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Saude da Mulher - Aula 4

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Lili Leite

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SAÚDE DA 
MULHER
Escola Técnica Complemento
Professora Enfermeira Sarah Canelas
sarah.canelas@gmail.com
Período de Parto
Comumente chama-se parto a termo aquele que ocorre entre 37 e 42 semanas (258 a 293 dias) de gravidez.
Considera-se prematuro o parto que acontece antes de 37 semanas e parto pós-maturo o que só ocorre após 42
semanas de gestação.
Hoje em dia, a ultrassonografia é capaz de estabelecer com boa precisão a idade gestacional, de tal forma que
havendo divergências entre ela e as informações da paciente é na ultrassonografia que o médico deve confiar.
◦ Pré-termos: idade gestacional inferior a 37semanas.
◦ Prematuridade extrema - menor que 28 semanas de gestação. Os bebês encontram-se no limite de viabilidade e necessitam
de cuidados sofisticados e intensivos.
◦ Prematuridade grave – 28 a 30 semanas de gestação. Apresentam algumas vantagens fisiológicas, entretanto exigem a
mesma qualidade na assistência.
◦ Prematuridade moderada - 31 a 33 semanas de gestação.
◦ Prematuridade quase-termo – 34 a 36 semanas.
◦ A termo: idade gestacional entre 37 e 41 semanas e 6 dias.
◦ Pós-termo: idade gestacional igual ou maior que 42 semanas.
Sinais e Sintomas indicativos da 
proximidade do Trabalho de Parto 
Existem manifestações físicas que alertam ao profissional de
saúde que essa gestante está próximo do parir. Esses sinais
associados aos cálculos de idade gestacional dão maior
segurança quanto as condutas a serem tomadas e conferem
um menor risco de complicações ou partos em lugares
inapropriados.
É importante toda a equipe ter a ciência desses sinais que
devem ser orientados a gestante ainda no pré-natal.
Esses sinais não necessariamente qualificam o inicio de um
trabalho de parto uma vez que podem ocorrer após o claro
inicio do trabalho ou até durante o parto.
Sinais e Sintomas indicativos da 
proximidade do Trabalho de Parto 
◦ Encaixe do Bebê
A barriga ganha outro formato, ficando mais ‘baixa’. É sinal de que o bebê se moveu, provavelmente em direção à
pelve. Nessa posição, na maior parte das vezes ele fica com a cabeça para baixo, diminuindo a pressão do útero sobre o
diafragma - um alívio para a mãe, que pode respirar melhor. A frequência com que as mulheres vão ao banheiro para fazer xixi
também aumenta porque o espaço para a bexiga armazenar urina está menor.
◦ Saída do Tampão Mucoso
O corpo feminino começa a liberar o muco espesso e gelatinoso que é responsável por tampar o colo do útero e
proteger o bebê contra a ação de microrganismos nocivos. Isso acontece devido à dilatação do colo do útero. A expulsão pode
ser gradual ou de uma única vez. É comum esse tampão apresentar um pouco de sangue que se dá exatamente pelo “esticar” do
colo. Esse processo pode acontecer vários dias antes do começo do trabalho de parto assim como durante fazes avançadas do
trabalho de parto.
◦ Dilatação do Colo do Útero
A região vai se abrindo aos pouquinhos para facilitar a passagem do bebê. A dilatação considerada apropriada para 
o trabalho de parto tem a ver com a espessura do colo do útero,
◦ Aumento de energia
Por conta das alterações hormonais, essa mulher tende a ficar mais disposta, por vezes beirando ao agitada. Referem 
fazer faxina na casa inteira, rearrumar a bolsa da maternidade e afins.
Sinais e Sintomas de Trabalho de Parto
◦ Contrações:
Ao passo que se aproxima o trabalho de parto o organismo da mulher começa a ter alterações nas
taxas hormonais causadas pela interação do bebê com a mãe como por exemplo o contato do polo cefálico
do bebê com o colo do útero. Esse contato inicia a liberação de Prostaglandinas no sangue que, uma vez
captadas pela neurohipófise, começa a secretar a Ocitocina que irá iniciar as contrações do trabalho de parto.
Essas contrações começam espaçadas e muitas vezes quase imperceptíveis pela mãe ou percebidas
como cólicas uma vez que a contração nada mais é que a contração dos músculos uterinos, ato que
normalmente não configura dor. A dor de uma contração é ligada ao fato de a criança ser empurrada contra a
bacia materna.
Devido ao aumento de Prostaglandinas e Ocitocina essas contrações se tornam mais próximas uma
da outra e apresentam duração mais longa, gerando o mecanismo de Feedback Positivo.
Ao avaliar uma gestante deve-se fazer a Dinâmica Uterina onde permanecemos com a mão no fundo
de útero e contamos quantas contrações ocorrem em 10 minutos e a duração de cada uma.
Caso essa gestante apresente 3 ou 4 contrações com duração média de 30 a 40 segundos cada uma
no período de 1h (10’ 3 40”), essa mulher deve ser encaminhada para a maternidade.
O Parto só irá acontecer na presença de Contrações!
Sinais e Sintomas de Trabalho de Parto
◦ Contrações Braxton Hicks
Também conhecidas como contrações de treinamento ou falso trabalho de parto, as contrações de
Braxton Hicks são contrações uterinas que podem ser percebidas no terceiro trimestre de gravidez. Apesar de
geralmente causarem ansiedade na gestante, não trazem prejuízos nem à mãe, nem ao bebê, e não indicam
trabalho de parto.
Algumas mulheres descrevem as contrações de Braxton Hicks como um aperto no abdômen que vai e
vem. Outras dizem que parecem cólicas menstruais leves.
Diferente do que ocorre com as contrações que indicam trabalho de parto, as de Braxton Hicks:
◦ Geralmente não são dolorosas
◦ Não ocorrem em intervalos regulares
◦ Não ocorrem em pequenos intervalos
◦ Podem desaparecer quando você muda de atividade ou posição
◦ Não ficam mais fortes conforme o tempo passa
Sinais e Sintomas de Trabalho de Parto
◦ Rompimento de Membranas Amnióticas
O Rompimento da Bolsa (Rotura Prematura das Membranas Ovulares (RPMO)) nem
sempre configura como sinal de trabalho de parto uma vez que a bolsa pode romper antes,
durante ou depois do trabalho de parto. De qualquer forma esse rompimento é um marco
importante e deve ser orientado a gestante a observar e anotar o horário do rompimento e
as características como odor e cor do liquido eliminado.
Se essa mulher com gestação a termo apresentar saída de liquido claro
(transparente) com grumos (massinhas brancas) e odor característico (lembra água
sanitária) essa mulher poderá se dirigir calmamente para a maternidade de escolha.
Caso o rompimento ocorra de forma prematura ou apresentando líquido
esverdeado ou verde (sopa de ervilha), apresentar sangramento importante ou odor forte
desagradável essa mulher deve se encaminhada com urgência para a maternidade.
Sinais e Sintomas de Trabalho de Parto
◦ Rompimento de Membranas Amnióticas
A gestante estável que apresentar rompimento sem o inicio de trabalho de parto
deverá ira a maternidade pois as barreiras físicas que protegiam o bebe foram retiradas
aumentando a probabilidade de infecção. Essa gestante poderá permanecer sem qualquer
intervenção referente a aceleração do parto e somente realizar a antibioticoterapia IV.
Diferente do que é mostrado em filmes e novelas, o rompimento das membranas
nem sempre acontece em forma de jato ou em grande volume, mas pode acontecer em
perdas pequenas e constantes que facilmente podem ser confundidas com escapes
urinários. Uma forma simples de se avaliar se houve rompimento de bolsa é orientar a
gestante a utilizar um absorvente e observar se a eliminação se mantem, a coloração e o
odor do mesmo. Caso confirmado o rompimento, anotar a média do horário do rompimento
e orientar quanto a ida para a maternidade.
Sinais e Sintomas de Trabalho de Parto
◦ Dilatação do Colo Uterino
O aumento das taxas circulatórias de Prostaglandinas tem efeito direto sobre esse colo de
útero que até esse momento se apresenta alongado, grosso, posterior e fechado para a
segurança do bebê e começa a passar pelos processos de amolecimento, afinamento,
anteriorização e dilatação:
◦ Amolecimento: A consistência do colo, que era semelhante a de um nariz, vai amolecendo e ficando
parecida com consistência do lobo da orelha;
◦ Afinamento: O comprimento ou espessura do colo, que era longo (em média 3 cm), vai afinando,
chegandoa 1 mm de espessura;
◦ Mudança de posição: De uma posição virada para trás em relação à vagina, ele vai se anteriorizando e
ficando no mesmo eixo que a vagina;
◦ Dilatação: Em associação com todas essas mudanças, o colo acaba dilatando um pouco, de 1 a 3 cm e
chegando em alguns casos a dilatar de 4 a 6 cm, sem que a mulher esteja em trabalho de parto. Ele pode
permanecer assim por dias, até que o bebê dê o estímulo inicial para que as contrações do trabalho de
parto comecem a agir e façam a dilatação progredir para que aconteça o parto.
10/05/2022
Fases do Trabalho de Parto
O trabalho de parto é divido em quatro fases, na seguinte ordem: dilatação, expulsão, dequitação e Greenberg.
◦ 1ª fase: Dilatação
O trabalho de parto começa quando as contrações da mãe se tornam regulares, com intervalo de 3 - 5 minutos entre
uma e outra e persistentes durante pelo menos uma hora, podendo chegar a 18 horas (ou mais).
No início da dilatação, esse processo ocorre de forma mais lenta, demorando de seis a oito horas, em média, para
chegar a quatro ou cinco centímetros. Depois, no período mais ativo, o colo do útero dilata cerca de um centímetro por hora até
que ele atinja a dilatação total de 10 centímetros. É geralmente no final dessa fase que a bolsa se rompe, porém, em algumas
mulheres, a bolsa pode se romper antes mesmo do trabalho de parto começar.
O Período de dilatação é dividido em duas fases: latente e ativa.
A latência caracteriza-se como um período em que as contrações estão se tornando mais coordenadas, fortes e
eficientes, o colo torna-se mais amolecido, flexível e elástico. Dois terços do tempo total do período de dilatação correspondem a
esta fase.
A fase ativa começa quando a dilatação cervical atinge 2 a 4cm, sendo definida como a de dilatação cervical
rápida. Para que ocorra a dilatação é necessário o apagamento, a descida do feto e contrações uterinas eficientes. Estas
contrações encurtam o corpo uterino, tracionando longitudinalmente o segmento inferior, que se expande. A frequência da
contratilidade uterina aumenta à medida que evolui o trabalho de parto, sendo maior em sua fase ativa
Fases do Trabalho de Parto
No primeiro estágio do
parto são necessárias algumas
intervenções de enfermagem
específicas relacionadas a esta
fase do parto:
◦ Estabelecer uma relação com
a parturiente seus familiares.
◦ Informar a parturiente e seus
familiares a progressão do
trabalho de parto.
◦ Fornecer líquidos leves
conforme prescrição médica.
◦ Explicar todos os
procedimentos durante o
trabalho de parto.
◦ Monitorar os sinais vitais
maternos:
◦ o Temperatura a cada 6 horas,
exceto no caso de hipertermia
ou no rompimento das
membranas, que exigem a
verificação a cada 2 horas e
sempre que necessário.
◦ o Verificação de pulso e
respiração de acordo com a
rotina do setor.
◦ o Pressão Arterial a cada 6
horas, exceto no caso de
hipertensão ou hipotensão, ou
quando a parturiente receber
medicamento que interfira na
estabilidade hemodinâmica.
Nestes casos o intervalo de
verificação será definido pela
equipe do setor.
◦ Monitorar os batimentos
cardiofetais.
Fases do Trabalho de Parto
◦ Oferecer os métodos não
farmacológicos de alívio da
dor de acordo com a
aceitação da parturiente:
deambulação, massagens,
movimentos facilitadores do
trabalho de parto, banho de
aspersão, bola suíça,
respiração consciente,
aromaterapia, escalda pés
◦ Estimular a parturiente a uma
atitude ativa com
movimentação e exercícios
livres durante o trabalho de
parto, parto e nascimento,
favorecendo as posições
verticais e uso de métodos não
invasivos para alívio da dor.
◦ Estimular as técnicas de
conforto.
◦ Ajudar a parturiente a mudar
de posição.
◦ Orientar a paciente a
caminhar, agachar, ficar semi-
sentada, manter-se em
decúbito lateral, auxiliar no
banho de aspersão,
◦ Rever e ensinar técnicas de
respiração adequadas.
◦ Administrar medicações
prescritas, caso necessário.
◦ Observar sinais e sintomas após
a administração das
medicações.
◦ Auxiliar na analgesia, quando
indicado.
◦ Incentivar o esvaziamento da
bexiga.
Fases do Trabalho de Parto
◦ A “Partolândia”
Há mulheres que permanecem ativas fisica e racionalmente durante todo trabalho de parto, concentradas em cada
contração, na respiração, comem, dançam e permanecem ligadas aos acontecimentos ao seu redor enfim, interagem. Por outro
lado, existem parturientes em que o processo interior necessita de um desligamento momentâneo, pedindo um tempo à ação do
néocortex, responsável por recepcionar os estímulos como visão, audição, raciocínio.
É um modo stand by, quando o cérebro acessa o modo primitivo, “vazio” retirando a mulher do “real”, da intensidade
da dor, do mundo e acontecimentos à sua volta, levando-a ao íntimo e profundo lugar em seu ser, é como se ela saísse dali. O
corpo é sábio e providencia esse recurso a mais, o qual, na linguagem popular, podemos nominar como um apagão passageiro,
com o objetivo de favorecer que o corpo feminino continue percorrendo a jornada do trabalho de parto até o nascimento do
bebê.
Estado onde ocorre um momento de conexão com o mundo interior, quando as interferências externas parecem deixar de existir no
momento em que dão a luz.
Na “partolândia”, as mulheres normalmente perdem a noção de tempo e espaço. Não se lembram de detalhes do
que estava acontecendo à sua volta, sentem um prazer e um relaxamento tão grandes que não conseguem descrever.
A "partolândia" permite que a mulher se mantenha presente no parto, atenta a todo o processo fisiológico. Em geral, a
mulher que chega à partolândia sabe o que fazer e como fazer, só precisa deixar acontecer.
Fases do Trabalho de Parto
◦ 2ª fase: Expulsão
As contrações se tornam mais intensas e o canal do colo do útero já
está totalmente dilatado. Assim, o bebê começa a encaixar para nascer. Nesse
momento, surge uma vontade irresistível de fazer força e é importante fazer
força na mesma hora que as contrações vierem.
Quando a cabeça do bebê estiver próxima da vagina, a mãe sentirá
um ardor (Círculo de Fogo) e o médico poderá pedir para que ela diminua a
força. Dessa forma, o bebê nasce mais lentamente e, assim, diminui o risco de
lesões no períneo.
Fases do Trabalho de Parto
O segundo estágio (período expulsivo) inicia-se 
com a dilatação máxima e termina com a expulsão do feto. 
Nessa fase ocorrem os puxos maternos. Nesta 
fase são necessárias as seguintes intervenções de 
enfermagem: 
Informar a parturiente e seus familiares sobre a progressão do 
trabalho de parto. 
◦ Preparar a mesa de parto usando técnica asséptica. 
◦ Preparar a Unidade de Calor Radiante (UCR) e os materiais 
para receber o RN. 
◦ Auxiliar o profissional a se paramentar. 
◦ Auxiliar a parturiente no posicionamento adequado. 
◦ Higienizar a área perineal. 
◦ Monitorar os sinais vitais maternos. 
◦ Auxiliar a puxar suas pernas para trás, de modo que seus 
joelhos fiquem fletidos. 
◦ Fornecer incentivo positivo e frequente.
◦ Incentivar a respiração eficaz.
◦ Levantar grades laterais.
◦ Registrar o procedimento no livro de parto transpélvico do 
setor. 
◦ Incentivar o aleitamento materno na primeira hora de 
vida. A Organização Mundial da Saúde recomenda o 
aleitamento precoce, pois está associado à menor 
mortalidade neonatal, ao maior período de 
amamentação, à melhor interação mãe-bebê e ao 
menor risco de hemorragia materna. 
◦ Identificar o recém-nascido com pulseira e/ou 
tornozeleira, registrando o nome da mãe, prontuário data, 
hora do nascimento e sexo.
O “Parto Empelicado” 
acontece quando a bolsa 
amniótica, que protege o 
bebê durante a gravidez, 
não se rompe durante o 
trabalho de parto e parto. 
Desta forma o bebê 
nasce dentro da bolsa 
amniótica.
Fases do Trabalho de Parto
◦ 3ª fase: Dequitação
O bebê já nasceu, as contrações continuam, mas com bem menos intensidade para que a placenta seja
expelida. Esse momento dura de cinco a dez minutos podendo se estenderpor até 1h quando não apresenta sinais de hemorragia.
Na 3ª fase do processo de parturição ocorre a separação e a expulsão da placenta. Este estágio constitui-se em
período de grande risco materno e exige do profissional manter a vigilância dos sinais clínicos, em função da possível ocorrência de
hemorragias no pós-parto, uma das grandes causas de mortalidade materna.
A incidência de casos de hemorragia pós-parto e de retenção placentária ou de restos placentários aumenta na
presença de fatores predisponentes. Mesmo em gestações de baixo risco e partos normais durante o 1º e 2º estágios coexiste a
possibilidade de ocorrer hemorragia severa e/ou retenção placentária. Assim, a forma a assistência prestada durante o 3º estágio
poderá influenciar diretamente sobre a incidência dos casos de hemorragia e na perda sanguínea decorrida desse evento.
Para isto, algumas medidas devem ser tomadas:
◦ Realizar a administração de 100UI de Ocitocina IM em MSE
◦ Incentivar e manter o aleitamento materno
◦ Observar sangramento. A perda de mais de 500 ml de sangue pode representar risco de choque hipovolêmico.
◦ Realizar a coleta do sangue do cordão para obter amostra de sangue a fim de realizar análise bioquímica e hematológica.
Fases do Trabalho de Parto
◦ 4ª fase: Greenberg
Essa última fase é definida como a primeira hora após a saída da placenta. Trata-se de
um momento de observação da mãe pela equipe com o objetivo de evitar hemorragias. Depois
desse período, o útero já está bem contraído.
Algumas mães podem se sentir nas “nuvens”, pois o organismo libera ocitocina,
conhecido como “o hormônio do amor” e responsável por influenciar no vínculo entre a mãe e o
bebê.
A hemorragia pós-parto (HPP) é a causa mais comum de mortalidade materna quando
computadas as mortes em todo o mundo, sendo responsável por 25% dessa taxa e contribuindo
para a mortalidade e para a elevação dos custos no atendimento perinatal.
A observação deve ser redobrada nesta fase, por tratar-se do período em que, com mais
frequência, ocorrem hemorragias pós-parto, principalmente por atonia ou hipotonia uterina. É
também momento adequado para promoção de ações que possibilitem o vínculo mãe/bebê,
evitando-se a separação desnecessária.
Fases do Trabalho de Parto
Avaliação de Enfermagem
◦ Verificar a firmeza do fundo do útero (globo de segurança de Pinard).
◦ Avaliar pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória.
◦ Estimular o aleitamento materno precoce na primeira meia hora de vida quando o
recém-nascido estiver em boas condições.
◦ Inspecionar regularmente o períneo para sangramento importante.
◦ Observar a quantidade dos lóquios (sangramento caracteristico). Absorvente
saturado em 1 hora: solicitar avaliação médica!
Fases do Trabalho de Parto
Intervenções de Enfermagem
◦ Massagear o fundo de útero em caso de
hipotonia uterina e solicitar a avaliação
obstétrica.
◦ Coletar sangue para exames laboratoriais, caso
necessário.
◦ Administrar medicações conforme prescrição
médica.
◦ Monitorar pressão arterial, frequência cardíaca,
frequência respiratória a cada 15 minutos até
seu encaminhamento para enfermaria de
alojamento conjunto.
◦ Ajudar a puérpera e o recém-nascido no
processo do aleitamento materno.
◦ Incentivar a ingesta de alimentos e líquidos
conforme tolerado.
◦ Manter acesso venoso quando indicado.
◦ Aplicar bolsa de gelo na área perineal, não
ultrapassando 20 minutos de permanência.
Administrar a medicação analgésica, caso
prescrito.
◦ Realizar trocas de roupas e absorventes.
◦ Incentivar o vínculo da tríade (mãe, pai e RN).
◦ Registrar a avaliação realizada em formulário
próprio.

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