 
situação se equiparam ao empregador para efeitos da relação de emprego. 
 
61. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Após trabalhar como empregada para a empresa Gama Marketing por dois 
anos, Minerva foi dispensada sem justa causa e não recebeu verbas 
rescisórias. Em reclamação trabalhista Minerva acionou duas empresas, a 
sua empregadora Gama Marketing e a empresa controladora do grupo 
econômico Gama Participações, sendo que essa última, 
(A) não responderá por não ter sido empregadora da reclamante. 
(B) responderá de forma subsidiária se houver previsão contratual nesse 
sentido. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 141 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(C) responderá subsidiariamente somente se for decretada falência da 
empresa empregadora. 
(D) será responsável solidariamente por força de disposição legal. 
(E) responderá solidariamente ou subsidiariamente apenas por metade das 
verbas rescisórias. 
 
62. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
Em relação ao contrato individual de trabalho, de acordo com a CLT: 
(A) A mudança na propriedade da empresa não afetará os contratos de 
trabalho dos respectivos empregados. 
(B) A alteração na estrutura jurídica da empresa afetará os contratos de 
trabalho dos respectivos empregados. 
(C) A alteração na estrutura jurídica da empresa afetará os direitos 
adquiridos por seus empregados. 
(D) A responsabilidade das empresas integrantes de grupo econômico em 
relação aos direitos dos empregados é subsidiária. 
(E) Poderá ser solidária ou subsidiária a responsabilidade das empresas 
integrantes de grupo econômico não formalizado nos termos da lei, pelos 
direitos dos empregados. 
 
63. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador 
Federal - 2013 
Afrodite foi empregada da empresa "Alfa Seguradora" por dois anos, sendo 
dispensada sem receber nenhuma verba rescisória. Ingressou com uma 
reclamação trabalhista acionando a sua empregadora e a empresa "Alfa 
Banco de Investimentos", que é empresa controladora do grupo econômico. 
Nessa situação: 
(A) não há responsabilidade da empresa controladora porque não foi 
empregadora de Afrodite. 
(B) haverá responsabilidade subsidiária da controladora pelos débitos 
trabalhistas das empresas do grupo econômico. 
(C) a Consolidação das Leis do Trabalho não possui regra própria para 
regular a situação, portanto, não haverá responsabilidade de empresa 
distinta. 
(D) a responsabilidade da empresa do grupo econômico é solidária, 
conforme previsão expressa da Consolidação das Leis do Trabalho. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 142 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(E) somente haveria responsabilidade solidária ou subsidiária por parte da 
empresa controladora do grupo em caso de decretação de falência da 
empresa controlada. 
 
64. FCC/TRT15 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador - 2013 
Regis é empregado da empresa “FGF Ltda.”. Regis presta serviços, durante 
a mesma jornada de trabalho, para a empresa empregadora e para a 
empresa “FTT Ltda.”, empresa esta pertencente ao mesmo grupo 
econômico da empresa “FGF Ltda.”. 
De acordo com entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho, 
em regra, a prestação de serviços de Regis para a empresa “FGF Ltda.” e 
para a empresa “FTT Ltda.”, durante a mesma jornada de trabalho, 
(A) só configura a coexistência de dois contratos de 
trabalho, se Regis trabalhar mais de vinte e cinco horas semanais para a 
empresa “FTT Ltda”, havendo controle de horário. 
(B) caracteriza a coexistência de dois contratos de trabalho em razão da 
simultaneidade na prestação de serviços. 
(C) só caracteriza a coexistência de dois contratos de trabalho, se Regis 
trabalhar mais de vinte horas semanais para a empresa “FTT Ltda”, 
havendo controle de horário. 
(D) não configura a coexistência de dois contratos de trabalho. 
(E) só configura a coexistência de dois contratos de trabalho, se Regis 
receber ordens direta de superior hierárquico contratado pela empresa “FTT 
Ltda”, bem como houver controle de horário. 
 
65. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013 
Diana trabalhou por dois anos para a empresa Delta Administradora de 
Créditos, controlada e administrada pelo Banco Delta, formando grupo 
econômico. Houve a dispensa sem justa causa e a empregada não recebeu 
as verbas rescisórias devidas. 
Nessa situação, quanto à dívida trabalhista é correto afirmar que 
(A) a CLT não prevê nenhum tipo de responsabilidade de empresas que 
pertençam ao mesmo grupo econômico por débitos trabalhistas, ficando a 
critério do juiz a aplicação de normas do direito comum. 
(B) a empresa Delta Administradora de Crédito será a única responsável 
pelo pagamento por ser a real empregadora de Diana. 
(C) o Banco Delta somente responderá pelo débito de forma subsidiária, 
caso ocorra a falência da empresa Delta Administradora de Créditos. 
(D) o Banco Delta responderá solidariamente em razão da formação do 
grupo econômico por expressa determinação da CLT. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br143 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(E) a responsabilidade do Banco Delta será subsidiária por determinação 
prevista na CLT, após esgotado o patrimônio da empresa Delta 
Administradora de Créditos. 
 
66. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
A Consolidação das Leis do Trabalho apresenta normas que regulam os 
sujeitos do contrato individual de trabalho, conceituando e caracterizando 
o empregado e o empregador. 
Segundo essas normas, é INCORRETO afirmar: 
(A) A empresa principal será responsável subsidiária em relação às 
subordinadas, em caso de formação de grupo econômico para os efeitos da 
relação de emprego. 
(B) O empregador assume os riscos da atividade econômica, admitindo, 
assalariando e dirigindo a prestação pessoal dos serviços do empregado. 
(C) O empregado é a pessoa física que presta serviços de natureza não 
eventual, sob a dependência do empregador que lhe remunera. 
(D) O empregador não poderá fazer distinções relativas à espécie de 
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, 
técnico e manual. 
(E) As alterações na estrutura jurídica da empresa, como, por exemplo, a 
mudança do quadro societário, não afetarão os direitos adquiridos por seus 
empregados. 
 
67. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2013 
O empregado que não recebe os salários da empresa empregadora poderá 
pleitear o pagamento por parte de outra empresa que pertença ao mesmo 
grupo econômico de sua empregadora, embora não tenha prestado serviços 
a essa empresa? 
(A) Não, porque o empregado não prestou serviços para a outra empresa 
do grupo econômico. 
(B) Sim, desde que essa responsabilidade esteja expressamente prevista 
no contrato de trabalho. 
(C) Não, visto que são empresas com personalidade jurídica própria, não 
havendo previsão legal para tal responsabilidade. 
(D) Sim, respondendo a empresa do grupo de forma solidária, por força de 
dispositivo legal trabalhista. 
(E) Sim, havendo apenas a responsabilidade subsidiária da empresa do 
grupo que não foi empregadora. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 144 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
68. FCC/TRT6 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012 
Por razões de interesse econômico, os proprietários da empresa Tetra 
Serviços Ltda. transferiram o negócio para terceiros. 
Houve alteração da razão social, mas não ocorreu alteração de endereço, 
do ramo de atividades, nem de equipamentos. 
Manteve-se o mesmo quadro de empregados. Tal situação caracterizou a 
sucessão de empregadores. Neste caso, quanto aos contratos de trabalho 
dos empregados da empresa sucedida, 
(A) os contratos de trabalho se manterão inalterados e seguirão seu curso 
normal. 
(B) a transferência de obrigações depende das condições em que a 
sucessão foi pactuada. 
(C) as obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as 
posteriores sobre a sucessora. 
(D) todas as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho 
deverão ser repactuadas entre os empregados e o novo empregador. 
(E) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações 
contratuais. 
 
69. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Execução de 
Mandados - 2012 
A empresa Gama foi sucedida pela empresa Delta, ocupando o mesmo 
local, utilizando as mesmas instalações e fundo de comércio, assim como 
mantendo as mesmas atividades e empregados. Em relação aos contratos 
de trabalho dos empregados da empresa sucedida é correto afirmar que 
(A) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações 
contratuais. 
(B) as obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as 
posteriores sobre a sucessora. 
(C) as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho serão 
obrigatoriamente repactuadas entre os empregados e o novo empregador 
individual. 
(D) a transferência de obrigações trabalhistas dependerá das condições em 
que a sucessão foi pactuada. 
(E) os contratos se manterão inalterados e seguirão seu curso normal. 
 
70. FCC/TST – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 145 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Durante três anos Thor foi empregado da empresa Ajax Manutenção 
Industrial, que faz parte do grupo econômico Ajax, constituído por quatro 
empresas. Em razão de problemas financeiros, Thor foi dispensado sem 
justa causa. Não houve pagamento de verbas rescisórias. Nesta situação, 
caberia algum tipo de responsabilidade para as demais empresas do grupo 
Ajax? 
(A) Depende da existência de contrato firmado entre as empresas do grupo 
prevendo a responsabilidade solidária, visto que Thor não prestou serviços 
para todas as empresas do grupo. 
(B) Sim, sendo qualquer uma das empresas do grupo responsável 
subsidiária pelas dívidas trabalhistas da outra empresa. 
(C) Não, porque cada empresa do grupo possui personalidade jurídica 
própria e responde apenas por dívidas com seus próprios empregados. 
(D) Sim, porque havendo a constituição de grupo econômico serão, para 
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis as empresas 
do grupo. 
(E) Não, porque não há previsão legal para responsabilidade patrimonial de 
empresas que pertençam ao mesmo grupo econômico, sendo que entre os 
sócios haverá responsabilidade subsidiária. 
 
71. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2012 
No grupo econômico entre empresas, apenas a empresa principal, que 
empregou o trabalhador, responderá por seus direitos trabalhistas, não 
havendo qualquer responsabilidade das demais empresas subordinadas. 
 
72. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Execução de 
Mandados - 2011 
Considere as seguintes assertivas a respeito do Grupo Econômico: 
I. O Grupo econômico, para fins trabalhistas, necessita de prova cabal de 
sua formal institucionalização cartorial, tal como holdings, consórcios, pools 
etc. 
II. As associações, entidades beneficentes e sindicatos podem ser 
considerados como grupo de empresas, se presentes os requisitos legais. 
III. Cada empresa do grupo é autônoma em relação às demais, mas o 
empregador real é o próprio grupo. 
IV. Nada impede que a admissão do empregado seja feita em nome de uma 
empresa do grupo e a baixa em nome de outra. 
Está correto o que consta APENAS em 
(A) I, III e IV. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 146 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
(B) I, II e III. 
(C) II, III e IV. 
(D) I e IV. 
(E) III e IV. 
 
73. FCC/TRT22 – Analista Judiciário – Área Administrativa - 
2010 
Joana presta serviços na qualidade de empregada para mais de uma 
empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de 
trabalho. Neste caso, salvo ajuste em contrário, 
(A) não está caracterizada a coexistência de mais de um contrato de 
trabalho. 
(B) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho, 
limitado em três, tendo em vista que as empresas possuem personalidades 
jurídicas distintas. 
(C) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho, 
limitado em dois, tendo em vista que as empresas possuem personalidades 
jurídicas distintas. 
(D) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho, 
sem limitação, em razão da prestação de serviços acontecer durante a 
mesma jornada de trabalho. 
(E) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho, 
sem limitação, tendo em vista que as empresas possuem personalidades 
jurídicas distintas. 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 147 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
7 – Gabarito 
1. C 
2.E 
3. C 
4. E 
5. A 
6. A 
7. D 
8. A 
9. E 
10. D 
11. A 
12. C 
13. A 
14. E 
15. C 
16. ANU 
17. D 
18. B 
19. A 
20. C 
21. A 
22. D 
23. A 
24. E 
25. C 
26. D 
27. C 
28. D 
29. E 
30. D 
31. E 
32. E 
33. C 
34. D 
35. D 
36. C 
37. B 
38. E 
39. E 
40. C 
41. B 
42. D 
43. A 
44. E 
45. A 
46. E 
47. E 
48. C 
49. A 
50. C 
51. A 
52. E 
53. E 
54. E 
55. E 
56. E 
57. B 
58. B 
59. E 
60. C 
61. D 
62. A 
63. D 
64. D 
65. D 
66. A 
67. D 
68. A 
69. E 
70. D 
71. E 
72. E 
73. A 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 148 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
 
8 – Resumo da aula 
Relações de trabalho, emprego e empregador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 149 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Grupo Econômico e Sucessão Trabalhista 
 
 
Responsabilidade dos sócios 
 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 150 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
9 – Conclusão 
Bom pessoal, 
Estamos chegando ao final de nossa aula, imaginamos que tenha sido produtiva. 
Os assuntos “relação de emprego, empregado e empregador” são recorrentes em 
prova, e há grandes chances de ser explorado. 
Consideramos importantíssimo que decorem – e entendam - os elementos fático-
jurídicos da relação de emprego e a diferenciação entre empregados urbanos e 
domésticos (e respectivos empregadores). 
Também é importante decorar as disposições dos artigos 2º (e §§), 3º e 6º da 
CLT. Esperamos que tenham gostado da aula, e se surgir alguma dúvida quanto 
ao assunto apresentado, estamos à disposição para auxiliá-los (as). 
Grande abraço e bons estudos, 
 
 Prof. Antonio Daud Jr 
https://www.facebook.com/adaudjr 
 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 151 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
10 – Lista de Legislação, Súmulas e OJ do TST 
relacionados à aula 
– CF/88 
 
CF/88, art. 7º, parágrafo único. São assegurados à categoria dos 
trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, 
XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem como a sua integração à previdência 
social. 
CF/88, art. 7º, parágrafo único. São assegurados à categoria dos 
trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, 
X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e 
XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a 
simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e 
acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os 
previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua 
integração à previdência social. 
CF/88, art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos 
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
(...) 
 II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação 
prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com 
a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em 
lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de 
livre nomeação e exoneração; 
 
 – CLT 
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, 
assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a 
prestação pessoal de serviço. 
CLT, art. 2º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, 
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, 
controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando 
cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis 
solidariamente pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. 
§ 3º Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo 
necessárias, para a configuração do grupo, a demonstração do interesse 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 152 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das 
empresas dele integrantes. 
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços 
de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e 
mediante salário. 
Parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e 
à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e 
manual. 
 Art. 6º Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do 
empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a 
distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de 
emprego. 
Parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de comando, 
controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos 
meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho 
alheio. 
Art. 7º Os preceitos constantes da presente Consolidação salvo quando for 
em cada caso, expressamente determinado em contrário, não se aplicam: 
a) aos empregados domésticos, assim considerados, de um modo geral, os 
que prestam serviços de natureza não-econômica à pessoa ou à família, no 
âmbito residencial destas; 
b) aos trabalhadores rurais, assim considerados aqueles que, exercendo 
funções diretamente ligadas à agricultura e à pecuária, não sejam 
empregados em atividades que, pelos métodos de execução dos 
respectivos trabalhos ou pela finalidade de suas operações, se classifiquem 
como industriais ou comerciais; 
c) aos funcionários públicos da União, dos Estados e dos Municípios e aos 
respectivos extranumerários em serviço nas próprias repartições; 
d) aos servidores de autarquias paraestatais, desde que sujeitos a regime 
próprio de proteção ao trabalho que lhes assegure situação análoga à dos 
funcionários públicos. 
Art. 9º - Serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de 
desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na 
presente Consolidação. 
Art. 10 - Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará 
os direitos adquiridos por seus empregados. 
 CLT, art. 10-A. O sócio retirante responde subsidiariamente pelas 
obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou 
como sócio, somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada 
a modificação do contrato, observada a seguinte ordem de preferência: 
I - a empresa devedora; 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 153 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
II - os sócios atuais; e 
III - os sócios retirantes. 
CLT, art. 10-A, parágrafo único. O sócio retirante responderá 
solidariamente com os demais quando ficar comprovada fraude na 
alteração societária decorrente da modificação do contrato. 
Art. 62 - Não são abrangidos pelo regime previsto neste capítulo [Da 
Duração do Trabalho]: 
(...) 
II - os gerentes, assim considerados os exercentes de cargos de gestão, 
aos quais se equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os diretores 
e chefes de departamento ou filial. 
Parágrafo único - O regime previsto neste capítulo será aplicável aos 
empregados mencionados no inciso II deste artigo, quando o salário do 
cargo de confiança, compreendendo a gratificação de função, se houver, 
for inferior ao valor do respectivo salário efetivo acrescido de 40% 
(quarenta por cento). 
CLT, art. 75-B. Considera-se teletrabalhoa prestação de serviços 
preponderantemente fora das dependências do empregador, com a 
utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua 
natureza, não se constituam como trabalho externo. 
Parágrafo único. O comparecimento às dependências do empregador para 
a realização de atividades específicas que exijam a presença do empregado 
no estabelecimento não descaracteriza o regime de teletrabalho. 
Art. 224 - § 2º - As disposições deste artigo [duração do trabalho] não se 
aplicam aos que exercem funções de direção, gerência, fiscalização, chefia 
e equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança, desde 
que o valor da gratificação não seja inferior a 1/3 (um terço) do salário do 
cargo efetivo. 
Art. 428. Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, 
ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se 
compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte 
e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem formação técnico-
profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral 
e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas 
necessárias a essa formação. 
§ 1º A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na 
Carteira de Trabalho e Previdência Social, matrícula e freqüência do 
aprendiz na escola, caso não haja concluído o ensino médio, e inscrição em 
programa de aprendizagem desenvolvido sob orientação de entidade 
qualificada em formação técnico-profissional metódica. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 154 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
§ 2o Ao aprendiz, salvo condição mais favorável, será garantido o salário 
mínimo hora. 
§ 3o O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 
(dois) anos, exceto quando se tratar de aprendiz portador de deficiência. 
§ 4o A formação técnico-profissional a que se refere o caput deste artigo 
caracteriza-se por atividades teóricas e práticas, metodicamente 
organizadas em tarefas de complexidade progressiva desenvolvidas no 
ambiente de trabalho. 
§ 5o A idade máxima prevista no caput deste artigo não se aplica a 
aprendizes portadores de deficiência. 
CLT, art. 428, § 6º Para os fins do contrato de aprendizagem, a 
comprovação da escolaridade de aprendiz com deficiência deve considerar, 
sobretudo, as habilidades e competências relacionadas com a 
profissionalização. 
§ 7o Nas localidades onde não houver oferta de ensino médio para o 
cumprimento do disposto no § 1o deste artigo, a contratação do aprendiz 
poderá ocorrer sem a freqüência à escola, desde que ele já tenha concluído 
o ensino fundamental. 
CLT, art. 428, § 8º Para o aprendiz com deficiência com 18 (dezoito) anos 
ou mais, a validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na 
CTPS e matrícula e frequência em programa de aprendizagem desenvolvido 
sob orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional 
metódica. 
Art. 429. Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a 
empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem 
número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze 
por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada 
estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional. 
§ 1o-A. O limite fixado neste artigo não se aplica quando o empregador for 
entidade sem fins lucrativos, que tenha por objetivo a educação 
profissional. 
§ 1o As frações de unidade, no cálculo da percentagem de que trata o 
caput, darão lugar à admissão de um aprendiz. 
CLT, art. 429, § 1º-B Os estabelecimentos a que se refere o caput poderão 
destinar o equivalente a até 10% (dez por cento) de sua cota de aprendizes 
à formação técnico-profissional metódica em áreas relacionadas a práticas 
de atividades desportivas, à prestação de serviços relacionados à 
infraestrutura, incluindo as atividades de construção, ampliação, 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 155 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
recuperação e manutenção de instalações esportivas e à organização e 
promoção de eventos esportivos. 
§ 2o Os estabelecimentos de que trata o caput ofertarão vagas de 
aprendizes a adolescentes usuários do Sistema Nacional de Atendimento 
Socioeducativo (Sinase) nas condições a serem dispostas em instrumentos 
de cooperação celebrados entre os estabelecimentos e os gestores dos 
Sistemas de Atendimento Socioeducativo locais. 
Art. 430. Na hipótese de os Serviços Nacionais de Aprendizagem não 
oferecerem cursos ou vagas suficientes para atender à demanda dos 
estabelecimentos, esta poderá ser suprida por outras entidades qualificadas 
em formação técnico-profissional metódica, a saber: 
I – Escolas Técnicas de Educação; 
II – entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência 
ao adolescente e à educação profissional, registradas no Conselho Municipal 
dos Direitos da Criança e do Adolescente. 
III - entidades de prática desportiva das diversas modalidades filiadas ao 
Sistema Nacional do Desporto e aos Sistemas de Desporto dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios. 
§ 1o As entidades mencionadas neste artigo deverão contar com estrutura 
adequada ao desenvolvimento dos programas de aprendizagem, de forma 
a manter a qualidade do processo de ensino, bem como acompanhar e 
avaliar os resultados. 
§ 2o Aos aprendizes que concluírem os cursos de aprendizagem, com 
aproveitamento, será concedido certificado de qualificação profissional. 
§ 3o O Ministério do Trabalho e Emprego fixará normas para avaliação da 
competência das entidades mencionadas no inciso II deste artigo. 
§ 3º O Ministério do Trabalho fixará normas para avaliação da competência 
das entidades mencionadas nos incisos II e III deste artigo. 
§ 4º As entidades mencionadas nos incisos II e III deste artigo deverão 
cadastrar seus cursos, turmas e aprendizes matriculados no Ministério do 
Trabalho. 
§ 5º As entidades mencionadas neste artigo poderão firmar parcerias entre 
si para o desenvolvimento dos programas de aprendizagem, conforme 
regulamento. 
Art. 431. A contratação do aprendiz poderá ser efetivada pela empresa 
onde se realizará a aprendizagem ou pelas entidades mencionadas nos 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 156 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
incisos II e III do art. 430, caso em que não gera vínculo de emprego com 
a empresa tomadora dos serviços. 
Art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas 
diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. 
 § 1o O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para 
os aprendizes que já tiverem completado o ensino fundamental, se nelas 
forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica. 
Art. 433. O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou 
quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a 
hipótese prevista no § 5o do art. 428 desta Consolidação, ou ainda 
antecipadamente nas seguintes hipóteses: 
I - desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz, salvo para o 
aprendiz com deficiência quando desprovido de recursos de acessibilidade, 
de tecnologias assistivas e de apoio necessário ao desempenho de suas 
atividades; 
II – falta disciplinar grave; 
III – ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; ou 
IV – a pedido do aprendiz. 
§ 2o Não se aplica o disposto nos arts. 479 e 480 desta Consolidação às 
hipóteses de extinção do contrato mencionadas neste artigo. 
CLT, art. 442, parágrafo único - Qualquer que seja o ramo de atividade da 
sociedade cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus 
associados, nem entre estes e os tomadores de serviços daquela.Art. 442-B. A contratação do autônomo, cumpridas por este todas as 
formalidades legais, de forma contínua ou não, afasta a qualidade de 
empregado prevista no art. 3º desta Consolidação. 
§ 1º É vedada a celebração de cláusula de exclusividade no contrato 
previsto no caput. 
§ 2º Não caracteriza a qualidade de empregado prevista no art. 3º o fato 
de o autônomo prestar serviços a apenas um tomador de serviços. 
§ 3º O autônomo poderá prestar serviços de qualquer natureza a outros 
tomadores de serviços que exerçam ou não a mesma atividade econômica, 
sob qualquer modalidade de contrato de trabalho, inclusive como 
autônomo. 
§ 4º Fica garantida ao autônomo a possibilidade de recusa de realizar 
atividade demandada pelo contratante, garantida a aplicação de cláusula 
de penalidade prevista em contrato. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 157 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
§ 5º Motoristas, representantes comerciais, corretores de imóveis, 
parceiros, e trabalhadores de outras categorias profissionais reguladas por 
leis específicas relacionadas a atividades compatíveis com o contrato 
autônomo, desde que cumpridos os requisitos do caput, não possuirão a 
qualidade de empregado prevista o art. 3º. 
§ 6º Presente a subordinação jurídica, será reconhecido o vínculo 
empregatício. 
§ 7º O disposto no caput se aplica ao autônomo, ainda que exerça atividade 
relacionada ao negócio da empresa contratante. 
Art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa 
não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. 
CLT, art. 448-A. Caracterizada a sucessão empresarial ou de empregadores 
prevista nos arts. 10 e 448 desta Consolidação, as obrigações trabalhistas, 
inclusive as contraídas à época em que os empregados trabalhavam para a 
empresa sucedida, são de responsabilidade do sucessor. 
CLT, art. 448-A, parágrafo único. A empresa sucedida responderá 
solidariamente com a sucessora quando ficar comprovada fraude na 
transferência. 
 
Art. 469 - Ao empregador é vedado transferir o empregado, sem a sua 
anuência, para localidade diversa da que resultar do contrato (...) 
§ 1º - Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os empregados 
que exerçam cargo de confiança (...). 
 
– Legislação específica 
 
Lei 5.889/73, art. 2º Empregado rural é toda pessoa física que, em 
propriedade rural ou prédio rústico, presta serviços de natureza não 
eventual a empregador rural, sob a dependência deste e mediante salário. 
Lei 5.889/73, art. 3º - Considera-se empregador rural, para os efeitos desta 
Lei, a pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, que explore atividade 
agro-econômica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou 
através de prepostos e com auxílio de empregados. 
§ 1º Inclui-se na atividade econômica referida no caput deste artigo, além 
da exploração industrial em estabelecimento agrário não compreendido na 
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 
5.452, de 1o de maio de 1943, a exploração do turismo rural ancilar à 
exploração agroeconômica. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 158 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
Lei 5.889/73, art. 3º, § 2º Sempre que uma ou mais empresas, embora 
tendo cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob 
direção, controle ou administração de outra, ou ainda quando, mesmo 
guardando cada uma sua autonomia, integrem grupo econômico ou 
financeiro rural, serão responsáveis solidariamente nas obrigações 
decorrentes da relação de emprego. 
Lei 5.889/73, art. 4º - Equipara-se ao empregador rural, a pessoa física ou 
jurídica que, habitualmente, em caráter profissional, e por conta de 
terceiros, execute serviços de natureza agrária, mediante utilização do 
trabalho de outrem. 
Lei 9.962/00, art. 1º O pessoal admitido para emprego público na 
Administração federal direta, autárquica e fundacional terá sua relação de 
trabalho regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (...) e legislação 
trabalhista correlata, naquilo que a lei não dispuser em contrário. 
Lei 11.102/05, art. 141, II – o objeto da alienação estará livre de qualquer 
ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, 
inclusive as de natureza tributária, as derivadas da legislação do trabalho 
e as decorrentes de acidentes de trabalho. 
Lei 11.102/05, art. 141, § 2º Empregados do devedor contratados pelo 
arrematante serão admitidos mediante novos contratos de trabalho e o 
arrematante não responde por obrigações decorrentes do contrato anterior. 
Lei 11.102/05, art. 161, § 1º Não se aplica o disposto neste Capítulo [DA 
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL] a titulares de créditos de natureza 
tributária, derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidente 
de trabalho (...). 
Lei 11.788/08, art. 3º O estágio (...) não cria vínculo empregatício de 
qualquer natureza, observados os seguintes requisitos: 
I – matrícula e freqüência regular do educando em curso de educação 
superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial 
e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da 
educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino; 
II – celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte 
concedente do estágio e a instituição de ensino; 
III – compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas 
previstas no termo de compromisso. 
Lei 11.788/08, art. 5º As instituições de ensino e as partes cedentes de 
estágio podem, a seu critério, recorrer a serviços de agentes de integração 
públicos e privados, mediante condições acordadas em instrumento jurídico 
apropriado, devendo ser observada, no caso de contratação com recursos 
públicos, a legislação que estabelece as normas gerais de licitação. 
§ 1º Cabe aos agentes de integração, como auxiliares no processo de 
aperfeiçoamento do instituto do estágio: 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 159 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
I – identificar oportunidades de estágio; 
II – ajustar suas condições de realização; 
III – fazer o acompanhamento administrativo; 
IV – encaminhar negociação de seguros contra acidentes pessoais; 
V – cadastrar os estudantes. 
§ 2º É vedada a cobrança de qualquer valor dos estudantes, a título de 
remuneração pelos serviços referidos nos incisos deste artigo. 
Lei 11.788/08, art. 13 É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio 
tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 
(trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares. 
Lei 11.788/08, art. 15. A manutenção de estagiários em desconformidade 
com esta Lei caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte 
concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista e 
previdenciária. 
Lei 11.788/08, art. 1º, § 2º O estágio visa ao aprendizado de competências 
próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, 
objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o 
trabalho. 
Lei 8.630/93, art. 18. Os operadores portuários, devem constituir, em cada 
porto organizado, um órgão de gestão de mão-de-obra do trabalho 
portuário (...) 
Lei 12.023/09, art. 2º São atividades da movimentação de mercadorias 
em geral: 
I – cargas e descargas de mercadorias a granel e ensacados, costura, 
pesagem, embalagem, enlonamento, ensaque, arrasto, posicionamento, 
acomodação, reordenamento, reparação da carga, amostragem, 
arrumação, remoção, classificação, empilhamento, transporte com 
empilhadeiras, paletização, ova e desova de vagões, carga e descarga em 
feiras livres e abastecimento de lenha em secadores e caldeiras; 
II – operações de equipamentos de carga edescarga; 
III – pré-limpeza e limpeza em locais necessários à viabilidade das 
operações ou à sua continuidade. 
Lei 9.608/98, art. 1º Considera-se serviço voluntário, para os fins desta 
Lei, a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade 
pública de qualquer natureza ou a instituição privada de fins não lucrativos 
que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos 
ou de assistência à pessoa. 
Decreto 5.598/05, art. 9º Os estabelecimentos de qualquer natureza são 
obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de 
Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 160 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em 
cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional. 
§ 1º No cálculo da percentagem de que trata o caput deste artigo, as 
frações de unidade darão lugar à admissão de um aprendiz. 
§ 2º Entende-se por estabelecimento todo complexo de bens organizado 
para o exercício de atividade econômica ou social do empregador, que se 
submeta ao regime da CLT. 
Art. 10. Para a definição das funções que demandem formação 
profissional, deverá ser considerada a Classificação Brasileira de Ocupações 
(CBO), elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 
§ 1º Ficam excluídas da definição do caput deste artigo as funções que 
demandem, para o seu exercício, habilitação profissional de nível técnico 
ou superior, ou, ainda, as funções que estejam caracterizadas como cargos 
de direção, de gerência ou de confiança, nos termos do inciso II e 
do parágrafo único do art. 62 e do § 2o do art. 224 da CLT. 
§ 2º Deverão ser incluídas na base de cálculo todas as funções que 
demandem formação profissional, independentemente de serem proibidas 
para menores de dezoito anos. 
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa 
física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à 
disposição de uma empresa tomadora de serviços, para atender à 
necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à 
demanda complementar de serviços. 
Lei 6.019/74, art. 4o Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica, 
devidamente registrada no Ministério do Trabalho, responsável pela 
colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas 
temporariamente. 
Lei 8.666/93, art. 71. O contratado é responsável pelos encargos 
trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução 
do contrato. 
§ 1º A inadimplência do contratado, com referência aos encargos 
trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a 
responsabilidade por seu pagamento, nem poderá onerar o objeto do 
contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, 
inclusive perante o Registro de Imóveis. 
 
Lei 12.592/2012, art. 1º-A Os salões de beleza poderão celebrar contratos 
de parceria, por escrito, nos termos definidos nesta Lei, com os 
profissionais que desempenham as atividades de Cabeleireiro, Barbeiro, 
Esteticista, Manicure, Pedicure, Depilador e Maquiador. 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 161 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
§ 1o Os estabelecimentos e os profissionais de que trata o caput, ao 
atuarem nos termos desta Lei, serão denominados salão-parceiro e 
profissional-parceiro, respectivamente, para todos os efeitos jurídicos. 
§ 2o O salão-parceiro será responsável pela centralização dos pagamentos 
e recebimentos decorrentes das atividades de prestação de serviços de 
beleza realizadas pelo profissional-parceiro na forma da parceria prevista 
no caput. 
§ 3o O salão-parceiro realizará a retenção de sua cota-parte percentual, 
fixada no contrato de parceria, bem como dos valores de recolhimento de 
tributos e contribuições sociais e previdenciárias devidos pelo profissional-
parceiro incidentes sobre a cota-parte que a este couber na parceria. 
§ 4o A cota-parte retida pelo salão-parceiro ocorrerá a título de atividade 
de aluguel de bens móveis e de utensílios para o desempenho das 
atividades de serviços de beleza e/ou a título de serviços de gestão, de 
apoio administrativo, de escritório, de cobrança e de recebimentos de 
valores transitórios recebidos de clientes das atividades de serviços de 
beleza, e a cota-parte destinada ao profissional-parceiro ocorrerá a título 
de atividades de prestação de serviços de beleza. 
§ 5o A cota-parte destinada ao profissional-parceiro não será considerada 
para o cômputo da receita bruta do salão-parceiro ainda que adotado 
sistema de emissão de nota fiscal unificada ao consumidor. 
§ 6o O profissional-parceiro não poderá assumir as responsabilidades e 
obrigações decorrentes da administração da pessoa jurídica do salão-
parceiro, de ordem contábil, fiscal, trabalhista e previdenciária incidentes, 
ou quaisquer outras relativas ao funcionamento do negócio. 
§ 7o Os profissionais-parceiros poderão ser qualificados, perante as 
autoridades fazendárias, como pequenos empresários, microempresários 
ou microempreendedores individuais. 
§ 8o O contrato de parceria de que trata esta Lei será firmado entre as 
partes, mediante ato escrito, homologado pelo sindicato da categoria 
profissional e laboral e, na ausência desses, pelo órgão local competente 
do Ministério do Trabalho e Emprego, perante duas testemunhas. 
§ 9o O profissional-parceiro, mesmo que inscrito como pessoa jurídica, será 
assistido pelo seu sindicato de categoria profissional e, na ausência deste, 
pelo órgão local competente do Ministério do Trabalho e Emprego. 
§ 10. São cláusulas obrigatórias do contrato de parceria, de que trata esta 
Lei, as que estabeleçam: 
I - percentual das retenções pelo salão-parceiro dos valores recebidos por 
cada serviço prestado pelo profissional-parceiro; 
II - obrigação, por parte do salão-parceiro, de retenção e de recolhimento 
dos tributos e contribuições sociais e previdenciárias devidos pelo 
profissional-parceiro em decorrência da atividade deste na parceria; 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 162 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
III - condições e periodicidade do pagamento do profissional-parceiro, por 
tipo de serviço oferecido; 
IV - direitos do profissional-parceiro quanto ao uso de bens materiais 
necessários ao desempenho das atividades profissionais, bem como sobre 
o acesso e circulação nas dependências do estabelecimento; 
V - possibilidade de rescisão unilateral do contrato, no caso de não subsistir 
interesse na sua continuidade, mediante aviso prévio de, no mínimo, trinta 
dias; 
VI - responsabilidades de ambas as partes com a manutenção e higiene de 
materiais e equipamentos, das condições de funcionamento do negócio e 
do bom atendimento dos clientes; 
VII - obrigação, por parte do profissional-parceiro, de manutenção da 
regularidade de sua inscrição perante as autoridades fazendárias. 
§ 11. O profissional-parceiro não terá relação de emprego ou de sociedade 
com o salão-parceiro enquanto perdurar a relação de parceria tratada nesta 
Lei. 
Art. 1º-B Cabem ao salão-parceiro a preservação e a manutenção das 
adequadas condições de trabalho do profissional-parceiro, especialmente 
quanto aos seus equipamentos e instalações, possibilitando as condições 
adequadas ao cumprimento das normas de segurança e saúde 
estabelecidas no art. 4o desta Lei. 
Art. 1º-C Configurar-se-á vínculo empregatício entre a pessoa jurídica do 
salão-parceiro e o profissional-parceiro quando: 
I - não existir contrato de parceria formalizado na forma descrita nesta Lei; 
e 
II – o profissional-parceiro desempenhar funções diferentes das descritasno contrato de parceria.” 
Art. 1º-D O processo de fiscalização, de autuação e de imposição de multas 
reger-se-á pelo disposto no Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho 
– CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943. 
 
– TST 
SUM-129 CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO 
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo 
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a 
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em contrário. 
SUM-269 DIRETOR ELEITO. CÔMPUTO DO PERÍODO COMO TEMPO DE 
SERVIÇO 
O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato 
de trabalho suspenso, não se computando o tempo de serviço desse 
 
 
 
Prof. Antonio Daud Jr www.estrategiaconcursos.com.br 163 de 163 
DIREITO DO TRABALHO P/ TRT-PE 
Teoria e Questões 
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr 
 
período, salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de 
emprego. 
SUM-386 POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO 
EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA 
Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento 
de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, 
independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar 
prevista no Estatuto do Policial Militar. 
SUM-430 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA. CONTRATAÇÃO. 
AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. NULIDADE. ULTERIOR 
PRIVATIZAÇÃO. CONVALIDAÇÃO. INSUBSISTÊNCIA DO VÍCIO 
Convalidam-se os efeitos do contrato de trabalho que, considerado nulo por 
ausência de concurso público, quando celebrado originalmente com ente da 
Administração Pública Indireta, continua a existir após a sua privatização. 
OJ-SDI1-38 EMPREGADO QUE EXERCE ATIVIDADE RURAL. EMPRESA DE 
REFLORESTAMENTO. PRESCRIÇÃO PRÓPRIA DO RURÍCOLA. 
O empregado que trabalha em empresa de reflorestamento, cuja atividade 
está diretamente ligada ao manuseio da terra e de matéria-prima, é rurícola 
e não industriário, (...) pouco importando que o fruto de seu trabalho seja 
destinado à indústria (...) 
OJ-SDI1-261 BANCOS. SUCESSÃO TRABALHISTA 
As obrigações trabalhistas, inclusive as contraídas à época em que os 
empregados trabalhavam para o banco sucedido, são de responsabilidade 
do sucessor, uma vez que a este foram transferidos os ativos, as agências, 
os direitos e deveres contratuais, caracterizando típica sucessão 
trabalhista.

Mais conteúdos dessa disciplina