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Júlia Assis Silva - Turma IV alfa PARTO Interação Comunitária CARACTERÍSTICAS DO PARTO ● Como sei quando a paciente está em trabalho de partos? Contrações ativas, rítmicas. ● Quando considero uma contração ativa? 3 contrações em 10 min. ● O que é um parto humanizado? atender e entender as vontades da mulher, tendo em vista manter em segurança a mãe e o bebê. ○ Qualquer tipo de parto, cesárea ou normal, pode ser humanizado, desde que respeite as vontades da paciente dentro dos limites. ● Parto cesárea: tem contrações, mas não quer sentir a dor do parto (dor vaginal). ○ A cesárea no SUS é recomendada em partos de alto risco e quando chega em trabalho de parto mas não tem dilatação efetiva. ○ Demora cerca de 15 minutos, é rápido. Por isso temos altas taxas de cesárea tanto no SUS quanto nos planos de saúde. ● Cesárea eletiva:marcada com 38 semanas, com ou sem contrações. ○ Risco de atraso no desenvolvimento cognitivo. ● Parto normal: pode ser muito longo, durando até 36 horas, normalmente o plano só cobre até 6 horas e após isso indicam a cesárea erroneamente. ○ O plano de saúde cobre o parto normal com o plantonista do dia, se quero com o médico do meu interesse preciso pagar para ele estar disponível. ○ Partos que duram muito tempo também é cobrado a mais, e se não pagar esse valor o hospital vai tentar direcionar para uma cesárea. ● Períodos clínicos: ○ A termo: maior ou igual a 37 semanas. ○ Pré-termo: menos que 37 semanas. Parto normal x parto natural ● Parto normal: tem intervenções médicas com indicações clínicas. ● Ex: fórceps, ocitocina, anestesia na peridural. ● Parto natural: sem nenhuma intervenção. ● A cesárea pode ser humanizada (nasceu e foi direto para a mãe, fazer a hora de 1 ouro - mamar na primeira hora). Violência obstétrica ● Ocorre quando não respeitam a vontade da gestante sem justificativas clínicas. ● Toda e qualquer violência realizada com a gestante desde a recepção. ● Ex: episiotomia, fórceps e ocitocina sem indicação clínica e impositiva. Agressões, xingos, omissão de informações, ameaças, puxo dirigido, negar o direito a um acompanhante, manobra de Kristeller. ● Pode ser verbal, psicológica, física, negligência. Parto humanizado ● Vai muito além de fazer práticas naturais e não ter intervenção médica direta. ● Processo feito com carinho, respeito, cuidado e zelo pelas vontades da gestante e da saúde do bebê e da mãe. Pode ser fazer partos dentro de banheiras, presença de doulas/acompanhantes e até mesmo entregar o bebê ao nascer para a mãe. TRABALHO DE PARTO ● Avaliar as contrações, dilatação, esvaecimento e a perda do tampão mucoso. ● Contrações: avaliar se são dolorosas, o ritmo, o tempo e a frequência. ○ Identificar se é uma contração falsa (Braxton-hicks) , pois uma contração efetiva causa dilatação e esvaecimento (afinamento do colo do útero). ● Perda ou não do tampão mucoso:mulheres que costumam perder rápido o tampão e romper a bolsa tendem a ter partos mais rápidos. ○ Porém, algumas mulheres podem perder o tampão até alguns dias antes das contrações. Não é indicativo de trabalho de parto, apenas que ele está chegando e que pode ser mais rápido. ○ Esse tampão é o que faz o colo do útero ficar fechado. Só consigo verificar a dilatação se ela tiver perdido o tampão. ● Rompimento da bolsa: é uma sensação de uma cólica leve, com uma pressão. ○ Se feito forçadamente causa muita dor, e é feito para tentar acelerar o parto. Violência obstétrica se feito sem consentimento. ○ Não é indicativo de trabalho de parto. ○ Bebê empelicado: o parto ocorreu sem a bolsa romper. ● Emmédia, as primíparas tendem a ter partos mais longos e a média de um parto normal é de 12 horas. 2 PERÍODOS CLÍNICOS ● Existem períodos que a paciente passa quando está em trabalho de parto, preciso entender os movimentos que o bebê faz em cada período. ● 1) Dilatação e esvaecimento: colo do útero dilatando e afinando. ○ Se o colo do útero não chegar à dilatação máxima o bebê não nasce. ○ Esvaecimento = apagamento. ● 2) Expulsivo: é a parte de expulsão do parto, que ocorrem os mecanismos de nascimento. Ocorreu toda a dilatação. ○ Período que costuma durar no máximo 2 horas. ● 3) Dequitação: saída da placenta, é o momento final do trabalho de parto. ○ O parto acaba depois que a placenta sai. ● 4) Período de Greenberg/1° hora pós-parto: é a hora de ouro, avaliar se tem hemorragia, risco na hora que a placenta descola do útero. ○ Fazer a revisão de todo o canal de parto ainda na sala que ocorreu. Avaliar se não vai surgir complicações dentro de 1 hora. ○ Mesmo o parto tendo acabado essa ainda é uma fase, pois é algo que precisa ser necessariamente revisado após a saída da placenta. ○ Hemorragia tardia: precisa de intervenção. ● Mecanismo de parto: entender quais movimentos o bebê precisa fazer no canal vaginal para sair. Está na fase expulsiva. ○ Não adianta ter a dilatação correta, esvaziamento e encaixe na pelve maior, sem ter o posicionamento correto do corpo e da cabeça do bebê. Pois fora dessa posição o bebê não vai sair mesmo fazendo força, pois não conseguirá chegar na pelve menor. ■ Direciona para cesariana. ■ Esse bebê não passa do estreito médio, ele encaixa na pelve maior mas não passa dela para a pelve menor. 1° PERÍODO ● Período de dilatação e esvaecimento. ● Esse período vai do início da dilatação até a dilatação máxima (10 cm). ● Colo do útero afina e dilata pela pressão/força de contração. ○ É por isso que precisamos de contrações efetivas para causar a dilatação, pois é a força que o bebê faz no colo do útero que causa a dilatação. 3 ● Orientar a paciente em relação à contração, se é efetiva ou não. Pois, apenas a contração efetiva causa modificações no colo do útero para que haja a dilatação. Contrações ● Braxton-hicks: falsas contrações, normalmente ocorrem na 34° semana. É curta, 15 a 30 segundos. Arrítmicas e ocorrem poucas vezes por dia. ○ Não aumentam a frequência, diferente da contração efetiva. ○ Geralmente indolores, mas podem causar uma dor leve. ● Contração efetiva: são as do trabalho de parto. Tem longa duração, normalmente mais de 40 segundos. ○ Ficam cada vez menos espaçadas e mantêm um ritmo constante de 2-5 a 10 minutos. Provocam dor e desconforto. ○ Orientar que a paciente conte as contrações que tem a cada tempo. ● A ocitocina faz com que as contrações aumentem em todos os aspectos, havendo aumento da dilatação e do apagamento. ○ Existem indicações clínicas. ● Para conseguir dilatação efetiva precisa ter contrações efetivas também. ● Admissão na maternidade ● Apenas o rompimento da bolsa não é indicativo de admissão na maternidade. ○ Bolsa rota: bolsa que rompe antes do período expulsivo 4 ● Rompimento da bolsa commuito líquido: procurar a maternidade, visto que a diminuição grande do líquido amniótico pode gerar sofrimento fetal para o bebê. ● Rompimento da bolsa com pouco líquido e sem 4 cm de dilatação: orientar que ela volte para casa e registre o ritmo e frequência das contrações ○ Normalmente pede para ela voltar 1 hora depois. ○ Se forem efetivas há probabilidade de dilatação adequada e ela deve procurar a maternidade. ● Contrações efetivas sem dilatação: voltar dentro de uma hora. ● A cada vez que a gestante for na maternidade devemos avaliar a vitalidade fetal, caso ela esteja alterada devemos admitir. Fases do apagamento e dilatação ● Trabalho de parto latente: tem contrações com menos de 3 a cada 10 minutos, a dilatação é de no máximo 3 cm. ○ Esse período pode durar muito, tem contrações dolorosas mas elas são muito espaçadas. Causa modificações lentas no colo do útero. ○ Não vai ser admitida no hospital. ● Trabalho de parto ativo:momento da admissão na maternidade, dilatação de pelo menos 4 cm, contrações efetivas de 3 a cada 10 minutos. ○ O principal para admissão da paciente é a dilatação. ● Transição:momento intermediário entre a fase ativa do apagamento e dilatação para o período de expulsão do bebê (2° período). Exame de toque ● Utilizar luvas finas e introduzir odedo indicador e o médio no canal vaginal. ● 1 dedo = 2 cm, 2 dedos = 3 cm, 3 dedos = 4 cm e de 4 cm a 10 cm a identificação será feita por meio da abertura dos dedos indicador e médio e medição na régua. ● Normalmente quando dá 10 cm eu não consigo abrir e encostar nas extremidades. ● Toques excessivos causam risco de infecção, mas se as contrações forem efetivas posso fazer o toque em uma frequência maior para verificar a dilatação. 5 ● Métodos não farmacológicos ● Estimulam a liberação natural de ocitocina para aumentar a dilatação e aliviar naturalmente a dor. ● Bola, doula, música, massagem na lombar, respiração, banho de imersão, posturas mais confortáveis, técnicas de relaxamento, etc. ● São métodos utilizados após os 4 cm de dilatação. Intervenções na admissão ● Quando a paciente for admitida temos que fazer os sinais de vitalidade dela e do bebê. ● Avaliar de hora em hora: pulso, frequência das contrações uterinas e BCF. ● Avaliar de 4 em 4 horas: temperatura, PA, exame vaginal se houver preocupação com o progresso do parto. ● Fazer partograma com linha de ação de 4 horas. ● O que é o partograma? Gráfico que avalio e registro as contrações e dilatação da paciente para verificar em que momento tenho que intervir farmacologicamente (com administração de ocitocina, quando bem indicada). 2° PERÍODO ● É o período expulsivo. Vai da dilatação total até a saída do feto. ● Dura no máximo 2 horas. ● Puxo dirigido: orientar que a mulher faça força, não deve ser feito, muito menos no período de dilatação, pois gasta as forças da paciente e o bebê não consegue sair nessa hora. ● Ao invés de dizer para ela empurrar eu devo orientar que ela faça força no 6 momento da contração. ○ Exaustão: indica intervenções médicas. ● Se a mãe não conseguir fazer o puxo não posso aplicar ocitocina pois o puxo é voluntário, a mãe tem a contração só não tem a força. ● Junto com o período expulsivo ocorre mecanismo que é o momento do bebê passar do estreito maior da pelve para o estreito menor fazendo a rotação. ● A força que a mãe faz para baixo auxilia na descida e rotação do bebê. Manobra de McRoberts ● O bebê já coroou e a mãe está em exaustão, o objetivo é auxiliar o bebê a sair. ● Primeiro o bebê sai com o nariz para baixo e depois faz a rotação externa para ficar para frente. ● Nesse caso a mãe não tem força para empurrar e o bebê fazer a rotação externa. ● Colocar a mãe nessa posição e minha mão acima da sínfise púbica, empurrar de leve para gerar a pressão para o bebê sair e fazer a rotação externa. ● Não tem distorce de ombro, apenas a mãe entrou em exaustão. ● Manobra de Woods ● Com o bebê coroando, mãe fazendo força mas o bebê não consegue fazer a rotação externa para desprender os ombros. Devemos pegar a cabeça dele e fazer essa rotação externa forçada, pois o ombro dele pode estar um pouco preso. 7 ● Manobra de Zavanelli ● Manobra de última instância, bebê ainda com distócia de ombro e você já tentou todas as outras manobras. ● Devemos voltar com o bebê para a mesma posição seguindo os movimentos que ele faz e fazer uma cesárea. ● Manobra de Kristeller ● Está proscrita, não pode fazer Episiotomia ● Distocia de ombros: geralmente feita junto com a manobra de woods. ● Fetos macrossômicos: pode ser que a vulva da paciente seja menor e não esteja dilatando como deveria. 8 ● Período expulsivo prolongado:mais de 2 horas de período expulsivo. Devemos primeiro avaliar o porquê; se é exaustão da mãe não adianta fazer a episiotomia. Normalmente está associado com a dificuldade de passagem do feto. ● Bebê não consegue passar na vulva, a dilatação do colo do útero já ocorreu, mas a dilatação da vulva não é compatível com o tamanho do bebê, já atingiu seu limite. ● É melhor ser uma laceração normal do que uma episiotomia. ● Quando feita sem indicações clínicas é violência obstétrica. ● ● Episiorrafia: sutura realizada na episiotomia. ● Risco de infecções, devido a umidade, urina, sangramento, fezes. Pode causar perda de sensibilidade se for mal realizada. Fórceps ● Indicações clínicas: exaustão materna, falha de descida ou rotação e período expulsivo prolongado. ● Planos de delee (+2): período em que o bebê precisa fazer o movimento. ○ Entre a pelve maior e a menor temos as espinhas isquiáticas, é o menor ângulo que o bebê tem que passar (plano 0 de delee entre as espinhas, abaixo das espinhas isquiáticas é +1, +2 e +3 e acima das espinhas é -1, -2, -3). ● 9 ● Bebê passou do estreito menor já. ● Para puxar tenho que fazer os movimentos que o bebê já faria. ● OBS: na manobra de woods o bebê normalmente já está no plano +3 de delee. Intervenções e medidas de rotina ● BCF ● Cardiotocografia:monitoração das contrações e dos batimentos cardiofetais. ● Posição: a melhor posição é a que a gestante achar. Avaliar a posição da cabeça do bebê, se tiver uma deflexão total tem que ser uma cesárea. ● Clampeamento do cordão: ocorre entre o segundo e o terceiro período. Deve-se clampear quando ele parar de pulsar, o que ocorre uns 3 minutos depois. 3° PERÍODO ● Período de dequitação, pode durar até 30 minutos. ● O normal é que a placenta saia naturalmente em no máximo 5 minutos pós-parto. ● Uma saída atrasada seria em até mais de 30 minutos. Devemos tracionar o cordão umbilical e fazer uma massagem no fundo do útero para estimular a contração. ● Caso ele esteja em hipotonia justifica entrar com ocitocina. ○ Só se utiliza ocitocina em hipotonia uterina ou sinais de hemorragia. ○ Ocitocina natural: colocar o bebê direto no peito da mãe. ● Curagem: tracionar o cordão ao mesmo tempo que adentra a mão na vagina e tenta descolar a placenta. ● Útero relaxado: período de parto prolongado, de tanto o útero contrair e relaxar ele entra em fadiga. Gemelaridade é um fator de risco. ● Administração de ocitocina de maneira preventiva em dosagens baixas e intramuscular para estimular a contração e prevenir a hemorragia. Descolamento da placenta ● Maneiras que a placenta descola. ● Baudelocque-Schultze: a placenta está no fundo do útero e se descola no centro primeiro. A placenta sai e logo depois vem o sangramento. Sangra bem menos. 10 ● ● Baudelocque-Duncan: a placenta se descola no canto, o sangue sai junto. Sangramento maior. ● Condutas ● Condutas após a saída, quando começa a hora ouro, período de greenberg (vai desde a saída da placenta, que é quando acaba o parto, até 1 hora depois). ● Exame placenta, canal aginal, cordão umbilical e membranas (4° período). ● Tracionamento do cordão (3° período). ● Massagens no fundo do útero (3° período). 4° PERÍODO ● Período de Greenberg ou primeira hora pós-parto. ● Avaliar o canal do parto para verificar se existem lacerações. ● Exame placenta, cordão umbilical e membranas. ● Objetivo principal: avaliar se existe risco ou se já tem hemorragias. ● Avaliar a placenta: 11 ○ Face materna: é a parte de trás da placenta, verificar se está cheia de buracos, que quer dizer que ficaram muitos restos placentários→ risco de hemorragia tardia. Fazer a curagem para retirada dos restos placentários. ● Avaliar se tem atonia uterina→ ocitocina para evitar hemorragia. ● Consequências da administração exagerada de ocitocina: ○ Sofrimento fetal: a contração causa vasoconstrição, e uma bradicardia transitória que é fisiológica, por isso se aumentamos muito a contração em excesso o bebê tem muita bradicardia e entra em sofrimento fetal ○ Hipotonia uterina: o útero continua a contrair de maneira involuntária depois do parto para voltar para o lugar, na hipotonia ele não contrai, pois contraiu tanto que causou o relaxamento das fibras, fadiga, risco de hemorragia pós-parto. Processo de cicatrização ● 1) Miotamponagem: laqueadura viva dos vasos uterinos. Ocorre uma vasoconstrição quando estou contraindo para interromper de maneira fisiológica o fluxo sanguíneo. ● 2) Trombotamponagem: formação de trombos→ cobrir a ferida aberta do sítio placentário. ● 3) Indiferença miouterina: contrações e relaxamento do útero. O úteroprecisa continuar contraindo para prevenir a hemorragia. ● 4) Contração uterina fixa: após a primeira hora→ Globo de segurança de pinard. ○ O útero está contraindo e relaxando, depois a contração fica exacerbada, maior que o relaxamento, fazendo com que o útero fique tensionado e formando o globo de segurança de pinard. ○ Evitando hemorragia e ajudando a involução uterina. ● A tendência é voltar o útero ao seu lugar normal depois de 12 dias. Avaliar risco de hemorragia ● 1) Tônus: palpação para avaliar se o útero está em atonia. ○ Ele tem que ser rígido→ globo de segurança de pinard. ■ Se estiver em atonia→ ocitocina e medicamentos para coagulação. ○ Maior causa de hemorragias. ● 2) Trauma: revisar o canal de parto para verificar possíveis lacerações. ● 3) Tecido: avaliar a placenta e fazer uma varredura para retirar possíveis restos. ● 4) Trombina - coagulopatia: avaliar fatores trombofílicos na gestante, com 12 alteração de exames. MECANISMO DE PARTO ● Esses mecanismos ocorrem no momento da expulsão. ● O colo do útero está abaixo da espinha isquiática, então quando o colo está dilatando o bebê está descendo, mas no período expulsivo é quando ele está fazendo os movimentos. ● Movimentos que refletem as modificações de postura do feto, à medida que ele se adapta ao canal do parto. ● Objeto: bebê. ● Fatores que interferem no mecanismo de parto: deflexão da cabeça grau III, que impede a passagem. Bebês macrossômicos, ou com hidrocefalia. As voltas do cordão umbilical podem interferir. ○ Esses fatores são os que interferem no mecanismo de parto mesmo que a força de contração e a dilatação estejam ocorrendo normalmente. ○ Além da distócia de ombro, quando o bebê não faz os movimentos corretos fica preso, está mais relacionada com a força de contração. ● Trajeto DURO e MOLE ○ Duro: pelve. ■ Deformidades na pelve podem atrapalhar o mecanismo de parto. ■ Não existe pelve que não deixa passagem do bebê. ○ Mole: assoalho. ● Motor: contração, precisam ser efetivas para o mecanismo de parto ocorrer. ○ Na dilatação também precisa das contrações para auxiliar na dilatação. ● 13 ● Entre a pelve maior e a pelve menor tenho as espinhas isquiáticas. Quando eu digo que o bebê encaixou quer dizer que ele está na pelve maior. ○ Só que para ele descer para a pelve menor ele tem que passar pelas espinhas, que são localizadas no estreito médio. ● Quando o bebê está com deflexão de cabeça ou tem algum distúrbio o diâmetro fica maior que 11,5 e ele não consegue passar pelo estreito médio. ● Planos de delee ● ● O estreito de delee +1 é a menor angulação que o bebê tem que transpor. 14 ● O bebê só chora quando passa pelo +3. ● Distócia de ombro: cabeça passou pelo +3 mas o ombro ficou. ● Por isso na manobra de Woods precisamos repetir o movimento que o bebê faria para passar o ombro pelas espinhas isquiáticas. ● Como avaliar? tocar e identificar as espinhas isquiáticas. ● Quando está -AM não consigo sentir o bebê, não está nem insinuando. ● As espinhas isquiáticas estão acima do colo do útero, então não precisa dilatar 10 cm para passar do plano 0 de delee. ● Passou do plano +3 está coroando. ● Quando devo orientar o puxo? Bebê passou do plano 0 de delee ou se a cabeça estiver totalmente fletida. ○ Ex: mãe com 10 cm e bebê no plano -1, pode ser uma deflexão grau II, fazer o toque→ orientar 1 puxo, caso não tenha melhoras→ cesárea. ● Empacar no +2→ distócia de ombro, fórceps. ● Manobra de woods→ rotação externa, +3 ● ● Estática e atitude fetal ● Situação do bebê: pode ser transverso, longitudinal e oblíquo (situação transitória). Relação entre o maior eixo fetal e o maior eixo uterino. 15 ● ● Apresentação: em uma situação longitudinal ele pode ter uma apresentação cefálica ou pélvica. Quando está transverso a apresentação é córnica. ○ Apresentação pélvica não contraindicação de parto normal. Apresentação córnica contraindicada parto normal. ● ● Apresentação cefálica fletida e defletida: quanto maior a deflexão maior a angulação. ○ Como avaliar: tocar e avaliar a presença da fontanela lambdóide e a parte occipital da cabeça. ○ Deflexão grau 0: bebê com a cabeça toda fletida e o queixo encostando na fúrcula esternal, menor angulação da cabeça e passar pelo estreito médio. ■ Apresentação ideal para o trabalho de parto. ■ Se a contração não for efetiva e o puxo também não adianta ele estar em apresentação ideal. ○ Deflexão grau 1 (B): toco a fontanela bregmática. Não indico cesárea, pois com a força da contração é esperado que a cabeça fletir. ○ Deflexão grau 2 (N): toco a glabela e o nariz. Pode ser indicativo de cesárea, mas ainda há chance de o bebê fletir. Devemos avaliar a vitalidade do bebê e o grau de contração da mãe. ○ Deflexão grau 3 ou total (M): indicativo de cesárea. Toco o queixo (mento). 16 ● ● Apresentação pélvica completa e incompleta:muito raro de ocorrer um apresentação pélvica incompleta. ● Registro da apresentação do bebê. ○ Apresentação: onde eu toquei o bebê. Sacro (S)→ posição pélvica. ■ Acrômio (A)→ transverso, indicativo de cesárea. ○ Posição: referência do dorso. Direita: bebê totalmente a direita. ○ Variação da posição: variações da localização do dorso.Ex: esquerda anterior. O bebê está à esquerda mas seu dorso está um pouco anterior. ○ Ex: BDT (bebê com apresentação bregma, com o dorso à direita e transverso). ○ Quando está transverso está totalmente à direita ou à esquerda. ● Movimentos do parto 17 ● Movimentos que o bebê faz para passar pela pelve. ● São 7 tempos, ou 6 se unir a descida e flexão. ● Insinuação: encaixe na pelve maior. Fixação da cabeça no estreito superior da bacia. ● ● Descida ou progressão: descida da pelve superior para a pelve inferior. Para passar essas pelves precisa passar pelo estreito médio, para isso precisa fazer a flexão da cabeça. ● Flexão: flexão da cabeça para passar pelo estreito médio (espinhas isquiáticas). ○ Para completar a descida precisa fletir a cabeça. ● ● Rotação interna da cabeça: rotação→ assinciclismo. Essa rotação interna é feita para desprender o ombro. ○ Ele estava de lado e depois ficou com a cabeça para frente, desprendeu um ombro. Dorso fica anterior. 18 ● ● Desprendimento do polo cefálico: na vulva precisa desprender a cabeça, coroação. Começa a sair a cabeça. Já passou do plano +3. ● ● Rotação externa da cabeça: desprender o segundo ombro, voltando para a mesma posição lateral que estava antes. ○ Manobra de woods é a simulação do 6° tempo. ● ● Desprendimento dos ombros e tronco: saída do corpo. 19 ● PARTOGRAMA ● ● É aberto quando a mulher é admitida na maternidade e está em trabalho de parto ativo. ● Utilizado no 1° período de trabalho de parto, até os 10 cm de dilatação. ● Importância: registro do parto, identificar o padrão de desenvolvimento do trabalho de parto, auxiliar nas intervenções e no momento imprescindível para administração de ocitocina. ● Dilatação e descida: não é necessário fazer o toque a cada hora, para evitar infecção, avaliar as contrações para verificar se evoluíram ou não. O símbolo triângulo é utilizado para as dilatações. ○ A bolinha para altura da apresentação cefálica, planos de delee – o Y dentro da bolsa é registro de sutura, mas não é feito por generalistas. ○ O padrão de dilatação é de 1 cm a cada hr. 20 ● ● Essas duas linhas na dilatação e descida são as respectivas linha de alerta e linha de ação. ○ Linha de alerta: quando estiver chegando perto da linha de alerta eu devo começar as intervenções não farmacológicas ou, se já tiver começado, intensificá-las. ○ Linha de ação: ocitocina – se continuar mantendo o mesmo padrão cesárea. ● Contrações em 10 min/hora: avaliar as contrações por 10 minutos. ● Bolsa: devo escrever se é íntegra (BI) ou rota (BR). ○ O rompimento forçado da bolsa não é indicado. ○ Só é indicado se há sofrimento fetal. ○ Se a bolsa estiver íntegra não tenho como avaliar o líquido amniótico, então só coloco X. ● Líquido amniótico: quando a bolsa está rota devo descrever o LA,se está claro (LC) ou meconial (LM). ○ LM→ sofrimento fetal, cesárea na hora. ○ Não preciso romper a bolsa para avaliar sofrimento fetal por LM, posso avaliar por BCF. ● Contrações: avaliar por 10 min. Além da frequência avaliar a intensidade. Não tem necessidade de colocar se é dolorosa, pois se está em trabalho de parto eu já sei que é dolorosa. ○ Cada quadrado é uma contração. 21 ● ● Batimentos cardiofetais: o normal é que sejam de 120 a 160 bpm. ○ Como identificar sofrimento fetal? inicialmente tem taquicardia transitória e depois bradicardia. ○ Fazer uma bolinha em cima da linha. Se o valor for mais 6 de arredonda para cima, se for menos de 5 arredonda para baixo. ● 22 ● 23