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28/07/2023, 23:21 Psicologia escolar e psicologia da educação
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/05471/index.html# 1/31
Psicologia escolar e psicologia da educação
Prof. Alberto Abad
Descrição
Você vai entender a psicologia da educação, sua história, seu lugar na ciência psicológica e suas interfaces com a psicologia escolar, as principais
teorias do desenvolvimento e da psicologia do ensino e aprendizagem e a função social da escola e queixa escolar.
Propósito
O conhecimento sobre a psicologia da educação e psicologia escolar é fundamental para que o profissional da educação reflita sobre a contribuição
das teorias do desenvolvimento e da aprendizagem e seja competente para aplicar na sala de aula essas teorias e outros aspectos educacionais no
intuito de tornar a aprendizagem mais significativa para os estudantes.
Objetivos
Módulo 1
Conceitos básicos em psicologia da educação
Reconhecer o lugar da psicologia da educação na ciência psicológica e suas interfaces com outras subáreas da psicologia.
Módulo 2
Principais escolas de psicologia: representantes e contribuições para a psicologia da
educação
Identificar, por meio da história, as principais escolas de psicologia, seus representantes e contribuições fundamentais para a psicologia da
educação.
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Módulo 3
Psicologia do desenvolvimento e processo de ensino–aprendizagem
Identificar as principais teorias do desenvolvimento e da aprendizagem.
Módulo 4
A queixa escolar e o papel da escola na sociedade
Reconhecer a função social da escola.
Introdução
Você sabia que a educação é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação? Sim, de fato, o professor, filósofo e
pedagogo brasileiro Dermeval Saviani sempre defendeu a ideia de que, para beneficiar a sociedade em todos os campos econômico-sociais, é
fundamental converter o investimento em educação no eixo principal do desenvolvimento. Isso se reflete diretamente na qualidade de vida de seus
habitantes, como nas áreas de saúde, habitação, emprego e mobilidade social.
Estudar, aprofundar e fomentar a pesquisa no campo da psicologia da educação e da psicologia escolar é vital para o desenvolvimento do Brasil, o
que se reflete diretamente na qualidade de vida dos brasileiros. Assim, em nosso estudo sobre a psicologia da educação e a psicologia escolar,
iniciaremos com a definição dos conceitos básicos, localizando a psicologia da educação no campo da ciência psicológica e diferenciando a
psicologia da educação da psicologia escolar.
Em seguida, traremos uma breve história da psicologia e as principais contribuições dos psicólogos mais destacados que se debruçaram na área de
aprendizagem. Estudaremos duas teorias representativas da psicologia do desenvolvimento e da psicologia do ensino e aprendizagem. Por fim,
analisaremos a função social da escola e contextualizaremos a queixa escolar na atualidade.
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1 - Conceitos básicos em psicologia da educação
Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer o lugar da psicologia da educação na ciência psicológica e suas interfaces
com outras subáreas da psicologia.
Psicologia da educação e ciência psicológica
O que significa a palavra psicologia?
A definição da psicologia depende do momento histórico e da teoria que se escolha. Se considerarmos a origem etimológica, a palavra psicologia
deriva do grego ψυχή (psyché – alma) e λογία (logia – tratado) e, portanto, significa a “ciência da alma”.
No século XIX, o famoso psicólogo norte-americano William James definiu psicologia como a ciência da vida mental, tanto de seus fenômenos
(sentimentos, desejos, cognições, raciocínios, decisões e coisas semelhantes) quanto de suas condições (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012). Atualmente, a
Associação Americana de Psicologia (APA) a define como o estudo da mente e do comportamento.
Com base na definição da APA, a psicologia ajuda a entender os processos mentais, o comportamento e as emoções humanas. Assim, facilita o
estudo de outros tópicos, como as relações interpessoais (amizades, companheiros de trabalho etc.), e a forma como as pessoas reagem ao
ambiente (estresse, ansiedade etc.). Portanto, é uma ciência que possibilita a compreensão da natureza humana. Adicionalmente, ao estudar os
processos mentais e emocionais que ocorrem na vida das pessoas, pode-se ajudar no tratamento e na prevenção de problemas de saúde mentais e
comportamentais.
Você sabia que a psicologia pode ser aplicada a todas as áreas da vida do ser humano?
Resposta
Sim! Pode ser utilizada tanto no tratamento de problemas de saúde mental, quanto na melhora de relacionamentos, do ambiente de
trabalho e do sistema educacional, dentre outros tópicos. Nesse sentido, para beneficiar a sociedade em geral e as pessoas em particular,
a psicologia é dividida em diferentes subáreas, cada uma com uma especialidade específica. Como consequência, pode contribuir para a
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De acordo com a APA, as subáreas da psicologia são: psicologia clínica, psicologia climática e ambiental, psicologia social, psicologia experimental,
psicologia do trabalho organizacional etc. Em nosso estudo, vamos focar em apenas três subáreas. Vamos conferi-las!

Psicologia da educação

Psicologia do ensino e aprendizagem

Psicologia do desenvolvimento
A psicologia da educação também é denominada como psicologia educacional, psicologia na educação, psicologia aplicada à educação e
psicologia do escolar. Essa subárea se especializa em compreender o ensino e a aprendizagem em ambientes educacionais. Lida com a aplicação
de princípios e teorias psicológicas a um amplo espectro de questões de ensino, treinamento e aprendizagem em ambientes educacionais e aborda
problemas psicológicos que podem surgir nos sistemas educacionais (VANDENBOS, 2015). Ao concentrar-se no estudo psicológico dos problemas
cotidianos da educação, desenvolve teorias, modelos e métodos de instrução, avaliação e pesquisa.
A psicologia da educação busca compreender o processo de aprendizagem e desenvolvimento dos educandos. Por meio dela, são desenvolvidos
estudos e ações para melhorar o ensino e a aprendizagem, oferecendo um ambiente que propicie o desenvolvimento nos estudantes das
habilidades cognitivas (raciocínio lógico, resolução de problemas, concentração, memória, criatividade, raciocínio abstrato etc.), afetivas
(comunicação assertiva, escuta atenta, inteligência emocional, resiliência, autocontrole, empatia etc.) e sociais (comunicação e a resolução de
conflitos).
A psicologia da educação é essencial para o bom desempenho de alunos e alunas, pois permite que os docentes – por meio de estratégias e
técnicas – identifiquem quais são as principais dificuldades dos estudantes (como gerenciamento de tempo, motivação, organização, compreensão,
comprometimento), oferecendo, assim, auxílio e orientação para promover um ambiente escolar mais saudável e propício para o desenvolvimento
de educandos.
O lugar da ciência psicológica
Neste vídeo, você refletirá sobre a psicologia da educação e a ciência psicológica, partindo da etimologia da palavra psicologia até a explicação do
objetivo de cada uma das áreas do saber.
melhoria da qualidade de vida das pessoas, ajudando-as a entender como lidar com problemas e como enfrentar os desafios da vida. Para
isso, há variadas informações e ferramentas em relação a tratamento e prevenção de problemas de saúde mental e comportamental.
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Relações e diferenças importantes entre subáreas
A psicologiaescolar é um termo que se relaciona com a psicologia da educação, mas não é um sinônimo, pois se refere “a um campo de ação
determinado, isto é, à escola e às relações que aí se estabelecem; fundamenta sua atuação nos conhecimentos produzidos pela Psicologia da
Educação” (ANTUNES, 2008, p. 470). A psicologia escolar ajuda o docente a entender o desenvolvimento dos estudantes (alcance e limite de
capacidades, áreas de interesse, estilos de aprendizagem, processos de relações sociais).
Para facilitar o desenvolvimento discente e docente, a psicologia da educação se vale principalmente de outras subáreas da psicologia, como a
psicologia do desenvolvimento e da psicologia da aprendizagem.
A psicologia do desenvolvimento estuda as mudanças (físicas, mentais e comportamentais) que ocorrem desde a
concepção até a velhice e investiga os vários fatores biológicos, neurobiológicos, genéticos, psicológicos, sociais,
culturais e ambientais que afetam o desenvolvimento ao longo da vida (VANDENBOS, 2015).
A psicologia do desenvolvimento é fundamental para a educação, pois aborda os processos de mudanças e de adaptação dos indivíduos ao longo
da vida (nascimento, crescimento, adolescência, vida adulta). Ela fornece informações valiosas sobre os padrões de desenvolvimento durante essas
etapas, que são essenciais para a compreensão do comportamento humano. Além disso, a psicologia do desenvolvimento pode ajudar a prever e a
prevenir possíveis distúrbios de:
Comportamento
Como agressividade, bullying, hiperatividade e distúrbios da alimentação.
Aprendizagem
Como dificuldade de leitura, dificuldade de escrita e dificuldade matemática.
Também pode contribuir para o desenvolvimento de programas educacionais mais eficazes, baseados no conhecimento sobre os processos
psicológicos do desenvolvimento.
Já a psicologia do ensino e aprendizagem é uma subárea que abrange teorias sobre como a psicologia se relaciona com as formas como as
pessoas aprendem e interagem com os ambientes. Também ajuda os profissionais da educação a entender melhor as necessidades dos estudantes
(aprendizagem de qualidade, oportunidades de crescimento, orientação, suporte social) e o processo de aprendizagem, bem como a desenvolver
melhores estratégias para o ensino (estabelecer objetivos de aprendizagem, modelos de ensino baseados em projetos, utilizar recursos multimídia,
incentivar o aprendizado colaborativo). Além disso, ajuda a prevenir possíveis problemas de comportamento ou da aprendizagem e pode contribuir
para o desenvolvimento de programas educacionais mais eficazes e políticas públicas.
Você conhece os principais tópicos de pesquisa dessas subáreas da psicologia?
A pesquisa realizada interdisciplinarmente nessas áreas de conhecimento perpassa um número variado de temáticas, tais como:
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O discente (competências, diferenças individuais, comportamento, desenvolvimento biopsicossocial ao longo da vida).
O processo de aprendizagem (resolução de problemas, transferência de aprendizagem, formas e meios de aprendizagem eficaz etc).
O ambiente de aprendizagem (dinâmicas de grupo, técnicas e auxílios que facilitem a aprendizagem e avaliação etc).
O docente (papel do professor, características de ensino eficaz etc).
A pesquisa na psicologia da educação/escolar é uma fonte valiosa de informações, métodos perspectivas e estratégias que facilitam o processo de
aprendizagem, principalmente pela complexidade do ensino e pela variação individual entre os discentes.
A diferença entre psicologia da educação e psicologia escolar
Neste vídeo, você refletirá sobre a psicologia da educação e a psicologia escolar, destacando as suas principais diferenças e aplicações do
conhecimento de cada subárea.
Interfaces da psicologia da educação/escolar
Você sabia que, nos primórdios da história da psicologia, a aprendizagem era um dos principais tópicos de pesquisa?
A psicologia nasce como uma ciência experimental no final do século XIX, principalmente com pesquisas relevantes na área de aprendizagem
humana (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012). Destacam-se as pesquisas de Hermann Ebbinghaus, que realizou o primeiro estudo empírico sobre a
associação e a aprendizagem, e as leis de aprendizagem enunciadas por Edward L. Thorndike a partir de experimentos com animais. Outros
psicólogos que contribuíram para o desenvolvimento da psicologia da educação foram John Dewey e William James.
A partir da emergência da psicologia como uma ciência e de sua interface com a educação (com base nas pesquisas e teorias formuladas), ela
passou a se configurar como um dos campos de atuação dos psicólogos.
O psicólogo escolar se tornou estratégico para converter a escola em um espaço para facilitar o desenvolvimento
integral (biopsicossocial) do ser humano por meio de propostas concretas e eficazes de intervenção (sustentadas
por teorias psicológicas) que respeitem os processos diferenciados de desenvolvimento da aprendizagem de cada
estudante e resultem em impacto social (CASSINS, 2007).
Você imagina quais são os principais temas que desenvolve o psicólogo escolar?
O campo de atuação profissional do psicólogo escolar é muito amplo. Dentre as principais temáticas desenvolvidas, apontadas pela Associação
Brasileira de Psicologia Escolar (ABRAPEE), destacam-se:
Processo de ensino e aprendizagem
Desenvolvimento humano
Escolarização em todos os seus níveis
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Inclusão de pessoas com deficiências
Políticas públicas em educação
Gestão psicoeducacional em instituições
Formação continuada de professores e professoras
A psicologia escolar também tem um vasto campo de trabalho interdisciplinar. Por exemplo, nas interfaces com a
saúde, o psicólogo está envolvido na prevenção e na promoção da saúde em geral (ex. família, escola e
comunidade) e do bem-estar subjetivo dos estudantes.
O psicólogo escolar tem uma missão muito importante na inclusão educacional de pessoas, público-alvo da educação especial (deficiências,
transtorno do espectro autista e altas habilidades/superdotação – Resolução nº 4256/2020, art. 3º).
Outra interface da psicologia escolar a ser destacada está relacionada com a sociologia, ao considerar o valor de um trabalho que permita o
desenvolvimento de formas de pensamento, atitudes e propostas com base na realidade social. Finalmente, há a importância de fornecer propostas
de políticas públicas que promovam intervenções para o bem-estar dos estudantes e da população em geral. Essas propostas facilitam a
transformação da realidade dos serviços, metodologias e atividades educativas (SOUZA, 2020).
Psicologia: ciência e interface com a educação
Neste vídeo, vamos refletir sobre a psicologia da educação e a psicologia escolar, destacando as interfaces entre as duas e a função do psicólogo
escolar.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Qual é a definição de psicologia segundo a Associação Americana de Psicologia?
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A Ciência da alma.
B Ciência dos processos conscientes, inconscientes e pré-conscientes.
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Parabéns! A alternativa C está correta.
De acordo com a APA, a psicologia ajuda a entender os processos mentais, o comportamento e as emoções humanas.
Questão 2
Quais são as principais temáticas desenvolvidas pelo psicólogo escolar apontadas pela Associação Brasileira de Psicologia Escolar?
Parabéns! A alternativa D está correta.
Considerando o amplo campo de atuação profissional do psicólogo escolar, as principais temáticas desenvolvidas, apontadas pela ABRAPEE,
são: processo de ensino e aprendizagem; desenvolvimento humano; escolarização em todos os níveis; inclusão de pessoascom deficiências;
além de políticas públicas em educação; gestão psicoeducacional em instituições; formação continuada de docentes.
C Estudo da mente e do comportamento humano.
D Ciência da vida mental e seus fenômenos (sentimentos, desejos, cognições, raciocínios, decisões e coisas semelhantes).
E Ciência do comportamento humano.
A Hiperatividade, distúrbios da alimentação, concentração, memória, criatividade, escuta atenta, inteligência emocional.
B
Raciocínio lógico, resolução de problemas, concentração, memória, criatividade, raciocínio abstrato, comunicação assertiva,
escuta atenta, inteligência emocional, resiliência, autocontrole, empatia.
C Agressividade, bullying, hiperatividade, distúrbios da alimentação, raciocínio abstrato comunicação assertiva, escuta atenta.
D
Processo de ensino e aprendizagem, desenvolvimento humano, escolarização em todos os níveis, inclusão de pessoas com
deficiências.
E Dificuldade de escrita, dificuldade matemática, resolução de problemas, concentração, memória.
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2 - História da psicologia escolar
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car, por meio da história, as principais escolas de psicologia, seus
representantes e contribuições fundamentais para a psicologia da educação.
Psicologia no �nal do século XIX e início do XX
A psicologia nasce como uma ciência experimental no final do século XIX com o estabelecimento do primeiro Laboratório de Psicologia na
Universidade de Leipzig em 1879 pelo famoso psicólogo alemão Wilhelm Wundt (1832-1920). Por esse motivo, Wundt é conhecido como o pai da
psicologia!
O laboratório formou muitos estudantes de psicologia que influíram nas gerações subsequentes de psicólogos no mundo todo, como William James
nos Estados Unidos, Max Wertheimer na Alemanha, Edward Bradford Titchener na Grã-Bretanha e Manoel Bomfim no Brasil.
O laboratório exerceu uma imensa influência no desenvolvimento da psicologia moderna, servindo de modelo para novos laboratórios de pesquisa
na área da psicologia experimental (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012).
Para entender como se formaram as diferentes escolas de psicologia em geral e os alicerces da psicologia da educação em particular, estudaremos
as principais contribuições dos psicólogos mais destacados que, no início do século XX, se debruçaram na área de aprendizagem: Hermann
Ebbinghaus, John Dewey, Edward L. Thorndike e William James. Esses grandes nomes se uniram e formaram as diferentes escolas de psicologia.
Hermann Ebbinghaus (1850-1909)
Foi o primeiro psicólogo que realizou um estudo empírico sobre a associação ou aprendizagem ao controlar as condições e variáveis sob as quais
as cadeias de ideias se formam.
Para isso, inventou as “sílabas sem sentido”, que revolucionaram o estudo da aprendizagem e que consistiam em duas consoantes separadas por
uma vogal, por exemplo, WUM, COV, XIR, tornando o estudo da aprendizagem mais objetivo (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012).
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Hermann Ebbinghaus.
Ebbinghaus realizou vários experimentos com essas sílabas sem sentido. Em um experimento, ele simplesmente apresentou uma série de sílabas
para ser memorizada. Ebbinghaus considerava que a dificuldade de aprender esse material poderia ser medida pela frequência de associações, isto
é, contando o número de repetições necessárias para uma reprodução perfeita do material. Um dos resultados desses experimentos foi a “curva de
aceleração negativa” para a memória humana. Ebbinghaus observou que a maior parte do esquecimento se produz nos primeiros momentos após a
aprendizagem (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012).
A curva de aceleração negativa, também conhecida como curva de esquecimento, simplesmente descreve a
quantidade de informações que uma pessoa esquece com o passar do tempo. Por exemplo, há uma tendência a
esquecer rapidamente os detalhes de um assunto logo após aprendê-lo.
Assim, dentre as lições dessa observação de Ebbinghaus, podemos mencionar a importância de revisar regularmente o conteúdo aprendido para
evitar o esquecimento.
John Dewey (1859-1952)
Foi outra figura na formação do campo da psicologia da educação ao estabelecer o primeiro grande laboratório de psicologia da educação nos
Estados Unidos, na Universidade de Chicago em 1894.
O ensaio O conceito de arco reflexo em psicologia, de 1896, teria sido suficiente para tornar Dewey uma das figuras mais importantes na história da
psicologia. Contudo, as suas contribuições para a psicologia da educação foram transcendentes.
John Dewey.
John Dewey era contra uma educação tradicional que considera a aprendizagem passiva e mecânica do discente. O psicólogo afirmava que:
Qualquer hábito de ensino que encoraje o estudante em prol de uma recitação bem-sucedida ou de uma
exibição de informações memorizadas reverte o verdadeiro método de treinamento da mente.
(DEWEY, 1933, p. 38)
Para Dewey, as crianças aprendem melhor fazendo, logo o estudante deve ser ativo dentro da aula!
Dewey fez grandes contribuições no campo de atuação da psicologia escolar. Provavelmente, sua contribuição mais significativa seja a reflexão de
que as crianças não devem ser apenas educadas em tópicos acadêmicos, e sim que a educação deve se concentrar no indivíduo como um todo e
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enfatizar a sua adaptação ao meio ambiente fora da escola (desenvolver estratégias de solução de problemas, pensamento crítico etc.)
(SANTROCK, 2011).
Finalmente, Dewey defendia o valor democrático da educação. Ele considerava que todas as crianças deveriam ter uma educação competente, sem
importar sua condição financeira, classe social, grupo étnico ou orientação sexual.
Precursores da psicologia
Neste vídeo, vamos refletir sobre os precursores da psicologia e suas contribuições para os alicerces da psicologia da educação, com destaque
para Wilhelm Wundt, Hermann Ebbinghaus e John Dewey.
Edward L. Thorndike e William James
Edward L. Thorndike (1874-1949)
Uma das principais contribuições de Edward L. Thorndike é ter formado uma teoria de aprendizagem mecanicista e objetiva que se concentrava no
comportamento manifesto. Em sua proposta, a aprendizagem deveria ser estudada em termos de conexões concretas entre estímulos e respostas
(SCHULTZ; SCHULTZ, 2012).
Você conhece os experimentos que tornaram a obra de Thorndike um clássico da psicologia?
O pesquisador realizou, na Universidade de Colúmbia, uma série de experimentos com animais (gatos, cachorros etc.) para determinar como estes
aprendiam em uma situação altamente controlada. Para isso, utilizou diferentes caixas experimentais.
Caixa experimental utilizada por Thorndike.
Em um experimento, Thorndike colocou um gato dentro da caixa experimental, deixou comida fora da caixa e fora do alcance do animal e se sentou
pacientemente a observar o comportamento felino. A caixa tinha uma alavanca que, se apertada, abriria uma porta para que o gato pudesse sair e
comer. No experimento, o animal faminto fez todo tipo de intentos, mordeu a alavanca, arranhou a caixa, pulou, empurrou até que, após várias
tentativas sucessivas, conseguiu sair.
Thorndike contou o número de tentativas malsucedidas do gato e o tempo que precisou para acionar a alavanca. Ele observou que o tempo diminuiu
lenta e irregularmente a cada tentativa. Assim, finalmente o gato aprendeu a operar a alavanca e sair da caixa para comer (THORNDIKE, 1898). Os

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experimentos levaram Thorndike a se perguntar o que foi aprendido nessa situação que permitiu ao gato sair da caixa mais rapidamente. Essa
questão o motivoua enunciar as seguintes leis de aprendizagem. Confira!
É a principal lei de aprendizagem, segundo a qual as etapas bem-sucedidas no aprendizado devem ser recompensadas, enquanto as etapas
malsucedidas são eliminadas, ou seja, o prazer ou a satisfação determinarão, em última análise, quais respostas serão aprendidas
(SCHULTZ; SCHULTZ, 2012). Esse tipo de aprendizado ficou conhecido como aprendizado por tentativa e erro.
É conhecida como lei de uso e desuso. Essa lei afirma que qualquer resposta dada em uma situação particular se torna associada a essa
situação (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012). Quanto mais a resposta é usada na situação, mais fortemente se associa a ela. Por outro lado, o
desuso prolongado da resposta tende a enfraquecer a associação.
É pronta para lidar com a motivação do aprender. De acordo com Thorndike, quando qualquer unidade de condução está pronta para
conduzir, fazer isso é satisfatório. Contudo, quando não está pronta, conduzir é irritante.
Muitos autores referem-se a Thorndike como o fundador da psicologia da educação moderna, especificamente porque promoveu a ideia de que a
psicologia educacional deve ter uma base científica e se concentrar fortemente na mediação (SANTROCK, 2011). Essas contribuições marcaram
também o campo de atuação do psicólogo escolar.
William James (1842-1910)
Foi o mais destacado psicólogo norte-americano precursor da escola de psicologia funcionalista. Sua obra principal foi intitulada Princípios de
psicologia (1890).
William James.
James apresentou ainda uma série de palestras denominadas Palestras aos professores, nas quais discutiu as aplicações da psicologia na
educação, enfatizando a importância de observar o ensino e a aprendizagem nas salas de aula para melhorar a educação (SANTROCK, 2011).
James foi um psicólogo muito produtivo, cuja obra inclui estudos sobre a função adaptativa da consciência, plasticidade, rotinas e habituação.
Ele entendeu que as conexões formadas entre os neurônios se fortalecem com o uso e que nosso cérebro muda constantemente à medida que
estabelecemos essas conexões sinápticas e perdemos as mais antigas. Para o autor, a matéria cerebral é plástica.
Ao observar a origem dos hábitos nos animais e nos seres humanos, James afirmou que:
Lei do efeito 
Lei do exercício 
Lei da prontidão 
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Nos animais selvagens, a rotina habitual de comportamento diário parece uma necessidade implantada no
nascimento; nos animais domesticados, e especialmente no homem, parece, em grande medida, ser o
resultado da educação.
(JAMES, 1890, p. 104)
Os escritos de James foram responsáveis pela abordagem empírica e experimental do campo da educação. Nessas obras, o autor apresentou
ideias acerca dos recursos naturais das crianças e como eles poderiam ser incorporados à educação.
Alicerces da psicologia da educação
Neste vídeo, refletiremos sobre os precursores da psicologia e suas contribuições para os alicerces da psicologia da educação, com destaque para
Edward L. Thorndike e William James.
Escolas de psicologia
Você sabe o que é uma escola de psicologia?
Como já comentamos, diversos psicólogos se uniram e formaram diferentes escolas de psicologia ao longo do tempo. Conheça agora algumas
dessas escolas e seus principais representantes. Vamos lá!
Cada escola pode ser distinguida por apresentar certo sistema de ideias, uma abordagem destinada a apontar o caminho que todos deveriam seguir
para que a psicologia se tornasse uma ciência de valor teórico e prático (WOODWORTH, 1948, p. 3).
Um dos temas mais estudados pela nova ciência psicológica em geral e pelas diferentes escolas em particular foram os processos mentais
superiores – especificamente na área de aprendizagem e memória humana (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012). Somos cientes de que todas as escolas, a
partir de diferentes perspectivas ou abordagens, contribuíram de uma ou outra maneira para o desenvolvimento da psicologia da educação. Aqui
apresentaremos duas que fizeram contribuições importantes à psicologia da educação: behaviorismo e cognitivismo.

Estruturalismo
Wilhelm Wundt
Funcionalismo
William James
Behaviorismo
John Watson
Gestaltismo
Max Wertheimer
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Behaviorismo
Diversos fatores contribuíram para o desenvolvimento da escola behaviorista, a saber: as tradições filosóficas de Descartes, La Mettrie, Comte, entre
outros filósofos; o livro A origem das espécies, de Charles Darwin (1859); as pesquisas sobre o comportamento animal, como as de Morgan, Loeb e
Yerkes; as contribuições de autores como Edward Thorndike e Ivan P. Pavlov (reflexo condicionado).
Foi denominada como escola behaviorista pelo seu fundador John Broadus Watson (1878-1958) que, no artigo Psicologia do ponto de vista do
behaviorista (1913), também conhecido como o Manifesto Behaviorista, define o objetivo da psicologia a partir de uma perspectiva behaviorista
como a previsão e o controle do comportamento.
Nesse artigo, Watson insistiu que a psicologia abandonasse todas as referências à mente, à consciência ou a processos conscientes (SCHULTZ;
SCHULTZ, 2012).
John Broadus Watson.
Burrhus Frederic Skinner.
O psicólogo Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) foi o exponente principal do behaviorismo norte-americano.
Ele baseou sua pesquisa nos estudos de Thorndike e, conforme as ideias de Watson, insistiu em lidar apenas com o comportamento observável e
rejeitar qualquer método de investigação que não fosse baseado na observação ou em sua aplicação (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012).
Skinner, dentre outras pesquisas, desenvolveu um programa para o controle comportamental da sociedade, promoveu técnicas de modificação de
comportamento, inventou um berço automatizado para cuidar de bebês (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012) e criou uma máquina de ensino para reforçar as
respostas corretas e o comportamento de estudantes.
Mas e quais foram as contribuições de Skinner para a psicologia da educação?
Resposta
Nessa área, o pesquisador contribuiu determinando com precisão as melhores condições para o aprendizado e desenvolvendo o conceito
de aprendizagem programada, que envolvia reforçar o comportamento dos alunos e alunas após cada uma das etapas até que o estudante
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Cognitivismo
A abordagem behaviorista de Watson e Skinner deixava de lado tópicos importantes, como a mente e a consciência, os quais representavam
algumas das necessidades reais dos educadores de sala de aula. Por esse motivo, na década de 1950, uma comissão multidisciplinar de
especialistas de várias universidades dos EUA, liderada pelo psicólogo Benjamin S. Bloom (1913-1999), criou a taxonomia dos objetivos
educacionais. Essa taxonomia de habilidades cognitivas incluía aqueles processos mentais superiores abandonados pela escola behaviorista
(como analisar, compreender, sintetizar) que sugeriam as habilidades cognitivas que docentes deveriam ajudar os estudantes a desenvolver
(SANTROCK, 2011).
Na década de 1960, surgiram novos movimentos que tentaram moldar uma nova definição e metodologia para a
psicologia. Um desses movimentos foi a psicologia cognitiva que, inicialmente, surgiu como resposta ao abandono
de todas as referências à mente, à consciência ou aos processos conscientes da pesquisa de Watson e Skinner
(SCHULTZ; SCHULTZ, 2012).
Destaca-se o artigo Behaviorismo e a mente: um chamado (limitado) para um retorno à introspecção, de Lieberman (1979), que apontou a
importância do retorno da introspeção e consciência na pesquisa psicológica. A revolução cognitiva começou sua trajetória na década de 1980 e,
aos poucos, a psicologia foi definida como a ciência do comportamento e dos processos mentais,em vez de apenas o comportamento (SCHULTZ;
SCHULTZ, 2012). Uma nova escola de pensamento estava se estabelecendo: a escola da psicologia cognitiva.
Behaviorismo x Cognitivismo
Neste vídeo, refletiremos sobre a diferença nas definições de psicologia de duas abordagens: behaviorismo e cognitivismo.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A psicologia nasceu como uma ciência experimental no final do século XIX com qual trabalho?
atingisse uma meta de aprendizagem (SANTROCK, 2011).
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Parabéns! A alternativa B está correta.
Wilhelm Wundt é conhecido como o pai da psicologia porque criou o primeiro laboratório de psicologia experimental, em Leipzig, na Alemanha,
em 1879.
Questão 2
Assinale a alternativa que melhor descreve uma escola de psicologia.
Parabéns! A alternativa E está correta.
Woodworth (1948) define a escola de psicologia como um grupo de profissionais da psicologia que compartilha uma abordagem para a prática
da psicologia.
A Sigmund Freud: criação do inconsciente.
B Wilhelm Wundt: primeiro Laboratório de Psicologia na Universidade de Leipzig.
C Lev Vygotsky: proposta construtivista.
D Jean Piaget: estudos de desenvolvimento cognitivo infantil.
E William James: pioneiro da psicologia funcional.
A Grupo de teorias behavioristas que aborda a consciência humana.
B Programa de pesquisa sob o comportamento humano.
C Grupo de teorias psicanalíticas que aborda o inconsciente.
D Instituição de ensino especial.
E Grupo de profissionais da psicologia que compartilha uma abordagem para a prática da psicologia.
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3 - Psicologia do desenvolvimento e processo de ensino–aprendizagem
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car as principais teorias do desenvolvimento e da aprendizagem.
Objeto de estudo da psicologia do desenvolvimento
A Associação Americana de Psicologia (APA) define a psicologia do desenvolvimento como a subárea que estuda as mudanças físicas, mentais e
comportamentais ocorridas desde a concepção até a velhice, e investiga os vários fatores biológicos, neurobiológicos, genéticos, psicológicos,
sociais, culturais e ambientais que afetam o desenvolvimento ao longo da vida (VANDENBOS, 2015).
O objeto de estudo e campo de atuação da psicologia do desenvolvimento é muito abrangente, já que dialoga com diversas áreas de conhecimento,
como a educação, a sociologia, a biologia e a antropologia.
Antes de estudar as principais teorias do desenvolvimento, vamos dar uma olhada histórica para entender o contexto em que surgiram. A psicóloga
brasileira Ângela Brasil Biaggio (1975) distingue três fases de evolução da psicologia do desenvolvimento. Veja!
Primeira fase
Datada entre as décadas de 1920 e 1930, enfatizou os estudos do desenvolvimento da criança – essencialmente concretos –
focados no desenvolvimento intelectual, na maturação e no crescimento. Nesta fase, a metodologia utilizada na pesquisa era
essencialmente descritiva e normativa, com base em leis gerais.
Segunda fase
Datada entre as décadas de 1940 e 1950, focou na criança. Contudo, os temas estudados nessa época representaram um ponto
intermediário entre o concreto da fase anterior e o abstrato (a criança com dotação, desenvolvimento de gêmeos etc.). Nesta fase, a
metodologia utilizava muito as correlações (ex.: relações entre inteligência e nível socioeconômico).
Terceira fase
D t d t dé d d 1960 1979 t f d i i l t t b t t i fl ê i d t i i ti d
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Mota (2005) inclui uma quarta fase a partir da década de 1990, descrevendo o caráter interdisciplinar e os novos paradigmas da psicologia do
desenvolvimento (abordagens contextuais e sistêmicas como a teoria bioecológica Bronfenbrenner). Enfatizou ainda que o desenvolvimento é
estudado ao longo do ciclo vital ao invés da tradicional ênfase na infância e na adolescência. Veja na tabela a seguir um resumo das principais
diferenças entre as fases.
Autoras Biaggio Mota
1ª fase (1920-1939) 2ª fase (1940-1959) 3ª fase (1960 – ) 4ª fase (1990 – )
Conteúdo Concreto
Intermediário (entre
concreto e abstrato)
Abstrato Abstrato
Metodologia Descritiva, normativa Correlacional Experimental
Estudos sistêmicos,
longitudinais,
transculturais etc.
Teoria
Teoria de maturação
de Arnold Gesell
Correlações (relações
entre inteligência e nível
socioeconômico)
Teoria da
Aprendizagem Social
Teoria bioecológica de
Bronfenbrenner
Tabela: Fases de evolução da psicologia do desenvolvimento.
Adaptado de Biaggio, 1975; Mota, 2005, p. 105-111.
A tabela anterior nos apresenta um resumo das fases históricas de evolução da teoria do desenvolvimento. Note que as autoras diferenciam os
conteúdos concreto e abstrato do objeto de estudo e interesse da psicologia do desenvolvimento. Sabe o que isso significa? Observe com mais
detalhes as diferenças entre eles.
Conteúdo concreto
É fundamentalmente descritivo e observável, como as brincadeiras da criança, jogos, alimentação etc. Um exemplo desse tipo de estudos é
teoria de maturação do psicólogo Arnold Gessell (1880-1961), na qual o autor observa padrões gerais de desenvolvimento, ou seja, considera-o
um processo contínuo e ordenado dividido em diversos estágios.
Conteúdo abstrato
Não permanece apenas na descrição e na observação, como também tenta explicar as mudanças de comportamento com base em outros
fatores, como aprendizagem, agressão, ansiedade. Por exemplo, a teoria de aprendizagem social de Albert Bandura.
Você conhece o objeto de estudo da psicologia do desenvolvimento?
Datada entre as décadas de 1960 e 1979, esteve focada principalmente em temas abstratos, com influência da teoria piagetiana, da
revolução cognitiva, da teoria da aprendizagem social e da teoria behaviorista. Nesta fase, a metodologia utilizada era
predominantemente experimental.
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Neste vídeo, refletiremos sobre o objeto de estudo da psicologia do desenvolvimento e as fases de evolução da psicologia do desenvolvimento.
Principais teorias da psicologia do desenvolvimento
De acordo com Piaget, o cérebro da criança em desenvolvimento cria esquemas para construir uma compreensão do mundo.
Mas como desenvolver esses esquemas?
A criança de 6 meses, ao ver um novo objeto, o pega e coloca na boca. Já uma criança de 2 anos brinca com diferentes objetos. Conforme podemos
observar, dependendo da idade, as crianças integram com o mundo de forma diferente. Essa interação vai se tornando mais complexa à medida que
o indivíduo cresce.
Jean Piaget.
No processo de desenvolvimento, a criança vai construindo esquemas ativa e organizadamente: assimila tudo o que é novo e acomoda o velho ao
novo. Essa organização cognitiva dá sentido ao mundo da criança, e o refinamento contínuo dessa organização é uma parte inerente do
desenvolvimento (SANTROCK, 2011).
Como resultado dos processos de assimilação e acomodação, Piaget propôs quatro estágios de desenvolvimento.
Cada estágio representa uma maneira diferente de perceber e entender o mundo, logo está relacionado à idade e
consiste em formas distintas de pensar. Esses estágios definidos por Piaget são: sensório-motor; pré-operatório;
operatório concreto e operatório formal (SANTROCK, 2011).
A tabela a seguir mostra cada um dos estágios do desenvolvimento cognitivo segundo a teoria de Piaget. Observe cada um deles e reflita: você
consegue identificar essas características em alguma criança que conhece?
Estágio Sensório-motor Pré-operatório Operatório concreto Operatório formal
idade 0 a2 anos 2 a 7 anos 7 a 11 anos 12 + anos
A criança: Explora o mundo e
constrói uma
compreensão dele por
meio de experiências
sensoriais e ações
físicas (pega, morde,
joga etc.).
Começa a representar o
mundo e os objetos
com palavras e
imagens, o que reflete
no aumento do
pensamento simbólico.
Pode raciocinar
logicamente sobre
eventos concretos;
classifica objetos em
diferentes conjuntos.
Conserva e reverte o
pensamento.
Raciocina de maneira
mais abstrata, idealista
e lógica. Utiliza o
pensamento abstrato
para uma situação
hipotética.
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Estágio Sensório-motor Pré-operatório Operatório concreto Operatório formal
Utiliza o raciocínio
intuitivo.
Características
Permanência de objeto,
ou seja, a criança
entende que os objetos
continuam a existir
mesmo estando fora
do campo visual.
Egocentrismo. Significa
que a criança confunde
o ponto de vista próprio
com o ponto de vista
dos outros.
Conservação. A criança
é capaz de entender que
uma dada quantidade (
ex. água), embora
observada em diferentes
recipientes (tamanho),
permanece constante.
Lógica abstrata e
raciocínio moral. A
criança é capaz de
estabelecer hipóteses
para resolução de
problemas.
Tabela: Os quatro estágios do desenvolvimento cognitivo de Piaget.
Adaptado de Santrock, 2011.
Lev Semenovich Vygotsky (1896-1934) propõe uma abordagem do desenvolvimento humano diretamente relacionada às atividades sociais e
culturais. A teoria de Vygotsky representa uma necessidade de enfocar no desenvolvimento cognitivo moldado pelo contexto cultural.De acordo
com esse psicólogo, os seres humanos aprendem à medida que interagem com outros e seu conhecimento deriva-se da cultura humana (BIAGGIO,
1975). Um dos conceitos centrais da sua teoria é a zona de desenvolvimento proximal (ZDP), a qual destaca a importância das influências sociais
no desenvolvimento cognitivo (SANTROCK, 2011).
Lev Semenovich Vygotsky.
A ZDP é definida por Vygotsky como a distância entre o nível de desenvolvimento real da pessoa e o nível de desenvolvimento potencial. Imagine um
adolescente que não sabe dirigir um carro e, se tenta aprender sozinho, descobre que tem dificuldades para aprender (desenvolvimento real).
Quando for guiado por um instrutor, ele será capaz de conduzir o carro (desenvolvimento potencial).
Desenvolvimento cognitivo
Neste vídeo, veremos a teoria de Jean Piaget (1896-1980) e a teoria Lev Semenovich Vygotsky (1896-1934).
O que é aprendizagem?
Desde uma perspectiva psicológica, a APA define a aprendizagem como:
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[...] a aquisição de novas informações, comportamentos ou habilidades após a prática, observação ou outras
experiências, conforme evidenciado por mudança no comportamento, conhecimento ou função cerebral. A
aprendizagem envolve a atenção consciente ou não consciente a aspectos relevantes da informação recebida,
organizando mentalmente a informação em uma representação cognitiva coerente e integrando-a com o
conhecimento existente relevante ativado a partir da memória de longo prazo.
(VANDENBOS, 2015, p. 594)
Assim, o escopo da aprendizagem é amplo, o que dá lugar a diferentes teorias para seu estudo.
Santrock (2011) aponta as cinco abordagens da psicologia do ensino e aprendizagem. Confira!
Behaviorista
Enfatiza os resultados do comportamento – recompensa ou punição.
Social-cognitiva
Enfatiza a interação dos fatores cognitivos, comportamento e ambiente.
Processamento da informação
Destaca o processamento da informação e aprendizagem por meio dos processos cognitivos.
Cognitivo-construtivista
Abrange a construção cognitiva de conhecimento e compreensão.
Socioconstrutivista
Enfatiza a colaboração com os outros para produzir conhecimento e compreensão.
Vamos agora conhecer mais sobre os tipos de condicionamento!
Também é conhecido como condicionamento pavloviano devido aos experimentos de Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936). Pavlov ganhou, em
1904, o Nobel de Fisiologia por suas descobertas sobre os processos digestivos de animais.
O cientista utilizava em seus experimentos alguns equipamentos que mediam a produção de saliva em cachorros para estudar os processos
digestivos desses animais. No experimento, era normal os cachorros salivarem em resposta ao cheiro ou presença da comida. Contudo,
Pavlov observou que também salivavam em sua presença, independentemente da presença da comida. Com essa experiência, ele descobriu
um tipo de aprendizado no qual um organismo aprende a associar estímulos, de modo que um estímulo neutro (como o som de uma
campainha) seja associado a um estímulo significativo (observar um prato com comida) e adquira a capacidade de licitar uma resposta
específica (salivar).
Condicionamento clássico 
Condicionamento operante 
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Também é conhecido como condicionamento instrumental. Basicamente, significa que todo comportamento é influenciado por seus
resultados. Em outras palavras, as consequências do comportamento produzem mudanças na probabilidade de ocorrência deste. As
consequências podem ser duas: o reforço (recompensa) aumenta a probabilidade de ocorrência de um comportamento; a punição diminui a
probabilidade de um comportamento ocorrer (SANTROCK, 2011).
Você pode imaginar como se aplica esse condicionamento na sala de aula?
A teoria da aprendizagem social de Bandura, para alguns autores, pode ser considerada uma forma menos extrema de behaviorismo, comparada
com as posições de Watson e Skinner. Contudo, o sistema de Bandura, além de ser comportamental (outro termo para behaviorista), é considerado
dentro da abordagem cognitiva (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012), enquadrando-se, portanto, na abordagem social-cognitiva (SANTROCK, 2011).
Bandura denominou como reforço vicário o fato de que também podemos aprender observando como as outras pessoas se comportam, vendo as
consequências de seu comportamento (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012).
Você pode imaginar a importância das observações do experimento de Bandura no campo do desenvolvimento e
da aprendizagem? O fato de uma pessoa ter a capacidade de aprender pelo exemplo coloca o comportamento, as
atitudes e a figura do professor ou professora como fatores importantíssimos no processo de ensino-
aprendizagem.
Outro conceito proposto por Bandura é a autoeficácia, definida como a percepção subjetiva de uma pessoa sobre sua capacidade de atuar em
determinado ambiente ou de atingir os resultados desejados (VANDENBOS, 2015). Esse conceito descreve o nosso senso de autoestima ou valor
próprio e nosso sentimento de adequação, eficiência e competência para lidar com problemas e é um determinante dos estados emocionais e
motivacionais e da mudança comportamental (SCHULTZ; SCHULTZ, 2012).
Aprender: por que é importante?
Você já ouviu falar do experimento de Bandura com brinquedos in�áveis?
Resposta
O experimento mais conhecido de Bandura foi realizado nos primeiros anos da década de 1960. Nesse experimento, foi utilizado um
brinquedo inflável com cara de palhaço que era espancado por um martelo, jogado ao chão e abusado verbalmente por diferentes
pesquisadores na frente de crianças em idade pré-escolar. Foram utilizados dois grupos de crianças: no primeiro grupo, foram
apresentadas as condutas agressivas dos pesquisadores; no segundo grupo de crianças, não foram apresentadas essas condutas
agressivas. Como resultado, observou-se que as crianças do primeiro grupo imitaram o comportamento dos adultos atacando o
brinquedo.
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Neste vídeo, refletiremos sobre como aspessoas podem adquirir novas habilidades (jogar futebol, dirigir, nadar etc.), destacando que aprender é
algo que podemos fazer sozinhos. Ainda assim, aprender geralmente é mais fácil com a ajuda de outras pessoas – por meio da educação!
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A doutora Ângela Brasil Biaggio (1975) define três fases de evolução da psicologia do desenvolvimento. Nessas fases, distingue o conteúdo
concreto e abstrato do seu objeto de estudo das diferentes teorias ao longo do tempo. Qual teoria é um exemplo de objeto de estudo com
conteúdo concreto?
Parabéns! A alternativa D está correta.
O exemplo é a teoria de maturação de Arnold Gessell, o autor observa padrões gerais de desenvolvimento, isto é, considera-o como um
processo contínuo e ordenado dividido em diversos estágios.
Questão 2
Quais são as principais abordagens da psicologia de ensino e aprendizagem com base em Santrock (2011)?
A Teoria psicanalítica, de Sigmund Freud.
B Teoria bioecológica, de Bronfenbrenner.
C Teoria de aprendizagem social, de Albert Bandura.
D Teoria de maturação, de Arnold Gessell.
E Teoria sociointeracionista, de Vygotsky.
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Parabéns! A alternativa C está correta.
As abordagens da psicologia consideradas por Santrock (2011) como de ensino e aprendizagem destacam teorias com ênfase no
comportamento, resultado de processos cognitivos e influências ambientais.
4 - A queixa escolar e o papel da escola na sociedade
Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer a função social da escola.
Breve história da psicologia escolar no Brasil
Você conhece a história da psicologia no Brasil?
A história da psicologia no Brasil remonta à chegada dos clérigos jesuítas, responsáveis pela educação da colônia no século XVI. Nessa época, se
tornaram objetos de interesse algumas interfaces entre a educação e o fenômeno psicológico, como aprendizagem, desenvolvimento humano,
função da família (ANTUNES, 2008).
A Behaviorista, estruturalista, gestalt, cognitivo-construtivista, socioconstrutivista.
B Psicanalítica, behaviorista, associacionista, processamento da informação, cognitivo-construtivista, funcionalista.
C Behaviorista, social-cognitiva, processamento da informação, cognitivo-construtivista, socioconstrutivista.
D Psicanalítica, social-cognitiva, associacionista, funcionalista, humanista, socioconstrutivista, positivista.
E Positivista, behaviorista, gestalt, associacionista, humanista, socioconstrutivista.
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As pesquisas realizadas no final do século XIX e início do XX – que tornaram a psicologia uma ciência experimental – influíram no pensamento de
grandes pesquisadores brasileiros. O psicólogo Manoel Bomfim (1868-1932), por exemplo, instalou o pedagogium, ou primeiro Laboratório de
Psicologia Experimental do Brasil em 1906.
Comentário
O pedagogium incentivou a publicação de outras pesquisas na área da psicologia da educação, como o trabalho do psiquiatra, escritor e
psicopedagogo brasileiro Plinio Olinto (1886-1956), um dos pioneiros no ramo da psicologia da educação no país.
Alguns autores consideram que, a partir dos trabalhos desses pioneiros, a psicologia no Brasil se desenvolveu estreitamente ligada à educação, e
não o contrário. Em outras palavras, a psicologia derivou da psicologia da educação (GOULART, 1995). Foi no ano de 1962 que a psicologia se
tornou uma profissão regulamentada no Brasil, por meio da Lei nº 4.119/62.
Mais recentemente, na década de 1990, foi criada a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), que dentre outros pontos
objetiva:
Incentivar a melhoria da qualificação e dos serviços dos psicólogos escolares e educacionais.
Estimular a realização de estudos científicos nas áreas da psicologia escolar e educacional.
Promover condições para o reconhecimento legal da necessidade do psicólogo nas instituições ligadas ao ensino.
Educação e fenômenos psicológicos
Neste vídeo, refletiremos sobre educação e fenômenos psicológicos, com exemplos da atuação do psicólogo nas instituições de ensino.
Função social da escola
A história da psicologia da educação/escolar está atrelada às mudanças e aos desafios educativos no Brasil. Como exemplos dessas mudanças,
podemos citar a ampliação e a universalização do acesso ao ensino obrigatório no país (década de 1960) e a instituição da Lei de Cotas (2012).
No livro Função social da escola e organização do trabalho pedagógico, o professor José Geraldo Silveira Bueno
considera que, para falar da função social da escola, é imprescindível considerar a relação entre indivíduo,
sociedade e sua constituição recíproca – a escola cumpre o papel de reprodutora das relações sociais e de apoio à
manutenção do status quo (BUENO, 2001).
Conheça a seguir, características das funções essenciais da escola e da psicologia escolar.
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Funções essenciais da escola 
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Referem-se à formação de cidadãos conscientes da realidade em que vivem, para que possam participar ativa, informada e conscientemente
da vida social, política e econômica brasileira na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, com respeito às diferenças
individuais, e com um sentido de inclusão (ABRAPEE). O professor Bueno, nesse sentido, enfatiza que a escola precisa dar “conta tanto do
acesso à cultura tanto quanto de constituir-se como um espaço de convivência social que favoreça e estimule a formação da cidadania”
(BUENO, 2001, p. 6).
Referem-se ao trabalho com os sujeitos ao longo dos processos de ensino e aprendizagem, sendo a divulgação de atividades práticas e de
pesquisa dos psicólogos escolares e educacionais, observada nos objetivos da ABRAPEE, uma delas. Assim, para atingir uma das funções
essenciais da escola, isto é, a formação de cidadãos, é preciso que a metodologia de ensino privilegie o processo de aprendizagem e a
formação de cidadãos ativos, responsáveis e conscientes de seu papel na sociedade (BUENO, 2001).
O professor Bueno (2001), em forma resumida, considera que o acesso à cultura e a criação de um espaço de convivência social que favoreça e
estimule a formação da cidadania são as principais funções sociais da escola. A escola há de facilitar o desenvolvimento do processo de
socialização das novas gerações para garantir a reprodução social e cultural da sociedade.
Escola: socialização, reprodução social e cultural
Neste vídeo, refletiremos sobre a função social da escola, com destaque para o processo de socialização, a reprodução social e a cultural.
Queixa escolar atual no Brasil
A queixa escolar refere-se às dificuldades enfrentadas no processo de escolarização. Nesse sentido, para entender essas dificuldades, é preciso
considerar o momento histórico em que elas surgem. Já vimos que a história da psicologia da educação/escolar está atrelada às mudanças e aos
desafios educativos no Brasil em épocas diferentes, logo, para entender a queixa escolar na atualidade, devemos também fazer uma
contextualização.
Todos vivemos os efeitos devastadores da pandemia da covid-19. A pandemia teve efeitos na economia, na política, na sociedade e na educação –
nesse sentido, é melhor denominá-la sindemia.
Funções essenciais da psicologia da educação/escolar 
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Podemos denominar a covid-19 como uma sindemia porque suas consequências também afetaram os âmbitos educacional, econômico e político.
Na educação, a covid-19 representou um desafio, em especial para a comunidade escolar durante a pandemia e apóso retorno às aulas presenciais.
As consequências decorrentes da pandemia foram muito variadas: a evasão escolar foi alta e alguns estudantes vivenciaram os efeitos do
confinamento e do medo do contágio, como: ansiedade, estresse, exaustão, além de efeitos na saúde física e psicológica.
A saúde emocional dos profissionais da educação também ficou comprometida pelo fato de compartilhar os mesmos efeitos do confinamento: a
sobrecarga laboral que experimentou esse setor e, posteriormente, o medo do contágio no retorno às aulas presenciais (ABAD; ABAD, 2020). Não
surpreende que o Censo Escolar 2022 aponte uma redução de matrículas, ao menos, no ensino médio.
A análise escolar da atualidade deve considerar as consequências do contexto pandêmico, em especial com relação:
Às desigualdades sociais.
À evasão escolar.
Ao comprometimento da saúde mental dos estudantes e docentes.
Ao retorno a atividades presenciais.
À escolarização de estudantes alvos da educação especial (deficiência física, auditiva, visual, intelectual, transtorno do espectro autista ou com
altas habilidades/superdotação).
Essa parcela de estudantes representou um desafio ainda maior durante e após a pandemia, por serem pessoas com comportamentos específicos,
padrões, rotinas que apresentaram muitas dificuldades e resistências à adaptação aos novos protocolos de controle da pandemia (ABAD; ABAD,
2020).
O que signi�ca queixa escolar?
Você sabe o que signi�ca sindemia?
Resposta
O conceito de sindemia foi cunhado pelo antropólogo Merrill Singer e descreve a interação mutuamente agravante entre problemas de
saúde (ex. a pandemia) e outros efeitos (ex. crises econômicas, sociais, políticas) que se potencializam mutuamente.
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Neste vídeo, refletiremos sobre a queixa escolar, abordando as principais dificuldades enfrentadas no processo de escolarização dos alunos.
Falaremos ainda sobre a principal queixa da atualidade em nosso país, confira!
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O que significa o termo sindemia, cunhado pelo antropólogo Merrill Singer?
Parabéns! A alternativa D está correta.
De acordo com o antropólogo Merrill Singer, podemos entender a covid-19 como uma sindemia, pois, ao mesmo tempo que teve efeitos
negativos para a saúde da população, desencadeou problemas agravantes de tipo educacional, econômico e político.
Questão 2
Qual o público-alvo da educação especial no Brasil?
A É sinônimo do termo pandemia.
B É antônimo do termo pandemia.
C Descreve a interação mutuamente agravante entre problemas políticos e ideológicos, potencializando efeitos mutuamente.
D
Descreve a interação mutuamente agravante entre problemas de saúde (a pandemia) e outros efeitos (crises econômicas),
potencializando efeitos mutuamente.
E Descreve a intervenção da Organização Mundial da Saúde diante dos riscos de pandemia.
A Estudantes que sofrem bullying e aqueles com deficiência física, auditiva, visual, intelectual.
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Parabéns! A alternativa E está correta.
O público-alvo da educação especial foi alvo de um desafio ainda maior durante e pós-pandemia, pois são pessoas com comportamentos
específicos, padrões e rotinas muito suscetíveis à instabilidade, apresentando resistências à adaptação aos novos protocolos adotados para
controlar a pandemia no ambiente escolar.
Considerações �nais
Ao longo deste conteúdo, observamos a importância dos estudos no campo da aprendizagem, no final do século XIX, para tornar a psicologia uma
ciência experimental. Ao estudar os primórdios da psicologia da educação e a inter-relação com a psicologia do desenvolvimento e da psicologia do
ensino e aprendizagem, foi mais fácil compreender a ideia de Dermeval Saviani sobre converter o investimento em educação no eixo principal do
desenvolvimento do Brasil.
Uma das funções mais importantes das interfaces entre a psicologia da educação e a psicologia escolar é o fato de facilitar a formação de
cidadãos conscientes e responsáveis que participem ativamente da vida no Brasil em diversas esferas: social, política e econômica. Nesse sentido,
a psicologia da educação e a psicologia escolar podem determinar as bases para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, com
respeito às diferenças individuais, em um contexto inclusivo.
Podcast
Ouça agora um bate-papo sobre a psicologia escolar e a psicologia da educação, com destaque para o trabalho realizado pelo psicólogo escolar no
processo de ensino-aprendizagem e os desafios presentes na educação em prol da construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
B Estudantes com estresse escolar, espectro autista, altas habilidades/superdotação.
C Estudantes que sofrem bullying e aqueles com estresse escolar, altas habilidades/superdotação.
D Pais e familiares dos estudantes que sofrem bullying ou com estresse escolar.
E Estudantes com deficiência física, auditiva, visual, intelectual, transtorno do espectro autista ou altas habilidades/superdotação.
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Visite a página web da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) para conhecer todos os objetivos propostos.
Pesquise o artigo Psicologia do desenvolvimento: uma perspectiva histórica, de Márcia Elia da Mota, para aprofundar conhecimentos sobre as
fases de evolução da psicologia do desenvolvimento.
Leia o livro de Melvin Marx e William Hillix, Sistemas e teorias em psicologia, para aprofundar seus estudos sobre as escolas de psicologia,
principais representantes e teorias.
Referências
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28/07/2023, 23:22 O psicólogo escolar
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O psicólogo escolar
Profª. Alissandra Marques Braga
Descrição
Você aprenderá sobre a psicologia escolar e suas implicações nas relações com o aluno, o papel do
psicólogo escolar no acolhimento ao aluno e sua família, assim como a criação de estratégias para solução
de problemas para a evolução educacional da criança.
Propósito
Com a implantação da Lei nº 13.935/2019, que torna obrigatória a inclusão de profissionais de psicologia e
serviço social em todas as escolas da rede pública de educação básica, discutir o papel da psicologia
escolar, a atuação do psicólogo escolar e as diferenças da psicologia escolar e clínica é fundamental para
desenvolver um bom trabalho no âmbito escolar.
Objetivos
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Módulo 1
O trabalho do psicólogo escolar com os alunos
Identificar estratégias de atuação do psicólogo escolar junto aos alunos.
Módulo 2
Interfaces com psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento
Reconhecer os níveis de desenvolvimento da criança e as intervenções necessárias para promoção de
aprendizagem no âmbito escolar.
Módulo 3
Aplicabilidade da psicologia escolar no processo de aprendizagem
Aplicar a psicologia escolar, verificando seu impacto no processo de aprendizagem do aluno.
Introdução
A psicologia vem avançando em seu campo de atuação, comprovando sua eficiência e contribuição frente a
diversos campos. A psicologia escolar, considerada uma área tradicional da profissão de psicólogo no
Brasil, busca se aprimorar e adequar-se à nova realidade e aos novos alunos da atualidade, o que nos exige
constantemente repensarmos suas estratégias de ação.
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Neste conteúdo, iremos além das reflexões, explorando as diversas possibilidades de atuação do psicólogo
escolar em relação aos alunos, bem como enfatizando a importância do trabalho interdisciplinar tanto na
escola como em qualquer outro ambiente em que ocorra o processo de ensino-aprendizagem. Nosso
objetivo principal é compreender profundamente e promover melhorias que permitam um desenvolvimento
saudável do aluno durante esse processo, visando assim uma escola que promova a saúde e não a doença
do discente.
Exploraremos os principais conceitos da psicologia escolar e analisaremos as diferenças entre a psicologia
escolar e clínica. Isso permitirá uma compreensão mais clara de como ela contribui para o processo de
ensino-aprendizagem e para as intervenções em conjunto com a equipe interdisciplinar, priorizando os
alunos. Abordaremos temas que têm impacto direto e indireto na relação entre o psicólogo escolar e os
alunos, reconhecendo que, muitas vezes, para facilitar o processo de ensino e aprendizagem, é necessário
realizar intervenções que envolvam a família ou até mesmo o corpo docente, incluindo professores,
mediadores, supervisores e outros profissionais da escola.
Este estudo tem como objetivo esclarecer conceitos e práticas que ajudem você a adquirir conhecimento e
aprimorar suas habilidades práticas como psicólogo escolar, visto que com a implementação da Lei nº
13.935/2019, espera-se aumentar o número de psicólogos qualificados para atuar nessa área da psicologia.
1 - O trabalho do psicólogo escolar com os alunos
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Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car estratégias de atuação do psicólogo
escolar junto aos alunos.
Quem é o aluno de hoje?
De acordo com o Conselho Federal de Psicologia (CFP), é importante que os profissionais de psicologia se
mantenham atualizados acerca do papel do psicólogo escolar, principalmente após o Congresso Nacional
ter aprovado a Lei nº 13.935/2019, que dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia nas redes
públicas de educação básica. Assim, entre as várias atribuições do psicólogo na escola, o foco no aluno é
um dos mais desafiadores, tendo em vista a variedade de conflitos e desafios enfrentados pelos discentes.
O psicólogo escolar realiza intervenções com os seguintes objetivos:
Aperfeiçoar/desenvolver ou remediar os fenômenos inerentes à interface psicoeducacional.
Auxiliar os discentes quer seja nas adaptações impostas pelo desenvolvimento, quer seja
pelos conflitos gerados por relações interpessoais tóxicas.
Identificar possíveis atrasos no processo de aprendizagem, podendo contribuir para
minimizá-los, realizando encaminhamentos.
Auxiliar na construção de atividades que possam diminuir o impacto na aquisição do
conhecimento do aluno.
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Assim sendo, podemos dizer que há muita demanda de trabalho no campo escolar. Mas será que o
psicólogo está pronto para assumir essa demanda?
Nesse contexto, faz-se necessário aprimorar tanto o conhecimento da ação do psicólogo escolar quanto o
perfil da clientela que compõe o corpo discente escolar. Não se pode intervir quando não se conhece o perfil
da clientela, seus principais desafios, conflitos e comportamentos.
Re�exão
A atuação do psicólogo escolar deverá contribuir para o humano, em uma lógica construtiva, inclusiva e
participativa. É importante compreender quem é o aluno na atualidade. Se antes os alunos eram passivos,
hoje são críticos e exigentes e lidam com uma gama de situações que interferem em seu processo de
desenvolvimento, como as redes sociais, as exigências e competitividade do mercado e a necessidade de
“likes”. Tudo isso tem um impacto na autoestima. A inclusão também oferece novos desafios ao psicólogo
escolar. Diante de tantos enredos, é necessário não apenas discutir o papel desse profissional, mas também
refletir quem são os alunos atuais.
A psicologia escolar é uma área antiga do campo de atuação do psicólogo, porém os alunos de hoje muito
se diferem daqueles do passado. Esse fenômeno se dá por conta de uma mudança histórica da sociedade,
com papéis familiares modificados, novas formas de organização familiar e alterações na organização
curricular. Incluem-se ainda novas demandas, exigências e adaptação, principalmente frente aos avanços
tecnológicos, quando o aluno pode ter acesso ao conhecimento de diversas formas.
Mas será que os alunos usam adequadamente essa ferramenta tecnológica?
De que forma isso interfere nas relações interpessoais e no processo de aprendizagem?
Crianças e adolescentes estão prontos para lidar com os padrões impostos pelas redes sociais?
São muitas as indagações acerca do modo como tudo isso interfere no desenvolvimento infantil. Porém,
essa é uma realidade da qual não podemos fugir. Não é possível isolar o aluno da internet, tampouco deixá-
lo livre nesse meio sem o acompanhamento de um adulto verificando o que ele está consumido.
Considerando a realidade, é papel do psicólogo escolar manter-se atualizado com as polêmicas
“viralizadas” nas redes sociais, para propor reflexões junto aos alunos. Assim, discutir o perfil do discente
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também é fundamental para compreender nosso campo de atuação junto a eles.
Com relação à educação Infantil, podemos investir em ações que auxiliem a criança a manter a atenção.
Assim, jogos nos quais o psicólogo escolar possa interagir com a criança são importantes para manejar
essa dificuldade, escolhendo cuidadosamente os materiais usados.
Na brincadeira, é interessante que se trace objetivos a serem alcançados. Assim, sugere-se que, na
atividade voltadapara educação infantil, devem estar presentes:
Movimentação corporal, ajuda na regulação sensorial.
Incentivo a certo contato visual (fator que as crianças autistas evitam).
Interação direta e promoção de vínculo entre pessoas.
Motivação e imitação gestual e oral.
Estímulo a movimentação dos músculos da face.
Incentivo a contato físico e trabalho do controle de emoções.
Estímulo a novas descobertas sensoriais (paladar, visão, audição, olfato e tato).
Psicologia escolar e o aluno na atualidade
A psicologia escolar enfrenta atualmente muitos desafios por conta da mudança social, da reforma do
ensino e do advento da tecnologia, o que permitiu aprimoramento em vários segmentos, além das
mudanças de comportamento pós-pandemia.
Os autores Souza, Ribeiro e Silva (2011) apontam a psicologia escolar como uma área do conhecimento que
visa auxiliar nos problemas de aprendizagem e de comportamento dos alunos; logo, entender a demanda
deste público é fundamental.
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Sendo um profissional com formação específica com competência para tratar as inúmeras questões
relacionadas ao desenvolvimento humano, cabe ao psicólogo escolar entender como a criança/adolescente
de hoje enfrenta seus desafios. Conflitos atuais são diferentes dos antigos, gerando assim a necessidade de
embasamento que permita uma intervenção mais adequada, mantendo como objetivo principal o bem-estar
do aluno no ambiente escolar, promovendo inclusão, respeito aos traços únicos de cada aluno, auxiliando
aquele com mais dificuldades.
Neste momento, é fundamental realizarmos um recorte no perfil dos alunos pós-pandemia de covid-19.
Estudos evidenciam os impactos psicossociais causados pelo isolamento social, durante a pandemia, em
crianças e adolescentes, trazendo ainda as repercussões no contexto escolar.
Atenção!
Segundo a Organização Mundial de Saúde, houve um aumento de depressão e ansiedade infantojuvenil.
Esse aumento pode relacionar-se tanto ao estresse de enfrentamento das incertezas e medos impostos
pela pandemia, quanto ao isolamento social. A sociedade foi impulsionada pela covid-19 a uma mudança
drástica em seu estilo de vida, na tentativa de impedir a disseminação da doença, assim as restrições de
contato culminaram no fechamento das escolas, restringindo a socialização na infância e juventude.
Esse fator de isolamento tem potencial para ameaçar a saúde mental, visto que a socialização contribui
para a evolução de aspectos éticos, morais e culturais, preparando o sujeito para a vida em sociedade e
contribuindo para a formulação da identidade e autonomia. O adoecimento mental desse público poderá
trazer fortes repercussões no processo de ensino-aprendizagem.
A escola que já era palco das manifestações de conflitos de crianças e adolescentes agrega novas
condições de comportamentos para manejar. E será que a equipe escolar está preparada para esse desafio?
Vejamos essas novas condições a seguir.
A utilização de tecnologias, como celulares, computadores e jogos eletrônicos, sofreu um aumento
significativo no âmbito escolar, impactando as interações sociais. Consequentemente, o modelo de
ensino precisa sofrer adequações para despertar o interesse desse novo público, com interesses e
anseios diversificados e dificuldades de interação social maiores.
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São necessárias ações que estimulem a interação social, além de identificar o que o aluno consome de
informações. A socialização é parte importante no processo de desenvolvimento, pois oportuniza criar
estratégias de solução de conflitos, planejamento, desenvolver liderança e senso de cooperação e
empatia, dentre outras habilidades importantes para convivência em sociedade.
É preciso compreender de modo mais profundo as demandas subjetivas dos alunos escondidas atrás do
comportamento e do rendimento escolar. Alunos com transtorno de ansiedade tendem a apresentar
dificuldades de atenção e controle da impulsividade, além de medo de enfrentamento dos desafios. Já
alunos com depressão tendem a apresentar mais irritabilidade e desinteresse.
Mas como perceber tais particularidades em uma sala de aula repleta de estudantes? Além do aumento de
ansiedade e depressão, temos os conflitos comuns da adolescência, como a construção de sua identidade,
necessidade de aceitação e sentimento de pertencimento grupal. Há ainda o medo de fracasso, imposto por
um sistema de ensino que propõe um padrão do conhecimento reflexivo e crítico, mas que cobra pela
interface conteudista, sendo o Exame Nacional Ensino Médio (Enem) um dos principais motivos de
estresse, ansiedade e depressão frente aos adolescentes (SCHÖNHOFEN et al., 2020).
Comentário
O campo de atuação do psicólogo escolar junto aos alunos é amplo e abrangente. Ele desempenha um
papel fundamental no desenvolvimento de atividades que visam auxiliar os alunos a enfrentar desafios e
lidar com conflitos. Além disso, o psicólogo também tem um papel direto no processo de aprendizagem,
identificando necessidades de adaptação e explorando o potencial dos estudantes. Isso contribui para o
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fortalecimento da autoestima das crianças e adolescentes, independentemente dos rótulos que possam
carregar.
Per�l do aluno e desa�os da psicologia escolar
Neste vídeo, conheça o perfil do aluno de hoje, suas aflições, seus conflitos e o papel da psicologia escolar
diante dos desafios da atualidade.
Intervenções junto aos alunos
Pensar estratégias de ação do psicólogo no contexto escolar é de suma importância. Por esse motivo,
destacamos a seguir algumas alternativas essenciais de conduta do psicólogo no contexto escolar:
Auxílio na elaboração de projetos pedagógicos.
Avaliação dos alunos de acordo com o projeto pedagógico.
Intervenções em relações interpessoais, habilidades educacionais e emocionais dos alunos em sala de
aula.
Promoção de alternativas de atendimento e integração de alunos com necessidades educacionais
especiais.
Intervenções junto aos pais.
Orientações e desenvolvimento de habilidades profissionais dos professores.
Diagnóstico e encaminhamento de casos que dizem respeito às queixas escolares, entre outras.
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Vamos nos ater às estratégias de atendimento ao aluno. Para melhorar a prática do psicólogo escolar,
devem ser propostas atividades práticas que auxiliem tanto no desenvolvimento da criança quanto nas
intervenções de grupo.
O objetivo é discutir temáticas de interesse dos alunos, levando-os a reflexões, em uma proposta de
melhoria do ambiente escolar, tornando-o mais acolhedor, receptivo e respeitoso.
Devem ser pensadas, ainda, ações direcionadas para alunos de inclusão e aqueles que estejam
apresentando alterações comportamentais devido ansiedade e/ou depressão, além de ações que levem a
reflexões acerca de temas pertinentes e comuns dessa fase do desenvolvimento.
Em se tratando de inclusão, saúde mental e estimulação cognitiva, o psicólogo escolar tem um papel
fundamental de oferecer suporte ao professor, ao mediador e, principalmente ao aluno.
Atenção!
O psicólogo escolar deve atuar junto a crianças e adolescentes, no sentido de promover espaços para que
esses indivíduos se expressem com relação às suas dificuldades educacionais. O foco da atuação desse
profissional não deve ser em testes e avaliações, mas sim na busca por soluções que fortaleçam a
capacidade do aluno de enfrentar desafios.
Cabe ao psicólogo escolar identificar as habilidades e desafios no desenvolvimento de crianças, assim
como no desenvolvimento infantil no espectro autista. O objetivo é fazer adaptações no ambiente escolar
para incentivar sua autonomia,respeitando suas dificuldades e estabelcendo estratégias para ajudá-las a
superar obstáculos.
A inclusão da criança com autismo na escola tem seus desafios, visto que, mesmo
com a implementação de leis que amparam os pais de seus direitos quanto à oferta
de escolas inclusivas, ainda hoje, existe muita resistência à inclusão efetiva da
criança no ambiente escolar, sendo um desafio para o psicólogo escolar mediar
tais conflitos.
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Segundo Nascimento e Cruz (2014), o autismo apresenta uma variabilidade extensa de dificuldades na
comunicação e no domínio da linguagem ou na interação social. Nesses casos, faz-se necessária a
intervenção do psicólogo escolar.
Quando se trata de comunicação e habilidades linguísticas, é importante prestar atenção aos limites
individuais, para que as práticas pedagógicas sejam aplicadas de forma a incentivar o sujeito a superar seus
limites. A criança com transtorno do espectro autista (TEA) é capaz de aprender como as demais, mas as
técnicas e as intervenções devem ser adaptadas para facilitar esse processo.
Estratégias que facilitem o desenvolvimento da comunicação é fundamental e devem considerar a
individualidade de cada criança, suas preferências e ritmo de aprendizagem, respeitando o seu modo de
estar no mundo.
A inclusão desses alunos no ensino regular é importante para seu desenvolvimento social. Porém, não
basta inserir esses indivíduos em um contexto escolar, é necessário considerar suas peculiaridades
(NASCIMENTO; CRUZ, 2014).
O psicólogo escolar é o profissional responsável por desenvolver um trabalho com crianças com TEA,
pautado no afeto e na paciência, de modo a conhecer as especificidades de cada criança/adolescente a fim
de potencializar suas habilidades. A psicoeducação é realizada em conjunto com os profissionais da escola
envolvidos diretamente com este aluno.
É de suma importância considerar que essas crianças possuem sensações que devem ser acolhidas e
respeitadas. Desse modo, podemos dizer que a inclusão feita com respeito e afeto proporcionará melhorias
na vida do indivíduo com TEA, sendo um facilitador para promoção de melhoria na interação social,
cognição e no comportamento, sendo benéfico para o melhor desenvolvimento de suas habilidades e
competências sociais (COSTA, 2016; REIS; PEREIRA; ALMEIDA, 2016).
Psicologia escolar e suas intervenções
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Neste vídeo, conheça as estratégias de ação do psicólogo no contexto escolar através das propostas de
atividades práticas que auxiliam no desenvolvimento da criança.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
(Adaptada de banca Quadrix, 2012) Assinale a alternativa que indica no que a função do psicólogo
escolar se diferencia da função do educador.
A
O psicólogo escolar tem o papel de intervir, visando aprimorar/desenvolver ou remediar
os fenômenos inerentes à interface psicoeducacional.
B
O psicólogo escolar terá a função de desenvolver atividades clínicas, visando à melhora
significativa da situação problema.
C
O psicólogo escolar tem o dever de atuar de forma clínica e pedagógica, tendo por
objetivo maior o bem-estar dos alunos e da equipe escolar.
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Parabéns! A alternativa A está correta.
A intervenção do psicólogo escolar não é clínica tampouco educativa apenas, seu papel é intervir de
modo que ofereça estratégias para o educador utilizar e assim trazer melhorias para o aluno.
Questão 2
(Adaptada de banca Quadrix, 2012) Torna-se imprescindível a atuação do psicólogo escolar na
elaboração de um projeto interventivo que auxilie a equipe pedagógica dos diferentes níveis da
educação formal a lidar de forma mais eficaz com os alunos com dificuldades de aprendizagem em
função de sintomas de ansiedade atrapalharem sua concentração. Com base nessa consideração,
assinale a alternativa que estaria coerente com a atuação do psicólogo escolar.
D
É papel do psicólogo escolar também atuar como educador, especialmente na
intervenção com alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem.
E
Somente o psicólogo escolar pode atuar de forma clínica na escola, o que permite o
atendimento da equipe pedagógica, do aluno e da família.
A
Os professores podem ser orientados pelo psicólogo escolar a lidarem de forma mais
assertiva com os sintomas da ansiedade, realizando uma psicoeducação para o corpo
docente e encaminhando o aluno para acompanhamento clínico, se for o caso.
B
Cabe ao psicólogo escolar atuar na interação entre professores, alunos típicos e aluno
com ansiedade, para que o aluno típico assuma o papel junto ao professor de ser
suporte para esse aluno com dificuldades.
C
O psicólogo escolar poderia desenvolver um trabalho psicoterapêutico junto ao aluno
com atendimento clínico, dando suporte psicológico para esse aluno.
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Parabéns! A alternativa A está correta.
Orientar aos professores acerca de sintomas e prejuízos gerados por um quadro de ansiedade severa
pode facilitar a atuação do professor junto ao aluno.
2 - Interfaces com psicologia da aprendizagem e do
desenvolvimento
Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer os níveis de desenvolvimento da
criança e as intervenções necessárias para promoção de aprendizagem no âmbito escolar.
D O psicólogo escolar poderia auxiliar a equipe pedagógica na elaboração de atividades
voltadas ao aluno com ansiedade, de modo que elas fossem mais fáceis que as
atividades dos demais alunos.
E
O trabalho do psicólogo escolar poderia abranger a orientação de pais de alunos com
ansiedade, a fim de orientar para acompanhamento medicamentoso com psiquiatra.
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Perspectiva piagetiana e sua relação com o aluno
Para compreender a área de atuação da psicologia escolar, é importante saber que esse campo de
conhecimento esbarra no campo da psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento. Assim,
compreender de que modo ocorre o processo de aquisição do conhecimento e as fases do desenvolvimento
das crianças e adolescentes contribui para uma intervenção mais assertiva no âmbito escolar.
Enquanto Piaget trabalhou com o viés dos marcos biológicos, Vygotsky apresentou a importância do
contexto social como variável no processo de desenvolvimento e da aquisição do conhecimento.
Compreender esses conceitos nos auxilia pensar em intervenções junto aos alunos que promovam
assertividade e, consequentemente, mudança de comportamento no agir intervencionista de toda
comunidade escolar.
Estátua em homenagem a Jean Piaget.
Buscando estudar o processo de desenvolvimento e aprendizagem dos seres humanos, tomaremos por
base as contribuições de Jean Piaget (1896-1980), biólogo suíço que influenciou a educação a partir da
metade do século XX até os dias de hoje.
Piaget compreende o processo de aprendizagem como sendo a interação do indivíduo como o meio. Assim
sendo, a carga genética e o ambiente interferem diretamente na aquisição do conhecimento.
A aquisição do conhecimento ocorre por meio de desafios e da necessidade de adaptação às condições do
ambiente em que se está inserido, de modo que o sujeito precisa lidar com problemas que requerem dele
uma constante readaptação cognitiva. Piaget é influenciado pelas teorias evolutivas da biologia e aponta
que a capacidade de conhecimento tem estreita relação com a experiência do indivíduo no processo de
interação com o meio, que desafia o sujeito.
Comentário
A pandemia foi um processo desafiador que gerou fortes desestabilidades no funcionamento cognitivo eemocional, exigindo novas formas de adaptação, o que trouxe à psicologia escolar um novo desafio.
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Estudos pós-pandemia mostram um aumento nos índices de ansiedade e depressão. Isso ressalta a
importância de identificar e orientar o manejo dessas situações, avaliando sua gravidade e riscos. É
essencial fornecer suporte técnico para acolher e auxiliar os alunos que enfrentam dificuldades de
aprendizagem causadas por esses problemas de saúde mental.
No desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes, o ambiente escolar é um palco que lhes permite
experenciar os conflitos, que podem ser mediados, por exemplo, por um psicólogo escolar, cuja uma das
funções é contribuir para que o processo de ensino-aprendizagem ocorra de modo saudável.
Segundo a teoria de Piaget, também conhecida como teoria do desenvolvimento, a infância é a fase de
maior criatividade na vida humana. O objetivo dessa teoria é mostrar como o sujeito evolui desde os
primeiros meses de vida até uma solidez e um embasamento próprio que irá distingui-lo no contexto em que
está inserido.
As transformações ocorridas na infância têm a convivência social como um fator
importante. Assim, na infância, o isolamento social tem um impacto na construção
de habilidade de interação e na adolescência afeta a consolidação de tais
habilidades.
Tomando por base a escala de desenvolvimento criada por Piaget, podemos ter um parâmetro dos aspectos
esperados para cada etapa do desenvolvimento humano.
Período sensório-motor (0-2 anos)
Período pré-operacional (2-7 anos)
Período operacional de concreto (7-11)
Período operacional formal (11-19 aproximadamente)
Essa classificação auxiliará em sua compreensão acerca do que se espera da criança em cada faixa etária.
Lembre-se, é papel do psicólogo escolar promover atividades que auxiliem o desenvolvimento cognitivo e
emocional dos alunos, estando atendo para promover ações grupais que estimulem o desenvolvimento.
Adaptação às condições do ambiente
Confira neste vídeo as contribuições de Piaget para a psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento.

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Perspectiva de Vygotsky e sua relação com o aluno
A teoria de Lev Semyonovich Vygotsky (1896-1934) defende que o processo de ensino-aprendizagem ocorre
por meio da interação social, sendo o desenvolvimento humano o resultado de sua relação com o outro e
com o ambiente que o cerca. Nesse contexto, podemos supor o impacto do isolamento no desenvolvimento
de crianças e adolescentes durante a pandemia de covid-19.
É importante para o psicólogo escolar identificar possíveis entreves no desenvolvimento do aluno, para
propor ações coletivas, a fim de minimizá-las.
A abordagem sociointeracionista, elaborada por Vygotsky, objetiva caracterizar aspectos tipicamente do
comportamento humano, dividindo-os em três fases, para apontar como esse desenvolvimento ocorre
durante a vida do indivíduo.
Em sua teoria, Vygotsky (1999) teria considerado três zonas de desenvolvimento, a saber:
Zonal real
Aquilo que o indivíduo realiza sozinho, ou seja, a aprendizagem já consolidada.
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De acordo com Vygotsky, a formação da criança acontece em uma relação direta entre o sujeito e a
sociedade ao seu redor. O ambiente escolar é um cenário importante nessa fase, por ser considerado um
microssistema social. Essa visão contribui para promover intervenções mais assertivas do psicólogo
escolar junto aos alunos, modificando o padrão antigo que sustentava o imaginário acerca do seu papel.
Desse modo, passou-se a produzir novas formas para lidar com questões relacionadas à indisciplina, à
desmotivação e a dificuldades de aprendizagem, buscando compreender a saúde mental e o modo como
ela interfere no processo ensino-aprendizagem.
A atuação do psicólogo escolar, seja na abordagem de Piaget seja na teoria de
Vygotsky, não é colocar-se como o profissional que determina o que é normal ou
patológico na avaliação do desenvolvimento infantil. A esse profissional cabe, com
respaldo nessas teorias, desenvolver ações que contribuam para sanar prejuízos no
desenvolvimento das relações interpessoais, dificuldades/atraso cognitivo,
ansiedade, depressão, dentre outros aspectos que podem gerar prejuízos na
aprendizagem.
Em outras palavras, tomar a teoria por base para construir intervenções de acordo com as possibilidades de
entendimento e cada fase do desenvolvimento, sabendo distinguir o que seria considerado atraso no
desenvolvimento, dificuldades ou o que seria aceitável de acordo com o que se espera em cada etapa.
Exemplo
Afirmar que o aluno que se encontra no estágio sensório-motor, descrita por Piaget, tem dificuldades de
leitura seria incoerente uma vez que, nessa etapa, o sujeito não apresenta habilidades desenvolvidas para
Zonal potencial
Aquilo que pode ser realizado com auxílio de pessoas mais experientes.
Zonal proximal
Aquilo que está em processo de amadurecimento. É a diferença entre o nível de
desenvolvimento real, que é alcançado pela resolução independente de problemas, e o nível
de desenvolvimento potencial, que é alcançado com ajuda.
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essa ação. Caso o aluno, nessa fase, apresente habilidades de leitura, estamos falando de uma exceção que
deverá ser investigada. Assim, cada investigação vai apontar para um caminho na intervenção e atuação do
psicólogo escolar junto aos alunos.
Três zonas de desenvolvimento
Confira neste vídeo as contribuições de Vygotsky para a psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento
humano.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
(Adaptado da banca Avança Brasil, 2023) Piaget distinguiu quatro grandes períodos no
desenvolvimento das estruturas cognitivas, intimamente relacionados ao desenvolvimento da
afetividade e da socialização da criança. Assinale a alternativa correta acerca desses estágios:

A
O período sensório-motor (0-2 anos) é fundamental para o desenvolvimento cognitivo,
pois suas realizações formam a base de todos os processos cognitivos do indivíduo.
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Parabéns! A alternativa A está correta.
De acordo com Piaget, o período sensório-motor compreende a fase de 0 a 2 anos de idade.
Questão 2
(Adaptada da banca Avança Brasil, 2023) Segundo Vygotsky, a zona de desenvolvimento proximal (ZDP)
é uma das três fases do desenvolvimento, podendo ser considerada
B
O período pré-operatório, compreendido entre 13-19 anos, é dominado pela
representação simbólica, em que os indivíduos começam a pensar simbolicamente,
com palavras e imagens para representação.
C
No período operatório concreto, com a aquisição da reversibilidade lógica, 2-7 anos,
usa-se mais a lógica, mas ainda com o pensamento muito concreto.
D
No período operatório formal, resultado da experiência lógico matemática, o
adolescente consegue agrupar representações de representações em estruturas
equilibradas a partir de hipóteses, sem ter necessidade de observação e manipulação
reais, este estágio compreende a fase de 7-12 anos.
E
No período pré-operatório, o instrumento principal de apoio e de constituição de si
mesmo e do mundo é a percepção, pela qual a criança estabelece relações diretamente
com o mundo exterior sendo o período de 0-2 anos.
A
a distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial,
ou seja, aquilo que está em amadurecimento.
B
aquela função já amadurecida, na qual a criança já tem autonomia para realizar
qualquer coisa sem orientação de um adulto.
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Parabéns! A alternativa A está correta.
A zona de desenvolvimento proximal, definida por Vygotsky (1999), representa a distância entre o nível
de desenvolvimento real, que se costuma determinar por meio da solução independente de problemas,
e o nível de desenvolvimento potencial, determinado pela solução de problemas sob a orientação de um
adulto ou em colaboração com companheiro mais capaz, ou seja, aquilo que está em amadurecimento.
3 - Aplicabilidade da psicologia escolar no processo de
aprendizagem
C a fase que permite delinear o futuro imediato da criança e seu estado dinâmico de
desenvolvimento, mas ainda requerendo ajuda de pessoa mais experiente.
D
a fase em que a criança está no período sensorial, adquirindo conhecimento por meio
de experiências sensoriais e manipulação de objetos.
E
a fase em que a criança vive as operações concretas, com pensamento mais lógico e
organizado, embora ainda concreto e literal.
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Ao �nal deste módulo, você será capaz de aplicar a psicologia escolar, veri�cando seu
impacto no processo de aprendizagem do aluno.
Atividades para crianças com TEA
Com o objetivo de auxiliar o trabalho do psicólogo escolar com alunos com transtorno do espectro autista
(TEA), vamos analisar algumas estratégias recomendadas para a educação infantil e o ensino fundamental.
As atividades das crianças matriculadas no ensino fundamental e que estejam dentro do TEA, devem
também despertar a atenção e estimular a concentração. Essa habilidade é muito importante em todo
segmento escolar e, principalmente, no período de alfabetização.
Veja agora algumas atividades de interesse dessa fase, as quais também têm como objetivo desenvolver
habilidades prejudicadas:
Essa atividade, quando usada de modo correto, pode ser muito útil no desenvolvimento das crianças
típicas e atípicas. Certos jogos virtuais usados para estimular as crianças dentro do espectro autista
podem trazer benefícios, como os jogos que estimulem a coordenação motora e o raciocínio (só não
esqueça de ver antes a sinalização de segurança).
Atividades que desenvolvam o raciocínio das crianças para cores e formas geométricas também são
bons exemplos.
Essa atividade usa massa de modelar, jogos de quebra-cabeça, fantoches e pinturas, jogos de
encaixe de formas, com o objetivo de aprimorar a coordenação motora fina, a identificação de cores
e formas, podendo proporcionar maior desenvoltura e maiores níveis de evolução pessoal.
Jogos digitais 
Atividades e jogos presenciais 
Histórias Sociais (HS) 
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Esse método é facilmente aplicado, tem a praticidade no manuseio, agilidade e eficácia com relação
à mediação do comportamento. Auxilia o ensino de comportamentos socialmente adequados e
redução de comportamentos socialmente inadequados. As histórias são utilizadas para explicar
possibilidades adequadas de comportamento, frente a situações difíceis ou de birra para a criança
(MOUSINHO et al., 2010).
Essa atividade avalia a aprendizagem de leitura e escrita em crianças com autismo ou deficiência
intelectual. Ela ajuda o psicólogo escolar a investigar a eficácia de atividades que envolvem o ensino
de sílabas e a associação com figuras, visando melhorar as habilidades de leitura e escrita das
crianças. O uso de jogos adaptados à realidade escolar das crianças com necessidades
educacionais especiais é uma forma facilitadora. As crianças conseguem associar as figuras com as
palavras, o que ocorre de forma indireta e permite ao psicólogo escolar identificar os níveis de leitura
e escrita, além de auxiliar na construção dessas habilidades. É importante destacar que os jogos
tornam o processo de ensino mais fluido e agradável, contribuindo para reduzir comportamentos
desfavoráveis durante o processo de aprendizagem.
Essa atividade é usada para entender a interação da criança com TEA. O objetivo é analisar como as
crianças autistas atribuem significado às suas interações sociais na sala de aula, pois isso pode
influenciar seu desenvolvimento e a qualidade das relações. A filmagem é uma oportunidade de
observar características no comportamento social que podem passar despercebidas, além de avaliar
habilidades e comportamentos. Essa atividade ajuda a desenvolver intervenções e coletar dados que
auxiliem a prática do psicólogo escolar com a criança e na orientação à família.
Quais atividades posso utilizar para crianças com TEA?
Jogo do ensino de palavras 
Filmagem 

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Confira neste vídeo sugestões de atividades para trabalhar com crianças com transtorno do espectro
autista.
Atividades para crianças com TDAH
As crianças com diagnóstico de TDAH além da inquietação, podem apresentar dificuldades para manter a
concentração, planejamento, além de agir por impulso.
Normalmente, os sintomas ficam mais evidenciados quando a criança inicia a vida escolar, e os prejuízos
mais acentuados na fase de introdução à leitura e à escrita. Nesse contexto, o psicólogo escolar pode
propor alguma atividade que auxilie no controle da impulsividade, planejamento, organização e
concentração.
Normalmente, as crianças com sintomas de hiperatividade tendem a ficar cansadas, pois não conseguem
manter-se paradas por muito tempo, logo a concentração fica prejudicada. Tendo isso em vista, veja agora
algumas sugestões de atividades para desacelerar crianças com TDAH:
Estimula habilidades como pensamento, memorização, identificação de figuras, além de desenvolver
o conceito de igual e diferente e orientação espacial
Proporciona às crianças a oportunidade de expressão, que não sejam necessariamente a
comunicação verbal. Em se tratando da criança com TDAH, o psicólogo escolar pode aproveitar para
verificar sentimentos subjetivos, visto que as crianças com esse quadro podem apresentar baixa
autoestima e irritabilidade, que poderão ser expressos nessa atividade, dando oportunidade de
Jogo de memória 
Pintura e argila 
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intervenção psicológica. Essa atividade colabora ainda para desenvolver a autoconfiança da criança,
que se sente apta a concluir a atividade.
Fortalece a autoconfiança da criança com TDAH. Uma das características que lhes geram
sofrimento é a dificuldade que elas têm de terminar uma atividade. Normalmente, recebem críticas
por isso, o que contribui para impactar negativamente sua autoestima, gerando frustrações e
impaciência. Os blocos de construção podem ser usados de diversas formas, seja para compor uma
história seja simplesmente para construir pequenos cenários. Sendo fáceis de montar, com peças de
fácil manuseio, essa atividade pode auxiliar o psicólogo escolar no trabalho de estimulação da
autoconfiança e autoestima.
Estimula o pensamento lógico, a dedução, a atenção, observação, nomeação, planejamento, dentre
outras habilidades. A forca pode também ser uma sugestão de adivinhação assim como as
perguntas do tipo “o que é, o que é?”. Assim, o psicólogo escolar pode criar um torneio de
adivinhação ou simplesmente um desafio com a criança que apresenta o TDAH, estimulando-a a
buscar estratégias de leitura, organização do pensamento, controle do impulso dentre outros.
Estimula a atenção e o controle da impulsividade, pode ser uma estratégia para o psicólogo escolar
intervir diretamente com o aluno ou para sugerir que seja implementado nas aulas de educação
física.
Quais atividades posso utilizar para crianças com TDAH?
Montagem de blocos 
Adivinhação 
Morto-vivo ou o jogo da estátua 

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Confira neste vídeo sugestões de atividades para trabalhar com alunos com diagnóstico de TDAH, buscando
minimizar as dificuldades de concentração e aprendizagem.
Atividades para crianças com ansiedade ou depressão
O psicólogo escolar deve atuar como agente de promoção e prevenção da saúde mental dos alunos no
contexto escolar. Sendo assim, é necessário propor ações que visem à prevenção, intervenção e
remediação por meio da reflexão sobre a saúde mental. Desenvolver projetos de intervenção temáticos é de
suma importância para que as demandas do contexto possam ser atendidas.
Hoje em dia, os alunos têm enfrentado um aumento nos índices de ansiedade e depressão. É essencial
desenvolver projetos que busquem identificar aqueles que apresentam tais sintomas, avaliando se é
necessário encaminhá-los para profissionais de saúde. Portanto, é importante realizar ações que priorizem
a promoção da saúde mental, com o objetivo de reduzir os sintomas de ansiedade e depressão.
Além de orientar o corpo docente, a atuação com projetos de intervenção é fundamental para promover
melhor manejo dos gatilhos, visto que a escola é o local permeado por diversas situações conflitantes,
sendo um espaço de aprendizagem, mas também de desenvolvimento emocional e social.
Comentário
A escola é um espaço não só de aprendizado cognitivo, mas também de desenvolvimento emocional e
social. As crianças e os adolescentes demonstram com seus comportamentos o modo como têm se
sentido emocionalmente, suas frustrações, medos e dificuldades. Assim, o psicólogo escolar precisa estar
sempre em contato com os alunos para observar seus comportamentos, checando sempre com
professores as suas percepções acerca do comportamento dos estudantes. Um psicólogo escolar atento
mantém-se alerta sobre o que os alunos têm conversado, suas dúvidas e ao que estão assistindo ou
seguindo nas redes sociais, procurando construir reflexões críticas acerca dos temas.
É preciso haver uma rotina na qual se desenvolva atividades que gerem, junto aos alunos, discussões e
reflexões sobre temas pertinentes para cada faixa etária. Tendo isso em vista, veja a seguir sugestões de
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técnicas com foco em ansiedade e depressão, podendo tais estratégias serem utilizadas para outras
temáticas de acordo com a necessidade escolar.
Jogos coletivos de tabuleiros com regras
Verifica se a criança apresenta dificuldades em seguir regras e orientações e em controlar seu impulso,
pois precisa aprender a esperar a sua vez de jogar. Assim, verifica-se a existência de dificuldades e
possibilita ainda que se faça a intervenção psicoeducando para que essas habilidades sejam
desenvolvidas.
Técnicas de relaxamento
Ensina o controle da respiração diafragmática. Um exemplo dessa técnica é a atividade de soprar para
fazer uma grande bolha de sabão que demore a estourar. A criança é induzida a uma respiração longa e
lenta. Essa técnica reduz os sintomas de ansiedade trazendo melhor oxigenação cerebral. O visual é
bonito, assim as crianças e adolescentes se distraem com as bolhas de sabão, desviando o pensamento
do gatilho ansioso. Também pode ser usado como uma estratégia de interação.
Rodas de conversa
Explora a reflexão com alguma temática introduzida. Estimula o aluno a opinar sobre um tema ou falar de
suas próprias expectativas e medos. Essa técnica pode ser usada tanto como psicoeducação quanto
como uma estratégia para acolhimento. O psicólogo escolar vai conduzindo um assunto de acordo com a
demanda, podendo usar desenhos, músicas e pinturas dentre outras como ferramenta de intervenção na
problemática levantada.
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Vivências ou dramatizações, utilizando o conto/fábula
Desenvolve um tema voltado para ansiedade ou depressão, ou qualquer outra demanda pertinente. Conta-
se uma fábula com uma moral e organiza-se uma encenação ou mesmo um debate acerca das
possibilidades de solução para o desfecho. O objetivo do psicólogo escolar é oportunizar expressão de
sentimentos, opiniões, podendo construir estratégias de enfrentamento de situações problemas,
contribuindo para a construção do espaço de cuidado.
Como vimos, o psicólogo escolar tem grandes desafios a enfrentar, tendo em vista a diversidade de alunos
ocupando o mesmo espaço e vivenciando conflitos diversos, em plena fase do desenvolvimento, tornando a
escola um palco onde as peças são encenadas. Assim, o psicólogo escolar torna-se um profissional
imprescindível para dirigir com maestria este espetáculo chamado desenvolvimento humano.
Quais atividades posso utilizar para crianças com
ansiedade ou depressão?
Confira neste vídeo sugestões de atividades para trabalhar com crianças com ansiedade ou depressão,
buscando identificar e minimizar os sintomas e desconfortos desenvolvidos.
Falta pouco para atingir seus objetivos.

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Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O TDAH é caracterizado por sinais e sintomas com destaque para a desatenção, hiperatividade e
impulsividade. Indique a técnica mais adequada para a intervenção do psicólogo escolar com crianças
com TDAH e sua respectiva descrição:
Parabéns! A alternativa A está correta.
A
Pintura e argila: técnica com objetivo de trabalhar a expressão, além da comunicação
verbal. O psicólogo escolar poderá verificar sentimentos subjetivos, pois crianças com
esse diagnóstico podem apresentar baixa autoestima e irritabilidade.
B
Rodas de conversa: explorar a reflexão, estimular a criança a falar e opinar acerca do
tema ou falar de suas próprias expectativas e medos.
C
Jogos coletivos de tabuleiros com regras: verificar se a criança apresenta dificuldades
em seguir regras e orientações, além do controle do impulso, pois precisa aprender a
esperar a sua vez de jogar.
D
Jogos digitais: utilizar a tecnologia para estimular as crianças no desenvolvimento da
coordenação motora e o raciocínio com cores e formas geométricas, por exemplo.
E
Atividades e jogos presenciais: usar massa de modelar, jogos de quebra-cabeça,
fantoches e pinturas, jogos de encaixe de formas para aprimorar a coordenação motora
fina, identificação de cores e formas.
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A técnica mais adequada para a intervenção do psicólogo escolar com crianças com TDAH é pintura e
argila, pela oportunidade de expressão não verbal. As demais técnicas são recomendadas para outros
transtornos.
Questão 2
No período pós-pandemia podemos evidenciar um aumento significativo de transtorno de ansiedade
em crianças e adolescentes. Assim, cabe ao psicólogo escolar promover atividades de prevenção e
intervenção neste sentido. Nesse contexto, para minimizar a ansiedade, qual a opção adequada?
Parabéns! A alternativa A está correta.
Uma das técnicas para minimizar a ansiedade é ensinar a respiração diafragmática como estratégia de
intervenção da crise de ansiedade, visto que promove melhor oxigenação cerebral.
A
Técnicas de relaxamento ensinando a respiração diafragmática, melhorando a
oxigenação do cérebro e interrompendo o ciclo da ansiedade.
B Técnicas hipnose visando introduzir conceitos novos nos pensamentos do adolescente.
C Hipnoterapia visando induzir a pensamentos positivos.
D
Palestras para evitar que o aluno fale sobre ansiedade ou exponha suas próprias
expectativas e medos.
E Jogo de memória visando proporcionar distração.
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Considerações �nais
As atribuições da psicologia escolar são guiadas pelo Conselho Federalde Psicologia (CFP), que propõe um
trabalho interdisciplinar e integrado ao contexto escolar, que deve ser desenvolvido tanto individualmente
quanto coletivamente, em diferentes níveis, como promoção, intervenção e prevenção. É preciso investir em
aprimoramento e aprofundamento acerca da atuação desse profissional junto à equipe pedagógica e,
principalmente, aos alunos.
Impossível pensar em psicologia escolar sem buscarmos conhecimento nos campos da psicologia da
aprendizagem e do desenvolvimento, os quais propiciam a base para a tomada de decisão de intervenções
e promoções no campo escolar. Verificar o curso do desenvolvimento saudável para compreender
intercorrências auxilia o profissional a elaborar estratégias e encaminhamentos de acordo com a
necessidade de cada caso. Essa área serve ainda de base para reflexões acerca da inclusão escolar,
propondo estratégias para que haja acolhimento e desenvolvimento da criança com necessidades especiais
tanto no que diz respeito à aquisição de conhecimento e aprendizagem quanto no que se refere ao
desenvolvimento emocional, corroborando para melhoria da autoestima, autoafirmação e segurança.
O psicólogo escolar atua em desenvolver e/ou aprimorar a criatividade, pois das simples brincadeiras e
jogos pode-se elaborar e executar brilhantes intervenções. A brincadeira é coisa séria e deve ser
desenvolvida com objetivos e pautada em teóricos que sustentam a efetividade do que se deseja intervir.
A psicologia escolar é um campo que tem potencial de trabalho, sendo imprescindível para o bom
desenvolvimento do aluno e de seu aprendizado, justificando, assim, a criação da Lei nº 13.935/2019, que
garante a presença do psicólogo escolar na rede básica de ensino. Lutar por nosso espaço, fazendo valer a
lei, é assegurar a melhoria na qualidade e na assistência aos alunos, sejam eles com necessidades
especiais (atípicos) ou não, buscando tornar o ambiente escolar um cenário de acolhimento, paz e
construção do conhecimento.
Explore +
Confira as indicações de filmes que separamos especialmente para você!
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Divertidamente, animação que trata os sentimentos, como tristeza, alegria e raiva, de uma forma bastante
madura e interessante. Todo o filme se passa dentro da cabeça da Riley, uma menina de 11 anos que está
lidando com suas emoções e lembranças.
Vale explorar a animação para falar sobre emoções com seu aluno e ajudá-lo a identificar o que ele sente.
Pergunte, por exemplo, se ele se recorda de alguma situação que sentiu alegria ou raiva. Use o filme como
estratégia para auxiliar os alunos a reconhecer suas emoções e aprender a lidar com elas.
Entre os filmes para educação infantil e ensino fundamental que trazem lições interessantes está Zootopia,
animação que retrata a história da coelha Judy, que quer ser policial em um mundo preconceituoso.
O longa fala de assuntos atuais, como respeito às diferenças, tolerância, racismo e abuso de poder.
Também ensina sobre persistência para lidar com desafios e conquistar seus objetivos.
Referências
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. CFP. Resolução CFP nº 007/2003. Institui o Manual de Elaboração
de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica e revoga a
Resolução CFP 17/2002. Brasília, 2003.
COSTA, D. Processo de Aprendizagem da criança com autismo na escola regular. Universidade Federal da
Bahia, 2016.  Consultado na internet em: 22 abr. 2023.
COSTA, L. M. B. et al. Autismo e suporte familiar: Relações afetivas estabelecidas entre crianças com
autismo. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, ano 05, v. 06, pp. 25-44, 2020.
MOUSINHO, R. et al. Mediação escolar e inclusão: revisão, dicas e reflexões. Rev. psicopedag. São Paulo, v.
27, n. 82, p. 92-108, 2010.  Consultado na internet em: 22 abr. 2023.
NASCIMENTO, F.; CRUZ, M. . Da realidade à inclusão: uma investigação acerca da aprendizagem e do
desenvolvimento do/a aluno/a com Transtorno do Espectro Autista- TEA nas series iniciais do I segmento
do Ensino Fundamental. Rev. Polyphonia, Rio de Janeiro, 2014. Consultado na internet em: 22 abr. 2023.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. OMS. Classificação de transtornos mentais e decomportamento da
CID-10. Porto Alegre: Artmed, 1993.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. OMS. Transtorno do espectro autista. [s.l.]: OPAS/OMS 2017.
Consultado na internet em: 22 abr. 2023.
RAPPAPORT, C. R. Psicologia do desenvolvimento. São Paulo, EPU 1981-1982
28/07/2023, 23:22 O psicólogo escolar
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REIS, H. I. da S; PEREIRA, A. P. da S.; ALMEIDA, L. da S. As características e especificidades da comunicação
social na perturbação do espectro do autismo. Rev. bras. educ. espec., Marília, v. 22, n. 3, p. 325-336, 2016.
Consultado na internet em: 22 abr. 2023.
SANTOS, L. C et al.Impactos psicossociais do isolamento social por covid-19 em crianças, adolescentes e
jovens: scoping review. Revista de Enfermagem da UFSM, [s. l.], v. 11, p. e73, 2021. Consultado na internet
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SOUZA, C. S.; RIBEIRO, M. J.; SILVA, S. M. C. A atuação do psicólogo escolar na rede particular de ensino.
Psicologia Escolar e Educacional, Maringá, v. 15, n. 1, p. 53-61, 2011.
SCHÖNHOFEN, F. de L. et al. Transtorno de ansiedade Generalizada entre estudantes de cursos de pré-
vestibular. Jornal Brasileiro de Psiquiatria. J. bras. Psiquiatr, v. 69, n. 3, Jul-Sep, 2020.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
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28/07/2023, 23:23 Transtornos e dificuldades de aprendizagem
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/05473/index.html# 1/38
Transtornos e di�culdades de aprendizagem
Drª. Stella Kappler
Descrição
Você vai entender as dificuldades de aprendizagem e os fatores a elas relacionados, os transtornos do
neurodesenvolvimento e os transtornos do aprendizado, além do trabalho de mediadores, professores e
pedagogos com problemas de aprendizagem nas escolas e as ações de prevenção e intervenção no
fracasso escolar.
Propósito
Para atuar com crianças com transtornos de aprendizagem, é necessário conhecer os critérios para seu
diagnóstico, bem como os principais fatores que influenciam nesse processo.
Objetivos
28/07/2023, 23:23 Transtornos e dificuldades de aprendizagem
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Módulo 1
De�nição e identi�cação de di�culdades de aprendizagem
Reconhecer as dificuldades de aprendizagem e os fatores a elas relacionados.
Módulo 2
Transtornos de aprendizagem e transtornos do
neurodesenvolvimento
Relacionar transtornos do neurodesenvolvimento com transtornos do aprendizado.
Módulo 3
O trabalho com problemas de aprendizagem nas escolas
Identificar o trabalho de mediadores, professores e pedagogos com problemas de aprendizagem nas
escolas.
Módulo 4
Fracasso escolar: ações de prevenção e formas de intervenção
Identificar ações de prevenção e intervenção no fracasso escolar.
28/07/2023, 23:23 Transtornos e dificuldades de aprendizagem
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212sa/05473/index.html# 3/38
Introdução
Todos nós, em algum momento das nossas vidas, podemos apresentar algum tipo de dificuldade para
adquirir conhecimento. Para discutir “dificuldade” e classificá-la como um transtorno que, de fato, tem
repercussões negativas sobre o indivíduo, precisamos entender melhor como funciona o mecanismo de
aprendizagem.
No dicionário, a palavra aprendizado é definida como ato, processo ou efeito de aprender. Embora esse
processo esteja muito atrelado ao aprender acadêmico, que você busca/recebe na escola, ele também se
insere na comunidade, no ambiente em quevocê vive, junto de sua família e amigos. Nesse sentido,
podemos pensar que o mecanismo relacionado a aprender coisas novas é intrínseco ao ser humano e está
presente em todos nós, desde o nosso nascimento.
Os comportamentos que indicam dificuldades de aprendizagem e outros transtornos da mesma ordem,
como desatenção, problemas de memória, fala e raciocínio, passam a ser mais observáveis com a inserção
do indivíduo no ambiente escolar. Essas limitações estão presentes em distintas dimensões como o meio
social, acadêmico e, em outras etapas do desenvolvimento, na área profissional. Por isso, é tão necessário
lançar luz sobre esse assunto.

28/07/2023, 23:23 Transtornos e dificuldades de aprendizagem
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1 - De�nição e identi�cação de di�culdades de
aprendizagem
Ao �nal desse módulo, você será capaz de reconhecer as di�culdades de aprendizagem e os
fatores a elas relacionados.
Teorias da aprendizagem
O conceito de aprendizagem não possui uma única definição, e varia dentro da psicologia, a depender da
perspectiva teórica do autor. Faz mais sentido focarmos o que essas perspectivas possuem em comum ou
em quais aspectos interagem. De modo geral, destaca-se o mecanismo de aquisição de conhecimento e
habilidades, que deve incluir as dimensões afetivo-emocionais e socioculturais.
Devemos cuidar para não colocar a aprendizagem como algo que integra somente a dimensão escolar-
acadêmica. Como sociedade, os valores sociais muitas vezes privilegiam o quociente de inteligência (QI),
que se define como a capacidade intelectual que o indivíduo possui e que gera comparações, apontando
quem seria mais ou menos inteligente.
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Na atualidade, temos uma discussão bastante intensa a respeito da inteligência emocional que, por sua vez,
se define como a capacidade de identificar e lidar com as suas próprias emoções e as das outras pessoas.
Partindo do princípio de que somos seres essencialmente sociais, a inteligência emocional se apresenta
como basilar e necessária para as interações sociais, enquanto a inteligência intelectual se relaciona mais
com a possibilidade de produção de teorias e conteúdo de maneira mais eficiente.
Tanto a inteligência emocional quanto a acadêmica são dependentes de processos mentais e fatores
intrínsecos e extrínsecos. No entanto, partindo de uma visão da literatura acerca das teorias da
aprendizagem, podemos encontrar concepções que nos ajudarão a compreender melhor esse constructo a
nível teórico.
As teorias da aprendizagem podem ser divididas em comportamentalistas, cognitivistas e humanistas.
Com visões diferentes sobre o mesmo constructo, autores da psicologia e da educação trouxeram inúmeras
contribuições para nossa compreensão. Vamos a seguir conhecer aquelas que mais se destacam.
Teorias da aprendizagem comportamentalistas
De modo geral, as teorias comportamentalistas da aprendizagem consideram que todas as pessoas, bem
como outros animais, respondem a estímulos enviados pelo meio que nos cerca, porém desconsideram os
processos mentais. Confira os teóricos comportamentalistas de mais destaque!
Ivan Pavlov (1849-1936)
Desenvolveu a teoria dos reflexos condicionados, que pressupõe uma conexão que pode ser
estabelecida entre fatores ambientais e atividades no sistema nervoso central de um
organismo. Haveria, portanto, a possibilidade de se enviar um estímulo contínuo, a fim de
transformar o comportamento de um indivíduo. Os reflexos podem ser condicionados
(adquiridos, condicionados à experiência passada) ou incondicionados (inatos).
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Teorias da aprendizagem cognitivistas
Essas teorias destacam a relevância da compreensão e da organização das informações no processo de
aprendizagem, bem como a necessidade de que o indivíduo esteja motivado e engajado nesse processo.
Concebem o conhecimento como algo construído pelo sujeito por meio da interação com o ambiente, sendo
influenciado por fatores cognitivos, como percepção, memória e atenção. Entre os teóricos cognitivistas,
destacam-se:
John Watson (1878-1958)
Foi o fundador do movimento behaviorista. Esse autor considerava que o meio ambiente seria
determinante para que a aprendizagem pudesse acontecer. Diferentemente de Pavlov, que
propôs estudos empíricos a fim de comprovar sua teoria, Watson se distanciou desse tipo de
método, voltando-se para o método experimental, que consiste em estabelecer um objeto de
estudo, selecionar variáveis que influenciam o objeto de estudo e definir formas de controle e
observação do objeto. Watson apresentou grandes contribuições para a estruturação da
psicologia como ciência.
Burrhus Skinner (1904-1990)
Defendeu que o processo de aprendizagem ocorre diante da resposta a estímulos do meio,
considerando o mecanismo resposta-consequência. Para esse autor, existem dois tipos de
condicionamento: o respondente — que ocorre por reflexo, automaticamente; e o operante —
que ocorre por meio de estímulos positivos ou negativos.
Jean Piaget (1896-1980)
Desenvolveu o método psicogenético, em que o processo de aprendizagem ocorreria quando
se atinge a acomodação. Para esse autor, os fatores biológicos influenciam o
desenvolvimento mental, por meio da linguagem, das brincadeiras e da compreensão do meio
i lt l i di íd A di ó t i tid di t d it õ d
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Teorias da aprendizagem humanistas
sociocultural que cerca o indivíduo. A aprendizagem só teria sentido diante de situações de
mudança.
Lev Vygotsky (1896-1934)
Apresentou a zona de desenvolvimento proximal e a relação entre pensamento e linguagem.
Na visão desse autor, a aprendizagem seria adquirida por meio de atividades que
proporcionem o aprendizado, e as interações sociais e as experiências vivenciadas pelos
indivíduos seriam essenciais para que esse processo ocorresse. Assim, as interações sociais
e as condições de vida influenciariam o desenvolvimento intelectual dos indivíduos.
Jerome Bruner (1915-2016)
Desenvolveu a ideia de aprendizagem por descoberta, em que o educador apresenta as
ferramentas necessárias para o aluno aprender, mas o próprio aluno deve se esforçar para
descobrir o que deseja aprender. De acordo com esse autor, aquele que aprende possui
protagonismo e papel ativo no seu processo de aprendizagem, e o educador (ou aquele que
ensina) deve trabalhar para motivá-lo.
Howard Gardner (1943)
Desenvolveu a teoria das inteligências múltiplas, que parte do princípio de que existem
diferentes tipos de inteligência, a saber: linguística, lógico-matemática, espacial, musical,
corporal-cinestésica, interpessoal e intrapessoal.
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As teorias dessa linha sugerem que a aprendizagem é centrada na pessoa e requer uma avaliação das
necessidades individuais, interesses e objetivos pessoais. Essas teorias desempenham um papel ativo para
os alunos no processo de aprendizagem, pois promovem a independência e a autoconsciência, com o
objetivo de desenvolver o maior potencial dos indivíduos não apenas academicamente, mas também na
vida privada e profissional. Veja os teóricos humanistas de maior destaque!
Quando voltamos para conceitos contemporâneos sobre a aprendizagem, nós nos deparamos com a
definição de IIIeris que diz que aprendizagem é como “qualquer processo que, em organismos vivos, leve a
uma mudança permanente em capacidades e que não se deva unicamente ao amadurecimento biológico ou
ao envelhecimento” (IIIERIS, 2015, n. p.). Esse autor se propôs a esquematizar as condiçõesque influenciam
e que são influenciadas por esse processo, como podemos observar no esquema a seguir.
Abraham Maslow (1908-1970)
Desenvolveu a teoria da motivação e autorrealização. Esse autor apresentou uma visão
hierárquica das necessidades humanas, definida pelo princípio de que as ações são
motivadas pela satisfação de cinco necessidades: fisiológicas, segurança, amor e pertença,
estima e autorrealização.
Henri Wallon (1879-1962)
Defendeu a dimensão afetiva no processo de aprendizagem, destacando que o indivíduo
necessitaria do convívio social. A aprendizagem estaria vinculada a alguns estágios do
desenvolvimento, mas não ocorreria, necessariamente, em um processo linear.
Carl Rogers (1902-1987)
Relacionou a aprendizagem à curiosidade inerente de todos os seres humanos. Assim, o
autor focou sua ideia no processo, e não no conteúdo.
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As principais áreas de estudo de aprendizagem.
É importante conhecer as principais contribuições para uma maior compreensão do processo de
aprendizagem. Partindo de diferentes visões, é possível destacar alguns componentes em comum: a
interação do indivíduo com outras pessoas, bem como a influência de fatores biológicos, comportamentais
e socioculturais.
Abordando as teorias da aprendizagem
Assista a este vídeo e entenda melhor as teorias da aprendizagem, incluindo teorias da aprendizagem
comportamentalistas, cognitivistas e humanistas.
Fatores relacionados às di�culdades de aprendizagem
Os seres humanos já nascem com capacidades que predispõem o aprendizado de novas habilidades, e isso
está intrinsicamente relacionado a outros fatores. Nós adquirimos conhecimento a partir das nossas
experiências. Inicialmente, as crianças passam a conhecer o mundo à sua volta a partir dos ensinamentos
de seus pais, bem como das vivências e observações do ambiente sociocultural que as cercam.

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Essas predisposições são essenciais para a nossa sobrevivência e adaptação ao nosso meio. Por exemplo,
conforme uma criança cresce, em suas interações com o meio familiar, os pais ou cuidadores principais
falam com ela em um idioma específico, chamado de língua materna (o idioma que aprendemos desde
pequeno).
Com algumas exceções, por exemplo, quando pessoas aprendem mais de um idioma desde crianças,
somos ensinados a falar, ler e escrever em português, facilitando nossa comunicação com as pessoas que
vivem no Brasil. Caso você não saiba espanhol e tente conversar com algum argentino, poderá enfrentar
alguma dificuldade de comunicação. Contudo, se você tivesse nascido na Argentina, provavelmente estaria
falando espanhol, e não português.
Observe, a seguir, na charge que a garçonete de um restaurante oferece para o cliente um prato típico da
culinária espanhola, as tapas. O cliente, sem conhecimento de que se trata de um prato do cardápio,
entende que a garçonete está o destratando e que “tapas” se referiria a uma agressão física, o que o deixou
bem aborrecido.
O mal-entendido da charge ilustra um caso em que nenhum dos dois indivíduos que participaram daquele
evento apresenta algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Na verdade, a dificuldade em compreender o
contexto se deve em função de uma falta de conhecimento de um prato típico e/ou de um idioma diferente.
O exemplo ilustra que não podemos considerar que toda a dificuldade de compreender algo deve ser
classificada como dificuldade de aprendizagem. Um evento isolado não pode ser tomado como critério de
diagnóstico, bem como não deve ser generalizado.
Por tratarmos a aprendizagem como algo muito relacionado ao ambiente escolar e acadêmico, muitas
vezes não consideramos que ela faça parte do nosso cotidiano. A aprendizagem também ocorre durante
todo o ciclo de desenvolvimento humano, e não está restrita a uma fase ou idade específica. Todos somos
capazes de aprender algo novo, assim como você está fazendo agora.
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É necessário, portanto, identificar alguns fatores intrínsecos e extrínsecos que precisam ser considerados
quando pensamos em uma hipótese de dificuldade de aprendizagem. Alguns desses fatores estão
relacionados a danos em áreas cerebrais. Vejamos agora alguns desses fatores.
Ingestão de substâncias nocivas, como nicotina, álcool e drogas, durante a gravidez.
Exposição ao chumbo.
Questões de saúde prévias da mulher, como hipertensão, anemia e idade.
Prematuridade, malformações fetais, distúrbios respiratórios do recém-nascido, hemorragia
pulmonar, incompatibilidade sanguínea materno-fetal.
Deslocamento de placenta, ruptura precoce da bolsa, manobras de extração, parto-cesárea, falta
de oxigenação.
Infecções e hemorragias, traumatismo, tumores ou doença na região frontal/orbital do cérebro.
Hereditariedade.
Predisposições para o desenvolvimento de transtornos psicológicos.
Pais com problemas de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ou similar.
Ambientes de violência intrafamiliar.
Exposição a fatores sociais de risco.
Condições socioeconômicas.
Quebra ou rompimento de vínculos afetivos – como crianças que vivem em instituições de
acolhimento.
Uso de álcool e drogas.
Ocorrências durante a gestação e o parto 
Fatores genéticos 
Fatores socioambientais 
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A apresentação desses fatores não almeja esgotar todos aqueles que podem influenciar nas causas da
dificuldade de aprendizagem, e sim apresentar áreas e componentes que precisam ser investigados, ao
longo de um processo de diagnóstico. A literatura sobre o tema considera que alguns casos de dificuldade
de aprendizagem resultam de prejuízos no sistema nervoso central que atuam diretamente na aquisição e
no processamento daquelas informações recebidas pelos órgãos dos sentidos. Esses prejuízos podem ser
marcados por alterações em algumas das seguintes estruturas: aquisição, assimilação, utilização e
armazenamento da informação.
O diagnóstico diferencial é um método sistemático que deve ser utilizado para
identificar a presença (ou ausência) de uma questão médica. Nesse caso, deve-se
valer de diferentes técnicas e instrumentos, bem como de uma observação apurada
do comportamento do indivíduo e de seu contexto.
O profissional deverá identificar, por meio de uma anamnese, alguns dos pontos que discutimos, como
problemas na gestação ou no parto. Muitas vezes, os pais ou cuidadores não saberão distinguir se
determinada ocorrência pode ou não ser considerada um problema com efeitos negativos sobre o
desenvolvimento da criança, cabendo ao médico, ou a outro profissional, o esclarecimento à família.
Quais os fatores relacionados às di�culdades de
aprendizagem?
Confira neste vídeo quais são os fatores relacionados às dificuldades de aprendizagem, tanto intrínsecos
quanto extrínsecos.
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A literatura não apresenta uma única definição de aprendizagem, o que faz com que esse conceito seja
definido de diferentes maneiras, a depender da abordagem teórica utilizada como referência.
Considerando as teorias da aprendizagem, julgue a seguir qual das opções indica a abordagem teórica
que desconsidera os processos mentais, privilegiando a influência do meio externo.
Parabéns! A alternativa A está correta.
A partir de uma abordagem comportamentalista, a aprendizagem pode ser explicada pela associação
entre os estímulos ambientais e asrespostas do sujeito.
A Comportamentalista
B Psicanalista
C Humanista
D Cognitivista
E Psicodinâmica
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Questão 2
Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento de dificuldades de aprendizagem em
crianças. Assinale abaixo a alternativa que denomina as ocorrências relacionadas às condições de
gestação e parto.
Parabéns! A alternativa A está correta.
O chumbo, um metal pesado e tóxico, pode ser absorvido pelo organismo da genitora, atravessando a
placenta e encurtando a gestação. Nesse sentido, pode causar até mesmo o parto prematuro. Esses
eventos afetam o desenvolvimento de regiões neurais importantes, impactando nos processos
necessários para aquisição de novas habilidades.
A Exposição ao chumbo e prematuridade.
B Hereditariedade e hemorragia.
C Condições socioeconômicas e hipertensão.
D Anemia e bulimia.
E Violência intrafamiliar e hipotensão.
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2 - Transtornos de aprendizagem e transtornos do
neurodesenvolvimento
Ao �nal desse módulo, você será capaz de relacionar transtornos do neurodesenvolvimento
com transtornos do aprendizado.
Os transtornos do neurodesenvolvimento
Como vimos, vários fatores podem interferir no processo de aprendizagem, tanto intrínsecos quanto
extrínsecos. Porém, precisamos estar atentos ao que se caracteriza como uma dificuldade de aprendizagem
por ausência de estímulos de um ambiente empobrecido daquela em que o indivíduo possui alguma
limitação de ordem cognitiva, por exemplo.
Os transtornos relacionados à aprendizagem são classificados pelo Manual
Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSM-V) como integrantes dos transtornos do
neurodesenvolvimento. De acordo com o manual, os transtornos se apresentam
desde o desenvolvimento inicial do indivíduo e são visíveis de maneira bem
aparente já na infância
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Ainda segundo o DSM-V, é comum que os transtornos relacionados ao neurodesenvolvimento se
apresentem em conjunto, ou seja, uma criança com diagnóstico de transtorno de espectro autista (TEA)
pode apresentar também o transtorno do desenvolvimento intelectual. Há ainda casos de crianças com
diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) que apresentam também o
transtorno específico de aprendizagem.
Os transtornos do neurodesenvolvimento podem ser diagnosticados quando a criança não atinge os marcos
do desenvolvimento esperados para sua faixa etária, mesmo considerando as janelas de oportunidades, que
são períodos em que a criança ainda pode apresentar determinado comportamento. Um exemplo disso
pode ser o comportamento de andar. A criança começa a dar seus primeiros passos e a caminhar por volta
dos 12 meses de idade, mas algumas irão dar seus primeiros passos antes disso, e outras depois. No
entanto, uma limitação pode ser considerada quando uma criança com 2 anos ainda não deu seus primeiros
passos.
Quem nunca ouviu uma conversa entre mães em que há quase uma “disputa” na comparação dos marcos
atingidos pelos seus filhos? As habilidades motoras, linguísticas e cognitivas são subjetivas. Cada uma
delas irá se desenvolver no tempo de cada criança, e não no tempo social. Elas também não devem ser
vistas como critério para definir que seu filho é melhor que o filho “daquela sua vizinha chata”.
Assim como traz satisfação falar que seu filho é um prodígio porque ele andou com 11 meses de idade, o
oposto também desperta sentimentos. Quando uma criança apresenta alguma limitação de ordem física ou
mental, muitos pais apresentam dificuldade para lidar com as suas próprias expectativas. O filho ideal pode
ser diferente do filho real.
Comentário
Os sentimentos de frustração e luto podem estar presentes em alguns casos. Como relatado por Bee
(1996), pesar, culpa, negação, depressão e raiva podem acometer os pais, pois são respostas naturais.
Muito esforço e dedicação é requerido deles quando devem lidar com uma criança com desenvolvimento
atípico. Por isso, é fundamental que os pais não sejam julgados pelos profissionais, e sim acolhidos por
eles.
Crianças com desenvolvimento atípico têm condições de se inserir socialmente e, muitas vezes, irão
precisar de alguns ajustes dos pais — e de outras pessoas — para se adaptarem às suas demandas
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específicas. Outro ponto que deve ser considerado é o grau de limitação das crianças. No DSM-V, os
transtornos de aprendizagem são classificados como leves, moderados ou graves; gerais ou específicos; de
curta ou longa duração. Veja a seguir alguns desses transtornos.
É caracterizado por déficits em capacidades mentais genéricas, como raciocínio, solução de
problemas, planejamento, pensamento abstrato, juízo, aprendizagem acadêmica e aprendizagem
pela experiência. Os déficits resultam em prejuízos no funcionamento adaptativo, de modo que o
indivíduo não consegue atingir padrões de independência pessoal e responsabilidade social em um
ou mais aspectos da vida diária, incluindo comunicação, participação social, funcionamento
acadêmico ou profissional e independência pessoal em casa ou na comunidade.
É definido por níveis prejudiciais de desatenção, desorganização e/ou hiperatividade e impulsividade.
Desatenção e desorganização envolvem incapacidade de permanecer em uma tarefa, aparência de
não ouvir e perda de materiais em níveis inconsistentes com a idade ou o nível de desenvolvimento.
A hiperatividade e a impulsividade implicam atividade excessiva, inquietação, incapacidade de
permanecer sentado, intromissão em atividades de outros e incapacidade de aguardar — sintomas
que são excessivos para a idade ou o nível de desenvolvimento.
É diagnosticado diante de déficits específicos na capacidade individual para perceber ou processar
informações com eficiência e precisão. Esse transtorno do neurodesenvolvimento manifesta-se,
inicialmente, durante os anos de escolaridade formal, caracterizando-se por dificuldades
persistentes e prejudiciais nas habilidades básicas acadêmicas de leitura, escrita e/ou matemática.
O desempenho individual nas habilidades acadêmicas afetadas está bastante abaixo da média para
a idade, ou níveis de desempenho aceitáveis que são atingidos somente com esforço extraordinário.
O transtorno específico da aprendizagem pode ocorrer em pessoas identificadas como
apresentando altas habilidades intelectuais e manifestar-se apenas quando as demandas de
aprendizagem ou procedimentos de avaliação (por exemplo, testes cronometrados) impõem
barreiras que não podem ser vencidas pela inteligência inata ou por estratégias compensatórias.
Deficiência intelectual (transtorno do desenvolvimento intelectual) 
Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) 
Transtorno específico de aprendizagem 
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Para todas as pessoas, o transtorno específico da aprendizagem pode acarretar prejuízos
duradouros em atividades que dependam das habilidades, inclusive no desempenho profissional.
Entendendo os transtornos do neurodesenvolvimento
Acompanhe no vídeo uma apresentação dos transtornos do neurodesenvolvimento, incluindo deficiência
intelectual, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e transtorno específico de aprendizagem.
Transtornos especí�cos de aprendizagem
Para o transtorno específico de aprendizagem, alguns critérios são adotados pelo DSM-V, vamos conhecê-
los.

Dificuldade na aprendizagem e no uso de habilidades acadêmicas, com a presençade
sintomas, por pelo menos 6 meses, como: leitura de palavras de forma imprecisa ou lenta e
com esforço; dificuldade para compreender o sentido do que é; dificuldades para escrever
ortograficamente; dificuldades com a expressão escrita; dificuldades para dominar o senso
numérico, fatos numéricos ou cálculo; dificuldades no raciocínio.
Habilidades acadêmicas afetadas de forma substancial e quantitativamente abaixo do
esperado para a idade cronológica do indivíduo, causando interferência significativa no
d h dê i fi i l ti id d tidi
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Também pode ocorrer que algum prejuízo intelectual afete as habilidades do indivíduo, interferindo,
portanto, no processo de aprendizagem. De acordo com o DSM-V, a deficiência intelectual (transtorno do
desenvolvimento intelectual) é um transtorno com início no período do desenvolvimento que inclui déficits
funcionais, tanto intelectuais quanto adaptativos, nos domínios conceitual, social e prático. Veja os tipos de
déficits existentes.
Déficits em funções intelectuais como raciocínio, solução de problemas, planejamento, pensamento
abstrato, juízo, aprendizagem acadêmica e aprendizagem pela experiência, confirmados tanto pela
avaliação clínica quanto por testes de inteligência padronizados e individualizados.
Déficits em funções adaptativas que resultam em fracasso para atingir padrões de desenvolvimento
e socioculturais em relação à independência pessoal e responsabilidade social. Sem apoio
continuado, os déficits de adaptação limitam o funcionamento em uma ou mais atividades diárias,
desempenho acadêmico ou profissional ou nas atividades cotidianas.
Dificuldades de aprendizagem que se iniciam durante os anos escolares, mas podem não se
manifestar completamente até que as exigências pelas habilidades acadêmicas afetadas
excedam as capacidades limitadas do indivíduo.
Dificuldades de aprendizagem que não podem ser explicadas por deficiências intelectuais,
acuidade visual ou auditiva não corrigida, outros transtornos mentais ou neurológicos,
adversidade psicossocial, falta de proficiência na língua de instrução acadêmica ou instrução
educacional inadequada.
Primeiro tipo 
Segundo tipo 
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como comunicação, participação social e vida independente, e em múltiplos ambientes, como em
casa, na escola, no trabalho e na comunidade.
Início dos déficits intelectuais e adaptativos durante o período do desenvolvimento.
Todos os critérios definidos pelo DSM-V devem ser entendidos como uma referência dos principais
sintomas presentes nesses transtornos específicos. Porém, é importante ter em mente que algumas
pessoas podem não ter esses transtornos e ainda assim apresentar algum sintoma descrito pelo manual.
Para que um indivíduo tenha um diagnóstico fechado de uma dificuldade (transtorno) de aprendizagem, ele
precisará ser criteriosamente avaliado por psiquiatra, neurologista, neuropsicólogo e demais profissionais
que se mostrarem necessários. Por sua vez, tais profissionais utilizarão medidas de desempenho
padronizadas e um histórico clínico do indivíduo que envolve informações sobre seu desenvolvimento,
condições médicas, situação familiar e educacional, a fim de chegar a alguma conclusão.
Quais são os transtornos especí�cos de aprendizagem?
Confira esta entrevista em que abordamos os principais transtornos específicos de aprendizagem que
afetam muitas crianças em idade escolar. Discutimos as características, os sintomas e os impactos que
cada transtorno pode ter no desempenho acadêmico e no bem-estar emocional dessas crianças.
Terceiro tipo 

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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A psicologia do desenvolvimento concebe as janelas de oportunidades, que são períodos em que se
espera que a criança desenvolva certa habilidade. Sobre isso, em qual momento os transtornos do
neurodesenvolvimento podem ser diagnosticados?
Parabéns! A alternativa A está correta.
Os distúrbios do neurodesenvolvimento podem ser identificados quando a criança não alcança os
indicadores de desenvolvimento típicos para sua idade, mesmo considerando os períodos críticos em
que a criança pode ainda manifestar certos comportamentos, as janelas de oportunidades.
A No momento em que não se atinge os marcos do desenvolvimento.
B Na primeira infância, logo após a criança entrar na escola.
C No final da infância, quando a criança está adquirindo mais autonomia.
D Na adolescência, nos primeiros sintomas de dependência emocional.
E Na adolescência, quando o indivíduo não atinge a independência pessoal.
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Questão 2
O DSM-V descreve critérios que devem ser utilizados quando há a hipótese de algum transtorno. No
caso do transtorno específico de aprendizagem, por quanto tempo os sintomas devem estar presentes
para que ele seja diagnosticado?
Parabéns! A alternativa D está correta.
O DSM-V considera que alguns fatores devem ocorrer em um padrão para que os transtornos,
relacionados no manual, sejam considerados para fins de diagnóstico. Entre os critérios, o tempo é
responsável por indicar o período mínimo que os sintomas manifestados pelo indivíduo devem estar
presentes. No caso do transtorno específico de aprendizagem, os sintomas devem estar presentes por
no mínimo 6 meses.
A Pelo menos 3 meses.
B Pelo menos 12 meses.
C Pelo menos 5 meses.
D Pelo menos 6 meses.
E Pelo menos 4 meses.
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3 - O trabalho com problemas de aprendizagem nas
escolas
Ao �nal desse módulo, você será capaz de identi�car o trabalho de mediadores, professores e
pedagogos com problemas de aprendizagem nas escolas.
Métodos de ensino e o papel da escola
Os professores têm um contato cotidiano com os alunos e, por vezes, conseguem observar o desempenho
da criança em diferentes momentos. Os docentes podem contribuir, por meio do relato das suas
observações, na composição do diagnóstico de dificuldade de aprendizagem. Contudo, não cabe a esses
profissionais apresentar o diagnóstico, sendo essa uma competência do médico especialista.
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A dificuldade de aprendizagem pode ser trabalhada com o auxílio de psicopedagogos, reforço escolar e o
uso de estímulos específicos. Cada criança tem a sua própria maneira de aprender um conteúdo. Algumas
preferem ler, outras aprendem melhor se ouvirem. Porém, como sabemos, muitas escolas e métodos de
aprendizagem não possuem essa diversificação de ensino, o que impacta o desempenho acadêmico de
diversas crianças que não possuem um comprometimento intelectual ou transtorno do
neurodesenvolvimento.
Quando se identifica a necessidade de tratamento, ou seja, quando a criança não consegue avançar
academicamente, pois possui algum comprometimento de comunicação, essa questão deve ser levada aos
pais/responsáveis para que procurem ajuda especializada. Em alguns casos, há a necessidade de uma
intervenção medicamentosa.
Conforme ressaltou Bee (1996), muitas crianças taxadas como tendo alguma dificuldade de aprendizagem
estão, na verdade, passando por uma perturbação emocional ou até outra dificuldade temporária. Nesse
sentido, essa autora destaca que antes de uma criança ser “rotulada” dessa maneira, existe a necessidade
de um olhar mais cuidadoso e afetivo sobre ela.
Na escola, osproblemas de aprendizagem são mais perceptíveis, pois é nesse
ambiente que a criança deve mostrar o que aprendeu em testes e provas. Há uma
estrutura em que existe o momento para ter contato com o conteúdo, a explicação
do professor e a realização de exercícios, que mostrarão o desempenho e, em tese,
o quanto a criança absorveu daquele conteúdo.
Estabelecendo uma ligação entre as teorias da aprendizagem, é possível refletir sobre alguns pontos que
devem ser considerados pelos educadores nesse processo, para que se tenha uma visão mais ampla do
que a criança conseguiu absorver do conteúdo que se tentou transmitir. Para isso, vamos fazer um rápido
exercício de reflexão:
Você já pensou em qual método de ensino se encaixa mais ao
seu per�l? Você aprende mais assistindo a um vídeo, lendo um
texto ou ouvindo a explicação por outra pessoa?

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A possibilidade de trabalhar em grupo é também uma vantagem do ambiente escolar. O aprendizado em
parceria com outras crianças na mesma etapa de desenvolvimento favorece a troca de experiências, bem
como o intercâmbio de ideias e perspectivas diferentes sobre o mesmo conteúdo.
Estar com outras crianças também estabelece e fortalece os laços afetivos, destacados na literatura como
fundamentais no processo de aprendizagem. Pessoas em um ambiente acolhedor e que estimula a
aprendizagem como fenômeno multidimensional podem detectar reais dificuldades de aprendizagem nas
crianças de maneira mais eficiente.
O ensino e o papel da escola
Assista a este vídeo e entenda os diferentes métodos de ensino e o papel da escola nesse processo.
Resposta
Baseando-se na tese discutida por Gardner (1995), existem diversas inteligências, portanto, cada
indivíduo tem um melhor desempenho em uma área diferente. O papel do professor deve ser o de
facilitar a aprendizagem usando recursos que se adaptem às necessidades dessas diferentes
inteligências. Assim sendo, o professor pode preparar um mesmo conteúdo em texto e selecionar
trechos ilustrados com vídeos, outros com imagens e tabelas. Também é possível propor uma
tarefa em que o aluno possa praticar o conteúdo em questão, e que não seja na forma de prova.
Perguntas e respostas em uma prova discursiva ou com alternativas podem levar à memorização
do conteúdo, e não necessariamente à sua apreensão e acomodação.

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A importância do vínculo com os pro�ssionais
Boas recordações da nossa história escolar estão relacionadas às pessoas que encontramos e com as
quais tínhamos bons relacionamentos. Na psicanálise, discute-se a questão da transferência como
essencial no processo de aprendizagem. A criança desenvolve boas capacidades de aprendizagem se
estiver vinculada à figura que ensina.
Cunha (2000, p. 17) afirma que “a relação pedagógica pode ser resumida na opção
de um bom método de ensino, um planejamento adequado do sequenciamento das
matérias e um certo conhecimento das competências intelectuais dos aprendizes”.
No entanto, o autor discute que, partindo de uma visão psicanalítica desse
contexto, o que deve se destacar é o mundo subjetivo de cada um dos envolvidos
nessa relação.
Entende-se, portanto, que o professor deve-se orientar pelas suas atitudes conscientes, bem como as dos
seus alunos. O fato de ministrar uma boa aula, com qualidade e seguindo rigidamente os métodos didáticos,
em si, não tem protagonismo quando estamos partindo de uma abordagem psicanalítica. Assim, de acordo
com Cunha (2000), importa menos a manutenção daquilo que é entendido como “bom comportamento” e
mais a “livre expressão” dos seus alunos.
A criança que se identifica com seu professor ou professora se sente vista e respeitada e corresponderá do
mesmo modo. Você consegue se lembrar de uma experiência positiva que teve com um professor quando
era criança? E de uma experiência negativa? Não se pode esquecer que nem só de momentos felizes e bons
encontros a escola é feita. O vínculo criado e mantido entre professor e aluno perpassa o sistema
educacional e rompe as barreiras da sala de aula, não se limitando à correspondência de ideias e
sentimentos.
O psicólogo escolar ou psicopedagogo também procurará estabelecer um vínculo com o aluno, pois será a
partir dele que conseguirá acessar os conteúdos necessários para compreender melhor a situação da
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criança. A psicologia se encarregará de observar atentamente os alunos no seu cotidiano escolar, participar
de reuniões em que se discuta o desempenho acadêmico de cada um, bem como de reuniões com pais e
responsáveis.
Na escola, o psicólogo escolar não é um terapeuta, logo não lhe cabe tratar ou
intervir diretamente na dificuldade de aprendizagem dos alunos. No entanto, o
profissional tem um papel de destaque, pois seu olhar é “treinado”, diferentemente
dos demais funcionários da escola, podendo enxergar com mais facilidade fatores
que podem ser considerados motivos para atenção.
Para aquelas crianças que já possuam algum diagnóstico de transtorno de aprendizagem, é importante que
haja um acompanhamento mais próximo. Um mediador, estagiário ou outro profissional treinado para esse
fim pode acompanhar a criança durante as rotinas escolares. A criança com TDAH se dispersa com enorme
facilidade, seu pensamento acelerado e o impulso que busca o movimento não se encaixam no método
tradicional de uma classe toda em silêncio, copiando o dever que a professora está passando no quadro.
Ter um mediador ou alguém que a acompanhe ajuda a criança a se regular. O foco não deve ser no
desempenho quantitativo, em busca da nota 10, e sim no qualitativo. Quais são os avanços daquela criança
em termos de aquisição do conhecimento? Como anda a motivação para aprender e para frequentar o
ambiente escolar? Como está sua autoestima e sua relação com os colegas? Todas essas perguntas são
importantes não só para as crianças, mas também para os profissionais.
O vínculo com os pro�ssionais
Entenda, por meio deste vídeo, como o vínculo afetivo entre as crianças e os profissionais pode influenciar
positivamente o desempenho acadêmico, o bem-estar emocional e o desenvolvimento social dos alunos.

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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O ambiente escolar possui uma grande vantagem que possibilita a integração, favorece a troca de
experiências, bem como o intercâmbio de ideias e perspectivas diferentes sobre o mesmo conteúdo.
Todos os fatores, descritos anteriormente, são possíveis por meio da
Parabéns! A alternativa B está correta.
A possibilidade de trabalhar em grupo com outras crianças que estão passando pelos mesmos
desafios do desenvolvimento é uma das vantagens do ambiente escolar que facilitam o processo de
aprendizagem.
A criação de uma rotina.
B convivência com outras crianças da mesma etapa do desenvolvimento.
C inserção em atividades extracurriculares.
D utilização de educadores especializados.
E aplicação de regras e normas de convivência.
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Questão 2
A dificuldade de aprendizagem pode aparecer em qualquer criança, em diferentes etapas do seu
desenvolvimento, embora os transtornos de aprendizagem fiquem mais evidentes com a entrada da
criança na educação formal. Assinale a alternativa abaixo que pode sugerir uma dificuldade de
aprendizagem pontual e não derivada de um transtorno do neurodesenvolvimento.
Parabéns! A alternativa C está correta.De acordo com Bee (1996), é comum rotular muitas crianças como tendo dificuldades de
aprendizagem, mas na realidade elas podem estar lidando com perturbações emocionais ou outras
dificuldades temporárias.
A Falta de concentração
B Desatenção
C Perturbação emocional
D Impulsividade
E Déficit intelectual
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4 - Fracasso escolar: ações de prevenção e formas de
intervenção
Ao �nal desse módulo, você será capaz de identi�car ações de prevenção e intervenção no
fracasso escolar.
Fracasso escolar
O que significa fracasso para você? Quais as emoções e sentimentos que você relaciona a essa palavra?
Que tipo de memória você consegue recuperar quando lê essa palavra? Seja o que for que você tenha
pensado, provavelmente não sentiu bem nem se lembrou de coisas boas e positivas. O dicionário define
fracasso como falta de êxito, malogro ou derrota. Sem dúvida, dizer que alguém fracassou não traz nenhum
benefício, mas, sim, levanta o sinal de alerta.
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O fracasso escolar pode ser observado a partir de um fenômeno social, e não individual, com uma origem
que remonta à criação de escolas formais. Ao mesmo tempo que escolas públicas permitiram o acesso à
educação para pessoas de diferentes classes sociais, acabou por reproduzir valores socioculturais de
sucesso e fracasso, competente e incompetente.
A sala de aula deveria ser lugar de aprendizado, união, acolhimento e compartilhamento de conhecimento.
Todos no mesmo ambiente com o objetivo de crescerem juntos e desenvolverem a si próprios e a sociedade
que integram.
No entanto, a reprodução dos valores mencionados torna o ambiente escolar um espaço que também
favorece a prática do bullying. Ser taxado de “burro”, “deficiente” ou “incapaz” pode atingir a autoestima do
indivíduo, tornando uma dificuldade de aprendizagem em algo muito mais grave. Isso pode levar crianças e
adolescentes a desenvolverem problemas de autoestima, depressão e evasão escolar.
De acordo com Perrenoud (2001, apud FRESQUET, 2003, p. 50), deve-se atentar para o que o autor chama de
tríplice fabricação do fracasso, vejamos o que é.
Fabricar desigualdades na escolha dos currículos, que minimiza a distância de um grupo de
alunos ao objetivo final, maximizando a de outros.
Agir com indiferença às diferenças nos diversos auxílios que oferecemos a esses alunos.
Simplificar ou dramatizar as desigualdades em função do momento e modo de avaliação.
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Bossa (2008) também chama a atenção para os valores compartilhados da nossa sociedade em que a
obtenção de conhecimento é fonte de poder social. Aquele que detém certa informação pode se destacar
entre os demais. Portanto, é imperativo que o fracasso escolar seja considerado uma questão conjunta que
envolve o indivíduo e sua família, bem como a escola, o professor e os métodos de ensino praticados.
Crianças com dificuldades de aprendizagem — ou qualquer outra limitação — devem receber um olhar
diferenciado que atue para promover seu aprendizado e para que não seja excluída do meio dos outros
colegas.
Saiba mais
De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (2022), 2 milhões de crianças e
adolescentes de 11 a 19 anos não estão frequentando a escola no Brasil, sendo que 30% (600 mil pessoas)
relataram possuir algum tipo de dificuldade de aprendizagem, que causa uma limitação para acompanhar
as explicações e atividades escolares (UNICEF, 2022).
Esse alto número de crianças, muitas delas sem diagnóstico clínico de transtorno de aprendizagem,
constitui um grave problema para a área da educação, bem como para a sociedade brasileira como um
todo. Travi, Oliveira-Menegotto e Santos (2009) esclarecem que a escola possui uma ligação com as
transformações socioculturais e precisa se adaptar às novas demandas do processo de ensino-
aprendizagem. A replicação de metodologias antigas não é mais possível e as formas de ensino também
possuem caráter temporal, o que implica atualizações constantes dos saberes e práticas.
Abordando o fracasso escolar
Assista a este vídeo e entenda o que é o fracasso escolar e suas consequências para o aluno.

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As possibilidades de intervenção
A psicopedagogia é uma área de intercâmbio entre psicologia e pedagogia que possui como foco a relação
entre aprendizagem e a mente humana. O psicopedagogo poderá atuar com crianças acometidas por
dificuldade de aprendizagem, intervindo nas principais dificuldades da criança, inclusive com aquelas com
transtornos mentais que apresentam maiores limitações, como o TEA e o TDAH.
Weiss (2021, p. 15) aponta que a intervenção psicopedagógica tem como objetivo
“levar o sujeito-aprendiz a construir sua aprendizagem de forma autônoma,
tomando consciência do seu poder de aprender”.
Nesse sentido, vemos como existe um trabalho que também foca a razão do aprendizado, o porquê de se
aprender algo e sua relevância para o momento de vida daquele indivíduo.
Em alguns momentos, podemos nos encontrar tentando entender a necessidade de aprender matemática,
por exemplo. Todos aqueles cálculos, somas, subtrações e equações gigantescas que, assim acreditamos,
não serão utilizados nunca na vida. Qual seu propósito? Conhecer também o motivo pelo qual se estuda um
conteúdo contribui para o processo de aprendizagem.
Ademais, a psicopedagogia também vai atuar focando o ponto de urgência (WEISS, 2021). Isso quer dizer
que serão empregados esforços naquilo que a criança precisa mais no momento. Se existe um problema de
escrita, estratégias serão traçadas para que a criança desenvolva essa habilidade, prioritariamente.
Malaquias e Sekkel (2014) identificaram algumas práticas de enfrentamento para problemas relacionados à
escolarização: estratégias pedagógicas, estratégias político-administrativas e estratégia extraescolar. Essas
práticas vão desde a utilização de música nas salas de aula até a separação de crianças em diferentes
grupos comuns. A necessidade de encaminhamento também se mostra presente quando a criança não
responde aos estímulos diversificados, adotados na escola.
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Diversas estratégias podem ser utilizadas no ambiente escolar para que aquelas crianças que possuam
dificuldade de aprendizagem possam ser integradas aos demais alunos. Lembrando sempre que escola tem
um papel fundamental de observação e relato dessas queixas, mas um diagnóstico preciso deve ser
realizado por especialistas. Com um diagnóstico fechado, criança, família, escola e profissionais da saúde
podem trabalhar em um plano que beneficie o desenvolvimento pessoal e acadêmico do indivíduo.
Quais as possibilidades de intervenção?
Veja neste vídeo como os profissionais devem intervir no caso de fracasso escolar.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O conhecimento tem muito valor não apenas no ambiente escolar, mas também em outras áreas das
nossas vidas. Alguns autores ressaltam a valorização do conhecimento como

A fonte de controle.
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Parabéns! A alternativa B está correta.
De acordo com Bossa (2008), nossa sociedade valoriza a obtenção de conhecimento como uma fonte
de poder social e destaque. Aqueles que possuem informações específicas podem se sobressair em
relação aos demais, evidenciandoassim os valores compartilhados por nossa sociedade.
Questão 2
Quando tratamos da dificuldade de aprendizagem, várias técnicas e estratégias podem ser utilizadas
para que o indivíduo consiga desenvolver suas habilidades. Que área específica ganha destaque
quando falamos de intervenção em dificuldade de aprendizagem?
B fonte de poder social.
C fonte de prazer.
D fonte de conhecimento.
E fonte de valor.
A Psicanálise
B Epistemologia
C Psiquiatria
D Psicopedagogia
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Parabéns! A alternativa D está correta.
A psicopedagogia também vai atuar focando o “ponto de urgência”, e é uma área importante que une
conhecimentos da psicologia e da pedagogia, atuando fortemente nas dificuldades de aprendizagem,
entre outras demandas.
Considerações �nais
O vínculo estabelecido inicialmente com as figuras de cuidado primária (os pais) e, em fases posteriores,
com outros adultos (como educadores e professores) contribui para que o processo de aprendizagem seja
mais fluido e dinâmico, logo mais efetivo. Dessa maneira, as interações entre essas díades — adulto-criança
— serão fundamentais para que a criança consiga absorver o conteúdo a ela transmitido.
Além disso, a escola possui papel essencial nesse contexto. Com o conhecimento sobre como se dá o
processo de aprendizagem, e de posse de estratégias e técnicas de ensino, a escola tem condições de
promover o desenvolvimento acadêmico do seu aluno. Nos casos em que esse aluno apresenta alguma
dificuldade ou limitação, também é papel da escola lançar mão de estratégias complementares, e não tratar
da questão do aluno como algo particular e de responsabilidade individual.
O fracasso escolar não deve ser visto como um fracasso pessoal, e sim como uma limitação de todos os
atores envolvidos quando uma criança tem alguma dificuldade de aprendizagem. Desse modo, a escola
pode sinalizar aos pais comportamentos e impressões que sirvam como base para que o médico
especialista complemente sua avaliação. Nos casos mais graves, em que a criança possui um transtorno de
aprendizagem, escola, pais e profissionais atuam juntamente com a criança para que ela consiga
desenvolver o máximo de suas potencialidades, fortalecendo também sua autoestima e motivação para
aprender.
E Orientação vocacional
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Pesquise e leia mais sobre os assuntos estudados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais - DSM-5, da Associação Americana de Psiquiatria.
Referências
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. APA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais:
DSM-V. Porto Alegre: Artmed, 2014.
BEE, H. A criança em desenvolvimento. Porto Alegre: Artmed, 1996.
BOSSA, N. A. Fracasso escolar: um olhar psicopedagógico. Porto Alegre: Artmed, 2008.
CUNHA, M. V. da. Psicologia da educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.
FRESQUET, A. M. Psicopedagogia e fracasso escolar. Linhas Críticas, v. 9, n. 16, p. 45-62, 2003.
GARDNER, H. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artmed, 1995.
IIIERIS, K. Teorias contemporâneas da aprendizagem. [S.l.]: Penso Editora, 2015.
MALAQUIAS, L. M. A.; SEKKEL, M. C. Estratégias de enfrentamento dos problemas de escolarização: revisão
de literatura. Temas em Psicologia, v. 22, n. 2, p. 271-283, 2014.
TRAVI, M. G. G.; OLIVEIRA-MENEGOTTO, L. M. de; SANTOS, G. A. dos. A escola contemporânea diante do
fracasso escolar. Rev. Psicopedag., v. 26, n. 81, p. 425-434, 2009.
UNICEF. Dois milhões de crianças e adolescentes de 11 a 19 anos não estão frequentando a escola no
Brasil. Unicef, 15 set. 2022. Consultado na internet em: 9 abr. 2023.
WEISS, A. A intervenção psicopedagógica nas dificuldades de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: WAK,
2021.
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Outros desa�os
do psicólogo
escolar
Profª. Flaviany Ribeiro da Silva
Descrição
Você vai entender os contextos específicos e as áreas de atuação em psicologia escolar como ferramentas para potencialização de processos
interventivos na área educacional.
Propósito
A compreensão de contextos específicos e áreas de atuação em psicologia escolar é fundamental no campo da psicologia, especialmente por
possibilitar práticas interventivas críticas e reflexivas em espaços educacionais.
Objetivos
Módulo 1
O psicólogo escolar frente à educação inclusiva
Reconhecer os processos teóricos envolvidos na compreensão dos conceitos de pessoa com deficiência e educação inclusiva.
Módulo 2
Implicações das relações étnico-raciais e de crenças religiosas no meio escolar
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Analisar os atravessamentos das relações étnico-raciais e crenças religiosas no contexto educacional.
Módulo 3
Indisciplina e violência no cenário educacional
Identificar os processos de indisciplina e diferentes formas de violências que atravessam o contexto educativo.
Módulo 4
Importância e desa�os de uma equipe multidisciplinar nas escolas brasileiras
Identificar processos teóricos e práticos relacionados à constituição de um trabalho coletivo e de equipes multidisciplinares no contexto
educacional brasileiro.
Introdução
A psicologia escolar é um campo clássico e, ao mesmo tempo, em crescente expansão na área da psicologia. Por essa razão, neste conteúdo,
compreenderemos os contextos e as especificidades de atuação do psicólogo escolar, assim como os conceitos relacionados, tais como educação
inclusiva, relações étnico-raciais e as diferentes formas de violência escolar. Veremos como esses conceitos se tornam ferramentas valiosas para
possibilitar a intervenção nos espaços educativos e identificaremos que a intervenção em psicologia escolar deve ocorrer a partir da compreensão
crítica e reflexiva das questões sociais, econômicas e culturais que atravessam e constituem os espaços educativos.

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1 - O psicólogo escolar frente à educação inclusiva
Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer os processos teóricos envolvidos na compreensão dos conceitos de
pessoa com de�ciência e educação inclusiva.
Histórico da inclusão escolar
Para compreender a inclusão escolar, é necessário analisar a sua constituição histórica e reconhecer os três principais paradigmas que fornecem
baliza para esse processo no cenário brasileiro: a institucionalização, os serviços e os suportes.
Historicamente, a deficiência foi considerada um fenômeno determinado por processos divinos, metafísicos e atrelados à possessão demoníaca.
Contudo, com o desenvolvimento científico e da medicina, a deficiência passou a ser compreendida como uma doença, o que fundamentou o
paradigma da institucionalização. Esse paradigma consistia na internação das pessoas com deficiência em instituições específicas para receber
cuidado, atenção e tratamento médico, afastando esses indivíduos do convívio social.
Essa prática vigorou por aproximadamente oito séculos e foi responsável por desrespeito, maus tratos e abandono das pessoas que apresentavam
deficiência ou alguma diferença em seu processo de desenvolvimento (ARANHA, 2004).
A partir da Declaração dos Direitos Humanos em 1948, movimentos sociais foram se constituindo em defesa dosdireitos, inclusive das pessoas com deficiências. Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, não deve haver
diferenciação entre os indivíduos quanto a características físicas, intelectuais, credo, orientação sexual, condição
socioeconômica ou cultural. Logo, devem ser garantidos às pessoas com deficiência os mesmos direitos
concedidos aos demais indivíduos. É a partir desse momento que surgem novos modos de cuidar e reabilitar as
pessoas com deficiências, garantindo acompanhamento de base familiar e comunitária, concepção que foi
denominada de paradigma dos serviços (ARANHA, 2004).
A partir da década de 1980, o paradigma dos suportes passa a se constituir devido à globalização e aos crescentes avanços nas áreas técnico-
científica e da saúde. Nessa direção, é possível sinalizar o aumento nos processos de comunicação e maior ênfase na luta pelos direitos humanos,
com maior valorização da diversidade enquanto processo de humanização (ARANHA, 2004).
A participação do Brasil em discussões, acordos e movimentos internacionais, como na Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada
em Jomtien, Tailândia (Declaração de Jomtien) e na Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade, realizada
pela UNESCO, na Espanha (Declaração de Salamanca), suscitou ações e documentos legais que passaram a orientar as políticas públicas para o
atendimento de alunos com deficiência com vistas a uma sociedade mais inclusiva. Um marco brasileiro importante é a Constituição Federal de
1988. A nossa Constituição é um símbolo importante de democratização do país e assegura a todos os princípios presentes na Declaração dos
Direitos Humanos.
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Outros marcos importantes são o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), que contribuiu para reforçar o compromisso de proteção integral à
criança e ao adolescente, e a Lei nº 10.172/2001 que “aprova o Plano Nacional de Educação para Todos, estabelecendo objetivos e metas para a
implantação de programas que atendam às necessidades das pessoas com deficiência”. Segundo essa lei, a educação especial é compreendida
como uma “modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino, enfatizando a atuação complementar da educação especial ao
ensino regular".
Os paradigmas da inclusão escolar
Neste vídeo, abordaremos a constituição histórica e reconheceremos os três principais paradigmas que fornecem baliza para esse processo no
cenário brasileiro.
O que é educação inclusiva?
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, constituída pelo Ministério da Educação (2007), é considerada um
marco na educação inclusiva brasileira. Essa política tem como objetivo garantir o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com
deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades nas escolas regulares.
Por muito tempo, a compreensão de que a educação especial deveria ser organizada de forma paralela à educação regular foi compreendida como
a mais apropriada para a escolarização dos sujeitos que não se adequassem à estrutura proposta pelos sistemas de ensino. Desse modo, as
classes especiais eram constituídas em espaços específicos e segregados do convívio regular e sistemático dos demais alunos da unidade escolar.
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial deve integrar a proposta pedagógica da escola regular, se apresentando como prática
transversal a todos os níveis e modalidades de ensino. Deve-se incentivar a participação da família e da comunidade; garantir a continuidade da
escolarização dos alunos em níveis mais elevados do ensino; investir na formação de professores para o atendimento educacional especializado e
demais profissionais da educação para a inclusão escolar; assegurar o atendimento educacional especializado (AEE); garantir a articulação
intersetorial na implementação das políticas públicas e o favorecimento de recursos e serviços que promovam o processo de ensino e
aprendizagem nas turmas do ensino regular.
O atendimento educacional especializado (AEE) tem como função identificar, executar e organizar os recursos pedagógicos e de acessibilidade que
eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. Conforme apontado pela Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2007), as atividades desenvolvidas no atendimento educacional
especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula regular, não sendo substitutivas ao processo de escolarização. Esse atendimento
complementa e/ou suplementa a formação dos estudantes visando ao estabelecimento de autonomia e independência na escola e fora dela.

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A reflexão sobre a inclusão escolar se torna fundamental, especialmente em uma sociedade em que a segregação
e a marginalização da diferença são historicamente construídas. Se existe um anseio pela inclusão é porque
também existem exclusões.
Ao analisarmos o contexto escolar, percebemos que os antigos modelos estruturantes da educação especial, como prática institucionalizada,
terapêutica e individual, ainda não foram superados. As políticas inclusivas precisam avançar no sentido de assegurar aos educadores, às famílias e
à comunidade escolar informações sobre as especificidades.
Desa�os da educação inclusiva
Assista a uma explicação sobre a educação inclusiva e os antigos modelos estruturantes da educação especial.
Atuação do psicólogo escolar frente à educação inclusiva
Historicamente, a atuação do psicólogo nas escolas foi caracterizada por objetivos de cunho adaptacionista e de práticas corretivas. Ao psicólogo,
caberia classificar os estudantes com dificuldades escolares e propor métodos interventivos, tentando ajustá-los aos padrões de normalidade
aceitos pela sociedade.
Esse modelo de intervenção da psicologia na escola conduziu à patologização e psicologização do espaço escolar, especialmente por atribuir, na
maioria das vezes, ao próprio aluno a culpabilização por suas dificuldades e por isentar a escola e outras instituições de sua responsabilidade social
e educativa (CRUCES, 2003).
Na atualidade, espera-se que o psicólogo nos espaços escolares prime pelo respeito às diferenças, não se reduzindo à prática de diagnósticos para
fins de classificação. Desse modo, na realidade, uma das manifestações mais frequentes do preconceito é a atribuição de características inerentes
aos alunos e a suas famílias para justificar as suas dificuldades, usando-se como argumento a falta de condições físicas, intelectuais, emocionais e
econômicas.
No processo de inclusão escolar, o psicólogo deve auxiliar com o rompimento de práticas de segregação e exclusão dos estudantes com
deficiências. Um modo de possibilitar essa prática é por meio da oferta de grupos de trabalho com professores, estudantes e familiares,
possibilitando que a temática do preconceito seja abordada, a partir de reflexão coletiva sobre barreiras atitudinais e arquitetônicas presentes no
cotidiano escolar, assim como as possíveis formas de enfrentamento.
Antes de encerrarmos, vamos conhecer outros modos possíveis de atuação do psicólogo frente à educação inclusiva:

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Acompanhamento do aluno de inclusão no contexto escolar.
Participação na articulação de serviços para o atendimento do estudante com deficiência na rede de serviços.
Mobilização de encontros e participação em reuniões com os profissionais que atendem a esse aluno, auxiliando também a compreensão dos
professores a respeito das necessidades educativas específicas.
Reflexão e adequação do processo de avaliaçãopsicopedagógica.
Inserção de discussão e possibilidades de atuação nos projetos políticos pedagógicos das escolas.
Perspectiva da educação inclusiva
Neste vídeo, abordaremos o trabalho do psicólogo escolar. Também destacaremos questões como o modelo utilizado na intervenção e sua atuação
como auxiliar no processo de inclusão, entre outras.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, desenvolvida pelo Ministério da Educação em 2007, é
considerada um marco na Educação Inclusiva brasileira. A respeito dessa política, marque a alternativa correta:

A
Assegura uma política pública social que garante o assistencialismo e oportuniza aos indivíduos intervenções abstratas e
universalizantes.
B Implementa e regulamenta dos serviços substitutivos como os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).
C
Regula um novo modelo de gestão da assistência social pautado nos adolescentes com deficiências e no cumprimento de
medidas socioeducativas.
D Insere diferentes categorias profissionais nas políticas sociais, tais como animador sociocultural e pedagogos sociais.
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Parabéns! A alternativa E está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
paragraph'%3EEm%202007%2C%20o%20Minist%C3%A9rio%20da%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20criou%20a%20Pol%C3%ADtica%20Nacional%20de%
Questão 2
A atuação do psicólogo nas escolas foi caracterizada historicamente por objetivos de cunho adaptacionista. Hoje em dia, espera-se que a
atuação do psicólogo nos ambientes escolares seja pautada pelo respeito às diferenças, indo além da mera realização de diagnósticos para
fins de categorização. A respeito da atuação do psicólogo escolar frente à educação inclusiva, marque a alternativa correta:
Parabéns! A alternativa B está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
paragraph'%3ENo%20%C3%A2mbito%20da%20educa%C3%A7%C3%A3o%20inclusiva%2C%20%C3%A9%20papel%20do%20psic%C3%B3logo%20contr
se%20abordar%20a%20tem%C3%A1tica%20do%20preconceito%20e%20propiciar%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20de%20uma%20cultura%20in
E
Assegura a inclusão dos estudantes com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades nas
instituições de ensino regulares, garantindo seu acesso, participação e aprendizado.
A Deve primar por uma atuação balizada pela proteção social básica de pessoas com deficiência no sistema socioassistencial.
B Realizar reflexão coletiva sobre barreiras atitudinais e arquitetônicas presentes no cotidiano escolar.
C
Assegurar uma prática clínico-assistencial aos estudantes com a oferta de atendimento em classe especial para pessoas com
deficiências.
D Dedicar-se ao atendimento clínico individual às crianças com deficiências nas classes de hospitais psiquiátricos.
E Deve considerar práticas assistencialistas e médicas a todas as crianças dentro das unidades escolares.
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2 - Implicações das relações étnico-raciais e de crenças religiosas no meio
escolar
Ao �nal desse módulo, você será capaz de analisar os atravessamentos das relações étnico-raciais e crenças religiosas no
contexto educacional.
Escola como diversidade
A escola em seu cotidiano é marcada por diversidade, contradições e conflitos que permeiam as relações sociais e o processo de ensino e
aprendizagem. A diversidade pode ser compreendida como um conceito que propõe a inclusão das diferenças no contexto escolar.
Como sabemos, a educação é um direito humano e integra a segunda geração de direitos, formulados a partir do século XIX. Na literatura, é possível
encontrar estudos sobre a importância da educação como um direito, entretanto poucos autores têm se dedicado a aprofundar o conteúdo de uma
educação em direitos humanos, em uma perspectiva ampla, sem reduzi-lo ao processo de escolarização (CANDAU, 2012).
Segundo as Diretrizes Nacionais para Educação em Direitos Humanos, aprovada pelo Conselho Nacional de Educação em 2012, a educação em
direitos humanos tem por finalidade promover a educação para a mudança e a transformação social, fundamentada nos seguintes princípios:
dignidade humana; igualdade de direitos; reconhecimento e valorização das diferenças e das diversidades; laicidade do Estado; democracia na
educação; transversalidade, vivência e globalidade; e sustentabilidade socioambiental.
A escola é uma instituição social que, obrigatoriamente, precisa fazer parte do cotidiano de todas as crianças e adolescentes. Nessa convivência
obrigatória e cotidiana, encontram-se pluralidades e diversidades. De modo a valorizar e validar essas diferenças dentro da escola, foram se
constituindo legislações importantes no campo educacional, voltadas para as relações étnico-raciais, educação do campo, educação quilombola,
escola indígena e as políticas direcionadas aos alunos com deficiências.
A Base Nacional Comum Curricular, documento normativo que visa orientar a elaboração dos novos currículos escolares, também aponta para a
necessidade de a escola contemplar em seus conteúdos cotidianos questões como discriminação, preconceito e multiculturalidade.
Escola: convivência obrigatória e cotidiana
Neste vídeo, refletiremos sobre o direito humano à educação e sobre as mudanças e transformações sociais que esta promove.

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Re�exões sobre crenças religiosas e relações étnico-raciais
Por ser a escola um importante espaço relacional, de convivências e conflitos, as questões sociais, como crenças religiosas e relações étnico-
raciais, podem se sobressair nesse contexto. É no espaço social da escola, por exemplo, que estudantes negros podem iniciar o processo de
constituição de sua identidade. Como toda identidade, a identidade negra é uma construção pessoal e social, sendo elaborada individual e
socialmente.
O não espaço para a constituição das diferenças étnicas-raciais na escola pode favorecer que temáticas como racismo e intolerância religiosa
entrem em cena, desencadeando, por exemplo, episódios de preconceitos e discriminações nomeados como bullying.
O bullying pode ser compreendido como uma intimidação recorrente e sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de
humilhação ou discriminação. Vale pontuar que por ser um conceito que contempla muitas possibilidades de violências, talvez o bullying venha
contribuindo de modo mais efetivo para ocultar as violências que ocorrem no contexto escolar do que torná-las visíveis.
A intolerância é umas das expressões da violência, logo deve ser evitada e combatida, sobretudo a partir da circulação da palavra e escuta entre
todos os atores dos meios escolares e/ou acadêmicos. Quando a temática é intolerância religiosa, por exemplo, há uma convocação de
subjetividade, princípios, valores e um estranhamento de seus modos de ser e estar no mundo. Um caminho interessante nos espaços escolares é
abordar a temática da religião como cultura, atrelada às disciplinas de história e geografia, por exemplo. Isso porque, na realidade, a religião faz
parte da cultura, é um fenômeno sociocultural que reflete ritos e comportamentos de determinado grupo social.
De modo a incitar a reflexão em espaços escolares de temáticas como racismo e intolerância religiosa, foi promulgada Lei nº 10.639/03, que alterou
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e determinou a inclusão da temática história e cultura afro-brasileira e africana, no currículo da
educação básica.
A implementação cotidiana da Lei nº 10.639/03, contudo, parece enfrentar desafios dentro nas unidades escolares. Um dos desafios se refere àformação inicial e continuada de professores, pois as disciplinas curriculares dos cursos de licenciatura e pedagogia ainda tendem a favorecer os
conteúdos descolados dos sujeitos, a política educacional sob um único enfoque e as metodologias de ensino sem conexão com os processos
socioeconômicos e culturais da sociedade.
Escola: marcada pela diversidade
Neste vídeo, refletiremos sobre as crenças religiosas e as relações étnico-raciais no contexto escolar, com destaque para a diversidade no cotidiano
da escola.
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Atuação da psicologia social escolar
Na crescente aproximação da psicologia com as temáticas relativas às questões sociais do nosso país, torna-se fundamental que os psicólogos
compreendam e se aproximem de conceitos relativos a temáticas sociais, tais como: vulnerabilidades, racismo, intolerância religiosa, misoginia,
desigualdades e exclusão.
Em nossa sociedade, há grupos que são comumente mais expostos e afetados por violências, seja a violência em geral seja a escolar. Esses grupos
compõem as minorias de modo geral, como as étnico-raciais, de gênero, de religião, de orientação sexual, de status socioeconômico, entre outros.
Portanto, ao analisar as questões que estão envolvidas em conflitos escolares, deve-se particularizar também possíveis conexões com
discriminação social, religiosa, de gênero, de etnia e de desrespeito à diversidade sexual.
A atuação de um psicólogo social escolar tende a ocorrer a partir de um diagnóstico institucional. Esse diagnóstico consiste na imersão do
profissional no território geográfico e existencial da escola para identificar características, limites e possibilidades de atuação do psicólogo naquele
contexto. Quando um psicólogo se destina a realizar intervenção em escolas, se faz necessária a imersão local para a realização de levantamento e
análise sobre o seu funcionamento e de seus movimentos.
Para o psicólogo José Bleger (2011), a intervenção em espaços sociais, como os espaços escolares, é realizada de
modo potente quando o profissional responsável pelo diagnóstico se torna atento não apenas às atividades
concretas e objetivas que os indivíduos realizam, mas sobretudo aos efeitos dessa atividade para os integrantes da
instituição e, especialmente, os efeitos para si mesmos. Logo, é preciso realizar uma imersão no território
existencial da escola, e não somente habitar o território geográfico e físico.
Para que a intervenção do psicólogo escolar seja realizada de modo adequado, é necessário que, em um primeiro momento, o profissional
responsável recolha informações relevantes sobre a instituição a ser investigada. Veja a seguir alguns exemplos dessas informações:
História, perfil socioeconômico, cultura e objetivo da escola.
Informações sobre estrutura e instalações, quantitativo de pessoas e proposta pedagógica.
Localização geográfica, relações com a comunidade e a relação com outras instituições.
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Diagnóstico institucional
Neste vídeo, abordaremos as características, limites e possibilidades de atuação do psicólogo social escolar ao realizar o diagnóstico institucional.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A intolerância religiosa pode ser compreendida como uma das expressões da violência. De modo a colocar em análise, nos espaços escolares,
temáticas como intolerância religiosa e racismo, foi promulgada Lei nº 10.639/03, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
A respeito dessa lei, marque a alternativa correta:
Parabéns! A alternativa E está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
paragraph'%3ECom%20o%20objetivo%20de%20problematizar%20quest%C3%B5es%20relativas%20ao%20racismo%20e%20%C3%A0%20intoler%C3%A
brasileira%20e%20africana%20no%20curr%C3%ADculo%20da%20educa%C3%A7%C3%A3o%20b%C3%A1sica.%20Essa%20medida%20visa%20%C3%A
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Questão 2
A Possibilitou a realização da prática da psicopedagogia clínica e institucional para alunos com deficiência.
B É um marco para o atendimento clínico e psicoterápico realizado com espaços escolares inclusivos.
C A lei é um norte importante para a inclusão de população ribeirinha e quilombola na escola pública brasileira.
D É uma lei importante, pois assegura a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas de educação básica.
E
O currículo da educação básica deve contemplar, por força da lei, a temática da história e cultura afro-brasileira e africana, a fim
de assegurar a inclusão dessa perspectiva no processo de ensino e aprendizagem.
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A escola é um espaço de construção de saberes, de convivência, socialização, conflitos, produções e reproduções de violências, nas suas mais
variadas formas. É marcada por diversidade, contradições e conflitos que permeiam as relações sociais e o processo de ensino e
aprendizagem. A respeito da definição do conceito diversidade, marque a alternativa correta:
Parabéns! A alternativa D está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
paragraph'%3EA%20institui%C3%A7%C3%A3o%20escolar%20n%C3%A3o%20pode%20ser%20vista%20de%20forma%20isolada%20do%20contexto%2
3 - Indisciplina e violência no cenário educacional
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car os processos de indisciplina e diferentes formas de violências que
atravessam o contexto educativo.
Violência: de�nições e caracterizações
A violência é um fenômeno que tem desafiado a produção de novos conhecimentos e estratégias de prevenção e enfrentamento. Tem se tornado
tema recorrente de estudo em diversas áreas, sobretudo nas ciências humanas e sociais.
A É o modo de ser e estar no mundo de pessoas que estão incluídas nas classes regulares da educação básica.
B
Pode ser compreendida como a imersão local para a realização de levantamento e análise sobre o funcionamento de uma
escola e de seus movimentos.
C É umas das expressões da violência, e como tal, deve ser evitada nos meios escolares e acadêmicos.
D O conceito em questão pode ser entendido como um conceito que busca promover a inclusão das diferenças no âmbito escolar.
E É uma intimidação recorrente e sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação.
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No Brasil, na década de 1970, a violência passa a receber significativa atenção no campo da saúde pública, sobretudo quando surgem estudos e
pesquisas direcionados ao impacto da violência sobre a saúde de indivíduos, de comunidades e do próprio sistema de saúde (RIBEIRO-SILVA; ASSIS,
2017).
A Organização Mundial de Saúde define violência como o uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra
outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico ou
privação. Essa definição necessita ser articulada, em seus meandros, com as especificidades sociais, históricas e culturais de cada sociedade. A
violência, assim como as demais manifestações sociais, tende a se constituir a partir de um conjunto de disposições que refletem as condições
sócio-históricas da estrutura social de uma época.
A violência pode ser compreendida como resultado da interação de fatores individuais, comunitários e sociais, sendo fundamental considerar as
interseções e conexões existentes entre suas diferentes classificações e categorizações.Na experiência escolar cotidiana, torna-se difícil distinguir
as diferentes manifestações da violência, o que fomenta a tendência a reduzir situações complexas, que envolvem várias forças, motivos e
intenções a um mero entendimento pontual.
Segundo Deslandes e Assis (2015), pesquisadoras da Fiocruz no Rio de Janeiro, a violência pode ser classificada em diferentes níveis, tais como:
organização social em nível macro (violência estrutural, violência simbólica e de Estado); o contexto em que se situa (institucional, familiar e
comunitário); o foco da violência (autoinfligida, interpessoal e coletiva); a natureza (violência física, psicológica, sexual e negligência ou abandono).
O que é violência?
Neste vídeo, explicaremos o que é violência e como podemos classificá-la.
A�nal, o que é a violência escolar?
A violência na escola ocorre de forma cotidiana e com muitas faces. Por esse motivo, não raras vezes, torna-se difícil distinguir as diferentes
manifestações da violência escolar, o que reforça a tendência a reduzir situações complexas, que envolvem várias forças, motivos e intenções a um
mero entendimento pontual. Essas questões se sobressaem, especialmente, por ser a escola uma instituição que abre suas portas diariamente para
a mesma população e com o mesmo grupo de profissionais. Nesse sentido, questões de convivência e conflitos tendem a aparecer explicitamente
nesse contexto, promovendo múltiplas fontes de tensão.
Ao considerar a violência no contexto escolar brasileiro, vale pontuar que, nos últimos anos, casos de violência relacionados às escolas têm
apresentado cada vez mais notoriedade na mídia e na sociedade em geral, especialmente em decorrência de crimes cometidos.
Exemplo
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Como um dos muitos casos recentes de violência escolar, podemos nos lembrar de uma chacina ocorrida no Rio de Janeiro. Um ataque em uma
escola municipal no bairro de Realengo em 2011 vitimou doze estudantes.
Apesar de a discussão sobre essa temática ser considerada recente no Brasil, aproximadamente por volta do final da década de 1980, países como
França, Inglaterra, Noruega e Estados Unidos já realizavam estudos sobre o tema desde a década de 1970.
Bernard Charlot (2002) é um pesquisador francês de destaque, com conceituações relevantes para a área educacional. Para ele, a violência escolar
deve ser categorizada em três diferentes níveis: violência na escola, violência contra a escola e violência da escola. Vamos conhecer cada um
desses níveis a seguir.
É aquela que se caracteriza por diversas manifestações que acontecem no cotidiano da escola.
São atos de vandalismo, incêndios, roubos ou furtos do patrimônio.
Consiste em todo tipo de práticas utilizadas pela instituição escolar que prejudicam seus membros, como, por exemplo, o despreparo
profissional, a falta de estímulos, o conteúdo alheio aos interesses dos alunos e do mercado de trabalho, os preconceitos e estereótipos e o
abuso de poder.
Já segundo Eric Debarbieux (2002), para avaliar a violência escolar, é necessário considerar o contínuo entre o que for passível de punição penal
(agressões sexuais, roubos, porte de armas, entre outros) e todo e qualquer ato de transgressão e incivilidade dentro do espaço escolar, como a
violência verbal, o não cumprimento de regras, a falta de respeito aos professores e colegas, entre outros. Para o autor, se for considerado violência
escolar apenas o que for passível de punição penal, não será dado o reconhecimento necessário às vítimas de violências mais sutis e que se
apresentam em maior número no espaço escolar.
Para Charlot (2002) e Debarbieux (2002), distinguir conceitualmente as diferentes manifestações da violência
dentro da escola se torna tarefa difícil, mas necessária na medida em que “permite não misturar tudo em uma
única categoria e porque designa diferentemente lugares e formas de tratamento dos fenômenos” (CHARLOT, 2002,
p. 437). Compreender quais situações estariam incluídas na terminologia violência escolar se torna fundamental
até para se pensar em estratégias de enfrentamento e prevenção desse fenômeno.
Escola não é lugar de violência!
Neste vídeo, refletiremos sobre como a violência se apresenta no contexto da escola.
Violência na escola 
Violência contra a escola 
Violência da escola 
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Prevenção e enfrentamento à violência no cenário educacional
Ao pensar sobre a prevenção e o enfrentamento às violências, a Organização Pan-Americana da Saúde aponta que a prevenção pode ser
compreendida como a redução na frequência de novos casos, com a diminuição ou a eliminação das causas e fatores de risco, assim como a
menor exposição aos episódios violentos, especialmente, a partir dos efeitos de políticas públicas e programas (RIBEIRO-SILVA; ASSIS, 2018). As
estratégias de prevenção às violências podem e devem ser implementadas em diferentes localidades de acordo com as premissas estabelecidas
pela Organização Mundial de Saúde.
A área da saúde se destaca na conceituação e disseminação de intervenções no campo da prevenção às
violências, com estudos e pesquisas em diferentes países, assim como investigações direcionadas ao
planejamento e à avaliação de estratégias de prevenção e enfrentamento a esse fenômeno. Entretanto, a prevenção
às violências na escola ainda pode ser considerada objeto escasso, tanto de investigações científicas quanto de
intervenções.
Ao realizar uma aproximação dos níveis de prevenção às violências na saúde com aqueles utilizados no contexto educativo, vale pontuar que os
conceitos de prevenção específica e prevenção inespecífica da violência devem ser trazidos à reflexão (SIMÕES; GASPAR; MATOS; NEGREIROS,
2009).
Prevenção especí�ca
É caracterizada por ações ou programas de formação e capacitação visando prevenir a violência e os problemas a ela associados. Em geral,
são ações que apresentam como objetivos detectar o problema e evitar sua progressão.
Prevenção inespecí�ca
Considera a violência um dos temas no âmbito da promoção da saúde, e as ações envolvem questões institucionais e macrossociais. Nesse
caso, as ações de caráter específico podem ser consideradas uma continuação de prevenções inespecíficas.
Ao fazer um levantamento em produções científicas brasileiras, é possível perceber que, geralmente, as propostas de prevenção às violências nas
escolas se desdobram em intervenções envolvendo estudantes e demais integrantes da comunidade escolar. Podemos citar como exemplos ações
centradas no protagonismo juvenil, como a resolução de conflitos; o estabelecimento de relações democráticas na escola, como a participações
dos estudantes no grêmio estudantil; a abertura das escolas aos finais de semana e a presença profissionais de segurança realizando rondas
sistemáticas em todo o estabelecimento.
O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma política intersetorial da saúde e da educação, sendo uma importante estratégia de integração e
articulação no desenvolvimento de diversas ações promotoras de saúde e cidadania em escolas públicas brasileiras (RIBEIRO-SILVA; ASSIS, 2018).

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Estratégias preventivas
Neste vídeo, abordaremos as estratégias de enfrentamento e prevenção da violência no contexto escolar.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A violência pode ser classificada de diferentes modos e é um fenômeno que tem desafiado a produção de novos conhecimentos e de
estratégias para a realização de práticas de prevenção e enfrentamento. A respeito da classificação dos tipos de violência, marque a alternativa
correta:
Parabéns! A alternativa A está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-paragraph'%3EExistem%20v%C3%A1rias%20maneiras%20de%20classificar%20a%20viol%C3%AAncia.%20Em%20termos%20de%20organiza%C3%A7%
se%20falar%20em%20viol%C3%AAncia%20estrutural%2C%20simb%C3%B3lica%20e%20de%20Estado.%20Em%20rela%C3%A7%C3%A3o%20ao%20co
Questão 2
As estratégias de prevenção às violências podem e devem ser implementadas em diferentes contextos e localidades. Ao se analisar as práticas
de prevenção à violência, é possível identificar os conceitos de prevenção específica e prevenção inespecífica da violência. A respeito da
A Segundo o contexto em que a violência ocorre, ela pode ser categorizada como violência institucional, familiar ou comunitária.
B De acordo com a natureza da violência, ela pode ser patrimonial, institucional ou física.
C A violência pode ser classificada de acordo com o foco da violência como: violência institucional, de Estado e abandono.
D A inserção de diferentes categorias profissionais nas políticas sociais, tais como animador, sociocultural e pedagogos sociais.
E As violências autoinfligida, interpessoal e coletiva podem ser classificadas como o contexto em que a violência ocorre.
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prevenção inespecífica, marque a alternativa correta:
Parabéns! A alternativa B está correta.
%0A%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%20%3Cp%20class%3D'c-
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se%20destacar%20os%20conceitos%20de%20preven%C3%A7%C3%A3o%20espec%C3%ADfica%20e%20preven%C3%A7%C3%A3o%20inespec%C3%A
4 - Importância e desa�os de uma equipe multidisciplinar nas escolas
brasileiras
Ao �nal desse módulo, você será capaz de identi�car processos teóricos e práticos relacionados à constituição de um trabalho
coletivo e de equipes multidisciplinares no contexto educacional brasileiro.
A Deve primar por uma prática de prevenção realizada pela proteção social básica de proteção social especial.
B
A violência é um tema que está presente na promoção da saúde e suas ações envolvem questões de cunho institucional e
macrossocial.
C
Assegura uma prática preventiva com a intervenção exclusiva com pessoas que apresentam quadro de adoecimento psíquico
grave.
D
Dedica-se à realização de ações ou programas de prevenção relacionados aos professores e estudantes com transtornos
crônicos.
E
Deve considerar práticas preventivas de cunho assistencialista e individual de crianças e adolescentes dentro das unidades
escolares.
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Escola como espaço social
A escola pode ser compreendida como um espaço social em uma sociedade da individualidade. É espaço de construção de saberes, de convivência,
socialização e lócus de muitos conflitos, produções e reproduções de violências. Essas questões se sobressaem, especialmente, por ser a escola
uma instituição que abre suas portas diariamente para a mesma população e com o mesmo grupo de profissionais.
Questões de convivências e conflitos tendem a aparecer explicitamente nesse contexto, promovendo múltiplas fontes de tensão. Por esse motivo,
as questões sociais que atravessam a escola se constituem campo interessante de análise, que deve ser enfrentado por todos os atores escolares,
demandando atuação de equipes interdisciplinar e multiprofissional.
Os espaços escolares também podem ser compreendidos como instituições que contribuem para potencializar processos de sistematização do
conhecimento e, de certo modo, responsabilizar sujeitos pela sua adequação aos tempos da escola e por seu processo de aprendizagem.
Ao responsabilizar unicamente os estudantes por seu processo de aquisição, ou não, da aprendizagem, as escolas determinam aqueles que podem
ou não ocupar seu espaço. É a partir desse momento que os estudantes considerados inaptos ou diferentes passam a ser passíveis de exclusão e
segregação e ocorre a entrada de profissionais de diferentes áreas de formação nas escolas, como, por exemplo, psicólogos. A presença desses
profissionais se apresenta com o intuito de avaliar, diagnosticar e resolver questões de evasão, fracasso escolar, repetência e desmotivação de
alunos considerados “problemas” (RIBEIRO-SILVA; ASSIS, 2018).
A atuação de psicólogos nas escolas, nesse momento histórico, apresentava como propósito a intervenção essencialmente clínica e individual dos
alunos considerados “problemáticos”, não considerando a perspectiva relacional e a compreensão social das dificuldades escolares.
O caráter relacional das dificuldades e as contradições que atravessam a escola eram desconsiderados nas demandas apresentadas pelas
unidades escolares, ou seja, a luta pela garantia dos direitos e pelo crescimento social, emocional e cultural dos sujeitos ficava em segundo plano. A
superação desse modelo reducionista de compreensão da problemática escolar ora focado no aluno ora em sua família ainda está em curso.
As matrizes curriculares da formação acadêmica de psicólogos e professores, de modo geral, contribuem para favorecer uma visão de sujeito e de
mundo descolada de questões sociais, históricas e culturais. Por esse motivo, necessitam de revisão com o intuito de dissolver perspectivas
caracterizadas pela superespecialização do conhecimento, confinamento e despedaçamento do saber (RIBEIRO-SILVA; ASSIS, 2018).
Escola e sociedade da individualidade
Neste vídeo, abordaremos a escola como espaço social, um local de construção de saberes, socialização e convivência, mas que também pode ser
palco de conflitos e violências. Confira!
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Escola e o trabalho coletivo
O grupo faz parte do nosso processo de desenvolvimento humano. Todos nós passamos a maior parte das nossas vidas convivendo em grupos:
com a nossa família, amigos, a turma da escola ou trabalho. Estamos sempre compartilhando nosso cotidiano com outras pessoas. A escola, por
exemplo, é um espaço social por excelência, em uma sociedade que segrega e exclui.
A preocupação da psicologia com os grupos começa com os estudos da chamada psicologia das massas, que
tentava compreender fenômenos coletivos. Na verdade, o início desse interesse pelos grupos ocorreu quando os
psicólogos, ao se debruçarem sobre a Revolução Francesa, se perguntavam como era possível uma multidão de
pessoas ser levada por um líder a comportamentos que muitas vezes colocavam em risco as suas próprias vidas. E
assim buscavam saber que fenômeno era aquele capaz de possibilitar a um enorme grupo agir com tamanha
coesão.
Considerando a finalidade dos grupos, é possível dividi-los entre grupos operativos e grupos terapêuticos (ZIMENMAN, 2000). O psiquiatra Pichón
Rivière desenvolveu os chamados grupos operativos, que consiste em um conjunto de pessoas desenvolvendo uma tarefa com um objetivo comum
(BLEGER, 2011). Poderemos compreender melhor sobre esses dois grupos a seguir:
Podem ser de diferentes tipos: ensino-aprendizagem (através da técnica de grupos de reflexão); institucionais (empresas, escolas, igreja,
exército, associações etc.) e comunitários (programas de saúde mental).
Podem ser divididos como de autoajuda ou psicoterápico.
O trabalho coletivo, como os grupos de reflexão, pode ser um dispositivo interessante para intervir nos espaços escolares, especialmente pelo fato
de a escola ser um espaço pedagógico e importante ambiente de convivência. Esse é um dos seus legados, decorrente do modo como funciona.
Nenhuma outra instituição atende anual e diariamente à mesma população com o mesmo grupo de profissionais, facilitando com que questões de
relacionamento e convivência apareçam explicitamente, promovendo múltiplas fontes de tensão.
Dentre os grupos de reflexão, as rodas de conversas se destacam como importante metodologiade trabalho com
coletivos. Essas rodas oportunizam encontros, diálogos e possibilitam a ressignificação de sentido sobre as
experiências dos participantes. As rodas de conversas apostam na horizontalidade das relações de poder e, nesses
espaços, a palavra pode ser compreendida como expressão de modos de ser e estar no mundo.
A importância do trabalho coletivo
Neste vídeo, abordaremos algumas intervenções utilizadas pela psicologia no ambiente escolar.
Grupos operativos 
Grupos terapêuticos 
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28/07/2023, 23:24 Outros desafios do psicólogo escolar
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Desa�os de uma equipe interdisciplinar
Ao compreender a escola como um espaço social, de convivências e conflitos, se torna necessário refletir que, para potencializar a intervenção
neste território, deve haver uma equipe de profissionais que permitam olhar o ambiente escolar a partir dessa multiplicidade de fenômenos. Por
receber uma diversidade de alunos em contextos diversos e distintas realidades, a escola traz consigo uma gama de demandas sociais, que podem
se apresentar como desafios para o desenvolvimento de criança e adolescentes e para a atuação do trabalho do psicólogo no espaço escolar.
A formação acadêmica de psicólogos ainda pode ser caracterizada por conteúdos generalistas que, muitas vezes, necessitam ser articulados com
contextos socioeconômicos e culturais a que famílias e comunidades estão submetidas. A visão crítica e reflexiva deve fazer parte do cotidiano
desses profissionais sobre suas práticas no contexto escolar. Esses questionamentos traduzem a preocupação em evitar a reedição de uma prática
hegemônica que marcou, e marca ainda hoje, a história de profissionais psicólogos na educação: uma prática tecnicista que, muitas vezes, pode
provocar exclusão, segregação e marginalização de alunos e seus familiares.
Outro fato importante relacionado à formação acadêmica se refere à não ênfase dada a questões como interdisciplinaridade e intersetorialidade
como instrumentos que possam contribuir para os processos de intervenção nos espaços escolares. A presença de equipes multidisciplinares
dentro das escolas, ainda que seja tema relevante para o debate contemporâneo nos espaços educativos, ainda pode ser considerado incipiente,
quando comparada às publicações científicas sobre equipes multidisciplinares nos espaços de saúde (RIBEIRO-SILVA; ASSIS, 2018).
Ao colocar em análise a estrutura dos espaços escolares, é preciso considerar que há ordenamento e disposição de setores e funções que
asseguram o funcionamento de um todo. Por exemplo, em um conselho da escola, direção, setor técnico, setor pedagógico, instituições auxiliares e
corpo docente e alunos (LIBANÊO, 2005), não consta, geralmente, em suas ramificações e estruturas, a equipe multidisciplinar, que seria um setor de
grande valia para potencializar as intervenções oriundas dos espaços escolares.
Uma equipe multidisciplinar pode ser compreendida como profissionais com formações acadêmicas distintas, que
atuam com uma metodologia compartilhada frente a um objetivo comum. Nessas equipes, cada membro tende a
assumir suas próprias funções, assim como os interesses do coletivo, compartilhando responsabilidades e
resultados. É nessa direção que se destaca, por exemplo, a relevância de psicólogos e assistentes sociais nas
escolas. O ambiente escolar deve ser visto não apenas como espaço não só de construção do saber, mas também
de construção da cidadania e de respeito às diferenças.
Com relação à inserção de equipes multidisciplinares nos espaços escolares, é preciso sinalizar uma conquista nesse campo: a Lei nº 13.935 de
2019, que dispõe sobre a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de educação básica.
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Desa�o de todos
Neste vídeo, abordaremos os desafios de toda a comunidade escolar para encontrar soluções saudáveis para as questões sociais e escolares.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A instituição escolar é um espaço social que acolhe um contingente diverso de discentes, os quais provêm de contextos e realidades distintas.
Consequentemente, a escola é dotada de uma série de demandas sociais que podem se apresentar como desafios para o desenvolvimento de
crianças e adolescentes, bem como para o desempenho profissional dos docentes. Um modo de manejar essa diversidade de realidades é a
presença de equipe multidisciplinar na escola. Marque a alternativa que apresenta a caracterização de equipe multidisciplinar:
Parabéns! A alternativa A está correta.
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Questão 2
A
Refere-se a um conjunto de profissionais que possuem formações acadêmicas distintas, mas que se unem por meio de uma
metodologia compartilhada, tendo em vista a consecução de um objetivo comum.
B Cada membro da equipe tende a assumir funções de outros profissionais, de modo individual e acrítico.
C É uma equipe formada e guiada por técnicos sociais que atuam dentro de consultórios populares em áreas de vulnerabilidade.
D É uma equipe que atua na prática terapêutica e individual com o referencial da psicologia social comunitária.
E Pode ser compreendido como equipes que utilizam como metodologia a intervenção com grupos operativos de aprendizagem.
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A utilização de práticas colaborativas, tais como grupos de reflexão, pode se configurar como uma estratégia eficaz para promover intervenções
nos ambientes escolares, haja vista a relevância da escola como espaço pedagógico e social. Sobre a metodologia utilizada nos grupos de
reflexão, marque a alternativa correta:
Parabéns! A alternativa B está correta.
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Considerações �nais
Ao longo de nosso estudo, vimos que a psicologia escolar é um campo clássico e, ao mesmo tempo, em crescente expansão na área da psicologia
devido aos atravessamentos de temáticas socioeconômicas e culturais. Foi possível compreender os contextos e as especificidades de atuação do
psicólogo, assim como os conceitos relacionados, tais como o conceito de educação inclusiva, relações étnico-raciais e as diferentes formas de
violência escolar. A compreensão desses conceitos se torna uma ferramenta valiosa para possibilitar a intervenção nos espaços educativos. Por
fim, identificamos que a intervenção em psicologia escolar deve ocorrer a partir da compreensão crítica e reflexiva das questões sociais,
econômicas e culturais que atravessam e constituem os espaços educativos.
A
A metodologia mais utilizada nos grupos de reflexão é a aplicação de questionários e inventários de modo a sistematizar a
intervenção.
B
As rodas de conversas são uma metodologia que oportuniza encontros, diálogos e possibilita a ressignificação de sentido sobre
as experiências dos participantes.
C As metodologias cartográficas são modos de impedir o deslizamento da palavra e da escuta nos grupos de reflexão.
D
São utilizadas metodologias constituídas especialmente para intervir no atendimento médico escolar e nas discussões sobre
legislações educacionais.
E É utilizada uma metodologia específica para incentivar práticas de exclusão e segregação socioeconômica e cultural.
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levantamento da literatura científica, as principais práticas de prevenções e enfrentamento as violências escolares.
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apresenta reflexões críticas sobre o papel do psicólogo.
Referências
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