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Pleurite e Pericardite Histopatologia Docente: Sydney Leão Discentes: Carolina Luchessi, Gabriel Francisco, Helder Gonçalves, Rayssa Mirelle, Vanessa Morais Pleurite ● Inflamação da pleura, geralmente provocado por derrame pleural exsudativo ● Pleura visceral reveste superfície externa dos pulmões ● Pleura parietal reveste a superfície interna das costelas ● Revestidas pelo mesotélio ● Produz líquido pleural Definição ● Infecções pulmonar bacteriana, embolia pulmonar, traumatismo ● Principais etiologias das infecções de origem comunitária: S milleri e S pneumoniae ● Principais etiologias das infecções de origem nosocomial: estafilocócicas, Hinfluenzae Etiologia Pleuritis sicca (pré-derrame): inflamação localizada e pouco acumulo de liquido I- fase exsudativa (pleurite umida): - Ação das células mesotelials + aumento da permeabilidade vascular II- fase fibrinopurulenta: processo inflamatório piora - Acometimento bacteriano - Formação de septos fibrinosos, locais de liquido e aderências pleurais - Pode formar um empiema Estágios de Light III- fase de organização: drenagem inadequada do derrame - Formação de tecido fibrinoso - Fator transformador de crescimento (TGF)-β e o fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF - Colapso pulmonar (aumento da pressão alveolar e redução da complacência) - Propicia infecções crônicas Pleurite fibrinosa ● Dor torácica aguda exacerbada pela respiração profunda; ● Tosse; ● Espirros ● Manobras de Müller (o contrário da manobra de Valsalva) ● Febre Quadro Clínico ● Radiografia de tórax ● Análise sanguínea ● ECG ● Tomografia computadorizada de tórax ● Ultrassom torácico ● Análise de fluidos após toracocentese Diagnóstico Histologia ● Na pleura há processo inflamatório → formação de tecido de granulação → evolução deste para tecido fibroso jovem (fase atual). ● Os fibroblastos já depositaram quantidade considerável de fibras colágenas e o número de vasos neoformados diminuiu. ● O tecido fibroso jovem se tornará mais denso pela diminuição progressiva dos fibroblastos e deposição de mais fibras colágenas, chegando finalmente a uma cicatriz madura. Evolução da histologia Pericardite Anatomia Histologia Funções do pericárdio Revestir Barrar a invasão Limitar a distenção Manter pressão zero ou negativa 01 02 03 04 Epidemiologia ● 3 e 28 casos/100 mil pessoas/ano ● H>M ● Achado em 1% das autópsias ● Associado a miocardite em 15% ● 5% das dores torácicas de origem não isquêmica na emergência ● Causa de 1% dos desnivelamentos de segmento ST no ECG Etiologia Etiologia ● Idiopática ○ Diagnóstico de exclusão ● Neoplásica ○ História clínica + células neoplásicas ● Autoimune ○ FAN, FR, complemento ● Infecciosa ○ Tuberculose: Raio-x, PPD ○ Viral: convelescência de quadros, hiv +, cultura viral ○ Bacteriana: Febre, leucocitose, cultura ● Infarto ○ ECG, troponina ● Uremia ○ Ureia e creatinina séricas ● Trauma ○ História clínica ● Radiação torácica ○ História clínica Etiologia Apresentação clínica x Histológica ● Pericardite aguda; ● Pericardite crônica; ● Derrame pericárdico e tamponamento cardíaco; ● Pericardite constritiva; ● Pericardite recorrente. ● Pericardite fibrinosa ● Pericardite fibrinopurulenta ● Pericardite crônica inespecífica ● Pericardite hemorrágica ● Pericardite granulomatosa ● Pericardite constritiva ● Pericardite pós-infarto do miocárdio e síndrome de Dressler DIagnóstico Clínico ● Pericardite Aguda ○ Manifestação: Síndrome febril com acometimento das Vias aéreas superiores, dor toracica e atrito pericárdico ○ Dor torácica: pode variar com a respiração ou posição do tórax, variando também de intensidade e duração ○ Atrito pericárdico: Pode ser em 3 tempos e pode ser transitório **Por vezes, a pericardite encontra-se associada a miocardite, que deve ser suspeitada na presença de exame clínico de disfunção ventricular aguda DIagnóstico Clínico ● Pericardite Aguda ○ Marcadores de alto risco: - Elevação de enzimas de necrose miocárdica -Febre alta -Leucocitose -Derrame pericárdico volumoso -Tamponamento cardíaco -Anticoagulação oral -Disfunção global pelo ecocardiograma Diagnóstico Clínico ● Tamponamento Cardíaco ○ Saco pericárdico normal: Presença de 30 a 50 ml de líquido ○ No tamponamento: O líquido se acumula e ultrapassa a capacidade de distensão do tecido fibroelástico pericárdico - Consequências: Progressiva compressão de todas as câmaras cardíacas e Redução de volume de enchimento cardíaco Diagnóstico Clínico ● Tamponamento Cardíaco ○ Pericardite Aguda (ocorre em minutos), Pericardite Subaguda (dias e semanas) ○ Diagnóstico clínico, baseado na história e no exame físico: taquicardia, pressão venosa elevada, hipotensão arterial e a presença de pulso arterial paradoxal. ○ Tríade de Beck: hipotensão arterial + bulhas hipofonéticas + turgência jugular patológica Diagnóstico Clínico ● Pericardite constritiva ○ Mais comum nos casos de pericardite piogênica, tuberculosa e neoplásica ○ Características: -Dispneia de esforço -Disfunção diastólica -Ascite desproporcional ao edema de MMII -Pulso Paradoxal Histopatologia ● Fibrinosa ○ Espessamento por edema e por aumento do colágeno ○ Infiltrado inflamatório e fibrina na superfície ○ Tecido de granulação - cronificação ● Fibrino-purulenta ○ Infiltrado neutrofílico ○ Formação de abscessos, em meio a fibrina e restos celulares ○ O encontro do agente etiológico é frequente Histopatologia ● Hemorrágica ○ Associada a pericardites agudas ○ Componente hemorrágico expressivo ○ Principais causas: tuberculose, infiltração neoplásica e cirurgia cardíaca ● Granulomatosa ○ ○Principal etiologia: Tuberculosa ○ ○Presença de necrose caseosa ○ ○Pode evoluir para pericardite constritiva Marcadores Laboratoriais ● Marcadores de necrose miocárdica ○ Mais frequente a elevação de troponina do que CKMB ○ Pico de troponina no 2º dia após início dos sintomas ○ Troponina permanece mais tempo elevada que CKMB ● Marcadores de atividade inflamatória ○ VHS, leucocitose e Proteína C reativa (PCR) aumentados ○ Normalizam no final da 2 semana ○ Valores persistentemente elevados indicam a necessidade de terapêutica anti-inflamatória prolongada e maior risco de recorrência da pericardite Marcadores Laboratoriais ● BNP / NT-proBNP: ○ Podem estar elevados em doenças pericardicas ● Marcadores do diagnóstico etiológico ○ Dosar: hormônios tireoidianos; provas reumatológicas; função renal; hemoculturas, na suspeita de infecção bacteriana. ○ Exames Complementares ● ECG ● Raio X de Tórax ○ Cardiomegalia se fluido pericárdico > 200 ml ○ Formato globular da silhueta cardíaca - Tamponamento ○ Calcificação pericárdica - Pericardite Constritiva Exames Complementares -Outros exames: ● Ecocardiograma ● Tomografia computadorizada do coração ● Ressonância magnética cardíaca ● Medicina nuclear Tratamento – Indicações do tratamento cirúrgico nas afecções pericárdicas. Referências Montera M.W., Mesquita E.T., Colafranceschi A.S., Oliveira Junior A.M., Rabischoffsky A., Ianni B.M., et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites. Arq Bras Cardiol 2013; 100(4 supl. 1): 1-36