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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP EAD PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR CURSO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA AGMAR BRAGA DOS SANTOS – RA 1869090 IVINY ANUNCIAÇÃO COSTA - 1949386 NARA CRISTINA DE ALMEIDA BATISTA – RA 0526739 QUALIDADE DE VIDA Benefícios dos exercícios físicos na terceira idade ANÁPOLIS 2023 AGMAR BRAGA DOS SANTOS – RA 1869090 IVINY ANUNCIAÇÃO COSTA - 1949386 NARA CRISTINA DE ALMEIDA BATISTA – RA 0526739 QUALIDADE DE VIDA Os benefícios dos exercícios físicos na terceira idade Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em Educação Física apresentado à UNIP – Universidade Paulista. Prof º Orientador: Yuri Motoyama ANÁPOLIS 2023 AGMAR BRAGA DOS SANTOS – RA 1869090 IVINY ANUNCIAÇÃO COSTA - 1949386 NARA CRISTINA DE ALMEIDA BATISTA – RA 0526739 QUALIDADE DE VIDA Os benefícios dos exercícios físicos na terceira idade Componentes da Banca Examinadora ___________________________________________________ ____________________________________________________ _____________________________________________________ ANÁPOLIS 2023 Dedicatória Dedicamos este trabalho aos nossos familiares que prestaram todo apoio necessário para chegarmos até aqui. Aos nossos professores que nos proporcionaram muito conhecimento e aprendizagem no decorrer do curso e ainda aos nossos amigos que contribuíram significativamente com palavras de carinho e força no decorrer desta trajetória. AGRADECIMENTOS Primeiramente gostaríamos de agradecer ao Nosso Pai Celestial, aquele que nos protege e guarda em todos os momentos, Ele quem nos proporcionou força e sabedoria para chegarmos até aqui. Aos professores, coordenadores e equipe de polo por toda aprendizagem ofertada, todo apoio fornecido e todo carinho dedicado a cada um dos alunos. Sem vocês nada disso seria possível! E finalizarmos agradecendo aos nossos familiares, aos nossos companheiros, nossos filhos e pais que tanto nos motivaram e nos proporcionaram apoio, força, coragem e alegria fazendo com que fosse possível alçar essa caminhada. De um modo especial gostaríamos de agradecer infinitamente a cada um de vocês que fizeram parte deste processo incrível, com certeza ficaram marcados em nossa história de vida por caminhar e contribuir conosco em momento tão importante e significativo. “Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão!” (Mahatma Gandhi) RESUMO A prática de atividade física pelo ser humano é procurada por inúmeros motivos, dentre eles podemos salientar a melhora na qualidade de vida, o espírito de competição e ainda uma prescrição médica. Nos dias de hoje a população da terceira idade em específico têm aumentado consideravelmente a adesão à práticas de exercícios físicos, com o objetivo de compreender de uma forma mais ampla acerca dos benefícios agregados. Para alcançarmos êxito na produção do mesmo tivemos como problema de pesquisa central: Quais são os benefícios da prática regular de exercícios físicos pela terceira idade? Para responder tal questão buscamos pesquisas e livros onde são apresentados dados científicos apresentando os benefícios reais da prática regular por esta população. Temos no decorrer da revisão bibliográfica na parte inicial um capítulo voltado para a compreensão do envelhecimento, no segundo capítulo é trabalhado a temática qualidade de vida, onde são apresentadas algumas dificuldades que os idosos tem ao decorrer do envelhecimento e que podem ser amenizados através da prática regular de exercícios físicos, proporcionando a eles uma velhice mais saudável. Já no último capítulo é apresentado os benefícios da realização de exercícios físicos pela população da terceira idade. Esse capítulo enfatiza melhoras nas áreas fiscico- motoras, de interação sociais e ainda na área psicológica. O referencial teórico do estudo baseou-se em estudos feitos por profissionais ligados diretamente a população da terceira idade, foram analisadas pesquisas, livros de autores renomados e ainda ouvimos profissionais locais diretamente ligados a um projeto de melhoria de vida chamado UNIATE aqui na cidade. Palavras-chave: idosos; qualidade de vida; envelhecimento. ABSTRACT The practice of physical activity by human beings is sought after for numerous reasons, among them we can highlight the improvement in quality of life, the spirit of competition and even a medical prescription. Nowadays, the elderly population in particular has considerably increased adherence to physical exercise practices, with the aim of understanding more broadly about the added benefits. In order to achieve success in the production of the same, we had as a central research problem: What are the benefits of the regular practice of physical exercises for the elderly? To answer this question, we searched for research and books where scientific data are presented showing the real benefits of regular practice by this population. In the course of the bibliographic review, in the initial part, there is a chapter aimed at understanding aging, in the second chapter the theme quality of life is worked on, where some difficulties that the elderly have during aging and that can be alleviated through practice are presented. regular exercise, providing them with a healthier old age. In the last chapter, the benefits of performing physical exercises for the elderly population are presented. This chapter emphasizes improvements in the areas of physico-motor, social interaction and also in the psychological area. The theoretical framework of the study was based on studies carried out by professionals directly linked to the elderly population, research was analyzed, books by renowned authors and we also heard local professionals directly linked to a life improvement project called UNIATE here in the city. Keywords: elderly; quality of life; aging. SÚMARIO Introdução ......................................................................................................................................... 10 1. Justificativa ........................................................................................................... 11 2. Objetivos Gerais ................................................................................................... 12 3. Objetivos específicos ............................................................................................ 12 4. Metodologia .......................................................................................................... 13 4. 1 MÉTODO DE PESQUISA ................................................................................. 13 5. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................ 15 6. COMPREENDENDO O ENVELHECIMENTO ..................................................... 24 7. QUALIDADE DE VIDA X ENVELHECIMENTO ................................................... 27 8. PRÁTICA DA ATIVIDADE FISICA E OS BENEFICIOS AGREGADOS NA TERCEIRA IDADE ...................................................................................................... 30 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................ 31 REFÊRENCIA BIBLIOGRAFICA ................................................................................ 33 10 Introdução O envelhecimento é algo natural e acompanha todos ao longoda vida, esse processo acontece de forma diferenciada em cada indivíduo. Segundo (BRITO E LITVOC, 2004, P.18) o envelhecimento é um fenômeno que atinge todos os seres humanos, independendentemente. Geralmente é caracterizado como um processo dinâmico, progressivo e irreversível, ligado a fatores biológicos, psíquicos e fatores sociais. Já segundo (CAETANO, 2006, P.25) o envelhecimento varia de um indivíduo para o outro, sendo gradativo para uns e mais rápido para outros. As variações estão diretamente ligadas a fatores diversos como estilo de vida, alimentações balanceada e ainda hábitos saudáveis. Os fatores deste processo inerte a toda população podem prejudicar aspectos físicos e as capacidades funcionais ao alcançar a tão famigerada terceira idade, atrapalhando inclusive quando mal desenvolvida em atividades cotidianas. Dentre os diversos fatores necessários para uma boa qualidade de vida ao alcançar a terceira idade, é essencial citar a prática de exercícios físicos de forma regular, os exercícios podem e devem ser considerados uma das principais bases para a manutenção da qualidade de vida, é importante ainda mencionar que através da pratica de exercícios o idoso consegue manter um bom estado de aptidão física e emocional, podendo auxiliar no retardamento do envelhecimento e ainda proporcionando um alto desenvolvimento em suas capacidades funcionais. Com a chegada do envelhecimento o corpo passa por algumas transformações, podemos citar dentre essas a perda de força muscular, diminuição de flexibilidade e agilidade, e retardamento na coordenação motora. Mas através da prática dos exercícios é possível amenizar estes efeitos, proporcionado uma vida mais tranquila à aqueles que fazer uso dos exercícios de forma regular. Neste contexto o presente trabalho de conclusão aborda a qualidade de vida através da prática de exercícios físicos de forma regular, visando diagnosticar os benefícios ocasionados pela prática dentro os idosos. 11 1. Justificativa Ao observarmos um fenômeno tão natural e inerte a vida do ser humano, como o envelhecimento, é necessário compreendermos não só o processo de como se dá isso, mas também fatores que contribuam para que seja possível uma velhice mais saudável. A fim de abordar este contexto o trabalho visa colaborar com a sociedade ressaltando os pontos principais e primordiais da prática de exercícios na terceira idade. O envelhecimento da sociedade como um todo é algo que pode ser observado por todo o mundo, inclusive em países desenvolvidos um dos fatores que explicam o chamado envelhecimento populacional é altamente ligado a queda de fecundidade e também ao aumento da expectativa de vida das pessoas. O segundo fator, tem ligação direta com o tema escolhido para ser abordado, visto que ao levar uma vida mais saudável utilizando como um dos hábitos a prática de atividades físicas o idoso poderá aumentar grandemente a sua expectativa de vida. No Brasil, o aspecto de envelhecimento populacional não é diferente do resto do mundo. O que pudemos perceber é que de 1991 até os dias atuais a pirâmide populacional alterou seu formato significativamente, apresentando aumento na expectativa de vida, melhoria nas políticas sociais e também melhor acesso à informação e saúde. Com o objetivo de compreender melhor o fenômeno envelhecimento e entender um pouco mais o que a prática de atividades físicas podem contribuir na vida da geração que já alcançou a terceira idade o trabalho apontará os principais benefícios que são possíveis um idoso atingir ao realizar atividades físicas regularmente. 12 2. Objetivos Gerais Diagnosticar os benefícios físicos e emocionais decorrentes da prática de exercícios físicos na terceira idade. 3. Objetivos específicos • Examinar se através da prática regular dos exercícios físicos é possível melhorar a força e o equilíbrio. • Relacionar as possíveis melhoras alcançadas através da prática de exercícios físicos de forma regular na vida cotidiana do idoso. • Considerar se através da prática de exercícios é possível obter redução de dores ósseas e musculares na terceira idade. 13 4. Metodologia Este capítulo dedica-se a apresentar a metodologia, onde são descritas informações relevantes como a descrição dos instrumentos utilizados para obtenção das conclusões alcançadas, além disso apresenta ainda a metodologia usada para análise aprofundada na aplicação dos exercícios físicos na terceira idade, apresentando no decorrer do trabalho os benefícios alcançados em diversos aspectos na qualidade de vida do idoso. 4. 1 MÉTODO DE PESQUISA O presente estudo apresenta em sua metodologia uma pesquisa explicativa, realizada através de referências bibliográficas. Desta forma os pesquisadores poderão perceber ao longo do trabalho quais os benefícios relacionados a prática de exercícios físicos na terceira idade. Com uma abordagem qualitativa o presente estudo aborda pontos relevantes a serem considerados ao estimular a prática dos exercícios físicos na terceira idade. Segundo Bogdan e Biken (1994, pg. 291) eles definem pesquisa qualitativa como: Um método de investigação que procura descrever e analisar experiencias complexas. Partilha semelhanças com os métodos de relações humanas na medida em que, como parte do processo de coleta de dados, devemos escutar corretamente, colocar questões pertinentes e observar detalhes. Através desta perspectiva, consideramos esta abordagem a que melhor se adeque ao estudo apresentado nesta pesquisa. 14 A técnica realizada para desenvolvimento do trabalho revisão bibliográfica, proporciona aos pesquisadores maior entendimento sobre o assunto. Uma vez que é necessário reunir e analisar informações de pessoas com pensamentos distintos possibilitando assim ampliar o leque de conteúdo sobre o tema abordado. Os descritores utilizados para busca foram: Idosos, Atividades físicas e benefícios da prática de atividade física. Após a identificação primária do total trabalho, a partir dos descritivos inseridos, foram adotados os seguintes critérios para seleção dos artigos que foram citados no trabalho: enquadrar-se nas publicações dos últimos 20 anos, tendo como ponto central a pratica de atividade física dos idosos e/ou benefícios com elas alcançadas. 15 5. REVISÃO DE LITERATURA O perfil da população mundial, incluindo países em desenvolvimento como o Brasil vem mudando ano após ano, sendo o envelhecimento populacional objeto de estudo frequente por pesquisadores que buscam entender os principais motivos desse fenômeno. Dentre as motivações já identificadas encontram-se o declínio nas taxas de mortalidade, e mais recentemente a diminuição nas taxas de fecundidade. Esses dois fatores associados contribuem a promoção de uma base demográfica para o envelhecimento real das populações. Evidenciando nas sociedades atuais que a população idosa vem aumentando consideravelmente, apontando uma maior expectativa de vida. Conforme evidencia (KALACHE, VERAS e RAMOS, 1987, p.202) Hoje é um fenômeno universal, o envelhecimento populacional característico tanto nos países desenvolvidos, como, de modo crescente do Terceiro mundo, sendo que as estimativas até o ano de 2025, apresentam dados que ilustram a verdadeira revolução demográfica desde o início do século. Segundo dados do IBGE (2010), nosso país vem passando por uma transformação em seu perfil demográfico, criando um destaque no aumento em sua expectativa de vida. Já conforme dados das Nações Unidas hoje somam mais de 14 milhões de pessoas na faixa etária considerada “terceira idade” Neste contexto, o processo de envelhecimento é demarcado por diversas etapas no decorrer da vida, passando por muitas mudançase transformações desde o nascimento até chegar ao envelhecimento. Todas as etapas deste processo apresentam variações significativas de pessoa para pessoa e isso é promovido graças a fatores diversos. Segundo (MAZZEO, 1998, p.30) “O envelhecimento é um processo complexo que envolve muitas variáveis, como por exemplo, genética, estilo de vida do indivíduo, doenças crônicas que interagem entre si. “ Podemos entender então que o envelhecimento envolve vários fatores, o mesmo é percebido de formas diferentes no processo de envelhecer humano. No 16 processo do envelhecimento consideramos alguns aspectos diferenciais que são os aspectos dos quais o envelhecimento influencia direta e indiretamente na vida dos seres humanos. Os aspectos biológicos, psicológicos e sociológicos. É comprovado e referenciado por (STEGLICH, 1992, p.32) quando afirma que “O processo de envelhecimento envolve multidimensões que se inter-relacionam; entre as mais importantes estão aspectos biológicos, psicológicos, sociais e de ajustamento a novas situações da vida.” Para (FILHO, 2005, p.21) fica definido tais aspectos como: O aspecto biológico liga-se ao envelhecimento orgânico, a diminuição da capacidade de funcionamento dos órgãos. O aspecto social se refere a capacidade de sociabilidade, da ocupação como membro efetivo na sociedade. E o aspecto psicológico refere-se as competências comportamentais que o homem deve exercer, tendo estreita ligação com a inteligência e memoria humana. O envelhecimento é um processo natural inerte a todo ser humano, contudo, para alguns estes fenômenos acontece de forma gradativa, devido as mudanças que variam de individuo para individuo, caracterizado por suas particularidades. A velhice é uma etapa vital, que atualmente vem sendo prolongada, mas, as limitações interferem na qualidade de vida do idoso, impondo a eles alguns desafios. Podemos citar como exemplos destes desafios a perda progressiva de aptidões físicas, aumento do risco de sedentarismo o que limita o idoso a realizar algumas atividades, colocando em maior vulnerabilidade a saúde física e mental do mesmo. LIMA (2002) defende que aptidão física é a capacidade funcional do individuo em executar tarefas. Ao levarmos isso para a etapa da terceira idade, podemos perceber que a aptidão física é algo comprometido, enquadrando se no envelhecimento biológico, GUCCIONE (2000) ao afirmar que as alterações associadas à idade relacionada a estruturas físicas e funcionamento do organismo, o que afeta na capacidade de sobrevivência da pessoa nos apresenta uma complementação de envelhecimento biológico. Neste contexto, devido a vida menos ativas nos idosos relacionando ao aumento da idade acontece uma perca na capacidade funcional e ainda uma diminuição nas práticas de atividade física, podendo ocasionar o surgimento de 17 doenças que acarretam a deterioração do processo de envelhecimento, colocando em risco a qualidade de vida do idoso. Limitando então a capacidade funcional. WENGER (1984) define e UENO (1999) cita capacidade funcional como capacidade de realizar atividades da vida diária de forma independente, de modo geral, o estado funcional pode ser como a habilidade em desempenhar atividades da vida diária levando o idoso apresentar algumas limitações. Conforme BORGES e MOREIRA (2009, p.2) as limitações dos idosos resultam na dificuldade de execução de tarefas cotidianas, também descritas como atividades na vida diária e atividades instrumentais da vida diária. O processo de envelhecimento dificulta as tarefas que o idoso desempenha em sua vida, o que faz com que se tornem dependentes de outros indivíduos para realizar tarefas. A dependência gerada no idoso, faz com que aconteça uma desvalorização, fazendo com que aconteça também prejuízos e até mesmos problemas psicológicos na vida do mesmo. Para que possamos compreender as atividades diárias o idoso tem prejuízo em execução utilizamos como evidencia a definição de (BORGES E MOREIRA, 2009 p.2): “As AVD são as tarefas que uma pessoa precisa realizar para cuidar de si, tais como: tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro, andar, comer, passar da cama para a cadeira, mover-se na cama e ter continências urinarias e fecais. As AIVD são as habilidades do idoso para administrar o ambiente em que vive, e inclui as seguintes ações: preparar refeições, fazer tarefas domésticas, lavar roupas, manusear dinheiro, usar o telefone, tomar medicações, fazer compras e utilizar meios de transporte.” Verifica-se que as atividades citadas fazem parte da vida do idoso, e as vezes elas ficam comprometidas devido ao processo de envelhecimento. Os idosos passam então apresentar limitações devido ao estilo de vida e outras atividades relacionadas. Atualmente percebemos destaque através de pesquisas mostrando a importância da apropriação e manutenção de hábitos saudáveis, e ainda a pratica regular de exercícios físico proporcionando ao idoso uma melhor qualidade de vida. 18 Desta forma torna-se possível advogar nas prevenções de doenças crônico- degenerativas através da prática de exercício físico. (BIAZUSSI, 2008). Para tornarmos mais eficaz o entendimento de exercício físico podemos considerar o que diz (CASPERSEN, POWELL, CHRISTENSEN – 1985) definindo que o “exercício físico como toda atividade planejada, estruturada e repetitiva que tem como objetivo a melhoria e manutenção de um ou mais componentes da aptidão física.” Nesse sentido o exercício físico é uma possibilidade de combater o envelhecimento, contribuindo para a qualidade de vida do idoso fazendo com que os mesmos possam realizar atividades de forma independente e contribuindo ainda para o aumento na expectativa de vida do idoso de uma forma qualitativa. É importante ressaltarmos que as pessoas ao praticarem exercícios físicos tem uma considerável diminuição nos gastos relacionados a remédios para tratamento de inatividade física e sedentarismo. A inatividade física pode ser definida conforme (MALINA et al, 2009) sendo a mínima produção de movimento corporal, diminuindo possíveis gastos energéticos. Assim os idosos menos ativos acabam por diminuir suas capacidades físicas tornando se maiores dependentes de outros. Este processo segundo (BENEDITTI & PETROSCK, 1999) desencadeia o sentimento de velhice, que por sua vez pode causar estresse, depressão e levar a uma redução na atividade física, consequentemente aparição de doenças crônico- degenerativas, que por si só contribuem para o envelhecimento. Tal panorama é apontado por (MONTEIRO & ALVES, 1995) quando afirmam que esta perda de autonomia funcional decorrente das diminuições das capacidades físicas do idoso, refletem-se em imagem corporal negativa e baixo autoestima. O que por sua interfere na qualidade de vida do mesmo tornando a negativa. A qualidade de vida neste sentido esta relacionada segundo Cheik et al. (2003, p.47), ao grau de satisfação que o indivíduo possui diante da vida em seus vários aspectos. Sendo assim, esta deve ser compreendida segundo (VOSVICK et al., 2003), como um conjunto harmonioso de satisfações que o indivíduo alcança no seu dia a dia, levando-se em consideração aspectos físicos, psicológicos e sociais 19 Nesta abordagem, são vários os componentes da condição física implicados nos modelos explicativos do envelhecimento e a incapacidade associada à idade, todos eles esses interferem diretamente na capacidade do indivíduo para realizar as atividades da vida cotidiana. Esta involução da capacidade funcional é inerente ao envelhecimento, ainda que o estilo de vida, o sedentarismo ou a doença possam acelerar o processo. Dentre as alterações ocorridas nos idosos, uma das mais importantes é apontada por (NÓBREGA et al., 1999, p. 209), como sendo as alterações no sistema músculo-esquelético, Em torno dos 60 anos, é observada uma reduçãoda força máxima muscular entre 30% e 40%. Observa-se um decréscimo no número e tamanho das fibras musculares, resultando em perda da massa muscular e posterior diminuição da força muscular máxima e endurance. Essa perde de massa muscular é caracterizada como Sarcopenia, definida por (Evans, 1995, p.8) como perda progressiva de massa e função muscular que ocorre com o envelhecimento, é uma condição com grande prevalência no idoso, que tem um efeito devastador na sua qualidade de vida e, em última análise, na sua sobrevivência. Está na base do desenvolvimento da fragilidade, no aumento da probabilidade de quedas e na incapacidade de desenvolver atividade da vida diária (AVD’s). Reforça neste sentido (ROSENBERG, 1997, citado por MARCELL, 2003), que indivíduos acima dos 60 anos perdem muito de sua capacidade funcional, devido à perda da massa muscular (sarcopenia), em particular, das fibras tipo II (o que nos idosos torna-se mais um fator de dificuldade para a mobilidade e a manutenção de suas atividades diárias. Essas fibras são substituídas por gordura e tecido conjuntivo e, desse modo, esta perda seletiva favorecerá a diminuição de força e potência. De modo geral, a perda de massa muscular é um dos aspectos ocasionados pelo envelhecimento e, que pode afetar a capacidade funcional do idoso, prejudicando sua força, equilíbrio, ocasionando quedas e, comprometendo sua saúde. Pesquisas relatam que a preservação da massa magra e a prevenção de ganho de gordura são medidas importantes para a manutenção da força muscular 20 em idosos. Isso pode ajudar a prevenir quedas e melhorar a autonomia funcional, proporcionando maior segurança para a realização dos movimentos diários e, consequentemente, melhora da qualidade de vida (CRESS; MEYER 2003; De VITO et al., 2003; ANTON et al., 2004). Pois, as quedas estão presentes na vida da maioria dos idosos. Sua ocorrência gera uma série de fatores que implicam a uma desmotivação e insegurança. A busca pela qualidade de vida está cada vez mais presente em nossas vidas, à segurança e independência do idoso são fundamentais para que ele possa realizar suas atividades de maneira tranquila e sadia. Verifica-se então, que devido à perda de massa muscular e diminuição de força possibilita maior ocorrência de quedas, o que além de comprometer a saúde do idoso, geram insegurança o mesmo. Segundo, (RIBEIRO, 2008, p. 40) o mesmo define as quedas como: “um deslocamento não intencional para um nível inferior a posição inicial, sendo incapaz de haver uma correção em tempo hábil, sendo determinada por circunstâncias multifatoriais que compreendem a instabilidade. Tal fato além de comprometer a capacidade funcional do idoso pode ainda acarretar sérios acidentes para o idoso. Causando lesões e insegurança na realização de tarefas cotidianas.” Contudo, vários são os fatores que levam o idoso as quedas, conforme evidência (SILVA et al, 2008) as causas que provocam quedas são múltiplas e podem ser agrupadas em fatores intrínsecos e extrínsecos. Já nesse sentido, Menezes e Banchion (2008, p.14) evidenciam os fatores intrínsecos como: “fatores intrínsecos são as alterações fisiológicas pelas quais o idoso passa, condições patológicas e efeitos adversos de medicações ou uso concomitante de medicamentos. Entre eles destacam-se: perda de força, fraqueza muscular, instabilidade postural, hipotensão ortostática, sistema nervoso, doença cérebro vascular e neurológica, demência, hipertensão arterial, uso de medicamentos e outros. 21 Sendo assim, o risco de cair aumenta com o acúmulo de fatores interligados, resultando que as quedas possam ser o efeito acumulado de múltiplas debilidades, mas de modo geral, comprometem a capacidade física do idoso. Para MCARDLE (2003): “A capacidade física cresce rapidamente durante a infância e atinge seu máximo entre o final da adolescência e os trinta anos. A partir daí a capacidade funcional declina progressivamente acompanhada ao estilo de vida apresentado. Os exercícios físicos têm a capacidade de contrabalancear os efeitos típicos da velhice e o foco estará voltado em breve e deixar as doenças como um alvo da velhice e sim uma vida mais tranquila e saudável em busca do máximo que ela tem a nos oferecer. “ Neste contexto o exercício físico contribui de maneira fundamental para a manutenção da independência e se constitui em um dos mais importantes fatores de qualidade de vida para a terceira idade, portanto apresenta se como uma aliada ao idoso, conforme aponta (BORGES & MOREIRA, 2009 p. 2) “O exercício físico aparece como uma ferramenta que pode aparecer um acréscimo positivo na qualidade de vida dos idosos, onde suas capacidades físicas são estimuladas e a autonomia para desempenhas sem auxílio as tarefas diárias podem ser mantidas por um tempo maior e com melhor qualidade.” Nesse sentido, a prática regular de exercício físico possibilita uma contribuição na manutenção de bons níveis de autonomia para o desempenho nas AVDs e AIVDs em idosos. Assim, a mesma tem sido considerada um importante componente de um estilo de vida saudável, devido particularmente a sua associação com diversos benefícios para a saúde do idoso, aparecendo como uma forma de permitir que os indivíduos mais velhos tenham mais saúde e se tornem mais independentes. Portanto, o exercício físico é um dos fatores que proporcionam ao idoso uma melhora qualidade de vida e o possibilitam realizar todas as suas atividades de vida diária de maneira ais autônoma e independente. Pessoas sedentárias apresentam uma série de problemas, não ó pela idade, mas sim pelo desuso de suas funções 22 fisiológicas. A manutenção do corpo humano é fundamental para uma maior expectativa de vida. Contudo, o processo de envelhecimento envolve vários fatores, conforme definidos segundo, (MAZZEO et al, 1998) como: “O envelhecimento é um processo complexo que envolve muitas variáveis como por exemplo, genética, estilo de vida, doenças crônicas que interagem entre si. A participação em atividade física regular (exercícios aeróbicos e de força) fornecem várias respostas favoráveis que contribuem para o envelhecimento saudável, nestas questões influenciam significativamente o modo em que alcançamos determinada idade. “ Desta forma, fica evidente para alcançarmos uma determinada idade de maneira saudável, é necessidade que o exercício físico seja incluso na vida do idoso, sendo parte fundamental dos programas mundiais de promoção da saúde, devido às evidências epidemiológicas que sustentam um efeito positivo de um estilo de vida ativo e/ou do envolvimento dos indivíduos em programas de atividade física e exercício, na prevenção e minimização dos efeitos deletérios do envelhecimento. Pois, não se pode pensar hoje em dia, em prevenir ou minimizar os efeitos do envelhecimento sem que, além das medidas gerais de saúde, inclua-se o exercício físico. Segundo (GUISELINI, 2011, p. 56), referindo ao exercício na terceira idade, o mesmo aponta que: A boa notícia é que a maioria das pesquisas indica que o exercício diário pode reduzir ou tornar mais lento o aparecimento de efeitos do processo de envelhecimento. As pessoas que se movimentam bastante envelhecem cronologicamente como qualquer outra, mas é visível a diferença dessas pessoas quando comparadas a sedentárias. A aparência física tende a ser melhor, pois a perda da massa muscular é menor e a quantidade de gordura tende a ser menor. Agilidade, a coordenação motora, a disposição para o trabalho e até o humor é bem melhor entre idosos ativos. Esses estudos nos mostram com clareza que exercícios físicos leves e moderadas, realizadas regularmente, geram grandes benefícios para o Idoso, tendo em vista que, várias pesquisas comprovam que quanto mais ativa é uma pessoa 23 menos limitações físicas ela apresenta. Dentre os inúmerosbenefícios que a prática de exercícios físicos promove, um dos principais é a proteção da capacidade funcional em todas as idades, principalmente nos idosos. Por capacidade funcional entende-se o desempenho para a realização das atividades do cotidiano ou atividades da vida diária (ANDEOTTI, 1999, pg. 15). Nesse sentido (MATSUDO; MATSUDO; BARROS NETO, 2001, p. 15) afirmam que “a inserção do idoso em programas de exercício físico resulta em maior capacidade de autonomia, o que, por sua vez, pode melhorar a qualidade de vida”. Pois, apesar de tantas modificações que ocorrem em decorrência do processo de envelhecimento, as mesmas, não impossibilitam o idoso da prática regular de exercícios. Contudo, tal prática deve ser realizada com alguns cuidados, para que sua realização ao invés de trazer benefícios, não traga efeitos prejudiciais ao idoso. Segundo, (BITTENCOUT, 1986, p.14): Os principais cuidados devem ser adotados durante o planejamento do programa de exercícios que será aplicado. Os exercícios são escolhidos conforme qualquer outro indivíduo, eles serão selecionados de acordo com a necessidade que idoso apresenta em melhoria da qualidade de vida, traçando os objetivos a serem alcançados, escolhendo através deste, quais serão os exercícios priorizados, dando ênfase à musculatura deficitária, trabalhando as demais, de forma a diminuir os sintomas dos processos do envelhecimento. Desta forma, percebe-se que a prática do exercício tem influência na qualidade de vida do idoso, trazendo inúmeros benefícios ao mesmo, mas que sua realização deve ser feita de modo cauteloso e planejado. Ressaltando que tal prática deve ser associada a hábitos saudáveis e, uma dieta balanceada e equilibrada, pode retardar os declínios ocorridos com o envelhecimento. 24 6. COMPREENDENDO O ENVELHECIMENTO O envelhecimento é um processo natural e gradual pelo qual os seres vivos passam ao longo do tempo. É um processo biológico complexo que envolve mudanças em níveis celulares, moleculares e orgânicos que resultam em alterações físicas, cognitivas e psicológicas. No caso dos seres humanos, o envelhecimento é caracterizado por mudanças na aparência, como rugas, cabelos grisalhos, perda de elasticidade da pele, além de alterações no funcionamento dos órgãos e sistemas do corpo, como a redução da capacidade pulmonar, perda de massa muscular e diminuição da produção de hormônios. O envelhecimento também pode afetar a capacidade cognitiva, como a memória, atenção e velocidade de processamento, além de aumentar o risco de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e acompanhamento. Embora o envelhecimento seja um processo natural, ele pode ser influenciado por fatores externos, como estilo de vida, dieta e exposição a poluentes ambientais, bem como por fatores genéticos. A compreensão do envelhecimento é fundamental para desenvolver intervenções e terapias que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas. O processo de envelhecimento nos seres humanos é complexo e ocorre em vários níveis. Aqui estão algumas das principais mudanças que ocorrem com o envelhecimento: • Mudanças celulares: com o envelhecimento, as células do corpo humano sofrem mudanças em sua estrutura e função. As células envelhecidas tendem a funcionar com menos eficiência e podem ter mais dificuldade em reparar após danos. 25 • Mudanças moleculares: com o tempo, as manifestações do corpo humano também sofrem mudanças, incluindo a herança de lesões nos receptores nucleicos e proteínas, o que pode levar a doenças. • Mudanças nos tecidos e órgãos: o envelhecimento causa mudanças nos tecidos e órgãos do corpo, incluindo a redução da densidade óssea, diminuição da função pulmonar e perda de massa muscular. • Mudanças hormonais: com o envelhecimento, os níveis hormonais no corpo humano mudam. Por exemplo, a produção de hormônios sexuais diminui em ambos os sexos e a produção de hormônios do crescimento diminui. • Mudanças cognitivas: o envelhecimento também pode afetar a capacidade cognitiva, incluindo a memória, atenção e velocidade de processamento. Algumas pessoas podem desenvolver problemas de memória, raciocínio e resolução de problemas à medida que envelhecem. • Aumento do risco de doenças crônicas: o envelhecimento está associado a um maior risco de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e manutenção. • Declínio da imunidade: com o envelhecimento, o sistema imunológico pode se tornar menos eficiente em proteger o corpo contra doenças e doenças. Essas mudanças podem afetar a qualidade de vida dos idosos e podem torná-los mais dependentes de doenças e outras condições. No entanto, muitos fatores, incluindo dieta, exercício físico e socialização, podem ajudar a diminuir os efeitos do envelhecimento. 26 Yeda Aparecida (2007, p.134) comenta em seu artigo que no final da década de 1990 a OMS deixou de utilizar o termo envelhecimento saudável e passou a adotar Envelhecimento Ativo o que pode ser compreendido como processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, objetivando a melhora na qualidade de vida. Ativo nesse sentido adquire um sentido amplo, referindo-se a uma participação contínua do indivíduo nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, não limitando-se a capacidade de estar fisicamente ativo ou fazendo parte da força de tralho. O conceito de envelhecimento ativo pode ser aplicado nos indivíduos e nos grupos populacionais, permitindo que as pessoas possam assim perceber o seu potencial relacionado ao bem-estar físico, social e mental ao decorrer de sua vida. Desta forma é possível afirmar que a prática de exercícios físicos na terceira idade, quando acompanhada e com bom direcionamento se faz de suma importância, uma vez que contribui significativamente para alcançar os objetivos apresentados. 27 7. QUALIDADE DE VIDA X ENVELHECIMENTO Segundo Saba (2009), a qualidade de vida (QV) depende de alguns fatores como: a infraestrutura do local em que se vive; a relação que se mantem no local de trabalho; a administração do tempo que se dedica as atividades diárias, a satisfação que se obtém com o conjunto dessas atividades e do estado de saúde. Ela se mede por parâmetros individuais, socioculturais e ambientais que caracterizam as condições em que o ser humano vive. Uma das garantias para se ter e/ou manter a QV é o respeito ao que se nomeia “tempo de qualidade”, essa expressão se relaciona com a efetividade com que dispomos o tempo à dedicação daquilo que gostamos, sem outras preocupações que possam prejudicar o bom usufruto desses momentos de prazer. Muitas pessoas só descobrem a importância de viver esse “tempo de qualidade” depois de passarem por alguma situação de choque na vida, como por exemplo, um ataque cardíaco ou um acidente, senão quando já estão em idade avançada. Há uma relação entre a QV e a prática regular de atividade física, uma vez que este contribui positivamente no funcionamento ótimo do corpo, melhorando a saúde, aumentando a disposição e ajudando no controle do estresse gerado pelo cotidiano, contribui com a inclusão social o que pode interferir no humor do praticante e proporciona prazer. Para Ribeiro dos Santos, Costa Santos, Fernandes M., Henriques M, (2002), a qualidade de vida constitui um compromisso pessoal à busca contínua de uma vida saudável, desenvolvida à luz de um bem-estar indissociável das condições do modo de viver, como: saúde, moradia, educação, lazer, transporte, liberdade, trabalho, autoestima, entre outras e está associado também com a capacidade física, estado emocional, interação social, atividade intelectual, situação econômica e autoproteção de saúde. Pereira et al, (2006) também ressaltaque a qualidade de vida constitui um compromisso de esfera pessoal e uma busca constante de uma vida saudável, desenvolvida diante de um bem-estar inerente as condições vividas. Yokoyama, Carvalho e Vizzotto (2006) realizaram estudo sobre a QV na perspectiva dos idosos frequentadores de um centro de referência, a amostra contou com trinta idosos, sendo 10 homens e 20 mulheres com idade de 60 a 82 anos. O objetivo foi descrever as características sociodemográficas e culturais de uma 28 população idosa frequentadora de um centro de referência, investigar a qualidade de vida destes idosos segundo sua própria percepção e identificar semelhanças e diferenças entre homens e mulheres quanto à percepção de boa e de má qualidade de vida. Para eles, ter boa qualidade de vida significa em ordem de importância, ter saúde, equilíbrio emocional, estar bem com a família e amigos, em interação, se divertir, ter condições financeiras, ter suporte do Estado e apoio espiritual, sugerindo que a QV está envolta das esferas: físicas, psíquicas e sociais. Um estudo realizado por Miranda e Banhato (2008), investigou os possíveis efeitos da participação de idosos em grupos de convivência na sua QV. A amostra constituiu-se de 89 idosos residentes na cidade de Juiz de Fora - MG, participantes e não participantes de importância, ter saúde, equilíbrio emocional, estar bem com a família e amigos, em interação, se divertir, ter condições financeiras, ter suporte do Estado e apoio espiritual, sugerindo que a QV está envolta das esferas: físicas, psíquicas e sociais. Um estudo realizado por Miranda e Banhato (2008), investigou os possíveis efeitos da participação de idosos em grupos de convivência na sua QV. A amostra constituiu-se de 89 idosos residentes na cidade de Juiz de Fora - MG, participantes e não participantes de grupos de convivência. Como critérios de participação do estudo os indivíduos teriam que ter: idade maior ou igual 60 anos e estilo de vida ativo e independente. O resultado mostrou que os idosos que participam de forma ativa em grupos de convivência percebem ter uma melhor QV se comparados àqueles que não participam regularmente de nenhuma atividade de grupo. Foi observado, que participar de forma efetiva e ativamente de um grupo de convivência pareceu interferir positivamente na avaliação do idoso perante QV, pois proporciona um suporte na esfera social, contribuindo para minimizar os sentimentos de solidão e abandono e ajuda a reforçar no idoso o sentimento de valor pessoal, ao mesmo tempo em que possibilita uma forma de crescimento pessoal. Lacourt e Marini (2006) abordam em seu trabalho de revisão de literatura a QV na esfera fisiológica, levando em consideração as capacidades: força, potência e resistência e a influência destas sobre a QV. Segundo os autores, o prejuízo da função muscular, sua diminuição ocasionando o processo de ‘sarcopenia’, e como consequência o comprometimento da função motora associados com o processo de 29 envelhecimento agrava diretamente e sensivelmente a QV dos idosos, tornando mais difícil ou impossibilitando a execução de atividades de vida diária. A dependência pessoal que se torna decorrente do processo pode acarretar também problemas psicológicos e emocionais, comprometendo de forma significativa na QV do idoso. O fato é, quando se trata do envelhecimento humano a priori QV se destaca de maneira significativa, levando em consideração não somente um estado físico digno, como também o respeito, reconhecimento e saúde deste SER perante a sociedade em que este está inserido, pois os dados demográficos, segundo o censo 2010, realizados pelo IBGE mostram a inversão da pirâmide populacional, destacando que os idosos alcancem idades cada vez mais avançadas. A esta população cabe a dignidade no processo de envelhecimento que tende a tornar-se otimizado com a prática da atividade física. 30 8. PRÁTICA DA ATIVIDADE FISICA E OS BENEFICIOS AGREGADOS NA TERCEIRA IDADE Diversos estudos comprovam a importância da prática de atividades físicas no decorrer da vida, e no envelhecimento essa prática se torna indispensável para que ocorra o processo de forma amena. No envelhecimento alguns fatores são inevitáveis, e com a prática de exercícios físicos de forma regular é possível perceber que existe a prevenção de doenças (FRANCHI, MONTENEGRO JR; 2005), melhora de níveis na aptidão física (CIVINSKI, MONTIBELLE, BRAZ; 2011), ocorre ainda uma melhora significativa nos processos psicológicos de ansiedade, depressão e estresse (ACSM, 2003) e ainda uma melhora na formação de relação social. (CARDOSO et. Al; 2008, MAZO et.al;2005). Conforme os estudos de Silva Júnior e Velardi (2008) existe a comprovação de que a prática regular dos exercícios físicos exerce ainda um impacto relevante na prevenção de diversas doenças decorrentes do envelhecimento humano, sendo assim a regularidade na prática de atividades físicas é comprovadamente um fator de proteção contra processos degenerativos e também de distúrbios metabólicos do organismo como por exemplo: aterosclerose, envelhecimento precoce, hipertensão arterial e obesidade. Tornando-se crucial para a qualidade de vida desta população. Já em um estudo feito por Franchi e Montenegro Jr (2005), é ressaltado que a prática de atividades físicas por idosos é uma necessidade possibilitando a eles uma boa saúde. O estudo em questão foi realizado com objetivo de abordar aspectos do processo de envelhecimento onde foram avaliados aspectos como: epidemiologia, benefícios e a importância da atividade física para se alcançar uma terceira idade saudável, além disso foram também consideradas políticas publicas brasileiras voltadas para essa fase da vida, onde foi salientado a necessidade de uma atual estruturação efetiva e programas que enfatizem a necessidade da prática pelos idosos. De acordo com o que pudemos perceber sobre os benefícios agregados na pratica regular de exercícios físicos pela terceira idade, um dos principais benefícios é a proteção da capacidade funcional onde podemos entender que existe melhora relevante na realização de atividades do cotidiano ou atividades da vida diária. 31 CONSIDERAÇÕES FINAIS A prática de atividades físicas de forma regulas na vida dos idosos vem tornando-se cada vez mais fundamental devido aos diversos benefícios comprovados cientificamente e junto a outros fatores fazem com que o idoso tenha uma melhora significativa em sua qualidade de vida. Pudemos perceber por dados apresentados no decorrer da revisão literária que os principais benefícios da prática regular de exercícios físicos na vida da população na terceira idade estão diretamente ligados em alguns aspectos como: manutenção ou melhoria da capacidade funcional e capacidades físicas, prevenção de doenças, melhora nos níveis psicológicos onde pudemos perceber nas leituras relatos de melhoria na autoestima, melhoria nos níveis sociais e de interação com o próximo. Pudemos compreender através dos estudos feitos ao ter contato com pesquisas que alguns idosos encontraram na atividade motivação real para viver, passando a se sentir bem e com isto buscando por uma qualidade de vida, ainda nos estudos feitos pudemos perceber que a prescrição médica é um fator considerável para motivar os idosos na prática das atividades físicas de forma regular. É perceptível através da revisão em questão ver que a prática de atividade física ainda tem sido adotada de forma menor por homens e ao analisarmos o cenário podemos perceber que isto está ligado ainda a criação familiar, antigamente os homens eram induzidos ao pensamento de que somente deviam prover o lar e não necessitava de cuidados. Isto ainda abala a procura masculina por atividades físicas. É necessário assim através dos educadores físicos, médicose pessoas ligadas ao grupo de terceira idade que aconteça um enfoque em conscientização dos idosos de forma particular no publico masculino, fazendo com que eles obtenham uma maior motivação compreendendo o quanto é benéfico esta pratica nos diversos pontos citados no decorrer da revisão. É necessário ainda um maior comprometimento dos gestores públicos junto a população da terceira idade, fazendo campanhas de incentivo e proporcionando maior facilidade para que eles tenham acesso facilitado a pratica de atividades físicas de forma regular, possibilitando a população um envelhecimento saudável e 32 fazendo com que o processo aconteça de forma mais amena, sendo de responsabilidade dos profissionais de educação física a montagem de cronogramas e atividades que atendam o idoso de forma especifica. 33 REFÊRENCIA BIBLIOGRAFICA ANDEOTTI R. A. Efeitos de um programa de Educação Física sobre as atividades da vida diária em idosos. São Paulo [dissertação]. São Paulo: Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo; 1999. ARAGÃO, Fernando Amâncio; NAVARRO, Fabiana Magalhães. Influências do Envelhecimento, do tempo de Evolução da Doenças e do Estado Cognitivo sobre os Episódios de Quedas, em uma População Parkinsoniana. Revista FisioBrasil. 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